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Willba

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Sobre Willba

  • Data de Nascimento 09-08-1982

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    Professor e Jornalista (mestre de cerimônias e radialista)

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  1. Saudações! Estou acompanhado seu relato e ansioso pela continuidade do mesmo. Abraços! *
  2. Saudações! O Canadá. Esse jovem país de 150 anos em que os banheiros não tem janelas nas casas e bares. Nação em que nas mesmas ruas que se pode fumar maconha livremente não se pode beber. Em que os bares fecham às duas da manhã e as pessoas todas bebem água das torneiras. Essa terra que nos brindou bandas seminais de Rock Pesado como o RUSH e o ANVIL foi meu destino de férias esse ano. Acompanhe esse detalhado relato sobre esse país onde no verão o está sol até oito da noite focado em Vancouver e o caminho de trem até Toronto. Lembre-se de levar seu adaptador universal de tomadas e embarque nessa viagem! *01 . Introdução.* Mochileiros, todo ano eu faço uma viagem internacional sozinho a qual passo todos os doze meses economizando. Em 2017 o destino escolhido para esse terceiro mochilão internacional foi o Canadá. Tal elencamento foi motivada por uma amiga argentina (que eu não via há 10 anos) que se mudou para lá esse ano para cursar a faculdade de turismo e me chamou para um festival. O mesmo se chama ROCK AMBLESIDE PARK, realizado na cidade de West Vancouver, no Parque Ambleside, que ainda que fosse a primeira edição já nascia grande, pois é realizado pela Rádio Rock 101. Fazendo jus à programação da emissora, o evento de três dias contou somente com bandas clássicas canadenses das décadas de 1970 e 1980 que nunca vieram (ou virão, infelizmente) ao Brasil. Selecionei dez dias então. Três para o festival, dois em Vancouver e o restante para saciar minha realização pessoal de viajar num trem de passageiros por alguns dias. Ao todo, estive no Canadá, de 17 a 26 de agosto de 2017. Como passei o tempo todo na casa de minha amiga ou no trem fico pobre para falar para vocês de Hostels e ainda que meu mochilão seja mais voltado ao underground e ao Rock'n'Roll tenha certeza que essas linhas serão de ajudas a todos que querem conhecer essa nação em tudo se chama Canadá. Vamos ao relato? Aeroporto de Vancouver; 02 . Passaporte e visto Brasileiros que NÃO tenham visto válido para os EUA precisam tirar visto para entrar no Canadá sim. Para tanto, você precisa entrar no site do governo canadense e criar um nome do usuário e senha. http://www.cic.gc.ca/ Eu recomendo esse tutorial passo-a-passo para tirar seu visto: http://fazendoasmalas.com/blog/como-tirar-o-visto-para-o-canada-pela-internet-um-guia-passo-a-passo-completo/712/ Você paga 100 Can, não reembolsáveis para saber se é aceito no país. A parte de preencher os formulário IMM5257 e IMM5707E são bem massantes. Não clique nesses formulários, ou você irá abrií-los pelo Internet Explorer e não conseguirá preenche-los. Clique no link deles com o botão direitro e "Salvar anexo como" e depois de salvo abra os arquivos pelo Adobe e só depois os preencha. Você pode também ir pessoalmente e fazer todo o processo nos três Visa Application Centre, sendo que cada formulário é cobrado um tanto. No fim desse link tem os endereços para os três existentes no Brasil; no Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo. http://www.melhoresdestinos.com.br/visto-canadense-canada.html Avenida das Nações Unidas, No 12.551, World Trade Center São Paulo, 18o andar, salas 1809 e 1810. Brooklin Paulista São Paulo – SP. CEP: 04578-903 [email protected] Visa Application Centre – Rio de Janeiro Av. Américas, 3500, Ed. Le Monde Offices – Hong Kong 1000, Salas 612, 613, 614 e 615. Barra da Tijuca Rio de Janeiro – RJ. CEP: 22640-102 Visa Application Centre – Brasília Brasilia Shopping and Tower, Quadra 5, Setor Comercial Norte – SCN / lote sala 1126. Brasilia – DF. CEP: 70715-900 [email protected] Depois de toda essa epópeia você ainda paga se não quiser pegar e buscar pessoalmente seu passaporte. Recomendo ler e esmiuçar a leitura dos links acima antes mesmo de começar a viagem. Um brasileiro fazendo amigos rockers no Canadá! 03 . Comprando passagens. Em pesquisas feitas nos sites Decolar.com Skyscanner, eu descobri que os voos mais baratos para o Canadá são os noturnos da Air Canada saindo de São Paulo. Comprei as passagens direto do site da Air Canada. N ão existem voos diretos do Brasil para Vancouver. Eu tive então de comprar duas passagens na ida. Uma de São Paulo a Toronto. Esperar duas horas no aeroporto e então pegar outro voo (comprando outra passagem) de Toronto a Vancouver. A primeiro viagem dura 12 horas e a segunda mais quatro horas. Se você for ir todo caminho de São Paulo a Vancouver de uma única vez recomendo escolhar uma espera de pelo menos duas horas em Toronto, pois você deve retirar sua bagagem e passá-la de novo na esteira. Na volta eu comprei só a passagem de Toronto a São Paulo, pois esperava voltar de Vancouver a Toronto de trem. 04 . Câmbio. Um dolar canadense comprava R$ 2,70 na época de minha viagem. Comprei dinheiro em espécie numa casa de câmbio na avenida Paulista em São Paulo antes de viajar. Ao contrário dos países que fui antes, a saber, Argentina e México, as coisas no Canadá são muito caras. Por exemplo, um prato feito por lá sai 12,00 CAN, o mesmo sairia uns R$12,00, só que você não está pagando R$12,00, mas o equivalente a R$ 32,40. Nos outros países citados, o valor seria o equivalente no peso deles aos R$ 12,00. 05. Viajando pela Air Canada - PROBLEMA COM A MOCHILA. Ao contrário de quando fui para o México, o voo na classe economica da Air Canada é um terror. As poltronas tem pouco espaço e reclinam menos que as dos ônibus de viagem. A janela do avião também não pode ser fechada pelo passsageiro. Resultado? É um terror de dormir!!! Levem isso em consideração. No mais, quando você compra a passagem pode pedir alimentação diferenciada. Eu pedi comida indiana vegetariana. Uma delícia. No voo de ida, o de doze horas, eles servem janta e café da manha. Ainda há vinhos e etc, mas pagos à parte. Pedindo uma alimentação diferente da tradicional, você também é atendido antes. Na poltrona em frente à sua haverá uma tela com ampla opção de filmes, séries, musicais etc. Eu assisti "Os Goonies", um seriado canadense chamado "People of Earth" e um documentário turco chamado "Kedi (sobre os gatos em Istambul)", rs, se tivesse mais tempo teria assistido "Alien". As maioria deles tem audio ou legenda em inglês. Nenhum em português. Na ida, os funcionários também não falavam português. Resultado do não-profissionalismo da Air Canada: Eu tive de ir num show de Rock carregando o mochilão! >- MALA PERDIDA -< No trajeto entre Toronto e Vancouver a Air Canada extraviou a minha mala!!! A retirei na primeira esteira e a carreguei e postei na esteira de bagagens do próximo voo, como eles mesmo recomendam, e chegando em Vancouver... nada do meu mochilão aparecer! Se imagine na situação de chegar num país estranho e sua mochila cargueira ter ficado no outro aeroporto. Pior... quando você não foi o único "felizardo"! A justificativa da empresa foi a chula possível dizendo que o voo já estava cheio e por isso deixaram algumas malas para trás em Toronto!!!!!!!!!!!!!!!!! Então, o funcionario me garantiu que a mala viria no próximo avião, que chegaria lá às duas da tarde, nisso eram meio-dia, e às 18 no máximo a mala já teria sido entregue na casa de minha amiga onde estava hospedado (que pegaram fone e endereço). Perdi a tarde inteira esperando a mala. NADA DELES CHEGAREM. Olho no site que me passaram e vejo que a mala "en route to deliver" e chegaria até às 22. Já era noite e resolvi ir para um bar na cidade com minha amiga. Achei que eles não entregariam na mesma noite ... e não entregaram mesmo!!!!! Ai ás seis da manhã a empresa começou a ligar no celular dela dizendo que a mala seria entregue das onze às 14. Não se verificou. Então, a gente ligando e eles dizendo que a mala seria entregue à partir das 15. Disse que não poderia esperar, pois meu festival começava naquela tarde de sexta-feira. Resultado? Tive de voltar no aeroporto e buscar a mala! A minha mochila cargueira sequer tinha estado em um caminhão para ser entregue! Perdi de passear sexta à tarde e sábado de dia sendo mantido, deliberadamente, em erro pela empresa! Após buscar a mala no aeroporto não tinha como ir até a casa de minha amiga e depois para o evento, então levei a mala enorme no show de rock. Imaginem o transtorno que não foi. Para piorar, já era sexta-feira e minha roupas que eu usava desde quarta-feira estavam imprestáveis. Tive de usar roupas emprestadas de minha amiga nesse dia. Imaginem o transtorno.... E se eu escolhesse esperar a mala ser entregue? Teria perdido o primeiro dia do festival que eu viajei para assistir? Seria a mala entregue naquele dia ou outra vez seria enganado? 06 . Vancouver - Locomoção pela cidade. Em Vancouver há um metro que sai do aeroporto e vai até o centro da cidade. Eles vendem o bilhete recarregavél que custa CAN 6,00, ou você pode comprar para usar somente numa das três zonas de metro ou comprar um bilhete diário. Por recomendação eu comprei um bilhete e o recarregava qdo tinha necessidade. Vc só pode recarregar ou comprar bilhetes nas estações de trem. Eu estive hospedado perto do PNE, numa travessa das Hastings, então se comprasse bilhete para um dia teria de pagar o ônibus para o centro toda manhã, pois não há estação próxima. Os ônibus funcionam bem e passam rápido. É fácil se locomover de busão por Vancouver. Os últimos da noite passam às duas e meia da manhã, recomeçando às cinco horas. Vancouver é uma cidade planejada, com ruas amplas e limpas e que não existem telefones públicos. O que ajuda é que os Starbucks coffe tem internet wi-fi liberada. No caminho do Centro para o Bairro seguindo pela Hastings existe a "cracolândia" canadense, que pouca se assemelha à brasileira. O governo compra seringas para evitar o contágio de doenças, então os viciados ficam vagando pela rua, tentando vender no estilo camelô ambulante suas quinquilharias como fitas vhs, barbeadores e utilidades do lar, mas não interferem na vida dos moradores ou turistas. Sendo entrevistado pela Rádio Rock 101. 06.1. Lugares para comer. O Canadá não tem comida própria; ou quase não tem. Você encontra Subway, todos esses fast-foods, no mesmo estilo dos que existem no Brasil e também comidas e restaurantes de uma infinidade de países como Vietnã, Taiwan, Coréia, Itália etc etc. Lembrando que mesmo nos restaurantes, em tudo que você compra incide imposto de 13%. Assim como no Reino Unido, os locais fazem churrasco com salsicha. Só fazia uma refeição por dia na rua, pois ou comia na minha amiga, ou no evento e no restante dos dias comi no trem, portanto, pouco tenho a acrescentar. 06.1.1 El Purgacito de America Restaurante de comida mexicana e el salvadorna que fica na Hastings. Além de inglês, o funcionários também falam castellaño. Foi o restaurante mexicano mais legal que conheci no Canadá. Eles também vendem tortillas, pimentas e outras produtos típicos para serem preparados em casa ou no Hostel. Endereço: 2522 E Hastings St, Vancouver, BC V5K 1Z2, Canadá. Telefone: +1 604-568-8591 Poutine 06.1.2. Smoke's Poutine A única comida tipicamente canadense que conheci é o Poutine. Num pote de papelão é colocado batata frita, com alguns legumes e molho de carne. Há mil variações possíveis: com queijo, carne, cheddar, linguiça, vegetariano (minha opção) etc. Não é lá tão saudável, mas achei válido conhecer. 06.1.3. La Taqueria Pinche Taco Shop. Restaurante de comida mexicana estilo fast food. Tem tortillas, quesadillas, tacos etc, mas não em tantas opções como o anteriormente citado. Não tem água de sabor, ou produtos típicos que podem ser levados para casa, mas permite um self-service de legumes para acompanhar os pratos. Os funcionários não falam espanhol. 06.2. Bares Noturnos. Em Vancouver os bares ficam abertos até as duas da manhã. 06.2.1. The 340 Pub. Pub muito legal com fliperama e karaoke. Excelentes opções de choops (ou pints, como eles chamam lá) e bebidas diversas. Eu gostei muito desse Pub, por ser bem Rock'n'Roll. Possui Wi-fi para clientes. https://pt-br.facebook.com/ThePub340/ Eu cantando no The 340 Pub. 06.2.2. What's UP. O Bar punk na Hastings. Quando cheguei lá tava rolando DOA e depois colocaram Johnny Thunders and the Heartbreakers. Tem vinho. Possui Wi-fi para clientes. https://pt-br.facebook.com/whatsuphotdogvan/ 06.2.3. Samesun Backpackers. O único bar não especificamente de Rock'n'Roll que fui, mas o som também não decepcionou, o ambiente é bem jovem e descontraido por ser o pub que fica embaixo do Hostel. Pessoas não hospedadas podem frequentar. Muitas pints, vinhos, drinks diversos etc. Let's have a Pint. 06.2.4. Astoria. Pub no estilo do 340 só que maior, com mais discotecagem, pois no outro é o tempo todo a galera cantando no Karoke. O palco principal também suporta eventos de bandas ao vivo, mas é cobrado um couvier para entrada. Possui telão e vários opções de Pints. https://www.facebook.com/astoria.hastings/ Canadenses tem o costume de deitar na grama das praças no horário de almoço, ou mesmo para aproveitar o dia. Essa praça fica próxima a estação de metro Waterfront. 06.3. O que visitar. 06.3.1. Callister Park É uma praça redonda enorme em pouco depois do PNE. Tem muitas árvores, parquinho para crianças, árvores gigantes, espaço para passear com os cachorros. Como era bem próxima à casa da amiga que me hospedou, eu ia lá fazer meus exercícios físicos pela manhã. Existe desde 1921. 2875 Oxford St, Vancouver, BC V5K 1N6. 06.3.2. PNE Colliseum Os discos ao vivo clássicos do NAZARETH E DO BLUE ÖYSTER CULT foram gravados lá. E até hoje o Pianin' continua recebendo artistas canadenses e internacionais de porte como DOOBIE BROTHERS, ROD ARGENT, ZZ TOP etc. Além disso, a arena também recebe milhares de outros eventos que não musicais e de rock. Também tem feirinha de artesanatos, parque de diversões e exibições diversas. Quando eu estava lá a taxa de entrada era CAN 25,00. https://www.pne.ca/ 06.3.4. Pendulum Gallery Construída em 1986 no espaço do Santander e do banco HSBC. Parece um vão fechado por vidros num shopping center. Eu só fui porque estava sendo exibida a mostra de um dos meus fotógrafos favoritos do Rock 'n' Roll, Bob Gruen. 885 W Georgia St, Vancouver, BC V6C 2G2 http://www.pendulumgallery.bc.ca/ 06.3.5. New Brighton Park. Parque urbano com espaços para caminhada, exercício físico, parquinho, bebedouros e mais um montão de coisas ao livre. Rola de ir a pé do PNE em dez minutos. O parque conta com uma área de piscinas para canadenses e associados. O mais legal desse parque, em minha opinião é New Brighton Park Beach, uma praia urbana muito legal. Ao invés de areias temos pedras, a água é muito salgado e fria, mas fria mesmo ainda que fosse verão. O visual é muito bonito com as pontes e montanhas ao fundo. Ainda que passem navios, o mar é bem limpo para o banho. Ainda que a água seja calma, saem algumas ondas e a maré sobe muito rápido. 3201 New Brighton Road, Vancouver, British Columbia, Canada https://en.wikipedia.org/wiki/New_Brighton_Park 06.3.6. Davies Street. A rua LGBT da cidade! Para saber mais, sugiro a leitura desse link. http://www.canadaparabrasileiros.com/vancouver/o-que-fazer-em-vancouver/a-famosa-davie-street/ Esse bar "Celebrities" citado no texto é a balada dos playboys. Eu não fui, pois não curto música eletrônica, esse tipo de ambiente caro. Outro texto muito legal é esse aqui: https://en.wikipedia.org/wiki/Davie_Village Nos textos não é citado, mas a rua também tem Sex Shops e bares de Rock. Todavia, os estabelecimentos voltados ao Rock'n'Roll não aceitavam pagamento em cartão e minha amiga estava sem dinheiro vivo. É muito legal lá, eu adorei. Se vc reparar nas fotos as faixas de pedestres são com as cores do arco-iris, assim como o simbolo da comunidade está também nos semáforos, bares, enfim, por todos os lugares! 06.7. Long live Cats and Dogs Pet shop com temática de Rock''n'Roll. O próprio nome vem do disco Long Live Rock'n'Roll do Rainbow. Vendem camisetas de Rock com temática felina e canina, botons e demais acessórios. Também organizam eventos underground de Metal para arrecadar renda para tirar bichanos das ruas. 425 E Hastings St, Vancouver, BC V5L 1V3, Canada http://www.longlivecatsanddogs.com/ 06.8. FICOU FALTANDO Wreck Beach: praia de nudismo. http://www.wreckbeach.org/ Science World British Columbia: Museu da ciência. https://www.scienceworld.ca/ Stanley Park: terceiro maior parque urbano na América do Norte. http://vancouver.ca/parks-recreation-culture/stanley-park.aspx Jimi Hendrix Shrine: museu em homenagem ao guitarrista negro, canhoto, estadunidense que fez sucesso primeiro na Inglaterra. Fica numa rua de descida e parece ser bem tosco. Quando passei por lá, o proprietário não estava. Não tive oportunidade de voltar. 432 Homer St, Vancouver, BC V6B 2V5, Canada. https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g154943-d2715734-Reviews-Jimi_Hendrix_Shrine-Vancouver_British_Columbia.html English Bay: praia que fica no final da Dave St. Infelizmente, só puder ir a rua de noite. 06.4. Lojas de Disco. FIQUEI DUAS HORAS EDITANDO ESSES TÓPICOS E UM ERRO NO SITE FEZ EU PERDER TODO O TEXTO. FODA-SE. Ficará sem! Highlife Records Beatstreet Records Red Cat Records Audio Pile Records Neptune Records Buzz Rock Store 06.5. Lojas de Bebida. Diferente do Brasil, no Canadá NÃOOOO se vendem bebidas em mercados, quiosques, lojas de conveniência etc. Só se vendem bebidas alcoílicas nas chamadas Liquor Stores. Para se comprar um goró você deve ter mais de 19 anos e apresentar dois documentos, um deles com foto. Por exemplo: seu passaporte e seu cartão de crédito para mostrar que é o mesmo nome. Existe uma variedade impressionante de bebidas nesses lugares, pois só vendem isso. Atenção, os mesmos fecham as 23 horas, por isso tome cuidado para não ficar sem ter onde beber, rs! Atenção também para os preços, pois é tudo muito caro. Um vinho similar ao Mioranza, que custa R$13,00 no Brasil é o Screw It, que no Canadá custa CAN $ 10,00. 06.6. Loja de Acessórios / Camisetas Rockers Vancouver Rock Shop Desde 1973. A maior loja que já vi na vida! 1076 Granville St, Vancouver, BC V6Z 1L5, Canadá https://www.facebook.com/THE-VANCOUVER-ROCK-SHOP-91056581622/ 06.7. Loja de Quadrinhos Golden Age Collectables http://gacvan.com/ 852 Granville St, Vancouver, BC V6Z, Canadá Conhecendo a banda de Glam Rock canadense SWEENEY TODD. 06.6. Rock Ambleside Park. O festival que motivou a viagem em primeiro lugar. É um festival grande, com capacidade para umas 3 mil pessoas. O que me impressionou foi que a faixa-etária dos presentes fosse bem mais alta do que se esperaria de um show semelhante no Brasil ou na América Latina. Saltou a vista também a quantidade de pessoas que foram ao festival e levaram cadeiras para assistir aos shows sentados. A praça de alimentação era toda desses food-trucks gourmets, sendo que os pratos mais em conta saiam não menos de Can $ 10,00. A cerveja em lata mais barata vendida saia Can $ 7,85. Achei um roubo e não bebi no evento (que começava às 15 e terminava às 21, com tempo de passar nas Liquor Store do Centro). Com algumas das poucas pessoas de visual na platéia. Sexta: Harlequin, The Stamperders & Platinum Blonde Sábado: Helix, Nick Gilder & Sweeny Todd, Honeymoon Suite & Randy Bachman (ex- BTO e ex- The Guess Who) Domingo: Pirms, Headpins, Glass Tiger & April Wine O público, tinha dinheiro para gastar em tudo que era caríssimo no evento. Também haviam poucas pessoas de visual Rocker mesmo, como veríamos num festival semelhante no Brasil. Havia uma área vip com fliperamas etc, só que o ingresso era bem mais caro. Após os shows todas as bandas, menos a última da noite, iam a uma área designada para dar autógrafos e tirar fotos com os fãs que esperassem em fila para falar com eles. Herdando a pontualidade inglesa, os shows começavam no horário. A única banda que atrasou foi o Helix. O grupo de Hard 'n' Heavy do final dos anos setenta foi também a única banda que só levou merchandinze para vender no dia de sua apresentação. As demais tinham camisetas, discos etc disponíveis os três dias de evento. 07 . Via Rail: de Vancouver a Toronto. Viajar num trem de passageiros era um desejo forte para mim que sou fã dos filmes de faroeste. Logo, achei que seria uma oportunidade seminal esse coisa de pegar um trem e conhecer várias cidades e estados canadenses em poucos dias. De verdade, o preço de uma passagem aérea não é tão mais barata que a viagem na classe Sleeper Plus do trem. São quatro dias, ao invés de quatro horas, de viagem. Você passa por quatro fusos horários, diversas paisagens lindas. É como se fosse um cruzeiro, segundo dizem, já que nunca estive num, mas sobre trilhos. As comidas são excelentes e o staff, a tripulação, é exemplar. Seria uma viagem fabulosa e fantástica, se não atrasasse tanto. Quem quiser saber mais sobre a viagem recomendo esses links: http://ramalho.com.br/atravessando-o-canada-de-trem-toronto-a-vancouver/ https://oicanada.com.br/21564/os-pros-e-contras-da-viagem-de-trem-pelo-canada/ http://comoviaja.com.br/viagem-trem-canada-toronto-vancouver/ Lembrando que fiz o percurso de Vancouver a Toronto e a maioria dos relatos conta o caminho inverso. O site da Via Rail não aceita cartões de créditos brasileiros, mesmo que internacionais. Quem quiser comprar antecipadamente as passagens terá de fazê-lo por esse site: http://canadadetrem.com.br/via-rail/via-rail-no-brasil/ Sendo sincero hoje e olhando em retrocesso, só faria a primeira parte da viagem. O por quê? Vou explicar na parte final desse relato. 07.01. Advertência - atrasos. Eis o motivo dos atrasos: às vezes se esperava mais de uma hora para o trem cargueiro passar. Diferente da Europa, em que os trens estão sempre no horário, no Canadá, o transporte de pessoas não é prioridade. Repito, na América do Norte o transporte de gente é preterido sobre o transporte de coisas. Após o segundo dia de viagem, o trem começa a atrasar cada vez mais. O motivo é que cada trem cargueiro que passa, o trem de passageiros tem de parar no cruzamento dos trilhos e esperar o cargueiro passar. Essa viagem de Vancouver a Toronto acontece uma vez por semana, saindo nas terças-feiras. O meu trem atrasou em 12 horas! Eu, que imaginava que teria um sábado para conhecer Toronto, quase que não cheguei a tempo de embarcar de volta para o Brasil. O trem da semana anterior ao meu ATRASOU 20 HORAS!!!! Será que no velho oeste eles atrasavam tanto? As empresas no Canadá são mais vigaristas que as brasileiras. Se você reclama diz que vai perder o voo, pergunta se eles te reembolsaram caso você perca o voo, perca a reserva no hostel etc eles te dizem um sonoro não. Você está por sua conta e risco. Por isso mesmo que eu NÃO indico essa viagem de trem. Por causa dos atrasos, algumas paradas como Winnipeg, que seria às 18 horas, com uma hora para andar e conhecer a cidade aconteceu à três da manhã. Onde você vai esse horário num país onde tudo fecha às 2? Sem contar que algumas paradas de uma hora são diminuídas para quinze minutos para economizar tempo (que será gasto esperando o próximo trem cargueiro passar). De verdade, essa foi uma parte das férias que me arrependi. Ainda assim, quem quiser fazer, não marque algo no mesmo dia que o trem está previsto para chegar, pois ele ira atrasar e muito. Pelo menos em dez horas. 07.02. Acomodações, Banheiros etc. Poltronas do Sleeper Plus durante o dia. Poltrona transformada em cama para a noite. Chuveiro e vaso sanitário pia são em banheiros diferentes e a água é sempre quente. O Trem é ar condicionado o tempo todo. Você não pode abrir as janelas. Você se sente dentro de uma geladeira. Cuidado quem tiver rinite! Ainda assim, ele é confortável para dormir. À exceção da primeira noite, talvez por estar agitado, todos os outros dias eu dormi muito bem em minha poltrona. Também não tive problemas em usar os banheiros. De verdade, fiz até meus exercícios físicos nos corredores do trem. À também as cabines para uma pessoa. No caso do Sleeper Plus eles passam uma cortina grossa fechando fechando os beliches. Você tem que dormir na cama com suas duas malas de mão. Também não há tomadas no vagão para carregar celular tablet (somente no banheiro do vaso sanitário). As cabines já tem todo esse luxo. Há cabines para duas pessoas / casais. Vagão panorâmico. Toda noite, a tripulação oferece um chocolate, protetores auricolores, e cobertas e toalhas aos sleeping passengers. Há também a classe econômica, em que você vai, como se fosse num ônibus de viagem. Para quem vai pegar o The Canadian, passeio de quatro dia, essa opção NÃO É RECOMENDADA sob qualquer hipótese. 07.03 . Alimentação à bordo. De longe, de longe, a melhor parte da viagem de trem é a alimentação. O cardápio de café da manhã, almoço e janta tem sempre quatro opções diferentes, sendo três com carne uma vegetariana e sempre incluem sobremesa. Eu, que sou vegetariano, fiquei sempre na última opção do menu. Opções essas, importante ressaltar, sempre variadas. Eles também oferecem vinho e cerveja, que são pagos à parte. Uma coisa legal e muito interessante é que nas três refeições, que são feitas em três partes, a tripulação junta na mesma não só quem está viajando junto. Assim os passageiros não ficam sozinhos e são "forçados" a interagir entre sí. No café da manhã você pode aparecer quando bem entender dentro do horário das oito às dez. Já no almoço e janta você tem que agendar um três horários disponíveis dos três um dia antes. Parada em Jasper. A Única que é legal no passeio. 07.04. Paradas. Dos inúmeros sites e blogs comentando o passeio The Canadian, da Via Rail, NENHUM conta como, quando e quantas paradas possui a viagem. Vamos a elas. O trem parte da estação de Vancouver próxima à estação ciência na Terça-feira. É preciso chegar, pelo menos, com meia hora de antecedência. QUARTA-FEIRA - Parada de 1h30 em Jasper / Alberta. A parada se faz logo após o almoço, pois até essa parte da viagem, o trem segue no horário. O TREM NÃO POSSUI SINAL DE WI-FI, sendo essa uma das poucas paradas em a internet pode ser acessada da rodoviária. O visual das montanhas rochosas é lindo, enatador. A parada é de longe também a mais preparada para receber os turistas, possuindo lojas, restaurantes, praças etc. Faz valer a viagem e dá vontade de ficar uns dias lá. Edmonton, em Alberta. Parada noturna. QUINTA Sakatoon, em Saskatchewan - Ainda que a cidade seja enorme, o terminal ferroviário é no meio do nada. A estação não tem internet. Parada de 20 minutos. Melville, em Saskatchewan - uma pequena e aprazível cidade. A estação também não tem sinal de internet. A loja de rock The Buzz Rocks (foto acima) tem sinal de Wi-Fi gratuito. A parada deveria ter sido de uma hora, mas para poupar atrasos, foi só de 20 minutos. Winnipeg, em Manitoba - essa deveria ter sido outra parada tão legal quanto a de Jasper, mas não foi. Pelos atrasos o trem só chegou lá de madrugada. Sem parque, sem mercado municipal, sem nada para ver ou fazer. Ao menos essa estação tem sinal de internet. SEXTA Sioux lookout, em Northwest Ontário - Cidade pequena, mas com a estação no coração da mesma. Tem farmácia logo em frente, praças, lugares para se ver e livraria católico carismática Good Books oferece internet mesmo para quem não gastar nela. Horne Payne, no distrito de Algoma em Ontário - cidade de menos de dois mil habitantes. Outra vez o trem para 20 minutos. Ao que parece, a rodoviária é num bairro bem residencial. Capreol, na região metropolitana de Subury em Ontário - cidade também de poucos de habitantes, numa região com pouco o que se ver em que o trem para por poucos minutos. SÁBADO Toronto, capital de Ontário. Centro financeiro do Canadá. Não bastasse a enrolação toda com os trens cargueiros ao longo da viagem, o desembarque das malas é lento e moroso. Infelizmente só conheci pouco, e somente o aeroporto. De frente para a estação de trem sai UNION PEARSON EXPRESS, com trens saindo para o aeroporto a cada 15 minutos e percurso demorando cerca de 30 minutos. 07.05. Dia-a-dia à bordo do Trem. O The Canadian sai bem cheio de Vancouver. Há excursões de velhos, que saem da capital de BC e ficam em Jasper. De verdade, na parada de Edmonton, ao fim das montanhas rochosas, o vagão panorâmico é tirado do trem, assim como três carros de cabines individuais são descarrilhados. Se você quiser aproveitar o vagão todo de vidro, terá de ser no primeiro dia. Isso não significa que não hajam vagões específicos para se observar as deslumbrantes paisagens. O trem fica dividido após Edmonton em dois vagões de passageiros e a classe prestige (de alto, alto, alto luxo). Então, teremos os vagões de dormir, o vagão de refeições, o da vista / de atividades. Na minha viagem havia aulas diárias de Ioga na vagão de atividades. Também lá ficam revistas e jornais diversos. À noite, a tripulação passa filmes. Ainda que quatro dias para ficar dentro de um trem frio como uma geladeira possa parecer muita coisa, a viagem passa rápido e não é entediante. O maior ponto negativo são os constantes e estressantes atrasos. Eu que esperava conhecer Toronto sai frustrado da viagem. Para quem consegue levar um livro para ir lendo por horas à fio, ou gosta de jogar xadrez, carteados e similares com os outros passageiros, a viagem é bem confortável. A maioria dos passageiros tem ou perto ou acima dos 40 anos. Pouco se vê jovens ou adolescentes nessa viagem (e quando se vêm estão acompanhados dos pais). 08 . A modo de conclusão. O saldo final da viagem, é claro, foi positivo. Devo confessar que a trocaria a parte do trem por dois em Vancouver e dois dias em Toronto. Ficaram faltando praias, parques, lojas de discos a conhecer. Para quem, como eu, gosta muito de andar, tocar para conhecer o lugar a viagem de trem pouco ou nada acrescenta. Excluindo-se a parada de Jasper, todas as outras são rápidas ou em lugares e horários inóspitos (em quase sempre as três alternativas juntas). Fiquei também com vontade de colar num show mais underground por lá. Será que irão mais jovens no visual como acontece aqui na América Latina? Gosto muito de comida mexicana, mas fazendo o mea culpa, acho que teria encontrado opções muito interessantes da culinária tailandesa, vietnamesa etc que fossem vegetarianas. Ainda que tenha gostado de tudo que vi, gostaria de ter visto e conhecido mais. Ter tido a oportunidade de fazer outros rolês e baladas à noite que não somente o festival. Uma pena que os preços sejam tão caros, pois como já foi citado uma lata de cerveja na loja de bebidas, que aqui seria uns R$3,50 lá no Cánada custa Can $ 3,50. Enfim, já está marcado a segunda edição do Rock Ambleside Park para agosto de 2018. Será uma ótima oportunidade para compensar essas falhas na viagem. Vocês não acham? Encerrando aqui, deixo um abraço, para quem acompanhou e leu todo esse relato. Até outro mochilão, em 2018, buscando conhecer outro país e outros shows de Hard Rock! Cambio e desligo! * Willba (sociólogo e jornalista musical). Bônus track: Para quem se interessou pelo festival, ou gosta do Rock pesado canadense, o mesmo foi abordado em uma edição de meu programa de rádio. https://whiplash.net/materias/news_775/269618-aprilwine.html
  3. Saudações, mochileiros! Tudo bom? Escrevo aqui o relato de meu segundo mochilão internacional. Essa viagem pelas cidades de Buenos Aires (capital e província), Tigres e Lujan durou uma semana e foi motivada quando eu percebi que dois shows internacionais de Hard Rock / Heavy Metal aconteceriam na mesma semana. Férias que começaram a ser planejadas quatro meses de antecedência, saindo de Varginha / MG, desse mochileiro de quase 34 anos anos passeando sozinho pela América do Sul. Ainda que com algumas dificuldades, foi fantástico ver shows do WALTER GIARDINO TEMPLE (banda solo do guitarrista do RATA BLANCA), junto com o ex-DEEP PURPLE, RAINBOW e MALMSTEEN Joe Lynn Turner, além dos espanhois dos BARÓN ROJO. Por ajuda dos amigos que já tinha no país de outros Rocks, pude conhecer as bandas, bastidores e bares noturnos que não são costumeiramente visitados por turistas. Ademais, também fiz muitos passeios típicos e passei por situações clássicas de quem vai à capital portenha. Doravante, passo meu relato intendo ajudar @s [email protected] do site que para lá pretendem viajar. 00. Introdução De fato, Buenos Aires, assim como as outras cidades argentinas, é belíssima. As ruas são amplas e limpas. Algo que facilita muito é que cada quarteirão conta 100 números de endereço. Então, se torna mais difícil se perder por lá, já que se você está no número 115 e precisa chegar, por exemplo, no 350, sabe que ele fica à duas quadras; pois onde se está vai até o duzentos, o seguinte não passa de trezentos e assim vai. Os argentinos se localizam pela rua principal e com outra a cruza, assim, à guisa de exemplificar, eles vão lhe dizer que tal endereço fica no quarteirão da Av. Rivadavia com Av. de Mayo, não necessariamente na esquina. Ainda que tenham me recomendado muito cuidado com trombadinhas e "mãos leves", achei a cidade muito mais segura que capitais de estilo semelhante, como Belo Horizonte ou Rio de Janeiro. De fato, é bem comum, em plena madrugada ver senhores andando pelas calles do centro, indo dos teatros à cafés etc. A cidade é muito animada pela madrugada, e não só os jovens tomam o espaço público. Ainda que o policiamento seja brando, paradoxalmente, os policiais reclamam se você estiver andando bebendo uma cerveja na rua. É recomendável segurar a lata / garrafa com um saco de papel para não "ostentar"; todavia, há gente que fuma mais que tabaco na porta dos bares (em muitos não se pode fumar nada dentro) e os "homi" falam nada. Nos mercados é cobrados é AR$ 0,50 pela sacolinha de compras. Nos kioskos e demais tienda tal prática inexiste. Existem os kiokos, nossas vendinhas ou lojinhas, que comercializam desde águas, refrigerantes, doces, panchos, empanadas e até vendem o cartão do Subte. Você vai comprar neles, risos! No geral, existem muitos brasileiros morando em BA's, a grande maioria cursando a faculdade particular de medicina que você entra sem fazer vestibular. Existe então, uma ideia falsa na cidade que todo conterrâneo nosso por lá seja playboy ou turista com grana para soltar. Todavia, isso não é regra e pouco se aplica, mesmo nos lugares turísticos. Eu fui super bem tratado, em especial pela galera headbanger e rocker em geral. Já tinha amigos do meio, porém fiz muito mais e amizades que se construíram facilmente. Se você gosta de futebol, terá muito assunto, pois quando dizia que era de Minas Gerais, já me perguntavam se eu era Cruzeiro ou Atlético. As pessoas lá também gostam muito de falar de política e não faziam rodeio de perguntar se eu tinha votado na Dilma e reclamavam muito do Estado Neoliberal que está sendo, infelizmente, re-implando por Macri; a quem comparam ao Menem. Exceto quando a horário de verão no Brasil, a Argentina segue o mesmo fuso de Brasília. 01 . Passagem, Aeroportos etc Pesquisei voos saindo de Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Conclui que o último aeroporto (Guarulhos) é o que possui o transporte mais barato. Utilizei o site do decolar.com para efetuar as compras e tudo correu como planejado sem atrasos ou outros transtornos. A empresa que fez o voo foi a Gol. Os atendentes falam português e a única reclamação é o escasso "lanche" servido na viagem. O aeroporto de destino, diferente de muitos brasileiros que vão para Buenos Aires, não foi Ezezia, mas o Aeroparque Jorge Newbery. Este fica no bairro de Palermo, cerca de 06 km do centro da cidade. É muito mais prático. Eles tem uma casa de câmbio no próprio aeroporto, mas que NÃO compra pesos, só os vende (na cotação oficial). Lembre de vender seus pesos antes ir ao aeroporto na volta. Para o centro há o ônibus Manuel Tienda Léon, que sai de hora e hora e custava AR$ 175,00 o trajeto. Todavia, um taxi para o mesmo destino (demora cerca de 20 / 25 min) sai por AR$ 200,00. Lembre-se de que quando se chega é melhor atravessar a rua para conseguir taxis mais baratos do que os disponíveis no passeio do aeroporto. O estabelecimento (ainda que "pequeno") também dispões de lojas, alguns lugares para comer etc, todos devidamente mais caros que na cidade. O caminho até o centro, inclusive é bem bonito, passando por Porto Madeira, a Faculdade de Direito e a Flor Mecânica. 02 . Idioma Como já tive experiência de conhecer o México, falo bem o idioma castelhano, o que percebi ser uma raridade entre os brasileiros que vão conhecer a terra de nossos hermanos portenhos. Dica, não invente palavras ou fale em portunhol. Isso irrita as pessoas. O ideal é falar alguma modalidade de espanhol (o meu, por ser mexicano tem mais florais). Na alternativa tente o inglês e sem saber a língua a bretã fale em português, mas NUNCAA portunhol. 03 . Câmbio O câmbio na Argentina, de fato, é flutuante. A diferença, nessa época, ia de nosso um real comprando de AR$ 3,00 a AR$4,20. Coisa séria e faz muita diferença. Eu comprei alguns pesos na Confiance do Conjunto Nacional (Av. Paulista) para não chegar liso, pagar o táxi, o hostel etc. Comprovou pagar melhor que o câmbio do Aeroporto de Guarulhos (um real comprando 3,12 pesos contra 3,06 mais taxas). Alguns estabelecimentos aceitam reais na cotação de três pesos. Os bancos trocam pela cotação oficial, então de R$1,00 a AR$ 3,60. Na rua Florida, no centro de Buenos Aires, você consegue uma cotação melhor com as pessoas que ficam gritando "câmbio, câmbio". Cuidado com as notas falsas! Para identificá-las basta segurar a nota contra a luz e ver se aparece um desenho escondido. Apareceu é verdadeira. Não apareceu, é fria. Eles aceitam notas rasgadas ou velhas, desde o código serial esteja legível. Algumas vezes, os funcionários dos Hostels podem lhe ofecerer câmbio melhor, por sua conta e risco. Alguns brasileiros residentes na cidade também tem câmbio melhor, mas é necessário falar com eles por Whatasapp, esperar contato, ter alguém que te indicou etc. O que fiz foi cambiar na empresa TDBR Transfer. É necessário curtir a página da mesma no facebook. https://www.facebook.com/tdbrtranfer/ Todos os dias, após o meio-dia, eles soltam a cotação do dia por sua página. Se faz preciso entrar em contato InBox, dizendo de onde vc soube do serviço deles, marcando um horário e indicando a quantidade que se vai cambiar. Eles respondem as mensagens muito rápido. De fato, é o melhor lugar para se trocar dinheiro na Argentina. LEMBRE-SE que o país está passando uma recessão horrível por conta do neoliberalismo do governo Macri e, portanto, há muita inflação, e tudo está muito caro. Logo, para fazer seu dinheiro valer algo, quanto mais alto o câmbio, melhor. 04 . Clima Na época do ano que fui chovia todos os dias uma garoa fina, que às vezes ia do nascente ao poente. Faz muito mais frio do que onde vivo, em Minas Gerais. Leve capa de chuva, botas, paraguas (guarda-chuva) etc. 05 . Água / Alimentação Eis o ponto mais negativo da Argentina. A água do país tem um gosto doce horrível de se beber. Olha que eu troquei constantemente a marca e o resultado era o mesmo. Quase tão ruim quanto é a comida no país. Praticamente sem tempero, não existe feijão e quase nunca se acha pimenta. Você só consegue um PF no centro de Ba's, San Telmo, Palermo por cerca de 100 pesos! Caríssimo, mais de R$25,00! E o que ele é? Um pedação de carne com batata frita ou purê ou salada ou uma porção de arroz. Sinceramente, o valor nutritivo disso é muito baixo, ainda mais para mim que estou acostumado com a culinária mineira. O lado bom, é que todos bares e restaurantes costumam ter Wi-Fi para clientes. Muitos mochileiros comem algo chamado Pancho, que é um cachorro quente mais compridinho. Costuma custar AR$ 25,00, ainda que tenha tb pouco valor alimentício. Eu comi muita barra de cereais, que comprava em mercados por AR$ 8,00. 06 . Metro / ônibus Há quem reclame que o metrô, que os argentinos chamam de Subte, é velho e feio. Acredito que sejam os mais velhos dos continente, e sinceramente, trabalham muito bem. Alguns carros realmente são do século passado, mas as estações são muito bonitas, todas com decoração toda especial, azulejadas, dignas de serem vistas. Elas também cobrem quase todos os pontos turísticos, excepto a Boca. A passagem custa pouco mais de AR$ 4,00. O metro tem wi-fi liberado e gratuíto nas estações! A única coisa ruim é que o último carro da estação Retiro sai pouco antes das 23! O primeiro carro sai às 06:30. Porém, o ônibus em Buenos Aires funciona 24 horas. Eu não peguei buso, ou auto-buso como eles o chamam, de dia, somente à noite quando voltava dos bares etc. A impressão que tive é que todas as linhas funcionam ao menos com um carro de hora em hora. Mesmo na madrugada, eles são seguros. O custo da passagem varia de até onde você vai. Não há cobrador e vc precisa informar seu destino ao motorista. Eles não aceitam dinheiro. Como pagar? SOMENTE com o cartão, tarjeta, do Subte que você compra em qualquer Kiosko de 20 a AR$30,00. Para cargar, por crédito, no cartão, eu utilizava as estações de subte. Sem cartão carregado, você não pega ônibus. Alguns pontos de buso tem wi-fi gratuito. 07 . Hostels Eu fiz reserva nos dois Hostels pelo site HostelWorld, pagando 10% no cartão de crédito e o demais para ser pago na chegada. Como de praxe, é necessário mandar um e-mail para os estabelecimentos uma semana antes confirmando a reserva. 07 .1 . Circus Hostels Localizado em San Telmo, próximo à estação Independencia, esse é o Hostel com o melhor e mais farto café da manhã que já fui. Ele, conhecido por possuir uma piscina aquecida e mesa de bilhar na área social, é todo limpo e novinho e com atendimento excelente. Fiquei em quarto compartilhado e as beliches são novas, tudo de primeira linha. Aqui se hospedam muito brasileiros. Duas reclamações: 01 - Banheiros só dentro do quarto 02 - NÃO COMPRE os adaptadores de tomada que eles vendem no Hostel, pois os mesmos não conseguem aderir as paredes. É perder dinheiro, ou arriscar deixar seus equipamentos elétricos carregando no corredor. Prefira os adaptadores que vendem na rua Florida, que são de qualidade muito melhor. 07 .2 . Portal del Sur Perto da casa Rosada e ao lado da estação Piedras do subte, esse Hostel é muito bom. Possui um bar na cobertura (onde servem o café da manhã) que funciona até a uma da manhã. Ele já é bem mais velho que o anterior. Sua conservação também não é tão boa e as beliches dos quartos compartilhados tendem a ranger. Na minha estadia, acredito que era o único hóspede brasileiro, mas haviam outros dois trabalhando lá. Falando nisso, o atendimento é excelente. A área social do Hostel fica em frente aos quartos do segundo andar, o que faz que eles não sejam muito tranquilos para quem quer dormir até mais tarde. A cozinha e o banheiro masculino também é lá. Nesse hostel, as tomadas são universais, então, se vc ficará só nele, não precisa se preocupar com adaptadores. 08 . Teatro Vorterix Fica à cerca de sete quadras da estação Francisco Lacrose, no bairro de Colegiales. Os shows internacionais de médio porte como ACCEPT, AVANTASIA etc, costumam ser lá. A casa de show tem excelente qualidade de som, iluminação e palco. Não deixa algo a dever a um Carioca Clube, em São Paulo. Inclusive, sua área de camarins e bastidores é mais extensa. Na Argentina você pode entrar com mochilas, malas, cintos de bala, arrebite etc nos shows. Não há guarda-volume. Em alguns shows há estande de vendas, outros não. A cerveja Quilmes de um litro custa em torno de AR$ 100,00, preço pelo qual vc bebe uma Patagonia (artesanal) do lado de fora. Há uma pizzaria e um kiosko ao lado, onde o povo se reune antes e depois dos concertos, que aqui são chamados de recitais. 09 . Bares Noturnos Por mais estranho que pareça, aqui os Pubs são chamados de boliches. O nosso boliche se chama Bowling. Há uma lenda urbana que toda "balada" na Argentina só começa às duas da manhã. Ainda que os bares só vão fechar lá pelas sete da matina, seu ápice é às duas da madrugada, mas algo como às 23 já estão todos abertos. Por meu gosto, fui buscar justamente os bares underground mais voltados ao Heavy Metal. Ambos ficavam na Av. Rivadavia, próximo ao hostel Portel del Sur. 09 . 1 . Red Bell Mais voltado ao Hard Rock, esse bar não cobra entrada e não pode fumar dentro, o grande diferencial do boliche é um telão em que o dono se faz vj; colocando vídeos de bandas. Vão desde os anos 70 às atuais, mas o pessoal endoida mesmo nos registros da década de 1980. Isso na parte de cima, na parte de baixo rolam shows, mas ai você precisa pagar para descer. Os shows acabam antes das três da manhã. Há também uma jukebox e um pole dance. A cerveja é vendida em garrafa e se podendo sair para fumar, sempre fica uma galera na porta. Recomendo. 09 . 2 . Primer Piso Boliche que mais lembra os bares brasileiros de show, o Primer Piso cobra entrada, não se pode fumar dentro, mas também se pode sair e entra de novo à vontade. Ainda que possua também um telão com vídeos, o povo vai nesse bar mesmo para ver as bandas que se apresentam no seu sótão. A entrada para o show é incluso no ingresso e a cerveja é vendida em copos plásticos, como nos copões. O pessoal só entra no boliche quando as bandas começam a tocar, ficando nos intervalos, antes e depois no kiosko da esquina comprando cerveja e uns fortes. É legal porque o público é mais Heavy / Speed / Thrash e fica uma profusão de calças apertadas, coletes cheios de patchs - muitos com o V8 estampado - arrebites e cintos de bala. Super recomendo também. Infelizmente, a página no facebook é pouco atualizada, sendo mais fácil saber dos rolês pelas bandas que vão tocar. 10 . Lojas de Disco Diferente do Brasil, as lojas especializadas em Rock na Argentina vendem muito mais discos de vinil de prensagem atual, com preço variando entre 700 e AR$ 900 do que usados. Há contudo, boas excessões, como a Ureka Records e a Time Machine (Rua Florida, na Galeria Boston), que considerei a melhor loja de discos que conheci no país. Isso considerando, atendimento, preço e tudo. No mais, assim como aqui, o CD, o DVD, acessórios, brinquedos e outros prevalecem sobre os vinis. Dois points fundamentais para quem vai procurar disquerias, ou lojas de discos. As galerias às cercanias da Rua Florida e as duas galerias próximas à estação de subte Juramento. Ainda que para mim a melhor loja fique na Florida, as segundas opções são mais variadas e se vc só puder ir em uma, vá para Juramento. Para ajudar, eis o link de todas as tiendas de discos em Buenos Aires, mas não só as voltadas à Rock / Metal. http://rateyourmusic.com/list/Trick/argentina____donde_comprar__disquerias_de_buenos_aires___where_to_buy__record_stores_from_buenos_aires/ 11 . Lujan Um dos poucos zoológicos do mundo em que vc pode passar a mão em leão, elefante, tigre, camelos, alimentar um tigre branco. Realmente, é emocionante. A entrada custa AR$ 400,00. Para chegar, se faz necessário pegar um ônibus que custa AR$ 40,00 e sai próximo à estação Plaza Italia. Como é difícil de encontrar o ponto eis, uma foto. Se faz necessário dizer ao motorista onde vc vai descer, pois o Zoo é longe da cidade. A viagem demora cerca 1 hora e 45 minutos. Há um ponto bem em frente, então não há problema. Lembre de ter a menos uns AR$ 90,00 carregados no seu cartão de subte antes de viajar para lá. O zoo também dispõe de um extenso museu de carros antigos, banheiros, kioskos de lanches, restaurante (um pouco mais caro do em BAs) e muitos outros animais em jaulas, como um zoo comum. Há um boato que drogam os animais em Lujan. Pelo que vi, os animais pareciam mais adestrados que drogados. Esses animais mais díficeis não ficam todo o dia à disposição para o visitante entrar na jaula. Por tanto, recomendo, como eu fiz, separar um dia inteiro para poder aproveitar bem. É compreensivél que os leões sintam fome, ou estressem após uma hora de exposição ... e é melhor que descansem! rs! Visita obrigatória, na minha opinião. 12 . Tigres Tigres é uma cidade turística que fica há cerca de 50 km de Buenos Aires. Há duas estações de trem para lá. Todavia, eu fui de carro com um amigo. O grande diferencial da cidade é seu porto fluvial e os passeios de catamarã e barcos por ilhas lindíssimas, todas preparadas para receber os turistas etc. A cidade também tem o famoso Parque De la Costa, estilo Hopi Hari e sua entrada possui as bandeiras de todos os países do mundo hasteadas. Todavia, pelas fortes chuvas no dia, essas três atrações estavam inoperantes. Além do Casino, eu não gosto, outra atração em Tigres uma outra atração massa em Tigres é uma enorme feira à beira rio. Mass, ENORME mesmo. Muita arte, artesanato, coisas do oriente e dezenas de algo mais. Também com alimentação etc. Não deixem de conhecer. 13 . O que conheci em Buenos Aires 13 . 1 . Centro Há uma réplica "em miniatura" das Cataratas de Iguaçu, o Obelisco, a Rua Florida, a Casa Rosada, a Praça de Mayo, onde ocorrem os protestos políticos. Todos lugares muito legais para se ir andando e conhecer. Em frente ao Centro Cultural Krischiner há uma feira de livros muito legal. Achei com títulos mais interessantes que os livreiros à cercania da Plaza Itália. Para quem curte quadrinhos, recomendo a loja Elektra na rua Defensa, a mais legal que eu já vi. Os títulos são quase todos os mesmos se comercializam aqui, isso na Marvel / DC e mangás, e mesmo para quem não lê em Espanhol, há brinquedos e etc à preços camaradas. Eis o contato deles no facebook: https://www.facebook.com/Elektra-Comics-129326257083857/ No centro também uma cervejaria restaurante que conheci chamada Antares. Boa cerveja, todo o tipo de porção, comidas, parrilada, excelente. Todavia, o sal que não aparece no tempero dos pratos está no preço, rs! 13 . 2 . San Telmo 13 . 2 . 1 . Museu do Susto Ao lado da Eureka Records. O museu é legal, mas é desanimante no museu do susto estarem também Star Wars e Harry Porter (!?!). A maioria das peças são esculturas. Na parte de baixo havia uma exposição sobre Ufologia, indo desde Alf - O etemoiso , A série V, os filmes Alien e Homens de Preto e TAMBÉM casos sérios, como os Chupacabras, Roswell e muitos outros. Faltou, contudo, e faço questão de frisar, o caso de Varginha, minha cidade!!!! Há uma janela aberta para a rua muito claro, o que quebra o clima. Na parte de fora há uma loja onde se pode fazer fotos de ataques de zumbis, casas assombradas etc. 13 . 2 . 2 . Museu de Arte Moderna MAM Como antropólogo, gosto muito de museus e esse foi meu favorito na Argentina. Claro que a exposição de artes do movimento informalista é impressionante, mas o caso foi a reprodução da obra A MENESUNDA, de Marta Minujin e Rubén Santantonin. Essa obra clássica dos anos 1960, acusada de loucura à época, leva o expectador á passar por várias sensações de confinamento como um túnel de neon, intestino, congelador e outras impressões surreais. Nesse contexto da contra-cultura, várias críticas à sociedade espetáculo e de consumo. Foi de verdade uma experiência! Para mim, muito mais estimulante que o Parque de La Costa, por exemplo. Um arquivo em inglês para quem quiser saber mais. http://www.globalartdaily.com/index.php/2016/02/20/time-travel-la-menesunda/ 13 . 2 . 3 . Museu de História Nacional Anexo ao parque de Lezama, esse grande museu, como o nome sugere, passa à limpo toda História da Argentina desde o período pré-colombiano ao século XIX. Muito destaque para a questão indígena. No final, há um ator representando aqueles guardas ingleses que não podem falar. 13 . 2 . 4 . Parque Lezama Muito menor e menos conhecido que os bosques de Palermo, mas no mesmo estilo, eu gostei mais desse parque aberto em meio à aglomeração urbana da cidade. Ele é no caminho para La Boca, então, ""perca"" umas horas nesse Oásis verde de belos passeios e esculturas. Lembra até aqueles cenários onde os imortais do seriado Highlander disputavam pelo Quickning. Risos! O parque tem wi-fi. 13 . 2 . 5 . Usina de Arte São dois teatros independentes, em que ocorrem, além das peças, diversas atividades culturais. 13 . 3 . Palermo Palermo não fica na estação Palermo, mas saindo do Metro Plaza Itália. Logo ao lado há o zoológico de Palermo. Seguindo pela avenida começam os bosques. Há muitas pessoas fazendo cooper e outros exercícios físicos. Existe o planetário, mas na ocasião rolava uma amostra de cinema paga (AR$ 25,00) e não a programação normal. Há dois lagos muito bonitos, uma igreja que parece abandonada e, claro, o Jardim Japonês. Muito infelizmente, por causa das chuvas, esse estava fechado. Enquanto o planetário fica aberto até às 20, o Jardim japonês fecha três horas antes. Os ponto negativos do bosque é que fica entre as auto-pistas com os carros passando e não tem o que comer lá por lá. Só umas barracas vendendo pancho. 13 . 4 . Recoleta Ao lado da recém inaugurada estação Las Heras da Linha H começa esse maravilhoso bairro para se passear. As atrações são todaas próximas, fazendo um lugar ideal para se passear uma tarde e ver tudo. 13 . 4 . 1 . Cemitério Seguramente um dos mais famosos do mundo, se não for o mais, o cemitério é enorme e com arquitetura belíssima. Eu que nem me ligo em arte católica, fiquei horas e horas viajando pelas esculturas e desenhos dos túmulos. Há muitos gatos circulando por lá. Há tumbas de chefes de Estado, como o Raúl Afonsín, mas de longe o mais famoso e único florido é a de Eva Péron, nossa querida Evita para os íntimos. A entrada é franca e há um mapa para que os visitantes não se percam lá dentro. De fato, só vi turistas, ninguém das famílias parecia estar visitando as esquifes dos entes queridos. 13 . 4 . 2 . Centro Cultural Seguindo a rua do cemitério, após a igreja, há esse centro cultural enorme e muito divertido. De entrada também gratuíta, na acasião haviam seis exposições principais muito de meu gosto. Para cinéfilos e demais amantes da arte, esse é obrigatório mesmo!!!! - O fantástico mundo de Eugene Tssui: enaltecendo a obra do artista marcial, plástico e arquiteto responsável por obras surreais na engenharia civil. - A obra hidro espacial de Kosice: o argentino que criou a iluminação em neon. - Aardman: animador inglês responsável pelo desenho Wallace & Grammit; não conhecia, mas foi legal ver. - Divas do cinema argentino: uma geral na carreira de Graciela Borges & Mirtha Legrand. - A arte de Criterion: companhia estadunidense que desde 1984 faz arte para filmes recentes, além de relançar e redescobrir clássicos. Os posteres estavam expostos. - Fábian Bielinsky: cineastra argentino famoso pelo filme Las nueve Reinas, que em 2004 foi refilmado nos EUA sob o nome de Criminal. Quer um conselho? Assista o original que é bem mais legal! Enfim, a mostra pega toda carreira do diretor, desde quando era câmera, assistente etc. O único demérito foi a loja do Centro Cultural estar vendo uma biografia dele, e não os dvd's. 13 . 4 . 3 . Hard Rock Café Seguindo o mesmo calçadão do centro cultural há a entrada subterrânea de um shopping, com wi-fi de verdade liberado, e indo em frente se chega a uma loja de camisetas que dá entrada - através de uma escada - para o Hard Rock de Buenos Aires. Na ocasião, algumas peças de memorobilia estavam expostas na filial de Madrid. Ainda assim, havia a parede de David Bowie, do Jimi Hendrix Experience, THE WHO, guitarras do pessoal do DOKKEN, WARRANT etc. Há um palco profissional para shows. Sob a comida fico pobre para comentar, pois estava lá mesmo só para ver as obras expostas. 13 . 4 . 4 . Florais Lindos bosques estilo Palermo, logo abaixo do Hard Rock Café, no caminho da Flor Mecânica e da Faculdade de Direito. Infelizmente, na minha vez foi o dia de chuva mais pesada, não pude aproveitar muito. 14 . Lugares para uma próxima vez Caminito, Boca Juniors, Retiro, a Flor Mecânica na Recoleta, Feira de São Telmo aos Domingos, Jardim Japonês etc....} Como se percebe, mais uma semana não seria suficiente, risos! 15 . Final Em suma, finalmente e encerrando, excepto pelo clima frio e a comida, se você procurar a definição de lavar a égua no dicionário encontrará viagem do Willbão pela Argentina em 2016! Quanto ao Tango, bem, no que pese sua importância histórica, meu negócio é Heavy Metal e se, e quando, voltar continuarei seguindo essa tendência, risos! Valeu por acompanharem esse relato. Espero que ele as e os ajude em suas futuras viagens! Como dizem os argentinos para se despedir: Suerte! Dalle! *
  4. Saudações! Achei seu relato pesquisando o Circus Hostel. Gostei tanto do seu texto que vou até imprimir para me auxiliar por lá. Saludos! *
  5. Salve, Itamar! A resposta vai "um pouco" atrasada, mas.... Para chegar sozinho até San Lourenzo de Albarradas de Oaxaca vc terá de perguntar muito e vai demorar muito mais do que pela agência. É pegar taxi coletivo para Tlacoula e depois outro para Mitla e mais uma lotação para Hierve, sendo que essa só sai quando "enche". Se vc chegar num horário mais morto, terá de esperar muito. Fazendo a conta na ponta do lapís, a o tour da agência sai mais barato.... porém passar por vários lugares e fica pouco em Hierve. Como disse, só recomendo a quem tem muito espírito aventureiro. Minha amiga mexicana disse que nunca mais viajará assim, rs! Abraços! *
  6. Saudações! Adorei seu relato. Estou indo para lá mês que vêm e me ajudou bastante, sobretudo na parte do Tigre que resolvi incluir de última hora. Abraços! *
  7. Salve, Roger! Tudo bom? Adorei seu relato. A dica do Zoo de Lujan me ajudou muito. Mês que vêm irei assistir alguns shows e quero aproveitar para conhecer os felinos e demais. Abraços! *
  8. Saudações, Itamar! Tudo bom? Massa, amigo! Que vontade de ir com vocês, rs! Espero que meus relatos os ajudem. Agora falta a parte de Puebla, mas pudemos conhecer pouco, indo mais para o show do RATA BLANCA. Fico muito feliz de saber que temos esse gosto em comum pelo Rock pesado! As pessoas falam bastante do Steve Harris e também do Joey Belladona do ANTHRAX, rsrs! Valeu! Aqui em BH, o ingresso do show só do KISS está mais alto que o do Monsters of Rock todo em SP. Infelizmente, não irei. Amo KISS e tenho até tatuagem da banda, porém achei o preço abusivo (além de já ter assistido três vezes). Grande abraço! *
  9. Saudações, Itamar! Muito obrigado pelo elogio! Espero que meus relatos o ajudem a construir sua viagem... também quero terminar antes desse sábado. Para que cidades vai? Abraços! *
  10. Saudações, Cláudia! Fico muito feliz que vc esteja acompanhando e gostando. Ainda faltam pontos fundamentais da viagem, rs! Um xero e obrigado! *
  11. Saudações, mochileiros! Realizei aos 32 anos meu primeiro mochilão. A viagem coincidiu também com a primeira vez que sai do Brasil e também como meu primeiro passeio sozinho. O destino escolhido foi o México. Desde às bandas de Rock Pesado do lugar, aos filmes de faroeste (ainda que eu saiba que eles eram majoritariamente filmados na Itália, fingindo que era no México), às comidas, a extensa cultura indígena pré-colombiana, tudo no país parecia me fascinar. Alguns de meu amigos, quando era aluno de Sociologia na FFLCH/USP, viajaram para lá e então eu sempre ficava imaginando quando seria a minha vez. A oportunidade veio após reiterados convites de uma amiga mexicana de internet que mora na cidade de Oaxaca de Juarez, capital de Oaxaca. Após três anos de papo, pesquisei muito os roteiros de viagem, o que poderia conhecer e vou passar algo do que vivi nesse país para vocês. Visitei a capital federal e os estados de Oaxaca e Puebla, Fiquei nove dias viajando, porém irei organizar as postagens de modo a explicar mais sobre os lugares, minha impressões, dicas, avisos. Muitos mochileiros organizam seus relatos por dias, porém os meus os farei sobre lugares, mirando sair dessa coisa antropológica de diário de viajante e ir mais além, sistematizando informações que creio serem mais relevantes para quem quiser se aventurar pelo México. Sobre o título, os mexicanos usam muitas gírias. Uma delas é a "rato" que nada tem a ver com os roedores. Significa "um momento", "fazer um dez". Pinches é como um mexicano se refere aos seus amigos, significando "camarada", "chegados". O que vivi nesses dias de viagem foram vários momentos surpreendentes com pessoas hospitaleiras e fabulosas! 00 . Antes de viajar. Desde 2012 que brasileiros e mexicanos podem viajar para o país hermano sem necessidade de visto por até 180 dias. Tudo que se pede é um passaporte com validade de 06 meses. Isso, contudo, muda bastante: já precisou de tarjeta on-line, eletrônica, autorização no consulado etc. Minha dica? Consulte uma agência de viagem. Os sites tendem a estar desatualizados, e os [email protected] que viajaram há alguns anos não tem como acompanhar as mudanças atuais. No caso de 2015 é super simples. Passaporte válido, você embarca no avião e durante a viagem preenche dois formulários. Um deles é o aduaneiro (receita federal) e o outro é da imigração. Não portando animais, infecções bacteriológicas e congêneres não haverá problema. Na fila de imigração, a única pergunta que me foi feita é eu entrava no país com a quantia equivalente a U$D 10 mil em qualquer moeda. Não se pode entrar ou sair do México com esse montante de dinheiro. 01 . Passagem aérea e cambio Eu resido em Varginha, Sul de Minas Gerais. Como minha cidade é "equidistante" das capitais de MG, RJ e SP, busquei, pelo site decolar.com, passagens que saissem dessas cidades. Incluí Brasília também na procura. A passagem mais em conta era a que saia do Rio de Janeiro, aeroporto do Galeão. Isso me valeu oito horas de viagem de buso, mas muitas horas esperando a hora do embarque antes mesmo de subir no avião. Felizmente, ao chegar na rodoviária do RJ há um serviço de ônibus que leva ao aeroporto por R$14,50. Demora coisa de meia hora, quarenta minutos e tem ar condicionado, bagageiro etc, como um ônibus de viagem. Há quem interessar, e quiser arriscar no trânsito, há ônibus semelhantes para Ipanema, Copacabana e outros destinos. Quanto ao câmbio, eu troquei reais por pesos mexicanos no próprio aeroporto do RJ. São três as opções de casa de câmbio: safra, banco do Brasil e Get Money. A primeira tem uma taxa muito desfavorável, o segundo não trabalha com qualquer espécie de peso, sendo que a terceira tem a melhor cotação para quem compra. Há uma taxa de aeroporto de R$25,00, sendo que é melhor comprar na Get Money do centro da cidade, porém não tive essa opção. Resolvi trocar o dinheiro antes de sair do Brasil porque não sabia se eles comprariam Reais no México. Seguindo orientações e dicas de relatos aqui no site, levei alguns dólares para trocar, coisa que o fiz em Oaxaca, como veremos a seguir. Quanto à companhia aérea, optei pelo AeroMexico, voo noturno, cuja passagem ida-e-volta estava em cerca de U$D 420,00, comprada com mais de três meses de antecedência. Ainda que o site da decolar não previsse comida, a companhia dispunha de jantar (com duas opções) e café da manhã. O maior problema, contudo, é o frio dentro do avião. Muito difícil de se conseguir dormir, o que é agravado pelo fato da poltrona não reclinar tanto quanto é costume no Brasil. Para quem não fala castelhano / espanhol pode ter problemas, pois os funcionários não se comunicam em português e / ou inglês... e claro, não entendem portunhol. 02 . Alimentação Os mexicanos comem comida com pimenta do café da manhã (desayuno), almoço (comida) e também no jantar (ceia). Todavia, essas pimentas não são tão fortes assim e são servidas à parte. Eu sou de origem nordestina, e bem estou acostumado com pimenta e não achei os picantes no México tão fortes assim. De fato, não provei qualquer um tão forte quanto a nossa "Da Gota". O país possui todas as linhas de fast food que estamos acostumados no Brasil (Subway, BurguerKing etc), porém com um preço menor (lembre que o câmbio é favorável para brasileiros). Em verdade, só comi nesses estabelecimentos na rodoviária ADO de Oaxaca (as rodoviárias são por empresa de ônibus, por exemplo, em Oaxaca temos três terminais), pois estava em cima da hora para pegar o ônibus para Puebla. De resto, me alimentei nos mercados, feiras livres e outros estabelecimentos mais voltados para mexicanos. Só recomendo esses para quem não se importa, por exemplo, da mesma pessoa que faz sua comida, pegar o pagamento e dar seu troco. Afora essa alimentação mais popular e a dos fast foods, o país possui muitos restaurantes e lanchonetes locais, com comida mexicana e dos mais variados tipos. Enfim, não gostar de pimenta e se recusar a comer grilos não é desculpa para deixar de visitar o México. 03 . Cidade do México. Chamada pelos locais de DF, Ciudad de México, é um lugar fabuloso para visitar. Foi meu primeiro destino e resuminerei aqui, em tópicos, minhas experiências in loco em tão sui generis localidade. 03. 1 . Aeroporto Benito Juarez Chegando no aeroporto e passando pela fila de imigração, você deve esperar para pegar sua mochila. Um ponto desfavorável no aeroporto Benito Juarez é que os carrinhos para carregar malas são pagos! Para quem é mochileiro é muito desconfortável ficar na fila aduaneira, ou com a mochila nas costas ou a arrastando no chão. Os carrinhos custam coisa de 50 pesos, algo em torno de R$12,00 para serem usados dentro do aeroporto. Eu achei caro para algo que cortesia no Brasil e além do mais você que acabou de chegar no México com dinheiro trocado em casa de cambio ainda não tem moedas! 03 . 2 . Metro Após esse "pequeno desafio", perguntei por um ônibus até o metro, chamado pelos mexicanos de Métro, pois o Hostel em que havia feito reserva era próximo à estação Zocalo. O serviço de informações é funcional, te dá um mapa da malha metroviária e te indica um ônibus que leva até a estação Hangares. A taxa é de 12 pesos e a viagem dura menos de quinze minutos. A passagem de metro custa 5 pesos, o é pouco mais de R$1,00 para nós, pois o cotação quando viajei era de um 4,5 pesos equivaliam a um real. O México DF possui treze linhas de metro, com dezenas de estações e diversos pontos de baldeação. Se vc reparar no mapa, a maior dessas estações é a Pantillan, que é o encontro de 04 linhas! E lá estava eu, com uma mochila orion North Pack de 80 litros + ataque de 15 L, abarrofada, as oito da manhã, no horário de pico de umas das estações de metro mais cheias do mundo e perdido! Para encontrar a baldeação, o caminho era quase de meia-hora andando dentro da estação! Os metros de BH e SP não são um terço disso. O metro do DF abarca vários municípios e distritos que ficam ao lado da capital federal. Você pode se deslocar facilmente aos pontos turísticos de várias cidades diferentes por preço baixo e ambiente seguro (ainda que cheio a maior parte do dia). Uma dica importante: o mexicano se orienta no metro, não pelo nome da próxima estação, mas pelo nome final da linha. Exemplo: eu que devia andar de Pantillan até Chabacano, tinha de perguntar pela estação Tacubaya para acertar o caminho. Resolvido isso, as estação de metro do DF são fantásticas. Nota-se o extremo zelo e apreço que o mexicano nutre pela arquitetura. Além de se encontrar lojas vendendo de tudo, todas as estação são decoradas com muitos painéis e obras de arte. Pode ter certeza que em toda estação de Metro da cidade há algo que se pode olhar e apreciar. Alguns exemplos. Importante lembrar que algumas estação, como a própria Zócalo, possuem serviço de internet gratuita por meia-hora por dia para qualquer usuário. Basta fazer um cadastro. 03 . 3 . Telefones públicos No México existem dois tipos de telefones, o de cartão (tarjeta) e os de moeda. Para evitar comprar cartão telefônico, eu utilizei os segundos. Tome cuidado, após seguir as orientações para ligar, se sua chamada não for completada e/ou parar de chamar, coloque o fone no ganho ou você perderá a moeda! Atenção, se após seguir as instruções o o telefone não completar a ligação, ou só chamar uma ou duas vezes, significa que ele está QUEBRADO! Não adianta insistir, o negócio é procurar outro aparelho. 03 . 4 . México City Hostel No México, toda capital tem uma catedral central chamada de Zocalo. O Hostel que fiquei hospedado fica numa rua com o sugestivo nome de República do Brasil. Por ser próximo ao Hostel Mundo Jovem, que é mais "famoso", quando você pergunta informação de onde fica o Hostel sempre o indicam para esse último. Entremententes, o que dificulta a localização do México City Hostel é que as ruas no México não seguem o mesmo padrão de numeração do Brasil. Os números dobram quarteirão! Passando essa dificuldade, o Hostel é excelente e recomendo sem ressalvas a todos! Ótimo atendimento, acomodações, wi-fi, café da manhã, limpeza, tudo que podemos desejar. Fiquei num quarto compartilhado com dois beliches e armários para serem fechados com cadeados locker. Um ponto super positivo é que esse Hostel, o Mexico City, possui tomadas no estilo brasileiro. Quem só vai ficar nele não precisa se preocupar em comprar adaptador para carregar seu celular, ipod, tablet e demais aparelhos elétricos, pois no México as tomadas são diferentes. Fui super bem atendido por um moço chamado César, que até fazia o favor de dar dicas turísticas de passeios, permitia deixarmos a mochila no depósito após vencida a diária e outras comodidades sine qua non para uma excelente viagem. 03 . 5 . Parque Hidalgo Localizado ao lado da estão homônima da linha Índios Verdes, o parque é bem amplo, aberto, com muitas fontes, lugares para sentar e internet wi-fi para todos. Quem conhece Buenos Aires irá notar semelhança com o parque de Palermo. Ao longo da Av. Hidalgo existem shoppings e cinemas. Toda região, central, é bem limpa e policiada. Ao fim do parque, há uma feira popular vendendo desde comidas locais a adesivos do Chaves, réplicas do calendário Maya e congêneres (lembra até os domingos na praça Benedito Calixto em SP). Como estava hospedado no Zocalo, o caminho até o parque incluiu passagem por diversos pontos turísiticos, como o Museu da Tortura, Belas Artes etc. 03 . 6 . Museu Frida Kahlo Um dos poucos museus cuja entrada é paga em DF, o museu fica próximo à estação Coyacan, na linha 3 - Universidad. Há quem recomende um ônibus (autobuso), do metro ao museu. Em minha concepção, nada que 15 min andando não resolva. A entrada para onde moraram os maiores representantes do Muralismo (Diogo Riveira) e Frida Kahlo (expressionismo) custa 80 pesos a entrada. Caso você queria uma visita com guia o preço sextuplica para 400 pesos. Para poder se tirar foto dentro da casa há uma taxa adicional de 60 pesos. Na parte do Jardim do museu, que inclui um café, loja, obras de artistas financiados pelo casal, um telão passando um vídeo explicativo, mostruário de roupas e bancos para sentar. Na parte da casa, os cômodos foram transformados em salas com obras da artista acompanhados de painéis explicativos em castelhano e inglês. Acompanhando os quadros há também explicações das fases de vida (e obra) da artista. Também existem cartas de Kahlo pedindo exílio e comunicando-se Trotsky. O quarto em que o revolucionário soviético residiu se encontra preservado, assim como alguns outros da casa, como, por exemplo, a cozinha. Para quem gosta, além de ver as obras ler as murais e ficar refletindo, acompanhando, é passeio garantido para uma tarde toda. 03 . 07 . "Galeria do Rock". Às cercanias da estação Chilpancingo, no local 08, número 363 da Avenida Insurgentes Sul há uma pequena Galeria do Rock. Digo pequena, pois é pequena mesmo. Quem está acostumado com a galeria da Praça 07 de BH pode até se decepcionar. Das seis lojas que integram o local, 04 são de tatuagem / piercing / acessórios, as outras duas tiendas (como os mexicanos chamam as lojas) são de discos. No andar de baixo a Carcoma Records é forte na venda de vinis/LP's, dos anos 70/80/90. É possível se encontrar muitos discos importados dos EUA a preços que variam entre 100 e 200 pesos. Além disso, a loja possuí um acervo significativo de reedições e vinis atuais em 180 gramas (que são mais caros). No andar de cima fica a Hard 737, uma das lojas mais antigas do México. Essa é mais voltada para cd's e acessórios e vinis exclusivamente os atuais. O acervo da tienda é enorme e encontrei inclusive muitos discos de bandas de Metal brasileiras por lá. Ademais, eu imaginava que iria encontrar a discografia completa de grupos mexicanos como KHAFRA, LUZBEL etc, porém muitas das bandas podem ser encontrada aqui também no Brasil. Ainda assim, a visita é super válida, pois muitos discos de grupos europeus e estadunidenses que nunca sairam no Brasil, foram lançados no México e podem ser encontrados a preços muito mais acessíveis. Existem outras lojas de discos próximos às estações de trem de Ciudad de México, porém só pude conhecer essas por motivo de tempo. 03 . 8 . Museu Nacional de Antropologia Cerca de um 1km de caminhada está localizado o outro museu pago de México DF e um dos mais importante do mundo em seu estilo. Como sou antropólogo de formação, eu recomendo que a visita ao museu seja de um dia. Só de andar pelas inúmeras salas nos dois andares já vai uma manhã toda. Se você for um visitante que gosta de ler todas as peças, analisar, comparar, pode ter certeza que é diversão por todo um dia. Fiz visita sem guia, por isso fico pobre para falar o preço desse serviço e a duração do tour (que é contratada na bilheteria). O museu começa falando da imigração dos povos da Mesopotâmia para as Américas (aquela coisa bem arqueológica) e então passa a explicar e exemplificar as mais diversas vicissitudes da formação do povo mexicano. São muitas peças de acervo, todas devidamente descritas em espanhol e inglês, relatos e explanações diversas e estendidas. Além disso, o museu conta com réplicas, em tamanho natural, ou escalonado, de pontos importantíssimos do país, como as pirâmides do Teotihuacan (Sol, Lua e Serpente emplumada e diversas outras) e também de sítios arqueológicos. Também conta com banheiros, restaurantes, jardim, loja de badulaques e amplíssima área. Todas as peças podem ser fotografadas, sem custo adicional, porém sem flash. Do lado de fora existem muitas tendas de alimentação, caso queria sair mais cedo do recinto ou não queria almoçar lá dentro. Em minha opinião, foi o ponto turístico mais surpreendente do México. Além disso, todo o caminho da estação de metro ao ao museu é adornado por esculturas e também pode ser alugada bicicleta para fazer o percurso. 03 . 9 . Parque do Chapultepec. O próprio museu de Antropologia, na verdade, faz parte do Parque de Chapultepec. Um passeio muito interessante e recomendado é conhecer pelo parque pela entrada em frente ao portão principal do Museu de Antropologia e o cursar todo, chegando a estação Chapultepec. Claro, pode-se também fazer o caminho inverso. O parque é um dos maiores do mundo em seu estilo e é candidato a ser uma das maravilhas da humanidade pelo México. Novamente, eu recomendo a visitação de todo um dia. Explico: Chapultepec possui muitas fontes, museus (o das serpentes é bem interessante), auditórias, áreas esportivas e monumentos. Todos dignos de serem visitados, explorados e apreciados! 03 . 10 . Rodoviária TAPO / Viagem a Oaxaca A rodoviária que leva para a capital do estado de Oaxaca fica localizada anexa à estação San Lázaro do metro. Logo na entrada há um guichê da empresa A.D.O. que vende as passagens. As viagens tem para Oaxaca de Juarez acontecem, praticamente, a cada hora, não havendo necessidade de se comprar a passagem antes. Uma dia é que os ônibus noturnos, à partir das 21:00 horas, custam pouco mais de $300,00 pesos, sendo que os diurnos e vespertinos chegam a passar dos $500,00 pesos. Todavia, como é uma viagem de quase sete horas, é recomendável já deixar o Hostel, ou quem vai lhe recepcionar na cidade, que você só pintará por la de madrugada se pegar o autobuso (como os mexicanos chamam os ônibus) noturno. Uma diferenças dessa rodoviária em relação as brasileiras, é que você entrega sua bagagem a ser guardada num guichê antes de entrar no ônibus, sendo que a mesma é separada e levada com todas as bagagens de mesmo destino pelo ônibus da empresa. No mais, a viagem tem duas paradas de meia hora e ônibus conta com banheiro e durante todo o percusso passam filmes no dvd do mesmo. Na minha viagem tivemos tempo de três filmes inteiros (com audio em espanhol e sem legendas). 4 . Oaxaca de Juarez A cidade de Oaxaca de Juarez é muito bonita e tem todo o centro em arquitetura colonial com prédios de, no máximo, dois andares, o que alidada à paisagem natural, cria um visual belíssima. Mais barata em relação ao DF e muito rica em cultura e gastronomia é um lugar fabuloso para se visitar. Eu fiquei hospedado na casa de uma amiga que mora numa república estudantil no bairro de Santa Maria Atzompa. Este é localizado no Col. Odessa (Col é como são chamados os conjuntos de bairros), que fica na periferia, cerca de 20 minutos de ônibus do centro. Se o transporte público é altamente eficiente no DF, aqui a diferença é grande. Os ônibus funcionam das 07 da manhã às 10 da noite, sendo que a maioria deles é bem velho, custando 06 pesos a passagem. A alternativa são os chamados taxis compartidos (compartilhados), cuja tarifa varia de 06 a 08 pesos por passageiros e fazem trajetos com até cinco pessoas mais o motorista dentro (era "engraçado" quando duas pessoas que não se conheciam dividiam o banco da frente). Como os dois Hostels da cidade ficam no centro, quem se hospeda por lá não terá esse problema do transporte coletivo. Para os pontos turísticos mais distantes existem outras opções de transporte. Como fui recebido por uma amiga mexicana muito querida e residente na cidade, ela que me indicou os lugares que pude conhecer e cujo sabor tratarei a seguir! 04 . 1 . Mercadões de Oaxaca Famosos por todos o México, os mercados municipais de Oaxaca tem de ser conhecidos. 04 . 1 . 1. Mercado de Soledad. Localizado na entrada do centro de quem vem de Col. Odessa para o Centro, este mercado municipal é "mais comum", talvez por ser mais distante da área turística. Além das comidas, roupas e outras ultildades encontradas num mercado desse tipo, esse possui um excelente café da manhã (desayuno). Foi aqui que provei o CHAMPURRADO. Essa bebida doce muita interessante e quente é feita com chocolate, massa de milho (maíz), água e farinha. Achei meio desconexa com o restante do desayuno, que era chamada de empanada (uma mistura picante envolta em massa de milho, como uma panqueca), mas que também era gostosa. 04 . 1 . 2 . Mercado Benito Juarez O maior e mais falado dos três, a disposição das tendas lembra muito o mercado municipal de Belo Horizonte, a exceção de possuir somente um andar. Além de comidas, bebidas e lembranças diversas, este mercado é o que possui a maior quantidade de frutas e verduras à venda. É uma dica para quem está em hostel com cozinha compartilhada fazer a feira aqui. Este mercado não possui praça alimentação, porém aqui é que pude saborear os famosos chapulines. Estes são grilos fritos muitos saborosos. Vendidos nos tamanhos pequeno, médio e grande, segundo os mexicanos os chapulines são de muito valor nutritivo. Eu adorei! Outra iguaria que encontramos vendendo neste mercado é o Cacahuete, que são amendoins torrados misturados com pimenta e limão. 04 . 1 . 3 . Mercado 20 de Noviembre Este é o mercado mais voltado para praças de alimentação e também o que fica aberto até mais tarde. Foi aqui que pude saborear um prato tipicamente oaxaqueño, que é a TLAYUDA. Esta é basicamente um tortilla de 40 cm de diamentro com consistência mais dura e sabor ligeiramente diferente das tortillas comuns. A que saboreie de jantar era coberta por Mole negro, uma espécie de molho temperado tradicional do México, com chouriço, filetes de queijo e abacate (guacamole) . Uma iguaria! E como comer um prato de 40 cm de diametro sem talheres? Vale tudo! Dobrar, arrancar, quebrar. Para evitar a melequeira total, as tendas tem álcool gel para os clientes limpares as mãos após a refeição, rs! 04 . 2 . Lugares Culturais. A cidade de Oaxaca de Juarez é muito conhecida e lembrada, além de ser o local de nascimento do presidente Benito Juarez, por sua expressão artística. Alguns dos lugares em que pude vivenciar a cultura contemporânea do município, e recomendo, foram: 04 . 2 . 1 . Centro Cultural San Pablo Complexo com biblioteca, espaço para exposições, apresentações musicais, teatrais e de dança e também exibições de vídeos. Ainda sem amostras acontecendo, o visual é muito bonito e vale a visita. 04 . 2 . 2 . Museu de Artes Gráficas Hiago Exposição e venda de peças artesanais feitas por artistas locais. Também possui um bar onde provei a chamada "Água de Neve", que é um suco com a polpa parcialmente congelada. 04 . 2 . 3 . Biblioteca Hernestrosa Biblioteca central muito ampla e bonita arquitetura e que também abre espaço para exposição de artistas oaxaqueños. Em meu período na cidade, estava exposta a coleção de pinturas de paisagens "Natura: Mirar, Observar, Plasmar..." de Pedro de Aragón. 04 . 2 . 4 . Tienda Coneccion Musical. A única loja de discos de Oaxaca especializada em Metal e Rock Pesado. Possui muitos cd's e lp's atuais além de itens fora de catálogo. Em comparação com as do D.F. achei os preços dos vinis mais salgados, enquanto que os dos álbuns em cd mantinham custo semelhante. 04 . 3 . Casas de Câmbio. Existem várias Casas de Câmbio no centro de Oaxaca, porém nenhuma delas compra Real. Como já tinha lido sobre isso aqui no site, levei alguns dólares para trocar, caso precisasse. De todos esses estabelecimentos na cidade, o que oferece a melhor cotação para quem compra pesos mexicanos é o Banco CI que fica na calle Armenta y López. No período que estive na cidade, enquanto as outras casas pagavam $14 pesos por dólar, a cotação deles era de $14,25. 04 . 4 . Chelas Os mexicanos falam muitas gírias e uma das mais importantes é como eles se referem as cervejas! Ainda que a palavra cerveza exista e seja compreendida, é mais comum eles chamarem as brejas, geladas etc, de chelas. Algumas das mais comuns em Oaxaca, falando exclusivamente das Pielsen, como a Dos Equis (XX) e Stela Artrois, são as mesmas que temos aqui no Brasil. Outra que eles bebem nos bares e que é muito legal, é a Corona. A que mais gostei e também todo bar possui se chama Victoria (carinhosamente apelidada de Vick). A melhor, em minha opinião. Em uma das noites, os amigos mexicanos fizeram uma festa e fomos comprar cervejas em lata no mercado. Fazendo uma analogia com "as mais comuns, porém não de má qualidade no Brasil", que são como a Bhrama etc, eles compraram uma chamada KLOSTER LIGHT, se não me falha a memória, 6 pesos a lata. Aprovada também! 04 . 5 . Bares Noturnos Como passei a maior parte das noites em Oaxaca, tive o prazer de conhecer um pouco da vida noturna dessa capital. Os bares que frequentei ficam todos na parte do centro histórico e funcionam (mais ou menos, das 20:00 às 03:00). Novamente, é perto da região dos Hostels, porém, devido ao horário de funcionamento dos ônibus e demais transportes coletivos, quem estiver hospedado longe terá de pegar taxis comuns na volta. Para constar, todos os bares são muito limpos / higiênicos. 04 . 5 . 1 . RetroCool Esse é o bar que tem a decoração mais legal. Muitos acessórios de época dos anos 70 e 80 adornando o pequeno bar. O espaço é pequeno, sendo que a iluminação escura e a disposição das mesas não favorecem muito a interação com os outros fregueses. Possui balção e alguns telões que ficam ligados no programa de clássicos do VH1. Freqüência mais de pessoas da cidade, estudantes universitários, poucos gringos. Duas cervejas de 600 ml acompanham uma pequena porção de amendoim grátis. 04 . 5 . 2 . Mezcalerita O Mezcal é um tipo de tequila exclusivo de Oaxaca, pois só pode ser obtido à partir da destilação de um certo cactus que só existe nesse estado. Existem mais de 200 tipos desse Mezcal. Acredito que a Mezcalerita seja o único bar que tenha a disposição dos fregueses uma grande quantidade dessas variações. O preço de uma dose algo como $50 pesos (uma cerveja de 600 ml sai por metade disso). O bar é o mais frequentado por estrangeiros (me parece que o dono é estadunidense) e tem balção, mesas e clima meio longue. Ainda que alguns amigos trabalhem nele, foi o que menos gostei! rs! Aviso que o Mezcal é forte. Querer beber de "shoot" além de gastar logo algo caro, pode te alterar. Apreciando como uma bebida de dose, sente-se muito melhor o gosto do Mezcal. 04 . 5 . 3. Coffee Beans Esse foi o bar que mais gostei em Oaxaca. É o mais iluminada e possui dois andares. O público é mais universitário local. Muito me agradou uma bebida que eles possuem chamada Sorito. Esta é um fundo de limão expremido, com sal (ou pimenta) ao redor da boca da caneca onde é servida a cerveja (Corona, Vick, vc escolhe). Obrigatório para quem, como eu, é fã de cerveja. A dona do bar curte Rock'n'Roll e costuma colocar esse ritmo para rolar (ouvi METALLICA, MEGADEATH, MÖTLEY CRÜE e até SEPULTURA enquanto desfrutava do meu sorito, rs), mas isso não quer dizer que seja o único estilo que rolê no Coffee Beans. Se o público pedir, elas mudam. E também, pedindo duas (ou mais) cervejas, uma porção de tortillas com picante é por conta da casa. 04 . 5 . 4 . Mezcalera Não confundir com o bar acima. Esse, dos que conheci é o único com música ao vivo de Rock / Metal. Enquanto os outros abrem na semana, esse (pelo que percebi) só funciona no final de semana. No dia em que estive lá tinha um grupo no formato power trio levando covers de BLACK SABBATH, IRON MAIDEN e MAGO DE OZ (não obstante esse grupo ser espanhol, ele faz muito sucesso no México). As cervejas seguem o mesmo esquema de preço dos bares anteriores (sem a porção gratis) e não é cobrada entrada ou couvier artístico. O ambiente também é escuro, porém, como tem palco, balção na frente é onde se tem mais interação. As mesas do fundo seguem o mesmo esquema dos bares previamente descritos. Não sei se servem Mezcal aqui, rs! 04 . 6 . Monte Albán. Conhecer as ruinas da capital zapoteca foi uma de minhas maiores inspirações para viajar ao México. Devo dizer então que o Monte Albán não decepcionou, como foi uma das partes mais mágica e fabulosa de todos esses dias. São oferecidos no centro muitos passeios em formato tour que ficam cerca de duas horas no sítio arqueológico. Achei que seria pouco por demais para conhecê-lo, por isso fui com minha amiga por conta. Pegamos um taxi coletivo até uma área comercial como um hipermercado e depois um taxi comum até a entrada (o coletivo demorava a passar). Na volta, pagamos um carona nas vagas que sobraram de um tour, pois saímos quando fechou o lugar, às 17:00. A entrada do sítio arqueológico custa $65,00 pesos por pessoa e é válida, pois todo o espaço é muito limpo e bem cuidado. As trilhas e subidas são de dificuldade mínima. Em algumas pirâmides e construção não se pode subir. Novamente, fizemos o passeio sem guia. Como de praxe, todos os locais possuem placas explicativas em espanhol. Além das torrres Norte e Sul, se destacam os tumúlos e o "estádio" do jogo de pelota e as estelas (pedras erguidas esculpidas). O sítio tem muitas árvores, pequenas montanhas e por ser na parte mais alta dos três vales, têm visão linda e privilegiada de toda região de Oaxaca. Em algumas pirâmides é possível entrar um pouco. O local também possui uma acústica surpreendente. Três horas de caminhada foi o suficiente para conhecer bem as ruínas. Não esqueça de levar muito protetor solar, garrafa de água e boné / chapéu / sombrinha. Um ponto negativo é que o Monte Albán não possui restaurante / barraca de alimentação e também não permite que se entre com comida, então é difícil permanecer mais tempo. Em sua visita, reserve também um tempo para conhecer para o conhecer o Museu do Monte Albán, que é gratuito e anexo à entrada do sítio. Algumas originais de peças que são reproduções no sítio arqueológico encontram-se no museu, assim um túmulo e outros artefatos / peças muito interessantes. Horário de funcionamento: 08 - 17. 04 . 7 . Zócalo Tal qual dito antes, toda cidade mexicana tem a catedral central chamada de Zócalo. No caso de Oaxaca de Juarez, o Zócalo é nas cercanias da sede casa do Presidente Estadual (como eles chamam o Governador por lá) e outros prédios da administração pública. Aqui também temos uma enorme, e permanente, feira de rua. Nesta, muito artesanato local (como as máscaras mortuárias), brinquedos, camisetas, cd's, dvd's e bly-rays, além de inúmeros comes e bebes. Muitos restaurantes também no entorno da igreja, sendo que alguns deles chegam a contratar autênticos grupos de mariachis (que NÃO se parecem com os dos filmes do Robert Rodriguez). Indo do Zócalo para a igreja de Santo Domingos você encontrará grupos musicais de rock / pop se apresentando com um sombreiro para a galera deixar alguns de pesos de contribuição (e o povo local ajuda mesmo). Enfim, um passeio muito interessante, que os mexicanos fazem bastante. 04 . 8 . Hierve el Água Um dos pontos mais esperados da viagem, as duas cascatas petrificadas mais as piscinas naturais no território zapoteca ficam no município de San Lourenzo de Albarradas, cerca de 70 km da capital de Oaxaca. O modo mais simples de se chegar até lá é pegar um tour, que sai do centro, e passa por Mitla, uma fábrica de tapetes e uma destinalaria de Mezcal, além do Hierve, custando $200,00 pesos por pessoa e durando toda a manhã e a tarde. O outro meio mais comum é possuindo carro. Como lí muitos relatos de viajantes que reclamam que esse tour passa pouco tempo em Hierve, e minha amiga que estava me hospedando já o havia feito duas vezes, e não tínhamos carro, resolvemos tentar ir de transporte coletivo só para o Hierve el Água e passar o dia todo somente nesse sítio. Porém, eu só recomendo viajar assim para quem tem MUITO ESPÍRITO AVENTUREIRO! Fomos de Santa Maria Atzompa ao centro de Oaxaca de ônibus. Então, buscamos um taxi coletivo até a cidade de Tlacoula (cerca de 40 min). Paramos numa auto-pista que cruza a cidade e de lá mais meia hora de viagem em outra taxi compartilhado (na verdade, a parte de trás de um caminhão) e chegamos a Mitla. Dessa cidade para o Hierve é mais meia-hora. Procuramos um serviço que fizesse o trajeto, que é realizado por peruas. Acontece que os choferes não queriam levar duas pessoas. Diziam que precisa lotar o carro, ao menos seis lugares, para cobrarem o preço comum de 40 pesos por pessoa. Esperamos, em dois, cerca de meia-hora e nada. Mais meia hora e chegou um casal de franceses que também iam para Hierve. O preço que queriam cobrar era de 70 pesos por pessoa. Por acharmos aquilo muito alto, resolvemos andar até a entrada do centro arqueológico de Mitla (que fica 15 min de caminhada). Eis que o chofer concordou em nos levar por 50 pesos a cabeça. Achamos estar fazendo um bom negócio, mas não era.... CUIDADO COM O MICO: Se for utilizar esse serviço, converse e faça um bom acordo com o motorista. Nós fomos cobrados em mais 10 pesos no caminho numa portaria e depois a nossa condução só tinha autorização para seguir até certa parte do caminho... e tivemos de andar 04 quilômetros pelo deserto para chegar no Hierve el Água!!! Na volta, descobrimos que existe o mesmo serviço de peruas saindo de Mitla, que cobra 60 por pessoa e leva de um lugar ao outro sem erro. Enfim, passada essa presepada, lugar maravilhoso e que valeu demais conhecer. Para quem curte visual e nadar em cachoeiras vai amar. Basta não medo de água fria, rs! Pelas formações serem de calcário, NÃO SE PODE PASSAR PROTETOR SOLAR ANTES DE ENTRAR NA ÁGUA! Se ficar aquela névoa branca atrás de você na água, você será convidado a ser retirar da piscina. Por isso, passe antes de sair para o passeio, para já estar bem seco quando você for entrar na água. Além das já citadas duas piscinas naturais e as cascatas petrificadas, o Hierve possui área de camping, muitas tendas de alimentação, piscina artificial, banheiro pago ($3 pesos) e um hotel estava sendo montado lá. É dos locais que mais tenho vontade de voltar. Horário de funcionamento: 09 - 18. 05 . Puebla Há quatro horas de Oaxaca e duas de DF, Puebla de Zaragoza é a quarta maior área metropolitana no México; possuindo a cidade inúmeros pontos turísticos á sua volta, incluindo Fortes, Cascatas, Museus e até vulcão! A minha viagem para Puebla se deu, exclusivamente para poder presenciar o show da banda argentina RATA BLANCA, que tocou com os grupos mexicanos LVZBEL, TRASMETAL, LEPROSY (esses três mais antigos) e ANGEL NOCTURNO. Minha amiga de Oaxaca acompanhou e nos hospedamos na casa de família de amigos dela. A rodoviária fica longe do centro (é necessário pegar ônibus). A viagem de Oaxaca para Puebla foi pela rodoviária ADO por uma questão de horário, sendo que a AU (perto da linha de trem) possui passagem mais barata, sendo mais nos períodos vespertinos e noturnos. O ônibus foi como o que peguei do DF para Oaxaca, com banheiro, filme, ar condicionado etc. 05 . 1 . O pouco que foi possível conhecer. As ruas coloniais do centro de Puebla são semelhantes as de Oaxaca, sendo que edifícios podem chegar a passar os três andares (na outra cidade o máximo é de dois). Infelizmente, só tivemos tempo de de andar pelos arredores do Zócalo, comer tacos árabes na Tacaria Los Angeles (em volta à catedral) e galeria da rua 09 de mayo. Nessa inclusive, provamos a ÁGUA DE SABOR, que é um sorvete batido com água, um pouco menos líquido que um suco. Muito bons os sabores, escolhemos "pepino com limão" e "santia" (melancia). 05 . 2 . Heavy Metal no México. Assistir o RATA BLANCA era um sonho para mim que havia perdido o show deles em 1995 no Brasil e nunca mais tive oportunidade para curtir ao vivo uma de minhas bandas favoritas. O local escolhido para evento para muito amplo e dispunha de som e iluminação profissionais e condizentes com um evento de nível internacional. O preço do ingresso estava bom e tudo correu perfeitamente, os horários e tudo. Havia muitos itens à venda: cd's, dvd's, Lp's, posteres, camisetas e acessórios em geral. A cerveja vendida era uma chamada Índio, que era escura, mas tinha sabor de pielsen, Muito boa! O preço era de $50 pesos a garrafa de 600ml que eles colocavam num copo de plástico. Tal como em terras tupiniquins, uma cerveja dessas nessas quantidades custa a metade o preço no mercado... Havia muito material à venda também na porta do evento, além de inúmeras barracas de alimentação. Achei estranho, o fato de não se vender cerveja fora da área do show ... e também não se vender comida dentro. CUIDADO! Uma diferença crucial em relação aos show do Brasil é que os homens não podem entrar de mochila nos eventos. A justificativa é que um homem de mochila pode roubar algo do merchansdise mais facilmente. Muito absurdo. Não havia sido avisado antes e também não havia cartaz na porta indicando isso. Só depois que você entra que vem a surpresa que acaba de perder $10 pesos no guarda-volume improvisado (que era em cima de uma árvore), ou os $300 pesos do ingresso. Mulheres podem entrar tranquilamente de bolsa. O problema maior era a má organização desse, além de ser muito mal cuidado e vigiado. O próprio segurança indicou que tirasse passaporte, máquina fotográfica, qualquer coisa de valor da mochila antes de a guardar... muito seguro, não? O problema é que onde você vai guardar tudo isso? Na mão? E vá pensando que se você comprar um álbum o povo é educado para deixar você guardar algo na sua mochila sem pagar outro guarda volume... O segurança também encrencou com um de meus cintos de arrebite, o que não ocorre no Brasil desde a metade da década passada. Minhas amigas falaram algo para o segurança (não lembro / não entendi) que liberou então a entrada. Enfim, após esses "apuros", os shows foram todos excelentes! Muito feliz, pegamos táxi para a casa dos amigos e lá se ia a última noite que dormi no México... 05 . 3 . Voltando de Puebla para D.F. Essa é uma viagem de $150 pesos com duração (normal) um pouco menor que duas horas. A ideia era chegar bem mais cedo antes ao D.F., deixar minha mochila no guarda-volume (pago) da TAPO e ir para as feiras centrais (de trem) pegar as lembranças / presentes que faltavam, antes de ir ao aeroporto (no caso voltaria a TAPO e pegaria o metro para Hangares e de lá o autobuso voltando). Todavia, meus planos foram frustrados. Tão logo o ônibus saiu do perímetro urbano de Puebla e adentrou na estrada ele parou. Tínhamos viajado menos de meia-hora e acabado de entrar nas montanhas, numa área sem internet ou sinal de celular. Ninguém sabia o que acontecia e o congestionamento só fazia crescer. Foi então que o motorista liberou a saída dos passageiros para "passear pela estrada" enquanto a situação não normalizava. O que aconteceu? A pista foi repentinamente coberta por gelo!!! Quando sai do ônibus para andar um pouco, o clima havia mudado totalmente! Nunca que diria que foi na manha desse dia que estava tomando sorvete, pois a quente cidade de Puebla havia se tornado era uma lembrança, pois parecia que nós estávamos dentro da geladeira! Como disse antes, foi uma fatalidade, um imprevisto, já que foi a segunda vez no ano que isso aconteceu nessa época do ano. Ficamos 04 horas parados até passarem os tratores para retirar o gelo da pista. Vimos também carros dos bombeiros com os auto-falantes gritando para cooperarem e deixarem os acostamentos livres para trafegarem as autoridades. Tudo isso acontecendo e eu sem um único amigo, sozinho. Pista limpa, o trafego começou a andar bem devagar. Esperava que logo normalizasse e , como não poderia fazer as comprar pretendidas, ao menos chegasse no horário do voo de volta para o Brasil. Pois então, caiu uma tempestade que forçou o autobuso a viajar com velocidade reduzida! Um ADENDO: no show do dia anterior especulávamos porque o LVZBEL foi a banda de abertura, já que o Arthuro Huizar (vocalista do conjunto) lança discos com o LUZBEL desde 1985. Um artista tão importante para Metal do México deveria tocar somente antes dos gringos. Imagino que ele, que é nascido e criado na Ciudad del México deve ter lido a previsão do tempo. Só pode... Chegando no TAPO quando meu check-in de volta ao Brasil já estava aberto há uma hora, tinha medo de perder o avião e não fazia ideia do protocolo nesses casos. Por indicação do motorista do busão, ao desembarcar eu procurei um chefe da empresa e lhe expliquei a situação. Ele me levou então para uma sala, onde falei com mais pessoas e sai com um documento assinado e carimbado que meu transporte demorou mais de oito horas de Puebla ao DF. Se perdesse o embarque apresentaria isso a Aeromexico e veria o que poderia ser feito. Peguei um taxi de $100,00 pesos (acabei gastando o dinheiro dos presentes, mas não como queria) e cheguei ao aeroporto à tempo do embarque. Faltavam pouco para fecharem, mas não precisei da tal justificativa. A volta foi análoga á ida. Frio. Duas refeições. Poltrona que reclinava pouco. A diferença é que no México você chega três horas antes e no Brasil três horas depois. 06 . No Rio de Janeiro... 07 . Conclusões. Dias mágicos. Lugares que eu tinha alta ansiedade para conhecer e que superaram minha imaginação. Vi de neve a deserto em nove dias. Claro que não da maneira que eu esperava, rs. Acho que o México é lugar para lhe tirar das expectativas; seja das boas, como dos problemas pequenos que ocorreram. Infelizmente, pela questão de tempo, não pude conhecer de perto o Teotihuacan, ou o Museu das Culturas de Oaxaca. Demorei para me re-adaptar à comida brasileira (que como moro sozinho com a namorada eu mesmo que cozinho, rs) e ao fuso-horário. Consegui muito material das bandas que queria. Ainda assim, muito ficou faltando. Sabe o que ficou de sobre? Vontade de voltar! As boas lembranças, as boas amizades, tudo de lindo que aconteceu e o me apaixona por esse país desde jovem. Pronto regressaré! Hasta luego! * Willba.
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