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Fernanda TF

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Sobre Fernanda TF

  • Data de Nascimento 07-12-1981

Outras informações

  • Lugares que já visitei
    EUA, Argentina, Uruguai, Colômbia, Paraguai, Chile, Itália, França, Holanda, Inglaterra, Bélgica, Espanha, Marrocos, Bolívia e Peru
  • Próximo Destino
    A definir
  • Localização
    Rua do Centro,100, Brusque, Santa Catarina, 88353140, Brasil

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  1. Claudia... Calculo que tenha gasto em torno de R$ 6500,00, porém, com "mimos" inclusos. Quanto ao medo, vai com ele mesmo... Essa viagem ainda foi "fácil".. as 2 vezes que fui p Europa estava sozinha também.... No final, sempre dá certo... se precisar de alguma coisa, ou incentivo, conte comigo.
  2. Dia 13) 4 de janeiro.... Tinha que estar na praça central as 6 da manhã, haviam várias pessoas aparentemente esperando. Aos poucos, os guias chegavam, gritavam por seus nomes e a praça ia esvaziando... para variar, eu achei que estaria esquecida né..... Eram quase 7 horas quando um cara apareceu correndo me procurando, UFAAAAA, embarquei em uma vãn e lá fomos, seriam quase 7 horas de viagem. O motorista corria muito, muito mesmo.... e inclusive algumas pessoas pediram para que diminuísse a velocidade, mas ele não escutou, retrucando que dirigia aquele trecho a 10 anos e nunca havia se acidentado. Gente... parte da estrada só passa 1 carro por vez, quase como a estrada da morte... Eu estava bem na frente, vou dizer que fiquei tensa o tempo inteiro, horrível, haviam muitas curvas, e o cara ia com tudo, por algumas vezes quase bateu... mas graças a Deus, cheguei viva.... Ao chegar na hidrelétrica, um almoço nos esperava. Fomos orientados quanto a pegar o trem ou fazer a trilha. Minha opção era a Economic, ou seja: TRILHA.... Sinceramente, eu estava extremamente pilhada e ansiosa. Angustiada para chegar logo e coisarada. Fazia muito sol e calor. Depois do almoço, aquela ida básica ao banheiro. Detalhe.. só tem um para mulher e 1 para homem... pensa a fila.. e pensa as pessoas batendo na porta querendo entrar... hahahaha Isso que ainda é pago.... Enfim.... Havia deixado o mochilão no hostel em Cusco e trouxe o necessário para dois dias, mesmo assim, pesa.... Você vai seguindo a linha do trem, no começo sai um grupo grande, mas com o passar do tempo, alguns vão ficando para trás. Entre trilho, pedras, barro, poças d´agua, você vai se aventurando, sonhando, entrando naquele clima enigmático de MP.... Eu só queria chegar logo !!! Quando cheguei da cidade parei um pouco, meus pés estavam doendo d+, fiz a trilha com uma bota, não sugiro a menos que seja extremamente confortável. Sabendo do problema do meu joelho, deveria ter ido de tenis. Como não é piso liso, é inevitável sentir dor, já que não esta acostumado, enfim, cheguei e fui direto a praça principal... Vocês não tem noção da atmosfera que é aquilo lá, coisa lindaaaaaaaaaa.... mas eu estava exausta, sabia que precisava urgente de um banho para me recompor.... Ai é que veio a outra parte trash..... Todo mundo que chega caminhando, vai em direção a praça esperar ser chamado para ser levado ao seu hotel/hostel ou no meu caso, entregarem o ingresso para MP. E adivinhem só ???????? Cheguei la as 17h e as 19 ninguém havia mencionado meu nome. Genteeeeeeeeee, eu tentei ficar calma, a pior hipótese era ter que comprar uma nova entrada a MP, já que o hostel estava reservado pelo booking. Tinha mais 2 brasileiros na mesma situação.... e estavam tentando me ajudar. Estava sentindo uma dor surreal nos pés. Até então fiquei sentada esperando, enquanto os meninos tentavam resolver. Foi ai que resolvi ir até um desses guias e pedi para ligarem na agencia de cusco.... BINGOOOOO, haviam esquecido de contatar o guia local. Problema resolvido.... Eu deveria ter pensado nisso antes, mas jurava que os meninos já tinham pensado nessa alternativa... Enfim.... Ir para o Hostel ? NAOOOOOO.. como havia demorado muito, os demais turistas já tinham tomado banho e voltariam em meia hora para janta , então, não dava tempo de eu tomar um banho. Vocês não podem imaginar uma pessoa bravaaaaaaaaaaaaaaaa.... Tadinho do guia.... mas eu tava tão P da vida que acabei descontando nele, que só queria o ingresso para ir p hostel, não queria jantar... só queria deitar... mas ele disse quer era durante a janta que imprimia os ingressos e entregaria para todos juntos. Aproveitei para comprar o transporte de onibus até MP. Ida e volta equivalem a R$ 100,00. Isso mesmo, cumulo de caro, sendo que o trajeto demora 20 minutos. Conclusão, ele nos levou ao restaurante.... jantamos, e cheguei no hostel as 23 horas. Ainda bem que tinha um chuveiro maravilhosoooooooo. Dividi o quarto com mais 3 brasileiros. Ah, quanto ao meu pé, havia saído uma bolha.... Ta ai o motivo do tamanho desconforto... O rio passava por de trás do Hostel a impressão é que chovera a noite toda... Só fui descobri isso de manhã. VID_20190104_131817630.mp4 VID_20190104_131914066.mp4
  3. Dia 12) 3 de janeiro, cheguei em Cusco por volta das 6:30, peguei um táxi por 10 soles em direção ao Hostel. Aqui tive um perrengue... O hostel estava sendo vendido, o ex dono deixou na mão de moradores fixo até que o novo proprietário tomasse conta. Isso só descobri depois de ficar quase 1 hora procurando o lugar (que não tinha placa, nem campainha, e quando ligava, caia em outro hostel). Pensei que tivesse tomado um cano, estava quase indo procurar outro lugar p ficar até que abriram a porta. Ninguem sabia da minha reserva, valor, nada. Eu que disse a quantidade e valor, acreditam ? O lugar estava limpinho, mas, era um transtorno toda vez que tinha que voltar. Era contar com a sorte de algum hospede ou morador abrir a porta. Enfim..... Deixei a mochila, tomei um banho e fui andar pela cidade, que mimoooooo. Aqui do Brasil já havia contatado uma pessoa para fazer os passeios, e fui ao seu encontro no lugar que disse ser sua agencia.... Para minha surpresa a agencia existia, mas a pessoa não, era como se ele fosse um agente comissionado.... Então resolvi escutar minha intuição e procurar por outra companhia. Andei bastante, os preços são praticamente os mesmos. Fiz cambio, onde R$ 1,00 equivalia a 0,70 de soles. Então fechei o transporte ida volta até a hidrelétrica + entrada Machu Piccho + Montanha colorida, por 490 soles. Essa agencia e mais um monte, inclusive casas de cambio fica na Avenida El Sol..... Ao final dela, do lado direito, encontrei um mercado de artesanatos, com coisas baratíssimas, cujo preços eram bem inferiores ao da Bolívia, sendo os produtos similares, descendo mais um pouco, você atravessa a rua e tem mais uma galeria enorme, lotada de artesanatos. Fiz festa !!!!! Começou a chover tanto que voltei para o hostel, encarei uma macarronada !.
  4. Dia 11) – 2º de janeiro – Segui para o pier, já que o barco partiria as 8;30. Se você chegar cedo, pode sentar na parte de baixo (fechada), ou ir em cima (esteja preparado para o frio/vento). De manhã estava muito frio, as pessoas queriam se aglomerar na parte de baixo, mas não podia. Houve um leve tumulto, mas ai decidiram ficar la em cima mesmo. Ai assim, eu, Fernanda, vou dizer o que achei desse passeio: UMA BOSTA . A embarcação vai a 20km por hora. Demorou 2 horas até avistarmos a Isla de Sol... O Guia explicou que quem quisesse conhecer bem essa ilha deveria desembarcar ali, pois seguiria para a Isla de la Luna , ficaria um pouco la e depois retornaria para a Isla do Sol. Muita gente ficou brava, pois havia se tocado que a maior parte do “passeio”, seria dentro do barco e muito pouco tempo para desfrutar da Ilha.... Basicamente metade desceu, resolvi seguir para a 2º iLha... levaram 45 minutos até la... e assim que chega você tem 1 hora livre para percorrer. Absurdo, é pouquíssimo tempo para percorrer, mas enfim... ou isso, ou você ficava para trás.... Sem contar que ainda te cobram mais 10 bs ao desembraçar. Existem famílias vendendo artesanato e comida.... O lugar é massa, tem uma vista bonita, mas eu já estava irritada, não gosto de fazer nada correndo, mesmo assim, fui até o Templo de las Virgenes, que foi uma espécie de convento do império Inca e o mirante... Haja perna e fôlego.... Embarcamos e mais 45 min até a Isla del Sol... Agora é que alguns ficaram bravos mesmo... Parece que o povoado dessa ilha andou brigando .. a parte norte com a sul... e as embarcações chegam apenas no lado SUL. Nenhuma agência leva ao lado norte, e não recomenda que você vá até la, porém, em relatos antigos, você acaba descobrindo que as coisas mais top dessa ilha estão do lado norte... e não é que assim que chegando próximo a Isla, o capitão desligou o barco e disse que quem queria descer na parte norte, poderia faze-lo, e depois de 3 horas deveria estar na parte sul para voltar para Copacabana;;;;; Mas pensa um povo que ficou bravo... Se ele tivesse dito já no começou, ou na primeira parada, algumas pessoas estavam dispostas a fazer a trilha NORTE > SUL, no entanto, 3 horas apenas eram insuficientes... Tinha uma brasileiro que não se conformava, já que dizia que era um dos sonhos dele, coitado. Não tinha quem não tivesse revoltado.. Pensa... sair 8:30 da manha, chegar as 16:30h e desfrutar de míseras 4 horas de passeio ? Quando retornamos para a Isla Del Sol, eu nem quis fazer absolutamente nada, a não ser almoçar. Sentei com calma, respirei fundo e curti o momento tomando uma coca cola gelada. Quem resolveu se aventurar pela ilha, não teve tempo de almoçar. Agora a dica: Quando for fecharem esse passeio vocês perguntam se tem opção mais rápida de ir / voltar. Talvez pagando mais.... Quando vão te vender o passeio dizem sai as 8:30 volta as 16:30.. Bah, tu acha mega barato... mas no fim das contas, sai muito caro. Dia perdido, porém, tudo vale como aprendizado e experiência. Na volta, comprei alguns aperitivos e fiz cambio para moeda peruana e já era hora de embarcar rumo a realização de um sonho de vida. Alguns minutos após a saída do ônibus, você tem que descer na imigração Boliviana, preencher uma ficha.... o Processo é rápido, o ruim é que todos os ônibus saem na mesma hora então a fila era desumana... Mas enfim.... Saindo de lá, você cruza a fronteira andando, mas obrigatoriamente tem que parar na imigração Peruana.... Todo esse processo demorou cerca de 2 horas, mas o problema foram as longas filas mesmo. Um policial escolta pequenos grupos até seus ônibus, e permite que você suba após conferir a documentação e seu visto. Tudo certo... tomei um dramim e dormi feito um anjo. O ônibus fez uma parada de 45 minutos em Puno (rodoviária TOP, super limpa), procurei lugar para tomar um café, e do nada apareceu uma argentino que estava do meu lado dizendo que eu tinha que trocar a passagem. Gente... até agora eu não sei o que aconteceu... estava sobre o efeito do remédio, mas sim, todos os passageiros trocaram suas passagens que a principio foram preenchidas a mão, por impressas (que já estavam a nossa espera). Não sei a razão disso... Mas na hora de embarcar, o motorista chamou 1 por um, entramos sem nenhum problema. Loucura ou Cultura? Dormi a viagem inteira.
  5. Dia 10) – 1º de janeiro – Tentei acordar o mais cedo possível para pegar o bus para Copacabana e conhecer o lendário LAGO TITICACA.. Usei aquelas mini vans em direção ao cemitério. A passagem até lá custou 1 boliviano. Cheguei faltando 5 minutos para o “mini ônibus” sair, não lembro exatamente o valor, mas foi menos da metade do que sair direto da rodoviária. A viagem até lá durou quase 4 horas. A vista é deslumbrante, desde os pequenos povoados a beira da estrada, quanto as extensas fazendas. Neste momento, o legal é estar do lado esquerdo do bus. Se você tem problemas de passar mal em curvas, se prepare, pois tem muitas, inclusive eu que nada sofro, fiquei um tanto quando incomodada, mas sem maiores problemas. Quando chegar no povoado de San Pablo de Tiquina, todos os passageiros devem descer, e atravessar o lago através de pequenos barcos. O percurso deve demorar cerca de 5 minutos. O ingresso custou 2 bolivianos. Fiquei preocupada com o mochilão (que estava no bagageiro do bus), mas resolvi arriscar levando apenas a mochila menor. O que demorou muito, foi a balsa para passar o onibus, cerca de 50 minutos. Como atravessei rapidamente, tive tempo de percorrer a praça e comprar alguns petiscos. Fazia frio apesar de ter sol.... Fiquei acompanhando o bus e quando ele atravessou, ingressamos e seguimos viagem. Detalhe: 2 pessoas ficaram para trás. É responsabilidade sua ficar atento ao seu ônibus, tanto que assim que ele atravessa, já tem um grupo formado... O motorista ainda deu 2 voltas no quarteirão da praça, buzinando freneticamente, mas não apareceram... Sinceramente não sei o desfexo dessa história, só não queria estar no lugar dessas pessoas. Seguimos viagem, seria mais uns 40 km até o destino.... Horas o lago aparece na direita, outras na esquerda... é lindo e imenso... consegui entender a razão de tantos comentários e principalmente da importância que tem para os povoados. Por fim, essa viagem eu considerei como um passeio turístico, rs... Chegando em Copacabana, eu já havia tirado todas as blusas, estava um calor de matar. Procurei o hostel para deixar a bagagem...... Reservei bem no final da praia, próximo onde ficam umas estátuas de Incas... de lá até o centrinho demorava cerca de 10 minutos. A cidade é uma graça, porém, minuscula e movimentada.... Gostei dos preços das lojinhas, apesar de poder trocar pela moeda peruana, queria gastar todos os bolivianos que sobraram. Acho que assim como eu, usam essa cidade para quebrar a longa viagem até Cusco. Procurei uma agência que fizesse o passeio para as Islas no dia seguinte, a aproveitei para comprar a passagem de Ônibus a Cusco. O passeio para as Islas custou 30 bolivianos e a passagem de ônibus, 90 bol, sendo LEITO. Tirei a tarde para passear pelas ruazinhas, feirinhas, visitar a igreja, ver o movimento da beira do lago (cheio de atrações aquáticas). Não tive coragem de subir até o Cerro Calvário, pois além de ter um problema crônico no joelho, e ser praticamente escadas, fazia um calor terrível, então, decidi me poupar, e não me arrependo. Conheci pessoas que subiram e disseram que exige bastante do corpo, porém, a vista recompensa todo o cansaço. Eu vi bastante Chulas (não sei se é assim que escreve) subindo, com as costas lotadas de coisas, me senti uma fresca hahahhaa. Faz parte. Quando estava andando próximo ao lago, haviam algumas Lhamas, me aproximei e tão logo veio uma mulher dizendo que custaria 5 bol p chegar perto e poderia tirar quantas fotos quisesse. Assim fiz e comecei a fotografar... Ai uns 3 minutos depois chegou uma outra dizendo a mesma coisa, então expliquei que já havia pago e ela perguntava quem havia recebido, já que o bicho pertencia a ela. Ora bolas, p mim, todas as mulheres eram iguais, como eu saberia ?? Tive que pagar novamente. Mas fiquei sem graça e sai, depois descobri que isso é um hábito comum. Uma pede e sair e depois chega outra dizendo que é a dona. Acreditam ? Paguei e fui embora. Uma das coisas mais curiosas que já vi na vida foi o "batismo de carros" . Isso mesmo, você não entendeu errado. Muitos fiéis trazem seus veículos para serem abençoados em frente à Basílica de Copacabana. Me deparei com uma fila enorme de carros, todo mundo esperando sua vez para ser abençoado. Os fiéis enfeitam seus carros, deixando-os todo ornados com flores e enfeites. Em frente a Basilica existe uma feira exclusiva para esses adereços e itens religiosos. Os carros são abençoados um a um. O padre joga água benta na parte externa e nos bancos do carro, no motor e nas rodas. Depois é a hora do dono do carro e de sua família serem abençoados, seguindo de uma foto com família, carro e padre – todo mundo junto. O ritual pode ser finalizado estourando champagne ou cerveja e com fogos de artifício. É muito loucoooooo... Quando cheguei na cidade, vi alguns carros circulando com adereços e pensei que seria em decorrência do ano novo, mas não, faz parte da cultura da cidade. Fechei o dia assistindo ao por do sol. É surpreendente. Não sei se você é assim, mas eu sempre acho tudo tão máximo, ter a oportunidade de estar fora da minha zona de conforto, apreendendo, vivendo e experimentando, é magnifico.
  6. DIA 9 - 31/12 …. Encontro marcado em hotel (próximo do meu Hostel) para tomar café da manhã. Lá também recebemos e vestimos as roupas e acessórios. Nosso grupo era de 8 pessoas (eu + 1 brasileiro, 3 Alemãs, 1 Colombiano, e 2 bolivianos. Tudo gente boa. Uma van estava a nossa espera e lá fomos rumo ao topo da montanha... Se não me engano, cerca de 1 hora de viagem... O percurso corta por dentro de La Paz, aquele lugarzinho que turista nenhum vai, ou imagina que existe... Amo essas surpresas e admirar os nativos.... Pegando a estrada, a vista também era de tirar o fôlego. Fazia frio. Paramos no topo para fazer as necessidades básicas e comprar alguma besteirinha, por garantia. Foi o pior banheiro que já vi.... Além de ter que pagar, era um buraco no chão, mas até chegar até lá, você passava meio que por um esgoto... Nossa, tive que tampar o nariz co cachecol para conseguir fazer um mísero xixi... mas enfim... passou..... Quando chegamos no alto da montanha, recebemos um breve treinamento de segurança, tais como sinalização entre os ciclistas e que o guia não deve ser jamais ultrapassado por alguém do nosso grupo. É importantíssimo conscientizar os ciclistas que aquilo ali é diversão, mas não brincadeira. Você divide a estrada o tempo todo com carros e caminhões. Uma bobeira, pode ser fatal, ou ainda estragar o passeio dos demais. Haviam muitas agências naquela dia, sério, só que estava prestes a descer tinham 7 vans. Ali você tem que lidar com o frio e com a altitude. Eu estava com uma calça, blusa corta vento, japona e cachecol, por cima, a roupa de ciclista. É frio mesmo !!!! Cada um pegou a bike que havia escolhido, e depois de um leve reconhecimento da máquina e algumas orações, chegou o grande momento. Fiquei por penúltimo, a principio tensa, afinal, não tinha confiança na bicicleta e nem na estrada. Mas não demorou muito para que a adrenalina começasse a sair pelos poros.... Não sei quantas vezes gritei: HURUUUUUUUULLLLL, mas foram várias, porque saiam do meu coração.... Coloquei La Paz no roteiro exclusivamente para fazer esse passeio, ai tinha passado mal no dia anterior, havia desistido, mas no final do dia resolvi encarar e ali estava.... descendo, cade vez pegando mais velocidade, breve olhada p trás p conferir se não tinha ninguém vindo e ultrapassava, quando vi, já estava atrás do guia... Cada um faz seu tempo, atrás do último sempre fica a van do grupo, claro que as vezes é necessário parar, juntar todos e recomeçar.... Nossa, é top d+. Façam !!!!!!! Sei que ler 64 km assusta, mas posso garantir que a maior parte é descida, o que exige mesmo de você é a técnica de conduzir pelo caminho. Vale a pena.... Poucas horas depois paramos para um lanche (pão com ovo, barra de cereal, banana e coca cola). AS bikes foram colocadas na van novamente e descemos de carro um percurso (acho que era muito arriscado carro x ciclistas)... Ai paramos onde realmente começa a estrada da morte.... Mais um treinamento... afinal, até ali a maior parte havia sido de asfalto... dali em diante era só pedregulho e terra... e Lá fomos..... Mais “HURRUUUULLSSSS”.... até você se adequar a velocidade que acha seguro demora um pouco, ali eu tive medo, afinal, pela lei dessa estrada , a descida é pelo lado esquerdo, ou seja, a do precipício.... mas enquanto não vem carro, ou algo subindo, você pode ir no meio ou do lado direito... enfim.... La estava eu, desfrutando.... esqueci de dizer que +/- no meio da descida no asfalto, eu diminui a velocidade e passei a contemplar o passeio.... Não estava ali para aposta, e sim para me desafiar, e para isso era preciso chegar viva até o fim. Pensa em um passeio que valeu a pena. Em meio a cachoeiras, precipícios, contemplar a natureza, se superar, minha nossa, nem tenho palavras, mas consegui. Nunca tinha feito um percurso tão longo, ou algo tão “radical”.. Foi uma das melhores experiências da minha vida... no final começou a chover, que delícia !!!!!! Ainda bem que tinha lugar para um banho quente e um almoço simples, porém delicioso almoço a nos esperar.... A parte ruim é a volta... mais 4 horas de van até LAPAZ. Mas valeuuuuuu, última aventura de 2018 fechada com chave de ouro !!!!!.. De dor, só estava nos pulsos, o resto, ok !!!!! Uma dica,,,, as agencias vendem o pacote com "fotos inclusas", nosso guia tinha uma máquina digital, do tempo dos dinossauros, as fotos ficaram horríveis. Se você preza por isso, atenção a esse ponto. Haviam fotógrafos com mega maquinas de outras vans. VID_20181231_134125129.mp4 00002.MTS
  7. Achei uns brasileiros que também aguardavam o ônibus e dividimos uma pizza. Bus partiu no horario exato.... e agora é que vem a parte mais trash da trip..... Havia passado cerca de 3 horas da viagem e minha barriga começou a roncar !!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Não era fome, era dor de barriga.... Pensa no desespero, eu não queria acreditar. Eu, que tenho o intestino naturalmente preso, que estava a 3 dias sem ir no banheiro, como teria uma dor de barriga naquele lugar, sem saber se tinha banheiro no ônibus, e pior, que ainda faltavam mais 7 horas até chegar em LA PAZ.... Gente, dor de barriga é assim, não escolhe hora, nem lugar.... Passei a mão no valioso papel higiênico e fui procurar.... Esse ônibus era aquele duplo e minha cadeira era na parte de cima, o banheiro ficava embaixo e no fundo!!!!! Podia ter algo pior ? PODIAAAAAAA..... Depois de ter esvaziado a minha alma naquele recinto, eis que...................... NÃO TINHA AGUAAAAAAAAA NO VASO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Eu tinha levado o celular, caso precisasse de luz... então comecei a apertar tudo o que tinha la dentro, tentei arrombar a janelinha... tentei encher a palma da mão com a água da torneira e jogar no vaso, mas era em vão... não tinha nem tampa.... eu qse estava morrendo la dentro.. hahahah, foi quando resolvi sair e ir até o motorista perguntar como fazia para dar a descarga..... Amigos mochileiroooossss, foi ai que descobri que o banheiro era quimico, e numero 2 era proibido.... mas sinceramente, eu não tinha outra saída, concordam ? Ai, o pessoal de baixo começou a resmungar, tossir, o cheiro veio atras de mim, voces conseguem imaginar isso ? EU suavaaaaaaa na minha poltrona.. doida de vontade de voltar lá.... a barriga não parava de roncar... e as pessoas começaram a tossir sufocadas cada vez mais. Tomei 2 dramim afim de desmaiar, kakakakka, tirei a bota, troquei a blusa, com medo de ser reconhecida e expulsa do ônibus... e graças a Deus, nos minutos seguintes tinha uma parada para pegar mais gente.... Foi ai que o pessoal de baixo começou a falar mesmo: Motorista, joga água, não conseguimos fica aqui ! Ai arranjaram água e acho que amenizou... o motorista subiu com spray “perfumando” o bus todo e gritou: BANHEIRO É SÒ PARA UNINAR>.... Ah sim, obrigada , da próxima vez, vou levar uma rolha comigo.... Demorou um pouco, melhorei e dormi. Essa, sem duvida foi a pior experiencia que tive em viagens, se não, da minha vida... Agora dou risada, mas cheguei a chorar. DIA 8, Cheguei viva.... porém, com a sensação de que havia passado um trator sobre mim. Tudo o que eu queria era ficar horas deitada.... Mas como tinha programado apenas 2 dias para essa cidade, não tinha tempo a perder. Depois de um merecido banho, fui bater pernas. La Paz é uma capital “comum”, cheia de prédios, pessoas para todos os lados, transito caótico, enfim... fui atrás de casas de cambio, mas depois de não achar nenhuma aberta, me dei conta que era domingo. Me hospedei próximo a Catedral de La Paz , e me informaram que havia cambistas por lá... Acho super arriscado, mas precisava fazer. Haviam mais pessoas na minha frente e fiquei observando, não tive problemas. Fui atras de uma estação do teleférico, a mais próximo naquele momento era a linha vermelha. Na minha ignorância, achava que era um ponto turístico, mas na verdade é um meio de transporte super usado pelos habitantes.... Ainda faltam terminar 2 linhas para cruzar a cidade toda. Apesar de prático, achei um pouco caro, considerando que inclusive você paga as baldeações. Enfim, andar de teleférico é como entrar em uma realidade paralela. A cidade com suas casas sem acabamentos, contrasta de forma muito impactante com a tecnologia que cruza os ares. A vista é inacreditável! Minha primeira parada foi no EL ALTO... sinceramente não sabia onde estava indo... peguei a linha e tive que descer no final.. Sai em uma feira, bem local, se vendia de tudo. Sério, de toda a viagem, essa foi a maior que vi. Acredito que a extensão passava dos 3 km; Lá tinha desde comida, roupa, bicho empanado, calçado, remédios, eletrônicos, e lugar para fazer os rituais espirituais. Sério, haviam “salinhas” e no meio da rua mesmo. Fiquei de cara. Chovia e fazia frio, aproveitei para comprar uma jaqueta nova,, que me custou míseros 59 bolivianos... Aqui no Brasil, não sairia por menos de R$ 200,00. Não comprei mais por não ter como trazer, mas da muita vontade, as coisas são realmente baratas comparadas ao Brasil.... Enfim.... andei por mais algumas linhas. Tem um mirante no meio da Linha laranja. Desci no ponto final da linha azul e voltei andando. Tem praças muito bonitas. Existem ônibus, táxis e algumas vans (que trabalham por conta), buzinam feito loucas querendo chamar atenção das pessoas.... E na volta para o hostel, fui até a VICUNA TRAVEL para fechar o pacote para Death Road no no dia seguinte. Reservei a bike comercial, com dupla suspensão pelo valor de 360 bolivianos. Almoço e café da manhã inclusos. Depois disso, jantei macarrão com salsicha, no Hostel !
  8. Em seguida fomos ao Hotel localizado em San Cristobal, contudo, informados que não havia energia elétrica. Ou seja, sem banho e sem baterias carregadas... Calça, bota estavam sujas de sal, e isso gruda, dá uma agonia.... Mas para nossa felicidade, durante o jantar, nos informaram que teria um gerador ligado por 30 minutos, para banho. Foi uma das sensações mais incríveis. Dia fechado com chave de ouro. O Hotel era feito de sal, paredes, cama, mesas, muito legal, experiência única. DIA 7 (29/12/18) - Após o café, seguimos a diante.... Cada paisagem de tirar o fôlego, e olha que não estou falando de altitude. Vale a pena os perrengues e investimento. Nesse dia a distância entre os pontos de parada eram enormes. No meio da tarde começou a chover forte, mesmo assim paramos na lagoa Colorada, que além de magnífica, é lotada de flamingos. Uma emoção sem igual. Antes disso, você tem que pagar para entrar no Parque Nacional Eduardo Abaroa (que é onde tem essa lagoa). Custou 150 bolivianos, o parque é imenso... além de várias lagunas, tem Geyser e o Termas de Polques, onde há uma piscina natural de água quente aos pés de uma bela lagoa, a Chailiqui. Foi em frente a essa lagoa que dormimos a 2 noite. Hotel hiper simples, e esse nem água nos banheiros tinham. Havia 2 toneis e um baldinho, de acordo com sua produção, você tinha que pegar a água e jogar no vaso. Aqui mostra inclusive a necessidade de carregar água potável com você. Ou teria coragem de escovar os dentes com aquela água ? Não preciso dizer que não tomei banho esse dia... Somente gastei um pacote de lenço umedecido, mas deu certo. Já passava das 20h, havíamos jantado e várias pessoas foram até a piscina termal, se não me engano a temperatura da água beirava os 30º, mas fora dela estava fazendo 6º. Lembrando que não tem iluminação, se você tiver sorte, da Lua.... Ela fica aberta até as 22h. Então, não tive coragem.... Você deve pagar 6 bolivianos p entrar nessa piscina. Já havia tido experiência igual quando fui ao Atacama, no Geyser. Sugiro a quem nunca foi, que experimente. Dormi feito um anjo. Pela manhã a piscina estava lotada com outros turistas. Um dos carros do comboio quebrou, e tivemos que absorver as pessoas nos outros carros. Pensa no aperto... Ainda bem que vários ficariam no Chile.. então, o problema seria apenas até lá... Paramos em uma laguna onde houve a divisão dessas pessoas... quem partiria a diante, e quem voltaria a Bolívia.... O caminho de volta não teve muitas coisas diferente, o êxtase do dia foi parar no “Arbol de Piedra” (Arvore de Pedra), lugar lindo ! E a volta é sempre cansativa... uma canadense do grupo começou a passar mal, não sei dizer se foi a altitude, algo que comeu ou o tanto de poeira que comemos involuntariamente... tivemos que fazer várias paradas para ela se recompor. A última parada turista foi no “Valle de Rocas”.... Até hoje não consigo acreditar no que meus olhos viram. FABULOSO cada rocha. O guia ficou nos apressando , já que havia perdido tempo com várias paradas “não programadas” (canadense), mas por fim chegamos a cidade por volta das 16h. Ao lado da agencia tem um hostel que permite tomar um banho. O bus parte para LA PAZ as 20 h. Tem tempo suficiente para descansar, falar com a família e comer. Ah, duas coisas que esqueci.... São 3 dias sem internet (ideal para se desconectar do mundo e conectar as obras naturais) e 2, quando fechei o pacote com a esmeralda, já comprei a passagem de bus Leito para LA PAZ, custou 60 bolivianos
  9. Sim, é possível. Bom, pelo menos estava na Bolivia e entrei no Peru, Isso, dia 3/1/19. Sem nenhuma pergunta ou problema.
  10. Meu amigo, arrume as malas e vá simbora. Nunca conheci um povo tão amoroso quanto os Italianos, mas sofri em Paris. Fui em 2016 e não falava absolutamente nada em inglês, nem italiano, nem nada... e me virei super bem. Uma dica valiosa. Compre internet. Isso ajuda e te salva. Baixe o google tradutor pois é um Deus no nosso caso... Não se preocupe, vai dar tudo certo.
  11. Esqueci de dizer que essa trip ocorreu de 23/12/18 a 8/1/19. A viagem de ônibus foi tranquila, dormi praticamente toda. Passado umas 4 horas da viagem, o ônibus parou e escutei o motorista dizer: Pausa para 15 minutos de Banõ. Que maravilha, estava bem precisando... para minha surpresa descemos no meio do nada. Só tinha a estrada e o mato. Nenhuma luz, o banheiro era a modo Inca.. Ou seja... Dica 3: Carregue e valorize o papel higiênico tanto quanto seu passaporte. Acredite, você precisará muito disso... Só depois desse momento é que passei a valorizar... O bus chegou no horário previsto, 4 da manhã. UYUNi não tem rodoviária, é uma rua comum. É chegar, descer e boa sorte, as pessoas se espalham. Fui para o hostel que tinha reservado, e fui super mal atendida. Era cuidado por uma família muito estranha e não quis me deixar entrar ao menos que pagasse mais uma diária. Meu intuito era ficar em uma sala, algo do tipo, até dar a hora... Detalhe, o check in era as 10, então paguei por 6 horas, já que sozinha, não ficaria na rua. É bom se certificar quando chega de madrugada, se tem onde ficar , e tals. Depois encontrei um grupo de brasileiros que foram direto para um café que está aberto justamente para esse povo que chega, quer tomar um banho e entre 10 / 11 horas embarca para o deserto. Ai aqui cometi um erro, fiquei com medo do ônibus não chegar a tempo e deixei o dia livre. Genteeee, não façam isso, da p fechar passeios na hora. Exemplo, você chega as 4, procura onde ficar, e as 8 você fecha com alguma agência e fica lá até a hora de começar o passeio... Mas, é vivendo e aprendendo... Eu deveria ter feito isso, e ganho um dia em outro lugar mais legal, mas enfim, foi..... O problema é que além da praça, não tem onde você ir. Algumas feiras ao redor, mas nada mais do que isso. Aqui foi o único lugar que almocei em restaurante. Tinha tempo sobrando, achei um restaurante aparentemente limpinho e muita vontade de comer um arroz. Valeu a pena. Gastei 30 soles, mas comi muito. Durante a noite choveu muito. Choveu horrores na verdade e fiquei triste, achando que estragaria o passeio que tanto queria fazer. A agencia que contratei, chamava Esmeralda, paguei 350 soles os 3 dias, já havia contatado por whats aqui do Brasil. Porém, eles me colocaram junto a um grupo de outra agência. Fiquei chateada , pois haviam vários brasileiros, tipo, uns 10 que compraram lá também... Como não domino o inglês , seria o ideal, mas vamos lá.... A chuva cessou. Passeio começa pelo cemitério de trem, o guia ficou explicando uns 40 minutos e deu só 15 para caminharmos entre os trens e tirar foto.... affff … O lance foi respirar fundo, parecia que tudo estava contra mim.... saindo, fomos rumo ao deserto de sal.... tome chão ! As paisagens já começavam a aparecer.... Paramos em um vilarejo que vive de artesanato e tem um pequeno museu. Meu Deus, que pobreza, não sei como ser humano pode viver com tamanha precariedade.... Mais chão, até que chegamos ao MAIOR DESERTO DE SAL DO MUNDO. Ah como eu fiquei feliz.. Sabe aquele lugar que você olha em fotos e diz: “Um dia estarei lá”, assim foi. Paramos em frente ao monumento do DAKAR e ai foi livre para andar, bater fotos, visitar o hotel de sal e aquele monumento as bandeiras. É praticamente indescritível, única coisa que vinha na minha mente é a capacidade de Deus criar tudo isso, que maravilha. Os guias prepararam um almoço bem gostoso, mas o sol estava de torrar. Comecei a tirar as roupas que protegiam do frio... E da-le protetor solar. Uma pausinha para descanso e mais chão.... em minutos começou aparecer água, mas era bem ralinha.... Eu pensei, que frustração, vim aqui e não ver o efeito “espelhado”, mas como uma boa brasileira aproveitei as poças para tirar fotos, querendo ou não, decidi me dar por satisfeita e agradecida... Voltamos ao carro e para minha surpresa e realização, em um trecho havia água o suficiente para cobrir o pé. Dica 4: Levem botas impermeáveis. Chorei de emoção, aquele momento estava simplesmente se eternizando no meu coração. Foi exatamente do jeito que eu gostaria que estivesse. O guia insistiu em dizer que tínhamos sorte, pois em dezembro, janeiro, dificilmente chove o suficiente.... E eu respondia: “ Não é sorte. É Deus”.... E depois de 4513211 fotos, seguimos para a Ilha de Cactus. Olha, se minha viagem acabasse ali, naquele momento, eu daria por satisfeita. Hahahaha... A Isla Incahuasi fica no meio do deserto de sal, foi plantada pelos Incas é muito bonita, tem cactus bem grandes e você tem que pagar um ingresso a parte para manutenção, 30 soles se não me foge a memoria. È bem estruturada, com banheiros e restaurante, além do caminho entre os cactus, feito de pedra. Fica fácil andar, mas exige folego, já que é alto e grande. Seguimos rumo ao Hotel, mas no meio do caminho paramos para ver o por sol do sol. I.N.C.R.I.V.E.L. Os guias serviram batatas (tipo ruffles) e vinho. Se existe dia perfeito, esse foi um.
  12. Salve mochileiros. Vou tentar contribuir um pouco sobre minha última experiência. Viajei 11 dias pela Bolívia e 5 pelo Peru (Machhu Piccho). Das conclusões que já posso destacar: 1) Não acredite em tudo o que esses blog´s de viagem dizem, eles são pagos para isso, logo, tudo é uma maravilha, e não é. 2) Esteja fisicamente preparado para longas caminhadas e subidas. Não estou dizendo que você tem que estar apto para uma maratona, mas tantos os passeios, como ir até os pontos turísticos, ou simplesmente caminhar, exigem bastante. Tem muitas ladeiras em cidades como Sucre, La Paz, cidade velha de Cusco e sem esquecer da ALTITUDE. Essa pega mesmo. A falta de ar é inevitável e inesgotável. Mas com remédio, chás e balas você vai bem. Relembrando: Se prepare, até porque vale muito muito a pena, Bolívia é maravilhosa. Várias pessoas me perguntaram o motivo desta viagem.. e a resposta é: Lugares fabulosos que eu precisava conhecer e preço ! Bolívia tem lago, montanhas, deserto, neve e muita paisagem de tirar o fôlego (literalmente). A gasolina é barata, então acredito que influencie nos demais produtos. Fiquei com receio de comer, pegar alguma virose e atrasar meu roteiro. Então, a maioria dos dias, comi coisas industrializadas... salgadinhos, bolacha ou fazia um rango no Hostel. Raras vezes comi em restaurante. Sinceramente achei que havia sujeira demais, e higiene mínima de menos, então, não sei dizer se isso foi precaução ou frescura mesmo... Mas sai quase ilesa.. e acreditem, perdi 4 quilos. É uma questão cultural, e a impressão que tive é que o país não é preparado para o turismo, os passeios são relativamente baratos e a estrutura é bem precária. Você só pode ir para Bolívia depois de saber que: As pessoal mal te olham nos olhos, tem muita sujeira, condições precárias de higiene, faltam banheiros e eletricidade em alguns lugares, meios de transporte precários e velhos, no mesmo dia faz um sol de rachar e em seguida você quase morre de frio. A chance de ter perrengues é enorme. Tem o fator psicológico, você verá muita pobreza, crianças e idosos pedindo esmolas e comida em todo canto, o tempo inteiro.... Mas, qualquer ser humano é capaz de “suportar” isso, em troca de experiências incríveis. Dia 1 (23/12) – Saio de Floripa, cheguei em Santa Cruz as 4 da manhã (passagem, ida e volta paguei R$ 2100,00 pela LATAM). Comprei um voo separado para Sucre, cerca de R$ 300,00, pela cia BoA. Realmente foi um voo super tranquilo. O que achei de interessante, é que na hora do check in para Sucre, haviam pessoas na fila para comprar passagem e o preço estava quase metade da que eu havia pago com 3 meses de antecedência. Então fica a dica, vale arriscar comprar na hora, pois tem voos consecutivos. Sucre tem dois aeroportos, o novo fica cerca de 30 minutos da cidade. Havia lido que a única forma de ir do aeroporto para a cidade era de táxi, e assim o fiz. Dividi com um brasileiro e pagamos 30 soles por cabeça. Chegando no hostel descobri que tem um ônibus circular, você tem que sair do aeroporto e ir a esquerda. Não sei o preço, mas fiquem ligados. Era o começo da tarde, deixei as malas, tomei um banho, afinal haviam sido quase 40 horas viajando, e fui bater perna. Peguei um circular para a rodoviária a fim de garantir a passagem para UYUNI. No dia apenas uma estava aberta e já garanti. Paguei 60 soles por um semi leito, empresa “11 de julho” era única opção. Era véspera de natal, um agito na cidade... a cada rua que entrava, me apaixonava mais por aquela cidade. Que surpresa deliciosa, chegar em um lugar tão fofo quanto Sucre, lotada de museus, praças, feiras, igrejas e inclusive: Universidade. Subi uma mega ladeira até chegar a La Recoleta.... tem uma igreja e um mirante. Coisa mais linda. Tem o Simon Bolivar Park, um parque incrivelmente lindo, com uma feirinha vendendo de tudo. Crianças correndo por todos os lados... O comércio estava polvoroso, alguns pontos haviam distribuição de brinquedos para crianças carentes. Estava um calor de matar. Parei em uma farmácia, comprei uma cartela de Sorochi, por 45 soles, que deveria ser tomado a cada 12 horas. Voltei para descansar e a noite voltei para rua. A Plaza 25 de Mayo estava toda iluminada, com algumas apresentações de danças típicas, ambulantes, crianças brincando, um clima delicioso.... de paz e alegria.... Meu coração transbordou gratidão, e começava ali uma das viagens mais incríveis da minha vida. Dia 3 (25/12) – Objetivo do dia era visitar o parque cretácico. É um tanto afastado do centro. Tem 3 formas de chegar até lá: Ônibus circular (1 soles), Táxi (14 soles por pessoa, depois da pechincha) ou Ônibus exclusivo do parque (15 soles por pessoa), esse ônibus tem horários restritos. Todos partem da Praça 25 de Maio. Como queria ir bem cedo, acabei indo de táxi. A entrada do parque custou 30 soles , e sinceramente achava que o parque seria maior. Lá existem pegadas de dinossauros, feito a milhares de anos... E quer ver quando digo que a Bolívia não explora o turismo? Esse parque divide terreno com uma mineradora... Tipo, p você chegar perto das pegadas, você passa pela mineradora... O parque foi feito no meio da empresa. E a principal atração que são as pegadas, estão lá... deteriorando com o tempo. Além do fato de não poder serem tocadas, não tem nenhum cuidado. NENHUM !!!! Tem estátuas de tamanho original, fazem som e tal, tem um pequeno museo, restaurante e uma lojinha. Você entra com um guia que explica cada estátua e depois fica livre para passear. Lembrando, o parque é minúsculo. De hora em hora montam-se grupos para ir com guia próximo as pegadas. Galera, é uma descida animal, bem íngreme.. hora chão de terra, hora escadas...mas quando vai é uma alegria.... Pensa o que sofri para subir, em pleno sol do meio dia. Dessa descida até o final do city tour demora 45 minutos. Guia falava em espanhol e inglês..o que fez nosso passeio demorar mais de 1 hora. Ele mostra as pegadas, mostra um dinossauro de brinquedo, explica o que ele comia, fazia e coisarada;;; Achei que muita informação ali era desnecessária... mas o passeio em si valeu. Matei minha curiosidade. Na saída do parque tem os ônibus exclusivo do parque... Se você o pegar, serão mais 15 soles... tem lugar para táxis, mas quando sai não havia nenhum. Eles vão e voltam o tempo todo...Ai perguntei para uns flanelinhas sobre os ônibus circulares e informaram que paravam no portão da mineradora.... Foi só descer a rua, esperar um pouquinho e lá estava ele, me fazendo economizar 14 soles. Não ganhei somente a economia... o bus levou 1 hora para chegar até a praça.. até lá passei por bairros e lugares fantásticos. Moradores nativos, Sucreanos como são no dia a dia, sem turistas sabe ? O retorno foi um passeio. Só não mais agradável por os ônibus são pequenos e não tem limite para subirem pessoas. Se tiver tempo, vá de circular. Depois aproveitei a tarde para andar. Como era feriado, igrejas e museos fechados, o jeito foi andar pela agradável cidade e no começo da noite, pegar ônibus para UYUNI. Ah, me hospedei no Hostel “Villa Oropea Guest”, super bem localizado, limpo e com cozinha. Próximo post.
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