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Raisa Rodarte

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  1. Com certeza esse é um dos meus destinos queridinhos nesse país. Se me pedirem para montar um Top 5 dos lugares onde já estive, sem dúvida ele estará nas primeiras posições. Sabe quando você chega a um lugar e se sente em casa? Bom, é mais ou menos isso. Não à toa, já foram três visitas Vou fazer um relato curto. A ideia é compartilhar algumas dicas de passeios e das principais cidades do roteiro, deixando a visitação a Cambará do Sul, porta de entrada para os cânions Itaimbezinho e Fortaleza, em um post à parte.·. Gramado e Canela As duas cidades estão localizadas muito próximas uma da outra (aprox. 8 km). Se você é uma pessoa não sedentária (que curte de uma caminhada) vá andando de uma cidade até a outra. É só seguir a RS-235. Há calçada (passeio para os mineiros rs) nos dois sentidos e o caminho é bem tranquilo e cheio de atrações, por exemplo: o Museu de Cera, Museu Harley Davidson, Chocolaterias, Mundo a Vapor, Museu dos Beatles, Aldeia do Papai Noel. Só que em quase todos eles é cobrada uma taxa de visitação. Caso você não esteja disposto ou tenha alguma dificuldade para caminhar longas distâncias, é possível fazer o trajeto de carro, táxi, ônibus intermunicipal (não sei o valor atualizado da tarifa. Em 2014 era 2,30) e Uber! Isso mesmo, já tem Uber circulando por lá. Em Gramado, há alguns passeios clássicos: Lago Negro (gratuito) O clássico passeio nos pedalinhos de cisnes brancos. Pode parecer clichê, mas é lindo! Além disso, o lugar é muito bom para quem quiser dar aquela corridinha básica. Para quem é corredor (como eu) e precisa manter os treinos mesmo durante as férias, lá é um bom lugar pra esticar as pernas. Mas vá cedo (antes das 9hrs), dessa forma, o espaço ao redor do lago (que é estreito), fica todo para você! Mini Mundo (paga-se entrada) Nesse eu não fui, mas dizem que é legal! Lá você vai ver muitos lugares famosos do Brasil e do mundo representados em tamanho miniatura. Rua Coberta (gratuito) Parada obrigatória para um café da tarde, um chocolate quente ou um chopp à noite. Há várias cafeterias e chocolaterias localizadas ali. É uma delícia! Sem contar o charme dos assentos coberto com lã de ovelha. Igreja de São Pedro e os 12 apóstolos (gratuito) Fica bem em frente à Rua Coberta, do lado do Teatro da Cidade, onde acontece o Festival de Cinema de Gramado. Fonte do Amor (gratuito) É um ponto turístico relativamente novo. Não tem nada demais, mas como é no centro e você vai passar por ela algumas vezes, não custa nada olhar. Ah, para aqueles casais apaixonados, vale colocar um cadeado na fonte, no estilo parisiense. Lago Joaquina Rita Bier (gratuito) Fica no caminho para o Lago Negro, e perto do Mini Mundo. É onde acontece a celebração do Natal Luz. Rótula das Bandeiras e o Kikito Essa praça é famosa! Na verdade, está mais para uma rotatória com bandeiras de diferentes nacionalidades e no centro delas, o Kikito, o símbolo do Festival de Cinema de Gramado, que se tornou mascote da cidade. Em Gramado tem muitas praças lindas, com trepadeiras floridas e jardins bem cuidados. Bom de admirar! Uma delas é a Praça das Etnias, com a Casa do Colono. Repleta de lojinhas que vendem produtos rurais, feitos nas fazendas de colonos alemães, italianos... Vale uma parada! Comprei algumas coisas lá, de frutas desidratadas a geleias... Snowland (paga-se entrada) Esse também é bem famoso! Funciona como um parque de esqui indoor. Seus idealizadores recriaram um ambiente com neve artificial, morros e gelado, para funcionar como uma estação de esqui e snowboard. Lá você aluga roupa e equipamentos e brinca de esquiar. Não fui, pois fiquei com receio de machucar e não conseguir fazer as trilhas nos cânions. Mas irei quando voltar! Conheço pessoas que foram e adoraram. O Mundo dos Cristais e Vidros Não lembro exatamente onde fica, mas nesse lugar teve uma mostra ao vivo de como fazer e moldar vidros criando jarras, vasos, jóias. É um lugar onde eles fabricam vidros coloridos, muito utilizados na decoração de ambientes. São lindos! Depois do show você pode passear pelas lojinhas de vidrarias e semi-jóias. Dá vontade de comprar tudo!!! Fábricas de Chocolate Chegamos à parte mais chata da viagem! A comida! Rsrsrs Eu amo chocolate, então me esbaldei por lá. Existem várias chocolaterias, mas a minha preferida é a Prawer. É a mais antiga e conhecida como a primeira marca de chocolates artesanais do país. Possui muitas lojas na cidade e na Rótula das Bandeiras é possível degustar doces e sobremesas na Casa da Velha Bruxa, além de tirar uma foto com a dona do local. Preciso confessar que os chocolates não são baratos. Diante dos convencionais, o preço assusta. Mas vale muito a pena! São muito saborosos e há uma variedade incrível! Além disso, em algumas lojas (como na Luggano) você pode brincar com os sabores e montar seu próprio chocolate. Quem não adoraria ganhar uma lembrança dessa?! Além dessas, há outras marcas, como: a Chocolateria Gramado, Florybal (preços mais em conta) e Caracol (carinha também). Não deixe de visitar uma Fábrica de Chocolate! Fiz a visitação na Prawer, é gratuita e você pode agendar o transporte nas próprias lojas. Procure um funcionário e diga que você gostaria de conhecer a fabricação. Eles providenciam tudo, na faixa! Ouvi dizer que na fábrica da Luggano também é assim, mas eu não fiz o teste. Lembro, inclusive, que eles me ofereceram a opção de busca e retorno no hostel que estava hospedada. Em termos de culinária, outras duas coisas não podem faltar na viagem... O Café Colonial e uma Sequência de Fondue A primeira vez que fui lá, adooooorei o Café Colonial. Achei a coisa mais maravilhosa do mundo. Mas nessa última vez não gostei tanto. Não sei se popularizou demais ou se eu que estou com o paladar um pouco mais exigente mesmo. Bom, mas é uma experiência típica da cidade. Logo, se você nunca experimentou, vá sim. Sugiro ir para o café da manhã. À noite tive a impressão de que eles a comida não é tão fresca. - Tanto para o Café Colonial quanto para a Sequência de Fondue existem muitas opções, mas eu escolhi o Maximilia Fondue a la Carte e o Café Colonial na Torre, porque comprei coupons de desconto nesses lugares!!!! Isso salvou minha viagem, porque comer lá NÂO é barato! Site de descontos – http://www.laiguana.com.br/index.php Transporte até Gramado e Canela Ir de Porto Alegre ou Caxias do Sul para Gramado é bem fácil. Partindo ao aeroporto há ônibus que faz o trajeto direto para a rodoviária da cidade e o preço é bem em conta. Dentro de Gramado não é necessário andar de carro. As distâncias entre os pontos de interesse são bem curtas, a cidade é pequena e os locais mais turísticos, hotéis e principais restaurantes também são bem localizados. Clima Independente da época do ano pode fazer frio na cidade. Por mais que o inverno na região seja mais intenso de maio a agosto, o tempo pode virar e esfriar muito de uma hora para outra. A dica é: Levem roupas de frio e sempre ande com um agasalho. Outra coisa interessante é em relação à neblina. Algumas vezes, no meio do dia, baixa uma neblina densa sobre a cidade e escurece tudo. Mas ela logo passa. Em setembro isso aconteceu 2 vezes. A umidade na cidade é elevada e isso faz com que a sensação de frio seja ainda mais intensa. Pegamos 5 graus no mês de setembro. Passeio de Maria Fumaça Contrate uma agência de turismo e vá nesse passeio. É um passeio de dia todo, mas é muito divertido. Você faz o trajeto passando por várias cidades próximas (Garibaldi, Bento Gonçalves, Carlos Barbosa). Dentro do trem tem degustação de vinho tinto e branco (produzidos em Bento Gonçalves) e espumante (produzidos em Garibaldi), shows com danças típicas italianas e um teatrinho. Há algumas paradas estratégicas onde você desce do trem para passear na cidade. Por exemplo, em Carlos Barbosa, onde há a Loja da Tramontinas, onde é possível fazer umas comprinhas e uma degustação deliciosa de queijos e salames. Falando em salame, lá eles vendiam um salame de javali! Muito saboroso e com 60% menos gordura do que o tradicional. Recomendadíssimo! Fizemos o trajeto de volta de carro (da agência) e paramos em São Francisco de Paula, um pólo famoso pelas malhas e roupas de lã. Foi legal, mas não tem nada demais. Portanto, paradinha dispensável! Visita às Vinícolas Outro passeio que não pode faltar no roteiro. Só procurar uma agência de turismo e contratar uma visita às vinícolas. Existem muitas vinícolas na região, eu sugiro que vocês visitem alguma mais tradicional, como a Miolo, Cave de Pedra, Casa Valduga... Em algumas delas, a visitação e a degustação não tem custo. Outras cobram um valor que pode variar de 20 a 40 reais por pessoa. É bem bonito de ver, bem gostoso também. Mas fique esperto para não sair bêbado do passeio. São tantos vinhos para degustar que é fácil passar do ponto kkkkkkkkk http://vidaevinho.com/vinicolas-vale-dos-vinhedos/ Canela É um pouco menor que Gramado. Tem menos opções de hotéis e restaurantes. Mas também é bem charmosa. Comparando com Gramado, Canela possui menos atrativos turísticos localizados dentro da cidade. Exceto a Catedral de Pedra (uma construção de arquitetura gótica que fica em uma praça central), o restante das atrações está fora da cidade. Sobre a Catedral, eles costumam iluminá-la externamente durante a noite. Se você tiver sorte, vale a pena dar uma espiadinha. Em Canela está o Parque Estadual do Caracol, onde se encontra a famosíssima Cachoeira do Caracol. Você pode ver a cachoeira de dois ângulos: 1) bem de pertinho, descendo alguns (fui bem generosa aqui viu) degraus que levam até o lago formado pela queda e; 2) de longe, do mirante de observação, que nos permite ter uma vista do alto (Foto). Também existem algumas trilhas de fácil uso espalhadas pelo parque, adentrando a vegetação e margeando o rio que forma a cachoeira. Andando por elas você encontra lugares muito peculiares, com um clima (garoa) e vegetação que lembra muito os contos de fada. Lá só é preciso ter atenção com os quatis, que são muitos e estão bastante acostumados com a presença dos turistas, que dão tudo que é de comer pros bichos. No Parque, também é possível fazer o passeio de teleférico. Se você nunca fez, vale a pena! Recomendo! Informe-se na portaria do parque como fazer para chegar até o ponto de partida dos teleféricos (não me recordo dos valores também!). Falando em valores, a entrada no parque não é gratuita! Para chegar até ele, pegamos um táxi em Canela. Para ir embora, pegamos um ônibus circular. Os ônibus circulares são bem mais baratos, mas não passam lá o tempo todo, tem alguns horários fixos. Olhando na internet, dá para saber certinho quais são os horários. Na rodovia entre a cidade de Canela e o Parque Estadual do Caracol, há outros atrativos, como o Mundo dos Dinossauros, Terra Encantada Florybal, entre outros. Não conheço nenhum desses, minha opinião é que eles devam ser mais interessantes para crianças (mas isso é apenas minha opinião). - Tem uma churrascaria bem tradicional nessa mesma rodovia, que se chama Garfo e Bombacha. Acho que ela só funciona na base de reservas. Você paga um valor $$ e o buffet é livre (exceto bebidas), há o famoso churrasco gaúcho e shows culturais típicos. Infelizmente, no dia que estávamos em Canela não havia mais disponibilidade. Ficamos só na vontade! Mas tudo bem, eu vou voltar! Boa viagem! Be happy and eat chocolate!
  2. Raisa Rodarte

    Lençóis Maranhenses, mais uma maravilha nacional!

    @Jay Silva tudo jóia? Obrigada, é bom dmais saber que o relato ajudou. Fico contente! Posso ajudar com algumas respostas sim. Outras não, tipo o contato do Júnior... Infelizmente não tenho. - Reservei todas as pousadas antes. Pelo menos entrei em contato e disse que queria me hospedar lá. Isso é algo bem louco, porque alguns proprietários não pediram sinal de garantia da reserva. Confirmaram por e-mail e sumiram, não passaram conta pra depósito nem nada. Nós quem fomos atrás de tudo. A pousada de Atins pede pagamento em dinheiro quando chegar lá... Deu um pouco de receio, mas no fim das contas deu tudo certo! Pode ser que esse esquema tenha mudado. - Pousada Nativa - Foi um passeio sim. O seu João (da Pousada Nativa) quem providenciou o guia e tudo o mais. Acho que foi 70 reais. Ficamos na Lagoa da Água Azul umas 2hrs. Depois poste o final da sua viagem. Infelizmente não me sobrou dias para conhecer o Delta nem Jeri. Encontrei pessoas que tinham esses destinos no roteiro. O delta deve ser INCRÍVEL!
  3. Raisa Rodarte

    Lençóis Maranhenses, mais uma maravilha nacional!

    @Italo Lima julho é altíssima temporada lá nos Lençóis, então a dica da Claudia é bem boa. Se você deixar pra muito encima da hora, sugiro que faça uma busca por hospedagem antes de garantir as passagens, pq nesses dois destinos (Atins e Sto Amaro) há poucas opções mesmo. Abs
  4. Raisa Rodarte

    Lençóis Maranhenses, mais uma maravilha nacional!

    @Helier Gomes que legal! Ansiosa por ver as suas fotos e ler o relato! Feliz em saber que tudo deu certo!!!
  5. Raisa Rodarte

    Apagar postagens

    @Silnei Obrigada Silnei!
  6. Raisa Rodarte

    Apagar postagens

    Olá! Gostaria de apagar esse relato. Postei na Região Nordeste, o que está errado. Já fiz a nova postagem na região certa (Sudeste), porém não consigo deletar o post com erro. Ficarei muito grata se puderem me ajudar com isso. Até, Raisa
  7. Para minha surpresa, Holambra é um amorzinho de cidade. Ainda jovem, no ano de 2017 completou 26 aninhos, comemorados a partir da emancipação do município em 1991 e não da chegada dos primeiros holandeses, que ocorreu em 1948. Está localizada no interior paulista, bem pertinho das cidades de Arthur Nogueira, Jaguariúna e Campinas. É famosa nacionalmente pelo comércio de flores e plantas ornamentais, sendo responsável por 45% da produção nacional. Talvez você não tenha ideia de onde fica essa cidade, do seu tamanho, da sua história... Mas é bem provável que já tenha ouvido falar da Expoflora, a maior Exposição de Flores da América Latina, sediada na "Holanda brasileira" anualmente no período de agosto a setembro. Algumas curiosidades: o nome é formado da junção de partes de três palavras Holambra = Hol: Holanda + Am: América + Bra: Brasil, a cidade se destaca pela alta qualidade de vida da população e também como detentora do melhor índice de segurança do país. Bom, como eu disse me apaixonei por Holambra. No intervalo de 1 ano, visitei-a umas quatro vezes e todas elas foram muito agradáveis, cada uma à sua maneira. A primeira visita não poderia ter sido em outra ocasião, Expoflora 2016. Fomos em um sábado de manhã, num grupo de sete pessoas. Chegamos uns 10 minutos antes da abertura dos portões (9hrs), por isso conseguimos estacionar tranquilamente nas vagas do lado de fora do estacionamento e muito, muito perto da entrada principal. Engana-se quem pensa que só havíamos nós lá nesse horário. Já havia umas 100 pessoas ali, em fila, aguardando para entrar, mas tudo estava muito organizado. Por volta das 13hrs, os pavilhões começaram a encher pra valer. Mas nesse tempo já havíamos visto quase todos os ateliers e exposições, almoçado, comprado, ou seja, é possível fugir da hora do rush mesmo aos finais de semana viu gente! Uma dica: a Expoflora, se programada com antecedência, pode sair bem em conta, com os ingressos custando menos de 20 reais (inteira). A segunda vez foi uma visitinha em casal, num clima mais romântico, sem programação. A ideia era passear pela cidade, almoçar, comer uma sobremesa, tirar umas fotos, sentar em uma praça pra papear e só. Dessa vez não chegamos tão cedo, por volta de 10h, passeamos por diversos pontos turísticos e paramos no Deck do Amor, demos uma voltinha pelo Moinho e caminhamos por alguns bairros e ruelas na região do Centro de Convenções (onde rola a Expoflora). Almoçamos no Martin Holandesa e lá experimentamos uma sobremesa típica holandesa (que eu não me atrevo a dizer o nome) maravilhosa!!! É uma maçã inteira, cozida no vapor e envolta em uma crosta de massa folheada com sorvete de creme. Bom demaaaais!! Na outra visita, o passeio foi em família, com a sister, papai e vovó e o objetivo seria levá-los aos campos de flores, que é uma atração à parte. Estudei um pouquinho sobre as opções e descobri que as visitas aos campos são feitas apenas mediante agendamento, via agências de turismo. Há passeios em praticamente todos os dias da semana e durante todo o ano, porém a cultura visitada pode variar por “n” motivos: estação do ano, condição climática, condição das flores e anuência do proprietário. Por esse motivo, recomendo contactar a agência com pelo menos dois dias de antecedência para verificar a disponibilidade do passeio e qual o tipo de campo está aberto à visitação. Os roseirais, por exemplo, só estão disponíveis nos meses mais frios do ano, crisântemos e gérberas o ano todo, girassóis na primavera e por aí vai. Além disso, um guia acompanha todo o percurso contando a história da cidade e curiosidades sobre as flores. Ah, se você também achava que veria um campo de tulipas (flor símbolo da Holanda) em Holambra (assim como eu achava), isso não será possível. Até existe o cultivo dessa flor por lá, mas os proprietários não permitem o acesso de visitantes. O cultivo e manutenção das tulipas no nosso clima tropical são complicados e todas as condições de umidade, temperatura e doenças são rigorosamente controladas em estufa. Entre as principais atrações turísticas, está o Moinho dos Povos Unidos. Ele é considerado o maior moinho da América Latina com 38,5 metros de altura e mais de 90 toneladas e é uma réplica fiel dos moinhos holandeses usados para moer grãos. O monumento foi construído no local mais alto da cidade, dessa forma, com 10 reais, é possível entrar e subir até seu topo tendo uma visão privilegiada. O Deck do Amor em frente ao Lago Vitória Régia, onde os enamorados espalham cadeados com suas iniciais nos alambrados, também merece uma visita. Ao sair da cidade, não deixe de passar pelo Grande Portal Turístico de Holambra, que em certa época do ano (abril, senão me engano) está todo florido. Também vale uma parada no Memorial dos Imigrantes e no Lago do Holandês, um antigo point de recreação que está sendo revitalizado pela prefeitura. Bom, não dá para passar em Holambra (que seja um dia) sem provar a culinária holandesa. Cada vez que vou à cidade experimento um restaurante e uma confeitaria diferentes. Algumas são muito tradicionais! Não dá para ignorar! Adianto aqui que as opções de refeição variam muito, dá para optar pelo tradicional à kilo ou self-service coma à vontade, assim como pratos à la carte. Dentro de cada uma dessas possibilidades, os preços também variam. Aí fica a cargo do freguês. Entre os restaurantes, guarde esses nomes: Martin Holandesa, Casa Bela, The Old Dutch e Amsterdan, esse último o mais em conta dos quatro e o point mais badalado da Expoflora. Em relação às confeitarias, experimente as tradições holandesas do Martin Holandesa e da Zoet en Zout. Maravilhosas!!!! O diferencial de Holambra é o seguinte: Independente do objetivo da viagem trata-se de um destino agradável, seguro, bonito para os olhos, gastronomicamente delicioso e com atrações turísticas gratuitas ou a preços acessíveis. Bom passeio!
  8. Raisa Rodarte

    Lençóis Maranhenses, mais uma maravilha nacional!

    @claudia.rodrigues Tudo bem? Vá tranquila, independente da sequência que você seguir, tudo vai dar certo. Optei em começar por Santo Amaro, para seguir um único sentido durante toda viagem e para estar em Atins em um período mais favorável para a observação dos plânctons bioluminescentes (fora da lua cheia). Terminar em Santo Amaro pode ser bom, pois é a cidade mais próxima de São Luís. Por outro lado, há mais opções de transporte de Barreirinhas para São Luís, o que facilita o retorno, ainda mais se seu horário de vôo for apertado. Pense em tudo isso e escolha o roteiro. Mas em termo de beleza, a sequência não vai fazer muita diferença. É tudo lindo demais! Beijos e bom passeio em família!!
  9. @maickbr1991 Depois de muito tempo eu venho responder seu post, desculpe a demora, fiquei um bom tempo sem acessar minha conta. Olha, com tudo, tudo mesmo, a viagem ficou em torno de 1.000 reais.
  10. Raisa Rodarte

    Lençóis Maranhenses, mais uma maravilha nacional!

    Helier, A Pousada em Santo Amaro se chama Bellas Águas.
  11. Raisa Rodarte

    Lençóis Maranhenses, mais uma maravilha nacional!

    Helier, bom dia! Tudo bem? Sigo o Instagram do parque e de algumas agências de turismo da região e pelas postagens que tenho visto as lagoas já estão bem bonitas. Ótima notícia não?! Sobre os pacotes, fechei tudo lá, nas pousadas onde fiquei. Várias realizam esse serviço. Eu gostei muito dos guias de Santo Amaro, eles não tinham pressa. Ficavam conosco o tempo necessário para que aproveitássemos cada lagoa, cada paisagem. Já em Barreirinhas, os guias são mais apressadinhos, pois o fluxo de visitantes é maior. Quando o passeio envolve um circuito de lagoas, o tempo máximo para nado e apreciação em cada lagoa foi de 30 minutos. Se tiver restado alguma dúvida, pode perguntar. Boa viagem!! Bjs
  12. Raisa Rodarte

    Lençóis Maranhenses, mais uma maravilha nacional!

    Bom que gostou Karine! Desejo que sua viagem seja inesquecível!!!
  13. Raisa Rodarte

    Lençóis Maranhenses, mais uma maravilha nacional!

    Que bom saber Kassio. Tenho amigos que ficaram tão empolgados com o lugar e tudo o que eu disse sobre lá e São Luís, que animaram passar férias lá em setembro. Eles vão amar saber sobre as chuvas e o nível das lagoas. Muito obrigada!
  14. Raisa Rodarte

    Lençóis Maranhenses, mais uma maravilha nacional!

    Sergio, que bom que gostou. Espero que seja útil. As lagoas estavam lindas, muito cheias. Esse ano as chuvas foram generosas por lá.
  15. Raisa Rodarte

    Lençóis Maranhenses, mais uma maravilha nacional!

    Olá mochileiros! Depois de um bom tempo sem postar nada aqui, eis que retorno para dividir com vocês a viagem sensacional que eu e duas amigas fizemos há uns dias atrás para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, que fica no estado do Maranhão e se estende por uma área de 155 mil hectares repleta de dunas de areia branca e fina e milhares de lagoas de águas cristalinas e doce. É um cenário espetacular, como eu nunca havia visto antes! Nossa viagem aconteceu em junho de 2017. Os meses de junho, julho, agosto e setembro são considerados os melhores para a visitação, uma vez que o período de chuvas (responsável pelo enchimento das lagoas) concentra-se de dezembro a maio. Nos anos em que o período chuvoso é farto, a alta temporada costuma prolongar até outubro. Partimos do aeroporto de Guarulhos em um vôo da Latam direto para São Luís, que totalizou 3h e 30min. Conseguimos uma tarifa com preço excelente (média de R$ 420 ida e volta, com as taxas inclusas), o que nos permitiu investir um pouco mais nos passeios. O Parque não fica perto de São Luís. Dependendo de por onde você resolva iniciar a viagem, a distância pode chegar a 270 km. Há duas principais portas-de-entrada, as cidades de Barreirinhas e Santo Amaro do Maranhão, além da Vila de Atins. Barreirinhas é a mais conhecida e a mais bem estruturada para o turismo. Já Atins tem uma cara mais rústica e aventureira (mas podem ficar tranquilos, pois a história de que lá não tem energia elétrica, internet, sinal de telefone é balela!). Por outro lado, a vila realmente não dispõe de caixas eletrônicos e ruas asfaltadas e somente poucos locais aceitam cartão como forma de pagamento (o que também acontece em Santo Amaro). Leve dinheiro para tudo e, se possível, trocado. Santo Amaro é um meio-termo entre as duas. Dia 01 Optamos iniciar nosso roteiro por Santo Amaro. A rota para lá é divida em duas partes. A primeira vai até o vilarejo de Sangue e pode ser feita de ônibus, táxi, carro normal ou van. Já a segunda (de Sangue à Santo Amaro) só com carro 4x4, pois todo o percurso é feito em estrada de areia fofa. Ou seja, não perca tempo e dinheiro alugando carro para visitar os Lençóis, o veículo não é apropriado. Escolhemos ir de van (trajeto completo saiu por 60 reais). O serviço pode ser agendado com 1 ou 2 dias de antecedência e ele te busca no hotel, aeroporto, onde estiver. Saímos às 3hrs da manhã e chegamos em Sto Amaro por volta das 7h. Todo o serviço de transfer foi realizado com o Denílson tur (98) 98808-9190. Ao chegar à Pousada (Bellas Águas) procuramos nos informar sobre a melhor maneira de deixar a cidade e seguir viagem em direção à Barreirinhas. Li em vários sites que o deslocamento entre algumas cidades era um pouco complicado, então o melhor a fazer era buscar maneiras de sair, logo na chegada. Isso foi uma dica valiosa, pois no domingo não tem transfer saindo de Sto Amaro no período da manhã (exceto transporte privativo). Como nosso roteiro estava bem apertado, não podíamos perder tempo. A solução foi reservar um “táxi” privativo para domingo, às 5hrs (valor total = R$ 400). Cabiam cinco pessoas, portanto com mais duas cada uma pagaria R$ 80 reais. Apenas R$ 10 a mais se comparado aos transportes tradicionais e tempo de 1h e meia, apenas. Nosso primeiro passeio foi pras Lagoas América 1 e 2. Saímos às 9hrs e retornamos para o almoço. Almoçamos no Restaurante do Gordo, lugar muito simples, mas com comida boa, barata e porção generosa. Serviu a nós três e ainda sobrou para o jantar. Á tarde, fomos para a Lagoa das Andorinhas (60 reais), com retorno previsto para as 19hrs. Nesse trajeto passamos por várias lagoas, entre elas a Lagoa das Gaivotas (famosíssima). Assistimos o pôr do sol do alto e foi lindo. Era semana de lua cheia e no caminho de volta ela resolveu dar o ar da graça. Na volta, antes de retornar à Pousada, os guias fazem uma paradinha estratégica na Praça central para um sorvete. O sorvete é artesanal e bem gostoso, com opções de frutas da região, como: bacuri, buriti, açaí juçara (não é o do palmito juçara!), cupuaçu, tapioca. Nesse local onde eles param, o sorvete é realmente muito bom, mas é caro e o atendimento é péssimo!! Não tome sorvete lá! Vá na Dona Marinilde (em frente ao restaurante Sol de Santo Amaro), sorvete delicioso, fabricação artesanal e preço excelente (picolés = 1 real, sorvete de massa = 2,50 a bola). Sério, não dá para comparar! Dia 02 Levantamos cedo, tomamos o desjejum e saímos para um passeio de dia todo, o circuito Lagoa das Gaivotas e Betânia (80 reais), com almoço em um restaurante próximo à Lagoa da Betânia, no qual o prato famoso é a galinha-caipira. Na saída do hotel já faça o pedido para o guia, ele quem comunica o restaurante, aí você chega e o prato está semi-pronto. Visitamos lagoas lindíssimas no circuito todo, mas a que mais chamou a atenção foi a Lagoa Sem Nome, descoberta recentemente e, por isso ainda não havia sido batizada. O Júnior (guia) nos levou em lugares paradisíacos, de tirar o fôlego e sempre nos deixava muito à vontade para o banho. Não ficava no nosso encalço sabe, cronometrando o tempo no relógio... Uma maravilha! Paramos para o almoço e no período da tarde, mais lagoas. Ficamos mais de 2 horas na Lagoa Betânia. Lugar de águas mais agitadas, fazia até ondinhas. No fim da tarde, mais um pôr do sol, dessa vez na Lagoa das Gaivotas... Mais sorvete (Dona Marinilde, não se esqueça!), banho e jantar. Queríamos comer algo típico da região e resolvemos conhecer o restaurante Sol de Santo Amaro, que aceita cartão de crédito!!! Lá pedimos uma refeição mais tradicional e dois caldos de ovos (bem comum por lá). Dia 03 Saímos de Santo Amaro às 5:30 da madrugada e chegamos em Barreirinhas às 7:10, há tempo de fazer o sobrevôo nos Lençóis Maranhenses. Inicialmente, pensamos em fazer esse passeio ao entardecer, mas seria difícil encaixar no nosso roteiro. Então, o fizemos no amanhecer mesmo e foi sensacional! Rolou até um arco-íris na volta. Você pode optar pelo Circuito completo ou pelo mais “simples”. O primeiro sobrevoa o Rio Preguiças, os vilarejos de Mandacaru (com o Farol) e Caburé, o delta do rio Preguiças, passando pelo Canto de Atins e por Atins, retornando por cima dos Grandes Lençóis; já a segunda opção sobrevoa os Grandes Lençóis por mais tempo, adentrando mais na região do Parque. Independente do circuito que escolher, serão 30 minutos de muita beleza! Vai por mim, vale muito a pena! Sobrevoamos com a Voar, com o piloto Antônio. Como estávamos em três, ele fez o passeio por 270 reais cada (originalmente custa R$ 300). Às 9:00 ele nos deixou de volta no hotel, onde pegamos a caminhonete para um dos circuitos mais famosos de Barreirinhas, o da Lagoa Azul (50 reais). Ah, esqueci de falar sobre o hotel de Barreirinhas, o Hotel Rio Preguiças. Ele não é nenhuma Brastemp, mas o custo X benefício compensa. Para o Circuito da Lagoa Azul e o da Lagoa Bonita (que fizemos à tarde), tem que atravessar o rio Preguiças de balsa, que é relativamente rápido se não houver uma fila de caminhonetes aguardando. O valor da balsa já está incluso no total pago pelo passeio tá. O demorado mesmo é o trajeto de carro até as lagoas, pouco mais de 1 hora “sacolejando” sem parar. Se você tiver algum probleminha de coluna peça para ir dentro do carro e não na carroceria adaptada, pois no interior do veículo balança menos. Chegamos de carro até o marco do ICMBio, a partir dele seguimos a pé (pouca coisa). Visitamos três lagoas: Lagoa Esmeralda, Lagoa Azul e Lagoa da Paz. Todas muito bonitas! Única crítica ao passeio... O tempo para aproveitar cada uma das lagoas é curto demais Demora-se 1 h para chegar, 1 h para voltar e o início do passeio é às 8:30, com retorno para o almoço. À tarde fomos para o Circuito da Lagoa Bonita. O trajeto de carro também é longo (~50 min) e sacode mais que o anterior. Esse passeio durou pouco mais, pois incluía o pôr-do-sol visto do alto das dunas. E põe alto nisso, na chegada ao parque tem uma subida beeeem íngreme, de uns 30 a 40 metros. Mas não entrem em pânico, há uma corda lateral que auxilia a subida do pessoal. Mas acredite tudo valerá à pena! A paisagem com a qual você se depara assim que termina de subir a ladeira é impressionante!!!! Lá nadamos na Lagoa do Maçarico, na Lagoa Bonita (cuja água é quentinha, quentinha) e na Lagoa do Clone, que recebeu esse nome, pois algumas cenas da novela “O Clone” foram gravadas lá. À noite, jantamos no restaurante A Canoa, que fica na orla da cidade (indicação de um dos guias de lá). Ótimo restaurante, ambiente agradável. Aprovado! Independente do seu paladar, em Barreirinhas você provavelmente não terá dificuldade em encontrar um restaurante que seja do seu gosto (já nas outras localidades, as opções não são muito diversas). Dia 04 Nosso próximo destino? Atins. Por esse motivo reservamos o dia para fazer o passeio de barco pelo rio Preguiças. O passeio é de ida e volta, mas como na ida ele chega bem próximo a Atins, pedimos ao piloteiro para nos deixar por lá. Como agendamos o passeio pelo hotel, eles nos cobraram 20 reais a mais para nos levar até o “porto” de Atins (total = 70 reais). Li em alguns posts que as pessoas conseguiram ir até Atins sem pagar nada a mais por isso. O que elas fizeram foi ir até a orla e contratar o passeio direto com os barqueiros que ficam ancorados lá. O que eu aprendi nessa viagem é: Negocie, mas sempre negocie na fonte! Saímos às 8hrs do hotel e seguimos para o barco. O primeiro ponto de parada foi Vassouras, famoso pelos macacos-prego. Os animais são extremamente acostumados com a presença humana e não se intimidam com nada. Pelo contrário, eles podem até pular na sua cabeça ou puxar sua bolsa (sério, eu presenciei isso). Portanto, não dêem bobeira, não abram pacotes de biscoito na frente deles, eles pegam tudo!!! Se quiserem dar comida a eles, levem apenas frutas (banana, maçã...). Saindo de lá, fomos até Mandacaru, para ver o Farol. A subida é free e o visual é bem legal. Fiquem atentos em Mandacaru! Logo na saída de lá, um guia se aproximou e nos perguntou se iríamos para Atins e o que faríamos lá. Falamos da Revoada dos Guarás e o cara se ofereceu para nos guiar. Recusamos. Aí ele começou a fazer uma pressão psicológica ferrenha! Disse, inclusive, que lá em Atins o preço era mais alto e que com ele teríamos desconto. Resumo da obra: Não fechamos nada com ele. Sempre desconfiem de abordagens muito invasivas! Mais tarde descobrimos que isso tem acontecido com frequência. Pessoas de outras regiões tentam conseguir turistas para passeios que não exigem guias credenciados pelo ICMBio (a Revoada dos Guarás é um desses passeios). Estes caras assediam os turistas, pressionando-os de uma forma abusiva, principalmente os estrangeiros. Isso acaba reduzindo a oferta de turistas para os guias nativos de Atins. Dica: você consegue resolver tudo a respeito dos seus passeios em Atins, em Atins. Próxima parada: Caburé. Paramos lá para o almoço. Mais uma vez, quase caímos no conto das agências de turismo. Eles fecham acordos com certos restaurantes, então te levam para comer nos locais onde vão ganhar algo em troca. Mas descobrimos um restaurante bom, barato e de gente muito boa por lá, o Restaurante do Celso, que fica bem em frente ao mar (não ao rio). Vale muito a pena! O Seu Celso é muito simpático e a comida é uma delícia. O preço é excelente! Custa pelo menos a metade dos outros lugares. Pós-almoço, seguimos para Atins. A pousada de lá foi nos buscar no “porto” assim que chegamos. Pousadinha pequena, bem simples, com Wi-Fi (incrível!!) e mto bem localizada. Assim que chegamos, combinamos os passeios para mais tarde (Revoada dos Guarás e Plânctos Bioluminescentes), para o dia seguinte, a saída de Atins para Barreirinhas e fomos tomar um banho de mar. Atins é a única das três cidades pelas quais passamos que tem litoral. Ás 16hrs, fomos para o local combinado aguardar a revoada dos Guarás. Os guarás são aves lindíssimas de coloração vermelho-sangue (adultos) e cinza-escuro (jovens). Ao cair da noite, eles deslocam-se dos manguezais para seus dormitórios sobrevoando as dunas onde estávamos. É impressionante! E custou 30 reais. Ficamos, então, na expectativa do show bioluminescente dos plânctons. Não era uma boa semana para ver o fenômeno, pois era lua cheia. Mas, mesmo assim, às 19h fomos à praia. Procuramos um local escuro e começamos a andar chutando a água e não demorou muito até vermos as primeiras “faíscas”. À medida que a gente movimentava a água e as ondas quebravam foi possível observar um brilho amarelado na superfície, que se dissipava seguindo os movimentos da água. Pra gente, já estava lindo, até que o Sr. João (dono da Pousada) nos disse que o mais legal era NADAR com os plânctons. Ah, não demorou 1 segundo eu já tinha pulado na água e estava (pela primeira vez na vida) nadando no mar à noite e com plânctons bioluminescentes. No primeiro mergulho eu pirei!!! É surreal! Uma sensação que precisa ser vivida! Só para dar uma noção do que se parece: É como se você enrolasse piscas-piscas nos braços e pernas e fosse nadar no mar à noite. É MARAVILHOSO! Dia 05 No dia seguinte, visitamos as Lagoas da Capivara e das Sete Mulheres no período da manhã (70 reais). No almoço resolvemos provar o famosíssimo prato de camarão grelhado do restaurante do Seu Antônio. Na verdade tem dois restaurantes muito conhecidos por esse prato, o do Seu Antônio e da Dona Luzia. Estávamos em dúvida a respeito de em qual dos dois ir, e resolvemos ir ao do Seu Antônio. O prato de camarão é lindo (são 20 camarões enormes que vem inteiros e abertos), ele vem acompanhado de arroz, farofa, feijão e salada. Mas o atendimento não foi legal, principalmente quando chegou uma família de estrangeiros e toda a atenção foi para eles. Depois fomos conhecer a Lagoa Tropical (uma das mais famosas de Atins) e a Lagoa da Água Azul, sem sombra de dúvidas, a mais linda de todas em Atins. Água limpíssima, morninha, areia branca e tão fina. Perfeita! Como tudo que é bom chega ao fim, retornamos à cidade ao cair do sol. À noite, fomos ao Bar.Co, um barzinho na beira do mar no qual o balcão é realmente um barco. Os proprietários são estrangeiros (franceses eu acho), como muitos em Atins. O resultado disso é que em vários lugares você encontra placas, cartazes, cardápios escritos em três ou quatro idiomas (português, inglês, espanhol e francês). Algo que só vimos em Atins. Nas outras duas cidades (Barreirinhas e Santo Amaro), só português e inglês. Dia 06 Infelizmente, nossos dias nos Lençóis Maranhenses estavam chegando ao fim. Retornamos a Barreirinhas de Toyota 4x4, mas também dá pra fazer o trajeto de barco. Independente do tipo de transporte, o valor é 25 reais. A diferença é o tempo e o conforto (de barco é mais rápido e sacode bem menos). De Toyota a viagem durou 2h. Chegamos a São Luís pouco antes das 9hrs, há tempo de pegar uma van que estava de saída para São Luís. O motorista nos cobrou 50 reais e se comprometeu a nos deixar no hotel (Paulinho tur = (98) 99199-7897 ou (98) 98149-5474). A viagem foi tranquila e, antes de 13 horas estávamos Green Smart Hotel, localizado numa região estratégica de São Luís. Há várias linhas de ônibus nas redondezas, bancos, restaurantes. Além de ser um ponto fácil para pegar Uber. É, em São Luís tem Uber. À tarde fomos a Raposas conhecer a famosa renda de bilro, confeccionada artesanalmente pelas rendeiras. Andamos por uma rua conhecida como ‘Corredor das Rendeiras’ assistindo as rendeiras trabalharem ao vivo. A renda de bilro com a linha grossa é mais popular, bem mais fácil de encontrar e os preços são mais em conta. Já os trabalhos com a renda fina (belíssimos!!!) estão ficando cada vez mais escassos, pois o preço é bem alto, uma vez que o trabalho que dá para confeccioná-las também é bem maior. Disseram-nos para levar dinheiro, pois lá não aceitava cartão. Logo, deixamos o cartão no hotel. Mais um engano, pois várias lojas passavam cartão sim. A Dona Cléia, inclusive, faz um esquema super legal! Nos casos em que as clientes gostam das peças, mas não tem mais dinheiro vivo para acertar as compras na loja, a Dona Cléia (que reside em São Luís) leva todas as peças escolhidas pelas clientes até o local combinado (hotel, pousada) e a máquina de cartão, para que a compra seja finalizada, sem cobrar nada a mais por isso! Depois das compras, retornamos a São Luís de ônibus circular. A impressão que tivemos foi positiva. O ônibus estava impecável, as cadeiras acolchoadas e havia ar condicionado. Considerando o tempo e a distância do trajeto (~30 km), o valor da tarifa foi bom (R$ 3,10). À noite, fomos à famosa Festa Junina de São Luís do Maranhão, dançar ao som do Bumba meu Boi e comer comidas típicas. Eu recomendo a visita ao Maranhão no mês de junho, a Festa de São João, São Pedro e Santo Antônio, celebrada durante todo o mês junino é de uma riqueza cultural tremenda. Os shows do Bumba meu Boi são muito legais, é uma explosão de cores! As apresentações são um espetáculo e a plateia vai à loucura quando os bois aparecem. Sobre a comida, tentamos provar de tudo um pouco, pena que o espaço no estômago não foi suficiente. Provamos sururu, arroz de cuxá, vatapá, mugunzá... Sabores diferentes, mas nada muito espetacular! Senti uma falta de tempero nos pratos maranhenses. Eles não “carregavam a mão” em nenhum tipo de tempero. Até mesmo os pratos com coentro eram suaves, de modo que dava para comer tranquilamente (e olha que eu detesto coentro!). Dia 07 O vôo de volta saiu de SLZ às 5:50 da madrugada. As meninas compraram outro vôo, portanto ficaram mais tempo na cidade. Pedi um Uber até o aeroporto, que acabou saindo barato (40 reais), já que eu o dividi com outro hóspede. Conversa vai, conversa vem, descobri que ele estava no mesmo vôo que eu e seu destino final também era o mesmo que o meu, Piracicaba. No fim das contas consegui uma carona 0800 pra casa...
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