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Claudinha - Trips Incrívei

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  1. Claudinha - Trips Incrívei

    Praias de Tamandaré e de Carneiros

    por Trips Incriveis tripsincriveis.com Seguindo viagem, nosso destino era Tamandaré. Mas para chegar, foi necessário pegar primeiro um ônibus até Ipojuca ( R$ 2,20) e de lá uma van até Tamandaré ( R$ 9,00). A pousada custava R$ 80,00, mas como chegamos no meio de um feriadão, a diária subiu para R$ 100,00. Mas valia a pena, pois o café-da-manhã era colonial, e a pousada em si, um charme. As refeições aqui foram as melhores da viagem. O restaurante Terrasol tinha um PF bem servido com salada, arroz, feijão e peito de frango por R$ 10,00. A praia de Tamandaré é bonita e excelente para snorkel: peixes e corais coloridos. Mas há muitos ouriços, portanto, cuidado!!! Já a praia de Carneiros é um sonho. Fomos 2 dias, sempre a pé pela praia, mas num dos dias conseguimos uma carona de carroça!!! No mínimo inusitado. É bom saber a tábua das marés, e pegar a maré baixa. Além de a praia ficar muito mais bonita, há uma piscina natural em que se pode ir a pé. Ela é bem rasinha, com alguns peixes e corais, perfeita para quem não sabe nadar mas quer se aventurar no mundo submarino. Há também uma igreja muito charmosa, na beira da praia. Com certeza, uma das praias mais bonitas do Brasil!!!
  2. Claudinha - Trips Incrívei

    relato Porto de Galinhas

    por Trips Incriveis tripsincriveis.com Ainda no aeroporto de Recife pegamos um ônibus para Porto de Galinhas ( R$ 10,40 p/p). Descemos no fim da linha e de lá caminhamos até o centrinho. Como não achamos nenhuma pousada barata na internet, resolvemos procurar no boca a boca mesmo, como legítimos mochileiros. Achamos uma pousada próxima ao calçadão, a uma quadra da praia por R$ 60 para o casal. Ganhamos um desconto já que ficaríamos 4 noites. A praia de Porto de Galinhas em si é bonita, mas não achei tão linda quanto nas fotos. Para mim, este fato se deve as barracas de praia, e à aparência mal cuidada do centrinho visto da praia. Mas esse mesmo centrinho, à noite, é ótimo para passear. Cheio de lojinhas, restaurantes e barzinhos. Quem quer sossego na praia, basta caminhar um pouco, sair do centrino. Sem barracas e com muita beleza natural. A praia do Cupe é um exemplo, caminhando para a esquerda, você chega nela. Mas é uma pernada. Na volta, caminhamos até a estrada e pedimos carona. A praia de Maracaípe é onde rolam as ondas. Com muitos coqueiros, você pega a direita de Porto de Galinhas e em uma breve caminhada chega. Já a praia que mais me agradou na região foi Pontal do Maracaípe. Seguindo adiante de Maracaípe, você chega em uma boca de rio e tem um restaurante solitário. Vale muito a pena.
  3. Claudinha - Trips Incrívei

    relato As praias de Noronha

    por Trips Incriveis tripsincriveis.com As praias de Noronha são mesmo incríveis. Tudo que você ouviu sobre a cor da água ser linda, as fotos espetaculares, tudo isso é verdade!!! Qualquer foto será perfeita com aquele cenário... Listarei as praias que visitamos: Atalaia É necessário ir até a praia do Boldró fazer o agendamento. Esteja lá antes do horário marcado. Apesar da piscina natural ser muito rasa, é obrigatório o uso de colete ( para as pessoas não pisarem no fundo e afetar o mínimo possível o meio ambiente ). Não é permitido uso de filtro solar, pois ele forma uma crosta na superfície d'agua, matando várias espécies marinhas. Há uma trilha de uns 20 minutos facílima. Chegando na praia, o tempo máximo de permanência dentro d'água são 30 minutos. Mas vale cada minuto de snorkel. É uma piscina super rasa, e pode-se ver uma diversidade incrível pelo pouco espaço. Tubarões pequenos, vários tipos de peixes, até um linguado, que considero um peixe muito raro de se ver... Baía dos Porcos É uma das praias mais bonitas, e é dela que se faz a tradicional foto das pedras gêmeas. Há piscinas naturais com peixinhos, que adoram mordiscar os banhistas e comer a cutícula, um verdadeiro salão de beleza ao ar livre. Boldró É linda vista do alto. Aqui rolam boas ondas, mas é um lugar perigoso para o surf, com muitas pedras. Vi um local com uma cicatriz horrorosa. O surf rola na maré seca, então, cuidado redobrado!!! Cacimba do Padre A praia é muito bonita, daqui se veem um dos morros das pedras gêmeas. A cor da água é incrível. As melhores ondas rolam de dezembro a março, em todos os picos, mas o maior é aqui. Recomendado para surfistas experientes. Ondas pesadas, tubulares, num mar azul bebê. Tem um bar na rua logo atrás da praia, com uma comida para matar fome de surfista por um preço razoável. Conceição A praia é muito bonita, sem dúvida, o pôr-do-sol mais bonito de Noronha é aqui, com o Morro do Pico ao fundo. As ondas são boas, não tão grandes como na Cacimba. Só não recomendo para surfistas muito iniciantes, pois o drop é rápido e normalmente um pouco raso. Leão A praia tem a cor da água mais incrível que vi em Noronha, do alto da montanha, fica indescritível. Quando fui, não havia ondas surfáveis. Mas dá para fazer um bom snorkel, e com sorte, ver até lagosta. Praia do Porto A praia do Porto tem um mar tranquilo, perfeito para nadar, descansar, andar de stand up. Falam muito para fazer snorkel no navio naufragado, mas não vimos grande coisa...talvez fazendo mergulho de cilindro...há lugares bem melhores para se ver peixes e outras espécies. Sancho A praia do Sancho já ganhou várias vezes o título de "a mais bonita do Brasil". E realmente é linda. Chega-se do alto de um penhasco, sendo necessário descer vários degraus de uma escada bastante apertada. Pessoas com claustrofobia terão de vencer o medo. Mas todo esforço vale a pena. Pode-se fazer snorkel na maré baixa, pois na maré alta, as ondas tendem a jogar nas pedras. Não rola surf. Sueste No Sueste, o snorkel é muito bom. É obrigatório o uso de colete ( R$ 5 ), e você pode ver desde tartarugas, tubarões lixa e limão de pequeno e médio porte ( infensivos e até bonitinhos ) além de uma variedade de peixes e corais. Não rola surf.
  4. Claudinha - Trips Incrívei

    relato Como passar uma semana em Noronha gastando muito pouco

    por Trips Incriveis tripsincriveis.com Noronha é um destino caro. As passagens são caras, a hospedagem é cara. E entrar na ilha é caro. Paga-se R$ 48 por pessoa por dia só para ter o direito de dormir lá. O pagamento é feito ainda no aeroporto. Cartão de crédito é aceito. Há ainda, a taxa do Parque Nacional Marinho, R$ 75 por pessoa, sendo necessário para a entrada em algumas das praias da ilha ( CC também é aceito ). Onde ficar Para economizar, a dica é ficar em casa de moradores. Os preços são bem mais acessíveis e é possível usar a cozinha da casa. Em geral, são casas mais simples, que podem ter ar-condicionado e televisão. Normalmente não contam com café-da-manhã nem wifi. Não aconselho para pessoas que curtem mais conforto, que querem acordar com um cafezão da manhã servido. Encontramos pessoas pagando 400,00 a 600,00 de diária e disseram que as pousadas eram bem simples também. Não espere encontrar nada parecido com resorts. Luxo lá é raro. Fomos ao supermercado ( carésimo ) e compramos itens necessários ao café-da-manhã, lanchinhos para levar para praia ao meio-dia e janta. Um item difícil foi encontrar frutas. Além de praticamente não ter no supermercado, o preço do quilo era muuuuito acima do que o supermercado mais caro do continente. A viagem tornou-se possível graças ao preço das passagens: ida e volta por R$ 706 com taxas, uma verdadeira barbada para quem mora no sul do país. Outra coisa essencial: disposição para caminhar. Pegamos ônibus ( R$ 3 ) e descemos nas praias, mas muitas ainda precisa caminhar a trilha, 15 a 20 minutos, fácil, mas de chão batido. Alugar um bugue todos os dias quebraria o orçamento. São R$ 150/dia. Se pechinchar, rola um desconto para mais dias. Não sentimos falta, mas se você não curte caminhar ou está com crianças, super recomendo. Quando ir Surf Fomos no final de temporada de ondas, que vai de dezembro a março. É possível fazer mergulho e snorkel em algumas praias, mas em outras rolam ondas bem fortes. Mergulho Se o foco é somente o snorkel, o melhor mês é entre setembro e outubro. Entre março e junho, a chance de ter chuva é maior. Demos sorte e não choveu nenhum dia, mas esse ano está atípico. A lição que tiramos dessa trip é que é possível ir para lugares ditos caros e gastar pouco. Basta pesquisar, ter um pouco de sorte ao encontrar aquela passagens em conta e embarcar.
  5. Claudinha - Trips Incrívei

    relato La Pedrera: o balneário, as praias e o surf

    por Trips Incriveis tripsincriveis.com O balneário está localizado em Rocha, a cerca de100 km ao sul do Chuy. Seu nome se deve às suas antigas formações rochosas. A rua principal termina no alto de um paredão rochoso com uma linda vista para o mar. A rua principal tem alguns bares e restaurantes. À noite, no verão, a muvuca é garantida. O balneário é pequeno, está mais para um vilarejo. Mas seu charme está justamente nisso. Não há bancos, caixa eletrônico ou posto de gasolina. Quem precisar desses serviços precisa ir a La Paloma, a 10 km. Praias El Desplayado É a praia mais norte do balneário, com 30 km de extensão. Mais indicada para famílias com crianças pelas ondas calmas. As ondas entram no canto direito da praia com swell de sul consistente e vento norte/noroeste/oeste. São direitas por vezes tubulares e longas. Playa del Barco O nome se deve ao Cathy VII, que naufragou em 1977. É a preferida dos surfistas e dos jovens. Considerada uma das melhores praias para surfar em Rocha. As ondas entram com swell de leste/sudeste com vento sudoeste/oeste/noroeste. Rolam esquerdas no canto e, às vezes, direitas no meio da praia.
  6. Claudinha - Trips Incrívei

    relato Punta del Diablo

    por Trips Incriveis tripsincriveis.com Quando conheci Punta del Diablo,o lugar não passava de uma vila de pescadores, com poucas acomodações simplérrimas. Já era um lugar lindo e charmoso. Nos últimos anos, as pessoas foram descobrindo essa outra Punta, o local foi crescendo e ganhando hospedagens para todos os gostos e bolsos, numa aura hippie-chique que muito me agrada. Acho que daria para comparar com a Praia do Rosa, de Santa Catarina. O lugar ferve no verão, principalmente no mês de janeiro. Restaurantes, bares, praias e até o surf é crowdeado.O esquenta acontece na Av. de Los Pescadores e segue para o Boliche (balada), que começa às 3 da manhã. No inverno quase não há turistas, perfeito para descansar. Nessa época, muitos estabelecimentos, tanto pousadas quanto restaurantes, estão fechados. Recomendo alugar uma casa ou chalé. O mercado estará aberto e você pode fazer seu rango. Quando ir Para quem não abre mão de calor, recomendo ir de dezembro a março. Quem não se importa com o frio ( muito frio, aliás) de abril a novembro é a melhor escolha. Quando rola surf Os melhores meses para o surf são de março a maio e de setembro a novembro. Swell de sudeste, com vento oeste e norte. Como chegar Localizado a 47km do Chuí e ao lado do Parque Nacional de Santa Teresa. De carro, saindo do Chuí, siga pela Ruta 9 e saia no Km 298. Praias La Viuda As ondas não são muito grandes, bom para aprender a surfar. Rivero Ondas boas para o surf e para o banho de mar. Boa para aprender a surfar em dias pequenos. Tem alguns barzinhos. Los Pescadores É a mais frequentada. Suas águas calmas são ótimas para famílias com crianças. Dicas Vá precavido a Punta del Diablo: não há caixas eletrônicos, postos de gasolina e nem todos estabelecimentos aceitam cartão de crédito. Não esqueça o repelente e um agasalho. Mesmo no verão, as noites podem ser frias.
  7. Claudinha - Trips Incrívei

    relato Como planejar uma road trip pelo Uruguai

    por Trips Incriveis tripsincriveis.com O Uruguai é um país perfeito para se conhecer de carro: é pequeno ( tem cerca de 177 mil km2, menos que o estado do Paraná ), seguro ( tomamos os cuidados de sempre, mas não há assaltos ) e com uma população muito simpática, sempre disposta a ajudar. Fazer uma viagem de turismo ou uma surf trip é perfeito. A rodovia principal é bem tranquila, em ótimo estado. A estrada que margeia o litoral, para chegar a La Pedrera, por exemplo, está bastante esburacada. A velocidade média é de 100km/h, embora as pessoas corram um pouco mais. Não vi radares. Mas como turista, sempre tome mais cuidado do que se estivesse em seu país. Não esqueça de andar com os faróis acesos mesmo durante o dia, é lei aqui. Antes de embarcar Para entrar no Uruguai você não precisa de visto nem passaporte. Basta trazer a carteira de identidade em bom estado. Carteira de motorista não é válido como documento de identidade!!! Você também precisará da Carta Verde se estiver de carro. É um documento de seguro contra terceiros em caso de acidente. Pode conseguir o documento com seu corretor de seguros ou banco. O valor varia pelo tempo que você permanecer. Aqui um exemplo de cotação: 03 dias: R$ 48,00 07 dias: R$ 87,00 15 dias: R$ 146,00 30 dias: R$ 216,00 A viagem De Porto Alegre, RS até o Chuí são 515 km, 4 pedágios e R$ 31,60. Vale a pena parar no Chuy ( lado Uruguaio ) e fazer compras. Mesmo com o dólar nas alturas, artigos de perfumaria são bem mais em conta que no Brasil. Eletrônicos estão num preço razoável. Roupas e tênis não vi grandes vantagens. Reais são aceitos em todas as lojas. Guarde as notas fiscais, pois na volta ao Brasil você vai precisar apresentar para provar a receita federal que não ultrapassou a cota de U$ 300 por pessoa. E não adianta comprar uma televisão de U$ 900 porque está em 3 pessoas. O que vale é o valor individual com nota nominal. Depois do Chuy há a imigração/aduana. Eles são meios chatinhos, revistam o carro para ver o que você está levando. Não pode entrar no país com nenhum tipo de comida, perecível ou não. Agora que você está no Uruguai, basta aproveitar esse lindo país, cheio de praias e ondas, cidades grandes como Punta del Este ou vilarejos hippie-chiques como Punta del Diablo, e La Pedrera.
  8. Claudinha - Trips Incrívei

    relato Pacasmayo, uma das ondas mais longas da sua vida

    por Trips Incriveis tripsincriveis.com Em Lima, pegamos o ônibus da Cial até Pascamayo ( SL 50 p/p). O trecho de 649km leva em torno de 11h30 pois a estrada é extremamente sinuosa e viajamos à noite. Também há bastante congestionamento, principalmente na saída de Lima. Pagamos mais SL 30 pelas 2 pranchas. O ônibus tinha uma boa reclinação quando comparados aos ônibus semi-leito do Brasil. E ainda tinha janta inclusa, com refrigerante e sobremesa!!! Estávamos exaustos, mais de 24 horas acordados, então dormimos a noite toda. As 8h30 o bus chegou na rodoviária ( se é que posso chamar assim ) de Pacasmayo. Já havia alguns tuk-tuks prontos para nos levar para o hotel e de graça. Estranho né...mas depois entendemos o porque...o pico do surf fica longe, então todos os dias necessitávamos pegar um tuk-tuk para nos levar até o pico. O cara queria ser gentil para já fecharmos a semana com ele. Poucas quadras depois, chegamos a pousada El Mirador ( SL 30 p/p no quarto que ficamos, grande com frigobar. Os outros são 25 p/p). Na pousada, só há brasileiros. Para não dizer que sou a única mulher, há outra, que mora durante alguns meses todos os anos aqui. Ela dá umas dicas aos brazucas que chegam. Pegamos pensão completa na pousada, pois no Peru precisamos ter muito cuidado com as questões de higiene alimentar. Não é difícil ter uma intoxicação. Até para bochechar, uso água mineral quando escovo os dentes. Pagamos SL 25 p/p para ter todas as refeições: café-da-manhã, almoço e janta. As cozinheiras são muito atenciosas. Tenho problema gravíssimo de intolerância à lactose. Elas faziam comidinhas especiais para mim quando haveria leite, manteiga ou queijo na comida, o que para mim, já é um tratamento muito especial do qual necessito. A cidade é quase um vilarejo de pescadores, bem tranquila, com poucos mercados, mas com um bom centrinho para passear e comprar. Tem banco, o que para quem usa o cartão para sacar como nós, é muito importante, já que a maioria dos lugares só aceita Visa e o nosso não está funcionando na função débito. Há o Malecón, o calçadão da praia, bom para curtir um final de tarde e um pôr-do-sol sensacional. Há até um Cristo Redentor. De lá, podemos ver toda cidade, que parece mesmo uma grande favela. O Peru é um país com alto índice de criminalidade, então depois que escurece, ficamos somente na pousada. Há um segurança simpaticíssimo que fica armado ( dai da para perceber que mesmo num vilarejo, as coisas por aqui não são tranquilas ). Bom que tem sinuca, ping-pong, pebolim, dardo, tudo para a galera se distrair. Mas a distração segue sendo o papo que rola sobre...surf!!! Em frente a pousada há umas ondinhas, mas nunca há ninguém surfando. Todos vão surfar em frente a El Faro, um farol ponto de referência da surfistada. Pode-se ir a pé se você quiser encarar os 3km pela praia ( que quase não tem areia, é praticamente toda de pedra) ou pagar 5 soles por pessoa para ir de tuk-tuk ( mais indicado, depois da remadeira que será entrar no mar). A galera entra na remada, mas alguns pegam o barco ( SL 60 por sessão de 3 horas). Meu marido só pegou quando o mar ficou big, e a corrente voraz. Na chegada, o pessoal já vai te passar as dicas: onde entrar, onde sair e, principalmente, a localização do motor. Há um motor que já virou pedra, de um barco que naufragou há muitos anos. O que acontece é que esse motor está encalhado em um lugar onde você certamente vai passar bem perto em alguma onda que pegar. Não entre no mar sem saber essas dicas. Não entendia porque os surfistas vinham todo ano para o Peru, existindo mil picos de surf pelo mundo. Hoje sei: além de ser um lugar perto do Braza e barato, você, com certeza, vai pegar a onda mais longa da sua vida. Ondas de 1 minuto e meio não são raras aqui. Para dar uma ideia para quem não surfa, uma onda de 15 segundos no Brasil já é considerada longa!!! Imagina, o cara chega aqui e pega uma onda de 1, 2 minutos. As pernas queimam, mas os surfistas lutam por mais alguns segundos em cima da prancha, pois sempre a próxima onda sua pode ser a mais longa da trip. Como disse meu marido no primeiro dia: só essa onda já valeu a viagem. E ainda tinham muitas por vir...
  9. Claudinha - Trips Incrívei

    relato Lobitos: surfe no meio do deserto

    por Trips Incriveis tripsincriveis.com róximo destino: Lobitos. Poderíamos pegar o ônibus de Pacasmayo mesmo, mas como o bus vai parando, há o risco de roubarem suas coisas no caminho. Pegamos uma van até Trujillo ( SL 10 p/p ) e de lá pegamos o bus até Talara ( SL 35 p/p em semi-leito ) e 7 horas de viagem para percorrer 438 km. Viajamos a noite toda e quando chegamos a Talara, às 6 da manhã, havia um taxista esperando por nós. Ainda bem, porque tinha um monte de tuk tuks disputando cada passageiro que chegava. Pagamos SL 40 pelo táxi para percorrer mais ou menos 20km no meio do deserto até chegar a Lobitos. Caro, mas ao menos era alguém indicado. Se tivéssemos pego um tuk tuk qualquer e me levassem para aquele lugar deserto, cheio de favelas, entraria em desespero. Chegamos ao hotel Aitama, na beira da praia, de frente para a onda de Lobitos. Ficamos em um bangalô com vista para o mar, todo envidraçado. Custava U$ 30 p/p com café-da-manhã mais U$ 20 p/p para almoço e janta. É bastante caro quando se pensa em preços praticados no Peru, mas estar no meio do deserto e ter refeições dignas de chefe de cozinha não pode sair tão em conta. Escolhíamos as refeições todos os dias. Experimentamos de tudo até o famoso ceviche. Maravilhoso!!! Mas por ser peixe cru, é preciso ter bastante cuidado onde comer. Como não há quase nada em Lobitos, fomos até Talara de van ( SL 3 ) e aproveitamos para ir ao caixa eletrônico e supermercado. Não há mercados em Lobitos, somente uns armazéns nas casas das pessoas. Tem o básico, mas fora a água, tudo é mais caro. Passamos os dias na praia ou olhando as linhas do nosso bangalô. Tinha tv a cabo no quarto, o que ajudava a passar o tempo. É um lugar perfeito para surfar e descansar. E só!!! Como eu curto surf, me divirto em lugares assim. Até eu surfei, as ondas não estavam grandes e a água não estava muito gelada. Há outros picos de surf ali pertinho. Fomos até Piscinas a pé. Uns 20 minutos de caminhada. Tem Baterias, Muelles e El Hueco. Este último não estava quebrando. É uma onda atrás da de Lobitos. Muelles é a caminho de Piscinas, uns 10 minutos de caminhada. Já Baterias tem que pegar um tuk tuk, mas como não fomos não sei qual é o valor. O máximo de passeio que você pode fazer é dar uma volta pelo Pueblo, mas já aviso que não é grande coisa. Bastante pobreza. O melhor foram as paisagens, ver o deserto e enxergar o oceano ao fundo foi demais. Ficamos 1 semana aqui. Meu marido não gostou tanto das ondas, por serem menores, mas também não demos sorte com o swell. Mesmo assim, as ondas são pequenas para o padrão do Peru. Foi o lugar que mais gostei. Além de ser mais quente, pude surfar. Mas no último dia, a vontade já era de seguir viagem. Calmaria demais cansa!!!
  10. Claudinha - Trips Incrívei

    relato Os 900 kms mais longos da minha vida

    por Trips Incriveis tripsincriveis.com Ainda no aeroporto da Cidade do México, alugamos um carro ( que já havíamos reservado há 9 meses do Brasil, a fim de garantir o preço promocional que encontramos ). Nosso destisno: Huatulco. Seriam 900km e imaginamos que faríamos o percurso em umas 10 horas. Doce ilusão. Tínhamos o mapa do México no GPS, mas ele não era eficiente como em outros países. Seguidamente se perdia, indicava rotas que não existiam...e graças a ele, ao invés de seguirmos pela rodovia ( carretera ) principal, ele nos desviou para uma rota alternativa, na qual entramos em várias cidadezinhas. O lado bom foi conhecer aquelas cidades, as pessoas bem diferentes, bem baixinhas, morenas e simpáticas. Todos me olhavam. Talvez por ser loira e alta ( ao menos perto deles kkkk). Nos encantamos com a paisagem, cheia de serras gigantes, penhasco com muitos e muitos metros de altitude, pontes altas como nunca havia passado, picos nevados, vulcões, cactus. Às vezes, um lado da estrada havia uma vasta vegetação enquanto o outro lado era extremamente árido. Saímos do aeroporto umas 8 horas da manhã. Só paramos para comprar água, porcarias para comer e abastecer o carro. Conforme as horas foram passando e a distância segundo o GPS nã diminuia muito, nosso horário previsto de chegada ficava cada vez mais tarde. E eu já estava apavorada. Outra coisa que apavora, e muito, são os caminhões do exército, que passam cheios de militares armados até os dentes, com armas que eu nunca havia visto na vida!!! Fomos parados pelo exército, numa barricada, em busca de drogas. Revistaram todo carro, bateram nas portas e perguntaram se a gente não tinha droga nenhuma. Eu disse que não. Dai o milico me perguntou: "nem marijuana?" Nããão. Fomos parados também pela polícia federal que só nos pediu os passaportes. Ao longo da trip, fomos parados diversas vezes por diferentes polícias. O negócio lá é rigoroso, embora se saiba que é um país extremamente corrupto e violento. Mais até que o Brasil. De repente, começou o trecho de serra mais sinuoso que já vi. Era curva para um lado e para outro, sem uma única reta. O carrinho não tinha direção hidráulica, entao foi sofrível. No começo, a serra estava linda, apesar de dar medo. As pistas eram estreitas, eles tem o costume de invadir a pista contraria, então todos carros que vinham na direção contra a nossa pareciam que iam nos bater. E para melhorar, não há acostamento. Não dá para olhar para baixo. Era um penhascão, nem sei dizer quantos metros tinha. Eu só pensava: se a gente cair aqui, nunca mais nos acham. A noite foi caindo e meu terror, aumentando. Ainda faltava muito para chegar e a serra, com curva para direita e esquerda, sem uma reta para dar folga pros braços, não parava. Já era tarde, umas 9 da noite, não víamos mais nenhum carro, nem contra nós, nem à frente, nem atrás... De repente, a estrada acabou. Começou a ser de chão batido, tudo abandonado. Eu queria voltar, aquele caminho não podia estar certo. Estávamos sozinhos no meio do nada e sem saber para onde exatamente estávamos indo. Seguimos mesmo assim, afinal, não tinha o que fazer. Eu já estava quase chorando. E como tudo que é ruim pode piorar, além da estrada de chão batido, agora com pedras no meio do caminho maiores que o carro, começou uma neblida que não dava para ver 1 metro à frente do carro. Nessas alturas, eu já estava aos prantos, pensando que uma gangue de narcotraficantes iria surgir de trás das pedras, mandar a gente sair do carro, nos encher de bala para levar tudo que tínhamos. Meu marido pedia para eu me controlar, porque até ele já estava nervoso. Mas Deus é pai e chegamos ao destino, depois de nos perdermos pela cidade de Santa Maria de Huatulco, chegamos finalmente as Bahias de Huatulco. Chegamos ao hotel às 11 da noite, moídos, olhos doendo, mas agradecidos por ter dado tudo certo apesar do sufoco. Nosso erro: planejar um trajeto tão longo sem saber como seria a estrada. Além das cidades que passamos, em que havia muito trânsito, essa serra teve cerca de 150km e levamos umas 4 horas para percorre-la. Nossa velocidade dificilmente ultrapassava os 40km/h. E o GPS não ajudou em quase nada.
  11. Claudinha - Trips Incrívei

    relato Barra de la Cruz e Baias de Huatulco

    por Trips Incriveis tripsincriveis.com Nosso objetivo principal nessa região era conhecer e surfar Barra de la Cruz. Mas como as hospedagens lá são muitos roots ( tipo muito mesmo, cabanas com colchão no chão, sem banheiro), optamos por ficar em Huatulco, perto da civilização, com várias opções de hotéis para todos os bolsos. No primeiro dia, tomamos café e já partimos para Barra. Meu marido estava ansioso para conhecer o local. Na estrada, há uma barricada dos militares, mas dessa vez não nos pararam. É sempre tenso ser turista e estar dirigindo em outro país, pois já passamos por várias experiências que, mesmo sem ter cometido nenhuma infração, a polícia só te libera depois de um "agradinho". Por termos fisionomia de europeu, acham que realmente somos gringos, então sempre tentam nos extorquir. Até nos preços das coisas, temos sempre que pechinchar. Mas voltando a Barra de la Cruz...depois você entra numa estradinha de chão batido, e de repente, tem uma cancela. Sim, você tem que pagar ( $ 20 pesos por pessoa ) para entrar na praia. Não é muito dinheiro e ao menos hoje em dia é seguro. Já ouvi histórias de épocas em que essa região era barra pesada. Haviam muitos usuários de crack pedindo dinheiro, roubando os carros... Hoje em dia é muito tranquilo. Não tive medo de ficar sozinha na praia. Há um bar onde servem lanches e bebidas bem geladas. Ideal para passar o tempo enquanto as ondas não estão rolando... Aproveitamos para conhecer a praia de Punta Conejos e La Bocana. Punta Conejos é um espetáculo, e o banho de mar, perfeito. Tem que fazer uma trilha para chegar na praia, mas é pequena e tranquila. E vale muito a pena. Compramos um passeio de barco: 7 Baias de Huatulco ( $ 200 p/p ) com parada de 1h30 para snorkel em Chachacual. Lindo!!! Peixes coloridos, corais. Pena que o mar estava um pouco agitado, então fiquei meio mareada no snorkel. Quando pisei na areia, tudo começou a rodar...mas eu sou assim, qualquer marola já me enjoa quando faço snorkel ou ando de barco. Só no surfe que não enjoo kkkkk. Depois do snorkel, fomos para a baia de El Maguey, para almoçar. Eu, que já estava enjoada, passei muito mal com a ondulação que estava entrando e fazendo o barco sacudir muito. Passei mal e só melhorei um pouco graças a um remédio que uma mexicana me deu, penalizada com meu estado. Não consegui comer nada no restaurante, mas depois fui dar uma volta na praia e é realmente linda. Aconselho e muito esse passeio, inclusive com crianças. Passeamos pelo centro de Huatulco, La Crucecita. Lá havia mais opções de restaurantes e mais baratos também, já que não é uma região essencialmente turística. No dia seguinte, fomos conhecer a baia de La Entrega, linda e ótima para o snorkel. Varios cardumes, arraias. Fomos nadando até chegar em outra baia, que não sei o nome. Era bem pequeninha, cheia de rochas, linda linda!!! O primeiro dia de viagem foi tenso, passamos trabalho para chegar, mas valeu muito a pena. As praias dessas região são bem bonitas e, apesar disso, são poucos turistas estrangeiros. A maioria é composta por mexicanos mesmo. Um México menos artificial mas não menos bonito.
  12. Claudinha - Trips Incrívei

    relato Zipolite: um vilarejo muito alto astral

    por Trips Incriveis tripsincriveis.com Sou uma devoradora de revistas, blogs, tudo que fale sobre viagem. Sempre que vou viajar, faço uma busca nos meus blogs preferidos e tento encontrar algum que fale algo a mais sobre o meu destino. Foi assim que fiquei sabendo de Zipolite, uns 2 meses antes de eu partir em viagem ao México. A blogueira Adriana Setti, do Achados, estava lá e publicou sobre esse paraíso. Eu curto desde as maiores cidades do mundo até cidadezinhas com poucos habitantes. Montanha com neve ou praia. Mas meu marido é apaixonado por vilarejos, do tipo quanto mais rústico melhor. Quando lemos de Zipolite, ele não teve dúvidas quanto a incluí-la em nosso roteiro. Ficamos num dos melhores hotéis do lugar, de frente para a praia por incríveis U$ 20, sem café da manhã. Os outros eram muito mais baratos, mas roots demais. E com esse valor, vale a pena ficar em um bom hotel. O que não havia em nenhum hotel do local era água quente no banho. Mas com o calor que fazia lá, dava até para entender o porquê. Aqui foi o tipo de lugar para tirar férias das férias. Não precisamos do carro para nada. Saímos pela manhã, caminhamos, banhos de mar, almoçamos por preços baixíssimos na beira da praia, deitamos na rede do próprio restaurante até a leseira passar...mais banhos de mar e caminhadas até o sol se pôr, majestoso no horizonte. Uma curiosidade: há alguns nudistas. E eles levam a sério isso. Passam o dia inteiro peladões, tomam banho de mar, deitam na areia, tudo pelado. Tinha um vizinho do hotel que só colocou roupa no dia de ir embora. A maioria dos pelados são homens e coroas. Nem adianta se empolgar kkkk. Mas a melhor parte foi dormir com o barulhinho do mar...que delícia. E acordar antes mesmo do sol nascer no dia seguinte, e vê-lo surgir tomando um banho de mar. Começar o dia assim é tudo de bom!!!
  13. Claudinha - Trips Incrívei

    relato Puerto Escondido

    por Trips Incriveis tripsincriveis.com Em Puerto Escondido, ficamos na praia de Zicatela, parte mais urbanizada, com muitos restaurantes e bares de praia em que rolam festas. Há um calçadão, um oxxo, que é uma loja de conveniência que tem em todo país. Nós a utilizamos muito. Desde café-da-manhã, almoço ou janta. As ondas aqui são pesadas, não são para qualquer surfista. São ondas grandes mesmo sem swell, com pouca profundidade de água ( isso quer dizer que se você cair, mesmo sendo na água, pode se machucar feio ). A maioria surfa de bodyboard e dos poucos que surfam de prancha, alguns surfam sem leash, para não quebrar a prancha. O que vi de pranchas quebradas em 1 semana que ficamos aqui... Ficamos na pousada de uns suíços, o Hotelito Swiss Oasis, bem decorado e os donos muitos atenciosos. Falam espanhol muito bem. Tinha piscina e ofurô, essenciais para aguentar o calorão que faz aqui. O calor é tanto que do meio dia até umas 3 ou 4 da tarde nós ficamos no quarto. Era impossível sair na rua. O sol parece que vai te derreter, dá até dor de cabeça. Se você não tem um nível de surfe para Zicatela, pode surfar La Punta de Zicatela. É longinho para ir a pé. Mas você pode se hospedar lá. É bem hippie, mas cheio de charme. As ruas são de areia. O problema é que são menos opções de hospedagem e restaurantes. É melhor para banhistas, pois Zicatela não é todo dia que dá para entrar no mar. Teve um dia que fizemos um tour pelos arredores. E descobrimos praias lindíssimas...Puerto Angelito, Mazanillo, Bacocho e Carrizarrillo, a mais bonita de todas. Nessa, você vai descendo uma escada, cuja vista dá uma prévia do que vem pela frente. Depois de muuuuitos degraus, chega ao paraíso. O banho de mar é perfeito. Tem estrutura, com bares para lanches e refeições.
  14. Claudinha - Trips Incrívei

    Acapulco

    por Trips Incriveis tripsincriveis.com Fazia muito tempo que eu queria conhecer Acapulco. Na verdade, acho que foi o primeiro lugar na vida que desejei conhecer. Como toda criança, eu era fã do Chaves, e adorava os episódios de Acapulco. Ainda com 5 anos, já sonhava em brincar nas areias daquelas praias...muitos anos se passaram e surgiu a ideia de ir ao México. Na verdade, meu marido queria ir ao Peru, mas naquele ano completamos 5 anos de casados, então achei que merecia um lugar mais paraíso tipo Cancún e tal. Como o México reune praias do Pacífico, com ondas maravilhosas e praias do Caribe, com areia branquinha e clima de lua-de-mel, optamos por ir para lá. Bom, mas voltando a Acapulco...é uma cidade grande, com trânsito caótico, muitos hotéis de marcas internacionais. Dá para ver que há muitos endinheirados na cidade. Por todo lado circulam carrões de luxo. A cidade é linda, entre penhascos e desfiladeiros, você tem uma vista maravilhosa de diversos pontos. Há uma Acapulco moderna, cheia de construções novas e luxuosas, mas ficamos na parte mais antiga ( e barata ), na linda baía de Caleta. O hotel, pé na areia, numa praia de águas calmas e fundas, perfeita para nadar. Fizemos passeios pelas cidade, conhecemos as outras praias...são bonitas, mas o forte está na agitada vida urbana e noturna da cidade. Ficamos apenas 2 noites aqui, não deu para conhecer muita coisa, mas foi só para não deixar de fora um antigo desejo. Aqui tem muitas opções de compras, com marcas famosas, mas tudo é caro, e comprar não é nosso objetivo. Mas tenha cuidado ao andar pela cidade, principalmente à noite. As estatísticas apontam que é uma região com alto índice de assaltos e homicídios. Nada de mais para quem é brasileiro e convive com isso. Não vi nada de mais, só muita polícia pela cidade. Mas há um programa obrigatório para quem vem para cá: La Quebrada. Os clavistas, meninos que saltam do alto de um penhasco numa fenda entre as montanhas e caem no mar, são a atração. É inacreditável, tanto pela altura quanto pela pouca distância entre as montanhas que formam o penhasco. Nos disseram que a entrada é paga, mas na verdade, você vai dar o quanto quiser e, se quiser, aos corajosos meninos. Chegue cedo para pegar um bom lugar e desfrutar o maravilhoso pôr-do-sol. Nossa saída da cidade foi meio traumática. Estava eu, fotografando os fuscas ( sim, apesar de muito rica e moderna, a frota de táxis-fusca é imensa, atração da cidade ), quando a polícia nos pára. Disse que não paramos para um pedestre atravessar. Que mentira!!! Não havia nenhum pedestre. Mas não adianta discutir com polícia quando você é estrangeiro. Quando o policial viu que eu era loira, pensou que fosse gringa. Perguntei a ele qual o problema e ele perguntou se falávamos espanhol: "sim". Esse foi o azar dele. Começamos a argumentar, fiz meu showzinho de chorar e passar mal. Mas ele não se comoveu. Mandou eu me acalmar. Ele queria 1.000 pesos para nos liberar. Como estávamos indo para Cidade do México, dissemos que não tínhamos mais dinheiro, que nosso voo de retorno era naquele dia. Ele começou a se irritar e não queria nos liberar por menos que isso. Meu marido soltou um: "então me leva preso". O policial disse que não era para tanto e como viu que não iria arrancar mais grana dos pobres brasileiros, aceitou nossa proposta de 250 pesos. Tiramos quase tudo que havia na carteira. Como já tinham nos avisado desse golpe na saída de Acapulco, escondemos todo dinheiro numa meia dentro da mala. Dizem que eles chegam a revistar a carteira dos gringos que não falam espanhol e tiram deles até 2mil pesos. Odeio polícia corrupta de país de 3o mundo!!!
  15. Claudinha - Trips Incrívei

    relato Cozumel com snorkel

    por Trips Incriveis tripsincriveis.com Para chegar em Cozumel, é necessário pegar ferry. Há saídas desde Playa del Carmen, mas só para passageiros. Estávamos com carro, então tivemos que ir até o porto de Calica. São poucas saídas diárias. Mesmo chegando às 9h da manhã, tivemos que esperar até 13h30 para embarcar. Pagamos 560 pesos para o carro com motorista mais um acompanhante. A travessia dura cerca de 1h30 e o navio balança pouco. Há poltronas confortáveis, lanchonete e filminho para passar o tempo. Próximo a ilha, fomos para o convés olhar o incrível azul do mar. Nosso hotel era de frente para praia e próximo a bares, restaurantes e supermercados. Notei que a ilha é muito usada para cruzeiros aportarem, passar o dia e depois seguirem viagem. Há dias em que chegam 4 navios, a ilha lota, fica muito tumultuada, mas no final da tarde os navios partem e tudo volta ao normal. Ter um carro nos ajudou a conhecer a ilha, que é pequena, mas não o suficiente para conhecer a pé. Rodamos por toda ilha de carro e levamos umas 2 horas. Para fazer os passeios de snorkel, pesquisamos bastante, pois há muitas agências e cada uma oferece o que quer a um preço diferente. O primeiro passeio que compramos foi aos recifes de Palancar e Colombia. No centro, nos cobraram U$ 65. Fomos mais para o sul da ilha e conseguimos o mesmo passeio por U$ 35. Esse snorkel é feito em alto-mar, em águas bastante fundas. É legal, mas não vi tantos peixes, provavelmente porque você acaba tendo muita área para o cardumes nadarem livremente. Valeu pela tartaruga nadando bem próxima a nós. No dia seguinte, fizemos o passeio para os recifes de Chankanab, Akumal e Paraiso ( U$ 20 p/p ). Foi ótimo, muitos peixes, barracudas enormes, corais dos mais diversos tipos e cores. Lindo!!! Em Cozumel, é comum que seu hotel ofereça a entrada a um beach club grátis. Cada hotel tem um "convênio" com um beach club diferente, informe-se do seu. O nosso era o Mr Sancho. As praias em Cozumel são bonitas, mas estão longe de serem as mais bonitas do México. O maior motivo das pessoas virem para cá é pela fama do mergulho. Se você não mergulha, seu paraíso não é aqui!!!
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