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Marco_AV

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  1. Salve Mochileiros! Preparativos para a viagem estão à mil!!! Acabaram ocorrendo algumas mudanças de datas e percursos e vou reportar aqui. Fechamos o nosso roteiro, o qual ficou assim: Dia 19/07 -> São Paulo - Columbus Columbus / Chicago / Nashville / Fort Smith (Para dormir) / Amarillo / Santa Fé / Flagstaff / Grand Canyon / Las Vegas / Los Angeles. Dia 08/08 -> Los Angeles - São Paulo Total de Milhas/Km -> 3.360 milhas / 5.400 km. Acabamos reservando o carro direto por lá, pela empresa Alamo. Foi a que achamos mais em conta, e o melhor é que não necessita de pagamento antecipado, será pago tudo lá na hora. Pra 20 dias de carro (carro intermediário - muita pouca diferença pra um carro simples - 3 dólares), pegando em Columbus e devolvendo em Los Angeles, ficou aproximadamente US$ 1.000,00 (com seguro incluso). Quando à acomodação, estamos pensando em utilizar do AirBnB. O qual é uma experiência bacana, tanto por conhecer pessoas novas, quanto para trocar informações/sugestões sobre passeios e atrações de cada cidade. Ainda não reservamos nada, mas capaz de optarmos por esse caminho, por questão de praticidade e também de valor. Por enquanto é isso. Grande abraço!
  2. Salve mochileiros! Estou prestes à realizar mais um mochilão, e dessa vez pretendo cruzar os Estados Unidos pela tão famosa Route 66. Criei um roteiro base que pretendo seguir, mas estou adepto à mudanças no meio do caminho. Seria então: Columbus OH / Chicago / Springfield / San Luis / Joplin / Oklahoma City / Amarillo / Santa Fé / Gallup / Grand Canyon / Las Vegas / Los Angeles Ainda não planejei quantos dias em cada cidade, mas pretendo ficar um pouco mais em Los Angeles (3, 4 dias). Vou eu e minha namorada, que está morando em Ohio atualmente. Vou encontrá-la lá, e vamos sentido Chicago, depois com destino à Los Angeles. Há muito planejamento à ser feito ainda, e estamos pouco a pouco mais próximos da viagem. Pretendia fazer a viagem de moto (Route 66 não da pra pensar em mais nada), mas em vista de estarmos cheio de bagagem, e principalmente do aluguel de moto ser MUITO caro.. Acabou não compensando.. Mesmo assim, estou esperando que a viagem de carro não vá deixar á desejar. Por enquanto é isso. Caso alguém esteja planejando ir por esses dias, ou alguém que já tenha feito a viagem e gostaria de comentar/recomendar algo, por favor, fiquem à vontade para nos contatar! Fiquem atentos aos próximos episódios!
  3. Olá Ariete Olha, lá o pessoal fala bastante inglês, e poucas pessoas que conhecemos falavam português (de países da África colonizados por Portugal). Mas o pessoal é muito prestativo em todos os lugares que estivemos.. Acredito que mesmo não sendo fluente, você pode se virar bem.. Boa viagem.
  4. Cara, esse seria o roteiro ideal.. Mas é bem longo pelo tempo que vocês estão pensando em gastar lá.. De primeira vista, acho que vão acabar aproveitando pouco de cada cidade e vão gastar muito tempo rodando direto.. A ideia era descer de Durban para a Garden Route de carro também? Para esse roteiro, aproveitando bem, gastaria fácil uns 40 - 50 dias.. No caso de vocês eu focaria.. Ou faria JNB - > Kruger -> Drakensberg -> Durban , ou JNB - > Kruger -> Drakensberg -> Durban -> Rota pela Costa Oeste, ou Garden Route - Cape Town.. Abraços
  5. Olá Mariana! Que bom que gostou! E posso garantir que vai ser uma viagem fantástica! Aproveite cada minuto! Eu fechei com uma agência aqui da minha cidade, ele ficou bem mais em conta do que o Kapama por exemplo que havíamos lido sobre anteriormente. Sobre "valer a pena o investimento" foi como eu falei no post, as reservas nada mais são do que um grande zoológico, então vai do que você quer ver e presenciar. Valer a pena, vale.. Mas eu acho que numa próxima vez ficaria apenas no Kruger, tendo mais proximidade com a vida selvagem. Boa viagem!!
  6. Fala man! Cara, quando eu fui, eu vi que valia mais a pena levar dólares e trocar por rand lá na África do Sul, do que trocar real por rand aqui no Brasil, mas existem as duas possibilidades. Eles não aceitam reais para troca. Da uma pesquisada, mas eu acredito que vale mais a pena levar dólar e trocar lá.. Mesmo porque essa mudança no cenário norte-americano valorizou o dólar em diversos países, sendo que na África do Sul foi o que mais valorizou.. Boa viagem!!
  7. Olá Jenifer! Olha, sinceramente não me pediram em nenhuma ocasião, mas não posso garantir que se você não levar o mesmo vai ocorrer com você, né? Conhecemos dois caras em JNB que foram sem... Ai fica à teu critério. JNB à noite você precisa tomar cuidado (assim como qualquer cidade grande). Nós sempre parávamos o carro na frente do hostel e não tivemos problemas.. Quanto ao voo, tivemos sim que despachar a bagagem novamente.. Chegando lá você coleta em um ponto e vai refazer o check-in para o próximo voo.. Mas é de fácil acesso, creio que não terá problemas.. Boa viagem!!
  8. Fala Diego! Utilizamos a Europcar. Dentre as opções que verificamos eles tinham o carro mais em conta. Além de que, alugamos o mais simples da categoria, e acabamos pegando um carro nível médio.. Então acho que vale a pena fazer o mesmo.. Contudo, alguns avisos: Eles, assim como todas as companhias, requerem um cartão de crédito onde é bloqueado um montante no cartão e quando você retorna o carro eles retornam esse valor, debitando possíveis gastos, como pedágio, gasolina, etc. Quando voltamos para o Brasil, recebi débitos além do acordado com eles, e até hoje estou trocando e-mails para reaver esses valores.. Não foi absurdo, mas.. Fica atento! Do mais, deu tudo certo..
  9. Marco_AV

    Cape Town - Perguntas e Respostas

    Fala pessoal! Acabei de fazer um mochilão pela África do Sul e passei 5 dias em Cape Town.. Segue o link do relato: Relatos de Viagem: África do Sul - 23 dias africa-do-sul-garden-route-kruger-park-e-johanesburgo-23-dias-11-09-16-a-04-10-16-t133167.html Qualquer dúvida, só perguntar!
  10. Fala Renato, Cara, se vocês tem 10 dias para viajar por lá e preferem mais a parte cultural.. Eu faria com certeza alguns desses dias no Kruger e voltaria para Johanesburgo.. Ao redor de JNB também há muito que se fazer, Pretória por exemplo.. Em termos históricos e pelo tempo que vocês tem, acho que seria essa a melhor opção. Quanto à alugar carro, com certeza! Lá eles não tem transporte público e as outras opções são todas muito caras.. Ou seja, pelo custo benefício e pela mobilidade que vocês terão, compensa e muito alugar carro.. Aproveite lá! Abraços.
  11. Johanesburgo - 30/09 à 04/10 ..E finalmente os temidos dias que representavam o fim da nossa viagem sul africana tinham chegado. Nosso voo no Kruger saiu às 14 horas, e chegamos em JNB próximo às 15. Um adendo aqui.. Não tínhamos reservado nenhum meio de transporte e estadia na cidade, ficamos para decidir de última hora e apesar da correria por lá, acabou dando tudo certo, mas já fica a dica de cara.. Melhor se prepararem antes. Na questão da locomoção foi o seguinte, todas as opções que tínhamos voltava à alugar um carro, nas questões de valor, praticidade e mobilidade. Taxi ficava muito caro.. Uber ficava muito caro.. Transporte público (cade você???) indisponível na África do Sul, e nos avisaram sobre as vans particulares que fazem transporte (não aconselham turistas à pegarem). Enfim, estávamos em 3, e um carro simples mas completo, para todos os dias, ficava em R 400 para cada.. Logo, saímos de carro zero! Outra questão foi sobre o albergue, por sorte ainda tínhamos aqueles dados do celular para usar internet, pois no ponto de informações não nos ajudaram com albergue, apenas solicitavam hotéis (... ?). Acabamos achando o Curiocity Backpackers, onde reservamos para uma noite, mas acabamos ficando todos os dias lá.. Ponto positivo para esse albergue, tanto pelo lugar/staff, quando pela história que ele tem por trás da constituição da cidade, principalmente na época do regime do apartheid, conto logo abaixo. Bom, primeiramente não sabíamos o que nos esperava na cidade, à não ser pelo fato de estarmos esperando a total mudança, em vista de que tínhamos passado até então (pós Kruger) apenas por cidades da costa, que se distanciam muito (MUITO) em todos os aspectos das cidades mais do norte. Diversos relatos que havia visto anteriormente à viagem, em quase todos eles meio que "não incentivavam" à ida à JNB por ser uma cidade grande, parecida com São Paulo e etc etc e tal.. Acredito que seja apenas vivenciando tudo isso, mas eu acho que JNB foi uma das cidades mais importantes em que passamos para sentir a verdadeira história da África do Sul e se essa for a intenção de ir pra lá, eu aconselho, e muito, visitar a cidade e tudo que ela tem para oferecer. Certamente isso vai de cada pessoa, conhecemos dois caras lá que estavam para curtição, e se esse for o motivo da ida ao país, vá para Cidade do Cabo, Durban, e afins.. Não que JNB também não tenha, mas acho que esse não deve ser o foco principal dessa cidade. Segundamente, vamos voltar ao relato! Bom, estávamos então, de carro e com destino ao albergue que reservamos, tirando que acabamos perdendo um tempo em tudo isso e saímos tarde do aeroporto.. Chegamos no albergue por volta das 7, 8 da noite.. O albergue é localizado numa rua reestruturada (antigamente era uma rua bem perigosa, mas eles reestruturaram ela de uma forma bem estilosa, cheia de restaurantes, cinemas, arte, etc.), e era plena sexta-feira, mas no dia acabamos ficando por ali mesmo, no bar do albergue (que é aberto ao público). Para o dia seguinte, tínhamos reservado um dos principais destinos para quem vai à JNB, o Museu do Apartheid. Acordamos cedo no dia seguinte e antes de ir ao museu fomos tomar café num dos lugares da rua (e acabamos indo vários outros dias), no Eat your Heart Out. Um lugar bem legal, de esquina, e se forem lá, peçam o café da manhã israelita, muito bom! Após comermos nosso coração ( ), seguimos em direção ao museu. Foi aqui que começamos a sentir um pouco de toda a história que pouco havíamos presenciado no país até então.. . É difícil de descrever tudo que eles passaram, foi difícil até de ver tudo aquilo.. Enfim, não vou me expandir muito aqui pois daria para fazer um tópico só desse assunto, mas com certeza é um ponto histórico essencial. Nós ficamos mais de 4 horas lá dentro, é muita coisa pra ver e queríamos ter visto muito mais, mas realmente é muita coisa para presenciar (um adendo aqui: lembram que falei que não conseguímos ir à Robben Island em Cape Town? Acredito que aqui fez uma baita de uma diferença em termo histórico.. Se conseguirem, façam a reserva antes!).. Aqueles dois caras que falei há pouco ficaram 15 minutos, não aguentaram e foram ao parque de diversão logo à frente do museu.. Cada um é cada um, né? O museu é estruturado de uma forma bem histórica, desde a época de descobrimento da cidade, da vinda de imigrantes, da exploração, dos meios de segregação racial, da luta contra o regime, até uma sessão específica ao grande Nelson Mandela. A sensação lá dentro é indescritível, é uma mistura de angústia, raiva, e ao mesmo tempo superação, compaixão e liberdade.. O povo da África do Sul certamente carrega em si um fardo muito grande. Na volta para o hostel, era quase por-do-sol, e fomos descobrir um lugar incrível que da pra ver em 360° toda Johanesburgo, a até Pretória, bem ao longe. Não lembro o nome do edifício, mas é perto ao hostel, e o lugar chama Top of África.. Paga-se acho que R15 para entrar, e subir alguns belos andares (50 e poucos ) A visão não é tão boa pois é rodeado de vidros, pessoalmente é bem melhor! Mas da pra ter uma noção: Um adendo muito triste para nós aqui, que acabou ficando na cesta de coisas que queríamos ter feito na África do Sul e acabamos não fazendo.. Ver um jogo de Rugby! Na internet olhamos para os jogos e descobrimos que quase nenhum jogo cruzava o nosso caminho, exceto por um jogo da Argentina contra algum outro time que iria ser justo no dia que chegamos em Johanesburgo, às 5 da tarde.. Como tivemos todo aquele problema com albergue, carro e chegamos bem tarde, acabamos perdendo esse jogo.. Contudo, existe uma cidade próxima à Johanesburgo, Pretória, e bem nesse dia, após à vista do por-do-sol, retornando ao hostel o pessoal estava desesperado assistindo um jogo, ao vivo, Austrália x África do Sul (dois dos Top 5 times de Rubgy do mundo), jogando, em Pretória, e nós.. deixamos passar . Infelizmente, devo ter passado quando estava olhando os jogos, mas não me deparei que Pretória era ao lado de JNB . Enfim, sad but true, fica para à próxima. No próximo dia estávamos precisando comprar (definitivamente dessa vez) as malas que acabamos não comprando em Cape Town para levar tudo que havíamos comprado e já não cabia no mochilão, haha.. Fomos à um shopping, que era meio distante do hostel (cerca de 20 minutos de carro), não me lembro certo o nome, mas em um dos estacionamentos dele tinha uma feira artesanal, cheia de decorações, tecidos, comidas típicas, artesanatos.. Enfim, claro que como bom negociador, acabai levando mais coisas e agora precisaria muito de uma mala.. Rs. Um adendo aqui também e vale para viagem toda, é de lei pechinchar os valores.. É até abusivo o que eles fazem, pois jogam um preço muito (MUITO) alto, e acabam negociando por muito menos.. Então não vão logo de cara aceitando o preço proposto.. Mesmo porque muitos deles vão dizer que eles fazem tudo artesanalmente, mas de fato descobrimos que é tudo comprado da África central.. Na saída do shopping tinha uma banda local apenas de percussão, nós e muitas pessoas paradas apreciando o som que eles estavam fazendo, era simplesmente sensacional.. Uma pena (não sei se tem como ou não) não dar pra colocar videos aqui, mas vou tentar dar um link do Youtube depois.. Na volta para o albergue acabamos fazendo nada demais naquela noite, mas deixamos reservado um passeio essencial, à visita ao Soweto (South West Township), que é considerado o maior bairro do mundo (com mais de 3 milhões de habitantes e 2 milhões de pessoas que moram lá para trabalhar em JNB), e que carrega um peso histórico muito grande, pois na época do Apartheid foi residência de várias pessoas, inclusive de Nelson Mandela. O tour é feito pelo próprio hostel e tem um guia muito bom.. Não lembro o valor exato, mas acredito que era entre R200 - R300, isso incluía o tour ao bairro, à um museu, ao almoço e uma volta aos redores.. No dia seguinte, saímos logo pela manhã e a primeira parada foi um tipo de uma ONG (No pé da letra, pois infelizmente eles não recebem nenhuma ajuda do governo ). É uma organização local que toma conta de crianças do bairro.. Algumas moram lá e elas tem estudo, arte, lazer, comida, etc. Essa foi uma das melhores experiências que tive(tivemos) na África... Esse é o link deles : http://littlerosecentre.org/. No final do tour ao redor da organização, e após as explicações de tudo que eles fazem por lá, eles nos levam até a sala de aula para nos encontrar com as crianças que estudam por lá.. É uma sensação muito boa, de amor, carinho.. mas ao mesmo tempo vem aquele aperto no coração.. Certamente te faz rever seu pensamento sobre diversos assuntos.. Depois fomos à um museu dentro do Soweto, Hector Pieterson Museum, que nomeia um jovem estudante de 13 anos que foi assassinado durante protestos contra o regime do Apartheid. Esse foi, mais do que nunca, um período muito conturbador na África do Sul, durante os anos 70 - 80. Infelizmente para ver tudo tivemos que nos apressar no museu, queríamos ter visto muito mais.. Após o museu, fomos conhecer a casa em que Mandela morou em Soweto. Contudo, grande parte desse período ele estava preso em Robben Island, então praticamente apenas sua esposa morava por lá. Essa é a única rua do mundo que residiram dois prêmio Nobel da Paz, Mandela e Desmond Tutu. A visita a casa era paga, e estava cheia de gente, acabamos não entrando.. Fomos depois à um bar para experimentar uma cerveja artesanal que era fabricada em Soweto durante o regime do Apartheid. Durante o regime era confiscado bebidas alcólicas pela polícia, então eles fabricavam essas cervejas em um papelão pasteurizado (tipo leite de caixinha) e tinha um grau alcoolico muito baixo, apenas 2 graus.. Sei que faz parte de conhecimento histórico, mas tinha uma aparência ruim, um cheiro ruim e um gosto ruim.. Passou uma vez na roda e não retornou, rs.. O mesmo vale para o almoço que tivemos logo após.. Era um sanduíche típico do bairro, que era um pão gigantesco, recheado de batata frita, uma fatia de salsicha e vários molhos.. A experiência foi bem legal! Após o almoço passamos em frete às famosas torres de geração de energia, hoje sem funcionamento, mas alocaram lá um bungy jump de 90 metros, que infelizmente estava em manutenção no dia , mas contando que já havíamos pulado do maior do mundo na viagem, nem ficamos tanto assim.. Porém com certeza entrou pra lista de coisas que deixamos de fazer, e ficará para próxima vez! De volta ao albergue, pegamos o fim do dia para comprar alguns vinhos (muitosssss!!!) para trazer.. Imaginem o sacrifício para colocar todas as coisas na mala, foi um caos! Mas tudo acabou dando certo no final.. No fim da noite fomos jantar em um restaurante próximo onde tivemos uma belíssima refeição sul-africana, contendo carpacchio de avestruz de entrada e carne de veado muuuuito suculenta como prato principal. No dia seguinte saímos cedo em direção ao aeroporto , nossa viagem havia chegado ao fim.. Gostaria de deixar agora o depoimento do Marquinho, vocês provavelmente o viram pelas fotos acima.. Ele foi um dos integrantes dessa incrível viagem e certamente tem muito à dizer e contribuir para o post.. Segue abaixo: "Nosso último destino foi Johanesbug... Aí descobrimos outro país! Johanesburgo é tão necessária quanto Cape Town. Lá é nítido (pra não dizer ESCANCARADO) a diferença entre a costa e o interior do continente... A cidade carrega muita história, MUITA história, o museu do appartheid é sensacional (longo, porém necessário), saímos de lá com uma quantidade de informação tão grande que estavamos acabados por tudo alí refletido. Tem uma sessão destinada apenas para o Nelson Mandela, dando mais informações sobre sua jornada em paralelo ao caos que o país vivia pela segregação... Bom, aí é com vocês... conhecemos 2 brasileiros que fizeram o museu em 15 minutos... Nós gastamos - facilmente - 4 horas lá, e ainda assim com muitas pontas soltas sobre a história. A unica palavra que descreve o museu é: Emocionante. Johanesburgo é tão perigosa quanto qualquer outra cidade grande no mundo. Grandes cidades são praticamente sinonimos de grandes problemas... Então as dicas são as mesmas que todas as geraçoes de pais dão aos filhos quando saímos pra comprar pão... aí vai de cada um querer imergir na região e conhecer mais sobre as pessoas. Completamente necessário pra você que não quer somente passar pela cidade e tirar uma porção de fotos pras redes sociais. Johanesburgo está nas pessoas, está na memória, na história, tá em cada esquina que vc contorna e pergunta:"o que eu to fazendo aqui?"... Johanesburgo é isso, e muito mais. Muitos personagens que sofreram muito (ou um familiar próximo) está vivo e carrega as cicatrizes e traumas que somente eles podem descrever. Por isso o tão necessário contato com os africanos. Aqui é questão de opinião: Johanesburgo poderia ter sido a primeira cidade, pra que pudessemos conversar mais sobre o país, as pessoas, as discussões, as lições e as marcas que estão lá, e sentindo a reação de cada pessoa pelas cidades visitadas. Ficamos no Hostel CurioCity, que fica numa região que "ressurgiu das cinzas" nos últimos anos, por um processo de revitalização aliado à arte - e não repressão. (Obs: no prédio do hostel funcionava uma gráfica onde era realizada a impressão do jornal que espalhava as ideias do partido principal partido que combatia o appartheid). A rua é toda Cool, cheia de arte, gente pra rua, gente gravando clipe, gente estilosa, bares, restaurantes, galerias, atrações musicais, amostras de cinema... O triste é que saindo dessa rua não tem nada similar nas redondezas, por isso o tão alertado frase nas paredes do hostel: NÃO VACILA NA RUA, MANÉ! TA ESCRITO NA SUA TESTA "TURISTÃO". Obs: Vale muito a pena alugar um carro em Johanesburgo. O transporte público lá não é eficiente (assim em como todos as cidades visitadas), Uber e Taxí são caríssimos quando comparado com o preço e a mobilidade que um carro te permite. Estavamos em 3, alugamos um carro (i10 - sabe o i30? então, só que a versão Gol do i30, porém não podemos reclamar nem um pouco do carro, extremamente eficiente pra explorar a cidade) por 1200 Rands (400 Rands pra cada - jura?)... Quando chegamos em Johanesburgo pelo aeroporto a viagem de Uber do Aeroporto até o CurioCity saia 400 Rands... obviamente optamos pelo carro, que alugamos diretamente no aeroporto. em 20 minutos estavamos zanzando pela cidade, que lembra uma São Paulo: se vc não tiver GPS meu filho, tá perdido... Johanesburgo nos surpreendeu em cada esquina, tanto pra bom quanto pra ruim, por isso ela é tão necessária na Rota." Tivemos 23 dias de experiência incrível no país, passamos por cidades belíssimas, conhecemos pessoas incríveis.. Enfim, a África do Sul é um país incrível e certamente voltarei para lá.. Recomendo, e MUITO, a visita! Espero que tenham gostado do relato e clareado a mente de quem deseja ir para lá. Qualquer dúvida, estou à disposição pessoal!!
  12. Kruger National Park - 28/09 à 30/09 Bom, estávamos prontos à mudar totalmente de realidade pois até então só havíamos estado em lugares da costa, com aquele ar californiano/europeu e ainda não conhecíamos de fato a "verdadeira" África. Para o Kruger nos reservamos o Elandela Lodge Game Reserve. As diárias, com pensão completa, transfer do aeroporto, 2 safaris por dia, ficou entorno de R$ 1.700,00 por pessoa. Devo dizer que, apesar de um tanto caro, antes da viagem parecia ser até que barato para nós, com a cotação Real/Rand, mas depois de estar lá e sentir realmente o valor das coisas, chegamos a conclusão que foi um valor realmente alto para o povo de lá.. Chegamos a sentir até um pouco desconfortáveis pelo jeito que o pessoal nos tratavam (não de um modo ruim), mas que não "queríamos" ter todo aquele luxo.. Enfim, acho que é mais uma questão pessoal, mas estou apenas relatando a experiência. O voo de Cape Town foi às 9 da manhã, e acordamos as 6 pra dar tempo de chegar, deixar o carro e tudo mais.. Chegando na hora de entrar no avião, nos deparamos com um avião de hélice, imagina o quanto aquilo não balançou até lá.. Foram mais ou menos 3 horas e meia de voo.. Já de cara deu pra notar a diferença, na costa estava sempre fazendo frio, e já chegamos no Kruger à um calorzão de 30 e poucos graus.. Fomos recebidos por um dos guias da reserva, o John, o cara parecia um americano meio arrochado, muito gente boa e fez bastante diferença na nossa viagem. Um adendo aqui: Até então, eu havia pensado que essas reservas eram apenas hotéis perto do Kruger e que o safari em sí era dentro do Kruger apenas.. Mas na realidade, o Kruger é um parque nacional aberto (e gigantíssimo, são 3 milhões de hectáres) e rodeado por essas reservas privadas que são fazendas gigantescas e contam com o seu próprio safari.. Isso de cara já deu uma baqueada, pois na realidade, isso é nada mais nada menos do que um grande zoológico.. . Enfim, chegando ao Elandela fomos recepcionados pelo staff de lá com batuques, música e um shot de Amarula. Levaram nossas malas para o quarto enquanto nós almoçávamos e logo depois teríamos o primeiro safari dentro da propriedade. A experiência é muito legal, nós estávamos em um jeep (aqueles de safari que se vê em filmes) andando pela mata e procurando pelos animais.. Por sorte, os famosos Big Five. No Elandela em sí eles tem uma organização para cuidar de Rinocerontes (Esse animal está em grave estado de extinção lá na África do Sul. Estima-se que à cada dia, 3 rinocerontes são mortos dentro do parque e vendidos no mercado negro - Outra coisa que ficamos sabendo por lá é que o parque em si é muito mal administrado pelo governo, o que torna isso bem mais fácil de acontecer, infelizmente). No primeiro safari já conseguimos ver os leões brancos, rinocerontes e os búfalos bem de perto, além de outros animais mais fáceis de se encontrar, como veados, porcos do mato, zebras, girafas, entre outros. Adendo: Pelo que nos falaram, faz 2 anos que não há chuvas na região do Kruger, por isso essa seca que se vê em todas as fotos. Isso dificulta a sobrevivência de animais, o que leva à reserva à alimentar os animais.. Apesar de deixar de ser "selvagem", é a única forma de sobrevivência que eles tem. Contudo, isso vale para as reservas privadas.. Já no Kruger, isso não acontece. O Elandela também é situado no caminho de um rio que, apesar de quase seco, ainda possui água fluente. Retornamos à reserva próximo às 19 horas e logo haveria o jantar (estávamos morrendo de fomeee ). Para o nosso azar, era um daqueles jantares gourmet, com milhões de pratos gigantescos (apenas o prato) com uma ervilha de comida.. Saímos com fome do jantar aquele dia, haha. No próximo dia estava marcada nossa ida ao Kruger, onde fomos de van. Saímos muito (MUITO) cedo, acordamos as 5 da manhã e a van chegou na nossa porta às 6. É aproximadamente uma hora até a entrada do parque (para as pessoas que optam por irem por conta ao parque é cobrada uma entrada - não sei qual o valor, a nossa entrada já estava inclusa no valor). Nesse dia fizemos o passeio por algumas estradas do parque e paramos e torno de 9 - 10 horas para o café da manhã, que ia ser preparado pelo nosso guia. Comemos no estilão americano, aquele pão de cachorro quente com um salsichão preparado na hora com cebola e molhos. Conseguímos observar alguns animais também.. Vimos um bando de leões se alimentando de algum animal, porém muito distante. Vimos um elefante, jacarés, diversos tipos de pássaros, entre outros.. Voltamos à reserva para o almoço e logo menos teríamos o próximo safari.. Apesar de estarmos empolgados com tudo aquilo, estávamos exaustos.. Acordar 5 horas da manhã nas férias ninguém merece, rs.. A tarde naquele dia fizemos o safari dentro da reserva, no qual conseguimos ver um leopardo se alimentando de uma presa.. Ficou muito ruim de ver, não consegui um ponto bom para foto.. E alí estávamos nós, por sorte conseguímos ver os Big Five! De volta à reserva para o jantar.. Felizmente naquele dia comemos bemmm melhor.. A entrada do jantar já foi uma almondega de veado que estava muuuito bom. No próximo dia acordamos também bem cedo para o último safari. Voltando, tomamos café da manhã, arrumamos nossas coisas e seguimos para o aeroporto, com destino à última cidade ( ), Johanesburgo!
  13. Cidade do Cabo - 23/09 à 28/09 O trajeto Mossel Bay - Cape Town tem duração de mais ou menos 4 horas, e se distancia bastante da costa.. Mas não deixa nada a desejar quanto à paisagem da estrada.. É simplesmente maravilhosa! A estrada é muito boa para dirigir, e como eu e mais um amigo estávamos com carteira internacional, ficamos alternando (Dizem ser obrigatório a carteira internacional, mas em nenhum momento nos pediram.. Nem mesmo para retirar o carro da locadora ). Chegamos em Cape Town já anoitecendo.. Havíamos reservado o The Backpack por todas as noites. Local de fácil acesso e o melhor: à 5 minutos a pé da Long Street, a rua mais movimentada da cidade (Eu particularmente gostei muito do hostel, a acomodação é muito boa, tem um café da manhã gigantesco e lá acabamos pegando quarto só pra gente, o que é um pouco mais caro, mas bem melhor.. Único ponto contra foi do staff, que achamos um pouco ruim, mas teve uma mulher que nos ajudou bastante em um caso.. Contarei abaixo!) Como disse em posts anteriores, a vida noturna até então durante toda nossa viagem tinha sido mais gastronômica do que baladeira.. Contudo, chegamos na Cidade do Cabo em plena sexta-feira, e não seria possível que nessa cidade não pegaríamos nenhum barzinho "vivo", né?? Bom, posso dizer que foram praticamente os únicos dias da viagem que aproveitamos a vida noturna da África do Sul, haha. Mas no primeiro dia não ficamos até tarde, mesmo porque as coisas fecham as duas da manhã.. No outro dia, acordamos cedo para nossa primeira aventura na Cidade do Cabo: O Cabo da Boa Esperança! Bom, como de costume na África do Sul, o clima estava nublado e meio chuvoso.. E uma surpresa que não havíamos pensado, o Cabo da Boa Esperança fica à quilômetros de distância da cidade (entorno de 50 - 70km), ou seja.. Pé na estrada! Chegando lá nos deparamos com um parque gigantesco, onde o cabo da boa esperança é apenas um ponto à ser visitado.. A entrada por pessoa ao parque é de R125. Estávamos de carro, então a locomoção é mais fácil por lá, mas acredito que existam passeios para quem não estiver.. Bom, fomos direto ao ponto do Cape Point.. Paramos o carro e saímos andando.. Logo no começo há banheiros, restaurantes e um bonde que te deixa lá no topo.. Mas isso não estava em nossos planos, botamos as pernas para andar! A vista é simplesmente maravilhosa, indescritível.. Um pouco abaixo do topo do farol, existe mais um caminho que pode ser feito, de mais ou menos 1 hora, que te leva até mais pra frente e claro que fomos.. O clima estava nublado, e fazia um pouco de frio, pois venta muuuuuito.. Retornando ao ponto de partida, pegamos então a trilha para o Cabo da Boa Esperança. Para se chegar lá existem duas maneiras, ou você vai do Cape Point, por essa trilha, onde passa pelas montanhas até o topo do Cabo.. Ou você pode ir de carro por uma bifurcação na estrada direto para lá.. Eu recomendo fazer a trilha, é cansativo andar tudo aquilo, mas totalmente gratificante.. É uma vista única. Lá estávamos nós, revisitando um ponto histórico tão marcante (Um adendo histórico: - Já da pra voltar pra África do Sul de guia depois dessa viagem - Ir à Mossel Bay, no museu de Bartolomeu Dias e ler toda a história, relembrando todos os momentos fez muita diferença quando chegamos ao Cabo da Boa Esperança.. Dá até pra sentir um pouco da história vivenciada há tantos anos atrás). Ficamos no parque por mais de quatro horas andando por lá.. Queríamos ter visitado tanto mais, mas já não tínhamos mais pernas para isso. Fora do parque, mas próximo, existe uma praia onde da pra ver os pinguins, mas como saímos tarde do parque, não conseguímos passar por lá.. Uma pena, mas fica para próxima visita! Retornando ao albergue estávamos um caco.. Demos uma cochilada e acordamos com o pessoal agitando para a Long Street. Essa noite acabamos conhecendo a vida noturna da cidade, e foi muito boa! Bastante gente na rua, nos bares.. Acabamos indo ao The Beer House, um bar com uma variedade muito grande de cervejas, comida muito boa também, recomendo! A noitada também não durou muito, as duas da manhã já estava tudo fechando e voltamos para o albergue.. No dia seguinte, para nossa sorte, finalmente um dia de sol (leia-se solzão estalandoooo!) e de cara já decidimos, trilha à Table Mountain! Existem várias trilhas que te levam até o topo da montanha, por diversos caminhos.. E há também o bonde que te deixa lá encima. Eu sei que algumas pessoas não tem a capacidade física de fazer a trilha, mas é tão gratificante subi-la e chegar no seu topo, com um visual surpreendente que dá até desgosto de subir de bonde.. Enfim, para quem tiver a oportunidade e disposição (leia-se DISPOSIÇÃO), recomendo muito! Como disse, o sol estava muito forte, e subimos próximo ao meio-dia.. Passamos no mercado comprar comida, água, etc.. Passamos aquele protetor solar e seguímos jornada.. Foram 2 horas de subida muito intensa, o caminho é difícil e bem cansativo. Chegando ao topo, de cara já da aquele ar de superação! O visual é surpreendente (algo que falei muito durante os posts, mas realmente é isso.. a África do Sul é isso, surpreendente.) Estávamos com dúvidas quanto à descer de bonde ou descer pela trilha.. Acabamos optando pela trilha! Mais 1:30 hora de descida.. Imaginem a situação de quando chegamos no carro.. Estávamos muuuuito quebrados (e o pior que esse cansaço nos perseguiu pelos próximos dias! =S). Um adendo: Existe uma outra trilha para uma outra montanha, a Lion's Head, uma menor que aparece na foto que dizem ser muito bonita também.. Mas se você fizer a trilha da Table Mountain de subir e descer, dificilmente conseguirá fazer a Lion's Head no mesmo dia.. Já era quase por-do-sol, e antes de ir para o albergue, fomos ver o por-do-sol de um lugar que dizem ser uma das melhores vistas, e realmente era.. Camps Bay! Retornando ao albergue, não achamos lugar para estacionar e acabamos parando o carro em uma rua, logo em frente (Mal sabíamos o que nos esperava no outro dia). Enfim, estávamos mortos.. A canseira era tanta que ninguém aguentava fazer mais nada e acabamos capotando ali mesmo.. No próximo dia, decidimos fazer algo mais tranquilo e como precisávamos comprar uma mala para levar as coisas que tínhamos comprado durante a viagem (compramos bastante esculturas de madeira, pedra, etc.. um lugar muito bom que achamos para isso foi na Bloukrans Bridge), fomos aos Outlets de Cape Town.. Ao sair do albergue, nos deparamos com o vidro do nosso carro quebrado, haviam roubado meu Ipod que estava dentro do carro e uma escultura de madeira de um amigo que estava no porta-malas.. O dia já começou com aquele baque.. (Infelizmente acabou sendo descuido nosso.. Mas havíamos tido tanta tranquilidade quanto à isso nas demais cidades que passamos que acabamos nem nos preocupando..Por sorte não aconteceu nada com a gente). Enfim, duas horas depois já havíamos passado por toda burocracia e já estávamos com outro carro (sorte que tínhamos pago o seguro contra furtos!). Esse dia não fizemos nada demais após o Outlet, jantamos próximo ao albergue. (Dica: durante todos os dias em Cape Town tentamos reservar o passeio para a Robben Island, porém sem sucesso.. É um passeio muito lotado. Recomendo fazer a reserva pelo site e garantir a ida.). No último dia na cidade fomos ao Waterfront, um tipo de galeria/shopping/porto, bem sofisticado, mas bem legal.. E de cara, não poderia faltar uma foto padrão de toda pessoa que passa por lá, um "porta-retrato" com vista para a Table Mountain (Em pensar que estávamos lá em cima..). Lá no Waterfront existe um restaurante da cervejaria que fomos em Knysna, a Mitchells Brewery. Claro que fomos lá provar os maravilhosos pratos acompanhados de uma bela cerveja artesanal. Vale a pena conferir! E lá se tinha ido mais uma cidade em nosso destino, o qual já estava próximo do fim, mas ainda cheio de aventuras pela frente! No próximo dia saímos bem cedo do albergue pois tínhamos que pegar um voo em direção ao Kruger National Park, onde faríamos safari por 3 dias.
  14. Mossel Bay - 21/09 à 23/09 Havíamos saído de Knysna pela manhã com destino à Mossel Bay, onde havíamos reservado o Santos Express Lodge (Um albergue/hotel que fica dentro de um trem abandonado, os vagões formam os quartos, etc.. Devo dizer que não superou as expectativas que tinha, mas foi uma boa experiência) por duas noites.. No meio do caminho, acabamos parando em George, uma cidade universitária muito maior, onde acabamos almoçando num pub irlandes com chopp Guinness à R$ 6,50 Se desse já dormiria por ali mesmo, haha.. Estávamos meio em dúvida quanto à seguir para Mossel Bay ou ficar por George, mas acabamos indo para Mossel Bay (Ótima escolha). Chegando lá, nos acomodamos: No próprio trem existe um restaurante muito bom, mas na mesma noite acabamos indo para um restaurante cubano chamado Café Havanna, que tinha uns pratos muito bons! No outro dia acordamos cedo, estava um dia meio chuvosa.. Tomamos café no trem e seguímos para o primeiro passeio: o Museu de Bartolomeu Dias! Descobrimos que naquele dia não estava sendo cobrado entrada ao museu :'> Essa visita ao museu foi realmente fantástica.. Tinha tanta coisa, história, relatos, antiguidades e o melhor.. Tinha uma réplica idêntica ao barco de Bartolomeu Dias.. O mesmo que ele utilizou quando ia às Índias e acabou parando em Mossel Bay.. Essa réplica foi construída em Portugal e fez o mesmo percurso pelo mar até chegar ao museu, onde está alocada até hoje.. Além dessa parte histórica dos Portugueses, há também dentro do museu uma exposição da vida aquática, onde da pra ver do menor peixe, até fósseis de baleia, tubarão, pinguins, etc.. Bem bacana! Contudo, uma das melhores experiências históricas estava prestes à chegar.. Já havia pesquisado sobre esse passeio, mas não sabia o quão fantástico ele era.. The Point of Human Origins! (http://www.humanorigin.co.za/) Fomos ao escritório de informações da cidade perguntando como funcionava a visita e tudo mais e eles gentilmente ligaram para a empresa e fizeram nossa reserva com um guia (Christopher.. O cara tinha entrado na empresa fazia 5 meses mas parecia que estava lá há anos.. Com certeza fez muita diferença no nosso passeio!). Não me lembro do valor exato, mas acho que ficou em R250 p/pessoa.. Fomos almoçar e depois seguimos em direção à Pinnacle Point, onde iríamos encontrar com o guia e fazer o passeio.. Chegando lá ficamos meio perdidos, pois construíram um condomínio de luxo onde ficam as cavernas arqueológicas, o que de cara já da um baque emocional.. Pois há descobertas históricas datadas à mais de 160 mil anos É triste.. Mas não é atoa.. Esse é com certeza um dos lugares mais bonitos que já visitei.. Enfim.. É um passeio sensacional! Com certeza te faz voltar ao tempo e presenciar um pouco da vivência dos primeiros seres humanos que habitaram a terra.. Por fim, nós somos todos africanos! Um adendo histórico: há 160 mil anos atrás, o mundo presenciava a Era do Gelo, o que levava à concentração de gelo nos polos e "pendia" um tanto a terra, ou seja.. Esse mar que aparece nas fotos, próximo às cavernas, na verdade estava há muitos km de distância.. Na época, todo esse mar da foto na verdade era uma grande savana.. Na volta ao albergue, ligamos reservando para a manhã seguinte para finalmente fazermos o SandBoard que não conseguímos fazer em Jeffreys Bay (É situado em Mossel Bay a maior duna de sandboard da África do Sul, a Dragon Dune.. Vou tentar postar meu capote depois ). O passeio ficava em R400 /pessoa.. Marcamos logo pela manhã, e como é caminho para Cape Town, que era nosso próximo destino, já arrumamos tudo e seguimos viagem.. É um tanto afastado da cidade e também fomos com um guia que nos buscou no albergue.. Fomos até uma fazenda, onde estacionamos e seguimos a pé até a duna.. É uma experiência bem legal, mas bem cansativa também.. Por sorte o dia não estava chuvoso, mas também não estava sol.. Depois de nos enchermos de areia e não poder nem tomar um banho, seguímos em direção à tão esperada Cidade do Cabo, onde ficaríamos por 5 dias!
  15. 4 dias aleatórios: Wild Spirit Backpackers, Bloukrans Bridge Bungee, Plettenberg Bay e Knysna Bom, havíamos saído de Jeffreys Bay com direção ao Wild Spirit que fica dentro da reserva de Tsitsikamma National Park (uma área imensa que cobre diversas cidades ao longo da Garden Route). Novamente, a estrada é sensacional.. Nós tínhamos reservado pela internet o salto de bungee para segunda-feira, mas acabamos antecipando 1 dia, pois ai conseguiríamos visitar outras cidades antes do nosso próximo destino (previamente reservado do Brasil). O Wild Spirit fica após o bungee, então resolvemos dar uma parada na Bloukrans Bridge e sentir um pouco da imensidão do lugar (um amigo nosso quase abandonou o pulo ali mesmo..). Nesse dia estava um tempo chuvoso, e ficamos com dúvidas se com o tempo como aquele haveria os saltos.. Mas por nossa sorte, haveria de qualquer maneira, A entrada do salto é mais ou menos 1km antes da ponte, e você chega num lugar onde tem o escritório do pessoal, várias pessoas vendendo artesanato, e um restaurante (onde você consegue ver as pessoas pulando ao vivo, pela TV e também da ponte.) Já tivemos a ideia do que nos esperava para o dia seguinte... A ansiedade era absurda! Seguimos em direção ao Wild Spirit, que fica à mais ou menos 10km da ponte.. Um adendo para a estrada, em toda a Gargen Route existe apenas 1 pedágio de R40 (R$ 10,00) para uma estrada muito boa mesmo.. Chegamos no Wild Spirit com duas reservas que havíamos feitos em Jeffreys Bay pela internet.. O lugar é muito aconchegante e o pessoal é bem receptivo também.. É um lugar bastante hipster.. A noite eles fazem um jantar comunitário por R80/pessoa, que é bem gostoso! Um ponto contra: o chuveiro do quarto que ficamos era muito (MUITO) ruim.. Lá fazia muito frio, chegamos à pegar 2 graus numa madrugada.. Agora, imaginem tomar banho com um pingo d'agua, de manha, numa friaca.. No outro dia acordamos bem cedo, nosso pulo estava marcado para as 10 da manhã e precisávamos chegar uma hora antes.. a ansiedade era tremenda, estávamos prestes a pular do maior bungee jump do mundo (nenhum de nós tínhamos pulado de um antes, e um amigo nosso tinha fobia de altura, imaginem só..). Chegamos lá e pagamos a reserva, que foi de R890 p/ pessoa, colocaram em nós todos os preparativos para o salto e fomos em direção à ponte.. Já de cara é uma sensação terrível, pois existe um corredor logo embaixo da ponte onde você vai andando em direção à plataforma do salto, porém onde você pisa é uma grade que da pra ver o chão, lá embaixoooo, à 216 metros de altura.. A sensação não dá pra ser escrita, tem que ser sentida.. É fora do normal, e a adrenalina do salto, você leva junto pelo dia todo.. Esse com certeza está nos top 5 de coisas pra se fazer pela Garden Route. Poderia ficar falando o post inteiro sobre o salto, pois foi realmente incrível.. Mas vamos seguir.. Após o salto fomos conhecer Plettenberg Bay, uma cidade próxima ao albergue que estávamos.. Demos uma volta pela belíssima praia e almoçamos por lá.. Voltamos para o albergue e acabamos fazendo uma trilha de mais ou menos 1 hora, lá do albergue mesmo, que chega numa cachoeira bem alta e bem bonita.. Jantamos por lá mesmo para cedo seguir viagem.. Próxima cidade: Knysna! Knysna Knysna é uma cidade belíssima! Ainda não sabíamos onde ficar e no almoço acabamos decidindo por um destino certo, Island Vibe Backpackers (Esse hostel existe em várias cidades da costa e nos dois que ficamos, tivemos ótimas experiências). Chegando no hostel acabamos perguntando sobre lugares para ir, pois era quase fim de tarde e nos recomendaram fazer uma degustação de cerveja em uma das mais antigas (se não a mais antiga) cervejaria sul-africana (a África do Sul tem cervejas tão boas quantos os vinhos, devido à colonização holandesa..), a Mitchells Brewery.. Acho que pagamos R80 pela degustação de todas as cervejas e ainda ganhamos uma garrafa da que mais gostamos, resultado: saímos bêbados e destinados a ver um pôr-do-sol fantástico, no topo da The Heads Mountain.. Certamente um dos mais bonitos da África-do-Sul.. Na volta ao hostel, passamos no mercado comprar umas carnes, cervejas e vinhos para o Braai (churrasco sul-africano) que nos esperava no hostel.. Ficamos comendo, bebendo e conversando com o pessoal do hostel a noite toda, foi bem bacana.. No outro dia fomos para a Diepwalle Forest, onde tem uma árvore gigante, de mais de 600 anos.. Vale a visita.. Por lá há uma passarela que entra dentro da floresta (nos imaginem andando e cantando a musiquinha do rei leão..). Depois fomos conhecer uma vila rastafári (a maior da áfrica do sul) que fica dentro de uma township (favelas sul-africanas - mas não se enganem, bem organizadas, diferente das do Brasil). A visita não foi lá aquela coisa, não entendemos quase nada do que o guia falava.. Fico em dúvida se valeu a pena.. Na volta à cidade, era dia de double-burguer no Mitchells.. Foi almoço e levamos o jantar para o hostel, ao lado de uma bela cerveja artesanal.. Há muito que se fazer na cidade.. Passeios de barco para ver as baleias, passeios com elefantes.. Contudo, não tivemos tempo hábil para tudo.. Nossos 4 dias de destinos aleatórios tinha chegado ao fim, mas a viagem estava apenas começando.. Próximo destino: Mossel Bay !
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