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pedro.phma

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  1. Não sofro muito dessa dificuldade pois tento fazer o roteiro por região. Em relação à Europa, por exemplo, tenho uma visão diferente do que seria aproveitá-la o máximo possível. Em vez de focar em um monte de cidade de um monte de país em cada viagem, preferi aproveitar o máximo que o país que eu fui tinha para oferecer com o tempo que eu tinha disponível. Assim, na minha primeira ida fiquei só na Espanha e Portugal, na segunda ida somente na Itália e na terceira ida somente na França. E mesmo se um dia eu voltar nesses países, há roteiros para fazer de modo que eu não precise repetir cidades, a não as com aeroportos para a chegada e saída do país.
  2. Pois é. Quase um passeio radical 😂 Admiro quem foi nesse passeio e ficou tranquilo. De romântico é só o visual. Editei o último post do relato com os custos da viagem.
  3. 23/01 – Bate e volta para Veneza Dia reservado para conhecer Veneza. Acordamos cedo e fomos tomar café da manhã no hotel. Aqui vai um relato sobre a estadia em Verona. Apesar da fachada estranha, foi a melhor hospedagem da viagem (também a mais cara). Os quartos são imensos e os recintos dão um ar medieval para o local. O café da manhã também é delicioso. Seguimos para a estação Verona Puerta Nova caminhando. Pensa num frio que fazia na rua. Parecia pior que o frio que pegamos em Bologna. No fim, a baixa temperatura nos acompanhou durante todo o dia. Compramos as passagens para Veneza pela Trenitalia, ao custo de 9,25 euros por pessoa. A viagem até a estação Veneza St. Lúcia dura cerca de uma hora. No caminho havia neve em alguns locais, dando um toque especial à paisagem. Chegando em Veneza, saímos da estação e compramos duas passagens no Vaporetto, ao custo de 7,50 euros cada. Navegamos pelo Grande Canal, passando no caminho sob a Ponte de Rialto, até descer numa parada próxima da Praça de São Marcos. É realmente incrível ver com os próprios olhos que o principal transporte em massa da cidade é feito sobre as águas com diversos barcos. Do cais próximo da praça temos uma bela vista da Isola di San Giorgio Maggiore e da Igreja de mesmo nome. Na praça está localizada a Basílica de São Marcos, com entrada gratuita no seu interior, o Campanário, a Torre do Relógio e bem próximo o Palácio Ducal. Fora a Basílica, não entramos em qualquer outro local turístico de Veneza. Ficamos nessa região da cidade bastante tempo, tirando fotos e apreciando o local, que é muito belo. Depois nos afastamos um pouco da praça e fomos almoçar no Bar Trattoria Chinellato. O almoço para o casal saiu por 40 euros. Foi a única refeição do tipo menu turístico que comemos na viagem. Era um local frequentado por trabalhadores da cidade. Foi uma refeição mediana. Nosso próximo objetivo era fazer o passeio de Gôndola. A temperatura de 2ºC que fazia na cidade era um empecilho, potencializado pela umidade devido às águas, mas nossa vontade era maior que isso. O passeio custou 80 euros por gôndola, então se for em mais pessoas dá pra rachar o valor. A sensação dentro do barquinho é estranha. Ele fica inclinado para o lado o tempo todo. Dá a impressão que vamos cair na água, mas a rota pelos canais nos proporciona uma visão que compensa qualquer medo. É magnífico. Enquanto estávamos entre os pequenos canais, o frio estava tolerável, mas quando a gôndola foi para o Grande Canal o vento judiou. Me senti dentro de um bloco de gelo. Eis um dos problemas de viajar no inverno. Findo o passeio, começamos a caminhada em direção à estação de trem. Andar pelas ruas de Veneza junto com o passeio de gôndola é uma das melhores coisas que podemos fazer na cidade. Cada rua que passamos é diferente da outra, nos proporcionando gratas surpresas. No meio do caminho paramos na Suso Gelato para um sorvete. Depois passamos por cima da Ponte do Rialto. Após várias ruas e pontes estávamos de volta à estação Santa Lúcia. Como o trem iria demorar cerca de uma hora para sair, aproveitamos para esquentar o corpo com um cafezinho no Café Veneza Santa Lúcia. Veneza é uma cidade que mexe com o imaginário do turista, provavelmente por conta dos canais. Ao planejar a viagem fiquei na dúvida se pernoitava ou não na cidade. Por fim decidi fazer um bate-volta. Se não há planos de ir para as ilhas de Murano e Burano, acho que um bate-volta é suficiente para aproveitar a cidade. Se puder esticar a estada até a chegada da noite, melhor ainda, pois com certeza o local deve ficar lindo quando iluminado. Nós acabamos indo embora no fim da tarde pois o frio estava tenso. Minha esposa é friorenta e estava sofrendo bastante com isso. Tivemos muito azar de pegar uma frente fria que derrubaram as temperaturas no norte da Itália. De volta à Verona, o frio continuava castigando. Paramos mais uma vez no Angelucci para jantar e depois seguimos para o hotel para um merecido descanso. Total de gastos no dia: 18,50 euros para duas passagens de trem regional Verona – Veneza. 15 euros em duas passagens no Vaporetto. 40 euros em almoço no Bar Trattoria Chinellato. 80 euros no passeio de gôndola. 4 euros na Suso Gelato. 18,50 euros para duas passagens de trem regional Veneza - Verona. 4,90 euros no Café Veneza Santa Lúcia. 25 euros em jantar no Angelucci. 24/01 – Retornando para Roma Nesse dia iniciamos nosso retorno à Roma. Acordamos cedo, tomamos café da manhã no hotel e pegamos um táxi até a estação Verona Puerta Nova. As passagens já haviam sido compradas pela internet, pela bagatela de 9,90 euros por pessoa com a Italotreno. O trem saiu no horário previsto, às 08h17. No caminho havia bastante neve na região de Bologna. Entre Florença e Roma fomos informados que o trem chegaria com atraso à estação Roma Termini devido a problemas de tráfego. Inicialmente era previsto que a viagem demorasse três horas. Durou quase quatro. Dessa vez reservamos o Hotel Impero, bem próximo da primeiro hotel que ficamos em Roma. A diária foi paga ainda no Brasil, restando pagar na recepção a taxa turística. Deixamos as malas no quarto e fomos almoçar. A refeição foi feita no Ristorante Cotto, próximo do hotel, e custou 60 euros para o casal. Nessa altura do campeonato, com o orçamento folgado, acabei exagerando no preço das refeições. Não havia nenhuma atividade turística prevista para o dia de hoje. Iríamos usar nosso tempo para fazer compras. Pegamos o metrô e descemos na estação Spagna, próxima da bela Piazza di Spagna. Na região há diversas lojas para tudo que é tipo de bolso. Na Via dei Condotti há diversas marcas de grife e na Via del Corso há diversas lojas mais populares. A Europa não é conhecida por ter os melhores preços, mas é possível achar bastante coisa bem mais em conta que no Brasil. Em janeiro a maior parte do comércio está com liquidações de inverno. Lojas como a United Colors of Benetton e a GAP possuem blusas e calças de qualidade na casa dos 20 a 30 euros ou até menos. Há também lojas com preços bastante populares, como H&M, Mango e Bershka. Para as mulheres, minha esposa gostou bastante dos cosméticos da Kiko Milano. Nela é possível encontrar batons por menos de 5 euros. No meio de tanta compra paramos para tomar um sorvete no The Gelatist da Via del Corso. Já retornando para casa, caminhando, paramos no Caffè Eliseo para uma janta rápida. Entramos no local sem ver as avaliações do Google Maps ou TripAdvisor, como costumo fazer. Se tivesse visto com certeza não tinha entrado. Os lanches não eram grande coisa e o local era extremamente caro, nos custando 28 euros em dois cafés com leite e dois lanches. Antes de voltar ao hotel, paramos no Carrefour localizado próximo dele para comprar água e outros mantimentos. Total de gastos no dia: 11 euros de táxi em Verona 19,80 euros em duas passagens de trem de Verona para Roma. 210,93 reais no Hotel Impero para uma diária (pago no Brasil pelo Hoteis.com) 8 euros de taxa turística. 60 euros em almoço no Ristorante Cotto 3 euros no metrô de Roma 3 euros em um gelato no The Gelatist 28 euros em jantar no Café Elíseo. 12,52 euros em água e mantimentos no Carrefour 25/01 – Quase no fim da viagem Mais um dia sem nenhuma atividade turística reservada. Então aproveitamos para bater pé por Roma. Acordamos sem muita pressa e fomos tomar café da manhã no hotel. Depois ajeitamos as malas para deixar na recepção e reservamos um transfer para Fiumicino às 16h00. Começamos caminhando para o lado do bairro Esquilino, um local bem derrubado, mas havia uma loja de meu interesse no local. Sou aficionado por Lego, e no bairro está localizada a loja Pianeta Mattoncino, onde é possível encontrar alguns sets que já saíram de linha. Infelizmente não havia o que eu procurava lá. Fomos para a estação de metrô Manzoni e descemos na estação Ottaviano. Próximo de lá havia uma loja da The North Face que minha sogra queria ir. Voltamos para a estação de metrô Ottaviano e descemos na estação Flaminio, próxima a Piazza del Popolo. Seguimos para a Pizzerie Re, onde almoçamos ao custo de 57 euros para o casal. Comida muito boa. De bucho cheio rodamos por mais algumas lojas na região e pegamos o metrô para voltar à estação Termini. De lá retornamos ao hotel para aguardar o transfer até Fiumicino. Antes de embarcar, pedi para o motorista nos deixar no Hotel Golden Tulip Isola Sacra, em Fiumicino, não no aeroporto que nem pedimos no momento da reserva. Ele atendeu prontamente. Fiz isso pois queria evitar usar os táxis de Roma, por conta da "boa fama" que eles tem. Preferimos dormir em Fiumicino pois o nosso vôo sairia cedo no dia seguinte, às 08h55. A diária foi paga no local ao custo de 64 euros para o casal, além de 4 euros da taxa turística e 7 euros por pessoa do transfer para o aeroporto na manhã seguinte. Não havia nada para fazer no entorno do hotel. Era um bairro residencial. Então aproveitamos para descansar. Reservamos uma mesa para jantar no It Restaurante, anexo ao hotel. Custou 59 euros para o casal em uma deliciosa refeição. Depois fomos para o quarto dormir. Total de gastos no dia: 57 euros em almoço no Pizzerie Re 9 euros no metrô de Roma 55 euros em transfer para Fiumicino. 59 euros em jantar no It Restaurante em Fiumicino. 82 euros no Hotel Golden Tulip Isola Sacra pagos no local 26/01 – Retorno ao Brasil Acordamos cedo e preferimos pegar o transfer das 05h00 da manhã para o aeroporto. Em tese daria para tomar café da manhã no hotel e pegar o transfer das 06h00, mas achamos mais prudente ir logo para o aeroporto, pois ele é imenso e muito movimentado. Tomamos café da manhã em um quiosque já na área de embarque. Às 08h55 nosso vôo partia para Guarulhos. De cima no avião pudemos apreciar a Sardenha, as Cordilheiras do Atlas na Argélia e o Deserto do Saara. Magnífico. Total de gastos no dia: 13,70 euros em café da manhã no Aeroporto Contabilizando os gastos: Ao fim da viagem, os gastos totais ficaram o seguinte: Hospedagem: 2.016,66 reais e 194 euros para 11 diárias, além de 70 euros de taxa turística (aproximadamente 3.222,08 reais). Passagens aéreas: 5469,13 reais do trecho internacional; Seguro de viagem: 245,08 reais para duas pessoas; Deslocamento rodoviário no Brasil: 731,27 reais de combustível + 147 reais de pedágios + 160 reais de estacionamento no aeroporto de Guarulhos = 1.038,27 reais; Passagens de trem: 134,80 euros para trens de longa distância e 118,60 euros para trens regionais (aproximadamente 1.157,02 reais) Transporte público e transfer: 165,50 euros de táxi ou transfer, 24 euros de metrô, 3 euros de ônibus e 15 euros de vaporetto (aproximadamente 947,44 reais); Refeições: 796 euros (aproximadamente 3.634,53 reais, média de 72,36 euros por dia) Atrações: 340 euros (aproximadamente 1.552,44 reais) Outros gastos (mercados, celular, água...): 56,29 euros (aproximadamente 257 reais) Os gastos com táxi e transfer foram divididos por dois, pois sempre estávamos em quatro pessoas. Mas diferentemente do que fiz no relato de Portugal e Espanha, vou considerar o valor cheio, pois se estivesse em duas pessoas o valor também seria o mesmo. Estimei um gasto com refeições de 50 euros por dia para duas pessoas, entre almoço, janta e lanches. Café da manhã estava incluído nas diárias dos hotéis. Mas como disse acima no relato, não consegui cumprir essa meta. A média para 11 dias ficou um pouco acima desse valor: 72,36 euros por dia. Dessa vez não estimei um valor a gastar com os passeios. Consegui ir a todas as atrações planejadas. O preço por pessoa seria 170 euros, dividindo o passeio da gôndola por dois, mas não importa a quantidade de pessoas que for dentro dela, respeitando o limite, o valor será o mesmo. Somando tudo, a viagem nos custou cerca de 17,5 mil reais para duas pessoas, desconsiderando os gastos com coisas supérfluas que compramos. No fim, dos 2190 euros que levamos em dinheiro, ainda sobrou 205 euros, e o cartão de crédito não precisou ser acionado durante toda a viagem. Nota: Usei a cotação média do euro de 4,56 reais para 1 euro, baseado no valor médio que gastamos para comprar o euro em espécie no Brasil. Só para comparar o impacto do aumento do euro, se eu usasse o valor médio que comprei o euro em 2018 (4,16), a viagem da Itália teria saído por cerca de 15,9 mil reais. Sobre o roteiro: Conseguimos cumprir o estabelecido no roteiro, tirando a visita ao domo de Santa Maria del Fiore devido ao atraso nos trens de Pisa. Considero que o tempo destinado para cada cidade foi adequado. Levem em consideração que não sou um aficionado por pinturas e esculturas, a não ser que o local tenha algo realmente único, como Davi na Galleria dell'Accademia. Então por não visitar diversas galerias de artes existentes nas cidades, ganhei bastante tempo com isso. Trocar o deslocamento de carro alugado (nosso meio de transporte em Portugal e Espanha) pelo trem foi uma sábia decisão. Mesmo com alguns atrasos, é um meio de transporte espetacular. Rápido, confortável e não sai caro. Pretendemos um dia voltar à Itália. Um segundo passeio no país seria focado na parte sul e, quem sabe, na Sardenha. Mas o mundo é grande e cheio de outros lugares maravilhosos para conhecer. Por fim, espero que tenham gostado do relato. Quando der, farei outro sobre nossa viagem em 2020. Ci vediamo, bella Italia. Ritorneremo di sicuro.
  4. Tem outras coisas também. Mas massa é a maioria. Diria que 70% dos "primeiros pratos" em um restaurante é algum tipo de massa. O restante normalmente é risoto ou sopa/caldo. Daí tem o "segundo prato", que é alguma carne. Se quiser uma refeição completa estilo brasileira teria que pedir um primeiro e um segundo prato, mas para uma pessoa só fica muita comida. Por pelo menos três vezes eu cheguei a pedir risoto em vez de massa. E em outras duas oportunidades troquei o primeiro prato por uma entrada, tipo um tartare ou berinjela à parmegiana. Se colocar lanches daí tem pizzas e sanduíches diversos como opção. Quando pesquisei as passagens de trem em um site que esqueci o nome ele dava também opção de passagens de ônibus. A Flixbus mesmo tem linhas entre diversas cidades italianas. Mas a vantagem do trem era principalmente velocidade, e se comprar as passagens com antecedência não sai muito mais caro que o ônibus, isso quando não é mais em conta.
  5. 19/01 – Ida à Florença Último café da manhã no Hotel Lirico. Boa estadia, equipe cordial e excelente custo benefício. Creio que a meta para Roma foi cumprida. Conseguimos visitar tudo que planejamos sem correria. Algumas atrações não incluí no roteiro por não ser de nosso interesse. Hoje era dia de pegar o trem até Florença. A passagem foi comprada no Brasil com antecedência, pela ITALO, ao custo de 23,90 euros por pessoa. O trem estava marcado para sair da estação Roma Termini às 09h45 e chegada na estação Firenze S.M.N. às 11h17. Desembarcando em Florença fomos direto para o hotel deixar as malas. A hospedagem escolhida foi o Hotel Mia Cara & Spa, localizado a poucos minutos a pé da estação e com fácil acesso a outras atrações. A diária foi paga no local, ao custo de 130 euros para duas noites o quarto de casal e 16 euros de taxas turísticas. Livre das malas, fomos bater pé pela cidade. Nossa primeira parada foi no Trattoria Pizzeria Nerone Firenze. Nosso objetivo era experimentar a Bisteca Fiorentina. O prato nesse restaurante não era o mais barato da região, tão pouco o mais caro. Mas das opções encontradas parecia ser aquele com melhor custo benefício. Não nos arrependemos. A bisteca estava deliciosa. A conta não. Minha parte e da esposa saiu por 60 euros (o preço da bisteca é pelo peso dela). Mas é aquele preço que você paga com gosto pois comeu bem. Satisfeitos pela bela refeição, seguimos caminhando para a Catedral de Santa Maria del Fiore. Se você só vai entrar nela, não precisa pagar ingresso, somente enfrentar a fila. O ingresso, 18 euros por cabeça, serve para visitar a cúpula da Catedral, o campanário e o batistério. Não sabia disso e acabei comprando um ingresso desnecessário, já que a esposa não quis encarar os degraus até o topo do campanário. A subida na cúpula deve ser agendada em um totem no local onde se compra o ingresso. Infelizmente para esse dia não havia mais vagas disponíveis, então marquei para tarde do dia seguinte. O interior da Catedral é grandioso. Destaque para a cúpula. Após, minha esposa foi com as outras companhias fazer compras. Eu saí num passeio solo até o topo do campanário. São bastante degraus, mas há pontos de parada para quem tem pouco folego. Lá de cima se tem uma vista panorâmica de toda a cidade de Florença. Após reagrupar com as companhias, seguimos caminhando pela cidade, passando pelo Palazzo Vecchio, Loggia dei Lanzi e Ponte Vecchio. Mesmo sem estar com o tempo apertado, não tinha muito interesse em conhecer as diversas galerias de artes da cidade, apenas a Galleria dell'Accademia, principalmente por conta da escultura Davi de Michelangelo, algo que deixei para o dia seguinte. Passamos o restante do dia indo em lojas e comprando coisas. Voltando para o hotel, fizemos um lanche no Sabatino Café, por 8,60 euros para o casal, e depois tomei um bom gelatto no I Gelati del Bondi, por 4 euros. Total de gastos no dia: 47,80 euros para duas passagens de trem entre Roma e Florença pela Italo Treno. 130 euros para duas diários no Hotel Mia Cara & Spa 16 euros de taxas turísticas para duas pessoas. 36 euros em dois ingressos para as atrações da Catedral Santa Maria del Fiore. 60 euros em almoço no restaurante Trattoria Pizzeria Nerone Firenze. 8,60 euros em lanche no Sabatino Café. 4 euros em um gelatto no I Gelati del Bondi. 20/01 – Bate-volta em Pisa e estresse com os trens italianos. Tomamos café da manhã no próprio hotel, já incluído na diária. Seguimos para a estação Firenze S.M.N., onde adquirimos a passagem para Pisa Centrale por 8,60 euros por pessoa. Nota: Aqui vai uma dica. A passagem adquirida pela internet e impressa em papel não necessita de ser validada. A passagem adquirida na estação precisa ser validada antes de embarcar no trem. Embarcamos no trem próximo das 08h30 e a viagem até Pisa durou pouco mais de uma hora. Como era um trem regional, ele parou em diversas estações pelo caminho. Chegando em Pisa, fomos caminhando para conhecer a famosa Torre de Pisa. Junto à torre, há também outras belas construções, como o Batistério e a Catedral de Pisa. Não pagamos ingresso para entrar em nenhuma das atrações. Após várias fotos, seguimos para o almoço. Comemos no Ristorante Osteria Dei Mille, uma boa refeição ao custo de 32 euros para o casal. Para voltar para Florença, a ideia era embarcar na estação Pisa S. Rossore, mais próxima da Torre de Pisa. Fomos até ela e compramos as passagens de volta, também pelo preço de 8,60 euros por pessoa. A estação estava bem vazia, com pouquíssimas pessoas e a presença de alguns elementos estranhos. De repente começou a aparecer no painel com o status das viagens diversos trens cancelados em direção a Florença. Depois de mais de uma hora de espera apareceu um trem que iria para Pisa Centrale. Perguntamos a um funcionário do trem se poderíamos embarcar e fazer baldeação em um trem para Florença e ele confirmou que sim. Mas a sequência de cancelamentos de viagens não havia acabado. Em Pisa Centrale quase todos os trens para Florença apareciam cancelados ou extremamente atrasados em seu status. Depois de outros dois trens cancelados, eis que surge um trem para Florença com previsão de embarque quase imediato. Eu e mais um monte de gente saiu correndo em direção a plataforma onde ele se encontrava. Como o trajeto até Florença era diferente da passagem que eu havia comprado (mais caro e mais demorado), perguntei para a fiscal se poderia embarcar nele. Após confirmação dela finalmente conseguimos embarcar para Florença. Chegamos lá perto das 18h00, depois de 2h de trem, e por conta disso perdi a subida na cúpula da Catedral Santa Maria del Fiore, que estava marcada para 15h30. Mas ainda havia tempo de visitar a Galleria dell'Accademia. O ingresso saiu por 12 euros por pessoa. O foco era a estátua de Davi, mas havia outras esculturas bem interessantes. No segundo andar haviam diversos quadros de arte cristã medieval, algo que nunca apreciei muito. Saímos para jantar, só eu e a esposa, no Ristorante Pizzeria Lorenzo de' Medici. A refeição nos custou 35 euros, com direito a duas pizzas e bebidas. Depois fomos em um mercado repor o estoque de água e outras coisas e por fim retornamos ao hotel para descanso. Total de gastos no dia: 17,20 euros em duas passagens no trem regional da Trenitalia de Florença a Pisa. 32 euros em almoço no Ristorante Osteria Dei Mille. 17,20 euros em duas passagens no trem regional da Trenitalia de Pisa a Florença. 24 euros para dois ingressos na Galleria dell'Accademia. 35 euros em jantar no Ristorante Pizzeria Lorenzo de' Medici. 4,25 euros em mercado para compra de mantimentos. 21/01 – Visitando o Museu da Ferrari Tomamos café da manhã no próprio hotel e seguimos para a estação Firenze S.M.N., onde pegamos o trem para Bologna. A passagem foi comprada no Brasil com antecedência, ao custo de 8,80 euros por pessoa. O trem estava marcado para sair da estação às 08h21 e chegada à estação Bologna Centrale às 09h42. Usei Bologna como base para visitar Modena e Maranello, principalmente pela maior disponibilidade de horário para pegar o trem direto para o destino do dia seguinte. Se tivesse pernoitado em Modena, provavelmente teria que pegar trem com conexão para poder seguir para Verona, fora que as diárias dos hotéis em Modena estavam bem caras. Também cogitei ir de Florença direto para Modena e deixar as malas em um locker, mas não encontrei informações confiáveis de que haveria algum na estação de trem. Chegando a Bologna, fomos caminhando para o Hotel Il Guercino. Mesmo chegando bem antes do horário do check in os quartos já estavam prontos. As diárias já haviam sido pagas no Brasil no valor de R$ 260,50. Restou pagar a taxa turística de 6 euros para duas pessoas. Eu e minha esposa deixamos as malas no quarto e voltamos para a estação de trem, enquanto as companheiras de viagem ficaram no hotel descansando. Lá compramos passagens no trem regional para Modena, ao custo de 3,85 euros por pessoa. É uma viagem rápida. Saímos da estação de Modena e fomos caminhando em direção ao Museu Enzo Ferrari. Ele é focado na vida de Enzo Ferrari. Possui dois edifícios, um moderno e outro que era uma antiga oficina. No local há exposição de diversos carros da marca Ferrari e diversos motores utilizados ao longo do tempo. É um passeio para quem gosta de carro. Custou 27 euros por pessoa, dando direito também a visitar o Museu Ferrari em Maranello. Também é possível comprar o ingresso para cada museu em separado. Próximo da saída do Museu há uma loja que vende o transfer de ônibus de ida e volta para visitar o Museu Ferrari em Maranello. Custou 12 euros por cabeça. Chegando a Maranello fomos procurar algum lugar para almoçar. Não havia nenhum restaurante interessante aberto próximo do Museu. Comemos na lanchonete que havia dentro do local. Já não tinha muita opção de comida, então nos restou pegar dois pratos de massa a bolonhesa bem sem graça, ao custo de 17,50 euros. Nota: enquanto procurávamos restaurantes próximos ao museu, fomos abordados diversas vezes na rua por pessoas, inclusive brasileiros, oferecendo passeios para dirigir uma Ferrari. O preço girava em torno de 130 euros. Se não tivesse chovendo no dia provavelmente eu teria pagado por uma chance dessa. O acervo do Museu de Maranello é incrível. Lá se encontrava o carro que eu mais queria ver: a Ferrari F40. Simplesmente espetacular. A galeria de carros da F1 também era de encher os olhos. Enfim, fiquei um bom tempo apreciando e fotografando os carros existentes. Vale frisar que a exposição de carros nos dois museus é rotativa, então nem sempre encontraremos os mesmos modelos. Saindo do Museu, esperamos pelo transfer de volta para Modena e lá retornamos para a estação de trem para voltar para Bologna, pagando o mesmo valor na passagem. Após descansar um pouco no hotel, saímos para jantar. Escolhemos o Ristorante Bolognese. Foram servidas excelentes massas. O custo para o casal foi de 55 euros. Depois fomos a um mercado e voltamos ao hotel para dormir. Nesse dia fazia um frio terrível em Bologna, com temperatura próxima dos 0 graus. Total de gastos no dia: 17,60 euros para duas passagens de trem entre Florença e Bologna pela Trenitalia. R$ 260,50 para uma diária no Hotel Il Guercino (pago no Brasil pelo Hoteis.com). 6 euros de taxa turística para duas pessoas. 7,70 euros no trem regional entre Bologna e Modena. 54 euros o ingresso para duas pessoas no Museu Enzo Ferrari e Museu de Maranello. 24 euros o transfer de ida e volta para duas pessoas entre Modena e Maranello. 17,50 euros em almoço na lanchonete do Museu de Maramello. 7,70 euros no trem regional entre Bologna e Modena. 55 euros em jantar no Ristorante Bolognese. 6,50 de água e mantimentos no mercado. 22/01 – Indo para Verona Acordei bem cedo esse dia e resolvi bater pé pelo centro de Bologna. Era a chance que eu teria de conhecer um pouco da cidade. Fazia muito frio, com temperatura na casa dos 0 graus. Saí do hotel e fui em direção à Scalinata Del Pincio e o Parco della Montagnola. Depois segui para a Piazza Maggiore, onde fica a Basílica de São Petrônio, com sua fachada inacabada, e o Palazzo Re Enzo. Bologna é uma cidade muito bonita, mas esse passeio de manhã cedo me custou uma dor de garganta que durou o restante da viagem. Depois voltei para o hotel e tomamos café antes de pegar o trem com destino à estação Verona Puerta Nova. Compramos a passagem na estação de Bologna, pois era um trem regional, ao custo de 10,30 euros por pessoa. Ao chegar a Verona, pegamos um táxi até o Hotel Scalzi. Apesar de não ser tão longe da estação, estava bastante frio pela manhã. As duas diárias já haviam sido pagas no Brasil. Restou a taxa turística que totalizou 4 euros para duas pessoas nos dois dias. Deixamos as malas no quarto e fomos almoçar no Angelucci, um restaurante próximo do hotel. O local acabou se tornando o ponto de todas as nossas refeições em Verona. A comida era gostosa e o preço era bom. O almoço para duas pessoas saiu por 40 euros, e comemos bastante. Nesse dia aprendi que a parmigiana também pode ser uma berinjela com queijo e molho de tomate. Durante o restante do dia nos dedicamos a explorar as ruas de Verona. É uma cidade muito bonita que superou muito minha expectativa e entrou no roteiro meio que por acaso, pois minha sogra queria conhecer a casa de Julieta. A cidade vai muito além disso. Começamos pela Ponte de Castelvecchio, uma bela ponte medieval, e depois seguimos para a Arena di Verona. Não é gigante que nem o Coliseu romano, mas é muito bela e está num estado de conservação infinitamente melhor. Passamos também pela Piazza delle Erbe e então fomos até a Casa de Julieta. Apenas minha sogra entrou no local. Nós ficamos aguardando do lado de fora. Caminhando pelas ruas também chegamos na casa que seria de Romeu, mas não tinha 1% dos turistas que haviam na casa de sua amada. Separei-me das companheiras, que foram fazer compras, e fiz uma caminhada solo pela cidade. Fui até a Ponte Nuovo e depois até a bela Ponte Pietra. Passei pela Catedral de Verona e voltei para a Arena, onde a iluminação noturna já tomava conta da cidade. No local me reuni com as companheiras e fomos novamente à Ponte de Castelvecchio, que iluminada ficava ainda mais bonita. Jantamos no Angelucci, cada um comendo uma pizza. Saiu por 30 euros para o casal. Passamos num mercado para comprar água e voltamos ao hotel para descansar. Total de gastos no dia: 20,60 euros para duas passagens de trem regional Bologna – Verona. 11,50 euros de táxi até o hotel em Verona. 637,49 reais no Hotel Scalzi para duas diárias (pago no Brasil pelo Hoteis.com) 4 euros de taxa turística. 40 euros em almoço no Angelucci. 3,62 euros em mercado para compra de mantimentos. 30 euros em jantar no Angelucci.
  6. Na maior parte das vezes usava o pouco do italiano que aprendi. Mas boa parte das palavras no italiano que não são semelhantes ao português, são semelhantes ao espanhol. Então quanto a conversa evoluía um pouco eu acabava apelando para o portunhol. Usei o inglês pouquíssimas vezes. Mas ele é bem aceito nos hotéis, nos restaurantes que fui e nas atrações turísticas. Só fui em mercado pequeno, mas aqueles que fazem parte de alguma rede normalmente tem comida refrigerada para vender. O Carrefour Express, por exemplo, que tem em tudo que é canto.
  7. Comecei a escrever esse relato faz uns 6 meses, mas por falta de tempo acabei deixando de lado. Aos poucos vou publicando o relato e tentarei terminar ele o mais breve possível. Em 2018 fiz junto com minha esposa nosso primeiro passeio pela Europa. O primeiro destino escolhido foi Portugal e Espanha, e da viagem fiz um relato que se encontra nesta seção do fórum. Em 2019 foi a vez de conhecer a Itália. Durante 2018 vínhamos planejando nova viagem para a Europa caso aparecesse passagem aérea com bom preço para janeiro/2019. Até que em setembro apareceu passagem para Roma com voo direto saindo de Guarulhos pela LATAM. A passagem saiu por R$ 2734,56 por pessoa, com direito a bagagem despachada e marcação de assento, algo que está cada vez mais raro de se conseguir gratuitamente. Embarcaríamos no dia 14/01 com retorno ao Brasil no dia 26/01, um total de 11 noites na Itália. Já havia mais ou menos definido quais cidades gostaria de conhecer. Só foi necessário encaixá-las de acordo com o tempo disponível. Uma mudança importante em relação à viagem com Portugal e Espanha é que dessa vez o deslocamento entre as cidades seria feito de trem. Roteiro Em suma, pernoitamos em Roma, Florença, Bologna e Verona. Não incluí Milão no roteiro, primeiro porque teria que tirar dia de alguma outra cidade para encaixá-la e segundo porque achei que não haveria tantas atrações interessantes para valer o deslocamento. Alguns bate-voltas foram feitos, como Nápoles, Pisa, Modena e Veneza. Nota: Em 2020 fui novamente para a Europa e acabei passando por Milão. Apesar de não ter tantos monumentos históricos como outras cidades da Itália, é uma cidade muito interessante. Mas isso fica para outro relato... 14/01 Guarulhos/Roma 15/01 Roma 16/01 Roma 17/01 Roma/Pompéia/Roma 18/01 Roma 19/01 Roma/Florença 20/01 Florença/Pisa/Florença 21/01 Florença/Bologna/Modena/Bologna 22/01 Bologna/Verona 23/01 Verona/Veneza/Verona 24/01 Verona/Roma 25/01 Roma/Fiumicino 26/01 Fiumicino/Guarulhos Preparativos no Brasil Procuramos reservar hotéis que fossem próximo de estações de trem, já que esse seria nosso principal meio de transporte. E na maioria dos casos também conseguimos ficar a uma curta distância de caminhada das atrações. Quase todas as reservas foram feita pelo Hoteis.com, principalmente pela possibilidade de poder pagar no Brasil em reais, não ficando refém da variação cambial. Outras poucas foram feitas pelo Booking. A maioria dos hotéis da Itália tem cafe da manhã incluído na diária, bem diferente da Espanha, onde geralmente era necessário pagar um valor a mais. Passeios mais concorridos, como o Coliseu e Museu do Vaticano foram comprados no Brasil com antecedência. Dependendo da demanda há o risco de não conseguir ingresso na hora ou de pegar filas gigantes, apesar de estarmos viajando em baixa temporada. Os trens de longa distância também foram pagos com antecedência no Brasil. Aqui vale a lógica das passagens área: comprar com antecedência para economizar. Para os trens regionais não há essa preocupação, pois o preço das passagens não varia. Nota: Algo que notei para alguns trechos é que quando eu pesquisava o preço para mais pessoas (estávamos em quatro pessoas) ficava mais em conta que pesquisando para apenas uma pessoa, uma espécie de "passagem família". Novamente aproveitei a Black Friday e comprei os seguros de viagem. O plano EUROPA STANDARD pela Mondial Travel saiu 122,54 reais para cada pessoa. Preferi levar dinheiro para a viagem. Deixei o cartão de crédito para alguma emergência. Levei cerca de 10 mil reais, ou 2.190 euros. Decidimos também fazer o trecho até Guarulhos de carro. Seria uma viagem de quase 1mil Km a partir do oeste catarinense, mas o valor total gasto entre estacionamento, gasolina e pedágio foi estimado entre 25% e 30% do que gastaríamos para quatro pessoas com passagens áreas a partir de Chapecó (a passagem estava bem mais cara que janeiro/2018). Total de gastos com passagem aérea, carro e seguro viagem para duas pessoas: R$ 5.469,13 pela LATAM, ida e volta de Guarulhos a Roma. R$ 245,08 do seguro de viagem para duas pessoas pela Mondial Travel. R$ 731,27 em combustível, R$ 147,00 em pedágios e R$ 160,00 no estacionamento do aeroporto de Guarulhos, total de R$ 1038,27 reais. Clima e o que levar nas malas Eu e minha esposa levamos uma mala média cada. A minha foi pesando 8 quilos e a dela foi pesando 10 quilos. Levei as roupas que uso no inverno brasileiro. Para mim foi suficiente. Só reforçando que moro numa cidade com o inverno frio onde a temperatura frequentemente cai para menos de 10ºC, registrando algumas vezes temperaturas negativas. Se não tiver muita roupa de frio, deixe para comprar lá. Era época de liquidação de inverno e pelo menos o preço das roupas para o frio eram mais em conta que no Brasil. Roupas da United Colors of Benetton e GAP, marcas com qualidade descente e com bastante lojas na Itália, saiam por preços bem melhores que os brasileiros para os mesmos tipos de vestimentas. Também levei numa mochila uma câmera fotográfica, carregador portátil e uma extensão de tomada. Não tive problema com nossos plugs de tomada em nenhuma cidade da viagem, pelo menos não com os de dois pinos. 12/01 e 13/01 – Saindo do oeste catarinense Longo caminho até São Paulo. Seguimos primeiro até Curitiba, onde dormimos no Curitiba Palace Hotel Inn, ao custo de 162 reais o quarto de casal. No dia seguinte fomos até São Paulo. Viagem tranquila. Chegamos lá por volta de 15hs. Hospedamo-nos no Hotel Heritage Comfort Inn, na região da Paulista e Consolação, com reserva feita pelo Booking. A diária saiu por 280 reais o quarto de casal, paga na acomodação. No domingo a Avenida Paulista fecha para os carros. Estava ocorrendo um desfile celebrando o cultura boliviana no local. Bem interessante. 14/01 – Saindo do Brasil Nosso voo tinha previsão de partida às 16hs em Guarulhos. Saímos de São Paulo por volta de 12hs e quando chegamos ao aeroporto deixamos o carro num estacionamento ao lado do terminal 3. Havia uma promoção de 12 diárias por R$ 140,00 especificamente para esse estacionamento, bem o prazo que precisávamos. Os R$ 20,00 a mais foi pelo dia excedente. O avião saiu no horário previsto. A aeronave era um Boeing 767-300. As poltronas na classe econômica eram dispostas no padrão 2-3-2, excelente para quem viaja em par. O conforto e atendimento a bordo foram bons. O único porém é que já não tinha opção de escolha para o café da manhã ao chegar na nossa vez (estávamos na antepenúltima fileira da aeronave). 15/01 – Chegada em Roma O avião chegou em Fiumicino pouco antes do horário previsto, que era 07:05h. Seguimos direto para a migração, que foi bem tranquila. O policial não fez nenhuma pergunta. Simplesmente carimbou o passaporte e nos entregou. Mas caso fosse solicitado, eu estava com uma pasta contendo as reservas de hotéis, trens e passeios, além do seguro de viagem obrigatório para o espaço Schengen. Após pegar as malas, a ideia era comprar um chip de celular. Ainda dentro do terminal comprei um chip da TIM com foco em internet por 25 euros. Como o que aprendi de italiano era insuficiente para qualquer comunicação mais complexa, a comunicação com o atendente se deu em inglês. Do aeroporto fomos para Roma de táxi, saindo por 50 euros para todos os passageiros e as malas. O valor do táxi era tabelado. Cerca de 40 minutos depois estávamos na porta do hotel. A hospedagem reservada foi o Hotel Lirico, cerca de 5 minutos de caminhada da Estação Roma Termini e não muito longe de algumas atrações turísticas, como a Fontana de Trevi e a Basílica de Santa Maria Maggiore. A reserva de 4 diárias foi feita pelo Hoteis.com e paga ainda no Brasil, saindo por R$ 907,74 o quarto de casal. Havia ainda uma taxa turística total de 32 euros (16 euros por pessoa) paga no check-in. Chegamos ao hotel bem cedo, muito antes do horário do check in. Mas mesmo assim fomos prontamente atendidos. Como havíamos reservado dois quartos (viajamos em quatro pessoas) e apenas um deles estava pronto, deixamos todas as malas em um dos quartos e saímos para tomar café da manhã. Fomos no Morganti Cafè, pertinho do hotel. Refeição para duas pessoas saiu por 6 euros. Após, resolvemos dar uma volta pela cidade até que os dois quartos estivessem prontos. Fomos até a Fontana de Trevi, que estava lotada de turistas. Depois, vencidos pelo cansaço da viagem, retornamos ao hotel para descansar. Acordamos próximo da hora do jantar. Resolvi procurar uma loja próxima para comprar algumas roupas de frio. Fomos na Coin da Roma Termini, uma loja de departamento comum na Itália. Os preços de um modo geral eram mais caros que a El Corte Ingles da Espanha e tinha bem menos variedade de roupas, mas consegui uma boa jaqueta por 30 euros. Jantamos no Restaurante Doveralù, próximo do hotel. A refeição para o casal mais bebida saiu por 27 euros. Em seguida fomos ao The Gelatist experimentar um sorvete italiano. Voltei nessa sorveteria outras vezes. Tinha várias delas por Roma. Foi um dos melhores gelatos que tomei e o preço era excelente. Depois fomos a um Carrefour do lado do hotel em que estávamos para comprar água e outros mantimentos. Por fim, voltamos ao hotel para descansar. Total de gastos no dia: R$ 907,74 por quatro diárias do Hotel Lirico (pago no Brasil pelo Hoteis.com) 32 euros de taxa turística para quatro dias paga no hotel 50 euros de táxi do aeroporto até o hotel em Roma 25 euros por chip da Tim 6 euros em café da manhã no Morganti Cafè 27 euros em jantar no Restaurante Doveralù 5 euros em dois gelatos no The Gelatist 1,70 euros no Carrefour para água e outros mantimentos Nota: não vou incluir gastos com compras supérfluas tais como roupas, calçados ou lembrancinhas. Todos os preços das refeições que eu colocar já inclui a gorjeta, quando era o caso, e que normalmente eu dava 10% do valor total. 16/01 – Passeio no Vaticano Hoje seria dia de visitar o Museu do Vaticano, um dos passeios mais aguardados por mim. Mas primeiro tomamos café da manhã no hotel, com o valor já incluído na diária. Café justo pelo valor da diária, com uma variedade razoável de comida. Saímos do hotel em direção à estação Roma Termini para pegar o metrô até a estação Ottaviano, onde descemos e fomos caminhando até o Vaticano. O custo do metrô é de 1,5 euros por pessoa e, em minha opinião, a qualidade do serviço prestado é pior que o de São Paulo, mas pelo menos te leva para quase qualquer canto da cidade. Compramos o ingresso para o Museu antecipado, pagando 21 euros por pessoa. O horário marcado para entrar era 09:30h. Minha sogra e sua irmã não quiseram ir ao Museu. Elas foram assistir a Missa do Papa, que ocorre todas as quarta feiras. Para assistir a Missa é necessário solicitar o ingresso gratuito antecipadamente, mas por ser baixa temporada é possível conseguir um lugar se chegar com antecedência. Sobre o Museu, a visita foi um misto de fascínio e decepção. As coleções egípcias, romanas, etruscas e de civilizações da Mesopotâmia são incríveis. Mas senti certa decepção com a Capela Sistina. Ela é bonita, os afrescos são incríveis, mas não tem a mesma imponência de outros templos religiosos. Praticamente toda ornamentação da Capela é feita com as pinturas, não contando com tantos detalhes esculpidos em pedra ou talhados em madeira. Saindo do Museu fomos visitar a Basílica de São Pedro. É incrível a grandiosidade do local. A entrada é gratuita e mesma na baixa temporada tinha uma fila considerável para passar pelo esquema de segurança. Dentro da Basílica se encontra a Pietà de Michelangelo. Que obra de arte! Pagando 10 euros por pessoa é possível fazer uma visita na cúpula e ter uma visão panorâmica do Vaticano e de Roma. Recomendo fortemente. Fomos almoçar no restaurante Tre Pupazzi, que fica próximo do Vaticano. A refeição para o casal saiu por 40 euros. Nesse dia percebemos que o gasto com alimentação dificilmente ficaria na meta dos 50 euros diários para o casal (acabou ficando em 70 euros diários em média). Nota: Óbvio que há locais e formas mais baratas de alimentação na Itália, mas para mim a culinária é provavelmente a atração mais importante em uma viagem e não abro mão de comer minimamente bem. Também não tenho dinheiro para comer só em restaurante galático, então sempre procuro o custo benefício, pesquisando avaliações no Google Maps e no Tripadvisor. Depois do almoço fomos caminhando até o Castelo Sant'Angelo, onde admiramos apenas por fora. Após algumas fotos cruzamos o Rio Tibre pela ponte em frente ao Castelo. Como minhas companheiras estavam cansadas de caminhar, propus voltarmos para o hotel de ônibus. Queria evitar a todo custo usar táxi em Roma por conta de alguns relatos de malandragem. Compramos as passagens por 1,5 euros por pessoa em uma loja com um símbolo “T” bem grande na fachada. Esses são os pontos de venda de passagens, conhecidos como "tabacchi". Importante lembrar que toda passagem, seja de metrô, trem ou ônibus, tem que ser validada no local específico. O ônibus estava lotado. Depois de uns 20 minutos chegamos a um ponto perto o hotel. Após descansar um pouco saímos para jantar. O restaurante escolhido foi o Alessio, perto do hotel. A refeição do casal saiu por 30 euros. Antes de encerrar o dia aproveitamos para mais uma passada no Carrefour ao lado do hotel para comprar água e outras coisas. Total de gastos no dia: 3 euros para duas passagens no metrô 3 euros para duas passagens de ônibus 42 euros para dois ingressos no Museu do Vaticano (pago no Brasil) 20 euros para dois ingressos na Cúpula do Vaticano 40 euros em almoço no Tre Pupazzi 30 euros em jantar no Ristorante Alessio 2,70 euros no Carrefour para água e outros mantimentos 17/01 – Bate-volta para Pompeia Após tomar café da manhã no hotel, seguimos para a estação Roma Termini. Iríamos pegar o trem até Nápoles. Compramos a passagem antecipadamente no Brasil, pagando 14,90 euros pela Italo Treno. Saímos de Roma 09h11 e chegamos pontualmente em Nápoles às 10h20, desembarcando na estação Napoli Centrale. Seguimos então as placas que indicavam o trem Circunvesuviano. Compramos a passagem no guichê, ao custo de 2,80 euros por pessoa. Ao comprar a passagem, informei que iria até a estação Pompéia Scavi Villa Misteri, que é a mais próxima da entrada do sítio arqueológico. Atenção aqui, pois também há uma outra estação chamada apenas de Pompei. A estação Pompéia Scavi Villa Misteri fica a uma curta caminhada de uma das entradas do sítio arqueológico de Pompéia. O ingresso, comprado na hora, saiu por 15 euros por pessoa. Pompéia é grande, mas com cerca de 3~4 horas no local dá para conhecer as principais atrações. Começamos o passeio pela Porta Marina, passando pelo Fórum, Terme Stabiane, Casa della Venere in Conchiglia e Praedia Di Giulia Felice, até chegar ao Anfiteatro de Pompeia, que se encontra num belo estado de conservação. Seguimos para o Orto dei Fuggiaschi, onde é possível ver os corpos carbonizados dos antigos habitantes da cidade. Fomos até o Teatro Grande e Teatro Piccolo e depois voltamos ao Fórum. Perto do Fórum há um restaurante. Não é grande coisa, mas dá pra matar a fome. O almoço para duas pessoas saiu por 17,40 euros. Com a barriga cheia, seguimos caminhando ao ponto mais isolado do sítio, a Villa dos Mistérios. Por fim, visitamos a Casa del Fauno e o Lupanar. Andar por Pompéia é um espetáculo. Provavelmente será a melhor amostra de como era uma cidade na época do antigo Império Romano. Posso afirmar sem sombra de dúvida que, sob a temática histórica, é o melhor passeio que fiz na Itália. Saímos do sítio arqueológico por onde entramos e seguimos até a estação para comprar a passagem de volta para Nápoles pelo Circunvesuviana. Inicialmente tínhamos planejado fazer um passeio por Nápoles e comer uma pizza enquanto aguardávamos o trem de volta para Roma. Mas estávamos tão cansados e de barriga cheia pelo almoço tardio que acabamos desistindo e aguardamos na estação Napoli Centrale. O trem de retorno saiu 17h36, com horário previsto de chegada às 19h30 em Roma Termini. Compramos a passagem antecipada no Brasil, pagando 9,90 euros por pessoa pela Trenitalia. Foi um trem mais lento que o de ida. Em relação ao conforto, não vi muita diferença entre as duas empresas que operam na Itália. Já em Roma, fomos jantar no Ristorante del Giglio, ao custo de 35 euros o casal. Após, retornamos ao hotel para descansar. Total de gastos no dia: 29,80 euros duas passagens no trem de Roma a Nápoles pela ITALO (pago no Brasil) 19,80 euros duas passagens no trem de Nápoles a Roma pela TRENITALIA (pago no Brasil) 11,20 euros para quatro passagens no Circunvesuviano (ida e volta) 30 euros para dois ingressos no sítio arqueológico de Pompéia. 17,40 euros em almoço no restaurante do sítio arqueológico de Pompéia 35 euros em jantar no Ristorante del Giglio 18/01 – Dia do Coliseu Novamente tomamos café no hotel e rumamos para mais uma atração imperdível de Roma: o Coliseu. O ingresso foi comprado com antecedência no Brasil, ao custo de 14 euros por pessoa, com entrada marcada para 08h35. Mesmo comprando com cerca de um mês de antecedência e em época de baixa temporada, já não consegui mais ingresso para visita ao subterrâneo, apenas o ingresso padrão. Então fica a dica: reserve com bastante antecedência. Pegamos o metrô até a estação Colosseo. Saindo da estação nos deparamos com aquele monumento imenso. E é realmente muito grande. Enquanto esperávamos na fila, começou a cair uma chuvinha chata que nos acompanhou durante quase todo o dia. O passeio no Coliseu não é muito demorado, podendo ser feito em pouco mais de uma hora. Do Coliseu partimos para o Foro Romano, ou o que sobrou dele. Confesso que depois de ter visto Pompéia, o Foro Romano não me chamou tanta atenção, mas há algumas construções legais. E dele também se tem uma vista privilegiada do Coliseu. Depois de cerca de 2 horas no local, partimos novamente para a estação Colesseo e pegamos o metrô até a estação Spagna. Na região compramos algumas coisas e depois seguimos para o Ristorante Pizzeria La Francescana, onde o almoço saiu por 35 euros para o casal. Deixo aqui um comentário em relação às refeições na Itália. Elas consistem em um primeiro prato, essencialmente carboidrato, e um segundo prato, essencialmente proteína. Quando dizem que a Itália é a terra da massa, não é exagero. 90% dos primeiros pratos são algum tipo de massa. Chega um ponto que enjoa. Palavra de quem gosta bastante de comida italiana. Então o que eu e a esposa fizemos em vários restaurantes era pedir uma massa e uma carne para racharmos entre nós. Assim conseguíamos variar o cardápio na maioria das vezes. A conta saía mais cara, pois o prato com proteína sempre era mais caro, mas se comia melhor. Outra opção é procurar restaurantes com o menu do dia, que possibilita comer pratos diversos a um preço mais camarada que pegando cada prato separadamente, mas não vi tantos desse tipo como tinha na Espanha. Depois de comer, caminhamos novamente em direção ao Vaticano. Iríamos fazer o passeio na Necrópole do Vaticano. Não confundir com sala onde estão as tumbas de diversos papas, acessível por dentro da Basílica de São Pedro através de uma escada para o subsolo. A Necrópole fica ainda mais embaixo. Reservamos o passeio ao custo de 13 euros por pessoa com antecedência de dois meses, tudo através de troca de e-mails seguindo passo-a-passo disponíveis na internet. Nos foi agendado a visita guiada em português as 14h30. Por conta desse passeio tive que ajustar os demais passeios em Roma nos dias que sobraram. Não sigo nenhuma religião e também não tenho uma crença em qualquer divindade, mas sou apaixonado por história. E esse passeio foi uma aula nesse ponto. Você terá a oportunidade de visitar a cripta mais antiga do Vaticano, anterior à construção da primeira basílica, onde eram enterrados os primeiros cristãos. No local há tumbas de quase 2 mil anos de idade e claro, a cereja do bolo, que é a tumba de São Pedro. Passeio imperdível. A visita termina em uma capela bem pequena, mas muito bonita, e depois saímos no interior da Basílica de São Pedro. Infelizmente não era possível tirar fotos na necrópole. Fomos fazer um lanche no 200 Gradi, local que serve diversos tipos de sanduíches dos mais variados recheios. Minha parte e da esposa saiu por 15 euros, com três sanduíches e bebidas. Pegamos novamente o metrô e descemos na estação Barberini. Enquanto minhas companheiras faziam compras fui bater pé por algumas atrações da cidade. Visitei a Fontana de Trevi, Panteão, Templo de Adriano e Piazza Navona. Antes de voltar para o hotel, nós paramos para um jantar em uma cafeteria que não recordo o nome. Total de gastos no dia: 9 euros de metrô para a aquisição de seis bilhetes. 28 euros para dois ingressos para o Coliseu (pago no Brasil). 35 euros em almoço no restaurante Ristorante Pizzeria La Francescana. 26 euros para dois ingressos para a Necrópole do Vaticano (pago no Brasil). 15 euros em lanche no 200 Grandi. 8,90 euros em jantar numa cafeteria/lanchonete.
  8. Olá. Desculpa a demora em responder. Só vi a mensagem agora. Cruzar a fronteira entre Portugal e Espanha é quase como cruzar de um estado para outro no Brasil. Não há nenhum tipo de controle, a não ser em casos excepcionais, geralmente ligados a segurança interna. Uma vez que é feita migração em alguns dos países do espaço Schengen (Portugal, Espanha e a maior parte da União Europeia fazem parte dele, além de outros países como Suíça), não é necessário realizar nova migração ao cruzar a fronteira entre eles.
  9. Fui com meu Renagede 1.8 para o Jalapão em janeiro de 2017. Ele tem ponto para ancoragem nos parachoques. Tanto que precisei usar para ser puxado por um 4x4 em um trecho. Consegui chegar até a Cachoeira da Velha sem muitos problemas. Cachoeira da Formiga e os fervedouros do Ceiça e Buritizinho idem. O único local que não arrisquei foi nas dunas. Seria meio loucura. Para lá fomos caminhando a partir da estrada principal. Ao todo ficamos presos nos facões três vezes. Duas no mesmo local. No mais o carro não teve nenhum dano. Semana que vem volto para o Jalapão. Mas dessa vez vou alugar um 4x4 em Brasília.
  10. Contabilizando os gastos: Ao fim da viagem, os gastos totais ficaram o seguinte: Hospedagem: 1959 reais e 442,52 euros (aproximadamente 3802 reais) para 16 diárias Passagens aéreas: 5600 reais do trecho internacional e 400 reais do trecho nacional (total de 6000 reais) Seguro de viagem: 400 reais para duas pessoas Aluguel do veículo: 495 euros (aproximadamente 2062 reais) Gasolina: 297 euros (aproximadamente 1237 reais) Pedágio: 110,99 euros (aproximadamente 462 reais) Estacionamento: 171,60 euros (aproximadamente 715 euros) Total de gasto com o carro: 1074,59 euros (aproximadamente 4476 reais) Táxi e trem: 167,51 euros (aproximadamente 697 reais) Refeições: 846,40 euros (aproximadamente 3526 reais) Atrações: 347,60 euros (aproximadamente 1448 reais) Outros gastos (mercados, celular, água...): 73,24 euros (aproximadamente 305 reais) Os gastos com o veículo alugado foram sempre divididos por dois, correspondente a minha parte e de minha esposa. O gasto com gasolina e pedágio ficou abaixo da estimativa feita através do Via Michelin, bom site para ver valores de pedágios e gasto de combustível de acordo com a rota percorrida. O aluguel do carro ficou um pouco acima do planejado por conta do seguro extra que contratei. O gasto com estacionamento havia estimado apenas a parte dos hotéis, então o total também ficou um pouco mais caro. No fim das contas o gasto total que tive com o carro, já dividido por dois, ficou em 2.238 reais. O gasto com o táxi estava previsto de forma genérica. Como o valor dos percursos sempre eram divididos por dois, minha parte ficou em 348 reais. Estimei um gasto com refeições de 50 euros por dia para duas pessoas, entre café da manhã, almoço, janta e lanches. A média para 16 dias ficou um pouco acima desse valor: 52,90 euros por dia. Os gastos com os passeios também ficaram abaixo do planejado. Estimei em 200 euros por pessoa caso visita-se tudo o que havia planejado inicialmente. No fim o gasto foi de 173,80 euros por pessoa. Somando tudo, a viagem nos custou 18 mil reais para duas pessoas, desconsiderando os gastos com coisas supérfluas que compramos. Nota: Usei a cotação média do euro de 4,16 reais para 1 euro, que foi da quantia que levei em dinheiro Sobre o roteiro: No fim das contas conseguimos ver quase tudo que era imperdível no roteiro elaborado. Das atrações não visitadas que eu realmente queria ir estavam o Castelo de Guimarães, em Portugal, e o Sítio Arqueológico de Itálica, localizado próximo de Sevilla. O castelo não visitamos mais pelo cansaço do que por falta de tempo. Já a visita ao sítio arqueológico poderia comprometer o passeio em Sevilla ou chegaríamos muito tarde em Lisboa se eu tivesse encaixado ele quando deixamos Sevilla. A cidade de Salamanca também merece um dia inteiro dedicado a ela. Se tivéssemos tempo provavelmente entraríamos na Universidade, Catedral e na Igreja de Santo Estevão. Em Barcelona com mais um dia visitaríamos o Parque Guell e o Castelo de Montjuic. Mas o planejado como essencial na cidade foi alcançado. Deslocamento com o carro: A ideia de se deslocar entre as cidades de carro era a versatilidade e liberdade que teríamos. Em parte isso foi verdade. Porém, o fato de termos um carro restringiu bastante a oferta de hotéis. Sem o carro provavelmente economizaríamos no fator hospedagem, além de não ter que pagar os estacionamentos, que eram bem caros. Outro fator a favor do carro é que por viajarmos em quatro pessoas talvez economizaríamos com o transporte entre as cidades. Em relação a preço, para valer a pena usar o trem, teríamos que gastar até 270 euros por pessoa com as passagens. Mas o trem tem uma grande vantagem que o carro não tem: a velocidade. O trajeto entre Madrid e Barcelona que é de aproximadamente 600 Km, por exemplo, levava pouco mais de 3 horas de trem bala. Hoje, se eu fizesse o mesmo roteiro, escolheria o trem para deslocamento mesmo se saísse mais caro, principalmente para não ficar com restrição na oferta de hotéis por conta do carro. Além de que provavelmente seria uma viagem bem menos cansativa. Alugaria um carro apenas para roteiros específicos, como uma viagem pelo interior em que a oferta de transporte público fosse escassa.
  11. 23/01 – Fátima e Porto Tomamos café da manhã próximo do apartamento. Arrumamos as malas e partimos para Fátima. Inicialmente passaríamos primeiro em Óbidos, mas como já havíamos visitado as cidades muradas de Évora e Segóvia, resolvemos descartar o passeio. De Lisboa até Fátima são 126 Km. No caminho, um pedágio. Deixamos o carro em um estacionamento público próximo da Praceta de São José. Visitamos todo o Santuário de Fátima e assistimos parte de uma missa que ocorria na Capelinha das Aparições. A não ser que a pessoa seja católica, não acho que seja um passeio imperdível. Almoçamos em Fátima no Restaurante O Benfiquista. O dono é um cara fanático pelo Benfica e Roberto Carlos, muito simpático. Conversamos bastante sobre coisas do Brasil. A comida também era gostosa e tinha um preço muito bom. Refeição para duas pessoas com bebida incluída saiu por 24 euros. Seguimos para Porto, em mais 195 Km pela frente. No caminho mais pedágio. Chegamos na cidade ainda com luz do sol. Fomos para o Hotel Ibis Porto Centro para deixar as malas e depois saí com minha sogra e sua irmã para conhecer um pouco da cidade. Passamos pela Igreja Paroquial de Santo Ildefonso, com a fachada de cerâmica, e depois pela Sé de Porto, em estilo românico igual a Sé de Lisboa. Como as entradas não eram gratuitas, resolvemos não entrar. Do pátio da Sé, podíamos ver ao longe a Torre dos Clérigos. Caminhamos até a Ponte Luís I, no Rio Douro, de onde apreciamos um belo por do sol. Depois me encontrei com minha esposa e saímos para jantar. Comemos no Restaurante Poveiros. Decidimos experimentar o prato Francesinha, típico de Porto. Veio muito bem servido. O garçom também nos deu uma dose de vinho da casa para provar. Não gosto de vinhos, mas esse era bem gostoso, doce, quase um suco de uva. Após a janta, saí com minha esposa para dar uma volta na cidade. Encontramos a Rua de Santa Catarina, um local cheio de lojas, mas já em fim de expediente. Batemos um pouco de pé e depois voltamos para o hotel. Total de gastos no dia: 7,30 euros de café da manhã em Lisboa 24 euros de almoço no Restaurante O Benfiquista em Fátima 22,20 euros de pedágio 18,55 euros de jantar no Restaurante Poveiros em Porto 111,80 euros para duas diárias no Ibis Porto Centro (Reservado pelo Hoteis.com) 24/01 – Porto Na primeira diária do hotel, pagamos 6,90 euros a mais por pessoa para tomar café da manhã no local. Não era ruim, mas minha esposa encrespou porque o café com leite era só de máquina e ela não gosta assim. Fizemos uma caminhada pela cidade, visitando a Torre dos Clérigos, mas sem subir nela, e depois descendo umas escadarias até chegar na parte da cidade às margens do Rio Douro. Visitamos o Palácio da Bolsa, em uma visita guiada de uma hora. Bem interessante o local, com salas e mobílias luxuosas e muita história por trás. Duas entradas saíram por 18 euros. Depois iríamos visitar a Igreja de São Francisco, que era próxima do palácio, mas minha esposa não aguentava mais ver igrejas. Uma pena, pois o interior do local parecia ser bem bonito. Daí seguimos até o Cais da Ribeira, onde pretendíamos almoçar. Os restaurantes do local possuíam cardápios com preços altos e qualidade duvidosa, então resolvemos procurar outro local na parte alta da cidade. Almoçamos no Café Batalha, ao custo de 22,70 euros para o casal. Depois do almoço eu tinha programado de irmos a Guimarães conhecer um pouco da cidade e do castelo, mas as minhas companheiras queriam fazer compras. Voltamos para a Rua de Santa Catarina e ficamos um bom tempo lá. Com o dia quase encerrando, fomos até o Farol de Felgueiras apreciar o por do sol na beira do Oceano Atlântico. Pegamos um táxi até lá. Infelizmente o tempo estava fechado e chuvoso, então não deu para ver muita coisa. A região do farol é bem ruim de táxi, como o taxista que nos deixou lá já havia alertado. Felizmente havia Uber disponível. Uma viagem até a Sé de Lisboa saiu por 6,11 euros. Aproveitamos para ir novamente na Ponte Luís I. Eu queria tirar uma fotos noturnas do local. O jantar foi novamente no Restaurante Poveiro. Depois umas compras no mercado do lado do hotel, onde comprei um queijo da Serra da Estrela, feito com leite de cabra e tradicional de Portugal. Por fim, voltamos ao hotel para descansar. Total de gastos no dia: 18 euros para duas entradas no Palácio da Bolsa de Porto 22,70 euros de almoço no Café Batalha em Porto 8 euros de táxi em Porto 6,11 euros de Uber em Porto 21,85 euros de jantar no Restaurante Poveiro em Porto 16,73 euros de mercado em Porto 25/01 – Salamanca e Madrid Hoje seria o último dia de deslocamento de carro, primeiramente 350 Km até Salamanca. Acordamos bem cedo, acertamos o estacionamento do hotel e pegamos a estrada. Deixamos para tomar café da manhã no caminho, pouco para frente de Porto. Aproveitamos também para abastecer o carro pela última vez em Portugal. Colocamos o necessário até chegar na Espanha. Voltando sentido Lisboa, mais pedágios iguais aos outros que já vimos. Deu 9,50 euros ao todo. Porém, quando pegamos em direção à cidade de Guarda pela rodovia A-25, conhecemos os tais pedágios sem praça convencional, funcionando somente por meio de câmeras. Foi para usar esse tipo de pedágio que vinculei o cartão de crédito à placa do carro quando entrei em Portugal vindo da Espanha. É só passar pelas câmeras que o valor é computado. Depois chega a cobrança na fatura do cartão proporcional à distância percorrida. O valor cobrado foi 12,71 euros. Cruzando a fronteira e entrando na Espanha, aproveitamos a gasolina com menor valor para abastecer mais um pouco. Chegamos em Salamanca perto da hora do almoço. Estacionamos o carro no Aparcamiento Colon para percorrer a cidade a pé. Fazia cerca de 4 graus Celsius, e para piorar ventava bastante e as vezes caía uma garoa. A sensação de frio era a pior possível. Fomos direto procurar algum lugar para almoçar. Não achamos nada com preço atraente e que aparentava qualidade. E os que pareciam bons eram bem caros. Por fim acabamos comendo no Restaurante Doze. O menu do dia saía por 18 euros por pessoa, um dos mais caros que pagamos na viagem. Mas a comida era bem gostosa. De barriga bem cheia, fomos explorar a cidade e enfrentar o frio terrível que fazia. Passamos pela Plaza Mayor, Universidade de Salamanca, Catedral de Salamanca e Igreja de Santo Estevão. Não entramos em nenhum dos lugares. Eram atrações pagas e não tínhamos tempo pois precisávamos devolver o carro no horário em Madrid. Quando voltar na Espanha quero dedicar um dia somente para Salamanca. É uma cidade muito bonita e merece ser visitada com calma. De volta à estrada até Madrid, mais 215 Km pela frente. Confesso que o corpo já estava cansado. Estava com bastante sono e as rodovias excelentes davam mais sono ainda. Chegamos em Madrid perto das 17:00. O trânsito na cidade era intenso. Fizemos o último abastecimento do carro, dessa vez até completar o tanque para poder entregar o veículo na locadora. A entrega foi realizada na Sixt perto da estação Atocha. Deixamos o carro no estacionamento e um atendente foi recolher a chave. Não olharam mais nada no carro. Depois de cerca de 3400 Km percorridos, o carro conseguiu 16,6 Km/l de média, andando sempre na velocidade máxima da rodovia, com quatro pessoas e carregado de malas. Muito econômico. Fomos caminhando até o hotel, que estava próximo. O Hotel Mediodia fica de frente para a estação Atocha, um local bem movimentado. Pagamos 140 euros para duas diárias no quarto de casal. Deixamos as malas e nos dirigimos ao Museu Reina Sofia, que ficava ao lado e tinha entrada gratuita das 19 às 21 horas. O foco era ver a Guernica de Pablo Picasso e que desse de Dali e Miró, mas havia muitos outras obras no Museu. Confesso que a maioria das pinturas achei sem propósito, um monte de linhas e tintas jogadas aleatoriamente na tela. Mas algumas pessoas chamam isso de arte. Saímos do Museu e fomos jantar no 100 Montaditos localizado do lado do hotel. O local estava lotado. Havia lido antes de viajar que se tratava de uma rede com lanches a preços camaradas. Pegamos alguns tapas, bebidas e porções. Tudo deu 11,10 euros. Depois fomos descansar. Total de gastos no dia: 12 euros do estacionamento do hotel em Porto 20 euros de gasolina em Portugal 10,65 euros de café da manhã na rodovia 31,61 euros de pedágio 41 euros de almoço no Restaurante Doze em Salamanca 5 euros do estacionamento em Salamanca 52 euros de gasolina na Espanha 140 euros por duas diárias no Hotel Mediodia (reservado pelo Hoteis.com) 11,10 euros de jantar no 100 Montaditos em Madrid 26/01 – Madrid Acordamos e tomamos café da manhã no Rodilla, que ficava ao lado do hotel. Refeição bem barata, dando 3,65 euros para o casal. Nesse dia, minha sogra e sua irmã não quiseram nos acompanhar nas atrações. Preferiram andar pelas lojas das redondezas. Saí a pé com minha esposa rumo ao Templo de Debod. No caminho passamos pelas Plaza de Oriente, Palácio Real de Madrid e Plaza de España. Essas duas sim são exemplos de praças bonitas, com jardins e bem ornamentadas. Na Plaza de España há uma estátua de Dom Quixote e Sancha Pança. O Templo de Debod era localizado no Egito e foi doado para a Espanha há algumas décadas. Foi construído originalmente no século IV a.C. Voltamos ao Palácio Real de Madrid. No local havia um forte esquema de segurança. Dois ingressos saíram por 20 euros. Compensa muito a visita. A Armaria Real possui um vasto acervo de armaduras e armamentos espanhóis e de outras civilizações e o interior do Palácio é totalmente mobiliado. Infelizmente não se pode tirar fotos do interior. Saindo do Palácio fomos ao Mercado de São Miguel. Vários pratos bonitos em exposição, mas parecia uma versão espanhola do Mercadão de São Paulo. Resolvemos não comer nada aqui. Depois fomos à Plaza Mayor de Madrid, um quadradão de concreto rodeado de prédios e com um monumento no meio. Perto da hora do almoço, fomos comer no Arrocería Daniela, um restaurante especializado em risotos e paellas. É um local meio caro, mas a patroa estava com muita vontade de comer um risoto, então resolvemos extravagar um pouco. Resolvemos tirar o resto da tarde para descansar. Depois fomos ao Museu do Prado. Ele também tem entrada gratuita, mas das 18 às 20 horas. O Museu é imenso. Achei o acervo dele muito mais interessante que o do Reina Sofia. A maior parte eram pinturas de verdades, não rabiscos intitulados de arte. Também havia algumas escultas bem legais. Após, saímos para caminhar pela cidade para fazer algumas compras. Também tomamos um sorvete na Haagen Das e depois jantamos. Por fim, regressamos ao hotel para descansar. Total de gastos no dia: 3,65 euros de café da manhã no Rodilla 20 euros para duas entradas no Palácio Real de Madrid 55 euros de almoço no Arrocería Daniela 0,90 euros de água 10,80 euros de sorvete Haagen Das 6,70 euros de jantar em Madrid 27/01 – Madrid Último dia útil de viagem. Sem pressa para acordar, tomamos café da manhã novamente no Rodilla. Depois fomos dar uma volta pelo Parque do Retiro. Como todos estavam cansados, o passeio não durou tanto. Dentro do parque fomos apenas em direção ao Monumento a Alfonso XII. Seguimos para a Puerta de Alcalá e depois voltamos ao hotel. Fizemos o check out e deixamos as malas na recepção do hotel para poder fazer mais algumas compras. Lembram que disse que para andar nas lojas não há cansaço? kkk O almoço foi no Restaurante La Negra Tomasa, de culinária cubana. A comida lembra um pouco a brasileira. Refeição bem gostosa. Como fomos os primeiros a entrar no restaurante, ainda tinha mesa livre, mas a maioria estava reservada. Depois do almoço passeamos em mais algumas lojas. Depois voltamos ao hotel, pegamos as malas e fomos de táxi até o Hotel Ibis Madrid Aeropuerto Barajas. A diária saiu por 59 euros Achamos melhor dormir perto do aeroporto pois nosso voo era cedo. De noite fomos num supermercado próximo do hotel comprar algumas comidas diferentes para levar ao Brasil e jantamos no Burger King, na pior refeição de toda a viagem. Total de gastos no dia: 6,15 euros de café da manhã no Rodilla 36 euros de almoço no Restaurante La Negra Tomasa 30 euros de táxi até Barajas 59 euros por uma diária no Hotel Ibis Madrid Aeropuerto Barajas (reservado pelo Booking) 10,30 euros de jantar no Burger King 28/01 – Volta ao Brasil Acordamos cedo e 5 da manhã pegamos o táxi até o aeroporto. Nosso voo para Guarulhos saiu pontualmente as 08:00 horário de Madrid e chegou as 15:30 no horário do Brasil. Ainda dormimos em Guarulhos para no dia seguinte pegar o voo até Chapecó e depois dirigir mais 200 km até a fronteira para enfim chegar em casa. Total de gastos no dia: 12 euros de táxi até o aeroporto de Madrid
  12. 18/01 – Córdoba e Sevilla Acordamos cedo e novamente fomos tomar café da manhã na Cafeteria Mundidulce. Depois pegamos o carro no hotel e partimos para Córdoba. Seriam 200 Km por vias duplicadas e sem pedágio. No caminho abastecemos novamente o carro. Chegando no destino, deixamos o veículo no Aparcamiento Centro Histórico. Nota: Durante a viagem sempre que possível optamos por deixar o carro em estacionamentos pagos. O único lugar que não fizemos isso foi em Fátima, Portugal. Li que existem quadrilhas especializadas em roubo de bagagem de viajantes. Tomava o cuidado também de não deixar nada a mostra dentro do carro e o bagageiro com o tampão sempre fechado. Estamos em um lugar seguro, mas não é por isso que devemos baixar a guarda. Começamos o passeio em Córdoba indo em direção às Murallas y Puertas de Almodovar. Do lado de fora das muralhas há diversos espelhos de águas cristalinas. Depois seguimos por diversas ruelas do bairro judeu, com as fachadas das construções pintadas de branco e detalhes em amarelos, até chegar à Catedral-Mesquita. A Catedral-Mesquita é toda murada, ocupando uma área enorme. Parece mais uma fortaleza. O ingresso custa 10 euros por pessoa. O interior do templo mistura arquitetura mudéjar com cristã. Simplesmente espetacular. Diria que a Igreja mais interessante de toda a viagem. Dentro do templo há ainda um museu bem legal, com diversos artefatos antigos e tesouros sacros. Saindo da Catedral-Mesquita fomos almoçar no Bodegas Mezquita. Para o casal saiu por 30 euros com refeição e bebida. Não lembro exatamente o que comi, mas a comida é bem gostosa. Depois do almoço seguimos em direção ao Rio Guadalquivir, passando no caminho pelo Arco do Triunfo e avistando a Ponte Romana. Como o nome sugere, é uma ponte da época do Império Romano e possui quase dois milênios de idade. Voltando em direção a estacionamento onde estava nosso carro, passamos pela entrada do Alcázar de los Reyes Cristianos. Decidimos não entrar pois já vimos a Alhambra e iríamos ver o Alcazar de Sevilla. Mas para quem ficar pelo menos um dia inteiro em Córdoba com certeza deve ser um bom passeio. Até Sevilla seria 145 Km. Paramos para abastecer mais uma vez. Chegamos na cidade ainda de dia. Nos hospedamos no Hotel Monte Carmelo, fora do centro histórico, mas numa área bem legal e perto o suficiente para fazer tudo a pé. Duas diárias saíram por 486 reais, pagas no Brasil. Como havia luz do sol e a temperatura estava bastante agradável, saímos para dar uma volta. Cruzamos a ponte sobre o rio Guadalquivir, chegamos no Parque de Maria Luísa e depois na Praça da Espanha. E que praça. Ela é imensa. A mais bela que já vi. Para completar a beleza, o por do sol dava um tom dourado ao lugar. Ao redor do prédio que circula a praça há um painel representando cada província da Espanha. Ficamos bastante tempo tirando fotos das províncias que visitamos ou ainda iríamos visitar. Cruzamos de volta o Rio Guadalquivir com a Torre del Oro iluminada ao fundo. Lanchamos na padaria Granier e voltamos ao hotel para descansar. Total de gastos no dia: 5,60 euros de café da manhã na Cafeteria Mundidulce em Granada 50 euros de gasolina 20 euros para dois ingressos na Catedral-Mesquita de Córdoba 30 euros de almoço no Bodegas Mezquita em Córdoba 8,30 euros de estacionamento em Córdoba 486 reais para duas diárias no Hotel Monte Carmelo em Sevilla (pago no Brasil pelo Hoteis.com) 5,25 euros de lanche na Granier em Sevilla 19/01 – Sevilla Sem café da manhã incluído na diária do hotel, fomos no Luckia Sport Café. Depois cruzamos a ponte do Rio Guadalquivir em direção ao centro histórico da cidade, passando ao lado da Torre del Oro. A primeira atração paga da manhã foi o Real Alcazar de Sevilla. Duas entradas saíram por 23 euros. A parte edificada em estilo mudéjar é bem preservada e o jardim muito bonito. Como tinha visitado a Alhambra primeiro, o Alcazar não causou tanto impacto, mas não deixa de ser um lugar muito bonito e que vale a pena a visita. Saindo do Alcazar fomos comprar o ingresso para a Catedral de Sevilla. Era a atração mais aguardada da cidade, principalmente pelo fato de ser a terceira maior do mundo, perdendo apenas para as basílicas de Aparecida e do Vaticano. Como faltava um pouco para a abertura, passamos antes numa cafeteria para tomar um café e fazer um lanche. Duas entradas custaram 18 euros. O lugar realmente é grande. Em seu interior há diversos artefatos sacros muito bonitos. Não deixe de subir na Giralda, acessada por dentro da Catedral. De lá se tem uma vista panorâmica da cidade. Almoçamos no Restaurante La Piemontesa - La Casa del Tesorero. O local é meio chique, mas os preços não são caros. De entrada veio uns pães junto com azeites misturados com manjericão e alho que estavam sensacionais. Os pratos principais também estavam gostosos. Após almoçar, seguimos para o hotel. Minha esposa e as companheiras ficaram descansando e eu resolvi bater perna pela cidade. Passei pela Plaza de Toros de la Maestranza e segui para a Catedral de Sevilla para tirar umas fotos externas com mais calma. Depois visitei o interior do Arquivo Geral das Índias, com entrada gratuita. Fui em direção ao Rio Guadalquivir e vim caminhando por sua margem, passando novamente pela Torre del Oro. Na altura do Parque de Maria Luísa me encontrei com as companheiras de viagem. Prometi à minha sogra e sua irmã que iríamos fazer o passeio de charrete. O valor é 45 euros, dividido para três pessoas. Foi uma forma diferente de conhecer a cidade. A charrete faz um circuito pré determinado. Saiu da Praça de Espanha, passou por prédios próximos, como a Universidade de Sevilla, e seguiu para o centro histórico. Depois foi para o Parque de Maria Luísa e terminou na Praça da Espanha, com mais um por do sol espetacular. Passeamos mais um pouco pelo Parque de Maria Luísa e depois voltamos ao hotel. De noite fui com minha esposa jantar, novamente no Restaurante La Piemontesa. Peçam a entrada de pães diversos. É muito boa. Total de gastos no dia: 4,40 euros de café da manhã no Luckia Sport Café em Sevilla 23 euros para duas entradas no Real Alcazar de Sevilla 5,50 euros de brunch em Sevilla 18 euros para duas entradas na Catedral de Sevilla 30 euros de almoço no Restaurante La Piemontesa - La Casa del Tesorero 15 euros de passeio de charrete 0,51 euros de água em Sevilla. 40 euros de jantar no Restaurante La Piemontesa - La Casa del Tesorero 20/01 – Deslocamento até Lisboa Hoje finalmente iríamos entrar em Portugal. Acordamos cedo e tomamos café da manhã na Confitería Asunción. Refeição para dois saiu por 6,40 euros. Acertamos o estacionamento do hotel, ao valor de 17 euros a diária e rumamos para as terras lusitanas. Antes de cruzar a fronteira paramos mais uma vez para abastecer, pois a gasolina em Portugal era bem mais cara que a da Espanha. Nota: Antes da viagem pesquisei sobre as formas de pedágios existentes em Portugal para veículos com matrícula estrangeira. Não lembro das outras, mas a que mais me chamou a atenção foi o sistema da Easytoll. Nele você vincula o carro a um cartão de crédito e a cobrança do pedágio se dá de forma automática por meio de câmeras nas rodovias que utilizam o sistema. Nesses locais não existem praças de pedágios convencionais, com cabines. Mas para fazer a vinculação do carro com o cartão, é necessária entrar por lugares específicos da fronteira com a Espanha. Segui pela rodovia A-49 e entrei em Portugal pela região do Algarve. Logo após a fronteira, há um centro de boas vindas e umas cabines onde é feita a vinculação do carro com o cartão de crédito. Por conta disso o deslocamento até Évora ficou um pouco mais longe. Seriam 333 Km, principalmente por estradas secundárias. Posso dizer que foi o melhor deslocamento de todos. Passamos por diversos vilarejos no caminho, estradas estreitas e paisagens bonitas. Quando pensei nessa road trip, inicialmente era isso que eu esperava. Nota: Se você comprou um chip de celular, lembre-se de ativar o modo roaming para dados no aparelho, senão a rede de dados não funcionará ao mudar para um país diferente do original do chip. Fui perceber isso alguns quilômetros para dentro de Portugal. Em Évora, deixamos o carro no estacionamento Horta dos Telhais, localizado fora das muralhas da cidade e a 1 Km do centro histórico. Deixei o carro no local por conta das malas. A principal atração da cidade seria a Capela de Ossos. Mas a cidade de Évora, por si só, já vale a visita. Percorremos as ruas medievais e fomos direto procurar algum lugar para almoçar. Almoçamos no Restaurante Piparoza. Pedi um risoto de polvo, que era o prato do dia. Muito gostoso. Depois fomos aos passeios. Passamos pela fachada da Igreja da Graça e chegamos na Capela dos Ossos. O ingresso para duas pessoas saiu por 8 euros. Além da capela, há um museu no local e em seu terraço tem-se uma bela vista da cidade. Outra atração que eu queria muito ver era o Templo Romano de Évora. Incrível como os romanos deixaram tantas marcas pela Europa e lugares próximos. Do lado do templo há uma praça com outro belo visual da cidade. Terminado o passeio em Évora, pegamos a estrada até Lisboa, em mais 136 Km. Mais uma parada para abastecimento. A gasolina em Portugal girou em torno de 1,60 euros. Pegamos também alguns pedágios, um deles antes de cruzar a enorme Ponte Vasco da Gama, sobre o Rio Tejo. É a maior ponte da Europa Ocidental. Chegando em Lisboa pegamos um trânsito bem ruim próximo ao centro histórico. Reservamos pelo AirBnB um apartamento de dois quartos para três dias a um custo de 1140 reais, ou 570 reais de minha parte e da esposa. O local era bom, novo, na frente da Praça Martim Moniz, com padarias, restaurantes e estação de trem próxima. Como recém tinha escurecido e a temperatura estava agradável, resolvemos dar uma volta pelas proximidades do apartamento. Aproveitamos e jantamos na Pastelaria Suíça, por indicação de um senhor português que nos viu conversando de comida na rua. A comida era um pouco cara para um lanche, mas gostosa e bem servida. Saiu por 24,45 euros para o casal. Total de gastos no dia: 6,40 euros na Confitería Asunción em Sevilla 34 euros de estacionamento no hotel de Sevilla 50 euros de gasolina 8 euros para dois ingressos na Capela dos Ossos 37 euros em almoço no Restaurante Piparoza em Évora 12 euros de pedágio em Portugal 570 reais por 3 diárias no Martim Moniz Castle View Flat (pago no Brasil ao AirBnB) 24,45 euros de jantar na Pastelaria Suíça em Lisboa 21/01 – Lisboa O dia de hoje seria dedicado a conhecer as principais atrações históricas de Lisboa. Tomamos café da manhã na Pastelaria Nata Fina, ao lado do apartamento. Depois pegamos um táxi na frente de um hotel próximo até a Torre de Belém, que custou 10 euros a viagem. A Torre de Belém é localizada nas margens do Rio Tejo. O ingresso para duas pessoas saiu por 12 euros. Vale a pena conhecer o local por seu valor histórico e pelo visual que se tem do topo da torre. De lá, fomos caminhando em direção ao Padrão dos Descobrimentos e depois para o Mosteiro dos Jerônimos. O mosteiro é outra construção muito bonita. Pegamos uma fila gigante para comprar o ingresso e a todo momento vinham pessoas oferecendo alguma coisa para comprar. Foi o local com mais assédio ao turista que vimos durante a viagem. Duas entradas custaram 20 euros. O ingresso dá direito a visitar uma parte do mosteiro, em que se observa uma riqueza de detalhes nas colunas, paredes e teto do local. Do mosteiro pegamos um tuk tuk que nos levou próximo ao Castelo de São Jorge por 15 euros. Chegando lá paramos para almoçar no Restaurante Conqvistador. Pedi um prato com bacalhau. Comida muito boa. Com energia renovada, seguimos até a entrada do Castelo. Dois ingressos por 17 euros. O castelo é uma das construções que ficaram de pé após um grande terremoto que devastou Lisboa no século XVIII. Nele há um museu, pavões e uma linda vista da parte baixa da cidade. Saindo do castelo descemos várias ladeiras até chegarmos na Sé de Lisboa. É uma igreja em estilo românico datada do século XII. A entrada em seu interior é gratuita, pagando apenas a visita ao claustro. Depois chegamos na Praça do Comércio, uma grande área pavimentada com um monumento no meio e cercada por prédios antigos. Sinceramente, não me agrada esse estilo de praça. Gosto daquelas arborizadas ou ricamente ornamentadas, como a belíssima Plaza de España de Sevilla. Passamos pelo Arco e seguimos pela Rua Augusta, onde tomamos um sorvete e fizemos algumas compras. De noite jantamos em um restaurante na Rua das Portas de Santo Antão. Não lembro o nome do lugar, mas pedi uma carne de porco à alentejana que estava gostosa. A refeição custou 25 euros para o casal. Total de gastos no dia: 5 euros de café da manhã na Pastelaria Nata Fina 10 euros de táxi até a Torre de Belém 12 euros para duas entradas na Torre de Belém 20 euros para duas entradas no Mosteiro dos Jerônimos 15 euros de tuk tuk até o Castelo de São Jorge 35 euros de almoço no Restaurante Conqvistador 17 euros para duas entradas no Castelo de São Jorge 9 euros de sorvete na Rua Augusta 25 euros de jantar em Lisboa 2,16 euros de compra em mercado de Lisboa 22/01 – Sintra Tomamos café novamente na Pastelaria Nata fina e nos dirigimos a Estação do Rossio para pegar o trem até Sintra. Compramos os tickets em um terminal eletrônico usando cartão de crédito. Cada um saiu por 5 euros com direito a ida e volta. A viagem de trem é tranquila. Já em Sintra, pegamos um táxi até a primeira atração, que seria a Quinta da Regaleira. Duas entradas custaram 12 euros. É um local bem interessante, feito para ser explorado com calma. Ponto alto para a torre invertida, para dentro do solo, que depois nos leva a uma rede de túneis com um visual bem bonito ao voltar ao exterior. Depois ficamos aguardando um transporte até o Palácio da Pena. Conseguimos um tuk tuk por 20 euros. Chegando no palácio, a fila estava enorme para comprar o ingresso. Duas entradas com direito a subida até o palácio de ônibus custaram 29 euros. Como já era hora do almoço, resolvemos comer no restaurante dentro do palácio. A comida não era cara e era gostosa, mas não vinha muita coisa. O exterior do Palácio da Pena estava com a coloração um pouco desbotada, mas não deixa de ser uma bela construção. Para mim o ponto alto é o interior. Normalmente nesses lugares históricos vemos apenas a estrutura do prédio, mas no interior do palácio temos uma mostra do mobiliário utilizado na época. Coisa fina. Como fica localizado num lugar alto, temos uma vista privilegiada em 360 graus. Podemos ver de lá o Oceano Atlântico e Lisboa. Pegamos outro tuk tuk até a estação de Sintra. Ainda era dia, então resolvemos ir ao Oceanário de Lisboa. Descemos na Estação do Oriente, a mais próxima. Aqui tivemos contato com uma parte moderna da cidade. É um baita contraste com seu centro histórico. Muito bonita. Aqui aproveitei para comer um doce de um food truck. Não sei o que era, mas era bom. Da estação até o Oceanário fomos caminhando por um pier beirando o Rio Tejo. Bom para pegar um solzinho, algo precioso no inverno. O Oceanário de Lisboa é bem bacana, com várias espécies de peixes, tubarões e outros animais aquáticos. Em algumas salas é simulado um microclima de algum habitat ao redor do mundo. Mas achei que ele seria bem maior. Mesmo assim não deixa de ser um bom passeio. Do Oceanário fomos em direção ao Centro Vasco da Gama. É um shopping grande e moderno. Lá resolvemos jantar. Fomos no Brasa Rio, um restaurante de comida brasileira. Pedi um arroz com pato e uma porção de feijão fradinho. A refeição saiu por 15,60 euros para duas pessoas. Bom preço e comida saborosa. Depois de bater pé pelo shopping, voltamos de táxi até o apartamento. Total de gastos no dia: 4,70 euros de café da manhã na Pastelaria Nata Fina 10 euros em duas passagens de trem para Sintra (ida e volta) 8 euros no táxi até a Quinta da Regaleira 12 euros para duas entradas na Quinta da Regaleira 20 euros de tuk tuk até o Palácio da Pena 29 euros para duas entradas no Palácio da Pena 20,80 euros de almoço no Restaurante do Palácio da Pena 20 euros de tuk tuk até a estação de Sintra 36 euros para duas entradas no Oceanário de Lisboa 1 euro de doce em food truck de Lisboa 15,60 euros em jantar no Brasa Rio, restaurante no Centro Vasco da Gama 10 euros de táxi do Centro Vasco da Gama até nosso apartamento
  13. Em julho de 2017 comecei a conversar com minha esposa sobre a possibilidade de fazer uma viagem pela Europa. Ela é professora e então a viagem deveria acontecer em janeiro por conta das férias escolares. Depois de pesquisar bastante definimos que iríamos em janeiro de 2018 conhecer Espanha e Portugal, por conta do idioma e por ter uma temperatura mais amena durante o inverno europeu. Não gosto de viajar com pacote turístico. Prefiro eu mesmo ir atrás de tudo, passagens áreas, hospedagem, passeios... Me divirto elaborando o roteiro. Também gosto de maximizar ao máximo a estada em um lugar, conhecer o máximo de coisas possíveis em um dia, sem correria, mas também não tenho paciência para observar cada janela ou árvore de uma atração e ficar no hotel descansando só se for realmente necessário. Busco hotéis com custo benefício, que tenha no mínimo um banheiro e uma cama descente, e vejo alimentação como atração em uma viagem. Desde o início a ideia era fazer os deslocamentos entre as cidades de automóvel. Achava que o carro me daria flexibilidade na locomoção. Junto comigo e minha esposa, também foi minha sogra e sua irmã. Por estarmos em quatro pessoas, achei também que usar o carro sairia mais em conta que usar o trem ou ônibus como transporte. Comecei a cuidar da passagem área em julho. Até setembro, quando comprei as passagens, não conseguia encontrar valores para Europa na época que eu podia ir por menos de R$ 3 mil, a não ser em voos da Air Maroc que poderiam levar mais de 30 horas com a conexão. Um colega viajou no mesmo período que eu, mas em 2017, e disse que pagou R$ 2 mil pela LATAM. Não achei nada perto disso. Quando apareceu passagem da Air China por R$ 2,6 mil reais (na verdade R$ 2,8 mil com o IOF que não estava claro que seria cobrado) com voo direto de Guarulhos a Madrid, não tive dúvida. Depois vi que foi uma decisão acertada. Nas vezes que cuidei do preço após a compra não vi valor menor. Como moro na fronteira com a Argentina, literalmente, também precisava chegar a Guarulhos ainda. Fomos de carro até Chapecó e de lá pegamos voo direto para Guarulhos no dia do embarque para a Europa. Roteiro Compradas as passagens aéreas, é hora de finalizar o roteiro. Iríamos sair do Brasil dia 11/01/2018 e voltar de Madrid dia 28/01/2018, ao todo 16 dias úteis de passeio. Como Madrid seria a cidade de início e fim da viagem, elaborei um roteiro circular. O percurso total de carro foi de aproximadamente 3.400 Km. Segue esboço no Google Maps e lista com datas em cada local. 11/01 Guarulhos/Madrid 12/01 Madrid 13/01 Madrid/Segóvia/Madrid 14/01 Madrid/Zaragoza/Barcelona 15/01 Barcelona 16/01 Barcelona/Granada 17/01 Granada 18/01 Granada/Córdoba/Sevilha 19/01 Sevilha 20/01 Sevilha/Évora/Lisboa 21/01 Lisboa 22/01 Lisboa/Sintra/Lisboa 23/01 Lisboa/Fátima/Porto 24/01 Porto 25/01 Porto/Salamanca/Madrid 26/01 Madrid 27/01 Madrid 28/01 Madrid/Guarulhos Vendo a lista e a duração da estada em cada lugar, pode ter parecido uma viagem pesada. Realmente foi bem cansativa. Enquanto ainda aguento, deixo o descanso para os fins de semanas em casa. Preparativos no Brasil Procurei reservar hotéis que tivessem estacionamento privativo. Isso limitou muito as ofertas disponíveis. Muitos hotéis localizados próximos aos pontos turísticos não possuíam estacionamento, então acabávamos ficando um pouco mais afastados das principais atrações em algumas cidades. Claro que também tem-se a opção de deixar o carro nos diversos estacionamentos públicos existentes nas cidades. Uso normalmente o Booking para reserva de hotéis, mas o Hoteis.com se mostrou bem mais vantajoso na maioria das acomodações. Primeiro em relação ao preço, e segundo porque eu tinha possibilidade de realizar o pagamento ainda no Brasil sem a cobrança de IOF. Passeios mais concorridos, como a Sagrada Família em Barcelona e a Alhambra em Granada, foram comprados no Brasil com antecedência. São passeios com hora marcada e que dependendo da demanda há o risco de não conseguir ingresso na hora. Aproveitei a Black Friday e comprei os seguros de viagem. O plano EUROPA TOP pela Mondial Travel saiu 200 reais para cada pessoa. Preferi levar dinheiro para a viagem. Deixei o cartão de crédito para alguma emergência. Levei cerca de 10 mil reais, ou 2.400 euros. Total de gastos com passagem aérea e seguro viagem para duas pessoas: R$ 5.600 pela Air China, ida e volta de Guarulhos a Madrid R$ 400 pela Gol, ida e volta de Chapecó a Guarulhos (parte comprada em milhas) R$ 400 do seguro de viagem para duas pessoas pela Mondial Travel Clima e o que levar nas malas Apesar de ter uma temperatura mais amena, Portugal e Espanha, de um modo geral, são mais frias que o inverno brasileiro, mesmo para quem vive na região sul de nosso país. Temperatura agradável, que quase deu para tirar a blusa de frio, sentimos apenas em Sevilha, que era a cidade mais quente do roteiro. No restante dos lugares o casaco era um grande companheiro, junto com o cachecol, a luva e o gorro. E não pense que é frescura de brasileiro. Todas as pessoas andavam nas ruas bem agasalhadas, quase todos também com algum tipo de cachecol. Talvez por isso fosse difícil ver pessoas gripadas ou tossindo. Eu e minha esposa levamos uma mala média cada. A minha foi pesando 8 quilos e a dela foi pesando 10 quilos. Levei as roupas que uso no inverno brasileiro. Para mim foi suficiente. Se não tiver muita roupa de frio, deixe para comprar lá. Era época de liquidação de inverno e pelo menos o preço das roupas para o frio eram mais em conta que no Brasil. A Decatlhon lá tem um preço que chega a ser metade do praticado no Brasil. Também levei numa mochila uma câmera fotográfica, carregador portátil e uma extensão de tomada. Não tive problema com nossos plugs de tomada em nenhuma cidade da viagem. 11/01 - Saindo do Brasil Pegamos o voo em Chapecó. O embarque estava previsto para 09:00, mas a aeronave atrasou e decolamos por volta de 10:30, chegando a Guarulhos pouco mais de 1h depois. O voo para Madrid saiu 19:05, na hora marcada. Gostei do avião da Air China, um Boeing 787 Dreamliner. As poltronas da classe econômica reclinavam bem e a comida servida era decente. Meu inglês não é dos melhores, mas tive uma dificuldade tremenda em entender o que os comissários de bordo chineses falavam. 12/01 – Chegada em Madrid O avião chegou a Madrid 07:30, sem atrasos. Quando saí do avião já deu pra sentir o frio que fazia na cidade, próximo dos 3 graus Celsius. Seguimos direto para a migração. Pensando no terror que falavam que era a migração do aeroporto de Barajas, eu preparei uma pasta com todos os vouchers de hotéis e passeios, aluguel de carro, passagem área e seguro de viagem. Até contracheque e extrato mostrando o limite do cartão levei. O agente de migração apenas folheou o passaporte, comentou que já fomos a Machu Picchu (tinha o carimbo no passaporte), e carimbou a entrada. Não fez nenhuma pergunta e não pediu nenhum outro documento. Após pegar as malas, a ideia era comprar um chip de celular. Precisaria dele principalmente para usar o GPS do telefone. Não achei nenhum loja no terminal em que desembarcamos. Felizmente eu instalei também um GPS Offline no celular contendo os mapas de Espanha e Portugal. Nota: moro na fronteira com a Argentina faz 5 anos e até hoje não entendo direito o que os hermanos falam. O espanhol falado na Espanha é muito mais fácil de compreender. E mesmo falando um nível básico do idioma, não tive muitos problemas na comunicação. Fomos então ao balcão da locadora do veículo, a Sixt. O veículo locado foi um Ford Focus SW à gasolina, motor 1.0 turbo com apenas 2400Km rodados e que se mostrou muito econômico. Escolhi um modelo perua por conta do espaço do porta-malas, afinal seriam quatro malas, e a mala da minha sogra e sua irmã estavam bem parrudas. O preço, já pago no Brasil, ficou em 315 euros. Ao retirar o veículo o atendente me convenceu a pagar mais 180 euros pela cobertura completa. Não precisava, mas aceitei, afinal iria percorrer 3400Km. Apesar de nenhum incidente com o carro acho que foi vantagem. Não fizeram nenhuma conferência no veículo na retirada. Apenas entregaram a chave do carro e indicaram em qual vaga do estacionamento do aeroporto ele estaria. Como ainda faltava muito tempo para o check in no hotel e não tive respostas sobre um check in antecipado, fomos do aeroporto direto para uma loja gigante da El Corte Inglês, um tipo de loja de departamentos que encontramos na Espanha e Portugal em diversas cidades. No local tinha um quiosque da Vodafone, então aproveitei para contratar um plano com internet móvel no meu telefone. O Chip e o plano de 10GB válidos por 30 dias saíram por 25 euros. Também compramos água e fizemos um lanche numa cafeteria do local. Lanche simples, mas deu pra perceber o tanto que iríamos comer bem na Espanha. Já extremamente cansados, finalmente fomos para o hotel. O local escolhido foi o NH Madrid Sur. Ele é bem afastado das atrações turísticas de Madrid, mas no momento não importava, pois iríamos deixar para conhecer a cidade apenas no retorno a ela. Para a proposta inicial ele serviu muito bem. Estávamos tão cansados que não fizemos mais nada no restante do dia. Total de gastos no dia: 522 reais por duas diárias do hotel NH Madrid Sur (pago no Brasil pelo Hoteis.com) 495 euros, parte paga no Brasil e o restante após a entrega do carro. 25 euros por chip da Vodafone 13 euros em lanchonete do El Corte Inglês 1 euro no El Corte Inglês com garrafas de água 5 euros no estacionamento do El Corte Inglês Nota: não vou incluir gastos com compras supérfluas tais como roupas, calçados ou lembrancinhas. Todos os preços da refeições que eu colocar já incluem a gorjeta, quando era o caso, e que normalmente eu dava 10% do valor total. 13/01 – Segovia Um pouco mais descansados, acordamos cedo no horário madrileno. Peguei as diárias do hotel sem café da manhã. Achei muito caras. Não lembro o preço mais dava mais de 10 euros por pessoa. Aliás, em quase todos os hotéis que reservei o café da manhã era bem caro. Na rua um frio danado. Fomos na Cafetería Santander Camuy, próxima do hotel. Com 5 euros pedi 2 cafés com leite e duas torradas com presunto e queijo, para mim e a esposa. Voltamos ao hotel e pegamos o carro rumo a Segovia. Percurso de 100Km em rodovia duplicada. Pagamos um pedágio de 8,40 euros. No caminho deu para ver a paisagem tomada pela neve. Nunca tinha visto nada igual. Na semana anterior ao nosso passeio havia nevado bastante na Espanha. Em Segovia deixamos o carro em um estacionamento pago no subsolo, o Parking Acueducto Segovia. Ele fica próximo das principais atrações e é um bom lugar para iniciar o passeio pela cidade, que pode ser feito todo a pé sem muito esforço. Na cidade ainda havia neve da semana anterior. A temperatura era de 1 graus Celsius, mas pelo menos não ventava. Começamos pelo Aqueduto de Segovia, da época do Império Romano. Atravessamos as muralhas da cidade e seguimos em direção ao Alcazar de Segovia. No caminho pegamos neve misturada com chuva. Passamos pela Catedral, mas sem entrar nela. Prometi para minha esposa que não entraríamos em todas as Igrejas que víssemos pela frente, a não ser as imperdíveis. A entrada do Alcazar foi de 8 euros por pessoa, compradas no local. Gosto muito de história e coisas antigas, então para mim aquilo tudo era fascinante. O Alcazar conta com um pequeno museu contendo armaduras e armamentos antigos e uma torre de onde se tem uma bela vista da cidade e região. Depois de visitar todos os locais do castelo, fomos a uma cafeteria do local para esquentar um pouco o corpo. Saindo do Alcazar caminhamos contornando as muralhas da cidade. Um verdadeiro espetáculo. Já perto da hora do almoço, a fome começou a bater. Fomos a alguns restaurantes que eu havia marcado no Google Maps. Alguns deles precisavam de reserva. Ficamos então no Café Bar Haggen. Todos escolheram o menu do dia, que contava com entrada, prato principal, sobremesa e bebida. Para eu e minha esposa o valor ficou em 35 euros. O sabor é contestável. Eu gostei, mas minhas companheiras de viagem não. Acharam o tempero muito forte. Após o almoçar seguimos para Navacerrada. Queria conhecer a estação de esqui local. No caminho começou a nevar com mais intensidade. Inicialmente era tudo muito bonito. Mas à medida que subíamos a serra a neve ia aumentando e o carro começava a patinar quando precisava desacelerar para fazer as curvas fechadas existentes no percurso. O carro não tinha corrente para os pneus e até então eu achava que não iria precisar. Engano meu. Levamos mais de 1 hora para percorrer 40Km. Chegando à Navacerrada ficamos com medo da neve piorar e ficarmos preso na rodovia, como ocorreu na semana anterior durante a última nevasca, e fomos direto para Madrid, em mais 60Km. Não havia pedágio neste percurso. Na descida os caminhões limpadores de neve já haviam passado pelo local e ficou muito mais tranquilo de dirigir. Em Madrid fomos conhecer as lojas nas imediações do hotel. Havia uma Decatlhon, onde comprei uma bota e algumas meias. Minha esposa comprou uma segunda pele por 5 euros. Depois fomos à Cafeteria Novell, onde lanchamos por 10 euros para eu e minha esposa numa refeição farta e gostosa. Recomendo. Total de gastos no dia: 5 euros de café da manhã na Cafetería Santander Camuy em Madrid 8,40 pedágio entre Madrid e Segovia 10,30 euros no estacionamento Parking Acueducto Segovia 16 euros para duas entradas no Alcazar de Segovia 3 euros em cafeteria no Alcazar de Segovia 35 euros de almoço no Café Bar Haggen em Segovia 10 euros de jantar na Cafeteria Novell em Madrid 14/01 – Indo para Barcelona com parada em Zaragoza Mais um dia de acordar bem cedo, como quase todos os dias da viagem. Novamente fomos tomar café da manhã na Cafetería Santander Camuy. Após o café voltamos para o hotel, pegamos as malas e acertamos o estacionamento, que não estava incluído na diária: 20 euros por dia. Depois partimos rumo a Zaragoza, em 316 Km de rodovia duplicada. Nota: Sobre as rodovias na Espanha e Portugal, você sempre tem a opção de pegar uma rota com pedágio e outra sem. As rotas pedagiadas que pegamos eram todas duplicadas e o limite de velocidade era até 120 Km/h. A rota sem pedágio podem ser duplicadas ou de pista simples, nesta última limitada no máximo a 100 Km/h. Como tínhamos que fazer deslocamentos grandes durante a viagem, eu escolhia a rota mais rápida, e quase sempre era a pedagiada. Pouco antes de chegar em Zaragoza, paramos para abastecer o carro pelo primeira vez. Em volta do posto bastante neve e frio. Nesse primeiro abastecimento havia um frentista, daí aproveitei para tirar dúvidas de como operar a bomba de combustível, pois sabia que alguns postos adotavam o método de auto atendimento, com o qual eu não tinha familiaridade. É bem simples. Você coloca o valor que quer no combustível que escolher e inicia o abastecimento apertando o gatilho. Em alguns postos depois de certo horário você precisa ir na conveniência do posto e pedir o quanto quer abastecer, num sistema "pré pago". A gasolina na Espanha girou em torno de 1,30 euros o litro. Ainda bem que o carro era econômico. Nota: Não conseguimos euro trocado no Brasil, apenas notas de 100. Aproveite pagamentos no hotel, abastecimento e outras compras mais caras para utilizar as notas altas e assim ter dinheiro trocado, pois em alguns comércios não aceitavam a nota de 100 pois não tinham troco. Chegando em Zaragoza estacionamos o carro no Aparcamiento Salamero. Queríamos conhecer a Basílica de Nuestra Senora del Pilar e o Palácio de la Aljaferia. A temperatura estava 7 graus, mas a garoa que caía e o vento deixava tudo muito mais gelado. Fomos caminhando até o primeiro local a ser visitado. A entrada da Basílica de Nuestra Senora del Pilar era gratuita, uma raridade nos tempos religiosos que visitamos na viagem. O local era imenso. Não sou religioso, mas tenho um fascínio por igrejas e outras construções antigas. Ao lado da Basílica passa o Rio Ebro. Atravessando uma ponte de pedra do século XV tem-se uma vista panorâmica da Basílica, mas com o clima chuvoso e frio não aguentamos ficar muito tempo perto do rio exposto ao tempo. Finalizado o passeio na Basílica, fomos procurar um local para almoçar. Andando pelas ruas da cidade num frio e com um chuvisco que não parava, encontramos um Mercado Gastronômico. Havia várias opções de restaurantes. Eu e minha esposa pedimos pratos a base de massa, um suco de laranja e uma sangria. Tudo saiu por 25 euros. Como já estava ficando tarde e ainda tínhamos 312 Km até Barcelona, decidimos por não conhecer o Palácio de la Aljaferia por dentro, apenas passamos de carro pelo lado dele. No trecho até Barcelona pegamos um pedágio. Resolvi testar o pagamento com cartão de crédito. Coloquei na máquina e achei estranho não ter que digitar nenhuma senha. A cancela foi liberada e seguimos viagem. Talvez na hora em que aluguei o carro foi feita alguma associação do cartão de crédito com o veículo. Nota: Os pedágios na Espanha podem ser pagos por dinheiro ou cartão. É preciso ficar atento à indicação da fila que você vai pegar qualé a forma de pagamento aceita. Algumas aceitam apenas um dos métodos, outras os dois. Nas que aceitam dinheiro a máquina te dá o troco. Já escurecia quando chegamos em Barcelona. Pouco antes paramos para mais um abastecimento. O trânsito na rodovia estava intenso, e assim foi até próximo do hotel. Escolhemos o Aparthotel Hispanos 7 Suiza. A diária para dois dias saiu por R$ 762 para quatro pessoas, sem café da manhã e sem estacionamento incluído. Minha parte e da esposa saiu por 381 reais. O local tinha dois quartos, cozinha, banheiro e máquina de lavar. A localização era excelente, a uma quadra da Sagrada Família, mas distante a pé do restante das atrações. Decidimos sair para jantar. Era domingo de noite. As ruas não estavam tão movimentadas e a maioria das lojas estavam fechadas. Demos um volta ao redor da Sagrada Família e depois fomos em direção à Casa Milà. No caminho achamos uma cafeteria que parecia ter boa comida. Já havíamos passado por outras não tão convidativas. Meu lanche e o da esposa saiu por 9,10 euros. Como o clima em Barcelona não estava tão frio, na casa dos 10 graus Celsius, visitamos também a Casa Batlló, que não estava tão distante da Casa Milà. Nos dois locais não pagamos ingresso para o interior. Eram bastante caros. Após, passamos num mercado para comprar água e lanchinhos e depois voltamos ao hotel. Total de gastos no dia: 7 euros de café da manhã na Cafetería Santander Camuy em Madrid 40 euros do estacionamento do hotel em Madrid 50 euros de gasolina 25 euros de almoço em Zaragoza 7 euros estacionamento em Zaragoza 6,78 euros de pedágio 381 reais por duas diárias no Aparthotel Hispanos 7 Suiza para duas pessoas (pago no Brasil pelo Hoteis.com) 9,10 euros em cafeteria em Barcelona 4,35 euros em mercado em Barcelona 15/01 – Barcelona Dia de conhecer um dos principais pontos turísticos do passeio. Os ingressos para a Sagrada Família foram comprados com antecedência no Brasil, ao custo de 15 euros cada, somente o passeio básico. A entrada estava agendada para 09:30. Antes fomos tomar um café da manhã em uma padaria próxima, o 365 Café. Uma refeição padrão saiu 7,55 euros para o casal. Ao redor da Sagrada Família havia um forte esquema de segurança, com algumas ruas interditadas e a presença de policiais. Aguardamos o horário e enquanto isso apreciávamos os raios solares que batiam nas torres do templo, dando uma coloração dourada para eles. Já no interior, pude apreciar uma beleza indescritível nos vitrais e nas linhas fora do convencional presente nas colunas e paredes. No subsolo do templo há um museu com diversas maquetes mostrando a evolução do que viria a se tornar o tempo atual. Findo o passeio, iniciamos um tour a pé por Barcelona. Fomos até o Passeig de Sant Joan e seguimos até o Parc de la Ciutadella, passando pelo Arco do Triunfo. No parque aproveitamos para descansar um pouco na frente da Cascada Monumental. Depois partimos em direção à praia, mas erramos o caminho e acabamos em um tipo de pier onde se localizava o Aquário de Barcelona. Já se aproximava da hora do almoço e fomos em direção ao bairro El Gòtic para procurar algum restaurante para comer. No trajeto encontramos a Igreja de Santa Maria do Mar. A entrada era gratuita, mas já havia passado das 13hs e resolvemos deixar para depois. Próxima da entrada da Igreja uma moça nos chamou para um restaurante. Olhamos o cardápio e resolvermos dar uma chance. Se chamava Restaurante Santa Maria del Mar. Pedimos o menu do dia, que vinha entrada, prato principal, sobremesa e bebida. Lembro de ter pedido um arroz negro com lula, bem gostoso. Meu almoço e o da esposa saiu por 25 euros. De bucho cheio e já cansados de tanto caminhar, seguimos pelo El Gòtic direto para a Catedral de Barcelona, apreciando as ruas antigas do caminho. A Catedral em estilo gótico data do século XIII, sendo construída em cima de outras Igrejas mais antigas. A fachada é espetacular, mas o ponto alto está no interior, todo de pedra e que com auxílio da iluminação ganha uma coloração magnífica. A entrada sai 7 euros por pessoa, com direito a acessar o telhado do templo, dando uma bela vista da cidade lá do alto. No restante do dia fomos fazer compras na Avinguda del Portal de l'Àngel, que conta com diversas marcas famosas. Era época de liquidação de inverno e tinha várias coisas com preço bom. Paramos também numa cafeteria para tomar um café, por 3,70 euros o casal. Depois voltamos para o hotel e fomos descansar até a hora do jantar. Fizemos um lanche na Los Santos Empanadas Argentinas, que como o nome sugere, é especializada em empanadas. Há diversos sabores. Totalmente indicado. Para o casal saiu por 13,80 euros, com 5 empanadas e bebidas. Esse dia foi extremamente cansativo. Caminhamos próximo dos 10 Km. Tentei convencer as companheiras que o divertido era conhecer a cidade à pé, que de táxi ou metrô não teria a mesma graça. Mas a verdade é que forcei um pouco a barra. Se tivéssemos dois dias inteiros em Barcelona daria para ver as atrações sem tanto cansaço. Infelizmente não deu para conhecer o Parque Guell e o Castelo de Montjuic e acabamos não entrando na Igreja de Santa Maria del Mar. Voltaremos à Espanha um dia e com certeza Barcelona fará parte do roteiro, dessa vez para conhecer o que faltou na cidade e para visitar vários lugares ao redor, como Andorra e os Pirineus. Total de gastos no dia: 7,55 euros de café da manhã no 365 Cafe 30 euros por duas entradas na Sagrada Família (compradas no Brasil) 25 euros de almoço no Restaurante Santa Maria del Mar 14 euros por duas entradas na Catedral de Barcelona 3,70 euros numa cafeteria em Barcelona 13,80 euros na Los Santos Empanadas Argentinas 16/01 – Deslocamento até Granada Um dia totalmente dedicado ao deslocamento até Granada. Tracei uma rota no Google Maps que daria 811 Km, indo em direção à Valência e Múrcia. Antes de sair do hotel fomos novamente tomar café da manhã do 365 Cafe, dando 8 euros para o casal. Pagamos o estacionamento do hotel, que deu 25 euros por dia 😭, e seguimos a estrada. No meio do caminho paramos em um posto para abastecer e comprar água e lanches. Chegando perto de Valência, pagamos o pedágio mais caro da viagem. Não lembro o preço, mas foi próximo de 30 euros. Almoçamos pouco depois de Valência em um posto de combustível. Minha refeição e da esposa deu 21,25 euros. Comida mediana, mas deu pra matar a fome. Aproveitamos a parada e abastecemos novamente o carro. Colocávamos 25 euros de cada vez, assim conseguíamos trocar as notas de 100 e ter notas menores. Chegamos em Granada no fim da tarde. Nunca percorri 800 Km tão rápido, isso sem passar da velocidade máxima das vias. As rodovias ajudaram. Pistas duplicadas na maior parte do percurso e pouco movimento nas rodovias, mesmo nos trechos sem pedágio. Nota: Os europeus, pelo menos os espanhóis e portugueses, são muito educados no trânsito. Respeitam faixa de pedestre na maioria dos lugares, não tomam conta da faixa da esquerda nas rodoviais, mesmo se estiverem muito rápido (o que não era incomum), e dão passagem se você sinalizar que vai mudar de faixa ou acessar uma via. Já no Brasil... O Hotel reservado em Granada foi o Granada Center. A diária ficou em 131,72 euros para dois dia, sem café da manhã, mas com estacionamento no local incluído. É um bom hotel, fora do centrinho da cidade, mas não muito longe, a poucos minutos caminhando da maioria das atrações e com algumas opções de lanchonetes e restaurantes próximos. Um motivo que me fez escolher o hotel é que o acesso ao centro histórico de Granada é restrito a moradores e táxis, e tive medo de tomar multa por circular em área não permitida. Depois de nos acomodar, fomos fazer um lanche. Escolhemos o Mimimi, que não sabíamos, mas era especializado em comida vegana. Mesmo sendo carnívoro, gostei da comida. A refeição do casal saiu por 18 euros, mas pedimos bastante coisa. Após, minhas companheiras quiseram ir numa mega loja do El Corte Ingles que havia perto do hotel. Descobri que nesse dia que não havia cansaço para perambular pelas lojas, mas para visitar as atrações caminhando... 😂 Eu segui sozinho para o centro da cidade. Queria ter uma ideia de como era Granada de noite. Passei pelo Monastério de San Jerônimo e a Basilica de San Juan de Dios e depois segui pela Calle Gran Via de Colón até chegar nos fundos da Catedral de Granada. Tirei algumas fotos do exterior e voltei em direção ao hotel passando por diversas praças e vielas. Nota: É incrível a sensação de segurança que senti nas cidades visitadas. Caminhava dia e noite com uma câmera grande, muitas vezes com ela à mostra, e não me senti em nenhuma situação de risco. Claro que mesmo assim não baixava a guarda. Nunca levava nada no bolso de trás da calça e o dinheiro e passaporte sempre ficava em uma doleira por baixo das roupas. Total de gastos no dia: 8 euros de café da manhã no 365 Cafe 50 euros do estacionamento do hotel em Barcelona 5,90 euros de água e lanche no posto de combustível 30 euros de pedágio 21,25 euros de almoço na rodovia próximo de Valência 75 euros de gasolina 131,72 euros por duas diárias do Hotel Granada Center (reservado no Hoteis.com) 18 euros de janta no Mimimi em Granada 17/01 – Granada Acordamos cedo e fomos tomar café da manhã. Fazia 3 graus Celsius e ventava bastante. Comemos na Cafeteria Mundidulce, com dois cafés com leite e dois baguetes gigantes por 7,60 euros. De barriga cheia, fomos procurar um táxi para subir até a Alhambra. Prometi a minha esposa que esse deslocamento não faríamos a pé. Acho que ela estava com trauma da caminhada em Barcelona. Sobre a Alhambra, trata-se de um complexo de palácios e fortaleza, que datam da época em que a Espanha era dominada pelos mouros. O complexo é influenciado principalmente pela arquitetura islâmica e é composto pela Alcazaba (fortaleza), Palácio de Carlos V, Palácios Nazaries e o Generalife. O ingresso foi comprado com antecedência no Brasil pelo preço de 14,80 euros por pessoa. Na compra é preciso indicar o horário que irá visitar os Palácios Nazaries. Já dentro do complexo, começamos o passeio pelo Generalife, um conjunto de jardins que conta também com um palácio no estilo mudéjar, de onde se tem uma visão privilegiada do restante da Alhambra. Reserve pelo menos uma hora para o lugar, que é um espetáculo. Depois fomos para a fila dos Palácios Nazaries, que estava com a entrada marcada para as 11hs. O local é sensacional. Incrível o que os muçulmanos fizeram. Tudo com uma riqueza de detalhes imensa. De todas as atrações vistas na viagem, a Alhambra com certeza é a mais bela, parte disso graças aos Palácios Nazaries. Ainda tínhamos o Palácio de Carlos V, já em estilo ocidental e com um museu bem bacana dentro, e a Alcazaba, uma fortaleza que é também a parte mais antiga da Alhambra, datada do século IX. Já era perto das 14 horas quando terminamos o passeio pela Alhambra. Tentei convencer minha esposa a descer para o centro de Granada a pé. Seria uma caminhada de 15 minutos, mas não teve jeito, fomos de táxi. Com isso perdi a chance de tirar umas fotos do Portão da Justiça, que ficava no caminho rumo ao centro. Almoçamos no La Vinoteca. Refeição para o casal saiu 35 euros, com entrada, pratos principais e bebidas. Comida muito gostosa, mas não tão farta quanto de outros lugares que havíamos comido. Seguimos para a Catedral de Granada. O ingresso saiu em 5 euros por cabeça, com direito a áudio guia em português. O exterior da Catedral fica apertado no meio de outras construções, então não há uma fachada grandiosa como na Catedral de Barcelona, mas o interior é incrível, ricamente decorado em ouro, e os órgãos são um espetáculo. Finalizado o passeio, voltamos para o hotel pelo caminho que eu havia feito na noite anterior. Próximo do entardecer, minha esposa ficou descansando no hotel e fui sozinho até o Miradouro de San Nicolás. O caminho até lá era uma ladeira passando pelo simpático bairro de Albaicín. Esperava uma vista panorâmica da Alhambra e fui surpreendido também com um belo por do sol. Peguei um caminho diferente na volta, passando por ruelas e escadarias de pedras. Voltando ao hotel, chamei as companheiras para jantar. Próximo havia um restaurante de comida italiana com preço bom e avaliações bem positivas, o La Tuttoria. Passamos nele 19:00 e estava fechado. Uma pena. Rodamos pela redondeza e não achamos nenhum outro interessante do nosso gosto, apenas alguns com o preço bem elevado. Fomos então matar tempo do El Corte Ingles, de novo. Aproveitei para comprar água e alguns lanches. Depois voltamos para o La Tuttoria. Dessa vez estava aberto. Nesse dia constatamos que o horário das refeições dos espanhóis é bem mais tarde do que estávamos acostumados. Pedi um carpaccio e a esposa uma macarronada. Ainda comi parte da refeição das companheiras, rabo de touro cozido e fondue de gorgonzola. A parte do casal com bebidas incluídas saiu por 23,50 euros. Total de gastos no dia: 7,60 euros de café da manhã na Cafeteria Mundidulce 10 euros de táxi até a Alhambra 29,60 euros para duas entradas na Alhambra (compradas no Brasil) 8,40 euros de táxi para da Alhambra para o centro de Granada 35 euros de almoço no La Vinoteca 10 euros por duas entradas na Catedral de Granada 16,69 euros em um mercado de Granada 23,50 euros de jantar no La Tuttoria
  14. Qual a condição do caminho entre Barreirinhas e Paulino Neves? Um carro de passeio comum consegue passar por lá, mesmo com dificuldades? Vou pro Nordeste agora em julho e aluguei um carro para percorrer vários lugares, mas não acho informações recentes desse trecho da estrada. Grato.
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