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pedro.phma

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  1. 22/01 – Mudança de planos Hoje era dia de conhecer o Parc national des Calanques. Para quem nunca ouviu falar, as calanques são falésias de calcário que recortam o litoral, em alguns lugares formando praias magníficas. O melhor jeito de conhecer as calanques seria fazendo as trilhas a pé a partir de Marselha ou Cassis. O inverno é uma boa época pra fazer as trilhas, pois como não há risco de incêndio elas estão abertas a qualquer hora do dia. Como eu estava acompanhado de duas idosas, as trilhas nunca foram uma opção. Restou o passeio de barco. Em Marselha ele não é feito durante o inverno. Em Cassis o passeio ocorre no ano todo, mas depende das condições do vento no local. Se estiver muito forte, o que é comum no inverno, o passeio não ocorre. Quando acordei a primeira coisa que vi foi a previsão do tempo para o dia. Os ventos estavam muito fortes e não tinha previsão de melhorar. Eu ainda não sabia, mas o provável causador disso foi a Tempestade Glória, a pior na região desde 2003, que naquela manhã estava em Barcelona e no dia seguinte iria estragar nossa viagem para Carcassone. Havia reservado um carro para ir de Nice até Cassis e depois Marselha. Como a estação de trem de Cassis fica longe do litoral e não há tanto trem para lá, o carro parecia ser a melhor opção de deslocamento. Mas devido à impossibilidade de fazer o passeio de barco, cancelei a locação do carro e fui à Gare Nice Ville comprar passagens de trem para Marselha. Cada uma saiu por 28,50 euros. Como não é um trem regional, a passagem fica mais cara quanto mais próximo do dia do embarque ela é comprada. Felizmente, por conta da greve a SNCF estava com diversas promoções e a passagem não saiu tão cara. No fim, saiu mais barato do que se tivéssemos mantido o aluguel do carro. Obs: As máquinas para compra das passagens dos trens Intercity e de Alta Velocidade aceitam somente cartão. Para comprar no dinheiro tem que se dirigir a algum guichê da SNCF. Na viagem da Itália usei bastante as máquinas para fazer troco de notas de euro grandes (50 e 100 euros). Na França isso ficou mais limitado. Tomamos café da manhã no hotel, acertamos as despesas pendentes no check out e fomos para a estação pegar o trem. O percurso entre a Gare Nice Ville e a Gare Saint Charles em Marselha durou pouco menos de três horas em um trem Intercity. Depois de Toulon a viagem proporcionou belas paisagens litorâneas. Chegando a Marselha, era nítido o tanto que a cidade era mais degradada que outras grandes cidades visitadas na França. A Gare Saint Charles é grande e muito bem cuidada, pelo menos no interior. No exterior havia diversas pessoas mal encaradas que não encontrei em outros lugares da França, mas nada muito diferente do quê se vê próximo das rodoviárias na maioria das grandes cidades brasileiras. Sem paranoia, o negócio é ficar atento e cuidar dos pertences. O hotel escolhido, o Holiday Inn Express Marseille Saint Charles estava localizado na frente da estação de trem. Era bem moderno. A diária com café da manhã já estava paga, por 326,79 reais o quarto de casal. Deixamos as malas nos quartos e fomos atrás de algum restaurante para almoçar. Caminhando nas ruas e superando o choque inicial com a aparência da cidade, nota-se que o seu centro é um canteiro de obras. Diversos trabalhos de revitalização estão sendo feitos para melhorar a fachada dos prédios e ruas, possivelmente para tentar atrair mais turistas. E a cidade mais antiga da França tem diversos atrativos interessantes para conhecer. Almoçamos no Restaurante Les Allées. A fachada parece meio derrubada, mas o interior é aconchegante. Uma senhora bem simpática nos atendeu. Pedi um prato de carne acompanhado de purê de beterraba. Foi uma das melhores refeições que tive na viagem. Comida saborosa, bem servida e por um preço muito bom para a qualidade da comida. O almoço para o casal acompanhado de bebidas saiu por 45 euros. Depois do almoço, fomos direto para o Porto Velho de Marselha. Ainda não havia desistido do passeio de barco para as calanques. Vai que... Mas infelizmente o que eu já sabia foi confirmado. A empresa Croisieres Marseille Calanques não opera durante boa parte do inverno. O passeio às Ilhas Frioul e ao Château d'If também estavam suspenso. Uma pena. Sem muito rumo, pois não tinha feito um plano B para o dia, começamos a andar pelo Porto Velho e paramos no quiosque do Les Petits Trains de Marseille, aqueles trenzinhos que ficam andando pelas cidades turísticas. Resolvemos fazer o roteiro que passava pela Basilique Notre-Dame de la Garde, ao custo de 8 euros por pessoa. O trenzinho contornou o Porto Velho e seguiu pelo litoral em direção ao sul. Depois ele entra para o meio da cidade e começa a subir (e que subida) para a Basílica. Além de ser um belo templo religioso, lá de cima têm-se uma das melhores vistas panorâmicas da cidade. Infelizmente esqueci minha câmera no hotel e estava somente com o celular, se não daria para tirar muitas fotos bonitas. Depois de cerca de 20 minutos, o trenzinho começou o passeio de volta para o Porto Velho. Do Porto Velho, fomos para algumas ruas comerciais de Marselha, já próximo da noite. No fim de uma dessas ruas dei de cara com a Prefecture of the Bouches-du-Rhône, que já se encontrava com sua bela fachada toda iluminada. Voltamos para o hotel e resolvemos jantar por ali mesmo. A comida nem de longe se comparava ao que era servido nos restaurantes, pois era comida pré-preparada esquentada no forno pela recepcionista do hotel, que fazia isso ao mesmo tempo que realizava o chek in dos hóspedes de chegavam e ainda atendia telefonemas. Mas o meu prato, uma mistura com carne de pato que esqueci o nome, até que estava gostoso. O custo foi de 21,80 euros para o casal. Durante o jantar, recebi a confirmação da SNCF por e-mail de que o trajeto Carcassone a Tours de trem estava confirmado. Era meu maior medo, pois naquela região da França a greve ainda estava forte e a maioria dos horários estava sendo cancelados. Recebi também a confirmação do trecho Marselha a Carcassone. Marselha me surpreendeu. Coloquei-a no roteiro somente por conta das calanques, mas a cidade é bem legal. Há diversas atrações culturais, pena que não planejei muita coisa aqui. O Musée des Civilisations de l'Europe et de la Méditerranée, perto do Porto Velho, parece ser interessante, bem como o complexo do Palácio Longchamp. O passeio de barco às Ilhas Frioul e ao Château d'If também entraria no meu roteiro caso tivesse mais tempo disponível. Enfim, é uma cidade que, a meu ver, demanda pelo menos dois dias para ser mais bem aproveitada. Deveria estar no roteiro de quem quer conhecer o sul da França ou tem muitos dias (pelo menos 20) para passear por todo o país. Mas para um roteiro mais enxuto tem locais melhores para conhecer. Gastos do dia: 8,80 euros de taxa turística para duas pessoas em Nice 57 euros em duas passagens de trem de Nice a Marselha 326,79 reais em uma diária no Hotel Holiday Inn Express Marseille Saint Charles 3,30 euros de taxa turística para duas pessoas em Marselha 45 euros de almoço para duas pessoas no Les Allées em Marselha 16 euros para duas pessoas no Le Petit Train Touristique 21,80 euros em jantar no hotel de Marselha 23/01 – Quando tudo deu errado Hoje o dia começou bem. Acordamos cedo e fomos tomar café da manhã do hotel, que era muito bom. Depois, fizemos o check out e fomos para a Gare Saint Charles, onde ainda aguardaríamos 30 minutos para embarcar no trem rumo a Carcassone, que sairia às 09h30. Cada passagem, comprada no Brasil, saiu por 11,20 euros (56,37 reais na fatura do cartão). Enquanto aguardava o trem, recebi um e-mail da SNCF de que a viagem havia sido cancelada. Não li direito o e-mail, mas achava que era por conta da greve. Como estava sendo permitida remarcação sem custo em caso de viagem cancelada pela empresa, peguei o celular e comecei a procurar outros trens que faziam o trajeto. Consegui alterar as passagens para um trem que iria para Lyon e depois para Carcassone, saindo às 09h50. Dessa vez conseguimos embarcar. Durante a viagem para Lyon, a coisa foi ficando tensa. Recebi outra mensagem de que a viagem até Carcassone havia sido cancelada de novo. Dessa vez li com atenção o e-mail. O motivo era o mau tempo em alguns trechos da viagem. E relendo o e-mail do primeiro cancelamento, o motivo tinha sido o mesmo. A tal Tempestade Glória, que provavelmente atrapalhou nosso passeio nas calanques, certamente estava dificultando nossa vida até Carcassone. Estava chovendo tanto que a linha férrea na região de Narbona estava debaixo d’água. A viagem ainda poderia seguir até Montpellier, que era a cidade mais próxima de Carcassone que o trem poderia me levar. Comecei então a pesquisar formas alternativas para chegar ao destino final. Todas as linhas de trem que iam até Carcassone eram canceladas. Cogitei então pegar um ônibus a partir de Montpellier, mas não tinha certeza se conseguiria. Caso desse errado, dormiria em Montpellier. Chegamos a Lyon na Gare Lyon Perrache e pegamos outro trem para a Gare Lyon Part-Dieu, de onde sairia o trem para MontPellier. Embarcamos, e estava lançada a nossa sorte. No vagão em que estávamos conhecemos uma brasileira que morava na Espanha e estava passeando pela França. Ela começou a conversas com o fiscal que passou conferindo as passagens. Ele disse que nenhum trem chegaria a Carcassone por conta da chuva e o pior, no dia seguinte teria nova paralisação geral na França. Mesmo se conseguisse chegar a Carcassone, haveria grande chance de no dia seguinte nosso trecho de Carcassone a Tours ser cancelado por conta da greve. Decidimos então que o melhor a fazer era tentar chegar até Tours. Descemos então na primeira estação que o trem parou, na cidade de Valence. Isso já era 13h00. E lá vou eu ver as possibilidades para chegar até Tours. Os trens que partiriam nos horários mais próximos estavam com a passagem custando a partir de 150 euros cada uma. Totalmente inviável. Acabamos comprando uma passagem para um trem que sairia às 16h30 e faria conexão em Paris. Cada passagem saiu por 68,50 euros. Mas não era só isso. Perderíamos a reserva do hotel em Carcassone, que já estava paga (444,30 reais), e também a passagem de trem de Carcassone até Tours, que havia nos custado 27,30 euros cada (137,42 reais na fatura do cartão). Precisava ainda reservar mais uma diária no Hotel em Tours. Enquanto esperávamos o trem em Valence, fizemos um lanche na padaria Paul, localizada dentro da estação. A refeição saiu por 16,40 euros para duas pessoas. Às 16h30, pontualmente, o trem partiu rumo a Gare de Lyon, em Paris. Lá, precisávamos trocar de estação e então pegamos um táxi para a Gare Montparnasse, ao custo de 23,30 euros. Às 20h30 o trem partia rumo a Tours. Deixamos para jantar no vagão restaurante que havia no trem, mas que infelizmente já estava com as atividades encerradas. Chegamos a Tours às 21h45, cansados e com fome. Na verdade ficamos em Saint-Pierre-des-Corps, cidadezinha ao lado de Tours. Fomos direto para o Hotel Kyriad Tours, que estava localizado ao lado da estação. A diária nos custou 115 euros. Perguntamos pelo restaurante do hotel e a atendente nos disse que ele já estava encerrado. Para piorar, não havia muitas opções próximas e estava muito frio na rua para sair andando pela cidade procurando qualquer coisa. Então voltamos na estação de trem, já vazia, e tivemos que nos contentar com os snacks vendidos na máquina de autoatendimento existente lá. Pela primeira vez passei por tantos imprevistos em uma viagem. Não bastasse não conseguir chegar ao destino pretendido, ainda tivemos bastante prejuízo com o que havia sido pago e com os gastos não previstos, pelo menos 1200 reais. Mas para quem quiser conhecer Carcassone, saiba que é uma das cidades muradas mais bem preservadas da Europa. E o hotel reservado parecia ser o melhor da viagem. Uma pena. Mas quem sabe uma próxima vez. O dia foi tão ruim que nem consegui tirar foto Gastos do dia: 22,40 euros em duas passagens de trem de Marselha a Carcassone (R$ 112,745) 444,30 reais em uma diária no Soleil Vacances Hotel les Chevaliers em Carcassone (perdida) 54,60 euros em duas passagens de trem de Carcassone a Tours (R$ 274,84) (perdida) 137 euros em duas passagens de trem de Valence para Tours 16,40 euros em lanche na Padaria Paul da estação de Valence 23,30 euros em Taxi de Paris 3 euros de água em Paris 115 euros em uma diária no Hotel Kyriad Tours, em Saint-Pierre-des-Corps 4,80 euros em lanche de máquina na Gare Saint-Pierre-des-Corps 24/01 – Então vamos conhecer Tours No roteiro original, hoje o dia estava reservado apenas para o deslocamento entre Carcassone e Tours, que seria o maior e mais demorado da viagem. Mas quando acordei fiquei feliz que não insistimos mais em chegar a Carcassone no dia anterior. Recebi no e-mail que o trecho da viagem de Carcassone a Bordeaux foi cancelado devido ao clima e o trecho de Bordeaux a Tours foi cancelado pela greve. Não tínhamos um roteiro pra Tours, nem estava previsto visita à cidade. Na verdade, estávamos em Saint-Pierre-des-Corps, cidadezinha ao lado de Tours, porque a locadora de carro que eu precisava tinha um escritório na estação de trem da cidade e aceitava devolução de carro fora de horário. Depois de tomar café da manhã no hotel, acertei na recepção a reserva original, que já estava paga, custando 671,76 reais em mais duas diárias, valor bem mais baixo do que paguei na diária do dia anterior. Fomos para a estação e pegamos um trem para Tours. Há uma linha que só faz o trajeto entre Tours e Saint-Pierre-des-Corps. Ela sai de hora em hora. Essa linha tem dois valores, dependendo da máquina que você comprar: 3 euros se comprar a passagem na máquina para trem regional e 1,40 euros se comprar a passagem na máquina para trens de longa distância. Não me perguntem o porquê disso. Como só fiquei sabendo depois, comprei a passagem de 3 euros. A viagem entre as duas cidades dura 5 minutos. No roteiro meio improvisado, pensamos em passear pelos comércios da cidade e pelo centro histórico. E foi para esse último que resolvemos ir direto. Saímos caminhando pelas ruas da cidade passando por belas praças, até chegarmos à Place Plumereau, um local com diversas construções no estilo enxaimel. Após rodar um pouco nas redondezas, passamos no Café du Vieux Murier para almoçar. Mais uma boa refeição nesse país de tão boa comida. O custo para o casal foi de 46,50 euros. Depois de almoçar, caminhamos ao longo das margens do Rio Loire até a altura da Pont Wilson, quando minhas companheiras resolveram seguir por uma rua cheia de comércios. Eu continuei andando sozinho pela cidade. Segui pela margem do rio e encontrei o “The World War I Tours American Monument”, um monumento dedicado aos americanos que serviram na Primeira Guerra Mundial. Depois fui até a Pont de Fil, de onde se tinha um belo panorama do Château de Tours e das ilhas do Rio Loire. A seguir, fui até a Cathédrale Saint-Gatien, onde a entrada era gratuita. Ela é feita no estilo gótico e em seu interior há belos vitrais. Resolvi me juntar novamente com as companheiras. Em certa altura, entramos na Galeries Lafayette. Alguns minutos depois que estávamos lá dentro, várias portas começaram a baixar e uma multidão tomou conta das ruas. Eram os grevistas em mais uma passeata. Na hora me lembrei de uma situação que ocorreu em Paris quando os “coletes amarelos” vandalizaram alguns prédios, dentre eles uma Galeries Lafayette, por ser a representante do “capitalismo do mal”. Chamei minhas companheiras e saímos rapidamente por um acesso lateral. Não passou de um susto, mas com medo da manifestação tomar maiores proporções, resolvemos pegar um trem de volta para Saint-Pierre-des-Corps. A linha da primeira passagem que compramos, dessa vez pelo preço de 1,40 euros por pessoa, acabou sendo cancelada por conta da greve. Como a próximo sairia (ou não) uma hora depois, comecei a cuidar das telas que mostram o status das viagens. Quando um trem que passaria por Saint-Pierre-des-Corps teve a viagem confirmada, corri na máquina para comprar a passagem, mas pagando 3 euros por pessoa. Antes de ir para o hotel, fomos a um supermercado comprar alguns mantimentos. No caminho que fizemos não se via muita coisa, exceto casas e alguns poucos comércios. E a cidade também estava quase morta. Parece ser uma cidade-dormitório. Chegando ao hotel, estávamos empolgados em provar a comida do restaurante anexo a ele, a Brasserie Le Parvis. As avaliações não eram empolgantes, mas o cardápio tinha pratos interessantes por um preço muito bom. Para nosso azar, uma excursão da terceira idade que estava no hotel reservou todas as mesas existentes no local. O pessoal do restaurante, para não deixar a gente no cheiro, ofereceu a possibilidade de servir pizza para comermos na recepção do hotel. Sem saco para procurar outro local, aceitamos. Pelo menos a pizza estava gostosa. A conta foi rachada por dois, e minha parte e da esposa saiu por 22 euros. Tours não possui grandes atrações, mas é uma cidade bonita. Vale uma passada para quem monta base nela para visitar o Vale do Loire. Gastos do dia: 671,76 reais em duas diárias no Hotel Kyriad Tours, em Saint-Pierre-des-Corps 6 euros em duas passagens de trem entre Saint-Pierre-des-Corps e Tours 46,50 euros em almoço no Restaurante Café du Vieux Murier em Tours 2,80 euros em duas passagens de trem entre Tours e Saint-Pierre-des-Corps (perdida) 6 euros em duas passagens de trem entre Tours e Saint-Pierre-des-Corps 4,60 euros de mercado em Saint-Pierre-des-Corps 22 euros em jantar na Brasserie Le Parvis 25/01 – Visitando os castelos do Vale do Loire Hoje foi o dia com a temperatura mais baixa da viagem. A temperatura de manhã estava negativa. Do lado de fora dava para ver a geada forte em cima dos carros. Tomamos café da manhã no hotel e fomos retirar o carro na Sixt localizada ao lado da Gare de Saint-Pierre-des-Corps, às 08h00. A diária já havia sido paga no Brasil, por 78,98 euros (398,53 reais na fatura do cartão), mas novamente incluí o seguro completo, custando mais 40 euros. Obs: Tenho um cartão Visa Platinum, que dentre outras coisas possui um seguro para carros de locadora. Muitas pessoas que converso sobre viagens me perguntam por que não uso o seguro do cartão ao invés de pagar o seguro da locadora. Afinal é uma boa economia. O motivo é simples: caso haja algum sinistro, o seguro do cartão vai te reembolsar o valor do sinistro que você tem que pagar. E qual o problema? Imagina se você tem um carro alugado de 15 ou 20 mil euros que dê perda total? Você arca com o custo e depois solicita o reembolso junto à seguradora do cartão. Perceberam o problema em potencial? Novamente o carro reservado era para ser uma BMW Series 1 ou similar. Escolho esses carros por que a diferença de valor para um basicão não é tão grande, e é a chance que tenho de dirigir um carro que dificilmente dirigiria no Brasil. Mas de novo a locadora não tinha o modelo disponível. Fiquei então com um Audi Q2 a diesel. Tá bom também . Quando enfim tínhamos o carro em mãos, tivemos que esperar uns minutos até que a camada de gelo do para-brisa derretesse. O primeiro castelo a visitar no Vale do Loire foi o Château de Chambord. Ele dista pouco mais de 70 km de Tours indo por via sem pedágio. Como abre somente a partir de 09h00, daria tempo de percorrer a distância até ele. As estradas da região são bem tranquilas e no caminho passamos dentro de algumas cidadezinhas. O Château de Chambord é o maior do Vale do Loire. O ingresso para visitá-lo custa 14,50 euros por pessoa. Também há uma taxa de 6 euros para o estacionamento de carro. Não há estações de trem próximas. Teria que pegar um até Bois e de lá arranjar um ônibus ou táxi até Chambord. Do lado de fora o Château se mostra imponente, principalmente pela beleza da arquitetura no estilo renascentista francês. Em seu interior, os cômodos são imensos e há muita área para circulação. Mas o Château não parece ser uma moradia. De fato, ele era utilizado como um pavilhão de caça pelo Rei Francisco I. Saindo do Château, próximo das 11h30, o clima ainda não tinha esquentado muito. Fomos ao Restaurante Le Saint Louis, do lado da bilheteria do Château, para almoçar, mas a cozinha só iria começar a partir de 12h00. Mesmo assim a dona do local deixou nós esperarmos no interior do restaurante. Enquanto esperávamos, víamos uma mesa aonde toda hora chegava comida. Achamos que estávamos sendo deixados de lado. Depois percebemos que eram os funcionários do restaurante fazendo sua refeição antes do serviço. Deu 12h00 e todo mundo se levantou, pegou seu uniforme e começaram a trabalhar. O almoço saiu por 41,50 euros para duas pessoas. Voltamos para a estrada, dessa vez para conhecer o Château de Chenonceau. De Chambord, daria cerca de 60 Km em via sem pedágio voltando em direção a Tours. Dessa vez o GPS (do Google) me induziu a alguns erros. Acabei fazendo uma entrada em rodovia meio errada e chegando ao Château, ele me mandou para uma estrada de terra bem estreita e deserta, que depois percebi que era paralela a rua que levaria ao Château. O ingresso do Château de Chenonceau custa 15 euros por pessoa e o estacionamento não era cobrado. Dos castelos que visitamos na França, esse é o mais impressionante pelo conjunto da obra. Não é grande que nem o Château de Chambord e nem tem o luxo do Palácio de Versalhes, mas o local onde ele foi construído, seu interior ricamente mobiliado e as construções anexas ao Château dão uma atmosfera única a ele. A impressão é que não estamos visitando um Museu, mas uma casa onde alguém ainda moraria. Parte do Château está construída sobre o Rio Cher, uma galeria de 60 metros de comprimento que servia de salão de baile. A cozinha, que ocupa o subsolo, possui diversos utensílios e móveis antigos. Os quartos são espetaculares. Os jardins também são muito bonitos e bem cuidados. O Château conta ainda com uma fazenda, uma horta imensa e um jardim em formato de labirinto no meio da mata. Já próximo da hora de fechamento do Château de Chenonceau, pegamos o carro para voltar a Saint-Pierre-des-Corps, tendo que percorrer ainda mais 30 Km. Paramos em um posto chegando ao destino e completamos o tanque antes de deixar o carro na locadora. Como a Sixt já estava fechada, estacionei próximo da locadora e deixei a chave em uma caixa de depósito, conforme solicitado pelo atendente. Minha esposa queria ir a uma loja em Tours, então pegamos um trem na estação. Pagamos 2,80 euros em duas passagens na linha que faz apenas o trajeto entre uma cidade e outra. Passeamos um pouco pela cidade e voltamos para Saint-Pierre-des-Corps, dessa vez pagando 6 euros em duas passagens. Como o restaurante anexo ao hotel não abria aos sábados, saímos pela cidade para procurar algo que estivesse aberto. Fomos jantar na Pizza Vio, uma pequenina pizzaria comandada por um casal. De longe a melhor pizza que já comi na Europa e uma das melhores que já provei na vida. Pedimos três pizzas mais bebidas, e a parte do casal saiu por 16,50 euros. Voltamos para o hotel e fomos descansar. Gastos do dia: 78,98 euros de aluguel de carro na Sixt pago no Brasil (R$ 398,53) 40 euros da diferença do aluguel do carro 29 euros em dois ingressos para o Château de Chambord 41,50 euros em almoço no Restaurante Le Saint Louis 6 euros no estacionamento do Château de Chambord 30 euros em dois ingressos para o Château de Chenonceau 11 euros em combustível 2,80 euros em duas passagens de trem entre Saint-Pierre-des-Corps e Tours 6 euros em duas passagens de trem entre Tours e Saint-Pierre-des-Corps 16,50 euros em jantar no Vio Pizza em Saint-Pierre-des-Corps
  2. A França é magnífica. Possui lugares para todos os tipos de viagem: história, gastronomia, artes, natureza... É bem difícil escolher o que fica e o que sai do roteiro. Vou tentar dividir o relato por partes. A próxima vai ser sobre Marselha e o Vale do Loire.
  3. Após a viagem para a Itália comecei a pensar qual seria o nosso próximo destino internacional para janeiro de 2020, época em que minha esposa pode tirar férias. Queria conhecer algum lugar com passagem mais em conta. Pensei inicialmente em passar uma semana em algum lugar do Caribe, mas os preços das passagens estavam semelhantes aos da Europa. Voltei a focar novamente no velho continente. Existiam várias possibilidades: conhecer o Reino Unido, ou o trio Holanda, Bélgica e Luxemburgo, ou ainda a Alemanha. No fim escolhi a França. As passagens foram compradas ainda em junho de 2019. Consegui novamente pela LATAM um voo direto de Guarulhos para Paris por R$ 2.497,69 por pessoa através do Maxmilhas, com direito a mala despachada e marcação de assento. De todas as vezes que fiz simulações antes e depois da compra, só vi preço menor para a mesma época em um voo da Aeroméxico com escala no México, algo em torno de R$ 100,00 a menos, mas com a viagem durando o dobro do tempo. A saída do Brasil ficou para o dia 16/01, às 23h30, e a saída da França no dia 30/01, às 21h30. Na prática, teríamos 14 dias para aproveitar o país. Roteiro Definida as datas, era hora de montar o roteiro. De certeza eu só tinha duas: Paris e Nice. Achei que 4 dias inteiros em Paris, com um bate-volta em Versalhes, e 2 dias em Nice, com outro bate-volta em Mônaco, seriam suficientes. Para Nice foi. Como era inverno, não via muita lógica em conhecer as diversas cidades da Côte d’Azur. Além de Mônaco, aproveitaria para dar uma passada em Èze e Saint-Jean-Cap-Ferrat. Para Paris, os 4 dias seriam suficientes se fossem no começo da viagem, mas como deixei para conhecer a cidade no fim, o cansaço bateu forte e um quinto dia teria sido muito bem vindo. Saí da cidade com a certeza que deixei coisa para trás e com a certeza maior ainda de que voltarei lá na próxima ida para a Europa. Os outros locais escolhidos para visitar foram Marselha ou Cassis, por conta do Parque Nacional dos Calanques, Carcassone, e o Vale do Loire, montando base em Tours. Deixei o Monte Saint Michel de lado. Era ele ou Carcassone. Preferi a segunda opção. O deslocamento de Paris para Nice poderia ter sido feito de trem ou avião em um dia. Pensei também em fazer uma parada de 1 dia para conhecer Lyon, mas as atrações da cidade não me chamaram tanta atenção. Como tinha alguns dias em aberto, resolvi adotar uma solução diferente. Peguei um trem de Paris à Basileia, pernoitei na cidade suíça, depois peguei outro trem para Milão para atravessar a Suíça e poder conhecer as paisagens dos Alpes. Por fim, mais um trem até Nice. O roteiro ficou assim: 16/01 – Saída do Brasil 17/01 – Paris 18/01 – Basiléia 19/01 – Milão 20/01 – Nice 21/01 – Nice/Mônaco 22/01 – Marselha 23/01 – Carcassone 24/01 – Tours 25/01 – Tours 26/01 – Paris 27/01 – Paris 28/01 – Paris/Versalhes 29/01 – Paris 30/01 – Retorno ao Brasil Algumas decisões foram acertadas, outras nem tanto. O deslocamento até Nice passando pela Suíça e Itália tomou bastante tempo, mas valeu a pena pela paisagem única. Também gostei de Nice. Sobre Mônaco, eu tinha uma expectativa meio exagerada da cidade por ser a sede de uma das maiores corridas de carro do mundo. É apenas um local bacana. Como estava com duas idosas junto comigo, não cogitei fazer o passeio de trilha pelos Calanques de Marselha ou Cassis. A ideia sempre foi o passeio de barco, mas no inverno é muito difícil dele ocorrer, seja pela baixa temporada, seja pelos fortes ventos que costumam soprar no local. Carcassone infelizmente não foi possível visitar devido a problemas climáticos que relatarei mais a frente. Dois dias em Tours para conhecer o básico do Vale do Loire foi mais que suficiente. Como dito antes, os quatro dias em Paris seriam suficientes se fossem no início da viagem, quando ainda estava descansado. O que eu mudaria no roteiro? Primeiramente, focaria em Paris no início da viagem. É a cidade mais interessante e é bom estar bem disposto para as inúmeras atrações. Descartaria a visita aos Calanques se o foco for o passeio de barco no inverno. Apesar de ter me surpreendido com Marselha, também tiraria ela do roteiro se não for para conhecer os Calanques. Esse dia a mais eu usaria para visitar o Monte Saint Michel ou ainda Mulhouse, por conta do Museu do Automóvel espetacular que a cidade tem. Se focasse a viagem totalmente na França, os dois dias que usei para Basileia e Milão provavelmente seriam transferidos para conhecer a Normandia ou Estrasburgo. Os deslocamentos entre as cidades foram todos feitos de trem. Aluguei um carro em duas ocasiões: conhecer o Vale do Loire e fazer o percurso de Nice a Mônaco, além de andar pelas mesmas ruas onde é disputada a corrida de Fórmula 1. Inicialmente também tinha a ideia de ir de Nice a Marselha com parada em Cassis de carro, mas alterei a forma de deslocamento no meio da viagem por motivos que exporei adiante, e acabei fazendo esse trecho também de trem. Algumas curiosidades antes de continuar o relato Vamos começar pela comida. Alimentação é algo muito importante na França, provavelmente o país com a gastronomia mais famosa do mundo. E não é por menos. Come-se muito bem lá. O preço de uma refeição em um restaurante razoável é equivalente ao da Itália, mas a comida é muito mais bem servida e mais variada. Esqueça aquelas coisas de televisão onde é servido um pouquinho de comida por um preço absurdo. Talvez seja assim em restaurante chique. Um prato francês normalmente já vem completo, com uma opção de proteína e carboidrato, quase sempre alguma variação de batata nos pratos mais básicos. Mas para quem estiver disposto a experimentar coisas novas, há diversos carboidratos diferentes. Por exemplo, comi um purê de beterraba em Marselha que era coisa de outro mundo. Os franceses amam tanto sua culinária que os funcionários e, não raras vezes os próprios chefs de cozinha, vinham à mesa perguntando se a comida estava gostosa. Isso mostra a preocupação em servir alimentos de qualidade. Ainda na onda da comida, li antes de viajar que os franceses são bem pontuais. Isso vale também para o horário de fechamento dos restaurantes, em especial o funcionamento da cozinha. Se um local diz que encerra suas atividades as 14h00, não ache que vai chegar nele para almoçar 13h50 e ainda sim terá seu prato preparado. Passei por isso em duas ocasiões. Em uma delas, no primeiro dia, cheguei para jantar às 19h30 numa cafeteria que fechava a cozinha às 20h00. O garçom perguntou se iria comer ou só beber. Como disse que iria comer, ele foi perguntar ao cozinheiro se ainda poderia servir comida. Felizmente o cozinheiro aceitou. Em outra ocasião, não tivemos tanta sorte. Num dia para ficar no esquecimento, chegamos a Tours às 21h45 morrendo de fome. Foi um dia de muito azar. O restaurante do hotel encerrava as atividades às 22h00, mas já não queria mais servir comida. E não havia outras opções de restaurantes próximas. Resultado, fomos na estação de trem pegar salgadinho e suco nas máquinas de self-service para não morrer de fome. Outra questão é o uso do inglês na França. Há uma lenda de que o francês não gosta de falar inglês. Até pode ser verdade, mas acredito que tudo vai depender de como será sua abordagem inicial. Estudei francês por três meses antes de viajar. Antes eu não sabia nada, mas consegui aprender o básico a ser usado num museu, restaurante ou hotel. Na maioria das vezes o pouco que aprendi de francês foi suficiente, mas em algumas situações eu não tinha vocabulário para manter uma conversa de qualidade. Por exemplo, quando tive problemas com o trem para Carcassone, precisei tirar dúvidas que só conseguiria me expressar em inglês. Comecei o diálogo assim: “Pardon. Je parle peu français. Parlez-vous anglais?” Seria algo como, “Desculpe, falo pouco francês. Você fala inglês?”. Todas as vezes que perguntei isso, quando recebia um não como resposta a pessoa pelo menos fazia o esforço de procurar algum colega que falava para poder me ajudar. Para quem fala só português, não se preocupe. O Google tradutor está aí para ajudar. A versão aplicativo dele permite até traduzir textos em tempo real através da câmera do celular. Mas claro que saber o básico de idioma local ou o inglês permite ter conversas mais fluídas. Por fim, dei muito azar de a França entrar em greve antes de viajar e de permacer assim no decorrer do passeio. O serviço mais afetado foi o transporte. Felizmente não tive maiores problemas por conta disso em relação aos trens, pelo menos. Para piorar ainda mais, no meio da viagem começou a aparecer os primeiros casos de coronavírus na França, mas até então não havia tanta preocupação com a doença. Só que uma coisa ficou nítida, principalmente nas atrações turísticas mais famosas: não havia muitos chineses. Era até estranho. Outros asiáticos, como japoneses ou coreanos, eram bem presentes, mas o chineses que sempre estão aos montes nas atrações turísticas, simplesmente sumiram. Era como se o governo chinês estivesse impedindo a saída de seus nacionais da China. Chega de papo. Hora de continuar o relato. 16/01 – Saída do Brasil O voo estava marcado para sair do Brasil às 23h30 e chegar a Paris às 14h50. O embarque ocorreu normalmente e dentro do horário, mas a fila de aviões em Guarulhos fez com que nossa decolagem fosse próxima das 00h30. 17/01 – Chegada em Paris A viagem ocorreu normalmente. Pela primeira vez eu e minha esposa conseguimos dormir razoavelmente bem em um voo tão longo. O serviço de bordo da LATAM também foi bom. Nenhuma queixa em relação às refeições e ao atendimento das aeromoças. Pousamos em Paris no Aeroporto Charles de Gaulle com um pouco de atraso, às 15h30 no horário local. Saímos do avião e seguimos as placas até chegar à migração. Na mão, uma pasta com diversos documentos e reservas. Como renovei o passaporte e ele estava sem carimbos, trouxe o passaporte antigo que mostrava que já havíamos viajado ao exterior outras vezes, para o caso de acharem que estávamos indo na França para ficar. Prefiro me precaver. Quando chegou minha vez, o oficial de migração pediu em espanhol que fosse uma pessoa de cada vez no guichê. Cumprimentei com um “bonjour”, ele olhou para a minha cara e não fez nenhum questionamento. Carimbou a entrada e chamou o próximo. Depois de pegarmos as malas procurei por algum local onde pudesse comprar um chip de celular para usar na França. Havia lido que no Terminal 1 era possível adquirir no atendimento ao turista um chip da “Orange”, mas como não achei fácil o local e não estava muito a fim de procurar, deixei para comprar depois. Fomos para a fila de táxi e pegamos um em direção ao centro de Paris. A viagem saiu por 50 euros, preço tabelado. Como estávamos em quatro pessoas, foi vantajoso. O percurso durou cerca de 1 hora e 20 minutos. Havia muito trânsito, provavelmente ainda mais agravado devido à greve dos transportes. Hospedamo-nos no Hotel Viator, o único que deixamos para pagar na França. Todos os outros estavam com as diárias pagas no Brasil. A grande vantagem dele é ficar a menos de 5 minutos a pé da Gare de Lyon, local onde pegaríamos o trem no dia seguinte, além de ter um preço acessível para o padrão Paris. Conseguimos reservá-lo por 105 euros o quarto de casal sem café da manha e taxa turística. É um bom hotel. Recomendo. Descansamos um pouco e fomos atrás do chip de celular. Vi que era possível comprar na Relay, uma loja bem comum na França. Havia uma na Gare de Lyon, e lá fomos. O plano “Orange Holiday” com 20GB de internet e 120 minutos de ligação com validade de 14 dias saiu por 40 euros. A instalação do chip pode ser feita pelo próprio usuário. Na verdade é só colocar ele no aparelho e a configuração é feita automaticamente. Obs: o chip funcionou bem 95% do tempo. Algumas poucas vezes ele ficava sem sinal, geralmente em deslocamento de trem entre cidades. Sobre o roaming em outros países, é preciso ficar atento, pois a Suíça não faz parte da União Europeia. Algumas operadoras forneciam planos mais em conta, porém com roaming restrito à União Europeia, sem incluir a Suíça. Na rua fazia frio e chuviscava um pouco. Estávamos com bastante fome, então procuramos algum lugar para comer. De início procuramos por alguma “boulangerie” (um tipo de padaria) próxima. Apesar de encontrarmos algumas que a vitrine enchia os olhos, elas não tinham espaço para comer dentro, e minha esposa não queria abrir mão de comer sentada em um ambiente aquecido. Então o jeito foi procurar algum café ou restaurante. Paramos para comer no La Consigne. Comemos um sanduíche e uma omelete no capricho mais as bebidas, tudo bem servido. Para o casal saiu por 25 euros. Depois de comer, fomos no mercado comprar algumas coisas. A água mineral na França é cara, bem mais que na Itália, por exemplo. E o gosto de várias marcas é bem ruim, principalmente aquelas sem gás. Acabávamos comprando Perrier ou San Pellegrino, que eram muito boas, porém ainda mais caras. Obs: teoricamente a água das torneiras na França é potável. Nos restaurantes é comum servirem uma garrafa de água da torneira de graça, e com gosto bem melhor que de muita água mineral sem gás vendida no mercado. Após, retornamos ao hotel para descansar. Gastos do dia: 50 euros de táxi do aeroporto até o centro de Paris 40 euros do chip de celular 25 euros do jantar no La Consigne 0,70 euros em suprimentos no mercado 18/01 – Ida para Basileia Dormimos até um pouco mais tarde para descansar bem. Por praticidade resolvemos tomar café da manhã no próprio hotel. O preço não era dos melhores, custando 11 euros por pessoa, mas pelo menos poderíamos comer à vontade e daria para aguentar até a hora do almoço. Fizemos o check out no hotel e acertamos tudo, ao custo total de 135 euros por conta dos cafés da manhã e taxas turísticas. Seguimos para a Gare de Lyon e pontualmente às 10h22 o trem partiu rumo a Basiléia. A passagem foi comprada no Brasil com bastante antecedência, e saiu por 29 euros (R$ 153,37 na fatura do cartão). Faltando alguns dias para o embarque havia dúvida se esse horário de trem partiria por conta da greve. Havia trens fazendo a rota, mas em número reduzido. Dois dias antes do embarque recebi a confirmação da SNCF que o horário seria cumprido. O trem é bastante confortável mesmo na classe econômica. Em alguns momentos chegou a passar dos 300 Km/h. A paisagem também é bem bonita. Às 13h26 chegamos pontualmente à Basileia. Desembarcamos na estação Bahnhof Basel SBB e fomos direto para o Hotel City Inn Basel, que ficava literalmente na frente da estação. A diária já estava paga desde o Brasil, ao custo de R$ 385,81 sem café da manhã e taxa turística. Reservei pelo Hoteis.com pela possibilidade de pagar direto em reais. O idioma mais falado na Basileia é o alemão, do qual não sei nada. Mas consegui me virar bem com o inglês quando precisei. Como o dinheiro na Suíça é o franco suíço, fiz o câmbio na recepção do hotel. Troquei 100 euros por 102 francos suíços. Uma coisa bacana de Basileia é que os hotéis “dão” para o cliente um voucher que dá direito a usar o transporte público da cidade de graça e você pode escolher um museu para pagar metade do valor. Para quem não sabe, Basileia é a capital cultural da Suíça, e há diversos museus pela cidade. Esse voucher não é totalmente um brinde porque para isso precisamos pagar 4 francos suíços (CFH) por pessoa de taxa. Quando saímos do hotel já passava das 14h00. Não havia muitas opções de restaurantes abertos. Um dos poucos era o Tibits, especializado em comida vegetariana, que tinha um horário de funcionamento bem amplo. Ele tem um tipo de serviço raro na Europa, mas bastante popular no Brasil: comida a quilo. Mesmo eu sendo carnívoro, gostei bastante da comida do local. Minha comida e a da esposa saiu por 20,30 CHF com bebidas, um valor muito bom para a Suíça. Do restaurante, fomos bater pé pelo centro histórico da cidade, que ficava a menos de 10 minutos caminhando do hotel. Primeira parada foi na Marktplatz, uma pracinha com uma feira e onde estava localizado o Rathaus Basel-Stadt, a prefeitura da cidade. É uma construção de 500 anos de idade com uma cor única, um vermelhão bem forte. De lá partimos para a atração que eu mais queria ver na cidade: o Naturhistorisches Museum Basel (Museu de História Natural Basiléia). Por quê? Tinha uma réplica de um mamute em tamanho real, além de outros animais pré-históricos, como o tigre dentre-de-sabre e a preguiça gigante. Na verdade não sei se todos os animais eram réplicas ou realmente estavam empalhados, mas a qualidade dos modelos era incrível. Tinha também esqueletos de dinossauros, como um pterodátilo e um ictiossauro. Simplesmente fantástico. Segundo minha esposa meus olhos brilhavam quando eu vi o mamute. Eu devia estar me divertindo mais que as crianças no local. Aqui usamos o voucher e pagamos metade do valor do ingresso. De 7 CFH por 3,50 CFH por pessoa. Saindo do museu fomos em direção a Basel Minster, a Catedral de Basiléia, também numa coloração vermelha. Não entremos no local. Apenas apreciamos de fora. Depois seguimos até uma ponte sobre o Rio Reno, um dos grandes rios da Europa Ocidental. Apesar de o frio estar bem suportável na cidade, em cima da ponte o vento era muito forte e deixava tudo muito mais gelado. Só consegui ir até o meio da ponte e tirar umas fotos. Corremos do vento e nos dirigimos a uma rua com bastante movimento de pessoas e diversas lojas. Entramos em algumas, mas o preço era mais caro que da mesma loja em outros países. O único lugar que compramos alguma coisa foi no mercado: água e uns chocolates suíços. Tudo custou 4,05 CFH. Voltamos caminhando em direção ao hotel, mas passamos antes numa espécie de praça de alimentação gigante. No local, diversos tipos de restaurantes. Decidimos jantar no Acento Argentino, que era comandado por um argentino (se não me engano) e um brasileiro. Pedimos pratos com carne e empanadas, todos acompanhados de saladas. Tudo muito gostoso e bem servido. O preço saiu em 48 CFH para o casal. Após o jantar voltamos para o hotel e fomos descansar. Basiléia fica na fronteira tríplice da Alemanha, França e Suíça. Do lado alemão, a cidade mais próxima é Lörrach, e a Floresta Negra está localizada bem próxima. É uma cidade que entrou por acaso no roteiro, mas deu para ter uma noção do que esperar da Suíça em termos de custos numa futura viagem. Hospedagem e alimentação não são baratas, mas achei que seria pior. A diária do hotel, por exemplo, saiu mais barata do que a de Paris por um quarto muito maior e mais confortável. Fiquei animado para um dia conhecer melhor este país. Gastos do dia: 135 euros de hospedagem no Hotel Viator em Paris 58 euros para duas passagens de trem Paris -> Basiléia (R$ 306,74) 385,81 reais de hospedagem no Hotel City Inn Basel 8 CFH de taxa turística para duas pessoas em Basiléia 20,30 CFH de almoço no Tibits 7 CFH em dois ingressos no Museu de História Natural de Basiléia 4,05 CFH em mercado 48 CFH de jantar no Acento Argentino 19/01 – Ida para Milão O trem para Milão iria partir tarde, então seria mais um dia para poder dormir bastante. Quando acordamos, resolvemos tomar café da manha no próprio hotel. Saiu 25 euros por pessoa, bem salgado, mas o café era espetacular. A outra opção seria um Starbucks do lado do hotel, mas eu e minha esposa não somos muito fã da rede. De bucho cheio, ficamos mais um tempo relaxando no quarto. Depois fizemos o check out e fomos para a estação de trem. A passagem já estava paga, saindo por 39 euros por pessoa (R$ 196,51 na fatura do cartão). O trem para Milão partiu às 11h03. Existem várias combinações possíveis para chegar à Milão. O que pegamos iria direto, com algumas paradas. Cruzaria os Alpes Suíços antes de entrar em território italiano. E era esse o motivo de ter incluído Basiléia e Milão no roteiro: conhecer uma parte da paisagem desse pedaço da Suíça. E não nos arrependemos. É realmente muito bonita. Pena que havia menos neve do que esperávamos. Chegamos à estação Milano Centrale às 15h50 e nos dirigimos ao Hotel Gram Milano para o check in. A diária já havia sido paga no Brasil, R$ 404,71 com direito a café da manhã e jantar no hotel. Restou pagar 10 euros para duas pessoas de taxa turística. Como são caras as taxas turísticas na Itália. Largamos as malas e corremos para a estação de metrô. Queríamos estar na Piazza del Duomo antes de escurecer. O ticket custa 2 euros por pessoa. Aqui há uma diferença para outros sistemas de metrô que já peguei. É necessário passar o ticket tanto para entrar quanto para sair das plataformas de embarque. Descemos na estação de Duomo. Ao sair para a superfície, damos de cara com o Duomo di Milano. Realmente ele possui uma fachada única, muito bonita. Tiramos algumas fotos no local e fomos fazer um lanche, afinal não havíamos almoçado nesse dia. Primeiro paramos no Caffè Vergnano 1882, onde tomamos café e alguns doces. Para o casal saiu por 12 euros. Depois pegamos uns tipos de pastéis no Il Panzerotto del Senatore. Três unidades saíram por 6,50 euros. Como ainda havia algum tempo até a hora do jantar, que foi agendado para as 20h30 no hotel, ficamos batendo pé. Passamos pela Galeria Vittorio Emanuele II, que estava abarrotada de pessoas. Depois andamos por algumas lojas da cidade. Quase todas estavam com liquidações de inverno. E uma coisa que constatamos depois é que os preços na Itália são bem mais atraentes que os da França. Pegamos o metrô na estação Montenapoleone e voltamos ao hotel. O jantar estava muito bom. Era no estilo self-service, com bastante variedade de pratos. Somente as bebidas não eram inclusas. Elas saíram por 11 euros para duas pessoas. O quarto do hotel era bem confortável e moderno, com o visual totalmente oposto ao dos outros hotéis que ficamos na viagem da Itália de 2019. Para melhorar ainda mais tinha uma banheira pra relaxar. Gastos do dia: 50 euros de café da manhã no Hotel City Inn Basel 78 euros para duas passagens de trem Basiléia -> Milão (R$ 393,02) 404,71 reais de hospedagem no Hotel Gram Milano 10 euros de taxa turística 8 euros em quatro tickets do metrô de Milão 12 euros de lanche no Café Vergnano 1882 6,50 euros de lanche no Il Panzerotto del Salvatore 11 euros de bebidas no jantar do hotel 20/01 – Ida para Nice Hoje acordei cedo. Como novamente o trem partiria um pouco mais tarde, aproveitei para conhecer outras atrações de Milão. Deixei minha esposa descansando e fui para a estação de metrô. Desci na estação Lanza, bem próxima ao Castello Sforzesco, para onde fui logo em seguida. É uma construção do século XIV que foi restaurada diversas vezes ao longo dos séculos. Hoje conta com diversos museus. Não entrei neles, pois não daria tempo. Restou caminhar pelos arredores do castelo e aproveitar o belo nascer do sol no local, aproveitando a luminosidade para tirar algumas fotos. Caminhando por Milão vê-se como ela é bem mais moderna que as outras cidades turísticas italianas. Seguindo pelas ruas cheguei ao Giardini Pubblici Indro Montanelli, um parque no meio da cidade bastante arborizado. Como diversos outros parques da Europa, o chão é de um tipo de areia grossa. Obs: Cabe aqui uma curiosidade que percebi nas três idas ao velho continente. Excetuando bitucas de cigarro que em alguns lugares se vê aos montes, as ruas das cidades são extremamente limpas. Mesmo que ande nesses parques de areia, o solado dos calçados não suja. Parece até que não tem poeira nas ruas. Um dia andando na cidade em que moro, que visualmente falando parece limpa, sujou mais meu calçado do quê quatorze dias na França. Voltei pra hotel e fomos tomar café da manhã, que era tão bom quanto o jantar. Arrumamos as malas e nos dirigimos para a estação Milano Centrale, onde pegaríamos o trem para Nice, que partiu às 11h10. A passagem saiu por 22 euros por pessoa (R$ 110,84 na fatura do cartão). Milão me surpreendeu. Foi pouco tempo na cidade, menos de 24 horas, mas deu para ir ao Duomo, que era a atração mais aguardada e pude conhecer também o exterior do Castello Sforzesco, além das belas ruas e prédios do lugar. Mas só a incluiria no roteiro da Itália de 2019 se tivesse tempo sobrando ou fosse usar o aeroporto de lá. O trem que pegamos era da empresa Thello, pertencente à empresa Trenitalia, a mesma que foi responsável pela viagem de Basiléia a Milão. Uma coisa que ficou nítida nesses 14 dias é que os trens das empresas francesas são muito mais limpos que os da Itália. E olha que a França estava em greve e nem todo o serviço estava funcionando 100%. De Milão o trem seguiu em direção a Gênova e depois foi até Nice beirando o Mar de Ligúria por todo o caminho. A paisagem era linda, mas há algo que com certeza o inverno atrapalha um pouco. A latitude das cidades nessa região do globo terrestre varia entre 43º e 44,5º. Isso é quase metade do caminho entre a Linha do Equador e o Polo Norte. No inverno do hemisfério norte, quanto maior a latitude, menor é a duração do dia. Mas não apenas isso. Nessa época o sol nunca fica a pino. Sempre está numa posição de que acabou de nascer ou estar pra se por. Essa angulação faz com que a luz solar reflita muito no mar (no caso das praias voltadas para o sul). Assim, o mar nunca fica tão bonito como ficaria em outras épocas do ano. Chegamos em Nice às 15h50 na Gare de Nice Ville. O hotel que escolhemos, Villa Bougainville by Happyculture, ficava a cinco minutos caminhando. As duas diárias foram pagas no Brasil, custando 560,98 reais com café da manhã incluído. É um hotel pequeno, com quarto pequeno, mas bem aconchegante. Deixamos as malas no quarto para aproveitar o restante da luz solar que tínhamos. Seguimos direto para o mar, saindo na Promenade des Anglais no rumo do Hotel Negresco. O calçadão na beira mar estava com pouco movimento, provavelmente devido á época do ano. Dali, fomos até a Place Massena procurando por algum lanche, pois novamente não havíamos almoçado. Achamos umas barracas de crepes, mas só tinham de doce. Fizemos então uma pausa na Boulangerie Blanc e pegamos alguns salgados para comer enquanto caminhávamos. Chegamos na Colline du Château para pegar um elevador até o topo, mas já estava fechado. Felizmente ainda dava para ir de escada. Não são muitos degraus, uns dois minutos subindo, mas ninguém quis ir comigo. Fui sozinho. Lá em cima, têm-se uma bela vista panorâmica de Nice. Depois que desci fomos passear pela praia, que na verdade é pura pedra. Provavelmente isso contribui para o mar ficar bem bonito no verão, já que não tem areia para as ondas remexer e deixar a água turva. Ficamos mais um tempo caminhando e tirando fotos aguardando a hora do jantar. Nice não é tão fria, mas venta bastante, e com o cair da noite o vento já estava incomodando. Fomos almoçar no restaurante Casa Leya. A dona é uma simpatia de pessoa. Para melhorar ainda mais e para a alegria das minhas companheiras, falava espanhol. A comida também era deliciosa. Comemos muito e muito bem. Dois pratos de massa, um carpaccio e bebidas saíram por 58 euros. Voltamos em direção ao hotel caminhando pela Promenade des Anglais. A fachada dos prédios iluminadas de noite fica bem bonita. O Hotel Negresco, por exemplo, fica muito charmoso. Chegando no quarto, fomos descansar de um dia com bastante caminhada. Gastos do dia: 2 euros em um ticket do metrô de Milão 44 euros em duas passagem de trem Milão -> Nice (R$ 221,68) 1 euro de água na estação de trem 560,98 reais em duas diárias do Hotel Villa Bougainville by Happyculture em Nice 4,70 euros de lanche no Boulangerie Blanc 58 euros de jantar para o casal no restaurante Casa Leya 21/01 – Uma volta pela Côte d’Azur O roteiro de hoje previa um passeio por parte da Côte d’Azur localizada a leste de Nice. Tomamos café da manhã cedo no hotel e fomos à Gare Nice Ville. Lá se encontra diversas locadoras de carro, inclusive a Sixt, escolhida por nós. Fiz a reserva do veículo por um dia. Paguei a diária ainda no Brasil, ao custo de 69,98 euros (353,06 reais na fatura do cartão). No fim das contas, acabei pegando o seguro completo, o que custou mais 37 euros. Não foi barato, mas o valor da diária é proporcional ao número de dias da locação. Como eu queria fazer esse roteiro de carro, me sujeitei a isso. Havia reservado uma BMW Series 1 ou similar, mas não tinha nenhuma disponível na hora da retirada do veículo. Por isso, a atendente nos ofereceu uma Mercedes Classe E. Para quem entende de carro, sabe que é um veículo de uma categoria bem superior. Infelizmente a razão me fez recusar o modelo. Ele é muito grande, e como imaginava que passaria por ruas estreitas, um modelo menor seria mais apropriada. No fim, ficamos com um Skoda Scala Hatchback. Apesar de não ter problemas com carros, sempre fico tenso quando dirijo em outros países. Algumas placas de trânsito bem comuns na França não existem no Brasil, por isso é bom dar uma estudada no significado das placas antes de pegar estrada e não fazer besteira. Mas dirigir pela região da Côte d’Azur foi bem tranquilo, pelo menos no inverno quando as ruas estão bem mais vazias. Há três estradas saindo de Nice que vão para o leste da Côte d’Azur: basse corniche, a mais próxima do mar, moyenne corniche, a do meio, e a grande corniche, a mais ao alto de todas. Pegamos a moyenne corniche e seguimos em direção ao Èze Village, mas primeiro fizemos uma parada no Villefranche Belvédère para aproveitar um pouco do visual. O sol ainda estava nascendo. Ao chegar em Èze, o estacionamento estava interditado com faixas policiais. Alguma investigação estava ocorrendo lá e os parquímetros estavam lacrados. O policial até falou que poderíamos estacionar. Mas preferi deixar de lado. A ideia aqui era visitar o Le Jardin Exotique no topo do vilarejo e apreciar a vista do mar lá de cima, mas como o dia ainda não estava claro o suficiente para aproveitar mais a vista, achamos melhor seguir viagem. Descemos então para a basse corniche. Queria entrar em Mônaco vindo por essa estrada para evitar os possíveis túneis que poderiam haver na entrada a partir da moyenne corniche. Túneis e GPS de celular não combinam. Já passei alguns perrengues em Madrid por conta disso. Chegando ao Principado, me dirigi direto para a largada. Contornei a Sainte Devote e segui forte, a 40 Km/h, pela Beau Rivage. Passei pelo Cassino de Monte Carlo, que estava com a fachada em reforma, contornei a Mirabeau Haute e desci pela curva do hotel. Quando vi, já estava rasgando por dentro do túnel. Na saída dele, não havia chicane, mas quem se importa? Após algumas obras, já estava na piscina, e depois na La Rascasse. Pronto, havia acabado de completar uma volta no Grande Prêmio de Mônaco. Andar nas ruas do circuito a 40 Km/h não passa adrenalina, mas a emoção de circular por um trajeto que tantas vezes vi na televisão e em jogos de videogame não tem preço. Era incrível, cada curva que eu contornava, cada reta que eu passava, era como se já estivesse estado lá. Tinha o circuito todo traçado na cabeça. Voltando pra realidade, deixei o carro estacionado no Parking de la Colle, próximo de Mônaco Ville, onde está localizado Le Palais des Princes de Monaco e a Cathédrale de Monaco. Até chegar à parte alta, tem que subir um bocadinho. Lá de cima, têm-se uma bela vista do Port Hercule e do Port de Fontvieille. O Palácio tem a fachada bem sem graça, mas vale a visita para ver, próximo de 12h00, a troca de guarda. A Catedral, ao contrário, possui uma bela fachada. O seu interior é simples, mas elegante. A entrada é gratuita. Nas redondezas, também caminhamos pelas ruas estreitas e charmosas do local. Depois de ver a troca de guarda, descemos para a marina do Port Hercule. Lá estaria o restaurante onde iríamos almoçar, o Stars 'n' Bars. Tirando o McDonalds e outras lanchonetes, é tido como um dos lugares mais baratos para uma refeição descente em Mônaco. Meu almoço e o da esposa saiu por 70 euros, em dois pratos bem servidos e gostosos com carne, arroz, salada, batata frita e bebidas. No local há outros pratos mais em contas, como sanduíches, comida tex-mex e pizzas. Caminhamos mais um pouco pelas ruas do Principado e voltamos para o estacionamento onde deixamos o carro. As cerca de 5 horas que ficamos em Mônaco nos custou 14,10 euros de estacionamento. Seguimos pela basse corniche e fomos para Saint-Jean-Cap-Ferrat, onde visitaríamos a Villa Ephrussi de Rothschild. Havia obras na entrada do vilarejo, então sem entender a sinalização acabei fazendo umas barbeiragens para conseguir acessar o local. A entrada da Villa Ephrussi custa 15 euros por pessoa. Há estacionamento gratuito no local. Trata-se de um palácio construído à beira-mar pela Baronesa Béatrice Ephrussi de Rothschild. Além disso, possui nove jardins com diferentes temáticas. Tirando o Roseiral, que estava prejudicado por conta do inverno, todos os outros jardins estavam espetaculares. Do palácio temos ainda belas vistas do Mar Mediterrâneo. Finalizando o palácio, seguimos para Nice. Antes paramos em um posto de combustível para colocar gasolina. Na maioria deles nós que abastecemos. Em alguns é preciso pagar antes, em outros, paga-se depois que abastece. Nos que pagamos antes, caso não gaste todo o valor em combustível, o troco é devolvido. Depois de deixarmos o carro na Gare Nice Ville, fomos descansar no hotel. Já de noite, sem muito ânimo para passear, resolvemos almoçar em uma hamburgueria ao lado do hotel. Um lanche para duas pessoas saiu por 15 euros. Não era um sanduíche fantástico. Estava no nível daquelas versões gourmet do McDonalds. Mas deu para matar a fome. Depois fomos a um mercado para comprar algumas coisas. Por fim, voltamos ao hotel para dormir. Gastos do dia: 69,98 euros de aluguel de carro na Sixt pago no Brasil (R$ 353,06) 37 euros da diferença do aluguel do carro (R$ 197,91) 70 euros em almoço no Stars 'n' Bars em Mônaco 14,10 euros de estacionamento em Mônaco 30 euros para duas entradas na Villa Ephrussi de Rothschild 14 euros de gasolina 15 euros em jantar no Tacos Burger em Nice 7,02 euros de mercado em Nice Em breve continuarei com o restante do relato...
  4. Não sofro muito dessa dificuldade pois tento fazer o roteiro por região. Em relação à Europa, por exemplo, tenho uma visão diferente do que seria aproveitá-la o máximo possível. Em vez de focar em um monte de cidade de um monte de país em cada viagem, preferi aproveitar o máximo que o país que eu fui tinha para oferecer com o tempo que eu tinha disponível. Assim, na minha primeira ida fiquei só na Espanha e Portugal, na segunda ida somente na Itália e na terceira ida somente na França. E mesmo se um dia eu voltar nesses países, há roteiros para fazer de modo que eu não precise repetir cidades, a não as com aeroportos para a chegada e saída do país.
  5. Pois é. Quase um passeio radical 😂 Admiro quem foi nesse passeio e ficou tranquilo. De romântico é só o visual. Editei o último post do relato com os custos da viagem.
  6. 23/01 – Bate e volta para Veneza Dia reservado para conhecer Veneza. Acordamos cedo e fomos tomar café da manhã no hotel. Aqui vai um relato sobre a estadia em Verona. Apesar da fachada estranha, foi a melhor hospedagem da viagem (também a mais cara). Os quartos são imensos e os recintos dão um ar medieval para o local. O café da manhã também é delicioso. Seguimos para a estação Verona Puerta Nova caminhando. Pensa num frio que fazia na rua. Parecia pior que o frio que pegamos em Bologna. No fim, a baixa temperatura nos acompanhou durante todo o dia. Compramos as passagens para Veneza pela Trenitalia, ao custo de 9,25 euros por pessoa. A viagem até a estação Veneza St. Lúcia dura cerca de uma hora. No caminho havia neve em alguns locais, dando um toque especial à paisagem. Chegando em Veneza, saímos da estação e compramos duas passagens no Vaporetto, ao custo de 7,50 euros cada. Navegamos pelo Grande Canal, passando no caminho sob a Ponte de Rialto, até descer numa parada próxima da Praça de São Marcos. É realmente incrível ver com os próprios olhos que o principal transporte em massa da cidade é feito sobre as águas com diversos barcos. Do cais próximo da praça temos uma bela vista da Isola di San Giorgio Maggiore e da Igreja de mesmo nome. Na praça está localizada a Basílica de São Marcos, com entrada gratuita no seu interior, o Campanário, a Torre do Relógio e bem próximo o Palácio Ducal. Fora a Basílica, não entramos em qualquer outro local turístico de Veneza. Ficamos nessa região da cidade bastante tempo, tirando fotos e apreciando o local, que é muito belo. Depois nos afastamos um pouco da praça e fomos almoçar no Bar Trattoria Chinellato. O almoço para o casal saiu por 40 euros. Foi a única refeição do tipo menu turístico que comemos na viagem. Era um local frequentado por trabalhadores da cidade. Foi uma refeição mediana. Nosso próximo objetivo era fazer o passeio de Gôndola. A temperatura de 2ºC que fazia na cidade era um empecilho, potencializado pela umidade devido às águas, mas nossa vontade era maior que isso. O passeio custou 80 euros por gôndola, então se for em mais pessoas dá pra rachar o valor. A sensação dentro do barquinho é estranha. Ele fica inclinado para o lado o tempo todo. Dá a impressão que vamos cair na água, mas a rota pelos canais nos proporciona uma visão que compensa qualquer medo. É magnífico. Enquanto estávamos entre os pequenos canais, o frio estava tolerável, mas quando a gôndola foi para o Grande Canal o vento judiou. Me senti dentro de um bloco de gelo. Eis um dos problemas de viajar no inverno. Findo o passeio, começamos a caminhada em direção à estação de trem. Andar pelas ruas de Veneza junto com o passeio de gôndola é uma das melhores coisas que podemos fazer na cidade. Cada rua que passamos é diferente da outra, nos proporcionando gratas surpresas. No meio do caminho paramos na Suso Gelato para um sorvete. Depois passamos por cima da Ponte do Rialto. Após várias ruas e pontes estávamos de volta à estação Santa Lúcia. Como o trem iria demorar cerca de uma hora para sair, aproveitamos para esquentar o corpo com um cafezinho no Café Veneza Santa Lúcia. Veneza é uma cidade que mexe com o imaginário do turista, provavelmente por conta dos canais. Ao planejar a viagem fiquei na dúvida se pernoitava ou não na cidade. Por fim decidi fazer um bate-volta. Se não há planos de ir para as ilhas de Murano e Burano, acho que um bate-volta é suficiente para aproveitar a cidade. Se puder esticar a estada até a chegada da noite, melhor ainda, pois com certeza o local deve ficar lindo quando iluminado. Nós acabamos indo embora no fim da tarde pois o frio estava tenso. Minha esposa é friorenta e estava sofrendo bastante com isso. Tivemos muito azar de pegar uma frente fria que derrubaram as temperaturas no norte da Itália. De volta à Verona, o frio continuava castigando. Paramos mais uma vez no Angelucci para jantar e depois seguimos para o hotel para um merecido descanso. Total de gastos no dia: 18,50 euros para duas passagens de trem regional Verona – Veneza. 15 euros em duas passagens no Vaporetto. 40 euros em almoço no Bar Trattoria Chinellato. 80 euros no passeio de gôndola. 4 euros na Suso Gelato. 18,50 euros para duas passagens de trem regional Veneza - Verona. 4,90 euros no Café Veneza Santa Lúcia. 25 euros em jantar no Angelucci. 24/01 – Retornando para Roma Nesse dia iniciamos nosso retorno à Roma. Acordamos cedo, tomamos café da manhã no hotel e pegamos um táxi até a estação Verona Puerta Nova. As passagens já haviam sido compradas pela internet, pela bagatela de 9,90 euros por pessoa com a Italotreno. O trem saiu no horário previsto, às 08h17. No caminho havia bastante neve na região de Bologna. Entre Florença e Roma fomos informados que o trem chegaria com atraso à estação Roma Termini devido a problemas de tráfego. Inicialmente era previsto que a viagem demorasse três horas. Durou quase quatro. Dessa vez reservamos o Hotel Impero, bem próximo da primeiro hotel que ficamos em Roma. A diária foi paga ainda no Brasil, restando pagar na recepção a taxa turística. Deixamos as malas no quarto e fomos almoçar. A refeição foi feita no Ristorante Cotto, próximo do hotel, e custou 60 euros para o casal. Nessa altura do campeonato, com o orçamento folgado, acabei exagerando no preço das refeições. Não havia nenhuma atividade turística prevista para o dia de hoje. Iríamos usar nosso tempo para fazer compras. Pegamos o metrô e descemos na estação Spagna, próxima da bela Piazza di Spagna. Na região há diversas lojas para tudo que é tipo de bolso. Na Via dei Condotti há diversas marcas de grife e na Via del Corso há diversas lojas mais populares. A Europa não é conhecida por ter os melhores preços, mas é possível achar bastante coisa bem mais em conta que no Brasil. Em janeiro a maior parte do comércio está com liquidações de inverno. Lojas como a United Colors of Benetton e a GAP possuem blusas e calças de qualidade na casa dos 20 a 30 euros ou até menos. Há também lojas com preços bastante populares, como H&M, Mango e Bershka. Para as mulheres, minha esposa gostou bastante dos cosméticos da Kiko Milano. Nela é possível encontrar batons por menos de 5 euros. No meio de tanta compra paramos para tomar um sorvete no The Gelatist da Via del Corso. Já retornando para casa, caminhando, paramos no Caffè Eliseo para uma janta rápida. Entramos no local sem ver as avaliações do Google Maps ou TripAdvisor, como costumo fazer. Se tivesse visto com certeza não tinha entrado. Os lanches não eram grande coisa e o local era extremamente caro, nos custando 28 euros em dois cafés com leite e dois lanches. Antes de voltar ao hotel, paramos no Carrefour localizado próximo dele para comprar água e outros mantimentos. Total de gastos no dia: 11 euros de táxi em Verona 19,80 euros em duas passagens de trem de Verona para Roma. 210,93 reais no Hotel Impero para uma diária (pago no Brasil pelo Hoteis.com) 8 euros de taxa turística. 60 euros em almoço no Ristorante Cotto 3 euros no metrô de Roma 3 euros em um gelato no The Gelatist 28 euros em jantar no Café Elíseo. 12,52 euros em água e mantimentos no Carrefour 25/01 – Quase no fim da viagem Mais um dia sem nenhuma atividade turística reservada. Então aproveitamos para bater pé por Roma. Acordamos sem muita pressa e fomos tomar café da manhã no hotel. Depois ajeitamos as malas para deixar na recepção e reservamos um transfer para Fiumicino às 16h00. Começamos caminhando para o lado do bairro Esquilino, um local bem derrubado, mas havia uma loja de meu interesse no local. Sou aficionado por Lego, e no bairro está localizada a loja Pianeta Mattoncino, onde é possível encontrar alguns sets que já saíram de linha. Infelizmente não havia o que eu procurava lá. Fomos para a estação de metrô Manzoni e descemos na estação Ottaviano. Próximo de lá havia uma loja da The North Face que minha sogra queria ir. Voltamos para a estação de metrô Ottaviano e descemos na estação Flaminio, próxima a Piazza del Popolo. Seguimos para a Pizzerie Re, onde almoçamos ao custo de 57 euros para o casal. Comida muito boa. De bucho cheio rodamos por mais algumas lojas na região e pegamos o metrô para voltar à estação Termini. De lá retornamos ao hotel para aguardar o transfer até Fiumicino. Antes de embarcar, pedi para o motorista nos deixar no Hotel Golden Tulip Isola Sacra, em Fiumicino, não no aeroporto que nem pedimos no momento da reserva. Ele atendeu prontamente. Fiz isso pois queria evitar usar os táxis de Roma, por conta da "boa fama" que eles tem. Preferimos dormir em Fiumicino pois o nosso vôo sairia cedo no dia seguinte, às 08h55. A diária foi paga no local ao custo de 64 euros para o casal, além de 4 euros da taxa turística e 7 euros por pessoa do transfer para o aeroporto na manhã seguinte. Não havia nada para fazer no entorno do hotel. Era um bairro residencial. Então aproveitamos para descansar. Reservamos uma mesa para jantar no It Restaurante, anexo ao hotel. Custou 59 euros para o casal em uma deliciosa refeição. Depois fomos para o quarto dormir. Total de gastos no dia: 57 euros em almoço no Pizzerie Re 9 euros no metrô de Roma 55 euros em transfer para Fiumicino. 59 euros em jantar no It Restaurante em Fiumicino. 82 euros no Hotel Golden Tulip Isola Sacra pagos no local 26/01 – Retorno ao Brasil Acordamos cedo e preferimos pegar o transfer das 05h00 da manhã para o aeroporto. Em tese daria para tomar café da manhã no hotel e pegar o transfer das 06h00, mas achamos mais prudente ir logo para o aeroporto, pois ele é imenso e muito movimentado. Tomamos café da manhã em um quiosque já na área de embarque. Às 08h55 nosso vôo partia para Guarulhos. De cima no avião pudemos apreciar a Sardenha, as Cordilheiras do Atlas na Argélia e o Deserto do Saara. Magnífico. Total de gastos no dia: 13,70 euros em café da manhã no Aeroporto Contabilizando os gastos: Ao fim da viagem, os gastos totais ficaram o seguinte: Hospedagem: 2.016,66 reais e 194 euros para 11 diárias, além de 70 euros de taxa turística (aproximadamente 3.222,08 reais). Passagens aéreas: 5469,13 reais do trecho internacional; Seguro de viagem: 245,08 reais para duas pessoas; Deslocamento rodoviário no Brasil: 731,27 reais de combustível + 147 reais de pedágios + 160 reais de estacionamento no aeroporto de Guarulhos = 1.038,27 reais; Passagens de trem: 134,80 euros para trens de longa distância e 118,60 euros para trens regionais (aproximadamente 1.157,02 reais) Transporte público e transfer: 165,50 euros de táxi ou transfer, 24 euros de metrô, 3 euros de ônibus e 15 euros de vaporetto (aproximadamente 947,44 reais); Refeições: 796 euros (aproximadamente 3.634,53 reais, média de 72,36 euros por dia) Atrações: 340 euros (aproximadamente 1.552,44 reais) Outros gastos (mercados, celular, água...): 56,29 euros (aproximadamente 257 reais) Os gastos com táxi e transfer foram divididos por dois, pois sempre estávamos em quatro pessoas. Mas diferentemente do que fiz no relato de Portugal e Espanha, vou considerar o valor cheio, pois se estivesse em duas pessoas o valor também seria o mesmo. Estimei um gasto com refeições de 50 euros por dia para duas pessoas, entre almoço, janta e lanches. Café da manhã estava incluído nas diárias dos hotéis. Mas como disse acima no relato, não consegui cumprir essa meta. A média para 11 dias ficou um pouco acima desse valor: 72,36 euros por dia. Dessa vez não estimei um valor a gastar com os passeios. Consegui ir a todas as atrações planejadas. O preço por pessoa seria 170 euros, dividindo o passeio da gôndola por dois, mas não importa a quantidade de pessoas que for dentro dela, respeitando o limite, o valor será o mesmo. Somando tudo, a viagem nos custou cerca de 17,5 mil reais para duas pessoas, desconsiderando os gastos com coisas supérfluas que compramos. No fim, dos 2190 euros que levamos em dinheiro, ainda sobrou 205 euros, e o cartão de crédito não precisou ser acionado durante toda a viagem. Nota: Usei a cotação média do euro de 4,56 reais para 1 euro, baseado no valor médio que gastamos para comprar o euro em espécie no Brasil. Só para comparar o impacto do aumento do euro, se eu usasse o valor médio que comprei o euro em 2018 (4,16), a viagem da Itália teria saído por cerca de 15,9 mil reais. Sobre o roteiro: Conseguimos cumprir o estabelecido no roteiro, tirando a visita ao domo de Santa Maria del Fiore devido ao atraso nos trens de Pisa. Considero que o tempo destinado para cada cidade foi adequado. Levem em consideração que não sou um aficionado por pinturas e esculturas, a não ser que o local tenha algo realmente único, como Davi na Galleria dell'Accademia. Então por não visitar diversas galerias de artes existentes nas cidades, ganhei bastante tempo com isso. Trocar o deslocamento de carro alugado (nosso meio de transporte em Portugal e Espanha) pelo trem foi uma sábia decisão. Mesmo com alguns atrasos, é um meio de transporte espetacular. Rápido, confortável e não sai caro. Pretendemos um dia voltar à Itália. Um segundo passeio no país seria focado na parte sul e, quem sabe, na Sardenha. Mas o mundo é grande e cheio de outros lugares maravilhosos para conhecer. Por fim, espero que tenham gostado do relato. Quando der, farei outro sobre nossa viagem em 2020. Ci vediamo, bella Italia. Ritorneremo di sicuro.
  7. Tem outras coisas também. Mas massa é a maioria. Diria que 70% dos "primeiros pratos" em um restaurante é algum tipo de massa. O restante normalmente é risoto ou sopa/caldo. Daí tem o "segundo prato", que é alguma carne. Se quiser uma refeição completa estilo brasileira teria que pedir um primeiro e um segundo prato, mas para uma pessoa só fica muita comida. Por pelo menos três vezes eu cheguei a pedir risoto em vez de massa. E em outras duas oportunidades troquei o primeiro prato por uma entrada, tipo um tartare ou berinjela à parmegiana. Se colocar lanches daí tem pizzas e sanduíches diversos como opção. Quando pesquisei as passagens de trem em um site que esqueci o nome ele dava também opção de passagens de ônibus. A Flixbus mesmo tem linhas entre diversas cidades italianas. Mas a vantagem do trem era principalmente velocidade, e se comprar as passagens com antecedência não sai muito mais caro que o ônibus, isso quando não é mais em conta.
  8. 19/01 – Ida à Florença Último café da manhã no Hotel Lirico. Boa estadia, equipe cordial e excelente custo benefício. Creio que a meta para Roma foi cumprida. Conseguimos visitar tudo que planejamos sem correria. Algumas atrações não incluí no roteiro por não ser de nosso interesse. Hoje era dia de pegar o trem até Florença. A passagem foi comprada no Brasil com antecedência, pela ITALO, ao custo de 23,90 euros por pessoa. O trem estava marcado para sair da estação Roma Termini às 09h45 e chegada na estação Firenze S.M.N. às 11h17. Desembarcando em Florença fomos direto para o hotel deixar as malas. A hospedagem escolhida foi o Hotel Mia Cara & Spa, localizado a poucos minutos a pé da estação e com fácil acesso a outras atrações. A diária foi paga no local, ao custo de 130 euros para duas noites o quarto de casal e 16 euros de taxas turísticas. Livre das malas, fomos bater pé pela cidade. Nossa primeira parada foi no Trattoria Pizzeria Nerone Firenze. Nosso objetivo era experimentar a Bisteca Fiorentina. O prato nesse restaurante não era o mais barato da região, tão pouco o mais caro. Mas das opções encontradas parecia ser aquele com melhor custo benefício. Não nos arrependemos. A bisteca estava deliciosa. A conta não. Minha parte e da esposa saiu por 60 euros (o preço da bisteca é pelo peso dela). Mas é aquele preço que você paga com gosto pois comeu bem. Satisfeitos pela bela refeição, seguimos caminhando para a Catedral de Santa Maria del Fiore. Se você só vai entrar nela, não precisa pagar ingresso, somente enfrentar a fila. O ingresso, 18 euros por cabeça, serve para visitar a cúpula da Catedral, o campanário e o batistério. Não sabia disso e acabei comprando um ingresso desnecessário, já que a esposa não quis encarar os degraus até o topo do campanário. A subida na cúpula deve ser agendada em um totem no local onde se compra o ingresso. Infelizmente para esse dia não havia mais vagas disponíveis, então marquei para tarde do dia seguinte. O interior da Catedral é grandioso. Destaque para a cúpula. Após, minha esposa foi com as outras companhias fazer compras. Eu saí num passeio solo até o topo do campanário. São bastante degraus, mas há pontos de parada para quem tem pouco folego. Lá de cima se tem uma vista panorâmica de toda a cidade de Florença. Após reagrupar com as companhias, seguimos caminhando pela cidade, passando pelo Palazzo Vecchio, Loggia dei Lanzi e Ponte Vecchio. Mesmo sem estar com o tempo apertado, não tinha muito interesse em conhecer as diversas galerias de artes da cidade, apenas a Galleria dell'Accademia, principalmente por conta da escultura Davi de Michelangelo, algo que deixei para o dia seguinte. Passamos o restante do dia indo em lojas e comprando coisas. Voltando para o hotel, fizemos um lanche no Sabatino Café, por 8,60 euros para o casal, e depois tomei um bom gelatto no I Gelati del Bondi, por 4 euros. Total de gastos no dia: 47,80 euros para duas passagens de trem entre Roma e Florença pela Italo Treno. 130 euros para duas diários no Hotel Mia Cara & Spa 16 euros de taxas turísticas para duas pessoas. 36 euros em dois ingressos para as atrações da Catedral Santa Maria del Fiore. 60 euros em almoço no restaurante Trattoria Pizzeria Nerone Firenze. 8,60 euros em lanche no Sabatino Café. 4 euros em um gelatto no I Gelati del Bondi. 20/01 – Bate-volta em Pisa e estresse com os trens italianos. Tomamos café da manhã no próprio hotel, já incluído na diária. Seguimos para a estação Firenze S.M.N., onde adquirimos a passagem para Pisa Centrale por 8,60 euros por pessoa. Nota: Aqui vai uma dica. A passagem adquirida pela internet e impressa em papel não necessita de ser validada. A passagem adquirida na estação precisa ser validada antes de embarcar no trem. Embarcamos no trem próximo das 08h30 e a viagem até Pisa durou pouco mais de uma hora. Como era um trem regional, ele parou em diversas estações pelo caminho. Chegando em Pisa, fomos caminhando para conhecer a famosa Torre de Pisa. Junto à torre, há também outras belas construções, como o Batistério e a Catedral de Pisa. Não pagamos ingresso para entrar em nenhuma das atrações. Após várias fotos, seguimos para o almoço. Comemos no Ristorante Osteria Dei Mille, uma boa refeição ao custo de 32 euros para o casal. Para voltar para Florença, a ideia era embarcar na estação Pisa S. Rossore, mais próxima da Torre de Pisa. Fomos até ela e compramos as passagens de volta, também pelo preço de 8,60 euros por pessoa. A estação estava bem vazia, com pouquíssimas pessoas e a presença de alguns elementos estranhos. De repente começou a aparecer no painel com o status das viagens diversos trens cancelados em direção a Florença. Depois de mais de uma hora de espera apareceu um trem que iria para Pisa Centrale. Perguntamos a um funcionário do trem se poderíamos embarcar e fazer baldeação em um trem para Florença e ele confirmou que sim. Mas a sequência de cancelamentos de viagens não havia acabado. Em Pisa Centrale quase todos os trens para Florença apareciam cancelados ou extremamente atrasados em seu status. Depois de outros dois trens cancelados, eis que surge um trem para Florença com previsão de embarque quase imediato. Eu e mais um monte de gente saiu correndo em direção a plataforma onde ele se encontrava. Como o trajeto até Florença era diferente da passagem que eu havia comprado (mais caro e mais demorado), perguntei para a fiscal se poderia embarcar nele. Após confirmação dela finalmente conseguimos embarcar para Florença. Chegamos lá perto das 18h00, depois de 2h de trem, e por conta disso perdi a subida na cúpula da Catedral Santa Maria del Fiore, que estava marcada para 15h30. Mas ainda havia tempo de visitar a Galleria dell'Accademia. O ingresso saiu por 12 euros por pessoa. O foco era a estátua de Davi, mas havia outras esculturas bem interessantes. No segundo andar haviam diversos quadros de arte cristã medieval, algo que nunca apreciei muito. Saímos para jantar, só eu e a esposa, no Ristorante Pizzeria Lorenzo de' Medici. A refeição nos custou 35 euros, com direito a duas pizzas e bebidas. Depois fomos em um mercado repor o estoque de água e outras coisas e por fim retornamos ao hotel para descanso. Total de gastos no dia: 17,20 euros em duas passagens no trem regional da Trenitalia de Florença a Pisa. 32 euros em almoço no Ristorante Osteria Dei Mille. 17,20 euros em duas passagens no trem regional da Trenitalia de Pisa a Florença. 24 euros para dois ingressos na Galleria dell'Accademia. 35 euros em jantar no Ristorante Pizzeria Lorenzo de' Medici. 4,25 euros em mercado para compra de mantimentos. 21/01 – Visitando o Museu da Ferrari Tomamos café da manhã no próprio hotel e seguimos para a estação Firenze S.M.N., onde pegamos o trem para Bologna. A passagem foi comprada no Brasil com antecedência, ao custo de 8,80 euros por pessoa. O trem estava marcado para sair da estação às 08h21 e chegada à estação Bologna Centrale às 09h42. Usei Bologna como base para visitar Modena e Maranello, principalmente pela maior disponibilidade de horário para pegar o trem direto para o destino do dia seguinte. Se tivesse pernoitado em Modena, provavelmente teria que pegar trem com conexão para poder seguir para Verona, fora que as diárias dos hotéis em Modena estavam bem caras. Também cogitei ir de Florença direto para Modena e deixar as malas em um locker, mas não encontrei informações confiáveis de que haveria algum na estação de trem. Chegando a Bologna, fomos caminhando para o Hotel Il Guercino. Mesmo chegando bem antes do horário do check in os quartos já estavam prontos. As diárias já haviam sido pagas no Brasil no valor de R$ 260,50. Restou pagar a taxa turística de 6 euros para duas pessoas. Eu e minha esposa deixamos as malas no quarto e voltamos para a estação de trem, enquanto as companheiras de viagem ficaram no hotel descansando. Lá compramos passagens no trem regional para Modena, ao custo de 3,85 euros por pessoa. É uma viagem rápida. Saímos da estação de Modena e fomos caminhando em direção ao Museu Enzo Ferrari. Ele é focado na vida de Enzo Ferrari. Possui dois edifícios, um moderno e outro que era uma antiga oficina. No local há exposição de diversos carros da marca Ferrari e diversos motores utilizados ao longo do tempo. É um passeio para quem gosta de carro. Custou 27 euros por pessoa, dando direito também a visitar o Museu Ferrari em Maranello. Também é possível comprar o ingresso para cada museu em separado. Próximo da saída do Museu há uma loja que vende o transfer de ônibus de ida e volta para visitar o Museu Ferrari em Maranello. Custou 12 euros por cabeça. Chegando a Maranello fomos procurar algum lugar para almoçar. Não havia nenhum restaurante interessante aberto próximo do Museu. Comemos na lanchonete que havia dentro do local. Já não tinha muita opção de comida, então nos restou pegar dois pratos de massa a bolonhesa bem sem graça, ao custo de 17,50 euros. Nota: enquanto procurávamos restaurantes próximos ao museu, fomos abordados diversas vezes na rua por pessoas, inclusive brasileiros, oferecendo passeios para dirigir uma Ferrari. O preço girava em torno de 130 euros. Se não tivesse chovendo no dia provavelmente eu teria pagado por uma chance dessa. O acervo do Museu de Maranello é incrível. Lá se encontrava o carro que eu mais queria ver: a Ferrari F40. Simplesmente espetacular. A galeria de carros da F1 também era de encher os olhos. Enfim, fiquei um bom tempo apreciando e fotografando os carros existentes. Vale frisar que a exposição de carros nos dois museus é rotativa, então nem sempre encontraremos os mesmos modelos. Saindo do Museu, esperamos pelo transfer de volta para Modena e lá retornamos para a estação de trem para voltar para Bologna, pagando o mesmo valor na passagem. Após descansar um pouco no hotel, saímos para jantar. Escolhemos o Ristorante Bolognese. Foram servidas excelentes massas. O custo para o casal foi de 55 euros. Depois fomos a um mercado e voltamos ao hotel para dormir. Nesse dia fazia um frio terrível em Bologna, com temperatura próxima dos 0 graus. Total de gastos no dia: 17,60 euros para duas passagens de trem entre Florença e Bologna pela Trenitalia. R$ 260,50 para uma diária no Hotel Il Guercino (pago no Brasil pelo Hoteis.com). 6 euros de taxa turística para duas pessoas. 7,70 euros no trem regional entre Bologna e Modena. 54 euros o ingresso para duas pessoas no Museu Enzo Ferrari e Museu de Maranello. 24 euros o transfer de ida e volta para duas pessoas entre Modena e Maranello. 17,50 euros em almoço na lanchonete do Museu de Maramello. 7,70 euros no trem regional entre Bologna e Modena. 55 euros em jantar no Ristorante Bolognese. 6,50 de água e mantimentos no mercado. 22/01 – Indo para Verona Acordei bem cedo esse dia e resolvi bater pé pelo centro de Bologna. Era a chance que eu teria de conhecer um pouco da cidade. Fazia muito frio, com temperatura na casa dos 0 graus. Saí do hotel e fui em direção à Scalinata Del Pincio e o Parco della Montagnola. Depois segui para a Piazza Maggiore, onde fica a Basílica de São Petrônio, com sua fachada inacabada, e o Palazzo Re Enzo. Bologna é uma cidade muito bonita, mas esse passeio de manhã cedo me custou uma dor de garganta que durou o restante da viagem. Depois voltei para o hotel e tomamos café antes de pegar o trem com destino à estação Verona Puerta Nova. Compramos a passagem na estação de Bologna, pois era um trem regional, ao custo de 10,30 euros por pessoa. Ao chegar a Verona, pegamos um táxi até o Hotel Scalzi. Apesar de não ser tão longe da estação, estava bastante frio pela manhã. As duas diárias já haviam sido pagas no Brasil. Restou a taxa turística que totalizou 4 euros para duas pessoas nos dois dias. Deixamos as malas no quarto e fomos almoçar no Angelucci, um restaurante próximo do hotel. O local acabou se tornando o ponto de todas as nossas refeições em Verona. A comida era gostosa e o preço era bom. O almoço para duas pessoas saiu por 40 euros, e comemos bastante. Nesse dia aprendi que a parmigiana também pode ser uma berinjela com queijo e molho de tomate. Durante o restante do dia nos dedicamos a explorar as ruas de Verona. É uma cidade muito bonita que superou muito minha expectativa e entrou no roteiro meio que por acaso, pois minha sogra queria conhecer a casa de Julieta. A cidade vai muito além disso. Começamos pela Ponte de Castelvecchio, uma bela ponte medieval, e depois seguimos para a Arena di Verona. Não é gigante que nem o Coliseu romano, mas é muito bela e está num estado de conservação infinitamente melhor. Passamos também pela Piazza delle Erbe e então fomos até a Casa de Julieta. Apenas minha sogra entrou no local. Nós ficamos aguardando do lado de fora. Caminhando pelas ruas também chegamos na casa que seria de Romeu, mas não tinha 1% dos turistas que haviam na casa de sua amada. Separei-me das companheiras, que foram fazer compras, e fiz uma caminhada solo pela cidade. Fui até a Ponte Nuovo e depois até a bela Ponte Pietra. Passei pela Catedral de Verona e voltei para a Arena, onde a iluminação noturna já tomava conta da cidade. No local me reuni com as companheiras e fomos novamente à Ponte de Castelvecchio, que iluminada ficava ainda mais bonita. Jantamos no Angelucci, cada um comendo uma pizza. Saiu por 30 euros para o casal. Passamos num mercado para comprar água e voltamos ao hotel para descansar. Total de gastos no dia: 20,60 euros para duas passagens de trem regional Bologna – Verona. 11,50 euros de táxi até o hotel em Verona. 637,49 reais no Hotel Scalzi para duas diárias (pago no Brasil pelo Hoteis.com) 4 euros de taxa turística. 40 euros em almoço no Angelucci. 3,62 euros em mercado para compra de mantimentos. 30 euros em jantar no Angelucci.
  9. Na maior parte das vezes usava o pouco do italiano que aprendi. Mas boa parte das palavras no italiano que não são semelhantes ao português, são semelhantes ao espanhol. Então quanto a conversa evoluía um pouco eu acabava apelando para o portunhol. Usei o inglês pouquíssimas vezes. Mas ele é bem aceito nos hotéis, nos restaurantes que fui e nas atrações turísticas. Só fui em mercado pequeno, mas aqueles que fazem parte de alguma rede normalmente tem comida refrigerada para vender. O Carrefour Express, por exemplo, que tem em tudo que é canto.
  10. Comecei a escrever esse relato faz uns 6 meses, mas por falta de tempo acabei deixando de lado. Aos poucos vou publicando o relato e tentarei terminar ele o mais breve possível. Em 2018 fiz junto com minha esposa nosso primeiro passeio pela Europa. O primeiro destino escolhido foi Portugal e Espanha, e da viagem fiz um relato que se encontra nesta seção do fórum. Em 2019 foi a vez de conhecer a Itália. Durante 2018 vínhamos planejando nova viagem para a Europa caso aparecesse passagem aérea com bom preço para janeiro/2019. Até que em setembro apareceu passagem para Roma com voo direto saindo de Guarulhos pela LATAM. A passagem saiu por R$ 2734,56 por pessoa, com direito a bagagem despachada e marcação de assento, algo que está cada vez mais raro de se conseguir gratuitamente. Embarcaríamos no dia 14/01 com retorno ao Brasil no dia 26/01, um total de 11 noites na Itália. Já havia mais ou menos definido quais cidades gostaria de conhecer. Só foi necessário encaixá-las de acordo com o tempo disponível. Uma mudança importante em relação à viagem com Portugal e Espanha é que dessa vez o deslocamento entre as cidades seria feito de trem. Roteiro Em suma, pernoitamos em Roma, Florença, Bologna e Verona. Não incluí Milão no roteiro, primeiro porque teria que tirar dia de alguma outra cidade para encaixá-la e segundo porque achei que não haveria tantas atrações interessantes para valer o deslocamento. Alguns bate-voltas foram feitos, como Nápoles, Pisa, Modena e Veneza. Nota: Em 2020 fui novamente para a Europa e acabei passando por Milão. Apesar de não ter tantos monumentos históricos como outras cidades da Itália, é uma cidade muito interessante. Mas isso fica para outro relato... 14/01 Guarulhos/Roma 15/01 Roma 16/01 Roma 17/01 Roma/Pompéia/Roma 18/01 Roma 19/01 Roma/Florença 20/01 Florença/Pisa/Florença 21/01 Florença/Bologna/Modena/Bologna 22/01 Bologna/Verona 23/01 Verona/Veneza/Verona 24/01 Verona/Roma 25/01 Roma/Fiumicino 26/01 Fiumicino/Guarulhos Preparativos no Brasil Procuramos reservar hotéis que fossem próximo de estações de trem, já que esse seria nosso principal meio de transporte. E na maioria dos casos também conseguimos ficar a uma curta distância de caminhada das atrações. Quase todas as reservas foram feita pelo Hoteis.com, principalmente pela possibilidade de poder pagar no Brasil em reais, não ficando refém da variação cambial. Outras poucas foram feitas pelo Booking. A maioria dos hotéis da Itália tem cafe da manhã incluído na diária, bem diferente da Espanha, onde geralmente era necessário pagar um valor a mais. Passeios mais concorridos, como o Coliseu e Museu do Vaticano foram comprados no Brasil com antecedência. Dependendo da demanda há o risco de não conseguir ingresso na hora ou de pegar filas gigantes, apesar de estarmos viajando em baixa temporada. Os trens de longa distância também foram pagos com antecedência no Brasil. Aqui vale a lógica das passagens área: comprar com antecedência para economizar. Para os trens regionais não há essa preocupação, pois o preço das passagens não varia. Nota: Algo que notei para alguns trechos é que quando eu pesquisava o preço para mais pessoas (estávamos em quatro pessoas) ficava mais em conta que pesquisando para apenas uma pessoa, uma espécie de "passagem família". Novamente aproveitei a Black Friday e comprei os seguros de viagem. O plano EUROPA STANDARD pela Mondial Travel saiu 122,54 reais para cada pessoa. Preferi levar dinheiro para a viagem. Deixei o cartão de crédito para alguma emergência. Levei cerca de 10 mil reais, ou 2.190 euros. Decidimos também fazer o trecho até Guarulhos de carro. Seria uma viagem de quase 1mil Km a partir do oeste catarinense, mas o valor total gasto entre estacionamento, gasolina e pedágio foi estimado entre 25% e 30% do que gastaríamos para quatro pessoas com passagens áreas a partir de Chapecó (a passagem estava bem mais cara que janeiro/2018). Total de gastos com passagem aérea, carro e seguro viagem para duas pessoas: R$ 5.469,13 pela LATAM, ida e volta de Guarulhos a Roma. R$ 245,08 do seguro de viagem para duas pessoas pela Mondial Travel. R$ 731,27 em combustível, R$ 147,00 em pedágios e R$ 160,00 no estacionamento do aeroporto de Guarulhos, total de R$ 1038,27 reais. Clima e o que levar nas malas Eu e minha esposa levamos uma mala média cada. A minha foi pesando 8 quilos e a dela foi pesando 10 quilos. Levei as roupas que uso no inverno brasileiro. Para mim foi suficiente. Só reforçando que moro numa cidade com o inverno frio onde a temperatura frequentemente cai para menos de 10ºC, registrando algumas vezes temperaturas negativas. Se não tiver muita roupa de frio, deixe para comprar lá. Era época de liquidação de inverno e pelo menos o preço das roupas para o frio eram mais em conta que no Brasil. Roupas da United Colors of Benetton e GAP, marcas com qualidade descente e com bastante lojas na Itália, saiam por preços bem melhores que os brasileiros para os mesmos tipos de vestimentas. Também levei numa mochila uma câmera fotográfica, carregador portátil e uma extensão de tomada. Não tive problema com nossos plugs de tomada em nenhuma cidade da viagem, pelo menos não com os de dois pinos. 12/01 e 13/01 – Saindo do oeste catarinense Longo caminho até São Paulo. Seguimos primeiro até Curitiba, onde dormimos no Curitiba Palace Hotel Inn, ao custo de 162 reais o quarto de casal. No dia seguinte fomos até São Paulo. Viagem tranquila. Chegamos lá por volta de 15hs. Hospedamo-nos no Hotel Heritage Comfort Inn, na região da Paulista e Consolação, com reserva feita pelo Booking. A diária saiu por 280 reais o quarto de casal, paga na acomodação. No domingo a Avenida Paulista fecha para os carros. Estava ocorrendo um desfile celebrando o cultura boliviana no local. Bem interessante. 14/01 – Saindo do Brasil Nosso voo tinha previsão de partida às 16hs em Guarulhos. Saímos de São Paulo por volta de 12hs e quando chegamos ao aeroporto deixamos o carro num estacionamento ao lado do terminal 3. Havia uma promoção de 12 diárias por R$ 140,00 especificamente para esse estacionamento, bem o prazo que precisávamos. Os R$ 20,00 a mais foi pelo dia excedente. O avião saiu no horário previsto. A aeronave era um Boeing 767-300. As poltronas na classe econômica eram dispostas no padrão 2-3-2, excelente para quem viaja em par. O conforto e atendimento a bordo foram bons. O único porém é que já não tinha opção de escolha para o café da manhã ao chegar na nossa vez (estávamos na antepenúltima fileira da aeronave). 15/01 – Chegada em Roma O avião chegou em Fiumicino pouco antes do horário previsto, que era 07:05h. Seguimos direto para a migração, que foi bem tranquila. O policial não fez nenhuma pergunta. Simplesmente carimbou o passaporte e nos entregou. Mas caso fosse solicitado, eu estava com uma pasta contendo as reservas de hotéis, trens e passeios, além do seguro de viagem obrigatório para o espaço Schengen. Após pegar as malas, a ideia era comprar um chip de celular. Ainda dentro do terminal comprei um chip da TIM com foco em internet por 25 euros. Como o que aprendi de italiano era insuficiente para qualquer comunicação mais complexa, a comunicação com o atendente se deu em inglês. Do aeroporto fomos para Roma de táxi, saindo por 50 euros para todos os passageiros e as malas. O valor do táxi era tabelado. Cerca de 40 minutos depois estávamos na porta do hotel. A hospedagem reservada foi o Hotel Lirico, cerca de 5 minutos de caminhada da Estação Roma Termini e não muito longe de algumas atrações turísticas, como a Fontana de Trevi e a Basílica de Santa Maria Maggiore. A reserva de 4 diárias foi feita pelo Hoteis.com e paga ainda no Brasil, saindo por R$ 907,74 o quarto de casal. Havia ainda uma taxa turística total de 32 euros (16 euros por pessoa) paga no check-in. Chegamos ao hotel bem cedo, muito antes do horário do check in. Mas mesmo assim fomos prontamente atendidos. Como havíamos reservado dois quartos (viajamos em quatro pessoas) e apenas um deles estava pronto, deixamos todas as malas em um dos quartos e saímos para tomar café da manhã. Fomos no Morganti Cafè, pertinho do hotel. Refeição para duas pessoas saiu por 6 euros. Após, resolvemos dar uma volta pela cidade até que os dois quartos estivessem prontos. Fomos até a Fontana de Trevi, que estava lotada de turistas. Depois, vencidos pelo cansaço da viagem, retornamos ao hotel para descansar. Acordamos próximo da hora do jantar. Resolvi procurar uma loja próxima para comprar algumas roupas de frio. Fomos na Coin da Roma Termini, uma loja de departamento comum na Itália. Os preços de um modo geral eram mais caros que a El Corte Ingles da Espanha e tinha bem menos variedade de roupas, mas consegui uma boa jaqueta por 30 euros. Jantamos no Restaurante Doveralù, próximo do hotel. A refeição para o casal mais bebida saiu por 27 euros. Em seguida fomos ao The Gelatist experimentar um sorvete italiano. Voltei nessa sorveteria outras vezes. Tinha várias delas por Roma. Foi um dos melhores gelatos que tomei e o preço era excelente. Depois fomos a um Carrefour do lado do hotel em que estávamos para comprar água e outros mantimentos. Por fim, voltamos ao hotel para descansar. Total de gastos no dia: R$ 907,74 por quatro diárias do Hotel Lirico (pago no Brasil pelo Hoteis.com) 32 euros de taxa turística para quatro dias paga no hotel 50 euros de táxi do aeroporto até o hotel em Roma 25 euros por chip da Tim 6 euros em café da manhã no Morganti Cafè 27 euros em jantar no Restaurante Doveralù 5 euros em dois gelatos no The Gelatist 1,70 euros no Carrefour para água e outros mantimentos Nota: não vou incluir gastos com compras supérfluas tais como roupas, calçados ou lembrancinhas. Todos os preços das refeições que eu colocar já inclui a gorjeta, quando era o caso, e que normalmente eu dava 10% do valor total. 16/01 – Passeio no Vaticano Hoje seria dia de visitar o Museu do Vaticano, um dos passeios mais aguardados por mim. Mas primeiro tomamos café da manhã no hotel, com o valor já incluído na diária. Café justo pelo valor da diária, com uma variedade razoável de comida. Saímos do hotel em direção à estação Roma Termini para pegar o metrô até a estação Ottaviano, onde descemos e fomos caminhando até o Vaticano. O custo do metrô é de 1,5 euros por pessoa e, em minha opinião, a qualidade do serviço prestado é pior que o de São Paulo, mas pelo menos te leva para quase qualquer canto da cidade. Compramos o ingresso para o Museu antecipado, pagando 21 euros por pessoa. O horário marcado para entrar era 09:30h. Minha sogra e sua irmã não quiseram ir ao Museu. Elas foram assistir a Missa do Papa, que ocorre todas as quarta feiras. Para assistir a Missa é necessário solicitar o ingresso gratuito antecipadamente, mas por ser baixa temporada é possível conseguir um lugar se chegar com antecedência. Sobre o Museu, a visita foi um misto de fascínio e decepção. As coleções egípcias, romanas, etruscas e de civilizações da Mesopotâmia são incríveis. Mas senti certa decepção com a Capela Sistina. Ela é bonita, os afrescos são incríveis, mas não tem a mesma imponência de outros templos religiosos. Praticamente toda ornamentação da Capela é feita com as pinturas, não contando com tantos detalhes esculpidos em pedra ou talhados em madeira. Saindo do Museu fomos visitar a Basílica de São Pedro. É incrível a grandiosidade do local. A entrada é gratuita e mesma na baixa temporada tinha uma fila considerável para passar pelo esquema de segurança. Dentro da Basílica se encontra a Pietà de Michelangelo. Que obra de arte! Pagando 10 euros por pessoa é possível fazer uma visita na cúpula e ter uma visão panorâmica do Vaticano e de Roma. Recomendo fortemente. Fomos almoçar no restaurante Tre Pupazzi, que fica próximo do Vaticano. A refeição para o casal saiu por 40 euros. Nesse dia percebemos que o gasto com alimentação dificilmente ficaria na meta dos 50 euros diários para o casal (acabou ficando em 70 euros diários em média). Nota: Óbvio que há locais e formas mais baratas de alimentação na Itália, mas para mim a culinária é provavelmente a atração mais importante em uma viagem e não abro mão de comer minimamente bem. Também não tenho dinheiro para comer só em restaurante galático, então sempre procuro o custo benefício, pesquisando avaliações no Google Maps e no Tripadvisor. Depois do almoço fomos caminhando até o Castelo Sant'Angelo, onde admiramos apenas por fora. Após algumas fotos cruzamos o Rio Tibre pela ponte em frente ao Castelo. Como minhas companheiras estavam cansadas de caminhar, propus voltarmos para o hotel de ônibus. Queria evitar a todo custo usar táxi em Roma por conta de alguns relatos de malandragem. Compramos as passagens por 1,5 euros por pessoa em uma loja com um símbolo “T” bem grande na fachada. Esses são os pontos de venda de passagens, conhecidos como "tabacchi". Importante lembrar que toda passagem, seja de metrô, trem ou ônibus, tem que ser validada no local específico. O ônibus estava lotado. Depois de uns 20 minutos chegamos a um ponto perto o hotel. Após descansar um pouco saímos para jantar. O restaurante escolhido foi o Alessio, perto do hotel. A refeição do casal saiu por 30 euros. Antes de encerrar o dia aproveitamos para mais uma passada no Carrefour ao lado do hotel para comprar água e outras coisas. Total de gastos no dia: 3 euros para duas passagens no metrô 3 euros para duas passagens de ônibus 42 euros para dois ingressos no Museu do Vaticano (pago no Brasil) 20 euros para dois ingressos na Cúpula do Vaticano 40 euros em almoço no Tre Pupazzi 30 euros em jantar no Ristorante Alessio 2,70 euros no Carrefour para água e outros mantimentos 17/01 – Bate-volta para Pompeia Após tomar café da manhã no hotel, seguimos para a estação Roma Termini. Iríamos pegar o trem até Nápoles. Compramos a passagem antecipadamente no Brasil, pagando 14,90 euros pela Italo Treno. Saímos de Roma 09h11 e chegamos pontualmente em Nápoles às 10h20, desembarcando na estação Napoli Centrale. Seguimos então as placas que indicavam o trem Circunvesuviano. Compramos a passagem no guichê, ao custo de 2,80 euros por pessoa. Ao comprar a passagem, informei que iria até a estação Pompéia Scavi Villa Misteri, que é a mais próxima da entrada do sítio arqueológico. Atenção aqui, pois também há uma outra estação chamada apenas de Pompei. A estação Pompéia Scavi Villa Misteri fica a uma curta caminhada de uma das entradas do sítio arqueológico de Pompéia. O ingresso, comprado na hora, saiu por 15 euros por pessoa. Pompéia é grande, mas com cerca de 3~4 horas no local dá para conhecer as principais atrações. Começamos o passeio pela Porta Marina, passando pelo Fórum, Terme Stabiane, Casa della Venere in Conchiglia e Praedia Di Giulia Felice, até chegar ao Anfiteatro de Pompeia, que se encontra num belo estado de conservação. Seguimos para o Orto dei Fuggiaschi, onde é possível ver os corpos carbonizados dos antigos habitantes da cidade. Fomos até o Teatro Grande e Teatro Piccolo e depois voltamos ao Fórum. Perto do Fórum há um restaurante. Não é grande coisa, mas dá pra matar a fome. O almoço para duas pessoas saiu por 17,40 euros. Com a barriga cheia, seguimos caminhando ao ponto mais isolado do sítio, a Villa dos Mistérios. Por fim, visitamos a Casa del Fauno e o Lupanar. Andar por Pompéia é um espetáculo. Provavelmente será a melhor amostra de como era uma cidade na época do antigo Império Romano. Posso afirmar sem sombra de dúvida que, sob a temática histórica, é o melhor passeio que fiz na Itália. Saímos do sítio arqueológico por onde entramos e seguimos até a estação para comprar a passagem de volta para Nápoles pelo Circunvesuviana. Inicialmente tínhamos planejado fazer um passeio por Nápoles e comer uma pizza enquanto aguardávamos o trem de volta para Roma. Mas estávamos tão cansados e de barriga cheia pelo almoço tardio que acabamos desistindo e aguardamos na estação Napoli Centrale. O trem de retorno saiu 17h36, com horário previsto de chegada às 19h30 em Roma Termini. Compramos a passagem antecipada no Brasil, pagando 9,90 euros por pessoa pela Trenitalia. Foi um trem mais lento que o de ida. Em relação ao conforto, não vi muita diferença entre as duas empresas que operam na Itália. Já em Roma, fomos jantar no Ristorante del Giglio, ao custo de 35 euros o casal. Após, retornamos ao hotel para descansar. Total de gastos no dia: 29,80 euros duas passagens no trem de Roma a Nápoles pela ITALO (pago no Brasil) 19,80 euros duas passagens no trem de Nápoles a Roma pela TRENITALIA (pago no Brasil) 11,20 euros para quatro passagens no Circunvesuviano (ida e volta) 30 euros para dois ingressos no sítio arqueológico de Pompéia. 17,40 euros em almoço no restaurante do sítio arqueológico de Pompéia 35 euros em jantar no Ristorante del Giglio 18/01 – Dia do Coliseu Novamente tomamos café no hotel e rumamos para mais uma atração imperdível de Roma: o Coliseu. O ingresso foi comprado com antecedência no Brasil, ao custo de 14 euros por pessoa, com entrada marcada para 08h35. Mesmo comprando com cerca de um mês de antecedência e em época de baixa temporada, já não consegui mais ingresso para visita ao subterrâneo, apenas o ingresso padrão. Então fica a dica: reserve com bastante antecedência. Pegamos o metrô até a estação Colosseo. Saindo da estação nos deparamos com aquele monumento imenso. E é realmente muito grande. Enquanto esperávamos na fila, começou a cair uma chuvinha chata que nos acompanhou durante quase todo o dia. O passeio no Coliseu não é muito demorado, podendo ser feito em pouco mais de uma hora. Do Coliseu partimos para o Foro Romano, ou o que sobrou dele. Confesso que depois de ter visto Pompéia, o Foro Romano não me chamou tanta atenção, mas há algumas construções legais. E dele também se tem uma vista privilegiada do Coliseu. Depois de cerca de 2 horas no local, partimos novamente para a estação Colesseo e pegamos o metrô até a estação Spagna. Na região compramos algumas coisas e depois seguimos para o Ristorante Pizzeria La Francescana, onde o almoço saiu por 35 euros para o casal. Deixo aqui um comentário em relação às refeições na Itália. Elas consistem em um primeiro prato, essencialmente carboidrato, e um segundo prato, essencialmente proteína. Quando dizem que a Itália é a terra da massa, não é exagero. 90% dos primeiros pratos são algum tipo de massa. Chega um ponto que enjoa. Palavra de quem gosta bastante de comida italiana. Então o que eu e a esposa fizemos em vários restaurantes era pedir uma massa e uma carne para racharmos entre nós. Assim conseguíamos variar o cardápio na maioria das vezes. A conta saía mais cara, pois o prato com proteína sempre era mais caro, mas se comia melhor. Outra opção é procurar restaurantes com o menu do dia, que possibilita comer pratos diversos a um preço mais camarada que pegando cada prato separadamente, mas não vi tantos desse tipo como tinha na Espanha. Depois de comer, caminhamos novamente em direção ao Vaticano. Iríamos fazer o passeio na Necrópole do Vaticano. Não confundir com sala onde estão as tumbas de diversos papas, acessível por dentro da Basílica de São Pedro através de uma escada para o subsolo. A Necrópole fica ainda mais embaixo. Reservamos o passeio ao custo de 13 euros por pessoa com antecedência de dois meses, tudo através de troca de e-mails seguindo passo-a-passo disponíveis na internet. Nos foi agendado a visita guiada em português as 14h30. Por conta desse passeio tive que ajustar os demais passeios em Roma nos dias que sobraram. Não sigo nenhuma religião e também não tenho uma crença em qualquer divindade, mas sou apaixonado por história. E esse passeio foi uma aula nesse ponto. Você terá a oportunidade de visitar a cripta mais antiga do Vaticano, anterior à construção da primeira basílica, onde eram enterrados os primeiros cristãos. No local há tumbas de quase 2 mil anos de idade e claro, a cereja do bolo, que é a tumba de São Pedro. Passeio imperdível. A visita termina em uma capela bem pequena, mas muito bonita, e depois saímos no interior da Basílica de São Pedro. Infelizmente não era possível tirar fotos na necrópole. Fomos fazer um lanche no 200 Gradi, local que serve diversos tipos de sanduíches dos mais variados recheios. Minha parte e da esposa saiu por 15 euros, com três sanduíches e bebidas. Pegamos novamente o metrô e descemos na estação Barberini. Enquanto minhas companheiras faziam compras fui bater pé por algumas atrações da cidade. Visitei a Fontana de Trevi, Panteão, Templo de Adriano e Piazza Navona. Antes de voltar para o hotel, nós paramos para um jantar em uma cafeteria que não recordo o nome. Total de gastos no dia: 9 euros de metrô para a aquisição de seis bilhetes. 28 euros para dois ingressos para o Coliseu (pago no Brasil). 35 euros em almoço no restaurante Ristorante Pizzeria La Francescana. 26 euros para dois ingressos para a Necrópole do Vaticano (pago no Brasil). 15 euros em lanche no 200 Grandi. 8,90 euros em jantar numa cafeteria/lanchonete.
  11. Olá. Desculpa a demora em responder. Só vi a mensagem agora. Cruzar a fronteira entre Portugal e Espanha é quase como cruzar de um estado para outro no Brasil. Não há nenhum tipo de controle, a não ser em casos excepcionais, geralmente ligados a segurança interna. Uma vez que é feita migração em alguns dos países do espaço Schengen (Portugal, Espanha e a maior parte da União Europeia fazem parte dele, além de outros países como Suíça), não é necessário realizar nova migração ao cruzar a fronteira entre eles.
  12. Fui com meu Renagede 1.8 para o Jalapão em janeiro de 2017. Ele tem ponto para ancoragem nos parachoques. Tanto que precisei usar para ser puxado por um 4x4 em um trecho. Consegui chegar até a Cachoeira da Velha sem muitos problemas. Cachoeira da Formiga e os fervedouros do Ceiça e Buritizinho idem. O único local que não arrisquei foi nas dunas. Seria meio loucura. Para lá fomos caminhando a partir da estrada principal. Ao todo ficamos presos nos facões três vezes. Duas no mesmo local. No mais o carro não teve nenhum dano. Semana que vem volto para o Jalapão. Mas dessa vez vou alugar um 4x4 em Brasília.
  13. Contabilizando os gastos: Ao fim da viagem, os gastos totais ficaram o seguinte: Hospedagem: 1959 reais e 442,52 euros (aproximadamente 3802 reais) para 16 diárias Passagens aéreas: 5600 reais do trecho internacional e 400 reais do trecho nacional (total de 6000 reais) Seguro de viagem: 400 reais para duas pessoas Aluguel do veículo: 495 euros (aproximadamente 2062 reais) Gasolina: 297 euros (aproximadamente 1237 reais) Pedágio: 110,99 euros (aproximadamente 462 reais) Estacionamento: 171,60 euros (aproximadamente 715 euros) Total de gasto com o carro: 1074,59 euros (aproximadamente 4476 reais) Táxi e trem: 167,51 euros (aproximadamente 697 reais) Refeições: 846,40 euros (aproximadamente 3526 reais) Atrações: 347,60 euros (aproximadamente 1448 reais) Outros gastos (mercados, celular, água...): 73,24 euros (aproximadamente 305 reais) Os gastos com o veículo alugado foram sempre divididos por dois, correspondente a minha parte e de minha esposa. O gasto com gasolina e pedágio ficou abaixo da estimativa feita através do Via Michelin, bom site para ver valores de pedágios e gasto de combustível de acordo com a rota percorrida. O aluguel do carro ficou um pouco acima do planejado por conta do seguro extra que contratei. O gasto com estacionamento havia estimado apenas a parte dos hotéis, então o total também ficou um pouco mais caro. No fim das contas o gasto total que tive com o carro, já dividido por dois, ficou em 2.238 reais. O gasto com o táxi estava previsto de forma genérica. Como o valor dos percursos sempre eram divididos por dois, minha parte ficou em 348 reais. Estimei um gasto com refeições de 50 euros por dia para duas pessoas, entre café da manhã, almoço, janta e lanches. A média para 16 dias ficou um pouco acima desse valor: 52,90 euros por dia. Os gastos com os passeios também ficaram abaixo do planejado. Estimei em 200 euros por pessoa caso visita-se tudo o que havia planejado inicialmente. No fim o gasto foi de 173,80 euros por pessoa. Somando tudo, a viagem nos custou 18 mil reais para duas pessoas, desconsiderando os gastos com coisas supérfluas que compramos. Nota: Usei a cotação média do euro de 4,16 reais para 1 euro, que foi da quantia que levei em dinheiro Sobre o roteiro: No fim das contas conseguimos ver quase tudo que era imperdível no roteiro elaborado. Das atrações não visitadas que eu realmente queria ir estavam o Castelo de Guimarães, em Portugal, e o Sítio Arqueológico de Itálica, localizado próximo de Sevilla. O castelo não visitamos mais pelo cansaço do que por falta de tempo. Já a visita ao sítio arqueológico poderia comprometer o passeio em Sevilla ou chegaríamos muito tarde em Lisboa se eu tivesse encaixado ele quando deixamos Sevilla. A cidade de Salamanca também merece um dia inteiro dedicado a ela. Se tivéssemos tempo provavelmente entraríamos na Universidade, Catedral e na Igreja de Santo Estevão. Em Barcelona com mais um dia visitaríamos o Parque Guell e o Castelo de Montjuic. Mas o planejado como essencial na cidade foi alcançado. Deslocamento com o carro: A ideia de se deslocar entre as cidades de carro era a versatilidade e liberdade que teríamos. Em parte isso foi verdade. Porém, o fato de termos um carro restringiu bastante a oferta de hotéis. Sem o carro provavelmente economizaríamos no fator hospedagem, além de não ter que pagar os estacionamentos, que eram bem caros. Outro fator a favor do carro é que por viajarmos em quatro pessoas talvez economizaríamos com o transporte entre as cidades. Em relação a preço, para valer a pena usar o trem, teríamos que gastar até 270 euros por pessoa com as passagens. Mas o trem tem uma grande vantagem que o carro não tem: a velocidade. O trajeto entre Madrid e Barcelona que é de aproximadamente 600 Km, por exemplo, levava pouco mais de 3 horas de trem bala. Hoje, se eu fizesse o mesmo roteiro, escolheria o trem para deslocamento mesmo se saísse mais caro, principalmente para não ficar com restrição na oferta de hotéis por conta do carro. Além de que provavelmente seria uma viagem bem menos cansativa. Alugaria um carro apenas para roteiros específicos, como uma viagem pelo interior em que a oferta de transporte público fosse escassa.
  14. 23/01 – Fátima e Porto Tomamos café da manhã próximo do apartamento. Arrumamos as malas e partimos para Fátima. Inicialmente passaríamos primeiro em Óbidos, mas como já havíamos visitado as cidades muradas de Évora e Segóvia, resolvemos descartar o passeio. De Lisboa até Fátima são 126 Km. No caminho, um pedágio. Deixamos o carro em um estacionamento público próximo da Praceta de São José. Visitamos todo o Santuário de Fátima e assistimos parte de uma missa que ocorria na Capelinha das Aparições. A não ser que a pessoa seja católica, não acho que seja um passeio imperdível. Almoçamos em Fátima no Restaurante O Benfiquista. O dono é um cara fanático pelo Benfica e Roberto Carlos, muito simpático. Conversamos bastante sobre coisas do Brasil. A comida também era gostosa e tinha um preço muito bom. Refeição para duas pessoas com bebida incluída saiu por 24 euros. Seguimos para Porto, em mais 195 Km pela frente. No caminho mais pedágio. Chegamos na cidade ainda com luz do sol. Fomos para o Hotel Ibis Porto Centro para deixar as malas e depois saí com minha sogra e sua irmã para conhecer um pouco da cidade. Passamos pela Igreja Paroquial de Santo Ildefonso, com a fachada de cerâmica, e depois pela Sé de Porto, em estilo românico igual a Sé de Lisboa. Como as entradas não eram gratuitas, resolvemos não entrar. Do pátio da Sé, podíamos ver ao longe a Torre dos Clérigos. Caminhamos até a Ponte Luís I, no Rio Douro, de onde apreciamos um belo por do sol. Depois me encontrei com minha esposa e saímos para jantar. Comemos no Restaurante Poveiros. Decidimos experimentar o prato Francesinha, típico de Porto. Veio muito bem servido. O garçom também nos deu uma dose de vinho da casa para provar. Não gosto de vinhos, mas esse era bem gostoso, doce, quase um suco de uva. Após a janta, saí com minha esposa para dar uma volta na cidade. Encontramos a Rua de Santa Catarina, um local cheio de lojas, mas já em fim de expediente. Batemos um pouco de pé e depois voltamos para o hotel. Total de gastos no dia: 7,30 euros de café da manhã em Lisboa 24 euros de almoço no Restaurante O Benfiquista em Fátima 22,20 euros de pedágio 18,55 euros de jantar no Restaurante Poveiros em Porto 111,80 euros para duas diárias no Ibis Porto Centro (Reservado pelo Hoteis.com) 24/01 – Porto Na primeira diária do hotel, pagamos 6,90 euros a mais por pessoa para tomar café da manhã no local. Não era ruim, mas minha esposa encrespou porque o café com leite era só de máquina e ela não gosta assim. Fizemos uma caminhada pela cidade, visitando a Torre dos Clérigos, mas sem subir nela, e depois descendo umas escadarias até chegar na parte da cidade às margens do Rio Douro. Visitamos o Palácio da Bolsa, em uma visita guiada de uma hora. Bem interessante o local, com salas e mobílias luxuosas e muita história por trás. Duas entradas saíram por 18 euros. Depois iríamos visitar a Igreja de São Francisco, que era próxima do palácio, mas minha esposa não aguentava mais ver igrejas. Uma pena, pois o interior do local parecia ser bem bonito. Daí seguimos até o Cais da Ribeira, onde pretendíamos almoçar. Os restaurantes do local possuíam cardápios com preços altos e qualidade duvidosa, então resolvemos procurar outro local na parte alta da cidade. Almoçamos no Café Batalha, ao custo de 22,70 euros para o casal. Depois do almoço eu tinha programado de irmos a Guimarães conhecer um pouco da cidade e do castelo, mas as minhas companheiras queriam fazer compras. Voltamos para a Rua de Santa Catarina e ficamos um bom tempo lá. Com o dia quase encerrando, fomos até o Farol de Felgueiras apreciar o por do sol na beira do Oceano Atlântico. Pegamos um táxi até lá. Infelizmente o tempo estava fechado e chuvoso, então não deu para ver muita coisa. A região do farol é bem ruim de táxi, como o taxista que nos deixou lá já havia alertado. Felizmente havia Uber disponível. Uma viagem até a Sé de Lisboa saiu por 6,11 euros. Aproveitamos para ir novamente na Ponte Luís I. Eu queria tirar uma fotos noturnas do local. O jantar foi novamente no Restaurante Poveiro. Depois umas compras no mercado do lado do hotel, onde comprei um queijo da Serra da Estrela, feito com leite de cabra e tradicional de Portugal. Por fim, voltamos ao hotel para descansar. Total de gastos no dia: 18 euros para duas entradas no Palácio da Bolsa de Porto 22,70 euros de almoço no Café Batalha em Porto 8 euros de táxi em Porto 6,11 euros de Uber em Porto 21,85 euros de jantar no Restaurante Poveiro em Porto 16,73 euros de mercado em Porto 25/01 – Salamanca e Madrid Hoje seria o último dia de deslocamento de carro, primeiramente 350 Km até Salamanca. Acordamos bem cedo, acertamos o estacionamento do hotel e pegamos a estrada. Deixamos para tomar café da manhã no caminho, pouco para frente de Porto. Aproveitamos também para abastecer o carro pela última vez em Portugal. Colocamos o necessário até chegar na Espanha. Voltando sentido Lisboa, mais pedágios iguais aos outros que já vimos. Deu 9,50 euros ao todo. Porém, quando pegamos em direção à cidade de Guarda pela rodovia A-25, conhecemos os tais pedágios sem praça convencional, funcionando somente por meio de câmeras. Foi para usar esse tipo de pedágio que vinculei o cartão de crédito à placa do carro quando entrei em Portugal vindo da Espanha. É só passar pelas câmeras que o valor é computado. Depois chega a cobrança na fatura do cartão proporcional à distância percorrida. O valor cobrado foi 12,71 euros. Cruzando a fronteira e entrando na Espanha, aproveitamos a gasolina com menor valor para abastecer mais um pouco. Chegamos em Salamanca perto da hora do almoço. Estacionamos o carro no Aparcamiento Colon para percorrer a cidade a pé. Fazia cerca de 4 graus Celsius, e para piorar ventava bastante e as vezes caía uma garoa. A sensação de frio era a pior possível. Fomos direto procurar algum lugar para almoçar. Não achamos nada com preço atraente e que aparentava qualidade. E os que pareciam bons eram bem caros. Por fim acabamos comendo no Restaurante Doze. O menu do dia saía por 18 euros por pessoa, um dos mais caros que pagamos na viagem. Mas a comida era bem gostosa. De barriga bem cheia, fomos explorar a cidade e enfrentar o frio terrível que fazia. Passamos pela Plaza Mayor, Universidade de Salamanca, Catedral de Salamanca e Igreja de Santo Estevão. Não entramos em nenhum dos lugares. Eram atrações pagas e não tínhamos tempo pois precisávamos devolver o carro no horário em Madrid. Quando voltar na Espanha quero dedicar um dia somente para Salamanca. É uma cidade muito bonita e merece ser visitada com calma. De volta à estrada até Madrid, mais 215 Km pela frente. Confesso que o corpo já estava cansado. Estava com bastante sono e as rodovias excelentes davam mais sono ainda. Chegamos em Madrid perto das 17:00. O trânsito na cidade era intenso. Fizemos o último abastecimento do carro, dessa vez até completar o tanque para poder entregar o veículo na locadora. A entrega foi realizada na Sixt perto da estação Atocha. Deixamos o carro no estacionamento e um atendente foi recolher a chave. Não olharam mais nada no carro. Depois de cerca de 3400 Km percorridos, o carro conseguiu 16,6 Km/l de média, andando sempre na velocidade máxima da rodovia, com quatro pessoas e carregado de malas. Muito econômico. Fomos caminhando até o hotel, que estava próximo. O Hotel Mediodia fica de frente para a estação Atocha, um local bem movimentado. Pagamos 140 euros para duas diárias no quarto de casal. Deixamos as malas e nos dirigimos ao Museu Reina Sofia, que ficava ao lado e tinha entrada gratuita das 19 às 21 horas. O foco era ver a Guernica de Pablo Picasso e que desse de Dali e Miró, mas havia muitos outras obras no Museu. Confesso que a maioria das pinturas achei sem propósito, um monte de linhas e tintas jogadas aleatoriamente na tela. Mas algumas pessoas chamam isso de arte. Saímos do Museu e fomos jantar no 100 Montaditos localizado do lado do hotel. O local estava lotado. Havia lido antes de viajar que se tratava de uma rede com lanches a preços camaradas. Pegamos alguns tapas, bebidas e porções. Tudo deu 11,10 euros. Depois fomos descansar. Total de gastos no dia: 12 euros do estacionamento do hotel em Porto 20 euros de gasolina em Portugal 10,65 euros de café da manhã na rodovia 31,61 euros de pedágio 41 euros de almoço no Restaurante Doze em Salamanca 5 euros do estacionamento em Salamanca 52 euros de gasolina na Espanha 140 euros por duas diárias no Hotel Mediodia (reservado pelo Hoteis.com) 11,10 euros de jantar no 100 Montaditos em Madrid 26/01 – Madrid Acordamos e tomamos café da manhã no Rodilla, que ficava ao lado do hotel. Refeição bem barata, dando 3,65 euros para o casal. Nesse dia, minha sogra e sua irmã não quiseram nos acompanhar nas atrações. Preferiram andar pelas lojas das redondezas. Saí a pé com minha esposa rumo ao Templo de Debod. No caminho passamos pelas Plaza de Oriente, Palácio Real de Madrid e Plaza de España. Essas duas sim são exemplos de praças bonitas, com jardins e bem ornamentadas. Na Plaza de España há uma estátua de Dom Quixote e Sancha Pança. O Templo de Debod era localizado no Egito e foi doado para a Espanha há algumas décadas. Foi construído originalmente no século IV a.C. Voltamos ao Palácio Real de Madrid. No local havia um forte esquema de segurança. Dois ingressos saíram por 20 euros. Compensa muito a visita. A Armaria Real possui um vasto acervo de armaduras e armamentos espanhóis e de outras civilizações e o interior do Palácio é totalmente mobiliado. Infelizmente não se pode tirar fotos do interior. Saindo do Palácio fomos ao Mercado de São Miguel. Vários pratos bonitos em exposição, mas parecia uma versão espanhola do Mercadão de São Paulo. Resolvemos não comer nada aqui. Depois fomos à Plaza Mayor de Madrid, um quadradão de concreto rodeado de prédios e com um monumento no meio. Perto da hora do almoço, fomos comer no Arrocería Daniela, um restaurante especializado em risotos e paellas. É um local meio caro, mas a patroa estava com muita vontade de comer um risoto, então resolvemos extravagar um pouco. Resolvemos tirar o resto da tarde para descansar. Depois fomos ao Museu do Prado. Ele também tem entrada gratuita, mas das 18 às 20 horas. O Museu é imenso. Achei o acervo dele muito mais interessante que o do Reina Sofia. A maior parte eram pinturas de verdades, não rabiscos intitulados de arte. Também havia algumas escultas bem legais. Após, saímos para caminhar pela cidade para fazer algumas compras. Também tomamos um sorvete na Haagen Das e depois jantamos. Por fim, regressamos ao hotel para descansar. Total de gastos no dia: 3,65 euros de café da manhã no Rodilla 20 euros para duas entradas no Palácio Real de Madrid 55 euros de almoço no Arrocería Daniela 0,90 euros de água 10,80 euros de sorvete Haagen Das 6,70 euros de jantar em Madrid 27/01 – Madrid Último dia útil de viagem. Sem pressa para acordar, tomamos café da manhã novamente no Rodilla. Depois fomos dar uma volta pelo Parque do Retiro. Como todos estavam cansados, o passeio não durou tanto. Dentro do parque fomos apenas em direção ao Monumento a Alfonso XII. Seguimos para a Puerta de Alcalá e depois voltamos ao hotel. Fizemos o check out e deixamos as malas na recepção do hotel para poder fazer mais algumas compras. Lembram que disse que para andar nas lojas não há cansaço? kkk O almoço foi no Restaurante La Negra Tomasa, de culinária cubana. A comida lembra um pouco a brasileira. Refeição bem gostosa. Como fomos os primeiros a entrar no restaurante, ainda tinha mesa livre, mas a maioria estava reservada. Depois do almoço passeamos em mais algumas lojas. Depois voltamos ao hotel, pegamos as malas e fomos de táxi até o Hotel Ibis Madrid Aeropuerto Barajas. A diária saiu por 59 euros Achamos melhor dormir perto do aeroporto pois nosso voo era cedo. De noite fomos num supermercado próximo do hotel comprar algumas comidas diferentes para levar ao Brasil e jantamos no Burger King, na pior refeição de toda a viagem. Total de gastos no dia: 6,15 euros de café da manhã no Rodilla 36 euros de almoço no Restaurante La Negra Tomasa 30 euros de táxi até Barajas 59 euros por uma diária no Hotel Ibis Madrid Aeropuerto Barajas (reservado pelo Booking) 10,30 euros de jantar no Burger King 28/01 – Volta ao Brasil Acordamos cedo e 5 da manhã pegamos o táxi até o aeroporto. Nosso voo para Guarulhos saiu pontualmente as 08:00 horário de Madrid e chegou as 15:30 no horário do Brasil. Ainda dormimos em Guarulhos para no dia seguinte pegar o voo até Chapecó e depois dirigir mais 200 km até a fronteira para enfim chegar em casa. Total de gastos no dia: 12 euros de táxi até o aeroporto de Madrid
  15. 18/01 – Córdoba e Sevilla Acordamos cedo e novamente fomos tomar café da manhã na Cafeteria Mundidulce. Depois pegamos o carro no hotel e partimos para Córdoba. Seriam 200 Km por vias duplicadas e sem pedágio. No caminho abastecemos novamente o carro. Chegando no destino, deixamos o veículo no Aparcamiento Centro Histórico. Nota: Durante a viagem sempre que possível optamos por deixar o carro em estacionamentos pagos. O único lugar que não fizemos isso foi em Fátima, Portugal. Li que existem quadrilhas especializadas em roubo de bagagem de viajantes. Tomava o cuidado também de não deixar nada a mostra dentro do carro e o bagageiro com o tampão sempre fechado. Estamos em um lugar seguro, mas não é por isso que devemos baixar a guarda. Começamos o passeio em Córdoba indo em direção às Murallas y Puertas de Almodovar. Do lado de fora das muralhas há diversos espelhos de águas cristalinas. Depois seguimos por diversas ruelas do bairro judeu, com as fachadas das construções pintadas de branco e detalhes em amarelos, até chegar à Catedral-Mesquita. A Catedral-Mesquita é toda murada, ocupando uma área enorme. Parece mais uma fortaleza. O ingresso custa 10 euros por pessoa. O interior do templo mistura arquitetura mudéjar com cristã. Simplesmente espetacular. Diria que a Igreja mais interessante de toda a viagem. Dentro do templo há ainda um museu bem legal, com diversos artefatos antigos e tesouros sacros. Saindo da Catedral-Mesquita fomos almoçar no Bodegas Mezquita. Para o casal saiu por 30 euros com refeição e bebida. Não lembro exatamente o que comi, mas a comida é bem gostosa. Depois do almoço seguimos em direção ao Rio Guadalquivir, passando no caminho pelo Arco do Triunfo e avistando a Ponte Romana. Como o nome sugere, é uma ponte da época do Império Romano e possui quase dois milênios de idade. Voltando em direção a estacionamento onde estava nosso carro, passamos pela entrada do Alcázar de los Reyes Cristianos. Decidimos não entrar pois já vimos a Alhambra e iríamos ver o Alcazar de Sevilla. Mas para quem ficar pelo menos um dia inteiro em Córdoba com certeza deve ser um bom passeio. Até Sevilla seria 145 Km. Paramos para abastecer mais uma vez. Chegamos na cidade ainda de dia. Nos hospedamos no Hotel Monte Carmelo, fora do centro histórico, mas numa área bem legal e perto o suficiente para fazer tudo a pé. Duas diárias saíram por 486 reais, pagas no Brasil. Como havia luz do sol e a temperatura estava bastante agradável, saímos para dar uma volta. Cruzamos a ponte sobre o rio Guadalquivir, chegamos no Parque de Maria Luísa e depois na Praça da Espanha. E que praça. Ela é imensa. A mais bela que já vi. Para completar a beleza, o por do sol dava um tom dourado ao lugar. Ao redor do prédio que circula a praça há um painel representando cada província da Espanha. Ficamos bastante tempo tirando fotos das províncias que visitamos ou ainda iríamos visitar. Cruzamos de volta o Rio Guadalquivir com a Torre del Oro iluminada ao fundo. Lanchamos na padaria Granier e voltamos ao hotel para descansar. Total de gastos no dia: 5,60 euros de café da manhã na Cafeteria Mundidulce em Granada 50 euros de gasolina 20 euros para dois ingressos na Catedral-Mesquita de Córdoba 30 euros de almoço no Bodegas Mezquita em Córdoba 8,30 euros de estacionamento em Córdoba 486 reais para duas diárias no Hotel Monte Carmelo em Sevilla (pago no Brasil pelo Hoteis.com) 5,25 euros de lanche na Granier em Sevilla 19/01 – Sevilla Sem café da manhã incluído na diária do hotel, fomos no Luckia Sport Café. Depois cruzamos a ponte do Rio Guadalquivir em direção ao centro histórico da cidade, passando ao lado da Torre del Oro. A primeira atração paga da manhã foi o Real Alcazar de Sevilla. Duas entradas saíram por 23 euros. A parte edificada em estilo mudéjar é bem preservada e o jardim muito bonito. Como tinha visitado a Alhambra primeiro, o Alcazar não causou tanto impacto, mas não deixa de ser um lugar muito bonito e que vale a pena a visita. Saindo do Alcazar fomos comprar o ingresso para a Catedral de Sevilla. Era a atração mais aguardada da cidade, principalmente pelo fato de ser a terceira maior do mundo, perdendo apenas para as basílicas de Aparecida e do Vaticano. Como faltava um pouco para a abertura, passamos antes numa cafeteria para tomar um café e fazer um lanche. Duas entradas custaram 18 euros. O lugar realmente é grande. Em seu interior há diversos artefatos sacros muito bonitos. Não deixe de subir na Giralda, acessada por dentro da Catedral. De lá se tem uma vista panorâmica da cidade. Almoçamos no Restaurante La Piemontesa - La Casa del Tesorero. O local é meio chique, mas os preços não são caros. De entrada veio uns pães junto com azeites misturados com manjericão e alho que estavam sensacionais. Os pratos principais também estavam gostosos. Após almoçar, seguimos para o hotel. Minha esposa e as companheiras ficaram descansando e eu resolvi bater perna pela cidade. Passei pela Plaza de Toros de la Maestranza e segui para a Catedral de Sevilla para tirar umas fotos externas com mais calma. Depois visitei o interior do Arquivo Geral das Índias, com entrada gratuita. Fui em direção ao Rio Guadalquivir e vim caminhando por sua margem, passando novamente pela Torre del Oro. Na altura do Parque de Maria Luísa me encontrei com as companheiras de viagem. Prometi à minha sogra e sua irmã que iríamos fazer o passeio de charrete. O valor é 45 euros, dividido para três pessoas. Foi uma forma diferente de conhecer a cidade. A charrete faz um circuito pré determinado. Saiu da Praça de Espanha, passou por prédios próximos, como a Universidade de Sevilla, e seguiu para o centro histórico. Depois foi para o Parque de Maria Luísa e terminou na Praça da Espanha, com mais um por do sol espetacular. Passeamos mais um pouco pelo Parque de Maria Luísa e depois voltamos ao hotel. De noite fui com minha esposa jantar, novamente no Restaurante La Piemontesa. Peçam a entrada de pães diversos. É muito boa. Total de gastos no dia: 4,40 euros de café da manhã no Luckia Sport Café em Sevilla 23 euros para duas entradas no Real Alcazar de Sevilla 5,50 euros de brunch em Sevilla 18 euros para duas entradas na Catedral de Sevilla 30 euros de almoço no Restaurante La Piemontesa - La Casa del Tesorero 15 euros de passeio de charrete 0,51 euros de água em Sevilla. 40 euros de jantar no Restaurante La Piemontesa - La Casa del Tesorero 20/01 – Deslocamento até Lisboa Hoje finalmente iríamos entrar em Portugal. Acordamos cedo e tomamos café da manhã na Confitería Asunción. Refeição para dois saiu por 6,40 euros. Acertamos o estacionamento do hotel, ao valor de 17 euros a diária e rumamos para as terras lusitanas. Antes de cruzar a fronteira paramos mais uma vez para abastecer, pois a gasolina em Portugal era bem mais cara que a da Espanha. Nota: Antes da viagem pesquisei sobre as formas de pedágios existentes em Portugal para veículos com matrícula estrangeira. Não lembro das outras, mas a que mais me chamou a atenção foi o sistema da Easytoll. Nele você vincula o carro a um cartão de crédito e a cobrança do pedágio se dá de forma automática por meio de câmeras nas rodovias que utilizam o sistema. Nesses locais não existem praças de pedágios convencionais, com cabines. Mas para fazer a vinculação do carro com o cartão, é necessária entrar por lugares específicos da fronteira com a Espanha. Segui pela rodovia A-49 e entrei em Portugal pela região do Algarve. Logo após a fronteira, há um centro de boas vindas e umas cabines onde é feita a vinculação do carro com o cartão de crédito. Por conta disso o deslocamento até Évora ficou um pouco mais longe. Seriam 333 Km, principalmente por estradas secundárias. Posso dizer que foi o melhor deslocamento de todos. Passamos por diversos vilarejos no caminho, estradas estreitas e paisagens bonitas. Quando pensei nessa road trip, inicialmente era isso que eu esperava. Nota: Se você comprou um chip de celular, lembre-se de ativar o modo roaming para dados no aparelho, senão a rede de dados não funcionará ao mudar para um país diferente do original do chip. Fui perceber isso alguns quilômetros para dentro de Portugal. Em Évora, deixamos o carro no estacionamento Horta dos Telhais, localizado fora das muralhas da cidade e a 1 Km do centro histórico. Deixei o carro no local por conta das malas. A principal atração da cidade seria a Capela de Ossos. Mas a cidade de Évora, por si só, já vale a visita. Percorremos as ruas medievais e fomos direto procurar algum lugar para almoçar. Almoçamos no Restaurante Piparoza. Pedi um risoto de polvo, que era o prato do dia. Muito gostoso. Depois fomos aos passeios. Passamos pela fachada da Igreja da Graça e chegamos na Capela dos Ossos. O ingresso para duas pessoas saiu por 8 euros. Além da capela, há um museu no local e em seu terraço tem-se uma bela vista da cidade. Outra atração que eu queria muito ver era o Templo Romano de Évora. Incrível como os romanos deixaram tantas marcas pela Europa e lugares próximos. Do lado do templo há uma praça com outro belo visual da cidade. Terminado o passeio em Évora, pegamos a estrada até Lisboa, em mais 136 Km. Mais uma parada para abastecimento. A gasolina em Portugal girou em torno de 1,60 euros. Pegamos também alguns pedágios, um deles antes de cruzar a enorme Ponte Vasco da Gama, sobre o Rio Tejo. É a maior ponte da Europa Ocidental. Chegando em Lisboa pegamos um trânsito bem ruim próximo ao centro histórico. Reservamos pelo AirBnB um apartamento de dois quartos para três dias a um custo de 1140 reais, ou 570 reais de minha parte e da esposa. O local era bom, novo, na frente da Praça Martim Moniz, com padarias, restaurantes e estação de trem próxima. Como recém tinha escurecido e a temperatura estava agradável, resolvemos dar uma volta pelas proximidades do apartamento. Aproveitamos e jantamos na Pastelaria Suíça, por indicação de um senhor português que nos viu conversando de comida na rua. A comida era um pouco cara para um lanche, mas gostosa e bem servida. Saiu por 24,45 euros para o casal. Total de gastos no dia: 6,40 euros na Confitería Asunción em Sevilla 34 euros de estacionamento no hotel de Sevilla 50 euros de gasolina 8 euros para dois ingressos na Capela dos Ossos 37 euros em almoço no Restaurante Piparoza em Évora 12 euros de pedágio em Portugal 570 reais por 3 diárias no Martim Moniz Castle View Flat (pago no Brasil ao AirBnB) 24,45 euros de jantar na Pastelaria Suíça em Lisboa 21/01 – Lisboa O dia de hoje seria dedicado a conhecer as principais atrações históricas de Lisboa. Tomamos café da manhã na Pastelaria Nata Fina, ao lado do apartamento. Depois pegamos um táxi na frente de um hotel próximo até a Torre de Belém, que custou 10 euros a viagem. A Torre de Belém é localizada nas margens do Rio Tejo. O ingresso para duas pessoas saiu por 12 euros. Vale a pena conhecer o local por seu valor histórico e pelo visual que se tem do topo da torre. De lá, fomos caminhando em direção ao Padrão dos Descobrimentos e depois para o Mosteiro dos Jerônimos. O mosteiro é outra construção muito bonita. Pegamos uma fila gigante para comprar o ingresso e a todo momento vinham pessoas oferecendo alguma coisa para comprar. Foi o local com mais assédio ao turista que vimos durante a viagem. Duas entradas custaram 20 euros. O ingresso dá direito a visitar uma parte do mosteiro, em que se observa uma riqueza de detalhes nas colunas, paredes e teto do local. Do mosteiro pegamos um tuk tuk que nos levou próximo ao Castelo de São Jorge por 15 euros. Chegando lá paramos para almoçar no Restaurante Conqvistador. Pedi um prato com bacalhau. Comida muito boa. Com energia renovada, seguimos até a entrada do Castelo. Dois ingressos por 17 euros. O castelo é uma das construções que ficaram de pé após um grande terremoto que devastou Lisboa no século XVIII. Nele há um museu, pavões e uma linda vista da parte baixa da cidade. Saindo do castelo descemos várias ladeiras até chegarmos na Sé de Lisboa. É uma igreja em estilo românico datada do século XII. A entrada em seu interior é gratuita, pagando apenas a visita ao claustro. Depois chegamos na Praça do Comércio, uma grande área pavimentada com um monumento no meio e cercada por prédios antigos. Sinceramente, não me agrada esse estilo de praça. Gosto daquelas arborizadas ou ricamente ornamentadas, como a belíssima Plaza de España de Sevilla. Passamos pelo Arco e seguimos pela Rua Augusta, onde tomamos um sorvete e fizemos algumas compras. De noite jantamos em um restaurante na Rua das Portas de Santo Antão. Não lembro o nome do lugar, mas pedi uma carne de porco à alentejana que estava gostosa. A refeição custou 25 euros para o casal. Total de gastos no dia: 5 euros de café da manhã na Pastelaria Nata Fina 10 euros de táxi até a Torre de Belém 12 euros para duas entradas na Torre de Belém 20 euros para duas entradas no Mosteiro dos Jerônimos 15 euros de tuk tuk até o Castelo de São Jorge 35 euros de almoço no Restaurante Conqvistador 17 euros para duas entradas no Castelo de São Jorge 9 euros de sorvete na Rua Augusta 25 euros de jantar em Lisboa 2,16 euros de compra em mercado de Lisboa 22/01 – Sintra Tomamos café novamente na Pastelaria Nata fina e nos dirigimos a Estação do Rossio para pegar o trem até Sintra. Compramos os tickets em um terminal eletrônico usando cartão de crédito. Cada um saiu por 5 euros com direito a ida e volta. A viagem de trem é tranquila. Já em Sintra, pegamos um táxi até a primeira atração, que seria a Quinta da Regaleira. Duas entradas custaram 12 euros. É um local bem interessante, feito para ser explorado com calma. Ponto alto para a torre invertida, para dentro do solo, que depois nos leva a uma rede de túneis com um visual bem bonito ao voltar ao exterior. Depois ficamos aguardando um transporte até o Palácio da Pena. Conseguimos um tuk tuk por 20 euros. Chegando no palácio, a fila estava enorme para comprar o ingresso. Duas entradas com direito a subida até o palácio de ônibus custaram 29 euros. Como já era hora do almoço, resolvemos comer no restaurante dentro do palácio. A comida não era cara e era gostosa, mas não vinha muita coisa. O exterior do Palácio da Pena estava com a coloração um pouco desbotada, mas não deixa de ser uma bela construção. Para mim o ponto alto é o interior. Normalmente nesses lugares históricos vemos apenas a estrutura do prédio, mas no interior do palácio temos uma mostra do mobiliário utilizado na época. Coisa fina. Como fica localizado num lugar alto, temos uma vista privilegiada em 360 graus. Podemos ver de lá o Oceano Atlântico e Lisboa. Pegamos outro tuk tuk até a estação de Sintra. Ainda era dia, então resolvemos ir ao Oceanário de Lisboa. Descemos na Estação do Oriente, a mais próxima. Aqui tivemos contato com uma parte moderna da cidade. É um baita contraste com seu centro histórico. Muito bonita. Aqui aproveitei para comer um doce de um food truck. Não sei o que era, mas era bom. Da estação até o Oceanário fomos caminhando por um pier beirando o Rio Tejo. Bom para pegar um solzinho, algo precioso no inverno. O Oceanário de Lisboa é bem bacana, com várias espécies de peixes, tubarões e outros animais aquáticos. Em algumas salas é simulado um microclima de algum habitat ao redor do mundo. Mas achei que ele seria bem maior. Mesmo assim não deixa de ser um bom passeio. Do Oceanário fomos em direção ao Centro Vasco da Gama. É um shopping grande e moderno. Lá resolvemos jantar. Fomos no Brasa Rio, um restaurante de comida brasileira. Pedi um arroz com pato e uma porção de feijão fradinho. A refeição saiu por 15,60 euros para duas pessoas. Bom preço e comida saborosa. Depois de bater pé pelo shopping, voltamos de táxi até o apartamento. Total de gastos no dia: 4,70 euros de café da manhã na Pastelaria Nata Fina 10 euros em duas passagens de trem para Sintra (ida e volta) 8 euros no táxi até a Quinta da Regaleira 12 euros para duas entradas na Quinta da Regaleira 20 euros de tuk tuk até o Palácio da Pena 29 euros para duas entradas no Palácio da Pena 20,80 euros de almoço no Restaurante do Palácio da Pena 20 euros de tuk tuk até a estação de Sintra 36 euros para duas entradas no Oceanário de Lisboa 1 euro de doce em food truck de Lisboa 15,60 euros em jantar no Brasa Rio, restaurante no Centro Vasco da Gama 10 euros de táxi do Centro Vasco da Gama até nosso apartamento
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