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Briza Setubal

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  1. 19/07 – La Paz Como estávamos muito cansados e fartos de paisagens bonitas e passeios de aventura, tiramos este dia para ficar atoa e comprar lembrancinhas para os amigos do Brasil. Ficamos sabendo de uma feira em El Alto que vende de tudo. Pegamos o teleférico que fica há umas 4 quadras do hostel e descemos literalmente na feira. Caraca! Nunca vi uma feira tão grande, com tanta coisa e tanta gente. Você encontra lá desde peças usadas de carro, até DVD de Zumba. A única coisa que não encontramos muito, foi artesanato local. Logo, como a intenção era levar lembrancinhas locais, voltamos para o centro para comprar na Calle das Bruxas (fica umas 2 quadras do hostel). Nesta feira sim tem todo tipo de artesanato (até fetos de lhama empalhados para rituais). Comprei algumas bonecas de cholas lindas para as mulheres, camisas de lhama engraçadinhas, lenços para amigas, roupas de frios para os bebês de amigos, canecas...E por fim uma bolsa de mão para carregar tudo. Foi um dia de muita caminhada e pesquisa de preços. Valeu a pena! :'> Pela noite optamos por pizza e refri. Não conseguia mais sentir o cheiro do tempero boliviano. Estava um pouco enjoada. Aliás, será que teve algum dia nesse passeio que não passei mal? Acho que não! A altitude não combina comigo rs! ãã2::'> 20/07 – La Paz - Santa Cruz de La Sierra Fizemos check-out 06:40 e pegamos um táxi por 60 bol para o aeroporto. Tomamos café no mesmo e nosso voo saiu 08:30 para Santa Cruz. Gastamos apenas 50 minutos. Em Santa cruz fomos para a praça das armas de táxi por 60 bol. Eu e Regimel ficamos num tipo de centro gastronômico com as mochilas enquanto Raphael e Luã gastavam 1:30 para achar um hotel ainda por cima caro (hotel Bolívia – 230 bol/quarto de casal com banho privado e café). Mas de fato não tínhamos muitas opções baratas. Aproveitamos que estávamos perto das comidas e pela primeira vez na viagem comemos carne de verdade. Luã até comeu feijão! Santa Cruz é uma cidade um pouco mais evoluída e com mais opções para comer. Maravilha! Descansamos um pouco no hotel e saímos para conhecer a cidade. Não deixem para comprar as lembrancinhas de viagem aqui! Tudo é muito mais caro que em La Paz. Meu irmão e minha cunhada se deram mal achando que iam conseguir comprar as coisas lá. Acabaram comprando coisinhas bem simples só para não deixar passar em branco. Voltamos para o hostel para tomar banho e sair mais tarde. Neste momento começou a cair a ficha que a viagem estava acabando. Fiquei nostálgica, triste, desanimada. Me desentendi por besteira com Raphael e nem quis sair mais. O pobre coitado saiu sozinho e comprou um lanche no Burguer King para comemos no quarto. Caí no sono muito cedo e quando menos percebi já era o dia de voltar para o Brasil. A melancolia era tamanha que nem tiramos fotografias em Santa Cruz. 21/07 – Santa Cruz de La Sierra – São Paulo/Guarulhos Acordamos 08:00, tomamos o famoso café continental e partimos para o aeroporto de Viru Viru (60 bol). É uma burocracia danada para sair da Bolívia, passamos por vários procedimentos e policiais (partiram até o doce de leite que estava na minha bolsa para achar drogas). Tomamos nosso voo as 13:30 e gastamos 3 horas para chegar em Guarulhos. Ao chegarmos no Brasil, percebemos que nossas malas foram bem reviradas (Raphael, o sistemático das malas ficou para morrer). Pedimos que a Gol pesasse e conferimos tudo na frente deles. Por sorte estava tudo ali. O pai da Regiane nos buscou e nos levou para a casa deles. A mãe dela fez uma comida maravilhosa com várias opções. Raphael comeu um pratão de arroz com feijão puro! Também comi muito!! Dormimos muito bem. 22/07 – São Paulo/Guarulhos – Vitória Chegamos a Vitória ainda pela manhã. Meu pai nos buscou no aeroporto. Matamos a saudade da minha mãe e do Asther (nosso cachorrinho que ficou com ela) e fomos para nossa casa repletos de histórias para contar. Cheguei e mal estou conseguindo me contentar em parar de ver assuntos de viagem. Acho que por um bom tempo não vou cair na realidade. Quero conhecer a Índia, a Tailândia, Porto Rico, África do Sul e muito mais. Esse passeio foi mais que uma diversão. Foi uma oportunidade para rever meus conceitos e preconceitos. Aprendi que não precisamos de muito para viver. Aprendi a ser feliz com menos e a valorizar meu país. Gente, não reclame tanto do Brasil! Nosso país tem tudo!! Rs! Obrigada por aqueles que nos apoiaram e que de alguma forma nos ajudaram na conclusão desse roteiro. Raphael: Com você eu vou aonde for preciso! Até na Bolívia! Obrigada por cuidar de mim! Eu te amo! Luã e Regiane: Obrigada pela paciência e tolerância. Desculpa por apressar vocês! Rs! Amo vocês!! Abraços pessoal! Nos vemos por ai! ::love::
  2. Oi Monica! Desculpe não poder ajudar. Como levei dólares, infelizmente não tenho a cotação em real. Aliás, como cambiávamos aos pouquinhos, não anotei nem a cotação em dólar. Mas por alto, para ter uma noção em reais: Tudo que era em boliviano, dividíamos por 2. Soles = reais; Peso chileno dividíamos por 200; Abraço!
  3. 17/07 – La Paz O ônibus nos buscou 07:00 para o passeio do Tihuanaco. O passeio foi legalzinho... Passamos por museus e ruínas pré-incas. Mas naquele ponto da viagem eu já estava cansada de ruínas. Vimos tantas ruínas que conseguíamos até identificar o que algumas pedras significavam sem ninguém falar. Tudo faz referência à trilogia, Deus sol, estações do ano, colheita, constelações e tals... Na verdade estava farta de sentir frio, comer mal e com saudade da casa, da minha família, do meu cachorro, mas também estava remoendo o fato daquela viagem estar acabando. Uma contradição interior total! Não sabia o que queria!! Queria minhas coisas mas também não queria partir. Estranho isso. Fomos para o almoço num lugar que custava 28 bol/pessoa. Na venda do passeio, garantiram pra gente que teríamos outras opções de restaurantes baratos próximos a esse. Mas era mentira, o lugar é deserto. Ou você come naquele lugar por aquele preço ou não come em lugar nenhum! Como ficamos com raiva e não quisemos pagar, permanecemos no ônibus comendo até a galera voltar. Comemos batata chips e outras porcarias que tínhamos na mochila. Eu e Regimel ficamos discutindo umas coisas, meio que tendo uma DR no ônibus e Luã, Raphael e Maurício (que também estava nesse passeio) desceram para beber cerveja. Um americano abordou eles e disse que queria mostrar umas paradas muito curiosas. Ele é amigo do dono do restaurante que a excursão estava e vem todo ano passar férias ali. Ele e o amigo, fizeram algumas escavações e encontraram ossos e crânios diferentes (os crânios com certeza eram da civilização pré-inca porque a parte de trás era bem grande e afunilada, assim como os que vimos nos museus). O cara contou umas histórias meio macabras e mostrou o templo que ele e o amigo estão montando. Porque será que os incas amarravam as cabeças de algumas crianças para ficarem daquele jeito? Mistério! A excursão partiu de volta para La Paz umas 14hs. Pedimos para descer próximo à estação do teleférico. Pagamos 3 bol/pessoa e descemos no teleférico. Vale a pena. Você consegue ter a vista da cidade, do gigantesco cemitério e da imensidão de casas sem reboco (forma rudimentar de coleta de impostos - as casas sem reboco pagam menos!). Depois fomos andando para o hotel. Fizemos check-out e no Majestic e check-in no El Lobo (mais barato e melhor). Também fechamos para o dia seguinte o Downhill Coroico (350 bol/pessoa em bike com dupla suspensão). À noite eu e Phael saímos sozinhos para jantar e comemorar nossos 5 anos de casamento . Fomos num restaurante com visual bacana de morte localizado na Calle das Bruxas. Haviam caveiras e desenhos satânicos (tudo a ver com o clima! Rs!) . 18/07 – La Paz Eu estava com muito medo deste dia. Meu marido havia me dado 3 opões para escolher de adrenalina neste mochilão: Ou subir o El Misti em 2 dias, ou fazer a trilha Inca de 3 dias ou descer a estrada da morte de bike. Quem tem um marido desse não precisa mais de nada além de um seguro de vida! Escolhi a trilha Inca, mas não havia mais vagas para o período. Então minha segunda opção foi o downhill. Prometi e enfrentei. Ao menos a morte seria rápida! Uma van nos buscou 09:00 e conosco foi um casal de brasileiros muito bacanas. Eles são acostumados a pedalar e por isso tiraram de letra. Eu tenho uma bike, mas quase não pedalo. Raphael pedala poucas vezes, mas quando anda, faz muitos quilômetros. Luã é ciclista de praia no verão e Regimel nunca teve bicicleta. A van gastou horas para chegar ao ponto de partida (acima dos 5 mil metros de altitude). Estava muito frio e por isso colocamos várias roupas, além dos equipamentos de proteção e o macacão fornecidos pela agência. O guia nos deu algumas explicações, verificou nossas bikes, fiz o sinal da cruz e começamos a descer. A primeira parte é de asfalto. A velocidade é grande. Eu fui conversando em voz alta comigo mesma para não desesperar. Gritando e xingando horrores a cada curva brusca: "Pulta quil pauriu, é agora que eu morro!" "Calma Briza, você é inteligente, bonita, vai superar!" "Minha nossa Sra.!!! Fu...!" "Isso não é de Deus caaaaaraaaa! Aaaaaaaai"" Fui o tempo todo com 2 dedos no freio de cada lado e com o tempo isso começa a doer o braço. Como passa carro na parte asfaltada e é mão dupla, fomos bem pelo cantinho. Eu, Regimel e Luã ficamos bem para trás, até o ponto de perder os demais de vista. Mas não tinha problema, já que a van vai atrás do último passando informações para o guia por rádio (que é o primeiro de todos). O guia fez diversas paradas e explicava o que estava por vir no próximo trecho. Isso nos dava uma grande segurança. O frio estava presente, mas a adrenalina nem me deixava sentir. Eu só ficava repetindo para mim: "Gente! Pra que isso?!" Num certo ponto nós paramos e pagamos uma taxa de 25 bol/pessoa para continuar o passeio numa estrada. Tem uma parte de subida que fazemos de van. Neste momento o guia nos deu pão com presunto e queijo, batata chips, chocolate, iogurte e uma coca-cola de garrafinha. Após esse trecho, descemos da van e aí que começa a verdadeira estrada da morte. Nesta parte o chão é de terra, tem muita lama e pedras e o guia nos instrui a descer sempre pelo lado do precipício (já que alguns carros poderiam vir embora não seja permitido mais o uso de carros na mesma). Respirei fundo e encarei a descida. Nuuus... Como trepida a bike! E por isso você perde o foco da pista. Há muita neblina no início e dai a gente não vê o abismo (não sei se isso é bom ou ruim). À medida que a vai descendo a temperatura vai aumentando e a gente começa a retirar as camadas de roupas. Como eu usava muito o freio, minha mão começou a doer muito. Afinal, são no total 64Km de descida!! Dai comecei a me soltar mais e permitir a descida mais rápida. Passamos por “cachoeirinhas”, córregos e muitos buracos, mas ninguém caiu. No final do passeio fez bastante calor, estávamos bem próximos do nível do mar. Tomamos uma Paceña em comemoração e fomos para um restaurante com piscina. Chegando lá nosso guia nos entregou shampoo e condicionador. Tomamos banho de piscina e usamos chuveiros quentes. Almoçamos bem (comi dois pratos cheios) e voltamos para La Paz. Até então tudo foi muito tranquilo e eu não havia compreendido na real o motivo de se chamar “estrada da morte”. A van voltou pela estrada nova, ou seja, não voltamos pela estrada da morte. Porém, nosso motorista é muito louco. Rasgava o motor da van o tempo todo, até mesmo nas descidas, mesmo sabendo que havia um precipício. Fazia várias ultrapassagens em subidas e curvas (cada curva com uma cruz de alguém que morreu no local). Além disso, estava uma neblina horrível e muito escuro. Teve um momento que ele estava batendo pega com outro motorista para ver quem ia ultrapassar o carro da frente num túnel de mão dupla. Pulta!!! Todo mundo super ansioso e eu comecei a gritar: “DESPACITO, DESPACITO!!!” e nada mudou. Daí me corrigiram: “Não é despacito, é despaciooo!”. E eu: DESPACIOOOOO!!!! E ele até reduziu um pouco, mas depois voltou a fazer o mesmo. Encostei o rosto no ombro do Raphael e comecei a chorar de medo. Passamos sufoco mesmo... Até meu irmão que é meio ateu voltou a rezar segundo ele. Rs! No final deu tudo certo. Sobrevivemos e teremos para sempre a recordação desse dia de aventura que pra mim foi o melhor de toda a viagem. Ganhamos a famosa camisa escrito “sobrevivi ao downhill da estrada da morte” e um CD com as fotos tiradas pelo guia. Bacana! Chegamos pregados umas 21:00 no hostel.
  4. Briza! Amei o relato!! Estou indo pra la semana que vem! Uma perguntaa: vc levou dolar pq valia mais a pena? Do jeito que o dolar ta hj, acho melhor levar real! O que vc acha?? Bjss Oi Júlia! Eu levei dólar por comodidade mesmo. Sabia que todas as casas de câmbio trocariam e por isso poderíamos trocar dinheiro aos pouquinhos. Um conhecido levou real e não teve grandes problemas. Só não conseguiu trocar em Copacabana e por isso acabou saindo de lá mais cedo que o previsto. Aproveite as cidades maiores para cambiar mais. Creio que não terá dificuldades. Boa viagem! Anota tudo e depois conta pra nóis! Rs!
  5. Oi Gisele! Amiga...foram dias difíceis!!! Mas valeu a pena! Eu emagreci mas nem soube quanto em quilos. Quanto cheguei no Brasil, nem selecionava nada... comia tudo que via pela frente. Resultado: Mesmo manequim! Rs! Boa sorte!!
  6. 15/07 – Copacabana / Isla Del Sol Acordamos e tomamos o café continental do Hostel. Fui numa agência da rua principal e comprei o tour da Isla del Sol por 28 bol/pessoa. Pegamos o barco as 08:30 e fomos embaixo (estava bem frio, não sei como uma pessoa pode querer ir em cima tomando vento). Dentro de 1:30 chegamos na parte norte da Isla. Para ingressar na mesma, pagamos 15 bol/pessoa. Um guia local nos recepcionou e nos deu explicações num pequeno museu e percorreu parte da ilha com a gente falando sobre a flora e algumas ruínas. Ao final o guia pediu/exigiu 10 bol/pessoa como contribuição. Ai! Seguimos andando da parte norte para a parte sul da ilha. Algumas subidas e mais ou menos 3 horas de caminhada com muito vento frio. Durante o caminho existem uns dois pontos com banheiro pago (casinha de locais oferecem o banheiro). Parei num desses por 3 bolivianos. O banheiro tinha a porta feito de palha com umas folhinhas cheirosas. Bem precário... quem estava de fora podia me ver fazendo xixi . Raphael ficou vigiando a porta. :'> Chegando na parte sul, achei que encontraríamos opções para almoço ou lanches. Haviam até alguns restaurantes, mas o tempo estava curto para pedir algo. Comemos alguns biscoitos de sal e barrinhas e pegamos o mesmo barco que viemos e retornamos 15:30 para Copacabana. Em Copacabana, compramos as passagens do dia seguinte para La Paz (25 bol/pessoa). Comprei uma Pringles, água e umas empanadas (que acabei jogando fora porque tinha gosto de Bolívia) e não sai mais do quarto. Ficamos vendo TV até cair no sono. Dormimos cedo e exaustos. 16/07 – Copacabana – La Paz Pela manhã, tomamos café do hostel e eu e Raphael fomos subir o calvário (caminho da penitência). Fica há 10 min do hostel e a subida tem duração de 1 hora, quase que só de escadas. Durante a mesma, a gente vê as 14 estações (mistérios da morte de Cristo). Os locais têm costume de rezar em frente a cada mistério e jogar uma pedrinha que deve cair abaixo da cruz. Caso essa pedrinha não caia no lugar certo, eles vão atrás da mesma e lançam novamente. As vezes a pedrinha rolava até mais embaixo e a pessoa pacientemente descia e a pegava. A vista lá de cima é linda. Dá para ver o Titicaca e suas Islas e Copacabana. Achei tão bonito quanto a vista das Islas, além de ser um passeio gratuito que vale muito a pena principalmente para quem precisa meditar na vida. Descemos e fomos conhecer a Catedral. Neste dia estava tendo a benção dos carros pelo padre. Havia uma fila imensa de carros enfeitados com flores. O padre abençoava os motores e proprietários e em seguida a família soltava fogos, comemorava e até abria champanhe. Haviam carros novos, velhos, grandes pequenos e até ônibus. A catedral é linda. Muitas pessoas levam velas e flores. Há uma sala dedicada as padroeiras dos países. Tinha até nossa Sra Aparecida com a bandeira do Brasil. A maior parte das imagens de santos e anjos têm cabelos feitos com fios de humano (uma espécie de doação e devoção). Muito interessante. Só não podemos tirar fotos de dentro da igreja (aliás, segundo uma guia, o certo é não tirar foto de nada a ser preservado feito com material de origem animal ou vegetal, o flash estraga a peça). Depois seguimos para uma praça onde Raphael comeu ceviche numa barraca e lotada de locais e ganhou um leite de tigre (um copinho desses de cachaça com uma água suja de limão e pimenta) para tomar. Andamos mais um pouco até um mercado de frutas e carnes e Raphael comprou pipoca doce. Aliás, pipoquinha doce a granel tem em tudo quanto é lugar que a gente foi. Como ele é viciado em pipoca, aquilo parecia o paraíso! Eu fui de abacaxi mesmo (você compra a fatia de uma espécie grande da fruta), uma delícia! Almoçamos 11:30 e pegamos nosso ônibus para La Paz que saiu as 13:30 de Copacabana. A duração da viagem seria de 03:30. Num certo ponto, descemos do ônibus, compramos um ticket de 2 bol/pessoa para atravessar o Titicaca de barco (o ônibus atravessa numa outra balsa). E tomamos o ônibus do outro lado novamente. Neste dia era o aniversário da independência de La Paz, então a cidade toda estava em festa. Normalmente já existe confusão no trânsito de lá. Mas com festa então... Nussa Senhora!!! As cholas e locais estavam dançando, cantando, bebendo... tipo uma micareta boliviana. Só que eles usam roupa social para micareta, mas o estado final de bebedeira é o mesmo! ãã2::'> Depois de mais de uma hora parado na entrada da cidade (lugar chamado El Alto), finalmente chegamos a La Paz! Os gringos do ônibus até bateram palminhas! Tipo: Uhuuuu! Eu hein?! Fomos a vários hostels e estava tudo lotado ou caro. Acabamos ficando num hotel chamado Majestic por 140 bol o quarto de casal com banho quente privado e café. Eu sei... Caaaro para os padrões bolivianos! Mas estava tarde e ainda tínhamos que fechar passeios para o dia seguinte ainda. Por um momento fomos até seguidos por dois caras. Eu que sou cagona comecei a andar rápido e atravessar a rua. Mas não teve jeito! Os caras nos abordaram!! Na verdade eram 2 bêbados que estava na festinha da cidade falando um monte de besteira! Raphael apertou a mão de um deles e ficou de boa. Encontramos com o Maurício que nos indicou uma agência que fica dentro do hostel El Lobo. Conseguimos um bom desconto para o passeio Tihuanaco no dia seguinte com a promessa de fecharmos outros passeios com eles (60 bol/pessoa + 80 bol/pessoa da entrada no parque). Também combinamos na recepção do El Lobo que iríamos para lá no dia seguinte (já que estava mais barato que o Majestic – 40/bol pessoa em quarto compartilhado com banho +ou- quente e individual). Comemos num restaurante chinês por aproximadamente 12 bol/pessoa. Comida gostosa, mas frango muito gorduroso.
  7. Obrigada Briza!!! Estou em contato com o suporte deles pra me ajudar. Já liberei no banco mas o site só da erro na finalização... uma hora sai.... rs Seu relato está me ajudando muito, obrigada por compartilhar a sua experiencia! Fazer as unhas no Peru? Nem pensar!! O mais engraçado é que na sua foto tem um album de unhas decoradas... imagina o resultado?! hahahaah Dany, Você não tem noção!!! Eu escolhi a mais simples de todas. Haviam umas 3 pastas de unhas decoradas até com os Simpsons! Imagina a meeeerda?! Boa viagem e boa sorte!
  8. É Bruno! São mtos perrengues mas dá saudade! Rs! Também quero ir na Índia um dia! Boa sorte nesse novo roteiro! :'>
  9. 12/07 – Cuzco Este dia foi perdido. Acordei passando mal e quis tomar um chocolate quente. Raphael saiu para comprar e voltou com o achocolatado dentro de uma sacola plástica. Quase vomitei nele! Aliás, na Bolívia e no Peru as pessoas usam as sacolas plásticas como copos. Naquela situação que eu estava aquilo foi péssimo! Enfim... Vomitei e tive diarreia o dia todo. Não conseguia me levantar com dor no corpo. Regiane também estava com alguns problemas de saúde e ai não fizemos nada esse dia. 13/07 – Cuzco Acordamos e eu me sentia mal ainda. Mas tomamos café e fomos à rodoviária de táxi (4 soles) comprar o as passagens da noite para Puno (20 soles/pessoa ônibus semi-cama). Da rodoviária fomos andando visitar o monumento Pachacuteq. Nada de interessante, mas foi de graça para quem tem o boleto turístico. Eu queria poder escolher o que eu ia almoçar, já que meu estômago estava péssimo ainda, daí pegamos um táxi por 6 soles até o shopping Real Plaza. Comi um hambúrguer seco de 3,90 soles no Burguer King. Até a carne dele tinha gosto de Bolívia ! Levei outro para comer depois. Compramos umas frutas no supermercado do shopping e pegamos um táxi para o centro. Na plaza das armas queríamos fechar algum passeio pela tarde, mas todos terminavam as 18:30 e como havíamos deixado roupas numa lavanderia que fechava as 18:00, não pudemos fechar nenhum tour. Então os rapazes conseguiram fechar com um taxista por 70 soles (total) para nos levar para conhecer Qenqo, Pukapukara, Tambomachay e Saqsayhuaman voltando antes das 18 horas. Contratamos uma guia para os lugares que julgamos mais interessantes e o passeio acabou sendo bem legal. Pegamos as roupas na lavanderia, guardamos nas malas e fomos para uma pizzaria comer e fazer hora até o embarque, pois o ônibus só sairia as 22:00. Eu, enjoada ainda, não consegui comer. Dormi na mesa da pizzaria. Tomamos um táxi por 4 soles até a rodoviária e entramos no ônibus da Tour Peru (semi-cama, sem comida). 14/07 – Puno/ Copacabana Chegamos em Puno 05:30. Regiane havia piorado. Eu estava melhor, mas ela estava passando muito mal ainda. A ideia era fazermos um tour em Uros, mas devido a este problema, compramos a passagem do próximo ônibus (08:00) pela empresa Titicaca (25 soles/pessoa) para Copacabana. Como estávamos saindo do Peru, pagamos a taxa de embarque e para uso do banheiro e trocamos o resto dos soles por bolivianos. No ônibus recebemos a papelada das aduanas. Passamos pelas mesmas com tranquilidade e chegamos a Copacabana. Procuramos alguns hostels e fechamos com o Colonial por 40 bol/pessoa quarto casal com banho quente individual e café da manhã (o wifi não funciona em nenhum lugar do hostel, e acho que em nenhum lugar de Copacabana também). Almoçamos num restaurante truta no limão, com arroz e batata frita (25 bol/pessoa) e tomamos cerveja quente. Luã e Regimel comeram macarrão e picanha respectivamente. Copacabana parece uma cidade de litoral e os preços também (ex: um kitkat custa 10 bol e o Pringles custa 20 bol). Além disso, faz frio... Muito frio! O lago Titicaca é enorme e você não enxerga o fim dele. Ele é lindo e parece o mar. Tem cheiro e ondinha de mar... Mas na verdade é só o maior lago da América Latina. Fomos para o hostel descansar com a finalidade de levantar mais tarde para fechar algum passeio. Mas ninguém se dispôs. Raphael comprou hambúrgueres e trouxe para o quarto para lancharmos (esse meu marido sempre me ajuda nas horas mais difíceis) .
  10. Oi Dany! Todos os voos que fizemos fora do Brasil, foram pela Amaszonas. Compramos com o Mastercard (o que nos garantiu o seguro viagem) pelo site e não tivemos problemas. Para efetuar esta compra você deve se certificar que seu cartão além de ter a função internacional habilitada, também deve ter a função compras no exterior. Se este for o problema, entre em contato com seu banco. Boa viagem!
  11. 11/07 – Machu Picchu Acordamos às 04:00 da matina e fomos caminhando para Machu Picchu ãã2::'> . A subida dura umas duas horas e cansa um pouquinho. Andamos um pequeno pedaço no plano e depois é só subida. Ao chegar na entrada deixamos nossas mochilas de ataque no locker por 5 soles e usamos o banheiro por 1 sole. Entramos no parque e fomos direto subir Huanapicchu já que queríamos subir com a primeira turma das 08:00 (a quantidade de pessoas que sobem é limitada em 2 turmas, se você não conseguir subir com a turma das 08:00, você deve aguardar até as 10:00 para subir com a segunda). Esta subida é um pouco perigosa pois passamos por escadarias estreitíssimas. Na maior parte do caminho existe uma corda de ferro para apoio, porém, na parte final você fica a mercê da sorte. O lugar é sensacional, achei que valeu a pena ter pago 24 soles/pessoa a mais para subir Huanapicchu e guardar na memória aquele lugar celestial . Descemos Huanapicchu gastando metade do tempo da subida e fomos lanchar um pão com queijo que levamos. Pagamos uma guia (15 soles/pessoa) que fica na entrada do parque e fomos conhecer a histórias das ruínas. Ao contrário do guia anterior, recebemos todas as explicações (de cada desenho, buraco e formato das ruínas). Acho esta programação ficou bem legal. Tudo se encaixou e deu certo. Apesar de ser frio, com esse sobe e desce sentimos calor e uma dorzinha nas pernas no dia seguinte. Descemos 13:30, paramos num bar em Aguas Calientes para tomarmos uma cuzquenha e Raphael comer um ceviche. Pegamos nosso trem de volta as 16:00 e chegamos em Poroy 20:00. Pagamos 40 soles para o taxista nos levar até Cuzco no hostel Venanzuela que estavam nossas mochilas. Novamente nos acomodamos no mesmo. Eu e Raphael saímos para comer e adivinha o que comemos? Frango com batatas! Novidade! Cansados e destruídos fomos dormir.
  12. 10/07 – Tour Vale Sagrado – Aguas Calientes Começamos o Tour às 07:00 horas. Nosso guia e motorista era um senhor. Inicialmente ele fez algumas paradas na cidade de Cuzco para algumas explicações. E seguimos para conhecer o Cristo de onde pode-se ver toda a cidade. Fizemos uma parada numa loja de roupas de alpaca e joias de prata (onde recebemos breves explicações sobre a lã da alpaca adulta, da alpaca bebê e da confecção das joias), paramos para alimentarmos algumas alpacas, lhamas e vicunhas. Fomos à feira de artesanatos de Pisaq, um lugar enorme e com diferentes produtos. Ideal para realizar as compras das lembrancinhas pois é mais barato que nos outros mercados. Em Pisaq também vimos um casamento sendo comemorado em passeata na rua. A noiva com vestido vermelho (pois estava no segundo casamento) e o noivo na frente, seguido dos familiares e convidados e a banda musical seguindo atrás. Durante o caminho fazíamos algumas perguntas ao nosso guia. Algumas coisas ele não entendia muito bem, tipo: - O que representam esses lobos em cima das casas?? (havia algumas esculturas de lobo em cima das casas, assim como em outras casas havia cruzes representando o catolicismo da família e em outras havia escadas, representando o crescimento financeiro dos moradores); E ele responde: - Sí, hay lobos por aqui. E nós: - Queremos dizer os lobos que estão em cima das casas (e apontamos)! E ele: - No existe. Sólo en el bosque. E nós: - A esculturas de lobo são por quê? E ele: - Los lobos no vienen aqui. Ooooi? Daí desistimos de sermos entendidos! Aff! Algumas vezes perguntamos coisas que ele não sabia. Dai acho que ele inventava a história porque não batia com o que a gente já havia aprendido nas leituras e nos museus e tours. Ele disse que a média de tamanho do povo inca era de mais de 2 metros de altura (sendo que na verdade só o chefe inca era alto). Disse também que não haviam sacrifícios humanos nos rituais incas (sendo que a gente tinha acabado de ver a Juanita no museu!)... e por ai vai! Além disso o cara era péssimo motorista. Só andava na contramão numa velocidade constante de 40km/h. Quase atropelou algumas pessoas e bateu de frente com outros carros. Almoçamos num buffet livre com comidas típicas bolivianas. Este estava muito bom. Mas ao final não queriam deixar a gente sair sem pagar (mandamos eles se virarem com o guia já que no valor do tour já estava incluso almoço). O guia ficou quase 30 minutos tentando se entender com a caixa do restaurante. Chegamos em Ollantaytambo, nosso destino final as 14:00. Nosso guia fez algumas explicações do lugar que nem sei até que ponto acreditamos. Disse para irmos subindo e conhecendo o local enquanto ele procurava outro lugar para estacionar. Ficamos meio que perdidos porque ver ruína sem um guia é o mesmo que ver um monte de pedras. Todos os guias subiram, mas o nosso sumiu ! Então como não estávamos entendendo nada, começamos a inventar histórias sobre os Incas com as ruínas que víamos tipo: que as ruínas não tinham teto porque os incas eram muito altos, todos tinham mais de 2 metros de altura e por isso mandaram tirar. Se havia um buraco grande numa pedra, dizíamos que tratava-se de uma privada Inca e por ai vai... todos do grupo davam moral para essas invenções. É o que tinha pra hoje né? Ficamos ali tirando fotos e eu resolvi deitar numa pedra. Tomei um esporro do vigia que gritou de longe que eu não podia fazer aquilo em lugar sagrado! Putz! Foi mal! Se eu tivesse conhecimento e um guia, talvez eu saberia! Descemos e encontramos nosso guia Zé Mané (Franklin) dormindo no carro . Registramos o momento e acordamos ele para pegar nossas bolsas. Regiane deu um sermão no guia, dizendo que estava muito desapontada com o serviço . O cara quase chorou e eu também (ele estava errado, mas fiquei com pena por ele ser um senhor de idade). Ele abaixou a cabeça, despediu-se e foi embora. Partimos para a estação de trem que fica a dez minutos andando desde as ruínas. Pegamos o trem Peru Rail de 19:00 para Águas Calientes (comprado antecipadamente no site perurail.com). Haviam nos informado que somente poderíamos levar no trem o total de 5 quilos de bagagem/pessoa numa bolsa pequena devido ao espaço. Por isso deixamos nossas mochilas no hostel de Cuzco. No entanto vimos muitos passageiros com as mochilas de viagem e até mochilas de rodinha!! Deu uma raiva! Limitamos nossas roupas e comidas atoa! No caminho nos deram um lanchinho muito do safado!!! Chegamos em Águas Calientes as 21:00 e seguimos o fluxo de pessoas até acharmos um hostel em frente a um campo de futebol (não me lembro o nome). Custou 25 soles/pessoa quarto compartilhado e banho quente privado. Raphael comprou uma pizza e trouxe para o quarto. Comemos e dormimos.
  13. 08/07 – Arequipa Acordamos as 06:40, tomamos café no hostel, arrumamos as malas, fizemos check-out e levamos algumas roupas na lavanderia (4 soles/kg). Eu e Raphael fomos ao monastério de Santa Catalina (40 soles/pessoa + 10 soles da guia/casal). Adorei a história daquelas mulheres. Parecia um castigo imaginar que pessoas moravam trancadas naquele lugar, mas nossa guia nos explicou que na verdade era um privilégio para poucas, pois era isso, ou aceitar casamentos arranjados. O lugar é uma cidade com muitas casas e muita história. Se você curte viajar no passado, vai gostar de conhecer. Além disso, pegamos uma guia que fala muito bem português, o que me fez matar um pouco da saudade de casa . O passeio durou em torno de 2 horas. Existe a possibilidade de fazer o passeio noturno, mas creio que as fotos não fiquem muito boas. Andamos um pouco pela cidade e resolvemos almoçar numa cevicheria. O lugar era bem agradável, com um falso gramado e uma areazinha aberta. Além disso, pedimos umas arequipenha e para acompanhar o ceviche, iscas de peixe frito. Senti-me na praia, em casa... Raphael amou ceviche. Ele que inicialmente não estava querendo comer isso, só falava de ceviche. Eu “Amor, o que vamos comer de café da manhã?” e ele “Ceviche!” . Resolvi procurar um salão de beleza para fazer as unhas e resgatar um pouco da minha dignidade. Com pele toda ferrada e desbotada, cabelo seco de usar shampoo 2 em 1 e boca toda pocada (gíria capixaba), ao menos pensei que poderia deixar minhas mãos bonitinhas né? Achei uma manicure que me cobrou 8 soles para pintar. Ela fingiu que tirou minha cutícula e passou um monte de esmalte que jamais secaria. Borrou tudo, mas pelo visto eles não usam acetona. Ficou lindo! Só que não! Uma merda de alpaca adulta! Até Raphael que não entende bulhufas de unhas concordou. Dinheiro jogado fora! Abri aquele sorriso amarelo e depois tive que comprar removedor de esmalte para limpar aquela porcaria! Pela tarde, fizemos uma horinha tomando sol em frente a Catedral na praça central. Um cachorro-boi veio andando tranquilamente e se deitou ao meu lado para tirar uma soneca. Na foto não parece, mas ele devia pesar uns 60 quilos. Aliás, pra quem gosta de cachorro grande, esta viagem é o paraíso! Cada um mais lindo que o outro! Fomos para um banquinho de madeira na praça e começamos a analisar as pessoas e carros, até que um deficiente abaixou-se na minha frente e começou a encerar minhas botas sem eu pedir . Ele foi muito simpático e começou a falar sobre o Brasil e nos perguntar sobre nossa viagem. Ao final cobrou 5 soles. Fomos depois no museu andino (15 soles/pessoa) ver a menina Juanita congelada. Deixamos todas as câmeras e celulares num locker da recepção, pois não se pode entrar com nada que gere luminosidade para não estragar as peças. A história é incrível e a pobre coitada da Juanita era uma menina perfeita que foi entregue como oferenda para os deuses com objetivo de cessar alguma catástrofe natural. Ela foi enterrada no vulcão El Misti com tudo que eles acreditavam que ela precisava para viver no mundo superior (roupas, comida, bebidas, chinelos...). Para ela, ser sacrificada para o bem de seu povo era uma honra (oh dó gente!) . O passeio foi muito proveitoso e a contribuição para o guia é opcional ao final. Pegamos nossas roupas na lavanderia e colocamos nas malas. A mochila de ataque do meu irmão quebrou o zíper e levamos para conserta-la por 15 soles num local próximo ao hostel (ficou novinha outra vez). Tomamos um táxi até a rodoviária (8 soles) para pegar o bus para Cuzco as 20:30. No ônibus serviram janta e cobertores. 09/07 – Cuzco Deveríamos chegar a Cuzco as 06:30 da manhã, porém, uma manifestação de trabalhadores fechou as entradas da cidade com troncos de árvores e tacava pedra em qualquer carro que ameaçasse passar. Ficamos parados 3 horas no ônibus sem rumo há 14 km do nosso destino final. Segundo os locais, toda semana acontecem protestos na cidade, e aquela não terminaria tão cedo. Depois de muito esperar, tomamos coragem, pegamos as mochilas e nos unimos a outros dois brasileiros (Mike e Mauricio) para ir andando. E o medo de levar pedrada? Além disso, andaríamos umas 3 horas num sol quente, com as mochilas pesadas... Andamos por 1 hora e passamos os pontos de confusão sem maiores problemas. Conseguimos um táxi que cortou caminho por outros trechos e nos deixou no ponto mais próximo e possível de chegar de carro. Fechamos com um hostel chamado Vanzuela por 50 soles o quarto de casal, com banheiro individual, tv e banho quente. Mal sabíamos que ele não estava tão perto assim da praça (20 minutos andando). Mike e Maurício não quiseram fechar lá, pois queriam um hostel mais badalado. Seguimos para a praça central e almoçamos num restaurante por 20 soles/pessoa (entrada, prato principal e sobremesa mentirosa), mas a comida era para pinto, não matou a fome. Despedimos de Mike e Maurício, fomos comprar o boleto turístico por 130 soles/pessoa (obrigatório para acesso aos principais pontos turísticos da cidade e válido por 10 dias) e pechinchar o tour do Valle Sagrado. Como estávamos fascinados pela história Inca, achamos conveniente buscar um tour privado com guia para podermos perguntar tudo que tínhamos direito. Depois de muito procurar, fechamos 105 soles por pessoa (tour, entradas e almoço). Para maiores informações sobre o boleto turístico obrigatório, veja em: http://www.cosituc.gob.pe/tarifas.php À noite, fizemos cachorro-quente no hostel.
  14. 07/07 – Arequipa Acordamos 02:30 da madrugada ãã2::'> para o passeio do Canion de Coca que nos buscaria as 03:00, mas que nos buscou as 03:30. Gastamos 4 horas de van para chegar ao parque e na entrada do mesmo pagamos 40 soles/pessoa. O tour oferece café continental num restaurante antes de partirmos para os pontos de parada. Porém, como chegamos tarde, não havia lugar para todos sentarem no restaurante e até faltou pão! O passeio nos leva a diversos lugares como igrejas, praça, feirinha de artesanato... Vimos mulheres com os trajes típicos e animais locais. Umas 11:00 chegamos ao Canion del Coca onde vimos alguns condores e recebemos algumas explicações. O lugar é admirável, mas ficamos incomodados com uma espécie de mosca gigante que pica e ficava nos cercando Seguimos para as águas terminais (duas piscinas cheias de gringos), não quisemos entrar e por isso esperamos dentro da van. Partimos para o almoço num restaurante estilo buffet livre (28 soles/pessoa). Não gostei muito da comida, pois peguei lhama e estava muito salgada. Mas teve quem curtiu. Para terminar o passeio com uma perfeita digestão, a van nos levou para o ponto mais alto do passeio há 5.200 metros. Pulta quil palriu! Depois de muitas curvas e orações para chegar sem vômitos, avistamos uma paisagem branquinha cheia de neve! Descemos da van e simulamos uma guerrinha de bola de neve (como todo brasileiro que se depara com isso pela primeira vez!) . Voltamos para Arequipa e após um trânsito terrível, chegamos ao hostel. Como estava cansada, Raphael comprou pizza na Hunt e trouxe para comermos no quarto.
  15. 05/07 – São Pedro do Atacama Pela manhã, comprei pão e fiz café enquanto os rapazes compravam nossas passagens para Arica (14.400 pesos/pessoa). Fomos na Couque Tours e fechamos o passeio Vale de La Luna para tarde (não anotei o preço !) e pedimos para nos deixar no final no terminal de ônibus. Pela manhã, passamos na feirinha de artesanatos próxima ao exército e compramos poucas lembrancinhas porque estava tudo caro. Comemos novamente o frango assado com batata fritas e partimos para o passeio da tarde. O Valle de La Luna não fica tão distante de SPA. Pode ser feito até mesmo de bike. Mas não tínhamos tempo suficiente. Achei o lugar bem bonito e diferente das paisagens que já vimos. Subimos num lugar para ver o sol se por. Mas não consegui permanecer até o sol sumir, estava um vento forte com areia e não dava para abrir os olhos. Além disso, o céu estava cheio de nuvens, então não dava para ver o sol direito. Ao final desse passeio, descemos no terminal de ônibus e pegamos o nosso às 20:30. 06/07 – Arica – Tacna – Arequipa Chegamos a Arica 06:00 da manhã e estava tudo escuro ainda . A ideia era pegarmos um táxi para Tacna e de lá pegarmos um ônibus para Arequipa. Pagamos para usar banheiro e percebemos que não tínhamos pesos suficientes para pegar o táxi e nem casas de câmbio abertas naquela hora . Existem alguns ônibus que vão direto para Arequipa, mas sai muito mais caro. Ficamos sem saber o que fazer... Tentamos negociar com os taxistas, mas eles eram um pouco inflexíveis. Uma mulher viu nossa situação e ofereceu cambiar alguns pesos por um preço não muito camarada. Mas ela acabou não aceitando nosso dólar por que estava um pouquinho amassado (aliás, preste muita atenção ao trocarem dólares, em nenhum país que fomos, eles aceitaram essa nota amassadinha). Convencemos um taxista a nos levar à Tacna e lá trocaríamos o dinheiro para pagá-lo. O táxi possui um banco maior no carona da frente. Fomos nós quatro mais um rapaz chileno. O chileno não fez nada de mais, mas como ele começou a puxar conversa com a gente e se vestia como um “malandrinho”, fiquei um pouco assustada, com medo de ser assaltada. Mas era preconceito puro . O cara só era simpático mesmo. Passamos a aduana chilena e na aduana peruana, mandaram Regimel jogar fora a pêra dela . Chegamos em Tacna 07:30 da manhã e achamos a cidade feia, além do tempo estar chuvoso. Nem tivemos vontade de conhecer a cidade naquelas condições. Compramos as passagens para Arequipa na empresa Flores por 25 soles/pessoa (muito boa, recomendo!). ônibus semi-cama com direito à lanchinho (bolo, café, suco e bala). Chegamos em Arequipa em torno das 14:00, pegamos um táxi por 8 soles e pesquisamos nuns 3 hostels até fechar com o Baviera por 35 soles/pessoa quarto de casal com banho individual. Tomamos banho e fomos trocar alguns dólares e fechar o passeio Valle Del Coca para o dia seguinte (passeio de um dia por 40 soles/pessoa + 40 soles/pessoa de taxa de entrada no parque). Depois pegamos um táxi e fomos para a rodoviária comprar logo nossas passagens para Cuzco (50 soles/pessoa no melhor ônibus da empresa Cromotex). Pela noite, demos um passeio na praça das armas. A cidade é incrivelmente linda. (talvez a mais bonita que passamos) . A catedral com arquitetura fantástica, arcos enormes cercam a praça e muitas lâmpadas incrementam o ambiente. Pesquisamos alguns restaurantes e queríamos comer uma carne bovina de qualidade já que há dias comíamos pollo ou alpaca. Uma mulher nos abordou na rua com o cardápio com fotos de comidas bonitas, mas preços altos. Dissemos para ela que estávamos sem dinheiro para comer aquilo e ela nos disse: “Este precio es para los europeos. Usted es amigos brasileños. Puedo hacer un precio diferenciado para usted, porque yo soy el dueño (eu sou a donaaaa). ¿Cuánto están dispuestos a pagar?”. Vocês tinham que ver a cara de cigana louca dessa mulher . Ela falou várias vezes bem empolgada: Eu posso fazer o preço que quiserem... Porque eu sou a donaaaaaa! Achamos tão engraçada e convincente que resolvemos aceitar. Mas também, fizemos abaixar o preço de tudo. Dizíamos: A gente paga 6 soles na cerveja! (que custava 12 soles), e ela: “Sí, OK!”. Aliás, todas as vezes que íamos negociar algo, Regiane com a maior cara de pau do mundo dizia: “Somos amigos brasileiros! No Europeus”. E na maior parte das vezes os coitados (na Bolívia e no Peru), abaixavam o preço . Boa dica. Falar mal do Chile também pode ajudar na negociação. Eles não curtem chilenos. O filé mignon não estava tão apetitoso, mas o local nos permitia ver a praça com a catedral maravilhosa. Descobrimos que o restaurante também era albergue porque vimos uma menina toda molhada passando de toalha!! Em seguida veio uma dupla com flautinha tocando música peruana para ganhar uns trocados. Raphael os desafiou dizendo que meu irmão daria grana para eles se tocassem música brasileira . Os caras começaram a tocar uma música rápida e alegrinha que não tinha nada a ver com o Brasil (talvez acreditassem que estavam tocando brasileirinho), mas pelo esforço, meu irmão deu um trocado . Mostraram o chapéu para Raphael e ele disse que não tinha dinheiro para ofertar. O cara continuou com o chapéu estendido com a cara fechada, dai Raphael disse: Não tenho soles, somente alguns bolivianos! E o cara: “Sí, OK!”. Voltamos para hostel para dormir, pois o dia seguinte começaria cedo .
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