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michele.martins

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Tudo que michele.martins postou

  1. Terra de lindas paisagens, praias de águas cristalinas e lugar onde nasceu Simón Bolívar – esta é a Venezuela, um país em crise, com uma política turbulenta e um povo extremamente hospitaleiro! Referência (janeiro/2017) 1 dólar = 3500 bolívares fuertes 1 dólar = 3,25 reais Cayo Sombrero - Parque Morrocoy Venezuela Chegamos à Venezuela sem saber quase nada de lá. O país não fazia parte do nosso roteiro inicial, e já havíamos inclusive arrancado suas páginas do nosso livro guia Lonely Planet. Para ajudar, há poucos relatos na internet, e 9 em cada 10 pessoas que conhecemos pelo caminho nos recomendaram a não visitar o país de jeito nenhum. Por sorte, fomos cabeças-duras e resolvemos incluir a Venezuela em nosso roteiro. E nossa decisão não poderia ter sido melhor: conhecemos a verdade sobre o país, visitamos lugares surpreendentes, fizemos grandes amigos e gastamos bem menos do que havíamos gastado em qualquer país até agora. Viajar pela Venezuela tem seus perrengues, mas sem dúvidas vale a pena! 12 reais nessa garrafona de rum Crise? Ditadura? Entenda o cenário atual do país O país vive a maior crise econômica e política de sua história. Enquanto o governo busca culpados nos Estados Unidos, na oposição, no Mercosul e em vários outros cantos, os meios de direita dizem que o culpado é o socialismo. A verdade é que o petróleo foi o santo e o diabo do país. Desde que o ouro negro começou a ser explorado, a Venezuela viveu praticamente às suas custas. O dinheiro do petróleo financiou tudo: grandes obras, o preço da gasolina, do gás, da luz, da água e até mesmo o valor do dólar. O êxodo rural foi inevitável, e as terras venezuelanas, apesar de possuírem um dos solos mais férteis da América do Sul, não são capazes de produzir alimento suficiente para a população, fazendo com que o país importe itens básicos, como arroz e farinha. Mesmo com plantações de cana, é difícil conseguir açúcar nos supermercados. Cultivo de cana em Mérida A conta chegou, e foi cara: o preço do barril do petróleo despencou no mercado internacional, e a Venezuela se viu sem condições de gerar mais riquezas. A inflação e o dólar dispararam, e o governo tem tentado apagar o incêndio jogando gasolina em cima. Várias empresas quebraram e outras foram estatizadas. Ocorreram muitas prisões políticas, e grande parte dos venezuelanos saiu do país. Hoje, o contraste entre passado glorioso e o futuro incerto são nítidos: suas principais cidades possuem praças e edificações belíssimas, muitas delas abandonadas e engolidas pelo mato. Os hotéis, que antes foram 5 estrelas, agora sobrevivem cobrando diárias extremamente baixas. As ruas são dominadas pelos luxuosos carros americanos dos anos 80 e 90. O atual sistema de governo é, na teoria, uma democracia parlamentar, com uma maioria opositora no parlamento. O fogo cruzado entre a direita e a esquerda, porém, travaram qualquer tipo de avanço no país. Enquanto o parlamento tenta de todas as formas destituir o presidente Nicolás Maduro, a equipe presidencial tenta acabar com o parlamento. Até o Vaticano interveio e tentou criar um diálogo entre as duas partes, mas não teve sucesso. E, no meio deste tiroteio, está a população tentando seguir em frente. Táxis venezuelanos – heranças do passado glorioso do país. Lugares e experiências que passamos -Conhecemos Mérida, o topo do país; -Dormimos no lago de Maracaibo e vimos os impressionantes Relâmpagos de Catatumbo; -Conhecemos a histórica cidade de Coro, um dos Patrimônios da UNESCO do país; -Navegamos pelas paradisíacas ilhas caribenhas do Parque Nacional Morrocoy; -Conhecemos Caracas, uma das mais belas capitais da América do Sul; -Relaxamos em Colônia Tovar, a Alemanha venezuelana. Outros lugares que infelizmente não visitamos, mas que valem a pena, são: -Salto Angel, a cachoeira que tem quase 1km de altura e é a mais alta do mundo; -Isla la Tortuga, uma ilha deserta no meio do mar do Caribe; -Monte Roraima, na fronteira com o Brasil e Guiana; -Isla Margarita, a pérola do Caribe; -Delta do Orinoco, um lugar com fauna e flora exuberantes. Aqui está nosso roteiro: Nosso curto recorrido pelo país Infelizmente conhecemos bem menos lugares do que gostaríamos. A dificuldade de trocar dinheiro e o perigo de que as fronteiras com a Colômbia fechassem novamente nos fizeram sair do país antes do que pretendíamos. Mas com certeza passaremos pela Venezuela novamente! 47 dias 2171,34 reais gastos* Sobre os gastos*, ficou assim: -total: R$ 2171,34 -hospedagem: R$ 546,29 -transporte: R$ 160,98 -supermercado: R$ 450,01 -restaurante: R$ 651,09 -outros: R$ 90,30 -passeios: R$ 272,66 *(todos os gastos são para o casal; para saber os gastos individuais, divida por 2). A média diária* ficou: -média: R$ 46,20/dia -hospedagem: R$ 11,62/dia -transporte: R$ 3,42/dia -mercado: R$ 9,57/dia -restaurante: R$ 13,85/dia -outros: R$ 1,92/dia -passeios: R$ 5,80/dia *(todos os gastos são para o casal; para saber os gastos individuais, divida por 2). Distribuição dos nossos gastos na Venezuela Nos hospedamos todas as noites em hotéis, pousadas e residências que alugam quartos (exceto na noite do tour dos Relâmpagos de Catatumbo, que dormimos em uma rede). Fenômeno de Catatumbo, no lago Maracaibo Preços A Venezuela possui dois tipos de câmbio – o câmbio oficial e o câmbio negro. Enquanto estávamos por lá, 1 dólar valia 700 bolívares pelo oficial, e variou entre 3 e 4 mil no mercado negro (explicamos com detalhes mais abaixo). Viajar pelo país pelo oficial é extremamente caro, e pelo câmbio negro é extremamente barato. Outra coisa que se deve levar em consideração é o fato da inflação no país ser quase diária, assim como o aumento do dólar. Por isso, optamos por colocar alguns valores em dólares e reais (levando em consideração o câmbio negro), já que todos os valores em bolívares vão provavelmente subir até o fim deste mês. -Hospedagens: As hospedagens na Venezuela são baratas, e costumam ser de boa qualidade. Em um hotel simples, com ar condicionado, TV e banheiro privado, pagávamos em torno de 6 mil bolívares para um casal (algo como 2 dólares). Por 5 dólares já é possível conseguir um hotel com piscina para duas pessoas. -Mercado: existem dois tipos de produtos na Venezuela: os que o país produz e os que são importados (geralmente da Colômbia ou do Brasil). Os produzidos lá (frutas, verduras, carnes e alguns grãos) são muito baratos. Para ter uma ideia, o quilo do queijo e do presunto fica na faixa dos 2 dólares. 1 quilo de tangerina custa menos que 1 real. Produtos que sofrem escassez, como macarrão, açúcar, arroz e alguns produtos de higiene geralmente são vendidos nas ruas e contrabandeados dos países vizinhos, e os preços são parecidos com os praticados no Brasil. -Transporte: Com uma gasolina que custa em torno de 1 centavo de real o litro, o transporte público no país é extremamente barato. Com 2 dólares é possível fazer uma viagem de 10 horas de ônibus. Com 1 centavo de dólar é possível comprar 8 passagens de metrô em Caracas (isso mesmo, a passagem custa apenas 4 bolívares!). Uma corrida de 5km de táxi não passa de 2 reais. -Restaurantes: Na maioria dos lugares é possível encontrar menus simples por menos de 1 dólar. Nas praias e lugares mais turísticos espere pagar a partir de 2 dólares nos pratos mais simples. Uma churrascaria de espeto corrido em Caracas custa na faixa de 8 dólares. -Passeios: Geralmente são baratos, embora o governo esteja metendo a faca nos turistas. Um tour guiado de 1 dia inteiro pelas montanhas de Mérida custa 1 dólar, enquanto a entrada do teleférico (que é do governo) custa 50 dólares para estrangeiros. O passeio de 3 dias para Salto Angel fica na faixa de 200 dólares (incluindo o avião), e o de 6 dias pelo Monte Roraima fica na faixa dos 300 dólares. -Bebidas: A cerveja mais popular da Venezuela é a Polar. Uma longneck custa na faixa de 25 centavos de dólar no bar e na balada. Uma garrafa de 1 litro de rum custa cerca de 2 dólares. -Outros gastos: Alguns banheiros públicos costumam cobrar, assim como alguns terminais de ônibus. Os valores geralmente são menores que 100 bolívares. Nosso primeiro hotel na Venezuela: banheiro privado com água quente, ar condicionado e tv – apenas 12 reais. Câmbio A Venezuela possui um câmbio oficial, no qual 1 dólar equivale a aproximadamente 700 bolívares. Isso quer dizer que, se você passar seu cartão internacional por lá, ou se levar dólares a um banco, estará sujeito a este valor de troca. O problema é que este é um valor arbitrário fixado pelo governo, e não reflete a situação econômica verdadeira do país. Um venezuelano, por exemplo, não pode comprar dólares livremente, e se for viajar para o exterior estará sujeito à quantidade de dólares que o governo quiser vendê-lo. Isso fez surgir um câmbio paralelo, no qual os venezuelanos estariam dispostos a pagar um pouco mais para conseguir alguns dólares do turista. Com a inflação descontrolada, a busca por dólares se tornou cada vez maior, e o valor no câmbio negro disparou. Quando saímos do país, o valor já passava dos 3500 bolívares por dólar. Para ver o valor praticado no câmbio negro, consulte o site http://www.dolartoday.com (geralmente você vai conseguir uma taxa de câmbio uns 30% menor do que o valor mostrado ali). Trocar dinheiro no câmbio negro é crime, punível com cadeia. Se for fazer esta troca, o ideal é que seja com alguém de confiança. Pergunte no hotel ou nas agências de turismo que eles saberão te indicar alguém. Também é possível trocar o dinheiro na fronteira com o Brasil (somente aí o real é bem aceito) ou nas cidades colombianas de Cúcuta e Maicao. Nos últimos anos o governo venezuelano tem trabalhado duro em acabar com o câmbio negro, e muitos serviços (como os teleféricos e o ferry para a Isla Margarita) só aceitam pagamento com cartão de crédito. Nestes casos, a solução é pedir para que algum venezuelano compre para você. Centro colonial de Coro, uma das belas cidades históricas venezuelanas. Dinheiro Conseguir dinheiro em espécie na Venezuela é difícil, e isso afeta tanto os venezuelanos quanto os estrangeiros. O problema é que a nota de maior denominação no país atualmente é de 100 bolívares, o que equivale a pouco menos de 10 centavos de real. Uma garrafa de 2 litros de coca-cola custa 3000 bolívares, o que quer dizer que você precisará de pelo menos 30 notas para comprá-la. O problema se complica mais porque os caixas eletrônicos fornecem apenas 10 mil bolívares diários. Por isso, o equivalente a 100 reais em bolívares, além de encher uma mochila, ainda é bastante difícil de se conseguir. Uma prática comum adotada pelos cambistas e pelas agências de turismo do país é emprestar o cartão de um banco venezuelano para que você possa usá-lo, evitando assim andar com grandes quantidades de dinheiro. Há uma previsão do governo de lançar no mercado notas novas, de 500 a 20 mil bolívares, até o fim de janeiro de 2017. Isso deve resolver (ou, pelo menos, amenizar) este problema. Mucuvinha com o equivalente a 100 dólares em bolívares Polícia Todas as entidades da polícia venezuelana tem fama de ser corrupta. Também é bem comum pararem os ônibus nas estradas e revistarem os homens (não vimos mulheres sendo revistadas, mesmo quando havia policiais do sexo feminino) e as bagagens. Fomos revistados duas vezes, todas de forma bem superficial. Em nenhum dos lugares fomos desrespeitados ou extorquidos pela polícia (pelo contrário, sempre foram bem bacanas), mas não convém arriscar. Se tiver dólares, esconda-os na meia. Se estiver viajando em casal, é melhor esconder com a mulher, já que não estarão sujeitas às revistas. Lembrando que é permitido portar até o equivalente a 10 mil dólares em moeda estrangeira no país (informação confirmada com a embaixada venezuelana em São Paulo), portanto se algum policial tentar confiscar seu dinheiro dizendo que é ilegal, bata o pé. Se for preciso, ligue para a embaixada ou peça para falar com um superior. Isso deve resolver qualquer problema. As restrições quanto a câmeras e outros equipamentos eletrônicos são como a de qualquer outro país: só serão confiscados em caso que seja evidente a prática de contrabando. Drones são proibidos. Se tiver alguma dúvida ou problemas, entre em contato com a embaixada do Brasil em Caracas: (+58212) 956-7800 Para emergências: (+58424) 228-7250 Ou entre em contato por e-mail: [email protected] A embaixada da Venezuela em São Paulo também é muito prestativa e tirou todas as nossas dúvidas prontamente: [email protected] Médanos de Coro Vi na TV que não há comida no país. Vou passar fome por lá? Não. Os restaurantes servem praticamente tudo, e os supermercados, apesar da pouca variedade de marcas, não te deixarão na mão. O grande problema é que os venezuelanos tinham direito a comprar produtos subsidiados pelo governo, e estes produtos sim estão em falta. Comprar sem os subsídios significa pagar um preço parecido com os praticados no Brasil (o que é bem caro considerando os baixos salários do país). Existem alguns produtos básicos que faltam nas prateleiras dos supermercados, como desodorantes, açúcar, papel higiênico e arroz. Estes produtos podem ser encontrados à venda nas ruas e nas feiras. Pelo menos os itens de higiene recomendamos levar do Brasil. Fizemos um vídeo mostrando um supermercado em Mérida: Água Algumas cidades possuem água encanada própria para o consumo humano, mas são poucas (geralmente as das montanhas são assim). Convém perguntar no hotel se a água pode ser consumida ou não. Uma garrafa de 2 litros de água custa na faixa de 1 real. Rede elétrica As tomadas no país são no formato dos Estados Unidos, com dois pinos chatos. Em alguns hotéis é possível encontrar o padrão brasileiro também. A rede elétrica é de 120V, 60Hz. Carona Apesar da fama de perigoso, viajar de carona pela Venezuela é fácil. O problema é que a polícia tem o costume de parar todos os carros na estrada e fazer uma revista completa nas mochilas. Parar ônibus já é menos comum. Como as passagens são muito baratas, pegar carona acaba não valendo o incômodo. O povo O povo venezuelano é extremamente simpático e hospitaleiro, o que torna a experiência de viajar no país ainda melhor. De fato, se não fosse a ajuda que recebemos de muitos venezuelanos, teria sido impossível viajar por lá. Eles também tem um grande carinho por brasileiros, e não é incomum ver a camisa da seleção brasileira pelas ruas. Antes de virmos para cá, nos disseram que o melhor da Venezuela são os venezuelanos. Hoje não temos dúvidas! Drogas Esqueça. Evite a todo custo, ou terá problemas. Comida A comida na Venezuela é bastante parecida com a brasileira, e os pratos costumam vir bem servidos de carne. Uma comida típica de lá que você deve experimentar é a arepa – uma espécie de pão sem fermento feito com farinha de milho (a falta do produto fez com que a arepa passasse a ser produzida com outras farinhas também). É vendida pelas ruas, geralmente bem recheada. Transporte público Uma das coisas que nos disseram é que o país sofria de escassez de ônibus, e que se quiséssemos viajar teríamos que ir à rodoviária às 5h da manhã para garantir a passagem (não vendem com dias de antecedência). Pelo menos na rota por onde passamos, nunca tivemos este problema, e sempre conseguimos comprar as passagens na hora que chegamos no terminal. Dentro das cidades os ônibus também são bastante eficientes. Nosso ônibus para Mérida Idioma Apesar de falarem uma enorme quantidade de gírias, não é difícil se comunicar com um venezuelano. Eles falam devagar (pelo menos se comparado a outros países sulamericanos). O ll tem som de lh, e o y tem som de i. Algumas expressões comuns no país são: Coño: equivalente ao nosso porra!. Cónchale: outra interjeição, geralmente usada no mesmo contexto de coño. Carajito: diminutivo de carajo (caralho), mas também é usado para denominar crianças. Não é considerado um palavrão. Pana: Equivalente a “amigo”, “camarada”. Chévere: Indica que alguma coisa ou situação é boa. “Que chévere!”, ou “Este hotel está chévere” são exemplos de como empregar a expressão. Pico el Águila, na região de Mérida! Esporte Que futebol que nada: apesar de terem bastante respeito pela Vino Tinto (seleção de futebol venezuelana), o esporte número 1 no país é o beisebol. É comum ver as crianças rebatendo as bolas nas praças ou adultos caminhando com as camisas dos times locais. Segurança Apesar da má fama, achamos a Venezuela um país seguro. Mesmo em Caracas, a cidade considerada a mais perigosa do mundo, nos sentimos bem tranquilos para caminhar durante o dia. O grande problema do país é pela noite: como os comércios fecham cedo, as ruas costumam ficar bem desertas depois das 20h. Melhor evitar. Se quiser ir jantar fora ou curtir alguma balada, vá e volte de táxi. Percorrendo o rio entre Puerto Concha até o lago Maracaibo Hotéis Quando viajar pela Venezuela, esqueça Booking, AirBnb, Hostelworld ou coisas do tipo. Há bem poucas ofertas nestes lugares, e geralmente são caríssimas (já que se baseiam no câmbio oficial). Você pode conseguir boas hospedagens pedindo ajuda aos taxistas (lembre-se que os táxis são muito baratos), com indicação de pessoas ou usando o site http://www.venezuelatuya.com. Couchsurfing também funciona muito bem no país. Imigração Não tivemos nenhum tipo de problema nem para entrar nem para sair do país. Aqui relatamos como foi: Entrando na Venezuela por Cúcuta http://mundosemfim.com/cruzando-a-fronteira-colombia-venezuela-por-cucuta-nossa-trajetoria-ate-merida/ Saindo da Venezuela por Paraguachón http://mundosemfim.com/de-maracaibo-a-maicao-cruzando-a-fronteira-venezuela-colombia-por-paraguachon/ É possível ingressar no país com a identidade (deve ter menos de 10 anos) ou com o passaporte. Outros documentos (como carteira de motorista, etc) não são aceitos. A carteirinha internacional de vacinação da febre amarela também é exigida. Se não tiver, é possível tirá-la gratuitamente na Anvisa. Atravessando a fronteira por Cúcuta Problemas estruturais A Venezuela possui grandes problemas estruturais, que foram agravados pela forte crise que o país sofre. Faltar água ou luz infelizmente não é incomum em algumas cidades. Se estiver em algum lugar muito quente, convém perguntar se a hospedagem possui gerador (eles chamam de planta). Dormir sem ventilador ou ar condicionado pode ser bem complicado. Banheiros de rodoviária ou das paradas da estrada costumam ter problemas de falta d’água. Higiene Achamos que a Venezuela possui um bom nível de higiene, pelo menos para os padrões da América do Sul. Os problemas com falta d’água, porém, podem agravar bastante a situação. Se tiver estômago fraco, evite comer nas paradas da estrada ou na rua. O Capitólio, um dos belos edifício do centro histórico de Caracas Trânsito Apesar da gasolina ser praticamente gratuita no país e de os semáforos servirem mais como um conselho do que como uma regra, o trânsito na Venezuela flui surpreendentemente bem. As faixas de pedestre não são muito respeitadas, e se quiser atravessar a rua o jeito é ir se enfiando na frente dos carros mesmo. Eles vão parar ou desviar, e não vão buzinar nem te xingar. Com o tempo você pega o jeito. Descontos A prática de chorar descontos não é comum no país, e você terá pouco sucesso tentando baixar os preços dos ônibus ou dos produtos nos mercados. O lado bom é que o venezuelano também não costuma subir os preços quando percebe que você é estrangeiro. Nas agências de turismo é possível negociar algum desconto se fizer mais de um passeio ou se topar esperar até que formem um grupo maior. Comprando ostras no Juanes, dentro do Parque Nacional Morrocoy Por conta própria ou com agência? Há duas formas de viajar na Venezuela: por conta própria, enfrentando os perrengues do dia a dia, ou contratando o serviço de alguma agência ou guia por lá. No caso da segunda opção, você não terá que se preocupar em buscar hotéis, trocar dinheiro ou coisa do tipo: pode negociar todos os serviços em dólar (ou qualquer outra moeda) e só aproveitar o melhor do país mesmo, enquanto eles se viram para buscar hotéis, táxis, conseguir ônibus, levar você nos passeios, etc. Por incrível que pareça, viajar o país sendo totalmente agenciado não é tão caro assim, e é muito recomendável para quem simplesmente quer ir para lá e relaxar. As agências de turismo costumam vender os passeios para qualquer canto do país. Como a gasolina é praticamente grátis, não fica caro para uma agência de Mérida te levar até Salto Angel, por exemplo. Independente se for por conta própria ou agenciado, é sempre bom ter uns contatos por lá no caso de alguma emergência. Aqui deixamos referências de alguns agentes de turismo que nos ajudaram, e que podemos garantir que são de confiança. Vale a pena fazer um orçamento com eles! Yagrumo Tours: agência de turismo que nos levou para conhecer os relâmpagos de Catatumbo. Está localizada em Mérida, mas vendem passeios para todo o país. Possuem um hotel bastante econômico também. Whatsapp +58 414 747 1661 José: Conhecemos José porque ele vendia serviços de barco em Chichiriviche, mas ele acabou nos ajudando durante praticamente toda a nossa viagem pelo país. Ainda salvou nossa vida quando o Maduro decretou que as notas de 100 bolívares não valiam mais, emprestando o seu cartão para que pudéssemos usar. Ainda conseguiu hospedagem super econômica em Caracas, e passagens de avião a preços bem baixos para os outros países do Caribe (que acabamos não usando). Seu whatsapp é: +58 412 966 3955 Carlos: Especializado na Isla Margarita. Pode te ajudar com reserva de hotéis, transporte e passeios por lá, além de informações sobre como trocar dinheiro na ilha. Está acostumado a trabalhar com brasileiros e fala português fluente. Se Margarita for seu destino, não deixe de contatá-lo: whatsapp: +58 426 189 7747 Pier e Victoria: Possuem uma pousada econômica em Chichiriviche e uma agência de turismo que vende passeios por todo o país. Pode ser interessante fazer um orçamento com eles. Whatsapp: +58 414 911 7929 Mucuvinha na Colônia Tovar O que mais você precisa saber As coisas na Venezuela mudam rápido: esteja sempre de olho nas notícias. Enquanto estivemos por lá, as fronteiras com Colômbia e Brasil foram fechadas por alguns dias e a nota de 100 bolívares deixou de valer (voltando a valer alguns dias depois). Fique sempre de olho nas novidades; Existe uma lei popularmente conhecida como Lei da Mordaça, na qual qualquer meio de comunicação que criticar o governo pode ter o direito de transmissão cassado. Uma boa fonte de notícias opositoras é o http://www.dolartoday.com, escrito por venezuelanos que vivem nos EUA (tanto as informações deste site quanto as transmitidas pelos meios de comunicação governamentais devem ser ponderadas, já que se tratam de informativos extremistas); Quando estiver na Venezuela, compre um chip de telefone. É muito barato: com o equivalente a 5 reais você tem um pacote de dados e chamadas quase ilimitados por 1 mês (e a internet costuma ser bem rápida por lá). É possível fazer a compra usando o passaporte (algumas agências aceitam a identidade, outras não); Pelas ruas há diversas feiras e vendas onde se pode comprar produtos que faltam nos supermercados. Perdão pelo texto gigante gente, mas precisávamos contar em detalhes sobre essa nossa experiência
  2. Valeu Trota Nando essa é a ideia todas as pessoas que estamos conhecendo, nossa recomendação é : peguem carona! Não só pela economia, mas pela delícia que é
  3. Hahahaha, obrigada Ju! Isso é tudo o que desejamos te como foi a tua viagem? O Mucuvinha mandou um beijo e pediu pra avisar que pra ele você precisa desejar muitos sorvetes e pouco banho!
  4. Olha Márcio, de todos os países da América do Sul, achamos o pessoal da Bolívia os mais fechados. Não são sem educação, isso não, mas não são de dar muita bola, sabe? Não são curiosos de saber como é viver em outro lugar, não vão perguntar da política do teu país, no geral não vão puxar papo, mas sempre aparece um ou outro com quem dá pra render uma conversa
  5. Gi, nós compramos com uns 2 ou 3 dias antecedência, no carro que fomos tinham 2 meninas que haviam comprado na noite anterior e pagaram até mais barato que a gente. Mas é um risco... acho que em alguma agência você vai achar, mas talvez fique sem ter como negociar desconto e essas coisas. ..
  6. Não vimos nenhuma loja vendendo nada de prata! Acho que já se acabou tudo.
  7. A Cueva de las Manos é bem legal, pena que seja tão difícil chegar lá sem veículo particular! As excursões saem de Perito Moreno (não o glacial, mas a cidade com este nome) e são bem caros. No nosso caso pedimos para descer na entrada das Cuevas e fomos de carona. Demorou um tempão para passar algum carro, mas o primeiro que passou já nos levou!
  8. Obrigada Igor! Nós nunca reservamos nada, porque viajamos com a barraca, e lugar em camping sempre encontra. Em hostel acaba encontrando, mas você pode perder um dia inteiro caminhando pela cidade atrás de vaga, então nesse caso é melhor ter reserva (pode reservar pela internet com 1 ou 2 dias de antecedência para não deixar a viagem muito travada). Em ônibus nunca tivemos problemas, apesar de que viajamos a maior parte do tempo de carona. É bom só ver com antecedência os dias que os ônibus saem, porque nesta região o transporte público é meio escasso.
  9. Legal!! Perito Moreno vai depender de meu orçamento, já que pra fazer o rafting em Futa vou ter que gastar uma graninha. Vocês sabem se tem ônibus na linha El Chaltén -> Esquel? Ou terei que pegar em El Calafate? Obrigado pelas dicas. Saudações!! O Perito Moreno, se você não quiser caminhar pelos glaciares, não sai tããão caro. Se não me engano a entrada para lá dava o equivalente a uns 30 reais. Só não saberia te dizer quanto ao transporte até lá, porque fomos de carona. Para ir a Esquel acho que precisa pegar um ônibus em El Calafate. Acredito que El Chaltén só oferece ônibus para El Calafate mesmo. O trecho entre El Calafate e El Chaltén custava 450 pesos na época que estivemos lá (deve ser o ônibus mais caro da Argentina)
  10. Olá Júdice! Pois é, para chegar em Futa teria que pegar um ônibus de Esquel para lá, ou subir a carretera austral. De El Chaltén tem uma balsa que cruza para O'Higgins, e desde aí é possível subir até Futa, mas o transporte é meio complicado por ali, e não é muito bom fazer com o tempo apertado. Tire um dia para visitar o glacial Perito Moreno, perto de El Calafate, antes de seguir para El Chaltén. Em Esquel pode tirar um dia para conhecer o parque Los Alerces (tem ônibus e excursão para lá), e no caminho para Bariloche pode dar uma parada em El Bolsón que é uma cidade muito bonita também. Entre El Chaltén e Esquel é só deserto mesmo, pode tocar direto neste trecho!
  11. Olá Wagner!! Muito obrigada pela força, e estamos na torcida que você consiga tirar seu sonho do papel e cair na estrada sem data para voltar! No que precisar de ajuda, só perguntar!
  12. Olá Ju! Muito obrigada pela força e por acompanhar nossa viagem! Quem sabe a gente não se esbarra por aí!? Quem precisar de mais informações, só perguntar!!
  13. Pois é galera, estamos a 11 meses mochilando e neste tempo conseguimos 116 ajudas na estrada.. Vamos contar um pouquinho do que aprendemos e algumas dicas Nossa primeira carona, na Argentina Segurança Essa é a principal pergunta que nos fazem: “Não é perigoso viajar de carona?”. Tem seus perigos, como tudo na vida, mas nos arriscamos a dizer que é um dos meios mais seguros de se viajar. Quase todos os dias escutamos histórias de turistas que foram roubados na rodoviária ou de ôbinus que foram assaltados na estrada, mas pouco se escuta sobre gente que tenha sido roubada pedindo carona. Pense bem: se alguém quiser roubar um turista, por que iria até a estrada procurar mochileiros que estão pedindo carona, sendo que estes geralmente têm pouco dinheiro? Não é mais fácil procurar em pontos turísticos? A única coisa que recomendamos é evitar pedir carona em cidades pequenas, onde o começo da estrada geralmente coincide com a periferia. Aí sim você pode ser uma presa fácil. Neste caso, o recomendável é pegar um ônibus para a cidade pequena mais próxima, e de lá começar a usar o polegar. Mas alguém ainda leva? Sim. No começo, só pedíamos carona para caminhões, porque nos disseram que somente caminhoneiros levavam. Com o tempo, vimos que não é assim: qualquer veículo está disposto a levar. Não existe idade para dar carona! Já conseguimos caronas com caminhões, carros, vans, caminhonetes, carro dos correios, polícia… e também escutamos histórias de quem já foi com trator, ambulância, ônibus escolar, etc. Além disso, não há idade, sexo ou situação financeira mais solidária: já pegamos carona com gente rica, gente pobre, homens, mulheres, jovens e velhos. Portanto, se está vindo um veículo, não tenha medo de levantar o polegar. Por que as pessoas param? Muitas pessoas param por solidariedade, outras porque já viajaram assim ou tem filhos que viajam e outras (a maioria) porque simplesmente querem uma companhia para viajar. É muito comum alguém que está viajando sozinho por uma longa distância parar somente para ter alguém com quem conversar. Isso evita que durmam no volante ou que a viagem seja muito cansativa. Por isso, quando ganhar uma carona, seja simpático com a pessoa. Aceitar uma carona e ir dormindo não é legal!! Uma van que veio desde o Canadá, cheia de coisas dentro e os meninos toparam nos levar E como fazer para pedir carona? Ainda usamos a velha tática de ir para a estrada e levantar o polegar, e funciona bem. Outra dica é sorrir e fazer contato visual. Não seja uma estátua ao lado da estrada, e sim tente fazer contato com o motorista. Alguns ignoram, alguns inventam alguma desculpa, e alguns param. Se uma pessoa não te levar (seja lá qual for o motivo), não vá xingar ou jogar uma pedra no carro dela. Pelo contrário: sorria e acene um cumprimento. É bem possível que você volte a cruzar com esta pessoa, e que, desta próxima vez, ela esteja disposta a te levar! Outra dica legal é deixar as mochilas a vista, assim mostra que vocês são mochileiros. Muitas pessoas sonham em fazer uma viagem deste tipo mas tem medo ou não podem por outros motivos. Ao verem você ali, vão querer fazer parte do seu sonho! Se tiver muitas mochilas ou tranqueiras, deixe tudo organizado. Se deixar bagunçado, vai parecer que tem mais coisas do que realmente tem, e as pessoas podem não parar achando que não vai caber tudo no carro. Também procure estar bem arrumado, dentro do possível. As pessoas gostam te ver como um aventureiro. Devo fazer um cartaz com o destino? Nós não costumamos usar. Isso pode ser bom porque você vai meio que garantir que quem parar vai para onde você quer, mas pode perder uma carona até uma próxima cidade no meio do caminho. Por exemplo, vamos supor que você está em A e quer ir até C, mas no meio do caminho há uma cidade B. Se você conseguir chegar em B, vai aumentar as suas chances de chegar em C, pois vai adicionar ao seu conjunto de possíveis caronas os veículos que se deslocam de B a C. O cartaz pode ser legal se você estiver indo para um aeroporto fora da cidade, por exemplo. Se ficar na estrada sem cartaz, as pessoas que vão para o aeroporto não vão parar porque vão pensar que você quer ir para a cidade seguinte. Com o cartaz, você resolve este problema. E onde pedir carona? De preferência fora da cidade, onde começa a estrada, e em algum lugar que os veículos passem devagar. Pode ser depois de uma curva, na saída de uma rotatória, depois de um cruzamento ou logo depois da polícia rodoviária. É bem pouco provável que um veículo que vem em uma reta a 100km/h vá parar. Outra coisa importante é que o lugar onde você está tenha espaço suficiente para um veículo parar (de preferência que caiba um caminhão). Também é importante que a pessoa te veja de uma distância relativamente longa. Assim, eles vão ter tempo de pensar se vão parar ou não. Ninguém para por impulso. Posso pedir carona na polícia rodoviária? Sim, e deve. Este é, sem dúvidas, o melhor lugar para conseguir carona. Além dos veículos passarem por lá devagar, estar perto da polícia diminui a desconfiança do motorista. Lembre-se de pedir autorização para a polícia antes de pedir carona. Na Argentina, é comum eles pedirem para conferir seus documentos (para segurança tanto sua quanto do motorista). Em alguns lugares, a polícia até te ajuda a conseguir a carona. Me ofereceram para levar uns 10km para frente. Devo aceitar? Depende. É muito comum alguém se oferecer para te levar até a polícia rodoviária ou até uma rotatória na saída da cidade. Neste caso, vale a pena aceitar. Se você já estiver em um lugar bom e a pessoa se oferecer para te levar uns 10km para a frente, não adianta muito. Apesar de você estar mais próximo do seu destino, os veículos que poderão te levar a partir daí são os mesmos que passarão onde você estava antes, porém provavelmente com uma velocidade bem maior. Quanto tempo demora para conseguir uma carona? Isso depende. Na maioria das vezes conseguimos carona em menos de 1h. Muitas vezes, não foi preciso esperar nem 5 minutos e já parou um carro. Em outros lugares, porém, já precisamos esperar mais de 5h por uma carona. Uma vez, para descer de Governador Gregores para El Chaltén (Argentina), esperamos um dia inteiro e nada. No dia seguinte, voltamos para a estrada e conseguimos carona em menos de 20 minutos. É possível cruzar fronteiras de carona? Sim. Esse era um dos mitos que escutávamos: ninguém leva até a fronteira. Mas nós já cruzamos 4 vezes a fronteira Argentina x Chile de carona. Realmente é um pouco mais difícil do que o normal, já que muitos motoristas tem medo de te levar e você estar ilegal ou portando drogas, por exemplo, mas tem gente que leva. Neste caso, eles vão te levar até a fronteira, lá você desce com as tuas mochilas e atravessa caminhando. Do outro lado, vocês se encontram novamente. Nestas situações, uma boa dica é pedir para ir até a fronteira (aqui um cartaz escrito “fronteira” pode ajudar) ou até a cidade mais próxima da fronteira. No caminho, pode ir ganhando a confiança do motorista para que ele te leve além. Uma argentina super gente boa que nos levou e ainda levou um Frances que estava com a gente Qual o melhor horário para pedir carona? Os melhores horários são pela manhã (das 9h ao meio-dia) e pela tarde (a partir das 15h). Se tiver pressa ou for para um lugar muito distante, o ideal é sair o mais cedo possível. Preciso ajudar com a gasolina? Não. Nenhuma das pessoas que parou para nos dar carona fez isso com o intuito de cobrar alguma coisa. Pelo contrário: muitas nos presentearam com comida ou fizeram questão de pagar nosso almoço. E se ficar tarde e eu tiver na estrada? Isso pode acontecer. Quando for pedir carona, lembre-se de levar uma garrafa grande de água e comida. Se começar a ficar tarde, você pode voltar para a cidade ou acampar por ali mesmo, caso tenha barraca. Nós já acampamos 4 vezes na beira da estrada. Se aceitar uma carona para algum ponto no meio da estrada, prepare-se para a possibilidade de passar a noite por lá! Outra dica importante é: se for aceitar uma carona para um cruzamento no meio da estrada, certifique-se de que ali perto há um posto de gasolina, uma fazenda ou algum rio com água potável. Você pode sobreviver alguns dias sem comer nada, mas sem água não dá. Legal. Mas vocês são um casal, e eu sou um homem sozinho. Ninguém vai me levar. Bobagem. Existem várias combinações que pedem carona, e cada uma tem suas vantagens e desvantagens: -Mulher sozinha: pode parecer o melhor dos cenários, pois não apresenta perigo e ainda pode parecer mais agradável a homens solteiros que viajam (o que pode vir a ser um inconveniente, mas dificilmente o cara vai passar dos limites), mas apresentam uma grande desvantagem: um casal com a mulher ciumenta pode se recusar a levá-la, ou um homem casado viajando sozinho pode ficar com medo de que alguém o veja com outra mulher no carro e espalhe algum boato… -Casal: depois da mulher sozinha, é a combinação que aparenta menos perigo. Não vai ter problemas com casais ou homens casados viajando sozinho, mas tem a desvantagem ser duas pessoas (e provavelmente carregar o dobro de bagagens), assim não vão caber em qualquer veículo. -Homem sozinho: algumas pessoas vão ficar com medo de levar, mas não terão problemas com homens casados e podem viajar em veículos parcialmente cheios. Duas mulheres: apresentam as mesmas vantagens e desvantagens da mulher sozinha, com a desvantagem de serem duas pessoas e ocuparem mais espaço. -Dois homens: provavelmente a pior combinação de todas, mas nem por isso é impossível viajar assim. Conhecemos vários amigos que viajam juntos de carona por aí. Se ficar muito complicado em algum lugar, o ideal é que se separem e marquem um ponto de encontro mais para a frente. Tenho dias de férias contados. Vale a pena viajar de carona nesse caso? Aí realmente é mais complicado. Em geral, conseguimos carona rápido, e os veículos se deslocam mais rápidos que os ônibus, mas isso não é uma regra. Além disso, é difícil planejar o dia, pois não sabemos a que horas vamos chegar ao destino e nem a que horas vamos sair. E por que viajar de carona? Além da razão óbvia da economia, exitem vários outros motivos para se viajar assim. Conhecer o país: ao entrar em um veículo novo, você não vai lidar com uma pessoa ligada ao turismo, mas sim com um morador local, com costumes bem definidos daquele país. Ele vai saber te indicar lugares para visitar que não estão no Lonely Planet, vai compartilhar um pouco do seu dia-a-dia e de sua cultura. Acredite, você tem muito o que aprender com essas pessoas! Fazer novos amigos: acredite, muitas das pessoas que nos deram carona viraram nossos amigos de verdade. Alguns até nos convidaram a ficar em suas casas (convites estes que sempre aceitamos!). Além de nos darem carona, ainda nos convidaram para participar do mais típico jantar argentino e depois ainda nos convidaram para passar uma semana com eles Flexibilidade: existem alguns lugares que os ônibus públicos não chegam. Você só pode ir com seu veículo particular ou se contratar alguma excursão (que nem sempre está disponível). Pedindo carona, se há uma estrada, você chega lá! Passar o tempo: viajar longas distâncias pode ser cansativo, principalmente se você estiver viajando sozinho. Pegar uma carona é uma ótima maneira de ter uma companhia para conversar e encurtar um pouco o deslocamento. Isso é bom para os dois lados! Tempo: você pode, sim, ganhar tempo viajando de carona. Quando precisamos descer a Carretera Austral, em alguns trechos só havia ônibus às terças, quintas e sábados. Quando precisávamos viajar no domingo, não tínhamos nenhum problema: era só ir para a estrada e levantar o polegar. Liberdade: você não se sente preso aos horários dos ônibus, e também não precisa se preocupar onde vai estacionar o seu polegar quando chegar em algum lugar. Qualquer duvida galera, só perguntar... :'>
  14. Durante esta nossa viagem, nosso mochilao de volta ao mundo passamos 29 dias na Bolívia, mas temos certeza que voltaremos a visitá-lo. A tanto para se ver que 1 mês é pouco! Árvore de Pedra no Deserto de Siloli Lugares e experiências que vivemos: - Cruzamos a imensidão do Salar do Uyuni http://mundosemfim.com/salar-do-uyuni-tudo-o-que-voce-precisa-saber-para-fazer-um-dos-tours-mais-impressionantes-da-america-do-sul/ - Visitamos as minas de Potosí, que tinham tanta prata no passado que tornaram esta a cidade mais rica do mundo http://mundosemfim.com/visitando-as-minas-de-potosi-conheca-o-dia-a-dia-duro-dos-mineiros-bolivianos/ - Assisttimos às violentas lutas no Festival de Tinku, um ritual com origens pré-colombianas http://mundosemfim.com/festival-de-tinku-bolivia-a-verdade-sobre-um-dos-festivais-mais-brutais-do-mundo/ - Caminhamos pelo Fuerte de Samaipata, sítio arqueologico inca tombado como Patrimônio da UNESCO http://mundosemfim.com/fuerte-de-samaipata-conheca-as-reliquias-da-cultura-pre-inca-na-bolivia/ - Conhecemos belíssima Sucre, cidade onde foi firmada a independência da Bolívia - Vivenciamos o dia-a-dia na caótica La Paz, a capital mais alta do mundo. - Navegamos até a Isla del Sol pelo surpreendente Titicaca, o lago navegável mais alto do mundo http://mundosemfim.com/conhecendo-a-isla-del-sol-passeio-belissimo-pelo-titicaca/ Aqui está nosso roteiro: Aqui estão os números de nossa viagem pela Bolívia: -29 dias -2429,27 reais gastos (+ 250 dólares do tour para cruzar do Atacama até o Uyuni.) - Valores para o casal -apenas 1 carona Crianças brincando com pombos em La Paz Preços A Bolívia é, provavelmente, o país mais barato da América do Sul. Isso não quer dizer, necessariamente, que você vai gastar pouco por aqui. De fato, foi o país onde a nossa média diária foi mais alta até agora (depois do Uruguai). O grande problema é que, aqui, tudo é pago: banheiro, rodoviária, museu, reserva ecológica, entrada para ver ruína, etc. Sucre, a “cidade branca”, considerada a cidade mais bonita da Bolívia Vamos contar como são os gastos: Hospedagens: Há para todos os bolsos. Para quem está economizando ao máximo, um hostel costuma sair por algo entre 20 e 30 bolivianos por pessoa. Um casal consegue um quarto privado por algo entre 30 e 60 bolivianos tranquilamente (praticamente o mesmo preço que se ficassem os dois em um quarto com camas compartilhadas). Em regiões mais baratas, é possível conseguir hospedagem de até 10 bolivianos por pessoa. Nas regiões de selva, há campings, que podem custar desde 5 bolivianos por barraca até 20 bolivianos por pessoa. Mercado: frutas, verduras, legumes e grãos costumam ser bem baratos. Roupas nacionais e artesanatos também são bem econômicos. Produtos industrializados, como pasta de dente, protetor solar, sabonete, etc geralmente são bem caros. Vale a pena comprar essas coisas em outro país. Transporte: Os ônibus na Bolívia são baratos, e há de diversas qualidades. Em uma viagem de 12h, por exemplo, a passagem fica entre 30 bolivianos (ônibus velho) e 60 bolivianos (leito). Aqui estão os gastos que tivemos nos nossos deslocamentos: -Uyuni – Potosí: 30 bolivianos por uma viagem de 6h. Chorando conseguimos por 20 (ônibus velho). -Potosí-Macha: 20 bolivianos para 6 horas de viagem (sem negociação). Ônibus velho. -Macha-Sucre: 30 bolivianos para 6 horas de viagem (sem negociação). Ônibus velho. -Sucre-Samaipata: 50 bolivianos para 11h de viagem. Chorando conseguimos fazer os dois por 50 (ônibus velho). -Samaipata-Santa Cruz: 20 bolivianos para 4h de viagem (sem negociação). -Santa Cruz – Cochabamba: 40 bolivianos para 11h de viagem. Chorando conseguimos por 35. Ônibus semi-leito. -Cochabamba-La Paz: 30 bolivianos para 6h de viagem (sem negociação). Ônibus leito de luxo. -La Paz – Copacabana: 20 bolivianos para viagem de 5h. Chorando conseguimos por 18. No meio do caminho tem que pagar mais 2 bolivianos para cruzar uma parte do lago. -Copacabana – Puno (Peru): 30 bolivianos para uma viagem de 3h (sem negociação). Ônibus ok. Uma passagem interna na cidade custa entre 1 e 2 bolivianos, dependendo da cidade. Um táxi em La Paz vai cobrar entre 5 e 15 bolivianos. Restaurantes: Comer na Bolívia é barato. Inclusive, em algumas situações um restaurante pode sair mais barato que comprar comida para fazer em casa. Os mais econômicos saem entre 10 e 15 bolivianos. Em cidades como La Paz e Potosí, por exemplo, é possível encontrar pratos por apenas 7 bolivianos. Se quiser comer em um lugar for gringos, vai pagar algo como 50 bolivianos por pessoa. Comendo no mercado de Sucre por 9 bolivianos Passeios: Praticamente todos os passeios na Bolívia são pagos. Uma entrada a um museu fica ente 5 e 30 bolivianos. Para entrar em um sítio arqueológico, espere pagar entre 20 e 80 bolivianos, dependendo da magnitude do lugar. Como o transporte público na Bolívia não é dos mais eficientes, alguns lugares só são acessíveis com excursões ou pegando um táxi. Bebidas: A cerveja não é das mais baratas aqui: uma garrafa de 600ml da mais barata custa algo entre 15 e 20 bolivianos. Destilados custam um pouco mais caro que no Brasil. Outros gastos: Todos os banheiros públicos são pagos, e custam entre 50 centavos e 2 bolivianos. Se for pegar um ônibus em um terminal, é preciso pagar separado a taxa de embarque, que custa de 1 a 4 bolivianos, dependendo do terminal. -Uma garrafa de 2 litros de água custa de 5 a 7 bolivianos. -Um pão custa entre 30 e 50 centavos. Câmbio Nas cidades grandes, é possível trocar praticamente qualquer dinheiro. Se levar reais, espere perder algo em torno de 10% na conversão. Dólares e Euros são os mais aceitos: geralmente pagam muito perto da cotação oficial em qualquer lugar. Teleféricos em La Paz – transporte de primeiro mundo. Polícia Escutamos várias reclamações sobre a polícia ser corrupta na Bolívia, principalmente a rodoviária e a da imigração. De nossa parte, não podemos reclamar de nada: a imigração na Bolívia (tanto de entrada quanto de saída) foi a mais tranquila até agora, e em nenhum momento fomos abordados por nenhum policial durante nossa estadia. Aos que pedimos informações, todos foram bem simpáticos e atenciosos. Pachamama Você vai ouvir muito este termo. É como os povos antigos chamavam a “mãe-terra”. É comum um boliviano jogar um pouco de sua bebida no chão como oferenda à Pachamama. Bebidas Quem passa pela Bolívia deve experimentar: Cocoroco: Esta é, provavelmente, a bebida alcoolica mais forte do mundo: teor de 96°! Tomar uma tampinha já é suficiente para queimar até a alma. É barato e vende com o rótulo de “alcool potable”. Geralmente se toma isso misturado com alguma coisa durante os rituais, ou é servido como oferenda à Pachamama. Uma garrafa de Cocoroco, possivelmente a bebida mais forte do mundo Chicha: é uma bebida azeda, feita de milho, que não conseguimos entender se é alcoolica ou não. Diz a lenda que o milho é mascado e cospido, e a fermentação acontece por conta da saliva. Melhor não pensar muito nisso… A chicha é muito consumida durante festivais, mas pode ser encontrado a venda em qualquer cidade. Herbido: Bebida vendida pelas ruas de qualquer cidade. Pelo que entendemos, é uma água fervida com alguma fruta (geralmente pêssego ou abacaxi). É comum colocarem a fruta dentro do copo antes de servir. Chá de coca: Chá feito com as folhas de coca. Apesar de ter a mesma origem, tomar o chá não tem nada a ver com cheirar cocaína: seria preciso comer 1kg de folhas de coca para sentir o efeito de chegar 1g da droga. O chá de coca é muito apreciado na região andina, e ajuda a amenizar os efeitos da altitude. Se quiser fazer o chá, basta jogar algumas folhas de coca (estas se compram em qualquer lugar) em um copo com água fervendo e adicionar açúcar. Água Não é recomendado tomar água da torneira em nenhum lugar na Bolívia, a menos que tenha como fervê-la. Mesmo na natureza e nos parques nacionais, só é recomendável tomar água dos rios de tiver uma pastilha purificadora. Rede elétrica A maioria das tomadas são de dois furos redondos, iguais as do Brasil. Não vimos nenhuma tomada de 3 pinos por lá. A rede elétrica, no geral, é de 220V e 50Hz. Carona É possível viajar a Bolívia inteira de carona, mas não é muito fácil. O problema é que poucos bolivianos possuem carros, e com isso as estradas são pouco movimentadas. Os caminhoneiros costumam usar seus caminhões como uma forma de transporte público informal: eles param, mas provavelmente vão cobrar. Convém aclarar isso antes de entrar no veículo. Outra complicação para viajar de carona é que as estradas não são muito boas. Alguns lugares, se tarda 10h para andar apenas 300km. Nestes casos, pode ser mais interessante comprar uma passagem de ônibus noturno e ir dormindo do que correr o risco de levar uns 2 ou 3 dias para andar este mesmo percurso de carona. Para curtas distâncias, a carona pode ser uma boa maneira para economizar uma graninha com o táxi: os carros particulares não terão problemas em te levar se sobrar espaço no carro. Estas pequenas vans são os “ônibus” de La Paz O povo O povo boliviano, no geral, é um povo honrado e trabalhador. Alguns podem parecer fechados à primeira vista, mas quando ganham confiança são bem calorosos. Apesar das muitas recomendações que dão aos que vão à Bolívia, não achamos o boliviano nem um pouco malandro (apesar de um ou outro tentar subir o preço dos produtos para os extrangeiros). O que pode acontecer, principalmente em povos muito pequenos e tradicionais, é que alguns tenham certa aversão a gringos. Embora seja a minoria, às vezes acontece de você chegar a um estabelecimento e não ser bem atendido (a fisionomia deles é bem característica, e se nota de longe quem é extrangeiro). Este gelo geralmente se quebra, porém, quando você menciona que é brasileiro – aí eles se tornam muito mais simpáticos e receptivos, e podem até te convidar a ir tomar uma cerveja. Bolivianos com suas roupas típicas para o Tinku De fato, tivemos a impressão que o Brasil é considerado um país exemplo para eles. Muitas pessoas com as quais conversamos se orgulhavam te ter parentes trabalhando em São Paulo. Mesmo nas propagandas na televisão, quando querem dizer que um produto é de boa qualidade, enfatizam que o produto tem “calidad brasileña”. Por fim, a maioria na Bolívia é de etnia indígena, e você vai se encantar em como suas raízes foram mantidas. Para nós, tudo é impressionante, desde as vestimentas até a forma de carregarem os bebês (enrolados nas costas das mães). Drogas Apesar de o país ser famoso produtor de maconha e cocaína, e de ser relativamente fácil encontrar estas drogas para comprar, seu porte ou consumo é punido com severidade, não importa se você é extrangeiro ou não. Além disso, a sociedade é bastante conservadora com este tema. Melhor não arriscar. Comida A base da comida boliviana é muito parecida com a brasileira: arroz, salada e carne (que pode ser de vaca, porco ou frango). Em regiões próxima a lagos, a truta e outros pescados é bastante comum também. Geralmente é servida uma sopa antes do prato principal. Se pedir sem a sopa, é capaz de conseguir um desconto de 1 ou 2 bolivianos. Outros pratos comuns são o “pique-macho” (uma mescla de legumes e salsichas, podendo ter também carne moída) e o “pollo broaster”, um frango assado que vem geralmente acompanhado por batatas-fritas. A comida no país é muito barata, tanto nos mercados quanto nos restaurantes. Idioma A Bolívia possui mais de 30 idiomas oficiais, sendo os principais: o espanhol, o quechua, o guarani e o aymara. De forma geral, o espanhol falado pelos bolivianos é fácil de entender e gostoso de escutar. O “ll” tem o mesmo som do nosso “lh” e o “y” tem som de “i”. Alguns bolivianos podem ter dificuldades com o “rr”, e o som acaba saindo parecido ao “z”. Assim, a palavra carretera (estrada), por exemplo, pode soar como “cazetera”. Nos povoados mais tradicionais, onde a língua principal não é o espanhol, a comunicação pode ser um pouco mais difícil. Embora não tenhamos conhecido nenhum boliviano que não falasse castelhano, alguns tinham bastante dificuldade com o idioma, e mesclavam palavras de seu idioma tradicional durante a conversa. Criança boliviana comendo cana em Macha Segurança Apesar dos muitos alertas que nos passaram, não achamos a Bolívia nem um pouco insegura. Muito pelo contrário: mesmo em La Paz, considerada pelos guias de viagem como uma cidade muito perigosa, víamos gringos caminhando tranquilamente com suas câmeras caríssimas penduradas no pescoço (imaginamos o que aconteceria se andassem assim por São Paulo). Isso não quer dizer que não se deva ter cautela, mas também não precisa ser paranoico. Basta tomar os mesmos cuidados que se toma no Brasil Imigração Muito se fala da corrupção nos postos de imigração bolivianos, mas não tivemos o menor problema nem para entrar nem para sair do país. Muito pelo contrário: a imigração boliviana foi a mais tranquila de todas até agora. Algumas fronteiras podem cobrar uma taxa (tanto de entrada quanto de saída). Apesar de estas taxas não serem oficiais, não adianta muito reclamar. O ideal é evitar cruzar por aí. Convém perguntar na empresa de ônibus que for fazer o trajeto se há cobrança ou não. Postos com grande fluxo de turistas, como o do Titicaca ou o com Corumbá, não costumam causar problemas. Pequeno posto de imigração com o Chile na região do Salar do Uyuni Outra coisa é importante mencionar: apesar de nós, do Mercosul, termos direito a 90 dias no país, é comum o oficial de imigração te dar um visto de apenas 30 dias. Se quiser ficar mais tempo, avise antes que carimbem seu passaporte. Caso tenha entrado com apenas 30 dias e depois queira ficar mais, é possível fazer a extensão do visto gratuitamente nas cidades grandes do país. Brasileiros podem entrar e sair do país portando somente a identidade, desde que esta esteja em bom estado e tenha sido emitida há menos de 10 anos. Altitude Grande parte do país está a uma altitude muito elevada, com algumas cidades superiores a 4000 metros acima do nível do mar. O país detém vários recordes: capital mais alta do mundo, estação de esqui mais alta do mundo, lago navegável mais alto do mundo, etc. Assim que chegar no país, é comum começar a sentir os mals da altitude elevada, como dor de cabeça, enjoo e náuseas. Tomar chá de coca pode ajudar, mas é bem possível que você passe mal pelos três primeiros dias. A altitude também faz você cansar mais rápido, e é bem provável que você tenha que conviver com isso a viagem inteira (estamos há quase 2 meses em terras altas, e ainda nos cansamos com facilidade). Isso explica um pouco o desempenho medíocre dos jogadores brasileiros quando vão jogar uma partida na Bolívia. Por isso, evite se esforçar demais: se tiver que subir uma montanha, mantenha um ritmo mais lento do que está acostumado, tome bastante água e faça paradas regulares. ]Piriri A higiene não é o ponto forte da Bolívia, e é muito comum viajantes terem dor de barriga durante sua estadia no país, pelo menos pelos primeiros dias. Se não quiser correr o risco de ter que trocar um dia de passeio pelas montanhas por um dia no banheiro, evite consumir produtos que possam levar água da torneira, como sucos ou refrescos. As frutas e verduras comercializadas no país costumam ser orgânicas e levar pouca ou nenhuma toxina. Apesar de mais saudáveis e saborosas, é possível que contenham microorganismos ou bactérias. É uma boa ideia esterelizá-las com hidrosteril, cloro ou algum outro produto similar antes de consumi-las. Tecidos à venda na Feira de Tarabuco O que mais você precisa saber -Os teminais de ônibus cobram uma taxa de embarque. Lembre-se de pagá-la para não ter que ficar na correria na hora que o ônibus for sair. -Guarde qualquer recibo que te entregarem: seja a passagem de ônibus, a entrada em um parque, comprovante do pagamento da taxa de embarque, etc. Não importa se alguém já o verificou, é bem possível que peçam para verificá-lo novamente mais tarde. -Sempre que contratar um tour nas agências, pergunte sobre possíveis custos adicionais. É muito comum venderem o passeio sem mencionar que você precisará pagar as entradas a parte. -Na Bolívia, tudo é negociável: o preço do hotel, da passagem de ônibus, da comida, do artesanato, do tour, etc. -Sempre chore um desconto, principalmente se estiver viajando em grupo. -Se estiver viajando sozinho, procure se juntar com outros viajantes na hora de fechar um passeio ou comprar uma passagem: é mais fácil conseguir um desconto se chegar de galera e fecharem todos no mesmo lugar. -Evite trocar dinheiro na rua. O problema de notas falsas não chega a ser crônico na Bolívia, mas pode acontecer. -Se estiver viajando em casal, um quarto matrimonial privado pode ser mais barato do que duas camas em um quarto compartilhado no hostel. Fique atento. -Os terminais rodoviários na Bolívia costumam manejar a bagagem da mesma forma que nos aeroportos: você “despacha” a mochila grande pela própria agência. Se preferir levar sua própria mochila até o ônibus, não há problema. Só peça na agência que te entreguem o ticket para prender na mochila (já aconteceu de chegarmos ao ônibus e termos que voltar para pegar este ticket). -Se conseguir uma passagem de ônibus muito mais barata que as outras, saiba que a qualidade do serviço vai ser proporcional ao preço. Eles provavelmente vão te mostrar a foto de um ônibus de luxo na hora da compra da passagem, mas não se iluda. -Ande sempre com papel higiênico. Os banheiros públicos (mesmo sendo pagos) não oferecem. Os hotéis, a menos que sejam de luxo, não costumam ter papel higiênico também. -Se estiver viajando com a identidade, é provável que tenha que tirar uma cópia do seu cartão de entrada no momento da saída do país. Esta cópia pode custar até 1 boliviano. Guarde pelo menos uma moeda para quando for fazer a imigração de saída. -Apesar de não ser comum, estudantes extrangeiros podem ter descontos em algumas entradas. Se for estudante, leve sua carteirinha na viagem. -Se for visitar a região da selva, certifique-se de estar em dia com a vacina da febre amarela. -Em quase todas as cidades grandes, as imediações da rodoviária costuma ser uma zona mais perigosa. Não se iluda com os preços baixos dos hotéis nestas regiões. -Se for para a Bolívia, prepare-se para ficar desconectado: o wi-fi costuma ser péssimo em qualquer lugar. -Os táxis não tem taxímetro. Negocie o valor da viagem antes de subir ao veículo. -Tudo é motivo para festa na Bolívia. Antes de viajar, verifique se haverá algum festival no país durante sua estadia, e tente participar se tiver a oportunidade. -Os ônibus mais bataros não têm banheiro. Se ficar apertado no meio da estrada, grite “banho!” para o motorista parar. -Nos povos pequenos, os bolivianos costumam deixar e até gostam que você tire fotos deles. Nos lugares mais turísticos, é provável que te deixem tirar uma foto em troca de alguma gorjeta. Convém pedir autorização antes de fotografar alguém. Por-do-sol no lago Titicaca, em Copacabana :'> Para mais relatos de lugares bacanas e acompanhar nosso mochilao de volta ao mundo, curtam nossa página no face: http://www.facebook.com/mundosemfimoficial Estamos tentando passar pra cá os relatos e contribuir mais com vcs, mas as vezes falta tempo
  15. Se tivéssemos que listar os lugares mais impressionantes que já vimos até agora (não apenas nesta viagem, mas em toda a nossa vida), com certeza o Salar do Uyuni estaria entre os top 5. Só de observar um imenso deserto que possui chão de sal em vez de areia já vale todo o investimento para chegar até lá, mas lagoas coloridas cheias de flamingos, incríveis formações de pedras e gêiseres impressionantes são o complemento para que o passeio seja inesquecível. O Salar do Uyuni é um ótimo lugar para brincar com a perspectiva nas fotos. Outra coisa muito legal é que, apesar de centenas de turistas cruzarem o salar todos os dias, tudo é mantido pela comunidade local. O governo pouco interviu na região, e grandes empresas de turismo, redes hoteleiras ou restaurantes famosos ainda estão de fora da jogada. Desta forma, além da beleza natural da região, você ainda entra em contato com a cultura milenar andina, que vem resistindo bravamente aos avanços ocidentais. Está mochilando pela Bolívia ou de férias no Atacama? Não importa, este é um dos passeios obrigatórios para você fazer. Como chegar O acesso à região é difícil: não é por acaso que pela região se realiza o Dakar, um dos rallies mais famosos do mundo. Só é recomendável ir por conta própria quem tiver um 4×4 bom e bastante experiência em trilhas. A melhor maneira de desfrutar da região é contratando uma excursão, que pode sair tanto de Uyuni (Bolívia) quanto de San Pedro de Atacama (Chile). Os preços saindo da Bolívia são um pouco mais baratos, mas nada que compense, para quem está em San Pedro, ir até a Bolívia de ônibus para contratar o tour por lá. Tours Quase todos os tours são feitos em caminhonetes Toyota Landcruiser, e levam até 6 pessoas por carro. A estrada é bem complicada, e acidentes, tanto por inexperiência quanto por imprudência dos guias podem acontecer. Por isso, é bom contratar uma boa agência para fazer o passeio. Os passeios, tanto saindo de Uyuni quanto saindo de San Pedro, podem durar 3 ou 4 dias. Os de 3 dias cruzam de um país a outro, e os de 4 dias voltam ao ponto de partida (considere o 4° dia somente para voltar tudo até a origem). Para quem vem por Uyuni, ainda há a opção de contratar um passeio de 1 dia que leva somente ao Salar. Escolher uma boa agência é muito importante para a sua segurança Nós fizemos o passeio de 3 dias, cruzando de San Pedro de Atacama até Uyuni. Ignoramos todos os alertas para não tentar economizar (nao recomendamos isso, fizemos para economizar) e fomos com a Travel Lithium, agência mais barata que encontramos. E não poderia ter sido melhor: os guias simpáticos e experientes, as excelentes refeições e os bons hotéis (dentro do possível) onde ficamos fizeram o tour ser nota 10. O fato dos guias serem donos dos carros nos passou muita segurança, pois desta forma nenhum abusou da sorte nas estradas. Quem vier do Uyuni pode contratar a Expediciones Sajama, que é a parceira da Lithium lá. Link do site da Lithium - http://www.travel-lithium.com/ Link do site da Sajama - https://www.facebook.com/Expediciones-Sajama-453100721520420/info?fref=ps_result (P.s.: não fomos patrocinados nem nada para fazer este tour. Simplesmente vivemos a dificuldade que foi para escolher entre mais de 80 agências um tour decente, e decidimos facilitar a vida para quem for para lá. Empresas com nomes já consolidados vendem este mesmo tour por preços mais elevados, e às vezes com qualidade inferior). Preços Saindo de San Pedro: os preços variam de 105 a 125 mil pesos chilenos para o tour de 3 dias, e ficam em torno de 130 a 150 mil para o de 4 dias, com todas as refeições incluídas. Se chegar no fim do dia e der sorte de pegar as últimas vagas do carro, é possível barganhar e conseguir por uns 100 mil, mas corre o risco de ficar sem o passeio. Saindo de Uyuni: os preços ficam em torno de 800 bolivianos para o de 3 dias e 1000 bolivianos para o de 4 dias. Assim como em San Pedro, na Bolívia também tudo é negociável. Além do passeio do tour, tem que pagar: *150 bolivianos para entrar na reserva (guarde o ticket, pois vão te pedir novamente ao longo do caminho) *30 bolivianos para ingressar na Isla del Pescado (opcional, mas vale a pena) *6 bolivianos para se banhar na piscina termal (opcional) *10 bolivianos para tomar banho de água quente no hotel do segundo dia (no primeiro dia, o banho é na piscina termal) *Se quiser tomar uma cerveja no caminho, espere pagar uns 15 a 20 bolivianos na garrafa. Banheiros custam em torno de 5 bolivianos, mas você pode ir na natureza mesmo que é grátis. Levar uns 250 bolivianos que já é suficiente, inclusive para comprar algumas lembrancinhas. Outra dica importante: a cotação do peso boliviano em San Pedro é péssima (tanto para compra quanto para venda). Mesmo que vá com a intenção de ficar na Bolívia, troque somente o mínimo necessário em San Pedro, e deixe para sacar/trocar o restante em Uyuni. O que levar Muita roupa de frio, água (uns 2 litros por pessoa/dia), protetor solar e labial, toalha e traje de banho (para a piscina termal). Levamos algumas bolachas para beliscar no caminho, mas as refeições eram tão bem servidas que acabamos nem precisando. Vimos muitos blogs colocarem óculos de sol como item obrigatório no Salar, mas nem nós nem o pessoal que viajou conosco sentiu falta disso (e olha que pegamos dias bem ensolarados). Como eh o tour: Primieiro dia: A van da Lithium passou buscando o pessoal nos hotéis a partir das 7h20min da manhã. Nós fomos os primeiros, e por volta das 8h já estávamos todos na van. Nosso grupo de turistas era composto por 13 pessoas, dentre elas gente dos Estados Unidos, Holanda, Áustria, Alemanha, Espanha e mais um casal de brasileiros. Nossa primeira parada foi na fronteira chilena, onde fizemos a saída do país e aproveitamos para tomar um bom café-da-manhã. De lá, seguimos por cerca de 1h até a imigração boliviana, onde fizemos a entrada no país de forma bem tranquila. Nosso café-da-manhã antes de seguir para o tour de 3 dias Aqui, trocamos a van por Toyotas Landcruiser, e a diversão começaria de verdade! O casal de brasileiros seguiu em um tour privado, e o restante de nós seguiu em dois carros, sendo o nosso com 6 e o outro com 5 pessoas. Nossos guias foram Roger e Peter, dois bolivianos que foram essenciais para o tour ser ainda mais legal. Do outro lado da fronteira com a Bolívia, diversos veículos esperam os turistas que chegam para o tour. Organizamos as mochilas, fizemos as apresentações e era hora de cair na estrada! Laguna Blanca e Laguna Verde As duas primeiras paradas são nessas belíssimas lagoas, a poucos quilômetros da fronteira. Ambas oferecem belas vistas do deserto e das montanhas ao redor. A Laguna Blanca, primeira atração neste tour impressionante. A laguna blanca é bem transparente e as algas no fundo dão uma beleza especial ao lugar. A laguna verde, como o nome já diz, apresenta uma coloração verde impressionante. Esta cor se vê por conta dos minerais existentes na água, e se vê mais colorida em dias com vento. A belíssima Laguna Verde Deserto de Salvador Dali Lembra das pinturas de Salvador Dali? Talvez aquele deserto com relógios derretidos? Pois então, andando por este deserto, você vai se sentir dentro de um quadro do pintor catalão. Deserto de Dali. Consegue imaginar os relógios derretidos por aí? A cor avermelhada da areia, das pedras (que se formaram em consequência de erupções vulcânicas há milhões de anos atrás) e das montanhas lembram uma obra de arte. Ótima parada para tirar umas fotos e apreciar a beleza da Pachamama! Águas Termales Ótima parada para relaxar um pouco (e aproveitar para tomar um banho). Apesar de fazer frio do lado de fora, esta piscina com águas termais tem uma temperatura que chega a 40°. Nada como uma piscina termal para relaxar um pouco! Para se banhar aqui, precisa pagar 6 bolivianos (pouco mais que 3 reais). Ficamos parados aqui por meia-hora, antes de voltar para o rally. Gêisers Sol de Mañana Sim, aqui também tem gêisers! Embora não sejam tantos nem tão impressionantes quanto os Geisers el Tatio (Chile), estes também merecem a visita. Já passávamos do meio-dia, e eles seguiam soltando bastante fumaça. O cheiro de ovo podre é consequência do enxofre expelido com a fumaça. Caminhe com cuidado, pois a temperatura dentro dos orifícios pode chegar a 100°! A fumaça é incrível, mas fede um monte! Laguna Colorada Última parada do dia. Esta lagoa impressionante tem cor vermelha, consequência de micro-organismos e algas avermelhadas da lagoa. Aqui, se faz uma pequena caminhada para avistar uma infinidade de flamingos rosados. Nosso hotel ficava ao lado desta lagoa, onde jantamos e dormimos em um quarto compartilhado entre as pessoas do nosso carro. A altitude aqui chega perto de 4200m, e algumas pessoas podem ter dificuldades para dormir (a Michele, por exemplo, passou quase toda a noite acordada). O quarto eh super quentinho e ninguem passou frio... Nem foi preciso o uso de sacos de dormir Segundo dia Começamos o dia às 7h da manhã, tomamos um bom café-da-manhã e seguimos nosso caminho pelo deserto. Árvore de Pedra e Deserto de Siloli Esta foi, talvez, uma das paradas mais interessantes antes de chegar ao Salar do Uyuni. A famosa Árvore de Pedra é uma rocha vulcânica que possui a base fina e o topo mais largo (muito similar a uma árvore). Ela foi esculpida ao longo dos anos pelos fortes ventos que cortam o deserto. Árvore de Pedra no Deserto de Siloli Além da Árvore de Pedra, várias rochas por ali parecem uma cidade dos Flintstones. Você vai se divertir bastante caminhando e escalando cada uma destas pedras. Vulcão Ollague e muitas lagoas A partir do Deserto de Siloli, seguimos por belas paisagens, lagoas com vários flamingos e passamos ao lado do vulcão Ollague, um vulcão ativo de onde é possível ver a fumaça saindo do topo. Vulcão Ollague cuspindo fumaça Mucuvinha com os flamingos Hotel de Sal Terminamos o dia em um hotel feito, em grande parte, de pedras de sal provenientes do salar. Neste hotel, já ficamos em um quarto privado (os quartos são para 2 ou 3 pessoas), e dormimos em camas também feitas de sal. Aqui a altitude já é bem mais baixa, e vai ser mais fácil de dormir. Hotel com paredes e tijolos feitos de sal! Aqui, por 10 bolivianos, é possível tomar um banho com água quente e os quartos podem ser compartilhados ou para o casal . Depois do banho, jantamos (com direito a vinho) e fomos dormir cedo, pois no dia seguinte acordaríamos para ver o sol nascer no salar! Terceiro dia Enfim, chegou o tão esperado dia: veríamos o impressionante Salar do Uyuni! Acordamos às 5h da manhã, arrumamos nossas coisas e, às 5h30min, já estávamos nos carros seguindo para o Salar. Nascer do sol no Salar Não demorou muito e o horizonte começou a mudar de cor. Neste ponto, paramos para observar o sol nascer. A sensação de descer do carro e pisar em puro sal é algo inesquecível. Para qualquer lado que olhávamos, víamos apenas branco. Aqui, passamos quase 1h admirando o céu mudar de cor até ficar claro, e aproveitamos para tirar nossas primeiras fotos brincando com a perspectiva. A lua ainda está no céu, enquanto o sol nasce no Uyuni. O Mucuvinha foi bem abrigado, pois faz muito frio! Ilha do Pescado Alguns poucos quilômetros adiante, chegamos à Isla del Pescado, uma impressionante ilha em meio ao mar de sal, cheia de cactus gigantes. A entrada é opcional e custa 30 bolivianos, mas vale muito a pena. A trilha pela ilha é de uns 40 minutos (com tempo de sobra para tirar fotos) e oferece vistas impressionantes do salar. Depois da trilha, tomamos um café-da-manhã à base da ilha. Mais Sal! Depois da ilha, seguimos para o meio do salar. Já era perto do meio dia, e o sol já projetava sombras menores, o que era ideal para brincar com as fotos de perspectiva. Aqui o tempo voou, e passamos mais de 1h nos divertindo! Museu de Sal Um pouco mais adiante, o primeiro hotel de sal da região se converteu em museu. Em frente a ele, bandeiras de diversos países sacudiam ao vento. Pequena ilha com bandeiras de diversos países em meio ao Salar do Uyuni A entrada ao museu é gratuita, e lá se pode ver algumas esculturas feitas de sal e ter uma ideia de como era o hotel. Perto do hotel há uma escultura em referência ao Dakar, rally muito famoso que agora se realiza nesta região. Povoado de Colchani Pequeno povoado onde é possível comprar artesanatos, roupas e comidas típicas. Apesar da grande quantidade de turistas, este povoado segue resistindo e mantém suas tradições até hoje. Aqui almoçamos antes de seguir para Uyuni. Cemitério de Trens À cerca de 2km da cidade de Uyuni está um cemitério de trens. Estes trens são do começo do século XX, e o que resta agora são as carcaças das antigas locomotivas a vapor. Cidade de Uyuni E, aqui, por volta das 15h, terminamos nosso maravilhoso passeio. Quem contratasse o tour de 4 dias, seguiria de volta a San Pedro. Nós, como seguiríamos Bolívia a dentro, ficamos por aqui. Uyuni não chega a ser uma cidade bonita, mas tem seu encanto. Decidimos passar uma noite por aqui mesmo, antes de seguirmos para Potosi. Dicas Leve bastante água, pois ajuda a amenizar os efeitos da altitude . Se sentir falta de ar pela noite, procure dormir com a cabeça levantada (coloque 2 ou 3 travesseiros se for preciso). Isso ajuda bastante. Se sair de San Pedro, leve o mínimo de dinheiro boliviano necessário, pois o câmbio em San Pedro é péssimo. Procure uma agência com boas referências, pois o caminho é complicado. Nós fomos com a Travel Lithium e recomendamos, tanto pelo preço quanto pelo serviço. Leve brinquedos, garrafas, lata de pringles… enfim, use a criatividade para tirar belas fotos no salar! Leve muita roupa de frio! Guarde seu recibo depois de pagar a entrada no parque, pois vão te pedir novamente. Para tirar boas fotos de perspectiva, é importante que a lente esteja o mais perto possível do chão. Tente levar um celular desses com a lente bem no canto, ou tirar fotos com sua câmera de cabeça-pra-baixo E uma útima dica, um pessoal que procurou por essa agencia e disse que foi nossa indicacao ainda ganhou um desconto de 10 dolares (pagaram mais baratos que nós hehehe) Esperamos que todos tenham a mesma sorte :'> Para mais relatos de lugares bacanas e acompanhar nosso mochilao de volta ao mundo, curtam nossa página no face: http://www.facebook.com/mundosemfimoficial Estamos tentando passar pra cá os relatos e contribuir mais com vcs, mas as vezes falta tempo
  16. Referência (agosto/2016) 1 dólar = 3,30 reais Calle Larga, uma das ruas coloniais de Cuenca Localizada no interior do Equador, um pouco fora da rota tradicional dos turistas está Cuenca, uma joia colonial com um centro histórico belíssimo, digno do título que recebeu: Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Cuenca foi fundada em 1557, e hoje, com pouco mais de 330 mil habitantes, é a terceira maior cidade do Equador. Ao chegar, você já nota um forte contraste: de um lado do rio, a cidade antiga, muito bem conservada; do outro, a cidade nova, com edifícios modernos e grandes avenidas. E não importa o lado que você ficar: ambos são belíssimos. Ruas de Cuenca Como chegar? Para chegar em Cuenca, o ideal é partir de Guayaquil. Um ônibus entre as duas cidades custa 8 dólares e demora cerca de 4 horas. A rodoviária de Cuenca está a uma caminhada de 20 minutos do centro histórico. Hospedagem O melhor lugar para se hospedar em Cuenca é no centro histórico, preferencialmente perto da catedral e do Parque Calderón. Nós ficamos no Hotel Catedral (https://www.expedia.ca/Cuenca-Hotels-Hotel-Catedral-Cuenca.h13334625.Hotel-Information), provavelmente o hotel mais bem localizado da cidade. Fica bem atrás da Catedral, e é ótimo para quem viaja em casal ou em família (um quarto de casal custa 38 dólares). Quem busca hostels deve procurar pela rua calle larga. Uma cama em um quarto compartilhado fica na faixa de 6 a 10 dólares. Comida Cuenca possui vários restaurantes para todos os bolsos. Se quiser comer em um lugar mais turístico, espere pagar algo entre 3 e 10 dólares. Se quiser economizar, pode comer nos mercados ou nos restaurantes próximos a eles. Os pratos por aí saem entre 1,50 e 3 dólares. Segurança Cuenca nos pareceu uma cidade muito segura, inclusive para se caminhar com a câmera pendurada no pescoço. Depois das 20h o movimento das ruas simplesmente acaba, e as ruas ficam mais desertas. Apesar de continuar parecendo seguro, convém tomar um pouco mais de cuidado pela noite. O que fazer em Cuenca? Uma simples caminhada pelo centro histórico já é um passeio encantador. A rota clássica é partir da Catedral e caminhar toda a calle larga até o Museu Pumapungo. De lá, desça até o rio e volte beirando-o até chegar novamente ao centro. Procure o centro de informações turísticas (em frente ao Parque Calderón) para pegar um mapa. A beleza da arquitetura colonial de Cuenca Se tiver pouco tempo ou simplesmente não quiser caminhar muito, considere pegar o ônibus turístico para conhecer a cidade, custa 8 dolares e te leva para 2 roteiros diferentes - Nosso relato aqui http://mundosemfim.com/passeando-com-o-onibus-turistico-em-cuenca-equador/ Alguns pontos imperdíveis: Parque Calderón Apesar do nome, o parque calderón é, na verdade, uma praça (também é conhecido como Plaza de Armas). Localizado em frente à catedral, o parque Calderón faz homenagem a Abdon Calderón, um herói da Guerra da Independência do Equador que morreu com apenas 16 anos. No meio da praça está uma estátua do herói, cercada por 8 araucárias. Catedral A catedral de Cuenca é, sem dúvidas, o edifício mais impressionante da cidade (e, talvez, do país). Com um porte imenso, esta catedral demorou 100 anos para ser construída, e nunca chegou a ser finalizada. Um erro em seu projeto não permitiu que as torres frontais fossem finalizadas, devido ao excesso de peso. Mas tudo bem: isso dá um charme a ela. A visitação à igreja é gratuita. Se quiser, por 2 dólares é possível subir às cúpulas para ter uma bela vista da cidade. Mercados Cuenca possui dois mercados, localizados a uma curta caminhada a partir do Calderón. Apesar de não serem tão grandes, são muito interessantes para comprar comidas típicas. Mirador Turi O mirador Turi está localizado sobre um dos cerros que cercam Cuenca. Lá de cima é possível ter uma bela vista da cidade, tanto do centro histórico quanto do lado moderno. Por 25 centavos é possível usar um de seus binóculos. Este mirador faz parte do recorrido do ônibus turístico. Museu do Chapéu Panamá O famosos Chapéus Panamá não são panamenhos, mas sim equatorianos. A confusão do nome começou na construção do Canal do Panamá: o equador exportou para lá diversos de seus chapéus, para que fossem usados pelos trabalhadores do canal. Em uma visita ao Panamá, o então presidente dos EUA, Roosevelt, usou um destes chapéus. A partir daí, eles ficaram mundialmente conhecidos como chapéu do Panamá. Estes chapéus, originalmente chamados de chapéu de palha toquilla, estão tão ligados à cultura do Equador que o país está tentando conseguir para eles o título de Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Cuenca é uma das cidades equatorianas reconhecidas por produzir chapéus de excelente qualidade. Se quiser conhecer melhor a história e o processo de fabricação, faça uma visita à sua fábrica e museu. Lá é possível comprar um chapéu autêntico a partir de 30 dólares. Este museu faz parte do recorrido do ônibus turístico. Museu Pumapungo Com entrada gratuita, este belíssimo museu tem apresentações de arte moderna e também uma grande galeria contando a história dos povos que viveram no Equador. Visita obrigatória para quem quer conhecer melhor a história do país. Atrás do museu é possível visitar um bonito parque com ruínas incas. O museu está pertinho do centro da cidade, vá caminhando que nao tem erro... Parque Nacional El Cajas Este belíssimo parque está localizado a pouco mais de 30km de Cuenca, e é visita obrigatória para quem curte fazer trilhas. A entrada ao parque é gratuita, e lá é possível acampar por 4 dólares por pessoa. Um ônibus de Cuenca até o parque custa 2 dólares. Nosso relato do paque, aqui http://mundosemfim.com/conhecendo-o-parque-nacional-el-cajas-equador-sem-gastar-quase-nada/ Para mais relatos de lugares bacanas e acompanhar nosso mochilao de volta ao mundo, curtam nossa página no face: http://www.facebook.com/mundosemfimoficial Estamos tentando passar pra cá os relatos e contribuir mais com vcs, mas as vezes falta tempo
  17. Belas praias, surfe, baleias, baladas que viram a noite, música de rua e lugares para relaxar: não importa o que você procure, esta pequena praia equatoriana tem de tudo! Referência (agosto/2016) 1 dólar = 3,25 reais Montañita já foi conhecida como a “Ibiza da América do Sul”. Talvez esta comparação seja um pouco exagerada, mas é fato que esta antiga vila de pescadores hoje atrai turistas do mundo inteiro por suas festas, baladas e belas praias – ótimas para o surfe. Se o seu negócio é mais relaxar, não tem problema: afaste-se umas poucas quadras do centro e tudo o que você ouvirá pela noite serão os sapos coachando. Pegue sua cerveja gelada, um prato de ceviche e esqueça do mundo enquanto admira as águas azuis do Pacífico! O calçadão de Montañita Conhecendo Montañita Com poucas ruas asfaltadas, Montañita é uma praia pequena. Possui um centrinho com umas 6 quadras bem badaladas, onde estão as discotecas, os bares e os principais restaurantes, disputados por turistas do mundo inteiro e moradores locais que seguem seu ritmo de vida tranquilo. Afastando-se alguns metros, o agito já dá lugar à tranquilidade, fazendo de Montañita também um ótimo destino para quem quer relaxar. Por aqui pode esquecer carro, táxi ou ônibus: tudo o que você precisa é de um par de chinelos confortáveis para percorrer todo o lugar! A praia de Montañita Hospedagem Apesar de ser uma praia famosa, hospedagens em Montañita são econômicas. Não importa se você busca agito ou tranquilidade: recomendamos ficar um pouco afastado da zona central. Assim, além de ser mais econômico, você poderá dormir à noite (ou de dia, se preferir). Um ótimo lugar para procurar é para os lados de Tigrillos (uma rua que sobe para o outro lado da estrada). Uma cama em um quarto compartilhado sai na faixa de $5 a $6 dólares por pessoa. Um quarto matrimonial privado custa na faixa de $10 a $15 dólares (no centro espere pagar acima de $30). Há campings a partir de $2 dólares por pessoa. Uma ótima dica é o Hotel Tu Ventura https://www.facebook.com/Hotel-ecologico-tu-ventura-en-montañita-ecuador-922931667821246/?fref=ts. Um quarto matrimonial com banheiro privado sai entre $12 e $15; oferece cozinha, wi-fi, duchas com água quente (isso é raridade em Montañita) e está em um lugar tranquilo, a poucos metros do centro. Nós chegamos para ficar uns poucos dias, mas acabamos alugando o quarto por duas semanas (nos fizeram 15 dias por apenas $60 para duas pessoas!). Lembrem de barganhar tudo por aqui :'> hotel Tu Ventura Restaurantes Os restaurantes mais econômicos de Montañita servem pratos muito bons por $3 dólares. Opções com frutos do mar ou comidas mais sofisticadas podem ficar entre $4 e $10 dólares. Não precisa procurar muito: no centro há opções para todos os gostos (e bolsos). Centrinho de Montañita. De dia, uma tranquilidade… Bares, bebidas e baladas Uma garrafa de Brahma ou Pilsener de 600ml no mercado, gelada, custa entre $1,25 e $1,50, dependendo do mercado e da hora (se levar o casco ganha 25 centavos de desconto). Mercados na Tigrillos são mais baratos. Os bares e baladas costumam vender 3 cervejas por $6, ou 2 tragos (caipirinha, mojito, cuba libre…) por $6. As baladas geralmente não cobram a entrada de mulheres (exceção em feriados), e a dos homens costuma ficar entre $5 e $10. Nas quintas costuma haver baladas em que as mulheres, além de entrarem de graça, ainda podem beber gratuitamente das 22h às 24h. Montañita vibrante pela noite! Drogas A polícia costuma fazer vista grossa, e o consumo da maconha está praticamente liberado em Montañita. Outras drogas também é possível conseguir, mas recomendamos cautela, principalmente para mulheres que viajam sozinhas. Casos de mulheres que são abusadas depois de ficarem “muito loucas” infelizmente acontecem. Wi-fi Montañita oferece wi-fi gratuito em todo o centro e também na praia. Praticamente todos os hotéis e campings também oferecem acesso à Internet. Segurança Montañita é uma praia bastante segura, mesmo de madrugada, e assaltos são raríssimos. Há que tomar cuidado com batedores de carteira quando as ruas estiverem muito movimentadas. No caso das mulheres, principalmente, há que cuidar com pessoas que possam querer tirar proveito de seu estado de embriaguez. Estes casos infelizmente acontecem em lugares onde há muita festa… Chegando e saindo Um ônibus de/para Guayaquil custa 6 dólares, e o trajeto dura pouco mais de 3 horas. Nós conseguimos fazer este trajeto facilmente de carona. Seguir de uma praia para outra, porém, nos pareceu bastante difícil de carona, e tivemos que pegar ônibus algumas vezes. Um ônibus de Montañita até Puerto Lopez custa $2,50 por um trajeto de 45 minutos. O que fazer? Além de curtir a praia, você também pode aproveitar para alugar uma prancha (e até ter aulas de surfe, se não souber surfar), fazer parapente, tirolesa, etc. Outros lugares imperdíveis na região são: Avistamento de baleias Se chegar em Montañita na temporada de baleias (junho a setembro), não deixe de fazer este passeio. Nós fizemos o tour com a Millon Service (http://www.millonservice.com), o mais econômico e que ofereceu um passeio excelente. http://mundosemfim.com/avistando-baleias-em-puerto-lopez-no-equador/ - nosso relato no blog Los Frailes Localizada dentro do Parque Nacional Machalilla, Los Frailes é provavelmente a praia mais bonita do Equador depois das de Galápagos. Na temporada também é possível avistar baleias por ali. Um ônibus de Montañita até lá custa $3 e leva pouco menos de 1 hora. A entrada é gratuita, e o parque fica aberto até às 16h. Para mais relatos de lugares bacanas e acompanhar nosso mochilao de volta ao mundo, curtam nossa página no face: http://www.facebook.com/mundosemfimoficial Estamos tentando passar pra cá os relatos e contribuir mais com vcs, mas as vezes falta tempo
  18. Com picos nevados, glaciares, lagoas azuis e parques nacionais para tudo que é lado, a Patagônia, região compartilhada pelo sul da Argentina e Chile, é um dos destinos mais procurados por quem busca aventura e paisagens incríveis. Muita gente tem dúvidas sobre o que fazer neste lugar, e por isso resolvemos montar alguns roteiros para vocês! Não importa qual você escolher, a experiência vai ser incrível. Caminhando pelo Parque Los Glaciares, na Argentina Quanto custa viajar pela Patagônia? Argentina e Chile são países caros, e quando se trata de patagônia, então, a coisa é pior ainda. Isso não quer dizer, necessariamente, que você vá gastar muito para viajar por lá. Pelo contrário – foi a região da América do Sul onde menos gastamos. Os hotéis e hostels são caros, mas em todo lugar há campings, e alguns deles são gratuitos. Os ônibus custam mais do que nos outros lugares, mas você pode viajar de carona tranquilamente . Os restaurantes são para gringos, mas se você cozinhar vai fazer uma boa economia. Enfim, você pode gastar desde 10 até 100 dólares por dia, dependendo do seu estilo de viagem! Mucuvinha pedindo carona pela Patagônia Segurança Praticamente toda a Patagônia é bastante segura, o que a torna um dos destinos favoritos para quem gosta de viajar de bicicleta. Você pode acampar em qualquer lado, pedir caronas, andar pela noite e raramente algo vai acontecer. Sua maior preocupação aqui deve ser com as roupas de frio para não congelar pela noite! Clima O clima na Patagônia é complicado. Nas regiões mais desérticas, você deve tomar cuidado com as fortes rajadas de vento e com o frio pela noite. No lado com mais vegetação (geralmente o lado chileno) esteja preparado para chuvas constantes. Nas montanhas, tudo é imprevisível: pode estar um sol de rachar e em poucos minutos começar a nevar. Se for acampar, não economize em equipamentos. Uma barraca boa, sacos de dormir para temperaturas negativas e um bom isolante térmico são fundamentais! Transporte A rede de transporte público na Patagônia é bem ampla nos dois países. Em algumas zonas, como a carretera austral chilena ou a região argentina entre Esquel e El Calafate, você poderá estar sujeito a ônibus que passam somente 1 vez ao dia ou a estradas fechadas por conta de tempestades ou neve. Isso é mais um ponto que torna a carona interessante. E procure viajar sem pressa. Afinal, como eles mesmo dizem: “Na Patagônia, quem tem pressa perde tempo”. Mucuvinha na caçamba de uma caminhonete – a maneira mais divertida – e econômica – para viajar pela Patagônia. Roteiros Ok, já falamos como é a Patagônia. Agora vamos para os roteiros! Você pode combinar vários deles ou fazer pequenas adaptações conforme sua necessidade. Procuramos separá-los para que você possa curtir a viagem em um período entre 15 dias e 1 mês, pois é o tempo que a maioria das pessoas têm de férias. Se tiver mais tempo, aproveite! Ah, também procuramos organizar os roteiros chegando e saindo de lugares onde há aeroportos ou transporte fácil para o restante do país. [*] Extremo sul – glaciares, lagos, picos nevados e muitas trilhas Melhor época: verão Tempo estimado: de 15 dias a 1 mês Circuito 1 – De El Calafate ao Ushuaia Este é o nosso roteiro favorito da região. Para realizá-lo, é importante ter uma barraca e estar preparado para acampar em lugares frios (espere pegar até -5° C à noite, no verão). Em sentido horário: Glacial Perito Moreno, El Chaltén, Ushuaia e Torres del Paine Comece sua viagem por El Calafate, na Argentina, e aproveite 1 dia para visitar o imenso glacial Perito Moreno. Se tiver dinheiro, faça o trekking sobre o gelo. De lá, siga para El Chaltén (pouco mais de 1h em ônibus), o paraíso para quem gosta de trilhas. Reserve pelo menos uns 4 dias para este lugar, e não deixe de fazer a trilha para o Fitz Roy (tanto a entrada no parque quanto os campings lá dentro são gratuitos). Depois de caminhar por uma das paisagens mais lindas do continente, pegue o ônibus de volta para El Calafate e de lá siga para Puerto Natales, no Chile (em torno de 7h de ônibus). Compre muita comida e siga para o Parque Nacional Torres del Paine, onde você poderá optar por fazer o circuito W (4 a 5 dias) ou o O (9 dias). Cabo Domingo, em Rio Grande, Terra do Fogo De Puerto Natales pegue um ônibus até Punta Arenas, onde poderá realizar excursões em barco pelo Canal de Magalhães, túmulo de milhares de piratas e marinheiros que se aventuravam rumo às Índias. Daqui você pode tomar um voo para Santiago, e de lá voltar para o Brasil. Se ainda tiver tempo, siga de ônibus até a Terra do Fogo e aproveite mais uns 4 dias no Ushuaia, a cidade mais austral do mundo, antes de pegar um voo de volta para casa. [*]Rafting e trilhas pelas paisagens da Disney Melhor época: ano todo (se quiser fazer rafting é melhor ir no verão). Tempo estimado: de 10 a 20 dias (30 se quiser incluir Chiloé e Puerto Varas). Circuito por paisagens da Disney na Patagônia Neste roteiro, você vai se sentir dentro de um desenho da Disney. E isso não vai ser por acaso: a coloração laranja dos troncos das árvores, os pinheiros e as lagoas azuis sugerem que Walt Disney tenha se inspirado nestas paisagens para criar o desenho Bambi. Se quiser aproveitar as trilhas ao máximo, mergulhar em lagoas e fazer rafting, procure viajar na primavera ou no verão. Se quiser curtir a neve, vá no inverno. Uma barraca pode te ajudar a economizar com hospedagem, mas não é fundamental. Em sentido horário: Bariloche, El Bolsón, Puerto Varas, Parque Los Alerces Inicie sua viagem por Bariloche, um dos principais destinos turísticos da região. Por aí, aproveite uns 4 dias para fazer suas inúmeras trilhas pelas montanhas, ou para esquiar na neve se for no inverno. Depois, desça até El Bolsón, uma pequena cidade hippie com belas lagoas e rios. Dali siga para o Parque Nacional Los Alerces, em Esquel, onde vale a pena passar pelo menos uma noite. De Esquel pegue um ônibus para Futaleufú, no Chile, um dos melhores lugares do continente para praticar rating. De Futaleufú siga para Chaitén, uma cidade que se tornou parcialmente fantasma por conta da erupção de um vulcão. Faça algumas trilhas, aproveite a natureza deslumbrante e, de acordo com o seu tempo, pegue um ônibus direto para Puerto Montt ou um barco para Chiloé (reserve com antecedência pelo site da Naviera Austral), onde você poderá aproveitar uns 4 dias para vivenciar uma cultura singular antes de pegar um ônibus para Puerto Montt. Mucuvinha em frente a uma das belas igrejas de madeira de Chiloé Sobrou tempo? Faça um bate-volta para a belíssima Puerto Varas, onde você poderá admirar o vulcão Osorno e fazer algumas pequenas trilhas no Parque Nacional Vicente Pérez Rosales. De Puerto Montt poderá pegar um voo para Santiago, e dali retornar ao Brasil. [*]Vulcões e os 7 lagos Melhor época: todo ano Tempo estimado: 10 a 20 dias Circuito pela belíssima Ruta de los 7 Lagos Comece sua viagem por Temuco, e de lá já siga diretamente à pequena cidade de Villarrica, onde poderá aproveitar para se banhar em uma praia de areias negras, se for no verão. De lá siga para a belíssima Pucón, e contrate um tour para subir o vulcão ativo Villarrica. Depois cruze para a Argentina até Junín de Los Andes onde, se ainda tiver pique, poderá contratar um tour para subir o vulcão Junín (este trekking já é mais puxado, para quem curte aventura mesmo). Em sentido horário: Praia de areias negras em Villarrica, Pucón, Bariloche e San Martín de los Andes De Junín desça sem pressa por uma das estradas mais bonitas do mundo, apreciando cada lagoa até Bariloche. No caminho, não deixe de tomar um delicioso chocolate quente em San Martín de los Andes e de visitar o parque Los Arrayanes em Villa La Angostura. Aproveite os dias que restarem para esquiar ou fazer as inúmeras trilhas de Bariloche antes de voltar para casa. [*]Chiloé e a Carretera austral Melhor época: todo o ano (espere alguns contratempos na estrada se for no inverno). Tempo estimado: 20 a 30 dias Circuito pela Carretera Austral nicie sua jornada por Puerto Montt, no Chile, e de lá siga pela bela Ilha de Chiloé, onde poderá apreciar uma culinária excelente (não deixe de comer o curanto), viver uma cultura única e ainda apreciar belas paisagens e igrejas tombadas como patrimônios da UNESCO. Divirta-se uns dias procurando essas igrejas, antes de descer até Quellón (onde termina a Panamericana, a estrada que liga toda a América) e cruzar em barco para Chaitén (confira os horários e datas no site da Naviera Austral). A partir daí, desça toda a Carretera Austral até O’Higgins, explorando uma das regiões mais remotas do Chile. Não deixe de conferir a belíssima Coihaique, de navegar no belíssimo lago General Carrera até as Capillas de Mármol e dar um pulo em Caleta Tortel, uma cidade sem ruas. Se puder, tente fazer alguns trechos na caçamba de uma caminhonete (carona nesta região é muito fácil) para apreciar esta que deve ser a estrada mais bonita do mundo. Em sentido horário: Casas típicas de Castro (Chiloé), Carretera Austral, Coyaique e a Capilla de Mármol Desde O’Higgins pegue um barco e cruze em uma aventura até El Chaltén, o paraíso de quem gosta de trilhas. Depois de uns dias apreciando o belíssimo Fitz Roy, siga para El Calafate e visite o imenso Glacial Perito Moreno, antes de voltar para o Brasil. Para mais lugares bacanas e acompanhar nosso mochilao de volta ao mundo, curtam nossa página no face: http://www.facebook.com/mundosemfimoficial
  19. Que tal se balançar à beira de um penhasco, sob uma bela casa na árvore, tendo como plano de fundo um vulcão? Este é o “balanço do fim do mundo”. Para quem viaja por Baños, no Equador, este lugar é visita obrigatória! Como chegar? Há algumas excursões que levam lá por valores entre $6 ou $8 dólares, mas é muito melhor ir com transporte público. Além de ser mais econômico, você pegará o lugar bem mais vazio. Os ônibus para lá custam $1 dólar, por um trajeto que dura pouco mais de 30 minutos. Eles partem da esquina da rua Rocafuerte com a Pastaza, todos os dias, nos horários das 5h45min, 11h, 14h e 16h. Outra opção é ir a pé, em uma trilha que dura umas 3h de subida. Melhor subir de ônibus e descer caminhando, caso queira fazer esta trilha. Trilha para o Balanço do Fim do Mundo, se optar por ir a pé. Quanto custa? A entrada para o parque custa 1 dólar, e te dá direito a ficar quanto tempo quiser e ir no balanço quantas vezes quiser. Além deste, há alguns outros brinquedos no local, também incluídos no valor da entrada. A casa da árvore e o balanço do fim do mundo Como é o parque? A grande atração do parque é a casa da árvore, que conta com dois balanços. Um deles é o que proporciona as melhores fotos, e é bastante concorrido (quando fomos, tivemos que esperar pouco mais de 5 minutos para tirar nossa foto; nos fins de semana é provável que tenha que esperar um pouco mais). O outro balanço não é tão disputado, e várias vezes o encontramos vazio. A emoção de balançar nos dois é igual, a diferença são as fotos mesmo. Além destes, há dois outros, um pouco maiores e que dão um friozinho maior na barriga. Estes não são ideais para fotos, mas são os preferidos das crianças. Além dos balanços, há duas tirolesas pequenas que você desce sentado. Não oferecem a mesma emoção que as outras tirolesas de Baños, mas são suficientes para fazer a alegria da criançada. No local também há um restaurante e um museu do vulcão (que estava fechado quando fomos). Pequena tirolesa. Não é muito emocionante, mas faz a alegria das crianças e dos adultos tambem hehehe Os outros balanços. Não proporcionam fotos tão boas, mas são ainda mais emocionantes. Para mais lugares bacanas e acompanhar nosso mochilao de volta ao mundo, curtam nossa página no face: http://www.facebook.com/mundosemfimoficial
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