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ogum777

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  1. ogum777

    Mochilas OSPREY

    eu já sonhei muito com essas mochilas, mas desisti. hoje prefiro coisa bem clean, bem clean mesmo, e com armação em alumínio, pra eu poder moldar. minha cargueira em uso agora é uma alpina 70 da conquista, versão mais antiga e espartana. aposentei as outras 4 cargueiras, pelo menos em trilhas. uma gringa com a qual ainda sonho é a worksack 60 lts da cilogear. mas é cara, mesmo nos e.u.a.
  2. a numeração ecostuma estar numa etiqueta dentro, da marca, no verso, um número impresso.
  3. e então veio o audax 400 kms. eu fiz a inscrição de última hora. mas tava mais preparado desta vez do que das outras. no audax 200 kms (relato emhttp://www.mochileiros.com/audax-holambra-casa-branca-holambra-208-kms-em-13-horas-t42124.html), conforme falei, estava em convalescença. mas completei, arrastei o piacitelli junto, no audax 300 kms fui moído pelo vento contra, que, junto com um problema mecânico, tirou o piacitelli da brincadeira. mas veio esse de 400, embora também saísse de boituva, eu sabia que faríamos os primeiros 200 com vento a favor, e na volta, o vento contra teria amainado pois já seria noite. menos mal... mas o que pegou forte foi a altimetria, no total de 4450 mts. sim, somando todas as subidas, daria 4450 mts de altitude "escalada". alguns trechos mais íngremes, outros menos, mas subida pra dedéu... eu saí de sp na sexta, tarde... peguei o último ônibus, às 21:45, logo chgeui lá em boituva perto da meia noite, tentei achar o povo onde tavam comendo, nem achei... hehehehe, voltando pro hotel encontro toda a turma da bicicletada-sp, e pra não dormir de estômago vazio achei uma lanchonete na frente duma funerária, que tava aberta. fuir dormir depois da uma da matina..... acordei às 5:30 e logo eu já gritava no quarto, uma frase genérica: acorda japonês! é que tinha dois no quarto comigo.;.. hehehehe, o edu mats, vulgo "ponêis", e o ricardo yasuda, vulgo shadow, a.k.a. sheldon. o hotel era simples, mas amigável: bikes dentro do quarto sem reclamações, serviram o café da manhã mais cedo pra nós.... o fato é que em torno das 6:30 a gente tava na praça em frente à prefeitura pra vistoria das bikes: faróis na frente, luzes atrás, temos que estar com o colete refletivo mesmo de dia, capacete.... tudo ok, todo mundo se amontoa e se dá a largada. lembrando, audax não é corrida, então não tem aquele empurra empurra por posição. o povo sai pedalando e é isso, cada um no seu ritmo. grande parte estava pra fazer os 150 kms do desafio. um pouco menos, cerca de 25, pra fazer o audax 400kms. o trajeto é de ida e volta, portanto quem ia fazer os 150 kms iria até 75 kms adiante, onde estava o PC1, e voltaria. nós do 400 seguiríamos pela castelo branco, subiríamos a serra, pegaríamos a castelinho até botucatu, e daí a rondon até bauru. ou seja, 200 kms e uns quebrados na ida, outro tanto na volta. eu recebi a planilha da altimetria, vi que tava complicada, mas preferi não estudar muito... era melhor não me desanimar antes, né? minha bike tá com relações boas pra subida e pro plano. pedivela 53-39, cassete de 8v 11-28 customizado (11-13-15-17-19-21-24-28 dentes). embora haja um espaço razoável entre uma marcha e outra, o fato de ser um espaço de 2 dentes me média não prejudica muito a cadência, e me dá uma amplitude boa. ou seja: marchas longas pra trechos planos e/ou descidas,marchas curtas para subidas... meu parceiro em boa parte da pedalada, o edu mats, tava com relação 11-28 atrás tb (mas de 9v) e pedivela compacto: 50-34. ele sentiu falta de marchas mais curtas, eu não. isso são escolhas absolutamente pessoais. e claro, têm que estar adequadas à altimetria... o priemiro trecho,k de 75 kms, é relativamente tranquilo. nenhuma subidinha mais pesada, principalmente por estarmos descansados. então fui tocando. uma hora um grupo de uns 4 passou por mim e um deles me puxou pro pelotinho: - entra aí no meu vácuo, descansa um pouco! é que, pra em tá pedalando, a questão aerodinâmica é importante. cada vez que vc dobra velocidade, vc quadruplica a resistência do ar. é por isso que ciclistas preferem andar em grupos, vão se revezando na posição da frente, a cada momento tem um na frente e os demais na cola dele. nas copetições profissionais se forma um grande pelotão com 60 ou mais ciclistas, andando colados, e isso permite que um ciclista que esteja encaixado lá no meio tenha até uns 70% menos resistência do ar pra enfrentar.... mas no audax não temos grandes pelotões. pedalamos no acostamento, que muitas vezes é estreito, e cada um vai mais ou menos no seu próprio ritmo. alguns ciclistas já se conhecem, aindam mais ou menos no mesmo ritmo, e vão indo. quem tá um pouco mais forte puxa um pouco mais. alguns são melhores nas subidas, outros (como eu), nas descidas. fui pedalando e então, senti a roda traseira pesada.... pneu furado! não tinha esvaziado tudo ainda. dando um aolhad apor fora achei um aramnho bem fino, tirei, e a roda terminou de esvaziar.... parei bem do lado de um aplataforma de cimento branca, a tampa de uma caixa coletora de águas pluviais. então fiquei lá, tirando pneu, trocando câmara, fazendo inspeção pra ver se achava outro possível dano (tinha outro araminho querendo entrar, seria um futuro furo), e quando estava com tudomontado e iria encher opneu, pár ao carro da organização, com o richard dentro - o diretor da prova. já sai gritando com seu sotaqeu americano: - no, deixa que eu encho com minha bomba de pé! e assim, ele encheu o pneu pra mim, em 120 libras, em meia dúzia de "bombadas", facinho, bem mais rápido do que faria com minha minúscula bomba de mão. continuei a pedalada, cheguei depois das 10 no posto de controle 1, com cerca de 75 kms rodados. esperei os coleguinhas... hehehehe saímos num grupinho, eu, edu mats (vulgo ponêis) , márcia, um pouco mais atrás o andré lima. até o pc2 eu fui puxando nosso grupeto. só que há um detalhe. se entre a largada e o pc1 o trajeto é tranquilo, dali em diante o bicho pega. adiante havia a serra de botucatu, subidinha de 10 kms. tem um trecho, no início, que parece plano, e a bike não anda... hehehehe, é só olhando pra trás é que percebemos que é subida. essa brincadeira de 10 kms, ficando progressivament emais íngreme, até o final, cansa. cansa pra dedéu. no audax 300, foi onde parei bem no meio, dessa vez subi direto. em cima da serra, a tradicional olhada pra trás de cima da bike mesmo, pra ver a paisagem, e seguimos adiante, onde logo passamos o pedágio e 2 kms à frente pegamos à direita, pra pegar a castelinho. no pedágio paramos, par ao rafael pegar água. dali em diante, seriam cerca de 50 kms sem abastecimento. e pra ajudar, na castelinho já começou um sobe e desce desgracento. ok, nas descidas se embala, mas nunca estamos embalados o suficiente pra subir muito adiante. então, dá-lhe pedalar com marchas curtas e fazendo mais força. a essa hora já era quase meio dia, e o sol rachando no coco da gente, um calor grande, e esse trecho foi assim, de sobe e desce, até botucatu. pra terem uma idéia do calor, no pc 1 enchi um acaramanhola de gelo, preenchendo os espaços com água. menos uma hora depois, tava quente essa água... em botucatu, um trevo, e estamos na rondon, dali seriam ainda 90 kms até bauru.... eu pensei que o sobe e desce fiacria mais suave, mas que nada, piorou. descidas íngremes, subida sidem. eu já tava na castelinho atingindo mais de 70 por hora nas descidas, numa dessas na rondon cheguei a 72,5. imaginem, mais de 70 por hora sobre pneus com menos de uma polegada de largura, pneus de 23mm, com 120 libras cada de pressão. a bike ficava arisca, mas mesmo assim estável. quando a bicicleta é efetivamente projetada pra esse tipo de coisa, ela anda bem, minha bicicleta é antiga, uma vitus do comecinho dos anos 90, em cromo-molibdênio, mas com geometria de competição. foi uma bicicleta projetada para ser usada em etapas longas de competições profissionais. nesse trecho eu algumas vezes deixei o pessoal pra trás, mas tb cansava em algumas subidas e simplesmente parava pra esperar o resto. poderia ter disparado na frente, mas com isso também me cansaria, e claro, a questão não era apenas chegar a bauru, tinha ainda a volta. afinal, o pedal de longa distância, não competitivo, tem algo de jogo de xadrez, de administração do conforto e desconforto, da dor e prazer. é diferente encarar uma longa subida quando se está treinando, aí podemos pedalar com força até sentir os músculos das coxas arderem, mas num audax fazer isso é burrice. os músculos arderão, mas é preferível que seja só no final... a distância é longa, de nada serve forçar para depois não aguentar. e assim fomos. administrando subidas e descidas. minha companheir amais próxima durante um longo tempo foi a márcia: eu abria nas descidas, ela me alcançava nas subidas. sua bike uma hora deum probleminha besta, a blocagem soltou um pouco e como era uma bike de contra-relógio, tinha a gancheira mista, para câmbio e tb par aser montada com roda fixa, aberta para trás. com tanta força nas subidas a roda veio pra frente e começou a pegar no quadro. mas conseguimos arrumar em 30 segundos, era só uma regulagemzinha pequena. no km 259 da rondon (o pc 2 er ano km 275),no pedágio, peguei água. fiquei na sombra xavecando a para-médica, consegui água geladinha pra mim e pro edu mats que tava logo atrás. nãopegamos muit aágua pq logo a 16 kms teríamos abastecimento no PC, então não é preciso carregar peso à toa. continuamos no sobe e desce e chegamos ao PC2. uma nota sobre os pcs: em todos, água e gatorade à vontade, bananas, maçãs, mexericas, lanchinhos. e claro, ainda pra ajudar, o bom humor e apoio do povo da organização, todo mundo voluntário. no pc 2 o alexandre wagna me diz que dali em diante a coisa era sossegada (uma mentira deslavada...), a nataly com seu sorriso imenso confirmando. o richard conversando e tocando bananas pra gente comer - muita banana, nada de cãibra. logo que pudemos, já em torno das 3 ou 4 da tarde, saímos pro último trecho antes do pc3, onde "almoçaríamos" e começaríamos a volta. mas o sobe e desce continuou de um jeito f.d.p. até bauru. o fato é que chegamos até o pc3, num local chamado "quality center", em bauru, uma espécie de mini shopping, quando já era noite. vimos um por do sol lindo na estrada, mas com o sol na cara.... no pc3 a parada mais longa. banheiro. roupas! tínhamos deixado com a organização cad aum uma sacola com roupas par ao frio da volta. troquei de camisa, coloquei uma blusa, carreguei o corta-vento no bolso da camisa, troquei as luvas. nesse local comi tb um pedaço de pizza e um afogazza. tentei achar geléia de mocotó, mas que nada... o corpo pedia proteína... foi o momento tb de um café bem forte. deixei meus colegas aírem na frente, pois minha luz traseira tava com problemas, havia caído por vibração na estrada, por conta do mal estado dos acostamentos, mais de uma vez. eles saíram e eu ainda instalava um aluz reserva que o richard me emprestou. resolvi ir ao banheiro tb... afinal, é sempre bom aliviar peso, né? sai pra alcançá-los, depois os ultrapassei. era noite, e já tava ficando frio, muito frio, mas muito frio meeeesmo! e ainda iria piorar.... eu queria chegar rápido ao pc4, pra tomar um café quente. pedalei forte, cheguei antes dos demais, e fui tomar um café. na verdade, vários, mais uma garrafa daqueles guaranás com açaí que se acham por aí. e claro, mais bananas, bananas, bananas. no pc4 fiquei sabendo de mais desistências. triste. a márcia recebe um aligação do marido, que estava à frente, dizendo que iria abandonar por conta de um tombo e o susto de quase ser atropelado por uma jamanta. ela o encorajou a continuar. na verdade, proibiu-o de dessitir,mandou esperá-la que tava chegando. saiu ela pedalando, e depois eu e o edu mats. o rafa tava chegando no pc. tava um frio de rachar - depois soubemos que fazia 4 graus naquele pedaço do estado de são paulo, +/- km 275 da rondon. pedalamos e encontramos a márcia e o mendes enrolados com a roda traseira dele, compneu furado e etc. motamos tudo, o willian, da organização, qu etava de moto (ficava rondando a estrada, vendo se alguém tava com problemas), parou, pra ver se precisaríamos de help, e logo um carro da administradora da estrada tb. mas tudo tranquilo, foi rapidinho, já estávamos pedalando. conversei um pouco com o mendes, ainda tava nervoso com o tombo, mas tava bem. pedalando forte pra dedéu... aliás, o casal é duro de acompanhar, afinal os dois têm cada um, nas costas 5 ironman.... (ironman, aquela doideira do triathlon: nada 4 kms, pedala 180, e daí corre uma maratona). dispararam na nossa frente. puts, é jogo duro, mesmo àquela hora, quando já tínhamos pedalado quase 300 kms, em plena madrugada gelada, os dois tinham um gás f.d.p. pra pedalar. olhei pro edu mats, um deu risada pro outro, tchauzinho pro casal... vimos eles sumindo à nossa frente... logo depois o carro da organização nos passou. claro, sempre checando se tá tudo bem. é legal ter os amigos por perto, o alexandre wagna e a nataly sempre levantando o moral da gente. pegamos a castelinho. se na vinda ela parecia cheia de morros, perto do que já tínhamos pedalado, ela tava tranquila... hehehehehehe fomos, mais uma vez, mais 20 kms de sobe e desce. no finalzinho dela, uma luz piscando, era o alexandre wagna sinalizando pra não pegarmos a entrada errada. pegamos a entrada certa, fizemos o contorno, voltamos à castelo felizes pq dali pra frente seriam apenas dois kms de subidas e depois a longa descida de 10 kms e mais uns 7 relativamente planos e estaríamos no pc5, mas a p. do meu pneu traseiro fura de novo! então toca a consertar: destrava o freio, tira a roda, termina de esvaziar, tira o pneu, acha a farpinha de aço (aliás, como caminhão deixa sujeira na estrada! os pneus se desfazem e a malha de aço deles é que cria esses araminhos fininhos...), tira a farpinha de aço (deu trabalho), inspeciona o pneu, coloca outra câmara, coloca o pneu, enche o pneu, coloca a roda, trava o freio, e volta a pedalar. enquanto estávamos lá parados o rafael nos passou. mandamos ele tocar adiante. continuamos depois e chegamos, finalmente, ao pc5, depois de descer a serra, freiando, por conta do frio - afinal, quanto mais velocidade, mais vento... gelado! na descida, passei por cima de algo que deu um tranco na bike e voou meu farol. tinha um farol reserva,mas aquele tava com pilahs recarregáveis emprestadas do wagna, então fiquei caçando as pilhas no acostamento. logo adiante achei o edu mats parado junto com o carro da organização, eles tavam achando que eu tinha tomado um tombo... hahahaha foi uma maravilha chegar ao pc5, pq ali eu sabia que tinha um café com leite gigante que servem no restaurante do posto. já tínhamos pedalado 335 kms. eu fiz a besteira de comer fritura: um pastel e um espetinho de frango. quase botei tudo pra fora depois. mas o café com leite quente gigante fez sucesso, todos os ciclistas que chegavam depois de mim viam e pediam: "eu quero um daquele ali!" hehehe na correria na saída, o mendes me pediu pra ver o freio traseiro da bike dele, vi, mandei o edu sair, e depois saí... mas esqueci as caramanholas com água e gatorade! e a preguiça de pegar de volta quando percebi? que nada, foram os 75 kms finais praticamente a seco. o edu tb não tinha abastecido. pelo cansaço, já estávamos cerca de 24 hs acordados e fazendo força, vc começa a fazer besteira. ambos "pescamos" em cima da bike, cada um num momento diferente. teve uma hora que praticamente comecei a sonhar de olhos abertos. mas logo veio uma subida e acordei... comecei a pedalar mais forte pra não dormir. e concentrado em não dormir fui pedalando até que uma hora senti sede e ia pedir um golinho do resto do gatorade do edu mas kd ele? parei e fiquei esperando. logo apareceu. mandamos ver nos sachês de gel energético, pq estávamos fracos. esse trecho final, embora suave, tem umas subidinhas. mas estávamos extenuados, portanto o rendimento caíra muito, muito, muito. no começo, estava muito frio, estávamos bem agasalhados (até com jornal no peito...), mas depois foi esquentando e fomos tirando tudo. os trechos finais foram cruéis. qq morreba parecia maior que o everest. eu olhava pra cara do edu, ele olhava pra minha, era palavrão pra tudo quanto é lado... hahahahah quando chegou o trevo de boituva, comemorei. mas a entrada da cidade tinha que ser em subidinha, né? quando vc tá morto.... entramos na cidade, viramos na rua errada, e andamos uns 4 quarteirões a mais. tinha que ser, né? tanto que chegamos na praça da prefeitura pelo lado contrário. eu tinha avisado pra todos os amigos que iam tirar fotos que me lembrassem de sorrir. mas quem conseguia sorrir? que nada. chegamos na praça, o mendes e a márcia ainda tavam lá, o rafael dormindo no jardim que nem um mendigo, eu sentei numa mureta, o edu no chão mesmo. lgo chegaram os 3 de mtb que tavam atrás da gente, e pouco depois, mais 3 de speeds. e menos de meia hor achegaram cerca de 10 ciclistas, portanto, quase metade dos que concluíram a prova. foi dura a brincadeira. com um terço da distância do paris-brest-paris (a origem de tudo, desde 1891, 1200 kms), tinha a metade da sua altimetria. subimos cerca de 4500 metros de altimetria acumulada. é subida pra dedéu, e pra gente "fortinha" que nem eu, a dificuldade aumenta pra kct. bons escaladores normalmente são aquele tipo de gente magra que bota a bermuda colada e mesmo assim sobra na bunda... são os "chassis de frango", magrinhos.... dali foi seguir pro hotel, tomar um banho delicioso, montar as malas, almoçar e voltar pra sp. no carro do wagna, eu e o rafael dormimos antes de sair de boituva. detalhe, leva-se uns 3 minutos pra sair da cidade. acordei só na marginal em sp, e o rafael só quando já subíamos a av. consolação. o wagna me deixou em casa. onde caí na cama e dormi por 15 horas seguidas. ------------- um agradecimento aos amigos que reservaram o hotel, fizeram companhia, torceram, esperaram por mim na chegada, me fizeram sorrir apesar do cansaço. dados: 412,3 kms rodados, em cerca de 26:40 hs. 4450 mts de altimetria acumulada. ingeridos: cerca de 9 litros de gatorade. cerca de 10 litros de água. uma pastilha de sal. 12 sachês de gel de carboidrato. 1 barra de proteína. aproximadamente 15 a 20 bananas uns 20 lanchinhos minúsculos um pedaço de pizza uma fogazza um pastel dois croquetes de carne um espetinho de frango amendoins que a márcia nos passou uma maçã e mesmo assim, vcs não imaginam a fome que estávamos os 4 da turma que fizeram os 400: o silas pelo menos dormiu um pouquinho antes, pois chegou no grupo da frente, às 5 da manhã. no almoço, comemos cada um pelo menos dois pratos daqueles imensos. era um restaurante por quilo, acho que comi 1,5 kg de comida... hehehehe -------- nas discussões posteriores, descobri que o rafael e o edu usaram técnicas que aprenderam vendo dragon ball. eu aguentei a sede usando o que aprendi sobre controle de sede e dor nos anos em que pratiquei kendo. pedalar longas distâncias tem muito de zen, portanto, não dá pra explicar, pq o zen é indizível. mas desaparece a fronteira entre a bicicleta, o seu corpo, e a sua alma, assim como o kenshi, o lutador de kendo, coloca sua mente na ponta da espada no momento do golpe, pois a espada é a extensão do seu corpo, o mesmo acontece com o ciclista de longa distância e a sua bicicleta. ela é a extensão do corpo, reage a cada movimento, sem uma racionalização anterior. se o golpe de kendo tem que ser natural como caminhar, o pedalar zen tb é assim. sente-se a aspereza do asfalto como se caminhássemos descalços, sente -se o relevo das estradas como nenhum motorista de carro poderá sentir. nos audaxes, não há competição: apenas se chega dentro do tempo, ou não. o único oponente a ser vencido é vc mesmo. e só, e mais ninguém. nada mais zen.
  4. e então veio o audax 400 kms. eu fiz a inscrição de última hora. mas tava mais preparado desta vez do que das outras. no audax 200 kms (relato em audax-holambra-casa-branca-holambra-208-kms-em-13-horas-t42124.html), conforme falei, estava em convalescença. mas completei, arrastei o piacitelli junto, no audax 300 kms fui moído pelo vento contra, que, junto com um problema mecânico, tirou o piacitelli da brincadeira. mas veio esse de 400, embora também saísse de boituva, eu sabia que faríamos os primeiros 200 com vento a favor, e na volta, o vento contra teria amainado pois já seria noite. menos mal... mas o que pegou forte foi a altimetria, no total de 4450 mts. sim, somando todas as subidas, daria 4450 mts de altitude "escalada". alguns trechos mais íngremes, outros menos, mas subida pra dedéu... eu saí de sp na sexta, tarde... peguei o último ônibus, às 21:45, logo chgeui lá em boituva perto da meia noite, tentei achar o povo onde tavam comendo, nem achei... hehehehe, voltando pro hotel encontro toda a turma da bicicletada-sp, e pra não dormir de estômago vazio achei uma lanchonete na frente duma funerária, que tava aberta. fuir dormir depois da uma da matina..... acordei às 5:30 e logo eu já gritava no quarto, uma frase genérica: acorda japonês! é que tinha dois no quarto comigo.;.. hehehehe, o edu mats, vulgo "ponêis", e o ricardo yasuda, vulgo shadow, a.k.a. sheldon. o hotel era simples, mas amigável: bikes dentro do quarto sem reclamações, serviram o café da manhã mais cedo pra nós.... o fato é que em torno das 6:30 a gente tava na praça em frente à prefeitura pra vistoria das bikes: faróis na frente, luzes atrás, temos que estar com o colete refletivo mesmo de dia, capacete.... tudo ok, todo mundo se amontoa e se dá a largada. lembrando, audax não é corrida, então não tem aquele empurra empurra por posição. o povo sai pedalando e é isso, cada um no seu ritmo. grande parte estava pra fazer os 150 kms do desafio. um pouco menos, cerca de 25, pra fazer o audax 400kms. o trajeto é de ida e volta, portanto quem ia fazer os 150 kms iria até 75 kms adiante, onde estava o PC1, e voltaria. nós do 400 seguiríamos pela castelo branco, subiríamos a serra, pegaríamos a castelinho até botucatu, e daí a rondon até bauru. ou seja, 200 kms e uns quebrados na ida, outro tanto na volta. eu recebi a planilha da altimetria, vi que tava complicada, mas preferi não estudar muito... era melhor não me desanimar antes, né? minha bike tá com relações boas pra subida e pro plano. pedivela 53-39, cassete de 8v 11-28 customizado (11-13-15-17-19-21-24-28 dentes). embora haja um espaço razoável entre uma marcha e outra, o fato de ser um espaço de 2 dentes me média não prejudica muito a cadência, e me dá uma amplitude boa. ou seja: marchas longas pra trechos planos e/ou descidas,marchas curtas para subidas... meu parceiro em boa parte da pedalada, o edu mats, tava com relação 11-28 atrás tb (mas de 9v) e pedivela compacto: 50-34. ele sentiu falta de marchas mais curtas, eu não. isso são escolhas absolutamente pessoais. e claro, têm que estar adequadas à altimetria... o priemiro trecho,k de 75 kms, é relativamente tranquilo. nenhuma subidinha mais pesada, principalmente por estarmos descansados. então fui tocando. uma hora um grupo de uns 4 passou por mim e um deles me puxou pro pelotinho: - entra aí no meu vácuo, descansa um pouco! é que, pra em tá pedalando, a questão aerodinâmica é importante. cada vez que vc dobra velocidade, vc quadruplica a resistência do ar. é por isso que ciclistas preferem andar em grupos, vão se revezando na posição da frente, a cada momento tem um na frente e os demais na cola dele. nas copetições profissionais se forma um grande pelotão com 60 ou mais ciclistas, andando colados, e isso permite que um ciclista que esteja encaixado lá no meio tenha até uns 70% menos resistência do ar pra enfrentar.... mas no audax não temos grandes pelotões. pedalamos no acostamento, que muitas vezes é estreito, e cada um vai mais ou menos no seu próprio ritmo. alguns ciclistas já se conhecem, aindam mais ou menos no mesmo ritmo, e vão indo. quem tá um pouco mais forte puxa um pouco mais. alguns são melhores nas subidas, outros (como eu), nas descidas. fui pedalando e então, senti a roda traseira pesada.... pneu furado! não tinha esvaziado tudo ainda. dando um aolhad apor fora achei um aramnho bem fino, tirei, e a roda terminou de esvaziar.... parei bem do lado de um aplataforma de cimento branca, a tampa de uma caixa coletora de águas pluviais. então fiquei lá, tirando pneu, trocando câmara, fazendo inspeção pra ver se achava outro possível dano (tinha outro araminho querendo entrar, seria um futuro furo), e quando estava com tudomontado e iria encher opneu, pár ao carro da organização, com o richard dentro - o diretor da prova. já sai gritando com seu sotaqeu americano: - no, deixa que eu encho com minha bomba de pé! e assim, ele encheu o pneu pra mim, em 120 libras, em meia dúzia de "bombadas", facinho, bem mais rápido do que faria com minha minúscula bomba de mão. continuei a pedalada, cheguei depois das 10 no posto de controle 1, com cerca de 75 kms rodados. esperei os coleguinhas... hehehehe saímos num grupinho, eu, edu mats (vulgo ponêis) , márcia, um pouco mais atrás o andré lima. até o pc2 eu fui puxando nosso grupeto. só que há um detalhe. se entre a largada e o pc1 o trajeto é tranquilo, dali em diante o bicho pega. adiante havia a serra de botucatu, subidinha de 10 kms. tem um trecho, no início, que parece plano, e a bike não anda... hehehehe, é só olhando pra trás é que percebemos que é subida. essa brincadeira de 10 kms, ficando progressivament emais íngreme, até o final, cansa. cansa pra dedéu. no audax 300, foi onde parei bem no meio, dessa vez subi direto. em cima da serra, a tradicional olhada pra trás de cima da bike mesmo, pra ver a paisagem, e seguimos adiante, onde logo passamos o pedágio e 2 kms à frente pegamos à direita, pra pegar a castelinho. no pedágio paramos, par ao rafael pegar água. dali em diante, seriam cerca de 50 kms sem abastecimento. e pra ajudar, na castelinho já começou um sobe e desce desgracento. ok, nas descidas se embala, mas nunca estamos embalados o suficiente pra subir muito adiante. então, dá-lhe pedalar com marchas curtas e fazendo mais força. a essa hora já era quase meio dia, e o sol rachando no coco da gente, um calor grande, e esse trecho foi assim, de sobe e desce, até botucatu. pra terem uma idéia do calor, no pc 1 enchi um acaramanhola de gelo, preenchendo os espaços com água. menos uma hora depois, tava quente essa água... em botucatu, um trevo, e estamos na rondon, dali seriam ainda 90 kms até bauru.... eu pensei que o sobe e desce fiacria mais suave, mas que nada, piorou. descidas íngremes, subida sidem. eu já tava na castelinho atingindo mais de 70 por hora nas descidas, numa dessas na rondon cheguei a 72,5. imaginem, mais de 70 por hora sobre pneus com menos de uma polegada de largura, pneus de 23mm, com 120 libras cada de pressão. a bike ficava arisca, mas mesmo assim estável. quando a bicicleta é efetivamente projetada pra esse tipo de coisa, ela anda bem, minha bicicleta é antiga, uma vitus do comecinho dos anos 90, em cromo-molibdênio, mas com geometria de competição. foi uma bicicleta projetada para ser usada em etapas longas de competições profissionais. nesse trecho eu algumas vezes deixei o pessoal pra trás, mas tb cansava em algumas subidas e simplesmente parava pra esperar o resto. poderia ter disparado na frente, mas com isso também me cansaria, e claro, a questão não era apenas chegar a bauru, tinha ainda a volta. afinal, o pedal de longa distância, não competitivo, tem algo de jogo de xadrez, de administração do conforto e desconforto, da dor e prazer. é diferente encarar uma longa subida quando se está treinando, aí podemos pedalar com força até sentir os músculos das coxas arderem, mas num audax fazer isso é burrice. os músculos arderão, mas é preferível que seja só no final... a distância é longa, de nada serve forçar para depois não aguentar. e assim fomos. administrando subidas e descidas. minha companheir amais próxima durante um longo tempo foi a márcia: eu abria nas descidas, ela me alcançava nas subidas. sua bike uma hora deum probleminha besta, a blocagem soltou um pouco e como era uma bike de contra-relógio, tinha a gancheira mista, para câmbio e tb par aser montada com roda fixa, aberta para trás. com tanta força nas subidas a roda veio pra frente e começou a pegar no quadro. mas conseguimos arrumar em 30 segundos, era só uma regulagemzinha pequena. no km 259 da rondon (o pc 2 er ano km 275),no pedágio, peguei água. fiquei na sombra xavecando a para-médica, consegui água geladinha pra mim e pro edu mats que tava logo atrás. nãopegamos muit aágua pq logo a 16 kms teríamos abastecimento no PC, então não é preciso carregar peso à toa. continuamos no sobe e desce e chegamos ao PC2. uma nota sobre os pcs: em todos, água e gatorade à vontade, bananas, maçãs, mexericas, lanchinhos. e claro, ainda pra ajudar, o bom humor e apoio do povo da organização, todo mundo voluntário. no pc 2 o alexandre wagna me diz que dali em diante a coisa era sossegada (uma mentira deslavada...), a nataly com seu sorriso imenso confirmando. o richard conversando e tocando bananas pra gente comer - muita banana, nada de cãibra. logo que pudemos, já em torno das 3 ou 4 da tarde, saímos pro último trecho antes do pc3, onde "almoçaríamos" e começaríamos a volta. mas o sobe e desce continuou de um jeito f.d.p. até bauru. o fato é que chegamos até o pc3, num local chamado "quality center", em bauru, uma espécie de mini shopping, quando já era noite. vimos um por do sol lindo na estrada, mas com o sol na cara.... no pc3 a parada mais longa. banheiro. roupas! tínhamos deixado com a organização cad aum uma sacola com roupas par ao frio da volta. troquei de camisa, coloquei uma blusa, carreguei o corta-vento no bolso da camisa, troquei as luvas. nesse local comi tb um pedaço de pizza e um afogazza. tentei achar geléia de mocotó, mas que nada... o corpo pedia proteína... foi o momento tb de um café bem forte. deixei meus colegas aírem na frente, pois minha luz traseira tava com problemas, havia caído por vibração na estrada, por conta do mal estado dos acostamentos, mais de uma vez. eles saíram e eu ainda instalava um aluz reserva que o richard me emprestou. resolvi ir ao banheiro tb... afinal, é sempre bom aliviar peso, né? sai pra alcançá-los, depois os ultrapassei. era noite, e já tava ficando frio, muito frio, mas muito frio meeeesmo! e ainda iria piorar.... eu queria chegar rápido ao pc4, pra tomar um café quente. pedalei forte, cheguei antes dos demais, e fui tomar um café. na verdade, vários, mais uma garrafa daqueles guaranás com açaí que se acham por aí. e claro, mais bananas, bananas, bananas. no pc4 fiquei sabendo de mais desistências. triste. a márcia recebe um aligação do marido, que estava à frente, dizendo que iria abandonar por conta de um tombo e o susto de quase ser atropelado por uma jamanta. ela o encorajou a continuar. na verdade, proibiu-o de dessitir,mandou esperá-la que tava chegando. saiu ela pedalando, e depois eu e o edu mats. o rafa tava chegando no pc. tava um frio de rachar - depois soubemos que fazia 4 graus naquele pedaço do estado de são paulo, +/- km 275 da rondon. pedalamos e encontramos a márcia e o mendes enrolados com a roda traseira dele, compneu furado e etc. motamos tudo, o willian, da organização, qu etava de moto (ficava rondando a estrada, vendo se alguém tava com problemas), parou, pra ver se precisaríamos de help, e logo um carro da administradora da estrada tb. mas tudo tranquilo, foi rapidinho, já estávamos pedalando. conversei um pouco com o mendes, ainda tava nervoso com o tombo, mas tava bem. pedalando forte pra dedéu... aliás, o casal é duro de acompanhar, afinal os dois têm cada um, nas costas 5 ironman.... (ironman, aquela doideira do triathlon: nada 4 kms, pedala 180, e daí corre uma maratona). dispararam na nossa frente. puts, é jogo duro, mesmo àquela hora, quando já tínhamos pedalado quase 300 kms, em plena madrugada gelada, os dois tinham um gás f.d.p. pra pedalar. olhei pro edu mats, um deu risada pro outro, tchauzinho pro casal... vimos eles sumindo à nossa frente... logo depois o carro da organização nos passou. claro, sempre checando se tá tudo bem. é legal ter os amigos por perto, o alexandre wagna e a nataly sempre levantando o moral da gente. pegamos a castelinho. se na vinda ela parecia cheia de morros, perto do que já tínhamos pedalado, ela tava tranquila... hehehehehehe fomos, mais uma vez, mais 20 kms de sobe e desce. no finalzinho dela, uma luz piscando, era o alexandre wagna sinalizando pra não pegarmos a entrada errada. pegamos a entrada certa, fizemos o contorno, voltamos à castelo felizes pq dali pra frente seriam apenas dois kms de subidas e depois a longa descida de 10 kms e mais uns 7 relativamente planos e estaríamos no pc5, mas a p. do meu pneu traseiro fura de novo! então toca a consertar: destrava o freio, tira a roda, termina de esvaziar, tira o pneu, acha a farpinha de aço (aliás, como caminhão deixa sujeira na estrada! os pneus se desfazem e a malha de aço deles é que cria esses araminhos fininhos...), tira a farpinha de aço (deu trabalho), inspeciona o pneu, coloca outra câmara, coloca o pneu, enche o pneu, coloca a roda, trava o freio, e volta a pedalar. enquanto estávamos lá parados o rafael nos passou. mandamos ele tocar adiante. continuamos depois e chegamos, finalmente, ao pc5, depois de descer a serra, freiando, por conta do frio - afinal, quanto mais velocidade, mais vento... gelado! na descida, passei por cima de algo que deu um tranco na bike e voou meu farol. tinha um farol reserva,mas aquele tava com pilahs recarregáveis emprestadas do wagna, então fiquei caçando as pilhas no acostamento. logo adiante achei o edu mats parado junto com o carro da organização, eles tavam achando que eu tinha tomado um tombo... hahahaha foi uma maravilha chegar ao pc5, pq ali eu sabia que tinha um café com leite gigante que servem no restaurante do posto. já tínhamos pedalado 335 kms. eu fiz a besteira de comer fritura: um pastel e um espetinho de frango. quase botei tudo pra fora depois. mas o café com leite quente gigante fez sucesso, todos os ciclistas que chegavam depois de mim viam e pediam: "eu quero um daquele ali!" hehehe na correria na saída, o mendes me pediu pra ver o freio traseiro da bike dele, vi, mandei o edu sair, e depois saí... mas esqueci as caramanholas com água e gatorade! e a preguiça de pegar de volta quando percebi? que nada, foram os 75 kms finais praticamente a seco. o edu tb não tinha abastecido. pelo cansaço, já estávamos cerca de 24 hs acordados e fazendo força, vc começa a fazer besteira. ambos "pescamos" em cima da bike, cada um num momento diferente. teve uma hora que praticamente comecei a sonhar de olhos abertos. mas logo veio uma subida e acordei... comecei a pedalar mais forte pra não dormir. e concentrado em não dormir fui pedalando até que uma hora senti sede e ia pedir um golinho do resto do gatorade do edu mas kd ele? parei e fiquei esperando. logo apareceu. mandamos ver nos sachês de gel energético, pq estávamos fracos. esse trecho final, embora suave, tem umas subidinhas. mas estávamos extenuados, portanto o rendimento caíra muito, muito, muito. no começo, estava muito frio, estávamos bem agasalhados (até com jornal no peito...), mas depois foi esquentando e fomos tirando tudo. os trechos finais foram cruéis. qq morreba parecia maior que o everest. eu olhava pra cara do edu, ele olhava pra minha, era palavrão pra tudo quanto é lado... hahahahah quando chegou o trevo de boituva, comemorei. mas a entrada da cidade tinha que ser em subidinha, né? quando vc tá morto.... entramos na cidade, viramos na rua errada, e andamos uns 4 quarteirões a mais. tinha que ser, né? tanto que chegamos na praça da prefeitura pelo lado contrário. eu tinha avisado pra todos os amigos que iam tirar fotos que me lembrassem de sorrir. mas quem conseguia sorrir? que nada. chegamos na praça, o mendes e a márcia ainda tavam lá, o rafael dormindo no jardim que nem um mendigo, eu sentei numa mureta, o edu no chão mesmo. lgo chegaram os 3 de mtb que tavam atrás da gente, e pouco depois, mais 3 de speeds. e menos de meia hor achegaram cerca de 10 ciclistas, portanto, quase metade dos que concluíram a prova. foi dura a brincadeira. com um terço da distância do paris-brest-paris (a origem de tudo, desde 1891, 1200 kms), tinha a metade da sua altimetria. subimos cerca de 4500 metros de altimetria acumulada. é subida pra dedéu, e pra gente "fortinha" que nem eu, a dificuldade aumenta pra kct. bons escaladores normalmente são aquele tipo de gente magra que bota a bermuda colada e mesmo assim sobra na bunda... são os "chassis de frango", magrinhos.... dali foi seguir pro hotel, tomar um banho delicioso, montar as malas, almoçar e voltar pra sp. no carro do wagna, eu e o rafael dormimos antes de sair de boituva. detalhe, leva-se uns 3 minutos pra sair da cidade. acordei só na marginal em sp, e o rafael só quando já subíamos a av. consolação. o wagna me deixou em casa. onde caí na cama e dormi por 15 horas seguidas. ------------- um agradecimento a todos os amigos envolvidos nisso. pela companhia, pelo trabalho de reservar hotéis, de trabalharem como voluntários no evento, de tirarem fotos -que depois eu coloco aqui - de me levarem em casa, de estarem na chegada me esperando, de me lembrarem de ao menos tentar sorrir ao final. dados: 412,3 kms rodados, em cerca de 26:40 hs. 4450 mts de altimetria acumulada. ingeridos: cerca de 9 litros de gatorade. cerca de 10 litros de água. uma pastilha de sal. 12 sachês de gel de carboidrato. 1 barra de proteína. aproximadamente 15 a 20 bananas uns 20 lanchinhos minúsculos um pedaço de pizza uma fogazza um pastel dois croquetes de carne um espetinho de frango amendoins que a márcia nos passou uma maçã e mesmo assim, vcs não imaginam a fome que estávamos os 4 da turma que fizeram os 400: o silas pelo menos dormiu um pouquinho antes, pois chegou no grupo da frente, às 5 da manhã. no almoço, comemos cada um pelo menos dois pratos daqueles imensos. era um restaurante por quilo, acho que comi 1,5 kg de comida... hehehehe -------- nas discussões posteriores, descobri que o rafael e o edu usaram técnicas que aprenderam vendo dragon ball. eu aguentei a sede usando o que aprendi sobre controle de sede e dor nos anos em que pratiquei kendo. pedalar longas distâncias tem muito de zen, portanto, não dá pra explicar, pq o zen é indizível. mas desaparece a fronteira entre a bicicleta, o seu corpo, e a sua alma, assim como o kenshi, o lutador de kendo, coloca sua mente na ponta da espada no momento do golpe, pois a espada é a extensão do seu corpo, o mesmo acontece com o ciclista de longa distância e a sua bicicleta. ela é a extensão do corpo, reage a cada movimento, sem uma racionalização anterior. se o golpe de kendo tem que ser natural como caminhar, o pedalar zen tb é assim. sente-se a aspereza do asfalto como se caminhássemos descalços, sente -se o relevo das estradas como nenhum motorista de carro poderá sentir. nos audaxes, não há competição: apenas se chega dentro do tempo, ou não. o único oponente a ser vencido é vc mesmo. e só, e mais ninguém. nada mais zen.
  5. qto pesa? A espiriteira Trangia pesa aproximadamente 100 grs e é toda feita em latão. vixe, desisti, meu sistema de cozinha, completo (2 espiriteiras, para-vento, tampa, panelinha, garfo) pesa 175 grs.
  6. Ogum, valeu pela resposta! Não pesquisei muito sobre essa marca, oq vc tem dizer sobre ela? É tão confortável quanto uma deuter? Visto que, como vou usar bastante, tem que ser confortável Abraço esse cara subiu o aconcágua com uma: http://www.escaladabrasil.com/osite/modules.php?name=Content&pa=showpage&pid=14 a questão do conforto, pra mochilas de um certo nível, começa se tornar relativa. é fácil uma mochila se tornar confortável com a tralha de uma semana de viagem. outra coisa é carregar 30 kg nas costas. vc não vai fazer trekking, não vai escalar, vai viajar. vai carregar a mochila nas costas por períodos mais curtos, não vai ficar 15 ou 18 hs direto com ela nas costas. por outro lado precisa de uma mochila que aumente e diminua de tamanho com facilidade. precisa de um troço ultra-resistente. já vi neguim reclamar das elevation, mas tb tinham regulado errado. ela gruda no corpo, vc sente a transferência de peso pra cintura. olha o que cabe no modelo 90/140 litros: nesse tamanho imenso, eu só conheço essa: http://www.jandd.com/detail.asp?PRODUCT_ID=FHIF pesando 1 kg a mais, e sem a capacidade de compactação das elevations. e as elevations, com esse ziperzão de cima abaixo, são o canal pra arrumar a tralha dentro delas. abrem por cima e pela frente inteira. dá pra colocar muuuuita coisa, na minha, com 100 litros, coloquei até outra cargueira dentro uma vez, com barraca, fogareiro, panelas e roupa pra duas semanas... hehehehe
  7. as mont blanc femiinas pararam de ser fabricadas há 3 anos oumais. aliás, as mont blanc pararam de ser fabricadas. se achar, é mosca branca.
  8. onde vc tá achando as mont blanc femininas? ah, em tempo: essas mochilas não são pra vida toda. mas uns 20 anos de uso intenso duram... hehehehe
  9. Bom, eu tenho 1,75 e 64kg e tenho uma deuter quantum 70 Recomendo ( e muito! ) a mochila, excelente pra meu tipo de uso ( muito parecido com o seu ), acho que esse tipo de mochila voltada pra backpacking vai ser melhor pra você! A única coisa a se pensar é o preço, não conheço muitas outras mochilas-mala pra te dar uma opinião melhor porem considero um excelente beneficio pelo preço Linneker, Muito obrigado pela resposta. Fico até mais tranquilo e menos inseguro agora hahaha Se possível gostaria de ver também a opinião do ogum, parece que ele é o cara quando se trata de equipamentos rs Abraço a todos! Marini mais barata, mais versátil, chamando menos atenção e com uma baita capacidade de aumentar e diminuir de tamanho, coisa que em vai fazer esse tipo de viagem como vc precisa: equinox elevation: http://www.equinox.com.br/p_m_elevation75.htm http://www.equinox.com.br/p_m_elevation.htm tem um ziper imenso na frente, permitindo acesso à mochila inteira. e chama menos atenção que as deuter.
  10. a ignorância generalizada sobre o assunto no dito terceiro mundo tem razão de ser. o que motiva alguém a viajar independentemente? 1. o fator idade. no entorno dos 20 anos há uma urgência pela independência, aliada à pouca grana, que faz com que o viajante procure esse tipo de viagem. isso talvez faz com que a grande massa seja de gente realmente jovem. 2. o fator temperamento. há pessoas que, independentemente da idade, procuram não ficar presas a "esquemas" pré-delimitados, independentemente de faixa etária ou classe social. via de regra tb possuem uma sede grande de conhecimento (lêem livros, vagam pela net, e etc) mas no terceiro mundo, as carências existenciais acabam por não permitir a sobra de dinheiro necessária para se realizar uma grande viagem (vide o sucesso dos pacotes parcelados) e há - e isso é mais importante - uma falta generalizada de informações acerca do mundo. há quem não viaje por não entender o que isso pode proporcionar. há quem seja de fora de são paulo que não consegue sequer curtir o centro velho pois não tem bagagem cultural o suficiente para entendê-lo. aqui mesmo no fórum percebemos isso. então, quem é o mochileiro brasileiro? em parte é o dito verdadeiro mochileiro. conhecemos a figura. somos essa figura. em parte é o jovem de classe média alta que está copiando um modelo observado no exterior, sem entendê-lo direito. é o jovem que precisa ir por intercâmbio estudantil para a europa para aprender a lavar pratos ou arrumar a própria cama. este parece um pouco perdido, e muito afoito para fugir das asas paternas... em todo caso, esse público, seja dos ditos verdadeiros mochileiros, seja dos rich babies, não exige cara estrutura em suas viagens. muito antes pelo contrário, ele as repele. o dito verdadeiro mochileiro pq isso parece tirar-lhe a autenticidade da experiência. o rich baby tb repele pois isso repete as viagens familiares da infância, e ele quer o "fora de casa", não o que já tem. há uma variante que é menos explorada ainda: o cicloturismo. o cicloturista, via de regra, pelo próprio tipo de veículo que escolheu pra viajar, pode ser enquadrado como o mochileiro sobre duas rodas. ele consome dois tipos de passeios. 1. o passeio que consistem em viajar apenas de bicicleta, usando outro transporte apenas se muito necessário. exemplo: ir de avião até lisboa e de lá pedalar a europa inteira, tomando outro vôo apenas para retornar ao brasil (há casos mais extremos, de voltas ao mundo, demorando em média de 2 a 4 anos). 2. o uso de circuitos, como a rota do vale europeu, em santa catarina. enquanto a europa, e a américa do norte tem investido pesado nesse setor (os alemães gastam por ano em cicloturismo mais do que o nordeste brasileiro arrecada anualmente em todas as formas de turismo), o terceiro mundo ainda não percebeu que pode ganhar muito dinheiro com esse tipo de turista, que muitas vezes também procura a precariedade: nada de viajar pelas grandes estradas, os recônditos, as trilhas, os caminhos, isso é que lhe interessa. enquanto a alemanha tem ciclo-rotas de todos os tipos (das de terra e neve à pavimentada, sinalizada e muito bem estruturada berlin-copenhaguen), no brasil temos apenas o circuito do vale europeu e com muita luta e muita oposição do poder público está saindo do papel a ciclo-rota márcia prado, ligando são paulo a santos. um exemplo de descaso, de não utilização de estrutura é o caso da estrada velha de santos, que, se tivesse aberta às bicicletas poderia gerar um bom tráfego cicloturístico, gerando postos de trabalho (de oficinas de conserto a lanchonetes) em todo percurso. o cicloturismo gera tanta receita na europa que há uma miríade de fabricantes de bicicletas específicas para a área, e a trek, conhecida por sua inovação na área das bikes, mantém um certo modelo em produção desde 1983, com poucas mudanças no projeto - são 27 anos de produção ininterrupta: simplesmente vende, e muito, ano a ano. o mercado europeu e norte-americano para esse setor é gigantesco, bastando dizer que há na europa mais fabricantes de alforges para bicicletas do que de mochilas cargueiras.... este setor está praticamente inexplorado no brasil. basta ver que os albergues e hotéis sequer sabem onde guardar as bicicletas dos viajantes....
  11. ora, pra quem tem ferramentas, tudo é possível, o problema é que se trata de peças de mecânica de precisão. a casa das medidas é décimo e centésimo de milímetro. um fogareiro feito pra funcionar só a gás não terá os revestimentos internos necessários pra funcionar tb com o combustível líquido. o contrário é mais fácil, em tese. agora, a não ser que vc tenhauma bela oficina com instrumentos de precisão, não brinqeu comisso, é brincar com fogo. e se é pra brincar com fogo, vá pro tópico das espiriteiras, que tem muita brincadeir apor lá. em fóruns gringos tem gente fazendo fogareiro a gás superleves, coisa de 30 gramas. mas com combustível líquido ninguém brinca não.
  12. a malha pr ausar por baixo é a segunda pele. o fleece é uma versão mais evoluída e melhorada do antigo plush. dá uma fuçada no site da décathlon que vc verá inclusive fotos das peças. compr euma mochila-mala que dá pra o uso que vc quer e permite arrumar melhor as roupas. tem diversos modelos citados pelo pessoal por aqui.
  13. faz o seguinte. leva mesmo uma jaqueta no corpo, eventualmente outra dentro da mochila. noralmente pra viagens desse tipse leva o mínimo, há quem leve só uma jaqueta. são volumosas quando dobradas. moletons, blusas de lã, fleeces, são fáceis de socar dentro da mochila, nem amassam tanto (fleece e blusa de lá não amassam), e como camiseta, se guarda enrolado. é bom vc separar já oque vai levar e tentar caluclar o volume, pra saber que mochila comprar. se é pra viagem, a mochial tem que ser resistente, não necessariamente lá muito confortável, pois vc andará pouco com ela nas costas. não precisa ser top de linha.
  14. vi o modelo sim. engraçado que tenho pnew klenda numa outra bike, uma mtb, não deu problemas. mas vi o povo no pedal.com.br reclamando dos pneus que vinha na strada. a bolsa de selim é essa daqui: detalhe: o encaixe pláastico é um aporcaria, o meu quebrou. passei uma fita - mochileiro sempre tem fita de compressão, né? hehehe- e tenho que prender direitinho senão ela cai na roda. se não achar, usa uma bolsa de quadro, tb dá um help legal. a gente não tá competindo então não tem tanto problema carregr um troço desses.... hehehe agora, eu vi umas bolsas de selim que dá pra gente carregar tudo: http://www.adventurecycling.org/store/index.cfm/product/538/carousel-design-works-escape-pod-saddle-pack-medium.cfm http://www.revelatedesigns.com/index.cfm?fuseaction=store.catalog&CategoryID=4&ProductID=7 o que mata é o preço! hehe
  15. fábio, o grande problema do piaciteli não foi a hipotermia, a falta de um corta-vento naqule momento, foi o pneu. se o pneu não tivesse feito aquele calombão, ele não precisaria murchá-lo, e não teria diminuído oritmo da pedalada. foi isso que o fez coneglar: tava com o corpo todo molhado, o vento frio, sem poder se movimentar mais rápido. estávamso todos sem agasalho, naquele trecho, seja quem tava à frente dele, que era o meu caso, seja quem tava atrás. mas tocando o pedal do modomais pesado como estávamos fazendo, dava pra chegar logo aopc 3, - 225 kms, e pegar os agasalhos ali estocados. foi o que fiz, foi o que muita gente fez. teve gente que chegou de bermuda e camisa de manga curta no pc3 e saiu de calça, duas blusas, luvas longas, gorro, balaclava! se não fosse o pneu, o piacitelli chegaria como eu no pc3, tiritando, mas não com hipotermia. e depois de pegar os agasalhos e tomar um canecão de café-com-leite quente, e teria termiando no tempo, como fizeram tantos outros. pia, tá aqui o calendário desse ano: http://www.audaxbrasilia.com.br/calendario/calendario.htm vai treinando. dá pra fazer 200 e 300 esse ano, já pra série do ano que vem...
  16. vamos lá. sobre que tipo de mochila, olhe as páginas anteriores que tem muita discussão. agora, sobre as roupas. mochileiro procura usar roupas que não amassem, ou amassem muito pouco. mesmo viajando com malas, roupas amassam. não tem jeito. oq seu faz é aprender a condicionar as coisas de modo a amassar pouco: calças jeans e camisetas enroladas, por exemplo. raras camisas de gola, pq amassam mesmo. e por aí vai. o negócio é embalar tb em sacos menores, ajuda a organização.
  17. 75 litros são 75 litros. claro, há diferenças de métodos de medidas entre marcas diferentes, mas entre mochilas da mesma marca não há. a sensação que vc teve é em razão da altura da mochila. quando pegamos uma mochila mala e abrimos, achamos que tem pouco espaço. no caso da mochila de abertura por cima, olhamos um compartimento profundo e mais estreito. dá a sensação de mais espaço mesmo.... a mochila mala é mais quadrada. pode ser enorme, mas como é mais larga, não é tão alta. se percebe o quanto cabe nela quando enchemos de coisas....
  18. ogum eu dei uma olhada no site acho que vou acabar comprando uma lowe alpine pra mim, nunca tive uma cargueira, acho que já vou começar bem eu me interessei pela TFX Cerro Torre 75:95 XL ou mesmo a TFX Cerro Torre 65:85, na cor 'ochre' eu imagino que seja um tamanho até mais do que o necessário para uma viagem de 1 mês, 1 mês e meio fiz a conversão e sai por 569 reais e uns quebrados você acha que vale a pena? abraço. tá baratíssimo. pegue no seu tamanho a mochila.
  19. espiriteira, faça vc mesmo. nada é tão mais leve e prático que uma espiriteira feita em casa. dá pra fazer coisas com 7 ou 8 gramas de peso e só... hehehe
  20. de fato, eu fiz. o toldo é o problema, compre um da kampa, ou sofra com os toldos feitos de plástico que se encontra em casa de material de construção. esses rasgam, fazem barulho, não aguentam ser esticados não.... bivaques-redes-lonas-toldos-tendas-f433.html t´aí o link. procure em redes. dá pra fazer a rede, dá pra comprar a da kampa, dá pra fazer a rede e recomendo fortemente o toldo da kampa. não é barato mas é mais barato que muita barraca por aí, e é leve. fazer toldo aui no brasil é um p. problema pq não conseguimos impermeabilizar bem o tecido. cheguei a compra rnylon, depois que vi o custo d aimpermeabilização arrumei um da kampa pq saía mais barato... isso pra vcs terem uma idéia. pra fazer a rede tem que pegar o nylon, costurar as bordas e depois seguir a receita que passei num dos tópicos acima. []s
  21. alemão, cê sabe que vc e o silnei já tão inscritos na série de brevets do ano que vem, né? pode ir treinando....
  22. cara, peg aum superfly da msr. ele tem uma outra vantagem. o bocal encaixa mais de um tipo de cartucho. dá uma olhadinha: http://cascadedesigns.com/msr/stoves/fast-and-light-stoves/superfly/product e pesa míseros 130 gramas....
  23. ram, se vai cozinhar pra mais de uam pessoa, não recomendo nenhum dos dois. panela pra 2 é mais larga. tem que ter queima de gás mais espalhada. panela pra 2 é mais pesada, estressa mais essas partes móveis desses dois fogareiros aí. e vc precisa ter um suporte mais amplo pra panela. olha só esse: http://www.rei.com/product/636832 primus yellowstone. veja que simplesmente não tem partes móveis a não ser o botão de controle do fluxo de gás. tem um clone brasieliro, o azteq innova, e é o que eu tenho. dá pra desmontar e diminuir o tamanho. da msr recomendo o superfly: liás, muito usadopor guias de aplpinismo nos e.u.a., no lugar do pocket rocket, pq é mais confiável e durável (mais robusto tb), e queimar melhor o gás, com queimador mais amplo, evitando os hot spots, onde a comida queima enquanto em outro lugar da panela ela tá crua. isso sem falar que esse segundo tipo de fogareiro, sem suporte da panela dobrável, é que permite fazer aquela gambiarra com um panelona velha pra cozinhar dentro da barraca, coisa que só se faz com fogareiro a gás e quando se tá lá a 5 ou 6 mil metros de altitude. esses fogareiros pesam pouco mais de 200 gramas, essa diferença de peso não faz diferença quando a gente tá em duas ou mais pessoas. lembrando que esses micro fogareiros a gás servem pra uso pessoal, pra trilha sozinho, coisa que aqui no brasil, pela facilidade de fornecimento de álcool e temperatura mais amena, a gente usa espiriteira mesmo. quem aqui consegue água derretendo neve?
  24. Estava dando uma olhada nesse Soto, e me pareceu muito interessante, consegue manter a pressão da chama mesmo em temperaturas de -20ºC, devido a um tal de "micro regulator". Alguém já ouviu falar dessa tecnologia ? Está U$ 70,00 na REI, só por curiosidade. olha, o maior problema de fogareiro a gás em baixa temperatura não é o fogareiro, é a temperatura do gás. butano liquefaz (e daí não sai do cartucho, perde pressão) a 0,5 - meio grau - celsius isobutano liquefaz a -12 graus. propano liquefaz a - 40 graus. existrem fogareiros a gás remotos que permitem vc virar o cartucho de cabeça pra baixo pro gaz chegar líquido no fogareiro e daí queimar. mas não se precisa de nada disso. vbota o cartucho 20 minutinhos dentro da jaqueta que ele esquenta. coloca dentro de água quente, urine em cima, vale até dois ou 3 minutinhso com o iusqueiro embaixo pra dar uma aquecida - tomando muitocuidado pra não explodir o cartucho - .... existem um zilhão de modos de dar uma esquentadinha básica no cartucho de gás. esquenta ro suvficiente pra começar a funcionar, e daí é só manter aceso e protegido do vento que dificilmente congelará. aqui tem uma série de infos e dicas: http://zenstoves.net/Canister.htm tá em inglês, mas vale a tradução do google tb.
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