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ogum777

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  1. o PP é uma difícil trilha fácil. explicando: não há grandes problemas de orientação, a trilah é uma avenida. um croquizinho no máximo dá jeito. mas como essa altimetria tá destribuída que é o problema e o cacius sabe bem. a subida do morro do getúlio é chamada de subida da desistência. muita gente desiste ali, e o alemão aí em cima quase desistiu tb. não deixei. no trecho onde era pra ser "suave", no selado entre o caratuva e o tiapiroca, pricipalment eno costeio do caratuva, é um sobe e desce danado nas covas e pedras e raízes. é como fazer tirlha num daqueles brinquedos de palyground que a molecad fica escalando. é tração nas 4, com direito a escorregões, tombos, capotadas e etc. e depois do selado do caratuva pro PP, começa uma escaladinha boa. não sou escalador, aquela subida ali não me parece cois amuito fácil não. talvez pra alguém acostumado com sapatilhas e magnésio nas mãos seja bico, mas eu sempre tava de mochila e bota, ou tênis de trilha. e afora iso, mesmo depois que se chega ao A2, não se tem vida muito sossegada, o vento é forte, e a trilha pra bica tá desmoroando. tem que se passar por cima de uma pedra - ali cabia bem umgrampo, ajudva pra dedéu pra direcionar o trânsito por ali, pois a trilha ao lado tá desmoronado. eu uma vez caí ali, o dionir/gutante que puxou pelos cabelos pra eu não rolar lá pra baixo. voltamo nós dois brancos que o cacius olhou pra gente perguntando pq tavam os dois com olhos arregalados.
  2. dormir leve aqui no brasil pressupõe boas conexões - ou seja, alguém pra trazer de fora - ou gastar uma grana e pgar 3 a 4 vezes o preço da coisa lá fora. ou usar rede mesmo. tô com um protótipo da kampa, duma rede nova, pesando menos de 0,4 kg. o toldo tá em torno disso, dá pra carregar uns 0,8 kg pra dormir bem e seco, mais 0,1 prum mosquiteiro que eu mesmo faço. e ainda podendo usar um isolante muito fino, que tenha a função de só isolar mesmo, não de servir de colchão. pruma pessoa pesada que nem eu (quase 90 kg em 1,70 de altura), isolante leve e fino só em rede, sob pena de não aguentar de dor nos pontos roxos quando acordar. o interessante é mudar os paradigmas relativos aos locais de camping - por exemplo, no PP, tem uns 2 locais pra colocar rede em torno do A2 q ninguém se toca, e todo o costado do caratuva - abrigado do vento, mas impossível para se montar barracas - pra se enredar com sossego. a noite q mais sofri no PP eu tava com a minha manaslu, por conta do vento f.d.p., e a q menos sofri armei a rede de noite usando uma lanterna de apenas um led - q ilumina menos que uma vela, mas tb tinha um vento f.d.p., mas o local de puso foi outro. pra turma que tá caçando peso leve, recomendo pensar seriamente numa rede. pra nós acostumados com camas, pode ser estranho n início, mas descobri que em cas anão consigo dormir na rede, mas no mato sim: o cansaço me derruba, hehehe. agora, já aviso é tudo diferente. os locais de camping são diferentes, o olhar sobre a trilha tem que mudar tb, e a própria estratégia de ataque a determinados morros muda. dá pra "montar acampamento" longe das encostas nuas e ventosas dos cumes, fazer o ataque, dormir mais baixo e abrigado, sem correr o risco de algumas ascenções com muito peso nas costas perto dos pontos mais altos. um exemplo é o próprio PP, onde os nazis retiraram os grampos, e parece que tá mais difícil subir os paredões de cargueirona nas costas. na próxima vez que for pra lá vou comuma mochila de 27 lts, suficiente pra carregar comida pra 3 dias e toda a tralha.
  3. na boa, acho essa retirada de grampos do PP coisa de quem tem a mãe em lugar não muito bem afamado. existe entre o pessoal que administra lá a região duas preocupações: 1. barrar a chegada de grupos de evangélicos doidos (favor envangélicos não doidos, não se identifiquem com essa crítica, ou seja, a grande maioria do povo evangélico, doido tem em qq área, e me refiro a essa minoria) que levam multidões morro acima pra cultos, destruindo o local, deixando lixo pra dedéu em tudo quanto é lugar e etc. eu mesmo presenciei esses restos, e nada mais brochante do que vc chegar no a2 cansado pra montar sua barraca e dar de cara com restos de roupas e lixo no chão, junto com uma cruz e folhetos falando de jesus. chegam em bandos e vão gritando e cantando pelas trilhas, e quem conhece um pouco de mato sabe que isso estressa os animais. já estamos invadindo a área deles, fazer silêncio e não deixar restos não é mais do que obrigação. são incontáveis os mutirões pra limpar as trilhas pelo lixo deixado, mas seria mais fácil simplesmente controlar melhor que acessa a trilha, uma vez que os acessos se fazem por áreas privadas. 2. barrar o alcance do cume por quem "não tá preparado", não é "montanhista o suficiente" e etc. é a mesma atitude babaca que faz com que não passem por exemplo os waypoints dos caminhos ao ciririca para evitar que os não-locais o atinjam. só que com essas atitudes o que está ocorrendo é: 1. maior devastação: grampos e correntes canalizam a passagem. onde havia grampos e não há mais, o povo se segura em galhos e etc. ou seja, a via tá se alargando mais. 2. a atitude restritiva aos "não capazes" é de fundo nazista. montanhistas de mais idade, do próprio paraná, hj não mais sobem o pp. gente que tiver alguma deficiência numa mão, que é o meu caso, talvez tb não suba. e quem não dominar as técnicas de escalada tb não subirá, pq agora é obrigatório aprender a suspender o peso do corpo na ponta dos dedos, e não segurando firmemente com a mão. ou seja, restringe-se o acesso a um grupo específico. eu por exemplo tenho forma física pra subir aquela josta, atualmente, umas 3 vezes, se quiser.esse ano participei dum troço muito mais extenuante do que subir o PP, que é pedalar 200 kms num único dia. já fiz as duas coisas (pedalar pesadopor mais de 12 horas e subir o PP), e posso afirmar com segurança, em matéria de esforço físico contínuo um audax de 200 kms é algo muito mais pesado do que subir montanhas. mas não tenho todos os movimentos da mão direita. sim, isso me atrapalha no pedal tb, depois de 10 horas pedalando pesado continuamente, minha mão dói e incha de tanto segurar o guidão da bike, mas isso nao atrapalha a direção da bike nem a frenagem. mas, independentemente de estar com a mão cansada ou não, não sinto firmeza pra me pendurar nos dedos da mão direita. então, a mensagem é clara: eu sou um dos indesejáveis por lá. mas tenho vontade de voltar, de voltar e dormir de rede no abrigo do A2. "montanhistas puros" irritam-se bastante com quem faz trilhas de rede. pq rede pode ser usada no frio, mas é pra baixa altitude, e isso é o brasil inteiro. brasil não tem montanha, brasil tem morro. e daí, claro, fica difícil bancar o montanhista "de verdade" usando uma barraca cara se o cara do lado tá numa nautika. (pra não acharem que é recalque de quem não tem grana pra barraca cara, ma minha é uma manaslu, e nas minahs 3 estadias no a2 do pp, uma foi de rede, outra numa trilhas e rumos de mais de 4 kg carregada pelo cacius alemão e outra foi na minha manaslu -a noite mais confortável foi de rede). admiro o trabalho de manutenção da trilha e limpeza que os montanhistas do paraná fazem no PP, mas reprovo essa retirada de grampos e correntes. logo logo lá só chegarão os jovenzinhos. mas quero que eles cheguem aos 40 como eu. quero ver se lamentando depois por não conseguirem mais fazer determinadas coisas. assim a sensação de velhice lhes chegará mais cedo, do que tem chegado pra mim. no PP conheci pessoas maravilhosas e outras nem um pouco. quando se vai da estrada a pé para a fazenda, muita gente passa de carro. os irmãos de montanha são aqueles que oferecem carona. os ratos passam às vezes até dando tchauzinho e te deixam na poeira. pra voltar, a mesma coisa, uns oferecem carona até a estrada ou mesmo até ctba, outros fazem cara feia e negam esse auxílio a quem tá com as pernas mais cansadas. na primeira vez que fui um cara me negou carona na volta (e eu tava com a perna machucada), mas o trator que recolhia o lixo me levou de volta em boa parte do caminho. o tratorista foi muito mais humano que aquele outro mané... em tempo: uma vez, no orkut, um f.d.p. me falou que seu eu não tinha unha não deveria ter subido o PP, pq os "verdadeiros motanhistas", os antigos, faziam a subida assim.. perguntei se ele tb fazia como os antigos e usava botas que não eram impermeáveis, blusas de lã em vez de fleeces, calças jeans em vez de calças de trilha, cordas de sisal em vez das cordas modernas, mochilas de lona verde em vez das modernas cargueiras e etc. a resposta foi um palavrão... as pessoas deveriam ser mais coerentes, não? o que vai acontecer no futuro? as pessoas não deixarão de ir. mas vão acabar pagando uma graninha pra algum guia-babá que lhes segure a corda no paredão rochoso que antecede o PP. e assim, claro, subir o PP deixará de ser uma questão de competência, mas de ter dinheiro pra comprar o pacotinho de aventureiro.
  4. Obrigada!!! Acho que são estacas sim, parecem um L, rsrs. Só que achei as cordinhas curtas, elas tem tipo um passador só em uma das pontas, na outra não tem nada, tem que amarrar pra emendar? É que com o comprimento delas não dá pra passar pelos passadores do teto e levar até o chão. O ângula da estaca no chão tem que ser uns 45º, é isto mesmo? No local que vou parece que a área acimentada é meio grande, daí não tem como alcançar uma parte sem pra por as estacas, só vai dar pra usar o avancê fazendo gambiarra, rsrs??? Pra segurar a barraca pretendo deixar as coisas dentro. Essa pergunta 4 era bem isso, testei e deu certo. Obrigada!! nelma, procure dicas de como armar a barraca em cima de rocha. se fazem gambiarras mesmo, usando pedras e etc. aqui tem uma foto de minha barraca montada sobre pedra: serra-dos-orgaos-a-montanha-e-as-3-fadas-t24894-15.html levamos cordeletes extras semrpe, pra ese tipo de uso. aquelas varetinahs em L que vc tá vendo são os espeques. são presos pelo lado que tem laço. a outra ponta é pra marrar na barraca, onde há locais pra isso.
  5. ferrino é uma excelente marca italiana, a mammut é suíça e mais voltada à escalada, go lite, como o nome diz, produz visando o pesoleve, e a osprey é melhor que a deuter.
  6. sapo não pula por boniteza, mas por precisão. essa é a sabedoria do caboclo. numa trilha, bonito é o funcional. é o caso das pochetes. a falecida mont blanc fabricava pochetes excelentes. tenho uma, uma pochete com armação interna, pra 12 litros. tem uma boa pochete da curtlo, é essa: http://www.curtlo.com.br/produtos/prod407.asp o suporte no ombro ajuda a distribuir bem o peso. a alto estilo tem duas: http://www.altoestilo.com/pochetebike.php http://www.altoestilo.com/pochetehidro.php a poc tem uma tb: http://www.poc.com.br/ a deuter tem a hocus pocus, pequena, mas que vira mochila, pode ser uma boa opção pra viagens. mas nesse aspecto, ninguém bate a americana jandd: http://www.poc.com.br/ as melhore spochetes do mundo.
  7. daniela, uma mochila mala de boa qualidade tem o costado de uma cargueira. assim ela tem a mesma transferência de peso, tanto que a deuter tem uma específica pras mulheres, a 55+10 sl: http://www.deuter.com.br/index.php?cat=produto1&id=39&ca=3&su=70&li=0&si=0&sl=1&pr=Traveller%2055%2B10%20SL aliás, acho que no mercado nacional é a única mochila mala adequada às mulheres, as demais disponíveis não tem essa especificidade.
  8. lico! eles tem maior poder de compra e preços mais baixos. aqui menor poder de compra e preços mais altos... colocam esse preço pq vai ter gente pagando. tem demanda reprimida aqui no brasil, de tudo! eles socam o preço e os manés que comprem... é assim que pensam. e mesmo assim os preçso da décathlon aind aestãomais baixos que em outros locais...
  9. rodrigo, por favor, da próxima vez poste em minúsculas. maiúsculas nromalmente são interpretadas como gritos.soa agressivo pra quem lê, mesmo que essa não tenha sido sua intenção, e acredito que não foi. em todo caso, dê um alidinha aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Netiqueta e bem vindo ao fórum.
  10. kailash tem fama, aqui e no brasil, de perder a forma depois de algum tempo. procurem posts antigos e verão. eu não tenho. entre kailash e curtlo prefiro curtlo. mas se é só pra viajar, o melhro é uma mochila-mala,que dá pra arrumar as coisas dentro dela de modo mais fácil. uma mochila muito boa pr aviajar, embora não planejada pra isso, é a elevation da equinox. tem um zíper que abre ela inteira de cima abaixo, e é altamante expansível, o que em viagem pode ser vantagem pra carregar todas as traquitanas que se compram por lá fora.
  11. legal, renato, gostei! entenda uma coisa: a montanha tá sempre lá. ela não foge. essa primeira vez te deu experiência pra uma segund avez. te deu idéia dos equipos, te deu idéia da alimentação, como funciona teu corpo e etc. nada é perdido. depois passa uma lista completa do que levou e do que sentiu falta, de modo consolidado, pois essas infos servirão pra quem quiser ir tb. de preferêncialista consolidada: mochila com modelo e tamanho, o fogareiro idem e etc. essas infos sempre são úteis a alguém. parecem meio óbvias pra gente, que já fez um certo caminho, mas não são óbvias pra quem ainda não o fez. e agora é planejar a próxima! []s
  12. aaaaahhhhhh! vou esperar vcs chegarem a conclusões nesse teste aí, daí vou comprar o recomendado e passar pro piacitelli calibrar! é muita coisa eletRônica pr aminha cabeça! eu me enrolo com relógio digital e celular pra mim tem que ter duas funções: fazer ligações e ter agenda de números! é muita coisa! p.s. ontem quase comprei um relógio com altímetro. mas comprei um com bússola digital. tô tentando calibrar a bússola. mas vai ser dif´cil fazer isso sem tirar o relógio da caixa... hehehehe
  13. nossa, a moçada tá chutando o balde! heheheheh eu gosto do álcool 92 gl (eu acho fácil em sp, em supermercado mesmo) pela limpezaou ou atoxicidade, mas não apenas por isso. perco o controle da sminahs espiriteiras quanod uso álcool de posto. o cacius lembra da tocha que virou quando fervemos água pra chimarrão com esse ácool. não esqueçam que não é só esquentar água, há o cozimento. muitas vezes não é tão bom o maçarico... água fervendo forte demais sobe muito, portanto tem que se usar panela mais alta, portanto, maior, portanto mais pesada... hehehehehe uso uma canecona de 800 ml. lá eu tenho que fazer tudo. num maçarico a comida pula por cima.... fogo forte é bom, mas não temos que derreter neve no brasil. um outro dado sobre as espiriteiras gringas. parece que o álcool disponível nos e.u.a. é diferente do nosso. parece-me que eles possuem disponíveis variações com metanol, enquanto que o ácool 92 gl que temos disponível aqui por lá é produto altamente controlado....
  14. não necessariamente, leo. o álcool de posto parce queimar mais forte, mas prefiro o álcool de supermercado, pq é mais "limpo": posso usar pra limpar a mão, se vazar não estraga nada das roupas ou das coisas, consigo controlar melhor o fogo. e já vende em garrafinha de meio litro. o de posto sai mais barato, com certeza.
  15. zqui um videozinho legal sobre esse audax. acompanharam uma ciclista: javascript:box_video_headline_container_jwp.loadHref('http://www.ondepedalar.com/files/mulher_de_audax_196596110.flv',%20'http://www.ondepedalar.com/thumbnail.php?file=re_288576541.jpg&size=article_large',%20true);playlistChangeSelected('box_video_headline_container_1'); o paulo piacitelli aparece de costas no começo do vídeo.
  16. ih, fia, precisa pdalar com as meninas! a evelyn mandou brasa no pedal, junto com a patty.... aqui rolam uns pedais femiinos, e a mulehrada tá detonando. essa semana tev eo lançamento do calendário dos pelados paulistanos, o que tinah de mina de perna grooooooossa, não tava no gibi...
  17. hahaha, piacitelli, ela ficou com dor no corpo de ler o meu relato.... precisou se recuperar pra ler o seu, agora passa o final de semana de cama... hehehehe
  18. é, esqueci em cima da cama... mas na volta, o rafa rodo me emprestou o dele, no PC 100. eu passei. mas assim que começamos a pedalar, caiu um toró fenomenal. lavou tudo....
  19. valeu vizinha! heheheh vou colar umas fotos aqui, ok? na ida, embarcando as bikes no bumba, na barra-funda. shrek ciclístico, ou melhor, eu. que foto horrível! no PC 50 kms, benicchio, xpk e edu soneca. no pc 100, rafa rodo, pasqualini e márcio filosofando sobre o pedal. e claro, comendo, hidratando-se... cena linda: depois de 200 kms de pedal, xpk com o filho, que logo estará pedalando... o gabito promete!
  20. agora, fotinhos! eu à esquerda, eduardo soneca agachado pq tava rezando para mim... heheheh isso ainda no hotel, antes da saída. fotos by jp. nessa foto dá pra ver, no meu corpo, as marcas "bonitas" que sol fez no sábado... nos braços e nas pernas... (o cara da frente é o rafa rodo dançando axé sentado) vcs acham que a turma era da bagunça ou não? ainda era noite e o povo já de pé arrumando as bikes. a caminho da prefeitura, local da largada. no almoço, no dia seguinte. o abacate gigante sou eu.
  21. ah, negão, agora entendi pq vc tava passando mal... era fome! o meu tá aqui: holambra-casa-branca-holambra-208-kms-em-13-horas-t42124.html agora, com pneuzinho fino, tendo comido melhor e usando pedal de encaixe, vc ia ver como vc faria tudo melhor! pedal de encaixedá 20% a mais de desempenho! []s
  22. puts, JP, tá legal, mas bota s fotos aqui, ó gnomo! []s
  23. 208 kms pedalados, em tempo inferior a 13 horas. muito? talvez. mas fizemos isso, sob condições de tempo e altimetria do caminho não muito favoráveis. mas pq fazer uma coisa dessas? ora, e pq não? tantas pessoas se perguntam sobre isso há mais de um século, quando eventos ciclísticos assim começaram a pipocar na europa. é uma forma de cicloturismo, na medida em que não há competição. eu fiquei sabendo do audax que iria ocorrer aqui no interior de sp. já tinha feito outro, em 2003. não era novidade pra mim, mas pra muita gente que foi comigo era. o esforço físico é grande, mas qq um que saiba pedalar, esteja com a bicicleta certa e goze de boa saúde faz isso. é como andar um dia inteiro. nossos corpos estão preparados para esse esforço. aliás, não há outro animal na face da terra que suporte esforço por tanto tempo como nós: suamos às bicas pq nossos corpos precisam manter a temperatura durante espaços de tempo muito longo, e por isso somos mais resistentes que bois, cavalos, zebras ou qq outro animal grande, em esforços contínuos. mas nós não temos idéia da nossa capacidade até testá-la. e um audax é isso. um pequeno embate entre corpo e mente, entre vontade e apetite. a coisa é assim: tem que se pedalar por trecho previamente demarcado, mantendo a média horária em no mínimo 15 kms/hora. é uma média baixa. o ideal é manter acima disso para ter tempo para comer, ir ao banheiro, consertar pneus furados e etc. os percursos são tradicionalmente de 200 kms, 300 kms, 400 kms, 600 kms e por fim, os grandes (como o lendário e centenário paris-brest-paris), com 1200 kms. sempre mantendo a mesma média. isso quer dizer que as pessoas tem que completar essas distâncias nos seguintes tempos: 200 kms: 13,30 hs 300 kms: 20 hs 400kms: 27 hs. 600 kms: 40 hs. 1200 kms: 80 hs. para se fazer o de 1200 é preciso o brevet de 600. pra se fazer o de 600, precisa-se o brevet de 400. o de 400 exige o brevet de 300 e esse, por sua vez, pede o brevet de 200. para o brevet de 200 não se exige nada. é a porta de entrada. normalmente, junto com alguns brevets, se fazem os "desafios", com distâncias menores: 100 kms ou 150 kms. assim que abriram as inscrições no clube audax brasil (http://www.audaxbrasil.com.br/ do qual, aliás, eu participei - timidamente - da fundação, em 2003), para o brevet de 200 kms, em holambra, interior de sp, eu me inscrevi. e não fiz isso sozinho. como sempre, provoquei um monte de amigos, dentre os quais o piacitelli aqui do mochileiros.com, e a galera da bicicletada de sp, da associação ciclocidade e do insitituto ciclo br. fiz questão de convencer o maior número de pessoas possível, seja incentivando, seja provocando (coitada da minha amada amiga aline, vítima das minahs provocações até agora há pouco, eu sei que ela vai me dar uns cascudos quando me encontrar de novo...). e claro, nunca falta doido pra topar programa de índio. da galera de sp fomos em muitos, inclusive alguns que não conseguiram vagas. o brevet teve 47 inscritos (200 kms) e o desafio (100 kms) 14. todas as vagas preenchidas - há limitação, pois o evento é segurado. e como foi a coisa? a organização da viagem começou bem antes. com semanas de antecdência o albert consguiu reservas no hotel escolhido (ok que tinha uma estradinha de terra pra chegar, mas tinha amplo espaço pras bikes,inclusive dentro dos quartos, e uma piscina pra gente torrar no domingo). acho que chama holambra garden hotel, ou algo assim. o JP, cara genial, organizado, coordenou o aluguel do bumba que nos levou, em 21 pessoas + bikes. e tb teve a galera que foi de carro. o piacitelli foi direto de botucatu e ficou em outro hotel. já foi uma epopéia embarcar as 20 bikes no bagageiro do bumba. de umas tira-se as rodas, de outras não, umas vão de ré, outras de frente, até bike de cabeça pra baixo tinha. a minha eu coloquei num mala bike, o que permitiu que ela fosse em cima do compratimento do estepe, deitada. saimos, paramos na estrada pra jantar, e organizar o jantar prum grupo grande nem sempre é tarefa fácil pra alguns restaurantes. o meu nhoque com polenta virou nhoque com batata frita... o fato é que chegamos tarde no hotel, e até dormirmos já era mais de uma da manhã, pra acordar às 5:30... acordamos às 5:30. eu, como sempre, com meu ótimo humor matinal já xingando tudo e todos de anormais.... heheheh. tomamos um café da manhã hiper-mega-power (do pudim que tinha, comi um quarto, entre outras coisas), e em pouco tempo rumamos para aprefeitura da cidade, onde seria feita vistoria, a partir das 6. sim, as bikes são vistoriadas pra ver se estamos carregado o equipo obrigatório, constante de pisca traseiro, farol dianteiro (farol que ilumine mesmo), capacete e colete refletivo (esses dois a serem usados durante o dia inteiro). como não é permitido receber assitência externa (salvo de colegas de pedal) fora dos pcs, carregamos tb o que é de praxe pras emergências: câmaras e remendos reservas, bomba de ar, ferramentas... esses são de escolhas pessoais. depois de um perrengue tentando remendar um furo em 2003, debaixo de chuva, dessa vez me precavi e levei três câmaras de ar de reserva mais uns 20 remendos... só usei uma câmara. às 7 horas da manhã largamos, saindo de holambra e nos dirigindo à sp-340, para irmos até casa branca e voltarmos. mais dados do trajeto aqui: http://www.bikely.com/maps/bike-path/AUDAX-BRASIL-BREVET-200-DESAFIO-100-HOLAMBRA-06-03-10 cliquem em "show" e depois "elevation profile" pra terem uma idéia da altimetria do caminho. simplesmente cruel.... ascenção de um total de 1750 metros.... na ida, outro tanto na volta... bom, saímos e logo pegamos a sp-340. nesse momento fez uma chuvinha, que logo passou, mas enlameou as bikes. começamos o pedal. eu fui tocando. pedalando um pouco mais forte, mas não muito. tava andando bem, melhor até do que imaginava estar. já se percebia, nesses primeiros 50 kms, o perfil altimétrico f.d.p., com muitas subidas e descidas. as subidas são sempre lentas e as descidas rápidas. pra efeitos de comparação, uma subida de 10 kms, a 10 por hora, levará 60 minutos pra ser percorrida. a mesa subida, descendo, a 60 por hora, será descida em 10 minutos... então, muito sobe e desce cansa. a essa hora eu ainda estava brigando com as marchas. mania de usar marcha muito pesada. mas ok, era barbeiragem minha, não da bike. fui tocando, passando alguns, sendro ultrapassado por outros. as bikes são as mais diversas, desde as speeds a muitas mtbs com montagens diversas (de mtbs hibridizadas com pneus finos a mtbs com caixote de feirante no bagageiro), e até bikes de triathlon, com guidões clip... o essencial nas bikes pra audx é serem confortáveis pra se pedalar durante horas, mas com um desempenho razoável. num audax, não há competição: se chega dentro do prazo e pronto. depois são divulgados apenas os que conseguiram o brevet, em ordem alfabética, tempos não são divulgados, não há primeiro ou segundo lugar. isso tira muito do stress de competições. deixa os colegas mais solidários. se alguém tá trocando uma câmara furada outros param pra ajudar. inclusive aconteceu uma coisa engraçada comigo. numa subida, quis trocar muitas marchas de repente e a corrente caiu, saiu do pedivela. eu ainda estava um pouquinho embalado, girei em falso e ia desclipar os pés (estava usando pedais de encaixe, há um encaixe no pedal e outro na sapatilha de pedalar) e olhei pra baxio vi que a corrente tava atravessada já pegando num dente da coroa menor e no câmbio, se eu forçasse poderia quebrar a corrente. olhei pro lado, o mato, capim, estava cortado rente por uns 3 metros além da rodovia. devagarinho (aproveitando o resto do embalo) fui passando pelo capim baixo até a roda encostar no capim mais alto e então eu cair de lado, em cima do capim.... daí deitado desclipei os pés... hehehehe e claro, cada um que passava parava pra perguntar se tava tudo ok... foi meu único tombo. e tenho a impressão que foi o único tombo do audax, não vi relato de mais nenhum acidente. cheguei no primeiro posto de controle em cerca de 2 horas de pedal. o ritmo tava muito bom. ali tomei um copo de suco de laranja, comi uma banana, um pão de queijo, enchi as caramanholas de novo, de água e gatorade, e vi outros colegas que iriam fazer os 100 kms chegando. claro que fiquei provocado: - bora, gente, vamos fazer o duzentinho! o benicchio respondeu que iria fazer, achei que era brincadeira, logo saí dali. dai fui tocando os outros 50 kms. meu companheiro nesse trecho foi o alescio, maior e mais velho que eu. fomos papeando debaixo de um sol forte. fomos tocando. nada forte demais, mas pra fazer no tempo regulamentar. mas puts, as subidas e descidas pioraram, pioraram muuuuuuuuito. fiquei muito alegre ao chegar no pc 100. já tinha alguns da turma lá: pasqualini, rafa rodo, márcio. outros foram chegando. e a gente falando besteira. uma coisa que agente comentava é que seria bom se o benicchio tivesse fazendo os 200 kms... vi um cara de longe e comentei que parecia muito o beni, o rafa rodo faz um outro comentário e daí percebemos que era sim o benicchio, na sua caloi easy rider com pára-lamas amarelos! aí a coisa virou bagunça, pois tb chegaram outros que achávamos que fariam só os 100, mas conversaram no PC 1 com a organização e mudaram a inscrição. dentre eles a evelyn, menina guerreira. o JP, o namorado dela, ficara antes ainda do PC 50, pois havia espanado o pedivela. chegou tb o piacitelli, xingando a bike e o peso que tava carregando nela... acabamos por sair do PC 100 kms em casa-branca apenas 13:50 (10 minutos depois do fechamento do PC e 1:25 depois que eu chegara ali). eu lembro que citei que ia sair logo pra sair antes da chuva, fiz a curva pra sair do posto e começou a chover. primeiro uns pingos mas logo parei pra vestir o corta-vento. mas que chuva mais f.d.p., ainda por cima com um baita vento contra! os pingos de chuva vinham tão fortes que doiam quando baitam no corpo. alguns passavam pelos furos do capacete e me doíam no couro cabeludo. e a água que vinha da roda dianteira pulava forte. aliás, uma hora me entrou água da roa no nariz! o vento contra era tão forte que mesmo nas descidas mais longas, pra passar de 35 kms/h tinha que pedalar, e forte. e assim foi, com aquelas subidas assutadoras nas quais subíamos a meros 11 kms/h e tentando tirar as diferenças nas descidas seguintes, que fomos chegando aos poucos no PC 150 kms. fiquei mais um tempo parado ali. uns do grupo já tinham chegado, outros chegavam aos poucos. tomei uma garrafa de refri, comi uma banana, levei uma maçã no bolso da camisa, saímos em grupo e eu com a missão de alcançar a evelyn que tinha saído uns 15 minutos antes, e seria a dona do par de luvas esquecido ali no pc 150. ela tb tinha esquecido o saco de amendoins. me desliguei do grupo e fui tocando forte, bem forte, para alcançar a evelyn. soquei a bota mesmo, socando pesado nas subidas e nas descidas me esgoelando com a relação 53x11 (nas subidas baixava pra 39x28). em alguns trechos eu via, ao chegar ao topo de uma subida, ela no topo da subida seguinte.... e assim foi umas 3 ou 4 vezes até que consegu alcançá-la, pra descobir que não precisva correr tanto, as luvas esquecidas não eram dela, e sim de uma outra garota. bom, aí eu passei a pedalar num ritmo mais lento do que o dos últimos quilômetros. foos papeando, eu a evelyn. um certo tempo depois, fomos alcançados pelo marcelo. mas pra frente, pelo andré pasqualini, silas, márcio... já anoitecia. era noite fechada já quando passei sobre algo, senti um "clunk" na roda traseira, o barulho do ar saindo e gritei que estava com um pneu furado. pararam todos ali, pra me ajudar a trocar aquilo no escuro. trocamos rapidinho, talvez rápido demais, e quanto já colocava a roda cheia de ar na bike percebi queuma parte do pneu tinha escapado do aro. toca esvaziar e encher de novo. meus braços já tavam quebrados, osilas gentilmente encheu rapidinho. uma vantagem das speeds são os pneus finos que enchemos rapidamente. enquanto estávamos parados um apicape parou atrás, era o denis, mega -organizador do audax perguntando se tava tudo bem. estava. e seguimos. e nesse meio termo chegou a patrícia (outra das guerreiras), passa por nós, e quando vai parar a perna dá uma cãibra... acabou dando uma meia volta pegando uma das pistas. nós que olhávamos pra ela só sentíamos a luz que vinha por trás, gritamos, e ela calmamente depois explicou que eraum carro na outra faixa. ela via, nós é que não. dali seguimos adiante, faltando uns 10 kms pra entrada pra holambra. o povo foi tocando. o paulo tava mais lento (mtb, pneu mais largo, tinha carregado peso nos 100 kms, sem pedias de encaixe) e eu fui acompanhando-o. ora na frente, puxando um pouco, ora atrás, "empurrando" um pouco. o resto do grupo distanciou-se, já eramquase 20 hs, e o PC final fechava Aàs 20:30. se chegassemos depois, nada de brevet e portanto nada de fazer o 300.... hehehehe na entrada pra holambra o marcelo nos esperava. fomos os 3, dois de speed e o paulo na mtb. tem mais um trechinho de estrada e então uma subidinha pra entrar na cidade. nessa subidinha provoquei o marcelo a subir sprintando e fomos os dois, que nem dois retardados, pedalando em pé e acelerando subida acima. quando olhamos pra trás, kd o piacitelli? circulamos pela cidade procurando a prefeitura. o piacitelli tinha entrado numa outra rua e tb tava procurando a prefeitura. o fato é que chegamos a tempo e, 3 ou 4 minutos depois, o piacitelli, sob salva de palmas, ganhando até uma cerva da organização. bom, enquanto fiquei conversando ali com o povo da organização o resto do povo foi jantar. como disse a aline: "logo ali". o problema é que o restaurante "logo ali" tava fechado. ficamos eu e o paulo circulando pela cidade até que os achamos, num outro local. eu não tinha como ligar pra ninguém pq meu celular morreu afogado na chuva da tarde. comemos, falamos besteira, alopramos a aline (aqui um parêntesis: ela pedala pra dedéu, fez 100 kms na correria com um dedo da mão luxado sem reclamar de dor. mas nada como deixar uma brasiliense de sergipe arretada chamado-a de "café-com-leite".... acho que ainda tomo uns cascudos dela... hehehe). eu só sei que sonhei com bicicletas na noite de sábado. não sei o quê. tenho a impressão de que deitei, sonhei uns 2 minutos e acordei às 10 horas da manhã do domingo.... todo mundo comeu demais no café da manhã e ficou marolando na psicina. eu com marcas estranhas de sol nos braços e pernas. parecia estava manguitos e pernitos, ou no negativo, de camiseta, bermuda e meias brancas.... torrei um pouco no sol pra diminuir as marcas, e então, onde antes ardiam apenas pernas e braços, passou a arder o corpo inteiro. idéia de jerico.... saímos do hotel só às 4 da tarde, ainda pra ir almoçar (almoço "leve": einsbein com chucrute, dividido com o mr. shadow). holambra é uma cidade pra se conhecer. lindinha, pequena. bons restaurantes, docerias e etc. os hotéis e pousadas são baratos. pois o fato é que só cheguei em casa depois das 11 da noite de domingo. queimado, quebrado e imensamente feliz. pra mim esse audax teve um significado de retomada da vida. em dezembro e começo de janeiro andei muito doente, muito sério mesmo, com direito a natal hospitalar. minha alta definitiva só se deu em 17 de fevereiro e menos de um mês depois já deu pra fazer um brevet.... pois que venham os próximos! que venha o de 300! e vou carregar o piacitelli! - serviço: holambra, 140 kms de sp. vale à pena ser visitada mesmo fora da primavera. de bike, dá pra ir num dia de sp e voltar no outro. boa opção prum light cyclotouring. bons restaurantes, pousadas baratas. audax: maiores informações aqui: http://www.audaxbrasil.com.br/ http://sprandonnee.blogspot.com/ fotos em breve. dados do meu pedal: média horária: 21,6 kms/h vel. máxima: 65.4 kms/h total pedalado: 212 kms tempo efetivo pedalando: 9 hs, 48min.40 s. pneus furados: 1. caramanholas de água consumidas durante o pedal: 4 caramanholas de gatorade consumidas durante o pedal: 4 um copo de café com leite no pc 3. 1800 ml de coca cola 600 ml de fanta duas barras de proteína 6 sachês de carboidrato reduzido 6 bananas 1 pão de queijo 1 salgado muito amendoim da evelyn um potinho de sorvete e claro, mais um X-tudo no prato e algumas cervejas no jantar. e mesmo assim acordei com uma fome danada no dia seguinte. pq será? ----- sobre a organização: nota 10. escolheram boas estradas, um local barato pra servir de base, água gelada, frutinhas e gatorade à vontade nos PCs. gostei. meeesmo! parabéns aos organizadores.
  24. pois é, eu já tenho o desgaste. se vc otimizar seus equipos, baixa desses 18 kg. com 18 kg eu carrego comida mpra mais de uma semana e toda a tralha. otimizei fogareiro e panela (e pára-vento) pra pesar tudo menos de 200 gramas com isqueiro. meus jolehos têm que sobreviver. com 18 kg o terceiro dia pode ser um problema... ão tenho mais 20 anos, mas pretendo fzer trilahs pelos próximos 40, hhehehehe
  25. superleve-backpacking-light-t28654.html hehehe, eu prefiro dividir meupeso por 8, meus joelhos agradecem... hehehehe
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