Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

@duane.santo

Membros
  • Total de itens

    27
  • Registro em

  • Última visita

  • Dias Ganhos

    1

@duane.santo venceu a última vez em Novembro 8

recebeu vários likes pelo conteúdo postado!

Reputação

16 Boa

1 Seguidor

Sobre @duane.santo

  • Data de Nascimento 25-02-1991

Outras informações

  • Lugares que já visitei
    Bolívia, Chile, Peru, Argentina, Brasil (Amazônia, Alter do Chão, Belém, Manaus, Ilha de Marajó, Alto Caparaó, Carrancas, Chapada dos Veadeiros, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Búzios, Petrópolis, Natal, Iriri, Blumenau...)
  • Próximo Destino
    Patagônia Chilena e Argentina

Últimos Visitantes

227 visualizações
  1. Bem, eu não tenho especificado o que gastei e quanto gastei em cada lugar, os preços que eu lembro eu postei durante o relato. Como não dá pra ficar passando cartão em todos os lugares, até pq alguns eram bem remotos, eu tirei um pouco de dinheiro no início da viagem, um pouco no meio e um pouco no final. Conforme eu via que um lugar que aceitava cartão eu pensava se meu dinheiro estava acabando ou se dava pra segurar, mas preferi usar pouco o cartão. O valor total desses 17 dias, com TUDO incluso (passagens aéreas, deslocamento, alimentação, hospedagem, bebidas, artesanatos, etc): R$ 3926,61 In cash Manaus - tirei no caixa 24h R$ 1000 Alter do chão - tirei no caixa 24h R$ 1000 Ilha de Marajó e Belém - tirei no caixa 24h R$ 300 Cartões Cartão de débito: 73,50 Cartão de crédito: 663,38 Pago antecipado: Passagem aérea Rio x Manaus / Belém x Rio : 647,42 Passagem aérea Santarém X Belém: 59,57 reais + 5000 milhas Sinal de reserva para o tucupi, local hostel e TerraAmor (valor pra 1 pessoa): 182, 74
  2. Dia 17 - 22/10/18 Dia de ir embora! Acordamos cedo e fomos no ver o peso, pq no dia que eu fui (domingo) não tinha muita coisa aberta. Comprei o que minha mãe tinha pedido e umas comidinhas (tapioca, castanhas, farofa, biscoitinho). O ver o peso também não tem nada demais. Voltei pro hostel suando bicas, fechei a conta, pedimos o uber e fomos pro aeroporto. Chegando no rio me despedi do Rafael e voltei pra casa aguardando nossa próxima aventura/viagem Obs.: em belém tem o restaurante do thiago manso (renomado e muito bem falado) e a ilha de combu, ambos pra ir na hora do almoço. Como só almoçamos um dia, escolhemos o manjar das garças pela facilidade de já estar lá. Mas ficam essas duas dicas. Como de atração em belém só vimos o mangal das garças, que se faz em poucas horas, nos arrependemos de não ter ficado em Marajó mais de um dia pra curtir o pessoal e a vibe do lugar. Mas vai de cada um... Não achei Belém imperdível.
  3. Dia 16 - 21/10/18 Como Rafael saiu no dia anterior, ele estava cansado pra levantar cedo. Eu acordei e vi que eram 08:30, fui correndo tomar o café, até que percebi que não era 08:30 e sim 07:30, o horário de verão tinha sido cancelado de começar nessa data maaaas meu celular adiantou uma hora mesmo assim. Fazer o que né?! Já que estava de pé fui dar uma volta, olhei a feirinha que tava tendo na praça, experimentei a cachaça de jambu que deixa a boca dormente, desci até o mercado ver o peso, depois peguei um uber e fui até o mangal das garças. O mangal das garças é tipo um jardim com pássaros, e você pode usufruir do espaço de graça, mas tem um viveiro, um borboletário e um mirante que paga 5 reais em casa um desses. Fui só no borboletário, bem bonitinho, nada demaaaaais. Logo depois o Rafael me ligou pra saber por onde eu andava e onde iríamos almoçar. Comemos no manjar das garças, restaurante que tem no próprio mangal das garças (R$76 o buffet). Minha nossa do céu, que comida maravilhosa!!!! Tinham várias comidas locais, vários tipos de peixes, várias sobremesas, tudo muito gostoso! Vale super a pena. O ambiente é bonito e tem música boa (R$5 o couvert). Atenção: não se deixem enganar por um bolinha que parece petit gateau, é uma cilada bino! O bolinho é um pudinzinho de açaí!! Mas não é ruim não. Comi até a tampa que depois mal conseguia andar voltamos pro hostel e eu fiquei deitada só digerindo enquanto o rafael foi pra parada gay que tava rolando ali perto do hostel. Eu fui na recepção do hostel saber o que tinha de bom a noite e a menina falou que tinha o palafita. Disse que era um ambiente legal e com gente legal. Mandei mensagem pro rafael e ele me disse que tava rolando festa ainda e me chamou pra lá, mas preferi ir pra esse palafita pra ver qual era do lugar. Avisei o Rafael que iria, mas ele não recebeu minha mensagem pq foi furtado Não subestime Belém. Me arrumei e fiquei pensando se realmente rolava de ir numa balada sozinha, pois eu nunca tinha ido. Vi fotos, li comentários do lugar, procurei outros lugares na internet, e pensei: pq não? se eu não gostar vou embora. Belém tem muiiitas opções de bar/comida/balada e muitos pubs legais. No dia anterior teve um pub com tributo ao coldplay. Aaaaah se eu tivesse visto antes. Mas é isso, pesquise um lugar e vá. Desci pras Docas (lugar legal pra ver o pôr do sol) pra tomar um chopp diferenciado na Amazon beer, o lugar parece ser bem descolado pela internet, mas pessoalmente é um bar comum. Pedi um chopp premiadíssimo de açaí. Não gostei. Bebi e pedi um uber rumo ao palafita. Chegando no palafita vi um pessoal bem estranho saindo de lá (a menina disse que o local era da elitezinha), muita gente já indo embora, mas acabei entrando, depois de certo horário paga 20 reais a entrada. Perguntei se eu podia ver o ambiente pra saber se eu iria ficar e depois eu voltaria pra pagar, não deixaram. Paguei e fui na fé e na coragem. O lugar também não é um dos melhores não. Fiquei por lá e uns caras em chamaram pra ficar com eles, depois eles foram embora e mais um menino veio conversar comigo até a hora que fui embora. Lá fica barzinho com o pessoal sentado durante o dia, depois na parte da noite tem música ao vivo e aquela animação do pessoal, geral em pé, etc. Peguei um uber e fui pro hostel, encontrei o rafael no quarto e ele estava conversando com mais dois meninos que estavam no quarto. Eles tinham pedido uma pizza, e quando a pizza chegou descemos pra cozinha e ficamos por lá até a hora que subimos pra dormir.
  4. Dia 15 - 20/10/18 Hoje era dia de ir embora. Tem o horário pegar o ônibus que te leva a barca próximo de 12h e outro na parte da tarde. Como não queríamos chegar muito tarde em Belém, resolvemos ir no de 12h + ou – Eu acordei cedo, pq eu queria ir na praia da barra velha com sol e curtir o último dia. Até cogitamos em ficar um dia a mais em Marajó, mas ficaríamos com o roteiro apertado. Depois acabamos nos arrependendo de não ter ficado mais. Marajó é encantador. O rafael ficou dormindo e o pessoal meio que se separou nesse dia, cada um precisou fazer uma coisa diferente. Pedi pro Sérgio chamar o moto táxi e fui pra praia. Deixei avisado o horário que ele precisaria me buscar pra eu ter tempo de tomar banho e arrumar o mochilão a tempo do nosso ônibus passar no hostel para buscar-nos. Passei a manhã na praia lendo, comendo e bebendo e quando deu a hora levantei meu acampamento pra esperar o moço da moto me buscar, e pontualmente ele apareceu.Me arrumei e ficamos esperando o ônibus passar. O ônibus chegou e já nos despedimos com saudades de todos. Na ida pro porto comprei mais um sacolé de bacuri (2 reais mt bem gastos). Pegamos a lancha rápida (muito melhor que o barco, pois tem mais turistas, é mais organizada e limpa e confortável e isso tudo) e por volta de 18h chegamos em belém. Ficamos arquitetando o que poderíamos fazer por lá. Nos hospedamos no Grand hostel belém(R$45 diária). Gostei muito da estrutura do hostel. Infelizmente estava tendo uma apresentação de ballet na cidade e todas as bailarinas e equipe se hospedaram nesse hostel, ou seja, só crianças e professoras. Estávamos com muita fome e saímos pra procurar algo pra comer. Fomos nas Docas e nada, aí resolvemos ir na praça de alimentação de algum shopping. Aproveitei e experimentei o sorvete cairu, sempre tem filas enormes. Como nas docas tava com muita fila, comi no shopping mesmo e sem fila! É gostoso Depois da nossa andança pra comer e reconhecer o território fomos dormir. Eu fui, o rafael deu uma saída, pq ele já tava implorando pela balada de uma cidade!
  5. Dia 14 - 19/10/18 Tínhamos pré combinado de irmos até a praia do Céu. O esquema é o mesmo de ontem: ir pedalando até a praia do coqueiro. Alugamos as bikes e fomos, uns 10 metros antes de chegar na praia tem uma praça, lá você pergunta pra qualquer pessoa sobre quem pode fazer a travessia pra praia do céu pra você. Vão falar que você tem que procurar o Seu catita, aí você vai entrar nessa rua da praça que é uma vilinha de pescadores e vai perguntando pelo Seu Catita. Achamos a casa do Seu Catita e conversamos com ele que estávamos hospedados no Sérgio e queríamos realizar a travessia pra praia do céu. Prontamente ele nos atendeu, pediu para que deixássemos as bikes por ali na sombra, embaixo de uma casa, e nos indicou uma casinha abandonada pra tirar fotos e depois faríamos a travessia. A travessia dura uns 7 minutinhos e a vista é linda, retrato nenhum revela a beleza do lugar. Ele deixa a gente num local e diz que temos que andar por volta de uns 15 minutos até o único “refúgio” que existe nessa praia. É uma praia desertona. Combinamos com Seu Catita de voltar com ele por um igarapé que depois se juntava ao mar e chegaríamos ao nosso local da volta (20 a travessia de ida + a volta pelos igarapés + mar – margem de erro de 5 reais para mais, não me recordo se foi 20 ou 25). Tudo no esquema. Logo depois que Seu Catita foi embora e nos assegurou que o lugar que ele deixou a gente não tinha taaaanto perigo de arraia, resolvemos fazer umas fotos/nudes. Tiramos várias fotos e depois fomos caminhando pro lugar que eu chamei carinhosamente de refúgio, no caminho tem um galho maravilhoso pra tirar uma foto bem diva, só que ninguém sabe que ele cheira a xixi (foto). Esse refúgio é uma pousada que tem uma parte de bar, a parte da pousaaaada mesmo eu não vi, só da casinha que funciona com bar. Bebemos água, almoçamos, bebemos cerveja, tomamos um banho de mar bem cuidadoso por conta das arraias. Atenção: se você tem medo das arraias, aproveite a praia com a maré baixa, pois ela fica com várias piscininhas naturais na parte da areia, looooogo você não precisa se aventurar no mar com as arraias. Quando deu a hora que combinamos com Seu Catita ele apareceu no refúgio pra buscar a gente. Fizemos uma trilhinha de 10 minutinhos até o local que começa o igarapé e surpreeeeeesa: o motor pifou. Deu ruim. Deu blade. Escafedeu-se. Depois do Seu Catita sem sucesso tentar colocar o motor pra funcionar, ele foi vencido pelo cansaço e começou a remar. Pedimos remos para ajuda-lo e remamos. Ficamos revezando lugares e remos pra ninguém se cansar muito. Apesar disso, saímos cansados, porém nos divertimos muito nessa brincadeira e o que era pra ser ruim, acabou ficando pra sempre na nossa memória. Depois de pegarmos rio e mar remando, finalmente chegamos em terra firme. Corremos pra pegar nossas bikes e voltar pro hostel antes que escurecesse, pois no caminho tem ZERO iluminação. Se depois do Refúgio você continuar andando pela praia, existe outra praia, a Caju-una, pelas fotos é bem bonita, infelizmente só descobri isso depois. Ouuutra dica: se você não voltar tão tarde da praia do céu, é possível voltar de bike por uma fazenda, segundo o sérgio, e passar lá pelo pôr do sol é muito bonito. Porém são 18km no total, estejam preparados e se programem pra chegar no hostel antes do anoitecer. Chegando no hostel o Sérgio chamou a gente pra comer filé de búfalo com queijo de búfala! Fomos até o “restaurante” Calhau. Aspas pra dizer: não espere luxos de Marajó. Se tem, não vi, nem quis, nem procurei. Algumas pessoas já tinham comido esse prato, exceto eu e rafa e um casal. Pra nossa surpresa e tristeza só tinha UM prato desse, entramos num consenso de deixar o Rafael comer e eu provaria o prato dele (35reais). Eu pedi um couvert de queijo de búfala com pão de sei lá o que e lingüiça não sei o que mais (20 e poucos reais), depois comi uma tapioca com doce de leite de búfala (10 e pouco ou menos). O resto da galera pediu um arroz cozido com leite de coco e estava maravilhoso. O prato demora horrores pra ficar pronto. Não vá com fome. Mas vale super a pena. Nem citei que o local que colocaram o nosso grupo foi no meio da praça do outro lado do restaurante, isso é apenas um detalheeeee que dá o diferencial. Eu disse que não tem luxo. Pegamos moto táxi para voltar pro hostel (tínhamos pego na ida tb) (5 reais) e depois de bater um papo com a galera fomos dormir. piscininhas que era possível tomar banho sem preocupação de arraia esse é o refúgio
  6. Dia 13 - 18/10/18 No dia anterior o Sérgio tinha falado com um carinha que tinha um passeio de barco para o furo do miguelão por 50 reais e perguntou se alguém iria querer fazer. Como estávamos todos junto o tempo todo, estilo Big brother, todo mundo falou: o que a galera topar eu topo. Todos toparam. Deixamos marcado pra 15h do dia seguinte no centro, lugar que sai o barquinho. Nesse dia tínhamos combinado de ir até a praia do coqueiro e alugamos as bicicletas com o Sérgio (15 reais a diária), então fomos pedalando até a praia do coqueiro (7,5km), acho que pedalamos 40 minutos. É um trajeto tranquilo de se fazer, isso desde que o sol não esteja muito forte, pq no caminho inteiro não tem uma sombrinha pra chamar de sua. Botei boné, uma saída de praia de manga cumprida, um short de ginástica pra não ficar assada, bastante protetor e ainda joguei minha canga nas costas pra proteger ainda mais. Segura esssa dica: no caminho do lado esquerdo você vai ver uma casa com um terreno bem grande e uns robôs de lata velha no gramado, lá tem uma plaquinha dizendo: VENDE-SE CHOPP DE BACURI. Só te dou um conselho: compre! (1 ou 2 reais). Chopp é sacolé, chup chup, choppão, din din, etc e bacuri é fruta mesmo, mas que tem nome de peixe, aaah, isso tem! Ou só eu que acho esses nomes tudo de peixe? Pedalamos, peladamos, pedalamos e tchanam: avistei a praia! Água a vista!! Segura essa outra dica: logo no início da praia, do lado esquerdo, tem uma casinha de madeira vendendo artesanato. Váááárias cerâmicas! Eu AMEI, não só as cerâmicas, mas os preços também. Tudo super em conta, ficamos doidinhos com os preços e a beleza das peças, então passamos o rodo na loja. O rapaz da loja disse que iria embalar tudo e quando nós estivéssemos saindo da praia podíamos pegar e pagar. Ótima ideia! Aceitamos. Nós aproveitamos a bondade dele e ainda pedimos se ele podia ver nossas bicicletinhas. Ele aceitou e fomos curtir a praia. Essa praia tem a faixa de areia beem extensa e conforme a maré vai subindo, ela vai diminui, mas bem pouco. Tem várias barracas lá e cada uma delas tem redes, cadeiras e espreguiçadeiras pra você aproveitar o seu dia pela praia. Ficamos por lá e na parte da tarde retornamos, pois teríamos que estar 15h no centro pra ir pro furo do miguelão. Pegamos as bikes e nossas comprinhas e voltamos felizes e contentes, a volta pareceu um pouco mais rápida. Segundo os locais era pq estávamos a favor do vento. Deixamos as bikes no hostel e o Sérgio pediu o moto taxi pra buscar a gente e levar no centro. Lá é tudo um pouco distante e o meio de transporte mais comum é o moto táxi(centro-hostel 5 reais/hostel - praias 10 reais). O bom do Sérgio é que ele é conhecido ali em Marajó, então ele recomenda os lugares pra gente, chama o moto táxi e consegue tudo por um preço bacana. Chegamos no centro, pegamos nosso barquinho e fomos para o furo do miguelão. É um igarapé, nada demais. Inclusive não conseguimos atravessar o furo do miguelão, pq tinha caído uma árvore. Acabamos voltando pelo mesmo caminho da ida. Vimos o pôr do sol no rio, mas tava nublado, por isso não foi muito bonito. No final paramos em um lugar pra tomar banho de rio. Acabado o passeio pegamos o moto taxi e voltamos pro hostel. No caminho paramos em um lugar pra comprar açaí. O açaí tradicional do Pará! Nem preciso dizer que achei horrível, mas uma menina disse que tinha que colocar açúcar e a moça q vendeu disse que eles comem com farofa de tapioca. Já que quem tá na chuva é pra se molhar, compramos um saquinho de açaí por R$ 2,50 (dá pra dois) e uma farofa que é bem barata (menos de R$3) e dá pra mais de duas pessoas. Levamos pro hostel e nem comemos. Só no último dia. O Sérgio guarda vários papéis de comida delivery, escolhemos nossos lanches e aguardamos chegar. Depois que chegou comemos tudo e cama.
  7. Dia 12 - 17/10/18 Belééém!! Chegamos em belém e sacamos um money, pois iríamos direto pra ilha de Marajó e dizem que tem lugares que não aceitam cartão. Detalhe: eu queria sacar 500 reais no banco 24h do aeroporto e não consegui, o meu máximo foi de 300 reais (diga-se de passagem meus gastos totais eu vou colocar no final). Dizem que Belém está perigosa. Eu sou carioca do subúrbio, meu beeem! Bobeira que eu não ia dar, então peguei tudo de valor e sai escondendo pelo corpo e pedimos um uber até o porto de Belém, saiu por uns 13 reais. Chegando no porto já avistei uma fila enorme. Já entramos ali mesmo e fui me informar se estávamos na fila certa, estávamos. O barco sairia 6:30am, mas a fila não andava e eu tava morrendo de medo de não conseguir comprar (o outro era na parte da tarde). Quando deu 06:20am chegou minha vez, compramos o barco ( 28 reais) e tinha a opção de lancha rápida que era 45 reais e fazia o trajeto com 30 a 60 minutos a menos (seu eu não me enagano). Um bando de criança chata gritando no barco e eu só pensava em dormir, foi o ódio do dia. Não sei que horas eram e finalmente chegamos em Marajó. Só sei que do aeroporto pro hostel de Marajó levamos umas 7h no total. Chegando no porto tinha um ônibus que cobrava 13 reais pra te deixar na sua hospedagem ou 8 reais pra te deixar no centro. Optamos pelo de 13 reais. Ficam várias vans, ônibus e moto taxis por ali, só escolher o que te agrada. Ficamos um bom tempo dentro do ônibus até que finalmente chegamos na nossa hospedagem, fomos os últimos! Ao que tudo indica, fiquei no único hostel de soure! Rs Marajó tem duas cidades turísticas principais: Soure e Salvaterra. Sendo a primeira mais estruturada (nem consigo imaginar a que tem menos estrutura). Sabe a música da Sandy: era uma vez um lugarzinho no meio do nada.. É Marajó, gente! Enquanto eu andava no ônibus e observava a cidade, eu só consegui pensar: o que eu estou fazendo aqui?! E eu olhava pro Rafael esperando que ele não quisesse me matar. Chegamos no hostel azuis de fome e o nosso anfitrião, sergio, nos apresentou os quartos e o esquema de lá. Na verdade lá é o lugar que ele mora, então ele resolveu fazer em hostel, enfiou um monte de cama nos quartos e voilá: um hostel. Perguntamos onde poderíamos almoçar e ele nos indicou o pai d’égua na praia da barra velha. Ele disse que já tinham umas meninas do hostel lá e depois ele iria com mais um hóspede encontrar a gente. Pegamos um moto taxi de 10 reais pra praia e combinamos um horário com eles para o retorno, tem que marcar antes, pq a internet não pega na praia. Chegamos no quiosque e comemos, bebemos, nos enturmamos com o pessoal do hostel e logo depois o sergio e o outro hospede dele chegaram e ficamos ali. Ficamos sem preocupação da vida, descanso total. No retorno da praia paramos numa sorveteria pra tomar um sorvete maravilhoso (6 reais), carimbó o nome do sorvete e da sorveteria eu não lembro. Depois fomos num mercadinho comprar quitutes pra praia do dia seguinte e pegamos um moto táxi pra voltar pro hostel. Passamos a noite pelo hostel conversando com a galera, ouvindo música e bebendo. Quem quis beber foi até uma vendinha do lado comprar bebida, pois o hostel não tem nada pra vender. Não vou colocar foto da praia, pq estava nublado, mas no último dia eu voltei lá com sol e postarei a foto mais a frente.
  8. Dia 11 - 16/10/18 Arcodamos, tomamos café, fizemos o check out e o taxista buscou a gente umas 10h. Já que era nosso último dia, nos demos o luxo de acordar um pouco mais tarde. Chegamos na casa do Saulo umas 11h. Lá abre de terça a sexta de 11h as 16h e final de semana fecha as 18h. É um espaço super aconchegante, com uma vista linda, bem decorado, tem saída pra praia, piscina, música boa e bom atendimento. É um pouco mais caro que os restaurantes da cidade, mas vale a pena fazer graça um diazinho. Curtimos o dia todo ali e marcamos do nosso taxista buscar a gente 18h. Quando a casa do Saulo estava fechando, descemos pra praia e ficamos esperando o tempo passar na praia. Quando estava perto da hora do nosso taxista chegar, subimos e aguardamos pacientemente até as 18h. Ele chegou na hora e com nossos mochilões! Benza deus! Hora de passar a noite no aeroporto! O taxista deixou a gente lá e adivinha só: o aeroporto só começa a funcionar a partir de 0h, sim! (fica aberto, mas os funcionários só chegam 0h) Enquanto não chegava ninguém nos balcões, não pudemos ir pra sala de embarque pra dormir. Enquanto aguardava a hora passar, tomei um banho de lenço umedecido no banheiro e troquei de roupa (água mandou lembranças). Um segurança disse que tinha um saguão com ar condicionado no andar de cima, foi aí que subimos e descansamos. A hora levou uma eternidade pra passar.. Quando finalmente deu 0h, começaram a chegar os funcionários das companhias aéreas e finalmente fomos pra sala de embarque nos acomodar pra dormir. Nosso voo era 3:45am. O aeroporto de Santarém é bem pequeno, nesse dia teriam dois voos em horários parecidos, eu tirei um cochilo de 20 minutos e quando acordei a sala estava lotada, ai sentei pra não ocupar muito espaço e aguardei a hora do voo. Pegamos o voo e eu desmaiei de sono, depois de 1 hora acordei em Belém.
  9. Dia 10 - 15/10/18 No dia anterior eu tinha combinado com o barqueiro que faríamos o passeio da flona e 8:30 estaria na orla pra sairmos. Na verdade, o Rafael estava na dúvida se faria ou não pois ele estava cansado, mas eu estava certa de fazer. Acordamos e tomamos café e o Rafael mesmo não querendo ir no passeio desceu até alter do chão comigo pra me fazer companhia. Fomos andando para o centro e ele decidiu ficar na ilha do amor descansando, enquanto eu fui para o passeio da Flona (100 reais - é o passeio mais caro que tem, acho que eles fazem por 100 com o mínimo de 4 pessoas, pq é um lugar longe, menos que isso é mais que 100 reais). Enquanto estávamos caminhando para alter (não pegamos táxi) erramos o caminho e vimos um HOSTEL, sim um hostel! Ficamos tristes que não descobrimos antes, mas fica a dica: Dom preguiça (48 a diária), bem pertinho da orla/ praça, super bem localizado, só não sei se é bom. Cheguei um pouco atrasada e o barqueiro que iria fazer o passeio comigo (o nome dele é Magnata, procurem ele na orla, super gente boa e animado, além de te passar a real dos passeios) acabou achando que eu não ia e dispensou algumas pessoas e me jogou pra outro barqueiro, gente boa, porém uma pessoa mais reservada. Fomos para a flona. Chegando lá a gente reserva nosso almoço (35 reais), escolhe o tipo de peixe e contrata o guia (100 reais um grupo de até 5 pessoas). O guia faz uma caminha com o grupo por 8,2km contando sobre as coisas da mata. Como eu já tinha feito esse tipo de passeio na Amazônia não foi taaaão interessante pra mim, acabei vendo tudo de novo. Porém eu vi algo que eu sempre quis ver: UMA SUMAÚMA! No meio da trilha a gente para nessa árvore pra tirar fotos, descansar, comer, conversar, etc. Dica: leve água pra essa trilha, pq faz muito calor. Essa trilha passa na mata primária que tem chão de areia, por isso é muito quente! Nós passamos pela mata secundária também, que é mais fresca, mas ainda sim calor! Perto da sumaúma passamos em um mirante também, onde é possível ver tooooda uma vegetação. Na saída da trilha tinha um banheiro com chuveiro, fomos pra debaixo do chuveirão pra refrescar e podermos almoçar limpinhos. São aproximadamente 3horas de trilha, tem uma parte mais puxadinha que é subida, fuja do grupo de pessoas mais idosas, pq seu tempo de caminhada pode ser de 5 ou mais horas. Tem a opção de ir pra Flona sem essa caminhada, aí não sei como funciona e nem sei se vale a pena. Almoçamos e ali do lado tinha uma casa que vendia bijus de látex e semente, não comprei nada. Pegamos nosso barquinho e fomos embora. Na Flona tem um passeio de canoa pelos igarapés que eu estava doida pra fazer, mas como estava na seca, não tinha esse passeio. Tem a opção de dormir na Flona também, mas não vi necessidade. Já no fim da tarde nosso barqueiro parou em algumas praias no meio do caminho e perto do horário do pôr do sol ele parou no muretá e assistimos a mais um por do sol lindo! Alter tem cada pôr do sol incrível! Depois voltamos para a orla da ilha do amor e encontrei o Rafael umas 19h, conforme combinado. Todos os passeios de Alter saem umas 9h e retornam depois do pôr do sol. O rafael passou o dia na ilha do amor descansando. No fim de semana eu tinha comido um sorvete num lugar próximo a orla que se chama alter nas nuvens, lá vende sorvete com algodão doce o sorvete é sensacional, mas dia de semana não abre e eu fiquei na vontade. Comprei um doce na praça e fomos atrás de taxi pra levar a gente pro Terramor (na praça tem um ponto de taxi). Joguei uma conversa pro motorista falando que eu queria ir pra casa do Saulo (um restaurante badaladinho pra turista) e depois pro aeroporto, mas estavam cobrando muito caro e tal, ele disse que cobraria 150 pra gente. O esquema foi o seguinte: A casa do Saulo fica no caminho do aeroporto e pra não precisarmos voltar pro terramor, nós fizemos check out de manhã e deixamos nossos mochilões na mala do taxi enquanto ficamos na casa do Saulo, depois marcaríamos uma hora com o motorista e ele pegaria a gente. Nosso voo era de madrugada, dormiríamos no aeroporto. Tudo armado pro dia seguinte. Dormimos.
  10. Dia 9 - 14/10/18 Acordamos e tomamos um café da manhã típico de pousada ficamos até confusos do que comer haha bolos, pães, frutas, frios..tudo uma Delícia. Além da distância, um dos motivos que fez gente migrar para o centro de alter foi a falta de comunicação com outros viajantes mochileiros. Sentimos que faltou esse clima de hostel no Terramor e infelizmente não encontramos na pousada coração verde , então acabamos por decidir voltar pro terramor, já que tinha um clima roots bem gostosinho e já estávamos com uma diária paga. Comunicamos a família, dona da pousada, sobre a nossa decisão e perguntamos se podíamos deixar nossos mochilões guardados pra quando a gente voltasse do passeio. Deixaram . Depois do café da manhã fomos até a orla que saem os barcos que fazem a travessia pra praia do amor e nos informamos sobre os preços do passeios: nada menor que 100 reais (certifique-se da água inclusa com o barqueiro). Fechamos o passeio para o canal do jari + praia ponta de pedras + outras várias praias que não lembro o nome (R$100). O preço dos passeios muda conforme com a quantidade de pessoas, mas se quiser eles também fazem particular . Óbvio que vai ser mais caro. Vale a pena fazer em grupo, pq não são grupos grandes. Em média 6 pessoas. Como foi o passeio? Depois de um bom tempo na lancha chegamos a casa de um ribeirinho e fizemos uma trilha pelo terreno da casa dele de uns 20 minutos, ele nos mostrou várias coisas da fauna e flora (nada diferente do que tínhamos visto em Manaus) e alguns bichos. Tivemos que pagar 20 reais pra ele. Depois de mais um segundo tempo no barco, fomos pra casa de uma senhora que cuida de vitórias régias, na época da cheia tem muito mais e elas ficam muito mais bonitas. Com fui na época da seca, tinham algumas por lá. Nessa casa, essa senhora que cuida dessas plantas faz uns lanchinhos com bolinho, café e uns quitutes preparados com a raiz da vitória régia. Todos são gostosos. Lá a gente paga mais 15 reais. Pegamos o barco e fomos para a praia ponta de pedras, onde escolhemos um lugar para almoçar e comemos muito bem a um preço muito bom também! E onde finalmente pudemos usar um pouquinho de wifi, pq internet em alter do chão é igual tirar leite de pedra, inclusive os wifi's! Curtimos um pouco a praia, depois pegamos a lancha e fomos parando em algumas praias pra tomar banho e tirar fotos (como a paisagem fica um pouco repetida e quase não conseguimos demonstrar a beleza do lugar por fotos, eu quase não tirava fotos nessas paradas, só curtia o momento). No final paramos na praia da moça (ou algo parecido) para ver o pôr do sol. Eu queria que ele parasse na ponta do muretá ou no cururu, mas o nosso barqueiro disse que estes locais estavam muito cheios devido ao final de semana de feriadão, então aceitei e adorei ter a praia da moça só pra mim! Assistimos o pôr do sol e logo depois voltamos para o lugar que o barco saiu. Chegamos por volta de umas 19h na orla e pegamos um taxi para o terramor (no fim das contas, por precisar pagar taxi para o terramor, o preço fica bem parecido com o da pousada coração verde). Fim do dia.
  11. Dia 8 - 13/10/18 Qual o problema do TerrAmor? Ele é longe do centro de alter do chão ou qualquer civilização (20 ou 10 reais o taxi até alter, não lembro ). Por esse motivo resolvemos nos hospedar no centro de alter e deixar o terramor, como já tínhamos pago uma diária passamos essa primeira noite do dia 12 lá. No dia 13 conversamos com o dono e ele disse que não teria problema e se quiséssemos retornar ainda tínhamos um crédito (pois tínhamos pago um valor x, que não lembro, antecipado) e ficaria a nosso critério. Tomamos café (o rapaz que trabalha com ele faz uma tapioca maravilhosa!), fizemos o check out e pegamos nossos mochilões para irmos ao centro de alter. Fomos a pé: força, foco, fé, calor, sede, arrependimento! Hahah nossa a gente não aguentava mais andar com peso e no calor. Previamente eu tinha visto umas pousadas que fazem serviços de hostel no centro e sabia alguns nomes (a internet não funciona em alter, só a vivo pega e muuuuito mal, no H+ quase - rs). Fomos vendo plaquinhas e nos informando e fomos direto a pousada coração verde, pois os comentários de lá eram muito bons. Chegando a pousada coração verde fomos atendidos pela filha do casal, uma simpática! Ela nos mostrou as instalações e era uma beleza, tinha ar condicionado (Terramor não tinha, mas a noite foi fresca) e tudo. Na hora de falar a diária quase caímos pra trás, 80 reais! UKEEE?!?! Pedimos um desconto maior e ela fez por 70 - eu acho- só lembro que ela diminuiu um pouco o valor e a gente saiu aceitando pq estávamos cansados e queríamos aproveitar o dia. Lá foi o mesmo esquema do terramor. De fato, é uma pousada, mas eles tem uns quartos com banheiros compartilhados que tratam como hostel. Ela disse que teria só a gente naquele quarto e evitaria colocar outras pessoas, só se fosse necessário. Nos acomodamos e nos arrumamos pra conhecer a famosa ilha do amor. Chegando na orla a travessia para a ilha custava 5 reais, a travessia e não por pessoa e podem ir até 4 pessoas no barquinho. Barato! Passamos o dia lá. Vimos um rapaz que estava no barco do dia anterior e sentamos ali com eles, até pq eles já estavam de saída e não tinha mesa vaga pra gente ficar. Eles foram embora, nós ficamos e comemos um bolinho de piracuí (farinha de peixe) gostoso. Quando ficou mais tarde resolvemos ir pra um lugar mais reservado da praia, longe da muvuca que fica logo no início. Andamos um pouco pra esquerda e ficamos por ali na sombra das árvores. Quando eram umas 16h fomos procurar a trilha do morro da pira-oca ou piroca, como chamam, pra ver o por do sol. Encontramos a trilha e por volta de 40 minutos chegamos no topo. Ficamos lá para a contemplação. Leve repelente, pois tem uma área de mata mais fechada. Logo após o pôr do sol não nos demoramos muito pra descer, pois a trilha fica escura no caminho. Andamos correndo. Chegamos a salvo lá na praia e continuamos correndo pq o barquinho que faz a travessia para de passar umas 19h se eu não me engano. Conseguimos chegar a tempo e voltamos pra pousada. Tomamos banho, nos arrumamos e fomos pra praça comer. Tem restaurantes chiques e restaurantes simples. Escolhemos um churrasquinho de rua completo, barato e delícia (12 reais). Queríamos conhecer o carimbó, dança típica, e foi recomendado que fossemos a casa do carimbó. Lá é tipo um boate/restaurante chique pra turista, bem bonitinho/diferente. Depois de 22h horas paga 20 reais pra entrar (antes disso que acho que não paga nada). Paguei e pedi logo uma caipirinha com catuaba de maracujá deliciosa. Ficamos por lá até que começou a musica ao vivo e os dançarinos do carimbo. Apresentação bonita. Logo depois de um tempo fomos embora, pq estávamos mortos com farofa. Obs.: Fim de semana também tem apresentação de carimbó na praça de graça.
  12. Então, pacote iguana (2 noites e 3 dias na selva): R$560 quarto compartilhado e R$650 dormitório privado. Incluso todas as refeições e água, acomodação, transportes, atividades e guia. Além disso eu eu gastei 32 reais na pousada com bebida + 15 da 51 + 3 do amendoim Pacote Presidente Figueiredo: R$200 (terça a domingo). Incluso almoço, transporte, taxa de visitação e guia. Day tour: R$180 . Tem encontro das águas (que você já vê quando vai pra selva), parque ecológico janauari, nado com botos e tribo indígena. Inclui transporte, taxa de visitação, almoço e água, guia. Tem saídas as terça, quinta, sexta, sábado e domingo (de acordo com a mensagem da agencia) Eu não fiz o day tour, pq li que esse nado com botos dura pouco tempo e não é certo de aparecer o boto, mas aparentemente eles costumam aparecer sim. Apesar disso, tem um boto que é arisco e se na hora ele aparecer lá, eles não te permitem tomar banho com ele, visando a sua integridade. E a tribo indígena que eles visitam é uma "tribo pra turista ver", aí não era o meu interesse. Pelo custo x benefício, achei que não valia a pena. A única coisa que eu cheguei a cotar com outra empresa foi o pacote de presidente figueiredo. Cheguei a achar por 180, mas não era incluso almoço. Como já iria fazer o passeio da selva com a iguana, fechei tudo junto. Fica de olho no instagram da iguana, pode surgir alguma promoção. Eu paguei 720 no pacote iguana + presidente figueiredo, foi um desconto de 40 reais. Se você não conseguir nenhuma promoção, segue a amandinha do instagram @prefiroviajar e fala com eles que você segue ela, te darão 5% de desconto.
  13. Dia 7 - 12/10/18 Acordei com o comandante do barco oferecendo promoção de café da manhã com almoço por 15 reais. Me mantive na fé do club social que compramos no início da viagem e no misto quente do bar com suco kapo. Eu até arrisquei comprar 2 fatias de bolo por 5 reais com um ambulante, estava bem ruim e joguei mais da metade fora. Comprei banana frita também, nunca tive coragem de abri r Passamos o dia no bar e/ou dormindo até que finalmente deu 21:30 e avistamos Santarém! Aleeeeeluuuia, irmão! O barco levou uns 25 minutos pra encostar e nós saímos correndo, pois nosso ônibus que iria para alter do chão passava até 22h. Eram 21:50 quando saímos do porto e ficamos pensando se iríamos pro ponto a pé, de táxi ou de moto táxi, resolvemos ir a pé e rezando pra dar tempo de pegar o último ônibus. O táxi custa em média de 80 a 120 reais pra te deixar em alter do chão, o ônibus 4. Quando chegamos no ponto de ônibus depois de uns 15 ou mais minutos andando, perguntamos se o ônibus ainda estava passando, então um casal disse que viu o ônibus passar e que ele daria a volta no centro para depois retornar nesse ponto que eu estava. Ufa, que alívio! Quando deu 22:40 pegamos o ônibus (acho que esse horário de 22h ser o último ônibus é em relação a saída dele da rodoviária). Dormimos com bebês! Eu crente que ia descer no ponto final...maaas como não sou boa nesse negócio de intuição e o Rafael falou pra eu ver onde deveríamos descer, resolvi perguntar pro tal casal que estava no ponto de ônibus e acabou pegando o mesmo ônibus com a gente. E adivinha só! Nosso hostel ficava no ponto seguinte. Ainda bem que eu perguntei! Então no meio da estrada escura nós descemos e o rapaz disse: só subir essa rua aí. No caso “essa rua aí” era uma subida de terra no meio do mato. Para o nosso desespero não tinha luz nenhuma! Ligamos a lanterna do celular com medo de cobra e subimos seguindo umas setas soltas espalhadas no caminho e dizendo: TerrAmor. Até que chegamos enfim ao hostel! Alegria, cama, banho, água, luz! Não tinha ninguém pra recepcionar a gente. Na verdade, é uma pousada que pertence a um casal que mora lá mesmo, eles fizeram alguns quartos com beliches então serve como hostel também (50 diária). É um lugar lindo, todo de madeira, decoração fofa, tudo em meio a natureza. A casa do casal fica em cima da recepção, fomos dando uma de entrões e chamamos eles. Nos apresentaram o quarto, banheiro, etc. Achei ele um pouco enrolados pq estavam direcionando a gente pro quarto privado, aí depois que adverti e insisti que não era aquele, ele viu que estava errado e nos levou ao lugar certo. Disseram que deixariam só a gente naquele quarto, mas caso fosse necessário teria mais gente (4 colchões no total). Ok.
  14. Dia 6 - 11/10/18 Acordamos um pouco mais tarde que o normal e fizemos o check out. Como o café da manhã no hostel era pago, resolvemos comer na rua para experimentar alguma comida local no mercado municipal. Fomos a pé até o porto de Manaus. Depois de 10 minutos andando, chegamos! Fomos perguntar o preço da passagem, depois de desmaiarmos com o valor de 120 e a moça falando que o barco já tinha saído do porto e o próximo seria só a noite, nos recompomos e fomos entender essa história direito. Vamos lá: Não é todo dia que tem vários barcos saindo de Manaus rumo a Santarém, na quarta feira mesmo só tinha um, o Ana Beatriz, dizem que é um dos melhores. Cada dia tem um barco, tem dias que tem mais de um, aí você pode pechinchar o valor, caso contrário fica bem difícil conseguir desconto. O barco sai do porto cedo, mas depois ele fica na escadaria onde ainda podem entrar pessoas, não sei se as cargas grandes podem (ex: carro). A opção de entrar no barco pela escadaria é melhor, pois você não precisa pagar a taxa de embarque do porto que é de 5 reais. Porém se você entrar pelo porto a chance de pegar o barco vazio e escolher um bom lugar para sua rede é maior. Você tem a opção de comprar passagem com a agência do porto (mesmo que o barco já tenha saído e esteja na escadaria) ou do lado de fora com os cambistas, digamos assim. Porém tenha cuidado, pois segundo o guarda municipal tem gente que compra com estes rapazes e quando vai pegar o barco dá problema! Isso pq o dinheiro não foi repassado pro pessoal do barco. Depois da gente entender tudo e ver que nem tudo estava perdido, fomos meio desorientados pesquisar o preço das redes. 25 a rede e 5 a corda. O primeiro vendedor de cordas foi muito solícito e vendo que a gente queria informações, levou a gente numa cambista de confiança dele (tem cambista de confiança? rs). Chegando lá vimos que não tinha muito o que pechinchar, pois só tinha saída de um barco e aí ele fez um desconto de míseros 5 reais. Confiamos nele e seguramos na mão de Deus pra dar tudo certo. Voltamos no moço da corda pra perguntar onde vendia rede e ele disse que arrumava pra gente. Como num passe de mágica ele apareceu com duas redes na mão e disse que estava 25! Choramos muito um desocnto, falamos que éramos mochileiros pobres e daí ele fez a corda e a rede por 25. Antes ele ia fazer um desconto menor, mas ele não tinha troco pro preço que ele cobrou, então ficou tudo por 25 pra cada um. Sorte a nossa! Ah, os cambistas ficam do lado direito do porto e o Senhor que vendeu as cordas e a rede pra gente fica do lado esquerdo, o nome dele é Jorge, podem procurar por ele. Todos ficam na mesma calçada. Nessa correria de passagens, redes, cordas e mochilão nas costas ainda estávamos em jejum e com muita fome, mas não podíamos perder tempo, pois precisávamos pegar um lugar legal no barco para as redes e queríamos nos livrar dos mochilões pra comer em paz. Fomos para a tal escadaria, entre a escadaria e o barco tem vários lugares para lanchar, se você tem resistência a qualquer tipo de bactéria pode comer, eu não arrisquei. Chegamos no barco, cadastramos nome e identidade, ganhamos pulseirinha, escolhemos ficar no terceiro andar. Qual a melhor opção? O primeiro andar é só de cargas pesadas; o segundo andar é um refeitório e tem espaço para as redes em uma área com ar condicionado, porém o cheiro de comida fica impregnado ali por isso não recomendo; fiquei no terceiro andar, no ar livre, lá venta bastante, porém escolha ficar do lado oposto do bar. Tem um quarto andar que tem um bar que funciona 24h por dia, ou seja, sem sossego 24h por dia e no próprio andar do bar tem uma área para redes também. Nem preciso falar pra ficar bem longe dessa parte, né? No bar tem bebidas alcoolicas e não alcoolicas, macarrão instantâneo, biscoitos, misto, etc.. é uma cantina na verdade. Eu não fui no refeitório, mas imaginamos como seja. Chegando no terceiro andar tinha um rapaz vendendo palavras cruzadas que eu prontamente chamei pra me ajudar a amarrar a rede. Em 2 minutos ele amarrou tudo certinho e bem firme, dei uma gorjeta e tiramos as coisas de valor dos mochilões para colocarmos na mochila de ataque. Deixamos o mochilão dentro da rede e lá fomos nós atrás do café da manhã. Tomamos nosso café no mercado municipal, lá encontramos uma menina e um menino do hostel e ficamos conversando, então decidimos tomar café por ali mesmo. Pedi um x-caboquinho e suco de graviola (18 reais). X-caboquinho é um sanduíche típico da região: pão ou tapioca, queijo, banana e tucumã. Erroneamente eu achava que tucumã era peixe mas é uma fruta! O mercado municipal é muito limpinho e muito arrumadinho e tem cada coisinha/lembrancinha mais linda que a outra. Lamentei não ter tido muito tempo de andar por lá, pois assim que acabamos de comer tivemos que correr para o barco com medo dele sair sem a gente. Se eu não me engano a saída era 11h. Chegamos no barco e tomamos coragem para viagem de 35 horas rio adentro. Passamos mais uma vez pela junção do rio negro e Solimões e lá fomos nós. Vruuuuum Que tipo de gente viaja nesses barcos? Pessoas locais! Encontramos 2 mochileiros gringos e pela passada de olho que dei só tinha eu e Rafael e mais uma menina de turista (ela estava no nosso hostel, mas não ficamos juntos pq ela ficou no andar do ar condicionado). Com foi a segunda experiência de dormir na rede? Melhor que a primeira da selva! Dormi tranquilamente. Senti até um friozinho a noite, nada que uma canga não resolvesse. Todo "frio" que eu passei na viagem, eu me enrolava na canga que ficava tudo resolvido rs. Como foi a viagem? - Levei um livro pra ler e só peguei por 2 horas durante todos os meus dias das férias, isso pq tinha sempre o que fazer, ver ou gente para conversar. - O barco faz algumas paradas em algumas cidades. Não se deve desgrudar da sua bolsa nesses momentos, pois muita gente embarca e outras desembarcam. Além disso, entram ambulantes vendendo comida. Dizem que podem pegar suas coisas e jogar pra algum parceiro deles na água e aí já era. Ah, tem uma parada que o barco faz que tem vistoria da policia federal, nisso alguém pode querer se livrar de algo e colocar na sua bolsa. Tem que ficar de vigia com seus pertences o tempo todo. Eu peguei minha câmera, celular, dinheiro e documento e guardei numa bolsinha que fiquei andando com ela no barco pra lá e pra cá. A vistoria da federal é aleatória. Quando chegamos na tal cidade que a federal faz vistoria, o comandante pediu para que tirássemos nossa rede e ficássemos próximos aos nossos pertences, porém chegando lá a policia disse que não faria a vistoria no nosso barco. - Nessas 35 horas eu não tomei banho, pq a cabine do chuveiro era a mesma que tinha o vaso e era muuuuuito quente lá dentro, zero ventilação. Acho que passamos a viagem como os cariocas porquinhos, pq toda hora é um desfile de moda naquele barco! Tem até mulher com cílios postiços, juro! Eu fiquei bem bela esses dois dias com minha regatinha preta e meu shortinho jeans larguinho. Como eu tinha que passar a pomada dos mosquitos nas pernas e renovar o desodorante, eu peguei meu lenço umedecido e tomei banho de gato com ele mesmo. Água mandou lembranças! - No bar tocou música ao vivo na parte da noite/madrugada e eu não sei se tem sempre. - Os homens dessa região são um pouco (muito) machistas e eles te encaram pra valer, mesmo com o Rafael do meu lado alguns ficavam me encarando que eu cheguei a me sentir incomodada e isso raríssimas vezes aconteceu comigo na vida. Eles chamam pra pagar sua bebida e comida em troca de outras coisinhas, que cá entre nós sabemos bem o que é. Mas isso acontece pq as mulheres de lá aceitam isso, se um cara tá bancando elas numa mesa, elas vão ficar ali, dançar, beijar e até transar (isso mesmo, eu soube de um caso! No barco há camarotes que são cabines privadas com cama – em torno 600 reais), mas se o cara para de bancar elas saem e vão pra outra mesa sem nenhuma cerimônia. Bem, depois da noite no bar de muita observação do povo local, eu dormi. Obs: essa foto do barco eu tirei assim que cheguei, por isso está vazio. A foto que tirei depois eu perdi , mas as redes ficam coladinhas, acredite!
  15. Dia 5 - 10/10/18 No dia anterior rapaz da agência disse que deveríamos estar prontos 7:30, quando deu 07:15 o gracinha estava lá na porta chamando pela gente. Eu fiquei bem puta . Eu sempre cumpro com meus horários, não gosto de atrasar os outros e muito menos que fiquem me assistindo comer, nem pude me deliciar direito. Comi correndo e fui ajeitar a bolsa correndo. Quando eu estava prontinha da silva, ainda tinha gente que sairia conosco pro passeio chegando pra tomar café. Enfim todos prontos e saímos pra buscar outras pessoas em outros hotéis. Nem preciso dizer que a cada hotel que chegava demorava de 5-10min. No fim das contas a agência vendeu o passeio pra uma pessoa a mais. Conclusão: o motorista foi dispensado pra que pessoa em "excesso" pudesse sentar e o guia, mt enrolado por sinal, virou motorista. Umas 3h de viagem e chegamos em Presidente Figueiredo. Conforme acontece em Manaus, lá é um calor de matar o burro na sombra, mas nas áreas das cachoeiras o clima é bem bom. O guia disse que a Gruta da Judeia estava sem água (fui na época da seca) e não tinha graça ir lá, então ele perguntou se todos concordavam em aproveitar mais tempo nas outras cachoeiras e não fazer essa trilha. Duvidei um pouco dele, mas concordei. Depois eu constatei com pessoas que tinham ido até lá se realmente era verdade, parcialmente era. Tinha até água, mas pouca. Antes de irmos nas cachoeiras passamos no lugar que iríamos comer e deixamos reservado nosso prato: comam o tambaqui assado POR FAVOR, é uma delícia. Cada um escolhe a proteína que vai comer pra eles fazerem uma quantidade que dê pra todo mundo. Não é prato feito, fica tudo a disposição. Há outros restaurantes no local, mas esse super valeu a pena e já tá incluso no valor do passeio, assim como a entrada das cachoeiras. Uma cachoeira, uma gruta aqui, um guia enrolado perdendo gente ali... Se você for sozinho para esses passeios fique bem atento, pois eles não conferem as pessoas e nem ficam chamando. Sempre fique de olho no guia e pergunte a previsão de saída do local. Outra dica: deixem para fazer o passeio de presidente figueiredo em algum dia de semana, pois fim de semana muitos locais vão, então é cheio em dobro. As cachoeiras são uma delícia, água refrescante, não tem correnteza e nem queda muito forte (lembrando que fui no período da seca). As duas cachoeiras tem algo dinânimo pra fazer: em uma era segurar uma corda e tomar impulso pra se jogar e a outra tinha um rampa estilo trampolim pra pular. Claro que fui em todas as opções! Vá também! Um almoço aqui, outra cachoeira ali e pegamos a estrada rumo a manaus de novo. Acho que chegamos em Manaus umas 20h da noite. Chegando no hostel o Rafael tinha combinado com um outro pessoal que tínhamos conhecido na pousada da selva de sair com eles, pois eles retornariam a Manaus nesse mesmo dia, mas os mosquitos tiraram tanto minhas energias e eu estava cansada de tanto me coçar o dia todo, que resolvi ficar no hostel descansando e arrumando meu mochilão com calma, pois no dia seguinte iríamos pegar o barco para Santarém. Saí e comprei uma tapioca com um suco, passei o resto da noite na internet, arrumando mala e me coçando Tô rindo, mas na hora foi sofrido, olha como minha perna ficou, depois piorou pq inchou (essa foto é do dia anterior, 20 minutos depois de ter sido atacada por mosquitos ninjas):
×