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bruno.bortoloto-do-carmo

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Sobre bruno.bortoloto-do-carmo

  • Data de Nascimento 16-07-1988

Outras informações

  • Lugares que já visitei
    Maringá/PR
    Florianópolis/SC
    Rio Grande/RS

    Asunción/PY

    Cordoba/AR
    Buenos Aires/AR

    Colonia del Sacramento/UY
    Montevideo/UY
  • Próximo Destino
    Peru, Chile, Argentina ou Bolívia (ou tudo junto, ainda amadurecendo a idéia rs)
  • Meus Relatos de viagem
    [url=ttp://www.mochileiros.com/roteiro-brasil-paraguai-argentina-uruguai-brasil-em-32-dias-t119727.html]Brasil>Paraguai>Argentina>Uruguai>Brasil em 32 dias[/url]
  • Ocupação
    Pesquisador
  • Meu Blog
  1. Olá pessoal! Seguindo a tradição de sempre devolver um pouco que esse fórum lindo ajuda a gente nos nossos roteiros, aqui vai a nossa mochila(dinha) de 15 dias desse ano. Regina (minha namorada) e eu tivemos de férias, juntos, os dias 15-07 a 30-07. ------------- Caso queiram complementar esse roteiro, vejam o dela nesse link, como ela fala em valores, eu vou focar em outros aspectos, bele? -------------- Decidindo aproveitar o máximo, fizemos um roteiro que passamos pelas seguintes cidades: San Pedro de Atacama (3 dias) Uyuni (apenas passagem) Potosí (2 dias) Uyuni (1 dia) Oruro (apenas passagem) Patacamaya (apenas passagem) Sajama (5 dias) Arica (1 dia) Foi mais ou menos assim: [aereo] São Paulo - Santiago (15/07) Saímos daqui de São Paulo de noite, pra pegar aquela maratona de aéreos na madrugada. Nosso voô saiu à meia noite com destino a Santiago e a expectativa era ficar 1 ou 2 horinhas no aeroporto no Chile e já pegar o seguinte pra Calama. [aereo] Santiago - Calama (15/07) Nunca tínhamos pego vôos assim, foi bem cansativo. Além disso, esquecemos de pensar no fuso horário que adicionou uma hora a mais na brincadeira. Mas aguentamos firme, nos ferramos nas comidas de aeroporto que são uns 30% mais caras, mas enfim chegamos em Calama. Calama (15/07) Chegamos em Calama de manhãzinha, lá pelas 7h. Uma das vantagens de viajar nesses horários malucos é pegar o nascer do sol no avião Vista do avião logo quando chegávamos em Calama [transfer] Calama - San Pedro de Atacama (15/07) Chegamos em Calama exaustos. Não conseguimos pensar me muita coisa além de ir no banheiro e buscar um transfer pra San Pedro. Na saída do aeroporto tem vários e, até onde saiba, todos confiáveis saindo a cada 15-20min. [transfer] Calama - San Pedro de Atacama (15/07) O transfer dura mais ou menos 1h (100km) numa estrada lindássa que já da pra ter uma ideia do que se vai encontrar pela frente. Obviamente dormimos metade, mas a outra metade apreciamos o rolê rs San Pedro de Atacama (15/07 a 18/07, 3 dias) Dia 1 (15/07) Chegando em San Pedro, pedimos para o motorista nos deixar no Ayllu de Larache. Tínhamos reservado no Airbnb do Jorge, que a indicação era nesse local. Aparentemente era um local facilimo de chegar, seguindo a calle Tocopilla um pouco depois de sair do centro do povoado. Tivemos uma pequena dor de cabeça pra encontrar um lugar que era mais fácil do que parecia. Andamos, andamos, andamos, andamos... Pensamos que Ayllu de Larache era uma espécie de rua ou viela que chegávamos da carretera; TODAVIA, CONTUDO, ENTRETANTO Ayllu é como eles chamam os pueblos que foram a cidade de San Pedro (tem o Ayllu de Larache, tem o Ayllu de Quitor, o Ayllu de Sequitor, etc. etc.). Resumindo: era só a gente ter saído da carretera que estávamos na frente da pousada deles. Chegando finalmente lá, fomos recebidos pelo Jorge, é um cara muito simpático. Ele e o pai dele, o Don Antonio, construíram as cabanas e administram o lugar. Quando chegamos nosso quarto ainda não tava liberado. Eles nos receberam na propria casa deles, fizeram café/chá e assistimos a final da copa. Quando nosso quarto foi liberado fomos descarregar as coisas, tomar um banho e descansar um pouco. O banheiro é fora do quarto, mas super limpo, grande e confortável; água SUPER quente, o que conta bastante quando se vai tomar banho no fim da tarde (lá faz muito frio tarda pra noite). Nosso humilde jardim de frente na pousada do Jorge Mais a noite com as bateria carregadas, fomos pra cidade pra jantar e olhar preços de passeios. O Jorge sempre que está livre, se oferece pra dar caronas pra cidade no carro dele; mas é super perto, da uns 10-15min a pé, e mesmo a noite (apesar de escuro e precisar de uma lanterna) é bem tranquilo o caminho. Como boa parte do dia as pessoas estão fazendo os roteiros, a cidade começa a funcionar mesmo no meio da tarde e todas as agencias ficam abertas até umas 20h. Depois de almoçar e fazer cambio na calle Caraoles (ali tem uma loja atrás da outra pra comparar a cotação), começamos a pesquisar preços de passeios. Fechamos com umas brasileiras no Janaj Pacha o roteiro das Lagunas Altiplanicas e o passeio Astronomico para o dia seguinte. Dia 2 (16/07) No dia seguinte acordamos cedinho e saímos às 6 da matina pra nos arruar pro roteiro que tínhamos programado. Eles saem cedinho pra aproveitar bastante a manhã. O roteiro, além das Lagunas Aliplanicas, ainda passaríamos no Chaxa (aquele dos flamingos!) e nos povoados de Socaire e Toconao. Acho que de todos os rolês, é o que passa por mais lugares. Nossa van chegou britanicamente no horário e, como descobrimos ao longo do caminho, o motorista era competentíssimo e nos fez chegar em todas as atrações antes de um grande volume de turistas/vans se acumularem; ponto de ouro nesses rolês! Pegamos quase todas as atrações vazias e com pouquíssimas pessoas. Apenas uma coisa: podemos até postar várias fotos aqui e vocês podem ver tantas outras: mas na real o bagulho é muito mais doido. Foto raramente da pra se ter escala das coisas, e no Atacama tudo é monumental, principalmente as Lagunas! Vista das Lagunas (não lembro se essa era a Miscanti ou a Miñiques rs) Ah bom lembrar : as Lagunas ficam em local que bate 4.000m+ de altitude, então leve suas ojas de coca. Nesse rolê eu já descobri que meu organismo não se da muito bem quando passa dos 3.500m e comecei a experimentar dores de cabeça bem desagradáveis, principalmente depois da descida. A partir daqui, meu amigo de todos os dias (e noites!) foi uma boa cartela de paracetamol. Na volta nos deixaram na cidade lá pelas 13h. Almoçamos nos famosos trailers do centro da ciadade, melhor local pra conseguir uma comida simples e relativamente barata por San Pedro (infelizmente se gasta muito com comida). Daí passeamos um pouco pelo centro, mas logo voltamos pras cabanas porque minha dor de cabeça estava insuportável. Voltando, o Jorge nos indicou um mercadinho nas cercanias, onde fomos várias vezes fazer compras e economizamos MUITO. No nosso quarto ainda tinha uma mini-cozinha, então pudemos variar entre lanches e umas comidinhas rápidas. Recomendamos! Mais a noite, voltamos pro centro da cidade pra jantar e fechamos o roteiro astronômico com o proprio Janaj Pacha; importante ressaltar que, apesar de termos fechado com eles, por ser um roteiro bastante específico, eles repassam pra outra pessoa Comemos uma pizza de palta/abacate com palmito e azeitonas + cerveja cusqueña no Pachacutec, recomendamos! Dia 3 (17/07) No dia seguinte acordamos bem devagar, sem olhar no relógio e sem despertador. Passamos pela manhã novamente no mercado pra estocar água e comprar mais coisinhas pra viagem. Info importante pra quem quer ir à Uyuni sem ser pelo Salar: Também aproveitamos esse dia pra irmos até o centro novamente pra comprar a passagem de ônibus até Uyuni na Rodoviária.Existem três empresas que fazem o trajeto, mas apenas uma sai de San Pedro de Atacama: a Cruz del Norte, com saídas diárias às 3AM. As outras duas (Atacama 2000 e outra que não me lembro o nome) vendem em San Pedro mas só saem de Calama com saídas diárias às 5 e 6 da manhã, fazendo com que a pessoa vá pra lá um dia antes e pernoite por lá, já que o primeiro busão pra Calama é muito tarde pra conseguir pegar esse vai até Uyuni. Na dúvida, se forem fazer esse trajeto, vão de Cruz del Norte que é bem mais cômodo! De noite fomos para o roteiro Astronômico. Combinamos com as meninas do Janaj Pacha de nos encontrar umas 20:30 pra que elas nos apresentasse a galera que nos levaria. Como tínhamos jantado em caso nesse dia, buscamos um lugar pra tomar um café; mas um café CAFÉ. Toda pessoa que toma café diariamente tem um baque em San Pedro, porque lá eles só servem café instantaneo. Nossa busca nessa noite foi por isso! rs Único lugar que encontramos um foi no Barros Cafe e, olha, recomendamos! O roteiro em si foi ótimo e também recomendamos! Eles nos levam pra uma casa num local afastado da cidade onde estudantes de astronomia fazem essa atividade. Consiste basicamente em aprender a ler o céu estrelado (que em Atacama é BEM visível) e depois focalizar em estrelas, nebulosas, e planetas. Pra quem gosta, é prato cheio! [busão] Uyuni - Potosí (18/07) Jorge novamente foi MUITO solícito e nos ajudou a chegar ao centro da cidade às 3 da madrugada. Não pediu nada em troca da carona, mas fizemos questão de pagá-lo. Chegando lá tinham várias pessoas esperando (cerca de 10-15); o ônibus foi quase cheio. Seu caminho também passa por Calama, fazendo uma pausa longa pra encher o ônibus. A viagem em si é linda e sugiro que façam nesse horário, pois aproveitam a estrada do amanhecer até a tarde, vendo todas as mudanças de vegetação! É lindão! Você acaba nem percebendo as 10 horas de viagem rs Vista da parada na migra -- que frio!! [busão] Uyuni - Potosí (18/07) Chegando a Uyuni, como tínhamos desistido da ideia de ir ao Salar por que$$tões de ordem financeira, usamos a passagem só como pulo pra conhecer Potosí, um sonho antigo de historiador (o/). Chegando por lá, também não tinhamos boletos, mas não foi difícil de conseguir. Tem várias companhias que fazem a cada 15-30 min o caminho pra Potosí. Foram mais 4 horas de viagem, chegando já num limite de corpo/mente hehe Potosí (18/07 - 20/07, 2 dias) Dia 1 (18/07) Chegamos no fim da tarde em Potosí. Alugamos o apartamento do Luís/Anita inteiro pelo Airbnb bem no centro, local perfeito. Mas melhor que a localização é o próprio apê: é um sobradinho antigo, onde eles moram na parte de cima e o apartamento dos fundos fica independente. Tem sala, cozinha equipada, banheir(ão!) e uma cama confortabilisisma. Depois de uma viagem laaaaaaaaarga como fizemos, foi um porto seguro chegar no apartamento deles! No dia saímos só pra jantar e dar uma breve reconhecida no quarteirão. Como estava tarde, não queríamos arriscar, mas pareceu bem tranquilo à noite. Além disso, Potosí fica a quase 4.100m acima do nível do mar, uma das cidades mais altas do mundo. Tive já na chegada problemas com a altitude e não tinha como ficar arriscando. O destino depois do jantar foi paracetamol, chá de coca e cobertor! Nossa peatonal charmosa na noite que chegamos, linda demais! Dia 2 (19/07) Não tínhamos muitos planos pra Potosí. Sabia só que não queria fazer o tour antropologico de conhecer as minas (ainda em funcionamento) nem a praça onde os mineiros vão pra trocar cigarro. Mas Potosí é uma cidade colonial. E o que cidades coloniais tem de melhor? I-gre-jas! Primeiro fomos na base de turismo, que já fica numa antiga Torre de la Compañia de Jesus que os jesuítas construíram no séc. XVIII. Ali você pode já ver suas primeiras vistas panorâmicas da cidade, do alto da torre. Depois rumamos pro Convento de la Iglesia de San Francisco, onde você pode visitar os quartos dos antigos padres residentes, mas o prato principal é o mirador e as criptas! O mirador foi o melhor que visitamos, pois se pode percorrer por uma boa parte do telhado (e se não se segurar bem, o vento te leva!). Vista do mirador da iglesia de San Francisco -- quem aí conhecia a versão Assassins' Creed Bolívia? A parte chata de Potosí, pelo menos pra mim? Dei game over no primeiro rolê. Dor de cabeça constante, não aguentei a altitude de lá. Fomos de lá direto pro apê e recolhemos os hominhos do campo. Sorte que uma baita chuva armou e, de fato, não íamos conseguir aproveitar muito mais. Nisso, valeu muito a pena mais uma vez a escolha do apê do Luís e da Anita! Dia 2 (20/07) No segundo e último dia em Potosí, tínhamos três missões: conhecer mais alguma igreja, trocar dinheiro e voltar a tempo do almoço para partirmos pra Uyuni novamente. Primeiro fomos na Iglesia Catedral que fica bem no centro do centro da cidade. É lindíssima e também possui um mirador do alto de uma das torres. Como Potosí é uma cidade bem alta e o centro não tem quase predio, os mirantes são sempre passeios bem legais rs Mais um mirador pra conta, mais uma vista linda! Agora a missão trocar dinheiro: onde? Nos indicaram a Casa Fernandes, tradicional e segura, mas não vimos nenhum dos dias aberta. Daí indicaram o mercado em uma galeria perto do mercado municipal, que fica em uma praça na parte de trás da calle Junin. É uma galeria bem simples com boxes pequenos e, pelo que entendemos, todas fazem cambio! Missões cumpridas, voltamos pro apê pra almoçar e pegar nossas coisas e ir de volta pra Rodoviaria. [busão] Potosí - Uyuni (20/07) No caminho de volta, nenhuma surpresa. Vários ônibus diários de Potosí a Uyuni e super fácil de comprar. Chegando uma hora antes, é suficiente. Dica: Todos os terminais da Bolívia cobram taxa de embarque separadamente da passagem (alguém sobre no ônibus antes dele sair e vai cobrando). É coisa pouca, 1bob, mas é bom guardar moedas pra isso! Nós não guardamos e passamos vergonha haha Uyuni (20/07 a 21/07, 1 dia) Chegando a Uyuni já no fim da tarde, fomos pro nosso hostel. Alugamos um quarto privativo no Hostal Oro Blanco (https://www.hostaloroblancouyuni.com/). A cidade é bem pequena, e a área turística, então, ocupa uma dúzia de quarteirões no máximo. A cidade em si só existe como dormitório e suporte para os turistas que vão ao Salar. Como nossa intenção principal era chegar no parque Sajama, apenas dormimos no hostel para pegarmos o trem no dia seguinte a Oruro. E realmente, meio dia foi mais que suficiente pra uma cidade que não tem absolutamente nada haha Único destaque, caso passem por aqui, é o restaurante Pachamama. Ele fica logo virando a esquina à direita na peatonal em sentido contrário à estação ferrocarril. É um restaurante muito simples, que só uma vozinha boliviana atende; tenha paciência, pois ela anota os pedidos e faz a comida (e quando dizemos faz, ela FAZ, do começo ao fim). Muita gente entrou e saiu nervosa porque não foi atendido; nós não tínhamos pressa e fomos recompensados com a melhor comida de vó Além de comida de vó, tem chazinho de coca vó! Aquece o coração [trem] Uyuni - Oruro (21/07) Pegamos o trem noturno. Coloco aqui dia 21 pois compramos o da meia noite. São algo como 4 saídas semanais a Oruro, por duas companhias diferentes. Dica: O valor é muito barato, portanto, não economizem se forem no inverno e no noturno. A classe econômica é um FRIO da porra! Ainda mais o dia que fomos, que nevou. Aí já viu, viramos pinguim no trem haha [van] Oruro - Patacamaya (22/07) Aqui começou a parte incerta do roteiro. De Oruro até Sajama tínhamos apenas indícios de como chegar. Mas no fim é bem simples! Primeiro que a estação de trem não é próxima a de ônibus. Não parece ser tão distante, também, mas no horário que chegamos (7h) o ideal era pegar um táxi. Já no táxi perguntamos como faríamos para chegar até Patacamaya, o ponto médio até Sajama. Na rodoviária o taxista gentilmente nos deixou perto das vans e nos apontou quais pegar. Aparentemente as vans saem com bastante recorrência; chegamos lá e tinha uma pronta pra sair. Esperamos algo como 15-20 min para encher o carro e partimos. A viagem durou cerca de 1h30, no máximo, num caminho bastante tranquilo. [van] Patacamaya - Sajama (22/07) Chegamos a Patacamaya estourando 9 da manhã. Sabíamos, segundo relatos, que uma van saía daqui às 13h. Chegando lá, uma confusão do cacete na rua que servia como terminal de ônibus, vans, mercado e tudo mais (além da lama da neve que tinha caído e tava secando rs), fomos procurar onde saía a tal da van pra Sajama. “Ahí!”, “Allá”, “Más adelante!”, “En frente del mercadito”... nossa referencia era que as vans saíam em frente ao “Restaurante Capitol”; não encontramos o tal restaurante, mas encontramos as vans. Haha Não sei se a quantidade de vans e horários aumentaram, mas quando chegamos já estavam enchendo uma pra partir. Estávamos em dois (Regina e eu) e mais três franceses. Esperamos algo como 30-45 min ali; como não vinha ninguém, o cara da van decidiu partir com 5 mesmo e bem mais cedo que o esperado, às 10h. Dois parêntesis aqui: Tudo na nossa viagem deu certo, tudo. Mas conversando com os franceses, vimos que tivemos foi sorte e estávamos certos em esperar algum contratempo. Eles tiveram. Vieram de Oruro a Patacamaya um dia antes que nós, mas ficaram presos na cidade por conta da nevasca que fez as estradas até a divisa com o Chile fechar. A Regina foi até o banheiro em Patacamaya. Era um dos “baños publicos”, porém dentro da casa de uma pessoa. Ela entrou, a porta trancou e quando foi sair a pessoa estava longe e ela ficou um bom tempo pra conseguir sair; se forem aproveitar a parada pra ir no banheiro, vão em dois rs Chegamos a Sajama depois de umas 3 horas de viagem e, quanto mais avançávamos na estrada mais neve víamos. Parece que a nevasca tinha sido das brabas mesmo; sorte pra nós! Essa era nossa visão na estrada. Achávamos que tínhamos nos ferrado... ...masss nossa sinhora da boa viage ajuda bastante nois, e deu um céu bonito, neve e muitas lhaminhas num cenário pra lá de bucólico! Sajama (22/07 a 27/07, 5 dias) Chegamos exaustos de 7h de viagem de trem + 5 de van, sem contar as paradas. Então a única coisa que queríamos era chegar no hostel. Ficamos no Hostal Osasis (http://hostal-oasis.com/) que fica bem na entrada da cidade. Vista da praça central e igreja Sobre hospedagem, importante abrir pequeno-grande um parêntesis: Sajama é uma vila indígena aymara que vive basicamente do turismo de montanhismo de gringos e galera, igual a gente, que quer conhecer um local diferente e ficar entocado na montanha. Apesar das atrações ser bem parecidas às do Atacama (contando com geisers, lagunas altiplanicas, etc., etc., apesar de proporções modestas) é um local bem menos badalado. Quando saímos para a viagem, gostamos de deixar tudo certinho, principalmente as reservas pra não termos surpresa. Os dois únicos hostals que tem site em Sajama são: Oasis e Sajama. Entretanto, cada uma das famílias da cidade tem seu próprio alojamento, muitos inclusive sem nenhuma propaganda, já que o acesso a internet já é bem limitado. Então, podem ir sem medo de não ter reserva, pois além de contribuírem com a uma maior rotatividade da economia local, vocês podem ajudar essas famílias que acabam perdendo clientes pros dois maiores hotéis da vila. Caso ainda sim queiram ir com a estadia garantida e agendada, vou deixar aqui o contato de whatsapp da Reina: +591 74840766. Nós conhecemos por meio da sua mãe, que tem tienda America em uma das praças da cidade. A hospedagem dela é um pouco mais pra dentro na cidade, cabaninhas muito simpáticas e recém-construídas, além de terem um preço mais em conta. Um alerta: se vocês, assim como eu, tiveram problemas de adaptação com a altitude, peguem leve em Sajama! Aqui é ainda mais alto que Potosí, já que a região fica a 4.200+ de altitude. Isso influenciou bastante no nosso ritmo e foi muito bom termos ficado bastante tempo! Quase todos os passeios são longe, não existe um complexo de transporte e roteiros turísticos aqui. A prática é você fechar com moradores que tem carro, e eles em geral apenas levam; dificilmente ficam com você para trazer de volta. Levando em conta que boa parte das atrações ficam a, pelo menos, 6-8km de distância, precisa-se estar bem adaptado à altitude e com bastante preparo! Nossos passeios fora basicamente dois nesses dias: Mirador de Sajama, que fica bem próximo à vila. Por um sendero que começa por uma das ruas do povoado, você segue em direção ao monte mais próximo. É bem fácil de encontrar, apesar de tudo estar bem nevado e ter sido difícil de encontrar o caminho. Pelo mesmo motivo, foi difícil chegar ao topo (além da falta de ar haha ), mas conseguimos ir até a metade do caminho e valeu super a pena! Com o local mais seco, tenho certeza que vocês vão conseguir ir até o topo, não é muito íngreme e até a Regina que tem problemas de joelho foi traquilamente. Mirador a meia altura! Laguna Huañacota, que fica a mais ou menos uns 9km do povoado. Como dissemos, é possível ir de carro e voltar a pé, é o que geralmente as pessoas fazem. No nosso caso, fizemos os mais de 18km de ida-volta à pé, beeem devagar. Foi cansativo mas valeu a pena, tendo inclusive uma companheira por boa parte do caminho, uma perrita chamada Luna que foi nos mordendo o calcanhar até a laguna! rs No mesmo caminho dessa laguna existe algumas termais; a principal fica entrando por uma bifurcação da estrada principal, mais ou menos ha uns 2-3km da cidade. Acabamos não indo, mas vale a pena! Panorâmica da Laguna Huñacota (Luna pode ser vista pro canto direito da foto haha) Os dois passeios são coisa pra metade de um dia; mesmo a laguna e seus muitos km a ser percorridos podem ser feitos em 6 horas tranquilamente. Caso pensem em passar nas termais, saiam mais cedo que conseguem fazer tudo em 8-10h tranquilo. Apesar de ainda existirem outras muitas atrações (pelo menos mais uma laguna e geiseres, além de pueblos próximos) acabamos por optar por descansar e viver um pouco o vilarejo. O esquema é muito familiar e não existem restaurantes; para você almoçar ou jantar, precisa falar em alguma das tiendas com as cholas e marcar um horário que passarão para comer. Fazendo isso em um lugar a cada dia, você conhece diversas famílias e conversa com muitas pessoas. Com isso aprendemos muito sobre o funcionamento da cidade. É literalmente uma comunidade indígena que se urbanizou e semi-modernizou; aqui, todos tem responsabilidade para com o bem público. Todos os meses, no dia 28, as pessoas da cidade se reúnem pra conversar sobre o que tem acontecido, os problemas e as soluções, construções que precisam ser feitas, etc. Também são os proprios moradores que fazem a limpeza das ruas e, pelo que nos foi dito, fazem uma coleta seletiva e o que podem vendem/reciclam em La Paz. Fiz questão de tirar foto da placa de uma das pontes da cidade, por constar essa parada do trabalho popular. O parque, como sabem, tem uma entrada que custa 100bobs por pessoa; infelizmente, pelo que nos foi dito, esse dinheiro não é revertido para a comunidade, apesar do governo entrar com uma parte das obras estruturais, mas ao que parece boa parte é feita pelos próprios moradores. Acho que conhecer mais sobre o pueblo e seus moradores, pra mim, foi um dos pontos altos do rolê e valeu mais que qualquer laguna, geiser ou mirador. Se forem até lá, façam isso! Vista da Tienda America, lugar onde almoçamos algumas boas vezes com a dueña Benigna e conhecemos bastante da cidade. [van] Sajama - Tambo Quemado e [busão] Tambo Quemado - Arica (28/07) Essa foi uma das dificuldades que encontramos, principalmente de encontrar relatos precisos sobre como chegar no Chile a partir de Sajama. Como o lugar é um pueblo e não tem rodoviária nem serviço de transporte que não seja até Patacamaya, o caminho mais fácil e lógico é o de Oruro-La Paz. Se o roteiro de vocês for esse, vão sem medo. Se tiverem como objetivo chegar em Arica, vocês precisam conseguir uma van até Tambo Quemado, que é uma parada de caminhões próxima à divisa Bolivia-Chile. Logo que chegarem na cidade, conversem com alguém da trans-sajama. Demos sorte de conhecer o David, um senhor muito gentil que, por coincidência, iria à Tambo no dia que partiríamos (calhou de ser o dia que tem uma feira de artesanato que eles vão rs). De qualquer forma, não é nada difícil de conseguir uma carona até lá. É preciso chegar cedinho, lá pelas 8h, pois o primeiro busão de La Paz pro Chile começa a passar por ali la pelas 9h30-10h. Pelo que nos disseram são um total de 5 ônibus e, com certeza, um deles vai ter lugar. No nosso caso, o primeiro que passou já tinha exatamente dois lugares vagos e fomos nele mesmo! Por ser internacional, eles aceitam tanto bolivianos quando pesos chilenos; pagamos 100 bolivianos por passagem, se não me engano. Mas é basicamente isso; sem muitos problemas conseguimos chegar no Chile. Ah, importante! na fronteira nos pediram a carteirinha de vacinação internacional de febre amarela; não esqueçam de levar! A viagem dura umas 5h e, logo no começo, passa-se pelo parque Lauca (parque irmão do Sajama do lado Chileno); se tiverem o interesse, vale descer e conhecer e depois pegar outro ônibus, apesar de ser um rolê caro, visto que se paga o preço cheio da viagem duas vezes. Pela janela já é uma ótima visão! Vista da janela do busão do Parque Lauca Enfim, a viagem envolve a descida dos Andes de 4.200m até o nível do mar. Pode se preparar pra bastante sono e vertigem; mas é lindo também e foto nenhuma consegue captar o que se vê com os olhos ali, sem dúvida algo que vale a pena ser feito! Arica (28/07 a 29/07, 1 dia) Chegamos em Arica no meio da tarde. A cidade costaneira do lado do Pacífico fica muito, mas MUITO próxima do Peru. Já no terminal é possível ver ônibus que partem para Tacna, que fica algo como 50km de Arica. Infelizmente não tínhamos tempo, mas nossos planos era ter subido até Cusco, passando por Arequipa, como muitas pessoas fazem. Saímos da rodoviária e estranhamos o asfalto e o trânsito, depois de tanto tempo em Sajama. Ficamos no aribnb do Sebástian e Ricardo, que fica bem pertinho da praia. Coisas que aderimos à dieta quando voltamos: pão com palta (abacate) Arica foi apenas um local pra que a gente voltasse pro Brasil, então nem pensamos muito onde ir ou o que aproveitar. Chegamos de Sajama e só pensamos em cair na cama e dormir. No dia seguinte, arrumamos nossa mala e deixamos tudo pronto pra sairmos à noitinha. Saímos pra explorar a cidade. Arica é uma cidade bem pequena e, ficando onde ficamos, da pra ir e voltar a pé ao centrinho que tem a maior parte das atrações. Dia nublado e na praia, vendo o Pacífico! No fim da noite, combinamos com Sebastian um Uber que nos levaria ao aeroporto e partimos. [aereo] Arica - Santiago (29/07) e Santiago São - Paulo (30/07) De novo passamos a noite no aereo, dessa vez mais cansados ainda. Mas, apesar de tudo isso, voltamos pro Brasil revigorados!
  2. Olá pessoas! Não costumo comentar muito, mas me utilizo sempre desse fórum para montar meus roteiros. Como os relatos de viagem são sempre os que mais me ajudam a pensar em locais, companhias aéreas/rodoviárias, etc. etc., penso que é um dever sempre depois de uma viagem feita postar aqui como rolou! Pois bem, primeiro a motivação da viagem: férias e rolezão Sulamerica. No ano anterior (2015) uma parte do Cone Sul (Brasil>Paraguai>Argentina>Uruguai>Brasil) em 32 dias. Esse ano (2016) fechei as férias com a Regina, minha namorada, em 15 dias mas queria aproveitá-los o máximo! Depois de muitos quebra cabeças, decidimos que iríamos ao Atacama e à pequenos pueblos no Norte da Argentina, descendo aos poucos até terminar a viagem em Cordoba (lugar com vôo mais barato de volta ao Brasil rs). O roteiro ficou assim mais ou menos assim: [Aéreo] São Paulo/SP para Santiago/CHI com escala no Rio de Janeiro (dia 16/07) Santiago (dia 16/07) [Aéreo] Santiago/CHI – Calama/CHI (dia 17/07) [Carro alugado] Calama/CHI até San Pedro de Atacama/CHI (dia 17/07) San Pedro de Atacama/CHI (dias 17/07 a 20/07) [busão] San Pedro de Atacama/CHI até Purmamarca/ARG (dia 20/07) [Táxi] Purmamarca até Tilcara/ARG (dia 20/07) Tilcara/ARG (dia 20/07 a 24/07) – aqui pude ir pra Purmamarca, Humahuaca e San Salvador de Jujuy [busão] Tilcara/ARG até Salta/ARG (dia 24/07) Salta/ARG (dias 24/07 a 26/07) [busão] Salta/ARG até Tucumán/ARG (dia 26/07) Tucumán (dias 26/07 a 29/07) [busão] Tucumán/ARG até Cordoba/ARG (dia 29/07) Córdoba/ARG (dias 29/07 a 31/07) [Aéreo] Córdoba/ARG até São Paulo/SP com escala em Buenos Aires/ARG (dia 31/07) Vamos aos detalhes! [Aéreo LATAM] São Paulo/SP para Santiago/CHI com escala no Rio de Janeiro (dia 16/07) Vôo pela LATAM. Brasil TAM, Santiago LAN, sem maiores problemas ou intercorrências. Passamos o dia inteiro viajando e apesar de “perder” um dia (ainda com o fato de que apenas pernoitamos em Santiago para no dia seguinte pegar o vôo para Calama, preferimos assim para não ter correrias. Santiago (dia 16/07) Tínhamos já reservado um quarto em um apartamento pelo Airbnb. Já na reserva, o anfitrião nos ofereceu um transfer (feito por ele mesmo) do aeroporto até o apartamento por US$50. Pelas contas das calculadoras online de táxi o preço sairia mais ou menos esse, então aceitamos a oferta! Quando chegamos ao aeroporto de Santiago o anfitrião já nos esperava e fomos confortavelmente até o apartamento de carro. Fazia frio e estávamos cansados (saímos de São Paulo lá pelas 13h e chegamos quase 21h por lá). O apartamento é super recomendado. Super limpo, organizado, a cama MUITO confortável e o chuveiro quentíssimo. Não me lembro se tinha calefação, mas não passamos nem um pouco de frio. [Aéreo LATAM] Santiago/CHI – Calama/CHI (dia 17/07) No dia seguinte fomos agraciados por um café da manhã reforçado (nem todos os Airbnb oferecem) e o anfitrião nos levou de carro até o aeroporto pela manhã. Nosso vôo para Calama (novamente pela LAN) sairia ao meio dia. Novamente voamos tranquilamente, apreciando a paisagem pela janela que foi mudando lentamente dos picos nevados dos Andes ao deserto do Atacama, simplesmente impressionante! Picos nevados saindo de Santiago/CHI Início da paisagem do deserto e o frio na barriga aumentando! [Carro Europcar] Calama/CHI até San Pedro de Atacama/CHI (dia 17/07) O meio mais fácil de acessar o Atacama é indo de avião até Calama, uma cidade que fica a 100km de San Pedro de Atacama. Essa última fica na “boca” do deserto e é ponto de partida para todas as atrações do local. Decidimos que, para ter um pouco de liberdade, alugaríamos um carro. Portanto, chegando ao aeroporto de Calama fomos direto à Europcar e pegamos um carro para seguir viagem. A estrada para San Pedro é bem tranquila, apesar de ser somente uma pista ida/volta, porém se forem alugar carro fiquem atentos à cidade que tem ruas bem estreitas! Primeiro mirante que paramos o carro e nossa cara de: San Pedro de Atacama/CHI (dias 17/07 a 20/07) Dia 1 (17/07) Primeira coisa a se falar do Atacama: bebam água, muita água! A dica que nos deram e foi de ouro (quase não sentimos desidratação) foi de tomar um gole pequeno de d’água a cada 20 minutos. Portanto, não economizem nas garrafinhas! Alugamos um chalé que fica uns 3km de San Pedro em local chamado Altos de Quitor, próximo à Pukará de Quitor (mais pra frente eu descobriria o que são Pukarás, grande revelação cultural da viagem rs). Era lugar bem calmo, confortável. O quarto que pegamos é o único de casal privativo; pagamos uns US$120 pelos três dias. Mas se tiverem pensando nesse lugar, corram já pra fazer a reserva, pois tivemos muita sorte! Umas holandesas que conhecemos por lá tentaram agendar esse quarto com três meses de antecedência e já estava toma (por nós hehe). Vista da área comum dos Chalés Chegamos no fim da tarde, e queríamos aproveitar para ver o pôr do sol em algum lugar. Pegamos o carro e estávamos a caminho do Vale de la Luna. Numa entrada errada acabamos metendo o carro em um buraco e não conseguimos tirá-lo de lá. Ficamos das 17h até as 21h esperando o guincho. Nesse ponto pudemos constatar a grande amplitude térmica do Atacama, que pode variar dos 25ºC de dia até -10º a noite! Tivemos sorte de bater o carro próximo à cidade, pois poderíamos ter nos dado muito mal se fosse em algum ponto ermo do deserto. Portanto, se tiverem pensando em fazer como nós, leve em conta esse tipo de contratempo ou aluguem um carro alto 4x4. No fim, na correria e sobressaltos, mesmo com minha namorada dizendo para não esquecer de checar TUDO antes do guincho levar o carro, acabei deixando minha carteira dentro do carro o que deu uma dorzinha de cabeça extra, pois tivemos que ir até Calama novamente para conseguir resgatá-la nos dias seguintes. Chegando ao hotel, finalmente pudemos provar o quarto. É um chalé feito de madeira com banheiro dentro. Não tem calefação mas é muito bem construído, quase não se sente a friaca que tá rolando lá fora. A cama é muito confortável e munida de muitos cobertores. A internet, no entanto, quase não pega no quarto, então quando precisávamos mandar mensagens para familiares e fazer outras coisas tínhamos que ir até a área comum. Aliás, o local por ser afastado da cidade também é perfeito para ver as estrelas! Dia 2 (18/07) Bom, tínhamos um grande roteiro programado que foi por água abaixo por conta do contratempo do carro. Tínhamos planejado ir às Lagunas Altiplânicas, Laguna Cejar e Vale de la Luna. Só que nesse momento só tínhamos na cabeça ir à San Pedro de Atacama resolver o B.O. do carro, portanto esse dia foi exclusivamente voltado para isso e, de quebra, conhecer a cidadezinha. Quase não sentimos os 3km a pé dos Altos de Quitor até San Pedro, pois a paisagem é fantástica, além de muitas pessoas fazerem esse mesmo caminho, então você acaba fazendo várias amizades. O Atacama é um lugar bastante cosmopolita com pessoas do mundo inteiro, portanto prepare-se para usar o inglês mais até mesmo que o espanhol. Paisagem do caminho à pé dos Altos de Quitor à San Pedro Fomos direto à Europcar e o único funcionário que trabalha lá, o Francisco, foi um amor conosco e nos confortou dizendo todos os detalhes das burocracias que deveríamos fazer. Tivemos que registrar a ocorrência em um Tabelião de Notas (lá não é a polícia que faz esse tipo de documento) e levá-lo para que a franquia do seguro fosse acionada. Tivemos que pagar 750 reais e nada mais, pois o estrago parece que foi grande e ultrapassou os R$8000 do seguro que contratamos (ufa!). Como só tem um funcionário por lá e ele por vezes tem que resolver coisas em Calama, quando retornamos tivemos que esperá-lo voltar para pegar o carro substituto. Almoçamos num lugar super legal chamado “Las delicias de Carmen”; era muito boa a comida a um preço justo! Esse restaurante fica na calle Caracoles, uma das principais ruas da cidade e onde tem os principais restaurantes e pontos para cambio, o que também aproveitamos para fazer depois de comer. Também tem os mercadinhos, onde se pode comprar regalos para conhecidos e as tão cobiçadas folhas de coca pros momentos de falta de ar por conta da altitude. O cambio foi bem fácil. Trocamos tudo em dólar aqui no Brasil e levamos um pouco de pesos chilenos. Real por lá é bem desvalorizado, então não valia a pena levar. Como tinham muitos locais que trocavam um do lado do outro foi possível fazer uma bela prospecção antes de bater o martelo. Também aproveitamos pra trocar um pouco de pesos argentinos pois a cotação estava muito boa e iríamos precisar quando fôssemos para Jujuy. Depois do rolê completo pela cidade em todos os lugares possíveis, voltamos para pegar o carro reserva e voltar pro hotel, pois já estava quase escurecendo. No caminho descobrimos um caminho MUITO mais fácil de chegar aos Altos de Quitor sem passar pelas ruas apertadas, mas agora já era tarde demais, né? haha Ruazinhas lindas de San Pedro com o não menos importante Vulcão Licancabur ao fundo Dia 3 (19/07) Nesse dia saímos bem cedinho para ir até Calama resgatar a carteira desse ser desmiolado. Vimos o sol nascer na estrada; aliás, a paisagem do Atacama diversas vezes nos fez esquecer o perrengue que passamos com o carro de tão lindo que é! Chegamos lá, resgatei a carteira e voltamos para nosso tão esperado primeiro paseo (uhul!). Fomos ao Vale de la Luna. Você paga uma taxa pra entrar de 2500 pesos por pessoa e tem um roteiro de vários locais que pode visitar. Como fomos de carro, muitos locais pegamos vazio sem muitos turistas, o que é incrível. O silêncio ali é uma das coisas mais impressionantes que já vivenciamos, além da paisagem de tirar o fôlego! São cavernas, mirantes e formações rochosas antiquíssimas. Muitas pessoas, inclusive, fazem esse caminho de bicicleta. Vale de la Luna lindíssimo!!! Tentamos ainda fazer a Laguna Cejar na volta, mas o caminho nos deu um pouco de medo por conta do nosso trauma do carro e acabamos voltando para San Pedro para devolvê-lo. Demos um último giro pela cidade e voltamos apreciando o pôr do sol no caminho a pé para os Altos de Quitor. Se forem ficar lá, façam isso a tempo de chegar antes do sol se pôr por completo, pois esse caminho no escuro é BEM complicado sem lanterna haha Não é só de perros que é feito o Atacama: apresento-vos el zorro, uma raposinha charmosíssima do deserto [busão - Andesmar] San Pedro de Atacama/CHI até Purmamarca/ARG (dia 20/07) Já tínhamos comprado a passagem com antecedência para Purmamarca que sairia às 7:30 da manhã. Pegamos assento um bem confortável, Executivo, por 1079 pesos argentinos cada lugar por uma viagem de umas 10 horas (sem contar a parada na imigração, que nos tomou mais umas 3h). Reservamos um táxi no dia anterior para nos levar ao terminal, pois o caminho seria bem complicado com malas e à pé. Chegando à rodoviária, praticamente deserta, descobrimos que o ônibus se atrasaria. Fizemos amizade nesse meio tempo com um cachorro, um casal de suíços e outro casal francês. Tirando o cachorro que só estava interessado em cafuné, todos estávamos esperando o mesmo ônibus, então acabamos fazendo companhia um para o outro até chegar o busão. As amizades que fazemos no caminho são as mais importantes Quando fomos embarcar, além do passaporte, o motorista solicita um papel que nos deram na entrada do país, pois ele é solicitado na migração. Tomamos um pequenos susto, pois não lembrávamos dele e tivemos que perder um tempinho procurando na mala. Portanto, lembrem-se deste bendito papel e deixem junto com os documentos de fácil acesso! Rs O caminho é bastante bonito, apesar de tortuoso e cheio de altos e baixo. Passamos por várias paisagens lindas, incluindo o vulcão Licancubur! Sugiro que separem um pouco de folhas de coca se forem fazer essa viagem, pois deu bastante dor de cabeça e falta de ar e as ojas são um santo remédio nessas horas! A migração, como disse, nos tomou umas 3h a mais, pois te fazem tirar todas as malas e passar numa inspeção. Caso dêem sorte de nenhum passageiro do ônibus cair na malha fina, pode ser bem rápido (coisa de 50 minutos), mas no nosso caso encrencaram com umas pessoas que estavam levando coisas que precisavam ser taxadas. Nosso ônibus tinha como destino final Salta, então nos deixaram em Purmamarca na autopista mesmo! Tivemos até que pular um guard rail pra chegar à cidade! Haha A paisagem é de tirar o fôlego no caminho (algumas vezes literalmente! rs prepare as ojas de coca!) ãã2::'> ãã2::'> ãã2::'> No caminho também existe as Salinas Grandes, que conhecemos apenas pela estrada pois não tivemos coragem de fazer o caminho de volta! rsrsrs [Táxi] Purmamarca até Tilcara/ARG (dia 20/07) O destino final era Tilcara, e então ainda tínhamos que procurar passagens para lá. Vimos em alguns relatos que existem ônibus a cada 20 minutos, então não nos preocupamos. O problema é que não existe lugar fixo e se pega esses ônibus na autopista, dando sinal para eles pararem. Se estiverem lotados você vai de pé mesmo hehe. Por isso, cotamos um táxi e vimos que não sairia muito caro, algo em torno de 200 pesos. O taxista era um senhorzinho muito simpático e humilde e veio papeando conosco falando um pouco da quebrada de Humahuaca, que é um destino turístico, porém só de argentinos no período de férias escolares. No resto do ano, segundo ele, é um lugar bem vazio. Em uns 30min estávamos no nosso Airbnb. Os anfitriões eram um casal muito amável, o Pila e sua esposa, que tinham uma casa próximo ao centrinho da cidade. O contato foi feito pelo Nicolas, que tem vários anúncios na região de Jujuy; esse infelizmente, pelo que vi não está mais disponível! Tilcara/ARG (dia 20/07 a 24/07) Dia 1 (21/07) Antes de mais nada, é preciso deixar claro uma coisa sobre essa região da Argentina: eles levam a siesta muito a sério. Qualquer um dos paseos que fizemos daqui até Córdoba levaram em conta que entre as 13h até as 17h nada, absolutamente NADA comercial funciona. Lembrem-sem disso! Rs Até as tias que vendem empanadas (gostosíssimas por sinal) na rua empacotam e só voltam no fim da tarde! Pela manhã tínhamos dois objetivos: trocar mais pesos argentinos e encontrar um café com wifi, pois infelizmente não tínhamos no nosso quarto. Encontramos um café local charmosíssimo chamado Mama Koka que é uma mistura de cafeteria com livraria. Foi nosso ponto de partida de manhã para todos os passeios que fizemos por lá! Eles tem um café ótimo e, pra quem é de doce, um alfajor divino. Café tomado fomos procurar um lugar para cambio. Foi meio difícil encontrar e, como dissemos, real por lá não tem jogo. Enquanto o dólar trocamos a uma excelente cotação de 15 pesos o real estava algo como 2,20 pesos, muito abaixo da cotação oficial inclusive. Tilcara, além da cidade em si, tem duas atrações interessantíssimas: a Pukará de Tilcara e a Garganta del Diablo. A primeira é a cidade dos pueblos originarios pré-colombianos e até pré-incaicos; existe uma Pukará praticamente para cada cidade, pois era o ponto mais alto desses locais, usado para proteção dessas comunidades. Já o último é uma trilha longa (algo como 8km) que no fim tem uma cachoeira e o caminho é demais! Nesse dia decidimos fazer apenas a Pukará. É lugar impressionante e, apesar de existir várias delas na região, essa é a única explorada por arqueólogos e com bastante informações históricas. Ela foi totalmente restaurada Pukará de Tilcara, com a charmosa paisagem cravejada de cactus Dia 2 (22/07) Pela manhã, San Salvador de Jujuy. Como Tílcara é um pueblo pequeno, não há um terminal rodoviário: os ônibus “intermunicipais” passam na estrada e você sobe. As passagens são compradas em pequenas guaritas em frente da estrada mesmo. Jujuy, capital da Província, é uma cidade “grande” perto das outras que visitamos, com estradas modernas e prédios grandiosos. Existem 2 terminais, um antigo, que parece uma 25 de março de tanto camelô e produto pirata, e um terminal novo, mais afastado da cidade. Não sabíamos disso e demos um rolê grande na cidade. Acabamos chegando tarde, muito próximo do horário da siesta, então vimos poucas coisas antes das porcas começarem a baixar no centro inteiro. Começamos pela Basilica de San Francisco y Museo de Arte Sacro que pra quem curte história da igreja e arte sacra vale bastante a pena! Depois passamos na Casa de Gobierno de Jujuy; aqui pode ser um passeio meio frustrante se não tiver um pouco de contexto histórico, pois a única sala aberta à visitação é uma que reúne as bandeiras de todas as províncias e tem em exposição a primeira bandeira feita pra Argentina, logo após da da Independência lá na década de 1810. O norte argentino é cheio recheado de história, principalmente porque Buenos Aires foi uma capital “criada” pela ausência de saída para o mar, mas o centro econômico e militar na época da independência estava na região norte. Tendo isso em mente a experiência com certeza vai ser bem interessante! Bandeira oferecida pelo Gal. Belgrano à Jujuy Ao fim da tarde, pegamos um ônibus para Purmamarca. É um pueblo pequeno mas maravilhoso para comprar regalos, tirar fotos com alparcas e comer empanadas feitas na hora. Fomos até o ponto mais alto da cidade, de onde vimos um pôr do sol lindo, ao custo de 3 pesos por pessoa! Leve sua “termo” e sua yerba mate e curta a paisagem! É aqui que pode-se ver o Cerro de los Siete Colores, absolutamente "maravichooso". Cerro de los siete colores “Pegamos a manha” do trajeto e voltamos para Tílcara de bus mesmo, mais barato e divertido! Nesse dia comemos carne de LHAMA, prato típico! Além disso, uma coisa diferente que vimos é que o pessoal concentra muito os horários, então a cena começa muito tarde mas acaba muito cedo, então tudo fica cheio. Dia 3 (23/07) Pela manhã, pegamos a mochila, protetor solar, garrafas d’água, óculos e fomos na Garganta del Diablo! É uma subida na montanha bem intensa, porém segura. De carro, são 10km e a pé existe uma trilha menor (4km, eu acho). Há uma cachoeira linda e uma passeio muito tranquilo. Ótimo local para fotos e descansar e encarar os km de caminhada de volta. Não se esqueçam de levar tênis extras, pois nessa trilha é necessário cruzar o rio várias vezes e pode ser que se molhe um pouco! Voltamos à casa onde estávamos hospedados, tomamos um banho e fomos passear em Humahuaca, outro pueblo encantador! Companhia na subida para a Garganta Esse é o último lugar que compramos artesanias por preços justos e que ajudavam o sustento dos locais mesmo. Existe ainda a possibilidade, por meio de carro ou paseos agendados com companhias de turismo, de conhecer de perto a http://Serranía de Hornocal que conta com mais colores ainda que aquelas vistas em Purmamarca, dizem 14 no total. Da cidade de Humahuaca é possível vê-lo de longe, mas tem como chegar bem perto! hehe Humahuaca e a vista ao fundo da Serranía de Hornocal Este pueblo no se vende! [busão - Balut] Tilcara/ARG até Salta/ARG (dias 24/07 a 26/07) Novamente voltamos para a Ruta, mas dessa vez pegaríamos o busão que nos levaria para Salta. Compramos pela Balut um semi-cama, confortável porém com menos espaço pras pernas, o que significava ficar meio esmagado com as malas (preferíamos irmos com elas do que despachá-las, precaução por conta das tretas do começo da viagem rs). A viagem durou umas 4h sem qualquer intercorrência e nos custou um máximo de 200 pesos por pessoa. Dia 1 (25/07) Ficamos no hostel La Covacha, em um quarto de casal bem espaçoso e arejado, com banheiro coletivo no andar. O chuveiro tinha água complicada, mas o prédio tinha acesso ao topo do prédio, que era uma vista muito bonita da cidade. Pagamos cerca de 900 pesos por duas diárias, agendadas pelo booking e pagas quando fomos embora do hostel. A cidade lembra muito uma cidade de São Paulo de interior, porém grande. Tem um parque na cidade que parece o Ibirapuera, calçadões e zonas de comércio amplas e iluminadas. O grande destaque da cidade vai para o Museo de Arqueología de Alta Montaña onde é possível descobrir um pouco sobre cultura andina e ver as fantásticas 3 múmias Incas encontradas e impressionantemente bem conservadas. É de arrepiar! As famosas múmias de Salta. Infelizmente não se pode sacar fotos, então essa não é minha rs Não ficamos muito na cidade, que além do museu e alguns passeios em igrejas (tentamos ir em todas da cidade rs) não nos encantou tanto. Deixamos, no entanto, a dica de um restaurante chamado El Charrúa onde enchemos o bucho com uma parrillada espetacular! Aqui nesse ponto já não é tão necessário, mas se precisar da pra comprar um saco cheio! [busão - Andesmar] Salta/ARG até Tucumán/ARG (dias 26/07 a 29/07) Fizemos o caminho até Tucumán pela Andesmar. Inicialmente iríamos ficar mais tempo em Salta, mas por conta da cidade em si e a perna muito longa dali até Córdoba, onde pegaríamos o avião de volta para o Brasil, decidimos quebrar a viagem. Viagem de 4:30 tranquila, um pouco mais cara que a anterior, apesar de pegarmos assentos comuns: em torno de 370 pesos para cada. Pegamos um AirBnb que consideramos a nossa melhor estadia de todos os tempos! O apartamento da Graciela tem sala conjugada com a cozinha, banheiro e quarto, num preço surpreendente! Hoje está R$83 a diária, o que ainda é um ótimo preço, mas na época pagamos um pouco menos por sermos praticamente seus primeiros hóspedes. O bairro fica bem próximo ao centro comercial, porém não no meio da “confusão”, com ótimas opções de comida, mas já no fim da viagem estávamos tentando economizar, então compramos comida no mercado e comemos no apartamento. Dia 1 (27/07) A cidade em si também não tem lá muuuuitos atrativos turísticos, mas é um local bastante agradável e, somando ao apartamento da Graciela, nos sentimos como se estivéssemos em casa, comprando alguns vinhos e mate para rebater o frio do inverno. Tucumán foi a grande cidade da época da independência, então no primeiro dia fomos até à Casa de Tucumán, conhecida como o local onde rolou o Congresso de 1816 que oficializou a união de todas as províncias como independentes. Calhou inclusive de estarmos lá na época e no mês do bicentenário dessa data, então estavam rolando algumas atividades excepcionais. Nesse dia também aproveitamos para ir no Museo de Arte Sacro. A arte sacra pode ser muito assustadora também Também foi o único dia que fomos a um restaurante, por isso escolhemos a dedo (mentira, entramos no primeiro que pareceu legal). Definitivamente o El Portal foi uma das empanadas mais gostosas que comemos na viagem toda, feita em forno a lenha e na hora, além do aspecto do local, super rústico e “roceiro”; vale a pena separar um tempo pra passar lá! Dia 2 (28/07) No dia seguinte começamos bem lento, tanto que nem nos preocupamos em acordar cedo para não esbarrar com a siesta. Passeamos calmamente pela cidade, aproveitando inclusive que nunca tínhamos ido à um Cassino (decepcionante! rs), além de um passeio pelo parque e pelo Museo de la Industria Azucarera que fica no Parque 9 de Julio. Esse museu é pra gente lembrar que Argentina não é só gado e mate, tem presença forte dos engenhos de cana por essa região. Além disso tudo, a cidade tem lindos pés de mandarinas/tangerinas por todo lado! Terminamos o dia no Museo Folklorico Provincial, local bem simples mas com uma sala dedicada à Mercedes Sosa, cantante tucumana que adoramos e tivemos uma surpresa agradável com essa exposição. Aqui também é um bom lugar pra comprar regalos. O doce de leite tucumano é muito bom, eles tem cuias lindíssimas de mate e o alfajor de miel de caña, especialidade da cidade, é particularmente muito bom! Mas estávamos já bem lento nessa etapa da viagem, querendo descanso e mate quente Ni una menos! [busão - El Practico] Tucumán/ARG até Cordoba/ARG (dia 29/07) O último trecho de ônibus fizemos pela Companhia El Practico. Por ser a última perna, quisemos ir de Executivo, com mais conforto; foram 7 horas de viagem por aproximadamente 830 pesos por pessoa. Novamente, viajamos sem muitos sobressaltos uma estrada bastante tranquila. Como já estivemos em Córdoba uma vez, escolhemos o certeiro apê do Federico, que tem cozinha, quarto e banheiro e é super arrumadinho! O apartamento fica no bairo do Guemes, pertíssimo do centro, porém marcado pela vida noturna, barzinhos e shows pra todo lado. Quando chegamos estava rolando uma feirinha de artesanías na praça ao lado do apartamento e, apesar da canseira da viagem, descemos para jantar e demos uma volta por ali! Córdoba/ARG (dias 29/07 a 31/07) Dia 1 (30/07) Ficamos um dia em Córdoba, que é uma cidade agitada, mas com seu charme bucólico, por ter diversas igrejas do período colonial e jesuítico; pra quem curte é um prato cheio! Como já conhecíamos os arredores (para mais detalhes, ver nosso rolê de 2015), decidimos pegar fazer o passeio do Tren de las Sierras que tem como destino final uma cidadadezinha chamada Cosquin. A cidade em si é bem pequena e não tem muitos atrativos, mas a viagem vale pela paisagem do caminho sendo o grande astro o trem. Paisagem do caminho para Cosquin! Saímos bem de manhãzinha (pegamos o primeiro trem) e voltamos ainda a tempo de uma última empanada. Como conhecíamos a cidade, já tínhamos destino certo: a Empanaderia La Alameda. A empanada de lá é simplesmente divina e, acompanhado com um jarro de Fernet-Cola (que é um insulto ir à Córdoba e não tomar rs) foi “até logo” perfeito para essa cidade que ganhou nosso coração. Ambiente agradável do La Alameda Última visão das charmosas ruas de Córdoba (pelo menos nessa viagem!) [Aéreo - LATAM] Córdoba/ARG até São Paulo/SP com escala em Buenos Aires/ARG (dia 31/07) Hora de, infelizmente, voltar. Existiam voos diretos da LAN que faziam o trajeto Córdoba - São Paulo, mas nós encontramos voos de mesmo valor que faziam escala no Aeroparque. Buenos Aires é linda, é cosmopolita, tem belíssimas atrações turísticas, mas como diria aquele filme, “Eu só vim pela comida”! O que queríamos não estava na Calle Florida, nem no passeio na Casa Morada… estava a 20 metros da entrada do aeroporto: CHORIPAN da Costanera! O lanche tradicional é vendido no trailer em frente do aeroporto e é um pão com linguiça e no balcão ficam disponíveis tigelas com chimichurri, pimentas, molho de queijo, cebola… sim, fizemos escala na cidade só pra passar numa barraquinha de comida. ¡Che, no tengo remordimientos! Porém, o Aeroparque estava sob forte neblina e o avião foi pro Ezeiza, do outro lado da cidade. Mas tínhamos umas 4 horas de sobra, então deu tudo certo (e sim, comemos nosso choripán!), voltando de barriga cheia e felizes! E um último "até logo" pra costanera cinza enquanto nos empanturrávamos com o Choripán!
  3. Meu roteiro pra julho do ano que vem também está beeeem parecido, apesar de inverso! Estava pensando em pegar um avião pra La Paz com escala em Lima, descer e começar pelo Peru. E também de San Pedro passaria em Jujuy antes de voltar pra Bolívia. Agora seu roteiro me fez repensar algumas coisas. Aliás, boa essa Companhia Amaszonas, não conhecia e vai ajudar bastante no novo roteiro! hahaha
  4. Olá pessoas! Como me utilizei MUITO desse fórum pra planejar meu primeiro rolê pela nossa querida Sulamerica, acho que o mínimo em retorno é deixar meu roteiro + relato. Primeiro a motivação da viagem: trabalho com história e tinha dois congressos pra participar, no Brasil mesmo, nas cidades de Maringá - PR e Florianópolis - SC com diferença de um mês entre os dois eventos. Engatei meu roteiro de férias pensando nesses dois eixos. Também tinha em mente que minha namorada tiraria 15 dias de férias e ela queria conhecer a Argentina, então fechamos que nos encontraríamos no eixo Córdoba/AR - Buenos Aires/Ar Pois bem, tendo em mente os dias e cidades de início e término, bolei o roteiro e parti pra estrada. O rolê foi mais ou menos assim: Maringá Cascavel (só de passagem) Asunción Resistencia (só de passagem) Cordoba Buenos Aires Cordoba Colonia del Sacramento Montevideo Rio Grande Florianopolis Aéreo de São Paulo/SP - Maringá/PR (1h30) - (dia 29/06) Peguei um avião do aeroporto de GRU. Foi bem barato, algo em torno de R$200 reais. Maringá/PR 29/06 a 03/07 Visto que tinha um Congresso, infelizmente não tenho muitas dicas. O hotel fiquei em um relativamente longe da cidade, mas o busão e táxi por lá é em barato. Única dica que deixo é o bar alemão Eden Beer. Eles fazem as próprias cervejas (vc até vê os tonéis na frente) e o dia que fui era chopp em dobro por R4! Pra mim que adoro cerveja foi sucesso demais! Maringá/PR a Cascavel/PR (busão Expresso Nordeste - 03/07) Não existem ônibus diretos para Asunción de lá, portanto fiz uma escala em Cascavel de meia hora. Foi arriscado. Saí de Maringá às 23:55h e cheguei em Cascavel às 4:30h da manhã. O ônibus chegaria que às 4:00 para Asunción estava atrasado e só veio às 6:00; tive sorte! Ou seja, não façam isso! haha Deixem um espaço maior nessas escalas, só por segurança. Ah, e tava bem frio nessa época do ano. Dei sorte de ter levado um cobertor e me enrolar nele, como o resto do pessoal tava fazendo rs Cascavel/PR a Assunción/PY (busão Viação Pluma - 03/07 e 04/07) Como disse, o ônibus que chegaria às 4h atrasou. Agora fui ver as opções, só tinha um as 6:00 ou 7:00 da manhã com chegada prevista às 16:25. No fim, foi mais ou menos isso que aconteceu. Pretendia chegar na hora do almoço e acabei chegando no meio/fim da tarde. O busão passa em Foz do Iguaçú, parando na imigração. Foi bem tranquilo em todos os sentidos. Levei o passaporte; o RG também resolve, mas tenham em mente que um papel pequeno será carimbado e você deve guardá-lo para apresentar na saída do país; a perda dessa papel implica numa multa. Por isso acho que o passaporte é mais jogo, já que carimbam tudo por ali e fica tudo certo! Ah! Sugiro fazer esse trecho pensando em passar entre a divisa (Foz/Ciudad del Este) e Asunción de dia, que dura cerca de 4 horas. o interior do Paraguay é BEM LOKO. DICA DE OURO: a partir daqui, todos as paradas de busão tinham os carregadores que pediam a famosa propina ou gorjeta. Esteja sempre munido de um troco para dar pra eles no momento que colocam sua mala no ônibus. Asunción/PY 04/07 a 06/07 Dia 1 Chegando na Rodoviária de Asunción a primeira missão foi trocar dinheiro (reais por guaranis). Levei tudo em reais, e foi bem sussa. Sugiro trocar na Rodoviária somente o necessário, pois no Centro de Asunción existem muitas opções de câmbio bem mais atraentes. Só pra dar uma ideia, na época a melhor cotação tava R$1 para G$1580; na Rodoviária troquei por G$1500. De lá da Rodoviária peguei um táxi para o Hostel que ficava no Centro por uns G$50.000. Peguei um quarto privativo no Black Cat Hostel, lugar bem bacana e barato. Não me lembro exatamente do preço, mas no site da pra ver. Fechei as reservas por e-mail e paguei quando cheguei. Chegando falei com a dona me deu todas as dias, onde ir, onde não ir... Nesse primeiro dia fiquei apenas no passeio a pé pelo centro, mesmo. Como estava com medo de falar em espanhol, fui no lugar mais fácil pra conseguir comida: burguer king. Me arrependo, se tivesse um pouco mais de desenvoltura teria conseguido coisa melhor. Dia 2 Peguei esse dia cheio para fazer os dois rolês que queria: conhecer o Palácio Solano Lopez, o Rio da Prata e o Museu del Ferrocarril. Existe também um rolê de barco pelo Prata que parece que vale a pena fazer. Nesse dia ainda pude conhecer sanduba Argentino/Paraguaio tradicional: o lomito. Todo lugar vende de diversas formas, vale provar! Também aproveitei para pegar um busão e ir até a Rodoviária para garantir minha passagem para Resistência. No caminho pude passar por uma avenida BEM LOKA (qual não me lembro o nome agora) que tinha um comércio de rua, comida, barracas e tudo mais. Aliás, Asunción é bem essa loucura o tempo todo! Dia 3 Meu ônibus sairia às 12:30. Como era segunda feira, pude pegar umas lojas abertas de manhãzinha e comprar algumas poucas coisas antes ir embora; Asunción no final de semana é BEM diferente que durante a semana. Também aproveitei pra trocar alguns Reais por Pesos para não chegar de mãos vazias; lembro que foi vantajosa a troca, mais até que no próprio cambio blue(paralelo) da Argentina. Asunción/PY a Resistencia/AR (busão El Pulqui - 06/07) A viagem é bem agradável. Demora bem pouco, cerca de 30 minutos a uma hora pra atravessar a fronteira com a Argentina e entrar na região das Províncias do Chaco. A imigração aqui foi bem mais tensa. Além do carimbo de saída e entrada, as malas passam por um Raio-X e eles enchem o saco mesmo. Um carregador encarnou em mim, já foi pegando minha mala e levando pra salinha; ele me livrou da revista (um casal gringo que tava na minha frente teve as roupas todas reviradas) e depois pediu uma bela propina. Dei AR$30 e ele ainda ficou com carão. Temi, mas segui viagem haha Fiz de novo a burrada de comprar duas passagens bem próximas. Saí de Asunción às 12:30 para chegar em Resistência às 19:00, sendo que o seguinte sairia às 19:30. Esse peguei BEM em cima da hora, quase perdendo. De novo, não faça o mesmo que eu! Tenham um tempo extra nessa troca de ônibus com folga. Resistencia/AR a Cordoba (busão El Pulqui - 06/07 e 07/07) Aqui fui dormindo, chegando em Córdoba pela manhã. O total do rolê foram quase 19h. Essa El Pulqui foi uma companhia bem legal, com lanchinhos de jantar e alfajores de sobremesa! hehe Cordoba/AR (07/07 a 09/07) Dia 1 Cheguei em Córdoba lá pelas 8:00. Já tinha feito uma reserva pelo Airbnb Apê de 1 quarto do Federico. Muito jogo pelo preço e local, no Guemes, região de vários barzinhos e que ficam abertos até beeem tarde, além de ficar a 30min a pé do Centro. Na época paguei um pouco menos, mas ainda vale o preço, visto que acomoda até 3 pessoas e você fica com o apê inteiro pra você. Esperei até dar o horário do check-in (o Federico pediu para que esperasse até 11h, visto que tinha um outro hóspede). Chegando lá (bem perto da Rodoviária também, com táxi barato) ele me deu uma bela explicação tanto do apê, como mexer na calefação e outras cositas assim como dos rolês na cidade. Gente boníssima! O apê fica bem na Cañada, um canal bem charmoso que corta a cidade de ponta a ponta. Dei uma descansada e a tarde saí para comer algo pela cidade, pois à noite minha namorada chegaria. Comi um lomito e tomei uma quilmes para ter certeza que tinha chego à Argentina. Voltei para casa para ajeitar as coisas e no fim da tarde novamente saí para inspecionar o bairro. As coisas realmente começam a funcionar só lá pelas 19h-20h no Guemes. Também aproveitei para comprar um vinho num mercadinho, que também fui muito bem recebido e acessorado, visto que não manjava nada dessa arte. Até o Aeroporto é um belo rolê. São AR$200 no mínimo que você vai gastar! Mas chegando lá foi bem sussa. Córdoba, apesar de grande, é uma cidade de interior e universitária. O Aeroporto é bem tranquilo. Dia 2 Aqui mais uma pequena burrada que fizemos, mas não me arrependo (dessa ao menos! rs). Pretendíamos pegar o trem Cordoba-Buenos Aires (ida-volta). Como eram 20h de viagem no mínimo em dias e horários bastante específicos (são só 2 por semana), reservamos dois dias inteiros para isso e quebramos o rolê no meio (minha namorada comprou passagem Córdoba ida/volta). Chegando lá os boletos já estavam todos esgotados! Visto isso, e com uma graninha sobrando, reservamos um pernoite em um quarto privado no Tango Hostel, também próximo à Cañada e à uns 500m do apê do Federico. Além disso, para ganhar mais tempo nesses dois dias, compramos a ponte aérea ida/volta para Buenos Aires pelas Aerolineas Argentinas; por algum motivo, pelo site argentino e com os preços fazendo a cotação direto em Pesos saía mais barato que entrar no portal em português, com os preços em Dólares, portanto, façam isso! Feito isso cambiamos de hospedagem na hora do almoço. À tarde fomos ao centro inspecionar a cidade. É uma cidade bem agradável, com um trecho do Casco Historico das Manzanas Jeusiticas construído no período colonial e tombado pela Unesco. como Patrimônio da Humanidade. Aliás, vale reservar um tempo pra conhecer as cidades ao redor de Córdoba que forma as Estancias Jesuíticas; fomos em uma delas no nosso retorno à Cordoba. Também aproveitamos para trocar mais um pouco de dinheiro, visto que os Pesos que tinha do Paraguai não dariam para chegar até a Buenos Aires. Não indico trocar todo dinheiro aqui se você, como eu, vai à Capital. Lá é bem mais fácil de encontrar um lugar favorável de rua. Aqui existe uma casa grande de câmbio chamada Barujel; quase trocamos lá, pois na rua estava complicado, mas enfim conseguimos! O Tango Hostel foi um lugar bem agradável, com um pessoal bem agradável. Voltamos no fim da tarde e tomamos um fernet cola com o pessoal na sala comum, aproveitando pra pegar outras dicas da cidade. Cordoba/AR a Buenos Aires/AR (aéreo - 09/07) Como nós manjamos bastante de timing e somos bons planejadores, pegamos bem o dia de um feriado pra viajar. Nove de Julho, como alguns já devem saber, é o sete de setembro dos argentinos, dia da pátria. Já imaginam como estava o tranquilo Aeroporto de Córdoba, não? Um inferno. Mas conseguimos pegar o vôo e, apesar de cheio não teve tanto atraso. Pena que não teremos a mesma sorte na volta, como direi mais a frente. Buenos Aires/AR (09/07 a 13/07) Dia 1 O avião chegou no Aeroparque, aeroporto relativamente perto do centro de Buenos Aires. Não lembro quanto deu exatamente a corrida até ao Hostel Florida, (entre as Calle Florida e Corrientes), mas não foi mais que AR$40. Chegamos um pouco depois das 14h e tiramos o dia para resolver a questão do resto do Câmbio e bater perna pelos arredores do hostel. O hostel é bem legal; parece ser um hotel antigo, num prédio que reformaram. Pegamos um quarto privativo que tinha janela pra rua; ainda lembro de dormir escutando o maninho na roa tocando Bandoneón Quanto ao câmbio, novamente não quisemos arriscar na rua e pegamos o pessoal do Cambio Justo. É um casal de brasileiros que vende roteiros de viagens e faz câmbio, lá pelo micro-centro mesmo. É só entrar em contato com eles por inbox no facebook e avisar quando vão chegar, que eles dão o endereço. Saindo do Câmbio, próximo ali decidimos buscar o primeiro lugar pra comer. Caímos na 9 de Julio e encontramos um local chamado Terraza. Essa empanada, apenas, essa empanada. Se puderem, vão. Foi algo como AR$48 duas empanadas e uma caneca de Quilmes. Tivemos que voltar lá antes de ir embora de tão bom que foi o rolê. Dia 2 No hostel nos avisaram que teria uma caminhada gratuita (ahã) pela Boca para conhecer o Caminito; fomos com toda cara de turista possível. Fizemos o roteiro com o guia, que lá pela hora do almoço disse que continuaria o rolê no San Telmo, só que dessa vez pago (ahá!). Quem quisesse parar por aqui e voltar, eles aceitariam una propina de AR$50 por pessoa (AHÁ!). Pagamos (não fizemos como o outro safo de Tucuman que decidiu passar sebo nas canelas e pegar o primeiro táxi que apareceu) e aproveitamos para dar uma outra olhada pela Boca e almoçar por lá. BAD IDEA (se desse pra colocar piscando em vermelho, eu colocaria): comida caríssima e ruim. Não façam isso. Saímos de lá, passamos no Hostel e pegamos o metrô para ir ao Planetário e depois ao MALBA (Museu de Arte Latinamericana de Buenos Aires). Os dois rolês valem demais, e como os Museus na Argentina tem um horário bastante diferente dos que estamos acostumados (geralmente fecham às 20h) deu pra aproveitar bem. Ah, é no MALBA que está o Abaporu da Tarsila do Amaral! Na volta, jantamos no micro-centro. São muitas opções e todas bastante boas; só dou uma dica: evitem os mais tradicionais, pois geralmente são caros e não valem tanto a pena. Dia 3 Esse foi o dia que fizemos mais coisas, e andamos mais. Vou colocar em lista, na sequencia, os locais: Museo Nacional del Cabildo y de la Revolución de Mayo; Catedral Metropolitana de Buenos Aires (se vocês são de História, é aqui que o San Martí está enterrado ); Passeio pelo Santelmo (é aqui onde tem a Mafalda! Vão quando não tem feirinha, senão rola fila pra foto clássica rs); Puerto Madero inteiro, incluindo os Museo Fragata Presidente Sarmiento e o Museo de Arte Amalia Lacroze de Forbat; Visita ao Museo de la Imigración (fica um pouco depois do Buque Bus) Jantar no El San Juanino Não colocamos isso no papel, mas andamos pra cacete nesse dia. Nem precisa dizer que desmaiamos ao chegar no hostel rs. Dia 4 Nesse dia aproveitamos para fazer o giro final em BsAs, já que no dia seguinte voltaríamos para Cordoba pela manhã. Fomos à Casa Rosada. Como está sempre lotada, tentamos chegar um pouco antes da abertura e mesmo assim tinha fila. Panguamos e acabamos só ficando no térreo, pois tinha uma segunda fila para pegar o rolê pelo predio no saguão principal e, por isso, acabamos deixando de lado para não comprometer o resto do dia (sério, era uma fila enorme). Pegamos a feirinha do Santelmo para dar uma olhada nas coisas que tinham. Ali rola pegar alguns badulaques pra parentada e amigos com preço legal. Melhor que a feirinha da Ricoleta, que passamos no fim da tarde, que tinha os preços beeem mais caros. Almoçamos pelo Santelmo mesmo e procuramos um metrô pra ir até a Ricoleta. Queríamos ver o tal cemitério que a Evita Perón tá enterrada. Vale o rolê Com mais uma caminhada, descendo da Ricoleta da pra chegar no Museo Nacional de Bellas Artes, que vale a pena também! Próximo existe o Museo Nacional de Arte Decorativo. Esse perdemos pelo avançado da hora, mas parece que vale bastante! Buenos Aires/AR a Cordoba/AR (aéreo Aerolíneas Argentinas 13/07) Saga de retorno para Córdoba, com uma trollada master da Aerolíneas Argentinas. Nosso vôo das 12:00 foi cancelado e ficamos o dia inteiro no salão de embarque. Sorte que batemos um Choripan numa barraquinha em frente ao Aeroparque andes de embarcarmos (que aliás, indicamos demais! haha); tirando isso, lá era tudo muito caro, tipo uma longneck a AR$70. Em resumo, depois de várias amizades feitas na espera e uns barracos assistidos de outros vôos cancelados, conseguimos embarcar às 21:40, chegando em Córdoba lá pela meia noite. Cordoba (13/07 a 17/07) Dia 1 Acordamos no dia seguinte e fomos em busca dos Museus. Descobrimos que existem 3 que podem ser visitados pelo preço de 1. Museo de Bellas Artes Emilio Caraffa Museo Palacio Dionisi Museo Superior de Bellas Artes Evita - Palacio Ferreyra De lá ainda fomos à pé até o Paseo del Bueno Pastor onde dá pra ver o show das águas, que rola de hora em hora. Dia 2 Nesse dia tínhamos em mente fazer uma viagem até uma das Estâncias Jesuíticas, a cidadezinha de Alta Gracia. Mas ainda sim, de manhã fizemos um roteiro interreligioso fornecido pela prefeitura de Córdoba que foi bem legal! A ideia era passar pelos principais templos religiosos da cidade, passando pela Catedral de Córdoba (aliás, que Catedral, amigos!!!), pela Sinagoga, pela Mesquita e por uma Igreja Ortodoxa. É um rolê que vale bastante a pena fazer; é só ir até a Secretaria de Turismo, que fica no Cabildo, ao lado da Catedral, um dia antes e se inscrever! Saímos do rolê bem próximos à estação rodoviária (são duas! Essa fica dentro do microcentro). Lá compramos um boleto para Alta Gracia, um micro-ônibus que sai de 15 em 15 minutos. Alta Gracia é uma cidadezinha beeeeeeeem pequenininha, mas vale a pena! Lá tem alguns museus bem pequenos. O mais "badalado" é o Casa de Che Guevara, um memorial feito em uma das residências onde ele morou antes de sair pras viagens com a motoquinha dele. Inclusive a que foi usada no filme Diários de Motocicleta está exposta lá (não, não é original rs). Outro rolê é o Museo Nacional Estancia Jesuítica de Alta Gracia y Casa del Virrey Liniers; disparado é o melhor rolê! Em resumo: uma tarde é suficiente pra Alta Gracia, fazendo todo o percurso na cidade a pé e ainda se apaixonando pela paisagem do lugar Dia 3 Nesse dia decidimos descansar, visto que tínhamos feito várias caminhadas pesadas nos últimos dias. Fomos só no Museo de Ciencias Naturales e depois mais uma volta pelo micro-centro sem muitas pretensões ou objetivo. No fim do dia encontramos um lugar bem legal pra tomarmos o último fernet-cola (em Córdoba é quase um insulto ir e não tomar!) e última empanada. Não me lembro exatamente, mas quando refrescar a memória atualizo isso aqui! Voltamos à pé para o apartamento, compramos uns vinhso e outras cositas no mercado cozinharmos no dia seguinte. Dia 4 Minha namorada ia pegar o vôo a tarde, por isso ficamos no apartamento para limparmos e devolvermos em ordem ao Federico. Levei-a ao aeroporto e voltei para dar a hora do meu ônibus que sairia à noite. Cordoba/AR a Buenos Aires/AR (busão) 17/07 Nesse fui patrão. Na Argentina tem uma classe de ônibus que se chama Suite. Não sabia muito bem, mas como já pretendia pegar um ônibus leito para seguir viagem com dignidade, decidi pagar um pouco mais caro (algo em torno de AR$200 pesos a mais). Melhor coisa que fiz, pois além das poltronas de couro master reclináveis (160º), teve um jantar (milanesas com purê), água, vinho e até whisky (!!!!!!!!!!). Enfim, patrão. Buenos Aires/AR a Colonia del Sacramento/UY 18/07 Esse trecho fiz apenas de passagem para pegar o Buquebus até Colônia. Cheguei em torno das 5h da manhã, peguei um táxi até o terminal do buquebus (não é longe, mas é um caminho complicado de avenidas vazias pra fazer de madrugada e de mala e cuia) e fiz hora até o barco sair, às 9h45. Peguei as passagens mais baratas (em reais não deu mais que R$30). AQUI UMA DICA: se forem comprar no local, não se esqueçam de trocar um pouco de Pesos Uruguaios, pois lá não aceitam Pesos Argentinos! Vi um pessoal desistindo pois não tinham e lá no lugar eles não trocavam. Passado o tempo, fiz um embarque bem parecido com aeroportos: despachei a mala, passei pelo detector de metais e imigração (que aqui foi bem sussa também). Carimbados os papéis, já no salão de embarque, mais uma horinha pra entrar no barco. A viagem no Prata entre Argentina e Uruguai é um show a parte. A classe econômica é um puta deck enorme com várias poltronas. Se quiser pegar a janelinha, tente já ficar na fila de embarque antes, pq são poucas as poltronas nesse local e muita gente. Como eu estava sozinho, consegui um lugar do lado de uma velhinha que também estava sola. De qualquer forma é possível andar pelo barco e sair no deck superior aberto. Em um determinado momento da viagem (são 3 horas até Colônia), também tem um freeshop no andar inferior, com uma área com arcades e bar. Enfim, pela grana é um BELO custo-benefício! Colonia del Sacramento/UY 18/07 a 20/07 Dia 1 Chegando no Buquebus de Uruguai consegui trocar uns Pesos (lá já tem a conversão contrária de AR$ pra UR$). Cheguei na hora do almoço, morrendo de fome. Primeiro fui pro hostel. Já tinha feito reserva no El Viajero e fiz o check in. Foi um dos únicos lugares que fiquei em quarto compartilhado, já que o Airbnb foi uma descoberta bem bacana e com preços surpreendentes! rs O El Viajero é um bom hostel, fiquei bem sussa por lá. Além disso é bem no centro, perto da estação rodoviária (uns 20 minutos a pé). Saí e fui comer um famoso Chivito, bem típico de lá. Podrão, maior que a minha fome, e barato: do jeito que eu gosto! Dei um pião na cidade, mas bem despretensioso. Fiquei tranquilo no hostel, conversando com o pessoal de lá, tomando mate pra passar o frio que tava. Dia 2 Conheci um pessoal no quarto, alguns brasileiros, outros argentinos. Foi bom pra formar o bonde pra conhecer a cidade. Um dia completo é mais que o suficiente pra conhecer toda o Casco Historico! Colonia é uma cidade histórica tombada como patrimônio da humanidade pela UNESCO; como a cidade foi colonizada por portugueses e tomada por espanhóis pelo menos umas 7 vezes (!!!). Isso deu uma característica bastante própria aos prédios, uns com cara espanhola e outros com portuguesa (ok que não não tinha tanto olho pra isso, mas vale a informação). Não saberia dizer um destaque específico, a cidade é toda lindinha com cara colonial. Talvez a Calle de los Suspiros, o Mirante/Farol e o resto da muralha que protegia a cidade velha, mas ta tudo tão próximo que vale ver tudo e depois eleger o ponto alto do rolê rs. Quanto à comida, tudo é caro no centro, então peguei qualquer aleatoriamente esperando pela facada ãã2::'> ãã2::'> À noite fui tomar umas com o pessoal do hostel e fiquei de boas, pensando já em dormir cedo pra acordar antes do galo e ver o nascer do sol no dia seguinte. Dia 3 A cidade é fenomenal, apesar de pequena. Fiquei pensando a todo momento como seria legal ver o nascer do sol em algum lugar. Acordei às 5:40, enquanto o pessoal do hostel ainda tava organizando o café da manhã na cozinha. Saí naquela friaca de julho e fui congelando até uma ponte onde o pessoal endinheirado estacionam os Iates. Falar a real, além do nascer do sol, essa cidade é OUTRA pela manhã. Vale muito a pena dar essa madrugada pra também passear por umas ruas desertas iluminadas só com umas lamparinas em formato de lampeão, é uma experiência única. Depois voltei pro hostel já pra tomar café e preparar as coisas para ir pra Montevideo. Colonia del Sacramento/UY a Montevideo/UY (Busão COT - 20/07) Como disse, o hostel era bem próximo da Rodoviária, portanto fui a pé. De Colonia à Montevideo são 3h; como estava bem cansado e tinha acordado cedo, só curtindo o comecinho da paisagem, depois capotei rs Montevideo 20/07 a 23/07 Dia 1 Em Montevideo também fiquei em um esquema do Airbnb, dessa vez em um quarto privado. O apê era de duas universitárias, a Mara e a Flor, que quase nunca estavam em casa, mas quando trombei com elas foram bastante amáveis. Nesse dia não fiz muita coisa, cheguei no meio da tarde e apenas desci a rua para conhecer a famosa Rambla. Na volta comprei algumas coisas no mercado para comer em casa (mais uma das vantagens do Airbnb). Dia 2 Nesse dia já estava pronto para conhecer a Ciudad Vieja. Como estava bem próximo do centro, fui pé pela Calle Durazno; em uns 30 minutos estava já olhando pra estátua do Artigas (o D. Pedro I deles), do lado da entrada da cidade velha. Entrada pq uma parte da muralha ainda existe e reconstituíram o que seria a entrada. Como sempre o rolê certeiro são as igrejas, então pra variar um pouco fui até à Catedral. Uma coisa interessante tanto na Argentina quanto no Uruguai que reparei, é a relação de museu que essas igrejas tem; não é raro de encontrar documentos antigos, estandartes, espólios de guerra, coisas que aqui no Brasil você só encontraria em um Museu mesmo. Depois disso fui até o Museu Historico Cabildo e depois dei mais um rolê pelo centro. Como estava escurecendo, preferi voltar pra casa; no caminho comprei uns vinhos pq a friaca tava batendo Dia 2 Esse dia reservei pra: 1. Dormir até tarde; 2. Comer bastante num lugar bom e tomar uma Patrícia (cerveja tão comum como Norteña); 3. Mais Museus! Pra comer, segui a indicação de um amigo e fui no El Fogón. É caro? É. Montevideo é caro naturalmente e lá tava acima de qualquer espectativa, por isso comi pouco em alguns outros momentos pra comer patrão em outros. Esse foi um deles. Os Museus que fui foram o de arte do Torres Garcia, um artista bem legal uruguaio e oMuseo del Andes - 1972 (sabe aquele filme dos caras que sobreviveram um desastre de avião nos Andes, tendo até que comer os... então, é sobre esse rolê). Além disso, ali pelo centro tem várias barraquinhas que sempre da pra arrumar uma lembrança ou outra. Dia 3 Nesse terceiro dia inteiro que tinha em Montevideo já tinham me escasseado as coisas que poderia fazer com low budget, então fui pra Rambla curtir um pouco, dessa vez com um pouco de sol pra rebater vento frio que fazia nessa época. Voltei pro centro só para almoçar. Arrumei um lugar bem baratinho (Barato naquelas, UR$200) chamado Buenos Aires, na calle de mesmo nome, bem pertinho do teatro Solís. Depois continuei minha andada pela Ciudad Vieja. Encontrei um lugar de treinamento de boxe bem antigo (pelo menos aparentava) e um centro de cultura afro, que um cara estava ensaiando umas músicas em um candombe (espécie de tambor afro-uruguaio). No finzinho da tarde fui até o Museo de Arte Precolombino e Indigena (MAPI) e fechei a conta, voltando pro apê. Dia 4 Ainda teria boa parte do dia, pois meu ônibus só sairia às 21h. Mas senti que estava satisfeito do que tinha conhecido da cidade e acabei tirando esse dia para descansar também, além de arrumar o quarto, deixar limpo e tudo mais, além de arrumar as malas. Lá pelas 18h fui para o Terminal, com um taxi que não deve ter me custado mais que UR$300. Montevideo a Pelotas (busão pela TTL - 23/07) O Terminal Tres Cruces é bem grande, com um shopping junto. Dá pra matar bastante tempo por lá. A viagem dura cerca de 9 horas, tem jantar e tudo mais, e o ônibus é semi-leito (acho que única opção) Pelotas a Rio Grande (busão pela Expresso Embaixador - 24/07) Viagem de cerca de uma hora. Cheguei lá pelas 6h da manhã e fui comprar a passagem, chegando em Rio Grande lá pelas 7:30. Rio Grande 24/07 a 26/07 Minha motivação para passar por Rio Grande não foi bem apenas conhecer a cidade, mas visitar alguns amigos músicos que conhecia de algum tempo. Fiquei na casa de um deles, que me recepcionou quando cheguei com uma carona. Ele me mostrou a cidade, disse ser forte o Porto e com um centro histórico interessante, por ser uma das primeiras do Rio Grande do Sul. A cidade é bem legal, pois mistura Pampas e Mar, numa mistura bucólica que eu não estava acostumado. Aqui não vou dividir em dias pois fiquei num esquema bem mais caseiro, só saindo para comer e tocar rs De qualquer forma indico os trailers que rola uns lanches ao bom estilo podrão, com maionese caseira! haha Rio Grande a Florianópolis (busão N.S.Penha - 26/07) Passados os dois dias de recarga das baterias, era hora de pegar a estrada pra Floripa. O ônibus sairia às 21h com duração de 12h; consegui ver alguma coisa da viagem pela janela, mais ou menos até Porto Alegre, depois desmaiei. Mas parece ser um caminho bonito de se ver durante alguma parte do dia. Florianópolis/SC 27/07 a 31/07 Bom, como disse, Florianópolis também tinha um Congresso para participar, então não conheci muito bem a cidade. Mas vale algumas dicas: 1. Fiquei hospedado no centrinho da Lagoa da Conceição, também pelo Airbnb no apê estudio do Kamal, bem barato e aconchegante; 2. O lugar ali é bem bacana, com mercadinho, restaurante, terminal de ônibus e taxi, etc; 3. Por lá eles tem o esquema de Terminais Integrados, então por mais que não dê pra pegar um busão até determinado lugar, vale perguntar pra qual terminal ele vai e se da pra pegar outro; 4. A ilha é linda, uma beleza natural absurda e com a vantagem de ser sossegada, as vezes com uma vibe bem de interior; 5. Sair até mais tarde pode custar um táxi, já que os busões param de passar cedo; 6. Infelizmente não tem como fazer muito rolê a pé, é tudo muito longe, então táxi ou busão tem que estar nos seus planos$$. Florianópolis/SC a São Paulo/SP (Aéreo - 31/07) Sem nenhum grilo, nenhum atraso, voltei são e salvo pra São Paulo! Acho que é isso! Precisando, pó perguntar ae!
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