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FelipeMendes

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FelipeMendes venceu a última vez em Setembro 17 2018

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  1. Em duas semanas você não consegue fazer tudo isso de maneira satisfatória. O que recomendo é você escolher entre Portugal + Espanha ou Portugal + Paris e Londres. E, como outros colegas de fórum já falaram, não deixe para voltar a Lisboa no dia do seu retorno ao Brasil. Programe-se para dormir pelo menos uma noite lá antes de voltar (o ideal seria duas), isso diminui a chance de imprevisto, perda de voo e tal.
  2. Dia 4 - passeios Valle Sur e City Tour Retomando a questão dos passeios contratados: a grande diferença, no fim das contas, é relativa ao preço, pois as agências trabalham juntas - isto é: eles se organizam para encher ônibus e vans e otimizar os passeios, independente de qual agência você contratou. Com isso, é certo que há pessoas na mesma van que pagaram preços bem diferentes. Mais uma vez: a Mapis, se não é a mais barata, está bem perto disso. Vista da janela de nosso quarto no hotel Casona Quera. O solzinho engana: tava 3 graus nessa hora. Mas durante o dia esquenta Para o primeiro dia em Cusco, fizemos dois passeios combinados: o do Valle Sur e o chamado "City Tour". Foi um pouco cansativo e corrido (recomendei a amigos que têm um filho pequeno que não fizessem o mesmo, por exemplo), mas valeu a pena. Pessoas com menos mobilidade devem dividir em dois dias. No total, pagamos 40 soles por pessoa (25 pelo Valle Sur, 15 pelo city tour). Além disso, pagamos 130 soles por pessoa para comprar o Boleto Turístico, que é o ingresso para a maior parte das atrações que você vai visitar em Cusco, e ainda permite a entrada em vários museus (que não visitamos por falta de tempo). O boleto é vendido num prédio da prefeitura perto da Praça de Armas (recomendo comprar antes) ou nas entradas de todas as atrações. Ele tem uma validade de 10 dias a partir da compra. Na hora combinada encontramos o Ronald na Praça de Armas (ele nos buscaria no hotel, mas saímos antes para tirar umas fotos e esbarramos com ele na rua, e combinamos esse encontro na praça) e caminhamos alguns metros para outro local por onde passou o microônibus que fez o passeio. A primeira parada do passeio do Valle Sur é Tipón, um sítio arqueológico cujo grande destaque são terraços que eram usados para agricultura. Pikillacta tem as ruínas de uma pequena cidade do período inca. Ambos interessantíssimos. A parada seguinte é Andahuaylillas, uma cidadezinha que não tem ruínas, mas sim uma igreja com afrescos (cuja entrada custa 15 soles) e um "museu" mantido por uma família com uma múmia bizarra e coisas bacanas sobre o cultivo do milho e a preparação da chicha (5 soles). O guia convenceu todo mundo a visitar o museu em vez da igreja e não nos arrependemos, foi bem divertido. Estruturas para agricultura no sítio arqueológico de Tipón Ruínas do sítio arqueológico de Pikillacta Múmia bizarra em Andahuaylillas, eles juram que é de um ET 👽 Voltamos a Cusco e encontramos um grupo que já tinha iniciado o city tour por Qoricancha, um templo que fica bem perto do centro de Cusco. Ele não está incluído no Boleto Turístico e pode ser visitado em outro dia, em uma caminhada rápida a pé. É bem perto da Praça de Armas (não fizemos, também, por falta de tempo). O grupo saiu e nós e outras pessoas nos juntamos a eles e pegamos o ônibus que fazia o city tour. Durante a tarde visitamos quatro ruínas incas: Qenqo, Sacsayhuaman, Pucapucara e Tambomachay. Sem dúvidas, Sacsayhuaman é a mais incrível delas. As demais também são bacanas, porém. Vale muito a pena. A foto tá uma bosta, mas essa pedra fica gelada a qualquer hora do dia. Era usada como mesa para mumificação de corpos de nobres no período Inca. Está em Qenqo Tambomachay, que foi criado no período Inca para homenagear a água Jantamos num restaurante chamado Chalca, na rua 7 Cuartones, bem perto do centro. Comida muito honesta e preço ótimo (entrada fria, sopa, prato principal e copo de suco por 10 soles). Voltamos a comer lá em outro dia, inclusive. Dia 5 - passeio do Valle Sagrado até Ollantaytambo; noite em Machu Picchu Pueblo Antes de sair, juntamos nossas coisas, separamos só o essencial para a viagem a Machu Picchu e deixamos o grosso da bagagem no hotel Hatun Quilla, para onde iríamos quando voltássemos de MP. O pessoal foi muito gente boa, guardou nossa bagagem sem nenhum problema. Peruaninho simpático numa parada para usar o banheiro, a caminho do Valle Sagrado O passeio desta vez foi o do Valle Sagrado. A primeira parada é em Pisac, que é um sítio arqueológico bem grande. De lá, partimos rumo a Urubamba onde acontece a parada para o almoço. As agências vendem com a opção de almoço incluído por 25 soles, que não pegamos. Queríamos tentar encontrar um lugar mais barato para comer. Mas a parada é em um lugar com poucas opções. Demos umas voltas e desistimos, pois um funcionário do restaurante tinha nos oferecido por 20 soles. Fiquei com a impressão, depois, de que se tivéssemos chorado mais teríamos conseguido por menos que isso, mas não pude comprovar. Se quiserem fazer o mesmo, o cara que nos deu esse desconto fica numa lojinha na saída do restaurante, ele aborda as pessoas. A comida era bem sem graça, esquema bandejão. Não é bom, mas parece não haver muita alternativa. Parte do grupo foi almoçar em outro restaurante, chamado Pukapunko, que parece melhor. Talvez valha verificar essa opção com a agência. Deve ser mais caro. Sítio arqueológico de Pisaq, sensacional Na sequência, fomos a Ollantaytambo. Para mim, o sítio arqueológico mais impressionante antes de Machu Picchu. Chegando lá, a guia disse que quem ficaria por ali para pegar o trem deveria descer com tudo no ônibus e deixar as mochilas em um café que fica junto da entrada. Eles cobram 3 soles por pessoa para deixar as bagagens. Acompanhamos a explicação da guia depois de subir as escadarias e ficamos com tempo para andar por lá com calma e tirar mais fotos. Muita gente faz isso: encerra o passeio ali e pega o trem para dormir em Machu Picchu Pueblo (a estação é perto do sítio arqueológico). Fomos à estação, demos um tempo comendo milho e tomando sorvete e então pegamos o trem. Ollantaytambo, nossa última parada antes de Machu Picchu Sobre o trem: é caro pra caralho! A ida foi 65 dólares e a volta 75 (a volta incluía um ônibus de Ollantaytambo até Cusco). E foi "barato". No dia que viajamos a opção mais barata tava mais de 80 dólares sem o ônibus, e vários por mais de 100. Fomos de Inca Rail, também há opção de ir pela Peru Rail. Os serviços parecem ser muito semelhantes, a escolha deve ser feita por causa de preço e horário. O trem é confortável, servem um lanchinho leve e a viagem é rápida. Chegando a Machu Picchu Pueblo, caminhamos até o hotel (o pueblo é tão pequeno que acredito que todos os hotéis fiquem a uma caminhada rápida da estação). O guia contratado junto ao Ronald, da Mapis, foi até o hotel para combinar os detalhes. Ele nos cobrou 20 soles por pessoa (pagamos ao Ronald). Dia 6 - Machu Picchu Chegamos à praça de Machu Picchu Pueblo no horário combinado (5h50 da manhã) para pegar um dos primeiros ônibus. Não tinha o ticket do ônibus, compramos na hora, o ponto de venda fica perto da praça e funciona das 5h às 21h. O ônibus é caríssimo (12 dólares cada trecho). Como tínhamos tempo, decidimos subir de ônibus e descer a trilha a pé. Para comprar os tickets é preciso ter passaporte. Chegamos ao local dos ônibus e a fila já estava bem grande. Mas foi rápido, acredito que nem 10 minutos de espera. Os ônibus vão saindo rapidamente. A subida leva uns 20 ou 25 minutos. Chegando lá, o guia voltou a reunir o grupo e recomendou que quem quisesse ir ao banheiro fosse de uma vez, pois dentro do parque não tem. Praticamente todo mundo conhece essa vista por foto. Mas ainda assim é emocionante quando chegamos lá Sobre a visita, não tem muito o que falar. É essencial ter um guia (se não contratar antes, tem vários que oferecem os serviços junto à entrada) para entender em detalhes. A foto clássica é logo no começo do circuito. O passeio guiado dura cerca de 2 horas. Ficamos mais uma hora ou pouco mais depois disso. Descemos as escadas a pé, como tinha falado. Não é uma descida fácil. Os degraus são irregulares e escorregadios. Levamos pouco mais de uma hora. Não é nem um pouco recomendável para quem está muito cansado, sente dores nas pernas ou está com criança. Almoçamos em um restaurante qualquer numa das duas ruas principais de Machu Picchu Pueblo (tem vários que oferecem menus a 15 soles, todos parecem a mesma coisa). Não lembro o nome desse que comemos, mas eles queriam cobrar uma "taxa de mesa" de 10 soles. Não tinham falado nada disso antes. Reclamei e a moça disse que tudo bem, que isso era opcional. Demos mais uma volta pela cidadezinha, que não tem muita coisa a fazer. Visitamos uma feirinha de "artesanato" (todas as barracas vendem os mesmos produtos) e sentamos em outro restaurante próximo ao que tínhamos almoçado para umas cervejas e pisco com petiscos até dar o horário do trem. Quem vai subir pra Machu Picchu de manhã, recomendo tentar comprar um trem mais cedo, pois não vale a pena ficar em Machu Picchu Pueblo. O trem atrasou cerca de meia hora pra sair. Quando chegamos a Ollantaytambo, embarcamos no ônibus e partimos logo para Cusco, são cerca de 2 horas de viagem. O ônibus para junto ao hotel Costa del Sol, no centro histórico. De lá fomos direto para nosso hotel, que fica a umas duas quadras. A "recepção" já estava fechada mas batemos à campainha e o pessoal veio abrir rapidamente. Pegamos nossas malas e fomos pro quarto. A própria pessoa que atendeu disse que não precisávamos pagar ou preencher as fichas naquela hora, que o fizéssemos no dia seguinte. Dia 7 - Laguna Humantay Esse é de longe o passeio mais cansativo que fizemos. Nos buscaram no hotel às 5 da manhã, um frio desgraçado, e fomos em um carro até outro ponto onde pegamos a van para o passeio. São 3 horas de viagem de Cusco até o local onde começa a subida. Eles distribuíram mantas e foi todo mundo dormindo, na medida do possível (não foi fácil pois o banco era bem apertado). Depois de 2 horas é preciso pagar a entrada (10 soles), e a última hora é por uma estrada bem sinistra, em vários momentos parece que a van vai cair da pirambeira. A vista porém, é maravilhosa. Depois de descer do carro, fazemos uma caminhada de 15-20 minutos até o ponto onde tomamos o café da manhã. Pão fresco, manteiga, geleia, café solúvel, chá. E então começa a subida. O guia fez algum terrorismo, dizendo que seriam 2 horas montanha acima. Esse parece ser o tempo para quem sobe mais lentamente. Todos de nosso grupo subiram com menos de 1h40. A primeira metade do caminho é com uma inclinação de 40 graus. A segunda é bem mais inclinada: 70 graus. Eles disponibilizam umas bengalas (cabos de vassoura) pra auxiliar na subida. Há ainda a possibilidade de subir a cavalo por 70 soles (o pessoal do nosso grupo que fez isso não recomenda, disseram ter ficado com medo de cair em vários momentos). A subida é cansativa, mas não é um terror. Não somos atletas, praticamos exercícios físicos de maneira moderada e subimos sem grandes problemas. A altitude é um fator que dificulta, mas nada impossível. Não é nem um pouco recomendável, porém, para quem está com criança e para quem tem problemas de mobilidade. A subida, além de íngreme, é escorregadia. Várias pessoas que subiam junto conosco escorregaram, especialmente na descida. Dá pra ter uma ideia de como é a subida. Mas só uma ideia A vista lá de cima, porém, é impagável. Um dos lugares mais bonitos que já visitei. A água com múltiplos tons de azul e verde, e essas cores mudam de acordo com o local onde você está, com os reflexos e incidências de luz. É possível subir em vários locais para admirar e tirar fotos de diferentes ângulos. O guia dá uma explicação sobre as formações geológicas e também sobre a rotina da época dos incas. Ficamos cerca de 2 horas lá em cima antes de iniciar a descida. Quase uma hora fazendo o caminho de volta e chegamos ao local onde tomamos o café para o almoço. Estava bom, e tinha algumas opções (arroz chaufa, massa com verduras, um prato de frango que lembrava estrogonofe, saladas, pastel de queijo - bem parecido com o nosso, mandioca frita). Almoçamos, voltamos ao carro e partimos para o caminho de volta. Mais 3 horas de estrada até a volta a Cusco. Laguna Humantay: a vista que compensa todo o esforço da subida Chegamos ao hotel, tomamos um banho e saímos para comer no Chalca e demos uma volta pelo Centro para comprar algumas lembranças antes de voltar ao Brasil. No dia seguinte, tomamos café e pegamos o táxi combinado com o Ronald da Mapis até o aeroporto (15 soles. Ele foi até nosso hotel junto com o motorista). Tudo tranquilo no check in e nos dois voos (Cusco-Lima, Lima-São Paulo). É isso. Qualquer dúvida é só mandar mensagem!
  3. Dia 1º - chegada a Lima Partimos de São Paulo bem cedo. O voo estava marcado para 7h40, mas atrasou bastante. Embora tenhamos embarcado no horário correto, ficamos dentro do avião por muito tempo "esperando a chegada de um documento", segundo o capitão. Depois disso, voo tranquilo. Tomamos o café (minha esposa pediu refeição vegetariana - o procedimento é feito por telefone com antecedência - e foi atendida, apesar de o atendente dizer que não conseguiria) e dormimos - afinal, tínhamos madrugado. Depois que acordamos, pedimos petiscos e bebidas pois, afinal, estávamos na classe executiva e merecíamos. Vista da cordilheira dos Andes da janela do avião Desembarque em Lima foi tranquilo, mas por causa do atraso na saída, perdemos o traslado que tínhamos reservado com a Quick Llama (https://www.quickllama.com/), van que cobra 15 soles por pessoa. Eles tentaram contato comigo, inclusive, e ofereceram de ir na van seguinte, que sairia dali uma hora depois de nosso desembarque. Conversamos com um taxista e negociamos o traslado por 40 soles. Decidimos ir com ele para ganhar tempo (afinal, seriam só 10 soles a mais) e foi tranquilo. Deixamos as coisas no hotel e saímos para comer. Seguimos recomendação do TripAdvisor e fomos a uma cevicheria chamada Miramar, a poucos metros do hotel. Não foi muito caro, mas também não foi barato. Mas era bastante bom. É uma rede, e além de ceviche tradicional, tem também vegano, que minha esposa pediu e disse que gostou. Quem não gosta de ceviche bom sujeito não é De lá, caminhamos por Miramar e Barranco. Ficamos umas boas horas batendo perna, descemos até o litoral (é uma escadaria de mais de 300 degraus) e voltamos para a região do hotel só ao anoitecer. A ideia era fazer um Free Tour, que chegamos a reservar, mas o pessoal não apareceu. Caminhamos sozinhos e acho que vimos o essencial. Jantamos em um restaurante vegano muito bom, mas um pouco caro. Esses passeios de parapente estão entre os destaques, mas eu prefiro a segurança do chão Tempo fechado e água gelada no Pacífico: só os surfistas se arriscam Dia 2 - Lima Depois do café da manhã, saímos para um free tour pelo centro da cidade. É bem longe de Miraflores, e é preciso ir de ônibus (Metropolitano, que é a rede BRT). Mas tem um ponto de encontro às 10h na Avenida José Larco 375 (no Chefs Café). Há vários free tours em Lima, mas este é o único que roda no domingo. Foi muito bom, recomendo demais. Lemos relatos de que em alguns free tours de Lima há cobrança ostensiva para que se dê gorjetas de até 60 soles. Não foi o caso. O Fredy, que conduz o tour, sequer pede por dinheiro no final. Demos 20 soles e ele recebeu de bom grado. Ah, atenção: é importante ter dinheiro trocado para pagar o ônibus tanto na ida, quanto na volta (2,50 por viagem). Free Tour visita destaques do centro de Lima, como este prédio, que é sede dos correios de lá Depois do free tour, procuramos algum lugar para comer. O centro de Lima fica bem cheio e há muitos restaurantes caros. Depois de andar um pouco, encontramos um restaurante simples, com menus (entrada + principal) por 12 a 14 soles. Chama Ellen's House, e fica na Pasaje José Olaya, que é uma viela "gastronômica" (cheia de restaurantes caros). Em seguida demos umas voltas pelo Centro de Lima para fotografar com calma algumas coisas que vimos rapidamente durante o tour. Entramos em um espaço onde há um monte de lojinhas para turistas e experimentamos, sério, uns 10 ou mais tipos de bebidas com Pisco, feitas na hora, tudo de graça. Demos sorte pois na hora que entramos em uma loja chegou um grupo de americanos com seu guia e nos juntamos a eles. Infelizmente não peguei o nome do lugar, mas era perto da entrada da igreja que tem as catacumbas. Palácio presidencial peruano Depois de rodarmos por bastante tempo no centro de Lima, voltamos a Miraflores de Metropolitano. Caminhamos até as ruínas de Huaca Pucllana, mas chegamos lá e estava fechado. Reabriria dali uns 50 minutos para o passeio noturno, mas decidimos não esperar, pois muita gente falou que não vale tanto a pena e estávamos com fome. Dali, caminhamos de volta ao centro de Miraflores e comemos e tomamos uma cerveja em um restaurante qualquer na rua Berlin, que tem boas opções com diferentes níveis de preço, o ideal é ir olhando para escolher. Dia 3 - de Lima a Cusco O voo de Lima a Cusco sairia às 14h, então só teríamos a manhã na capital. Queríamos visitar um mercado tradicional, e tem um que fica praticamente ao lado da estação do Metropolitano Ricardo Palma (que é a mais próxima do centro de Miraflores), o mercado de Surquillo. É impressionante como Surquillo e Miraflores, que são separados por uma avenida (a avenida do Metropolitano) são bairros totalmente diferentes. Um é cosmopolita, outro totalmente "local". O mercado segue essa mesma lógica. Visitamos barracas de frutas, verduras, flores etc, foi bem interessante. E foi uma visita diferente daquelas a mercados com potencial turístico. Algumas pessoas, inclusive, não são muito receptivas a gringos com câmeras e perguntas sobre frutas que pra eles são comuns. Do mercado, descemos a avenida Larco caminhando até o litoral. Passamos uns minutos no Larcomar, acompanhando a movimentação, e voltamos ao hotel para pegar as coisas e ir ao estacionamento de onde saem as vans do Quick Llama. Reservamos por Whatsapp, pagamos na hora e partimos. A viagem durou uns 50 minutos, eles passaram em hotéis e residências da região para buscar outras pessoas (se for essa opção, cobram 20 soles por pessoa). Chegamos ao aeroporto, fizemos o check in e despachamos a bagagem - não era essa nossa intenção, mas os voos da Peruvian são muito restritos quanto à bagagem de mão. O voo atrasou muito. O aeroporto é confuso, e ainda teve uma evacuação do local onde estávamos por causa de uma bagagem que ficou perdida. O voo é bem rápido, cerca de 1 hora. Chegamos a Cusco com atraso por causa da demora na saída e o Ronald, da Mapis, estava nos esperando no aeroporto como combinado. Ele cobrou 15 soles pelo traslado, que foi feito em um táxi comum. É improvável conseguir um preço muito melhor que isso, e já estar com o serviço contratado te poupa da chateação de ter que lidar com o pessoal que aborda no aeroporto de Cusco, o que é bem chato. Chegamos no hotel, deixamos as coisas no quarto e acertamos os detalhes dos passeios com o Ronald. Pagamos um sinal e deixamos tudo combinado para os demais dias. De lá, demos uma volta pela cidade, respeitando as orientações de praticamente todo mundo: pegar leve no dia da chegada para não se dar mal com a altitude. Não tivemos problemas neste dia nem em dia nenhum.
  4. Salve, pessoal! Segue um relato de uma viagem breve que eu e minha esposa fizemos ao Peru agora na primeira semana de setembro, aproveitando uns dias livres que conseguimos. Foi tudo decidido muito rápido, mas acho que funcionou bem, pois pegamos dicas de amigos que tinham ido e que nos ajudaram bastante a decidir o que fazer. Passagens Compramos as passagens no Submarino Viagens por pouco mais de R$ 1.500 por pessoa, com exatamente um mês de antecedência (compra em 1º de agosto, início da viagem em 1º de setembro). Em outros dias e horários conseguiríamos preços um pouco melhores - não parece ser impossível ir por R$ 1.300. Mas também pode sair mais caro (voltamos no sábado; se fosse domingo, passaria de R$ 1.700). Todas as pernas eram pela Latam, exceto a Lima-Cusco, que foi pela Peruvian. A compra não foi confirmada no cartão, e tive que ligar para o Submarino para confirmar. Não sei sei por erro, forma de compensação ou algo parecido, mas eles nos alocaram na classe executiva na ida. Experiência nova e muito positiva. Câmbio Como tínhamos dólares guardados e lemos muitos relatos de pessoas que falaram que não valia a pena levar real (valia mais fazer câmbio de dólar aqui e refazer lá), decidimos levar. Em média o câmbio fica entre 3,25 e 3,30 soles por dólar (exceção ao primeiro câmbio que fizemos, no aeroporto de Lima, para ter algum dinheiro para chegar à cidade. Lá foi muito pior, foi coisa de 3,05, talvez menos). Transporte Em Lima usamos transporte público (Metropolitano) quando fizemos um deslocamento maior. Barato, rápido e seguro. Do aeroporto para Lima fomos de táxi (40 soles). De Lima para o aeroporto, de van da Quick Llama (15 soles por pessoa). Em Cusco, contratamos transfer junto ao cara que nos vendeu os passeios para ir e voltar do aeroporto (15 soles cada perna). De resto, só andamos a pé ou nos veículos dos passeios. Hospedagens Em Lima ficamos no hotel Suítes Larco 656. em Miraflores. Excelente localização, ótimo café da manhã, quarto limpo e amplo, cama e banheiros muito bons. Nada a reclamar. Recomendo bastante. Pagamos R$ 394 para as duas diárias (preço final em reais, sem IOF, reservado pelo Hoteis.com). Quando chegamos a Cusco, ficamos no hotel Casona Quera. Também altamente recomendado. Pertíssimo da Praça de Armas. É um hotel simples (realmente é uma "casona"), mas limpo, com camas confortáveis, banheiro bastante ok, café da manhã bastante decente. Ainda ficamos em um quarto que tinha uma sacadinha, bem bacana. Pagamos R$ 257 para duas diárias, também pelo Hoteis.com - mesmo esquema, sem IOF. Em Aguascalientes (Machu Picchu Pueblo) ficamos no Hostal Dalila. Como a cidade é simplesmente um dormitório, não colocaria nenhum problema nele. É extremamente simples e sem café da manhã. Porém, minha esposa achou sujo. Alguma coisa caiu debaixo da cama e estava cheio de poeira quando ela foi pegar. Além disso ela ficou com a impressão de que os lençóis não estavam muito limpos. Não recomendo, portanto. Pagamos US$ 20 (em dinheiro vivo na chegada) para uma diária. Reservamos pelo Booking.com. Voltando a Cusco, ficamos no Hatun Quilla, pois quando reservamos o Quera estava muito caro para estes dias. Também recomendo bastante. Mais um lugar simples e honesto, com cama ótima, banheiro decente. Perto da Praça de Armas, também. O quarto era bem amplo, com decoração simpática. O único porém é o café da manhã, que é bem mais ou menos: só pão, manteiga, geleia, café, chá e suco (refresco). Nem uma frutinha pra contar história. Reservamos pelo Booking e pagamos no próprio hotel (US$ 59 para duas diárias, pagamos com cartão de crédito). Passeios em Cusco Muita gente falou para não contratarmos os passeios no Brasil, e sim pesquisarmos por lá, já que há dezenas de agências. Preferimos adiantar, já que tinha boas referências de preços, e não me arrependi. Ganhamos um bom tempo e tenho certeza de termos pagado preços justos. Se não foram os mais baratos, foi bem perto disso. Fechamos tudo com a Mapis Explorer, empresa do Ronald. Ele é extremamente atencioso e atende por Whatsapp: +51 976 919 696. Nos posts relativos a cada dia escrevo os preços de cada passeio. (Todas as fotos deste post foram tiradas com meu celular, um iPhone 5S. Portanto, são fotos ruins, mas é só pra dar uma ideia)
  5. Que honra! hahahaha! Espero que curta. Eu estive no Japão também, é outro mundo, né? Mas a África do Sul também é fascinante.
  6. @Juliana Champi que bom que gostou! Se voltasse, acho que faria 3 dias de safári: dois de dia inteiro, um noturno. Mais que isso acho que seria cansativo e um pouco repetitivo. Boas viagens!
  7. Pra resumir: estivemos em três lugares totalmente diferentes entre si e os três são fascinantes, cada um por sua razão. História, clima litorâneo e natureza plena: a África do Sul é sensacional. E há muito mais coisas a ver por lá. Uma viagem de 10 dias, como a que fizemos, serve só para dar um gosto. Há "perrengues", sim, mas nada que nós brasileiros não estejamos acostumados. Lembro de ter lido aqui mesmo no Mochileiros (não salvei a mensagem, infelizmente) algo como "a África do Sul não é a verdadeira África, mas é uma boa introdução". De fato, não acredito que vá encontrar lugares tão estruturados na maior parte do continente. Mas isso não faz a viagem ficar menos fascinante. Animais mais comuns no Kruger, os impalas fizeram questão de ir até o aeroporto de Nelspruit para uma despedida Antes de encerrar, um último e breve relato: como disse no início, reservamos, ainda no Brasil, os assentos para os voos de volta na coluna do meio dos aviões. A ideia era ficarmos em poltronas em que não prenderíamos ninguém (são 3 poltronas juntas, a pessoa que sentaria junto de nós estaria "livre" pelo corredor) e nem ficaríamos presos, a não ser um pelo outro. Pois bem: a reserva não adiantou de nada. Depois que fizemos o check in e passamos pela inspeção de segurança, olhamos os cartões de embarque e estávamos, nos dois voos, em poltronas separadas. No trecho Joanesburgo-Luanda foi tranquilo, a própria pessoa que estava sentada junto da minha esposa pediu pra trocar (eles também bagunçaram a reserva dela, que estava junto de um filho, mas separado do outro, que estava do meu lado). Porém, no trecho Luanda-São Paulo, a situação era diferente. Ambos estávamos alocados nas colunas centrais de fileiras de poltronas do canto. De primeira consegui trocar para um assento de corredor. Em seguida, fui até um cara, brasileiro, que estava sentado no corredor, junto da minha esposa (detalhe, ela pegou um resfriado forte nesses últimos dias), e pedi para ele trocar comigo. Ele disse (direito dele) que preferia ficar sentado ali mesmo, não queria ir "pra longe" de onde tava. Resignei-me. Depois de algum tempo, na base da troca, consegui sentar no assento de corredor rigorosamente ao lado do dele. Aí voltei a pedir a troca. O cara foi extremamente intransigente, e acho que não trocaria se eu não tivesse insistido falando "amigo, minha esposa tá passando mal aí do seu lado" e se as pessoas próximas não tivessem o olhado de maneira condenatória como quem diz "bicho, o que você tá fazendo, você vai trocar pra uma poltrona igual, exatamente ao lado do local onde você está". Enfim: não seja esse tipo de pessoa
  8. Dia 9: 27 de março - Kruger Park e Joanesburgo Relendo, vi que o post anterior pode ter deixado a impressão de que o segundo dia de safari não foi tão interessante. Não foi o caso. Ficamos fascinados. Vimos dezenas de espécies de animais, a cada momento era uma surpresa diferente. Porém, a impressão de que poderia ter sido melhor veio com o safari do dia seguinte, o último que passamos no Kruger. Mais uma vez acordamos antes das 5h. O café da manhã já estava separado no restaurante do hotel. O carro chegou no momento combinado. Desta vez era um guia muito mais experiente (não sei se entendi bem, mas ele disse que já faz esse trabalho há 40 anos. O outro disse que trabalhava há 7 anos). Ah, ambos eram da empresa Elephant Herd Tours and Safaris. Acho que houve uma combinação de fatores (como por exemplo o clima - o dia estava bem mais ameno, a véspera foi bem fria), mas o safari foi muito mais produtivo com esse segundo guia (não lembro o nome. O da véspera era Quintin). Com menos de 5 minutos no parque ele estava dirigindo normalmente quando deu uma olhada para a esquerda e parou o carro. Engatou a ré e apontou para um lugar muito ao longe. Demoramos (nós e todos que estávamos no carro) a ver o que era. Quando identificamos, era um leão enorme que caminhava em nossa direção em meio à mata. O cara o viu a cerca de 100 metros de distância. O tal leão. Ele caminhou em nossa direção por cerca de 100 metros e atravessou a rua junto ao carro Na mesma hora, dezenas de outros carros pararam perto do nosso pra ver o bicho de perto. Ele ignorou todos, atravessou a estrada e seguiu em sua missão, que nunca saberemos qual é. Seguimos em frente, e vimos muitos animais diferentes dos que tínhamos visto na véspera, como pequenos mangustos e suricatos, muitas aves completamente diferentes das que conhecemos e outros. O guia estendeu o safari da manhã até um pouco mais tarde, pois nosso passeio terminaria às 11h e o das outras pessoas do carro só no fim da tarde. Assim, a parada para o café foi às 10h, em uma das estações de apoio que há dentro do parque. Quando voltamos para o carro, estava lá o motorista que nos levaria de volta para o hotel, que disse que nos deixaria lá às 11h. Achei aquilo estranho, pois o transfer de volta para o aeroporto estava marcado para 13h45. Ele pediu pra ver nossa reserva, confirmou o que estávamos vendo e nos levou, então, para um safari exclusivo de quase duas horas. Foi sensacional, tivemos o jipe e o motorista só para nós. Vimos vários outros animais, como javalis (estilo pumba) com seus filhotes, um grupo grande de girafas (até então só tínhamos as visto sozinhas ou em duplas) e uma leoa descansando em uma pedra. Chegamos ao hotel por volta de 12h30, comemos alguma coisa enquanto esperávamos o transfer, que chegou com 15 minutos de antecedência. Ainda deu tempo de ver um crocodilo dentro do hotel e uma manada de impalas na entrada do aeroporto antes de pegar o voo para Joanesburgo. Esse voo, aliás, foi em um avião Embraer minúsculo, com duas fileiras de bancos em um lado e uma do outro. Voo curtíssimo, com um pequeno atraso pra sair, mas sem problemas. Chegamos a Joanesburgo e pegamos novamente o trem. Desta vez ficaríamos no hotel Park Inn Sandton, que fica mais distante da estação. Não sei dizer se recomendo ou não, pois não é recomendável caminhar (cerca de 15 minutos) da estação até lá, mas as viagens de Uber muitas vezes ficam tão baratas quanto ou até mais em conta que a do trem. Tem um shuttle gratuito que leva à estação, mas não dá pra confiar. Não é pontual e quase sempre está lotado. O hotel em si é bom, pertence à mesma rede do Radisson. Como chegamos a Joanesburgo muito cansados depois de acordar às 4 da manhã nos dois dias anteriores, preferimos ficar lá mesmo e descansar. Pedimos comida no quarto e eles queriam cobrar a mais que o preço do cardápio, dizendo que os preços tinham aumentado, só não estavam atualizados. Eu disse que não pagaria mais caro e a pessoa nem argumentou, cobrou o preço anterior. Enfim, quanto a isso não tenho do que reclamar. Dia 10: 28 de março - Joanesburgo (só agora me dei conta de que ficamos 10 noites, e não 9. O título do post tem esse erro, peço desculpas ) No dia seguinte já tínhamos compromisso agendado: um tour de bicicleta pelo famoso bairro do Soweto, que começaria às 10h. Por ser uma cidade extremamente insegura e com transporte público precário, a "única" opção viável era ir de Uber. Olhei o preço e tava mais de 600 rand, cerca de 150 reais. Olhei o preço da estação do Gautrain que pareceu ser a mais próxima (Park) e tava 200. Decidimos, então, pegar o trem até lá e de lá o Uber. Aí houve dois problemas: o primeiro é que o shuttle do hotel não chegava nunca. Teoricamente ele sai sempre à hora cheia. Decidimos pegar o de 8h, seria tempo suficiente para estar no Soweto bem antes das 10h. Acho que esperamos até demais, mas às 8h30 desistimos e chamamos um Uber até a estação do Gautrain de Sandton (tudo ok, era coisa de 20 a 30 rand). Pegamos o trem e chegamos à estação Park ainda com tempo de sobra. Mas aí começou a merda. Chamamos o Uber, ele indicou que deveríamos ir para um ponto específico dentro do estacionamento. Fomos até lá. O carro estava a caminho e... passou direto. Não entendi, mas esperei, às vezes ele tava dando uma volta pra achar a entrada. Não foi o caso. Ele rodava, rodava, rodava. Decidi cancelar e pedir outro. Mesma coisa. Aí pedia outro. Ele cancelava. Enfim, devo ter pedido uns 10 e não chegava nunca. Quando um enfim chegou à entrada da estação, fizemos sinal para ele parar e ele fez sinal para irmos para outro ponto da rua. Enquanto caminhávamos até lá, vários taxistas vieram correndo a pé atrás do carro, gritando e ameaçando. Aí entendemos o porquê de os outros carros não irem ou não pararem lá (estávamos com receio de eles não quererem ir ao Soweto, mas na verdade o problema estava ali). Um taxista, em seu carro, começou a perseguir o carro do Uber. Enfim, uma baixaria. Ali a gente viu que tinha dado merda e que provavelmente morreríamos em uma grana de táxi. Por sorte, um guarda da estação viu o que estava acontecendo e nos chamou pra explicar que deveríamos chamar o Uber para um ponto a umas duas ou três quadras dali (ele explicou o ponto exato), pois na estação os caras não iam conseguir parar. Enfim deu tudo certo e conseguimos o carro. Ah! Quando você cancela a corrida mais de 5 minutos depois de pedir, ele cobra uma taxa de 25 rand. Mais tarde entrei no aplicativo do Uber e contestei essas cobranças pelo próprio sistema, sem precisar mandar e-mail, e fui reembolsado. Mas a recomendação, no fim, é: não peguem Uber em estações de trem em Joanesburgo. Já tínhamos percebido essa hostilidade (embora em menor grau) junto à estação Sandton. Não façam isso, é roubada. Não nos ameaçaram, mas isso poderia ter acontecido. Depois do sufoco com o Uber, enfim, Soweto Chegamos ao Soweto em cima da hora. É bem distante do centro, o Uber ficou em cerca de 160 rand. Lá fomos recebidos pelo pessoal do hostel, que parece ser muito bacana. Pegamos a bike e fizemos o passeio por 2 horas (há também a opção de um passeio de 4 horas, e um de 3 horas a pé). Quem não tem um condicionamento mínimo pode passar aperto, já que há umas subidinhas (nada terrível, mas são subidas, é bom ter consciência disso). Eles também oferecem o passeio em Tuk-tuk, e nem é muito mais caro, pode ser uma opção. Nossa ideia era fazer esse tour de carro, com o pessoal do Citysightseeing, mas já tínhamos lido sobre a bike e curtimos bem a ideia depois que uns amigos que foram nos falaram sobre ainda no Brasil. De carro você certamente vê mais coisas, mas de bike parece ser mais interessante, tem mais calor humano. As crianças se aproximam a todo o tempo. Dá vontade de levar todas pra casa, mas não recomendo tentar fazer isso, pois é crime Algumas das "casas elefante" (têm esse nome por causa do teto), construídas nos anos 70. Essas duas, geminadas, foram decoradas com as cores dos dois times de futebol do Soweto, o Orlando Pirates e o Kaiser Chiefs Sobre o Soweto, antes de mais nada: eu não sou muito a favor desses tours que visitam bairros supostamente pobres. Detesto essas visitas turísticas a favelas no Brasil, por exemplo. Mas li com antecedência que o pessoal do Soweto é muito receptivo e que gostam de receber, aí fiquei mais sossegado. De fato, eles são muito simpáticos, muita gente nos cumprimenta na rua, as crianças se aproximam do pessoal. É muito bacana. O bairro é muito menos pobre do que eu imaginava, inclusive há várias casas bem grandes. Passamos em vários pontos marcantes durante a visita, como uma casa onde viveu o Mandela (em frente há um restaurante mantido pela família), os locais de diferentes arquiteturas que mostram as épocas distintas de ocupação do território e o local onde houve uma mobilização histórica de estudantes, com repressão e mortes. Os guias (são dois) são do Soweto e passam a impressão de saber o que estão falando. Ao final servem um almoço (bebida não incluída) com comida tradicional muito bem feita e, em seguida, uma prova de uma cerveja artesanal bem estranha deles. Enfim, Passeio recomendado, também. Restaurante da família do Mandela, que carrega o simpático nome de "Restaurante da Família do Mandela" Do Soweto partimos rumo ao Museu do Apartheid, que não fica longe, mas também não é do lado. Mais uma vez pedimos o Uber, que demorou um pouquinho (cerca de 10 minutos) mas chegou. Ficou em 120 rand. O museu é muito bem feito e muito organizado. Visita obrigatória. É um enorme soco no estômago, os olhos marejaram várias vezes. De quebra havia uma exposição temporária sobre a vida do Mandela, mais ciscos nos olhos. Cartaz de uma das muitas campanhas pela libertação do 'Madiba' Ficamos uma tarde inteira no museu e não foi suficiente para ver e ler tudo com calma. No mesmo local funciona uma mina de ouro que ainda está ativa (é possível visitar) e um parque de diversões que parece ser bem bacana, com montanhas russas e outros brinquedos. Ele não abre às segundas e terças fora da época de férias escolares, então, se for sua intenção visitar, fique atento a isso. De lá pegamos o Uber até a região de Rosebank, que fica perto de Sandton e é do mesmo naipe, mas aparentemente tem mais restaurantes. Não sei se caminhamos pelo local errado, mas não vimos muita coisa interessante. Passamos em um mercado que fica junto da estação para comprar vinhos pra trazer pro Brasil (compramos umas 12 garrafas, as mais caras a R$ 15, poderíamos/deveríamos ter comprado mais) e voltamos para Sandton. Voltamos a jantar no Trumps, onde comi a carne de Springbok - maravilhosa, experimentem - e de lá voltamos pro hotel. Dia 11 - 29 de março - Joanesburgo Como pegaríamos o voo de volta pra Angola (e de lá pro Brasil) à tarde, só tínhamos a manhã livre. Decidimos ir a Constitution Hill, um antigo complexo prisional onde as pessoas presas eram tratadas como lixo. Depois de desativado, virou um museu. No terreno também foi construído o prédio da Corte Constitucional (entendi que é algo equivalente ao STF) da África do Sul. Outra visita que considero imperdível, não só para conhecer a história do presídio como para visitar o edifício da corte, que é muito bonito e construído de maneira a representar valores como justiça e igualdade, tão caros ao sulafricanos depois do apartheid. No ingresso está incluída uma visita guiada que dura mais ou menos uma hora. "A luta continua", slogan moçambicano, em bom português, que simboliza a luta revolucionária em países do sul da África. Está em posição de destaque na sala de entrada da Corte Constitucional em Joanesburgo A gente foi até lá e voltou de Uber, depois de ler que era mais uma zona pouco segura. Para ter uma ideia, o motorista não sabia onde ficava a entrada do prédio (que é imenso) e não nos deixou sair do carro até que um segurança viesse nos acompanhar (numa caminhada de 20 metros, já dentro do complexo, que é meio aberto). Na hora de voltar, outro segurança do prédio fez questão de ficar perto da gente enquanto esperávamos o carro. Enfim, voltamos de lá pro hotel e almoçamos num restaurante ao lado, chamado Grillhouse (que também é uma rede), ótimo e com preços justos (embora um pouco mais caro que a média dos locais onde tínhamos comido regularmente. De lá pegamos o Uber até o aeroporto (300 rand, o mesmo preço que pagaríamos pra duas pessoas no trem).
  9. Sobre o safari: depois de muita pesquisa minha esposa encontrou um pacote que parecia muito interessante na empresa Siyabona Africa, incluindo safaris, transfer e hospedagens a um preço médio de 150 dólares por pessoa por dia. Entramos em contato com eles e fomos atendidos desde o início pelo Dale Geldenhuys ([email protected]), que fez várias sugestões e adaptou as hipóteses de acordo com nossa disponibilidade e nossos desejos. Ele chegou a oferecer, por exemplo, uma atividade de contato com elefantes (e passeios nas costas deles) que, por razões éticas, recusamos (recuse você também, sempre!). No fim, fechamos com ele um pacote que incluía duas noites no (ótimo) hotel Hippo Hollow; transfers exclusivos de ida e volta entre aeroporto e hotel; e três safaris: um noturno (16h às 20h) no primeiro dia, um de dia inteiro (5h às 15h) no segundo e um de meio dia (5h às 11h) no terceiro. Foi tudo excelente. Segue então o relato. Dia 7: 25 de março - Kruger Park Nosso voo da Cidade do Cabo para Nelspruit estava marcado para 10h, por isso teríamos de sair cedo (antes das 8h) da casa onde estávamos. Falamos isso com as donas e elas deixaram o café da manhã disponível pra gente mais cedo que o habitual. Mais um ponto para elas. Depois do café pegamos o Uber e chegamos ao aeroporto. Sem problemas no check in e no voo. O avião era bem pequeno, e o aeroporto de Nelspruit também é minúsculo. A pessoa que faria nosso transfer já estava lá nos esperando no desembarque. Do aeroporto até o hotel demora cerca de 45 minutos. Quando chegamos fomos recebidos pelo pessoal do próprio hotel e pelo motorista do safari noturno, que combinou um horário para nos buscar. Tomamos um banho e demos um tempo, o motorista chegou no horário combinado e partimos. Na verdade, ele só nos levaria até o portão do parque, e o safari em si seria feito em um veículo de propriedade da administração do Kruger. Segundo nos disseram, à noite só esses veículos podem circular. Às 17h o carro (na verdade um caminhão) saiu. Em menos de 30 segundos já avistamos um elefante. Foi uma pequena amostra do que viria nas horas e dias seguintes. Elefante: o primeiro de muitos Depois de vermos impalas, zebras, outros elefantes e hienas, o motorista disse que estava seguindo um rastro de leões. Sinceramente? Não acreditei. Mas ele seguiu esse suposto rastro, pegou uma estradinha de terra, mostrou pegadas no canto da estrada e... bingo. Chegamos a um local onde um macho e uma fêmea estavam deitados na própria estrada. O motorista disse que eles estavam em período de acasalamento, e que, se aguardássemos alguns momentos, veríamos a consumação do ato. Dito e feito. Fomos testemunhas da possível concepção de novos leõezinhos e leoazinhas. Casal de leões momentos antes da consumação do ato. Não publicarei as fotos posteriores por respeito à privacidade Depois disso tudo ficou menos importante. Voltamos a ver hienas e elefantes antes de retornarmos ao hotel. Jantamos por lá, ainda desacreditando do que vimos. Os preços da comida no restaurante estavam mais ou menos no mesmo nível dos da Cidade do Cabo. Dia 8: 26 de março - Kruger Park Os safaris da manhã começam muito cedo. O combinado era que nos buscassem às 5 da manhã. O pessoal do hotel sabe disso e prepara bolsas de café da manhã para os hóspedes que estão nessa condição, basta avisar no restaurante. Então, às 4h55 deixamos o quarto e o carro já estava lá nos esperando. Pegamos o café e partimos. O motorista/guia estava meio puto, pois fizeram um esquema complicado, ele teria de buscar pessoas em um hotel distante. Até por isso, entramos no parque por um portão um pouco mais longe que o da véspera. O dia começou muito frio (levem casacos, mas eles podem não ser suficientes. Os carros do safari têm mantas). O guia disse que ia dedicar a manhã à busca pelos "big cats": leões e leopardos. O fato é que ficamos muito tempo nessa busca e não os vimos. Com o passar do tempo ele foi ficando cada vez mais decepcionado, ou envergonhado, e passamos a parar para fotografar outros animais, coisas que não estávamos fazendo antes. Foi uma manhã pouco movimentada. Destaque mesmo para dois elefantes que ficaram brincando em um lago, acompanhados de perto por um hipopótamo submerso. Ficamos muito tempo lá assistindo, e poderíamos ter ficado mais. Elefantes começando o show aquático Paramos para o café da manhã por volta das 9h e voltamos à busca pelos "big cats". Vimos muitos animais. Macacos, zebras, impalas, girafas, elefantes, kudus... De repente o motorista se empolgou. Ele recebeu um chamado no rádio (os guias ficam conversando o tempo todo) e foi pra um lugar específico. Quando chegamos ele contou a surpresa: um leopardo estava em uma árvore. O bicho estava lá, tranquilão num galho, meio camuflado. Dezenas de carros estavam parados para tentar vê-lo. Mas era preciso binóculo para ver e uma câmera com lente muito boa para fotografar (sem nem chance de fazer isso com o celular). Rodamos mais pelo parque e o motorista ficou visivelmente frustrado. Para nós era tudo novidade e foi um dia bacana. Hipopótamo: visita surpresa pro jantar Voltamos ao hotel e jantamos cedo para poder descansar, pois no dia seguinte tinha mais madruga. Mas ainda houve tempo para uma surpresa: o hotel chama Hippo Hollow por um motivo. É que lá passa um rio que é caminho de hipopótamos rumo ao Kruger. Enquanto esperávamos a chegada da comida, um deles sai da água e começa a pastar ali mesmo, como se nada tivesse acontecendo. Sensacional!
  10. Dia 5: 23 de março - Cidade do Cabo Ainda no Brasil reservamos o passeio de dia inteiro com a Baz Bus ao Cabo da Boa Esperança (aqui: http://www.bazbus.com/tickettype.html?rid=17). Foi excelente. Eles marcaram de nos buscar num hostel que fica a poucos metros da casa do AirBnb e atrasaram um pouco. O pessoal do hostel, percebendo o atraso, nos ajudou e ligou pra eles, que disseram que estavam chegando em alguns minutos. Enfim, tudo muito tranquilo e seguro. Ah, pagamos no próprio dia, em dinheiro (poderíamos ter feito o pagamento antecipado por cartão, mas preferimos assim, até por não conhecer a empresa até então). O guia Mark e o motorista Freddie são excelentes. Depois de pegar algumas pessoas em outros locais e de parar em um supermercado para comprar a comida que está incluída no pacote, a van partiu. A primeira parada foi em Hout Bay, de onde parte o passeio para a ilha das focas. É a única coisa que não está incluída no pacote contratado com eles (custa 80 rand, 20 reais, e vale muito). O barco leva até umas ilhotas de pedra onde vivem centenas (talvez milhares) de focas. Só vendo pra crer. Em Hout Bay tem uma feirinha de artesanato onde vendem os mesmos produtos de dentro da cidade, só que bem mais barato - e você pode pechinchar. É muita foca Em seguida partimos e passamos pela Chapmans Peak Drive, uma das estradas mais bonitas do mundo, construída nas encostas de uma montanha (a Chapmans Peak). Paramos em um dos muitos mirantes na estrada para um lanche (bolos, sucos, iogurtes, tudo incluído) e fotos. O lugar é indescritível. Acho que só a passagem pela estrada e a parada no mirante já valiam o passeio. Mirante na Chapmans Peak Drive Depois de algum tempo chegamos à colônia de pinguins de Boulders Beach. Os bichinhos são extremamente desajeitados e simpáticos. Muito legal ver aquele monte de pinguim africano de perto. A espécie está ameaçada, e o local de visitação é um centro para garantir a preservação. Alguns dos pinguins, este à frente chocando o ovo. São centenas Depois de mais algum tempo no carro, chegamos ao parque do Cabo da Boa Esperança, que é bem grande. Em dado momento eles param a van para que o pessoal desça e faça uma parte do trecho de bicicleta (eles levam as bikes em um reboque). É um passeio tranquilo e muito gostoso por cerca de 5 quilômetros dentro do parque. A van vai à frente para o guia preparar o almoço em um prédio da administração do parque. A comida, comprada naquele mesmo dia, estava bem fresca. Tinha pães, saladas, presuntos de peru, batatas, molhos e várias outras coisas para montar sanduíches. Depois do almoço o passeio segue até o farol de Cape Point. É possível subir, são cerca de 15 minutos de caminhada e escadarias (também tem um teleférico, não sei o preço). Faltou sorte e começou a chover (o tempo estava meio sem vergonha durante todo o dia). Foi o único momento em que pegamos chuva em toda a viagem à África do Sul. Depois de descer do farol, voltamos à van para ir à placa que marca o Cabo da Boa Esperança, "o lugar mais a sudoeste da África". A famosa placa e um casal molhado Voltamos para a cidade e, depois de passar em casa pra trocar as roupas da chuva, retornamos ao Waterfront. Quay Four, de novo. Dia 6: 24 de março - Cidade do Cabo Mais um passeio de dia inteiro, desta vez às vinícolas da região da Cidade do Cabo. Não tínhamos planos de fazer, mas fomos convencidos ainda no Brasil por um casal de amigos que esteve lá pouco antes e não nos arrependemos nem um pouco. A recomendação, que seguimos, foi para a African Story Tours (http://www.africanstorytours.com/). Apesar de o site deles dar um endereço físico, você não deve ir lá, e sim reservar por e-mail. A gente foi uns dias antes pra reservar (por que era muito perto de onde estávamos) e o cara achou aquilo um absurdo. O endereço, na verdade, é do apartamento dele. No fim foi uma situação meio bizarra, talvez engraçada. O fato é que fizemos a reserva e eles nos buscaram no horário combinado na porta da casa onde estávamos. O motorista/guia era muito gente boa e engraçado. Jimmy, o nome dele. Na primeira vinícola que visitamos, conhecemos toda a estrutura e o processo para fabricação dos vinhos e em seguida fizemos as provas. Nas demais, apenas as provas. Experimentamos pelo menos quatro tipos de vinho em cada uma delas (quatro no total). Em uma delas há também uma prova de queijos fantástica. Há uma quinta parada em um restaurante, incluído no pacote. Comida excelente e uma taça de vinho local (ou seja, um quinto local de prova). O guia era bem informado e divertido, o grupo de pessoas com quem estávamos também era simpático, e mesmo alguém que não gosta ou conhece do assunto (eu) se diverte (e fica bêbado). Parreiras em uma das vinícolas O local onde provamos os queijos. A família dessas cabrinhas produz um leite ótimo Depois de voltar à cidade, pedimos ao motorista que nos deixasse em Sea Point, onde sentamos para acompanhar o pôr do sol. Depois mais uma (a última) noite de Waterfront e muitos camarões no Quay Four. Pôr do sol em Sea Point
  11. Spoiler: de todas as cidades que já visitei até hoje, acho que a Cidade do Cabo é a mais bonita. A comparação com o Rio é bastante plausível, mas Cape Town é mais bem cuidada e com mais clima de litoral. Vou tentar ser mais sucinto nos próximos relatos sobre os dias, vi que escrevi demais nos anteriores. Pois bem, falando sobre a hospedagem na Cidade do Cabo. Foi a primeira vez que ficamos em um local reservado pelo AirBnb. A cidade é muito turística e as hospedagens tradicionais estavam caras, por isso resolvemos "arriscar". Foi ótimo. Ficamos nesta casa. É a residência de duas senhoras, irmãs, que vivem junto com um sobrinho de ambas e uma viralata muito simpática, a Georgia. Recomendo DEMAIS. A localização é fantástica (pra checar no Google Maps: 7 Braemar Road, Greenpoint, Cape Town). Tem bastante privacidade (o quarto fica numa edícula fora da casa) e elas oferecem um café da manhã muito bacana. O único problema que tivemos é que uma das camas estava meio barulhenta, ficava fazendo rangidos enquanto dormíamos, mas coloquei o colchão no chão e dormi ali mesmo (elas deixaram). Por mim, problema resolvido (elas disseram que vão trocar a cama, o que naturalmente eu não posso garantir se vai acontecer). Seguindo então com o relato sobre a viagem em si. Dia 3: 21 de março - Cidade do Cabo Compramos com antecedência os tíquetes para subir no teleférico da Table Moutain (aqui: http://www.tablemountain.net/). Também é possível subir caminhando, diz que são cerca de 2 horas, mas nem pensamos em arriscar. O tíquete vale por 7 dias a partir do dia que selecionar na compra, e a recomendação que ouvimos de praticamente todo mundo é: SUBA LOGO QUANDO O TEMPO ESTIVER BOM, POIS ELE PODE VIRAR A QUALQUER MOMENTO. E aí tem o risco de você não conseguir subir nunca, pois o tempo pode ficar fechado durante toda sua viagem. Eles dizem que reembolsam o tíquete se esse for o caso, mas não tenho como confirmar isso. Enfim, o dia amanheceu lindo e decidimos subir logo. Compramos, também com antecedência, o tíquete do ônibus vermelho do Citysightseeing (aqui: https://www.citysightseeing.co.za/ - acho que vale muito à pena, talvez até mesmo comprar pra dois dias, pois o trajeto que ele faz é imenso e leva até a algumas vinícolas) e pegamos um dos primeiros rumo à estação do teleférico. Chegamos lá e a fila já estava bem grande. Recomendo pegar o primeiro ônibus (ou ir muito cedo, na hora da abertura, caso vá por outros meios). Table Mountain vista do ônibus no centro da cidade Há duas filas, uma pra quem comprou antes pela internet e outra pra comprar na hora. A da internet estava bem maior, mas andava mais rápido. De toda forma, entramos praticamente junto de uns caras que não tinham comprado. Não sei dizer se é sempre assim, apostaria até que não (e que é muito mais rápido comprando pela internet) mas talvez eu não comprasse com antecedência se voltasse lá, até por ter toda a questão do tempo estar fechado ou não. Ah, se estiver ventando muito o teleférico nem funciona. Enfim, subimos depois de cerca de 40 minutos na fila (15 deles parados no mesmo lugar, o teleférico ficou fechado por alguns minutos pois estava muito cheio no topo da montanha). O alto da montanha é incrível, você consegue ter uma boa ideia da beleza da cidade. Dá pra ver muita coisa de lá. Ficamos praticamente toda a manhã, tiramos muitas fotos. Não tem muito o que falar, é essencial subir. Um casal de amigos foi à tarde e achou o pôr do sol incrível. Aposto que é mesmo. Cape Town vista da Table Mountain Depois de descer no teleférico (ah, ele gira enquanto sobe ou desce, então não precisa se preocupar em buscar um local mais interessante ao entrar) voltamos a embarcar no ônibus. Descemos na parada seguinte, Camps Bay, a praia mais famosa e movimentada da cidade. Conhecemos a região e almoçamos num restaurante chamado Ocean Basket (que depois vimos ser tipo uma rede), fica na avenida da praia a poucos metros de onde para o ônibus. Pagamos muito barato, menos de R$ 40, em um prato com camarões, calamares, peixe, mais algum fruto do mar que esqueci, acompanhado de arroz e batatas fritas. Comemos os dois e foi suficiente. Tudo muito fresco e bem temperado. Recomendado. Voltamos a embarcar no ônibus, que segue pelo litoral até a região do Waterfront. Paramos por lá nem sei por que e voltamos a embarcar, desta vez em outra linha, a azul, que leva a pontos mais distantes, como o Jardim Botânico de Kirstenbosch (que dizem ser imperdível - não tivemos tempo e não visitamos), às vinícolas (são três, e é preciso trocar de ônibus em um ponto específico - não paramos pois já tínhamos programado um dia em vinícolas) e a favela de Imizanu Yethu (tem uma visita que tem o apoio da prefeitura e é conduzida pelos próprios moradores. Também não fizemos). Descemos em Hout Bay, um pequeno porto de onde partem os barcos que vão às ilhas das focas. Já tínhamos esse passeio programado, então não fomos neste dia. De lá, voltamos ao Waterfront já bem no fim do dia. Paramos desta vez no Mitchells Ale House, uma cervejaria bem legal. Por cerca de R$ 12 é possível experimentar uns 5 tipos diferentes de cervejas feitas lá mesmo. E a carta de cervejas é imensa. Muita gente fala que não é o lugar ideal pra comer. Como não estávamos com muita fome, pedimos só umas cebolas empanadas que estavam muito boas. Mas não sei dizer se vale pedir prato. Demos mais uma volta pelo Waterfront e pegamos o Uber de volta pra casa onde estávamos hospedados. Dia 4: 22 de março - Cidade do Cabo Várias pessoas que foram a Cape Town recomendaram que reservássemos com antecedência os tíquetes para visitar a Robben Island, onde fica a prisão mais emblemática dos anos de perseguição política e apartheid na África do Sul, pois esgota com várias semanas de antecedência. Marcamos, então, para o dia 22. Nosso barco sairia às 9h, chegamos ao porto (que fica no Waterfront) às 8h45 e já tinha bastante gente na fila. Um barco lotou e saiu, e acho que já tinha saído outro antes. Pegamos o próximo (e depois saiu pelo menos mais um). Algumas pessoas na fila estavam com tíquetes que pareciam ter sido comprados no dia. Eu não arriscaria, porém. Neste caso recomendo muito comprar com a máxima antecedência possível. Os tíquetes podem ser comprados aqui: http://www.robben-island.org.za/. Se o mar estiver virado ou o vento forte, os barcos não saem, e aí eles reembolsam ou remarcam. Chegada a Robben Island: a liberdade não pode ser algemada/restringida Como disse, pegamos o segundo ou terceiro barco do dia, e estivemos entre os últimos a desembarcar. Com isso pegamos um dos últimos ônibus que saíam naquele momento (todos têm de fazer o tour pela ilha nesses ônibus). O que recomendo: cheguem bem mais cedo ao porto para pegar o primeiro barco e os primeiros ônibus. Isso faz diferença principalmente no final do passeio, pois quem pegou os primeiros, também voltou mais cedo para a cidade, sem ter de esperar os retardatários que não se importavam com quem já estava no barco. À direita, uma pilha de pedras que foi iniciada pelo Mandela, em um evento anos depois de sair da prisão, e virou um memorial. Alguns idiotas começaram a tirar as pedras para levar para casa e proibiram de ir até lá. À esquerda, ao fundo, uma caverna onde Mandela e outros presos se alimentavam no intervalo dos trabalhos forçados e que também servia como banheiro para eles. Por causa do mau cheiro, os guardas não iam até lá. Resultado: virou um espaço de reunião e articulação política Sobre o passeio em si, imprescindível. O ônibus circula pela ilha com um guia muito bem informado, que mostra detalhes do complexo prisional e das outras estruturas e atrativos naturais que existem lá. Depois disso é feita a visita ao local onde ficava a cela onde o Mandela ficou preso. Essa parte da visita é conduzida por um ex-preso político, o que torna a experiência ainda mais marcante (mas, fica o alerta, o cara não é um guia. Algumas pessoas falam que a visita "fica devendo" por causa disso, eu acho totalmente o contrário). Enfim, sobre Robben Island: reservar com antecedência e não deixar de ir. Nosso guia, um ex-preso político (esqueci o nome dele ) Essa cela minúscula foi, por muito tempo, a "casa" do homem mais importante do Século XX De volta ao Waterfront, pegamos um Uber até a praça Green Market, no centro da cidade. Os free tours de Cape Town partem de lá. São três opções, District Six, Bo Kaap e Historic Tour. Fizemos os dois últimos. Primeiro o Bo Kaap, o "bairro malaio" (mais sobre Bo Kaap aqui) e, depois de um rápido almoço em um pub, fizemos o Historic, ambos com o guia Kenneth, excelente. Sou fã dos Free Tours, todos os que fiz em qualquer lugar do mundo até hoje foram incríveis, então recomendo demais. Sem constrangimento quanto às gorjetas no final. Primeira mesquita de Bo Kaap, construída em 1794 Cores de Bo Kaap No fim do dia voltamos ao Waterfront para mais dezenas de camarões, boas cervejas e bons vinhos a preços excelentes no Quay Four.
  12. Dia 1: 19 de março - Joanesburgo Partimos de São Paulo no sábado, 18 de março. O voo vem do Rio antes de ir pra Luanda. Sem problemas no embarque, assim como no voo. Servem o jantar pouco depois que parte de Guarulhos e o café da manhã pouco antes de chegar a Luanda. A conexão é meio confusa, assim como a TAAG. O aeroporto é pequeno e quente e tem mosquitos - ou seja, leve seu repelente na mala de mão. Esqueci de relatar no post anterior, mas é necessário ter cartão de vacinação comprovando imunização contra febre amarela dentro da validade. Sem ele você não embarca (e eles voltam a pedir em Angola). O voo Luanda-Joanesburgo também foi sem nenhum problema. Como é mais curto, servem só uma refeição. A bandeira multicolorida: orgulho de um país que tenta superar uma das maiores tragédias e vergonhas da história humana Joanesburgo é extremamente insegura - isso foi alertado por todas as pessoas com quem falamos sobre a cidade. E, por ser insegura, fica cara. Seguimos muitas recomendações que recebemos, de pessoas conhecidas ou não, e buscamos hospedagem em Sandton, uma região mais nova e, segundo relato de um amigo, "um bairro branco e rico". Eu tinha um desconto de mais de R$ 200 no Hoteis.com, aproveitei isso e reservei hospedagem no Radisson Blu Gautrain. Paguei menos de 40 reais, no fim. O hotel é ótimo e praticamente dentro da estação (Gautrain é o trem que leva do aeroporto à cidade). Para a nossa volta a Joanesburgo estava muito caro, não reservei pra lá. Chegamos no começo da tarde e fomos direto pegar o trem. A passagem custa 151 rand por pessoa, bem caro (viagens do e para o aeroporto são muito mais caras que as outras no trem). Também é preciso comprar um cartão de 20 rand que pode ser recarregado. Foi confortável, porém, talvez tivesse sido melhor usar Uber. Entretanto, não chequei, até por que estava confortável com o trem que nos deixava ao lado da porta do hotel (sobre o Uber: é essencial, e vou falar mais sobre ele no relato. Nós já tínhamos um chip que amigos nos deram, mas no próprio aeroporto vende de várias operadoras. Usamos a MTN, que tinha sinal muito bom em todos os lugares. Recomendo). Depois de subir ao quarto para tirar o ranço da viagem, descemos e fomos até a Nelson Mandela Square, que fica a poucos metros do hotel. É, na verdade, um pequeno shopping com bons restaurantes e um teatro. Tem uma estátua enorme do Mandela. Foi tudo feito na medida pra chamar turista. Almoçamos/jantamos num restaurante chamado Trumps (que inclusive tem uma CARRANCA do Donald num canto, mas não tem relação com ele). Comida muito boa a preços bastante justos (aliás, se você mora em São Paulo ou no Rio, vai achar todos os restaurantes da África do Sul baratos ou muito razoáveis. O custo é sempre menor que o de um restaurante de mesmo patamar no Rio e em SP - e provavelmente em outras cidades grandes e médias aqui do Brasil, também). Rodamos mais um pouco ali pela região e voltamos ao hotel. Antes de dormir, tomamos uma cerveja e um vinho no próprio restaurante do hotel, também a preços muito justos (R$ 11 por um chopp de 500 ml e um preço parecido por uma taçona - imensa, mesmo - de um vinho muito bom). Dia 2: 20 de março - Joanesburgo e Cidade do Cabo Acordamos cedo, ainda meio bagunçados pela diferença de fuso horário (na ocasião eram 5 horas a mais que no Brasil). Tomamos café da manhã no quarto do hotel com coisas que compramos na véspera no mercado que fica na Nelson Mandela Square, já que não estava incluído na diária (mas tem café, chá e leite no quarto). Deixamos as malas na recepção e partimos para a região central da cidade, onde faríamos um Free Tour. Para chegar até lá, pegamos o Gautrain até a estação Park (aí é barato, cerca de 20 rand). O Free Tour sai da própria estação (informações detalhadas aqui: http://www.nielsentours.co.za/joburg/). A guia que conduziria nosso grupo nos viu com mochilas (minha esposa carregava a bolsa da câmera; eu, levava casacos, garrafas de água, algumas coisas pra comer) e disse que não poderíamos carregá-las durante o tour. Tomamos um susto, até pela forma como ela falou, mas foi mais um alerta para o quão violenta (ou insegura) é a cidade. Não presenciamos nada, mas todo mundo falou que era um lugar perigoso. Um cara alemão que estava no grupo perdeu uma corrente de ouro que levava no pescoço na véspera, por exemplo. Deixamos as bolsas na cabine do Free Tour (que é a mesma dos ônibus vermelhos CitySightseeing) e partimos. A primeira parada é ainda no terreno da estação, e a guia voltou a reforçar as orientações de segurança. Ela disse que só poderíamos tirar os celulares do bolso para fotos quando ela avisasse que era seguro. Confesso que fui ficando com o pé muito atrás com a cidade (e com o país), mas ela disse que a Cidade do Cabo, por exemplo, era um lugar infinitamente mais seguro. O passeio é essencial para conhecer a região central da cidade. Depois de tantos alertas sobre a (falta de) segurança, não teríamos rodado tanto sem estar acompanhados de um guia. Vimos várias coisas inacreditáveis, como dezenas de prédios que estão fechados há cerca de 20 anos - depois que o apartheid foi suspenso, muitas empresas deixaram a região central e se mudaram para bairros como Sandton. Os prédios ficaram vazios. Alguns foram ocupados por moradores de rua. Na sequência, donos de outros lacraram as entradas. Enquanto isso, milhares de pessoas dormem todos os dias nas ruas. Uma situação deprimente. Aos poucos alguns dos prédios vão sendo novamente ocupados, mas vários seguem totalmente fechados, entre eles o mais alto de toda a África. Um dos muitos prédios abandonados e lacrados do centro de Joanesburgo O tour passa por outros pontos bem legais, como o tribunal onde o Mandela começou a advogar e o primeiro escritório dele. Também visitamos uma feirinha onde é possível comprar frutas e legumes por preços ridiculamente baratos (até 10 vezes menos que os preços do mercado) e algumas lojas que ainda têm sinalizações de restrição apenas para brancos (naturalmente, a sinalização hoje serve apenas como ponto turístico e para relembrar a vergonha do racismo institucionalizado do apartheid). Parece o Mohammad Ali, mas não é: estátua reproduz uma foto clássica de Mandela praticando o boxe, sua grande paixão Depois do Free Tour - altamente recomendado, repito (você paga quanto quiser ou puder ao final) - voltamos à estação. Perguntamos à guia se havia locais interessantes pra almoçar por ali e ela disse que os melhores seriam mesmo dentro do próprio terminal, e que fora dele não seria seguro (de novo). Há boas opções. Almoçamos em um no estilo pub irlandês chamado The Brazen Head. Comida boa e cerveja gelada, mais uma vez preços ótimos (vou ser repetitivo nisso). Voltamos a Sandton, eu saltei do trem para buscar as malas e minha esposa me esperou na plataforma para não ter de pagar uma passagem a mais. Pegamos o trem, mais 151 rand por cabeça pra chegar ao aeroporto. Nosso voo para a Cidade do Cabo sairia às 16h45. Chegamos com 2 horas de antecedência, check in tranquilo, sem nenhum stress. O aeroporto de Joanesburgo é grande, moderno e organizado. O voo foi sem problemas, também. A Mango é meio low cost, cobra pela refeição (mas permite uma mala despachada). Enfim, é que nem voar na Gol. Chegamos à Cidade do Cabo por volta das 19h. Foi a primeira cidade onde reservamos hospedagem no AirBnb (no próximo post falo mais sobre a casa, que é uma ótima opção). As donas da casa sugeriram que a gente usasse o sistema de BRT ou o Uber. Chequei os preços e ficaria praticamente a mesma coisa (acho até que o Uber ficaria um pouco menos, cerca de 160 Rand, enquanto o BRT seria 80 e poucos rand por pessoa - eu posso estar enganado nos valores). Então chamei o Uber pela primeira vez na África do Sul. O próprio sistema do aplicativo indica pra onde você tem que ir (algo como "drop off do estacionamento 2"). Em alguns minutos o carro chegou, e em cerca de meia hora, talvez menos, estávamos na casa. O local da hospedagem fica em Green Point, perto do Waterfront. As próprias donas da casa recomendaram que fôssemos até lá pra comer, e garantiram que era seguro. Erramos o caminho, mas ainda assim demoramos apenas cerca de 20 minutos. O Waterfront é mais um daqueles casos de revitalização de zona portuária que deu certo. Dizem até que é hoje o local de interesse turístico mais visitado de toda a África. Depois de dar algumas voltas pra conhecer, sentamos em um restaurante chamado Quay Four, de frutos do mar, depois de ver uns cartazes sobre pratos bem servidos. Estava cheio (era véspera de feriado) e só tinha lugar no andar superior. Não façam a burrada de sentar em cima. É praticamente outro restaurante lá, com cardápio muito limitado. Depois de comer um pratinho de petisco de camarão (talvez o único arrependimento gastronômico da viagem) e quase perdermos a paciência, dissemos que queríamos aqueles pratos que estavam anunciados nos cartazes da entrada, e só aí a garçonete disse que eles só eram servidos na parte de baixo. Descemos e então encontramos algo que estávamos esperando desde que um casal de amigos nos falou: um prato chamado QUILO DE CAMARÃO. Pedimos o MEIO QUILO (que, na real, é menos que isso, mas é muito camarão), e vem com um acompanhamento (salada, arroz, batata, enfim, essas opções comuns) e sai por cerca de R$ 30. Maravilhoso. Voltamos lá mais três vezes nos dias seguintes e acho que voltaríamos mais se ficássemos mais noites. O restaurante também tem várias opções de vinho e cervejas, e música ao vivo (nem sempre tão boa) todas as noites. Satisfeitos e cansados, pegamos um Uber até a casa onde ficamos (cerca de 20 rand, 5 reais). No Waterfront, assim como no aeroporto, o aplicativo indica para onde você deve ir ("espere defronte à loja tal"). O prato de "meio quilo" de camarão. Não tem tanto, mas é maravilhoso
  13. Caras e caros, este é meu segundo relato aqui no Mochileiros (o primeiro foi este, de viagem ao Japão e à Coreia do Sul). Aos poucos vou pagando a dívida de gratidão com este fórum incrível que já quebrou tantos galhos e evitou muitas furadas. Passamos, minha esposa e eu, uma semana e meia na África do Sul em março de 2017, e é este o relato. Neste primeiro post vou falar detalhes de nossa preparação. Nos seguintes relato a viagem em si. Dia nascendo no Kruger Park Antes da viagem Nossa ideia era ir para a Índia neste ano, mas, assim como centenas de outras pessoas que passam e passaram aqui pelo Mochileiros, nós também aproveitamos uma promoção incrível da TAAG, com vendas pelo ViajaNet, em outubro de 2016, para África do Sul e Namíbia. O preço final por pessoa, já com taxas e encargos, ficou em R$ 1.049. Teve gente que conseguiu ainda mais barato, não só pra África do Sul como também pra Namíbia. Não sei, mesmo, qual é o preço "bom" para a África do Sul, e acho que promoção como essa dificilmente vai voltar a aparecer. Então acho que nessa questão não consigo ajudar muito. Antes da viagem houve alguma insegurança em relação ao visto de trânsito. O site da embaixada angolana é confuso, mas deixa claro que é preciso um visto, ao custo de US$ 30, para fazer a conexão em Luanda. Entretanto, várias pessoas relataram que não precisava. Liguei pra Embaixada, pros consulados do Rio e de São Paulo e pro escritório da TAAG e ainda assim houve indefinição, pois em SP disseram que precisava, sim, do tal visto. Mas depois de vários relatos, inclusive de pessoas conhecidas que compraram passagem na mesma promoção, desencanei com isso, mesmo com o pessoal de São Paulo insistindo que precisava. De fato, não precisa de visto. Embora não haja essa informação com clareza em nenhum lugar na internet, o visto de trânsito não é exigido para quem vai fazer escala de algumas horas no aeroporto de Luanda, só para quem vai sair do terminal. Definição de onde visitar Quando vimos a promoção e batemos o martelo decidindo que compraríamos, as opções com bons preços já não eram tantas, e todas com ida e volta por Joanesburgo. Os voos para a Cidade do Cabo (que são mais raros e mais concorridos) já estavam esgotados. Acabamos fechando a passagem para 10 dias. Pesquisando na internet e num guia físico Lonely Planet, decidimos fechar pelo roteiro mais tradicional (Joanesburgo, Cidade do Cabo e Kruger Park, principal local para safaris no país) dividimos assim: 3 noites em Joanesburgo (sendo uma na chegada e duas antes de voltar), 4 na Cidade do Cabo e 2 na região do Kruger. Os deslocamentos internos fizemos de avião. Minha ideia era alugar um carro para o Kruger, mas minha esposa nunca foi simpática à ideia (por receio da mão inglesa e por achar que o safari com guia ficaria melhor). No fim, ela achou uma ótima opção de pacote com hospedagem, traslados e o safari em si (mais pra frente no relato falo sobre isso) e fechamos, e foi a melhor coisa. A viagem teria sido muito menos interessante se não fosse assim. Comprei as passagens de avião em dezembro, cerca de três meses antes. Dei preferência por horários convenientes, que garantissem melhor aproveitamento dos dias por lá. De toda forma, os preços não costumam variar muito dentro do mesmo dia. De Joanesburgo para a Cidade do Cabo ficou em R$ 187 (preço final) por pessoa pela Mango (flymango.com); da Cidade do Cabo pra Nelspruit (principal aeroporto perto do Kruger) ficou em R$ 356 por pessoa pela South African Airlink - subsidiária da South African Airways; e de Nelspruit pra Joanesburgo R$ 141, também pela Airlink. Poderia ter comprado por cerca de R$ 50 a menos o trecho Cidade do Cabo-Nelspruit se pegasse um voo com conexão em Joanesburgo, mas achei que seria uma economia porca (e seria mesmo, não me arrependo nem um pouco). Preferi fazer Cidade do Cabo antes do Kruger pois, como voltaria de Joanesburgo, poderia pegar um ônibus pra voltar pra lá caso desse algum problema com o voo (o que se revelou uma preocupação desnecessária - tem dezenas de voos da Cidade do Cabo pra Joanesburgo todo dia e vice-versa, assim como uns 10 de Nelspruit pra Joanesburgo. Era improvável que ficássemos "presos" lá). Da Cidade do Cabo direto pra Nelspruit é só um por dia. Todos os valores que eu citar aqui foram calculados levando em conta a média de R$ 1 pra cada 4 Rand (moeda da África do Sul), que é um cálculo seguro pra toda a viagem. Li muito sobre o câmbio e vi várias recomendações distintas. Não conseguimos chegar a uma certeza, mas como muita gente falava que nem sempre era fácil fazer câmbio de Real por lá, levamos dólares e habilitamos o cartão para saque. No fim, acabamos fazendo praticamente meio a meio: câmbio e gastos no cartão de crédito. Ficou praticamente elas por elas, mas isso por que o Rand desvalorizou nos dias que estávamos lá. Se não fosse isso, acho que o câmbio por dólares seria um pouquinho mais vantajoso (mas, naturalmente, menos seguro, por ter de andar com as notas). Eu não levaria Reais em espécie, pois a maioria das casas de câmbio que vi não faziam, e, fazendo as contas na hora que ia trocar, tive a impressão de que pagavam pouco e era sempre desvantajoso, mesmo tendo que pagar duas vezes as taxas de câmbio (real-dólar e dólar-rand). Rumo à África O site do ViajaNet tem uma ferramenta pra reservar os assentos do voo, mas eu não consegui usar. Encontrei um número de contato da TAAG pelo Whatsapp, pelo qual era possível reservar os assentos: (21) 98458-6190. O atendimento é rápido e atencioso, mas... O sistema deles ficou fora do ar nas duas semanas anteriores à nossa viagem. Só consegui reservar a refeição vegetariana que minha esposa pediu. Se o sistema funcionar, porém, é sossegado reservar pelo Whatsapp. A companhia parece (ou é) um tanto confusa. Por exemplo, nosso voo de ida estava previsto para 19h30. Só depois que entrei em contato pelo Whatsapp é que eles me avisaram que seria às 18h30 (isso por que compramos antes do fim do horário de verão e voaríamos depois). Não teríamos sido avisados disso se não tivéssemos os procurado. Os aviões têm 3 fileiras de 3 poltronas cada. Queríamos sentar na fileira do meio, mas não tinha vaga nos voos de ida (nem SP-Luanda, nem Luanda-Joanesburgo). Ainda no aeroporto, já reservamos poltronas para o voo de volta na fileira do meio, mas chegou o dia da volta e a reserva não tinha valido de nada (depois falo mais sobre isso). Apesar disso, porém, a qualidade dos serviços é excelente. Já voei em várias companhias brasileiras e estrangeiras sempre de classe econômica e, tirando a Turkish, acho que a TAAG é a que oferece mais espaço entre as poltronas. As refeições foram muito boas. Minha esposa também gostou das opções vegetarianas. Os atendentes são simpáticos, solícitos e bem preparados. Enfim, tirando a confusão com os assentos, recomendo totalmente a TAAG. Cerveja Cuca, angolana, disponível no voo da TAAG. Meio adocicada. Horrível.
  14. Salve, Diego! Como você fez os deslocamentos entre as cidades? Vou passar 9 dias inteiros na África do Sul, com ida e volta de Joanesburgo. Penso em fazer um roteiro muito parecido com o seu, mas estou em dúvida sobre o que fazer. Muita gente fala pra pegar o avião em Jo'burg pra Skukuza, mas eu estou tentado a arriscar fazer de carro ou pegar um transfer de ônibus. Pra Cidade do Cabo eu vou e volto de avião, naturalmente. Obrigado!
  15. Olá! Não troquei no Brasil. Tinha cogitado trocar Iene por Won na Coreia, mas acabei não fazendo isso por que gastamos mais que imaginávamos no Japão (tivemos de pagar uma noite de hospedagem em cash) e não teríamos o suficiente pra essa troca. Por isso, sacamos em caixas eletrônicos em Seul. Basta liberar o cartão no banco antes de embarcar (mas só conseguimos sacar lá em ATMs de agências bancárias, não conseguimos sacar nas "independentes" dentro de loja ou na rua). Abraços!
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