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Spagnuolo

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Sobre Spagnuolo

  • Data de Nascimento 15-07-1988

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    Músico, advogado e louco por natureza

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  1. Boa tarde Jonathan! Pelo que você descreveu, você vai usar crampons. As botas convencionais não aceitam crampons, pois a bota precisa ser rígida ou semi-rígida compatível com a utilização dos crampons. Geralmente são botas para neve, então não aconselharia comprar uma bota compatível com crampon porque você vai usar bem pouco e usar uma bota dessa no RJ vai cozinhar seu pé. Acho mais vantagem alugar uma bota compatível com crampon lá e comprar uma bota boa que possa usar no dia a dia por lá também. Abraços
  2. Já comprei nas duas, pode comprar de boa, são altamente confiáveis. A Alta Montanha acho que é a que vende melhores equipamentos aqui no Brasil, junto com a Bivak na minha opinião.
  3. O avanço da SE não é tão menor que o da Indy, mas acho o da Indy mais confortável. Se você conseguir pegar a 5/6 você vai ter uma CASA, como o Otavio disse, ficar em pé dentro da barraca é sem preço. E sobre a impermeabilidade dela, ela aguenta bem sim todo tipo de chuva, é uma barraca bem feita e bem confortável.
  4. Ainda assim eu iria de Indy GT. Eu gostei muito da barraca quando vi. O avanço é muito confortável pra cozinhar e guardar tralha, cabe duas pessoas sentadas num banquinho cada uma de boa. O avanço não ocupa o espaço de duas barracas não, fica tranquilo. Ela é bem grande, cabe um colchão de casal inflável dentro e sobra um BOM espaço do lado para guardar mochilas. As tralhas todas você consegue guardar no avanço. Como você não vai acampar direto em lugares muito expostos, acho que ela é uma boa barraca. A questão do ventilador é que nem todo camping tem tomada pra ligar. Qualquer uma das três vai estar bem suprido!
  5. Se montar errado, qualquer barraca fica um forno. As barracas da Quechua tem um bom sistema de ventilação, meu irmão tem uma e é bem ventilada. Mas acho que é o modelo, não lembro qual é a dele. Sobre ela não caber na mochila, se for aquelas 2 seconds ela não cabe em lugar nenhum mesmo, é pratica de montar mas um trambolho pra levar. A Quickhiker acho uma boa opção, mas muito cara. Azteq acho que no calor ela fica muito quente, mas por causa das saias, se levantar as saias acredito que a ventilação dela é boa, além de ser barraca "pau pra toda obra" nivel Brasil. E comprar usada realmente tem que ver o estado da barraca, como ela foi cuidada, qto tempo foi usada, etc. Se der pra ver ela montada, pode ser um bom custo x benefício comprar na OLX.
  6. Acampei na prainha branca no ano novo e deu uma chuva FODEROSA. O casal da barraca do lado tava com uma Indy 3/4 e aguentou a chuva de boa, só precisou fazer umas calhas com folhas no avanço da barraca pq tava uma correnteza no camping e entrou um pouco, muito pouco de agua mesmo, pela janela de ventilação mas pq ela não tava montada direito. De resto ela não molhou nada. Realmente o conforto dela é muito bom, um avanço bom, espaço interno gigante. É uma boa barraca pra camping e pra onde você não vai carregar muito peso.
  7. Oi! Em alguns pontos a internet funciona, na "rua" atrás da igreja tem uma escola e lá você consegue pegar o wi-fi da escola pra usar. Quanto a sinal 3G/4G não testei, mas acho que funciona também perto da escola.
  8. As variantes são muitas. Quanto tempo vai ficar? Vai sozinho? Vai pra quantos lugares? Quanto pretende gastar em equipamento? Nivel Brasil você não precisa de um saco de dormir tão potente e nem uma barraca extremamente técnica. Mas como você tem dor nas costas é essencial que seja uma boa mochila. Dá uma olhada no tópico das mochilas, lá tem milhares de opiniões sobre praticamente todas as mochilas que você acha no Brasil e algumas que você acha no exterior, com certeza você vai achar uma que se adeque às suas necessidades. No mais, acho que uma 60L daria conta desse mochilão se você souber organizar a mochila. http://www.mochileiros.com/mochila-qual-comprar-t4248.html
  9. Melhor época pra fazer é no inverno, pegar chuva lá é passar MUITO perrengue. Tem muita subida, muita descida e no inverno que não chove tanto já é um charco no Vale do Ruah, imagina quando chove. Apesar do frio da época, de dia fez um calor do caramba quando fiz. E acho que melhor trajeto é o clássico Toca do Lobo/Sitio do Pierre, invertida ela é puxada mas não é impossível. A travessia é fantástica!
  10. Mata atlântica é bem diferente da selva amazônica! Se a questão é bandidagem, vai pra algum lugar que não tenha bandidos. Já ouvi relato de gente sendo assaltado no meio do mato também. É dificil? É, mas acontece também. Posso ser um cara de sorte, porque a unica vez que fui assaltado era criança entrando na adolescência. Não discordo da ideia de viver fora do capitalismo, mas a ideia do tópico não é discutir se o capitalismo destrói ou não a pessoa e sim acampar em lugares que não pague. Isso tem de monte. Mas espero que dê certo seu plano de morar no meio da selva, se achar um jeito de ter internet eu vou ficar curioso pra ver o relato!
  11. Em Paranapiacaba a fiscalização tá enchendo o saco, a não ser que vá pra alguma trilha além do Vale da Morte (se bem que é dificil ter fiscalização no Vale da Morte). Tem risco de tomarem o equipamento todo. Se querem fazer trilha selvagem, vão pra Serra da Mantiqueira, divisa de SP, Minas e Rio, tem bastante coisa pra fazer por lá. Sobre fogueiras, sou contra. É legal e tudo mais, mas além de zuar todo o ambiente, mesmo que uma pequena parte, se der alguma merda e a fogueira sair de controle, vocês colocam a própria vida em risco e ainda podem provocar uma queimada na natureza. Eu recomendaria levar um fogareiro. Sobre a Amazônia ter tudo que alguém precisa para sobreviver, pode até ser verdade, mas a chance de morrer na selva amazônica é muito maior do que viver por lá, por N motivos: comunidades indígenas, animais selvagens, insetos (é o que mais mata), falta de recursos...é bom pensar bem nessa atitude se for levar a sério mesmo.
  12. Bem, você já comprou a Apolo, então essa vai ser a melhor! Você já deve ter visto coisas sobre onde, com quem e como acampar, então acho que não precisa dessas informações, mas se ainda não viu isso é uma boa pra "reconsiderar". Você tem que ver onde vai acampar, pra ver se chove, se faz frio, se faz vento...a Apolo apresenta uma boa configuração, eu gosto do avancê dela e a coluna d'água dela parece aguentar bem chuvas nivel Brasil. A Falcon se ainda tiver 800mm de coluna eu acho que dependendo da chuva pode passar, embora ela nunca me deixou na mão (tenho uma Falcon 2). A Apolo parece ser uma boa barraca. Mas você vai acampar sozinho? Se for, acho ela muito grande para uma pessoa só, além de ser pesada e se onde você for acampar tiver que caminhar muito pode ser um problema, mas se for de carro ou moto e gostar de muito espaço, acredito que fez uma boa compra pra começar! As canadenses realmente são bem legais, mas se for um modelo muito antigo elas são BEM pesadas e não compensaria levar em trilha (em camping estruturado em que vc chega de carro até pode ser uma opção).
  13. Salve! Postando mais um relato, vamos ver se esse sai melhor que o anterior! Meu último relato de viagem foi sobre a Praia do Bonete em Ilhabela, e foi lá que eu conheci o Wagner, o cara que me chamou pra essa trip. Dessa vez ele me chamou pra algo "um pouco" mais pesado que a Trilha do Bonete... Serra Fina. Invertida. Beleza né, vamos nessa, já que eu gosto de me ferrar e sabia que nessa seria o auge da minha ferração. Pra quem não conhece a Serra Fina, ela fica localizada na Serra da Mantiqueira, divisa de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro e tem várias montanhas acima dos 2000 metros, incluindo a Pedra da Mina, a maior montanha de SP, com quase 2800 metros (2797m se não me engano). A travessia tem 33km de percurso, uma quilometragem até que baixa pra se andar em 4 dias se for ver. Ledo engano. Saímos de SP com uma van alugada e 10 pessoas por volta das 22:30 do dia 25, no caminho pegamos mais 3 e fomos até o Sítio do Pierre, em Itamonte/MG. Chegamos lá por volta das 5:30 da manhã e começamos a caminhar perto das 6:00. Algumas subidas já indicavam como seria a travessia. Depois de mais ou menos 1 hora de subida, chegamos no primeiro ponto de água do dia (na verdade o único nos próximos dois dias), é uma entrada à direita na trilha, pra quem está subindo a trilha do Sítio do Pierre. Tomamos um café, comemos, pegamos 4 litros de água em média cada e voltamos a caminhar. Sobe, sobe, sobe, sobe e chegamos na parte mais FILHA DA FRUTA da trilha...os bambus. Pra quem desce a trilha, eles são chatos mas estão no sentido de descida, então não vão enroscar tanto nas mochilas nem arregassar seu rosto, mas ao contrário, eles estão virados pra você, na subida, enroscando toda hora nas mochilas com quase 20kg e cada vez que enroscava, quem estava atrás mto perto e desatento levava uma chicotada de bambu no meio da cara. Eu tomei umas 15 só nesse trecho, mesmo estando afastado. Só alegria. O tempo estava com muitas nuvens e um vento cortante, então o visual ficou meio prejudicado, mas fomos subindo por um bom tempo ainda, até chegarmos na base do Alto dos Ivos, último cume de quem vem na travessia normal. E da-lhe subida. Chegamos ao cume! Mentira, era um cume falso. Ainda tem mais subida! Não faço ideia de que horas eram quando chegamos no cume do Alto dos Ivos, mas ao que me lembro vagamente era por volta de 12:15. Descansamos um pouco e tomamos a descer. Descida tranquila, voltamos a caminhar sentido Pico dos Três Estados, que seria o último lugar do primeiro dia. Não tenho noção de quanto andamos (fui sem relógio, my bad), mas chegamos na base do Pico dos Três Estados por volta das 4:30 ou 5:00 da tarde. Pra quem não me conhece, eu tenho o preparo físico de um idoso com malária, então já estava minado de energia ao chegar na base dos Três Estados, mas não tinha outra opção senão subir. Quase morri. Subida muito desgastante, muito mesmo, mochila muito pesada, trechos de escalaminhada, zigue-zague no meio do capim mas por volta das 6:10 eu cheguei no cume. Digo eu porque fui o retardatário todos os dias da travessia, graças ao meu excelente preparo físico de um zumbi. O frio estava cortante, beirando os 4 graus já e eu só de corta vento e segunda pele dryfit, suado, ou seja, mantinha o corpo extremamente gelado. Mal cheguei e meu parceiro de barraca me ajudou a montar a barraca dele, eu me joguei dentro da barraca, coloquei segunda pele nas pernas e fleece pras pernas e tronco e me joguei no saco de dormir pra me esquentar. Arranquei tudo da mochila de qualquer jeito e deitei, meu parceiro de barraca também fez o mesmo, acabei cochilando e acordei com um barulho estranho de sacolas mexendo. RATOS. Roeram o mosquiteiro da barraca, entraram na barraca e começaram a roer minhas comidas e as comidas do meu parceiro ai acordei assustado e liguei a headlamp e vi dois ratinhos correndo pela barraca (confesso que os ratos eram bonitinhos pra caramba, mas são ratos né) e tratamos de tentar espantar eles, um mais velho e ligeiro já fugiu rapidinho, mas outro tentava desesperadamente sair pelo fundo da barraca e não tinha como, até que ele voltou onde tinha entrado e saiu. Coloquei tudo dentro da mochila, coloquei a capa na mochila e coloquei a mochila embaixo do saco de dormir. Jantamos um yakisoba e tratei de voltar a dormir (mais ou menos por causa dos ratos, mas não voltaram a incomodar). O frio nessa noite foi o pior de todos, acho que chegou a -1 por conta do vento. Acordamos por volta das 5:30 da manhã para tomar café e arrumar as coisas e ver o nascer do sol mais fantástico que eu já vi na minha vida. Ele vem nascendo por trás do pico das Agulhas Negras e do Prateleiras (tenho fotos mas como estou no trabalho e meu computador não funciona mais, vou ficar devendo mais uma vez! Se eu achar um jeito de postar aqui eu vou colocar, é sensacional) e aquele mar de nuvens ao redor, você no topo de tudo, vendo uma cadeia imensa de montanhas em volta, é uma sensação indescritível. Por volta das 7 da manhã voltamos a andar, sentido ponto mais alto da travessia, a Pedra da Mina. A descida do pico dos Três Estados é chata, alguns trechos de desescalaminhada, alguns trechos bem íngremes, mas vencemos a descida. Nesse dia o tempo ficou incrivelmente bom, um sol forte mas com vento gelado mesmo assim, uma vista deslumbrante pelo caminho todo, isso deu muito ânimo para continuar. Caminhamos mais um bom tempo, as vezes por cristas, as vezes por entre os tão queridos bambus e começamos a subida do Cupim do Boi, subida puxada também e descida não tão complicada. Sobe um pouco, desce um pouco e chegamos à descida ao Vale do Ruah, um mar amarelo que de longe parece um gramadinho que parece ser a parte fácil da travessia. Logo no começo da descida já pegamos os capim-elefantes que predominam no lugar e é bem fácil de se perder no meio deles, mas é fácil fazer um "vara mato" também caso você identifique a trilha. Após alguns zigue-zagues chegamos na nascente que cruza o Vale do Ruah por volta das 14:00, fizemos um lanche rápido (sopa Vono) e reabastecemos as garrafas de água, que já estavam secas. Voltamos a andar por volta das 15:00, cruzando o resto do Vale do Ruah, que estava um charco e logo começamos a subida da Pedra da Mina. Pra variar meu preparo físico prejudicou a subida e eu e mais 3 amigos subimos sem pressa até o cume, chegando umas 6 e pouco no cume. A subida da Pedra da Mina é exigente mas tranquila, não há trechos de escalaminhada nem é terrivelmente íngreme. O cume estava lotado, então tratamos de descer a trilha do Paiolinho (trilha de desistência) para pegar uma área campada lá embaixo. Nesse dia eu estava me sentindo muito bem na verdade, as pernas cansadas mas sem frio nem exaustão, então fizemos a janta e depois de comer já fui pra barraca descansar. No terceiro dia, acordamos umas 5:30 novamente mas não tomamos café para sairmos rápido para chegar de dia no cume do pico deste dia. Foi um terrível erro para mim não tomar café. Subimos novamente ao cume, batemos algumas fotos, assinamos o livro e descemos sentido acampamento base da Pedra da Mina, começou a me dar um enjôo, uma dor de cabeça, fraqueza, vertigem e tudo de bom ao mesmo tempo. Me forcei por quase 1 hora nisso até chegarmos no acampamento base da Pedra da Mina, onde tinha nosso próximo ponto de água, eu passando terrivelmente mal, forcei comida pra dentro, água, tomei uns remédios e dei uma melhorada, depois tomei 2 Dorflex e uma cápsula de cafeína e isso me deu uma energia muito boa para seguir em frente. Andamos por mais um bom tempo por entre cristas e mata até chegar na base do Capim Amarelo. Velho...que subida. Pra mim a pior de todas, disparado. Cheguei na base do Capim Amarelo as 4:00 e só fui chegar no cume do Capim Amarelo as 6 horas. Não sei se foi pelo fato de eu ter acordado mal, de ter abastecido com 3 litros de água a mais e o cansaço do terceiro dia de caminhada intensa, mas foi sofrível demais essa subida, muito desgastante, eu dava 20 passos e tinha que parar para descansar. Eu não tenho palavras de quão cansado eu estava. Pensava constantemente que nunca mais faria essa travessia, me xingava mentalmente e comecei a ficar irritado, mas assim que chegou os capins amarelos que indicam que o cume está próximo, fizemos nosso grito de comunicação (BAMBUUUUUUU!!!) e as respostas vieram logo acima, o que deu força pra dar aquele gás até o cume, exausto mas muito feliz de ter "terminado" a travessia. Arrumamos as barracas e mais uma vez me enfiei no saco de dormir porque estava muito gelado e acabei cochilando de novo, acordando só para jantar e sair para usar o banheiro natural e ver um céu fantasticamente estrelado (como em todos os dias, que céu!) e voltar a deitar. Dormi umas 13 horas nesse dia. No último dia, acordei depois do sol nascer já. Tiraram fotos do amanhecer mas perdi o nascer do sol porque estava moído e me dei o direito de descansar um pouco mais. Tomamos um café sem pressa, com todas as comidas que tinham sobrado, então as mochilas se tornaram praticamente mochilas de passeio de tão leves que ficaram. Tiramos mais algumas fotos antes de iniciar a descida e passamos a descer o Capim Amarelo. A descida envolve alguns lances com corda, mas nada técnico a ponto de dificultar a travessia, descida bem íngreme também mas depois de uns 40 minutos descemos todo o paredão que é o Capim Amarelo. A partir daí foi uma caminhada gostosa, já nem sentia o peso da mochila nem cansaço nas pernas, até chegar na crista onde tiram as fotos mais famosas da Serra Fina. Foi uma subida chatinha, ok, mas a descida que viria depois, no Quartzito, é um fatality nos joelhos. Eu parecia um velho descendo aquela pirambeira de pedras, cada descida era um "crec" nos joelhos e assim continuou até chegar numa parte reta e eu ouvir um barulho bastante peculiar...ÁGUA! Estava com mais um gole só de água e ainda faltava uma meia hora até o fim da travessia, então desci o barranco pra pegar mais 2 litros de água para completar a travessia, desnecessário, mas peguei 2 litros. Mais alguns trechos de castigo aos joelhos e a trilha entra na mata, aí parecia um passeio no shopping perto de tudo que passamos. Mais uma vez ouvi um barulho peculiar mas mais forte e sabia que estava chegando perto do rio da Toca do Lobo. Chegando lá já estava dois amigos esperando e eu mal cheguei e ja tirei toda a roupa e me joguei naquela água que parecia um rio de facas quando eu entrei, EXTREMAMENTE GELADA, os gritos foram tanto de frio, como de alegria e relaxamento, a água gelada foi um remédio natural e uma injeção de ânimo. Depois disso coloquei roupas limpas, o resto da galera também se jogou na água e todos gritaram também e logo partimos para os ultimos quilometros do fim da travessia. Me senti tão bem que estava andando bem a frente do grupo com mais três amigos que também estavam andando num ritmo mais puxado e passamos do Refúgio Serra Fina, que seria o nosso lugar de resgate e fomos até a porteira que marca o começo da estrada, ou seja, andamos 1km a mais de besta. A van passou por nós e foi pegar o resto da galera que tinha parado no Refúgio e ficamos esperando e contando histórias e dando risada das coisas que tinham acontecido, quando a van apareceu e tocamos de volta para SP, mas antes paramos para comer um excelente pastel e tomar uma boa coca e para finalizar, uma boa pinga de jabuticaba. Saímos da lanchonete por volta das 5:30 e chegamos em SP por volta das 10, um pouco de trânsito em alguns trechos mas deu tudo certo. Dentro da van, vários momentos vieram à mente e uma sensação muito boa de "dever cumprido", um orgulho próprio imenso e muitas recordações boas. As dores do corpo hoje só me deixam com mais saudade dessa travessia, que, apesar de ser bem exigente, me brindou com um visual deslumbrante. Agradeço a cada um dos parceiros que estiveram comigo nesse trekking fantástico! Bambuuuuuuu! Considerações sobre a Serra Fina: - Dizem que ela é a mais difícil do Brasil, eu não achei difícil tecnicamente, mas sim exigente, alguém com um bom condicionamento físico vai cansar, óbvio, mas consegue fazer ela sem maiores problemas. Eu tive problemas por não ter preparo físico, mas o psicológico conta muito também e foi o que me motivou a seguir em frente, o pensamento mais constante era de "tá perto, tá chegando, mais um passo, vamo lá". Um preparo legal e uma mente persistente, você cruza a Serra Fina. - Invertida ela tem esses pontos de água que eu lembro: Logo no começo, no Sítio do Pierre, numa entrada à direita na trilha, depois só no começo do Vale do Ruah, ou seja, nesse primeiro dia é bom levar uns 4 ou 5 litros de água para beber e cozinhar. Após o Vale do Ruah vai ter outro ponto de água no acampamento base da Pedra da Mina, então do Vale do Ruah até a Pedra da Mina é só subir com o que vai beber e um pouco para cozinhar. Após o acampamento base da Pedra da Mina tem outro ponto de água mas não lembro a localização dele e depois desse ponto, só vai ter água no Quartzito, então é bom sair com uns 3 litros de água do acampamento base da Pedra da Mina até o Capim Amarelo. A descida até o ponto de água do Quartzito demora aproximadamente 1 hora e meia então não precisa guardar tanta água na descida e após o Quartzito até a Toca do Lobo demora meia hora, então é pegar só um pouco de água pra matar a sede mesmo e beber até chegar nele. - Cuidado com os ratos! Eles roeram o mosquiteiro da barraca para roer nossas comidas, eles sentem cheiro então não deixem comida fora da mochila, mesmo que dentro da barraca, assim como pratos, talheres, etc. Eles roem tudo! Roeram até a mochila de um dos nossos amigos atrás de castanhas que estavam no bolso da barrigueira. - Faz frio à noite, bastante. - Aproveitem a vista, é única! Valeu!
  14. A trilha até o "Simplão" é bem tranquila também e perto dele tem uma outra trilha de uns 40 minutos que leva até um rio bem dahora de mergulhar. E até tem uns pontos "escondidos" para acampar nas trilhas de Paranapiacaba, mas mesmo assim pode acontecer da fiscalização passar lá, levar todo seu equipamento e você ainda levar multa!
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