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vanessa.miranda

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Tudo que vanessa.miranda postou

  1. @iscaglioni eu não fui até a plaza francia.... Dormi uma noite em confluencia e de lá direto pro campo base no dia seguinte... Mas pode jogar suas dúvidas aí que tento ajudar no que eu souber!
  2. @GERALDOGFILHO , obrigada! Pode fazer quantas outras perguntas quiser! 1. porque vc escolheu o mês de dezembro para a acensão? Pq não em janeiro, na alta temporada? Foi por uma conjunção de fatores....primeiro pq eu coloquei na cabeça que iria em dezembro kkk (pensei que estaria mais bonito, com mais neve, mais limpo, com menos gente, mais com cara de montanha selvagem, e realmente tudo isso foi verdade); segundo porque a permissão era bem mais barata na baixa/média temporada; terceiro porque foi quando deu pra conciliar as férias.. 2. em relação a sua preparação física, você teria feito diferente se pudesse voltar atrás, teria se preparado melhor? Eu consegui recuperar meu joelho e a minha tendinite de aquiles a ponto de não sentir nadica de nada no aconcágua, e considerei isso uma baita vitória pessoal. Mas por causa desses mesmos problemas, treinei consideravelmente pouco. Mas não achei que fez falta... Talvez se eu tivesse mais preparo cardiorrespiratório tivesse tido mais facilidade com a falta de oxigênio... mas não posso afirmar. De qualquer forma, cardio deve ser o foco do preparo... A musculação vem pra prevenir lesões que podem surgir com o treino de cardio (corrida por exemplo). Os músculos fortes não acho que servem pra mta coisa em altitude (há controvérsias). Acho que ajudam no comecinho, mas depois a altitude acaba com eles...e quanto mais músculo mais consumo de oxigênio. Eu errei bastante no treino foi depois de voltar... voltei com o frostnip nos dedos do pé e a recomendação era corrida pra ativar a circulação e ajudar a "ressuscitar" o tecido... Só que a altitude tinha comido todos os meus músculos, e eu comecei a correr sem fortalecer a musculatura primeiro... Aí aconteceu o óbvio, sobrecarreguei a articulação do joelho e ganhei uma síndrome que tá me enchendo o saco. Só percebi o tamanho do problema quando comecei a correr mais pra preparar pra cordillera blanca, que fui em julho/agosto. Como eu não pretendia cancelar essa viagem, detonei meus joelhos, e to lidando com o problema até hoje. Enfim, músculo e altitude é um dilema que eu não sei como resolver... 3. Na sua opinião, valeu a pena adquirir alguns equipamentos ou hoje você teria alugado tudo? (eu moro no norte do Estado de Mato Grosso, onde o clima nunca fica frio e o montanhismo não será um hobby frequente para mim) Se realmente não será um hobby frequente pra vc, vale a pena alugar tudo, ou se achar barato pra comprar pode comprar e vender depois. No meu caso, arrependo é de não ter adquirido ainda mais coisas, ou de melhor qualidade, porque o que não comprei pro aconcágua acabei comprando depois, ou ainda estou comprando. E algumas coisas já estou substituindo por melhores opções. Mas pra mim é um hobby permanente rss. Arrependo principalmente de não ter investido em uma mochila cargueira boa na época. Fui com a minha quechua forclaz 60 (aquela laranja da decatlhon), sem suporte correto pro peso que precisa carregar lá e sem espaço suficiente, tinha que ficar pendurando um monte de coisa de fora e isso castiga. Uma boa mochila pode fazer uma baita diferença poupando energia.
  3. Água, água, água. Dormir bem a primeira noite em Huaraz. Evitar comer mta carne e comida gordurosa, pq a digestão consome muito oxigenio. Eu preciso de muito carboidrato, meu metabolismo fica aceleradíssimo. Se sentir dor de cabeça de altitude durante a aclimatação, toma ibuprofeno 600g (é o mais indicado pra altitude) e toma mais água. Se não passar é porque não está aclimatando bem. Coisas com cafeína e coca ajudam nos sintomas mas são diuréticos, então se usar vai ter que tomar mais água ainda. Eu indicaria o seguinte pra aclimatação: usa o primeiro dia pra resolver coisas em huaraz, cambio, comprar comida, etc, e assim vai caminhar sem mto esforço e descansar. No segundo dia faça qualquer trilha ou tour que te leve acima de 4 mil ou 4.500 pra expor à altitude mas que não tenha que carregar mochila pesada e volte pra dormir em Huaraz (Pastoruri ou laguna Churup, por exemplo, mas tem mtas opções). Durma bem e no terceiro dia seria bom dormir mais alto...o acampamento base do Pisco ou a laguna 69 são boas opções pra passar uma noite pra aclimatar, ambos a 4600, e depois dormir novamente em Huaraz, e aí provavelmente já vai estar aclimatada pra sua trilha. A huayhuash tá na minha lista faz tempo mas ainda não fiz. talvez eu vá em julho deste ano, sozinha, sem empresa...pena que vc vai em maio rs. Já fui pra huaraz duas vezes, se precisar de alguma info pode perguntar que ajudo se souber
  4. Olá Rodrigo! to indo explorar el chaltén mês que vem e tenho a mesma dúvida que vc tinha... Como foi lá em relação a acampar fora dos campings oficiais, deu certo ou não rolou? E pegou clima ruim em abril? Obrigada!!
  5. Oi @robson.gomes-jpa ! vc lembra o nome ou a localização desses dois hosteis de 150 pesos? obrigada!
  6. @Carlos Eduardo Dum Dum @Thiago Cintra @Danilo.Pereira Olá! comprei a himalaya em 2016 pra usar no aconcágua, e testei antes em alguns lugares aqui no brasil com vento e chuva (pico da bandeira e serra dos órgãos). Achei ela excelente pra vento forte e chuva, estrutura muito resistente, mesmo mal montada. O chão é bastante forte, não rasga/fura fácil mesmo dormindo sobre pedras pontiagudas. O sistema de ventilação é mto bom tbm, e dá pra usar de boa no calor, por ser possível abrir as duas janelas laterais e as duas portas enormes. Vi basicamente dois problemas nela: o tamanho/peso (é um trambolho pra carregar e pesa um pouco mais que o informado, pelo menos 4,9 kg, ou mais); e o fato de não dar pra fechar as janelinhas externas por dentro, o que faz entrar neve na telinha, derreter, e pingar dentro. Fora isso, ela passou no teste no aconcágua, sem perder pras TNF VE 25.
  7. @mateus.passos-de-souza O gás era desses sim, não lembro se os que levei pro Aconcágua eram na proporção 70/30 ou 75/25, mas já usei das duas proporções em altitude e não notei diferença relevante. Sobre o frio, essa composição é suficientemente boa pra temperatura baixa, não falhou nem quando tava -20º (antes eu tinha lido sobre eles falharem, mas nunca aconteceu comigo...) Não tivemos mto cuidado com manter os cartuchos aquecidos, só mantivemos dentro da barraca, claro. No Huascarán teve um dia que o cartucho grudou no gelo enquanto tava derretendo neve fora da barraca, e tivemos que deixar ele passar a noite fora. No outro dia de manhã funcionou normalmente. Sobre o rendimento ser melhor se o cartucho não estiver gelado, faz sentido, mas não sei dizer. Com certeza quando tá mais frio gasta mais, mas talvez seja só porque a água demora mais a esquentar, o gelo demora mais a derreter.... não sei... Uma dica pra derreter neve mais rápido é jogar um pouco de água já derretida junto. Se estiver sem água, derrete um pouco até esquentar, e vai colocando a neve e esperando derreter, sempre deixando um pouco de água junto, faz mta diferença. Outra dica é evitar desencaixar o fogareiro do cartucho, quando der, porque cada vez que desencaixa vaza um pouco de gás. Se estiver com mais gente, cozinhar/derreter neve em equipe tbm economiza Legal esse artigo que vc mandou!
  8. @mateus.passos-de-souza, sim, por pessoa, e já considerando uma boa folga por precaução. Não sei dizer ao certo quanto gastei nos acampamentos altos.... Lembro por exemplo que quando derretemos neve juntos pra 3 pessoas no Cólera, suficiente pra beber bastante, cozinhar e levar pro cume, gastamos 1 cartucho cheio e um pouco de outro. Não tenho certeza de qual marca foi o gás, mas acho que era Coleman. Em santiago custou o equivalente a uns 9 ou 10 reais cada cartucho de 230g (isobutano e propano). Em Mendoza custava mais ou menos o dobro.
  9. @caiorsd considerando "alta montanha" como acima de 5500m, eu até tinha alguma experiencia no Peru, pequena, mas que fez diferença. Além da vivência, conversei com muita gente lá, o que me ajudou a ir construindo o conhecimento que precisava. No mais, pesquisei e li tudo que pude encontrar na internet (relatos, vídeos, livros, pesquisas científicas, filmes etc.) As conversas no outro tópico que abri aqui no mochileiros na época pra buscar companhia também ajudaram bastante a ir amadurecendo os planos, principalmente com as dicas e experiência dos que já tinham tentado o Aconcágua. Sobre a alimentação, sim, nos acampamentos altos fiquei praticamente na base de miojo, purê de batata em pó, biscoito recheado e barrinhas... Pro acampamento base levei enlatados: atum, feijao etc. Também levei um arroz pequeno. Em alguns dias a gente cozinhava em grupo e juntava coisas que cada um tinha levado tbm, ainda no acampamento base. Na madrugada antes de subir pro cume, eu ia comer um miojo maaais uma vez, mas o Andre me deu um liofilizado dele que tava sobrando. Isso foi ótimo. Aprendi e agora sempre levo pelo menos 1 liofilizado pra cada pré-cume. Outra coisa que aprendi que é bom de levar é cuzcuz marroquino. Só levar uma embalagem metalizada vazia (como as dos liofilizados) , colocar o cuzcuz dentro e água quente e nem precisa sujar panela ou pote nenhum.. Fica pronto nuns 5 minutos. Também levei uns chocolates e castanhas, mas acabou rápido.
  10. Oi @caiorsd ! Respondendo suas perguntas: 1) Eu considero que o grau de aventura/desafio muda bastante, mas isso é abstrato. Não levando em conta opiniões pessoais e custos, acho que a maior desvantagem é a falta de flexibilidade. Vc pode perder o cume pq a janela de tempo bom vai ser um dia depois do fim do prazo contratado (aconteceu com vários grupos quando eu estava lá)... Ou pode ter que desistir pq está se sentindo mal e seu grupo está bem e vai continuar subindo, sendo que se vc pudesse fazer seu próprio cronograma bastava descansar/aclimatar mais um dia e continuar depois, por exemplo. 2) Gastei uns 2000 reais e uns 400 dólares, sem incluir equipamento: Voos, ônibus, taxis: R$1480 Gás (comprei em santiago) + comida que levei: uns R$150 - R$170 Comida fora do parque (restaurantes, etc..) uns R$200 Permissão: US$291 Serviço básico de mulas ida e volta dividido para 4 pessoas: US$100 ou US$110 Hostel em mendoza antes e depois (4 noites total) + 1 noite em puente del inca - uns R$150 ou menos. Quanto ao equipamento, eu acabei comprando antes quase tudo o que eu ainda não tinha... Então só tive que alugar botas duplas e mittens. Não lembro certo quanto foi, mas é fácil conseguir orçamento de alugueis, eles mandam por email. Acho que deu uns R$350 - 400 no total.
  11. Olá! Comprei direto lá usando a carteirinha ISIC. Isso foi em outubro/2015. Tbm usei para entrar num museu em Cusco; na trilha nos Canions de Colca em Arequipa; e na travessia de San Pedro do Atacama (Chile) para Uyuni (Bolívia).
  12. isso, nosso "cume" foi ali nos 6200 mesmo, bem quando chega no "ombro" da crista pro cume. A greta tinha uns 2 metros de largura pra saltar, e uns 40 de profundidade. Um grupo levou escada, mas imagina carregar uma escada até lá! Achei a montanha bem mais técnica do que eu imaginava, tinha uma parede com mais de 70°...subir aquilo carregando escada é só pros mais malucos mesmo. E dava também pra passar rapelando até um ponto mais abaixo e subindo pelo outro lado, mas o gelo tava bem ruim ali, umas partes com rocha quase exposta e tal... Possível, mas arriscado. A gente até pensou em tentar, mas tinha o problema do horário tbm. Chegamos lá às 6hs. Pra atravessar a greta ia gastar pelo menos 1:30 com todas as ancoragens... mais 1h pro cume. Chegando ao cume depois das 8:30 já tá batendo muito sol em todo o caminho da descida, e aí fica perigoso com aquele tanto de seracs e gretas ... No Huascarán meu amigo teve uma dor de barriga cabulosa na noite do ataque ao cume, e aí tivemos que descer... Vou ter que voltar pra chegar nos dois cumes!
  13. Legal de1000, eu queria ter feito Ischinca também! mas acabou não dando tempo... fiz só o Chopi e tentei o Huascarán, sem cume... Cordillera Blanca é demais!! Fique à vontade para fazer mais perguntas. Abs
  14. Olá de1000! Não há cobrança pelo camping, apenas para uso do banheiro, talvez. Digo "talvez" porque a informação oficial é de que há um banheiro para uso gratuito em cada acampamento base, porém, na prática, tem que procurar bastante pra descobrir que banheiro é esse. Contratando o serviço básico de mulas, já ganha o direito ao uso dos banheiros da empresa, além de poder usar a barraca domo comunitária da empresa para cozinhar e descansar. O acesso a água nos acampamentos base é o mesmo para todas as pessoas. Não há distinção. Em plaza de mulas cada empresa prepara um local específico para reservar água, geralmente galões com torneira e/ou potes, mas ninguém se importa, reclama ou controla se quem está pegando a água contratou outra empresa ou nenhuma. Não tivemos, nem vi ninguém ter problema algum com as empresas por estar sozinho. Pelo contrário, vi todos sendo muito amigáveis. Em relação a montar barraca, o parque estava mais vazio quando fui, porque era baixa/média temporada, então foi tranquilo. Mas as empresas mandam porteadores subirem antes e montarem as barracas nos melhores lugares para seus clientes, então na alta temporada acho que pode acontecer de ter que montar a sua num local menos protegido. No acampamento Canadá pode ser complicado, pois á área boa é pequena. Os outros acampamentos são muito grandes.
  15. Oi Mauro! É possível avistar bem o Aconcágua com uma caminhada de uns 15 min a partir da entrada do parque (essa vista da imagem abaixo), mas em Confluência não. Eu particularmente não acho que vale a pena o trekking só até Confluência. Se quiser ir até o mirante da face sul perto da Plaza Francia, é possível sim fazer em um dia, se começar cedinho. Umas 2,5 a 3 hs até Confluência, mais 4 a 5 hs até Plaza Francia, e umas 2,5 a 3 hs pra voltar tudo (lembrando que os dias são longos lá no verão). O trekking não é permitido nesta época do ano. Quando vc está planejando ir?
  16. Thaty, não compre bolivianos aqui! Vc pode levar dólares ou reais, e chegando lá trocar por bolivianos. Algumas coisas pode pagar direto em dólar, principalmente passeios/excursões. Quando fui à Bolívia em out/2015 valia mais a pena trocar direto o real lá em vez de dólar (a cotação de troca do real direto por boliviano lá estava mais vantajosa do que por dólar, considerando os gastos pra converter real/dolar antes aqui), mas pode ter mudado. No peru, por exemplo, sempre vale mais a pena levar dólar. Em La Paz, lembro que a melhor cotação era numa barraquinha na praça central, e foi a cidade onde tinha mais diferença entre trocar real ou dolar (melhor real). Eu usaria o cartão só se faltar grana... qualquer transação em moeda estrangeira no cartão incide 6,38% sobre o valor já convertido, e dependendo do banco a cotação de conversão é alta. Pra Bolívia, eu levaria tudo em real e trocaria por bolivianos lá. Ou levaria a maior parte em real e um pouco de dólar. (se por acaso vc for passar por santa cruz de la sierra, toma cuidado na rodoviária pq tem uns caras da interpol que costumam coagir e subornar brasileiros, eu e dois amigos passamos o maior aperto, só escapamos quando eles viram que a gente tinha o telefone do consulado)
  17. haha obrigada Otávio! Lembro dos seus conselhos, mto válidos, apesar de eu não ter seguido todos rs, mas vc tbm falou: "não é fácil mas não é impossível (...) Os guardas parques cuidam bem da galera, e não deixam subir se virem que alguém está em risco. Se prepare, não esqueça os equipos necessários e boa sorte!!" baita incentivo! obrigada! Sobre outras montanhas de 6mil, to partindo pra elas agora . E sobre o saco de dormir, o que eu levei realmente era insuficiente, só funcionou porque eu dormia com 2 ou 3 camadas de roupas, além das meias, luvas e gorro. Se fizesse mais frio, tinha opção de vestir mais roupas e de colocar garrafa com água quente dentro do saco. Outra coisa que ajudou foi que eu não dormi nenhuma noite sozinha na barraca (calor humano faz diferença!). De qualquer forma, teria ficado mais confortável com um saco mais quente, mas tive que ponderar muito a questão do peso pra eu conseguir carregar Poderia ter levado um de penas em vez do sintético, mas ele teria perdido muito a eficiência até o final, quando já não dava pra secar.. o sintético funcionou bem mesmo nos dias que tava muito úmido... Mas enfim, eu poderia ter me dado mal e arrependido de ter economizado meio quilo...
  18. hahaha ao contrário do que dizem, quem bebe mta cerveja tem memória boa! (mas eu rascunhei uma boa parte logo que cheguei, enquanto tava com os pés pra cima esperando desinchar rss). Se lembrar de alguma coisa que eu não mencionei me fala pra eu completar o relato!! O Carlo escreveu um diário dos primeiros dias mas até hoje não deixou eu ler! Vale repetir que o cume não é o mais importante, e vc esteve na maior parte da expedição, e merece os mesmos aplausos tenho certeza que vc teria chegado ao cume tbm se não fosse o infeliz problema dos olhos. Obrigada por toda a parceria!
  19. Abaixo a lista de equipamentos Barraca 4 estações (levei a azteq himalaya, seria ótimo uma mais leve e compacta, mas não foi ruim ter o conforto do espaço desta); Saco de dormir de pelo menos -15°C conforto (eu fui com um Deuter -2 conforto; -8 conforto limite e -26 extremo, senti um pouco de frio em algumas noites, mas nada que me fizesse arrepender de ter levado esse saco, mas não é o recomendado!); Fogareiro + isqueiro (fósforos umedecem e falham. O isqueiro funcionou bem em todos os acampamentos e temperaturas. Usei o fogareiro azteq spark, ultra leve. Pra derreter neve os modelos tipo jetboil são melhores, mas vi eles falharem pra acender e manter aceso algumas vezes); Botas duplas boas (aluguei a koflac e tive início de congelamento nos dedos. Mas o frio tava mesmo demais naquele dia..); SD de emergência alumínio (não usei, mas é importante); Isolante térmico bom (pode ser de PE, pelo menos 1 cm de altura. Mas se precisar montar a barraca sobre o gelo/neve, o frio pode passar por ele. Infláveis são mais confortáveis mas tem risco de furar e são mais pesados); Lanterna de cabeça + reserva (resistente a água); Panela/talher/caneca de plástico; Gás isobutano/propano, de rosca (5 cartuchos de 230g são suficientes, provavelmente vai sobrar. É recomendado o pequeno) Garrafa térmica (muito útil, mas não completamente essencial) 3 garrafas leves e resistentes para comportar no mínimo 3 litros de água Capas térmicas de neoprene pras garrafas de água (de qualquer forma várias vezes tava tudo congelado de manhã, mas ajuda um pouco...); Garrafa pra xixi (obs: a garrafa de gatorade costuma vazar!); Duffel bag entre 80 e 120L (se for usar mulas até o acampamento base); Bastão de caminhada (1 é suficiente); Óculos de sol e goggles (os óculos precisam de proteção lateral (importantíssimo). Os meus não tinham e improvisei com silver tape. Funcionou bem. Não usei goggles, mas podem ser necessários dependendo da sensibilidade dos seus olhos, ou pra nevascas); Crampons; Gaiters/polainas; Tapa ouvido para dormir (tem noites que o barulho do vento é muito forte); Travesseiro inflável (pode improvisar com roupas); Anorak; Calça corta vento/impermeável; Calça e blusa segunda pele; Calça e blusa fleece; Camada de aquecimento para dia do cume (eu usei um casaco de penas simples e um grosso de enchimento sintético); Luva impermeável, luvas quentes e luvas que deem pra manusear objetos; Mittens; Balaclava; Gorros de lã; Meias; Diamox (acetazalamida), Aspirina (ácido acetilsalicílico), Imodium (pra diarréia), Ibuprofeno; Clorin (não usei); Protetor solar fator alto; Papel higiênico, desodorante, lenços umedecidos, álcool, etc.; Manteiga de cacau (passei até no nariz quando começou a rachar do frio seco...não levei nenhum hidratante, mas é uma boa levar); Escova/pasta de dente; Micropore; Soro fisiológico; Colírio; Câmera; GPS (precaução. Se pegar um white out vai precisar); Baterias e pilhas extra; Chinelo até acampamento base (se for usar mulas. Se não for, é um peso que pode ser cortado); Sacos para lixo, saco mais forte para recolher neve, sacos para manter coisas secas, sacos individuais para cocô, pra depois jogar no saco oficial do parque; Boné; Cordeletes pra fixar mais a barraca (dependendo da barraca... A minha já tinha suficiente); Aquecedores químicos de mãos e pés (pro dia do cume).
  20. Expedição independente ao cume do Aconcágua em dez/2016. O relato está no fórum Trilhas & Travessias, neste tópico: http://www.mochileiros.com/aconcagua-dez-2016-relato-t145561.html
  21. De volta a Mendoza e a surpresa do frostnip... Chegamos a Mendoza meia noite. Um último esforço pra carregar toda a tralha até o ponto de táxi do outro lado da rodoviária. Nos despedimos do Philipp que de manhã já pegaria o voo de volta pra Berlim. Ainda encontraria com Andre e Ravi no dia seguinte para comemorar a virada do ano, e com a Eileen, que também estava em Mendoza ainda. Cheguei ao hostel (Windmill) por volta de 00:40, torcendo pro Zaney estar lá! Se ele não estivesse, não sei como eu faria pra levar as coisas dele pro Brasil. Mas ele estava, ufa! O pessoal do hostel me ajudou a levar as coisas pra dentro e me disseram que o Zaney tinha saído pra comer, mas estava hospedado lá sim, e já estava com os olhos recuperados . Agora era o momento do tão esperado banho depois de 19 dias! Pensa num cheiro de cachorro molhado que não saía do cabelo por nada! Quando o Zaney chegou, cozinhamos um macarrão que tinha voltado sem querer na bolsa dele, e comi enquanto nos colocamos a par dos acontecimentos. Já havia passado das 03:00 quando mandei notícias pra minha mãe e amigos e fui deitar. Logo que acalmei os ânimos e comecei a pegar no sono, senti os dedos dos pés latejando um pouco, mas nem dei bola e dormi. Dia 31 de dezembro, acordei a tempo do café da manhã. O pessoal estava preparando a decoração da festa de réveillon que teria à noite. Percebi que meus pés estavam um pouco inchados, e os dedos vermelhos. Ainda estava pensando que a dor e o vermelho nos dedos eram por causa da descida do cume com as botas duplas. Já o inchaço no pé começou a me lembrar de quando subi o Pisco no Peru e de como meu pé inchou por causa, supostamente, da altitude. Fui devolver as botas duplas e mittens que tinha alugado. Voltando para o hostel, senti o inchaço aumentando, e o chinelo já não estava cabendo direito no pé. À noite encontrei com o pessoal e fomos celebrar a virada, e o inchaço e dor aumentando... até que chegou um momento que eu já não aguentava a dor nos dedos. Até o tornozelo estava inchado igual um pão, emendando com a canela. Voltei pro hostel e tentei dormir. Mas os dedos tavam latejando muito, como se tivesse acabado de chutar a quina do sofá com cada um deles . Tomei um anti-inflamatório, que não ajudou muito, e passei a noite meio acordada, entre cochilos e aquela dor pulsante. Acordei e estava muito mais inchado. Peguei o ônibus pra Santiago às 10:30. E no caminho continuava a dor pulsante. Cheguei no hostel em Santiago no fim da tarde, e meu voo pro Brasil era na manhã do dia seguinte (2 de jan). À noite já estava doendo o pé inteiro, principalmente pra pisar, e tava ainda mais inchado, e aí eu tive certeza que a situação tava pior do que foi o inchaço de setembro depois do Pisco. Conversei com duas pessoas experientes em doenças de altitude, expliquei os sintomas e mostrei fotos. A conclusão foi de que eu tinha tido um início de congelamento, chamado de frostnip, que é o 1º estágio de um frostbite. Isso explicava a dor e o escurecimento das unhas (algumas foram escurecendo mais até ficarem pretas e soltarem, outras soltaram sem ficar pretas). Quanto ao inchaço, também acontece nos casos de frostnip, mas geralmente não tanto quanto aconteceu comigo. Existe outro sintoma de altitude que é o edema periférico, mas acomete mais as mãos e o rosto. Dada a minha experiência prévia com esse sintoma nos pés, suponho que tenha sido isso. Outra explicação pro inchaço teria sido o sangue ter engrossado muito por causa da aclimatação, atrapalhando a circulação nas pernas. Ou a junção de todos os fatores. Enfim, esse campo ainda não foi suficientemente estudado pra se ter certeza das causas apenas pela descrição de sintomas. De qualquer forma, a recomendação era anti-inflamatório, evitar bebida alcoólica (porque desidrata), beber muita água, e, principalmente, manter os pés quentes. De volta a Belo Horizonte, dormi com os pés pra cima pra ver se ajudava a desinchar. De manhã pareciam melhor, mas ao longo do dia, enquanto eu estava no trabalho, foram inchando de novo mais e mais, e à noite aquela dor. E foi assim por mais dois dias. Chegando do trabalho eu fazia compressa com água quente e deitava com os pés pra cima na parede. E de manhã tava melhor, mas piorava ao longo do dia. Até que aos poucos foram voltando ao tamanho normal. O sintoma mais preocupante, e que confirmou o frostnip, veio depois. Quando o inchaço reduziu, percebi que não estava sentindo o dedão direito. Completamente dormente. Aí fui outra vez consultar os experientes, e me disseram que era comum e que provavelmente a sensibilidade começaria a voltar depois de um mês, e poderia demorar até seis meses pra voltar totalmente. E esse dedo vai ficar pra sempre mais sensível ao frio e mais suscetível a congelamentos de altitude . Umas três semanas depois comecei a sentir formigamento e umas fincadas, e a sensibilidade foi voltando... Em dois meses estava praticamente normal, mas ainda sinto ele meio estranho às vezes. Ficou o aprendizado. Não sei dizer com certeza se o problema foi a bota dupla que não era quente o suficiente pro frio daquele dia, mas com certeza vou ficar mais atenta numa próxima vez. Aquele frio realmente não estava pra brincadeira, e o Andre também teve o frostnip, mesmo com a cautela dele de subir acelerado pra aquecer. Com exceção do pé inteiro inchado, ele teve os mesmos sintomas, mas inchou bastante só o dedo mais atingido, que depois ficou dormente pelo mesmo prazo que o meu. Ficaram duas lições: 1 - levar aquecedores químicos, inclusive uns pares extra pra se falharem; 2 – não é normal ficar sentindo os pés frios se estiver com calçado adequado. Se isso acontecer, faça algo pra resolver, volte, desista do cume... Não vale a pena arriscar. No meu caso foi só um frostnip, mas daí pra um frostbite não falta muito. Se estivesse mais frio, ou se o cume fosse mais acima, eu teria continuado, sem saber o risco que estava correndo. Junho de 2017 Demorei pra escrever este relato, pela correria do dia a dia... e só terminei mais de cinco meses depois de descer da montanha. Tenho um problema quando conto ou relembro aventuras, e esse problema tem a ver com uma teoria que eu acredito: depois que passa um tempo, lembramos melhor das coisas boas que das coisas ruins. Não que a gente esqueça que coisas ruins aconteceram, mas o sentimento que tal coisa causou na época vai se esvaecendo com o tempo, e depois não parece que foi tão ruim assim. Já as lembranças boas continuam despertando as mesmas sensações, a euforia daqueles momentos e o brilho nos olhos ao lembrar. Bom, pelo menos pra mim é assim que acontece. Mas eu chamei de problema porque às vezes é importante lembrar também das partes ruins, principalmente na hora de planejar outra aventura. Eu sei que tiveram momentos no Aconcágua em que rolou aquele “o que eu tô fazendo aqui?”, ainda que momentâneo... E cá estou eu me equipando pra outra “diversão” em alta montanha em julho . Por causa dessa mania da minha memória de me enganar, logo que voltei do Aconcágua escrevi uns relatos soltos das “partes ruins” da expedição, pra não esquecer, ou do contrário este relato aqui pareceria um conto de fadas kkk. Lendo essas partes agora, mesmo não tendo passado tanto tempo, já não parece que foi tão ruim... já esqueci que algum momento foi difícil e sofrido. E se me perguntar agora, é capaz de eu dizer que subir o Aconcágua foi fácil e que faria tudo de novo sem pensar duas vezes! kkk Não foi fácil, mas faria de novo mesmo! @vanessa.mb88
  22. As nuvens estavam subindo e tudo ficando encoberto ao redor. Não dava pra enxergar mais que 15 metros à frente. Mas a gente sabia a direção. Entre tombos e escorregões, chegamos a Nido. Enquanto o Philipp desmontou sua barraca, guardei como pude as coisas que tinha deixado ali, ficando muitas coisas penduradas pra fora da mochila. Separei as coisas que íamos tentar deixar com os guarda-parques pra não ter que carregar (principalmente comida e gás que tinham sobrado). Aceitaram tudo e nos parabenizaram pelo cume. Verificamos com eles a previsão do tempo e realmente tinha mudado. Só ia nevar no outro dia. Nos alertaram pra tomar cuidado na descida pelo caminho direto porque o gelo estava duro e liso. Os guarda-parques também nos deram notícias do Zaney, que estava bem e que por precaução tinha sido evacuado de helicóptero até a entrada do parque. Quando saímos de Nido já eram quase 19:20 (eu só sei todos esses horários porque ficaram registrados nas fotos rs). Essa próxima parte da descida inicia com pouca inclinação, mas depois fica bem íngreme. A mochila agora tava muito pesada, e eu muito cansada, mas lembro de comentar que estava tranquilo. As nuvens tinham ficado acima de nós, e pra baixo estava limpo, visibilidade total. O bom das nuvens acima foi que amenizou o reflexo do sol na neve... depois desse longo dia, meus olhos já estavam castigados. Deveria ter investido em óculos melhores. A temperatura estava ok, e tínhamos claridade até quase 22:00 (2,5 hs pra chegar até Plaza de Mulas então). Quando o caminho começou a ficar mais íngreme e os passos mais lentos pra não escorregar no gelo, o cansaço bateu de vez. Cada passo era uma tortura, e o sol baixando... Maior mistura de felicidade e exaustão que já senti. O peso da mochila e a inclinação faziam muita pressão sobre as pontas dos pés, principalmente por causa das botas duplas duras. Tudo que eu queria era arrancar aquilo, mas teria que carregá-las, e gastaria um tempo pra conseguir prendê-las na mochila. Além disso, nessa hora meus pés tavam molhados de suor, e ficariam gelados nas botas normais. Quanto mais descia, mais doía, e mais longe parecia. E eu ainda não fazia a menor ideia de que tinha pré-congelado os dedos naquele dia. O trecho entre o acampamento Canadá e Mulas estava péssimo, levei vários tombos de bunda deslizando no gelo. No fim tava tão exausta e com dor que tava prestes a sentar e chorar, mas não ia resolver nada né... Já tava praticamente escuro quando chegamos no trecho dos penitentes, e ainda caí uma última vez com o isolante térmico agarrando entre dois deles. Mais uns cinco ou dez minutos e chegamos à barraca, já totalmente no escuro. Suponho, então, que era pouco antes das 22:00. Arranquei fora as botas duplas e calcei um par de meias secas confortáveis e os meus chinelos. Passei o resto da noite mancando de dor. Fui até a tenda da Lanko pra avisar que íamos embora no dia seguinte e pra ver como tinha ficado a situação da mula que a gente tinha contratado, se o Zaney tinha usado metade ou não... No helicóptero só podem ser levados seis quilos de pertences com a pessoa. Ele tinha deixado a bolsa com as coisas dele na tenda da Lanko pra eu levar pra ele. O problema que surgiu foi que a gente tinha que ter avisado até as 17 hs pra garantir a mula pro dia seguinte. Como não avisamos, só dava pra ter certeza se teria a mula no outro dia de manhã quando os muleiros chegassem . Enquanto o Philipp estancava o sangue do seu nariz, que tinha começado a sangrar nessa hora, tomei um “banho” de lenço umedecido e troquei parcialmente de roupa pra me sentir no clima de comemoração kkk, e fomos pra tenda verde comer a pizza prometida pelo Andre. Deliciosa, mas a melhor parte da noite foi voltar pra barraca e entrar no saco de dormir pras merecidas e insuficientes horas de sono, já que a gente planejou levantar cedo pra organizar tudo pra partida. Dormi torcendo que aquela dor nos dedos melhorasse até de manhã. A noite passou num piscar de olhos. Acordamos e começamos a desmontar acampamento e organizar as coisas. Levamos os sacos com lixo para a Lanko, e confirmamos que poderíamos usar a mula. Em seguida fomos aos guarda-parques entregar os sacos vermelhos com os cocôs e fazer o check out. Eles carimbam nosso permiso, indicam um tonel onde devemos jogar os sacos, e nos perguntam se fizemos cume, creio que para as estatísticas extraoficiais. As comidas, gás e outros itens que tinham sobrado no acampamento base, doamos à APA (Asociación Porteadores Aconcagua), como uma pequena forma de retribuir pela festa de natal. Aceitaram inclusive a panela toda entortada que eu tinha usado pra quebrar neve/gelo pra derreter. Como o Carlo e o Greison tiveram que levar suas coisas quando decidiram ir embora, a mula que contratamos para dividir por quatro estava com espaço/peso sobrando, e deu pra colocar quase todas as coisas do Philipp e Andre também, pra podermos acelerar o passo no caminho de volta. O que não coube dividimos entre nós três. Aqueles últimos 28 quilômetros Sexta-feira, 30 de dezembro de 2016. Nosso último dia no Aconcágua. Saímos de Plaza de Mulas por volta das 11:50. Tempo aberto, vento razoável. Quase sem peso, seguimos rápido, mas as pequenas subidas ainda roubavam o fôlego. Meus pés estavam doendo menos, tranquilo pra andar. O objetivo era chegar até as 18 hs na saída do parque. Passamos a Playa Chica com facilidade, e a Playa Ancha foi tão interminável quanto na ida. Com o vento soprando contra nós e eu com alguns vários quilos perdidos, tava tendo que fazer mais força que o normal pra andar pra frente. Mas o caminho tava lindo. Sem os quase 20 kg da ida nas costas, dá pra olhar mais ao redor e admirar a grandiosidade daquelas montanhas negras, marrons e coloridas. Atravessar o rio tava mais complicado, o nível da água tinha subido bastante com as nevascas das semanas anteriores. Em um dos trechos, já no fim da Playa Ancha, tive que tirar as botas e entrar na água barrenta do rio Horcones pra passar. Molhar os pés não foi a melhor coisa nessa hora, favoreceu as bolhas que não tinham surgido até então. Antes de chegar a Confluência tem a descida pra atravessar a ponte, e depois a subida até o acampamento. Que subidinha malvada naquele momento de fim de forças. Chegamos ao acampamento e paramos por uns dez minutos pra comer, ir ao banheiro e encher as garrafas de água pro resto do caminho. No trecho entre Confluência e Horcones, passamos por vários grupos que iam fazer o trekking até Plaza Francia ou Plaza de Mulas e alguns iniciando a expedição ao cume. Num clima bastante diferente de quando entramos, eles vestiam roupas de verão. Os dias que vinham adiante prometiam ser bem mais amenos que os da nossa longa aventura. Olhando pra trás agora, eu não trocaria o que passamos por uma opção menos sofrida e com menos desafios, porque talvez seria também menos incrível e recompensadora. No fim, foi tudo perfeito, e eu não trocaria nada. Na verdade, queria ter passado um pouco mais de frio, saindo mais vezes da barraca de madrugada pra olhar o céu. Queria ter sofrido um pouco mais saindo do saco de dormir antes do sol nascer pra ver a montanha amanhecer. Na próxima, vou me esforçar pra “sofrer” um pouco mais. Chegando a Horcones, encontramos com Ravi, e soubemos porque não o vimos no dia do cume. Ele havia saído de Cólera antes das 4 hs, e abortou a subida por causa do frio, voltando pouco antes de nós começarmos a subir.. Era pouco depois de 18 hs. Com algumas informações divergentes, ficamos em dúvida se a portaria principal, que fica mais abaixo, estava ou não aberta. Então apresentamos o papel do check out ali mesmo, destacaram o canhoto e nos liberaram, sem nenhuma formalidade. Teoricamente, o permiso vale por 20 dias. O do Philipp já havia expirado dois dias antes, mas nem olharam isso. Entraram em contato com a Lanko para avisar que a gente estava ali, e em uma meia hora chegaram pra nos buscar. Ravi foi com a gente. Paramos em Puente del Inca, onde corri até o hostel/refúgio El Nico para pegar a mochilinha que eu tinha deixado guardada lá. Queria dar as boas notícias ao Cesar e agradecer pelos conselhos, mas ele não estava. Seguimos para Los Penitentes, onde pegamos nossas coisas trazidas pelas mulas. Ali pegaríamos o ônibus Buttini para Mendoza às 20 hs. Da oficina da Lanko até o ponto de ônibus tínhamos que andar uns 300 ou 400 metros e atravessar a rodovia. Tivemos que fazer duas viagens cada pra levar toda a bagagem, incluindo a do Zaney. Quando pegamos esse ônibus na vinda, como embarcamos na rodoviária em Mendoza, pediram “propina” (gorjeta) por causa do excesso de peso no bagageiro do ônibus. Na volta, na pressa pra embarcar todo mundo rápido e não demorar parados na estrada, não pediram nada. Pagamos pelo ônibus ali mesmo ao entrar, não é necessário comprar passagem antes. Já sentada no ônibus, aquela sensação de alívio. Agora podia dormir naquelas próximas quatro horas de viagem, mas quem diz que eu conseguia com tanta coisa passando na cabeça? O ônibus fez uma parada pra lanche, onde comprei uma merecida coca-cola pra repor a glicose gasta no dia. E o resto do caminho foi cheio de flashs dos últimos 19 dias passando na memória...
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