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  1. Caro Igor, Escalada é um pouco mais caro do que fazer trilha, pois a corda, o mais caro unitariamente, você sempre divide com alguém, tal como a barraca das mochiladas, e ela deve ser trocada, aproximadamente, a cada cinco anos. Contudo, existem vários jogos de escalada. Escalada em gelo é a mais cara, até por ser muito longe do Brasil e exigir muitos equipamentos específicos. Já o Big Wall, citado anteriormente, exige grande número de equipamentos e muita prática. No mais, tendo apenas uma sapatilha e aprendendo as técnicas básicas de progressão, ética e segurança já dá para se divertir muito. O ponto central é que escalada pode matar ou causar lesões gravíssimas, mesmo em baixas alturas. Daí, o início mais adequado não é comprar equipamentos, mas sim procurar se enturmar num grupo que já o faça para aprender as técnicas e procedimentos. O melhor modo é procurar as grupos e associações consagrados: CBME (Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada), as Federações Estaduais (Femesp, de São Paulo, Femerj, do Rio, etc), entre outras. Leia a Carta do Tirol e o código de ética da UIAA (União Internacional das Associações de Alpinismo), pois ao escalar você certamente estará colocando sua vida em uma situação de alto risco e, provavelmente, a vida de outros participantes, também. Na escala, seja em rocha ou gelo, o código de ética dos montanhistas é levado muito a sério e se você o desrespeitar você certamente estará desrespeitando os outros praticantes e a comunidade local onde as vias estão implantadas. E isso poderá lhe trazer uma série de problemas, não apenas à sua segurança e à dos outros participantes, mas também à sua convivência na comunidade de esportistas e, claro, à legislação. Se ainda assim o quiser praticar, seja bem vindo, mas saiba que o primeiro item do código de ética é: reconhecer e assumir que a escalada é um esporte perigoso que pode vir a ser fatal e, deste modo, a responsabilidade irá recair sobre você. Reconheça o seguinte: técnica é conhecimento e o conhecimento é um bem coletivo. Deste modo, quanto mais técnico é o esporte mais você precisa conviver com as pessoas para aprender com elas. E parte deste conhecimento da escalada está no aprendizado dos procedimentos de segurança e respeito com o esporte. Ler os livros do Sérgio Beck, os textos do Eliseu Frechou e outros tantos bons praticantes não é suficiente para praticar a escalada de modo seguro, tem que conviver, estudar e praticar. Pense no assunto e faça as boas pesquisas: procurar grupos de praticantes bem treinados e experientes. Deixe os equipamentos para um segundo momento. Boa sorte! S.
  2. Olá, pessoal. Estou procurando novos lugares para escalada esportiva e boulder que sejam próximos da Metrópole de São Paulo (máx. 3h). Preferencialmente até 7-A da esportiva e, boulder, tanto faz. Minha limitação é que a via já deve ser grampeada ou permitir um top-rope, pois não tenho proteções móveis. Se tiverem croquis ou links de croquitecas fica perfeito. Obrigado. S.
  3. Caro Vitor, Depende do uso que será feito. O serrilhado serve basicamente para centralizar a força feita durante o corte permitindo maior eficiência, mas isso depende do que se pretende com o corte. Por exemplo, cortar um material com textura plástica, como a casca de um tomate, é mais fácil com o serrilhado, mas para cortar um pedaço de carne bovina crua uma longa lamina bem afiada é o que há de melhor. No geral, uma lamina simples bem afiada é algo mais útil para as diversas situações. Note que existem lâminas mistas onde o final dela, próximo ao cabo, é serrilhada. E, note ainda, que mais importante é: ter guarda no cabo para a mão não escorregar sobre a lâmina e ter lâmina de boa espessura (mínimo de 2,5 mm). S.
  4. Cara Isis, Não entendi muito bem o que do tênis te machucou, mas sempre que usar um calçado use meias e nunca use calçado folgados. Eu costumo fazer trilhas usando botas do tipo EPI (Equipamento de Proteção Individual) que são baratas e servem muito bem pro lazer e NÃO são do tipo coturno. A questão é que tem que ser um EPI leve e com cadarço, o que não é o mais fácil de achar. Se passar por uma cidade média procure uma boa loja de materiais de construção. Já em cidades grandes vá a uma loja de EPI. O último que comprei parece mais um tenis-botinha do que uma bota e o solado de todos eles é muito bom. Para dar o acabamento final use uma palmilha extra (retirada do tênis ou comprada a parte; as boas são as do tipo esportivas) ou improvise com um carpete cortado no formato de suas palmilhas. Digo isso pois o seu biotipo, da foto, sugere que você tenha um pé mais magrinho e os EPIs são coisas genéricas, portanto largas. Um bom EPI custa R$ 90,00 na média. Se comprar um tênis Timberland na promoção (R$ 160,00) também é muito confortável. Outra opção é uma sandália do tipo papete. Papete sào sandálias esportivas com solas de cravos altos, como tênis, e que permitem boa aderência à terra, mas se estiverem no tamanho ou forma errados poderá te machucar a pele; uma meia poderá sempre ser útil com sandálias, principalmente no frio. Cuide bem dos seus pés. S.
  5. Cara Lara, Em todas as cidades grandes do mundo o centro é um local de atraçào de diversos probleminhas urbanos. Mesmo que te digam que é tranquilo ou até que nem tão perigoso considere que durante a noite andar só pelo centro poderá ser arriscado. Daí os melhores modos são evitar a noite e as ruas vazias. Hospedar-se num local mais movimentado e evitar ficar andando só durante a noite são boas prevenções. Quanto aos passeios diurnos é bom se informar com os moradores e frequentadores do local e evitar ruas muito desertas. Bom passeio. S.
  6. Caro Matheus, O segredo da viagem barata está no transporte, na alimentação e no pernoite. Transporte é definido pelas empresas (mesmo que seja a de produção de veículos e de combustíveis) e depende do mercado; tem que pesquisar. Já alimentação e pernoite você resolve com um conjunto leve de panela, fogareiro e água e um saco de dormir. Pois, por mais que lhe possa parecer banal, conversar com as pessoas no local onde você está (o destino da viagem, mesmo) é o único jeito de descobrir onde dormir o comer a baixo custo. Lembre que em todas as cidades do mundo existem trabalhadores e moradores. Trabalhadores comem coisas simples e locais a baixo custo e os moradores tem casas, varandas, amigos e parentes que podem te hospedar. Agora, comer bem é, no mínimo, ingerir carboidratos e proteínas diariamente e, para tal, ignore as comidas prontas. Mais vale um macarrão com azeite acompanhados do queijo local e uns ovos do que carne enlatada. E, já que vai conversar com as pessoas, lembre que em cidade pequena as pessoas dormem cedo, portanto, inicie sua busca por pernoite e comida antes de ir curtir a praia ou a cachoeira. E, para tal, seja sempre muito educado e respeitoso quanto aos hábitos locais evitando, por exemplo, andar sem camisa no quintal dos outros... Boa viagem. S.
  7. Caro Caio, São duas coisas distintas: saco de dormir serve para o controle térmico (irradiaçào e condução para o ar e conduçào para o piso) e isolante térmico, apesar do nome, é fundamental para o conforto físico e térmico (fundamentalmente condução para o piso). Só o saco de dormir não confere o conforto físico necessário. Lógico que em caso de frio real os dois são importantes e não excludentes. O isolante térmico é, no frio, essencial. Se der compre os dois. Se nào tiver dinheiro, compre o isolante e leve um cobertor grande que permita se enrolar. Mas, já que está se colocando no limite leve uma plástico de emergência (parece um acetato prateado), para o caso de errar a temperatura, pois hipotermia mata e no início da crise hipotérmica a pessoa perde a percepção do frio (1- tremor; 2-tremor e lábios arrocheados; 3-tremor, lábios e unhas arrocheadas com dormência nos dedos; 4- perda da percepção do frio e excesso de autoconfiança; 5- morte). Não se arrisque com o frio, já perdi amigos experientes por isso. Bem vindo e bom passeio. S.
  8. Olá, Antonia. Adoraria saber o resultado de sua pesquisa, pois sou montanhista (trilha e escalada) há mais de vinte anos e já usei de tudo o que existe e, para mim, tudo é meio igual desde que seja leve e flexível. Tactel é um dos bons, mas é frio. Jeans é inaceitável. Mas, sarja é muito bom no frio. Portanto, adequar ao clima e ao ambiente é uma questão essencial. Abraços, S.
  9. Dos baratos o Intex é aceitável, mas tem os mesmos problemas. Não encher muito é a prática para durar mais. Dos caros o Therm-a-rest é, de longe, um dos melhores. Bom descanso. S.
  10. Caro Luiz, Se, porventura, ainda não tiver resolvido o problema saiba que sua preocupação é efetivamente relevante, pois o gás é neurotóxico e pode levar a sérios danos à saúde ou mesmo à morte, quando inalado. No entanto, a solução mais simples é apenas deixar queimar o gás em um local ventilado, mas sob abrigo do vento direto, usando o próprio equipamento ao qual a carga está acoplada, se o equipamento ainda estiver em funcionamento. A lata resultante é reciclável. S.
  11. Olá, Dulcineia. A minha recomendação para a compra de sacos de dormir inclui a noção de controle térmico. Mesmo que te digam que a temperatura estará num determinado grau sempre haverá a possibilidade de naquela noite, naquela região e no local onde escolheu dormir haver uma variaçào de alguns graus. Então, pense assim: é fundamental isolar-se do frio do chão com um isolante ou colchonete; é fundamental evitar correntes de vento; é fundamental ter alguma margem de erro para mais ou para menos; e, veja bem, é fundamental estar com a roupa e o saco de dormir secos. O conjunto adequado, independente da temperatura, inclui, no mínimo três elementos: isolante térmico/colchonete; saco de dormir; e um lençol saco. Este último é fundamental para te permitir não apenas o conforto, mas o controle térmico extra e pode ser algo caseiro, como uma flanela com zíper. A temperatura do saco de dormir é apenas uma referência geral (que deve ser respeitada) e dependerá da sua composição física (peso, altura, percentual de gordura corporal), da alimentação, da umidade do ar e das correntes de vento. E sempre leve consigo um daqueles plásticos aluminizados de emergência (parece um acetato prateado e é um pequeno envelope vendido em lojas de camping), pois num caso de temperaturas baixas (que é o real problema) você pode o enrolar por fora do saco de dormir. Isso irá umedecer um pouco a parte externa do saco de dormir, devido à sua transpiração noturna, mas evitará uma hipotermia. Boa viajem. S.
  12. Olá, Filipe. A melhor loja de São Paulo e uma das melhores do país para tecidos de materias sintéticos (poliamida, poliéster, etc) se chama Magma (www.magmatextil.com.br). Veja o site deles, mas saiba que o melhor modo de comprar tecidos é tocando, assoprando e sentindo sua textura. Assoprar não é piada, mas sim o único modo simples de avaliar se ele é permeável, impermeável ou respirável. Quanto às peças (fechos, passadores e zipers) a Kamishigue (http://kamishigue.com.br/site), também em São Paulo e ao lado da Magma, é muito boa. Tenha um bom trabalho! Abraços, S.
  13. Galera, tenho uma Cota 2 já faz uns dois anos. Costumo dormir só. Usei em lugares frios (-2C), quentes (+35C), chuvosos (o mais intenso foram 3 dias de chuva com uns 80mm por dia, ou seja, chuva moderada contínua) e muito ensolarados (cerrado sem árvores nem nuvens...). Notem o seguinte: existem dois modelos da Cota2, sendo uma com varetas de fibra de vidro ocas e revestidas com PVC e outra de alumínio. A peso entre elas difere em pouco mais de 1kg, sendo a de alumínio a mais leve e muito cara. Bem, a minha é de fibra. Ela é pesadinha para uma trilha (3,5kg), mas tem um espaço interno e externo adequados e uma boa porta. Deve ser bem montada, pois o teto forma um certo plano ao centro do cume dela, pois ela não é um iglu já que os arcos se cruzam duas vezes (bom para resistir a ventos fortes). Aliás, este plano do teto interno foi usado, certa vez, por um gato bem cara de pau pra tirar uma soneca durante o dia... O forro interior da minha é um tipo de filó com boa ventilação e resistente (o gato subiu duas vezes sem o estragar, mas deixou marcas). A impermeabilização deu conta e até que é fresca no calor. A selagem das costuras da lona externa são boas e o tecido também. A montagem é muito simples e rápida, pois a base das varetas encaixam facilmente no ilhós da fita do piso e os engates da cobertura interna são peças de nylon que encaixam nas varetas. Raramente uso todos os esticadores da lona externa; só em vento muito forte ou chuva com vento. Se fosse mais leve seria quase perfeita, pois, a largura de 1,3 m (igual à Falcon2 da Nautika) é mais pra casal do que dois homens adultos grandes. Para usar sozinho é ótima para estadia, mas pesadinha para mochilar. Vejam novamente a Arpenaz2, pois eles lançaram uma modelo XL com 1,55m de largura e quase o mesmo peso da Cota2, que merece um review. Alguém? Se fosse o preço de hoje (14/12/15) do site da T&R (Cota2 R$ 656,00!!!) eu provavelmente compraria outra (como a Falcon3, que tenho visto por R$ 300,00), mas a Cota2 é um boa barraca, bem melhor do que a Falcon3 no quesito impermeabilidade, um pouco melhor no espaço e pior no peso. Agora, com todo o respeito que cabe aos importadores (tudo isso é feito na Ásia, certo?) , mas por esse preço e peso da Cota2, quase vale a pena comprar duas Falcon2, pois a Falcon2 pesa metade (1,8kg) e custa menos da metade do preço. Resta a chuva e o vento... o vento não tem solução se for muito muito forte pois a Falcon2 é iglu, mas da chuva, com o resto do dinheiro você compra um tubo de impermeabilizante em spray e terá duas barracas com o mesmo peso e preço. Daí a sua bagagem vai ficar feliz... e os amigos poderão ter uma para te pedir emprestado, sem crise. Fico devendo um comentário da Arpenaz2. Mas, pela descrição a Arpenaz XL2 me pareceu mais espaçosa do que a Cota2 e uns 300g mais pesada, mas o preço atual está bem mais interessante (R$ 380,00)... Lembrem que o peso de cada coisa é importante não só para ter mais conforto e rendimento em cada viajem, mas, após mais de 20 anos como montanhista, digo que vale a pena pra desgastar menos as articulações (joelhos e lombar, mais usualmente detonados) e poder curtir por mais tempo ao longo da vida. E, digo mais, lembrem que em certas situações abandonar os equipos é questão de sobrevivência e não um opção. Resgatar uma pessoa ou se autorresgatar faz muito bem pro corpo, alma e comunidade, mas é barra... Daí, gastar rios de dinheiro para ter uma barraca levíssima (BigAnes de menos de 1kg e mais de R$2.000,00) é um tanto inútil se não estiver no Aconcágua, pois ela provavelmente ficará para trás. Dimensione o orçamento conforme o uso, pois ao longo da vida um montanhista compra pelos menos umas três ou quatro barracas, se cuidar bem (limpe antes de guardar) e não ocorrer acidentes (muito cuidado com brasas, chamas, lâminas, raízes e pedras). Bom mesmo é conhecer bem os limites do seu equipamento e saber contornar as diversas situações que surgirem. E um lobo-guará ou cachorro-do-mato rasgará qualquer barraca pra comer aquele seu panetone de natal... Da Cota2: Prós Resistência a vento Resistência a chuva Espaço interno e externo Contras Peso Preço
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