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luan.peixoto

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  1. Muito obrigado, Cristiane! Nas próximas viagens, sempre que puder, compartilharei aqui as experiências e as impressões. Grand abraço.
  2. DIA 11 – ESCADARIA SELARÓN – VIAGEM PARA ILHA GRANDE Este era o nosso dia de despedida da cidade do Rio de Janeiro. Após 10 dias intensos e incríveis, partiríamos para a parte final da viagem, a Ilha Grande, a maior das ilhas localizadas na baía de Angra dos Reis. Após o café, aproveitamos a manhã desse dia para visitar um lugar imperdível ali no centro, próximo ao nosso hotel: a Escadaria Selarón. A Escadaria Selarón, como o próprio nome já diz, trata-se de longa escadaria, totalmente decorada pelo artista plástico chileno Jorge Selarón, onde todos os seus degraus encontram-se enfeitados com azulejos de todas as partes do mundo, representando os mais variados aspectos da cultura de muitos países. O cenário é completamente lindo, e esse, para mim, é um dos lugares mais representativos do Rio, que se visto por qualquer pessoa em uma fotografia será reconhecido de pronto como pertencente à Cidade Maravilhosa. Era um dos locais que eu mais desejava conhecer quando eu apenas sonhava em viajar à capital fluminense. Foi muito bom ter deixado para ir à escadaria nesse dia, uma segunda-feira, pela manhã. Lá é um local em que geralmente está apinhado de turistas, o que tira um pouco a possibilidade de você apreciar detidamente a beleza do local e os detalhes que a compõem, e atrapalha na hora de fazer aquelas boas fotos. Assim, com menos gente você fica mais tranquilo para curtir o cenário e tirar aquelas fotos mais “exclusivas” (hehehe). Fica a dica. Saindo de lá passamos no hotel, pegamos nossa bagagem e nos dirigimos à Rodoviária Novo Rio, onde pegamos um ônibus para a cidade de Angra dos Reis. A passagem custou R$ 50,00. Saímos do Rio ao meio dia e a viagem durou cerca de 3 horas. Do ônibus dá para ter uma bonita vista e eu sugiro que você prefira o lado esquerdo do veículo, de onde se consegue fazer todo o percurso tendo uma série de belas visões do mar e das enseadas que se espalham por praticamente todo o caminho. Chegando à Angra dos Reis nos dirigimos ao cais da cidade e lá pegamos uma embarcação do tipo “flex boat” em direção à Ilha Grande. O valor da passagem é R$ 40,00 e o percurso no “flex boat” dura aproximadamente 40 minutos. Esse tempo varia dependendo do tipo de embarcação que você utilizar. Na viagem de barco você já tem uma noção do quão deslumbrante é aquele local e ao chegar à Ilha Grande você tem a certeza de que aquilo é um pedacinho do paraíso. Ficamos hospedados na Pousada Pedacinho de Céu, localizada na Vila do Abraão. A diária custou R$ 200,00 (quarto duplo). A pousada é um lugar simples, mas bem aconchegante, com quartos sem luxo, mas bastante confortáveis. O que deixou a desejar foi o fato de que, por sermos os únicos hóspedes presentes no local no período, fomos tratados com certa displicência por parte da organização da pousada, que por diversas vezes foi relapsa, principalmente durante o café da manhã, demonstrando um certo desinteresse em atender poucas pessoas. Abro um parêntesis aqui para um detalhe: eu reservei essa pousada com bastante antecedência, por indicação de um amigo. Posteriormente eu percebi, em pesquisas na internet, que até a data da minha viagem, uma série de outras pousadas mais requintadas e com melhor localização entraram em promoção e apresentaram preços mais atrativos do a pousada que eu me hospedei. Desse modo, eu dou um conselho básico: não se afobe tanto em fazer a sua reserva (considerando a época do ano em que você vai e a distância para a data da partida). Pesquise bastante que você encontrará boas opções. Continuando meu breve relato sobre a viagem (“Breve o c*#*$%&, você é muito prolixo!”... kkkkkk), a Vila do Abraão é a principal vila da ilha e é o lugar mais “urbano” da ilha. É o lugar que conta com a melhor logística para você se hospedar, pois trata-se de uma pequena vila onde se concentram as pousadas, os hostels, os campings, os barzinhos e restaurantes, mercadinhos, etc. É como se fosse o centrinho da ilha. Aqui faço outro adendo crucial: a vida noturna da Vila do Abraão é muito pacata. Lá todos os barzinhos e restaurantes fecham por volta das 23h00, no máximo meia noite. Assim, prepare-se para sair cedo para a “night” se quiser aproveitar ao máximo. Após esse horário a opção é ficar pela praia, onde muita gente fica sentada ouvindo música e batendo papo, senão tem que ir para a pousada. A vila é bastante segura e sossegada. Na Vila do Abraão existem várias opções de restaurantes e barzinhos, muitos deles com música ao vivo. Entre eles recomendo os seguintes: LONIER, PÉ NA AREIA e a PADARIA PÃES E CIA. Os preços, via de regra, são um pouco altos e acima dos normalmente praticados em “cidades normais”, todavia nada muito diferente daqueles que encontramos em outras cidades e vilas turísticas aqui do Nordeste, por exemplo. DIA 12 – PRAIA LOPES MENDES Por volta das 10h00 pegamos um barco e partimos para a praia Lopes Mendes, considerada por muitos uma das praias mais lindas do mundo, onde ficamos até por volta das 16h00. A passagem no barco custou R$ 30,00 para cada pessoa. A viagem de barco dura alguns minutos e segue para o lado sul da ilha, seguindo pela bela costa do local. Atracamos na Praia do Pouso, onde existe um pequeno bar flutuante. Ao ir à Lopes Mendes, prepare-se para uma boa caminhada: da Praia do Pouso segue-se uma trilha por dentro da mata, com duração de aproximadamente 25 minutos. Lopes Mendes é uma belíssima praia deserta, que impressiona por sua imensa beleza e preservação. Para mim, que não havia saído do Nordeste até então e que estou acostumado com a beleza própria das praias nordestinas, aquele cenário foi completamente novo e surpreendente: a praia com uma areia clarinha; a frente, um mar de águas translúcidas e de um tom verde esmeralda e; às costas, uma imensa mata verdejante e fechada. Esse conjunto me deixou boquiaberto. Parecia que eu estava em uma cena do descobrimento do Brasil, como um navegante português há pouco desembarcara naquele lugar magnífico e se encontrava maravilhado com tamanha beleza. Parecia cenário de filme, todos aqueles tons de verde da mata e do mar brilhante que eu não conhecia. Afora isso, o fato de termos viajado em um período de baixa estação nos propiciou desfrutar da praia na companhia de pouquíssimos outros turistas, o que garantiu maior paz e tornou o lugar ainda mais especial. Na verdade, isso foi o que ocorreu em toda a viagem, pois como era baixa estação, em praticamente todos os passeios que fizemos não encontramos “lotação”. O único senão do passeio foi o tempo que não contribuiu, permanecendo fechado durante o dia inteiro, porém não choveu. Mas nada que tirasse sequer um milímetro do encanto que aquele lugar transmite. O mar tem ondas um pouco fortes e a água é gelada. Indo até lá leve o seu lanche: não existe estrutura de bares ou restaurantes, apenas alguns habitantes locais munidos de isopores vendendo água e refrigerantes, além de sanduíches naturais. DIA 13 – MEIA VOLTA A ILHA Era o nosso último dia de passeio. Contratamos junto a uma empresa local o chamado “Meia Volta a Ilha”, que engloba as Lagoas Verde e Azul, Praia do Amor/Saco do Céu, Praia Japariz (onde foi o almoço), Enseada das Estrelas e Praia da Feiticeira. Recomendo demais que você procure a empresa Prime Tour e contrate o guia Alex. O cara é educado, simpático, atencioso e conhece muito bem a ilha. O passeio custou R$ 110,00 por pessoa. Saímos às 10h00 e passamos o dia inteiro percorrendo metade da ilha, diversas praias que compõem o lado norte. Todas tão bonitas quanto a Lopes Mendes, que visitamos no dia anterior, mas cada uma com uma aura própria e com um mar muito calmo, onde podemos desfrutar de um banho tranquilo e de mergulhos com snorkel com uma visibilidade absurdamente boa. Era impressionante a facilidade de ver os peixes e os corais. Imperdível. Considero que, para quem vai passar 2 dias na ilha, como nós passamos (fora os dias de deslocamento para chegar e ir embora de lá), esses dois passeios, Lopes Mendes e Meia Volta, são os essenciais para que você possa conhecer e curtir bem aquele lugar paradisíaco. Por volta das 16h30, após percorrermos diversas praias, com paradas de 50 minutos em cada uma delas, pegamos a lancha do nosso passeio retornando em direção à Vila do Abraão. O dia permaneceu inteiramente nublado, inclusive, com algumas gotas de chuva intermitentes, todavia, durante o retorno desse passeio, o céu se abriu e pudemos apreciar o belo pôr do sol. Mas não parou por aí. Como se não bastasse, nesse instante aconteceu um dos mais marcantes momentos dessa viagem: fomos surpreendidos por um grande grupo de golfinhos. A mim pareciam 20 ou 30, mas não sei precisar. O que sei é que ao redor do nosso barco havia diversos golfinhos, espalhados em grupos de 4 ou 5 animais. Nadavam e saltavam para fora da água fazendo um espetáculo tão lindo que deixou a todos extasiados e tão eufóricos quanto crianças, sem saber para onde olhar. E esse balé de tão nobres animais marinhos, unido ao belíssimo vitral formado pelas cores em dégradé daquele pôr do sol, encerrou com chave de ouro o nosso último passeio, como se alguma força superior conspirasse a nosso favor e tivesse o desejo incontrolável de tornar tudo aquilo totalmente inesquecível e nos presentear com um supremo gran finale. DIA 14 – O RETORNO Contratamos junto à mesma empresa que fizemos o passeio do dia anterior um serviço de “transfer”, que engloba passagem no barco de Ilha Grande até a Conceição de Jacareí, um distrito pertencente ao município de Mangaratiba-RJ, e uma van que nos levou dali até o Aeroporto do Galeão. O “transfer” custou R$ 90,00 por pessoa. Muito bom. Eu recomendo. Sugiro que você contrate um “transfer”, tanto para ir do Rio à Ilha Grande, quanto no sentido inverso: é mais barato e muito mais cômodo do que ir por conta própria. Saímos da ilha às 10h00 e após aproximadamente 3 horas de viagem total, juntando o barco e a van, chegamos ao aeroporto e às 17h00 pegamos nosso voo rumo à capital cearense, com nossas memórias acusando um excesso de bagagem de histórias e lembranças inapagáveis e com nossos corações repletos de felicidade que transbordava e sensações que somente quem ama viajar é capaz de entender. Muito obrigado, Rio. Qualquer dia estaremos de volta. Muito obrigado a meus companheiros nessa trip: minha namorada Tissiara e meus irmãos de coração Lucas Maia e Feitosa e sua namorada Magnólia. Sem vocês essa viagem não teria sido tão perfeita. FIM CUSTO TOTAL DA VIAGEM (incluindo passagens aéreas, hospedagem e ingressos para 3 dias de Rock in Rio): aproximadamente R$ 6.000,00. MÉDIA DE GASTOS DIÁRIOS NO RIO DE JANEIRO: R$ 160,00. MÉDIA DE GASTOS DIÁRIOS EM ILHA GRANDE (sem contar a despesa com hospedagem): R$ 172,00. Restaurantes/barzinhos que recomendo na Lapa (com bons preços): Enchendo Linguiça, Antonio’s, Bar da Garrafa e Dom Cavalcanti. DICAS EXTRAS 1. Eu consegui baratear consideravelmente os custos da viagem com hospedagem porque eu faço parte de um plano de uma empresa de viagens, no qual eu pago uma mensalidade e tenho direito a um determinado número de diárias que posso utilizar em uma rede hoteleira espalhada por todo o Brasil, durante o ano inteiro, e cada diária serve para você e mais um acompanhante. Eu recomendo demais. Isso me fez economizar MUITO com hospedagem e foi o detalhe principal que fez com que a viagem tivesse essa duração. Enquanto estivemos na cidade do Rio de Janeiro não pagamos diárias em nenhum dos dias, foi tudo pelo plano. É uma excelente opção para quem viaja com constância e quer planejar a viagem com antecedência. 2. Planeje suas férias para um período de baixa estação. Isso faz com que economize uma quantia considerável, tanto com passagens aéreas, hospedagem, restaurantes, etc, como também faz com que você curta os passeios sem aquelas lotações peculiares de lugares turísticos em alta estação. Se você não é obrigado a tirar férias em julho, dezembro ou janeiro, escolha os outros meses, como setembro ou outubro (exceto feriados), para gozar suas férias e colocar o pé na estrada. 3. É óbvio, mas não custa relembrar: programe suas viagens com bastante antecedência e pesquise muito na internet. Se você conseguir se planejar, definir o destino, comprar as passagens e reservar o hotel com uma boa antecedência, você vai economizar bastante. Tente dividir os custos da viagem em parcelas no cartão que vão no máximo até o mês anterior ao da sua partida, assim você já se livra dos gastos antes de viajar e pode concentrar os seus recursos financeiros nos seus gastos para curtir a viagem. 4. Pode parecer bobagem, mas ao planejar uma viagem verifique bem o clima do lugar no período em que você deseja viajar, porque alguns destinos, especialmente aqueles cujos passeios são na natureza e ao ar livre, dependem muito do tempo. Desse modo, mesmo que você vá para o seu destino dos sonhos e escolha aquela época de baixa estação para economizar, a viagem poderá ficar prejudicada pelo mal tempo, impedindo que você aproveite ao máximo cada momento. Foi exatamente isso que fez com que não pudéssemos ir ao Cristo Redentor. E você pode imaginar o tamanho da nossa decepção em ir ao Rio e não visitar o Cristo Redentor (mas não tem problema, é mais um motivo para viajar para lá novamente... hehehe). 5. Se você é nordestino vai gostar muito de ficar na Lapa e vai adorar os barzinhos do bairro. O motivo: 90% dos garçons e funcionários dos bares e restaurantes da região são nordestinos, 85% são do Ceará. Então pode esperar que você será muito bem atendido, com muita simpatia, educação e presteza, que são fortes características do povo nordestino. Pergunte de que estado e cidade eles são e será fácil fazer amizade. É muito bom ver o sorriso da galera ao encontrar um conterrâneo e sentir que você se importa com a história de vida deles. Você vai se sentir em casa e essa empatia refletirá em uma melhora no atendimento, pois todos vão querer, obviamente, te agradar ao máximo.
  3. DIA 06 – LAGOA RODRIGO DE FREITAS – GÁVEA – PARQUE LAGE Na parte da manhã fomos para a Lagoa Rodrigo de Freitas e apreciamos aquela maravilhosa vista caminhando pelo calçadão que circunda as margens da lagoa. Como bons flamenguistas que somos (hehehe), nos dirigimos à sede social do “Mais Querido do Brasil” que fica ali próxima. Na sede do Flamengo você paga o valor de R$ 40,00 (estudante paga meia) para ter acesso ao museu “Fla Experience” e à área do clube. Na entrada existe uma estátua do Zico e uma grande loja de produtos oficiais do clube. No museu você poderá ver os troféus das maiores conquistas do clube e conhecer toda a história rubro-negra. Na área do clube você pode observar as piscinas, o campo e o ginásio por onde muitos atletas consagrados já passaram e pode permanecer na arquibancada descansando e respirando o ar sagrado daquele local (hehehe) apreciando a belíssima vista do Corcovado e do Cristo Redentor que fica ao fundo. Você que é flamenguista, não deixe de ir, é um passeio obrigatório. Almoçamos em um shopping que fica nas imediações da sede do Flamengo e após nos dirigimos ao Parque Lage. O Parque Lage foi um dos pontos mais incríveis de toda a viagem. É um pequeno parque público, uma área verde, encravada aos pés do morro do Corcovado, onde há um belo prédio histórico em seu interior, de onde se vê o Cristo Redentor ao fundo e um lindo jardim, etc. Lá existem trilhas e lagos e a natureza é exuberante. Ali também funciona a Escola de Artes Visuais (EAV). No Parque Lage não deixe de conhecer uma pequena trilha, do lado esquerdo, que sobe em um pequeno trecho de mata (acho que trata-se de um trecho da Floresta da Tijuca). Suba até o final. São aproximadamente 8 minutos de caminhada. De lá você consegue ter uma vista absurdamente linda da cidade do Rio de Janeiro. É imperdível. DIA 7 – ROCK IN RIO – SYSTEM OF A DOWN Mais uma vez fomos ao Rock in Rio, na mesma sistemática do segundo dia dessa viagem. Pegamos o ônibus Primeira Classe às 11h00 e chegamos à Cidade do Rock às 12h30. Observo que nesse dia o festival estava mais organizado ainda, sanando algumas falhas do dia anterior. Na volta do evento conseguimos pegar o ônibus Primeira Classe com mais facilidade e chegamos mais cedo ao hotel, por volta das 04h30. DIA 8 – ROCK IN RIO – SLIPKNOT Esse dia foi dia em mudamos de hotel, como eu havia mencionado anteriormente. Estávamos cansados pelos shows do dia anterior e isso prejudicou o nosso horário para irmos a esse dia de Rock in Rio. Assim, apenas conseguimos chegar à parada de ônibus por volta das 17h20 e pegar o ônibus que saía às 18h00, o que culminou com a nossa chegada à Cidade do Rock apenas às 20h00. O retorno ao hotel foi tranquilo, como no dia anterior. OBS.: nesse dia, um de nós, que não foi ao Rock in Rio, aproveitou o dia ensolarado e foi ao Pão de Açúcar no fim da tarde e pode deleitar-se com uma das vistas mais deslumbrantes da cidade, vendo o Cristo Redentor ao pôr do sol e a cidade ao anoitecer, desfrutando de toda a beleza da visão divinal que é o Rio observado lá de cima. DIA 9 – JARDIM BOTÂNICO – FORTE DE COPACABANA – RIO SCENARIUM Acordamos tarde, almoçamos e partimos já no período da tarde para o Corcovado, para ver o Cristo Redentor. Chegando lá percebemos que o tempo estava fechado e não compensaria subir o morro, pois seria impossível ver o Cristo. Lá na entrada existe uma telinha onde você já pode conferir como está a visibilidade lá em cima e decidir se vai subir ou não. Para não perdermos tempo na vã esperança de ver o tempo virar e possivelmente perder um dia de passeio, resolvemos adaptar a programação do dia e partir para o Jardim Botânico. O Jardim Botânico é completamente deslumbrante. A natureza é pulsante naquele lugar, onde existem milhares de espécimes vegetais a serem vistas, em um local que traz muita paz e tranquilidade. O lugar é bem grande, então reserve um turno de passeio seu (umas 2 horas) só para visita-lo. Você pode colocar o Jardim Botânico no mesmo dia em que visitará o Parque Lage, uma vez que ambos ficam vizinhos. Essa era a nossa intenção inicialmente, no entanto, devido às adaptações que a programação da viagem teve que sofrer, ambas as visitas ficaram em dias distintos. De lá partimos para o calçadão de Copacabana e fomos para o Forte de Copacabana, uma linda construção militar encravada na praia de mesmo nome, de onde se tem uma vista incrível do bairro de Copacabana. Prefira ir ao Forte no finalzinho da tarde. Isso faz com que possa apreciar a vista durante o crepúsculo e também, pouco depois, ver a cidade toda iluminada no início da noite. E simplesmente mágico. Lá você também terá acesso ao Forte e também existe uma banda marcial do exército que executa conhecidas músicas do cancioneiro popular brasileiro. A entrada custa R$ 6,00 (estudante paga meia). A noite outro dos momentos mais legais da viagem: fomos a um barzinho chamado Rio Scenarium. Estávamos na expectativa, pois havíamos tido ótimas referências em tudo que lemos na internet, os comentários nos sites eram todos positivos e tínhamos visto, inclusive, que ele havia sido eleito por um tabloide inglês um dos melhores barzinhos do mundo. Chegando lá as expectativas se confirmaram: o lugar era excelente, um espaço dividido em 2 andares e com capacidade para 2.000 pessoas. No andar de baixo estava rolando um samba muito bom. No andar de cima, além de um ambiente com mesas, existe uma boate, onde os Dj comandam o som até às 05h00, com músicas que variam do rock ao funk, do reggae ao pop. Todos os espaços possuem uma bela decoração. A comida era ótima e a cerveja, gelada. O atendimento é muito bom. A entrada custa R$ 45,00 e vale muito a pena. Não deixem de ir, eu recomendo demais. Será um dos lugares que com certeza eu irei retornar quando eu viajar novamente para o Rio. DIA 10 – MARACANÃ Outro detalhe que coloriu com tons de sonho essa viagem e deu à mesma contornos de perfeição foi o fato de que, por pura coincidência, durante a mesma, seria realizado no estádio do Maracanã o chamado “Clássico dos Milhões”: Flamengo x Vasco. Então seria a ocasião perfeita de com apenas uma tacada realizar vários sonhos: além de já estarmos conhecendo a Cidade Maravilhosa e de ter participado do Rock in Rio, iríamos conhecer o Maracanã, assistir a uma partida no lendário estádio, partida esta do nosso time do coração, o Flamengo, e em um jogo que não seria qualquer jogo, mas sim em um grande clássico, cercado de história e rivalidade, contra o maior rival, o Vasco da Gama. O ingresso foi adquirido na sexta-feira (25/09/2015) pela internet, no site do próprio Maracanã, e custou R$ 60,00 (estudante paga meia entrada). É importantíssimo, principalmente em clássicos e grandes jogos onde a procura da torcida é muito grande, que você adquira o ingresso antecipadamente. Isso evita que os mesmos se esgotem ou que você enfrente grandes filas para comprar nas bilheterias do estádio. Comprando pela internet você paga no cartão e basta se dirigir a uma das bilheterias e apresentar o voucher que você imprime na compra on-line, o cartão de crédito e os seus documentos para retirar os bilhetes. Ao comprar os ingressos, ao escolher o local onde você vai ficar, observe com bastante atenção a localização das torcidas: nos setores centrais do estádio fica uma área mista, onde ficam torcedores de ambos os times, é uma área mais social. Já no setor norte é onde se concentra a torcida do Flamengo e no setor sul, a torcida do Vasco. Esses setores são onde ficam as torcidas organizadas e é onde a galera fica cantando e fazendo aquele belíssimo espetáculo que a gente vê na televisão. Então se você quer um lugar mais social, onde a galera assiste ao jogo mais parada e tal, procure ficar nas áreas centrais do estádio. Mas se você quer animação e assistir ao jogo cantando e participando do espetáculo da torcida, procure o setor onde a torcida do seu time se concentra. No nosso caso, como queríamos curtir ao máximo e interagir com a torcida no apoio ao time e viver a emoção de participar do jogo, partimos para o setor norte, rumo ao local onde fica a “Magnética”, onde está o coração da nação rubro-negra e faz pulsar a paixão que move o “Mais Querido do Mundo” (hehehe). Então neste dia 27/09/2015, um domingão bastante ensolarado, como bons flamenguistas que somos (hehehe) partimos para o Maracanã, exatamente às 14h00 de táxi. O trânsito estava tranquilo então não tardamos a chegar. Pedimos ao taxista nos deixasse na lateral do estádio mais próxima ao portão onde adentraríamos ao estádio, no caso, o Acesso F. Para sua segurança, é importante que você confira de antemão o seu portão de acesso. Isso faz com que você nem sequer veja a torcida organizada do time adversário. Nós chegamos ao Maracanã, entramos em uma pequena fila na bilheteria, pegamos os ingressos, nos dirigimos ao nosso portão e lá outra pequena fila e já entramos no estádio. Tudo tranquilo e rápido. Sem transtornos. Lá dentro, como alguns de você já devem conhecer, é uma arena padrão FIFA, com excelente visibilidade do campo de jogo, bons banheiros e muitas lanchonetes (todavia, essas lanchonetes sempre com imensas filas). Outro detalhe que gostei é que no estádio existe uma grande quantidade de policiais o que torna boa a segurança no local. O jogo em si foi ótimo, uma pena foi só o detalhe de que o Flamengo perdeu: 2 x 1, de virada. Não retribuiu dentro de campo o apoio incondicional que demos na arquibancada (hehehe). Mas, fora a derrota, foi tudo maravilhoso: a ebulição de emoções, o espetáculo da galera, o grito forte saindo do fundo da garganta vindo da alma no gol do Mengão (hehehe) e poder viver toda a sensação de estar naquele mítico estádio que é o Maracanã. Foi sensacional.
  4. DIA 1 – A CHEGADA Saímos do Aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza, por volta de 13h30 e chegamos ao aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, por volta das 16h30. Pegamos um táxi e nos dirigimos ao hotel ávidos por conhecer a cidade. Chegando ao hotel organizamos nossas coisas nos quartos, descansamos um pouco, nos arrumamos e já saímos para jantar. Fomos a um pequeno restaurante chamado “Enchendo Linguiça”, lá tem uma cerveja gelada e bons petiscos. Depois nos dirigimos a um supermercado para comprar os suprimentos para o primeiro dia de Rock in Rio (mais adiante explicarei melhor). DIA 2 – ROCK IN RIO – METALLICA Acordamos por volta das 08h00, tomamos café da manhã, nos arrumamos e já partimos para pegar o ônibus para o festival, o qual saía às 11h00. Use roupas leves. De preferência, vá de camiseta e bermuda e com aquele seu tênis mais confortável (aquele que você já testou e aprovou hehehe) e meias boas. Lá o calor é insuportável e você vai passar muito tempo em pé. Prefira roupas escuras, as quais são menos sujeitas a manchas, mas não necessariamente pretas, porque preto esquenta muito. Você pode entrar com água mineral (contanto que esteja sem a tampa - ??? – vai entender...), biscoitos, sanduíche, barra de cereal, etc. O total de itens alimentícios não pode ultrapassar o número de 5 unidades. É importante levar esses lanchinhos, pois vão fazer você economizar bastante. Leve mochila para o Rock in Rio. Você pode levar para o festival com uns itens, que são descritos no site oficial. Além dos itens alimentícios que eu falei, é importante você levar óculos de sol, boné e protetor solar (o sol é escaldante e o calor é enlouquecedor), capa de chuva e jaqueta para se o frio aparecer durante a noite. Leve também uma canga para você jogar no chão e se sentar na grama quando bater o cansaço. Leve também remédios: para dor de cabeça, dor de barriga, dor muscular, etc, além de band-aid para colocar nos pés se ferir ou fizer calo. Tenha certeza, você pode precisar. No Rock in Rio tome muito cuidado com os seus pertences. A Cidade do Rock é um lugar seguro. Todavia é comum ocorrerem pequenos furtos durante o festival, principalmente de celulares e smartphones. Assim, prefira utilizar bermudas que possuam bolsos com fechamento por botão, por exemplo, e mochilas que possuam um fechamento seguro. Não coloque nada nos bolsos de trás. Mesmo assim é importante que vez por outra você confirme se seus objetos estão seguros, pelo fato de que os criminosos se aproveitam dos lugares e de momentos em que há um grande aperto, onde você não percebe que estão colocando a mão no seu bolso devido à grande proximidade e aglomeração de pessoas. Quanto ao transporte para o local do evento, nós compramos passagens no ônibus oficial do festival, o Rock in Rio Primeira Classe, um ônibus tipo “Executivo”, com ar condicionado, que te leva ao evento e te traz de volta. Você pega esse ônibus em uma série de pontos estrategicamente espalhados pela cidade, o qual vai diretamente para a Cidade do Rock, sem paradas, e te deixa lá na porta do evento. Na volta, ao acabar o último show do Palco Mundo, existem muitos (mas muitos mesmo!) ônibus já te esperando e é só você se dirigir ao local indicado para pegar o ônibus que vai te levar até a mesma parada que você o pegou para ir à Cidade do Rock. A passagem nesse ônibus para ir e voltar, por dia, custa R$ 70,00. Eu recomendo. É muito cômodo, seguro e confortável. Se você não é do Rio e não conhece a cidade, prefira essa opção. Se você quiser, também dá para chegar à Cidade do Rock por meio de ônibus, táxi ou metrô, ou até mesmo alternando esses meios de transporte, além de caminhar um pouco, até porque existe uma barreira limite até onde os ônibus convencionais e táxis podem ir e dali em diante apenas os ônibus Primeira Classe entram. Segundo alguns conhecidos meus, dá para ir tranquilo de ônibus convencional para o evento. De toda forma, independente do jeito que você escolher ir ao Rock in Rio é de suma importância sair com muita antecedência do hotel para o festival. Considere sempre a distância do mesmo para o local do festival, as variáveis que eu citei ali acima. Ou seja, dependendo de onde você estiver hospedado, do dia e do horário, saia entre 1 e 3 horas de antecedência, senão você pode acabar perdendo os shows que mais deseja ver. Pegamos o nosso ônibus às 11h00 em local chamado Castelo, que era o mais próximo do nosso hotel. Chegamos a Cidade do Rock às 12h00 e ali esperamos em sentados na grama em uma sombra até às 14h00, horário em que os portões se abrem. Nesse intervalo de tempo comemos um delicioso sanduíche em um foodtruck chamado Del Toro, que fica do lado de fora do local dos shows. Muito bom, recomendo. Às 14h00 os portões se abriram, entramos e ficamos esperando o início dos shows no Palco Sunset, que começam às 15h15. Vale aqui fazer um parêntesis para o fato que praticamente tudo no Rock in Rio é extremamente organizado e impecável. Os shows são extremamente pontuais (com algumas raríssimas exceções). Dentro da área dos shows, os banheiros são banheiros de verdade, não são banheiros químicos. São limpos, tem água, papel higiênico e papel tolha. E, via de regra, você não passa por filas. Existem diversos bebedouros dentro da Cidade do Rock, próximos aos banheiros. São bons, mas é muito importante você levar sua própria água, porque você não vai querer se deslocar a todo momento para beber água, além disso, um copinho d’água vendido lá dentro custa R$ 5,00, nas lanchonetes e nos vendedores ambulantes. Quanto à alimentação, dentro da área do festival existem dezenas de opções de lanchonetes, que vão desde sanduíches à comida japonesa. Lá você encontra opções de fastfood, como por exemplo o Bob’s, com preços compatíveis com os praticados nas praças de alimentação de qualquer shopping center. Assim você consegue comer tranquilamente sem gastar tanto e se você levar o lanchinho na mochila vai gastar menos ainda. Curtimos todos os shows dos Palcos Sunset e Mundo adoidados e após a última música do Metallica, umas 03h00, nos dirigimos para a saída. Nesse dia a saída do local não estava tão organizada, então pegamos uma longa fila até conseguirmos chegar ao ônibus, que por sua vez demorou horas até chegar à nossa parada e apenas chegamos ao hotel às 06h30, completamente exaustos e infinitamente felizes. DIA 3 - MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES Acordamos tarde e após o almoço (no próprio hotel) fomos visitar o Museu Nacional de Belas Artes. Lá estão diversos quadro que habitualmente vemos em nossos livros escolares de História, tais como “A Primeira Missa do Brasil”, “A Batalha do Avaí” e a “A Batalha dos Guararapes”, e de renomados pintores, como Pedro Américo e Tacila do Amaral. Se você gosta de artes, reserve algumas horas para esse passeio (umas 2 horas e meia). Tem muita obra linda. É uma verdadeira emoção ver ao vivo aqueles quadros que sempre estão nos nossos livros de História. DIA 4 – PÃO DE AÇÚCAR – ZONA SUL Pela manhã fomos ao Pão de Açúcar. A entrada custa R$ 60,00 (estudante paga meia). Assim que pegamos o bondinho e subimos ao Morro da Urca (o morro mais baixinho dos dois) o tempo estava bom, tiramos algumas fotos, todavia, em questão de 5 minutos o tempo fechou e o nevoeiro cobriu tudo. Não se podia ver nada da cidade lá embaixo. Esperamos ali por 3 horas para ver se o tempo colaborava e nada. Subimos ao Pão de Açúcar (o morro mais alto) e nada. Só névoa. Então descemos. Mas, de toda forma, foi muito bom. Lá em cima do morro é muito bonito mesmo sem a vista da cidade. E nos momentos em que a neblina dava uma trégua, a vista era simplesmente de tirar o fôlego, mostrando toda a beleza da cidade e da Baía de Guanabara. Saindo de lá, isso já na parte da tarde, fomos para Copacabana. Pedimos ao taxista que nos deixasse em um posto próximo ao Forte de Copacabana. Caminhamos pelo calçadão e fomos até o Arpoador e de lá até Ipanema. Todos esses são cenários deslumbrantes. Aproveitamos para tomar uma cervejinha apreciando o pôr-do-sol em Ipanema, com a Pedra da Gávea ao fundo. Impecavelmente lindo. Saindo de lá partimos para outro ponto imperdível da Cidade Maravilhosa, dessa vez no centro, a centenária Confeitaria Colombo, um prédio histórico que abriga umas das mais antigas e tradicionais confeitarias do Rio de Janeiro. A comida é ótima e o ambiente é deslumbrante. De lá nos dirigimos à Igreja de São Francisco da Penitência, um lugar belíssimo, com uma fachada simples, mas com um interior completamente impressionante, com inúmeros detalhes barrocos, entalhados pelo lendário mestre Aleijadinho e revestidos com folhas de ouro. De sua parte externa você consegue ter uma linda visão do Largo da Carioca, onde as paredes do sacro prédio histórico contrastam com os modernos prédios ao fundo. Muito bonito. A noite, pela primeira vez fomos experimentar o “life style” carioca (hehehe) e curtir o bom e velho samba. Fomos a um barzinho chamado Carioca da Gema. A entrada custa R$ 25,00. Os estilos musicais variam de acordo com dia da semana, predominando o samba e a MPB. Nesse dia era o samba tradicional de um sambista chamado Rixxa. Muito bom. O ambiente é muito aconchegante, a comida era ótima e a caipirinha muito boa. Foi um dos melhores momentos da viagem. DIA 5 – PETRÓPOLIS Para ir à Petrópolis você pode escolher duas opções: ou você vai por conta própria, alugando um carro ou pegando um ônibus na Rodoviária Novo Rio, e conhecer os pontos turísticos da cidade lá por conta própria, ou você contrata uma empresa de turismo que te pega no hotel e te leva, faz o tour pela cidade e te traz de volta, te deixando no hotel. Isso vai muito de acordo com o seu tempo e paciência e com as suas prioridades. Nós preferimos a segunda opção. Como nós tínhamos apenas esse dia para conhecer Petrópolis nós optamos por contratar um passeio, o que otimizaria o nosso tempo e nos faria conhecer o máximo, uma vez que no passeio contratado com a empresa de turismo o guia já te leva diretamente aos lugares certos e vai falando sobre a história de cada local. Esse passeio custa em média R$ 100,00, incluindo o ingresso para o Palácio Imperial. Pesquise na internet e veja quais empresas de turismo são confiáveis. Aqui vai uma dica básica, mas importante: o pessoal da recepção do hotel sempre indica alguma empresa, mas não confie e contrate logo de cara. Pesquise. Algumas empresas são melhores e mais organizadas do que outras, o que pode tornar o passeio mais legal. A nossa empresa não era tão organizada, o que fez perder um pouco do brilho do passeio. Mas, mesmo assim, deu para conhecer bem a cidade. Às 10h00 saímos do Rio em direção à Cidade Imperial, Petrópolis. Subimos a bela serra com uma vista deslumbrante. Em Petrópolis são imperdíveis: o Palácio Quitandinha, o Museu Imperial, a Casa de Santos Dumont, a Catedral de Petrópolis e o Palácio de Cristal. Outra atração imperdível é a fábrica da cerveja Bohemia e o museu que ela abriga. Fizemos esse passeio por nossa conta, durante um intervalo do passeio contratado com a empresa. Lá na fábrica, em uma exposição bem legal e bonita, você vai entender o processo de fabricação da primeira marca de cerveja do Brasil, a Bohemia, e ainda participar de uma deliciosa degustação. A entrada custa R$ 40,00 (estudante paga meia)
  5. Olá galera, Meu nome é Luan Peixoto, tenho 28 anos, sou cearense, não sou propriamente um “mochileiro roots” (hehehe), mas sou um apaixonado por viagens e sempre acompanho as dicas no blog, que são muito úteis nas minhas andanças. E é por isso que quero compartilhar com vocês os detalhes da viagem de 14 dias que fiz agora em setembro de 2015, iniciando no dia 18 de setembro e com retorno no dia 1º de outubro, e passou pela cidade do Rio de Janeiro, incluindo o Rock in Rio, por Petrópolis e pela Ilha Grande, que é a principal ilha da baía de Angra dos Reis. De modo especial, quando estava programando esta viagem eu senti falta de dicas sobre o Rock in Rio, então espero ajudar aqueles que desejam saber mais sobre o festival e também aqueles que desejam aproveitar ao máximo a Cidade Maravilhosa. É a primeira vez que escrevo um relato sobre viagens. Espero que gostem. A PREPARAÇÃO A viagem foi idealizada, como era de se esperar, com o sonho de ir ao Rock in Rio, e também com o conselho de um amigo meu que já havia visitado o RJ e me disse que quando eu fosse à capital fluminense eu deveria também visitar as cidades de Petrópolis e Angra dos Reis, para tornar a viagem perfeita. Os preparativos se iniciaram por volta 6 meses antes da partida e começaram com o básico: escolha dos dias do Rock in Rio e compra dos ingressos do festival, pesquisa e reserva de hotéis, compra de passagens aéreas, definição de uma programação, além todos os pequenos detalhes que envolvem qualquer viagem. Fomos em um grupo de 5 pessoas. A PROGRAMAÇÃO Eu sou do tipo de viajante que gosta de definir uma programação dia a dia para a viagem, para poder otimizar o tempo e poder aproveitar ao máximo cada minuto. Não é para a viagem ficar engessada. Nada disso. A programação que faço é definir, antes da viagem, quais são os passeios que pretendo fazer, observando quais deles eu considero imprescindíveis e quais deles eu quero fazer se sobrar tempo. Assim defino o que vou fazer em cada dia. Desse modo eu evito perder tempo durante a viagem pensando e escolhendo o que fazer naquele dia e já acordo com um objetivo, otimizando a viagem e fazendo com que eu aproveite ao máximo. E durante a viagem, conforme a peculiaridades, vou adaptando a programação, caso veja algo que me interessa mais, porque a viagem segue seus próprios caminhos. Para isso eu utilizo o blog Mochileiro, além de sites como o do Guia 4 Rodas e o Férias Brasil. Eu uso bastante o Guia 4 Rodas. Nossa programação englobou os principais pontos turísticos locais, tanto naturais, quanto históricos, e levou em consideração que entre os dias iríamos a 3 dias de Rock in Rio. A HOSPEDAGEM Para definir o local de hospedagem no Rio primeiramente você deve saber quais são suas prioridades. Você vai encontrar uma vasta gama de opções por toda a cidade, especialmente em bairros mais centrais como Lapa, Botafogo e Flamengo, e também na zona sul, nos bairros de Copacabana, Leblon, Ipanema e Barra da Tijuca. Se você quiser um bairro com uma vida noturna efervescente, com centenas de barzinhos, uma boemia que parece não ter fim e com hotéis e com restaurantes com preços mais acessíveis, fique na Lapa. Na região existem vários passeios que podem ser feitos a pé, o que barateia a viagem. Assim você consegue economizar e ficar em um local que também não é tão longe das demais atrações turísticas do Rio, de lá você consegue pegar táxi, ônibus e metrô para outros passeios pagando barato. Lá existem várias opções de supermercados, padarias, lanchonetes, farmácias, etc, todas com preços iguais aos praticados nas demais capitais brasileiras, nada de absurdo. Mas lembre-se: a Lapa fica muito longe da Cidade do Rock e, dependendo do dia, do horário, do trânsito e do meio de transporte que você utilizar, você pode demorar 1 a 3 horas para chegar ao local do Rock in Rio. Já se você deseja um lugar mais elitizado, com restaurantes e barzinhos mais chiques, além se sentir andando dentro das novelas de Manoel Carlos (hehehe), escolha um hotel na zona sul, em Copacabana, Leblon, Ipanema ou Barra da Tijuca. Os preços são mais altos. Lá você vai ficar mais próximo da Cidade do Rock e chegar lá com maior rapidez, mas dependendo do trânsito do Rio (que é meio caótico), isso ainda pode demorar bastante. Nós escolhemos nos hospedar na Lapa, pelos motivos acima enumerados, por ser um bairro de preços mais atrativos e por ter uma vida noturna de que nos proporcionaria curtir todas as noites, além do que na região central do Rio há uma série de lugares históricos que você consegue visitar a pé, o que facilita os passeios, além de não ser longe dos demais pontos turísticos da cidade. Não conseguimos ficar durante todo o período em apenas um hotel, pois não encontramos disponibilidade, então dividimos os dias entre 2 hotéis, Arcos Palace Hotel e Hotel Monte Alegre. Ambos ficam próximos, em ruas paralelas. O Arcos Palace Hotel fica na Rua Mem de Sá, o núcleo da boemia na Lapa, a rua em que praticamente só existem barzinhos e restaurantes, a farra nunca acaba (hehehe). Já o Hotel Monte Alegre, que é menor que o primeiro (os quartos são menores), fica na Rua do Riachuelo (esquina com Rua Monte Alegre), uma rua menos movimentada, que também conta com restaurantes e barzinhos, mas em menor quantidade. Desses dois eu indico a vocês especialmente o Arcos Palace Hotel. É um bom hotel, impecavelmente limpo e com quartos grandes, camas confortáveis, TV e chuveiro elétrico muito bons. E o principal: a piscina fica no 12º andar o que permite uma belíssima vista dos Arcos da Lapa, da Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro e do bairro como um todo. Vale muito a pena.
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