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MuriloScarpa

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  1. MuriloScarpa

    Austrália: Opinião sobre meu roteiro! Ajuda!

    Vocês já ouviram falar do sistema Hop-On Hop-Off da Greyhound (https://www.greyhound.com.au/passes/hop-on-hop-off-pass)? Essa é mnha ideia de viajar pela costa leste. O preço não é tão barato, mas pela flexibilidade acho que compensa. Vocês foram comprando cada trecho individualmente? Recomendam fazer desse jeito?
  2. MuriloScarpa

    Você já conheceu Isla Gorgona?

    Boa noite! Iniciei minhas pesquisas para um próximo mochilão há pouco tempo, a ideia é conhecer a Colômbia e mais algum outro país das proximidades. Um lugar que me interessei muito, a princípio, foi a Isla Gorgona - uma ilha colombiana, no lado do pacífico. O problema é que não estou encontrando muitas informações, por isso venho aqui perguntar: alguém já foi? Estou com várias dúvidas e agradeceria muito se alguém que já foi pudesse ajudar. Obrigado!
  3. MuriloScarpa

    Você já conheceu Isla Gorgona?

    Boa noite! Iniciei minhas pesquisas para um próximo mochilão há pouco tempo, a ideia é conhecer a Colômbia e mais algum outro país das proximidades. Um lugar que me interessei muito, a princípio, foi a Isla Gorgona - uma ilha colombiana, no lado do pacífico. O problema é que não estou encontrando muitas informações, por isso venho aqui perguntar: alguém já foi? Estou com várias dúvidas e agradeceria muito se alguém que já foi pudesse ajudar. Obrigado!
  4. Boa tarde shark32brazil, desculpe a demora para responder, só vi agora sua mensagem. Cara, não nos sentimos ameaçados em nenhum momento. Na cidade do Panamá que vimos uma grande concentração de policiais nos arredores do Casco Viejo, mas acreditamos que o motivo seja pela morada do presidente do país ser por ali. Bem tranquilo andar a noite em qualquer cidade que passamos. Quanto a San José, li o mesmo que você em outros relatos e não sei afirmar se realmente é assim, pois não passamos por lá (nosso voo foi pra Libéria, mais ao norte da Costa Rica). As fronteiras são complicadas em relação a desorganização e tentativas de "passar a perna" (fazer com que você pague alguma taxa extra desnecessária, algum tipo de propina leve, etc.) nos turista, quanto a segurança nessas regiões, de novo, nenhum problema. Uma opção pra facilitar esse processo é viajar com ônibus de empresas que cruzam os países da América Central, como a TicaBus (https://www.ticabus.com/). Eles realizam os trâmites do processo e você só precisa descer para passar sua bagagem pelo raio-x (na verdade, não lembro se tinha raio-x, mas você tem que passar sua bagagem por algum tipo de revista). A gente optou levar dólar por dois motivos: Não precisaríamos trocar na Nicarágua (eles aceitam dólar pra tudo e o câmbio do troco é bem justo) e se levássemos outra moeda (Colón/Balboa/Cordoba) iríamos perder dinheiro no câmbio para moedas de outros países (se a gente tivesse Colón, perderíamos na hora de trocar para Cordoba e/ou Balboa e vice-versa). Eu falo isso de maneira geral, já que o dólar, normalmente, é mais valorizado em outros países (não fizemos uma pesquisa detalhada em cima desse assunto). Eu aconselharia levar dólar mesmo, mas se você vai ficar só na Costa Rica, seria interessante avaliar a possibilidade de levar Colón (nosso câmbio foi de US$ 1 -> 548 Colón). Espero ter ajudado, qualquer dúvida mande outra mensagem. Abraço!
  5. 13º dia (23/01/2017) – Quepos -> Montezuma Decidimos pegar o primeiro ônibus para Puntarenas (≈$4 e 3h) para aproveitar o dia em Montezuma, saímos às 04:30 do terminal de Quepos. Chegando em Puntarenas pegamos um táxi para o porto que custou $3 dólares no total. O terminal de ônibus fica uns 3km de distância do porto. No porto, compramos as passagens de ferry para Paquera (≈$1.5 e 1h30min) e tomamos café da manhã num restaurante próximo. De Paquera pegamos um ônibus para Montezuma (≈$3 e 1h30min), que passou uns 10 minutos depois que descemos do Ferry. Chegamos em Montezuma às 12h30min e deixamos nossas coisas no Hotel Monteczuma (≈$13 num quarto privado, sem café da manhã). Hotel com cozinha bem equipada, banheiros limpos e a menos de cinco passos da areia da praia. A nossa ideia era ficar no hostel Luz en el Cielo, mas o preço estava muito caro: $20 num quarto compartilhado. Depois de comer alguma coisa fomos conhecer as praias da região, há pelo menos duas para cada lado da praia de fácil acesso. Vista da porta do nosso hostel em Montezuma by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Um dia antes, em Matapalo, os locais nos disseram que Montezuma era uma cidade com muitos hippies e tinha uma vibe bem tranquila, muito diferente de outros lugares. Eu não sei exatamente o que é, mas a praia tem um clima que te deixa muito feliz por bem pouca coisa. A praia em si não tem nada: pouca infraestrutura, poucas pessoas, poucos restaurantes e poucas opções do que fazer a noite. Conhecemos uma francesa que morou um tempo no Brasil e estava fazendo voluntariado lá há um tempo, e ela disse que sexta e sábado as noites são bem agitadas por ali, mas vai saber, só ficamos até quarta. Praia de Montezuma by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr 14º dia (24/01/2017) – Montezuma (Isla Tortuga) Montezuma é a praia mais perto da Isla Tortuga, o que garante o preço mais barato entre os outros locais. Há várias empresas que realizam este passeio, a gente deu uma volta por todas elas no dia anterior e fechamos com a Cabo Blanco Travelers por $35 por pessoa (ele queria fazer por $45; depois baixou para $40, pois estávamos em três e fechou por $35 quando falamos que pagaríamos em dinheiro). O barco sai às 09:30 e volta às 16:00. O passeio consiste na viagem de barco até a Ilha + snorkel em dois pontos diferentes + frutas e bebidas a vontade + almoço + um tempo pra ficar na ilha. A viagem de volta leva uns 45 minutos, mas a da ida é bem mais demorada, pois os guias vão nos explicando por quais outras praias estamos passando, vão parando para tirarmos fotos e também param cerca de 45 minutos em cada ponto de snorkel. A viagem é muito bonita, o ponto principal é a “Pedra Arco-Íris” (foto abaixo). Além de ter o formato de um arco-íris, a pedra também fica colorida com vários tipos de flores, mas infelizmente, só no período chuvoso da Costa Rica (entre abril e novembro, mais ou menos). Pedra arco-íris perto da ilha Tortuga by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Sabe aquelas ilhas paradisíacas que a gente só ve em foto? Então, é isso. A ilha é bem pequena e oferece serviços de alimentação, mas não de hospedagem (também não pode acampar lá). Encontra-se várias espécies de peixes (e até tubarão) nos pontos de snorkel (a melhor parte do passeio), mas não vimos nenhuma tartaruga, apesar do nome da ilha. Na parada do primeiro ponto, um guia pegou outro barco e foi preparar nosso almoço: um casado típico da Costa Rica, o melhor que comemos na viagem na verdade. O passeio é algo que não dá pra perder pela beleza do lugar e tudo que ele oferece pelo preço bem em conta. Recomendamos! Ilha Tortuga by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Ilha Tortuga by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr 15º dia (25/01/2017) – Montezuma -> Santa Teresa Durante toda a nossa viagem a única praia que possível de ver o nascer do sol foi Montezuma. Neste dia acordamos bem cedo para vê-lo e depois fomos nas famosas cachoeiras da região. Nascer do sol em Montezuma by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr O caminho para as cachoeira é bem fácil, só seguir na mesma estrada em que o ônibus passa, a entrada pra trilha é menos de 300m depois do ponto de ônibus, após a ponte é só virar a direita. São três cachoeiras na trilha, que é de dificuldade fácil (só tem um ponto difícil, pra chegar na última cachoeira). Do centro de Montezuma até a última cachoeira, sem parar, dá uns 40 minutos. A primeira cachoeira é onde a maioria do pessoal fica, por ser a maior e de mais fácil acesso. Início da trilha para as cachoeiras de Montezuma by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Chegando na primeira cachoeira by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Primeira cachoeira de Montezuma by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Nós ficamos a maior parte do tempo na última cachoeira, pois é a que tem um salto de 15 metros! Fomos muito cedo em direção a cachoeira, então não tinha ninguém na quando chegamos. Decidimos esperar algum local chegar porque né, todo mundo já ouviu de algum incidente em saltos em cachoeiras. O nativo não demorou muito pra chegar, conversamos com ele e ele disse que não há problema de saltar de nenhum lugar, pois o local é bem profundo. Antes de ele chegar nós quase concluímos isso no tempo que ficamos ali esperando, mas vai saber né, melhor não arriscar. Vista do salto da cachoeira de Montezuma by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Com essa informação decidimos saltar do ponto mais alto. Confesso que demoramos pra criar coragem, já que a altura é equivalente a um prédio de 4-5 andares!! A gente já era relativamente acostumado a saltar em cachoeiras, mas não de uma altura tão alta, mas mesmo quem não é acostumado TEM que ir. Na fração de segundos entre o salto e a queda você pensa que não deveria ter ido, rola aquele frio na barriga, mas depois percebe que não ir não deveria ser uma opção, devido a sensação única que se tem quando se salta!!! Depois de vários saltos voltamos para o hostel para fazer o check-out e continuar a viagem com destino a Santa Teresa. Para ir para Santa Teresa saindo de Montezuma deve-se primeiro parar em Cóbano. Teoricamente, o ônibus deveria passar às 12:20pm, mas passou só perto das 13h (≈0.6 dólares e 20min). Chegando em Cóbano descobrimos que o próximo ônibus para Santa Teresa seria só às 15:30 (conexões lentas são típicas na península de Nicoya). Almoçamos um casado por ali e pegamos o ônibus (que saiu só as 16h) com destino a Santa Teresa (≈1.8 dólares e 30min). Nessa parte da viagem aconteceu algo bem inusitado: o ônibus foi parado pela imigração da Costa Rica. Um policial entrou e pediu os documentos de todo mundo, muitos não tinham ou estavam irregulares (não era o nosso caso), mas nada aconteceu. Escutamos várias frases do tipo: “Você está irregular, da próxima vez vamos ter que te deportar”. Todos as pessoas irregulares eram de países menos desenvolvidos da região (como Honduras e Nicarágua). Mas enfim, isso atrasou a viagem um pouco. Diferentemente de Montezuma, Santa Teresa não é concentrada num centrinho, ela é toda espalhada numa única rua (sério, só tem uma rua; em relatos antigos vimos muitas reclamações acerca da poeira, pois a estrada era de terra, mas não mais, hoje ela é totalmente asfaltada). Isso se deve, acreditamos, ao tamanho da praia, que é muito extensa. Descemos bem no começo da rua, pois recebemos uma dica de três alemãs que conhecemos em Montezuma sobre o hostel Slow Monkey, que ficava relativamente no começo. Nesse momento, um português (de Portugal) nos abordou dizendo que estava sozinho e perguntou se poderia viajar conosco aquele pedaço da viagem (ele iria para Monteverde em seguida). Não preciso nem dizer que concordamos. O cara era muito gente boa! Ele falou que já pesquisou sobre outras viagens aqui no site, então se por acaso ele acabar lendo esse relato: Manel, você é foda!!! Chegamos no Slow Monkey às 17:30 e ficamos por ali mesmo. O preço do quarto compartilhado era de 15 dólares, mas o dono do hostel disse que se nós 4 ficássemos num quarto privado para 3 pessoas o preço seria o mesmo. Acabamos ficando, já que o privado tinha até ar-condicionado. Por esse e outros motivos, o Slow Monkey foi o melhor hostel da nossa viagem! Depois de deixar nossas coisas ali só restava tempo para ver o pôr do sol, o melhor de toda a viagem. Pôr do sol em Santa Teresa by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Pôr do sol em Santa Teresa by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Pôr do sol em Santa Teresa by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr 16º dia (26/01/2017) e 17º dia (27/01/2017) – Santa Teresa “A vibe de Santa Teresa é sensacional”. Frase clichê que possivelmente vamos ler em quase todos os outros relatos, mas sério, é bem isso mesmo. Eu não sei exatamente o porquê, mas Santa Teresa foi nosso lugar preferido de toda a viagem. Pode ser a praia, o pôr do sol, o hostel, a raça do hostel, as festas, ou alguma outra coisa. A nossa rotina nesses dois dias foi bem parecida: Praia -> Futebol -> Gelada -> Pôr do sol -> Gelada -> Sonzeira -> Gelada -> Festa. De todas as praias que passamos, Santa Teresa é a com as melhores ondas e que atrai mais surfistas. Mas o Surf não é o único esporte presente na praia. A faixa de areia é relativamente grande, então em vários pontos da praia tem muita gente jogando futebol! Formamos um time nosso (nós 3 e o Manel) e jogamos nos dois dias com vários outros times durante bastante tempo. Rolou até um clássico Brasil x Argentina (vimos muitos turistas argentinos na praia), e ganhamos em ambas as vezes – fica o relato! O pôr do sol da praia é único, o melhor de toda a viagem, e toda a experiência ficava ainda melhor com o Manel, que era músico, e sempre tocava várias sonzeiras na hora. O cara tocava várias sonzeiras praticamente o dia inteiro na real (segundo ele, ele toca de 10 a 12h diárias de violão!!!!!) e de noite (na hora do esquenta) juntava com a raça do hostel, que também tocavam muito (os donos do hostel tinham vários instrumentos ali, até uma bateria improvisada), era muito irado!! Pôr do sol em Santa Teresa by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr No primeiro dia, uma quinta-feira, fomos no La Lora Amarilla e foi altas night! Bem aquele estilo de night latina, com reggaeton a noite inteira, e uma mistura de locais e turista. O preço para entrar era simbólico (não lembro bem, mas era tipo 3 dólares) e a cerveja não era barata, mas não era cara. De qualquer jeito era MUITO mais barato que quase todas as nights aqui em Floripa, por exemplo. Vale a pena mencionar também o bar Kika, que fica do lado da night. Ali rola uma concentração gigante de várias raças fazendo esquenta pra festa, mas o preço é superior a de outros lugares. Já no segundo o dia, uma sexta-feira, a praia tava bem parada (?), mas até que foi bom, porque ficamos com a raça no hostel e foi tão irado quanto a noite anterior. A impressão que tivemos quanto a noite na Costa Rica e na Nicarágua é que cada cidade tem um dia específico de festa: domingo em San Juan del Sur, sexta ou sábado em Montezuma (aparentemente), quinta em Santa Teresa, etc. Pois no dia após a festa, não tinha mais nada rolando em nenhuma dessas cidades. 18º dia (28/01/2017) – Santa Teresa -> Jiracal Lembram aquele perrengue que falamos lá no começo? Então, ele aconteceu aqui. Nosso planejamento inicial seria passar essa noite já em Sámara, faríamos Santa Teresa -> Cóbano -> Paquera -> Puntarenas -> Nicoya -> Sámara. O problema foi no trajeto Cóbano -> Paquera. Acordamos meio tarde devido a noite anterior e pegamos o ônibus para Cóbano (≈$2 e 30min). Depois pegamos o ônibus para Paquera (≈$2.5 e 40min) com a ideia de ir até o porto para pegar o ferry com destino a Puntarenas, no entanto o motorista do ônibus parou no centro da cidade (o porto é um pouco mais longe) e disse que ali tinha um ônibus que ia para Nicoya. Parecia perfeito. Descemos do ônibus às 13h e confirmamos a informação com os locais, mas o problema é que esse ônibus só passaria ali às 16h45. O ônibus só chegou às 17h15 e o motorista falou que hoje ele não iria mais para Nicoya, pois já era muito tarde e ele ia apenas até Jiracal (≈$3.6 e 1h20min) (uma cidade pequena entra as duas). Fomos, dormimos em Jiracal (a única opção para continuar viagem naquele dia seria um táxi, que custaria $60, sem condições) e pegamos o ônibus para Nicoya no dia seguinte. Mas nem tudo que aconteceu nessia dia foi ruim. A estrada foi a mais bonita que vimos na viagem. Era uma estrada que passava bem no interior do país, em grande parte de chão, e parecia ser uma estrada que cortava caminho através de uns morros. O visual que aparecia na estrada eu nunca vou esquecer. Pensem num visual de floresta bem densa, com vários animais nas árvores, e até na estrada, com o mar ao fundo, o pôr do sol rolando e tudo isso naquela coloração de fim de tarde. Também conhecemos um italiano que ia fazer todo o trajeto que nem nós até Nicoya, mas de lá iria para outra praia, e ele acabou descendo no centro de Paquera devido ao aviso do motorista. Acabos dividindo o quarto com ele em Jiracal (Restaurante y cabines central -> ≈$12) e saindo pra tomar uma gelada depois. O cara era cientista político de formação e tinha mestrado em como a internet ia mudar nossas vidas (ele fez esse mestrado bem na época de exansão da internet). Fechamos o dia trocando várias ideias sobre a situação (e possíveis conjecturas) social e política atual do brasil e de como outra tecnologia vai mudar nossas vidas, a inteligência artifical avançada. Não digo que compensou, mas essas são aquelas experiências bem ao estilo mochilão que fazem todo o sentido no final do dia. 19º dia (29/01/2017) – Jiracal -> Sámara e 20º dia (30/01/2017) – Sámara Acordamos às 05h para pegar o ônibus com destino a Nicoya (≈$2.3 e 1h30min) às 05h30. De Nicoya fomos para Sámara (≈$3 e 1h). Chegamos em Sámara e percebemos que a cidade estava bem movimentada, tanto que só fomos achar vaga no terceiro hostel que visitamos, o Hostel Sámara. Pagamos $15 num quarto compartilhado, não tinha café da manhã (mas sempre tinha café preto disponível), os quartos eram relativamento abafados pra quem dormia na parte de baixo do beliche, o banheiro e a cozinha eram muito bons. No geral era um hostel bom, mas nada demais. Relaxe e descanse. Isso basicamente define Sámara. Por mais que Montezuma tenha toda aquela vibe de hippies, Sámara é uma praia bem mais tranquila. No primeiro dia vimos um jogo de futebol no campo da cidade e aproveitamos a praia. Não lembro se escrevi, mas também vimos um jogo em Quepos (ambos de graça) e em Montezuam poderíamos ter visto, mas não fomos não lembro o porquê. Essa prática parece ser bem comum nas praias que passamos. De noite tentamos ir num bar, mas tava tão desanimado e com pouca gente que ficamos no hostel mesmo. Como eu falei, Sámara é uma praia bem parada. Ah, o pôr do sol de Sámara era muito bonito (pra variar, todo dia desde Quepos era tradição parar pra ver o pôr do sol). Fotos a seguir! Pôr do sol em Sámara by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr No segundo dia fomos fazer snorkel na ilha que fica em frente a praia. O passeio mais barato que achamos foi por $40 por pessoa. Decidimos ir por conta e economizar $25. Alugamos um caiaque (todos os passeios ofereciam o transporte de caiaque também) ($10) e os equipamentos ($5) por um dia inteiro. O mar de Sámara é muito tranquilo (até isso combina com a vibe do lugar), parece uma lagoa mesmo, o que facilitou muito pra gente que tinha experiência zero em caiaques. Tudo foi tranquilo, saímos umas 9h e voltamos por volta de 15h. Há muitas variedades de peixes na ilha, mas ainda assim preferimos o snorkel em Isla Tortuga. Sámara by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Ilha na frente de Sámara by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Um último ponto sobre Sámara é o restaurante Las Perlas, comida simples e barata que descobrimos no canto direito da praia. O melhor casado de um restaurante de toda a viagem! 21º dia (31/01/2017) – Sámara -> Playa del Coco e 22º dia (01/02/2017) – Playa del Coco (Llanos de Cortez) Playa del Coco é um destino bem pouco visitado por mochileiros (não vimos em nenhum relato, por exemplo), mas como todos sabemos há turismos e turismos. A praia foi o lugar mais turistíco que passamos, no sentido de infraestrutura. Muitos bares, restaurantes, hotéis, resorts e até cassinos, que atraem um pessoal bem mais velho. Decidimos incluir a praia do roteiro principalmente pelo sua proximidade com o aeroporto de Libéria. Saímos de Sámara às 7h com destino a Nicoya (≈$2.5 e 1h). De Nicoya fomos para Santa Cruz (≈$0.7 e 30 min). O ônibus para Santa Cruz não sai do mesmo terminal que o ônibus que vem de Sámara para, o terminal fica uns 400m de distância e é só ir perguntando que é bem fácil de achar. Aqui rolou uma confusão: a gente achava que tinha um ônibus que ia direto de Santa Cruz para Play del Coco, mas não tem. Esse ônibus que vai para Santa Cruz, na verdade é um ônibus com destino final na Libéria mas que passa em Santa Cruz. Já em Santa Cruz, pegamos outro ônibus com destino a Libéria, mas de empresa diferente do anterior, e paramos em Comunidad (≈$1.7 e 1h), uma região que fica na rodovia principal e na frente da perpendicular com destino a Playa del Coco. Moral da história: é bem provável que dê pra ir direto de Nicoya até Comunidad no ônibus que vai pra Libéria. Esperamos cerca de 10min no ponto desta rua perpendicular pelo ônibus para Playa del Coco (≈$0.8 e 10min). Este ônibus saiu de Filadélfia (uma cidade entre Santa Cruz e Libéria), outra opção, talvez, seja descer em Filadélfia e ir direto para Coco. Fomos procurar hostels e vimos que na cidade só existe um, que estava lotado. Acabamos ficando no Hotel M&M (da mesma rede do único hostel citado acima), e foi até bom, porque o Vitor ficou doente em Sámara e conseguir descansar melhor. Pagamos $20 num quarto privado. Como era um hotel, foi o melhor quarto, o melhor café da manhã e a melhor limpeza de toda a viagem. Vista do hotel em Playa del Coco by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr No primeiro dia apenas aproveitamos a praia. O mar da praia tem um tom diferente das demais, embora seja transparente, o mar tem um tom de azul mais escuro. Vale mencionar também que depois de muitos dias não vimos o pôr do sol, uma vez que aqui ele não se põe no oceano. Playa del Coco by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Há outras duas praias na região, uma que é necessário apenas um ônibus para chegar e outra que dois ônibus são necessários. Não lembro o nome das praias, pois não fomos em nenhuma delas. No segundo dia fomos a cachoeira Llanos de Cortez. Conhecemos um local na praia que nos apresentou o passeio e ofereceu o translado até lá por 15 dólares por pessoa. A cachoeira fica a 1h de distância de Coco e eu não sei se é viável ir por conta, aparentemente não é, mas não nos informamos muito sobre isso já que o preço estava bem justo. Combinamos de ir a tarde, pois ele já tinha fechado um passeio para de manhã. A cachoeira é sensacional, muito mais bonita que as de Montezuma, mas não era aconselhável para saltar. Por inrível que pareça, infelizmente, tanto eu quanto o João (o Vitor ficou no hotel) esquecemos o celular no hotel esse dia, por isso vou botar umas fotos da internet só para vocês terem uma ideia de como é. Cachoeira Llanos de Cortez (foto da internet) by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Cachoeira Llanos de Cortez (foto da internet) by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr 23º dia (02/02/2017) – Playa del Coco -> Libéria -> Cidade do Panamá -> São Paulo -> Florianópolis Ônibus saem de Playa del Coco com direção a Libéria todos os dias de 20 em 20 minutos desde às 06h até 20h. Como o aeroporto fica relativamente afastado do centro de Libéria, mas no sentido da praia, é muito tranquilo pegar um ônibus pro aeroporto (≈$1.2 e 20min). O ônibus não te deixa na porta do aeroporto, mas sim num lugar que tivemos que andar por cerca de 20 minutos, mas mesmo assim, muito tranquilo. Então é isso aí, raça! Qualquer dúvida comentem embaixo! Escrever esse relato só fez a ideia de voltar pra Costa Rica numa futura viagem ficar ainda mais forte. Por último deixo aqui o quanto gastei na viagem (sem contar a passagem; quem quiser minha planilha de gastos, com muito mais detalhes, mande mensagem!). Abraços!! CUSTO TOTAL DA VIAGEM SEM CONTAR A PASSAGEM -> $850
  6. Dalhe raça!!! Fiz um mochilão de 23 dias pela Costa Rica e Nicarágua em janeiro e feveiro de 2017 com mais dois amigos (Vitor e João). Segue abaixo o relato dessa viagem incrível, com custos parciais de deslocamento e passeios ao decorrer do texto, a soma dos custos totais (sem contar a passagem de avião) no final e muitas fotos! Informações gerais: Documentos necessários: Nenhum dos países necessita de visto, mas o cartão internacional de vacina da febre amarela é obrigatório (só pediram na saída do Brasil). Outra coisa importante é sua passagem de volta impressa para comprovar que você sairá da Costa Rica (nos pediram somente quando entramos na Costa Rica pela fronteira da Nicarágua). Transporte: Fizemos todos os deslocamentos internos de ônibus. No geral eles funcionam bem (passamos apenas um perrengue), mas são relativamente desconfortáveis e as conexões podem ser lentas. Não sei se a gente deu muito azar, mas na maioria das vezes os motoristas não nos avisavam quando chegávamos ao nosso destino final, então, o melhor jeito é sempre ir perguntando para os locais que estão dentro do ônibus. De qualquer jeito não faríamos de outro jeito, pois se economiza MUITO dinheiro e ainda dá pra conhecer um pouco do dia-a-dia e da cultura dos locais. Hospedagem: Só fizemos reserva dos hostels na Cidade do Panamá e em Rivas, pois chegaríamos um pouco tarde, e não tivemos grandes problemas. Acho que dá pra chutar uma média de 8-10 dólares na Nicarágua e 12-15 Costa Rica. Dinheiro: Na Nicarágua tudo é mais barato, mas dá pra não gastar muito na Costa Rica também. Trocamos 300 dólares assim que chegamos na Costa Rica e foi suficiente para pagar os deslocamentos e alimentação (pagamos quase todos os hostels e passeios com dólares). Não trocamos dólares pela moeda local da Nicarágua, pois o câmbio feito diretamente nas compras do país é bem justo. Alimentação: O prato típico da Costa Rica é o casado - arroz, feijão, uma proteína (carne, frango ou peixe, normalmente), salada (quase sempre com banana frita) e um carboidrato (normalmente algo com batatas). O prato sai algo em torno de 4-7 dólares e normalmente a bebida já está incluída (se não estiver, fale que não vai beber nada que eles sempre dão um copo com água com gelo). ROTEIRO: 1º dia (11/01/2017) – Florianópolis -> São Paulo -> Cidade do Panamá 2º dia (12/01/2017) – Cidade do Panamá -> Libéria -> Rivas 3º dia (13/01/2017) – Rivas -> Ometepe 4º dia (14/01/2017) – Ometepe (Vulcão Concepción) 5º dia (15/01/2017) – Ometepe -> San Juan del Sur (Sunday Funday) 6º dia (16/01/2017) – San Juan del Sur 7º dia (17/01/2017) – San Juan del Sur -> La Fortuna 8º dia (18/01/2017) – La Fortuna (Cerro Chato) 9º dia (19/01/2017) – La Fortuna (Rio Celeste) 10º dia (20/01/2017) – La Fortuna -> Quepos 11º dia (21/01/2017) – Quepos (Manuel Antônio) 12º dia (22/01/2017) – Quepos (Matapalo) 13º dia (23/01/2017) – Quepos -> Montezuma 14º dia (24/01/2017) – Montezuma (Isla Tortuga) 15º dia (25/01/2017) – Montezuma -> Santa Teresa 16º dia (26/01/2017) – Santa Teresa 17º dia (27/01/2017) – Santa Teresa 18º dia (28/01/2017) – Santa Teresa -> Jiracal 19º dia (29/01/2017) – Jiracal -> Sámara 20º dia (30/01/2017) – Sámara 21º dia (31/01/2017) – Sámara -> Playa del Coco 22º dia (01/02/2017) – Playa del Coco 23º dia (02/02/2017) – Playa del Coco -> Libéria -> Cidade do Panamá -> São Paulo -> Florianópolis 1º dia (11/01/2017) – Florianópolis -> São Paulo -> Cidade do Panamá Conseguimos um voo (Copa Airlines) muito mais barato indo para Libéria, mas com um problema, uma conexão gigante na Cidade do Panamá (17:07 até 09:42). Como ficamos pouco tempo, não tem muito o que falar. Ficamos no Luna’s Castle Hostel, localizado no Casco Viejo (centro histórico da cidade). Valeu a pena, deu pra conhecer um pouco do local e ainda curtir um pouco a noite, pois dentro do hostel tem um bar bem famoso da cidade. 2º dia (12/01/2017) – Cidade do Panamá -> Libéria -> Rivas Nosso primeiro destino de fato seria Ometepe, no entanto só chegaríamos em Rivas (cidade de onde saem os barcos para Ometepe) fim de tarde, então teríamos que dormir por lá mesmo. Antes de seguir para Nicarágua queriamos trocar colones para não precisar fazer isso depois. Perguntamos no balcão de informações do aeroporto onde teria um banco para fazermos a troca por dólares (fazer o câmbio no aeroporto sai sempre muito mais caro) e a moça nos falou que o ônibus que passava no aeroporto e ia em direção ao centro passaria por uns bancos e ainda ficava relativamente perto do terminal de onde pegaríamos o ônibus para a fronteira da Nicarágua. Pegamos o ônibus ($1 e 10min) e pedimos pro motorista nos avisar quando chegássemos. Paramos num centro comercial com dois bancos: Lafisa e Banco de Costa Rica. O primeiro fazia um câmbio de 1 dólar -> 548 colones, enquanto o segundo fazia por 550. Acabamos trocando no Lafisa porque o outro tinha muita gente e íamos nos atrasar. No final das contas não faz muita diferença, pois pela quantidade de colones perdemos pouco mais que 1 dólar. Vale ressaltar que todos os custos desse relato estão baseados ness câmbio. Dali fomos andando a pé em direção ao terminal (Libéria tem dois terminais: Pulmitán e outro que aparentemente não tem nome. Um fica do lado do outro. Perguntem pelo primeiro, não é difícil de achar, mas vai uns 10min de caminhada) para pegarmos o ônibus com destino a fronteira. O ônibus para a fronteira custa aproximadamente 3 dólares e demora 1h e meia. Chegando lá deveríamos pagar 8 dólares para sair da Costa Rica (pra ser sincero não sei se realmente tem que pagar essa grana, vale dar uma conferida) e mais 13 para entrar na nicarágua (facada!!!!!). Apesar de ter muita gente tentando te passar a perna de algum jeito no lado nicaraguense (nunca paguem nada para ninguém que esteja fora dos prédios de imigração ou troquem dinheiro na fronteira) no geral foi tudo tranquilo. Dali pegamos um ônibus para Rivas (1/3 dólares e 25min). Descemos em Rivas umas 18:30 e pedimos informações para chegarmos no nosso hostel numa lanchonete próxima ao ponto. O dono disse que ficava um pouco longe e disse que nos levava até lá numa boa (gente boa!!). Ficamos no “hostel” Julieta (6 dólares sem café da manhã), digo “hostel” porque nada mais é do que uns quartos numa casa. De maneira geral valeu a pena, quartos e banheiros limpos e a Julieta é muito gente boa, o maior problema é que não podíamos usar a cozinha. 3º dia (13/01/2017) – Rivas -> Ometepe Pegamos um táxi (5 dólares no total e 10min) para o para o porto San Jorge, onde pegaríamos um ferry para Ometepe (5 dólares no total e 1h). Já em Ometepe trocamos uma ideia com dois turistas e eles disseram que era melhor ficar em Moyogalpa pois era o maior vilarejo, então tinha mais gente, era mais fácil de se locomover e era mais barato no geral também. Perguntamos sobre o que conhecer na ilha, eles disseram que o melhor lugar era o chaco verde, mas que não valeria ir naquele dia pois o clima não estava ajudando (tinha MUITO vento nessa dia). Perguntamos então sobre os vulcões da ilha e se eles tinha escalado algum, eles disseram que não porque era “pretty fucking insane”. Ficamos no hostel El Jade por 4.5 dólares com café da manhã. Fica bem no centro de Moyogalpa e é o prédio mais antigo da ilha. O hostel não é dos melhores (o ponto mais fraco era a limpeza, que praticamente não existia), mas compensa pelo preço. Deixamos nossas coisas no hostel e seguimos em direção a punta Jesus y Maria. A nossa ideia era ir de ônibus mas quando chegamos no ponto os locais nos informaram que valia mais a pena ir a pé, pois era bem perto. Longe não era, mas também não era perto, andamos cerca de 1h. Paga-se 1 dólar para entrar e no local tem um restaurante e banheiros. Para aproveitar a punta de verdade o tempo tem que ajudar muito o que não aconteceu naquele dia. Acho que é a vista mais bonita do vulcão em toda ilha... se o vulcão estiver aparecendo, tinha muitas nuvens nesse dia então não tivemos uma visão das melhores. Entrada de Punta Jesus y Maria by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Como provavelmente não conseguiríamos aproveitar o chaco verde decidimos ir para o Ojo de Agua, uma piscina de água cristalina natural formada com as águas de um rio subterrâneo que vem do vulcão Maderas. Pegamos um ônibus (0.5 dólares e 30min) que passa na saída de punta Jesus y Maria com direção ao Ojo. Turistas pagam 3 dólares para entrar e o local tem restaurante, banheiros e chuveiros. A piscina é irada! Há locais onde a profundidade chega a mais de 2 metros e tem uns lugares mais altos para pular, se não tiver muita gente (neste dia não tinha) pode-se aproveitar bastante tanto isso quanto um slack line. Ojo de água by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Vale muito a pena passar uma tarde aqui! Pegamos um ônibus para Moyogalpa (fiquem atento aos horários, não tem muitos ônibus na ilha; ≈0.7 dólares e 1h) e chegando lá fecharíamos o passeio para algum vulcão no próximo dia. No entanto, o tempo abriu e fomos ver o pôr do sol no porto e quando fomos procurar a agência UGO (lemos em algum lugar na internet que os caras são bons) ela estava fechada. Ometepe by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Chegamos no hostel e perguntamos se alguma agência ainda estava aberta para fechar o passeio amanhã, fomos informados que talvez conseguiríamos fechar o passeio através do contato do dono de outro hostel, o Hospedaje Central (não sei o preço mas acho que é o melhor hostel de Moyogalpa). Fomos até lá, trocamos uma ideia com o cara e fechamos o passeio no vulcão Concepción (há a possibilidade de subir o vulcão Maderas também, mas como choveu no dia anterior não era aconselhado, pois lá tem muito mais lama) com a empresa OTT por 20 dólares (rango para levar também incluído). Neste hostel também rola um bar com cerveja barata (e boa!! A cerveja da Nicarágua é muito melhor que as populares daqui e muito melhor que a da Costa Rica), litrão era algo como 1.7 dólares. Tomamos umas e voltamos pro hostel. 4º dia (14/01/2017) – Ometepe (Vulcão Concepción) Um dia antes nos avisaram que as únicas coisas necessárias eram um par de tênis, bastante água e um casaco. Eu não tinha o casaco mas decidi fazer mesmo assim. A empresa oferece dois horários: 05h ou 07h, resolvemos fazer o mais tarde pois havia mais possibilidade de o tempo melhorar. Nos encontramos com o Roberto e o Alejandro, nossos guias, às 06:50 na frente da Hospedaje Central para pegarmos o ônibus que sai às 07h até a entrada do parque (2/3 de dólares e 10min). Chegando no parque e tivemos que pagar 3 dólares para entrar. A partir daí é que começa a brincadeira, são cerca de 4h pra subir e 3h30min pra descer. O trecho tem uma trilha bem sinalizada até certo ponto, o que te faz pensar se os guias eram realmente necessários, mas depois disso a trilha acaba e você fica subindo no meio do nada, fazendo-os imprescindíveis. Quando a trilha acaba, começa a cair um vento muito forte, por isso a necessidade de casaco. Nesse momento o Roberto me emprestou o dele (o cara é muito gente boa, recomendamos demais – [email protected] para agendar com o cara com antecedência). O negócio desse passeio é o desafio, tanto fisíco quanto mental, pois para se ter uma vista privilegiada é necessário uma condição de tempo muito favorável que até os locais concordam que é difícil de acontecer. Ou seja, é bem como os gringos do começo falaram: “pretty fucking insane”. Mas isso em nada diminui o passeio, sério, subir até o topo de um vulcão ainda ativo é uma experiência verdadeiramente única. Na volta, na entrada do parque alguns tuk-tuk (tem muitos na ilha fazendo um pouco o papel de táxis) esperam a raça para oferecer corridas até Moyogalpa. Não pensamos duas vezes, pois não aguentávamos mais caminhar, e fechamos por 3 dólares o total. De noite saímos para tomar umas geladas com o Roberto e o Alejandro na Hospedaje Central. 5º dia (15/01/2017) – Ometepe -> San Juan del Sur (Sunday Funday) Pegamos o primeiro ferry com destino a Rivas às 06h. Do porto San Jorge pegamos um táxi (3 dólares total) com direção ao terminal de ônibus da cidade. Dia 15 era um domingo e os locais nos informaram que por ser domingo íamos ter que esperar muito por um ônibus que fosse em direção ao terminal, por isso optamos pelo táxi. De lá pegamos um ônibus para San Juan del Sur (1 dólar e 45min). Fomos procurar hostels e a cidade tava bem lotada, o melhor que encontramos foi um quarto privado no hostel Casa Oro. Recomendamos muito o hostel; a cozinha é bem ampla, quartos e banheiros limpos e um ótimo café da manhã. A nossa ideia inicial era passar o dia inteiro no Sunday Funday, mas avaliamos melhor e decidimos que não era a melhor opção, pois há a possibilidade de entrar no último local da festa, às 20h, de graça. Sunday Funday é um circuito de festas que passa por 3 hotéis e termina no bar Arribas. Custa 30 dólares e as únicas coisas incluas são os transportes entre os locais e uma regata da festa. E a cerveja é algo como 2 dólares ainda. Com a decisão tomada fomos conhecer alguma praia da região. Acho que o maior problema de San Juan del Sur é a conexão até as praias. Os ônibus te deixam muito longe da praia então a melhor opção é fechar o trajeto no próprio hostel, os preços variam de acordo com a praia, entre 5 e 15 dólares. Neste dia fomos à praia Remanso. Remanso by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Remanso by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Voltamos pro centro por volta das 16h. Comemos alguma coisa e já começamos a beber pois mais tarde tinha a finaleira do Sunday Funday. Opinião nossa: vale muito mais a pena fazer o que nós fizemos! Sai MUITO mais barato e ainda aproveita-se a festa com mochileiros de vários cantos do mundo. De um jeito ou de outro, não percam o Sunday Funday!!!! 6º dia (16/01/2017) – San Juan del Sur Neste dia fomos conhecer duas praias: Maderas e Hermosa. Acho que a Maderas é mais bonita mas a Hermosa tem mais gente e mais coisas pra fazer. De qualquer jeito vale a pena conhecer qualquer praia da região. Praias em San Juan del Sur by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Maderas by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Hermosa by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Hermosa by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Hermosa by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Depois fomos ver o famoso pôr do sol na praia de San Juan, a principal da cidade. Pôr do sol em San Juan by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr 7º dia (17/01/2017) – San Juan del Sur -> La Fortuna Acordamos meio tarde e acabamos pegando o ônibus de 08:40 com destino a Las Virgens ($1 e 40min), uma região na rodovia que vai pra fronteira. De lá não esperamos nem 5 minutos e o ônibus que vai pra fronteira (1/3 de dólar e 25min) passou no ponto. Chegamos na fronteira e a única coisa que tivemos que fazer foi pagar 3 dólares pra sair da Nicarágua. A parte da fronteira da Nicarágua é uma várzea, muito desorganizada, pessoas tentando fazer você pagar por coisas desnecessárias, entre outros problemas. Por isso, reforçamos, só paguem dentro dos prédios do governo! No lado da Costa Rica pegamos uma fila de uns 10 minutos para passar pelos trâmites (aqui foi a única hora que nos pediram a passagem de volta impressa) e depois pegamos um ônibus para Libéria (≈$3 e 1h30min). Depois mais um ônibus para Cañas (≈$3 e 1h), outro para Tilarán (≈$1.5 e 30min) e o último para La Fortuna (≈$5 e 2h). Para resumir, fizemos San Juan del Sur -> Las Virgens -> fronteira Peñas Blancas -> Libéria -> Cañas -> Tilarán -> La Fortuna; saímos as 08:40 e chegmaos as 17:30 e gastamos algo em torno de $14 (um shuttle sairia uns 60). Vulcão Arenal na estrada para La Fortuna by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Em La Fortuna ficamos no Gringo Pete’s Hostel, num quarto privado por 8 dólares cada. A ideia era ficar no quarto compartilhado, que custa 6 dólares, mas como não fizemos reserva e chegamos relativamente tarde, o privado era o único que tinha vaga. De qualquer jeito até o preço do quarto privado é inferior a qualquer outro hostel da região. DICA: Em San Juan del Sur conhecemos duas americanas, uma delas tinha o roteiro parecido com o nosso e então acabou viajando conosco um pedaço dele. Encontramos ela em La Fortuna no dia seguinte e ela nos contou que se você pegar o primeiro ônibus de San Juan del Sur com destino a Las Virgens (acho que sai às 05:30), você consegue chegar na fronteira a tempo de pegar um ônibus que vai direto pra La Fortuna. Nós não sabíamos dá existência dessa linha de ônibus, mas vale dar uma conferida se alguém pretende fazer esse trajeto. 8º dia (18/01/2017) – La Fortuna (Cerro Chato) Saímos do hostel umas 07:30 com destino ao Cerro Chato, uma trilha que dá num lago formado na cratera de um antigo vulcão. Esse passeio não precisa contratar nenhum tipo de guia, pois a trilha é muito bem sinalizada, e também não precisa se preocupar com transporte (só se você não se hospedar no centro da cidade) já que a entrada do parque fica uns 2 km do centro e é muito tranquilo conseguir carona (nós conseguimos com dois italianos depois de uns 5 min caminhando). O Cerro Chato fica na mesma rua da cascata Fortuna, é só seguir reto e virar a direita depois da segunda ponte. A entrada (e onde se paga o ticket, $12) é a direita antes da cascata no Green Lagoon Resort. Todo mundo disse pra gente que a trilha era MUITO difícil, mas a gente achou bem tranquila (talvez porque fizemos a do vulcão e o nosso parâmetro de dificuldade pode ter aumentado). A pior parte é a descida até o lago, que segundo os locais, sempre tem muita lama. Independente da dificuldade da trilha o lugar é indispensável na Costa Rica, a sensação de saber que você está tomando banho numa cratera de um antigo vulcão é das melhores possíveis. Antes de começar a trilha do Cerro Chato by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Cerro Chato by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Cerro Chato by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Raça no Cerro Chato by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Logo na saída já começamos a pedir carona e conseguimos com duas americanas. Elas não iam pro “centro” de La Fortuna em seguida, mas iam para um ponto do rio Fortuna (não temos certeza se o nome é esse mesmo, mas segundo elas era o mesmo rio da Cascata La Fortuna) onde dava pra se banhar e tinha até uns locais para salto. Não precisa pagar nada e é a pedida perfeita depois de um passeio que não dure o dia todo. Uma coisa irada de La Fortuna é que de praticamente qualquer ponto é possível ver o vulcão Arenal. Vulcão Arenal visto do nosso hostel by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Vulcão Arenal no centro de La Fortuna by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr 9º dia (19/01/2017) – La Fortuna (Rio Celeste) Neste dia fomos conhecer o rio Celeste. Se você fechar com alguma agência o passeio sairá por no mínimo $65 (preço do Gringo Pete’s, nas outras agência é de $85 pra cima) e o preço é assim caro pois o rio fica bem distante de La Fortuna. A trilha é muito fácil e não precisa de guia. O rio Celeste é um rio com uma água de cor absurdamente azul que aparece num ponto conhecido como Teñidero. A coloração é formada pela mistura de dois outros rios: rio Buenavista e Quebrada Angria. A mudança do pH no ponto de mistura aumenta o tamanho de uma partícula específica de um mineral presente no rio Buenavista. O mineral conhecido como aluminosilicates (formado por alumínio, silício e oxigênio) aumenta seu tamanho de 184 nanometros para 570 nanometros (1 nanometro é equivalente a 10^-9 metros, ou 0.000000001 metros). Uma fração deste mineral alcança o fundo do rio e pode ser visto como um sedimento branco, enquanto a maioria do mineral fica suspenso no rio. Este mineral suspenso explica a coloração azul do rio. Podemos fazer uma analogia com um arco-íris: gotas de água agem como um prisma decompondo a luz branca em cores diferentes. No rio Celeste, o tamanho específico das particulas do mineral faz com que apenas os tons azulados sejam dispersados. Na física este fenômeno é chado de dispersão de Mie. Placa na trilha do Rio Celeste by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Rio Celeste e Rio Buenavista by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Agora vamos a parte que realmente importa, como fazer esse passeio sem fechar com nenhuma agência (sim, é possível, mas vai levar o dia inteiro). Lemos alguns relatos aqui no mochilerios explicando como fazer, mas nós fizemos de um jeito um pouco diferente. Pegamos o ônibus que vai para Upala às 06:30 e paramos no terminal de Guatuso (≈$4 e 1h30). De lá um ônibus para o rio celeste às 08:30 (≈$1.5 e 40min). Descemos na esquina da rua de terra que vai para a entrada do parque, que segundo o motorista ficava a 6 km de distância. Aí que está a diferença: nos outros relatos o pessoal descia do último ônibus a 9km de distância, acreditamos que eles desciam na entrada do povoado de Katira, que fica a uns 3km de onde nós descemos. Aparentemente o ônibus deles não entrava no povoado e o nosso entrou. Independente de onde você descer, já comece a pedir carona. Embora a maioria dos veículos que passam por você sejam vans de turismo (e essas não vão parar de jeito nenhum) a chance de conseguir uma carona com outros turistas é grande. Andamos cerca de 1.5 km e conseguimos carona até a entrada do parque com um casal de australianos. Fizemos todas as trilhas do parque (que são curtas) e ficamos aproveitando o visual do rio. Lindo demais! Na volta pegamos uma carona logo na saída do parque com dois ingleses até o hotel que eles estavam hospedados (uns 2km do parque). Dali caminhamos cerca de 1 km e conseguimos mais uma carona até a saída do povoado com um casal francês. De lá pegamos um ônibus para Guatuso às 14:30 (≈$1 e 30min) e depois mais um para La Fortuna às 15h (≈$3 e 1h30min). Ah, já ia esquecendo! A entrada do parque custa 12 dólares. Acordamos 05:45, voltamos às 16:30 e gastamos algo em torno de $21.5. O rio é sensacional, mas não sei se vale $90 para o bolso de um mochileiro. Façam o passeio por conta própria!! Rio Celeste by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Rio Celeste by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Rio Celeste by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr 10º dia (20/01/2017) – La Fortuna -> Quepos Neste dia, nossa ideia era chegar em quepos e ainda aproveitar alguma praia da região, mas infelizmente tivemos uma eventualidade durante a viagem que fez com que chegássemos na cidade relativamente tarde, impossibilitando qualquer coisa do que conhecer o centro e ficar tranquilo no hostel. Ficamos no Wide Mouth Frog por $11.5 num quarto compartilhado. O hostel é muito bom, tem uma ótima cozinha, quartos arejados, banheiros limpos e até piscina! Não tem café da manhã, mas em qualquer parte do dia, ou noite, sempre tinha café preto ou chá gelado de graça. Saímos de La Fortuna às 05:30 em direção a San Ramón (≈$4 e 2h30min). Segundo o dono do Gringo Pete’s os melhores horários de conexão com destino a Quepos são 05:30 e 09:00. De lá fomos para Puntarenas (≈$2 e 1h) e depois para Quepos (≈$4 e 3h). O tempo do trajeto Puntarenas -> Quepos foi o tempo que fizemos no sentido inverso (ou seja, Quepos -> Puntarenas), quando fomos pra Montezuma, pois foi nesse ponto do trajeto que aconteceu a eventualidade citada a cima: o motorista do nosso ônibus bateu na traseira de um outro carro. Isso atrasou muito a viagem. O acidente não foi nada grave, só a incomodação mesmo. Para resumir, fizemos La Fortuna -> San Ramón -> Puntarenas -> Quepos. Saímos às 05:30, chegamos às 17h e gastamos uns $10. Nesse dia, o que valeu a pena foi ver o pôr do sol em Quepos. Pôr do sol em Quepos by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr 11º dia (21/01/2017) – Quepos (Manuel Antônio) O parque Manuel Antônio é o destino de praias mais famoso de toda a Costa Rica. Com muitos macacos, preguiças, guaxinins, aves e lagartos, além de três praias com águas tranquilas, quentes e cristalinas e ainda algumas trilhas com vários mirantes onde observa-se as praias da região de lugares privilegiados, o parque atrai turistas de todas as idades e tipos de viagem. Apesar do local ser muito turístico, o dinheiro investido vale muito a pena ($16 dólares por pessoa para entrar). O parque abre às 07h, fecha às 16h e não abre nas segundas-feiras. A região de Manuel Antônio é muito mais desenvolvidade que a de Quepos, o que torna os preços muito mais caros (motivo que decidimos ficar em Quepos). Há vários bares e restaurantes em frente a praia de Manuel Antônio (praia de graça que fica um pouco antes da entrada do parque), com muitas opções de comida. Saem ônibus de Quepos para Manuel Antônio todos os dias, de 15 em 15 minutos, desde às 05:30 (≈$0.5 e 15min). Chegamos no parque umas 08h e ficamos até 15h30min, deu tempo de sobra de visitar todas as praias e fazer todas as trilhas. Preferimos a segunda praia (na sequência do sentido entrada -> praias) por ter menos gente e a água ser um pouco mais gelada. Não se vende nada no parque, portanto levem bastante água e comida para este dia. Primeira praia do parque Manuel Antonio by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Mirante no parque Manuel Antonio by Murilo Scarpa Sitonio, no Flickr Uma coisa que todo mundo fala, mas vale reforçar: cuidado com os macacos e guaxinins do parque! Um pequeno descuido e eles poderiam pegar alguma coisa da nossa mochila. Era até engraçado que parecia que um macaco do bando tentava desviar a atenção da raça que parava para observa-los enquanto os outros tentavam pegar alguma coisa da mochila da raça. 12º dia (22/01/2017) – Quepos (Matapalo) Pelo nosso roteiro dá pra perceber que o surf não era o foco principal da viagem, mas queríamos tentar surfar em alguns dias mesmo assim (mesmo o surf não sendo o esporte principal de nenhum de nós). Perto de Quepos há uma praia bem famosa para a prática do esporte, a praia Matapalo, fica a uma hora de Quepos e o ônibus custa ≈$1.5. A previsão para o dia anterior era pior do que este, então decidimor ir dia 22 mesmo. Não sei se o dia anterior estava melhor e a previsão foi errônea, porque pior eu acho difícil. A praia tem 12 km de comprimento e não tinha onda em grande parte dela (por toda a parte que caminhamos, pelo menos). A praia nem é tão bonita e ficou devendo de surf aquele dia. Acabamos relaxando e jogando um futebol com uns nativos ali na praia mesmo. Voltamos para o hostel umas 16h e ficamos jogados na piscina. Fomos dormir bem cedo neste dia, pois o próximo seria longo.
  7. MuriloScarpa

    Costa Rica - Perguntas e Respostas

    Olá, em Janeiro de 2017 eu e um amigo faremos um mochilão pela Costa Rica e Nicarágua, a princípio nosso roteiro será: Libéria León (Nicarágua) Isla Ometepe (Nicarágua) San Juan del Sur (Nicarágua) Tamarindo Santa Teresa Montezuma Quepos San José La Fortuna Libéria O que acharam do roteiro? Aceitamos sugestões! Neste roteiro preliminar botamos o voo de ida e volta para Libéria ao invés de San José, pois além de ser mais barato, Libéria é mais perto da Nicarágua que a capital costa riquenha. Também optamos por este voo ao invés de chegar pela Costa Rica e voltar pela Nicarágua (ou vice-versa) pelo preço. Minhas dúvidas são quanto as rotas: 1) Há algum ônibus que ligue Libéria até Manágua? Tentei procurar no site da TicaBus mas não achei tal informação. Se existir, este ônibus é diário? Qual os horários? 2) O trajeto Montezuma -> Quepos é viável? Quando digo viável é se não vou perder um tempo muito maior que a distância entre os dois pontos exige. Olhando no mapa parece que a melhor opção seria um shuttle via água. Essa possibilidade existe? Se existe, custa muito caro? Há algum site onde informações de shuttles podem ser conferidas? Muito obrigado!
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