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Viajante Inveterado

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  • Meus Relatos de viagem
    Este é o índice de posts para a série de relatos de viagens: Mochilão na Europa I (28 países)

    Post #01: O dia da decisão: Vou fazer um mochilão pela Europa
    http://www.viajanteinveterado.com.br/o-dia-da-decisao-vou-fazer-um-mochilao-pela-europa/

    Post #02: O dia do embarque e os primeiros perrengues
    http://www.viajanteinveterado.com.br/o-dia-do-embarque-e-os-primeiros-perrengues/

    Post #03: Amor à primeira visita (Porto, Portugal)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/porto-portugal-amor-a-primeira-visita/

    Post #04: Alguém me traga um pastel de Belém, por favor! (Lisboa, Portugal)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/alguem-me-traga-um-pastel-de-belem-por-favor-lisboa-portugal/

    Post #05: Artes e paella! (Madri, Espanha)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/artes-e-paella-madri-espanha/

    Post #06: A cidade de Gaudí (Barcelona, Espanha)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/a-cidade-de-gaudi-barcelona-espanha/

    Post #07: Uma cidade para voltar (Paris, França)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/uma-cidade-para-voltar-paris-franca/

    Post #08: A capital inesgotável (Londres, Inglaterra)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/a-capital-inesgotavel-londres-inglaterra/

    Post #09: Dirigindo na mão inglesa (Windsor, Inglaterra)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/dirigindo-na-mao-inglesa-windsor-inglaterra/

    Post #10: O mistério de Stonehenge (Stonehenge, Inglaterra)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/o-misterio-de-stonehenge-stonehenge-inglaterra/

    Post #11: A capital menos conhecida do Reino Unido (Cardiff, País de Gales)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/a-capital-menos-conhecida-do-reino-unido-cardiff-pais-de-gales/

    Post #12: A cidade dos Beatles (Liverpool, Inglaterra)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/a-cidade-dos-beatles-liverpool-inglaterra/

    Post #13: Na terra dos Leprechauns (Dublin, Irlanda)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/na-terra-dos-leprechauns-dublin-irlanda/

    Post #14: Belfast e Giant’s Causeway (Belfast, Irlanda do Norte)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/belfast-e-giants-causeway-belfast-irlanda-do-norte/

    Post #15: De passagem por Glasgow (Escócia)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/de-passagem-por-glasgow-escocia/

    Post #16: Bonita, cinza e medieval (Edimburgo, Escócia)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/bonita-cinza-e-medieval-edimburgo-escocia/

    Post #17: Tour pelas Highlands (Escócia)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/tour-pelas-highlands-escocia/

    Post #18: Sexo, drogas, história e arte (Amsterdã, Holanda)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/sexo-drogas-historia-e-arte-amsterda-holanda/

    Post #19: Conhecendo Bruxelas (Bélgica)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/conhecendo-bruxelas-belgica/

    Post #20: Um dia em Luxemburgo (Luxemburgo)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/um-dia-em-luxemburgo-luxemburgo/

    Post #21: Frankfurt não é só business (Alemanha)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/frankfurt-nao-e-so-business-alemanha/

    Post #22: Munique: uma das cidades mais interessantes da Europa
    http://www.viajanteinveterado.com.br/munique-uma-das-cidades-mais-interessantes-da-europa/

    Post #23: Cadê o Franco? (Zurique, Suíça)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/cade-o-franco-zurique-suica/

    Post #24: Beleza medieval e charme suíço (Berna, Suíça)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/beleza-medieval-e-charme-suico-berna-suica/

    Post #25: A dois passos dos Alpes (Interlaken, Suíça)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/a-dois-passos-dos-alpes-interlaken-suica/

    Post #26: Passando apuros com os policiais no trem rumo a Milão (Itália)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/passando-apuros-com-os-policiais-no-trem-rumo-a-milao-italia/

    Post #27: Passando o dia em Turim (Itália)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/passando-o-dia-em-turim-italia/

    Post #28: Ferrari é mato! (Monte Carlo, Mônaco)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/ferrari-e-mato-monte-carlo-monaco/

    Post #29: Bate e volta em Veneza
    http://www.viajanteinveterado.com.br/bate-e-volta-em-veneza/

    Post #30: Milão em um dia
    http://www.viajanteinveterado.com.br/milao-em-um-dia/

    Post #31: Conhecendo a Torre de Pisa
    http://www.viajanteinveterado.com.br/conhecendo-a-torre-de-pisa/

    Post #32: Florença: o berço do Renascimento italiano
    http://www.viajanteinveterado.com.br/florenca-o-berco-do-renascimento-italiano/

    Post #33: Roma e Vaticano em apenas dois dias
    http://viajanteinveterado.com.br/roma-e-vaticano-em-apenas-dois-dias/

    Post #34: Costa Amalfitana
    http://www.viajanteinveterado.com.br/costa-amalfitana/

    Post #35: Atenas
    http://www.viajanteinveterado.com.br/atenas/

    Post #36: Mykonos
    http://www.viajanteinveterado.com.br/mykonos/

    Post #37: No trem: de Atenas para Istambul
    http://www.viajanteinveterado.com.br/no-trem-de-atenas-para-istambul/

    Post #38: A extraordinária Istambul
    http://www.viajanteinveterado.com.br/a-extraordinaria-istambul/

    Post #39: Multado no trem: a interminável viagem de Istambul a Bucareste
    http://www.viajanteinveterado.com.br/multado-no-trem-a-interminavel-viagem-de-istambul-a-bucareste/

    Post #40: Minha terrível experiência em Bucareste
    http://www.viajanteinveterado.com.br/minha-terrivel-experiencia-em-bucareste/

    Post #41: A verdadeira história do Conde Drácula (Bran, Romênia)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/a-verdadeira-historia-do-conde-dracula-bran-romenia/

    Post #42: Buda + Peste (Hungria)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/buda-peste-hungria/

    Post #43: Um dia em Viena (Áustria)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/um-dia-em-viena-austria/

    Post #44: Day trip para Bratislava (Eslováquia)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/day-trip-para-bratislava-eslovaquia/

    Post #45: Praga: conheça a fascinante capital da República Tcheca
    http://www.viajanteinveterado.com.br/praga-conheca-a-fascinante-capital-da-republica-tcheca/

    Post #46: Auschwitz: a exibição do terror
    http://www.viajanteinveterado.com.br/auschwitz-a-exibicao-do-terror/

    Post #47: Um tour a pé por Cracóvia (Polônia)
    http://www.viajanteinveterado.com.br/um-tour-a-pe-por-cracovia-polonia/

    Post #48: Berlim: a cidade de todos os adjetivos
    http://www.viajanteinveterado.com.br/berlim-a-cidade-de-todos-os-adjetivos/

    Post #49: Passeando a pé por Copenhague
    http://www.viajanteinveterado.com.br/passeando-a-pe-por-copenhague/

    Post #50: Oslo: a capital viking
    http://www.viajanteinveterado.com.br/oslo-a-capital-viking/

    Post #51: Em Malmö, por acidente
    http://www.viajanteinveterado.com.br/em-malmo-por-acidente/

    Post #52: Estocolmo: a mais bela capital escandinava
    http://viajanteinveterado.com.br/estocolmo-a-mais-bela-capital-escandinava/

    Post #53: Helsinque, o último destino do meu primeiro mochilão
    http://www.viajanteinveterado.com.br/helsinque-o-ultimo-destino-do-meu-primeiro-mochilao/

    Post #54: O que eu aprendi no meu primeiro mochilão?
    http://www.viajanteinveterado.com.br/o-que-eu-aprendi-no-meu-primeiro-mochilao/
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  1. Viajante Inveterado

    O mundo indígena e a natureza de Otavalo (Equador)

    @Jah Albuquerque Fico muito feliz em saber que sua viagem deu certo!! Espero poder ajudar nas próximas também!! Aproveita pra um pulinho lá no blog e conheça nosso canal no YouTube com vídeos novos quase toda semana!! Muito obrigado por ter voltado aqui para agradecer, é isso que me motiva a continuar compartilhando as minhas viagens!!
  2. Viajante Inveterado

    Munique: uma das cidades mais interessantes da Europa

    Fala, @wwagner!! Cara... que pergunta terrível de responder... kkkkk. Digo isso porque gosto muuuito das duas cidades. Eu morei 6 meses em Berlim, então tem uma questão emocional envolvida. Ambas possuem atrativos suficientes pra te ocupar por vários dias. Meu primeiro conselho seria: visite as duas. Caso não queira ou não tenha tempo, procure descobrir qual cidade possui mais a sua cara - por exemplo: Berlim tem museus importantíssimos, uma vida underground que vc só vê lá, e a história viva de um passado recente bastante turbulento, o icônico muro e etc... Munique é outra atmosfera, é a Bavária, tem as cervejarias, Oktoberfest (que é sensacional), museu da BMW, mas também tem Dachau a 20 km. Se a dúvida persistir, veja qual se encaixa melhor ao seu roteiro e deixe a outra para uma próxima visita! Geograficamente, Berlin, por estar mais ao norte, combina mais com Holanda e Dinamarca. kkkkkkkkkkk =) Abraço e depois volta pra contar como foi!!
  3. Viajante Inveterado

    Costa Amalfitana

    Olá, Francisco! Olha, digamos que eu não estava na melhor forma física... Mas foi uma aventura bem cansativa! Quanto ao Path of the Gods, não cheguei a fazer... Vamos aguardar até que algum viajante que tenha feito nos informe. Abraços.
  4. Fala, viajante! O mundo das viagens envolve muitas coisas boas – muitas, mesmo! Mas, infelizmente, tem gente que se aproveita do turismo para sacanear e levar vantagem de alguma forma. Existem centenas de golpes aplicados por aí e as histórias sempre vêm à tona. É o caso deste post! No último dia do meu segundo mochilão pela América do Sul, tomamos um táxi na esquina do Cerro Monserrate em Bogotá. Estavam comigo Marcelo e Carioca – dois amigos que viajam comigo todos os anos. Combinamos com o taxista o valor de COP 45.000 para que nos levasse ao hotel para pegarmos a bagagem e, em seguida, partiríamos direto para o aeroporto – de onde embarcaríamos para o Brasil. E tudo foi feito conforme combinado. Quando paramos no aeroporto, dei-lhe uma nota de COP 50.000 e aguardei o troco. Ele perguntou se eu tinha outra nota, pois aquela estava rasgada. Estava faltando um pedacinho da nota e eu estranhei, pois não havia notado nenhum defeito – mas também não tinha olhado direito. Com pressa de embarcar, dei-lhe outra nota de COP 50.000. Novamente ele pega a nota, examina e me mostra um pequeno rasgo na parte inferior. E sugere que eu lhe dê outra nota. Por sorte, eu não tinha mais notas de COP 50.000. Havia me sobrado uns COP 38.000, senão me engano. E ele, imediatamente, disse que estava ok. Sem desconfiar, mas com uma pulga atrás da orelha, desembarquei. Marcelo e Carioca já haviam tirado as mochilas do porta-malas e estavam fotografando as extravagantes rodas do carro. Isso seria muito útil, alguns minutos depois. Pois bem, fizemos o check-in, despachamos a bagagem, passamos pelo controle e fomos fazer as últimas compras no duty free. Na hora de pagar, peguei aquela nota rasgada e entreguei à vendedora, torcendo pra ela aceitar. Daí veio o susto e a explicação de tudo. Assim que pegou a nota, ela disse: “Esta nota é falsa”. Olhei pra cara dela, suspirei, abri a carteira peguei a outra nota e entreguei-lhe já perguntando: “Esta também?”. Sem ser surpreendido, ouvi um sim bastante confiante. A história estava desvendada. Expliquei o ocorrido, perguntei-lhe o que poderia fazer e ela me mostrou onde estavam os policiais. Corri até eles, entreguei as notas e contei-lhes toda a história. Mostrei o celular do Marcelo com a foto do táxi. Eles anotaram a numeração e entraram em contato com a central. O problema é que para formalizar a ocorrência eu teria que sair da zona de trânsito internacional e ir até o posto policial que fica antes do embarque. Infelizmente, eu não tinha tempo hábil pra isso. Eles lamentaram a situação e me devolveram as notas falsas. Em tom de brincadeira, perguntei: “É suvenir?”. Rimos e nos despedimos. É uma pena quando isso acontece. Por instantes tudo parece ficar obscuro e até o próprio país, que tinha se mostrado tão fantástico, parece perder o brilho por um momento. Felizmente, compreendo que aquele fato isolado não pode manchar a imagem de tantos lugares bacanas e de tanta gente boa que conheci na Colômbia. Mas, também tenho a consciência de que isso vai continuar acontecendo com outros viajantes e o que faço aqui é denunciar o ocorrido, para que você ou algum conhecido, quando for à Colômbia, não passe por isso. Então anote os dados e passe a mensagem adiante, por um mundo melhor e honesto! O nome do motorista eu ainda não tenho, mas a identificação do carro está aí: PREFIXO: WH5958 Obs: já encaminhei a denúncia para empresários do ramo hoteleiro e associações de táxi de Bogotá. Postarei aqui qualquer novidade sobre o caso. --- O post original com fotos está no blog Viajante Inveterado: http://www.viajanteinveterado.com.br/denuncia-golpe-do-taxi-em-bogota/ Leia todos os posts desse Mochilão pelo Peru / Equador / Colômbia: http://www.viajanteinveterado.com.br/indice-de-posts-mochilao-america-do-sul-ii/
  5. Viajante Inveterado

    relato Bogotá e a Catedral de Sal

    Fala, viajante!! A região de Santa Marta, definitivamente, me deixou com gostinho de quero mais. O Parque Tayrona e seus arredores têm muita coisa pra mostrar, mas o fim da viagem estava próximo e tínhamos que seguir para Bogotá. Bogotá e a Catedral de Sal Deixamos nosso hostel em Santa Marta e partimos de táxi (COP 12.000) até a estação rodoviária. Pagamos COP 60.000 (70.000 se for no cartão) pela passagem do semileito da Berlinave até a capital – com direito a wifi que teve um papel fundamental, fazendo as 18 horas de viagem passarem mais rápido. Pela manhã, fizemos a única parada da viagem em um restaurante simples na estrada para tomar café. Por volta do meio das 10h entramos na região metropolitana da capital, e enfrentamos um trânsito bem lento. Pela janela, o que víamos era muita pobreza. Quase duas horas depois, chegávamos à rodoviária. Já estávamos com fome e aproveitamos para almoçar por ali mesmo. Em seguida, após analisarmos o custo x benefício do transporte público, decidimos encarar o táxi (principalmente para fugir do trânsito). O primeiro preço era COP 25.000, mas choramos e conseguimos um taxista que nos levasse por COP 15.000. Ficamos hospedados no hotel La Santa María, no bairro Chapinero, localizado próximo às badaladas Zona G (que oferece muitas opções gastronômicas) e Zona T (conhecida por suas opções de compras e casas noturnas). Todos os quartos são privativos e possuem banheiro, TV a cabo e telefone. Em frente ao hotel fica o Hostal La Pinta, da mesma rede do La Pinta Boogaloo que havíamos ficado em Cali dias antes – os três estabelecimentos são do mesmo proprietário. Após nos instalarmos, seguimos até o Museo del Oro que merece destaque por sua organização, por seu acervo riquíssimo e pelas interessantes instalações. Ao lado do museu fica a Galeria Artesanal com as mais diversas lembrancinhas que exaltam desde o café, um dos principais produtos de exportação do país, até a grande variedade cultural indígena. Já anoitecera e caminhamos um pouco por aquela região. O movimento de carros e pessoas era grande. Depois de muito escolhermos, encontramos um local para comer, uma espécie de Subway colombiano, chamado Q. Depois tomamos um táxi para voltar ao hotel. No dia seguinte o passeio seria fora de Bogotá. Nosso destino era a famosa Catedral de Sal de Zipaquirá – conhecida como a Primeira Maravilha da Colômbia, que fica nos arredores da capital e o trajeto leva cerca de uma hora. Para chegar até lá fomos de táxi (por COP 20.000) até a Calle 170, onde encontram-se vans e micro-ônibus para diversos lugares. O micro até Zipaquirá custou COP 4.800 por pessoa. Desde a parada do ônibus até o complexo da Catedral são cerca de 10-15min a pé e dá pra aproveitar o caminho pra conhecer um pouco da cidade. Chegando lá, a escadaria é grande e o caminho é demarcado por um risco branco no chão. O preço da entrada é bastante salgado (desculpe o trocadilho… rsrs). O ingresso básico custa COP 50.000 e dá direito ao Tour Guiado + Vídeo musical na maior tela de LED subterrânea + Projeção 3D do filme Nucuma (O Território do Sal). Existem ainda os opcionais: Ruta del Minero, Parede de Escalada, Museo de la Salmuera, Passeio de trem pelo centro histórico e guia exclusivo. O que hoje é uma importante atração turística, surgiu, na verdade, como uma mina de sal e sua origem remonta ao ano 1816. A antiga Catedral começou a ser construída em 1950 e a nova Catedral teve seu início em 1991 e foi concluída quatro anos depois. Na parte externa do complexo há lojinhas e uma praça de alimentação. O acesso para a Catedral se dá por um longo túnel que leva até a Via Crucis: um caminho de 386 metros com 14 capelas escavadas nas rochas de sal, representando o caminho percorrido por Jesus Cristo. Seguindo esse caminho chega-se à Cúpula, que conecta o túnel à grande nave central e é o local mais disputado para tirar fotos. A partir daí chega-se às três naves: La Nave del Nacimiento, La Nave de la Ressurrección e La Nave Central, construída a 180 metros de profundidade, que exibe a maior cruz do mundo. Ainda debaixo da terra (ou seria do sal?), os demais corredores dividem atrações diversas, lojas de suvenir e um café. Tudo, tudo foi escavado em rochas de sal. Deixamos a catedral, fomos conhecer um pouquinho da cidade. Seguimos até a Plaza Monumento a Los Mártires, onde fica a Iglesia Zipaquirá. Descemos a Calle 4, que é um calçadão comercial bastante movimentado, e chegamos ao bonito Parque La Esperanza. Os ônibus de volta para Bogotá saem da esquina dessa parque, no encontro da Calle 4 com a Carrera 16. O preço é o mesmo da ida: COP 4.800. Estávamos bastante cansados e, literalmente, dormimos no ponto. Passamos batido do nosso ponto de desembarque e tivemos que enfrentar o trânsito da capital por bastante tempo, até desembarcarmos no terminal rodoviário. O “passeio” forçado serviu para conhecermos uma outra parte do Bogotá que possui uma grande concentração de construções de tijolos à vista. Pegamos um táxi (COP 10.000) do terminal até o hotel. Mais tarde saímos pra comer uma pizza e depois queríamos ir para um barzinho, mas estávamos cansados demais. Aquela era a nossa última noite na Colômbia, a nossa última noite de mochilão. E não tínhamos disposição nem pra tomar uma cervejinha na esquina. O cansaço e saudade de casa estavam batendo. Mas ainda tínhamos mais um dia pra aproveitar! De repente, abri os olhos. Tudo estava ficando diferente. Era o último dia. Não queríamos perder nada e, ao mesmo tempo, seria impossível percorrer todos os lugares que ainda faltavam ser visitados em Bogotá. Não sei como é pra você mas, no meu caso, quando o mochilão vai chegando ao fim a tendência é eu ficar mais cansado, com a cabeça longe. Nossa prioridade era visitar todo o centro histórico que lá em Bogotá é conhecido como Candelária. E começamos na Plaza Chorro de Quevedo, local que, segundo alguns, deu origem à cidade. É uma pracinha pequena, simples, que possui uma igrejinha e um certo encanto. A praça costuma ser ocupada por estudantes, artistas de rua e músicos. Em seus arredores, pelas ruelas estreitas de paralelepípedos, distribuem-se fachadas coloridas, lojas de artesanato e albergues disputados. Seguimos para os museus. Iniciamos na Casa de La Moneda, onde a entrada é gratuita. O local exibe, entre tantas outras moedas, as primeiras de ouro cunhadas na América do Sul, além de prensas de diversas épocas. Um dos pontos altos da nossa visita à Bogotá foi o Museo Botero. O museu possui uma coleção incrível de telas e esculturas do artista colombiano Fernando Botero, com destaque para a Monalisa rechonchuda. Mas o acervo vai além e conta com obras de pintores europeus consagrados como Dali, Monet, Picasso, Renoir e Van Gogh. Dá pra melhorar? Dá, a entrada é gratuita! Ainda na onda dos museus, chegamos até o Museo Militar que mostra sua coleção de armas e possui um espaço dedicado aos combatentes. A entrada também é gratuita. Depois, foi a vez da grande Plaza de Bolívar, no coração da cidade. Ao redor da praça estão a Catedral, a Prefeitura, o Capitólio Nacional e o Palácio da Justiça. Para comprar as últimas lembrancinhas de viagem, encontramos o Centro Artesanal Plaza Bolivar, localizado a poucos metros da praça – os produtos são praticamente os mesmo aos da feirinha ao lado do Museo del Oro. Sem muitas pretensões continuamos caminhando tranquilamente entre as milhares de pessoas que aproveitavam o domingo para lotar as praças e ruas centrais. Algumas ruas estavam fechadas e havia diversos artistas (alguns nem tão artistas) exibindo seus dons ou fazendo brincadeiras com as pessoas. No meio dessa multidão, passou uma marcha pacífica em favor da maconha – e os participantes faziam questão de acender seus baseados na frente dos policiais, que ficavam só olhando. Depois de ver tudo isso, decidimos ir de táxi até o Cerro de Monserrate, um morro que atinge 3.152 metros de altitude. Para subir, existem três opções: funicular, teleférico ou a pé. Escolhemos subir de teleférico e descer de funicular e pagamos COP 10.000 – preço especial de domingo. Apesar de ser muito alto (eu disse muuuito alto), a subida é bem tranquila e suave. Era fim de tarde, ventava bastante e as nuvens, por vezes, cobriam toda a vista da cidade. No topo do morro tem uma igreja e dois restaurantes com vistas espetaculares. O passeio estava bacana mas não tínhamos muito tempo – nosso voo sairia à noite e ainda tínhamos que descer e passar no hotel para pegar as bagagens. Descemos de funicular e, na base, compramos umas lembrancinhas gastronômicas que estavam sendo vendidas em saquinhos: formigas – sim, pra comer! Fomos até a esquina esperar um táxi que nos levasse até o hotel e, depois, seguisse para o aeroporto. Eis que avistamos um carro grande, que comportaria nossos mochilões e fizemos sinal. Combinamos a corrida toda por COP 45.000. Chegamos no hotel, pegamos as bagagens e já partimos para o aeroporto. Na hora de pagar, achei estranho ele dizer que minhas notas estavam rasgadas, e pediu pra trocar. Na pressa, fui ingênuo e não percebi o golpe. Ele havia trocado as minhas notas por notas falsas (truque velho, manjado… mas eu caí!). Só fui perceber isso quando fui fazer umas comprinhas no duty free. Tirando o golpe, nossa experiência foi fantástica, conhecemos lugares incríveis, aprendemos muito e os três países desse mochilão (Peru, Equador e Colômbia) arrumaram um lugarzinho em nossos corações! O gostinho de quero mais ficou no ar, o sentimento de tristeza, pela viagem que acabou, e de alegria, por estarmos voltando pra casa, se misturavam a todo momento. Agora, em casa, é hora focar nos próximos destinos, na próxima viagem, na próxima aventura. Porque o importante é não ficar parado! Guarde as informações abaixo para a sua viagem: Ônibus Santa Marta / Bogotá – COP 60.000 (70.000 se for no cartão) pela passagem do semileito da Berlinave, com wifi. Hotel La Santa María – End: Calle 65 #5-50. Diárias por pessoa a partir de COP 96.000/individual, COP 65.000/duplo, COP 66.000/triplo, COP 55.000/quádruplo. Hostal La Pinta – End: Calle 65 #5-67. Diária por pessoa em dormitórios para 8 pessoas COP 28.000; 6 pessoas COP 30.000; 4 pessoas COP 32.000; 4 pessoas feminino COP 38.000. Diária por pessoa em quarto privativo com banheiro compartilhado COP 75.000/52.000/49.000/40.000 para 1/2/3/4 pessoas respectivamente. Diária por pessoa em quarto privativo com banheiro privativo COP 96.000/65.000/52.000/49.000. Museo del Oro – End: na esquina da Carrera 6ª com a Calle 16 (Parque Santander). Abre: ter/sáb 9h-18h, domingos e feriados 10h-16h. Entrada: COP 3.000; gratuita aos domingos. Catedral de Sal – End: Carrera 6, Calle 1, Zipaquirá. Abre: diariamente 9h-17h40. Entrada: o ingresso básico custa COP 50.000 e dá direito ao Tour Guiado + Vídeo musical na maior tela de LED subterrânea + Projeção 3D do filme Nucuma (O Território do Sal). Opcionais: Ruta del Minero COP 6.000; Muro de Escalada COP 6.000; Museo de la Salmuera COP 3.000; Passeio de trem pelo centro histórico COP 4.500; Guia exclusivo COP 60.000 + impostos. Para chegar: COP 4.800 por trecho em micro-ônibus desde o terminal da Calle 170 em Bogotá. Casa de Moneda – End: Calle 11 #4-93. Abre: seg/sáb 9h-19h; domingos e feriados 10h-17h; fechado às terças. Entrada gratuita. Museo Botero – End: Calle 11 #4-41. Abre: seg/sáb 9h-19h; domingos e feriados 10h-17h; fechado às terças. Entrada gratuita. Museo Militar – End: Calle 10 #4-92. Abre: ter/sex 9h-16h; sáb/dom 10h-16h. Entrada gratuita. Cerro de Monserrate – End: Carrera 2 Este #21-48. Abre: seg/sáb 6h30-0h (meia-noite); dom 6h30-18h30; feriados 7h-18h30. O funicular e o teleférico possuem horários de funcionamento diferentes, visite o site oficial para maiores informações. Ingressos (funicular ou teleférico): seg/sáb COP 9.000 por trecho; aos domingos COP 5.000 por trecho. A trilha de pedestres está fechada temporariamente. --- O post original com fotos está no blog Viajante Inveterado: http://viajanteinveterado.com.br/bogota-e-a-catedral-de-sal/ Leia todos os posts desse Mochilão pelo Peru / Equador / Colômbia: http://www.viajanteinveterado.com.br/indice-de-posts-mochilao-america-do-sul-ii/
  6. Fala, viajante! Enquanto estávamos em Santa Marta, aproveitamos dois dias e uma noite para conhecer o Parque Tayrona, uma das melhores surpresas da viagem. Quer saber por quê? Acompanhe o relato abaixo! Parque Nacional Tayrona: natureza e aventura no paraíso colombiano Cientes que deveríamos caminhar bastante nas próximas horas, começamos a organizar nossas tralhas para os próximos dois dias. Estávamos em Santa Marta, mais precisamente no bairro El Rodadero, no albergue Casa del Ritmo. Foi lá que deixamos a maior parte de nossas bagagens para explorar o Parque Nacional Tayrona mais “leves”. Levamos conosco apenas o básico para passar dois dias e uma noite na praia, ou melhor, em algum tipo acomodação disponível por lá. Pagamos COP 3.000 por um táxi que nos deixou em um terminal de ônibus. O local é bem simples, de chão batido e sem nenhuma estrutura. Mas é de lá mesmo que saem os ônibus (igualmente simples e apertados) para Tayrona. Pelo ônibus, cada um pagou COP 7.000. São apenas 34 km de distância mas, devido às paradas e ao trânsito, o trajeto até a entrada do Parque pode durar cerca de uma hora. Quando desembarcamos, tive que procurar um local para trocar dólares, pois havia me esquecido de trocar na cidade. Felizmente, nos arredores da entrada (chamada El Zaino), há restaurantes e lojas que trocam algum dinheiro – mas, dependendo do dia, pode ser que você não consiga fazer o câmbio por lá, portanto confira sua carteira previamente. Antes de chegarmos até a bilheteria, o pessoal do Parque nos recebeu e, junto com outros turistas, tivemos que assistir a um vídeo obrigatório de orientação sobre o local e educação ambiental. O objetivo do vídeo – além de contar sobre o Parque, sua fauna e flora –, é instruir os visitantes sobre os horários que as trilhas abrem e fecham, sobre quais praias são seguras para o banho e fornecer informações sobre hospedagem e alimentação. A entrada para o Parque Tayrona custou COP 42.000; estudantes com até 26 anos pagam apenas COP 8.500 (é exigida a comprovação). Continuando, cada um pagou mais COP 3.000 para tomar uma van que sobe morro acima por cerca de cinco quilômetros. Aliás, na minha opinião, esse valor poderia ser incluído ao do ingresso, uma vez que todo mundo utiliza o serviço. Após o desembarque da van, existem duas alternativas para continuar até Arrecifes: a pé ou a cavalo (por COP 20.000). Optamos pela caminhada que levou 40 minutos. O início foi complicado, o caminho em meio a mata começa com muitos degraus, o que deixou o percurso mais lento, e a situação foi agravada pelo calor e umidade excessivos. Mas, com um pouquinho de esforço, chegamos a Arrecifes que é a primeira parada e possui restaurantes e acomodação. Almoçamos por lá mesmo (cerca de COP 12.000) para recuperar as energias, pois ainda tínhamos um bocado para chegar a Cabo San Juan del Guía, nosso destino final. Deixamos Arrecifes para trás continuamos a empreitada. As trilhas em meio à mata deram lugar à uma longa caminhada pela areia da praia – neste ponto, o banho de mar não é permitido e há placas sinalizando as mais de 200 mortes ocorridas por afogamento, melhor não arriscar, né? Seguindo nosso caminho, passamos por algumas outras prainhas até chegar em La Piscina, que fica mais ou menos na metade do caminho entre Arrecifes e Cabo San Juan. É uma praia tranquila, protegida por uma barreira natural de corais – que é uma atração a mais para mergulhadores. E, finalmente, depois de 1h40 de caminhada total, chegamos a Cabo San Juan. O que encontramos foi algo diferente do que eu imaginava, mas não menos interessante. Eu esperava algo deserto mas existe uma pequena comunidade por ali e são seus integrantes que cuidam da manutenção local. O chamado Centro Ecoturístico Cabo San Juan del Guía possui uma estrutura que, apesar de simples, é muito boa, organizada e conta com barracas e redes para locação, banheiros, restaurante e um bar/conveniência. As barracas já ficam montadas lado a lado, à espera dos hóspedes. Para tornar a experiência mais confortável, há colchões de espuma dentro delas. A diária da barraca custa COP 25.000 por pessoa. As redes também ficam montadas ao lado das barracas, em um barracão coberto, mas aberto nas laterais e custam COP 20.000. Existe ainda a possibilidade de ficar acomodado em uma parte mais nobre, em uma espécie de bangalô sobre as pedras, entre as duas praias do Cabo. Nesse bangalô, também há redes e dois quartos privativos a COP 150.000 para duas pessoas. Ainda sobre a estrutura, é bom salientar que energia elétrica é luxo, ou seja, nos banheiros só tem água fria – mas com o calor que faz por lá, você nem ia querer água quente, eu garanto! Luz só tem no restaurante, na conveniência, nos banheiros, e em um ou outro poste. Perto da praia ou da área de acampamento só luz natural (dependendo da lua) e as lanternas. Para carregar baterias e celulares, há somente duas ou três tomadas nas paredes do restaurante – aproveite para não se preocupar com isso e vá curtir a natureza, ok? Guardamos nossos pertences nas barracas e fomos conhecer a praia. O sol já estava quase se pondo e a água estava bem fria. Mas não o suficiente para me impedir de aproveitar um pouquinho. Mais tarde jantamos (os pratos custam cerca de COP 11.000), conversamos com a gringaiada (aparentemente, éramos os únicos brasileiros) e fomos dormir. Fiz questão de acordar cedo, bem cedo. Eram 5h30 quando meu despertador tocou. Saí da barraca com a câmera na mão para registrar o nascer do sol. Pouco a pouco, a luz do dia ia chegando e transformando a vida daquela praia. O movimento nas barracas se intensificava. Todos queriam aproveitar o dia. Tomamos o café da manhã e, sem perder muito tempo, caímos nas águas caribenhas que, devido ao sol, estavam bem mais quentes que na tarde anterior. E foi dentro d’água que permanecemos por toda a manhã. Eu, particularmente, gostaria de ter ficado ali por alguns dias, mas nosso roteiro era apertado e tínhamos que seguir viagem. Assim, liberamos as barracas e partimos. Fizemos uma parada em La Piscina e depois em Arrecifes, onde tornamos a almoçar. Chegando ao final da trilha, fomos abordados por um senhor que tinha uma van e estava negociando a viagem de volta até Santa Marta. Estávamos cansados e achamos uma boa pagar COP 17.000 cada um para que ele nos deixasse em nosso albergue, evitando assim o ônibus apertado até Santa Marta e depois o táxi. Só não esperávamos que o trânsito em Santa Marta estivesse tão intenso naquele final de tarde, o que obrigou o motorista da van a pagar dois táxis para levar parte da galera até seus destinos finais. Chegamos sãos, salvos mas muito cansados na Casa del Ritmo. Fizemos o check-in, nos instalamos e comi a melhor lasanha de berinjela da minha vida por COP 13.000. O que não vimos no Parque Tayrona? Logicamente, em dois dias e uma noite, não pudemos tempo de ver tudo que o Parque oferece. Afinal, ele possui três entradas que levam a diferentes lugares – em sua maioria, praias. A exceção é um local chamado El Pueblito, cujo principal acesso é pela entrada Calabazo. Pueblito é um pequeno povoado indígena que sustenta suas tradições, vivendo ali, como seus ancestrais. Se você quer praia mas quer deixar a aventura de lado, opte por Cañaveral que fica bem próxima da entrada do Parque e possui opções de camping, apartamentos, restaurante e até wifi. Guarde essas informações para a sua viagem: Táxi desde El Rodadero até o terminal – COP 3.000 Ônibus de Santa Marta ao Parque Tayrona – COP 7.000 Parque Nacional Tayrona – Horários de abertura para entrada/saída: 8h-17h. Entrada: COP 42.000; estudantes com até 26 anos pagam COP 8.500. Van para percorrer os 5 km iniciais: COP 3.000 / Cavalos até Arrecifes: COP 20.000 / Almoço em Arrecifes: COP 12.000. Existe uma opção para chegar a Cabo San Juan de barco, desde Taganga, a viagem dura 55 minutos e custa COP 55.000 por trecho. Importante: é proibido ingressar no parque portando sacolas plásticas, objetos de isopor, instrumentos musicais, animais de estimação, bebidas alcoólicas e pranchas de surfe. Centro Ecoturístico Cabo San Juan del Guía – Acomodação em Cabo San Juan: rede COP 20.000 por pessoa; barraca COP 25.000 por pessoa; quarto COP 150.000 para duas pessoas. O restaurante abre para o café das 7h30-10h30; para o almoço das 12h30-16h; e para o jantar das 18h30-20h30. O bar/conveniência abre das 7h30-16h e das 18h-21h. Café da manhã a partir de COP 6.000, massas por COP 8.000, outros pratos a partir de COP 11.000, uma garrafinha d’água custa COP 3.000 e a cerveja COP 4.000. Há serviço de lockers disponível entre 7h-21h30. --- O post original com fotos está no blog Viajante Inveterado: http://viajanteinveterado.com.br/parque-nacional-tayrona-natureza-e-aventura-no-paraiso-colombiano/ Leia todos os posts desse Mochilão pelo Peru / Equador / Colômbia: http://www.viajanteinveterado.com.br/indice-de-posts-mochilao-america-do-sul-ii/
  7. Viajante Inveterado

    relato Praia e mergulho em Santa Marta

    Fala, viajante!! Depois de conhecermos a badalada Cartagena, seguimos pela costa colombiana para conhecer Santa Marta, um destino que guarda ótimas surpresas, mas que nem todo viajante se arrisca a desvendar. Praia e mergulho em Santa Marta Era uma manhã muito chuvosa em Cartagena mas, por sorte, a chuva chegou quando já estávamos prestes a deixar a cidade. Na recepção do albergue, esperávamos pela van que nos levaria até a cidade de Santa Marta, em uma viagem de 4 horas pela qual pagamos COP 46.000 cada um. O espaço era bem apertado, mas chegamos inteiros. A cidade de Santa Marta pode parecer meio confusa, por isso é mais fácil dividi-la em regiões. Ao sul fica El Rodadero, a região mais nobre, com opções de hospedagem mais caras e cuja orla possui muitas opções de restaurantes, bares e lanchonetes, sua faixa de areia é larga e atrai muitos visitantes. No miolo, e junto à costa, ficam o centro histórico e o calçadão à beira-mar – locais não muito seguros. Também na área central, porém afastado da costa, fica Mamatoco, que só conhecemos quando fomos à rodoviária – não há muito o que fazer por lá. No sentido norte, fica a área litorânea e mochileira de Taganga. A van nos deixou a algumas quadras do albergue Candela y Chocolate, no centro histórico, onde passamos o primeiro dia. O atendimento é ótimo, mas as instalações são bem simples, o que pode se justificar pelo preço da diária dos dormitórios a COP 20.000. Caminhamos até a orla, onde encontramos um comprido e largo calçadão e a praia bem movimentada – quase que exclusivamente por locais aproveitando e fim de semana. O pôr do sol dessa região é algo diferenciado (ele se põe no mar) e merece ser admirado, assim fizemos enquanto percorríamos o calçadão. Paramos para comer no Presto, restaurante fast food colombiano e depois fomos até a marina, onde há alguns barzinhos bacanas, como o Miko – pra onde voltamos mais tarde – que possui lounges ao ar livre e música ao vivo. É importante dizer que caminhar pela orla de Santa Marta não inspira muita segurança e as abordagens de pedintes são comuns. No dia seguinte, após o café, tomamos um táxi até El Rodadero, do outro lado do morro, onde nos hospedaríamos pelos próximos dias. Mas, neste dia, apenas deixamos as bagagens e seguimos para o Parque Tayrona, onde passamos dois dias e uma noite. Quando retornamos do parque já era quase de noite, e aí sim fizemos o check-in no albergue Casa del Ritmo. Um local muito agradável, com uma atmosfera bacana, bom atendimento, bons quartos e uma jacuzzi indispensável para ajudar a suportar o calor. O valor da diária nos dormitórios é de COP 30.000. Estávamos cansados e jantamos ali mesmo. Paguei COP 13.000 pela melhor lasanha de berinjela que já comi! E pra você que pretende se hospedar por lá, é bom saber que o restaurante deles é vegetariano. No outro dia saímos em busca de uma operadora de mergulho. Enquanto caminhávamos pela praia, entre dezenas de vendedores de passeios, um deles foi muito gentil e disse que poderia nos levar até uma loja especializada. Foi assim que chegamos até a Tienda de Buceo El Rodadero, onde fomos muito bem atendidos. Há saídas diárias e o preço era COP 180.000, mas choramos um pouquinho e conseguimos fechar por COP 160.000 para a manhã seguinte. Deixamos a loja e fechamos mais um passeio para irmos imediatamante: Playa Blanca por COP 10.000 ida e volta. A praia de El Rodadero não é ruim, mas também não nos impressionou. Por isso compramos esse passeio até uma das praias mais famosas da região. É no canto norte de El Rodadero, onde fica o píer, que saem todos os passeios. E foi lá que embarcamos. Após uns vinte minutos de navegação, a primeira parada ocorre no Acuário Rodadero, são cercados feitos no mar, junto ao costão, onde tem show de golfinhos e outros animais marinhos, o ingresso custa COP 30.000. Nenhum de nós quis assistir ao show e, para não ter que esperar outro barco, seguimos a pé (com o guia) por um lindo caminho de pedras que nos levou até a praia. Diferente do que eu imaginava, no local há uma megaestrutura de restaurantes, cadeiras e barracas para atender os turistas. A parte boa é que os preços não são absurdos, havia pratos em torno de COP 15.000-20.000 e a cerveja Águila saía por COP 4.000 (quando negociada com os ambulantes). A famosa Playa Blanca não é nenhum paraíso e assemelha-se muito à própria praia de El Rodadero. Mas, como o transporte é barato, vale a pena conhecer. E uma ótima maneira de curtir o dia é alugar um snorkel (ou comprar um nas lojas da cidade) e curtir a vida marinha. No fim da tarde, quando chegam os últimos barcos, todos são avisados por apitos e pelos próprios guias, que retornam em busca de seus clientes. Durante a noite, saímos para caminhar pela orla de Rodadero e encontrar algo para comer. Assim como no dia anterior, achamos o restaurante Presto, e não hesitamos. Depois circulamos mais um bocado, observando o movimento. Nesta orla existe policiamento mas, ainda assim, é sempre bom ter cautela, não é mesmo? Nosso passeio não se estendeu muito pois tínhamos mochila pra arrumar e mergulho na manhã seguinte. Mais um dia amanhecia no Caribe colombiano e nós estávamos ansiosos para mergulhar. Liberamos o quarto, deixamos as mochilas novamente nos armários que eles disponibilizam e partimos em busca da nossa aventura. No caminho, fizemos uma pausa rápida para o café e, depois de alguns minutos, chegamos ao centro de mergulho, onde recebemos as instruções e os equipamentos. Os mergulhos da Tienda de Buceo El Rodadero são operados por um pai e seus dois filhos, todos muito gentis e cuidadosos com o que fazem. Quando já estávamos prontos para embarcar, um fato nos preocupou: o barco não tinha nenhuma cobertura e isso não combinava com o sol forte daquela região – a sorte é que a roupa de neoprene nos protegeria bastante. Assim seguimos, nós, outros quatro gringos, o piloto, os instrutores e seus três cachorros. A primeira parada foi na Playa Blanca, onde os gringos (que haviam adquirido o curso de mergulho) teriam seus primeiros exercícios de flutuação. Enquanto isso, nós seguimos para um naufrágio bem próximo dali. O senhor (instrutor e pai dos rapazes) nos acompanhou. Descemos por uma corda guia que nos levou diretamente ao naufrágio – que encontra-se, curiosamente, na posição de navegação, e isso é raro. Aproveitamos bastante o nosso mergulho e retornamos com segurança à superfície. Assim que voltamos ao barco, partimos para pegar os outros. Enquanto aguardávamos por eles, saltamos do barco para fazer snorkel e nos refrescar. Alguns minutos depois, os gringos retornaram ao barco que, para nossa surpresa, partiu e nos deixou ali. Como era improvável terem nos abandonado, continuamos curtindo o visual marinho – mas rolou aquela apreensão. Algum tempo depois eles apareceram e nos pegaram. Percebi que o senhor já não estava no barco e perguntei-lhes o que havia acontecido e eles contaram que haviam retornado para deixá-lo, pois ele não estava se sentindo bem, mas não entramos em detalhes. Nosso segundo mergulho foi na ilha de Santa Marta, aquela mesma que pudemos observar nas fotos do pôr do sol. Lá a fauna e a flora marinha são abundantes e tivemos incríveis momentos debaixo d’água. Quando nossa aventura chegou ao fim, partimos diretamente ao supermercado que fica próximo ao albergue. Almoçamos por lá e aproveitamos para comprar algumas besteiras para comer durante a viagem que faríamos à noite para Bogotá. Tivemos tempo suficiente para curtir a jacuzzi do albergue e, após um banho de torneira (sim, pois já havíamos liberado o quarto pela manhã), nos arrumamos e partimos de táxi até a estação rodoviária de Santa Marta (por COP 12.000). Pesquisamos e pagamos COP 60.000 (70.000 se for no cartão) pela passagem para Bogotá em um ótimo ônibus semileito da Berlinave, com direito a wifi – o que foi muito útil para uma viagem que durou 18 horas. Guarde as informações abaixo para a sua viagem!! Van Cartagena/Santa Marta – Disponível em dois ou três horários com preços diferentes e pode-se reservar diretamente no albergue. Pagamos COP 46.000 por pessoa. A duração da viagem é de 4h, em média. Albergue Candela y Chocolate – End: Calle 12, n. 3-1. Diária dormitórios COP 20.000. Miko Bar – End: Carrera 1, n. 22-93 – Marina Internacional. Abre: seg/sáb 16h-3h, dom 10h-2h. Albergue Casa del Ritmo – End: 18, n. 2-59 – Rodadero. Diária dormitórios COP 30.000. Quartos privativos a partir de COP 40.000. Tienda de Buceo El Rodadero – End: Carrera 3, n. 8-47 – Rodadero. Loja e operadora de mergulho. Saída de barco com duas imersões COP 180.000. Passeio Playa Blanca – COP 10.000 ida (passando pelo aquário) e volta. Comendo na praia: pratos por COP 15.000-20.000, cerveja por COP 4.000. Acuário Rodadero – Entrada: COP 30.000. Nado com golfinhos: COP 150.000. Táxi de El Rodadero / rodoviária de Santa Marta por COP 12.000. Passagem Santa Marta / Bogotá – COP 60.000 (ou 70.000 se for no cartão) por um semileito com wifi da empresa Berlinave. Duração: 18 horas. --- O post original com fotos está no blog Viajante Inveterado: http://viajanteinveterado.com.br/praia-e-mergulho-em-santa-marta/ Leia todos os posts desse Mochilão pelo Peru / Equador / Colômbia: http://www.viajanteinveterado.com.br/indice-de-posts-mochilao-america-do-sul-ii/
  8. Fala, viajante!! Depois de visitarmos Cali, pegamos um voo para o destino mais concorrido da Colômbia: Cartagena das Índias. Acompanhe! Cartagena das Índias: um tesouro colombiano O dia amanhecia em Cali e, depois de acordarmos e tomarmos o café da manhã, pagamos COP 55.000 para irmos de táxi até o Aeropuerto Internacional Alfonso Bonilla Aragón. Aguardamos em uma longa fila para fazermos o check-in e, quando chegou a nossa vez, apresentamos as passagens compradas no dia anterior pelo site Despegar.com e tivemos uma surpresa… A atendente disse que nossa reserva estava cancelada. Eu questionava sobre o porquê do cancelamento, sendo que o status da passagens aparecia como “CONFIRMADO”. Os argumentos foram em vão e tivemos que ir até a loja da Avianca, ali mesmo no aeroporto. Expliquei a situação para a atendente da loja que confirmou que a reserva estava cancelada e que nada poderia fazer por nós. Indignado e sem saber o que fazer, peguei o telefone e liguei para a Despegar.com. Inspirado (e revoltado), gastei mais de dez minutos argumentando sem parar. A atendente negou-se a enviar qualquer e-mail relatando a situação e/ou uma cópia da ligação… E apenas falava que o banco não havia autorizado a compra. Eu rebatia, pois quando uma compra não é autorizada, o cliente deve ser informado na hora, seja por e-mail, telefone ou sinal de fumaça. Além disso, eu havia pego os tickets confirmados no site da própria cia aérea. Com os argumentos esgotados e sem nenhuma resposta convincente, desliguei o telefone e ainda tínhamos que decidir o que faríamos. As passagens que haviam custado COP 220.000, agora estavam por COP 305.000. Mesmo assim, decidimos que comprar novas passagens seria a melhor solução. Passamos o mesmo cartão que havíamos utilizado na internet e adivinha? Tudo ok, passagens emitidas. A sorte foi ter chegarmos bem cedo ao aeroporto, pois ainda deu tempo de pegarmos os mesmos voos. Assim, deixamos os problemas pra trás, seguimos animados para o embarque e, após uma conexão em Bogotá, desembarcamos na costa caribenha. A Ciudad Amurallada, como é conhecida, possui mais de um milhão de habitantes e é de grande importância histórico-cultural – não à toa, recebeu o título de Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela Unesco. Cartagena que, na época da colonização espanhola, foi um grande porto mercantil, hoje é uma cidade turística de destaque na América do Sul. No aeroporto tomamos um táxi até o Media Luna Hostel, localizado na Calle Media Luna (ou Calle 30), a mais agitada do bairro Getsemani. Cada um de nós desembolsou US$ 18 pela diária de um quarto compartilhado (para até seis pessoas) com ar condicionado – indispensável devido ao calor e humidade que nos fazem derreter dia e noite. Além da ótima localização, o albergue possui uma piscina bacana e a limpeza dos quartos e banheiros esteve sempre em dia. Saímos para comer algo e encontramos o restaurante La Licciola, a poucos metros do albergue. O local é agradável e as pizzas individuais custam entre COP 3.000-4.500. Já no dia seguinte, experimentamos o sol ardente ao caminharmos até o Fuerte (ou Castillo) de San Felipe de Barajas. Pagamos caro pela entrada: COP 50.000. Ele é o maior castelo construído pelos espanhóis no continente americano, onde destacam-se os vários túneis claustrofóbicos interligados que lembram um formigueiro. Em algumas paredes é possível identificar corais marinhos, utilizados na construção. Seguimos adiante e, morrendo de calor, chegamos até o Monumento a los Sapatos Viejos. Trata-se de uma reprodução de um par de botas gigantes e gastas. É uma homenagem a um dos mais renomados poetas cartaginenses, Luis Carlos López, cuja obra “A mi ciudad nativa” diz assim: “Mas hoy, plena de rancio desaliño / bien puedes inspirar esse cariño / que uno le tiene a sus sapatos viejos…”. Fomos obrigados a fazer uma pausa estratégica para fugir do calor e, pouco antes das 15 horas, seguimos para o centro histórico a fim de participar de um free walking tour pela Free Tour Cartagena – um passeio a pé, pelos pontos de interesse da cidade histórica – programa que ocorre na maioria das grandes cidades turísticas. Os guias que exercem esse tipo de trabalho não cobram expressamente pelos tours mas, obviamente, deve-se colaborar com uma gorjeta proporcional. Pra ser sincero, prefiro conhecer as cidades e atrativos por conta própria, com um guia na mão para não perder o principal e, além disso, os locais de interesse geralmente possuem algum material informativo. Eu também acho mais interessante fazer os passeios no meu próprio tempo, para poder fotografar com calma, curtir a atmosfera de cada lugar, enfim… Todavia, pra quem tem tempo sobrando ou não tem muita paciência para ler (ou ainda faz questão de saber os mínimos detalhes sobre tudo), esses tours guiados são muito indicados. Diferentemente do que está dizendo no site deles, nosso passeio teve início na Plaza San Pedro Claver, em frente ao Claustro e Iglesia San Pedro Claver. Várias esculturas ocupam esta praça que, ao entardecer, fica tomada pelas mesinhas de bar. De lá seguimos para a Plaza de la Aduana, a maior da cidade. À primeira vista, desinteressante, é uma praça vazia que possui uma estátua de Cristóvão Colombo. Mas ela possui um grande valor histórico. Foi ali, no edifício da Aduana que viveu Don Pedro de Heredia, o fundador da cidade. A construção é branca e possui colunas de pedra e três sacadas de madeira. Perto dali, fica a Plaza de los Coches, ao lado da principal entrada para a cidade murada, onde fica a Torre del Reloj. O nome da praça deriva de sua antiga função de estacionamento de veículos (coches). Atravessando a rua, fica o Portal de los Dulces, sob edifícios arcados (semelhantes à Aduana), ficam dezenas de barraquinhas de vendedores de doces caseiros. O passeio foi ficando mais interessante à medida em que caminhávamos pelas ruas, observando as coloridas fachadas dos casarões coloniais com suas sacadas de madeira, que são o símbolo da cidade histórica – e que, certamente, é a imagem que você já viu de Cartagena em alguma foto ou cartão-postal. Na Plaza Bolívar ou de la Inquisición fizemos uma longa parada. Bem arborizada e com uma estátua equestre de Simon Bolívar, a praça é rodeada de importantes construções. Em uma diagonal, ao nordeste (sobre a Plaza de la Proclamación), fica a Catedral de Cartagena, construída entre 1577 e 1612. O Museo de Oro fica do lado leste, atravessando a rua. O Palácio de la Inquisición, que funcionava como um tribunal, ocupa um prédio ao lado oeste da praça e possui histórias bizarras. Imagine que, na época da inquisição, mulheres abaixo de 50 kg poderiam ser consideradas bruxas por serem leves e, portanto, teriam a capacidade de voar em suas vassouras. Não à toa, pode-se reparar que os cantos dos telhados são pontiagudos, a fim de capturar alguma bruxa desavisada. Quem certamente não teria essa preocupação é a obra “Mujer Reclinada”, popularmente mais conhecida como “La Gorda” do renomado artista colombiano Fernando Bottero. A obra se encontra na Plaza Santo Domingo, em frente à Iglesia Santo Domingo, cujo destaque fica por conta da coroa de ouro com esmeraldas sobre a imagem de Santa Maria. E nosso tour continava enquanto caminhávamos entre prédios históricos coloridos, charretes, carrinhos de frutas e palenqueras. Aliás, as palenqueras são figuras típicas da cidade, usam roupas coloridas e transportam frutas em bacias sobre suas cabeças para serem vendidas pelas ruas de Cartagena. Mas vamos além disso, pois essas mulheres possuem uma história muito interessante. Elas são negras, descendentes dos escravos que fugiram de Cartagena e formaram uma comunidade livre, como os nossos quilombos, em Palenque a 50 km da costa. Naquele local eles puderam conservar seus costumes e idioma. Benkos Bioho foi o grande líder desse movimento de libertação que ocorreu por volta de 1600. O pequeno povoado foi declarado Patrimônio Intangível da Humanidade por ser considerado o primeiro local livre dos escravos trazidos à América. Assim que o tour encerrou, conhecemos por acaso o restaurante temático Marzola. Apesar de estar na Colômbia, o restaurante é argentino e serve as especialidades de sua gastronomia, incluindo o delicioso cordero patagónico. Suas paredes são inteiramente forradas de tampinhas de garrafa e, sobre elas, são expostos objetos, quadros, camisas de futebol e até uma cópia da carteira profissional de Lionel Messi. Mas era cedo e queríamos algo mais rápido. Foi aí que encontramos outro bar e restaurante temático: o KGB que, como seu nome sugere, é inspirado na organização de serviços secretos soviética. Fardas, fotos, placas e bandeira adornam o local. Pedimos nossos lanches que de soviéticos não tinham nada, mas estavam ótimos, e partimos para o albergue. Mais tarde, voltamos para o centro histórico e entramos no Bourbon St., um bar e restaurante animado, com entrada gratuita, onde tocava uma banda de rock muito boa naquela noite. No dia seguinte, não resistimos e fomos mais uma vez ao centro histórico e almoçamos por lá mesmo, no Restaurante 1595. O local é bacana, frequentado por locais e turistas, com pratos custando entre COP 9.000-14.500. Depois seguimos de ônibus até Bocagrande, um bairro nobre onde fica a praia mais badalada da cidade. Aqui cabe uma observação importante: se você está pensando em ir para Cartagena e curtir uma praia paradisíaca, esqueça as praias da cidade. Apesar de estarmos falando do mar do Caribe, as praias por essas bandas não são muito diferentes das nossas, não. Portanto, se você vai em busca de praias, pegue um passeio para Islas del Rosario (a Baru é a mais conhecida) ou Islas San Bernardo, que estão disponíveis em qualquer hotel, albergue e nas agências. Voltando a falar de Bocagrande, a praia oferece uma boa infraestrutura de bares, restaurantes, além de barraquinhas, cadeiras e guarda-sóis para locação. O que, por vezes, incomoda é o assédio gigantesco de ambulantes que vendem de tudo e das massagistas de plantão, que já chegam esfregando suas mãos oleosas sobre os visitantes. Atrás de Bocagrande, fica a região de Castillo Grande cuja praia é do mesmo nível, mas com a areia mais escura e menos movimentada. No fim das contas, ficamos em Cartagena mais que o planejado mas, ainda assim, no último dia estávamos muito cansados e perdemos o tão falado pôr do sol no Café del Mar – fica pra próxima! Achei a cidade muito agradável, exceto pelo calor que não dá trégua, e possui uma história riquíssima que merece ser conhecida. Na manhã seguinte, na recepção do albergue, reservamos lugares em uma van que nos buscou e nos levou, em uma viagem de 4 horas, até Santa Marta por COP 46.000. A distância não era grande, mas o espaço na van era menor ainda! E no próximo post, vamos conhecer mais um destino do Caribe colombiano: Santa Marta! Guarde as informações abaixo para a sua viagem!! Passagens aéreas Avianca Cali/Cartagena – COP 305.000 só ida Albergue Media Luna – End: Calle de la Media Luna 10-46, Getsemani. Dormitórios (para até seis pessoas) com ar condicionado custam US$ 18 por pessoa/por diária. La Licciola – End: Calle 30, 991. Pizzas individuais: COP 3.000-4.500. É um bar e restaurante agradável, ideal para quem está hospedado em Getsemani e não quer andar muito para comer. Fuerte de San Felipe de Barajas – End: Av. Antonio de Arevalo (cont. da Calle 30), esq. Carretera 17. Abre: todos os dias 8h-18h. Entrada: COP 25.000, estudantes pagam COP 10.500. Também há tours noturnos por COP 50.000 ou COP 15.000 para estudantes. Os áudio-guias custam COP 12.000. Monumento a Los Sapatos Viejos – End: entre a Calle 30 e a Carrera 18, atrás do Castillo San Felipe de Barajas. O monumento fica em uma praça pública, portanto é grátis. Free Tour Cartagena – Na cidade histórica, os tours ocorrem diariamente, em inglês e espanhol, às 10h e 16h. Em Getsemani, somente em ingês, seg/qua/sex/sáb às 10h30 e 15h. O ponto de encontro é na Plaza Santa Teresa. É bom fazer reserva pelo site. Claustro e Iglesia San Pedro Claver – End: Carrera 4, esq. Calle 31. Abre: seg/sex 8h-17h30, sáb/dom 8h-16h. Entrada: COP 9.000 (estudantes pagam COP 5.000). Catedral de Cartagena – End: Carrera 4, Plaza de La Proclamación. Visita com áudio-guia: COP 13.000. Museo de Oro Zenú – End: Carrera 4, 33-26, Plaza de Bolívar. Abre: ter/sex 8h-12h, 14h-18h; sáb 9h-17h. Entrada gratuita. Palácio de la Inquisición e Museo Histórico – End: Carrera 4, 3-11. Abre: seg/sáb 9h-18h, dom e feriados 10h-16h. Entrada: COP 18.000. Iglesia Santo Domingo – Carrera 3, esq. Calle 35. Abre para missas, 11h e 17h com entrada gratuita, ou para visitas de 45min áudio-guiadas por COP 12.000. Marzola Parilla Argentina – Calle del Curato, 38-137. Abre diariam. 11h-0h. KGB – End: em frente ao Parque Fernandez Madrid. Abre diariam. 9h-2h. Bourbon St. – Calle 35, 3. Abre: 17h-3h. Restaurante 1595 – Calle 36, 7-122. Abre: 11h30-15h. Van Cartagena/Santa Marta – Disponível em dois ou três horários com preços diferentes e pode-se reservar diretamente no albergue. Pagamos COP 46.000 por pessoa. A duração da viagem é de 4h, em média. --- O post original com fotos está no blog Viajante Inveterado: http://viajanteinveterado.com.br/cartagena-das-indias-um-tesouro-colombiano/ Leia todos os posts desse Mochilão pelo Peru / Equador / Colômbia: http://www.viajanteinveterado.com.br/indice-de-posts-mochilao-america-do-sul-ii/
  9. Fala, viajante!! O assunto de hoje é Cali, a terceira maior cidade colombiana, muito famosa por um ritmo musical: a Salsa. Vamos fazer uma aula?! Aprendendo a bailar Salsa (Cali, Colômbia) Domir mais uma noite no ônibus não seria problema para quem já havia se adaptado a esse esquema. Embarcamos em Ipiales, com destino a Cali – a apenas 475 km de distância mas que, na prática, representam mais de 10 horas de viagem. A passagem no semileito da empresa Supertáxi havia custado COP 40.000 (o leito custava COP 60.000), o ônibus era bastante confortável e a noite foi tranquila. Difícil foram as duas últimas horas… Já estávamos na região metropolitana e o trânsito era absurdo. Passamos por regiões bem feias da cidade, que nos faziam lembrar das favelas brasileiras. Quando, finalmente, desembarcamos, já estávamos com fome e, mais uma vez, aproveitamos para comer na rodô. Depois de estudarmos várias maneiras de chegar ao albergue, decidimos que a melhor opção seria o táxi – que já provamos ser uma ótima opção quando se viaja em três pessoas. Assim, chegamos ao La Pinta Boogaloo, no bairro Bellavista. É um casarão imenso, cujo antigo dono certamente gostava da ostentação. Nossa suíte tinha um closet, banheiro de pedras negras com detalhes dourados e uma grande banheira com hidromassagem. E o melhor, uma sacadinha de frente para a piscina! Pegamos algumas informações e, sem mapa, tentamos ir a pé até o centro. Caminhamos em vão, no sentido errado, debaixo de um sol que ardia e apelamos para um táxi. Em poucos minutos estávamos em frente ao Museo del Oro Calima, um museu pequeno mas que conta histórias interessantes sobre a utilização do ouro pelos povos antigos que ali viveram e foram surpreendidos pelos espanhóis. De lá seguimos para a Iglesia de la Merced que abriga um museu arqueológico e um de arte religiosa, mas estava fechada. Procuramos mais alguns atrativos no centro histórico, mas nenhum que mereça muito destaque. Cali me pareceu uma cidade pouco turística e funcionou mais como uma parada estratégica em nosso roteiro. Muito bonita é a Catedral Metropolitana (ou de San Pedro Apóstol), toda branca com uma cúpula quadriculada, laranja e verde. Ela fica localizada em frente à Plaza Cayzedo – que encontramos tomada pelos locais. Seguimos até o Parque de Los Poetas, à beira do Río Cali e próximo à magnífica Iglesia La Ermita, que é uma mini-igreja gótica, incrível! Fora isso não há muito mais o que visitar ou fazer na cidade, a não ser que você queira apreciar as vistas desde os mirantes Cristo Rey ou o Cerro de las Tres Cruces ou, ainda, se aventurar em algum esporte náutico no lago Calima. Como essas outras opções não nos despertaram muito interesse, fomos comer novamente! Desta vez encontramos um restaurante no centro, onde estava passando algum jogo do campeonato europeu. O pedido foi o de (quase) sempre: pechuga a la plancha. E aproveitamos a ocasião para degustar as cervejas locais: Club Colombia, Poker e Costeña. Decidimos, então, voltar para o albergue a tempo de pegar a aula de salsa que ocorre todos os dias, gratuitamente. Cali é considerada a capital mundial da salsa, pois seus munícipes faturaram o título por diversas vezes. Logo, a cidade possui uma grande oferta de escolas e casas que se dedicam ao ritmo. E lá estávamos nós, prestes a passar vergonha, ou não? No começo foi bem complicado mas, aos poucos, fomos pegando passo a passo e não foi tão difícil assim. Logicamente, não aprendemos a dançar salsa com apenas uma aula, mas foi muito divertido. Depois da exaustiva experiência, tiramos um tempo para descansar e curtir a piscina do albergue. Mais tarde, após queimarmos os miolos, decidimos excluir do roteiro a cidade de Medellín (por acreditarmos que a experiência seria meio parecida com a que tivemos em Cali, mas sem a salsa), deixando pra lá alguns pontos da história de El Patrón, Pablo Escobar e também para evitarmos dois dias de ônibus. Fizemos as contas e vimos que ficaria mais barato (e rápido) pegarmos um voo até o próximo destino, Cartagena, e ficarmos mais tempo por lá. Compramos os bilhetes pela internet (Cali/Cartagena COP 220.000) para o dia seguinte. Era uma quarta-feira e queríamos conhecer uma casa típica de salsa. Pegamos um táxi e buscamos os nomes que nossa professora havia indicado, como a Zaperoco. Mas estavam todas fechadas. Procuramos algum barzinho ou restaurante, mas a maioria estava vazio, sem muita graça. No final das contas, fizemos um enorme tour de táxi pela cidade, até resolvermos desembarcar em uma praça cheia de opções gastronômicas! Depois de analisarmos tudo com calma, fizemos a nossa escolha – um carrinho de lanches que ficava na garagem do proprietário. Ele, um senhor atencioso, demorava para fazer os lanches, mas a espera valeria a pena. O lanche era ótimo, muito recheado, pena que caí na pegadinha da maionese de bisnaga – aliás havia umas sete bisnagas por mesa, cada uma com um tipo de molho diferente. Chegando ao albergue comecei a passar mal, com febre alta, tremendo de frio. Mal sabia eu que o mal estar perduraria por algumas semanas. No dia seguinte, acordamos cedo e pegamos um táxi até o Aeropuerto Internacional Alfonso Bonilla Aragón, de onde sairia nosso voo para Cartagena. Mas sabe aquelas passagens que compramos pela internet? Pois é… No próximo post continuamos essa história! Guarde as informações abaixo para a sua viagem!! Ônibus Ipiales/Cali pela Supertáxi – COP 40.000/60.000 (semileito/leito) Albergue La Pinta Boogaloo – End: Carrera 3 Oeste #11-49. Os dormitórios custam a partir de COP 19.000; os quartos privativos sem banheiro custam COP 43.000/64.000 (single/double); quartos privativos com banheiro COP 64.000/86.000 (single/double); e a suíte COP 96.500/107.000 (single/double). Consulte o site para três ou mais pessoas. Museo del Oro Calima – End: Calle 7, n. 4-69. Abre: ter/sex 9h-17h, sáb 10h-17h. Entrada gratuita. Iglesia de la Merced – End: Carrera 4 com Calle 7. Abre: seg/sáb 9h-13h e 14h-18h. Abriga o Museo Arqueológico MUSA la Merced, entrada COP 3.000 (estudantes pagam COP 2.000). Casa de Salsa Zaperoco Bar – End: Av. 5 Norte #16N-46. Abre: qui/sáb 20h-2h. --- O post original com fotos está no blog Viajante Inveterado: http://viajanteinveterado.com.br/aprendendo-a-bailar-salsa-cali-colombia/ Leia todos os posts desse Mochilão pelo Peru / Equador / Colômbia: http://www.viajanteinveterado.com.br/indice-de-posts-mochilao-america-do-sul-ii/
  10. Fala, viajante!! No último post, saí de Otavalo um pouco triste, com aquele gostinho de quero mais. Mas a empolgação e ansiedade de estar prestes a conhecer Las Lajas foram suficientes para mudar meus sentimentos. Saiba tudo sobre esse santuário no post de hoje! Santuário Las Lajas (Ipiales, Colômbia) Ainda em Otavalo, tomamos um ônibus para Tulcán (por US$ 3,75) na Rodovia Panamericana – é importante deixar claro que não há ônibus entre o terminal de Otavalo e a cidade fronteiriça. Aproximadamente após de três horas e meia de viagem, desembarcamos no terminal de onde tomamos um táxi (por US$ 4) até a fronteira equatoriana. Carimbamos a saída e cruzamos, a pé, a ponte que liga os dois países. Após a regularização para entrada na Colômbia, saímos em busca de um táxi. Após alguns minutos sem movimento, resolvi abordar algumas pessoas que estavam desembarcando de um carro. Perguntei-lhes se ela um táxi, mas a mulher disse que não sabia (?). Fui falar com o motorista e descobri que não era um táxi, mas ele nos levaria até Ipiales por COP 5.000 (um táxi regular cobraria COP 8.000). Achamos um bom negócio e, mesmo com um pouco de receio, entramos no veículo. Aos poucos, me tranquilizei. O motorista era uma boa pessoa e, além de nos mostrar toda a cidade, deu dicas sobre Las Lajas, sobre a (falta de) segurança na cidade e ainda fez questão de parar em vários hotéis até encontrar uma opção que oferecesse uma tarifa razoável. Ficamos hospedados no Hotel Império Real e pagamos COP 35.000 por um quarto triplo – US$ 11 na época. Era muito barato. Obviamente não era um baita hotel, mas tinha TV, um banheirinho e era próximo da rodoviária – o que facilitaria bastante nossa locomoção. Como já era tarde, não quisemos perambular pelo desconhecido e apenas atravessamos a rua para comer salchipapas (salsicha com fritas) por COP 1.500. No outro dia, pulamos da cama e caminhamos até a rodoviária. Pedimos algumas informações e descobrimos que há táxis e vans compartilhados que saem para Las Lajas a todo momento. A tarifa é fixa: COP 2.200 por pessoa. Antes de ir, porém, tomamos nosso café da manhã ali mesmo no terminal, um gostoso misto e um chocolate quente por COP 5.600. O trajeto percorrido pelo táxi é de apenas 11 km até a entrada do Santuário. Na entrada havia muitas lojinhas, que deixamos para ver depois, e também alguns restaurantes. O acesso ao local é totalmente gratuito. Começamos a descer por uma longa rampa. Pelo caminho, há muitas placas de agradecimento e homenagem à Nossa Senhora de Las Lajas, que teria aparecido para uma menina naquele local. Após sua aparição, em 1754, foi dada a construção da primeira capela que, com o decorrer dos anos foi ganhando popularidade até chegar a ser a belíssima e imponente obra neogótica que é atualmente. A Basílica está encrustada nas rochas de um cânion e envolta por mata nativa e cachoeiras e lá em baixo corre o riacho Quebrada de El Morro (trecho do Rio Guáitara). Recentemente, em dezembro de 2015, o jornal britânico The Daily Telegraph a destacou em uma lista com as 23 igrejas mais lindas do mundo. Primeiramente atravessamos a ponte e caminhamos por todas as passarelas do complexo, buscando um bom ângulo para fotografar, mas a conclusão é que todas fotos saem bonitas, pois o Santuário é realmente um lugar diferenciado e muito especial. Pelo caminho, há mais algumas lojinhas de suvenir e lanchonetes. O interior da Basílica é todo branco com detalhes em dourado, relativamente simples. Posso destacar o fundo do altar que é de rocha natural, onde a construção está encravada. Outro atrativo do local é o teleférico que foi instalado em dezembro de 2015. Ele percorre 1.530 metros e custa de seg/sex COP 10.000/16.000 (só ida/ida e volta), sáb/dom COP 12.000/18.000. O número de visitantes ao Santuário é alto. São contabilizados 750.000 visitantes anuais, sendo que quase 20% o visitam na Semana Santa. Antes de deixarmos o local, fomos presenteados por um belo fenômeno meteorológico chamado halo que forma um arco-íris ao redor do Sol. Ele é formado pelo reflexo solar em cristais de gelo. Para voltar, pagamos mais COP 2.200 (por pessoa) – no mesmo esquema de táxi compartilhado. Aproveitamos para almoçar na rodoviária de Ipiales, um gostoso consommè de entrada, seguido por um prato delicioso de arroz, salada, purê de batata, carne bovina, banana e lentilhas e depois fomos descansar na recepção do hotel, onde havíamos deixado nossas bagagens. Tivemos que matar o resto da tarde para esperar o horário do nosso ônibus noturno até Cali. Pagamos COP 40.000 por um semileito (o leito custava COP 60.000) da empresa Supertáxi. Antes do embarque, jantamos na rodoviária (sim, todas as refeições do dia foram feitas na rodoviária… rsrs), mais uma vez optei por carne vermelha, os acompanhamentos eram ovo frito, ervilhas, batata e salada. Para tomar, simpatizei com o Quatro, um refrigerante de toranja (o nome da fruta é toranja mesmo – ou toronja, em espanhol, e grapefruit, em inglês). O prato custou COP 6.000, o refri COP 2.000. Compramos mais alguns itens essenciais para a viagem (bolacha, água, … rs) e partimos pra Cali. E no próximo post você vai saber mais sobre Cali, a terra da Salsa! Guarde as informações abaixo para a sua viagem!! Ônibus Otavalo/Tulcán – US$ 3,75 Táxi Tulcán / fronteira – US$ 4 Táxi fronteira / Ipiales – COP 8.000 (ou menos, se o táxi for clandestino) Hotel Império Real (Ipiales) – Carrera 3ª, próximo ao terminal rodoviário. Hotel bem básico, mas o valor compensa se for ficar só por uma noite – COP 35.000 diária de um quarto triplo Táxi ou van da rodoviária de Ipiales / Las Lajas / Ipiales – COP 2.200 por trecho Café da manhã na rodô (misto e chocolate quente) – COP 5.600 Almoço/jantar na rodô – COP 6.000 em média, refri por COP 2.000 Santuário Las Lajas – Abre: diariamente 5h-19h. Entrada gratuita. Teleférico – seg/sex COP 10.000/16.000 (só ida/ida e volta), sáb/dom COP 12.000/18.000 Ônibus Ipiales/Cali pela Supertáxi – COP 40.000/60.000 (semileito/leito) --- O post original com fotos está no blog Viajante Inveterado: http://viajanteinveterado.com.br/santuario-las-lajas-ipiales-colombia/ Leia todos os posts desse Mochilão pelo Peru / Equador / Colômbia: http://www.viajanteinveterado.com.br/indice-de-posts-mochilao-america-do-sul-ii/
  11. Viajante Inveterado

    O mundo indígena e a natureza de Otavalo (Equador)

    Olá, Jamile! Durante minha passagem por esses países, não passei nenhum apuro. Tome os cuidados básicos e tenho certeza que vc terá dias incríveis!! Se precisar de alguma coisa, conte comigo. Obrigado pelos comentários e até mais!!
  12. Viajante Inveterado

    O mundo indígena e a natureza de Otavalo (Equador)

    Olá, Jamile! Durante minha passagem por esses países, não passei nenhum apuro. Tome os cuidados básicos e tenho certeza que vc terá dias incríveis!! Se precisar de alguma coisa, conte comigo. Obrigado pelos comentários e até mais!!
  13. Viajante Inveterado

    Auschwitz: a exibição do terror

    Olá, partiutrip! Concordo, é muita tristeza em um ambiente só. Também visitei muitos memoriais, cemitérios e museus de guerra - principalmente na Alemanha e na Polônia -, onde o clima era "menos pior"... Mas, de qualquer forma, são lugares muito pesados.
  14. Viajante Inveterado

    Auschwitz: a exibição do terror

    Fala, makiley! Sem dúvidas, um guia pode mudar completamente uma visita. E o mundo está cheio de bons guias - sorte nossa! Grande abraço.
  15. Viajante Inveterado

    Auschwitz: a exibição do terror

    Poxa, desculpe desapontá-la! Essa série de posts sobre a Europa era algo bastante pessoal que decidi publicar no blog para compartilhar a essência da experiência, mesmo sem informações práticas para os leitores. Mas, de qualquer forma, se precisar de alguma coisa específica, deixe um recado que tento ajudar. Fui a Auschwitz em junho/2017... Agora eu que posso dar dicas... rs Opa, que bacana!!
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