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Viajante Inveterado

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Tudo que Viajante Inveterado postou

  1. @Jah Albuquerque Fico muito feliz em saber que sua viagem deu certo!! Espero poder ajudar nas próximas também!! Aproveita pra um pulinho lá no blog e conheça nosso canal no YouTube com vídeos novos quase toda semana!! Muito obrigado por ter voltado aqui para agradecer, é isso que me motiva a continuar compartilhando as minhas viagens!!
  2. Fala, @wwagner!! Cara... que pergunta terrível de responder... kkkkk. Digo isso porque gosto muuuito das duas cidades. Eu morei 6 meses em Berlim, então tem uma questão emocional envolvida. Ambas possuem atrativos suficientes pra te ocupar por vários dias. Meu primeiro conselho seria: visite as duas. Caso não queira ou não tenha tempo, procure descobrir qual cidade possui mais a sua cara - por exemplo: Berlim tem museus importantíssimos, uma vida underground que vc só vê lá, e a história viva de um passado recente bastante turbulento, o icônico muro e etc... Munique é outra atmosfera, é a Bavária, tem as cervejarias, Oktoberfest (que é sensacional), museu da BMW, mas também tem Dachau a 20 km. Se a dúvida persistir, veja qual se encaixa melhor ao seu roteiro e deixe a outra para uma próxima visita! Geograficamente, Berlin, por estar mais ao norte, combina mais com Holanda e Dinamarca. kkkkkkkkkkk =) Abraço e depois volta pra contar como foi!!
  3. Olá, Francisco! Olha, digamos que eu não estava na melhor forma física... Mas foi uma aventura bem cansativa! Quanto ao Path of the Gods, não cheguei a fazer... Vamos aguardar até que algum viajante que tenha feito nos informe. Abraços.
  4. Fala, viajante! O mundo das viagens envolve muitas coisas boas – muitas, mesmo! Mas, infelizmente, tem gente que se aproveita do turismo para sacanear e levar vantagem de alguma forma. Existem centenas de golpes aplicados por aí e as histórias sempre vêm à tona. É o caso deste post! No último dia do meu segundo mochilão pela América do Sul, tomamos um táxi na esquina do Cerro Monserrate em Bogotá. Estavam comigo Marcelo e Carioca – dois amigos que viajam comigo todos os anos. Combinamos com o taxista o valor de COP 45.000 para que nos levasse ao hotel para pegarmos a bagagem e, em seguida, partiríamos direto para o aeroporto – de onde embarcaríamos para o Brasil. E tudo foi feito conforme combinado. Quando paramos no aeroporto, dei-lhe uma nota de COP 50.000 e aguardei o troco. Ele perguntou se eu tinha outra nota, pois aquela estava rasgada. Estava faltando um pedacinho da nota e eu estranhei, pois não havia notado nenhum defeito – mas também não tinha olhado direito. Com pressa de embarcar, dei-lhe outra nota de COP 50.000. Novamente ele pega a nota, examina e me mostra um pequeno rasgo na parte inferior. E sugere que eu lhe dê outra nota. Por sorte, eu não tinha mais notas de COP 50.000. Havia me sobrado uns COP 38.000, senão me engano. E ele, imediatamente, disse que estava ok. Sem desconfiar, mas com uma pulga atrás da orelha, desembarquei. Marcelo e Carioca já haviam tirado as mochilas do porta-malas e estavam fotografando as extravagantes rodas do carro. Isso seria muito útil, alguns minutos depois. Pois bem, fizemos o check-in, despachamos a bagagem, passamos pelo controle e fomos fazer as últimas compras no duty free. Na hora de pagar, peguei aquela nota rasgada e entreguei à vendedora, torcendo pra ela aceitar. Daí veio o susto e a explicação de tudo. Assim que pegou a nota, ela disse: “Esta nota é falsa”. Olhei pra cara dela, suspirei, abri a carteira peguei a outra nota e entreguei-lhe já perguntando: “Esta também?”. Sem ser surpreendido, ouvi um sim bastante confiante. A história estava desvendada. Expliquei o ocorrido, perguntei-lhe o que poderia fazer e ela me mostrou onde estavam os policiais. Corri até eles, entreguei as notas e contei-lhes toda a história. Mostrei o celular do Marcelo com a foto do táxi. Eles anotaram a numeração e entraram em contato com a central. O problema é que para formalizar a ocorrência eu teria que sair da zona de trânsito internacional e ir até o posto policial que fica antes do embarque. Infelizmente, eu não tinha tempo hábil pra isso. Eles lamentaram a situação e me devolveram as notas falsas. Em tom de brincadeira, perguntei: “É suvenir?”. Rimos e nos despedimos. É uma pena quando isso acontece. Por instantes tudo parece ficar obscuro e até o próprio país, que tinha se mostrado tão fantástico, parece perder o brilho por um momento. Felizmente, compreendo que aquele fato isolado não pode manchar a imagem de tantos lugares bacanas e de tanta gente boa que conheci na Colômbia. Mas, também tenho a consciência de que isso vai continuar acontecendo com outros viajantes e o que faço aqui é denunciar o ocorrido, para que você ou algum conhecido, quando for à Colômbia, não passe por isso. Então anote os dados e passe a mensagem adiante, por um mundo melhor e honesto! O nome do motorista eu ainda não tenho, mas a identificação do carro está aí: PREFIXO: WH5958 Obs: já encaminhei a denúncia para empresários do ramo hoteleiro e associações de táxi de Bogotá. Postarei aqui qualquer novidade sobre o caso. --- O post original com fotos está no blog Viajante Inveterado: http://www.viajanteinveterado.com.br/denuncia-golpe-do-taxi-em-bogota/ Leia todos os posts desse Mochilão pelo Peru / Equador / Colômbia: http://www.viajanteinveterado.com.br/indice-de-posts-mochilao-america-do-sul-ii/
  5. Fala, viajante!! A região de Santa Marta, definitivamente, me deixou com gostinho de quero mais. O Parque Tayrona e seus arredores têm muita coisa pra mostrar, mas o fim da viagem estava próximo e tínhamos que seguir para Bogotá. Bogotá e a Catedral de Sal Deixamos nosso hostel em Santa Marta e partimos de táxi (COP 12.000) até a estação rodoviária. Pagamos COP 60.000 (70.000 se for no cartão) pela passagem do semileito da Berlinave até a capital – com direito a wifi que teve um papel fundamental, fazendo as 18 horas de viagem passarem mais rápido. Pela manhã, fizemos a única parada da viagem em um restaurante simples na estrada para tomar café. Por volta do meio das 10h entramos na região metropolitana da capital, e enfrentamos um trânsito bem lento. Pela janela, o que víamos era muita pobreza. Quase duas horas depois, chegávamos à rodoviária. Já estávamos com fome e aproveitamos para almoçar por ali mesmo. Em seguida, após analisarmos o custo x benefício do transporte público, decidimos encarar o táxi (principalmente para fugir do trânsito). O primeiro preço era COP 25.000, mas choramos e conseguimos um taxista que nos levasse por COP 15.000. Ficamos hospedados no hotel La Santa María, no bairro Chapinero, localizado próximo às badaladas Zona G (que oferece muitas opções gastronômicas) e Zona T (conhecida por suas opções de compras e casas noturnas). Todos os quartos são privativos e possuem banheiro, TV a cabo e telefone. Em frente ao hotel fica o Hostal La Pinta, da mesma rede do La Pinta Boogaloo que havíamos ficado em Cali dias antes – os três estabelecimentos são do mesmo proprietário. Após nos instalarmos, seguimos até o Museo del Oro que merece destaque por sua organização, por seu acervo riquíssimo e pelas interessantes instalações. Ao lado do museu fica a Galeria Artesanal com as mais diversas lembrancinhas que exaltam desde o café, um dos principais produtos de exportação do país, até a grande variedade cultural indígena. Já anoitecera e caminhamos um pouco por aquela região. O movimento de carros e pessoas era grande. Depois de muito escolhermos, encontramos um local para comer, uma espécie de Subway colombiano, chamado Q. Depois tomamos um táxi para voltar ao hotel. No dia seguinte o passeio seria fora de Bogotá. Nosso destino era a famosa Catedral de Sal de Zipaquirá – conhecida como a Primeira Maravilha da Colômbia, que fica nos arredores da capital e o trajeto leva cerca de uma hora. Para chegar até lá fomos de táxi (por COP 20.000) até a Calle 170, onde encontram-se vans e micro-ônibus para diversos lugares. O micro até Zipaquirá custou COP 4.800 por pessoa. Desde a parada do ônibus até o complexo da Catedral são cerca de 10-15min a pé e dá pra aproveitar o caminho pra conhecer um pouco da cidade. Chegando lá, a escadaria é grande e o caminho é demarcado por um risco branco no chão. O preço da entrada é bastante salgado (desculpe o trocadilho… rsrs). O ingresso básico custa COP 50.000 e dá direito ao Tour Guiado + Vídeo musical na maior tela de LED subterrânea + Projeção 3D do filme Nucuma (O Território do Sal). Existem ainda os opcionais: Ruta del Minero, Parede de Escalada, Museo de la Salmuera, Passeio de trem pelo centro histórico e guia exclusivo. O que hoje é uma importante atração turística, surgiu, na verdade, como uma mina de sal e sua origem remonta ao ano 1816. A antiga Catedral começou a ser construída em 1950 e a nova Catedral teve seu início em 1991 e foi concluída quatro anos depois. Na parte externa do complexo há lojinhas e uma praça de alimentação. O acesso para a Catedral se dá por um longo túnel que leva até a Via Crucis: um caminho de 386 metros com 14 capelas escavadas nas rochas de sal, representando o caminho percorrido por Jesus Cristo. Seguindo esse caminho chega-se à Cúpula, que conecta o túnel à grande nave central e é o local mais disputado para tirar fotos. A partir daí chega-se às três naves: La Nave del Nacimiento, La Nave de la Ressurrección e La Nave Central, construída a 180 metros de profundidade, que exibe a maior cruz do mundo. Ainda debaixo da terra (ou seria do sal?), os demais corredores dividem atrações diversas, lojas de suvenir e um café. Tudo, tudo foi escavado em rochas de sal. Deixamos a catedral, fomos conhecer um pouquinho da cidade. Seguimos até a Plaza Monumento a Los Mártires, onde fica a Iglesia Zipaquirá. Descemos a Calle 4, que é um calçadão comercial bastante movimentado, e chegamos ao bonito Parque La Esperanza. Os ônibus de volta para Bogotá saem da esquina dessa parque, no encontro da Calle 4 com a Carrera 16. O preço é o mesmo da ida: COP 4.800. Estávamos bastante cansados e, literalmente, dormimos no ponto. Passamos batido do nosso ponto de desembarque e tivemos que enfrentar o trânsito da capital por bastante tempo, até desembarcarmos no terminal rodoviário. O “passeio” forçado serviu para conhecermos uma outra parte do Bogotá que possui uma grande concentração de construções de tijolos à vista. Pegamos um táxi (COP 10.000) do terminal até o hotel. Mais tarde saímos pra comer uma pizza e depois queríamos ir para um barzinho, mas estávamos cansados demais. Aquela era a nossa última noite na Colômbia, a nossa última noite de mochilão. E não tínhamos disposição nem pra tomar uma cervejinha na esquina. O cansaço e saudade de casa estavam batendo. Mas ainda tínhamos mais um dia pra aproveitar! De repente, abri os olhos. Tudo estava ficando diferente. Era o último dia. Não queríamos perder nada e, ao mesmo tempo, seria impossível percorrer todos os lugares que ainda faltavam ser visitados em Bogotá. Não sei como é pra você mas, no meu caso, quando o mochilão vai chegando ao fim a tendência é eu ficar mais cansado, com a cabeça longe. Nossa prioridade era visitar todo o centro histórico que lá em Bogotá é conhecido como Candelária. E começamos na Plaza Chorro de Quevedo, local que, segundo alguns, deu origem à cidade. É uma pracinha pequena, simples, que possui uma igrejinha e um certo encanto. A praça costuma ser ocupada por estudantes, artistas de rua e músicos. Em seus arredores, pelas ruelas estreitas de paralelepípedos, distribuem-se fachadas coloridas, lojas de artesanato e albergues disputados. Seguimos para os museus. Iniciamos na Casa de La Moneda, onde a entrada é gratuita. O local exibe, entre tantas outras moedas, as primeiras de ouro cunhadas na América do Sul, além de prensas de diversas épocas. Um dos pontos altos da nossa visita à Bogotá foi o Museo Botero. O museu possui uma coleção incrível de telas e esculturas do artista colombiano Fernando Botero, com destaque para a Monalisa rechonchuda. Mas o acervo vai além e conta com obras de pintores europeus consagrados como Dali, Monet, Picasso, Renoir e Van Gogh. Dá pra melhorar? Dá, a entrada é gratuita! Ainda na onda dos museus, chegamos até o Museo Militar que mostra sua coleção de armas e possui um espaço dedicado aos combatentes. A entrada também é gratuita. Depois, foi a vez da grande Plaza de Bolívar, no coração da cidade. Ao redor da praça estão a Catedral, a Prefeitura, o Capitólio Nacional e o Palácio da Justiça. Para comprar as últimas lembrancinhas de viagem, encontramos o Centro Artesanal Plaza Bolivar, localizado a poucos metros da praça – os produtos são praticamente os mesmo aos da feirinha ao lado do Museo del Oro. Sem muitas pretensões continuamos caminhando tranquilamente entre as milhares de pessoas que aproveitavam o domingo para lotar as praças e ruas centrais. Algumas ruas estavam fechadas e havia diversos artistas (alguns nem tão artistas) exibindo seus dons ou fazendo brincadeiras com as pessoas. No meio dessa multidão, passou uma marcha pacífica em favor da maconha – e os participantes faziam questão de acender seus baseados na frente dos policiais, que ficavam só olhando. Depois de ver tudo isso, decidimos ir de táxi até o Cerro de Monserrate, um morro que atinge 3.152 metros de altitude. Para subir, existem três opções: funicular, teleférico ou a pé. Escolhemos subir de teleférico e descer de funicular e pagamos COP 10.000 – preço especial de domingo. Apesar de ser muito alto (eu disse muuuito alto), a subida é bem tranquila e suave. Era fim de tarde, ventava bastante e as nuvens, por vezes, cobriam toda a vista da cidade. No topo do morro tem uma igreja e dois restaurantes com vistas espetaculares. O passeio estava bacana mas não tínhamos muito tempo – nosso voo sairia à noite e ainda tínhamos que descer e passar no hotel para pegar as bagagens. Descemos de funicular e, na base, compramos umas lembrancinhas gastronômicas que estavam sendo vendidas em saquinhos: formigas – sim, pra comer! Fomos até a esquina esperar um táxi que nos levasse até o hotel e, depois, seguisse para o aeroporto. Eis que avistamos um carro grande, que comportaria nossos mochilões e fizemos sinal. Combinamos a corrida toda por COP 45.000. Chegamos no hotel, pegamos as bagagens e já partimos para o aeroporto. Na hora de pagar, achei estranho ele dizer que minhas notas estavam rasgadas, e pediu pra trocar. Na pressa, fui ingênuo e não percebi o golpe. Ele havia trocado as minhas notas por notas falsas (truque velho, manjado… mas eu caí!). Só fui perceber isso quando fui fazer umas comprinhas no duty free. Tirando o golpe, nossa experiência foi fantástica, conhecemos lugares incríveis, aprendemos muito e os três países desse mochilão (Peru, Equador e Colômbia) arrumaram um lugarzinho em nossos corações! O gostinho de quero mais ficou no ar, o sentimento de tristeza, pela viagem que acabou, e de alegria, por estarmos voltando pra casa, se misturavam a todo momento. Agora, em casa, é hora focar nos próximos destinos, na próxima viagem, na próxima aventura. Porque o importante é não ficar parado! Guarde as informações abaixo para a sua viagem: Ônibus Santa Marta / Bogotá – COP 60.000 (70.000 se for no cartão) pela passagem do semileito da Berlinave, com wifi. Hotel La Santa María – End: Calle 65 #5-50. Diárias por pessoa a partir de COP 96.000/individual, COP 65.000/duplo, COP 66.000/triplo, COP 55.000/quádruplo. Hostal La Pinta – End: Calle 65 #5-67. Diária por pessoa em dormitórios para 8 pessoas COP 28.000; 6 pessoas COP 30.000; 4 pessoas COP 32.000; 4 pessoas feminino COP 38.000. Diária por pessoa em quarto privativo com banheiro compartilhado COP 75.000/52.000/49.000/40.000 para 1/2/3/4 pessoas respectivamente. Diária por pessoa em quarto privativo com banheiro privativo COP 96.000/65.000/52.000/49.000. Museo del Oro – End: na esquina da Carrera 6ª com a Calle 16 (Parque Santander). Abre: ter/sáb 9h-18h, domingos e feriados 10h-16h. Entrada: COP 3.000; gratuita aos domingos. Catedral de Sal – End: Carrera 6, Calle 1, Zipaquirá. Abre: diariamente 9h-17h40. Entrada: o ingresso básico custa COP 50.000 e dá direito ao Tour Guiado + Vídeo musical na maior tela de LED subterrânea + Projeção 3D do filme Nucuma (O Território do Sal). Opcionais: Ruta del Minero COP 6.000; Muro de Escalada COP 6.000; Museo de la Salmuera COP 3.000; Passeio de trem pelo centro histórico COP 4.500; Guia exclusivo COP 60.000 + impostos. Para chegar: COP 4.800 por trecho em micro-ônibus desde o terminal da Calle 170 em Bogotá. Casa de Moneda – End: Calle 11 #4-93. Abre: seg/sáb 9h-19h; domingos e feriados 10h-17h; fechado às terças. Entrada gratuita. Museo Botero – End: Calle 11 #4-41. Abre: seg/sáb 9h-19h; domingos e feriados 10h-17h; fechado às terças. Entrada gratuita. Museo Militar – End: Calle 10 #4-92. Abre: ter/sex 9h-16h; sáb/dom 10h-16h. Entrada gratuita. Cerro de Monserrate – End: Carrera 2 Este #21-48. Abre: seg/sáb 6h30-0h (meia-noite); dom 6h30-18h30; feriados 7h-18h30. O funicular e o teleférico possuem horários de funcionamento diferentes, visite o site oficial para maiores informações. Ingressos (funicular ou teleférico): seg/sáb COP 9.000 por trecho; aos domingos COP 5.000 por trecho. A trilha de pedestres está fechada temporariamente. --- O post original com fotos está no blog Viajante Inveterado: http://viajanteinveterado.com.br/bogota-e-a-catedral-de-sal/ Leia todos os posts desse Mochilão pelo Peru / Equador / Colômbia: http://www.viajanteinveterado.com.br/indice-de-posts-mochilao-america-do-sul-ii/
  6. Fala, viajante! Enquanto estávamos em Santa Marta, aproveitamos dois dias e uma noite para conhecer o Parque Tayrona, uma das melhores surpresas da viagem. Quer saber por quê? Acompanhe o relato abaixo! Parque Nacional Tayrona: natureza e aventura no paraíso colombiano Cientes que deveríamos caminhar bastante nas próximas horas, começamos a organizar nossas tralhas para os próximos dois dias. Estávamos em Santa Marta, mais precisamente no bairro El Rodadero, no albergue Casa del Ritmo. Foi lá que deixamos a maior parte de nossas bagagens para explorar o Parque Nacional Tayrona mais “leves”. Levamos conosco apenas o básico para passar dois dias e uma noite na praia, ou melhor, em algum tipo acomodação disponível por lá. Pagamos COP 3.000 por um táxi que nos deixou em um terminal de ônibus. O local é bem simples, de chão batido e sem nenhuma estrutura. Mas é de lá mesmo que saem os ônibus (igualmente simples e apertados) para Tayrona. Pelo ônibus, cada um pagou COP 7.000. São apenas 34 km de distância mas, devido às paradas e ao trânsito, o trajeto até a entrada do Parque pode durar cerca de uma hora. Quando desembarcamos, tive que procurar um local para trocar dólares, pois havia me esquecido de trocar na cidade. Felizmente, nos arredores da entrada (chamada El Zaino), há restaurantes e lojas que trocam algum dinheiro – mas, dependendo do dia, pode ser que você não consiga fazer o câmbio por lá, portanto confira sua carteira previamente. Antes de chegarmos até a bilheteria, o pessoal do Parque nos recebeu e, junto com outros turistas, tivemos que assistir a um vídeo obrigatório de orientação sobre o local e educação ambiental. O objetivo do vídeo – além de contar sobre o Parque, sua fauna e flora –, é instruir os visitantes sobre os horários que as trilhas abrem e fecham, sobre quais praias são seguras para o banho e fornecer informações sobre hospedagem e alimentação. A entrada para o Parque Tayrona custou COP 42.000; estudantes com até 26 anos pagam apenas COP 8.500 (é exigida a comprovação). Continuando, cada um pagou mais COP 3.000 para tomar uma van que sobe morro acima por cerca de cinco quilômetros. Aliás, na minha opinião, esse valor poderia ser incluído ao do ingresso, uma vez que todo mundo utiliza o serviço. Após o desembarque da van, existem duas alternativas para continuar até Arrecifes: a pé ou a cavalo (por COP 20.000). Optamos pela caminhada que levou 40 minutos. O início foi complicado, o caminho em meio a mata começa com muitos degraus, o que deixou o percurso mais lento, e a situação foi agravada pelo calor e umidade excessivos. Mas, com um pouquinho de esforço, chegamos a Arrecifes que é a primeira parada e possui restaurantes e acomodação. Almoçamos por lá mesmo (cerca de COP 12.000) para recuperar as energias, pois ainda tínhamos um bocado para chegar a Cabo San Juan del Guía, nosso destino final. Deixamos Arrecifes para trás continuamos a empreitada. As trilhas em meio à mata deram lugar à uma longa caminhada pela areia da praia – neste ponto, o banho de mar não é permitido e há placas sinalizando as mais de 200 mortes ocorridas por afogamento, melhor não arriscar, né? Seguindo nosso caminho, passamos por algumas outras prainhas até chegar em La Piscina, que fica mais ou menos na metade do caminho entre Arrecifes e Cabo San Juan. É uma praia tranquila, protegida por uma barreira natural de corais – que é uma atração a mais para mergulhadores. E, finalmente, depois de 1h40 de caminhada total, chegamos a Cabo San Juan. O que encontramos foi algo diferente do que eu imaginava, mas não menos interessante. Eu esperava algo deserto mas existe uma pequena comunidade por ali e são seus integrantes que cuidam da manutenção local. O chamado Centro Ecoturístico Cabo San Juan del Guía possui uma estrutura que, apesar de simples, é muito boa, organizada e conta com barracas e redes para locação, banheiros, restaurante e um bar/conveniência. As barracas já ficam montadas lado a lado, à espera dos hóspedes. Para tornar a experiência mais confortável, há colchões de espuma dentro delas. A diária da barraca custa COP 25.000 por pessoa. As redes também ficam montadas ao lado das barracas, em um barracão coberto, mas aberto nas laterais e custam COP 20.000. Existe ainda a possibilidade de ficar acomodado em uma parte mais nobre, em uma espécie de bangalô sobre as pedras, entre as duas praias do Cabo. Nesse bangalô, também há redes e dois quartos privativos a COP 150.000 para duas pessoas. Ainda sobre a estrutura, é bom salientar que energia elétrica é luxo, ou seja, nos banheiros só tem água fria – mas com o calor que faz por lá, você nem ia querer água quente, eu garanto! Luz só tem no restaurante, na conveniência, nos banheiros, e em um ou outro poste. Perto da praia ou da área de acampamento só luz natural (dependendo da lua) e as lanternas. Para carregar baterias e celulares, há somente duas ou três tomadas nas paredes do restaurante – aproveite para não se preocupar com isso e vá curtir a natureza, ok? Guardamos nossos pertences nas barracas e fomos conhecer a praia. O sol já estava quase se pondo e a água estava bem fria. Mas não o suficiente para me impedir de aproveitar um pouquinho. Mais tarde jantamos (os pratos custam cerca de COP 11.000), conversamos com a gringaiada (aparentemente, éramos os únicos brasileiros) e fomos dormir. Fiz questão de acordar cedo, bem cedo. Eram 5h30 quando meu despertador tocou. Saí da barraca com a câmera na mão para registrar o nascer do sol. Pouco a pouco, a luz do dia ia chegando e transformando a vida daquela praia. O movimento nas barracas se intensificava. Todos queriam aproveitar o dia. Tomamos o café da manhã e, sem perder muito tempo, caímos nas águas caribenhas que, devido ao sol, estavam bem mais quentes que na tarde anterior. E foi dentro d’água que permanecemos por toda a manhã. Eu, particularmente, gostaria de ter ficado ali por alguns dias, mas nosso roteiro era apertado e tínhamos que seguir viagem. Assim, liberamos as barracas e partimos. Fizemos uma parada em La Piscina e depois em Arrecifes, onde tornamos a almoçar. Chegando ao final da trilha, fomos abordados por um senhor que tinha uma van e estava negociando a viagem de volta até Santa Marta. Estávamos cansados e achamos uma boa pagar COP 17.000 cada um para que ele nos deixasse em nosso albergue, evitando assim o ônibus apertado até Santa Marta e depois o táxi. Só não esperávamos que o trânsito em Santa Marta estivesse tão intenso naquele final de tarde, o que obrigou o motorista da van a pagar dois táxis para levar parte da galera até seus destinos finais. Chegamos sãos, salvos mas muito cansados na Casa del Ritmo. Fizemos o check-in, nos instalamos e comi a melhor lasanha de berinjela da minha vida por COP 13.000. O que não vimos no Parque Tayrona? Logicamente, em dois dias e uma noite, não pudemos tempo de ver tudo que o Parque oferece. Afinal, ele possui três entradas que levam a diferentes lugares – em sua maioria, praias. A exceção é um local chamado El Pueblito, cujo principal acesso é pela entrada Calabazo. Pueblito é um pequeno povoado indígena que sustenta suas tradições, vivendo ali, como seus ancestrais. Se você quer praia mas quer deixar a aventura de lado, opte por Cañaveral que fica bem próxima da entrada do Parque e possui opções de camping, apartamentos, restaurante e até wifi. Guarde essas informações para a sua viagem: Táxi desde El Rodadero até o terminal – COP 3.000 Ônibus de Santa Marta ao Parque Tayrona – COP 7.000 Parque Nacional Tayrona – Horários de abertura para entrada/saída: 8h-17h. Entrada: COP 42.000; estudantes com até 26 anos pagam COP 8.500. Van para percorrer os 5 km iniciais: COP 3.000 / Cavalos até Arrecifes: COP 20.000 / Almoço em Arrecifes: COP 12.000. Existe uma opção para chegar a Cabo San Juan de barco, desde Taganga, a viagem dura 55 minutos e custa COP 55.000 por trecho. Importante: é proibido ingressar no parque portando sacolas plásticas, objetos de isopor, instrumentos musicais, animais de estimação, bebidas alcoólicas e pranchas de surfe. Centro Ecoturístico Cabo San Juan del Guía – Acomodação em Cabo San Juan: rede COP 20.000 por pessoa; barraca COP 25.000 por pessoa; quarto COP 150.000 para duas pessoas. O restaurante abre para o café das 7h30-10h30; para o almoço das 12h30-16h; e para o jantar das 18h30-20h30. O bar/conveniência abre das 7h30-16h e das 18h-21h. Café da manhã a partir de COP 6.000, massas por COP 8.000, outros pratos a partir de COP 11.000, uma garrafinha d’água custa COP 3.000 e a cerveja COP 4.000. Há serviço de lockers disponível entre 7h-21h30. --- O post original com fotos está no blog Viajante Inveterado: http://viajanteinveterado.com.br/parque-nacional-tayrona-natureza-e-aventura-no-paraiso-colombiano/ Leia todos os posts desse Mochilão pelo Peru / Equador / Colômbia: http://www.viajanteinveterado.com.br/indice-de-posts-mochilao-america-do-sul-ii/
  7. Fala, viajante!! Depois de conhecermos a badalada Cartagena, seguimos pela costa colombiana para conhecer Santa Marta, um destino que guarda ótimas surpresas, mas que nem todo viajante se arrisca a desvendar. Praia e mergulho em Santa Marta Era uma manhã muito chuvosa em Cartagena mas, por sorte, a chuva chegou quando já estávamos prestes a deixar a cidade. Na recepção do albergue, esperávamos pela van que nos levaria até a cidade de Santa Marta, em uma viagem de 4 horas pela qual pagamos COP 46.000 cada um. O espaço era bem apertado, mas chegamos inteiros. A cidade de Santa Marta pode parecer meio confusa, por isso é mais fácil dividi-la em regiões. Ao sul fica El Rodadero, a região mais nobre, com opções de hospedagem mais caras e cuja orla possui muitas opções de restaurantes, bares e lanchonetes, sua faixa de areia é larga e atrai muitos visitantes. No miolo, e junto à costa, ficam o centro histórico e o calçadão à beira-mar – locais não muito seguros. Também na área central, porém afastado da costa, fica Mamatoco, que só conhecemos quando fomos à rodoviária – não há muito o que fazer por lá. No sentido norte, fica a área litorânea e mochileira de Taganga. A van nos deixou a algumas quadras do albergue Candela y Chocolate, no centro histórico, onde passamos o primeiro dia. O atendimento é ótimo, mas as instalações são bem simples, o que pode se justificar pelo preço da diária dos dormitórios a COP 20.000. Caminhamos até a orla, onde encontramos um comprido e largo calçadão e a praia bem movimentada – quase que exclusivamente por locais aproveitando e fim de semana. O pôr do sol dessa região é algo diferenciado (ele se põe no mar) e merece ser admirado, assim fizemos enquanto percorríamos o calçadão. Paramos para comer no Presto, restaurante fast food colombiano e depois fomos até a marina, onde há alguns barzinhos bacanas, como o Miko – pra onde voltamos mais tarde – que possui lounges ao ar livre e música ao vivo. É importante dizer que caminhar pela orla de Santa Marta não inspira muita segurança e as abordagens de pedintes são comuns. No dia seguinte, após o café, tomamos um táxi até El Rodadero, do outro lado do morro, onde nos hospedaríamos pelos próximos dias. Mas, neste dia, apenas deixamos as bagagens e seguimos para o Parque Tayrona, onde passamos dois dias e uma noite. Quando retornamos do parque já era quase de noite, e aí sim fizemos o check-in no albergue Casa del Ritmo. Um local muito agradável, com uma atmosfera bacana, bom atendimento, bons quartos e uma jacuzzi indispensável para ajudar a suportar o calor. O valor da diária nos dormitórios é de COP 30.000. Estávamos cansados e jantamos ali mesmo. Paguei COP 13.000 pela melhor lasanha de berinjela que já comi! E pra você que pretende se hospedar por lá, é bom saber que o restaurante deles é vegetariano. No outro dia saímos em busca de uma operadora de mergulho. Enquanto caminhávamos pela praia, entre dezenas de vendedores de passeios, um deles foi muito gentil e disse que poderia nos levar até uma loja especializada. Foi assim que chegamos até a Tienda de Buceo El Rodadero, onde fomos muito bem atendidos. Há saídas diárias e o preço era COP 180.000, mas choramos um pouquinho e conseguimos fechar por COP 160.000 para a manhã seguinte. Deixamos a loja e fechamos mais um passeio para irmos imediatamante: Playa Blanca por COP 10.000 ida e volta. A praia de El Rodadero não é ruim, mas também não nos impressionou. Por isso compramos esse passeio até uma das praias mais famosas da região. É no canto norte de El Rodadero, onde fica o píer, que saem todos os passeios. E foi lá que embarcamos. Após uns vinte minutos de navegação, a primeira parada ocorre no Acuário Rodadero, são cercados feitos no mar, junto ao costão, onde tem show de golfinhos e outros animais marinhos, o ingresso custa COP 30.000. Nenhum de nós quis assistir ao show e, para não ter que esperar outro barco, seguimos a pé (com o guia) por um lindo caminho de pedras que nos levou até a praia. Diferente do que eu imaginava, no local há uma megaestrutura de restaurantes, cadeiras e barracas para atender os turistas. A parte boa é que os preços não são absurdos, havia pratos em torno de COP 15.000-20.000 e a cerveja Águila saía por COP 4.000 (quando negociada com os ambulantes). A famosa Playa Blanca não é nenhum paraíso e assemelha-se muito à própria praia de El Rodadero. Mas, como o transporte é barato, vale a pena conhecer. E uma ótima maneira de curtir o dia é alugar um snorkel (ou comprar um nas lojas da cidade) e curtir a vida marinha. No fim da tarde, quando chegam os últimos barcos, todos são avisados por apitos e pelos próprios guias, que retornam em busca de seus clientes. Durante a noite, saímos para caminhar pela orla de Rodadero e encontrar algo para comer. Assim como no dia anterior, achamos o restaurante Presto, e não hesitamos. Depois circulamos mais um bocado, observando o movimento. Nesta orla existe policiamento mas, ainda assim, é sempre bom ter cautela, não é mesmo? Nosso passeio não se estendeu muito pois tínhamos mochila pra arrumar e mergulho na manhã seguinte. Mais um dia amanhecia no Caribe colombiano e nós estávamos ansiosos para mergulhar. Liberamos o quarto, deixamos as mochilas novamente nos armários que eles disponibilizam e partimos em busca da nossa aventura. No caminho, fizemos uma pausa rápida para o café e, depois de alguns minutos, chegamos ao centro de mergulho, onde recebemos as instruções e os equipamentos. Os mergulhos da Tienda de Buceo El Rodadero são operados por um pai e seus dois filhos, todos muito gentis e cuidadosos com o que fazem. Quando já estávamos prontos para embarcar, um fato nos preocupou: o barco não tinha nenhuma cobertura e isso não combinava com o sol forte daquela região – a sorte é que a roupa de neoprene nos protegeria bastante. Assim seguimos, nós, outros quatro gringos, o piloto, os instrutores e seus três cachorros. A primeira parada foi na Playa Blanca, onde os gringos (que haviam adquirido o curso de mergulho) teriam seus primeiros exercícios de flutuação. Enquanto isso, nós seguimos para um naufrágio bem próximo dali. O senhor (instrutor e pai dos rapazes) nos acompanhou. Descemos por uma corda guia que nos levou diretamente ao naufrágio – que encontra-se, curiosamente, na posição de navegação, e isso é raro. Aproveitamos bastante o nosso mergulho e retornamos com segurança à superfície. Assim que voltamos ao barco, partimos para pegar os outros. Enquanto aguardávamos por eles, saltamos do barco para fazer snorkel e nos refrescar. Alguns minutos depois, os gringos retornaram ao barco que, para nossa surpresa, partiu e nos deixou ali. Como era improvável terem nos abandonado, continuamos curtindo o visual marinho – mas rolou aquela apreensão. Algum tempo depois eles apareceram e nos pegaram. Percebi que o senhor já não estava no barco e perguntei-lhes o que havia acontecido e eles contaram que haviam retornado para deixá-lo, pois ele não estava se sentindo bem, mas não entramos em detalhes. Nosso segundo mergulho foi na ilha de Santa Marta, aquela mesma que pudemos observar nas fotos do pôr do sol. Lá a fauna e a flora marinha são abundantes e tivemos incríveis momentos debaixo d’água. Quando nossa aventura chegou ao fim, partimos diretamente ao supermercado que fica próximo ao albergue. Almoçamos por lá e aproveitamos para comprar algumas besteiras para comer durante a viagem que faríamos à noite para Bogotá. Tivemos tempo suficiente para curtir a jacuzzi do albergue e, após um banho de torneira (sim, pois já havíamos liberado o quarto pela manhã), nos arrumamos e partimos de táxi até a estação rodoviária de Santa Marta (por COP 12.000). Pesquisamos e pagamos COP 60.000 (70.000 se for no cartão) pela passagem para Bogotá em um ótimo ônibus semileito da Berlinave, com direito a wifi – o que foi muito útil para uma viagem que durou 18 horas. Guarde as informações abaixo para a sua viagem!! Van Cartagena/Santa Marta – Disponível em dois ou três horários com preços diferentes e pode-se reservar diretamente no albergue. Pagamos COP 46.000 por pessoa. A duração da viagem é de 4h, em média. Albergue Candela y Chocolate – End: Calle 12, n. 3-1. Diária dormitórios COP 20.000. Miko Bar – End: Carrera 1, n. 22-93 – Marina Internacional. Abre: seg/sáb 16h-3h, dom 10h-2h. Albergue Casa del Ritmo – End: 18, n. 2-59 – Rodadero. Diária dormitórios COP 30.000. Quartos privativos a partir de COP 40.000. Tienda de Buceo El Rodadero – End: Carrera 3, n. 8-47 – Rodadero. Loja e operadora de mergulho. Saída de barco com duas imersões COP 180.000. Passeio Playa Blanca – COP 10.000 ida (passando pelo aquário) e volta. Comendo na praia: pratos por COP 15.000-20.000, cerveja por COP 4.000. Acuário Rodadero – Entrada: COP 30.000. Nado com golfinhos: COP 150.000. Táxi de El Rodadero / rodoviária de Santa Marta por COP 12.000. Passagem Santa Marta / Bogotá – COP 60.000 (ou 70.000 se for no cartão) por um semileito com wifi da empresa Berlinave. Duração: 18 horas. --- O post original com fotos está no blog Viajante Inveterado: http://viajanteinveterado.com.br/praia-e-mergulho-em-santa-marta/ Leia todos os posts desse Mochilão pelo Peru / Equador / Colômbia: http://www.viajanteinveterado.com.br/indice-de-posts-mochilao-america-do-sul-ii/
  8. Fala, viajante!! Depois de visitarmos Cali, pegamos um voo para o destino mais concorrido da Colômbia: Cartagena das Índias. Acompanhe! Cartagena das Índias: um tesouro colombiano O dia amanhecia em Cali e, depois de acordarmos e tomarmos o café da manhã, pagamos COP 55.000 para irmos de táxi até o Aeropuerto Internacional Alfonso Bonilla Aragón. Aguardamos em uma longa fila para fazermos o check-in e, quando chegou a nossa vez, apresentamos as passagens compradas no dia anterior pelo site Despegar.com e tivemos uma surpresa… A atendente disse que nossa reserva estava cancelada. Eu questionava sobre o porquê do cancelamento, sendo que o status da passagens aparecia como “CONFIRMADO”. Os argumentos foram em vão e tivemos que ir até a loja da Avianca, ali mesmo no aeroporto. Expliquei a situação para a atendente da loja que confirmou que a reserva estava cancelada e que nada poderia fazer por nós. Indignado e sem saber o que fazer, peguei o telefone e liguei para a Despegar.com. Inspirado (e revoltado), gastei mais de dez minutos argumentando sem parar. A atendente negou-se a enviar qualquer e-mail relatando a situação e/ou uma cópia da ligação… E apenas falava que o banco não havia autorizado a compra. Eu rebatia, pois quando uma compra não é autorizada, o cliente deve ser informado na hora, seja por e-mail, telefone ou sinal de fumaça. Além disso, eu havia pego os tickets confirmados no site da própria cia aérea. Com os argumentos esgotados e sem nenhuma resposta convincente, desliguei o telefone e ainda tínhamos que decidir o que faríamos. As passagens que haviam custado COP 220.000, agora estavam por COP 305.000. Mesmo assim, decidimos que comprar novas passagens seria a melhor solução. Passamos o mesmo cartão que havíamos utilizado na internet e adivinha? Tudo ok, passagens emitidas. A sorte foi ter chegarmos bem cedo ao aeroporto, pois ainda deu tempo de pegarmos os mesmos voos. Assim, deixamos os problemas pra trás, seguimos animados para o embarque e, após uma conexão em Bogotá, desembarcamos na costa caribenha. A Ciudad Amurallada, como é conhecida, possui mais de um milhão de habitantes e é de grande importância histórico-cultural – não à toa, recebeu o título de Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela Unesco. Cartagena que, na época da colonização espanhola, foi um grande porto mercantil, hoje é uma cidade turística de destaque na América do Sul. No aeroporto tomamos um táxi até o Media Luna Hostel, localizado na Calle Media Luna (ou Calle 30), a mais agitada do bairro Getsemani. Cada um de nós desembolsou US$ 18 pela diária de um quarto compartilhado (para até seis pessoas) com ar condicionado – indispensável devido ao calor e humidade que nos fazem derreter dia e noite. Além da ótima localização, o albergue possui uma piscina bacana e a limpeza dos quartos e banheiros esteve sempre em dia. Saímos para comer algo e encontramos o restaurante La Licciola, a poucos metros do albergue. O local é agradável e as pizzas individuais custam entre COP 3.000-4.500. Já no dia seguinte, experimentamos o sol ardente ao caminharmos até o Fuerte (ou Castillo) de San Felipe de Barajas. Pagamos caro pela entrada: COP 50.000. Ele é o maior castelo construído pelos espanhóis no continente americano, onde destacam-se os vários túneis claustrofóbicos interligados que lembram um formigueiro. Em algumas paredes é possível identificar corais marinhos, utilizados na construção. Seguimos adiante e, morrendo de calor, chegamos até o Monumento a los Sapatos Viejos. Trata-se de uma reprodução de um par de botas gigantes e gastas. É uma homenagem a um dos mais renomados poetas cartaginenses, Luis Carlos López, cuja obra “A mi ciudad nativa” diz assim: “Mas hoy, plena de rancio desaliño / bien puedes inspirar esse cariño / que uno le tiene a sus sapatos viejos…”. Fomos obrigados a fazer uma pausa estratégica para fugir do calor e, pouco antes das 15 horas, seguimos para o centro histórico a fim de participar de um free walking tour pela Free Tour Cartagena – um passeio a pé, pelos pontos de interesse da cidade histórica – programa que ocorre na maioria das grandes cidades turísticas. Os guias que exercem esse tipo de trabalho não cobram expressamente pelos tours mas, obviamente, deve-se colaborar com uma gorjeta proporcional. Pra ser sincero, prefiro conhecer as cidades e atrativos por conta própria, com um guia na mão para não perder o principal e, além disso, os locais de interesse geralmente possuem algum material informativo. Eu também acho mais interessante fazer os passeios no meu próprio tempo, para poder fotografar com calma, curtir a atmosfera de cada lugar, enfim… Todavia, pra quem tem tempo sobrando ou não tem muita paciência para ler (ou ainda faz questão de saber os mínimos detalhes sobre tudo), esses tours guiados são muito indicados. Diferentemente do que está dizendo no site deles, nosso passeio teve início na Plaza San Pedro Claver, em frente ao Claustro e Iglesia San Pedro Claver. Várias esculturas ocupam esta praça que, ao entardecer, fica tomada pelas mesinhas de bar. De lá seguimos para a Plaza de la Aduana, a maior da cidade. À primeira vista, desinteressante, é uma praça vazia que possui uma estátua de Cristóvão Colombo. Mas ela possui um grande valor histórico. Foi ali, no edifício da Aduana que viveu Don Pedro de Heredia, o fundador da cidade. A construção é branca e possui colunas de pedra e três sacadas de madeira. Perto dali, fica a Plaza de los Coches, ao lado da principal entrada para a cidade murada, onde fica a Torre del Reloj. O nome da praça deriva de sua antiga função de estacionamento de veículos (coches). Atravessando a rua, fica o Portal de los Dulces, sob edifícios arcados (semelhantes à Aduana), ficam dezenas de barraquinhas de vendedores de doces caseiros. O passeio foi ficando mais interessante à medida em que caminhávamos pelas ruas, observando as coloridas fachadas dos casarões coloniais com suas sacadas de madeira, que são o símbolo da cidade histórica – e que, certamente, é a imagem que você já viu de Cartagena em alguma foto ou cartão-postal. Na Plaza Bolívar ou de la Inquisición fizemos uma longa parada. Bem arborizada e com uma estátua equestre de Simon Bolívar, a praça é rodeada de importantes construções. Em uma diagonal, ao nordeste (sobre a Plaza de la Proclamación), fica a Catedral de Cartagena, construída entre 1577 e 1612. O Museo de Oro fica do lado leste, atravessando a rua. O Palácio de la Inquisición, que funcionava como um tribunal, ocupa um prédio ao lado oeste da praça e possui histórias bizarras. Imagine que, na época da inquisição, mulheres abaixo de 50 kg poderiam ser consideradas bruxas por serem leves e, portanto, teriam a capacidade de voar em suas vassouras. Não à toa, pode-se reparar que os cantos dos telhados são pontiagudos, a fim de capturar alguma bruxa desavisada. Quem certamente não teria essa preocupação é a obra “Mujer Reclinada”, popularmente mais conhecida como “La Gorda” do renomado artista colombiano Fernando Bottero. A obra se encontra na Plaza Santo Domingo, em frente à Iglesia Santo Domingo, cujo destaque fica por conta da coroa de ouro com esmeraldas sobre a imagem de Santa Maria. E nosso tour continava enquanto caminhávamos entre prédios históricos coloridos, charretes, carrinhos de frutas e palenqueras. Aliás, as palenqueras são figuras típicas da cidade, usam roupas coloridas e transportam frutas em bacias sobre suas cabeças para serem vendidas pelas ruas de Cartagena. Mas vamos além disso, pois essas mulheres possuem uma história muito interessante. Elas são negras, descendentes dos escravos que fugiram de Cartagena e formaram uma comunidade livre, como os nossos quilombos, em Palenque a 50 km da costa. Naquele local eles puderam conservar seus costumes e idioma. Benkos Bioho foi o grande líder desse movimento de libertação que ocorreu por volta de 1600. O pequeno povoado foi declarado Patrimônio Intangível da Humanidade por ser considerado o primeiro local livre dos escravos trazidos à América. Assim que o tour encerrou, conhecemos por acaso o restaurante temático Marzola. Apesar de estar na Colômbia, o restaurante é argentino e serve as especialidades de sua gastronomia, incluindo o delicioso cordero patagónico. Suas paredes são inteiramente forradas de tampinhas de garrafa e, sobre elas, são expostos objetos, quadros, camisas de futebol e até uma cópia da carteira profissional de Lionel Messi. Mas era cedo e queríamos algo mais rápido. Foi aí que encontramos outro bar e restaurante temático: o KGB que, como seu nome sugere, é inspirado na organização de serviços secretos soviética. Fardas, fotos, placas e bandeira adornam o local. Pedimos nossos lanches que de soviéticos não tinham nada, mas estavam ótimos, e partimos para o albergue. Mais tarde, voltamos para o centro histórico e entramos no Bourbon St., um bar e restaurante animado, com entrada gratuita, onde tocava uma banda de rock muito boa naquela noite. No dia seguinte, não resistimos e fomos mais uma vez ao centro histórico e almoçamos por lá mesmo, no Restaurante 1595. O local é bacana, frequentado por locais e turistas, com pratos custando entre COP 9.000-14.500. Depois seguimos de ônibus até Bocagrande, um bairro nobre onde fica a praia mais badalada da cidade. Aqui cabe uma observação importante: se você está pensando em ir para Cartagena e curtir uma praia paradisíaca, esqueça as praias da cidade. Apesar de estarmos falando do mar do Caribe, as praias por essas bandas não são muito diferentes das nossas, não. Portanto, se você vai em busca de praias, pegue um passeio para Islas del Rosario (a Baru é a mais conhecida) ou Islas San Bernardo, que estão disponíveis em qualquer hotel, albergue e nas agências. Voltando a falar de Bocagrande, a praia oferece uma boa infraestrutura de bares, restaurantes, além de barraquinhas, cadeiras e guarda-sóis para locação. O que, por vezes, incomoda é o assédio gigantesco de ambulantes que vendem de tudo e das massagistas de plantão, que já chegam esfregando suas mãos oleosas sobre os visitantes. Atrás de Bocagrande, fica a região de Castillo Grande cuja praia é do mesmo nível, mas com a areia mais escura e menos movimentada. No fim das contas, ficamos em Cartagena mais que o planejado mas, ainda assim, no último dia estávamos muito cansados e perdemos o tão falado pôr do sol no Café del Mar – fica pra próxima! Achei a cidade muito agradável, exceto pelo calor que não dá trégua, e possui uma história riquíssima que merece ser conhecida. Na manhã seguinte, na recepção do albergue, reservamos lugares em uma van que nos buscou e nos levou, em uma viagem de 4 horas, até Santa Marta por COP 46.000. A distância não era grande, mas o espaço na van era menor ainda! E no próximo post, vamos conhecer mais um destino do Caribe colombiano: Santa Marta! Guarde as informações abaixo para a sua viagem!! Passagens aéreas Avianca Cali/Cartagena – COP 305.000 só ida Albergue Media Luna – End: Calle de la Media Luna 10-46, Getsemani. Dormitórios (para até seis pessoas) com ar condicionado custam US$ 18 por pessoa/por diária. La Licciola – End: Calle 30, 991. Pizzas individuais: COP 3.000-4.500. É um bar e restaurante agradável, ideal para quem está hospedado em Getsemani e não quer andar muito para comer. Fuerte de San Felipe de Barajas – End: Av. Antonio de Arevalo (cont. da Calle 30), esq. Carretera 17. Abre: todos os dias 8h-18h. Entrada: COP 25.000, estudantes pagam COP 10.500. Também há tours noturnos por COP 50.000 ou COP 15.000 para estudantes. Os áudio-guias custam COP 12.000. Monumento a Los Sapatos Viejos – End: entre a Calle 30 e a Carrera 18, atrás do Castillo San Felipe de Barajas. O monumento fica em uma praça pública, portanto é grátis. Free Tour Cartagena – Na cidade histórica, os tours ocorrem diariamente, em inglês e espanhol, às 10h e 16h. Em Getsemani, somente em ingês, seg/qua/sex/sáb às 10h30 e 15h. O ponto de encontro é na Plaza Santa Teresa. É bom fazer reserva pelo site. Claustro e Iglesia San Pedro Claver – End: Carrera 4, esq. Calle 31. Abre: seg/sex 8h-17h30, sáb/dom 8h-16h. Entrada: COP 9.000 (estudantes pagam COP 5.000). Catedral de Cartagena – End: Carrera 4, Plaza de La Proclamación. Visita com áudio-guia: COP 13.000. Museo de Oro Zenú – End: Carrera 4, 33-26, Plaza de Bolívar. Abre: ter/sex 8h-12h, 14h-18h; sáb 9h-17h. Entrada gratuita. Palácio de la Inquisición e Museo Histórico – End: Carrera 4, 3-11. Abre: seg/sáb 9h-18h, dom e feriados 10h-16h. Entrada: COP 18.000. Iglesia Santo Domingo – Carrera 3, esq. Calle 35. Abre para missas, 11h e 17h com entrada gratuita, ou para visitas de 45min áudio-guiadas por COP 12.000. Marzola Parilla Argentina – Calle del Curato, 38-137. Abre diariam. 11h-0h. KGB – End: em frente ao Parque Fernandez Madrid. Abre diariam. 9h-2h. Bourbon St. – Calle 35, 3. Abre: 17h-3h. Restaurante 1595 – Calle 36, 7-122. Abre: 11h30-15h. Van Cartagena/Santa Marta – Disponível em dois ou três horários com preços diferentes e pode-se reservar diretamente no albergue. Pagamos COP 46.000 por pessoa. A duração da viagem é de 4h, em média. --- O post original com fotos está no blog Viajante Inveterado: http://viajanteinveterado.com.br/cartagena-das-indias-um-tesouro-colombiano/ Leia todos os posts desse Mochilão pelo Peru / Equador / Colômbia: http://www.viajanteinveterado.com.br/indice-de-posts-mochilao-america-do-sul-ii/
  9. Fala, viajante!! O assunto de hoje é Cali, a terceira maior cidade colombiana, muito famosa por um ritmo musical: a Salsa. Vamos fazer uma aula?! Aprendendo a bailar Salsa (Cali, Colômbia) Domir mais uma noite no ônibus não seria problema para quem já havia se adaptado a esse esquema. Embarcamos em Ipiales, com destino a Cali – a apenas 475 km de distância mas que, na prática, representam mais de 10 horas de viagem. A passagem no semileito da empresa Supertáxi havia custado COP 40.000 (o leito custava COP 60.000), o ônibus era bastante confortável e a noite foi tranquila. Difícil foram as duas últimas horas… Já estávamos na região metropolitana e o trânsito era absurdo. Passamos por regiões bem feias da cidade, que nos faziam lembrar das favelas brasileiras. Quando, finalmente, desembarcamos, já estávamos com fome e, mais uma vez, aproveitamos para comer na rodô. Depois de estudarmos várias maneiras de chegar ao albergue, decidimos que a melhor opção seria o táxi – que já provamos ser uma ótima opção quando se viaja em três pessoas. Assim, chegamos ao La Pinta Boogaloo, no bairro Bellavista. É um casarão imenso, cujo antigo dono certamente gostava da ostentação. Nossa suíte tinha um closet, banheiro de pedras negras com detalhes dourados e uma grande banheira com hidromassagem. E o melhor, uma sacadinha de frente para a piscina! Pegamos algumas informações e, sem mapa, tentamos ir a pé até o centro. Caminhamos em vão, no sentido errado, debaixo de um sol que ardia e apelamos para um táxi. Em poucos minutos estávamos em frente ao Museo del Oro Calima, um museu pequeno mas que conta histórias interessantes sobre a utilização do ouro pelos povos antigos que ali viveram e foram surpreendidos pelos espanhóis. De lá seguimos para a Iglesia de la Merced que abriga um museu arqueológico e um de arte religiosa, mas estava fechada. Procuramos mais alguns atrativos no centro histórico, mas nenhum que mereça muito destaque. Cali me pareceu uma cidade pouco turística e funcionou mais como uma parada estratégica em nosso roteiro. Muito bonita é a Catedral Metropolitana (ou de San Pedro Apóstol), toda branca com uma cúpula quadriculada, laranja e verde. Ela fica localizada em frente à Plaza Cayzedo – que encontramos tomada pelos locais. Seguimos até o Parque de Los Poetas, à beira do Río Cali e próximo à magnífica Iglesia La Ermita, que é uma mini-igreja gótica, incrível! Fora isso não há muito mais o que visitar ou fazer na cidade, a não ser que você queira apreciar as vistas desde os mirantes Cristo Rey ou o Cerro de las Tres Cruces ou, ainda, se aventurar em algum esporte náutico no lago Calima. Como essas outras opções não nos despertaram muito interesse, fomos comer novamente! Desta vez encontramos um restaurante no centro, onde estava passando algum jogo do campeonato europeu. O pedido foi o de (quase) sempre: pechuga a la plancha. E aproveitamos a ocasião para degustar as cervejas locais: Club Colombia, Poker e Costeña. Decidimos, então, voltar para o albergue a tempo de pegar a aula de salsa que ocorre todos os dias, gratuitamente. Cali é considerada a capital mundial da salsa, pois seus munícipes faturaram o título por diversas vezes. Logo, a cidade possui uma grande oferta de escolas e casas que se dedicam ao ritmo. E lá estávamos nós, prestes a passar vergonha, ou não? No começo foi bem complicado mas, aos poucos, fomos pegando passo a passo e não foi tão difícil assim. Logicamente, não aprendemos a dançar salsa com apenas uma aula, mas foi muito divertido. Depois da exaustiva experiência, tiramos um tempo para descansar e curtir a piscina do albergue. Mais tarde, após queimarmos os miolos, decidimos excluir do roteiro a cidade de Medellín (por acreditarmos que a experiência seria meio parecida com a que tivemos em Cali, mas sem a salsa), deixando pra lá alguns pontos da história de El Patrón, Pablo Escobar e também para evitarmos dois dias de ônibus. Fizemos as contas e vimos que ficaria mais barato (e rápido) pegarmos um voo até o próximo destino, Cartagena, e ficarmos mais tempo por lá. Compramos os bilhetes pela internet (Cali/Cartagena COP 220.000) para o dia seguinte. Era uma quarta-feira e queríamos conhecer uma casa típica de salsa. Pegamos um táxi e buscamos os nomes que nossa professora havia indicado, como a Zaperoco. Mas estavam todas fechadas. Procuramos algum barzinho ou restaurante, mas a maioria estava vazio, sem muita graça. No final das contas, fizemos um enorme tour de táxi pela cidade, até resolvermos desembarcar em uma praça cheia de opções gastronômicas! Depois de analisarmos tudo com calma, fizemos a nossa escolha – um carrinho de lanches que ficava na garagem do proprietário. Ele, um senhor atencioso, demorava para fazer os lanches, mas a espera valeria a pena. O lanche era ótimo, muito recheado, pena que caí na pegadinha da maionese de bisnaga – aliás havia umas sete bisnagas por mesa, cada uma com um tipo de molho diferente. Chegando ao albergue comecei a passar mal, com febre alta, tremendo de frio. Mal sabia eu que o mal estar perduraria por algumas semanas. No dia seguinte, acordamos cedo e pegamos um táxi até o Aeropuerto Internacional Alfonso Bonilla Aragón, de onde sairia nosso voo para Cartagena. Mas sabe aquelas passagens que compramos pela internet? Pois é… No próximo post continuamos essa história! Guarde as informações abaixo para a sua viagem!! Ônibus Ipiales/Cali pela Supertáxi – COP 40.000/60.000 (semileito/leito) Albergue La Pinta Boogaloo – End: Carrera 3 Oeste #11-49. Os dormitórios custam a partir de COP 19.000; os quartos privativos sem banheiro custam COP 43.000/64.000 (single/double); quartos privativos com banheiro COP 64.000/86.000 (single/double); e a suíte COP 96.500/107.000 (single/double). Consulte o site para três ou mais pessoas. Museo del Oro Calima – End: Calle 7, n. 4-69. Abre: ter/sex 9h-17h, sáb 10h-17h. Entrada gratuita. Iglesia de la Merced – End: Carrera 4 com Calle 7. Abre: seg/sáb 9h-13h e 14h-18h. Abriga o Museo Arqueológico MUSA la Merced, entrada COP 3.000 (estudantes pagam COP 2.000). Casa de Salsa Zaperoco Bar – End: Av. 5 Norte #16N-46. Abre: qui/sáb 20h-2h. --- O post original com fotos está no blog Viajante Inveterado: http://viajanteinveterado.com.br/aprendendo-a-bailar-salsa-cali-colombia/ Leia todos os posts desse Mochilão pelo Peru / Equador / Colômbia: http://www.viajanteinveterado.com.br/indice-de-posts-mochilao-america-do-sul-ii/
  10. Fala, viajante!! No último post, saí de Otavalo um pouco triste, com aquele gostinho de quero mais. Mas a empolgação e ansiedade de estar prestes a conhecer Las Lajas foram suficientes para mudar meus sentimentos. Saiba tudo sobre esse santuário no post de hoje! Santuário Las Lajas (Ipiales, Colômbia) Ainda em Otavalo, tomamos um ônibus para Tulcán (por US$ 3,75) na Rodovia Panamericana – é importante deixar claro que não há ônibus entre o terminal de Otavalo e a cidade fronteiriça. Aproximadamente após de três horas e meia de viagem, desembarcamos no terminal de onde tomamos um táxi (por US$ 4) até a fronteira equatoriana. Carimbamos a saída e cruzamos, a pé, a ponte que liga os dois países. Após a regularização para entrada na Colômbia, saímos em busca de um táxi. Após alguns minutos sem movimento, resolvi abordar algumas pessoas que estavam desembarcando de um carro. Perguntei-lhes se ela um táxi, mas a mulher disse que não sabia (?). Fui falar com o motorista e descobri que não era um táxi, mas ele nos levaria até Ipiales por COP 5.000 (um táxi regular cobraria COP 8.000). Achamos um bom negócio e, mesmo com um pouco de receio, entramos no veículo. Aos poucos, me tranquilizei. O motorista era uma boa pessoa e, além de nos mostrar toda a cidade, deu dicas sobre Las Lajas, sobre a (falta de) segurança na cidade e ainda fez questão de parar em vários hotéis até encontrar uma opção que oferecesse uma tarifa razoável. Ficamos hospedados no Hotel Império Real e pagamos COP 35.000 por um quarto triplo – US$ 11 na época. Era muito barato. Obviamente não era um baita hotel, mas tinha TV, um banheirinho e era próximo da rodoviária – o que facilitaria bastante nossa locomoção. Como já era tarde, não quisemos perambular pelo desconhecido e apenas atravessamos a rua para comer salchipapas (salsicha com fritas) por COP 1.500. No outro dia, pulamos da cama e caminhamos até a rodoviária. Pedimos algumas informações e descobrimos que há táxis e vans compartilhados que saem para Las Lajas a todo momento. A tarifa é fixa: COP 2.200 por pessoa. Antes de ir, porém, tomamos nosso café da manhã ali mesmo no terminal, um gostoso misto e um chocolate quente por COP 5.600. O trajeto percorrido pelo táxi é de apenas 11 km até a entrada do Santuário. Na entrada havia muitas lojinhas, que deixamos para ver depois, e também alguns restaurantes. O acesso ao local é totalmente gratuito. Começamos a descer por uma longa rampa. Pelo caminho, há muitas placas de agradecimento e homenagem à Nossa Senhora de Las Lajas, que teria aparecido para uma menina naquele local. Após sua aparição, em 1754, foi dada a construção da primeira capela que, com o decorrer dos anos foi ganhando popularidade até chegar a ser a belíssima e imponente obra neogótica que é atualmente. A Basílica está encrustada nas rochas de um cânion e envolta por mata nativa e cachoeiras e lá em baixo corre o riacho Quebrada de El Morro (trecho do Rio Guáitara). Recentemente, em dezembro de 2015, o jornal britânico The Daily Telegraph a destacou em uma lista com as 23 igrejas mais lindas do mundo. Primeiramente atravessamos a ponte e caminhamos por todas as passarelas do complexo, buscando um bom ângulo para fotografar, mas a conclusão é que todas fotos saem bonitas, pois o Santuário é realmente um lugar diferenciado e muito especial. Pelo caminho, há mais algumas lojinhas de suvenir e lanchonetes. O interior da Basílica é todo branco com detalhes em dourado, relativamente simples. Posso destacar o fundo do altar que é de rocha natural, onde a construção está encravada. Outro atrativo do local é o teleférico que foi instalado em dezembro de 2015. Ele percorre 1.530 metros e custa de seg/sex COP 10.000/16.000 (só ida/ida e volta), sáb/dom COP 12.000/18.000. O número de visitantes ao Santuário é alto. São contabilizados 750.000 visitantes anuais, sendo que quase 20% o visitam na Semana Santa. Antes de deixarmos o local, fomos presenteados por um belo fenômeno meteorológico chamado halo que forma um arco-íris ao redor do Sol. Ele é formado pelo reflexo solar em cristais de gelo. Para voltar, pagamos mais COP 2.200 (por pessoa) – no mesmo esquema de táxi compartilhado. Aproveitamos para almoçar na rodoviária de Ipiales, um gostoso consommè de entrada, seguido por um prato delicioso de arroz, salada, purê de batata, carne bovina, banana e lentilhas e depois fomos descansar na recepção do hotel, onde havíamos deixado nossas bagagens. Tivemos que matar o resto da tarde para esperar o horário do nosso ônibus noturno até Cali. Pagamos COP 40.000 por um semileito (o leito custava COP 60.000) da empresa Supertáxi. Antes do embarque, jantamos na rodoviária (sim, todas as refeições do dia foram feitas na rodoviária… rsrs), mais uma vez optei por carne vermelha, os acompanhamentos eram ovo frito, ervilhas, batata e salada. Para tomar, simpatizei com o Quatro, um refrigerante de toranja (o nome da fruta é toranja mesmo – ou toronja, em espanhol, e grapefruit, em inglês). O prato custou COP 6.000, o refri COP 2.000. Compramos mais alguns itens essenciais para a viagem (bolacha, água, … rs) e partimos pra Cali. E no próximo post você vai saber mais sobre Cali, a terra da Salsa! Guarde as informações abaixo para a sua viagem!! Ônibus Otavalo/Tulcán – US$ 3,75 Táxi Tulcán / fronteira – US$ 4 Táxi fronteira / Ipiales – COP 8.000 (ou menos, se o táxi for clandestino) Hotel Império Real (Ipiales) – Carrera 3ª, próximo ao terminal rodoviário. Hotel bem básico, mas o valor compensa se for ficar só por uma noite – COP 35.000 diária de um quarto triplo Táxi ou van da rodoviária de Ipiales / Las Lajas / Ipiales – COP 2.200 por trecho Café da manhã na rodô (misto e chocolate quente) – COP 5.600 Almoço/jantar na rodô – COP 6.000 em média, refri por COP 2.000 Santuário Las Lajas – Abre: diariamente 5h-19h. Entrada gratuita. Teleférico – seg/sex COP 10.000/16.000 (só ida/ida e volta), sáb/dom COP 12.000/18.000 Ônibus Ipiales/Cali pela Supertáxi – COP 40.000/60.000 (semileito/leito) --- O post original com fotos está no blog Viajante Inveterado: http://viajanteinveterado.com.br/santuario-las-lajas-ipiales-colombia/ Leia todos os posts desse Mochilão pelo Peru / Equador / Colômbia: http://www.viajanteinveterado.com.br/indice-de-posts-mochilao-america-do-sul-ii/
  11. Olá, Jamile! Durante minha passagem por esses países, não passei nenhum apuro. Tome os cuidados básicos e tenho certeza que vc terá dias incríveis!! Se precisar de alguma coisa, conte comigo. Obrigado pelos comentários e até mais!!
  12. Olá, Jamile! Durante minha passagem por esses países, não passei nenhum apuro. Tome os cuidados básicos e tenho certeza que vc terá dias incríveis!! Se precisar de alguma coisa, conte comigo. Obrigado pelos comentários e até mais!!
  13. Olá, partiutrip! Concordo, é muita tristeza em um ambiente só. Também visitei muitos memoriais, cemitérios e museus de guerra - principalmente na Alemanha e na Polônia -, onde o clima era "menos pior"... Mas, de qualquer forma, são lugares muito pesados.
  14. Fala, makiley! Sem dúvidas, um guia pode mudar completamente uma visita. E o mundo está cheio de bons guias - sorte nossa! Grande abraço.
  15. Poxa, desculpe desapontá-la! Essa série de posts sobre a Europa era algo bastante pessoal que decidi publicar no blog para compartilhar a essência da experiência, mesmo sem informações práticas para os leitores. Mas, de qualquer forma, se precisar de alguma coisa específica, deixe um recado que tento ajudar. Fui a Auschwitz em junho/2017... Agora eu que posso dar dicas... rs Opa, que bacana!!
  16. Fala, viajante!! Depois de percorrer os atrativos da capital equatoriana, hoje vamos viajar por um mundo bem diferente, com fortes traços indígenas. Descubra o que fazer em Otavalo. --- O mundo indígena e a natureza de Otavalo (Equador) Lá estava eu, no Terminal Carcelén (Quito), em pé, com o mochilão nas costas e o lanche para a viagem na mão, modestamente envolvido por um saquinho preto – desses de barraquinhas de camelô ou de lixinho de cozinha. Eu aguardava o tão esperado ônibus para Otavalo, um local que havia despertado meu interesse por seu famoso mercado de artesanato indígena. Meus companheiros de viagem, Marcelo e Carioca, até poderiam estar pensando se aquilo não seria uma furada, mas toparam a investida. O ônibus chegou e logo embarcamos. Uns dez minutos antes, o Marcelo havia comprado as passagens e o vendedor alegou que não tinha troco, mas o daria assim que o tivesse em mãos. Desconfiei. E não vimos o vendedor embarcar conosco. Golpe? Provavelmente. Aos poucos, as paisagens urbanas sumiam das nossas vistas e a exuberante natureza equatoriana parecia uma tela emoldurada pelos contornos das janelas. No ônibus simples, de gente simples, quase não havia turistas mas não faltava alegria e descontração providos pelos vendedores ambulantes que embarcavam e desembarcavam como se fossem grandes artistas e o ônibus, o palco. Um deles, em especial, chamou nossa atenção (e de todos os outros passageiros), era um exímio vendedor que, se tivesse uma oportunidade, certamente se destacaria. Pelos minutos que o jovem ambulante esteve dentro do ônibus, viramos reféns de suas piadas e brincadeiras, sem conseguir sequer desviar o olhar. As brincadeiras envolviam prêmios para os que acertassem suas perguntas ou desvendassem o desfecho de suas charadas. Foi uma verdadeira aula de vendas, ministrada por um vendedor nato. No meio da viagem vejo alguém de fisionomia familiar e mostro aos meus amigos. Lembra do vendedor de passagens? Lá estava ele, cumprindo sua função de cobrador para os que embarcavam e desembarcavam pelo caminho. E não demorou muito para que ele trouxesse o nosso troco exato. E foi nesse clima agradável que rodamos 110 km e desembarcamos em San Luis de Otavalo, uma cidade com cerca de 100 mil habitantes – embora possua uma atmosfera interiorana. Pagamos US$ 1,50 pelo táxi até o albergue. Ficamos hospedados no Flying Donkey que fica no centro, possui quartos privativos e compartilhados, TV, cozinha, wifi gratuita, entre outras coisas, mas o mais bacana é o terraço com vista para a cidade. Nós optamos por um quarto triplo privativo com banheiro e pagamos US$ 11 pela diária/por pessoa. Os recepcionistas não são dos mais amigáveis, mas tivemos a sorte de sermos recebidos pelo proprietário que é um grande explorador da região e nos deu dicas valiosas. Saímos para comer algo e encontramos a Pizzeria Siciliana. O local estava cheio e, por isso, entramos. Jantamos embalados por uma animada banda local que tocava ao vivo seus tambores e outros instrumentos indígenas. A pizza é boa, assim como o atendimento, e o local superagradável e bem decorado. No caminho de volta para o albergue, fomos surpreendidos por dois grupos indígenas, aparentemente distintos, desfilando pelas ruas da cidade. Não consegui descobrir o motivo ou o significado e se era alguma tradição, mas eles perfilavam tocando suas músicas, e seguindo um touro adornado com fitas na cabeça. Ao final, havia homens carregando pedaços de pau com galinhas, porcos e porquinhos-da-índia pendurados pelas patas. Seguimos nosso caminho até o albergue e passamos um tempo no terraço antes de irmos dormir com a certeza de que estávamos prestes a conhecer um mundo muito diferente do nosso. Com tantas alternativas, traçamos nosso roteiro para o primeiro dia de exploração da região. Pra começar, pegamos um táxi do albergue até a rodoviária – pagamos US$ 1,50 porque era fim de semana, em dias úteis o valor da corrida é US$ 1. De lá, tomamos um ônibus por US$ 0,35 até o povoado Quiroga onde tomamos café da manhã em uma padariazinha bem simples. Na praça central, onde param os ônibus, conhecemos alguns taxistas e conseguimos uma caminhonete que nos levasse à Laguna Cuicocha por US$ 4. Quisemos ir na caçamba e passamos frio! Ao chegarmos na entrada do parque, registramos nossos nomes e o taxista seguiu até a área do hotel. Sim, existe hotel e restaurante para os que quiserem passar um dia ou mais por lá para curtir a natureza. A Laguna Cuicocha possui 3 km de diâmetro e chega a 200 metros de profundidade, ocupando a cratera do Vulcão Cotacachi, na Cordilheira Ocidental dos Andes Equatorianos. Seu nome em quechua significa “lagoa do porquinho-da-índia”, devido à semelhança entre o formato de sua maior ilha e o animalzinho. Os circuitos de trekking são variados e é possível dar a volta na lagoa em cerca de 4 horas. Como não tínhamos todo esse tempo, fizemos apenas uma parte do circuito e depois fizemos um passeio de barco (US$ 3,50 por adulto, crianças pagam US$ 2). O barco é seguro e o uso de coletes é obrigatório. Ele dá uma volta ao redor das ilhas e faz uma breve parada para vermos a atividade vulcânica em uma delas. O que se vê são bolhazinhas saindo do fundo da areia na extremidade da ilha. O passeio dura uns 30 minutos e não chega a ser algo empolgante. O tempo estava instável e começou a chover forte quando desembarcamos. Ficamos amontoados entre as barraquinhas de artesanato indígena e fizemos amizade com um dos vendedores. Era um senhor de cabelos compridos, trançados, que parecia ter saído de algum filme. Ele nos contou sobre um turista alemão que foi passear pela região, apaixonou-se por uma indígena e não quis mais saber de voltar para a Europa. Contou-nos sobre como o alemão foi bem aceito pela comunidade, pois fazia questão de seguir os costumes locais, inclusive em sua cerimônia de casamento. Parecia enredo de um filme, mas não era ficção! Esse mesmo senhor se prontificou a chamar um táxi para continuarmos o passeio. Não me lembro de seu nome, mas jamais esquecerei suas histórias. Quando o táxi chegou, partimos (por US$ 6) para o povoado que leva o nome do vulcão, Cotacachi. Caminhamos um pouco pelas ruas e chegamos à estação rodoviária que possui, do lado de trás, uma variada oferta de restaurantes – onde aproveitamos para almoçar pollo a la plancha (frango grelhado) com arroz, salada, ovo frito e batatas. Era um prato generoso por US$ 2. Depois do almoço, nosso destino era Ilumán. Para chegar até lá pegamos um ônibus (por US$ 0,35) até a intersecção com a Rodovia Panamericana, de onde seguimos a pé até o vilarejo. Por ser um domingo, estava tudo fechado (mas não que houvesse muita coisa por lá). Caminhamos por algumas quadras e retornamos para a rodovia para aguardar outro ônibus (por US$ 0,35) que nos levasse de volta a Otavalo. Ao chegar na estação, mais US$ 1,50 pelo táxi até o albergue. Ouvimos as badaladas do sino e era hora de irmos à igreja para ver como seria a celebração da missa. Embora imaginássemos que fosse algo muito diferente, principalmente por causa da população indígena, o que vimos era algo bem parecido com as missas no Brasil. Mas valeu a pena passear pela praça iluminada e admirar a bela igreja, Santuário del Señor de las Angústias. Entramos num mercado para comprar algumas coisas para o dia seguinte, que também seria bastante movimentado, e fomos procurar um lugar para jantar. A melhor opção que apareceu foi um restaurante chifa (que, como já disse em outros posts, é a fusão da gastronomia chinesa com a peruana, com um toque da equatoriana também). Pedi um prato de carnes mistas (de camarão, frango e bovina) por US$ 4,50, acompanhado pela cerveja equatoriana Pilsener, curiosamente servida em taças de sundae (rsrs). Mais uma vez o sol se levantava em Otavalo e nós já estávamos ávidos por mais um dia de aventura. Era o nosso último dia na cidade e, como ainda queríamos fazer muitas coisas, tínhamos que escolher um meio de transporte rápido e que fizesse exatamente a nossa rota, ou seja, mais uma vez optamos pelo táxi (que em três pessoas, tem um ótimo custo x benefício). Negociamos e conseguimos fechar por US$ 5 o trajeto até El Lechero e depois até a Cascada de Peguche. Embarcamos e percorremos algum tempo em uma estrada de terra até chegar a El Lechero: uma árvore solitária, localizada no alto de uma colina, a 4 km de Otavalo e que garante uma vista majestosa de bosques de eucaliptos e da Laguna San Pablo. Mais que uma árvore, é um local sagrado, místico, onde os indígenas costumam fazer rituais de purificação, de casamento e levam oferendas. O local é bacana para apreciar a paisagem e, quem sabe, fazer um piquenique. Na sequência, o táxi passou próximo ao Parque Cóndor mas não paramos. Nosso próximo objetivo era conhecer a Cascada de Peguche. Ao chegarmos na comunidade Peguche, desembarcamos, registramos nossos nomes no posto de controle que dá acesso à cascata e seguimos a pé por um caminho bonito e bem arborizado, cercado por muretas de pedras. Pouco depois chegamos até a Piscina Incaica que, apesar do nome interessante, sua água verde, turva e gelada não estava nem um pouco convidativa para um banho. Seguimos em frente até nos depararmos com um visual deslumbrante: a queda de 6 metros de altura, com o entorno totalmente natural, de mata nativa. A força da água naquele local é algo impressionante e dá até medo de chegar muito perto. É uma imagem linda pra guardar na memória. E foi caminhando que deixamos o bosque da cascata para trás e caminhamos até o centro do povoado Peguche. Foi lá que tivemos a oportunidade de conhecer o trabalho de 15 famílias artesãs que destinam seus trabalhos para a galeria Artesanía El Gran Condor. Encontramos quadros, roupas, acessórios, uma infinidade de produtos produzidos pelos indígenas, com lã de alpaca, ovelha e outros produtos naturais – e tudo com muita qualidade. Eles utilizam vários tipos de teares manuais e mecânicos para trabalhar as mais complexas figuras. O ponto alto é poder ver e conhecer seus antigos métodos de confecção que, ainda hoje, são mantidos por algumas famílias, sem contar as técnicas naturais de colorir a lã com inseto de cacto, limão, bicarbonato, entre vários outros ingredientes. E toda essa demonstração é gratuita – não te empurram nem um suvenir, mas é até maldade não comprar alguma coisa diante de tanta receptividade. A poucos metros dali havia um restaurantezinho simples. Bem simples. Mas muito simples mesmo! O cardápio estava na parede, escrito em um quadro branco. Havia uma sopa de verduras de entrada e carne ensopada ou guatita (guisado com pedaços de estômago, tradicional prato equatoriano). Preferimos a carne que veio acompanhada de arroz, uma saladinha e abacate. Para tomar, havia limonada. O almoço completo custou US$ 1,75. Enquanto fazíamos a digestão, caminhamos até Ilumán, onde já havíamos estado no dia anterior, mas estava tudo fechado por ser domingo, lembra? Pois bem, era uma segunda-feira, tudo estava funcionando normalmente e nós estávamos lá por um motivo especial: queríamos assistir a um legítimo ritual xamânico. Pedíamos informações aos moradores e eles iam nos indicando o caminho. Eis que identificamos a casa de um deles pelas placas na fachada. Somos atendidos por sua esposa que diz para aguardarmos em uma sala, pois ele estava no banho. Enquanto esperamos, observo atentamente todos os apetrechos pendurados pelas paredes: couro de jacaré, peles de onça e outros animais, pássaros, conchas, mandíbulas de algum peixe bem grande, certificados diversos, um tambor, um tatu, uma cabeça de vaca, e alguns buquês de folhas, entre dezenas de outros objetos difíceis de decifrar. Na estante, mais produtos variados para os rituais. Eis que chega o xamã, medindo não mais que 1,60m de altura, calçando crocs nos pés, vestindo calças brancas, camisa polo e chapéu. José tem fortes traços indígenas, assim como sua esposa, também curandeira, Rosa. Perguntamos sobre o ritual e o valor. E ficamos estarrecidos quando ele disse US$ 100. Cheguei a pensar que jamais veria tal ritual, mas decidimos perguntar sobre algo mais simples, que estivesse ao nosso alcance. Depois de alguma conversa rápida, ele baixa para US$ 20 e acaba fechando por US$ 10 – mas diz que não é o ritual completo, e vai durar apenas 15 minutos. Marcelo se candidata. Eu e o Carioca nos incumbimos de registrar tudo. José chama sua esposa e dá início ao ritual que começa com algumas perguntas básicas, seguidas de baforadas em um copinho que o Marcelo deve tomar em seguida. Lá fora, o tempo fecha e ouvimos estrondosas trovoadas. O xamã enche o copinho novamente, e o Marcelo vira de novo o copo de aguardente com uma mistura ervas (conhecida como ayahuasca ou Santo Daime e que possui propriedades alucinógenas). O senhor acende algumas velas e toma algo oleoso que não conseguimos identificar. Na sequência, serve a aguardente para sua esposa, para mim e para o Carioca – diz que é para dar ânimo, boas energias e fazermos boa viagem. Depois disso, ele pega a garrafa pet de 2 litros, vai enchendo a boca e borrifando sobre o Marcelo, de frente, de costas e de lado. As luzes são apagadas e ele acende mais velas. Dessa vez ele borrifa aguardente sobre a chama das velas, como em um espetáculo de pirofagia, na direção do nosso amigo. Em uma das borrifadas eu não me aguento e começo a rir da situação do Marcelo enquanto ele lambe suas próprias mãos e cheira a galinha queimada. Para meu alívio, Rosa está rindo mais que eu – digo alívio porque quase fiquei constrangido por, talvez, deixar passar a impressão de que eu estava debochando. Muito pelo contrário, tenho um profundo respeito pelas tradições e crenças de outros povos. As luzes são acesas. José acende um cigarro, pega outra garrafa (com outra bebida) e a cada tragada no cigarro dá uma borrifada no Marcelo, de frente, de costas e de lado. Marcelo diz que o líquido cheira bem. Depois José caminha em volta dele, sempre borrifando. Agora ele pega um spray, onde diz “Bendición de Dinero”. José diz algumas palavras rapidamente e pede que Marcelo abra os braços em crucifixo, para então liberar o spray também fazendo cruzes sobre o corpo do nosso amigo. Depois recebe mais uma espirrada de spray em suas mãos juntas, novamente precedida de rápidas palavras. Mais baforadas de cigarro nas mãos. José tira uma bola de vidro de dentro de um saco amarelo e a coloca sobre as mãos de Marcelo, depois a encosta em seu peito e na cabeça. Feito isso, chegamos a 14 minutos de ritual e ele se encerra. José deseja-lhe sucesso. Conversamos um pouco mais com o xamã, que nos pareceu uma pessoa muito boa. Ele contou sobre seus diversos trabalhos com gente do mundo todo. Sem dúvida, foi uma experiência legítima e inesquecível. O tempo ainda estava fechado, ventava bastante mas não chovia. Caminhamos rápido até a Panamericana e tomamos um ônibus (US$ 0,35) até Otavalo. Quando chegamos na cidade, a chuva começava a cair forte. E foi correndo por debaixo das marquises que chegamos em frente ao famoso mercado indígena. A chuva apertou ainda mais e tivemos que nos abrigar em uma loja. Quando ela deu uma trégua, corri em direção às barraquinhas e comecei a garimpar produtos. Encontrei um porta-moedas (muito útil) por US$ 2 e mais alguns presentes. O mercado é bastante interessante e ocupa, diariamente (das 8h30-16h), toda a extensão da Plaza de Ponchos. Aos sábados, o mercado toma proporções ainda maiores, tomando várias ruas da cidade. Muito se fala sobre o Mercado de Animais, também aos sábados das 6h-10h. A chuva não voltou mais e decidimos conhecer uma gruta no perímetro da cidade. Caminhamos pela feira livre, onde aproveitamos para comprar bananas, 6 por US$ 0,25. A Gruta del Socavón é um local interessante para visitar e fica logo após um portal de entrada do Barrio La Florida. O lugar que dá acesso à gruta possui alguns bancos e um altar. A gruta, propriamente dita, é inundada por água corrente e possui, ao fundo, a imagem da Virgem de Monserrate com o menino Jesus em seus braços. Depois de conhecer tudo isso, era chegada a hora de partir. Retornamos ao nosso albergue para pegar as bagagens e seguimos de táxi (US$ 1) até a Panamericana, de onde se tomam os ônibus (US$ 3,75) até Tulcán, na fronteira do país com a Colômbia. Da estação rodoviária até a imigração pegamos um táxi por US$ 4 e, após as formalidades de saída do Equador, cruzamos a fronteira (ponte) a pé. Já na Colômbia, fizemos os trâmites rapidamente e saímos em busca de um táxi até Ipiales. Esperamos, esperamos, mas os táxis não apareciam. Até que abordei um pessoal que chegava de carro e questionei se o carro era um táxi (não havia nenhuma identificação). A mulher disse que não sabia e me dirigi ao motorista. Não, não era um táxi mas ele topou levar-nos até a cidade por COP 5.000 (COP = pesos colombianos) – um táxi regular cobraria COP 8.000. Um pouco apreensivos, embarcamos. O motorista além de ser uma boa pessoa, nos mostrou toda a cidade, nos deu dicas e ainda pesquisou um hotel para ficarmos. O escolhido foi o Hotel Imperio Real, não que fosse bom, mas por COP 35.000 o quarto triplo, não deu pra resistir. O hotel era bem básico, mas a apenas alguns metros da estação rodoviária, localização ideal para nós que queríamos sair dali bem cedo. Antes de dormir, ainda cruzamos a rua para comer uma salchipapa (salsicha com fritas) por COP 1.500. A seguir, um post sobre como fazer para visitar um dos mais incríveis santuários do mundo: Las Lajas. Guarde as informações abaixo para a sua viagem!! Passagem Quito/Otavalo – US$ 2,70 Táxi do Terminal de Otavalo até o albergue – seg-sex US$ 1 / sáb-dom US$ 1,50 Hostal Flying Donkey – Calle Abdon Calderón 510. Quartos privativos ou compartilhados. Preços de US$ 10-15. Táxi albergue / rodoviária – US$ 1,50 Ônibus Otavalo / Quiroga – US$ 0,35 Táxi Quiroga / Laguna Cuicocha – US$ 4 Passeio de barco na Laguna Cuicocha – US$ 3,50 por adulto / US$ 2 por criança Táxi Laguna Cuicocha / Cotacachi – US$ 6 Almoço na rodoviária de Cotacachi – Pollo a la plancha US$ 2 Ônibus Cotacahi / Rod. Panamericana (para visitar Ilumán) – US$ 0,35 Ônibus Rod. Panamericana (Ilumán) / Otavalo – US$ 0,35 Restaurante Chifa Otavalo – US$ 4,50 por um prato de carnes mistas (camarão, frango, bovina) Táxi Otavalo / El Lechero / Cascada de Peguche – US$ 5 El Lechero – US$ 4 de táxi (se for só pra lá), leva apenas 10 minutos; ou caminhando pela Calle Piedrahita na direção leste e seguir as placas, aproximadamente 1 hora. No caso de pegar um táxi, lembre-se de combinar se ele deverá espera-lo(a) ou não Parque Cóndor – http://www.parquecondor.com/ Almoço em Peguche – US$ 1,75 Ritual xamânico, José J. Picuasi – US$ 100 ou US$ 10 bem choradinho Ônibus Rod. Panamericana (Ilumán) / Otavalo – US$ 0,35 Mercado de Otavalo – ocorre diariamente, das 8h30-16h, na Plaza de Ponchos Mercado de Animais – somente aos sábados, das 6h-10h Bananas na feira – US$ 0,25 por 6 bananas Táxi albergue / Rod. Panamericana – US$ 1 (ou US$ 1,50 se for fim de semana) Ônibus Otavalo / Tulcán – US$ 3,75 Táxi Tulcán / fronteira – US$ 4 Táxi fronteira / Ipiales – COP 8.000 (ou menos se o táxi for clandestino) Hotel Império Real (Ipiales) – Carrera 3ª, próximo ao terminal rodoviário. Hotel bem básico, mas o valor compensa se for ficar só por uma noite – COP 35.000 diária de um quarto triplo --- O post original com fotos está no blog Viajante Inveterado: http://viajanteinveterado.com.br/o-mundo-indigena-e-a-natureza-de-otavalo-equador/ Leia todos os posts desse Mochilão pelo Peru / Equador / Colômbia: http://www.viajanteinveterado.com.br/indice-de-posts-mochilao-america-do-sul-ii/
  17. Fala, viajante!! No post anterior relatei todas as belezas e curiosidades sobre Cuenca, a lindíssima cidade equatoriana. Hoje é dia de continuarmos a viagem rumo a Quito. Apertem os cintos e vamos nessa! --- No meio do mundo (Quito, Equador) Estávamos na rodoviária de Cuenca e, depois de chorarmos um pouquinho o preço, compramos as passagens para a capital por US$ 10 na empresa Super Táxis que, apesar do nome, é uma empresa de ônibus. É importante lembrar que no dia da nossa chegada em Cuenca, ainda no posto de informações, a atendente nos deu uns papeizinhos com nomes e horários das melhores empresas de transporte que faziam a rota Cuenca-Quito. Nosso amigo Marcelo ficou responsável por eles, porém não conseguiu encontrá-los no dia do embarque. Eis que chega a hora de embarcar, eram quase 22h. Para ter acesso ao ônibus é necessário pagar a taxa de embarque, que é cobrada à parte, em uma máquina que fica localizada na plataforma. O pagamento só pode ser feito com moedas e adivinha? Não tínhamos nenhuma. Uma policial que estava por perto trocou algum dinheiro conosco para que pudéssemos embarcar. Se por fora o ônibus já não parecia muito bom, por dentro ele era terrível. As poltronas eram pequenas, quase não reclinavam e, pra piorar, uma barata passou ao lado da minha perna logo no começo da viagem. Mas calma, isso ainda não é tudo. Não demorou muito para que começasse a chover e eu, em uma noite sem sorte, fui premiado mais uma vez. Toda vez que o ônibus fazia uma curva mais fechada para a direita, uma goteira corria na minha direção. E foi assim que passei uma noite inteira mal dormida. Era de manhã bem cedo, o dia estava clareando e o busão ia se aproximando do nosso destino final. Desembarcamos sãos e salvos no moderno terminal rodoviário de Quito (o Terminal Terrestre Quitumbe). Pegamos um táxi por US$ 10 que nos levou o albergue El Hostelito, um local agradável cujo slogan é “a Pod experience!” (uma experiência no casulo) – isso porque as camas são realmente como casulos (ou cápsulas), fechadas com cortinas, o que é muito interessante por oferecer maior privacidade aos hóspedes. A diária custa US$ 14,25 e inclui wifi, toalha, café, chá e água, entre outros serviços. Como ainda era muito cedo, não podíamos fazer o check-in, então nos (des)organizamos rapidamente na sala de TV, tomamos um banho, um café da manhã basicão (pago à parte) e partimos. Caminhamos por poucos minutos até encontrar o ponto de ônibus na Avenida 6 de Diciembre (os mais próximos do albergue são: La Paz e Orellana), A passagem custou US$ 0,25 e, seguindo informações, desembarcamos na Estación Marín Central, no centro histórico, de onde começamos nosso passeio pela cidade. Subimos a ladeira da rua Chile – um calçadão que ocupa seis quarteirões, antes de dar acesso aos veículos – até a Plaza de la Independencia, onde chegamos ofegantes devido aos 2.850 metros de altitude. A praça, geralmente cheia de gente, possui um bonito paisagismo e bem no centro fica o Monumento a la Independencia (ou Monumento a los Heroes del 10 de agosto de 1809). Ao redor da praça ficam alguns dos prédios mais importantes da cidade, tais como: a Catedral Metropolitana de Quito que guarda os restos mortais do libertador António José de Sucre; o Palácio Presidencial Carondelet, sede do governo que, durante nossa visita, encontrava-se com a bandeira a meio mastro, em virtude das vítimas do terremoto; a Alcadía Municipal (prefeitura); e o Palácio Arzobispal que hoje funciona como um centro de compras. Continuamos pela Calle García Moreno até a próxima esquina onde fica a Iglesia de la Compañia de Jesús, a mais requintada igreja equatoriana – e que guarda o corpo da Santa Mariana de Jesús. Depois subimos a Calle José de Sucre até a Plaza San Francisco, em frente à Iglesia y Convento San Francisco cujo museu abriga mais de quatro mil peças, sendo um dos maiores museus religiosos íbero-americano. O complexo ainda revela a interessante lenda que, resumidamente, conta a história de um índio que se comprometeu a construir o átrio do templo mas não conseguiria entregar a obra no prazo combinado. Por esse motivo, o índio vendera sua alma ao Diabo em troca do término da construção. Em apenas uma noite a obra seria feita e o índio não parou de rezar à Virgem com medo de ir para o inferno. Eis que o Diabo apareceu mas ainda faltava uma pedra no átrio. Sendo assim, o pacto foi anulado e o índio se libertou. Até hoje, falta uma pedra no local. Confesso que a essa altura já estávamos cansados de visitar tantas igrejas e resolvemos tomar um táxi (por US$ 3) para irmos desde a Plaza San Francisco até El Panecillo, uma montanha natural que chega aos 3.000 metros de altitude e recebeu a Virgen de Quito, uma escultura de alumínio com 30 metros de altura (e mais 11 de sua base). O atrativo é conhecido como Virgen del Panecillo e a entrada para subir alguns lances de escada custa US$ 2. Mas atenção, a subida é apenas até o final da base, não sendo possível chegar ao topo da escultura. As vistas panorâmicas que se têm da cidade desde o mirante são incríveis. E na rua de trás da escultura há várias barraquinhas de suvenir. Para descer de volta à cidade, você pode combinar com o taxista para que ele aguarde ou pegar um ônibus. Nós aproveitamos a oportunidade e pegamos um ônibus que passava por lá e, por US$ 1, fomos até a Mitad del Mundo, um dos atrativos mais procurados pelos viajantes que visitam a capital. O trajeto (pouco mais de 30km) de busão durou cerca de 1h30 pois o complexo fica em San Antonio de Pichincha, ou seja, fora do perímetro de Quito. Ao chegarmos, vimos que o complexo é como uma cidade fictícia. Na bilheteria há duas opções de ingresso: US$ 3,50 pelo acesso à cidade (complexo) ou US$ 7,50 pelo Full Pass que inclui a entrada a todas as atrações: Museo Ecuatorial, Plaza del Cacao, Viviendas Ancestrales, Estación del Tren e Planetario. O grande destaque do complexo que, supostamente, está construído sobre a Linha do Equador (na Latitude 0°0’0”) é o Monumento a la Mitad del Mundo. Trata-se de um marco de quatro lados, medindo 30 metros de altura, que possui um globo terrestre em seu topo. Em cada um de seus lados está marcado um ponto cardeal (norte, sul, leste e oeste). A Linha do Equador é representada por uma estreita faixa amarela que atravessa o Monumento e divide, ao meio, toda a extensão do complexo. E, apesar de tantas trações disponíveis, é justamente essa linha que causa mais alvoroço entre os visitantes que tiram suas fotos com um pé em cada hemisfério. A verdadeira linha imaginária, no entanto, possui 5km de largura, mas isso não faz desmerecer o valor de uma visita ao local. Ah, não esqueça que você pode carimbar seu passaporte gratuitamente na entrada do Museo Ecuatorial (mesmo sem ter o ingresso)! Já era hora de almoçar e o complexo possui várias opções de restaurantes e os preços, ao contrário do que imaginávamos, estavam dentro da média entre US$ 6-8. Pedimos uma sugestão para um vendedor de uma das lojas de artesanato e ele nos indicou o Calima Café Restaurante. O local possui bom atendimento, boa comida e uma decoração retrô muito bacana – e muito nostálgica. Pedi uma pechuga a la plancha (peito de frango grelhado com salada, arroz e fritas) que veio antecedido por uma saborosa sopa de legumes. O pedido também já incluía um copo de suco. Depois do almoço fomos pechinchar um pouco pelas lojinhas e tirar mais algumas fotos ao redor do Monumento. No caminho da saída vi que havia uma agência de viagens que organiza passeios a partir do complexo, as opções são: Cratera do vulcão Pululahua (US$ 4 / 1h de duração) e Templo Rumicucho (US$ 5 / 1h15 de duração). Outro produto que eles comercializam (por US$ 2) é o certificado da visita a Mitad del Mundo – é legalzinho, caso você tenha esquecido de levar seu passaporte. Deixamos o complexo e estávamos procurando o ponto de ônibus para voltar a Quito, quando fomos interrompidos por uma gari: – Quieren coger la buseta? – perguntou ela. – Si, si. – respondemos prendendo o riso. E ela gentilmente nos mostrou o ponto que deveríamos pegar. Nós a agradecemos e, avistando o ônibus que já estava quase parando, começamos a correr enquanto gargalhávamos de uma das mais constrangedoras piadinhas idiomáticas. Pra quem não está habituado ao espanhol, buseta nada mais é que um ônibus pequeno, ou um micro como se costuma falar. É bastante comum ouvir e falar essa palavra mas ela realmente nos pegou desprevenidos. Bom, embarcamos no ônibus e pagamos apenas US$ 0,40 pela passagem. Após a longa jornada de volta ao centro, mesmo cansados, decidimos caminhar pelo centro para conhecer um pouco mais. Assim, passamos pela Iglesia de Santo Domingo e chegamos à pitoresca Calle La Ronda, uma ruazinha estreita que parece ter saído de algum filme antigo, ladeada por casarões coloniais finamente restaurados que abrigam restaurantes elegantes, lojas de artesanato e galerias de arte. Caminhar por esta ruela de paralelepípedos é obrigatório a qualquer viajante! Anoitecera e retornamos pela Calle Venezuela de onde podíamos ver, ainda que longe, a iluminada Basílica del Voto Nacional que visitaríamos no dia seguinte. Paramos novamente na Plaza de la Independencia para tirar algumas fotos noturnas e descemos pelo calçadão da Calle Chile. Com fome, paramos na lanchonete Caravana, um fast-food local e também padaria que vive cheio de gente. Exaustos, pegamos o ônibus para continuar até o albergue, mas pegamos o ônibus errado – e foi difícil desembarcar, pois ele estava absurdamente lotado. Nos horários de pico, outro ônibus (branco/vermelho) também circulava em alguns dos pontos onde já estávamos acostumados a pegar o nosso (que era apenas vermelho), e foi isso que gerou a confusão. Corrigimos o problema e algum tempo depois chegamos ao albergue. Descansamos um pouco, tomamos um banho e driblamos o cansaço para conhecermos o tão falado bairro Mariscal. Chegamos de táxi (US$ 3,50) até a Plaza Foch, um dos locais (senão o local) mais badalados da cidade, que reúne bares, restaurantes e baladas do momento. A praça é a união das quatro esquinas formadas pelas ruas Mariscal Foch e Reina Victoria. O detalhe é que, devido ao recente terremoto que abalara o país, bares e restaurantes estavam proibidos de vender bebidas alcoólicas e as baladas nem poderiam abrir. O luto e o respeito por lá é sério e havia fiscalização fazendo ronda. O consumo de bebidas, na verdade, era limitado a uma taça de vinho ou um copo de chope por pessoa, desde que fossem consumidos como acompanhamento de algum prato. Beber por beber, pura e simplesmente, de jeito nenhum. Esse fato gerou um momento de reflexão entre nós que, imediatamente, o comparamos à nossa realidade que é bem diferente – mesmo diante de luto oficial, não temos tais medidas por respeito. O que se ouvia por lá era que não havia motivo para beber ou fazer festa diante de tamanha desgraça e tristeza. E estavam certos. Sendo assim, escolhemos o Restaurante Bar e Lounge Q (sim, o nome é “Q” mesmo!) onde pedimos uma porção de canapés de salmão defumado (uma delícia, custou US$ 8,25) e nossa cota de chope, uma tulipa (por US$ 5) para cada – apenas para harmonizar. Feito isso, gastamos mais um tempo caminhando por lá antes de pegarmos um táxi de volta para o albergue (por US$ 3,00). No outro dia levantamos cedo e fizemos o check-out, pois havíamos decidido terminar os passeios durante o dia e seguir viagem antes do anoitecer. Ao lado do albergue havia uma quitanda onde compramos algumas bananas para começar o dia – apesar de ser um dos menores países do continente sul-americano, a produção de bananas do Equador compete com a brasileira. Seguimos em direção ao ponto de ônibus, mas desviamos o caminho ao ver uma padaria – afinal ninguém vive de bananas. A padoca era pequena (mas muito boa) e não havia mais lugares disponíveis. Pegamos nossos pães e bebidas para desayunar na mureta de um prédio do outro lado da rua. Depois, satisfeitos, pegamos novamente o ônibus (US$ 0,25) até Marín Central. A primeira atração do dia foram as catacumbas da Basílica del Voto Nacional. São corredores e mais corredores de túmulos sobrepostos, como se fossem gavetas, localizados no subsolo. No pátio lateral da igreja vários grupos folclóricos e musicais se apresentavam para incentivar as doações para as vítimas do terremoto. Foi uma experiência maravilhosa poder assistir às apresentações de grupos indígenas com suas danças e costumes típicos. Na fachada frontal da igreja, que é a maior das Américas no estilo neogótico, ficam as inconfundíveis torres com seus relógios e, em suas laterais, diversos animais nativos aparecem esculpidos, lhe dando uma característica própria. A entrada para a igreja custa US$ 2 e vale a pena para sentir a grandiosidade da obra e ver seus belos (e quase incontáveis) vitrais. Por US$ 2 também é possível subir nas torres da igreja, que garantem vistas ímpares do centro histórico e de toda a cidade de Quito. A primeira parte da subida pode ser feita de elevador, mas depois não dá pra fugir das estreitas e acrofóbicas escadinhas. Primeiramente subimos na torre central, cujo caminho inclui uma passarela por dentro do telhado da igreja e a vista garante as torres dos relógios ao fundo. Depois foi a vez de subir na própria torre do relógio (apenas uma está disponível para visitação) que proporciona as melhores vistas do centro histórico, fazendo-o parecer uma linda e colorida maquete. A torre ainda dá lugar a um elegante Café. Nós ignoramos a finesse e a vista panorâmica do Café da Basílica para almoçar no Mercado Central, onde provamos mais uma vez o famoso prato equatoriano, o hornado (porco assado) por US$ 2,50. E assim terminamos nosso passeio pela capital equatoriana. Fizemos o caminho de volta ao albergue para pegar as bagagens e mais tarde tomamos um táxi (US$ 10) até o Terminal Carcelén, de onde saem os ônibus para o norte do país. No terminal há uma quantidade incrível de barraquinhas de comida, onde garantimos nosso lanche pra viagem (lanche por US$ 1 e refri US$ 0,50). Nosso destino era Otavalo, pagamos US$ 2,70 pela passagem e a viagem durou cerca de 1h30-2h. A frequência de transporte entre as duas cidades é alta e há ônibus a cada 15-20 minutos para lá. No próximo post vocês conhecerão os detalhes da região de Otavalo, um destino que revela belezas naturais e tradições indígenas ancestrais!! Informações para facilitar o seu planejamento Táxi do Terminal Quitumbe até o albergue – US$ 10 Ticket de ônibus dentro da cidade – US$ 0,25 Catedral Metropolitana de Quito – Abre: seg/sáb 10h-16h. Entrada: US$ 3 / estudantes pagam US$ 2 / quem quiser visitar os domos paga US$ 6 Iglesia de la Compañia de Jesús – Abre: seg/qui 9h30-18h30, sex até 17h30, sáb até 16h, dom 12h30-16h. Entrada: US$ 5 / estudantes pagam US$ 2,50 / gratuita no primeiro domingo de cada mês. Site: http://fundacioniglesiadelacompania.org.ec/ Museo Iglesia y Convento San Francisco – Abre: seg/sáb 9h-17h30, dom até as 13h. Entrada: US$ 2 / estudantes pagam US$ 1. Este site não é oficial, mas conta várias versões da contrução do complexo – http://www.quitoadventure.com/espanol/relax-ecuador/lugares-turisticos-quito/iglesias-conventos/san-francisco-quito.html Táxi do centro até a Virgen del Panecillo – US$ 3 Virgen del Panecillo – Entrada: US$ 2 Ônibus desde Quito a Mitad del Mundo – US$ 0,40-1,00 Mitad del Mundo – Abre: todos os dias 9h-18h. Entrada: US$ 3,50 acesso ao complexo / US$ 7,50 pelo Full Pass que inclui todas as atrações (Museu Ecuatorial, Plaza del Cacao, Viviendas Ancestrales, Estación del Tren e Planetario). Passeios: Cratera do vulcão Pululahua (US$ 4 / 1h de duração) e Templo Rumicucho (US$ 5 / 1h15 de duração) Táxi do albergue a Mariscal (Plaza Foch) – US$ 3,00-3,50 Restaurante Bar e Lounge Q – tapas em geral US$ 5-8 e chope US$ 5 Basílica del Voto Nacional – Abre: todos os dias 9h-17h. Entrada: US$ 2 para a igreja e US$ 2 para as torres Táxi do albergue ao Terminal Carcelén – US$ 10 Passagem Quito/Otavalo – US$ 2,70 --- O post original com fotos está no blog Viajante Inveterado: http://viajanteinveterado.com.br/no-meio-do-mundo-quito-equador/ Leia todos os posts desse Mochilão pelo Peru / Equador / Colômbia: http://www.viajanteinveterado.com.br/indice-de-posts-mochilao-america-do-sul-ii/
  18. Fala, viajante!! No post anterior contei como foi a experiência de atravessar, por terra, a fronteira do Peru com o Equador, até Huaquillas. De lá seguimos de ônibus para Cuenca, que é o tema do post de hoje. --- Cuenca, a cidade mais bonita do Equador Tomamos um ônibus em Huaquillas, cidade equatoriana que faz fronteira com o Peru, por US$ 7 com destino a Cuenca. A viagem, pela Rodovia Panamericana, durou quase 6 horas em um pinga-pinga da empresa Pullman Sucre. Logo ao desembarcarmos na rodoviária começaram as surpresas. Primeiramente, sim, lá existe uma rodoviária que atende a todas as empresas – diferentemente de todas as cidades que havíamos visitado até então. O salão de espera era organizado, limpo e bonito, com lojas e restaurantes. Precisávamos de algumas informações sobre a cidade e como chegar ao albergue e, adivinhem: há um ótimo posto de informações turísticas na rodô. A primeira impressão havia sido muito positiva, mas foi ao sair da rodoviária que ficamos “de cara” ao ver os táxis organizados em fila, sem chamar nem buzinar para os pedestres. Antes de embarcar, porém, decidimos comer ali mesmo, em uma espécie de praça de alimentação anexa ao terminal. O chaulafán custou US$ 6 e a Inca Kola de 1 litro saiu por US$ 1,50. Enquanto almoçávamos, percebemos que havia vários policiais mantendo a segurança do local. Após o almoço tomamos um táxi por US$ 1,50 até o nosso albergue – até o centro da cidade custa a mesma coisa. Os táxis oficiais são amarelos e possuem câmeras de segurança interna. Ficamos hospedados no AlterNative Hostel, um albergue bem localizado, no encontro da Calle Larga, Huayna-Capac e Cacique Duma, a 15 minutos do centro histórico, é novinho, limpinho e possui um ótimo atendimento. A diária em quarto compartilhado custa US$ 11 e inclui café da manhã. Possui uma agradável sacada no 2º andar. Na rua lateral há um bar anexo a ele e a poucos metros, convenientemente, um mercadinho. Quando entramos no quarto, parecia que tinha passado um furacão por lá. Todas as camas cheias de coisas: violão, notebook, roupas e até um cartão de crédito jogado… Avisamos o recepcionista que foi checar e juntou tudo na mesma cama para que pudéssemos nos acomodar – pois só havia um hóspede naquele quarto, um tanto bagunceiro. E não demorou muito para que o conhecêssemos. Era um inglês, bem jovem e gente boa, que estava rodando pelas Américas e ia terminar a viagem justamente no Brasil, para encontrar sua namorada no interior de São Paulo. Enquanto o gringo tentava organizar sua bagunça, nos despedimos e fomos conhecer o centro histórico. Seguimos pela Huayna-Capac, uma grande avenida, e quando chegamos ao coração da cidade tive a sensação de estar na Europa – não apenas pela arquitetura mas principalmente pela limpeza e organização. Quando nos aproximamos do Parque Abdon Calderon (a praça central) vimos e ouvimos uma grande mobilização. Voluntários, jovens e adultos, trabalhavam na arrecadação e no carregamento de doações para as vítimas do terremoto que havia recém atingido as cidades costeiras, principalmente Pedernales. Percorríamos os arredores da praça e, ao mesmo tempo, nossas expectativas iam se superando. Era início de noite, as luzes estavam se acendendo e confirmando a beleza de Cuenca. Nosso jantar foi no Restaurante Cositas, um ambiente completamente decorado com tudo o que se possa imaginar, são “cositas” penduradas por todos os lados. Desde máquinas de escrever antigas, até fotos de campeões de fisiculturismo – e piadas espalhadas pelas paredes dos banheiros. Mas o que mais chamou a atenção foram os preços dos pratos. Um prato típico (seja de carne, frango ou porco) varia entre US$ 6-8 e as porções são grandes. No dia seguinte, durante o café da manhã, levei uma longa conversa com a Nicole, gerente do albergue, e ela me deu várias dicas sobre a cidade e também me explicou sobre um fato preocupante que vem ocorrendo na cidade. A beleza, o charme e o clima de Cuenca (que está a 2.535 metros de altitude) atraem muitos estrangeiros aposentados, principalmente europeus e norte-americanos. Os “gringos” chegam com os bolsos cheios de dólares para desfrutar confortavelmente suas aposentadorias. E é aí que mora o problema dos cuencanos. A aquisição de imóveis por parte dos estrangeiros gerou um boom imobiliário que inflou os preços do mercado e, hoje em dia, já é difícil para um equatoriano poder comprar um bom imóvel na cidade. Neste dia, fizemos um caminho diferente para o centro histórico. Subimos pela Calle Larga de onde, a partir de certo ponto, pode-se observar o Río Tomebamba. Para quem caminha nesse sentido, pouco antes de chegar à igreja de Todos Santos, existe um agradável mirante de frente pro rio – muito útil para descansar um pouco da subida íngreme e da altitude. Mais tarde descobri que esse mirante já havia sido uma ponte e que sua outra metade havia sido levada pelo rio em uma de suas cheias revoltosas. Hoje, o local é um símbolo da cidade e é conhecido como Puente Roto (ponte quebrada). Continuamos pela Calle Larga por mais alguns metros, até encontrarmos a Escalinata Miguel Sojo Jaramillo. Descemos as escadarias e atravessamos a ponte que cruza o rio e liga à rua Frederico Malo para conhecer o Parque de la Madre – uma grande praça com pista de caminhada, obras esculpidas em troncos de árvores (como grandes totens) e um Planetário (atração gratuita). Inédito para mim, foi ver o “Solmáforo”: um indicador de radiação ultravioleta com seis níveis (de muito baixo a extremo), muito útil para que as pessoas controlem sua exposição ao sol. Nessa praça havia também mais um ponto de coleta de suprimentos para as vítimas do terremoto. Voltamos à margem do rio e caminhamos mais alguns metros pela Avenida 12 de Abril até chegarmos ao Museo de História de la Medicina. A entrada é gratuita mas podem solicitar uma pequena doação para a manutenção do museu. Para quem é médico, ou ligado à saúde, pode ser interessante mas, para o público em geral, sinceramente, não traz grandes atrações. São grandes salas com equipamentos antigos, mas sem muita informação. Ainda na mesma avenida, caminhamos até a próxima ponte, cruzamos de volta para a outra margem e subimos a Escalinata Juana de Oro, uma escadaria longa e alta, cujas paredes grafitadas dos prédios que a acompanham lhe dão um ar diferenciado. No meio da escadaria, uma pequena árvore, de caule e galhos finos, se faz presente. O fim da subida termina justamente na Calle Larga. Viramos à esquerda e um pouco adiante encontramos a casa Sumaglla, um antiquário com uma fachada incrível com portas-balcão esculpidos em madeira e, na parede, murais emoldurados. Tantos metros depois foi hora de conhecer o Museo del Sombrero. A entrada é gratuita e se pode ver, ao vivo, a produção de vários tipos de chapéu – e as antigas prensas foram fabricadas no Brasil, acredite. Há diversos modelos e cores à venda e bem ao fundo existe uma estreita escada que leva a um Café com uma bela vista desde o Barranco (nome dessa região mais alta à beira do rio que é, literalmente, um barranco). O local é bacana e vale a visita, mas de “museu” não tem muito. A propósito, aqui cabe uma explicação… Pra quem não sabe, o Equador é (e sempre foi) o produtor dos famosos chapéus Panamá (ou El Fino, como são chamados no país). Segundo contam, esses chapéus foram utilizados pelos franceses e norte-americanos envolvidos na construção do Canal do Panamá que, sem saber de sua origem, começaram a chamá-lo de chapéu Panamá. A fama desses chapéus ganhou repercussão internacional quando, o então Presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt apareceu nos jornais visitando as obras do Canal com um exemplar na cabeça. Pelas ruas de Cuenca encontram-se muitas fabriquetas com preços variados. Percorremos toda a Calle Larga e ao final dela há uma quebradinha à esquerda e o nome da rua passa a ser La Condamine. É lá que fica o macabro Prohibido Centro Cultural, um espaço dedicado à cultura obscura, alternativa e muito intrigante, que nos faz refletir sobre os padrões e preconceitos da sociedade em que vivemos – mesmo quando o assunto é arte. A entrada custa US$ 2 e você verá caveiras (muitas caveiras), poderá descansar seu pescoço em uma guilhotina, descansar dentro de caixões, vestir roupas que sua mãe jamais deixaria você usar (nem de brincadeira!) mas, acima de tudo, conhecer de perto a arte de uma cultura que você, talvez, nunca tenha dado importância. Saímos de lá famintos e fomos procurar o Mercado 10 de Agosto, o mercado municipal de Cuenca. O prato que mais nos chamou a atenção foi o Hornado, mas também não é pra menos… Imagine dar de cara com um porco inteiro em cima do balcão. As tias, muito cuidadosamente, enfiavam as mãos no porco e iam puxando pedaço a pedaço e servindo os pratos. Para acompanhar: purê de batatas (o deles é bem mais consistente que o nosso) e salada com cebola roxa. Tudo é feito e servido com as mesmas mãos que pegam o dinheiro e o troco. Mas quer saber? Estava uma delícia! O preço do prato varia de acordo com quantidade, há opções de US$ 3, 4 e 5. Depois do almoço, rodamos um pouco pelo mercado que também tem uma seção “feirinha do Paraguai”. A próxima atração visitada foi a bela Catedral Metropolitana (ou Catedral de la Immaculada Concepción), em frente à praça principal. Possui um estilo diferenciado e marcado por sua fachada de tijolos à vista e suas cúpulas azuis que podem ser admiradas a partir de diferentes pontos da cidade. Aliás, ficamos tão fascinados pelas cúpulas que encontramos um prédio comercial (na rua Padre Aguirre) e subimos até o último andar apenas para fotografá-las. Valeu a pena! Perto dali, na Plazoleta de San Francisco, há uma feirinha bastante diversificada onde se encontram desde artesanatos até bugigangas em geral. Talvez mais interessante seja atravessar a rua General Torres e conhecer o CEMUART (Centro Municipal Artesanal), uma galeria organizada que possui diversos tipos de artesanato de qualidade e com preços acessíveis. Para finalizar o ótimo passeio, seguimos até o Museo Pumapungo que reúne exposições de objetos, reproduções da cultura local e as próprias ruínas de Pumapungo – segunda maior cidade Inca. Infelizmente, devido ao terremoto, o horário de visitação havia sido encurtado e acabamos dando com a cara na porta. Cansados, mas muito felizes com os passeios, fizemos um happy hour e depois tomamos um táxi por US$ 2 até a rodoviária. Garantimos nossas passagens para Quito por US$ 10 pela empresa Super Táxis para as 22h e fomos procurar algo pra comer. A praça de alimentação que comentei quando chegamos na cidade já estava fechando, mas encontramos uma boa opção atravessando a rua. Um restaurante simples que era bom e barato, paguei US$ 4 por um prato chamado Churrascos (arroz, carne, fritas, tomate, cebola roxa e abacate) e dividimos uma garrafa de refrigerante Fioravanti Fresa (de morango, bem doce) de 1,75l por US$ 1,25. Na hora do embarque, o ônibus não parecia grande coisa e nos lembramos que ao comprar as passagens, por um descuido, não pedimos para ver as fotos ou perguntar como era o veículo – como fazemos de praxe. No próximo post vou contar como foi a viagem de Cuenca até Quito (será que acertamos na escolha do ônibus?) e o que fizemos durante os dias que passamos na capital. Outras informações Empresa de ônibus Pullman Sucre no Facebook (https://www.facebook.com/EMPRESA-INTERNACIONAL-PULLMAN-SUCRE-136104303073640/); passagem Huaquillas-Cuenca US$ 7 Táxi da rodoviária até o centro US$ 1,50-2,00 Centro de informações turísticas de Cuenca – na rodoviária e na rua Mariscal Sucre, próximo à Catedral. Abre seg/sex 8h-20h, sáb 9h-16h e dom 8h30-13h30 AlterNative Hostel – http://alternativehostal.com. End: Huayna Capac esquina com Cacique Duma, US$ 9-12 dependendo do quarto. LEMBRE-SE DE CITAR O NOME DO BLOG AO FAZER SUA RESERVA! Restaurante Cositas – Símon Bolívar 4-49. End: Calle Larga 8-18. Pratos típicos entre US$ 6-8 Museo el Sombrero – Calle Larga 10-41. Abre seg/sex 9h-18h, sáb 9h30-17h e dom 9h30-13h30. Entrada gratuita Prohibido Centro Cultural – Site: https://prohibidocc.wordpress.com. End: Calle La Condamine 12-102. Abre: seg/sáb 9h-21h. Entrada US$ 2 Museo Pumapungo – Calle Larga quase esquina com Huayna Capac. Abre: ter/sáb 8h-17h30, sáb/dom 10h-16h. Entrada gratuita Empresa de ônibus Super Táxis – passagem Cuenca-Quito US$ 10 (mas lembre-se de pedir informações sobre o tipo de ônibus pra não entrar numa fria) --- O post original com fotos está no blog Viajante Inveterado: http://viajanteinveterado.com.br/cuenca-a-cidade-mais-bonita-do-equador/ Leia todos os posts desse Mochilão pelo Peru / Equador / Colômbia: http://www.viajanteinveterado.com.br/indice-de-posts-mochilao-america-do-sul-ii/
  19. Naquela noite havíamos tomado um ônibus que partia da Trujillo, às 19h45, com destino a Tumbes, cidade peruana fronteiriça. O ônibus, da empresa Emtrafesa, era um semileito com serviço de bordo, pelo qual pagamos S/. 50. Nossa ideia era atravessar a fronteira e seguir viagem até Cuenca, no Equador. Eram cerca de 5h da manhã e estávamos todos dormindo quando, lentamente, começo a despertar percebendo as luzes acesas e, com os olhos entreabertos, vejo algumas pessoas entrando no ônibus. Eram policiais peruanos. Eles procuravam insistentemente alguma coisa suspeita nos bagageiros superiores, debaixo dos bancos e entre as pernas dos passageiros. Eu, já de olhos bem abertos, acompanhava tudo atentamente enquanto o Carioca e o Marcelo deviam estar sonhando com as ruínas de Chan-Chan! Após a checagem geral, os policiais desembarcam e, quando pensei que voltaríamos à estrada, ouço um barulho: eram eles abrindo as portas dos bagageiros. Não demorou muito até que um dos policiais voltasse ao ônibus. Eu, sonolento, ouvia de longe suas palavras: “– Dos mochilas azules” (duas mochilas azuis). Enquanto ele caminhava, chegando mais próximo, eu levantei a mão, identificando que eram nossas e tentava, ao mesmo tempo, acordar o Carioca. Sempre que viajamos (de ônibus ou avião) colocamos capas protetoras em nossas mochilas, para que não sujem, nem molhem. As capas são grandes, azuis e não dá pra notar, sequer, o formato do que está dentro dela. Desembarcamos aos olhares curiosos dos demais passageiros – já passei por isso outras vezes e é sempre um pouco constrangedor! Identificamos a mochila de cada um, abrimos os cadeados e eles começaram a revistar. Foi um procedimento rápido e obviamente, sem complicações. Embalamos novamente as mochilas e embarcamos de volta para continuarmos a viagem até Tumbes. Uma hora e meia depois, chegamos ao nosso destino. Ainda na garagem da empresa, enquanto o ônibus estacionava, vários taxistas já nos enxergavam pelas janelas e acenavam com suas chaves enquanto, certamente, pensavam “os gringos chegaram”! Depois de conhecer o sudeste asiático, você meio que se acostuma com esse tipo de assédio, seja de taxista ou de motoristas de tuk-tuk mas, pra mim, continua sendo sempre muito chata essa situação, pois alguns deles são bastante insistentes e inconvenientes. Pegamos nossas mochilas, driblamos os taxistas a qualquer custo e saímos da garagem. O que encontramos lá fora? Mais taxistas! Que fique claro: não tenho absolutamente nada contra os taxistas que exercem sua profissão dignamente mas, às 6h30 da manhã, ficar cercado por qualquer tipo de profissional, falando sem parar, desrespeitando até mesmo uns aos outros, não é legal!!! Nos distanciamos um pouco (mas não muito, pois a reputação sobre a segurança de Tumbes não é muito boa), um deles continuou nos seguindo, era um senhor mais velho, cujo carro era o único que estava dentro da garagem e isso, de certa forma, nos passava mais segurança. Depois chegou outro, com um “ajudante” que chupava uma laranja enquanto falava tentando nos convencer. A cena era hilária! Quando, finalmente, o laranjeiro baixou o preço e decidimos ir com ele, o senhor também baixou e acabamos voltando com ele até a garagem. O preço combinado foi S/. 25 até a fronteira. Conversávamos tranquilamente com nosso motorista durante o caminho e ele parecia ser uma pessoa bacana. Mas, mudamos de opinião quando nos aproximamos da fronteira. Ele disse “– Bom, o combinado foi S/. 25 até aqui, a imigração do Peru, se quiserem ir até o outro lado, são mais S/. 5”. Pois é, ele nos enganou. Pior que isso, agiu de má fé, pois não havia absolutamente nada para fazermos ali, pois a saída do Peru era feita no outro prédio, a alguns km dali. Discutimos bastante com ele que se mostrou irredutível. Muito contrariados, pagamos a diferença. Seria melhor ter escolhido o laranjeiro? Talvez… Já na imigração, o procedimento foi rápido e desenrolado. Apenas precisamos apresentar os passaportes e preencher os formulários. Não houve nem checagem da bagagem por raio-x. Saímos e caminhamos na direção dos táxis. Apenas um motorista veio em nossa direção (mal dava pra acreditar) e a tarifa era fica US$ 3 até Huaquillas, a cidade mais próxima. No táxi há câmera de segurança e a clara identificação do motorista para os passageiros. Perguntamos qual empresa de ônibus nos levaria até Cuenca, ele nos indicou a Pullman Sucre e nos deixou no escritório dessa empresa. Estávamos um pouco apreensivos, pois não sabíamos se a cidade era segura ou não. O escritório ainda estava fechado mas os horários de ônibus para Cuenca estavam pintados na parede da fachada e o próximo seria às 10h45. Tínhamos bastante tempo na cidade. A poucos metros dali havia um botequim servindo café da manhã por US$ 2,50. Entramos para comer. Ao lado havia um mercadinho, onde comprei uma Inca Kola pequena (que havia prometido trazer ao Brasil, mas havia esquecido de comprar no Peru) por US$ 0,60 e uma garrafa grande de água por US$ 1,25. Ah, sim, vocês devem ter percebido que a moeda corrente no Equador é o dólar americano, instituído desde o ano 2000. O Sucre, antiga moeda utilizada no país, saiu de circulação porque na época o país enfrentava uma inflação terrível que ultrapassou o índice de 60%. As vantagens e desvantagens da dolarização no Equador são assuntos para outro post! Falando em dinheiro, conseguimos trocar os Soles restantes a uma boa cotação. Em Huaquillas, não encontramos casas de câmbio, mas sim vários senhores sentados em banquinhos com suas maletas, debaixo de guarda-sóis, trocando dinheiro sem parar para locais e turistas. Retornamos até o escritório da empresa, compramos as passagens por US$ 7 e ficamos aguardando o horário. Às 10h45, em ponto, fomos chamados para embarcar. O ônibus, era velho sem ar condicionado, saiu dali praticamente vazio mas foi se enchendo de gente durante o caminho. O motorista achava que pilotava um foguete e voava pelas estradas com o pinga-pinga. Pra distrair, pela janela passavam paisagens incríveis durante toda a viagem até Cuenca: bananais a perder de vista, montanhas e rios formavam cenários cinematográficos. A viagem levou bastante tempo e chegamos a Cuenca às 16h30. No próximo post vou falar sobre Cuenca, a cidade mais bonita do Equador e sobre a generosidade, respeito e solidariedade com as vítimas do terremoto. Outras informações Empresa de ônibus Emtrafesa: www.emtrafesa.com; passagem Trujillo-Tumbes S/. 50 Táxi de Tumbes até a imigração do Equador S/. 30 Táxi da imigração do Equador até Huaquillas US$ 3 Empresa de ônibus Pullman Sucre: não encontrei o site, mas tem fanpage no Facebook; passagem Huaquillas-Cuenca US$ 7 -- O post original com fotos está no blog Viajante Inveterado: http://viajanteinveterado.com.br/atravessando-a-fronteira-tumbes-huaquillas-de-onibus-peruequador/ Leia todos os posts desse Mochilão pelo Peru / Equador / Colômbia: http://www.viajanteinveterado.com.br/indice-de-posts-mochilao-america-do-sul-ii/
  20. Olá Kiussa, viajei com um Eurail Global Pass Para uma viagem de Roma/Florença/Veneza/Lucerna/Frankfurt/Amsterdã/Bruxelas/Londres/Paris, com alguns bate volta como em Pisa, Colônia, Bruges... o Global Pass vale a pena? A reservada para os trens de alta velocidades aumentam muito o valor final? ou vale a pena pagar trecho a trecho? Olá!! Olha, vc pode fazer a cotação individual dos bilhetes nesse link http://www1.belboon.de/tracking/000139358/159769.html e comparar com o valor do passe. Sobre o valor das taxas, eu estou totalmente por fora pois essa viagem foi há alguns anos. Espero ter ajudado
  21. Poxa, desculpe desapontá-la! Essa série de posts sobre a Europa era algo bastante pessoal que decidi publicar no blog para compartilhar a essência da experiência, mesmo sem informações práticas para os leitores. Mas, de qualquer forma, se precisar de alguma coisa específica, deixe um recado que tento ajudar.
  22. Fala, Evandro! Tudo blz. Desculpe a demora da resposta, pois fiz uma viagem longa no último mês. Cara, eu gostei muito de Atrani, era o momento da minha viagem (que durou 3 meses) para encontrar uma cidadezinha como ela e relaxar antes de aumentar o ritmo novamente. A visita foi num mês de abril. Sobre "botar fé ou não" em algum lugar é algo bastante pessoal, eu sempre prefiro ir pessoalmente e tirar minhas próprias conclusões, eu pago pra ver - literalmente.. hehehe. Sobre a trilha que vc citou eu não tive a oportunidade de fazer. Conheci apenas Amalfi, Atrani e Ravello - nunca mais voltei pra Itália mas, certamente, o farei na primeira oportunidade. Grande abraço, continue lendo os posts e já deixo o convite para visitar meu blog e redes sociais! Qualquer dúvida, é só chamar.
  23. Bacana, é um evento muito bonito. Não tive a sorte de coincidir com a data da minha viagem. Mas, como considero voltar à Bélgica, quem sabe ainda tenho essa experiência!
  24. Que longa caminhada em?! Também fiz tudo a pé quando estive por lá em Copenhague. Passei por lá em 2015. Topei subir todos os degraus da Vor Frelsers Kirke/Catedral de Nossa Senhora . E como ventava . No seu roteiro só senti falta de um lugar, a Taarnet/Tower que é sede de um mirante e restaurante. O mirante é gratuito . Não tinha filas, mas pelo que pesquisei costuma ter e dão preferência para as pessoas que estão indo ao restaurante. Olá Drica! Sim, eu adoro caminhar pelas cidades que visito. Obrigado pela sua dica, já estive em Copenhague pela segunda vez mas, ainda assim, não visitei Tårnet. Se houver uma terceira oportunidade, não passará em branco!! Boas viagens
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