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Mario Medeiros

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Sobre Mario Medeiros

  • Data de Nascimento 28-08-1984

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  1. Em Brasília, 15 horas. No caminho do desembarque do avião, precisávamos encontrar a Nara e o Nelson, pois viemos em voos diferentes, nem precisamos nos telefonar, e já nos encontramos de cara! Pegamos a van para a Localiza, ganhamos o up grade do carro e pelas 16 horas saímos de Argo em direção a Chapada dos Veadeiros. Todos com fome, logo que saímos da cidade e paramos no supermercado Oba, achamos que ali certamente teria opção de comida. A melhor opção encontrada: pães de queijo, bananas e pão francês – não compramos cacetinhos ok!? Bora comer na estrada, acho que juntou a fome, a ansiedade de chegar logo em Alto Paraíso com não tínhamos pesquisado onde iriamos almoçar 😃 Poucos metros pra frente tinha um super restaurante na beira da estrada, mas nossos sanduiches estavam ótimos. Estrada aos poucos vamos reconhecendo novas paisagens, começam aos poucos os primeiros morros, vales, buiritis e logo que escureceu passamos pela espaço nave, pórtico de entrada da cidade Alto Paraíso. Pelo maps, indicava sair da estrada logo após o pórtico, mas como estava distraído passando por uma possível abdução o Mario passou reto. Recalculando rota entramos pela rua principal da cidade e já vimos várias lojinhas, restaurantes, achamos de cara a cidade muito astral. Alugamos pelo airbnb as casas da Dana, ela super querida fez um grupo mandou endereço, explicações e localização, mesmo assim o maps nos mandou para rua de trás do portão de entrada, mas como ela havia enviado fotos do portão conseguimos reconhecer. Dentro do portão um super pátio e duas casa lindas. Mario e Kaka no chalé, com um banheiro muito legal, o quarto em cima com um deck que iriamos olhar as Araras Canindé se alimentar toda manhã pelos próximos 3 dias. Nara e Nelson ficaram na casa ao lado, com nossa cozinha e varanda que comemos todos os dias em Alto. Saimos a pé de casa, subindo a rua principal em busca da janta. Escolhemos o restaurante 22, um prato executivo por 30 reais, tipo um ala minuta que podia escolher a carne e a Kaka comeu omelete como opção veggie. Um som ao vivo bem bom rolando, e pegamos as primeiras dicas com a garçonete, a Dani (@danirootsistah – não lembro de onde ela é – Bahia? ela tem um projeto de reggae meditation e toca pela chapada). Volta pra casa, mais umas risadas e bora dormir que o próximo dia é Santa Barbara. CUSTOS DIA 1 R$ 632,16 Passagem Porto Alegre – Brasília R$ 9,20 Uber Aeroporto Porto Alegre R$ 12,00 Pão de Queijo Aeroporto (para 2 pessoas) R$ 349,44 Seguro Carro (para 2 pessoas) R$ 46,64 Mercado Oba (Lanche para 4 pessoas) R$ 59,00 Jantar + Bebidas no Restaurante 22 (para uma pessoa) Nossa casa no AIRBNB : https://www.airbnb.com.br/rooms/24552222?source_impression_id=p3_1572817066_drJ7OYPVGFta7mhs DIA 02 – QUILOMBO KALUNGA \ SANTA BARBARA \ CAPIVARA Acordamos com a gritaria das araras e cedinho e fomos em busca do Mercado e da padaria que a Dani Roots Sistah tinha passado as direções na noite anterior. Facilmente achamos os 2, afinal Alto Paraíso não é nenhuma metrópole. Compramos o café da manhã, pão vegano vários grãos, mangas, bananas e mais as refeições dos próximos dias, ovos, arroz, massa e vários vegetais. Após o café na varanda, saímos pelas 9h em direção de Cavalcante e Cachoeira de Santa Barbara. Cerca de 120km de estrada seguindo pela BR 010 até a cidade, nem precisa entrar em Cavalcante, o GPS já manda seguir por algumas ruas paralelas até começar a estrada de chão. Ok, tínhamos lidos em vários blogs sobre a dúvida de alugar 4x4 ou não, mas estávamos de up grade no Arguinho que em toda a viagem não nos decepcionou! Sobe vários morros, passa por vários buracos e até por dentro de um rio tivemos que passar. A ponte estava interditada e o desvio era por dentro d’agua, não era nenhum rio profundo então foi divertido passar pela agua, mas já dizia o Nelson: Não pode molhar as velas e cuidado para não entortar o eixo em todos esses buracos! Ok vela secas ou não seguimos em frente, paramos no mirante Nova Aurora e lomba acima até chegarmos as primeiras casas da Comunidade Kalunga. Por ali um amigo do Ibama nos fez sinal de dentro de sua camionete e avisou que a placa do nosso carro estava quase caindo! Paramos e com a chave do airbnb apertamos melhor, realmente ela estava na diagonal, presa somente por 1 dos 2 parafusos que seguram a placa... Estávamos salvos pois perder a placa sairia caríssimo na locadora por causa de muitos buracos e alguns saltos que o Mario deu dirigindo. Logo à frente a estrada estava obstruída, levando todos os carros para dentro do estacionamento do CAT do Quilombo Kalunga. Lá descobrimos que é obrigatório ter guia para ter acesso a Cachoeira Santa Barbara, o guia custa R$100,00 para até 6 pessoas, havia um casal no CAT que já nos convidou para fechar em 6 a Guia Marli (ou a Rita, nome que o Nelson chamou ela durante todo o passeio) Bom, são 20 reais por pessoa para ir até a Santa Barbara, logo após o CAT tem o estacionamento onde paramos o carro, outros 5 reais para andarmos por 5km em um 4x4 com a caçamba adaptada para levar os turistas. E ainda temos outros 1,8km em um trilha super tranquila andando pelo campo até chegarmos nas cachoeiras. Sim são 2, logo que entramos em um pequeno mato chegamos na Cachoeira Barbarinha, uma queda de agua linda com aguas transparentes e um poço onde não é permitido tomar banho. Passando pelas pedras, sobe uma escadinha e caminha alguns metros para ai sim, chegar em um dos pontos altos da Chapada: Cachoeira de Santa Barbara, um poço azul transparente lindo com uma queda d’agua de 15 metros. Simplesmente sensacional a primeira vista e só melhora após o primeiro mergulho. Ficamos por volta de 1 hora curtindo a cachoeira. Voltamos pela trilha, esperamos o próximo transporte de volta ao estacionamento, pegamos outros 5 reais e de carro fomos até o CAT. Como o tempo estava bom, pagamos outros 10 reais por pessoa para ir até a Cachoeira da Capivara, a guia seguiu conosco e nos levou até estas quedas d’agua. A trilha nos leva por cima da cachoeira, com algumas piscinas bem boas de banho. A Nara e o Nelson decidiram ficar curtindo ali, nós e o casal de amigos descemos por uma trilha ao lado da queda d’agua, eram as primeiras trilhas descendo por pedras de tantas que teríamos nos próximos dias. Após uma descida tranquila, descobrimos que o rio que lá em cima parecia único, se divide criando uma queda grande e um paredão de agua, ambas formam um poço ótimo para banho. De um lado tu olha essas duas quedas lindas e o rio segue para outras cachoeiras que adentram para um cânion gigantesco. É sensacional ficar sentado nas pedras a esquerda do poço admirando estas belezas! Havíamos encomendado almoço no Restaurante Auria e Ana quando voltamos ao CAT, lembre-se de fazer isto! E famintos após as cachoeiras conhecemos a cozinha Kalunga. Um restaurante bem simples com uma comida maravilhosa toda feita em casa. Arroz, abobora, quiabo, galinha caipira, mandioca e peixe frito entre várias saladas todas produzidas na roça do quilombo, acompanhada de um suco de mangaba foi a combinação perfeita. O Restaurante Auria e Ana foi eleito por unanimidade no TOP 3 pela comissão julgadora do nosso grupo na Chapada. Durante as trilhas fomos conversando sobre a realidade do povo local com a nossa guia, ela tem 23 anos é mãe de 3 filhos e nunca saiu das terras do quilombo, trabalha na roça além do serviço de guia. Não é todo dia que ela atende um grupo, varia muito de acordo com o número de turistas e a ordem de guias que se estabelece no CAT, nós ficamos bem sensibilizados com a historia deste povo e por isso indicamos que todos que forem até Santa Barbara contratem um guia quilombola – também existe a opção de ir com guia da cidade – e aproveite para andar na caçamba do 4x4 e desfrute de uma comida local, orgânica e curta o tempeiro de um dos restaurantes da comunidade. A volta para casa ainda nos reservavam algumas risadas, após todos os buracos da estrada estávamos preparados para filmar a travessia de carro pelo rio na ponte interditada. Paramos o carro e o Mario atravessou por cima da ponte e esperou a Kaka passar com o carro pelo rio. Lembrando de todos os ensinamentos do Nelson lá vem a Kaka acelerando rio adentro para chegar do outro lado. Porém, no meio do rio a placa se solta e o Arguinho sai do outro lado do rio pelado, sem a placa dianteira!! E tudo isso foi filmado, por sorte achamos a placa e seguimos pela estrada de chão até a chegada a Cavalcante, lá conseguimos uma chave emprestada apertamos bem a placa! Voltamos já no anoitecer para Alto Paraiso. CUSTOS DIA 2 R$ 16,00 Café da manhã Padaria (para 4 pessoas) R$ 75,00 Supermercado (para 4 pessoas) R$ 20,00 Taxa Entrada na Santa Bárbara R$ 5,00 Transfer Santa Bárbara R$ 10,00 Taxa entrada na Capivara R$ 100,00 Guia Kalunga (valor para até 6 pessoas) R$ 30,00 Almoço Auria e Ana (Individual) DIA 3 - MACAQUINHOS Nosso amigo Carioca (Gustavo Ritto) tinha indicado um passeio imperdível, Cachoeiras Macaquinnhos. Nós vimos nosso roteiro, olhamos alguns relatos de Macaquinhos e mudamos tudo em direção à estas 9 cachoeiras. Eram 12km no asfalto, 31 km de estrada de chão e trilha cerca de 2 km, “Tranquilo” pensamos todos. Porém, no resumo do dia: Perdemos o Nelsão! Na ida tudo certo, passamos por estradas de chão, adentramos em uma fazenda que estava na entressafra da soja, até quase atolarmos na estrada. Neste ponto encontramos outro carro voltando pelo caminho e o carro que vinha atrás de nós acabou atolando onde recém havíamos passado. Desatolados, resolvemos os 3 carros nos unirmos e irmos em frente pelo caminho juntos – ok o carro que recém tinha atolado estava com guia o que nos deu aval e tranquilidade para onde iriamos. Bom, a estrada passa da plantação para sobe e desce morro, muito cascalho e pedra, mas nada que o nosso super carro não suportasse, no caminho já começamos a notar outra vegetação, algo bem mais próximo do que conhecíamos como cerrado, neste caminhos também vimos de perto os primeiros estragos que as queimadas fazem na região. A dica é, segue sempre pela estrada até chegar em uma placa que faltam 900m para Macaquinhos, ali quem não tem carro 4x4 deve parar e seguir a pé, segue pela metragem indicada até chegar a entrada do Complexo de Macaquinhos, paga 30 reais por pessoa e acessa o camping e inicio da trilha para as cachoeiras. No acesso paramos um pouco, reenchemos as garrafinhas de agua nos filtros, descobrimos e reforçamos a descoberta que lá não tem lixo, conforme nos informaram os donos do local. Então já grava ai, leva teu lixo embora, orgânico e principalmente lixo seco. Achamos isso ótimo! Afinal, somos os únicos responsáveis por todo o lixo que geramos. Bóra para as trilhas, seguimos por um caminho bem diferente do que havíamos feito no dia anterior, foi completamente outro tipo de cerrado, muita vegetação e flores diferentes através de um terrenos super acidentado, sobe, desce, pula pedra, caminha, passa ponte, cascalhos acompanhando a beira do Rio Macaquinhos, passando por alguns cânions até chegarmos a Cachoeira da Caverna com vista de cima da Cachoeira do Encontro. Um pouco antes, o Nelson e a Nara já estavam querendo parar, mas como estávamos em um local ruim para descansar e tomar banho fomos indo mais um pouquinho, mais um pouquinho, até que descobrimos que chegamos no fim da trilha. O fim da trilha é lindo, os Rios Macaquinhos e Rio Fundão se encontram formando a Cachoeira do Encontro com uma queda d’agua de 50 metros. Um poço que deu um banho gelado, de aguas fortes e escuras – depois descobrimos que na seca todo este lugar tem aguas esmeraldas tipo Santa Barbara. Fomos curtir a Cachoeira da Caverna, que tem um grande caverna a direita da queda d’agua, outro lugar bem legal para banho. Descansados, seguimos para encarar o caminho de volta. Sobe e desce tudo de volta e nós ainda paramos em algumas cachoeiras extras: Banho dos Pelados, que apesar da vontade achamos o poço um pouco difícil de acessar, com ou sem roupa. Alias a decida ate esta cacheira é tão íngreme que talvez por isso que seja um local ok para a prática de nudismo. Depois ainda fomos na Cachoeira da Luna e a Cachoeira da Pedra Furada, esta segunda é sensacional as formações rochosas, as quedas para dentro de um cânion com pedras vermelhas. Até chegarmos novamente na primeira queda, a Cachoeira Banho dos macacos, onde tomamos um bom banho, com queda pequena ficamos sentados com a agua batendo nas costas fazendo uma massagem de final de trilha. Ok ainda tínhamos outros metros até a entrada do camping e mais aqueles 900 metros lomba a cima ate chegar o carro. Ficamos todos de língua de fora. Rolou um almojanta já de noite, descanso e saímos para ver o jogo do Grêmio, era dia da semi final da Libertadores e o Mario, que passou o dia de camiseta do Grêmio, já tinha descoberto um restaurante de gaúcho onde o pessoal ia ver a partida. Chegamos e o restaurante não estava assim propriamente aberto, o dono fazia um churrasco despretensiosamente com uma meia dúzia de amigos e filhos gremistas. Lá conhecemos o Bonfas, grande figura que foi para Alto Paraíso em 1987 desbravar o cerrado como Engenheiro Agrônomo, fez família, abriu restaurante, e nos contou toda história dele que é inclusive primo irmão do André Damasceno, o Magro do Bonfa... tudo isto enquanto tomávamos uma cerveja pré partida. Sobre o jogo não vamos falar hahah, resultado todo mundo sabe Flamengo 5 x 0 Grêmio. CUSTOS DIA 3 R$ 198,11 Gasolina em Alto Paraíso R$ 30,00 Entrada no Complexo Macaquinhos (valor individual) R$ 8,00 Padaria R$ 46,00 Jogo do Grêmio DIA 4 – ALMÉCEGAS E VILA DE SÃO JORGE Acordamos mais um dia com as Araras na árvore de frente de casa, arrumamos as malas, tomamos café da manhã e nos despedimos das nossas casas de Alto Paraíso. Completamos o tanque do Arguinho, pois na Vila de São Jorge não tem posto. Indo em direção á São Jorge, logo no começo da estrada paramos na Fazenda São Bento, onde ficam as famosas cachoeiras Almecegas I e II. A fazenda já é um assunto à parte, desde 1840 e hoje tem hospedagens, café e fomos super bem atendidos, com mapa da propriedade e das trilhas para as atrações. Pagamos R$40 por pessoa para entrar, salgadinho o preço e o dia estava novamente meio chuvoso. Ficamos um pouco em dúvida se íamos ou não nesse dia. Porém estávamos confiantes com o tempo: Antes de irmos viajar, olhamos a previsão e marcava temporal para TODOS os dias que estaríamos na Chapada. Kaká fez até ThetaHealing para mudar o tempo, e como de costume conversamos com São Pedro e “Diretoria” e estávamos tendo muita sorte com o tempo! Basta acreditar! Lá fomos nós para as atrações, de carro andamos 1km até o estacionamento da primeira cachoeira, saímos pela trilha de 800 metros até chegar em Almecegas I. O Nelson não animou, ficou no carro descansando do dia anterior, seguimos em frente, Nara, Kaka e Mario, por uma trilha tranquila até avistarmos pela primeira vez as quedas desta cachoeira. É um grande paredão de agua, que escorre para dentro de um cânion, temos a visibilidade de cima, na trilha tem dois mirantes lindos onde tu encara toda aquela beleza de frente. Já estávamos maravilhados, e seguimos pela trilha que começou a descer morro abaixo até chegarmos de frente com um grande poço e a queda da cachoeira. É lindo, não existe outra palavra para descrever toda a beleza desse lugar. Ah, logicamente quando chegamos na cachoeira São Pedrinho já estava esperto e mandou aquele sol para curtirmos o banho, não tinha outra alternativa a não ser ficar um bom tempo dentro d’agua, mergulhando, nadando e deixando as aguas da cachoeira bater na cabeça. Nos ali curtindo, vimos que um guia que chegou por outro ponto na cachoeira, ao lado da trilha que descia formava um morro de pedras, o guia chegou por ali com mais algumas turistas, até ali tudo bem, devia ser outro ponto de vista para admirar, mas nisto vimos o guia tirar a camiseta e se jogar de cima das pedras. Não temos ideia de que altura, imagino uns 50 metros de pulo! Deve ser um baita cartão de visitas, ninguém mais se animou a fazer o mesmo pulo e acho que ele deve ser um dos únicos a ter coragem para fazer isto. Na volta, a Kaka e o Mario subiram nestas mesmas pedras, mas só para tirar fotos legais. Na trilha de volta se tem acesso as piscinas que ficam no rio, na parte superior da queda da cachoeira Almecegas, aguas bem tranquilas, piscinas rasas e levam a super queda que havíamos visto lá de baixo. Da para chegar bem na beirada, com cuidado até a Kaka foi ali na ponta ver a cachoeira de cima. Seguimos de volta, encontramos o Nelson e fomos para Almecegas II, nova trilha, esta sim super curta e tranquila, o tempo já estava nublado outra vez e chegamos em outra cachoeira muito bonita. Chega por cima dela, acompanha a queda d’agua para dentro de um poço com a agua caindo em uma laje de pedra e mais para direita tem o poço limpo. Encontramos ali o guia saltador de Almécegas I, Mario se aproximou e já perguntou onde era seguro pular nesta, Nara e a Kaka só curtiram as aguas que caem da cachoeira sobre as lajes de pedra, não chegaram a entrar no poço que para voltar pra cachoeira precisa fazer uma forcinha com uma leve escalada nas pedras. Mas nada muito difícil de subir. Curtindo por ali, uma vista da cachoeira e o seu percurso pelo rio e um lindo vale em frente. Avistamos um Tucano e ficamos um bom tempo curtindo ele voar de galho em galho. Ai nos demos conta que uns Bentivis estavam a mil na volta dele, fazendo uma grande correria para expulsar o Tucano, descobrimos que esta ave bem linda é um predador que come os ovos e os filhotes de aves menores. Os Bentivis apesar de bem menores botaram o Tucano para correr. Começando a chuva, voltamos para o estacionamento, encontramos o Nelson e voltamos para a sede da fazenda. Neste momento já chovia forte, mas ainda assim decidimos ir conhecer o ultimo atrativo da fazenda, a Cachoeira São Bento, uma trilha de 300 metros chega próximo ao rio que leva para uma boa queda dagua, com um grande piscinão na frente. Chovia bastante, foi só olhar um tempo e voltar para o carro. Tínhamos lido que o grande atrativo da Fazenda São Bento era Almecegas I, e realmente é, este lugar é especial por vários motivos, mas também achamos as outras duas cachoeiras e as piscinas ótimas de curtir. Vale a pena visitar todas e aproveitar o que cada uma tem de legal. Conversando no café da fazenda nos indicaram um restaurante na beira da estrada para almoçar, e de lá fomos até o Rancho do Waldomiro. Um barracão bem simples, com varias mesas e comida típica do Cerrado, pode pedir comida a vontade ou um prato feito – diferença de 10 reais um para o outro, mesmo famintos pedimos o prato feito e já foi bastante comida. Matula com carne para os carnívoros, uma carne feita na lata com banha, parece carne de panela de tão macia e desmanchando, arroz, mandioca frita, feijão, salada e farofa complementam esta delicia. E Matula sem carne para os veggies (eles já têm essa opção no cardápio). Enquanto esperávamos chegar o prato ficamos apreciando as famosas cachaças e licores do Waldomiro. Tem uma mesa cheia de garrafas onde tu pode servir a vontade todas as provas que quiser, gostamos muito dos licores de frutas do cerrado: Mangada, Buriti, Baru, Ananá e acho que as pingas começaram a fazer efeito porque não lembro de quais outras gostamos de tantas provinhas que tomamos, hahah. O restaurante fica aos pés do Morro da Baleia, um super morro que dizem ter formato de baleia (eu vi a baleia no morro da baleia é uma frase clássica da chapada). Do outro lado do morro, abre um vale lindo e comprido onde é o inicio da área do Parque Nacional e neste ponto é o Jardim de Maytrea, para um pouquinho para olhar é muito bonito mesmo. Chegamos em São Jorge no meio da tarde, achamos de cara a Pousada Shanti que seria nosso lar nos próximos dias. A Pousada é linda, muito bem cuidada pela Ana e pelo Vinicius (conhecido como o Curva), descarregamos as coisas e ficamos de papo com o casal, já conhecendo um pouco da vila, da historia e dos costumes dali. Saímos para jantar à noite, descobrimos um centrinho pequeno mas bem animado com várias lojinhas e opções de restaurantes. O que mais curtimos é que tudo é muito colorido na Vila, todas as casas e lojas tem os muros pintados, são diversos grafites de vários estilos e artistas diferentes, a Vila tem um astral muito legal! Jantamos na pizzaria Lua Nova, lá tocava uma artista local cantando sons autorais e musicas conhecidas. O lugar é bem legal, só achamos que as pizzas são um pouco pequenas para nossa fome 😃 CUSTO DIA 4 R$ 40,00 Entrada em Almécegas (valor individual) R$ 54,00 Almoço no Rancho do Waldomiro (para 2 pessoas) R$ 115,46 Jantar + Bebidas Pizzaria Lua Nova (para 2 pessoas) DIA 5 – PARQUE NACIONAL DA CHAPADA Acordamos tranquilos e sem pressa, já que o café da pousada começava a servir às 8 horas. Na mesa recebemos um super tratamento das meninas que fazem o café da pousada, alias, aqui é um capitulo a parte, cada dia tivemos um café diferente, todos preparados na hora, com pastas, pães especiais e frutas frescas, e tudo vegano! No primeiro dia o ponto alto era uma ricota de amendoim, tahine, melado e chapati. Tudo à vontade e uma delicia! Conversando com as meninas da pousada, decidimos ir conhecer o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, a entrada custa 17 reais – nosso casal de idosos não precisava pagar – e como fomos de carro tem mais o custo do estacionamento, 15 reais por carro. Na entrada preenchemos uma ficha de controle de acesso e assistimos um vídeo obrigatório de 3 minutos. Um guia do parque explica as regras, os cuidados e as trilhas disponíveis. Orientados, abastecidos de bastante agua e comidas fomos para a trilha amarela. Estra trilha tem um percurso total de 12km, saindo da entrada do parque, vai até os Saltos 120m e 80m, passa pela Cachoeira do Carrossel que havia fechado no dia anterior devido as chuvas, chega até as corredeiras e depois volta para entrada do parque. A Kaka e o Mario encararam todo o percurso, enquanto a Nara e o Nelson foram direto para as corredeiras curtir o dia todo e esperar nossa chegada, só esta parte da trilha já deu uns 6km de caminhada para os dois. Parque adentro, lá fomos nós, curtindo a paisagem, admirando a vegetação, passando por alguns locais de garimpo até chegarmos no primeiro atrativo, o Salto de 120 metros. Chega-se a um mirante onde só é possível admirar as duas quedas gigantes que caem dentro de um vale enorme onde segue o curso do rio. Este ponto é só para admirar, não é possível tomar banho, mais alguns metros e chegamos ao Salto de 80 metros, a Cachoeira do Garimpão e ali sim tem um grande ponto para banho. Paramos uns minutos admirando a força da queda d’agua, é algo bem grandioso pois diferente do dia anterior a agua cai direto no poço e não escorrendo nas paredes da cachoeira. A agua é tão forte que na parte de banho tem uma corda que demarca até onde as pessoas podem desfrutar da agua, então respeita a corda, por favor. Ficamos um bom tempo lá descansando, aproveitando a água e curtindo a quantidade infinita de peixes que tem nesta cachoeira, eles se aproveitam da galera comendo e ganham um monte de sobrinhas dos lanches, fazem a festa. O Parque é outro local que não tem lixeiras e temos que carregar todo o lixo, seco e orgânico deve ser levado embora, nada fica dentro do parque e na saída tem lixeiras para deixar tudo separado conforme o tipo do lixo. Depois da nossa contemplação e dos lanchinhos seguimos em frente, próxima parada mirante para a Cachoeira do Carrossel. Em épocas de seca pode acessar e tomar banho, nos falaram que é um banho ótimo, porém, demos azar de ter fechado no dia anterior ao que chegamos no parque. Mas tudo bem, a vista já vale a pena e a trilha vai acompanhando pelo lado do rio e tivemos vários pontos de observação dela, seguimos em frente até as corredeiras. Chegando lá já estávamos um pouco cansados, molhamos o corpo, descansamos alguns minutos, o lugar já estava bem cheio de turistas, tinham algumas abelhas, até uma cobra passou por ali, com todo esse agito resolvemos seguir em frente de volta para o acesso ao parque. Nos encontramos com Nara e Nelson na sede do parque e eles recém haviam chegado de volta. Eles sim, curtiram bastante as corredeiras, descobriram vários poços, com quedas d’água que faziam massagem natural no corpo, aproveitaram o lugar e ainda conversaram com vários outros turistas que estavam por ali. Saindo do Parque já paramos no centrinho e comemos um super açaí para repor as energias. Ainda era “cedo”, deixamos a Nara e o Nelson na pousada para o descanso de todos os dias e fomos aproveitar o final do dia no Vale da Lua. Pegamos a estrada em direção de Alto Paraiso e logo tem a entrada para o Vale, andamos 4km pela estrada de chão até a chegada no acesso ao Vale. Pagamos R$20 por pessoa, fizemos mais uma trilha em torno de 1km até chegar no rio e nas pedras que formam o tão famoso Vale da Lua. Durante a trilha é tudo normal, nada de diferente na paisagem do cerrado, mas quando chega neste ponto especifico é algo surreal. Aqui tem muitos riscos de tromba d’agua, a força da agua é tão grande e a formação rochosa diferente do restante do cerrado que formaram muitas crateras, buracos, cânions e piscinas para banho em curto espaço do atrativo. Deve se tomar cuidado na beira do cânion, alguns pontos são bem profundos, outros tu só escutas a água passando mas nem consegue ver, são vários buracos nas pedras, alguns bem redondos. Enfim, é uma paisagem completamente diferente de tudo. Algo único, vale muito a pena a visita, e acho que deve ser parecido com a Lua né, afinal este é o nome. As 17 horas já vieram os guias do lugar mandando todos turistas embora, precisava sair de lá até as 17:30, estava um dia bonito de sol e céu claro e a Kaka e o Mario já ficaram animados para pegar o primeiro por do sol no cerrado. Saímos de carro em busca de um ponto para ver o sol se por, seguimos pela estrada passando por São Jorge em direção oposta a que estávamos até encontrar um vale na beira da estrada, tinha até um morro de cascalho onde subimos e ficamos lá curtindo o pôr. Logo em seguida chegou mais gente, uns 5 ou 6 carros de turistas e locais pararam para admirar a beleza que foi. Não foi um pôr completo, pois no finalzinho tinham algumas nuvens mas deu para curtir o momento. De volta a pousada resgatamos nossos parceiros de viagem e fomos jantar na Vila, esta noite fomos no Restaurante Luar com Pimenta, indicação da Ana dona da pousada. Muito legal o lugar, novamente com música ao vivo e várias opções com lanches, pratos e porções de comida, fizemos um banquete. Após a janta, fomos curtir o primeiro dia do Festival de Cinema de São Jorge, iniciativa bem legal com várias amostras de filmes na praça principal da Vila, tudo grátis. CUSTOS DIA 5 R$ 16,00 Lanches para a trilha (para 2 pessoas) R$ 15,00 Estacionamento no Parque Nacional R$ 17,00 Entrada no Parque (valor individual) R$ 17,00 Lanche Açaí (valor individual) R$ 20,00 Entrada no Vale da Lua (valor individual) R$ 49,00 Jantar no Luar com Pimenta (valor individual) DIA 06 - FEIRA DO PRODUTOR RURAL E MORADA DO SOL Acordamos, comemos aquele café maravilhoso da pousada e fomos de volta para Alto Paraíso para conhecer a Feira de Produtor Rural que acontece todo sábado das oito ao meio dia. Várias banquinhas, muitos produtos locais, orgânicos, tem realmente um pouco de tudo no pequeno espaço que a feira é realizada. Também fomos dar uma volta na cidade, olhar as lojinhas que ainda não tínhamos visto e logo voltamos para feira a tempo de comer pastéis, acarajé, tomar vários caldo de cana e comer cookies de sobremesa. Foi muita comida boa e um preço bem em conta, almoçados voltamos para Vila de São Jorge, ainda queríamos tomar mais um banho de cachoeira. A escolhida do dia foi a Morada do Sol, um lugar tranquilo com trilhas fáceis. O Nelson, desde Macaquinhos já dizia estar satisfeito de cachoeiras, então ficou na pousada de bobeira, vendo os jogos de futebol de sábado pelo celular hahaha. Nara, Kaka e Mario partiram para mais uma tarde dentro d’agua. Chegada, recepcionados na porteira pagamos vinte reais por pessoa pelo acesso e seguimos de carro até o estacionamento e começo da trilha. Aqui novamente encontramos outro tipo de vegetação na trilha, uma mata mais fechada, com árvores grandes e também plantas rasteiras, tinha vegetação de tudo quando é tamanho muito legal. A Morada do Sol tem três atrativos, Cachoeira Morada do Sol, Canion Vale das Andorinhas e Barra das douradas. Fomos no primeiro ponto e curtimos um banho, quase dentro do mato, uma cachoeira pequena cai em um poço legal para banho, dá para ir até a cachoeira e curtir as aguas batendo e massageando o corpo, o rio segue formando outros locais para banho, mas não é um local muito grande. Para nossa surpresa, quando estávamos saindo da cachoeira encontramos a Mica, uma colega de colégio do Mario que mora em Brasília. Que baita acaso, encontrar alguém no meio do mato foi muito legal, combinamos de nos encontrar novamente em Brasília antes da volta para Poa. Seguimos na trilha até o Cânion Vale das Andorinhas, esta só para admiração, fica no meio de um cânion, a água vem forte caindo e formando belas quedas. Logo à frente seguimos até o último ponto que foi o que mais gostamos, chegamos em outra queda d’agua, com um ótimo lugar para banho e o mais legal é que não tinha quase ninguém na Barra das Douradas. De todo tempo que ficamos lá apenas 3 casais passaram por ali, um lugar super tranquilo, um ótimo silencio e um lindo banho até voltarmos pelas trilhas até o carro. De volta na pousada a Nara se juntou ao Nelson para o descanso que durou mais que o normal, por isso a Kaka e o Mario saíram para jantar sozinhos antes dos dois acordarem. O escolhido da noite foi o Restaurante O Vale, com comida plant based e um som de Jazz muito bom, a comida e o atendimento são ótimos, comemos, tomamos nossa primeira cerveja local, a Araci, e seguimos para passear pela Vila. Aproveitando que tinha espaço, de sobremesa comemos tapiocas nas Tapiocas do Cerrado, doce de leite com muzzarela e doce de goiaba com muzzarela. Super alimentados, paramos na praça onde estava acontecendo o Festival de Cinema, compramos mais uma ceva local, desta vez experimentamos a Chapadeira, e ficamos curtindo o movimento na praça. CUSTOS DIA 06 R$ 6,00 1 Acarejé na Feira do Produtor Rural R$ 18,00 Pastéis + Caldos de Cana na Feira do Produtor Rural R$ 9,00 Cookies na Feira do Produtor Rural R$ 90,04 Gasolina em Alto Paraíso R$ 20,00 Entrada na Morada do Sol (valor individual) R$ 79,00 Jantar Plant Based no O Vale de São Jorge (para 2 pessoas) R$ 16,00 2 Tapiocas no Tapiocas do Cerrado R$ 30,00 Cerveja Chapadeira DIA 07 – MIRANTE DA JANELA Dia 07, no último dia na Vila de São Jorge combinamos de fazer a trilha do Mirante da Janela, esta foi indicado que a gente fosse acompanhado de um guia principalmente porque queríamos fazer a trilha no final do dia com direito a por do sol lá de cima. Fechamos o passeio com o Felipe, amigo do Curva e da Ana, uma pessoa muito gente boa que já andou por boa parte do mundo e há 6 anos está na Vila. Custo são 150 reais, podíamos ter um grupo maior para rachar este valor mas só a Kaka e o Mario que estavam dispostos para esta caminhada. A parte da manhã ficamos de boa pela pousada, saímos somente as 14:30 quando o Felipe chegou na pousada, de carro fomos até o estacionamento no inicio da trilha e seguimos caminhando pelo nosso percurso. Nestes pontos de cara já vimos várias heranças do garimpo, encontramos buracos enormes, de 10, 12 metros de profundidade abertos com picaretas nas épocas de garimpo, até os anos 80 aproximadamente. Pagamos 20 reais por pessoa para acesso a trilha, no posto de entrada tem um senhor que faz o controle e sempre deixa um café passadinho à espera de quem precisar de mais energia para as caminhadas. Seguindo pela trilha, existem novidades de melhorias recentes realizadas pelo dono do local, outro ponto interessante, pois a pouco o local virou parte do Parque Nacional e mesmo assim o atual proprietário está investindo em melhorias nas trilhas. Enfim, agora existem vários pontos de passarelas, corrimão e deques feitos de madeira que facilitaram muito a caminhada. No meio da trilha passamos pela cachoeira do Abismo, que só fica boa para banho nos períodos mais fortes de chuva, só vimos umas pequenas poças de água acumulada, não deu nem para ter ideia de como ela fica quando está cheia de água. Tivemos um ou outro ponto de maior dificuldade, mas nada muito diferente do que já tínhamos andados nos últimos dias. Chegamos enfim no Mirante da Janela, que lugar sensacional, para ter ideia ele fica no alto de um morro com vista de frente dos Saltos de 120 e 80 metros que fomos nos dias anteriores dentro do Parque. E para completar no ponto alto três rochas se acomodaram de um jeito incrível que formam uma janela, com vista direta para a maior queda de agua do Parque Nacional. Tiramos varias fotos, curtimos o visual, nosso guia disse que não é legal subir no encaixe de cima das pedras que formam a janela, apesar de muita gente subir, então nós respeitamos e não tiramos uma das fotos clássicas de instagram. Depois de um tempo, seguimos pela trilha até outro mirante de contemplação dos saltos, dá para ver todo o curso do Rio Preto, Cachoeira do Carrosel, que segue para a Cachoeira do Garimpão que segue para o Salto de 120 metros que cai em um poço grande e segue para o vale e acompanha todo o rio. Em outra pedra próxima, o dono do local construiu um deque inacreditável, até com arquibancada para ficar curtindo a vista. De um lado as cachoeiras e de outro o vale onde o sol ia se pondo. Não rolou um pôr do sol, mas deu para ficar sentado curtindo e admirando toda a beleza deste lugar. Já no finalzinho do dia iniciamos nossa trilha de volta, no meio do caminho acabou totalmente a luz do dia e seguimos caminhando com lanternas para iluminar nosso percurso. Tanto conversamos com o guia Filipe que mal vimos o tempo passar, para completar abriu um céu estrelado incrível acima de nós, fizemos algumas paradas e o Felipe ia nos ensinando algumas constelações. Na chegada ao estacionamento ainda seguimos olhando o céu e conversando, por volta das 20horas voltamos para nossa pousada. Na nossa chegada encontramos a Nara e o Nelson sentados nos esperando, o Nelsão estava assustado e preocupado com a nossa demora. Ai lembramos que durante nossas conversas na pousada o pessoal falou que na trilha do Mirante já aconteceu do pessoal encontrar onça, o Nelson estava morrendo de medo que a gente tivesse cruzado com uma pelo caminho hahaha, infelizmente ou felizmente não encontramos ela, apenas alguns ratões, corujas e muitos calangos. Este foi outro dia lindo na Chapada de muita energia boa! Para finalizar voltamos ao Restaurante Flor de Pimenta onde comemos várias coisas boas, curtimos um som até voltar para a pousada, cansados, satisfeitos e de coração cheio de alegria destes dias em São Jorge. CUSTOS DIA 07 R$ 49,60 Almoço no Restaurante da Nenzinha (para 2 pessoas) R$ 15,36 Lanches para Trilha (para 2 pessoas) R$ 150,00 Guia Felipe (para até 5 pessoas) R$ 20,00 Entrada na Trilha Mirante da Janela (valor individual) R$ 25,00 Cerveja São Jorge R$ 107,25 Jantar no Luar com Pimenta (para 2 pessoas) DIA 08 – CACHEIRA DOS COUROS E BRASILIA Acordamos e arrumamos todas as malas, tomamos aquele café caprichado na pousada e fomos à caminho de Brasília, onde entramos em uma saída em direção a Cachoeira dos Couros. Na estrada, são vários kms de chão batido, no caminho não tem uma sinalização muito clara mas no feeling e seguindo as dicas que o guia Felipe havia nos passado no dia anterior chegamos sem dificuldades no estacionamento desta atração. Lá funciona da seguinte forma, eles não cobram nada para o acesso das Cachoeiras, pedem apenas uma contribuição espontânea para cuidar do carro que fica no estacionamento. Novamente o Nelson não quis encarar as trilhas de 2km até o ultimo atrativo e ficou no barracão na portaria de altos assuntos com os dois locais que cuidavam do ponto, depois nos contou muitas histórias destas 2 horas de conversa. Na trilha, novamente encontramos os rastros do fogo, duas semanas antes tudo estava queimando e hoje já encontramos muita vegetação florescendo e várias plantas que resistiram as chamas, dava ainda para sentir o cheiro de queimado. Muito louco entender como o cerrado se recompõe tão rápido, como as plantas já são preparadas para estas queimadas e como isto faz parte do processo de renovação – obviamente que muitos fogos são criminosos e isto não é legal. Alias, tivemos várias aulas sobre o fogo no cerrado, pois o Curva e o nosso guia Felipe fazem parte da Brigada Voluntária de Incêndio de São Jorge. Voltando a Couros, seguimos por uma trilha e logo a 800 metros chegamos a primeira Cachoeira, a Muralha é imponente e grande, parece realmente um grande muro onde caem as águas do rio. O pessoal local nos instrui para irmos direto até o ultimo ponto e na volta vir curtindo as aguas dos atrativos que o complexo possui. Seguimos caminhando pela beira do Rio dos Couros passando por vários córregos, varias piscinas e pontos legais para banho até o ultimo atrativo. A imensa Catarata dos Couros, um paredão gigante, tanto para cima quanto para os lados, onde corre muita agua. Um espetáculo que desagua em um poço, as águas seguem correndo para outras quedas que formam a Cachoeira do Parafuso e a última cachoeira que adentra por um cânion. Banhados, depois de muito curtir este espetáculo que é a Cascata dos Couros voltamos toda a trilha e curtimos mais alguns banhos pelo caminho. De volta ao estacionamento, partimos para nosso tão esperado almoço no Restaurante da Heleusa, que é outro show a parte. A comida é uma delícia e Dona Heleusa é uma super querida, conversou bastante conosco e mostrou o camping que fica próximo ao rio na propriedade dela. De barriga cheia o jeito era pegar a estrada de volta e rumar para Brasilia! No caminho ainda paramos em um laja jato para dar um banho no Arguinho que estava daquele jeito, por 20 reais ele saiu como novo de tão limpo. Chegada em Brasilia, havíamos reservado o Hotel Casa do Lago que é outro lugar muito legal, fica próximo as embaixadas na beira do lago Paranoá, tem piscina, churrasqueira e foi a hospedagem mais em conta que achamos na Capital. Apesar da vontade de fazer um churrasquinho, saímos para encontrar a Mica, jantar perto do lago e descobrir um pouco da vida de Brasília. CUSTOS DIA 08 R$ 30,00 Almoço no Restaurante da Eleusa (valor individual) R$ 15,00 Contribuição para estacionamento na Catarata dos Couros R$ 60,55 Combustível em Formosa R$ 25,00 Lavagem do Carro R$ 118,11 Jantar no Surf Mormaii Brasília (para 2 pessoas) R$ 110,00 Hostel A casa do Lago em Brasília (para 2 pessoas) DIA 09 – DE VOLTA A PORTO ALEGRE Foi acordar cedinho, ir para o aeroporto, devolver carro e esperar nosso voo de volta para Poa. Voltamos um pouco cansados de todas as trilhas mas numa felicidade estampada em cada um dos 4 rostos. Tivemos dias lindos na chapada, curtimos muito, visitamos 24 cachoeiras em 7 dias, conhecemos muitas pessoas legais, muitas histórias inspiradoras e já contamos os dias para voltar para este paraíso no meio do Brasil. CUSTOS DIA 09 R$ 0 Passagem de volta comprada com milhas R$ 39,75 Café da manhã no Aeroporto Bsb (valor para 2 pessoas) R$ 8,92 99 Taxi retorno aeroporto casa (valor para 2 pessoas) Instagram https://www.instagram.com/mario_medeiros/ - https://www.instagram.com/kavita.ie/ Youtube - https://www.youtube.com/channel/UCjwhCUIO986f1vfpcjKUGxg
  2. Joshilton realmente não é o lugar maus barato do mundo, maa vale cada centavo investido. O retorno é alem do financeiro. Da para gastar um pouco menos que gastamos, mas da para gastar muito mais também. Os custos que pus são para 2 pessoas. Valeu Abs
  3. 1. FERNANDO DE NORONHA – 12 A 19/02/2019 Conhecer Fernando de Noronha sempre foi um sonho bem distante. Achávamos que um dia iriamos, mas que esse dia seria quando fossemos mais velhos e muito ricos! Ter a oportunidade de visitar a ilha, nos fez ver que tudo é possível e sonhos se realizam antes de estarmos 100% preparados. Só estávamos equivocados com o que imaginávamos da ilha, ela é incrivelmente mais bonita quando se está lá, sentindo a energia e o astral do lugar. As cores, as paisagens, os movimentos, as sensações, tudo vibra uma natureza exuberante e bela. Fernando de Noronha é muito mais do que os posts glamorosos de instagram que a gente vê quando pesquisa sobre a ilha. Na verdade encontramos um lugar simples na essência, aquela simplicidade bonita e autentica um lugar que te traz segurança, que as pessoas estão dispostas a ajudar umas as outras. Nos acostumamos com aquela paz, com aquela beleza e tranquilidade e acreditamos que a vida deveria ser assim em todos os lugares. Prazer, somos Karina Borges e Mario Medeiros. Abaixo dividimos nosso diário, roteiro, experiências destes 7 dias que passamos em Noronha. No final de cada dia também abrimos os custos que tivemos. Aproveite :) 2. Diário de Bordo DIA 1 – 12.02 Aterrissagem em Noronha às 14 horas! Aqui é 1h a mais que em Recife, que é 1h a menos que em Porto Alegre, e demoramos para entender que é a mesma hora. Ok, não importa a hora. De transfer com a Noronha Tour (cada pousada tem uma agencia que faz o transfer de graça) já rolaram algumas dicas com a guia e outros passageiros que recém tinham desembarcado. Neste papo decidimos não fazer o Ilha Tour com agencia, pois tínhamos vários dias e faríamos o nosso próprio tour! Na Pousada Bela Vista, foi só largar tudo e sair para a praia. Praia 1 – Praia do Cachorro Praia 2 – Praia do Meio Praia 3 – Praia da Conceição Todas as praias são lindas. A do Cachorro quase sem areia, com muitas pedras, vimos o povo pulando no Buraco do Galego, mas não fomos. Só uns mergulhos no rasinho e admirar a beleza. Seguimos para a praia do lado pela Trilha Costa Esmeralda: Praia do Meio. Onde entramos para um mergulho, mas haviam ondas altíssimas. Ficamos no rasinho, admiramos a Pedra do Pião. Menino Mario necessitava de um mergulho profundo então seguimos para a próxima praia. Praia da Conceição, onde o tão esperado mergulho aconteceu. O Morro do Pico é maravilhoso! Ficamos curtindo e aguardando o pôr do sol no Bar do Meio. Estava um pouco nublado mas foi lindo mesmo assim. Depois partimos atrás de comida e encontramos um restaurante junto à uma farmácia. Buffet por kilo, comida boa e preço honesto para o nosso padrão Noronha: R$100 para nós dois com 1,5l de água junto. Obrigado Restaurante da Mãezinha. DATA R$ O QUE 12/fev R$ 8,75 Uber ida aeroporto Porto Alegre 12/fev R$ 10,00 Água bar do meio 12/fev R$ 99,92 Janta self service Restaurante da Mãezinha DIA 2 – 13/02 Chove em Noronha! Acordamos e tomamos um super café da manhã, descansados e sem pressa. Ouvimos as histórias da “Lora”, uma figura que cuida da pousada, e tomamos um mate com outros gaúchos que estão na mesma pousada. Programa de Noronha na chuva: Visita ao Memorial Noronha – ao lado da Igreja na Vila dos Remédios. Conta toda a historia da Ilha, desde o descobrimento, todas as ocupações... Espaço simples e bem legal foi ótimo para saber onde estávamos. Saímos e subimos para o Forte Nossa Senhora dos Remédios. Linda a vista para as praias do Dia 1, Morro do Pico e toda Praia do Porto mais as ilhas secundárias. O Forte está em reforma, recuperação de toda a estrutura o que não atrapalhou em nada o passeio. Quando finalizamos, já parava de chover. Fomos no ICMBIO e Projeto Tamar, uns 20min de caminhada da nossa pousada. Pés quentes, chegamos no ICMBIO e estavam distribuindo as senhas para agendar as trilhas (acontece todo o dia às 15:30h). Às 16:30h o Tamar faz uma palestra explicando as trilhas e percursos, preocupações, fala sobre a ilha e a biodiversidade. Antes da palestra conseguimos comprar as carteirinhas de acesso as praias do Parque Nacional Marinho. Depois fomos conhecer a Praia Boldró, rolou um mergulho e logo voltamos para a estrada. Resolvemos esperar o ônibus, pois a subida até a pousada era longa! O ônibus escolar passou e nos deu uma carona, algo que acontece bastante por aqui. Jantamos no Xica da Silva, bem próximo a Pousada Bela Vista, e com uma comida muito boa! Dica: O Ilha Tour é um baita passeio se tu tiveres poucos dias ou quiser algo mais prático sem grandes caminhadas e esforços para rodar a ilha. DATA R$ O QUE 13/fev R$ 18,00 Água 5 litros 13/fev R$ 19,95 Frutas maçã e pera 13/fev R$ 212,00 2 ingressos Parque Marítimo 13/fev R$ 220,00 Janta Xica da Silva 13/fev R$ 14,00 2 heineken padaria DIA 3 – 14/02 Acordamos cedinho para ir a Praia do Sancho, esperamos o ônibus (que era para ser a cada 30min, mas demorou quase 1h). O ônibus nos deixou na estrada de chão que leva até o PIC Sancho-Golfinho. Estava bem embarrado e um amigo nos ofereceu carona. Chegamos lá, fomos direto ao Mirante 2 Irmãos. A vista é incrivelmente linda, mas deixamos as fotos para depois e voltamos à fila para descer à praia. Este ano implementaram horários de subida e descida para organizar o acesso a praia, 45min para a descida, depois 45min para subida. As escadas são entre as pedras, um local apertado e que dá um certo nervoso de imaginar ficar preso. Mas tudo certo! Apesar de um pouco mais demorada a nossa fila chegamos à praia é eleita a mais linda do Mundo. Titulo super merecido! Ficamos felizes de estar ali sem guia/passeio, pois assim curtimos a praia por horas! No ilha tour as pessoas ficam cerca de 45min e seguem para outra praia. Mergulhamos com máscara e pé de pato e vimos peixes lindos, arraia e até lula. Foi lindo esse primeiro contato com a vida marinha. Depois do Sancho seguimos para a próxima praia e por sorte conseguimos outra carona que nos levou até a Cacimba do Padre. Uma praia lindíssima e grande, com vista para a lateral dos Morros 2 Irmãos, aproveitamos e fizemos uma pequena trilha até a praia do lado: Baia dos Porcos. Apesar de ter bastante ondas, a maré estava baixa e conseguimos atravessar, em horários de maré alta não é possível fazer esta travessia pela praia. Esta praia é muito famosa vista de cima, do mirante dos Morros Dois Irmãos. Andamos pelas pedras e tomamos um banho em suas águas calmas e cristalinas. No entardecer fomos caminhando da Cacimba até a Praia do Bode e Praia do Americano, onde subimos por uma trilha para o Morro do Boldró. Ali a galera se reúne para ver o por do sol, tem um bar com música ao vivo e um super astral todo fim de tarde. Quando chegamos na pousada os gaúchos estavam fazendo um churrasco e nos convidaram para jantar. Achamos muito legal pois estavam hospedes e funcionários da pousada reunidos em uma grande mesa comunitária. Demos risada, conversamos e conhecemos um pouco mais da cultura local! Dica: O PIC são Postos de Informação e Controle de acesso as praias do Parque Nacional Marinho, os postos tem estrutura de banheiro, ducha, lojinha e bar. Aqui é um ótimo lugar para comprar água, eles vendem refil por um preço bem acessível, então leva tua squezze ou garrafinha – para evitar o uso de garrafas pet na Ilha. DATA R$ O QUE 14/fev R$ 10,00 Bus até Sancho 14/fev R$ 45,00 Açaí PIC golfinho 14/fev R$ 5,00 Água recarga PIC 14/fev R$ 10,00 Bus retorno por do sol 14/fev R$ 45,00 Janta: legumes churras 14/fev R$ 64,00 Cevas + coca churras DIA 4 – 15/02 Alugamos uma moto para fazer as praias do outro lado da ilha: o Mar de Fora. Fomos direto até a Baia Sueste. Esta praia é uma grande enseada com mar calmo e muita vida marinha. Ali tem algumas regras para preservação: área central é livre, esquerda proibido entrar na água e a direita só entra com colete. Tem muitos corais, é muita vida marinha! Alugamos os coletes no PIC e fomos flutuar pelo lado direito. Fomos longe, nadando, deslumbrados com peixes de todos os tipos, tamanhos e cores.... até que vimos uma tartaruga bem grande, 1 metro talvez. Ficamos um bom tempo parados, admirando a beleza, e ela nem bola pra nós, seguia de boa comendo suas algas no fundo do mar. Fizemos um lanche que levamos para a praia e fomos dar mais uma caminhada até o Mirante da Praia do Sueste e o Forte São Joaquim do Sueste. A vista era incrivelmente linda, os tons da água variavam de azul e verde turquesa. Percebemos então chegando ao tal forte, que mal tinham as ruínas da construção, mas a vista dali valeu a pena. Pegamos a moto e seguimos até a Ponta Caracas, onde a vista se estendia para o outro lado o outro lado da baia. Muitas piscinas naturais lá embaixo e mais uma vista sensacional. Dali seguimos para a Praia do Leão. É belíssima! Descemos e tomamos um belo banho de mar. Uma verdadeira piscina turquesa! Seguimos pegando a estrada de volta e aproveitamos para parar no Mirante dos Golfinhos, mesmo local da Praia do Sancho. Tem uma trilha bonita com vários mirantes bem altos para admirar a beleza do mar. Cerca de 1km de caminhada até chegar ao mirante, mas não enxergamos nenhum golfinho. Quer vê-los? Chegue as 6h da manhã que rola a contagem dos golfinhos que entram na baía diariamente. Aproveitando a moto, resolvemos ir até o porto tomar um chimarrão no fim de tarde! Não encontramos nenhum local para sentar, mas em uma pequena caminhada encontramos um quiosque atrás do posto de gasolina, onde havia uma bela vista da Enseada da Caiera. Jantamos no Empório São Miguel, comida boa e ótimo atendimento. Bem na frente da Praça Flamboyant. Dica: Levamos vários lanchinhos na bagagem, granola, aveia, nuts e íamos comprando frutas nos mercadinhos, assim íamos economizando e matando a fome durante o dia. DATA R$ O QUE 15/fev R$ 150,00 Aluguel moto 15/fev R$ 20,00 Alugueis coletes sueste 15/fev R$ 4,00 Refil água + passoquinha 15/fev R$ 136,40 Janta Empório São Jorge risotos DIA 5 – 16/02 Acordamos cedinho e fomos até a Air France fazer as fotos do Manifesto Orgânico (marca de moda orgânica da Kaka – merchan gratuito). Bem na ponta da ilha principal com vista para as ilhas secundárias, porto e morro do pico, o amanhecer estava lindo. Abastecemos a moto, deu um pouco mais de 1l de gasolina para todas as voltas que fizemos. Após devolver a moto, fomos a pé até a Praia da Conceição. Pegamos o acesso pela BR, foi bem mais longe do que ir pela Praia do Meio. Ficamos um bom tempo na praia, Mario estava dormindo e a Kaka desenhando uma mandala para Noronha. O mar já estava agitadíssimo, com swell entrando essa seria a realidade dos próximos dias. Fomos caminhando para retornar à pousada na marcha lenta, quase sem energia de tanto sol e mar. Caminhada pela estrada, Praia do Meio, Vila dos Remédios e muita força para subir toda a ladeira até a Praça Flamboyant e chegar na pousada. Renovada as energias fomos almoçar no Restaurante Flamboyant, desesperados de fome às 16hs. Comida bem boa. Sábado era dia de Cinema no Forte, e lá fomos nós às 19h assistir Os Normais. O lugar de noite ficou lindo, com esteiras, almofadas, cadeiras, muito astral para uma sessão de cine. Luis Fernando Guimarães estava na plateia e falou um pouco sobre como foi feito o filme em 2003. Achamos muito legal o projeto, uma ótima iniciativa cultural. Saindo do forte, passamos na Praça Flamboyant para jantar um crepe na Creperia Euforonha. Preço justo e bem saboroso. Voltamos para a pousada e ficamos de boa no quarto. Já bem a vontade, pelados na verdade, conversando e mexendo no celular. Escutamos uns barulhos no teto e em seguida uma gritaria: eram gatos! E a gata estava com certeza no cio. Os barulhos ficaram mais fortes e de repente o teto caiu. Literalmente o gato caiu do telhado. E que susto! O forro do teto caiu exatamente entre nós. E os gatos, que caíram juntos, corriam desesperados por todo o quarto! Nisso o Mario abriu a porta e tentou tirar os gatos (detalhe é que ele seguia pelado nessa confusão toda). Finalmente os gatos saíram, um pelo teto e o outro pela porta. Vestidos, saímos do quarto em busca de ajuda. Enquanto contávamos a situação para a galera da pousada, riamos muito! E eles apavorados com tudo o que tinha acontecido (e agradecendo por estarmos rindo e levando na boa essa situação). Troca de quarto e mais muitas risadas até dormirmos. Dica: Fica ligado nas programações culturais da ilha. No forte tem sessões de cinema e música, vale a pena conferir a agenda que fica nos cartazes na entrada. E certifique-se que o forro da sua pousada seja forte o suficiente, os gatos estão por tudo. DATA R$ O QUE 16/fev R$ 12,00 Gasolina moto 16/fev R$ 19,00 Água 5l + heineken 16/fev R$ 120,79 Almoço flamboyant 16/fev R$ 49,70 Janta crepe + heineken 13 DIA 6 – 17/2 Nos planos originais, domingo faríamos o passeio de barco a tarde, com direito a por do sol de dentro do mar. Mas como o mar estava agitado, devido ao nosso amigo swell, aguardávamos confirmação. No fim o passeio foi cancelado. Pela manhã, pós café descemos até a Praia do Cachorro para ir no Buraco do Galego. Quase não tinha praia, só pedras visíveis de tão grande que estava o mar. Ondas batiam forte nas pedras agitando o Buraco, ainda assim muita gente estava na fila para entrar pelo Buraco (vamos tentar parar de fazer esses trocadilhos). Esperamos de bobeira na praia, quando acalmou a fila fomos, mas o mar estava maior ainda e resolvemos não entrar. No fim foi besteira, logo depois chegou um guia e eles entraram mesmo assim. Até ponta de uma das pedras o guia deu, direto para dentro do Buraco. Esperamos acalmar o sol, almoçamos um litro de açaí no Açaí e Raiz Noronha, que é muito bom! Rumamos para a Cacimba do Padre. Na parada de ônibus, pedindo carona com cartaz e tudo! Mas nesse dia o bus veio antes da carona amiga. O bus deixa em uma estrada de chão perto da praia, mesmo assim tem uma boa caminhada até chegar lá – uns 15 ou 20 min. Chegamos na Cacimba e o evento Oi Hang Loose Pró Contest estava sendo montado. Muita gente e muitos surfistas no mar, aproveitando as grandes ondas. Está é uma das melhores praias para o surfe. Curtimos de boa, vendo as manobras legais no mar e quando estava próximo ao por do sol saímos para tentar uma carona de volta. Conseguimos até a Vila Boldró e dali seguimos a pé até a pousada (mais uns 15 min de caminhada). Banho, chimarrão e voltamos caminhando até a Vila Boldró, no Projeto Tamar. Havia uma palestra da Noronha com Grazi, uma historiadora local, que contou sobre a Vila dos Remédios e muitas curiosidades sobre a historia de Noronha. Muito legal, valeu a pena. Dali subimos de volta e fomos jantar no mesmo lugar do açaí, comida estilo lanche com um bom preço. Kaka comeu omelete e o Mario um sanduíche de peixe. Dica: Todos os dias as 20h tem uma palestra diferente no Projeto Tamar, vale a pena aproveitar. DATA R$ O QUE 17/fev R$ 55,00 Açaí 1 litro Açaí e Raiz 17/fev R$ 10,00 Bus 17/fev R$ 52,00 Janta omelete + sanduiche DIA 7 – 18/02 Dia do nosso agendamento de trilha! Havíamos agendado a Trilha do Atalaia curta, saímos cedo da pousada e caminhamos até a Vila dos Trinta, de onde saem as trilhas para o Atalaia e Ponta Caieras. Para entrar na piscina natural é obrigatório o uso de coletes, então alugamos ali mesmo no PIC. A trilha curta é bem tranquila, no máximo em 30min chegamos até a praia. Onde nos organizamos para começar a flutuação. Um guia nos passa as informações e contabiliza o tempo de permanência na piscina – são 30min. Haviam muitos tipos de corais e de bichos diferentesaviam muitos bixos diferentes, Haaahahahhshdh rfrffrf , principalmente filhotes. Entre eles vimos: linguado, moréia, peixe agulha e tubarão limão. Foi um lindo passeio. O mundo embaixo d’agua é deslumbrante e a flutuação é praticamente uma meditação. Depois da trilha, resolvemos aproveitar que estávamos perto e fomos até o Museu do Tubarão, fica próximo ao Porto. Ali também encontramos o Buraco da Raquel, uma pedra com um buraco no meio, que devido a maré baixa não estava tão deslumbrante assim. Aproveitamos para nos informar sobre os tubarões no museu e comer um lanche. Ao lado do Museu, subimos na Capela São José, com vista para a Enseada dos Tubarões, Ilhas Secundárias, mais algumas fotos e descemos para Praia do Porto. Tinham nos falado que ali existem muitos bichos fáceis de ver no mergulho, mas esse dia a água estava muito turva, com areia e muita alga flutuando. Foi até engraçado, olhando da praia via aquele mar azul, mas de dentro do mar era tudo nebuloso devia estar com baixa visibilidade devido ao swell. Ainda assim, tinha um filhote de tubarão bem na beira da praia, Noronha sempre surpreendendo. Conseguimos uma carona de buggy, alegria total até a Praça Flamboyant. A tarde faríamos o passeio de barco, mas mais uma vez foi cancelado devido as condições do mar. Sem barco, atacamos de moto. Alugamos novamente para curtimos a tarde, saímos para rodar a ilha e curtir outra tarde vendo surfe na Cacimba do Padre. Depois fomos outra vez no Morro do Boldró e curtimos um belo por do sol. Passamos pela pousada e voltamos ao Museu do Tubarão, toda a segunda feira às 20hs tem Yoga com a Silvinha Yoga Noronha. Essa segunda era especial da lua cheia e a prática foi ótima! Fisicamente já estávamos precisando de uns alongamentos, e com aquele cenário perfeito foi melhor ainda! Na beira do mar, com lua cheia, estrelas e uma meditação incrível. Aproveitamos para terminar aquela noite especial em um dos restaurantes clássicos da ilha: Restaurante Cacimba, na Vila dos Remédios. Eles tem uma área externa com mesinhas e almofadas no chão, super astral, comida muito boa. Um precinho mais salgado do que costumamos, mas merecido para o nosso último jantar. Dica: Passeio de barco é um dos tours mais requisitados da ilha, marque com antecedência principalmente se fores na época de mar agitado como nós fomos. DATA R$ O QUE 18/fev R$ 20,00 Coletes atalaia 18/fev R$ 11,35 Água + bolo de rolo mercado Vila dos Trinta 18/fev R$ 44,50 Almoço Museu dos Tubarões- burger veg + coxinha panicat 18/fev R$ 150,00 Aluguel moto 18/fev R$ 231,99 Janta restaurante Cacimba DIA 8 – 19/02 Acordamos antes das 5h para ver se ia acontecer o nosso passeio de Canoa Hawaiana, para nossa alegria estava confirmado. 5:30h estávamos no Porto, por perto das 6hs saímos na canoa com outros 3 casais. O mar estava bem mexido, a canoa balançava e tínhamos que remar mesmo. Todos juntos! De dentro da canoa vimos o sol nascer na ponta do Air France. Retomamos a remada e fomos em direção ao Porto, passando pela Vila dos Remédios, Praia do Cachorro, Pedra do Rugido do Leão, Morro de Fora, Praia do Meio até a Praia da Conceição. Ali tivemos uma pausa para banho. Mario mareou, havia comido um pouco antes de iniciar o passeio e alimentou os peixes em alto mar com overnight de aveia. Mais uma vez não vimos golfinhos no passeio, só teve o “gorfinho”. Com malas organizadas para nossa partida de tarde, seguimos para nossos últimos passeios e fomos visitar novamente: o Sueste e a Praia do Leão, uma passada breve para admirar e seguimos para um ponto que não tínhamos conhecido ainda, Vila Quixaba. Tem apenas uma igreja e uma casa, ponto histórico para ilha, mas não muito atrativo para turistas. Uma última olhada para admirar o Sancho e o Mirante 2 Irmãos, e depois nos despedimos do Morro do Boldró. O campeonato Oi Hang Losse havia começado neste dia e fomos mais uma vez na Praia da Cacimba do Padre dar uma olhada. Quase fomos atropelados por um buggy sem freio na descida da estrada até a praia! Dois gringos vinham dirigindo, o freio estragou quando tentaram parar e se jogaram para o barranco lateral, foi só susto, tudo certo! Despedida completa das praias que mais gostamos em Noronha, alegria no peito, sorriso no rosto, entregamos a moto e fomos arrumar as últimas coisas para partir. A Noronha Tour nos pegou e levou até o aeroporto, outra vez sem cobrar nada. Dica: Aproveite todos os dias, faça tudo o que seu coração mandar nesse paraíso. DATA R$ O QUE 19/fev R$ 320,00 Canoa hawaiana 19/fev R$ 1.920,00 Pousada Bela Vista 50% 19/fev R$ 28,00 Cevas Mario 19/fev R$ 95,94 Almoço Empório São Jorge 19/fev R$ 12,00 Gasolina moto 19/fev R$ 8,19 Uber retorno aero Porto Alegre Investimentos Pré Viagem: DATA R$ O QUE pré viagem R$ 1.920,00 Pousada Bela Vista 50% pré viagem R$ 2.600,00 Passagens - o Seu Consultor de Viagens pré viagem R$ 935,18 Taxa Noronha RESUMO DE INVESTIMENTOS: Rótulos de Linha Soma de R$ BEBIDA R$ 178,00 COMIDA R$ 1.115,14 PASSEIO R$ 320,00 POUSADA R$ 3.840,00 TAXA R$ 1.147,18 TRANSPORTE R$ 507,34 PASSAGEM R$ 2.600,00 Total geral R$ 9.707,66
  4. E ai mochileiros!! Estou indo para o Chile domingo dia 01 e retorno dia 15/07. Fico até dia 04 em Santiago e depois a ideia é ir pro Sul, até Pucon e explorar a região dos lagos. Já pesquisei alguns lugares para ir parando no caminho mas sinceramente nenhum encheu os olhos. Vocês tem alguma dica de lugares para ir? cidades que valem a pena? Vou eu e a minha namorada, a ideia é ir descendo de onibus, curtindo a paisagem, sempre que der chegando em montanhas. Não tenho roteiro fixo, então toda dica é e experiencia de quem já fez esse trajeto no verão e principalmente no inverno é muito bem vinda. gracias
  5. @Fernando Snk estou indo este domingo para o Chile, poretendo ir descendo até pucon desde de santiago. Pelo que vi Torres o indicado é no verão agora é muita neve maioria das coisas estão fechadas
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