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marcelo.zagnoli

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Sobre marcelo.zagnoli

  • Data de Nascimento 04-02-1982

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  1. Capítulo 3: As Lagunas Altiplânicas e as maravilhosas paisagens da Bolívia 04/08/2016 A noite foi bem mais tranquila do que esperávamos. Todos acordaram cedo, por volta das 7:00. Tomamos um café e logo saímos para continuar o passeio. O café da manhã é bem típico nessa região, um pão redondo, margarina, geleia, café solúvel, chá e de vez em quando ovos mexidos. E como citado antes, nem cheiro da mulher que tentou nos passar a perna na noite de ontem. Estava bem ansioso para conhecer as paisagens e lagunas altiplânicas, principalmente por serem coisas bem diferentes do que estamos acostumados no Brasil. Ao sair do Hotel, tivemos uma melhor visão do local e era um vilarejo no meio do nada. Fiquei imaginando como seria o dia a dia, o ganha-pão daquelas pessoas que vivem por ali. A primeira parada foi bem rápida, no Salar de Chiguana, que também é um deserto de sala, mas sem a beleza e pompa de Uyuni. Paramos em frente a uma linha férrea que acredito não estar mais em funcionamento. Logo em seguida paramos para observar ao longe o Vulcão Ollague, que fica na fronteira entre a Bolívia e o Chile. Ele tem 5.870m de altitude e está semi-ativo. Você consegue observar as pequenas fumaças saindo dele. O solo é bem típico da região, e era só o começo das paisagens fantásticas. Ver vulcões naquele lugar foi algo que me deixou muito satisfeito e feliz por estar ali, vivenciando aquela experiência. Seguimos em direção às lagunas altiplânicas. A primeira delas foi a Laguna Cañapa, cheia de flamingos. Não deixem de aproveitar esse lugar. Em outras lagunas ou mesmo no Chile não vimos tantos flamingos como ali. Os efeitos da altitude se manifestaram mais na minha esposa e na Lorena e para prevenir todos mascamos folha de coca para aliviar. Para ajudar no gosto, o motorista Fred nos deu um tipo de doce feito de banana com folha de coca. Ajudava a disfarçar, mas não muito. Porém, logo se acostuma com o gosto. Depois seguimos para a Laguna Hedionda, onde paramos para almoçar. E que, para variar, ela lindíssima. Ele parou um pouco antes para que caminhássemos até o local onde seria servida a comida. Fomos caminhando e admirando o lugar. A comida era bem simples, um pouco melhor do que o dia anterior, porém sem nenhum "tômpero": Macarrão, Frango empanado e salada, com fanta para acompanhar. Como sempre, a comida estava fria e o refrigerante quente. E ganhamos uma maçã de sobremesa. Seguimos e fizemos uma rápida parada para conhecer a Laguna Honda e já partimos para o Deserto de Siloli, onde temo Árbol de Piedra. Mais uma paisagem única e distinta de tudo que já tinha visto. É impressionante, não dá pra descrever a sensação de estar ali, naquele momento. Então chegamos na entrada da Reserva Nacional da Fauna Andina, onde é obrigatório pagar os 150 bolivianos de entrada. Após a entrada avistamos a Laguna Colorada, uma das mais bonitas de todo o passeio. Só é permitido vê-la de um mirante, ao alto, é proibido se aproximar dela. Ficamos lá por uns 30 minutos e o Fred nos chamou para ir embora. Era o último passeio do dia e já estava escurecendo quando fomos para o Hotel, que na verdade era um abrigo. Um lugar bem ermo e que funciona com energia solar, de forma bem limitada. Tanto que todos os motoristas usavam a bateria dos carros para gerar energia. Tomamos um café e fomos arrumar as coisas. Cada quarto tem seis camas, aqui não tem luxo ou privacidade e todos do grupo ficam no mesmo quarto. E aqui não tem chuveiro e o banheiro é coletivo. Esse foi o menor dos problemas, acredite. O temido frio já começava a afetar no cair da noite. Tomamos uma sopa, que achei muito boa. Não sei se era a fome, as condições, mas enfim, estava ótimo. Não é um lugar para quem tem muita frescura, mas não é nada de outro mundo. É só criar a cultura do desapego e aproveitar a viagem. Se não dá pra tomar banho, os lenços umedecidos vão quebrar um galho. Para passar o tempo, após o jantar ficamos jogando uno. Até o Fred se juntou a nós. Uma garotinha chamada Scarlet nos fez companhia. Devia ter uns 3 anos. Era uma graça. Mas bem pé fria, porque de quem ela ficava perto sempre acabava perdendo. Infelizmente não tiramos foto dela =( Todos os demais grupos foram dormir e fomos os últimos a ir para o quarto. O frio já estava bem pior. Peguei o saco de dormir pela primeira vez na viagem e entrei dentro dele, usando meias, luvas e jogando três cobertores bem grossos por cima para tentar dormir. “Tentar”. Foi exatamente isso, na mais terrível noite das viagens. Segundo o motorista a temperatura chegou a quase -20°. Imagine a sensação térmica.... GASTOS DO DIA: 150 Bols – Entrada da Reserva Nacional da Fauna Andina TOTAL: 150 Bols - (US$ 21,68) Próximo Capítulo: Até logo, Bolívia! Que venha o sol do Atacama.
  2. Oi Débora, tudo bem? Sobre o Seguro Viagem, eu tive uma inflamação no olho em Cusco. O problema começou no Hostel porque a dona se negou a ligar, mesmo eu explicando com todas as letras que não teria custo para ela. Aí eu fui obrigado a fazer algo fora do convencional, ir para uma clínica e de lá ligar para o seguro. Acabei pagando 160 soles pela consulta e o Seguro pediu para que eu guardasse todos os documentos e solicitasse reembolso depois. Fiz tudo o que me solicitaram quando retornei de viagem e essa semana me pediram mais documentos, preencher formulários, etc. Até agora não recebi, mas enfim, está no prazo. Sobre médicos, pode ir em um clinico mesmo. Não é nada de mais. A não ser que vc tenha alguma queixa específica. Eu por exemplo, passei em um oftalmo antes. Muito obrigada!!!! Acho que vou usar o seguro do cartão mesmo! Deixa eu te perguntar... Vc tem o relato do Rodrigo em PDF? Não sei se tem algum jeito de pegar isso aqui no site... Mas se vc tiver e puder me enviar [email protected] obrigada! Débora, mandei o arquivo via wetransfer para você, porque ele era um pouco pesado. Depois me fala se você recebeu. Acredite, é uma mão na roda, me ajudou em vários momentos. E o próprio Rodrigo me ajudou bastante aqui no fórum, com dicas, respondendo perguntas, etc.
  3. Natália, é chover no molhado falar dessa viagem, rs. Acredito que você estará bem aclimatada, vai conseguir sem dúvidas. Só tenta fazer aquele esquema de não ir pra macchu pichu nem no dia anterior nem no dia seguinte das montanhas, para preservar melhor o corpo.
  4. Oi Laís, desculpe-me só vi a mensagem hoje, to numa fase terrível no trabalho, sem tempo pra nada. Não sei se ainda é de ajuda, mas vamos lá. Eu fiz o passeio das Montanhas coloridas em um dia, paguei em torno de 110 soles, mas o preço pode variar entre 90-130. Quase todas as agências estão fazendo esse passeio, eu fiz pela Peru Tours. O preço inclui um café da manhã, almoço e o transporte de ida e volta. Eles passam no hostel por volta das 3 da manhã e a viagem dura umas 3 horas. Embora eu tenha adorado a guia que nos acompanhou, eu não recomendo esta agência porque tentaram me passar a perna em Macchu Picchu. Mas o que deu pra perceber é que as agências que não conseguem fechar uma van se juntam à outras e seguem viagem juntas. O passeio é fantástico, embora bem cansativo na ida. Mas vale muito a pena, a visão, as paisagens e a sensação de desafiar o próprio corpo. Só não subestime o seu corpo . Eu que já estava bem aclimatado com a altitude precisei tomar oxigênio logo depois de chegar ao topo. Mas faria o passeio novamente, sem pensar duas vezes. Ah, um outro problema são os "banheiros" no caminho, um pior que o outro. São aquelas fossas com buraco no chão. A dica é ir no segundo que você avistar, fica à esquerda. A maioria não aguenta se segurar e vai no primeiro, que fica obviamente assustador. Espero que dê tempo ainda de ajudar e aproveite a viagem porque é sensacional!!! Me arrepia a cada momento que eu me recordo.
  5. Oi Débora, tudo bem? Sobre o Seguro Viagem, eu tive uma inflamação no olho em Cusco. O problema começou no Hostel porque a dona se negou a ligar, mesmo eu explicando com todas as letras que não teria custo para ela. Aí eu fui obrigado a fazer algo fora do convencional, ir para uma clínica e de lá ligar para o seguro. Acabei pagando 160 soles pela consulta e o Seguro pediu para que eu guardasse todos os documentos e solicitasse reembolso depois. Fiz tudo o que me solicitaram quando retornei de viagem e essa semana me pediram mais documentos, preencher formulários, etc. Até agora não recebi, mas enfim, está no prazo. Sobre médicos, pode ir em um clinico mesmo. Não é nada de mais. A não ser que vc tenha alguma queixa específica. Eu por exemplo, passei em um oftalmo antes.
  6. Valeu por acompanhar, Débora!!! O Galo tá comigo em todos os instantes, mas foi uma grata surpresa ver a bandeira lá!
  7. Obrigado por acompanhar e espero ajudar!!! Se tiver com alguma dúvida ou se tiver algo que eu não tenha postado, pode me perguntar.
  8. Capítulo 2: O primeiro dia de Tour – O fantástico Salar de Uyuni 03/08/2016 Como relatei anteriormente, não consegui dormir muito, talvez por ansiedade. A viagem foi tranquila, não me recordo de nada que desabonasse. O ônibus não tinha banheiro. Algumas pessoas que fizeram esta viagem relatam que o motorista para no meio da estrada para os passageiros fazerem suas necessidades, mas sinceramente não me recordo de ter paradas. Viajar à noite é sempre recomendado em viagens do tipo “Mochilão”, pois você economiza com hospedagem e ganha tempo nos deslocamentos. O ônibus chegou a Uyuni mais cedo que o previsto, por volta de 3:30. Ele para no meio do nada, numa rua deserta sem qualquer sinalização. Eu estava com roupas de frio e luva mas ao descer senti um frio descomunal. Sério, foi surreal o choque. Dentro do ônibus você não tem a real noção da temperatura e para quem havia saído de mais de 20 graus em São Paulo já encarar temperatura negativa foi tenso. Eu estava com luva e mesmo assim sentia meus dedos roxos e doloridos. Queria sair dali o mais rápido possível. Já havia lido a história aqui no Mochileiros de uma senhora salvadora e surgiu uma mulher com as mesmas características nos chamando para o estabelecimento dela. Eu sentia tanto frio que se o capeta me convidasse para o inferno eu aceitaria na hora. Fomos seguindo-a e ela nos levou para um lugar pequeno e estranho. Daí me dei conta que era a pessoa errada. Ela era de uma agência que não me recordo o nome e queria nos vender o tour. Tentei enrolar para ficar mais um tempo lá dentro para nos aquecer, mas ela percebeu que não iríamos fechar o passeio e nos colocou pra fora dizendo que estava perdendo tempo e que não havia mais nada para conversar. Outra mulher nos abordou na rua e nos levou para a agência dela. Ela informou que o Café Nonis (que era o local que procurávamos) estava fechado e disse para ficarmos na agência até o local abrir, que iria explicar como é um Tour pelo Salar e que não teríamos compromisso de fechar com ela. Aceitamos e ficamos lá até umas 04:30. A mulher foi muito simpática, mas o pensamento era fechar com a Esmeralda Tours, que é bem recomendada aqui no fórum. Chegamos ao Café Nonis e a famosa senhora não estava lá. Parece-me que estava doente no dia. Tomamos um café da manhã ((pão, manteiga, geleia, café e chá de coca) por 15 bols. Havia outras opções para comer, um pouco mais caras, mas preferi não arriscar muito. Deixamos os celulares carregando e aproveitamos para usar o Wi-Fi e dar um sinal de vida para a família. Chequei a temperatura porque fazia muito frio e estava desse jeito aqui: Perguntamos sobre banho quente, já que não havíamos tomado na noite anterior e o homem que nos atendeu disse que não seria possível porque a água estava congelada. Eu comecei a sentir um pouco de enjoo, provavelmente já efeito da altitude, mas não chegou a incomodar muito. Ficamos até 07:30, horário que as agências começam a abrir. Nos dividimos para checar os valores e na Esmeraldas Tour estava 750 bols o Tour de 3 dias. Aí, o Thiago foi até a Andes Salt Expeditions, que nos ofereceu 650 bols o passeio por 3 dias, incluindo o transfer para o Atacama. Desconfiei do preço e fui checar a reputação na internet e encontrei muitos comentários favoráveis. Como o preço estava bem abaixo e nos asseguraram que ao fim do dia veríamos o pôr do sol no Salar, resolvemos fechar. E olha...nós recomendamos demais a agência. O nosso guia se chamava Fred e ele foi muito tranquilo, atencioso e gente boa conosco durante os 3 dias. E era muito experiente, nos explicou com muita riqueza cada detalhe de todo o percurso. E independente de qual agência você vá contratar, verifique se eles param para ver o pôr do sol porque vale muito a pena, é lindíssimo, uma experiência indescritível. A atendente ofereceu sacos de dormir para alugar, se não me engano 15 bols. Eu e minha esposa já tínhamos, mas o Thiago e a Lorena pegaram. Após fecharmos o passeio e ouvirmos as instruções fomos comprar água e comida para os 3 dias. Havia uma feira local e comprei luvas e gorros mais reforçados. Após pechinchar bastante ele me vendeu duas luvas e dois gorros por 50 bols. Compramos um pacote de 6 águas de 2 litros por 33 bols, biscoitos e petiscos por 30 bols e um pacote de folha de coca por 5 bols, que serviu e sobrou para todos nós durante os 3 dias. As despesas com alimentação nós dividimos entre os 4 brasileiros. E ali por perto, o Thiago deu uma boa dica: Comprar um saco de linhagem, tipo os de batata que se vê em feiras para proteger mochila. Eu já estava com a capa protetora e comprei este saco de linhagem por 4 bols. Não é bonito, mas ajuda a conservar ainda mais as mochilas. Voltando a agência nos deram a opção de escolher os outros dois companheiros de viagem entre um casal de chineses ou duas amigas, uma era suíça e a outra alemã. Anja(pronuncia-se Ania) e Laura eram os nomes delas. Optamos pelas europeias pela provável facilidade de comunicação porque passar dias com pessoas que você não consegue e não conseguir interagir é complicado. Tivemos bons momentos durante a viagem e elas falavam espanhol porque viviam no Equador. Porém, elas mantinham um certo distanciamento de nós brasileiros, vou contando mais durante o relato. Eis a foto do grupo formado e pela primeira vez dando as caras aqui os nossos amigos, Lorena e Thiago. Antes de continuar, vou destacar algumas dicas antes de começar o Tour do Salar: Deixe reservado 150 bols para a Reserva Nacional da fauna Andina, pois é obrigatório pagar. Tem mais 30 bols para o ingresso da Isla del Pescado, mas este é opcional. Leve água dentro do quarto e deixe um pouco de biscoito, frutas nas mochilas dentro do carro para comer durante o tour. Embora o café da manhã, almoço e jantar estejam inclusos no Tour, você precisa se alimentar durante os deslocamentos. Leve óculos de sol, protetor solar e protetor labial com você, pois será necessário constantemente. Enfim, tire tudo o que você vai precisar durante o dia e deixe na mochila de ataque, pois os mochilões vão na parte de cima do carro e somente são retiradas no fim do dia quando você chega no hotel. Tudo pronto para começar o passeio. Na hora de decidirmos os lugares a ficar houve um pequeno inconveniente que as europeias chegaram e já disseram: “Eu vou aqui e ela ali”, sem dar margem para discussão, revezamento ou qualquer coisa. Decidimos não discutir nem se estressar logo de começo da viagem. Antes de ir para a primeira atração o motorista Fred passou na casa dele para pegar algumas coisas e conhecemos o filho dele, que se chamava NEYMAR! Sim, é isso mesmo produção. O garoto devia ter uns 3 anos e era uma figura. Aí ocorreu uma cena que nos marcou durante quase toda a viagem. Após umas brincadeiras e a criança subir no carro, o Fred o desceu cuidadosamente falando que tinha que ir trabalhar e que não poderia leva-lo. O menino começou a chorar de soluçar. Deu muita dó, mas o Fred seguiu viagem. No dia seguinte com mais intimidade conversamos com ele que confessou que fica muito pouco tempo em casa. Sempre que ele termina um Tour ele retorna em Uyuni para iniciar outro no dia seguinte. Disse que normalmente não passa natal ou ano novo em casa, somente em períodos de baixa temporada e que por isso fica pouco com a família. É triste, mas infelizmente é a realidade daquele povo que vive muito em função do turismo. Bem... seguimos relato. A primeira parada é o cemitério de trens. Fica muito próximo da agência. Chegamos lá e o Fred disse que teríamos 20 minutos para conhecer e tirar fotos. Achei muito pouco o tempo, seria melhor reduzir o período de outro lugar. Mas enfim, bora aproveitar o tempo. O local é lotado de turista, então é difícil conseguir aqueeeeela foto fodona exclusiva, mas a gente tentou aproveitar ao máximo. 20 minutos cravados e já partimos em direção a Colchani. Lá tem uma feira de artesanato e um museu de sal. Novamente lotado de turistas, mas como disse é o ganha-pão daquele povo. Mal aproveitei ali e fomos para a próxima parada, bem no início do Salar ver aqueles montinhos de sal. Paramos, admiramos de perto pela primeira vez aquele “oceano branco”, tiramos foto e já seguimos adiante. Chegamos ao local onde as agências param para almoçar. É ali também que fica o monumento do Dakar Bolívia e bandeiras de diversos países. Tinha a bandeira do meu glorioso GALO e, claro, não poderia deixar de tirar uma foto. Fomos almoçar e o cardápio era bem simples e sem gosto: uma carne dura que acho que era de lhama, quinoa e saladas. Tudo frio. Exceto a Coca Cola, que estava quente. Depois minha esposa arriscou ir ao banheiro e disse que estava em condições horríveis. Quase vomitou de nojo e voltou pra trás sem conseguir usar. Então seguimos viagem para o meio do Salar, fazer fotos de perspectivas. Não pegamos o Salar Alagado, mas é impressionante a beleza do lugar. Não sou muito fã dessas fotos, mas vai uma aqui: Seguimos viagem rumo à Incahuasi (Isla del Pescado). A entrada é opcional. Eu e minha esposa fomos, enquanto o Thiago e a Lorena ficaram lá em baixo. Eu gostei de ver aqueles cactos gigantescos e subir até o topo e contemplar melhor a imensidão do Salar. O lugar é incrível e a visão muito linda, aquela imensidão branca quase que sem fim. Após descermos seguimos para ver o tão aguardado por do sol. No local, poucas agências estavam com carros lá. Se não me engano era o nosso e mais uns 4 somente. E posso afirmar que a parada é essencial: O por do sol é lindíssimo, o céu fica todo colorido numa visão deslumbrante, uma das mais bonitas que vi em toda a viagem. Sério, vale muito a pena e fotos não conseguem representar nem 10% do que a gente vê lá e olha que elas não ficaram muito boas. Com o anoitecer rumamos para o hotel de sal. Tivemos um pequeno problema porque nos foi prometido um quarto de casal, mas ao chegar lá já estavam ocupados e eu e minha esposa que ficamos em um quarto com 3 camas de solteiro. No fim, foi até melhor porque jogamos as mochilas em cima das outras camas e o quarto era mais espaçoso do que o outro. O hotel era melhor do que eu esperava e já estavam servindo uma sopa. Eu e minha esposa preferimos tomar banho primeiro e era cobrado 10 bols por pessoa. Não era o melhor chuveiro, mas a agua estava quente e agradável. Foi a melhor decisão que tomamos, pois o Thiago foi tomar depois e água estava fria. E recomendo pagar por ele aqui, pois no dia seguinte não terá banho. Jantamos uma sopa até agradável e ficamos jogando Uno. E aqui vai a ultima dica do dia: Cuidado com a mulher que cobra o banho no hotel de sal. Ela tentou nos passar a perna 3 vezes. Primeiro com a Lorena, que pagou pelo banho, foi lá e estava frio. Ela voltou para reclamar e a mulher queria cobrá-la novamente. Depois pensamos em comprar uma cerveja. Demos o dinheiro e ela disse que não tinha troco e que devolveria no dia seguinte. Ficamos desconfiados e pedimos o dinheiro de volta. Ela devolveu notas diferentes das que entregamos. Após discutirmos ela devolveu as notas corretas. E no dia seguinte, não vimos nem cheiro dessa mulher pela manhã. Tomaríamos um baita de um calote, isso sim. Enfim, fomos dormir porque acordaríamos cedo no dia seguinte. Já estava bem frio, mas nada fora do normal. Por enquanto... GASTOS DO DIA: 15 Bols – Café da manhã 650 Bols – Tour de 3 dias + Transfer 8,25 Bols – 6 garrafas Água de 2 litros divididas por 4= 33bols 7,50 Bols – Biscoitos divididos por 4= 7,50 bols 05 Bols – 01 pacote de folha de coca para 4 pessoas (não dividi o valor) 25 Bols – Um par de luvas grossas e um gorro 4 Bols – Saco de linhagem para proteger a Mochila 5 Bols – Banheiro na parada de almoço 30 Bols – Incahuasi (Isla del Pescado). 10 Bols – Banho quente TOTAL: 759,75 Bols - (US$ 109,79) Próximo Capítulo: As Lagunas Altiplanicas
  9. Olá, tudo bem? Acabei de fazer essa viagem (agosto) e o preço é em bolivianos mesmo. Comigo não atrasou, mas tem histórico disso ocorrer. Cheguei em Santa Cruz de La Sierra meio dia e peguei um voo às 14:30. è um horário bem apertado porque demora a passar pela imigração, mas deu tudo certo pois minha intenção era chegar em Sucre e pegar o ônibus no mesmo dia para Uyuni. Estou postando meu relato ainda, mas se tiver alguma dúvida creio que possa ajudar um pouco. Bom dia Marcelo! Tenho mtas dúvidas ...viajo em menos de 2 meses e ainda tem mta coisa pra definir...rsrsrsr....Eu vou chegar em SCLS de manhã cedinho...acho que vou comprar a passagem pro vôo das 10:30 pra dar tempo de passar pela imigração né...acho q lá só abre depois das 8h. Vc comprou a passagem com antecedência pelo site foi?Tem que ser cartão internacional? Será que é mto arriscado comprar na hora? Outra dúvida Vc tem noção de que horas fecha a fronteira? Pq na vdd eu chego em Campo Grande as 10:40...se eu corresse conseguia pegar um ônibus meio dia pra corumbá e chegava lá pras 18h...mas aí acho difícil dar tempo conseguir atravessar a fronteira no msm dia...ía ganhar um dia Vc já começou a postar seu relato?? Qual foi seu roteiro?...mtas perguntas...rsrsr Abraço! Olá. Desculpe a demora em lhe responder, mas espero que ainda possa ajudar. Entonces, eu comprei a passagem pelo site e com cartão internacional. As únicas coisas que comprei antes de viajar foram as passagens áreas, de resto, hospedagem e ônibus eu comprava quando chegava na cidade. Sinceramente eu não sei os horários de fronteiras, etc, porque viajei de São Paulo e fui direto para Santa Cruz. Eu comecei a postar o meu relato aqui ó mochilao-em-casal-20-dias-intensos-por-bolivia-peru-e-chile-agosto-2016-t132924.html. Amanhã devo colocar mais um capitulo, mas qualquer coisa pode ir perguntando. =)
  10. Olá amigos! Desculpe pela demora, vou me esforçar para não demorar a postar os próximos capítulos. Ah, só hoje percebi que não havia postado o Roteiro, então atualizei o primeiro post. Capítulo 1: A Corrida contra o tempo e os primeiros amigos 02/08/2016 Enfim chegou o tão esperado dia de viajar. Dormimos na casa da minha sogra, pois fica a 15 minutos do aeroporto de Guarulhos. Nosso voo estava programado para sair às 8:35 da manhã, com conexão em Asunción, no Paraguai e de lá seguiria para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. O horário local de chegada seria 12:30. Depois teríamos um voo doméstico para Sucre, via BOA - Boliviana de Aviación, às 14:35. Sim, tempo bem apertado. O planejamento era chegar em Sucre e ir pro terminal rodoviário comprar a passagem noturna para Uyuni. Tínhamos a opção de comprar a passagem antecipada em um site (https://ticketsbolivia.com.bo/), mas como não tinha Bus-Cama e estávamos com medo de algum imprevisto, decidimos arriscar e deixar pra comprar lá. Chegamos cedo no aeroporto e despachamos as mochilas. A chamado para o embarque foi no horário previsto. Lendo dicas e relatos eu já estava me preparando psicologicamente para eventuais imprevistos, mas não esperava que fosse acontecer nas primeiras horas da viagem. Sei lá o porquê atrasou cerca de 40 minutos para decolar e assim o tempo para pegar o avião em Sucre ficou ainda mais reduzido. Durante o voo, os comissários entregaram dois formulários, um para aduana onde você declara bens e valores que está levando e outro para a imigração. A preocupação era com o tempo e tentamos descer o mais rápido possível, mas estávamos no meio da aeronave. Então, aqui vai uma dica: Se alguém se arrisca a pegar voos em curtos espaços de tempo dê preferência sempre aos primeiros lugares pois saem primeiro. Descendo, tivemos que passar pela longa e estranha fila da imigração, pois ela se estende até as escadas andar acima e haviam poucos guichês atendendo. Esta foto aqui não tá muito boa, foi tirada na parte de cima das escadas. Dá para ter uma pequena noção de como foi a fila. Ficamos uns 40 minutos esperando até passar e ir correndo pegar as bagagens. Aí tinha outra fila, para passar pelo estranho detector que existe lá. Para quem não sabe, você precisa passar as bagagens por esse detector e apertar um botão. Se acender a luz verde você está liberado. Se acender a vermelha você tem que parar e abrir a mala para ser revistada. Vi a outra fila e pensei “Não vai dar tempo! ”. Aí pedi ajuda a um funcionário que nos colocou na frente de todo mundo. O povo deve ter ficado puto, mas era o voo que estava em jogo. E por sorte deu luz verde tanto para mim quanto minha esposa. Corremos e conseguimos embarcar aos 45 do segundo tempo!!! Entramos e aí me lembrei de mais uma coisa: No Aeroporto de Sucre não tem Casa de Câmbio! Ferrou! Na correria em Santa Cruz eu ignorei a Casa de cambio do aeroporto e não tinha nenhum misero centavo em Bolivianos. Então, fica a dica, troquem algum dinheiro para pagar o taxi até Sucre. Ao descer me indicaram uma senhora, dona de uma loja no aeroporto, mas ela só aceitava a trocar 100 dólares e com a cotação a 6,50, um roubo. Eis que aí, surgiram dois brasileiros que fizeram toda a diferença: Lorena e Thiago, que também iriam para Uyuni. (Em breve postarei foto deles) Conversamos rapidamente e eles nos emprestaram dinheiro para pagar o taxi. Começou aí uma amizade que proporcionou grandes momentos na viagem. Eu, minha esposa e eles encontramos uma van coletiva que deixava no centro de Sucre e cobrava 8 bols por pessoa. E lá fomos nós juntos com os nativos. Em Sucre a altitude é de 2.810m, então decidimos tomar um Diamox para reduzir os efeitos da e posso afirmar que nos ajudou bastante. Chegamos ao centro e o taxista nos indicou uma Casa de Cambio. Fomos na Money Exchange. Fica numa pequena galeria, entre a Aniceto Arce e esquina com San Alberto. Lá o dólar estava a 6,92 bols. Fizemos uma pesquisa rápida e era o local com a melhor cotação. E aqui vai outra dica valiosa, o cara que nos atendeu nos deixou carregar celular, usar Wi-Fi e ainda ligou para a 6 de Octubre para ver se tinha passagem. Acabei comprando o voucher com ele por 85 bols semi leito e depois só troquei na rodoviária. O cara foi muito gente boa, infelizmente não me recordo do nome dele. Fica a dica então, é bem no centro, próximo ao Hostal Libertard e a Oasis Tour, na Aniceto Arce, 95. Peguei este print Google street view, mas não tá lá essas coisas, mas vocês podem ver no lado esquerdo a placa de onde tem esta casa de câmbio. Depois fomos comprar água e biscoito para viagem além de procurar um lugar para comer. Na mesma rua, vimos um local chamado Riko’s. Dividimos um frango assado e uma fanta, deu 56 bols para 4 pessoas e ainda pegamos uma guarnição à parte que custava 5 bols. Depois andamos um pouco e fomos ver como ir para a rodoviária. Nos deram a dica de pegar um pequeno ônibus local a 1,50 bols, mas eram pequenos e todos estavam muito cheios pois era horário de pico. Sente o drama aí. Então fechamos um táxi a 3 bols por pessoa. Na rodoviária peguei a minha passagem e esperamos o horário da saída. Minha esposa foi ao temido banheiro e disse que não estava tão ruim quanto descrito nos relatos. Não sei se foi sorte do dia. Por volta das 20:15 o ônibus chegou e embarcamos. Uma coisa que achei curiosa é que eu não percebi diferença alguma nos assentos, entre poltronas Cama e Leito. O assento não me incomodou, mas não consegui dormir muito. Às vezes olhava para fora da janela e já admirava as estrelas, pois o céu já se mostrava muito bonito. Foi muito corrido, mas deu tudo certo. GASTOS DO DIA: 08 Bols (cada passageiro) – Van Coletiva Aeroporto Sucre x Região Central de Sucre 03 Bols – 01 Garrafa de Água (01 litro) 14 Bols – Frango Frito + Fanta (56 bols divididos por 4) 05 Bols – 01 Guarnição à escolha 85 Bols – Passagem Sucre x Uyuni 2,5 Bols – Taxa de Embarque 1,0 Bol – Banheiro TOTAL: 121,50 Bols - (US$ 17,56) Próximo Capítulo: O primeiro dia de Tour – O fantástico Salar de Uyuni
  11. E aí meu caro, tudo bem? Acredito que seja o suficiente sim. Claro que tudo depende do tempo em cada cidade e dos passeios que se decide fazer, mas é uma boa média sim. Espero que curta o próximo capítulo com a sequência do relato. Um abraço.
  12. Rodrigo, meu caro. Valeu por todas as dicas, de verdade mesmo! Toda hora eu e minha esposa ficavamos consultando seu relato atrás de dicas, haha. Abraços!!!
  13. E aí cara, blz? Durante a viagem eu lavei roupa sim, duas vezes. Porque no Peru era muito barato. Na Europa eu não sei como funciona, na verdade também tenho que pesquisar pois provavelmente será meu próximo mochilão ano que vem. De fato, os preparativos foram fundamentais para que a viagem desse certo. Espero que curta a continuação do meu, hoje posto um novo capítulo. Um abraço.
  14. Agora que vi que você é de BH! Eu moro em São Paulo, mas nasci aí e pelo menos umas seis vezes ao ano eu viajo para ver família e amigos. Sobre seu roteiro, acho que está bom, mas se eu fosse você alterava um pouco as ordens. No retorno de Aguas Calientes para Cusco você chega muito tarde, por volta das 22:00 e o passeio para as Montanhas Coloridas sai às 3 da manhã. Acho que seria pouco tempo para descanso. São cerca de 3 horas de viagem até parar no ponto em que todos os grupos tomam café e começam a subir. Dá pra ir dormindo durante esse tempo, aí vai do que você achar melhor para teu corpo. Após o passeio você chega em Cusco por volta das 18h. Talvez a única alteração que eu faria é tirar um dia de Arequipa e colocar ou em Cusco ou em San Pedro, mas aí depende do seu planejamento, dos lugares que quer visitar, etc. Mas saiba que Arequipa é encantadora, adorei a cidade. Sobre Puno, eu só passei por lá porque queria conhecer o Lago Titicaca e eu não iria para Copacabana depois. É um passeio legal, mas não o vejo como obrigatório, algo imperdível. No seu caso, eu cogitaria a possibilidade de nem parar lá. Veja a opinião de pessoas que fizeram Puno e Copacabana na mesma viagem, acho que vai te ajudar melhor.
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