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André Amaral1502434479

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Sobre André Amaral1502434479

  • Data de Nascimento 22-11-1994

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  1. Dia 16 - 05/11 - Lima Primeiro dia na capital peruana e logo de manhã fui fazer um free walking tour que partia da praça principal de Miraflores (2 quarteirões do meu hostel). De lá pegamos um ônibus até o centro da cidade, orientado pelos guias, e visitamos o centrão de Lima. Foi bem legal e didático, deu pra ter uma ideia geral da importância da cidade e pegar dicas do que fazer. No fim paramos numa lojinha onde todos puderam provar pisco e comprar algumas coisas. Como já era hora do almoço, parte do grupo se uniu pra ir almoçar. Uns queriam ceviche, outros eram vegetarianos, outros qualquer coisa, e todos queriam algo economico. Como eu era o único que falava espanhol, saí perguntando na rua pra pessoas onde encontraria tudo isso em um restaurante, e deu certo! Uma vendedora ambulante recomendou um restaurante 2 ruas atrás da plaza de armas e lá chegamos, comida muy rica e econômica, e tudo limpinho e tal, um achado! hahaha No restaurante nos adicionamos no facebook para termos contato um do outro e marcarmos algo pra depois. Depois do almoço voltamos pra Miraflores de ônibus e cada um foi pro seu canto. Caminhei pelo bairro pra conhecer tudo, fui até o litoral, até o shopping larcomar que é muito bonito, apesar de eu não ser fã de shoppings. Já no começo da noite parte do grupo que se conheceu de manhã no tour foi para o hostel do casal de amigos canadenses que estavam num hostel legal com um bar na cobertura. Ficamos lá até o começo da madrugada, quando o cansaço bateu e cada um foi pra um canto. Acabei nem indo pra alguns pontos famosos de Lima como a fonte das águas que dizem ser legal e uma Ruaca que fica por ali também. Continua...
  2. Dia 15 - 04/11 - Ica - Lima No dia anterior combinamos de ir visitar as bodegas e vinícolas de Ica, os 2 franceses, o inglês e eu. O plano era ir pra cidade de ônibus e de lá nos virarmos para ir por conta própria, porém o próximo ônibus pra cidade ia demorar e decidimos pegar um taxi. O taxista ao saber do nosso plano e perceber que não íamos contratar nenhum passei caro, fez um preço bem camarada pra nos levar em todas a vinícolas e depois trazer de volta até o oasis. Acabamos fechando com ele pois valeu super a pena. Fomos em 2 bodegas, a primeira com uma estrutura bem legal e meio turística, o inglês que é cozinheiro profissional e um dos franceses que já trabalhou em restaurantes finos na Europa perguntaram muitas coisas para o guia da bodega que manjava de tudo, eu aproveitei pra aprender muita coisa hahaha No fim pudemos degustar tudo que é tipo de vinho e pisco produzido lá, foram tantas doses de degustação em mini copinhos de plástico que já estávamos felizes hahaha A segunda bodega era menos turística e mais largadona, digamos assim, mas foi muito legal pq aí o próprio taxista foi nosso guia e deixou a gente degusta vinhos e pisco direto do vasos de barro que eles ficavam armazenados, e os preços eram mais amigáveis também e aproveitamos pra comprar algumas garrafas de vinho aí. Saimos já com fome e pedimos pro taxista parar em algum restaurante econômico pra almoçarmos e oferecemos inclusive de pagar o almoço do taxista pra ele ficar conosco, mas ele tinha um compromisso logo mais e não poderia ficar, então ele nos deixou num restaurante bem simples e barato. Lá conhecemos a dona Dulce, dona e cozinheira do restaurante, que aliás a cozinha ficava no mesmo espaço em que ficavam as 3 únicas mesas do restaurante hahaha Os 2 gringos manjando de cozinha começaram a conversar com ela e acharam o máximo ela cozinhar e tal, e o clima estava tão amigável que pedimos pra abrir uma garrafa de vinho lá e a dona Dulce disse que tudo bem desde que ela pudesse tomar também. Quando nos demos conta já tinhamos abrido 3 garrafas e todas as 3 mesas estavam tomando do nosso vinho com a gente, causamos no restaurantinho! Até um segurança fardado e armado que estava almoçando lá bebeu um copinho com a gente hahahaha Voltamos para o oasis e de lá todos nós iriamos para destinos diferentes, pegamos um taxi de volta pra cidade até a rodoviária e de lá cada um foi pra um canto. Porém algumas semanas depois o Inglês viria pra SP e me encontrei com ele aqui e fizemos uns roles juntos. Cheguei em Lima já de noite, entre 21h ~ 22h onde um amigo, o Jorge, me esperava e me levou pra jantar e mostrar um pouco da cidade de carro e depois me deixou no hostel que eu havia reservado no dia anterior pelo hostel world. Preciso comentar como conheci o Jorge e pq dele ir me esperar, uns 7 meses antes eu fui pra Florianópolis num congresso e estava esperando o ônibus circular que vai do aeroporto até a rodoviária, e nisso esse ser de uns 50 anos aparece pedindo informação em espanhol, eu prontamente respondi em espanhol e aí começamos a conversar mais, pegamos o ônibus juntos, e depois rachamos um táxi da rodoviária até nossos respectivos hostels. Porém trocamos whatsapp e ficamos em contato, ele pediu caso precisasse de alguma ajuda já que é difícil a comunicação em portugues pra ele. Resumindo, nos 5 dias que fiquei em florianópolis, vi ele em 4 e fizemos algo junto, ele ficou mega agradecido pois nunca havia aproveitado tanto uma viagem pelo fato de ter alguém traduzindo e ajudando ele. Fiquei igualmente feliz, quando eu viajo acho sensacional quando alguém faz esse tipo de coisa por mim e pude retribuir. Porém mal sabia eu que meses depois estaria em Lima e ele é quem retribuiria tudo, viver é demais! hahahaha Aqui te um video deles tirando vinho do vaso com uma taquara pra provarmos https://photos.app.goo.gl/7w0NDq8KnxMiGcDi2 Continua...
  3. Dia 13 - 02/11 - ICA Foi um day-off, passei o dia na cidade entre o hostel e o restaurante que fui almoçar e jantar, deixei algumas roupas na lavanderia de manhã pra pegar no final da tarde e a noite peguei um onibus em direção a Lima, viajaria a madrugada toda. Dia 14 - 03/11 - ICA Cheguei em Lima umas 8h da manhã, tomei um café num carrinho de rua ao lado da rodoviária e embarquei novamente no ônibus para ir até Ica. Cheguei em Ica por volta de umas 13h e da rodoviária raxei um taxi com duas coreanas até o oásis de huacachina. Eu tinha feito uma reserva no hostel Banana's Adventure, que é um pouco mais caro se comparado aos outros mas está incluso um passeio de bug no valor da hospedagem, o que acaba compensando muito. E o hostel era sensacional! Um dos melhores que já estive em todas as minhas viagens, clima muito legal, galera animada, curti demais! Passei o dia nas dunas do oásis e no hostel, combinei de mais tarde encontrar os 2 franceses e o inglês que fizeram o trekking comigo em huaraz e estavam no oasis também. Nos encontramos na pracinha vilarejo e ficamos lá conversando e conhecendo mais gente que cada um de nós conheceu nos hostels e chamou pra ir também, mó clima de amigos do interior hahahaha Continua...
  4. Dia 12 - 01/11 - Huaraz Acordamos um pouco mais tarde nesse dia, umas 7h, tomamos café e partimos caminhar entre o vilarejo pra chegar na estrada onde uma van nos esperava. Não foram nem 2 horas e já tinhamos chegado no local em que tivemos que esperar a van na verdade, pois ela não estava lá ainda. Havia um pequeno mercadinho com mesas onde nos sentamos e ficamos lá aguardando e conversando mais ainda, nosso grupo foi sensacional pois todo mundo era gente boa, tirando o australiano, e ficamos bem amigos durante esses dias. Enfrentamos umas 4 horas de estrada pra voltar até huaraz, com uma parada num mirador muito bonito. Combinamos entre todos do nosso grupo de nos encontrarmos mais tarde pra tomar mais chuchuhuasi e conversar, e a noite lá estávamos sentado na calçada rindo mais e nos divertindo. Foi também o momento de se despedir de alguns que seguiram para lugares diferentes... Continua...
  5. Dia 11 - 31/10 - Huaraz Novamente despertamos umas 6h, tomamos café e umas 7h já estávamos partindo. O Céu estava lindo e limpo, porém muito frio. Havia pequenas poças de águas congeladas inclusive. Iniciamos a subida que seria a mais puxada de todas, mas confesso que depois da subida e sufoco com a chuva do dia anterior, essa subida foi tranquila, até mesmo pq a paisagem era sensacional, dava um ânimo enorme de subir e encarar ela hahaha Demoramos 2 horas pra chegar a Ponta Union, ponto mais alto da nossa viagem e que nos leva para o outro lado das montanhas onde há outro vale, esse bem mais verde e com menos picos nevados. A vista lá do alto e a sensação de se chegar lá é incrível, ficamos lá mais de um hora tirando fotos, conversando e contemplando. Sensacional!!! Depois descemos tudo o que tínhamos subido anteriormente, só que do outro lado da montanha, caminhamos mais mais umas 4 horas praticamente sem subidas e descidas e chegamos ao posto de saida do parque, ou entrada para quem começa por ali. Tínhamos a opção de dormir ali que havia um espaço pra acampar ou caminhar mais uns 15m~30m que já estaríamos num vilarejo e teríamos banheiro por 5 soles e poderíamos jogar futebol com o pessoal de lá. Escolhemos caminhar até o vilarejo, e chegando lá tinha umas mulheres vendendo bebidas, eu não sou de tomar coca-cola, mas depois de 3 dias de caminhada e apesar do frio, um suor grande por causa do sol e da caminhada, nunca uma coca-cola desceu tão bem quanto aquela, digna de comercial deles. Guardamos tudo, fizemos uma pequena refeição e fomos jogar bola contra o time do povo local. Como nosso grupo tinha gente de vários lugares do mundo, foi um amistoso entre os times do Peru x Resto do Mundo, perdemos por 2 x 1 hahahaha Mas meu, correr na altitude é algo surreal, todo mundo que subia pra atacar não aguentava voltar pra marcar não, enquanto aqueles peruanos baixinhos corriam que nem loucos pra lá e pra cá! hahaha Jantamos e conversamos mais um monte, já era clima de trekking completo pois no outro dia seria uma caminhada leve de no máximo 2 horas só pra chegar até o ponto em que a van nos esperava para nos levar até a cidade. Continua...
  6. Dia 10 - 30/10 - Huaraz Por volta de umas 6h já estávamos sendo acordados pelo nosso guia, Jullio, para irmos despertando que o café seria servido em alguns minutos. Nesse momento também quem deixou garrafas vazia no dia anterior com o cozinheiro pegava elas de volta cheias com agua filtrada/fervida por ele. Por volta de 7h já estávamos quase começando a caminhada pelo largo vale, enquanto o sol ia se levantando nas nossas costas e iluminando os picos das montanhas ao nosso redor. O segundo dia é o mais puxado e pesado e já sabíamos disso, porém o primeiro trecho foi tranquilo, praticamente uma reta com pequenas subidas e descidas. Primeira parada foi em um lago formado pelo degelo das montanhas, o australiano chato deu um tibum no gelado lago, mal sabia ele que levaria uma multa por isso no final do trekking pq é proibido. alguns quilômetros mais chegamos no ponto que teríamos a primeira subida um pouco mais puxada se comparada com todas as outras que tivemos e pegariamos um caminho pela esquerda. Esse caminho a esquerda nos levaria até paredão de montanhas e que depois de uma subida muito muito dura chegaríamos em uma linda lagoa, essa subida foi mais puxada que a citada anteriormente tanto que a polonesa do nosso grupo tinha um ritmo um pouco mais lento e nem arriscou subir conosco e nos esperou lá embaixo no pé da montanha. O tempo que estava muito bom e com um céu limpo começou a mudar assim que começamos a subir em direção a lagoa e no topo dela depois de uns 30m de termos chegado ao topo, começou a garoar. É incrível como o tempo muda muito rápido nas montanhas, depois de varias fotos e de descansar começamos a descer assim que começou a chuva começou a engrossar. Descemos praticamente correndo pois cada vez mais aumentava a chuva, fui o primeiro a descer pq estava bem fisicamente e não queria ficar ensopado não (apesar de estar usando uma capa de chuva, já que estava forte mesmo). Tínhamos que voltar até o ponto em que pegamos o caminho pra esquerda e continuar reto para chegarmos no acampamento, e juro que fizemos esse caminho em uns 40 minutos pra voltar, enquanto pra ir sem chuva levamento mais de 2 horas, tudo pra correr dessa bendita chuva hahaha Chegando ao ponto, caminhamos por mais 1 hora e chegamos no acampamento por volta de umas 14h que já estava montado e nosso almoço já pronto, todos comeram e foram pra barraca dar um cochilo. Nessa hora eu já estava exausto, dormi do jeito que eu tava com a roupa meio úmida ainda e foi a melhor soneca que eu tive na minha vida! Durou umas 2 horinhas e foi num saco de dormir com um chão duro mas o cansaço era tanto que eu praticamente entrei em coma, o Gari que estava na barraco comigo teve que me chacoalhar forte pq a Enara não conseguiu me acordar somente me cutucando e falando comigo, eles brincaram achando que eu tinha morrido (“Brasil! Brasil! Uhhh, Pensé que estaba muerto” - Frase dita pelo Gari assim que acordei hahahaha). Nessa noite um dos franceses que já trabalhou como cozinheiro e ficou amigo do cozinheiro do nosso grupo queria cozinhar e cuidou do nosso rango, confesso que não lembro o que comemos, mas tava bom, assim como todas as outras refeições que tivemos. Como todos já tinham tirado uma boa soneca e estavam bem, ficamos conversando por muito tempo ainda e tomando chuchuhuasi, uma espécie de chá misturado com frutas e alguma bebida alcoólica. Mas era bem fraco e gostoso, e como era uma bebida quente e lá estava beirando 0 graus, caiu muito bem. O guia também nos reuniu pra dizer como seria o dia seguinte, parte do grupo sairia mais cedo e iria ser acompanhado pelo nosso cozinheiro pois eles escolheram fazer o trekking de 3 dias e 2 noites, enquanto o resto faria em 4 dias e 3 noites. Nos despedimos das 2 francesas, da sueca, do neozelandês, do australiano e fomos dormir. -Montanha da Paramount Pictures Continua...
  7. Dia 9 - 29/10 - Huaraz Um pouco antes das 6h uma van passou me pegar no hostel, ela estava meio vazia ainda e só tinha 3 pessoas + o motorista. Fomos passando em outros hostels e recolhendo mais gente pra finalmente completarmos um grupo com 13 pessoas, dos mais diferentes locais, Inglaterra, País Basco, França, Austrália, Nova Zelândia, Suécia, Polónia e eu, o Brasileiro perdido lá no meio hahahaha. Iniciamos o trekking pela por cashapampa e paramos num vilarejo no meio do caminho para tomar café. Nesse momento sentei na mesa com os 2 bascos e comecei a ficar amigo deles. Do café seguimos mais 1 horinha de estrada para o local em que começariamos o trekking. Lá encontramos nosso guia, cozinheiro e o muleiro, eles haviam acabado de completar um trekking com outro grupo que fez o percurso inverso do qual faríamos e já iniciaria outro conosco. Iniciamos a caminhada no primeiro dia por volta de umas 11h sempre seguindo o sentido contrário de um rio que corria entre 2 montanhas que formavam um estreito vale cheio de pequenas quedas de água, lindas paisagens! E às 14h já estávamos no primeiro acampamento que é já ficava numa parte mais larga e plana do vale, o cozinheiro chegou quase junto conosco e preparou um almoço leve pq não jantariamos tão tarde. A caminhada desse primeiro dia foi bem tranquila e fomos num ritmo super bom, quase não paramos, todos estavam bem fisicamente. Contando os 4 dias de trekking que fariamos e dando um spoiler, o primeiro dia só não é mais fácil que o ultimo dia, mas ainda é tranquilo. Como ainda tínhamos muito tempo foi o momento de todos conversarem e se conhecerem melhor. Tirando o Australiano que era mega chato e isso se provou no final do trekking onde todos reclamaram dele, o grupo era demais! O Julio, nosso guia, nos levou até uma pedra de uns 3 mts pertinho do acampamento para “brincarmos” de escalar até o jantar ficar pronto. Voltamos e conversamos mais ainda, jantamos e umas 20h já estamos indo para as barracas dormir. Eu dividi a barraca com os 2 bascos, a Enara e o Gari, nós 3 tínhamos conhecido um ao outro naquela manhã no café da manhã e a noite estávamos dividindo alguns metros quadrados da barraca hahahaha Mas foi muito legal e engraçado, parecia que eramos amigos a anos e falávamos de tudo, cada um com sua história, sonhos, pensamentos e tudo mais, foi incrível! Alias se tem uma coisa que marcou minha viagem muito mais do que os lugares e paisagens que eu vi, foram as pessoas. Essas sim fizeram toda a diferença e deixaram tudo mais mágico! E foi assim também com esses 2 bascos filhos da mãe que praticamente me adotaram no trekking e viraram meus amigos hahahaha Continua...
  8. Dia 8 - 28/10 - Huaraz Como combinado no dia anterior com o Denise, por volta de umas 9h o micro passou no meu hostel para me buscar e irmos até o glaciar pastoruri. No micro havia um grupo de estudantes do ensino médio e mais um ou outro turista. O Guia que nos acompanhou era também uma espécie de professor, e no caminho até o Glaciar que durou no máximo umas 2h, com algumas paradas, ele foi dando várias informações e contando histórias. Eu gostei, aprendi algumas coisas sobre o clima e história da região. No caminho de ida o onibus fez uma parada em um restaurante onde podiamos tomar chá de coca e comprar folhas também, e quem quisesse almoçar lá quando voltássemos teria que deixar reservado. Não reserver pois eu tinha levado alguns lanchinhos e almoçaria mais tarde na cidade mesmo. Em certo momento da viagem o ônibus sai da estrada asfaltada e pega uma estrada de terra, de boas condições, em direção as montanhas, esse trecho já faz parte do parque nacional huascaran. Ele faz a primeira parada no posto de controle onde quem não tem compra o bilhete para entrar no parque ou quem já comprou na cidade apresenta o bilhete. Em seguida ele faz mais 2 paradas, uma numa fonte de agua natural gaseificada e outra na pequena laguna de 7 colores, onde dependendo do clima, sol, temperatura, a água assume uma cor diferente. Não achei nada demais esses 2 lugares, a não ser a bela vista proporcionada ao fundo. Mais um pouco chegamos a base a 5.000mts de altura e de lá subiriamos até o Glaciar. Fomos um dos primeiros a chegar e o clima estava bom, só um pouco nublado, o que foi bem tranquilizador pois na estrada dava pra ver alguns trechos que chovia muito. E aí fica uma lição importante sobre as montanhas, o clima muda muito rápido, é incrivel! Do nada uma chuva cede espaço pra um céu limpo, mas do nada o inverso acontece também. Ok, da base começamos a subir e caminhamos cerca de 2,5km até o glaciar, nesse momento o guia deixa cada por si e apenas acompanha caso alguém passe mal ou algo assim, e como muitas pessoas vão lá, todos se misturam. A caminhada de 2,5km faz vocẽ subir uns 400mts, saindo de 5.000mts e indo pra 5.4000mts, e nesse trecho vi muita gente passando mal, dores de cabeça, cansaço, vomito, tudo por causa da altitude. Como eu já tinha pedalado 2 dias antes e ficado mais 1 dia na cidade de boa, estava super aclimatado já e não senti nada além de um cansaço um pouco mais forte que o normal, por isso estar aclimatado é muito importante. A caminhada é tranquila em um trecho quase que asfaltado, nivel fácil, faz muito muito frio e é dificil ficar sem luvas ou gorro, mas o que pega mesmo é a altitude. Ao chegar o Glaciar é lindo, imponente e curioso também, achei o máximo! O tempo estava começando a fechar e começou a “garoar”, porém devido a altitude e o frio essas gotas se tornavam em neve. No total devo ter ficado quase 1h lá em cima, tirei fotos, admirei tudo, e quando a chuva/neve começou a engrossar comecei a descer, pois descobri que neve molha! hahahahaha Fim do passeio, voltamos pro restaurante na estrada onde quem reservou o almoço comeu, e depois voltamos pra cidade. E novamente quase logo após descer do onibus, encontro o Denise caminhando pela rua! E nesse momento que eu fui me dar conta o quão popular ele é, ele conhecia todo mundo do comércio local, telefone tocando a todo momento, ele é mega querido na cidade. É aquele tipo de cara que se tornaria vereador fácil fácil por causa da carisma hahaha Enfim, chegando lá ele já tinha cuidado das coisas pra eu começar o trekking Santa Cruz no dia seguinte, conseguiu um ótimo preço pra mim e se certificou que o guia que iria com o grupo era bom, os equipamentos de boa qualidade, a comida era boa e suficiente, enfim, viu todos os detalhes pois ele já trabalhou como guia nesse trekking e sabe como deve ser as coisas. Ele me deu todas as dicas necessárias e ainda foi comigo até o mercado popular comprar uma capa de chuva. Paramos numa lanchonete pra comer alguma coisinha e nos despedirmos pois 2 dias depois ele voltaria para a região das minas trabalhar como policial e só voltaria pra Huaraz 23 dias depois. Agradeci por tudo que ele fez por mim sem querer nada em troca, não sei se consegui expressar tudo aqui no relato mas o Denise foi uma espécie de anjo pra mim, é uma das pessoas mais bondosas que eu já conheci e sem dúvidas vou me lembrar dele pelo resto da minha vida, aprendi muito com ele sobre, digamos assim, sobre fazer o bem sem esperar nada em troca! Passei no mercado comprar algumas coisas pra levar no trekking que se iniciaria no seguinte, voltei ao hostel e deixei tudo pronto para o dia seguinte pois a van passaria umas 5h~6h me recolher. Continua...
  9. Dia 7 - 27/10 - Huaraz No roteiro original o plano para o segundo dia era ir pro glaciar pastoruri, porém depois da aventura do dia anterior decidi ficar na cidade pra descansar. Dormi até umas 10h da manhã (primeira vez q dormi bastante desde o início da viagem) e sai caminhar e conhecer a cidade de fato, pois no dia anterior conheci o Denise já na primeira agência e não tive tempo de ver a cidade. Bom, lá estou eu caminhando indo em direção ao mercado municipal e quem eu encontro no caminho? O Denise! hahaha A cidade não é tão grande então esse tipo de coisa acontece mesmo. No dia anterior eu tinha comentado pra ele que eu trabalhava com TI e ele comentou que estava com problemas no computador dele, me ofereci pra ajudar (era o mínimo depois dele ter me levado pra pedalar né). Fui até a casa dele e dei uma limpa no pc dele. Deu a hora do almoço e ele sugeriu irmos numa cevicheria e lá fomos. Um restaurante bom, meio afastado da praça central e frequentado somente pelo povo local, ou seja, comida autêntica por um preço justo. Comemos cada um ceviche com choclo delicioso. Depois disso o Denise precisava encontrar um cereal específico lá que a família dele pediu pra ele comprar já que todos estavam trabalhando. Como eu não tinha planos e ele convidou pra ir junto, fui com ele caminhar e conversar mais. Caminhamos até um local meio afastado do centro em que 2 vezes por semana funciona uma feira em que o pessoal que vive no campo traz seus produtos para serem vendidos, havia de tudo lá, desde animais vivos até plantas exóticas, e o local era mega sujo e a céu aberto. Por recomendação do Denise eu não tirei fotos e nem dei muita pinta de turista, aliás não vi nenhum turista lá também, é um negócio bem voltado pro povo local mesmo. O Denise comprou o que precisava e então caminhamos até a casa da família dele deixar a compra lá. De lá o Denise ia passar no escritório do parque nacional de Huascarán conversar com um amigo e pegar alguns mapas com ele, pois por mais que o Denise não seja mais guia ele contribui muito ainda com o pessoal que trabalha na área e ama as montanhas. Aproveitei pra comprar meu boleto turístico para visitar os pontos dentro do parque nos próximos dias. Depois disso fui com ele até o cemitério da cidade, onde sua mãe e irmã trabalhavam vendendo flores na porta e ele foi ajudar elas. Eu não queria atrapalhar e por isso fiquei de canto só olhando, só de estar ali já estava sendo uma baita experiência (também sou de uma origem muito humilde, por isso valorizo muito esse tipo de coisa), mas em certo momento um casal de gringos queriam comprar umas flores e só falavam inglês, aí eu ajudei na venda traduzindo algumas coisas hahaha (O Denise fala inglês, mas ele tinha ido buscar mais flores no carro nesse momento). Por volta de umas 17h me despedi de todos e voltei para o hostel, o Denise disse que cuidaria de reservar meu passeio no dia seguinte para o Glaciar Pastoruri por um preço justo e com uma boa agência. Dito e feito, horas depois ele me mandou um whats dizendo que umas 8:30 o micro ônibus passaria no meu hostel e me custaria 35 soles. Conheci uma americana no hostel que havia acabado de voltar do trekking Sta Cruz, que eu faria nos dias seguintes, e saímos pra comer uma pizza e conversar, ela contou como foi a experiência e deu pra eu ter uma ideia do que esperar. Assim acabou o segundo dia em Huaraz, esse sim foi de descanso hahaha (Quase nehnuma foto pq o dia foi leve) -Vista da casa do Denise -La gordita Continua...
  10. Dia 6 - 26/10 - Huaraz Depois de mais uma madrugada inteira viajando de ônibus (foram 3 seguidas hahaha) finalmente cheguei em Huaraz a 3.000mts de altura, era umas 5h da manhã. Peguei um taxi até meu hostel, o Churup Guesthouse (não é o mais o econômico, mas como Huaraz era o objetivo principal da minha viagem, optei por mais conforto) . Meu check-in seria somente a partir das 13h, mas eles gentilmente me deixaram ficar numa sala de espera e quando o dia amanheceu me deixaram guardar minha mochila na sala de bagagens deles. Tomei café lá no hostel mesmo pagando alguns soles por isso. Huaraz era é a única cidade que eu havia planejado o que faria e tinha um roteiro, e o plano para o primeiro dia era ficar de boa na cidade, me aclimatar com a altitude e pesquisar nas agências os passeios e preços. Bom, eu tinha um roteiro né, mas a minha loucura me fez jogar ele fora quando eu aceitei um convite de um, até então, estranho. Vou contar essa história… Era umas 9h da manhã e na primeira agência que cheguei para pegar infos, o cara que me atendeu manjava muito dos passeios mas não sabia dos preços e ficava perguntando para o chefe, na mesa ao lado, os valores. Achei estranho, mas ok. Minutos depois o mesmo vendedor percebeu que eu era brasileiro e me reconheceu do couchsurfing, pois eu havia publicado minha viagem lá. Ele disse que costuma receber hóspedes na casa dele pelo couchsurfing mas que não me ofereceu pois já tinha gente lá. Então ele simplesmente parou de tentar vender os pacotes, falou pra eu parar de pesquisar preços pois ele ia me ajudar, e me convidou para ir pedalar com ele às 11h. Eu aceitei na hora, na cara e na coragem, ele parecia ser uma boa pessoa. Bom, voltei ao hostel pegar minha mochila de ataque, trocar de roupa, e fui me encontrar com ele às 11h no local combinado. Ele já tinha uma bicicleta e me levou para alugar uma pra mim. Aluguei por 25 soles uma bike + capacete + luvas. E nesse meio-tempo pude conversar mais com ele e tudo foi ficando mais claro e fazendo sentido. Ele se chama Denise (com “e” no final mesmo) e é um ex-guia que largou a profissão para ser policial nas minas que ficam ao redor de Huaraz. Ele estava na agência que eu o encontrei cobrindo um amigo que trabalha lá e que não poderia trabalhar pela manhã. E digamos que ele carrega o espírito couchsurfing com ele, de proporcionar boas e novas experiências para viajantes e os ajudar. Bom, até então eu estava tudo o máximo, mas não tinha ideia da aventura que eu me meti hahaha. A “Pedalada” dele seria pelas montanhas que cercam huaraz, pedalarÍamos quase 5 horas, fazendo um uphill por uma estrada de terra e depois um downhill por uma antiga trilha Inca. Eu ando muito de bicicleta, mas nada tão puxado assim, e eu nunca fiz um downhill! HAHAHAHA Mas ok, eu estava em forma e ia ser uma baita experiência, isso não estava no roteiro. Colocamos as bicicletas em cima de uma kombi e fomos com ela até Paria, um distrito rural afastado de Huaraz, nesse ponto chegamos a 3.400mts de altura. Lá compramos pão, banana, chocolate e água. Seria nossa refeição naquele dia. Então iniciamos a ascensão pela estrada, não é uma subida extremamente íngreme mas ela é contínua. Possuía raros trechos de reta e mais raros ainda de descida, porém como o ponto final antes de realmente voltar pra cidade era mais alto, sempre que havia um trecho de descida era sinal de mais esforço depois pra subir de novo hahaha. Não consegui acompanhar o ritmo do Denise mas também não fui uma tartaruga, conseguimos seguir bem e confesso que conversamos pouco, precisava me concentrar para respirar pois fazer um uphill a 3.500mts de altura não é fácil. Por sorte eu não tive sintomas do mal de atitude, só o cansaço mesmo. Mas a cada 30 minutos pelo menos dávamos uma descansada. Quase no final, depois de 14km eu achei que não aguentaria pois nesse momento tive as piores câimbras da minha vida, nas 2 pernas nas mesma regiões da coxa. Naquele momento se amputaram minhas 2 pernas eu acho que ia doer menos do que as câimbras, sério, foi tenso. Ali paramos pelo menos uns 15 minutos e caminhei um pouco a pé mesmo pq pedalar tava osso. Mas só faltava 1km pra chegar até o ponto que seria somente descida e consegui pedalar mais um pouco até lá. Depois de 15.800km de subida chegamos ao ponto que iniciariamos o downhill. Apesar do cansaço, foi incrível! Pedalar em direção aos montes nevados e tendo uma vista de todo o vale de Huaraz cercado de montanhas é lindo. Não consegui tirar muitas fotos se não ia ter que parar a cada 5 minutos pois era uma vista mais bela que a aoutra. Após contemplar a vista e descansar um pouco, hora de descer. O Caminho que faríamos é o mesmo usado por moradores que saiam dos seus vilarejos para subir aos pastos cuidar de seus animais, porém o Denise disse que é o mesmo caminho usado pelos incas quando passaram por aquela região e que possui centenas de anos. Alguns trechos do caminho eram de pedras e com escadarias com pontos que tínhamos que descer e carregar a bike, nem o Denise que era acostumado conseguir descer em cima da bike. Olha no que eu fui me meter hahaha. Mas peguei o jeito e me senti confiável e consegui acompanhar bem o Denise, teve um ponto que ele se distanciou e por causa das curvas e eu não consegui ver ele, quando eu me aproximei novamente eu vi ele empurrando a bike por um trecho que eu passei em cima da minha mesmo, sem descer, ele se assustou e perguntou se eu tinha passado sem empurrar, pq ele não conseguiu. Eu disse que sim e só depois me dei conta que desci um trecho cheio de pedras enormes hahaha. Enfim, menos de 1h depois já havíamos chegado na cidade. Fui devolver a bike com o Denise, trocamos número de telefone nessa hora pra manter o contato. O Denise foi pra casa dele ajudar em algumas coisas que a família dele pediu e eu fui pro hostel descansar. Depois só sai comer algo ali perto mas já voltei pq estava exausto. E bom, o primeiro dia que o plano era só descansar se tornou um dos dias mais cansativos da viagem, mas que valeu super a pena. Posso dizer que fiz um amigo em Huaraz, que inclusive conversamos até hoje 1 ano depois, e fiz algo totalmente diferente. Um downhill numa trilha Inca cara!!! -Pegando a Kombi até o ponto de partida já nas montanhas -Huaraz bem no centro do vale ao fundo, nesse ponto começamos a pedalar -O destino antes de começarmos a descer era o vale (quebrada) entre a primeira e segunda montanha -A primeira quebrada que passamos, entramos no comecinho dela pra cruzar o rio e sair na estrada do outro lado na mesma altura que estava no momento dessa foto -A Magrela -Momento que eu tive as piores Câimbras da minha vida (E que o Denise, sacana, registrou hahaha) -Ponto final da subida depois de quase 16km. Começamos a descer a partir desse ponto -Parte da trilha inca que fizemos o downhill! (Essa parte ainda era fácil hahaha) - Denise, que se tornou um grande amigo e me ajudou muito nos dias seguintes em Huaraz -Aqui nosso roteiro feito pelo maps, a parte de descida não consegui traçar no calculo da rota e por isso pintei. Imaginos que no total pedalamos uns 23km E bom, foi assim meu primeiro dia em Huaraz, e que dia! Continua...
  11. Dia 5 - 25/10 - Trujillo Cheguei em Trujillo umas 5h da manhã também, esperei na rodoviária pelo nascer do sol e fui caminhar pela cidade em direção ao centro. Trujillo é uma cidade bem maior que as anteriores e com uma estrutura mais desenvolvida, com ônibus no transporte publico mesmo e tal, mesmo que antigos. Tomei café em uma padaria perto da praça, entrei nas igrejas que tinham por lá, e peguei um ônibus até um shopping. Precisava trocar mais dólares por soles e usar o wi-fi pra dar notícias de que eu estava vivo ainda. Usei o wi-fi e o banheiro do starbucks, que aliás é o meu banheiro preferido pra qualquer lugar que eu viajo (mesmo sem comprar nada no $tarBucks hahaha). Sentei num sofá do shopping e aproveitei pra ver o que poderia fazer em Trujillo, os passeios não me chamaram muita a atenção e eu estava acabado depois de dormir 2 noites seguidas em ônibus enquanto viajava. Decidi ficar por lá descansando confortavelmente e almoçar lá também. Depois do almoço peguei um ônibus e fui pra região da praia passar o resto do dia lá, não que eu ia entrar na água mas só pra relaxar de uma maneira diferente, decidi que seria uma espécie de day-off devido a preguiça (uma das vantagens de não ter roteiro definido). Passei a tarde toda num botequinho em frente a praia conversando com uma ou outra pessoa que aparecia por lá, e com o gentil dono do botequim. Vi o pôr do sol lá também que foi bem bonito com o pier e as canoas tradicionais dos pescadores. Peguei um ônibus de volta para o centro onde encontrei um amigo que conheci pelo couchsurfing e foi me dando várias dicas sobre tudo e tal via whatsapp. Fomos caminhando do centro até a rodoviária pois decidi que iria partir para Huaraz naquela noite mesmo e encarar mais noite de viagem no ônibus. A principal atração de Trujillo são as 2 huacas incas que a cidade abriga, por mais que eu tenha curtido demais, eu já estava cansado de ver museu e ruínas antigas e decidi não gastar sei lá, uns 40 soles pra visitar esses 2 locais e tal. Não digo para não visitarem lá, mas é que eu não estava no feeling aquele dia pra fazer isso e foi uma decisão pessoal. Provavelmente se eu fosse visitar, por estar desanimado não curtiria tanto por já estar bem desgastado. Mas enfim, a cidade é charmosinha e valeu a pena passar por lá pra relaxar e ver Naharban que conheci pelo CS e conversar um pouco. Continua...
  12. Dia 4 - 24/10 - Cajamarca Sai de Chiclayo no dia anterior às 20h e cheguei em Cajamarca umas 5h da manhã. Eu não sabia nada de Cajamarca e fui parar lá apenas por indicação, então eu ia passar o dia lá e dependendo como fosse procuraria um hostel pra ficar mais um dia por lá. Cajamarca fica numa região alta, à 2.700mts de altura, e foi bom eu ter ido pra lá pois dei uma aclimatada leve em uma cidade não tão alta, já que dias depois eu iria pra Huaraz. Cheguei às 5h na rodoviária e ainda estava muito escuro, pedi pra deixar minha mochila no guarda-volumes (praticamente todas as empresas fazem isso pra você lá de graça), aguardei o dia começar a clarear e sai caminhar pela cidade em direção ao centro, parei só para tomar um café num carrinho de rua igual desses hotdog mas que servia um suco tradicional deles lá e pão, conversei com o casal que cuidava do carrinho e o outro cara que tomava café lá também e segui para a plaza de armas. A cidade possui uma praça muito charmosa, uma das mais bonitas que já vi, possui uma igreja antiga que não há torres como todas as outras pra evitar pagar impostos na época colonial e várias construções antigas muito bem preservadas e pintadas. Próximo dali há uma escadaria que permite subir num mirador pra ter uma vista do alto da cidade, consegui subir a tempo de ver o sol nascer. Foi lindo ver o sol surgindo entre as montanhas e iluminando a cidade que fica num grande vale plano cercado de montanhas (que não possuem os picos nevados como mais ao sul do Peru, já que ali o clima é quente e mais próximo do equador e da amazônia peruana). Depois disso voltei ao centro pra ver em algumas agências os passeios disponíveis, e fechei 2. Um até o Cumbemayo e outro até ventanilla de otuzco. Como ainda faltava 2 horas para o passeio ainda, fui caminhar mais um pouco, tomar um café mais reforçado numa cafeteria ali perto e usar o wi-fi um pouco pra pegar mais infos da cidade. Um ponto curioso é que cajamarca recebe turistas e tem uma estrutura melhor que chiclayo, mas a grande maioria é de origem peruana mesmo. Não vi ninguém de outra nacionalidade por lá, e olha que rodei algumas agências até achar o menor preço e depois todos os micro ônibus foram juntos e chegaram juntos no local de visita. Outra coisa é que o povo local em grande maioria é descendente de cajamarquinos, e é comum falarem no dialeto deles e preservar a cultura, tanto que as roupas deles são bem tradicionais e não é nada encenado como em outras regiões do Peru que é tudo pra turista ver, lá o pessoal vive dessa forma mesmo. Bom fomos até cumbemayo, um campo arqueológico que possui o aqueduto de 8km que leva água das montanhas até a cidade e que foi construído em 1.000a.c. Bom, isso é o que parece, mas o guia disse que estudos mostraram que a cidade de Cajamarca possuía um abastecimento de agua muito bom o que não era preciso isso, o que traz a hipótese que o aqueduto era na verdade pra uma espécie de santuário e culto à água, pois o próprio local onde começa o aqueduto também possui uma formação rochosa bem diferente e é um santuário para a natureza, inclusive eram feitos sacrifícios em um altar de pedra. O aqueduto apesar da simplicidade impressiona como a mais de 3.000 anos atrás conseguiram construir um aqueduto que levava água por mais de 8km e tendo um desnível de no máximo alguns metros em sua extensão de 8km pelas MONTANHAS! A formação rochosa do local também é cercada de mistérios e há várias lendas. Vale muito a pena conhecer o local! Foi lá que eu tomei o meu primeiro chá de coca vendido por um cajamarquino na entrada do sitio. O nosso guia, que não me lembro o nome agora, foi sensacional, ele também era descendente de cajamarquino e falava o dialeto do povo, além de tudo ele também era um historiador e estava prestes a publicar um livro sobre a história local e tudo mais, nosso grupo fez uns caminhos diferentes dos outros grupos com outros guias e tenho certeza que aprendemos bem mais graças aos conhecimentos do nosso guia. Certo momento enquanto ele contava uma lenda cajamarquina entre as montanhas, 3 crianças que moravam dentro da região do sítio cantaram no idioma deles uma música sobre essa lenda. Posso até ter sido enganado e toda essa parte ter sido encenação, mas de qualquer forma foi bonito! hahaha Cada um do grupo deu 1 sole pra cada criança hahaha Bom, voltamos pra cidade, fui almoçar e depois iríamos para outro passeio. Esse daria pra ter ido de transporte público mas também era bem barato e ele passava em outros pontos então decidi ir com a agência. O Guia era mais baixo nível que o anterior mas explicou algumas coisas, passamos num bosque de flores, numa fazenda de queijo, e fomos finalmente até ventanilla de otuzco, que é um cemitério já da época Inca em que numa formação rochosa havia um monte de janelinhas que era os túmulos. Nada tão extravagante no passeio, mas interessante. Nesse passeio eu conheci a Carla, uma bombeira que vivia em Lima e foi pra Cajamarca fazer um curso e tinha um day-off. Na volta desse passeio peguei informações com o guia pra ir até as águas termais da cidade, a Carla decidiu me acompanhar e descemos no meio do caminho pra pegar uma kombi e ir até o local por conta própria. Paramos quase ao lado das águas termais “Baños del Inca”, pagamos uma mixaria pra entrar e reservei por 30m uma banheira particular. Como já estava escuro a piscina comunitária já estava fechada. Há uma parte do local que é possível ver o solo vulcânico e água surgindo de lá a temperaturas altíssimas. Tem uma placa dizendo que se cair morreu hahaha depois disso peguei um taxi até uma galeria perto do centro, jantei por lá e caminhei até a rodoviária. Decidi que partiria pra Trujillo aquela noite, os outros passeios em Cajamarca eram só com agências mesmo, mais distantes, e não muito diferente dos que eu já tinha feito ou não me chamaram muita a atenção. Me despedi da Carla ainda na galeria mas mantivemos contato, eu iria pra Lima alguns dias depois e talvez ela já estaria lá também. Valeu super a pena passar por Cajamarca, é uma cidade que está crescendo turisticamente e possui planos de o aeroporto local receber voos diretos de Cusco para quem sabe aumentar o movimento turístico, já que o aeroporto da cidade só recebe voos direto de Lima hoje e via terrestre direto de Lima a viagem é muito longa. Mas se tiver a oportunidade vale a pena conhecer a cidade e passar lá pelo menos mais um dia. -Praça central -Igreja sem torres -Escadaria para o mirador -Vista do mirador -Cumbe Mayo, um santuário pré-inca -Rocha que lembra um moai -Meu primeiro chá de coca -Aqueduto -Almoço em Cajamarca -Ventanillas de Otuzco -Baños del Inca Continua...
  13. O seguinte relato é atrasado pq a falta de tempo do ultimo ano não me permitiu escrever e organizar tudo antes. Mas estou fazendo agora pois pode ser útil, eu mesmo não achei muita informação sobre alguns lugares que visitei e descobri tudo por lá na raça Em outubro de 2016 fui para Chiclayo, no norte do Peru, por causa de uma promoção de passagem (paguei somente R$630 ida e volta!) e iniciei meu mochilão de 19 dias por lá sem roteiro definido, o unico planejamento era passar alguns dias a mais em Huaraz pra fazer o trekking Santa Cruz. Não sei se vou conseguir transmitir isso no relato, mas essa viagem foi muito mais que visitar locais bonitos, eu consegui experimentar o dia-a-dia deles lá em várias situações, desde as mais simples até as mais inusitadas como vender flores na porta do cemitério! No final vou postar todos os preços de forma mais detalhada, durante o relato não vou focar muito nisso. Dia 1 - 21/10 - Chiclayo Pousei em Chiclayo por volta de umas 14h da tarde. Fiz uma reserva pelo hostelworld no hostel "Casa Cima" dias antes da viagem e o Liam, dono do hostel, entrou em contato comigo e disse que me encontraria no aeroporto pois o hostel era bem próximo e caminhariamos até lá. Achei diferente e curioso, mas ele não cobraria nada por isso e aceitei de boa. No caminho do aeroporto até o hostel fomos conversando e descobri que ela é um ex-militar inglês que vive em Chiclayo pois se casou com uma peruana e tem uma filha. O hostel não é bem um hostel, é um apartamento grande, na cobertura, que ele vive com a esposa e filha e aluga 3 quartos para hospedes. Antes de chegar no hostel paramos num botequinho pra conversar mais e beber algo. EM seguida fomos pro hostel pra eu deixar minhas coisas e depois eu precisava trocar dolares por soles. O Liam se ofereceu e foi comigo até o centro trocar dolares em lugares confiaveis, pegamos um taxi por 4 soles (eu não planejava andar de taxi na viagem, queria economizar né, mas quando descobri o preço deles em chiclayo me dei a esse luxo em algumas situações hahaha). Era umas 17h ainda e em um folheto da cidade que o Liam me entregou vi que a praia ficava a uns 9km de chiclayo e tinha um pier lá. Decidi que iria até lá pra ver o por do sol do pacifico e o Liam me explicou como chegar lá de forma economica (a palavra magica do mochileiro hahaha). O transporte público de Chiclayo não possui onibus, possui "Kombis" que na verdade são vans, o pessoal das grandes cidades e que já foram pra região periferica ou mais distantes sabem do que eu estou falando. Segui a infos do Liam de onde pegar a Kombi e em qual direção ir, cheguei na garagem das kombis, perguntei qual ia pra "Pimentel" e peguei uma. Me custou 3 soles e eu rodei 9km até lá. Cheguei, caminhei pelo pier, tomei um suco e usei o wi-fi, apreciei o por do sol, comi um espetinho na rua (que até hoje não sei exatamente que carne era HAHAHA), e peguei a kombi de volta pro centro Chiclayo e depois um taxi até o hostel. Chegando na cidade, fui comer numa lanchonete quase ao lado do hostel. -Kombi indo pra Pimentel -Pier em Pimental -Por do Sol em Pimentel -Espetinho de Rua https://photos.app.goo.gl/Su4N7kypVY35SwUK2 -Nesse link tem um video do cobrador anunciando o destino da kombi e abrindo a porta pros passageiros Dia 2 - 22/10 - Chiclayo Eu li que Chiclayo ficava numa região rica em arqueologia, com várias descobertas importantes de culturas pré-incas, os mochas eque viveram entra 100 a.c. e 800 d.c. entre outros. Sabendo disso e seguindo algumas dicas do Liam, decidi que ia pra uma cidade vizinha visitar 2 museus e em seguida ia pra outra cidade para o complexo arqueológico Túcume com piramides de 2000 anos atras. Aí começa a aventura! Fui umas 8h pra garagem das kombis novamente e peguei uma até Lambayeque. Lá visitei o museu Brüning e o museu Tumbas Reales de Sipán. O museu Brüning é simples, não achei tão legal, mas possui uma ala com itens do culto sexual dos mochas enorme, nunca tinha visto tanta escultura de pênis hahahaha. Os caras esculpiam pênis em todas as ceramicas! hahaha Em seguida fui caminhando pro museu Tumbas Reales de Sipán, esse sim era interessante de modo geral. A história do senhor Sipán, um dos achados mais importantes da arqueologia mundial pois ele se tratava de um grande governador e a sua tumba estava intacta, nunca foi saqueada nem nada, e por isso puderam estudar a fundo tudo. Em seguida peguei outra kombi e fui pra um vilarejo vizinho visitar o complexo arqueologico com umas piramides e tal. A kombi me deixou no vilarejo umas 11h, estava tendo uma feira de rua a aproveitei caminhar lá. Em seguida peguei um tuk-tuk que me deixou na entrada do complexo. E como a região lá é um deserto, chegou a hora de caminhar no sol infernal hahaha O Complexo possuia 26 estruturas em piramides mocha, e muita coisa ainda estava sendo estudada e visitantes não acessar algumas areas. Foi legal e diferente, subi num mirador pra ter uma vista completa do complexo. Após umas 3h por lá peguei um tuk-tuk de volta pro vilarejo, almocei por incriveis 6 soles num restaurante familiar pequeno que tinha 2 mesas somente, conversei um monte com a mesa do lado e com a dona do restaurante que disse que foi a primeira vez que alguém de outro país comeu lá. (pra vocês terem ideia de como não é comum turistas naquela região e muito menos ainda mochileiros que se permitem a ter essa experiencia de transporte publico e de forma economica, sem auxilio de agencias hahaha) E bom, não sou a pessoa mais fascinada do mundo por arqueologia, mas já que estava lá tinha que conhecer tudo isso né. E que bela escolha! Sai fascinado pela história, cultura, costumes. Aprender tudo vendo os vestigios da época ao vivo e visitando os próprios lugares é uma bela experiência! Peguei uma kombi de volta direto pra Chiclayo e cheguei umas 17h por lá. Na noite do dia seguinte eu iria pra Cajarmaca por indicações do Liam e um taxista que conversei bastante e então fui comprar a passagem. Passei no mercado comprar algumas coisas pra comer. E depois no hostel fui ver o que poderia fazer no dia seguinte e descansar. Estava acabado por causa do sol do deserto hahaha - Ceramica XXX - museu tumba reales de sipán, a construção do museu é no mesmo formato em que as piramides da época eram construidas - mirador para as piramides. Como elas foram construidas de adobe a 2000 anos, por fora elas são assim bem diferentes do conceito de piramide que conhecemos -Escavações -prato de comida que me custou 5 soles, Muy Rica! Dia 3 - 23/10 - Chiclayo Decidi que iria pra outro complexo arqueologico nesse dia, no caso o local em que encontraram a tumba do sr Sipán, e em seguida iria pra o "Santuario Histórico Bosque de Pómac" que nada mais é que um bosque no meio do deserto que com umas piramides de 1000 anos atras também, mas por já terem sido exploradas e estudada, era possivel subir no topo delas! Bom, umas 8h sai e fui pegar a kombi pra Huaca Rajada que ficava numa cidade vizinha também pra conhecer o complexo arqueológico onde encontraram a tumba do Sr Sipan. Lá estava tendo uma excursão de uma escola com um professor dando explicações, perguntei pro auxiliar se eu poderia ir seguindo eles pra ouvir tudo e permitiram, aprendi mais um monte de coisas, animal!!! De lá peguei uma kombi e voltei pra Chiclayo pra pegar outra kombi em direção ao bosque. Paguei 5 soles e viajei 60km de Kombi até a entrada do bosque na beira da rodovia, lá almocei num restaurante na beira da estrada também quase em frente ao bosque. Comida feita num fogão a lenha, que delicia! Me custou 10 soles. Depois de alimentado, paguei 10 soles pra um tuk-tuk rodar comigo dentro do bosque já que cada ponto de visita lá dentro ficava bem distante, rodamos uns 30km no total lá dentro. Lá vi uma arvore com mais de 500 anos de idade, subi num mirador pra ter uma vista completa do bosque que floresceu em pleno deserto por conta de um rio que passa por lá, e depois fui ver 2 piramides que havia no meio do bosque e que era praticamente um parque de diversão pois é aberto pro publico subir nela e tudo mais. Depois peguei uma kombi na beira da estrada novamente para chiclayo. Enquanto esperava a kombi, um caminhãozinho parou me oferecendo carona, mas eles iam até metade do caminho só e eu teria que pegar uma kombi de qualquer jeito, no caso a mesma que passaria ali. Recusei e esperei a kombi ali mesmo. Chegando em chiclayo umas 17h fui arrumar minhas coisas, comi algo e fui pra rodoviaria pegar o onibus umas 20h pra Cajamarca. A viagem duraria a madrugada toda e eu aproveitei pra dormir e economizar uma diaria. -Representação da tumba do senhor sipán no local real onde foi encontrado, porém a ossada e tesouro real estão no museu que visitei no dia anterior -Rodovia para chegar no bosque -Restaurante em frente ao bosque -Almoço feito no fogão a lenha -Arvore de mais de 500 anos -Vista do bosque seco em cima de um mirador -Topo da piramide -No meio do nada esperando a Kombosa hahaha E assim terminou minha passagem por Chiclayo. Fui na cara e na coragem e curti demais, aprendi um monte! Foi o tipo de rolê que eu escolheria não fazer se tivesse planejado antes, e que não saberia o que estaria perdendo. Continua...
  14. André Amaral1502434479

    Huaraz

    Eu to indo também no dia 21 pro Peru e pretendo o Santa Cruz. Em quais datas vc pretende estar em Huaraz para fazer o trekking?
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