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Murilo Andrade

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Tudo que Murilo Andrade postou

  1. BELO HORIZONTE: 02 – 01 – 2017: Saí de Vitória da Conquista na noite anterior, chegando a tarde em Belo Horizonte. Fui de “carona” conseguida através do aplicativo Blablacar, o motorista dirigia muito bem e a viagem ficou bem em conta, recomendo demais. Chegando em BH, fui para um hotel (Hotel Madrid – somente para passar uma noite é razoável) próximo a rodoviária, pois no outro dia viajaria para Brumadinho. Aproveitei a tarde para passear pelo Centro de BH, saindo da praça Rio Branco em direção ao Mercado Central de Belo Horizonte. Cidade excelente para uma boa caminhada, tanto pela qualidade das ruas, quanto pela sensação de segurança. O mercado é um local com muita variedade de produtos, especialmente de comidas (rs). Destaco o restaurante Casa Cheia, com uma vista do alto de todo o interior do mercado, oferece um cardápio excelente, ao começar pelas deliciosas almôndegas exóticas: Continuei batendo perna pelo centro de BH, a cada esquina um prédio, igreja, casa com arquitetura interessante. Cidade muito boa de percorrer a pé. Fiquei impressionado com Igreja de São José: A noite retornei ao hotel para descansar. BRUMADINHO: 03 – 01 – 2017: No dia anterior já havia comprado minha passagem de ida e volta para Brumadinho, com chegada e partida no estacionamento do Instituto Inhotim, centro de arte contemporânea de renome mundial. Já estava com ingresso a postos, comprado antes da viagem. Fui para a rodoviária bem cedo, chegando em Inhotim por volta das 09:30h, onde descemos no estacionamento da própria instituição. Deixei minha mochila na recepção do local, desde o início percebi a excepcional estrutura do local. Digo desde já que não entendo nada de arte, apenas gosto de admirar o que instiga à reflexão e (nem sempre rs) é belo. O lugar é impressionante, para todo lado que você olha enxerga alguma coisa impressionante, sejam as representantes da flora brasileira e mundial (o Instituto possui a maior coleção de palmeiras do mundo) sejam, claro, as esplêndidas obras de arte contemporânea espalhadas por todo o local. O Instituto é imenso, devendo ser feito um planejamento prévio sobre por onde vai se iniciar o passeio, recomendo começar pelo lado esquerdo do instituto, especialmente por causa da enorme ladeira no circuito laranja. O mapa fornecido na entrada é de imensa ajuda e sua utilização é bem intuitiva, ademais o parque é bem sinalizado e possui funcionários muito prestativos. Destaco algumas obras que mais me interessaram no Instituto Inhotim. Galeria Adriana Varejão, um conjunto imenso de obras em azulejos em uma estrutura impressionante, visceras e órgãos humanos substituem cimento e tijolos nessa parede: Essa obra, bastante interativa (viewing machine), oferece um panorama incrível e uma nova forma de ver não só do parque, mas de todo o seu entorno servindo como um gigantesco monóculo com caleidoscopio: Esta obra achei muito interessante ao propor demonstrar o poder do acaso (beam drop inhotim), no qual o artista, usando um guindaste, deixou cair sobre um poço de concreto uma série de vigas de aço: Árvore de metal interagindo com árvores de verdade (Elevazione): Galeria Cosmococas, um lugar incrivel e de grande interatividade. Piscina onde podemos mergulhar os pés, redes onde podemos deitar, chão inesperado..são diversas as propostas. Foi o lugar que mais gostei nesse primeiro dia de visitas: Ao final das visita, beeem cansado, fui aguardar o transfer do Hostel70. Ali já conheci pessoas que estavam hospedadas no local. A própria dona do hostel foi-nos buscar, Nathi, uma pessoa excepcional. O hostel, um local simples e muito bem localizado, superou as minhas expectativas especialmente pelo atendimento, todas as pessoas que ali trabalham se mostraram super atenciosas e prestativas. Naquela mesma tarde fomos a um morro local em busca do por do sol, mas em razão do tempo nublado não podemos ver, em compensação apresentou-se uma paisagem deslumbrante e o belo momento no qual as brumas (névoa) tomam conta das serras de Brumadinho, serpenteando por entre os morros: De volta ao Hostel, fiquei por ali mesmo, após o jantar, hora de bater papo até tarde da noite com os outros hóspedes. Dei sorte de encontrar uma galera super gente boa, desde fotografo e professores de São Paulo até estudantes “black blocks” de Brasília, passando uma adolescente que tinha “fugido” de casa, para quem acabei dando consulta jurídica a mesma e ao pai que estava na França rs 04 – 01 – 2017 Acordei cedo, após um bom café da manhã no Hostel70, partimos para mais um dia de desbravamento do Inhotim. Já levei minha mochila, pois de lá mesmo voltaria para Belo Horizonte. Dessa vez fiz o percurso mais longo (roteiro rosa) e com uma ladeira gigante (rs). Como era o dia de gratuidade, o local estava lotado. Por isso fui direto para a última obra, no fim do percurso, Som da Terra, uma cúpula na qual encontra-se um poço com 202m de profundidade com microfones que captam os sons emitidos pelo terra. Não sou nem um pouco místico, mas ali é um lugar mágico sem sombra de dúvidas. Fiquei por um bom tempo, refletindo ao som das profundezas da terra e descansando após a longa caminhada kkk: Saindo dali fui até a uma galeria, uma impressionante cúpula espelhada no meio da mata, que guarda a obra Lama a Lâmina – que resgara o confronto entre os orixás que representam o ferro e a fauna. Apesar de, na minha humilde opinião, expor a destruição da natureza que tanto assola o nosso país e, em especial, aquela região de minas amplamente atingida pela exploração mineral: Dirige-me depois a galerias que expõe uma série de obras de áudio, vídeo e imagens: Na galeria Claudia Andujar estava acontecendo uma exposição fotográfica com a temática de índios do Brasil: Na galeria Miguel Rio Branco haviam expostas imagens e vídeos projetados em tecidos com a temática de nudez, muito interessante ao nos dar uma visão leve e reflexiva sobre o tema: Ainda passei no complexo do Instituto no qual se localiza biblioteca, lanchonete e uma enorme coleção taxonômica de borboletas. Fui para o estacionamento, onde o ônibus da Viação Pássaro Verde já aguardava para retornarmos para Belo Horizonte. Algumas considerações sobre Inhotim: - O acesso à Inhotim por ônibus é bem tranquilo, com ônibus saindo diariamente da rodoviária de Belo Horizonte, com destino tanto ao próprio instituto quanto a cidade de Brumadinho. - A caminhada é nível médio, é bom ter disposição, caso não, vale a pena contratar o uso dos carrinhos para se deslocar pelo complexo. - Em todo o instituo encontram-se banheiros e bebedouros, muito bem cuidados. Quanto a água, vale a pena levar uma garrafinha em razão das distâncias a serem percorridas. Existem restaurantes e lanchonetes, com preços condizentes com o local, vale a pena levar umas barras de cereais ou lanches mais práticos rs. - O uso do mapa é fundamental, mas os funcionários e uma excelente sinalização dá segurança para se deslocar pelo parque. - Recomendo ao menos dois dias de visitação, tempo suficiente para ver todo o parque. Ver, não conhecer, pois ai seriam necessárias algumas semanas rs. Fiz o circuito amarelo e laranja no primeiro dia e o rosa no segundo, mas no pique e com bastante disposição...mas, não contratei os carrinhos kkkk - Por fim, destaco que, por mais que não entenda-se nada de arte contemporânea, o Inhotim é um local impressionante tanto pela estrutura quanto, especialmente, pela natureza e pelas obras ali existentes. OURO PRETO 04/01/2017 Cheguei na rodoviária de Belo Horizonte e imediatamente comprei minha passagem para Ouro Preto, viagem bem tranquila, cheguei em Ouro Preto por volta das 20:00h, fui andando até o hostel (Brumas Hostel – uma enorme casa colonial no alto da cidade, com uma estrutura simples, compensada pela disposição dos proprietários do local e pelo excelente café da manhã rs, e a 1 minuto de caminhada da praça principal da cidade). Fui procurar um local para comer, sai do hostel, passei por uma igreja e me deparei com a seguinte imagem, que deixou-me impactado pela impressionante arquitetura colonial na noite de Ouro Preto: Senti naquele momento o que as fotos nos livros e internet não conseguem traduzir, ver mais de três séculos de história ao vivo e a cores é outra coisa rs. Fui até uma hamburgueria na praça principal da cidade, hambúrguer muito bom. Voltei ao hostel para descansar, mas lá encontrei um fotografo de Montes Claros, muito gente boa, e voltamos até a famosa Rua Conde de Bobadela para tomar a famosa cachaça mineira. 05/01/2017 Acordei cedo, afinal era dia de conhecer a Ouro Preto. Meu café da manhã, o tradicional colonial mineiro, foi com essas vistas: A mesma imagem da noite anterior, mais ampla e tão bela quanto a cidade no período noturno, com o pico do Itacolomi ao fundo: A praça Tiradentes, principal da cidade, onde se localiza o Museu da Inconfidência, que vale a pena demais a visita e de onde tirei a foto seguinte, e antiga Escola de Minas de Ouro Preto, ao fundo na imagem: Após visitar o Museu da Inconfidência, saí dali e iniciei um périplo pelo lado oeste da cidade, visitando primeiro a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, onde conheci uma sanfoneira de São Paulo, excelente musicista e fã de Elomar rs. Deu boas dicas sobre a cidade. Foto da igreja: Fui até o Teatro Municipal de Ouro Preto, o mais antigo do Brasil. Depois passando por um beco, saí na Rua Conde da Bobadela dos bares (Porão), restaurantes e botecos (Satélite) da cidade: Dei uma volta pelos fundos da Igreja do Carmo, passando pela Escola de Odontologia de Ouro Preto, após uma boa caminhada, já saí na lateral da Igreja de São Francisco de Assis, cujo largo se localiza uma feirinha de artesanato, com muita coisa feita de cristais e outros minerais: Por fim, voltei para almoçar no restaurante Forno de Barro, na praça da Inconfidência, onde serve a tradicional e deliciosa comida mineira. Reencontrei também almoçando lá a sanfoneira paulistana e o fotógrafo de Montes Claros, além de conhecer um estudante alemão de intercambio que estava hospedado no Brumas Hostel também. Após o almoço, saímos nós três para um passeio pelo lado leste da cidade, começando por uma visita pelo interior da Igreja de São Francisco de Assis. Depois seguimos até as Igrejas Nossa Senhora da Conceição (segunda foto a partir do pátio da Mercês) e Nossa Senhora das Mercês (na primeira foto a partir da frente da Conceição): Fomos até uma uma antiga mina de ouro, não entramos, apenas tomamos um belo açaí para recuperar as forças e enfrentar novamente as ladeiras no retorno ao hostel. A noite fomos, eu, o estudante alemão e um professor de história para O Porão novamente, um bom papo acompanhado por uma cerveja estupidamente gelada. 06/01/2017 Madruguei para assistir o nascer do sol, ao lado da igreja de São Francisco de Assis: Igreja de Santa Efigênia no topo ao lado do sol nascente: Inicialmente, tinha previsto que nesse dia iria até Mariana. Mas, acabei decido-me por ir, juntamente com o intercambista alemão, até o Pico do Itacolomy (1.772m) pela trilha de 7 Km no parque de mesmo nome. Fomos de ônibus até a entrada do parque e dali a pé em direção ao centro de visitantes (5km), mas demos sorte de pegar uma carona após 2km rsrs A trilha é mediana, mas conta com pontos íngremes, locais nos quais inclusive precisa-se de apoio das mãos na subida, mas as paisagens são surpreendentemente belas a cada passo dado. Vista de Ouro Preto: Após uma longa e sinuosa trilha, chegamos ao Pico do Itacolomy, local de onde dá para visualizar a cidade de Mariana: Saindo do local do pico, após subir uma trilha apertada em meio as pedras chega-se ao topo da serra do Itacolomy, uma bela visão de 360º na qual se vê a imensidão das terras mineiras: Tivemos que descer a trilha meio que na pressa rs, uma vez que começou a se formar uma forte tempestade com fortíssimos trovões, para nossa sorte pegamos chuva apenas próximo do centro de visitantes: Após a longa e sedenta trilha de volta (levem muita água rs) até o centro de visitantes, voltamos de carona até a cidade. Lá após um pesado almoço mineiro, pegamos carona com o fotografo de Montes Claros para Belo Horizonte, sem tempo nem para tomar um banho kkk. Algumas considerações sobre Ouro Preto: - Ouro Preto tem uma boa estrutura turística, com diversas opções de turismo histórico-cultural e bares/restaurantes. - Andar pela cidade é uma excelente opção para turistar, mas é importante ter folego para enfrentar as ladeiras da cidade rsrs. - A visita das igrejas é imperdível, mas diante dos custos vale a pena selecionar umas duas para conhecer (a Igreja de São Francisco é fundamental). - Mariana é visita “obrigatória” para quem vai para Ouro Preto, mas diante do meu tempo exíguo preferi fazer a trilha do Pico do Itacolomy. - Por fim, vale a pena demais conhecer trezentos anos de história do Brasil, passando pelos períodos do Brasil colônia e sua mineração, a inconfidência, as escolas de minas e odontologia, além da impressionante arquitetura das igrejas e palacetes. BELO HORIZONTE: 06 – 01 – 2017: Chegamos em BH já a noite, fui para o apartamento no qual havia reservado um quarto através do Airbnb. Fui muito bem recebido pelos proprietários, pessoas super hospitaleiras, além de estar localizado em um excelente local, próximo a estação de trem de Belo Horizonte. A noite fui para ao famoso Edificio Maletta com o pessoal que conheci em Ouro Preto, lá tomamos uma no Objetoria, depois saímos para o Sindicato do Choppe: 07 – 01 – 2017: Tirei a manhã para conhecer o complexo cultural da Praça da Liberdade, um complexo de museus e centros culturais no entorno de uma belíssima praça, na imagem com o Edíficio Niemeyer ao fundo: Fui primeiro ao Centro Cultural Banco do Brasil, no qual ocorria uma exposição de arte denominada ComCiência, que trazia uma interessante proposta sobre a perspectiva da vida humana e animal em um futuro distópico: Agora, o Memorial Minas Gerais Vale, focado na história do estado de Minas e do seu povo com interessante acervo de mídia sobre a formação do povo mineiro: Saindo dali fui até o Museu das Minas e dos Metais, focado na metalurgia e mineração, atividade de forte importância econômica em Minas a ponto de inclusive oferecer o primeiro nome ao Estado. Lá encontra-se farto acervo audiovisual e interativo, além de grande coleção de minérios, inclusive um meteorito no qual todos os visitantes podem tocar. Na imagem, o Museu de Minas e dos Metais e ao fundo o Espaço de Conhecimento da UFMG, dedicado as ciências: Enquanto esperava a abertura do planetário do Espaço do Conhecimento da UFMG fui até a famosa Sorveteria São Domingos, sem dúvida o sorvete mais delicioso que já tomei. No Espaço pude assistir a uma representação de uma noite nos céus da Inglaterra que inspirou Shakespeare em seus escritos. Na volta para o apartamento onde estava hospedado passei no Parque Municipal Américo Gianetti, uma bela peça de interação entre arquitetura e a natureza no centro de uma metrópole, e além de parar na interseção da Avenida Bahia com a Álvares Cabral (a “quando cruza Ipiranga a Avenida São João” de BH), afinal nada mais beozontino que subir Bahia e descer Floresta: No período da tarde fui até a Praça do Papa, no alto da cidade de Belo Horizonte, emoldurada pela Serra do Curral ao fundo. Além de ter um dos mais belos por-sol, acompanhado por centenas de pessoas: No mais, sem dúvida, a melhor vista de Belo Horizonte também está aqui: Voltei para o apartamento por volta das 21:00hs, pois no outro dia teria que acordar cedo para não perder o trem para Governador Valadares. Algumas considerações sobre Belo Horizonte: - Ouro Preto tem uma excelente estrutura urbana (transporte público, opções de lazer noturno, etc), com diversas opções de turismo histórico-cultural e bares/restaurantes. - Andar pela cidade é uma excelente opção para turistar, ruas amplas e praticamente sem ladeiras e onde qualquer um pode facilmente se localizar em razão da organização bem racional e planejada das vias públicas. - Fiquei muito pouco tempo na cidade, pequei por não ter conhecido todos os lugares mais interessantes da cidade, mas isso serve como desculpa para voltar em outra oportunidade rsrs 08 – 01 – 2017: Acordei cedo, pois o trem sairia as 07:00 (sem atrasos rs) da estação central de Belo Horizonte, ainda bem que fiquei hospedado bem próximo de lá. Vagões confortáveis, com televisores e tomada individual, além de vagão restaurante e serviço de bordo (almoço incluso): O melhor dessa viagem de mais de 600km sem dúvida foram as belas paisagens vistas pela janela do trem, minas gigantescas, pontes que desafiam grandes distâncias, bucólicas cidadezinhas a beira da ferrovia, florestas e fazendas: GOVERNADOR VALADARES: 08 – 01 – 2017: Cheguei em Governado Valadares por volta das 15:00hs, Célio Nobre já me aguardava nas proximidades da estação de trem. Próximo destino - Pico da Ibituruna. Objetivo – voo livre de parapente: Lá de cima além de avistarmos a cidade de Governador Valadares, ainda se tem uma vista em 360º da imensidão dos Gerais, que dão o segundo nome desse tão belo Estado: Simplesmente incrível a sensação de liberdade e paz, nenhum resquício de medo ou temor, apenas admiração naquele momento: Após esse incrível voo, fui ao shopping dar tempo até o horário de ir a rodoviária pegar meu ônibus com destino a Bahia rs Algumas considerações sobre a viagem de trem e Governador Valadares: - Viagem de trem foi uma das partes mais surpreendentes deste meu périplo mineiro, já que nunca tinha viajado assim, experiência que valeu demais a pena a um custo menor até mesmo que viagem de ônibus. Recomendo demais. Vale a pena ficar algum tempo no último vagão, vista incrível. - O voo de parapente em Gov. Valadares não tenho palavras para descrever, apenas isso.
  2. 14/09/2017: Dia de minha partida para o Marajó, saindo do terminal hidroviário de Belém as 08:00hs, na lancha rápida Golfinho I: Uma viagem rápida (02hs até Soure), confortável (poltronas acolchoadas, ar condicionado e TV) e com uma boa visão das águas da baia do Guajará. MARAJÓ 14/09/2017: Cheguei em Soure por volta das 10:00hs: No porto há vários moto-taxistas a espera de passageiros, peguei um deles para ir até minha hospedagem na Refazenda Marajoara, reservada no AirBnb. Os moto-taxis além de serem um meio de transporte ágil e mais em conta, são excelentes guias de turismo. Só usei táxis em raríssimos momentos. Minha hospedagem na casa do casal Gabriella e Anders foi excepcional, um local muito bom, tranquilo e, apesar da simplicidade, com todo o necessário para uma boa estadia. Em que pese estar a uma boa caminhada do centro, consegui me deslocar com tranquilidade pela região graças aos moto-taxis. Como não poderia deixar de falar, os búfalos são onipresentes no Marajó, olha minha visão diária da janela do meu quarto: Com a fome batendo forte, tratei de pedir logo um filé marajoara, nunca imaginei que carne de búfalo fosse tão boa: A tarde meu destino foi a fazenda São Jeronimo, que oferece um passeio composto por diversas etapas (navegação por igarapé, caminhada na praia e no mangue e, a incrível, cavalgada em búfalos). Na foto abaixo, estamos chegando na praia, já na foz do igarapé, após um bom tempo de navegação entre a mata: Após caminhada na praia, ingressamos no mangue, no qual se encontra passarelas suspensas, nas quais podemos conhecer com profundidade tal ambiente natural: Agora, a tão aguardada montaria em búfalos, bom demais: Chegada na sede da Fazenda São Jerônimo: Não posso deixar de falar do Sr. Brito, proprietário da fazenda, super receptivo e que gosta de contar bons causos. Voltando da Fazenda São Jeronimo, direto para tomar meu tão esperado açaí amazônico, encontrado em todos os restaurantes e lanchonetes de Soure. É uma experiência beeem diferente para quem, como eu, estava acostumado com açaí doce e gelado com granola, banana, etc. Aqui é uma porção muito bem servida acompanhada de açúcar, farinha e tapioca (farinha grossa), é uma verdadeira refeição: 15/09/2017: Logo cedo, dia de andar pela cidade de Soure, que se destaca por ter ruas totalmente alinhadas e nominadas por números cardinais e ordinais, o que permite se localizar com certa precisão. Agora os famosos búfalos policiais, mansos demais, permitem até que os turistas montem nos animais. Ademais, os policiais são extremamente gentis e receptivos, narrando diversas histórias sobre esses animais, seu treinamento e aventuras policiais nas terras marajoaras: Saindo da praça principal da cidade, fui ao Artcouro Curtume, local onde você pode ver todo o processo de produção de artesanato em couro, desde o momento da curtição do couro de búfalo até a fabricação dos produtos artesanais (bolsa, sandálias, cinto, etc): Agora, o ateliê Mbarayo, comandado por Carlos Amaral e sua esposa, que é uma pessoa excelente e que cativou a mim e outras pessoas que visitavam o local. Não sou muito de comprar souvenires, mas não resisti ao artesanato marajoara “de raiz” rs, comprei um uarabo para minha namorada e um cumaru e um canguçar para mim. Foto do local: Depois fui ao estúdio de artesanato de Ronaldo Guedes, com uma cerâmica mais elaborada e diversificada. Ali também comprei algumas coisas, especialmente os muiraquitãs, amuletos da sorte dos povos tradicionais amazônicos: Lembrando que todas essas andanças por Soure fiz de moto-taxi, inclusive meu próximo destino com hora marcada para voltar rs, a praia de Barra Velha: A praia é de uma beleza diferente, selvagem, apesar das barracas de praia as suas margens. O banho é mais para os corajosos em razão das arraias, uma vez que estamos na foz de um rio, para as quais somos alertados a todos os instantes inclusive com histórias de encontros muito dolorosos com elas. Em uma das barracas, comi o delicioso Filhote, peixe afamado na Amazônia, sem qualquer requinte, mas, muito sabor. Cena interessante, pescadores jogando tarrafa e usando botas de borracha, é o medo das arraias: A tarde, hora de visitar a Fazenda Bom Jesus, dessa vez o próprio pessoal da fazenda busca e leva de volta à Soure o visitante. O passeio consiste em uma longa caminhada entre as duas sedes da fazenda, passando por riachos, lagoas, pastos e mata. Ao longo dessa caminho encontramos diversos animais, desde guarás com sua linda plumagem vermelha à jacarés, de tranquilas capivaras a velozes macacos, além disso andamos em meio a búfalos e cavalos marajoaras, que são criados na fazenda: Horizonte a perder de vista: Fui na época da seca, mas o melhor momento é na época das fortes chuvas, uma vez que permite também a navegação com canoas. Pequenos pontos vermelhos, os guarás, que fazem uma linda revoada: Agora, as tranquilas capivaras, que permitem uma boa aproximação, tirei até selfie com elas kkk: Ao final da longa caminhada, chegamos na segunda sede da fazenda, onde nos espera um delicioso lanche com suco de fruta, bolos e queijos temperados com sabores regionais. Um passeio imperdível. 16/09/2017: Pela manhã, fiz umas boas andanças por toda a Soure, para me despedir da cidade. Já depois do almoço, peguei hora de voltar para Belém. Temos que pegar um micro-onibus até Salvaterra, atravessando de balsa um rio e percorrendo uns bons quilômetros de estrada. Ali peguei outra lancha para uma viagem mais rápida e confortável. Algumas considerações sobre Soure: - Todos os moradores se mostram muito prestativos e receptivos. De qualquer forma, como em toda cidade brasileira, é importante estar atento ao andar pelas ruas, especialmente ao anoitecer. - Os moto-taxis são a melhor opção de transporte e informações turísticas na cidade, lembrando que capacete é algo inexistente naquelas bandas rs. - Existem boas praias lá, mas fiquei desanimando em tomar banho com tantas histórias sobre como é dolorida a ferroada das arraias kkk. - Os passeios nas fazendas São Jerônimo e Bom Jesus, bem diferentes entre si, são imperdíveis, recomendo e assino embaixo. - Existem outras opções de passeios em Salvaterra e Joanes, mas, pelo meu pouco tempo, acabei não fazendo, mas todos me falaram muito bem deles.
  3. BELÉM 01 11/09/2017 Cheguei em Belém por volta das 20:30hs, desembarcamos no Terminal Hidroviário da cidade. Dali parti (Uber, finalmente kk) para o Galeria Hostel. O albergue muito amplo, com uma boa estrutura (ar condicionado : D) e uma localização perfeita, próximos a pontos de ônibus, táxi e do Boulevard Shopping de Belém. Destaco a prestatividade da equipe do hostel, sempre dando boas dicas e, inclusive, guardaram minha rede (que trouxe para casa kk) quando fui para o Marajó. Decidi inaugurar logo minha tour gastronômica pelo Pará rsrs. Primeiro, tomar o tacacá no Tomaz Culinária do Pará: Diferente demais de tudo que já comi, tentei encontrar o sabor da farinha e aipim baiana, mas não consegui achar rs. 12/09/2017 Dia de conhecer a cidade de Belém. Andei bastante de ônibus, usando o aplicativo Movit, confiável e fácil de usar. Primeiro destino foi o complexo da Feliz Lustiânia, que concentra diversas construções no centro histórico de Belém, com museus (das 11 janelas, do círio), Igreja da Sé, Forte do Presépio e prédios públicos históricos. Há também, nas ruas os resquícios do primeiro bonde elétrico do Brasil. A Igreja da Sé, na qual inicia-se o Círio de Nazaré, ou o Círio para os mais íntimos, que é uma festa onipresente nas conversas dos moradores de Belém: Logo ao lado está o Forte do Presépio, núcleo central e original da cidade de Belém, construído para proteger a entrada da baia do Guajará que dá acesso ao interior da Amazônia, assim como o Forte de São José de Macapá protege a outra entrada. Vista da muralha exterior a partir do fosso que cerca o forte: Fui também ao Museu Casa das 11 Janelas, ali ao lado. Um museu de arte contemporânea com um lindo e aprazível jardim aos fundos, com uma bela vista para a baia do Guajará. Parei para descansar um pouco, tomando uma água de coco, o que é sempre bom e recomendável no calor da Amazônia. Agora, o Ver-O-Peso, uma diversidade de cheiros, cores e sabores inseridos em um verdadeiro mercado popular, sem qualquer maquiagem ou artificialidade. Ali estão os verdadeiros paraenses buscando seu açaí de cada dia: Quem passa por ali, ao menos tem que sentar nas barracas de sucos e aproveitar a diversidade de frutas amazônicas em todos os seus exóticos sabores. Com pavilhões divididos entre ervas medicinais, de frutas, de tucupi, de artesanato, de lanchonetes e de comércio de peixes, que fica naquele prédio azul ao fundo, que é o pavilhão símbolo do Ver-O-Peso. Fui almoçar na Estação das Docas, um verdadeiro cenário de filme: Ali se encontram restaurantes, sorveterias (CAIRU, a melhor), lojas e lanchonetes, além da exposição de diversos itens históricos. Um espaço muito interessante e dinâmico, totalmente climatizado, o que é de grande ajuda no calor amazônico. Na hora do almoço escolhi o menu paraense disponibilizado pelo restaurante Lá em Casa da Estação das Docas, não é barato, mas dá uma boa ideia da cozinha regional. O menu paraense é composto por patinhas de caranguejo à milanesa, caranguejo refogado, iscas de pirarucu, maniçoba e pato no tucupi, além do acompanhamento de feijão manteiguinha e refresco e sorvete de cupuaçu: Pato no tucupi muito bom, gostei do caranguejo e do pirarucu, mas senti falta da farinha baiana, fininha. Outra coisa, os sabores paraenses são muuuito diferentes, então, preparem-se para sabores novos e fortes. Voltei para o hostel, tirei um bom cochilo e depois sair para bater perna no entorno do hostel, que é uma das coisas que mais gosto de fazer, andar no meio do povo, conhecer o dia a dia da cidade que visito. A noite, voltei para a Estação das Docas, dessa vez para experimentar as cervejas artesanais da Amazon Beer: O ambiente da Estação das Docas é muito agradável, com ar condicionado no seu interior, e com o lado de fora muito ameno a noite, em razão de estar as margens da baia do Guajará. Voltei para o hostel e, após um lanche no Uata Burguer (excelentes hamburguês caseiros, em um estacionamento de food trucks na frente do hostel), fui ao Roxy Bar, lugar muito descolado e lotado kk. 13/09/2017 Mais um dia de passeios, meu destino agora é o Espaço São José do Liberto, um antigo presídio da cidade de Belém, transformado em espaço cultural, com um museu de mineração, loja de artesanato com muita diversidade, além de contar com ateliês e lojas de joias. Foto do pátio central do local: Próximo destino, praça da República e o Teatro da Paz. Tudo muito imponente, especialmente o teatro tanto por fora quanto por dentro, revelando a ostentação dos períodos áureos da borracha. Durante a visita ao interior do teatro: Na praça da República fica também o tradicional bar do parque, que se encontrava em reforma, e o Cine Olympia, o cinema em atividade mais antigo do Brasil. Agora, o Museu Emilio Goeldi, um parque zoobotânico interessantíssimo no interior da cidade de Belém, contanto com diversos animais e espécies botânicas, além de diversas placas exibindo biografias de pessoas envolvidas com a vida amazônica e descrevendo plantas e animais, bem didáticas. Destaco o castelinho, uma caixa d’água que se tornou uma verdadeira obra arquitetônica: Não posso deixar de postar aqui a foto que simboliza bem o título de cidade das mangueiras consagrado à Belém, as ruas são dominadas por enormes “pés” de manga por diversos bairros: Saindo do museu Emilio Goeldi fui até a Basílica de Belém, destino final do círio de Nazaré, uma igreja imponente e com um enorme pátio a frente: Belém 02 16/09/2017 Cheguei em Belém por volta das 16:00hs, após passar no hostel para deixar minhas coisas, parti direto para a famosa lanchonete Portinha. Dei o azar de nesse dia ter ido ao ar uma visita da apresentadora Angélica ali, estava lotado!!! Lugar pequeno e simples, em uma vizinhança desconfiável rs: Mas, ali encontrei a combinação perfeita do Jambu, nunca comi salgados tão gostosos na minha vida. Comendo na rua, apoiado em uma janela comendo Esfiha de Pato com Jambu e Tucupi e embrulhadinho de tomates secos, com mussarela de búfala, jambú e castanhas com suco de acerola: Após uma boa caminhada saindo do Portinha, fui ao Mangal das Garças. Um dos jardins mais belos que já vi em toda minha vida, com todo respeito a Inhotim, emoldurado por dezenas de pássaros, especialmente as que dão nome ao lugar, garças, e guarás: Fui ao bar Mormaço, mas encontrava-se fechado, infelizmente rs. 17/09/2017: Dia de conhecer o entorno de Belém, escolhi ir a Icoaraci, longa viagem de ônibus. Antes, fui a praça da República novamente, dessa vez para conhecer a feira de artesanato, muita coisa interessante e barata, aproveitei para comprar mais umas lembranças para levar para a Bahia: Fui para Icoaraci, para aproveitar o tempo ameno da orla do lugar e conhecer a feira de artesanato marajoara, que fica devendo e muito a arte “raiz” de Soure. Lugar bom para comer algum petisco e tomar uma cerveja gelada, bom de ir em grupo: Fui para Icoaraci, para aproveitar o tempo ameno da orla do lugar e conhecer a feira de artesanato marajoara, que fica devendo e muito a arte “raiz” de Soure. Lugar bom para comer algum petisco e tomar uma cerveja gelada, bom de ir em grupo: Hora de voltar par ao hostel e arrumar as malas para a viagem de volta. Já ficando com saúde das terras amazônicas, um lugar que, não sei por que, me fez sentir no livro Cem Anos de Solidão de Gabriel Garcia Marquez, especialmente em Soure e na viagem de barco entre Macapá e Belém. Algumas considerações sobre Belém: - É uma cidade de grande porte, com todas as benesses e problemas de uma grande cidade brasileira. - A estrutura de transporte da cidade é muito boa, com Uber e ônibus confiáveis. - Existem diversas opções de lazer histórico, cultural e de entretenimento, lembrei-me de Salvador/BA por essa diversidade. - A vida gastronômica de Belém é agitadíssima, vide as barracas de tacacá lotadas pela cidade. No geral, os pratos são muito diferentes do estamos acostumados no resto do Brasil, o tucupi faz muita diferença. Seja no Ver-O-Peso, tem que ter estomago forte rs, ou na Estação das Docas, a comida é farta, gostosa e de sabor muito diferente.
  4. Saí de Vitória da Conquista na noite anterior, chegando na madrugada em Belém. Em razão do meu cansaço e do fato do meu voo para Macapá só sair depois de meio dia, fui para um hotel (Hotel Val de Cans) próximo ao aeroporto, descansar. Já sentindo o `mormaço` do Norte, na manhã seguinte, ao abrir a porta do quarto e sair do ar condicionado, meus óculos chegaram a embaçar rsrs Viagem impressionante de Belém para Macapá, sobrevoando a floresta amazônica: Cheguei em Macapá a tarde, pouso lindo, na única capital sem ligação terrestre com o resto do Brasil, observando a cidade as margens do imponente Amazonas. Uber não tinha carros, fui salvo pelo 99Taxi (muitos carros), até o Macapá Shopping, e pelo onibusmacapa.com.br (os ônibus demoravam, mas eram confiáveis nas rotas), até meu local de hospedagem. Tinha reservado com Thiago (um capixaba que estuda medicina, ), pelo Airbnb, que mora em um condomínio já fora da cidade, no extremo oposto do aeroporto. Dei o azar de viajar bem na data do concurso da Polícia Civil do Amapá, em resumo, cidade lotada rsrs. Por outro lado, o anfitrião muito gente boa e o apto dele com uma boa estrutura (ar condicionado : D ) e muito seguro. Tirei o resto do dia para descansar. 08 – 09 – 2017: Dia de conhecer a cidade. Primeiro lugar foi o Marco Zero, local que marca exatamente a linha do Equador que corta a cidade de Macapá. Sensação de estar exatamente no meio do mundo. Primeira dica, beba muita água, toda hora, sem parar. Logo ali ao fundo, o estádio municipal (Zerão), no qual cada time joga de um lado do globo: Ali há uma pequena estrutura turística, com guias e uma loja de souvenires. Saindo do Marco Zero, fui para a Orla da cidade...finalmente ver o Rio Amazonas cara a cara. Imponente, única palavra para descrever a imensidão do rio. A orla conta com uma série de barracas/restaurantes e é bem movimentada: Parti direto para o Forte São José de Macapá, o maior forte colonial do Brasil. Uma estrutura muito interessante, gostei demais. Destaco a receptividade da equipe do local, bate papo muito bom com o pessoal sobre o local, sobre o povo e a terra amapaense. Todos muito orgulhosos de suas raízes. Muralha exterior do forte: Uma das torres de observação do Forte: 09 – 09 – 2017 Meu objetivo era conhecer a Ilha de Santana com o pessoal da Amapa EcoCamping (falei com o guia Victor, super disponível, 96 98100-3928). Infelizmente, não foi possível, diante da falta de pessoas para completar o grupo para o passeio. Diante disso, fui para o centro da cidade, passear mais e comprar minha passagem de barco e a, tão fundamental, rede de dormir. Descobri que o barco somente sairia as 19:00hs (culpa do concurso, mais uma vez) e não mais as 10:00hs, como havia visto no site. Seria uma longa espera. Como baiano é bicho espalhado pelo mundo, encontrei um, de Santo Amaro, que trabalhava em uma barraca na orla. Quando pedi o suco, na hora ele identificou meu sotaque de baiano. Bom papo. Macapá, definitivamente, não é uma cidade turística, falta-lhe estrutura para isso. Mas, para quem pretende conhecer um pouco mais dos brasis que existem dentro do nosso país, vale a pena demais, tanto pelos marcos históricos e geográficos da cidade quanto pelo seu povo, extremamente receptivo. 10 – 09 – 2017 Dia de iniciar a viagem para Belém. Dormi até mais tarde para descansar o máximo possível e me preparar para essa aventura. Cheguei no Porto do Grego, na cidade de Santana, a tarde. Lá estava o navio motor Breno, no qual viajaria até Belém:
  5. BELÉM 01 11/09/2017 Cheguei em Belém por volta das 20:30hs, desembarcamos no Terminal Hidroviário da cidade. Dali parti (Uber, finalmente kk) para o Galeria Hostel. O albergue muito amplo, com uma boa estrutura (ar condicionado : D) e uma localização perfeita, próximos a pontos de ônibus, táxi e do Boulevard Shopping de Belém. Destaco a prestatividade da equipe do hostel, sempre dando boas dicas e, inclusive, guardaram minha rede (que trouxe para casa kk) quando fui para o Marajó. Decidi inaugurar logo minha tour gastronômica pelo Pará rsrs. Primeiro, tomar o tacacá no Tomaz Culinária do Pará: Diferente demais de tudo que já comi, tentei encontrar o sabor da farinha e aipim baiana, mas não consegui achar rs. 12/09/2017 Dia de conhecer a cidade de Belém. Andei bastante de ônibus, usando o aplicativo Movit, confiável e fácil de usar. Primeiro destino foi o complexo da Feliz Lustiânia, que concentra diversas construções no centro histórico de Belém, com museus (das 11 janelas, do círio), Igreja da Sé, Forte do Presépio e prédios públicos históricos. Há também, nas ruas os resquícios do primeiro bonde elétrico do Brasil. A Igreja da Sé, na qual inicia-se o Círio de Nazaré, ou o Círio para os mais íntimos, que é uma festa onipresente nas conversas dos moradores de Belém: Logo ao lado está o Forte do Presépio, núcleo central e original da cidade de Belém, construído para proteger a entrada da baia do Guajará que dá acesso ao interior da Amazônia, assim como o Forte de São José de Macapá protege a outra entrada. Vista da muralha exterior a partir do fosso que cerca o forte: Fui também ao Museu Casa das 11 Janelas, ali ao lado. Um museu de arte contemporânea com um lindo e aprazível jardim aos fundos, com uma bela vista para a baia do Guajará. Parei para descansar um pouco, tomando uma água de coco, o que é sempre bom e recomendável no calor da Amazônia. Agora, o Ver-O-Peso, uma diversidade de cheiros, cores e sabores inseridos em um verdadeiro mercado popular, sem qualquer maquiagem ou artificialidade. Ali estão os verdadeiros paraenses buscando seu açaí de cada dia: Quem passa por ali, ao menos tem que sentar nas barracas de sucos e aproveitar a diversidade de frutas amazônicas em todos os seus exóticos sabores. Com pavilhões divididos entre ervas medicinais, de frutas, de tucupi, de artesanato, de lanchonetes e de comércio de peixes, que fica naquele prédio azul ao fundo, que é o pavilhão símbolo do Ver-O-Peso. Fui almoçar na Estação das Docas, um verdadeiro cenário de filme: Ali se encontram restaurantes, sorveterias (CAIRU, a melhor), lojas e lanchonetes, além da exposição de diversos itens históricos. Um espaço muito interessante e dinâmico, totalmente climatizado, o que é de grande ajuda no calor amazônico. Na hora do almoço escolhi o menu paraense disponibilizado pelo restaurante Lá em Casa da Estação das Docas, não é barato, mas dá uma boa ideia da cozinha regional. O menu paraense é composto por patinhas de caranguejo à milanesa, caranguejo refogado, iscas de pirarucu, maniçoba e pato no tucupi, além do acompanhamento de feijão manteiguinha e refresco e sorvete de cupuaçu: Pato no tucupi muito bom, gostei do caranguejo e do pirarucu, mas senti falta da farinha baiana, fininha. Outra coisa, os sabores paraenses são muuuito diferentes, então, preparem-se para sabores novos e fortes. Voltei para o hostel, tirei um bom cochilo e depois sair para bater perna no entorno do hostel, que é uma das coisas que mais gosto de fazer, andar no meio do povo, conhecer o dia a dia da cidade que visito. A noite, voltei para a Estação das Docas, dessa vez para experimentar as cervejas artesanais da Amazon Beer: O ambiente da Estação das Docas é muito agradável, com ar condicionado no seu interior, e com o lado de fora muito ameno a noite, em razão de estar as margens da baia do Guajará. Voltei para o hostel e, após um lanche no Uata Burguer (excelentes hamburguês caseiros, em um estacionamento de food trucks na frente do hostel), fui ao Roxy Bar, lugar muito descolado e lotado kk. 13/09/2017 Mais um dia de passeios, meu destino agora é o Espaço São José do Liberto, um antigo presídio da cidade de Belém, transformado em espaço cultural, com um museu de mineração, loja de artesanato com muita diversidade, além de contar com ateliês e lojas de joias. Foto do pátio central do local: O ambiente da Estação das Docas é muito agradável, com ar condicionado no seu interior, e com o lado de fora muito ameno a noite, em razão de estar as margens da baia do Guajará. Voltei para o hostel e, após um lanche no Uata Burguer (excelentes hamburguês caseiros, em um estacionamento de food trucks na frente do hostel), fui ao Roxy Bar, lugar muito descolado e lotado kk. 13/09/2017 Mais um dia de passeios, meu destino agora é o Espaço São José do Liberto, um antigo presídio da cidade de Belém, transformado em espaço cultural, com um museu de mineração, loja de artesanato com muita diversidade, além de contar com ateliês e lojas de joias. Foto do pátio central do local: Próximo destino, praça da República e o Teatro da Paz. Tudo muito imponente, especialmente o teatro tanto por fora quanto por dentro, revelando a ostentação dos períodos áureos da borracha. Durante a visita ao interior do teatro: Na praça da República fica também o tradicional bar do parque, que se encontrava em reforma, e o Cine Olympia, o cinema em atividade mais antigo do Brasil. Agora, o Museu Emilio Goeldi, um parque zoobotânico interessantíssimo no interior da cidade de Belém, contanto com diversos animais e espécies botânicas, além de diversas placas exibindo biografias de pessoas envolvidas com a vida amazônica e descrevendo plantas e animais, bem didáticas. Destaco o castelinho, uma caixa d’água que se tornou uma verdadeira obra arquitetônica: Não posso deixar de postar aqui a foto que simboliza bem o título de cidade das mangueiras consagrado à Belém, as ruas são dominadas por enormes “pés” de manga por diversos bairros: Saindo do museu Emilio Goeldi fui até a Basílica de Belém, destino final do círio de Nazaré, uma igreja imponente e com um enorme pátio a frente: 14/09/2017: Dia de minha partida para o Marajó, saindo do terminal hidroviário de Belém as 08:00hs, na lancha rápida Golfinho I: Uma viagem rápida (02hs até Soure), confortável (poltronas acolchoadas, ar condicionado e TV) e com uma boa visão das águas da baia do Guajará. MARAJÓ 14/09/2017: Cheguei em Soure por volta das 10:00hs: No porto há vários moto-taxistas a espera de passageiros, peguei um deles para ir até minha hospedagem na Refazenda Marajoara, reservada no AirBnb. Os moto-taxis além de serem um meio de transporte ágil e mais em conta, são excelentes guias de turismo. Só usei táxis em raríssimos momentos. Minha hospedagem na casa do casal Gabriella e Anders foi excepcional, um local muito bom, tranquilo e, apesar da simplicidade, com todo o necessário para uma boa estadia. Em que pese estar a uma boa caminhada do centro, consegui me deslocar com tranquilidade pela região graças aos moto-taxis. Como não poderia deixar de falar, os búfalos são onipresentes no Marajó, olha minha visão diária da janela do meu quarto: Com a fome batendo forte, tratei de pedir logo um filé marajoara, nunca imaginei que carne de búfalo fosse tão boa: A tarde meu destino foi a fazenda São Jeronimo, que oferece um passeio composto por diversas etapas (navegação por igarapé, caminhada na praia e no mangue e, a incrível, cavalgada em búfalos). Na foto abaixo, estamos chegando na praia, já na foz do igarapé, após um bom tempo de navegação entre a mata: Após caminhada na praia, ingressamos no mangue, no qual se encontra passarelas suspensas, nas quais podemos conhecer com profundidade tal ambiente natural: Agora, a tão aguardada montaria em búfalos, bom demais: Chegada na sede da Fazenda São Jerônimo: Não posso deixar de falar do Sr. Brito, proprietário da fazenda, super receptivo e que gosta de contar bons causos. Voltando da Fazenda São Jeronimo, direto para tomar meu tão esperado açaí amazônico, encontrado em todos os restaurantes e lanchonetes de Soure. É uma experiência beeem diferente para quem, como eu, estava acostumado com açaí doce e gelado com granola, banana, etc. Aqui é uma porção muito bem servida acompanhada de açúcar, farinha e tapioca (farinha grossa), é uma verdadeira refeição: 15/09/2017: Logo cedo, dia de andar pela cidade de Soure, que se destaca por ter ruas totalmente alinhadas e nominadas por números cardinais e ordinais, o que permite se localizar com certa precisão. Agora os famosos búfalos policiais, mansos demais, permitem até que os turistas montem nos animais. Ademais, os policiais são extremamente gentis e receptivos, narrando diversas histórias sobre esses animais, seu treinamento e aventuras policiais nas terras marajoaras: Saindo da praça principal da cidade, fui ao Artcouro Curtume, local onde você pode ver todo o processo de produção de artesanato em couro, desde o momento da curtição do couro de búfalo até a fabricação dos produtos artesanais (bolsa, sandálias, cinto, etc): Agora, o ateliê Mbarayo, comandado por Carlos Amaral e sua esposa, que é uma pessoa excelente e que cativou a mim e outras pessoas que visitavam o local. Não sou muito de comprar souvenires, mas não resisti ao artesanato marajoara “de raiz” rs, comprei um uarabo para minha namorada e um cumaru e um canguçar para mim. Foto do local: Depois fui ao estúdio de artesanato de Ronaldo Guedes, com uma cerâmica mais elaborada e diversificada. Ali também comprei algumas coisas, especialmente os muiraquitãs, amuletos da sorte dos povos tradicionais amazônicos: Lembrando que todas essas andanças por Soure fiz de moto-taxi, inclusive meu próximo destino com hora marcada para voltar rs, a praia de Barra Velha: A praia é de uma beleza diferente, selvagem, apesar das barracas de praia as suas margens. O banho é mais para os corajosos em razão das arraias, uma vez que estamos na foz de um rio, para as quais somos alertados a todos os instantes inclusive com histórias de encontros muito dolorosos com elas. Em uma das barracas, comi o delicioso Filhote, peixe afamado na Amazônia, sem qualquer requinte, mas, muito sabor. Cena interessante, pescadores jogando tarrafa e usando botas de borracha, é o medo das arraias: A tarde, hora de visitar a Fazenda Bom Jesus, dessa vez o próprio pessoal da fazenda busca e leva de volta à Soure o visitante. O passeio consiste em uma longa caminhada entre as duas sedes da fazenda, passando por riachos, lagoas, pastos e mata. Ao longo dessa caminho encontramos diversos animais, desde guarás com sua linda plumagem vermelha à jacarés, de tranquilas capivaras a velozes macacos, além disso andamos em meio a búfalos e cavalos marajoaras, que são criados na fazenda: Fui na época da seca, mas o melhor momento é na época das fortes chuvas, uma vez que permite também a navegação com canoas. Pequenos pontos vermelhos, os guarás, que fazem uma linda revoada: Agora, as tranquilas capivaras, que permitem uma boa aproximação, tirei até selfie com elas kkk: Ao final da longa caminhada, chegamos na segunda sede da fazenda, onde nos espera um delicioso lanche com suco de fruta, bolos e queijos temperados com sabores regionais. Um passeio imperdível. 16/09/2017: Pela manhã, fiz umas boas andanças por toda a Soure, para me despedir da cidade. Já depois do almoço, peguei hora de voltar para Belém. Temos que pegar um micro-onibus até Salvaterra, atravessando de balsa um rio e percorrendo uns bons quilômetros de estrada. Ali peguei outra lancha para uma viagem mais rápida e confortável. Algumas considerações sobre Soure: - Todos os moradores se mostram muito prestativos e receptivos. De qualquer forma, como em toda cidade brasileira, é importante estar atento ao andar pelas ruas, especialmente ao anoitecer. - Os moto-taxis são a melhor opção de transporte e informações turísticas na cidade, lembrando que capacete é algo inexistente naquelas bandas rs. - Existem boas praias lá, mas fiquei desanimando em tomar banho com tantas histórias sobre como é dolorida a ferroada das arraias kkk. - Os passeios nas fazendas São Jerônimo e Bom Jesus, bem diferentes entre si, são imperdíveis, recomendo e assino embaixo. - Existem outras opções de passeios em Salvaterra e Joanes, mas, pelo meu pouco tempo, acabei não fazendo, mas todos me falaram muito bem deles. Belém 02 16/09/2017 Cheguei em Belém por volta das 16:00hs, após passar no hostel para deixar minhas coisas, parti direto para a famosa lanchonete Portinha. Dei o azar de nesse dia ter ido ao ar uma visita da apresentadora Angélica ali, estava lotado!!! Lugar pequeno e simples, em uma vizinhança desconfiável rs: Mas, ali encontrei a combinação perfeita do Jambu, nunca comi salgados tão gostosos na minha vida. Comendo na rua, apoiado em uma janela comendo Esfiha de Pato com Jambu e Tucupi e embrulhadinho de tomates secos, com mussarela de búfala, jambú e castanhas com suco de acerola: Após uma boa caminhada saindo do Portinha, fui ao Mangal das Garças. Um dos jardins mais belos que já vi em toda minha vida, com todo respeito a Inhotim, emoldurado por dezenas de pássaros, especialmente as que dão nome ao lugar, garças, e guarás: Fui ao bar Mormaço, mas encontrava-se fechado, infelizmente rs. 17/09/2017: Dia de conhecer o entorno de Belém, escolhi ir a Icoaraci, longa viagem de ônibus. Antes, fui a praça da República novamente, dessa vez para conhecer a feira de artesanato, muita coisa interessante e barata, aproveitei para comprar mais umas lembranças para levar para a Bahia: Fui para Icoaraci, para aproveitar o tempo ameno da orla do lugar e conhecer a feira de artesanato marajoara, que fica devendo e muito a arte “raiz” de Soure. Lugar bom para comer algum petisco e tomar uma cerveja gelada, bom de ir em grupo: Hora de voltar par ao hostel e arrumar as malas para a viagem de volta. Já ficando com saúde das terras amazônicas, um lugar que, não sei por que, me fez sentir no livro Cem Anos de Solidão de Gabriel Garcia Marquez, especialmente em Soure e na viagem de barco entre Macapá e Belém. Sai de Belém na noite desse dia, passando por BH e chegando em Vitória da Conquista no dia 19 pela manhã. Algumas considerações sobre Belém: - É uma cidade de grande porte, com todas as benesses e problemas de uma grande cidade brasileira. - A estrutura de transporte da cidade é muito boa, com Uber e ônibus confiáveis. - Existem diversas opções de lazer histórico, cultural e de entretenimento, lembrei-me de Salvador/BA por essa diversidade. - A vida gastronômica de Belém é agitadíssima, vide as barracas de tacacá lotadas pela cidade. No geral, os pratos são muito diferentes do estamos acostumados no resto do Brasil, o tucupi faz muita diferença. Seja no Ver-O-Peso, tem que ter estomago forte rs, ou na Estação das Docas, a comida é farta, gostosa e de sabor muito diferente.
  6. Viajei sim,@Rosilda Ximenes . Fui de avião de Belém para Macapá e fiz o sentido inverso de barco. Vou fazer a postagem sobre minha estadia em Belém e no Marajó ainda.
  7. MACAPÁ: 07 – 09 – 2017: Saí de Vitória da Conquista na noite anterior, chegando na madrugada em Belém. Em razão do meu cansaço e do fato do meu voo para Macapá só sair depois de meio dia, fui para um hotel (Hotel Val de Cans) próximo ao aeroporto, descansar. Já sentindo o `mormaço` do Norte, na manhã seguinte, ao abrir a porta do quarto e sair do ar condicionado, meus óculos chegaram a embaçar rsrs Viagem impressionante de Belém para Macapá, sobrevoando a floresta amazônica: Cheguei em Macapá a tarde, pouso lindo, na única capital sem ligação terrestre com o resto do Brasil, observando a cidade as margens do imponente Amazonas. Uber não tinha carros, fui salvo pelo 99Taxi (muitos carros), até o Macapá Shopping, e pelo onibusmacapa.com.br (os ônibus demoravam, mas eram confiáveis nas rotas), até meu local de hospedagem. Tinha reservado com Thiago (um capixaba que estuda medicina, ), pelo Airbnb, que mora em um condomínio já fora da cidade, no extremo oposto do aeroporto. Dei o azar de viajar bem na data do concurso da Polícia Civil do Amapá, em resumo, cidade lotada rsrs. Por outro lado, o anfitrião muito gente boa e o apto dele com uma boa estrutura (ar condicionado : D ) e muito seguro. Tirei o resto do dia para descansar. 08 – 09 – 2017: Dia de conhecer a cidade. Primeiro lugar foi o Marco Zero, local que marca exatamente a linha do Equador que corta a cidade de Macapá. Sensação de estar exatamente no meio do mundo. Primeira dica, beba muita água, toda hora, sem parar. Logo ali ao fundo, o estádio municipal (Zerão), no qual cada time joga de um lado do globo: Ali há uma pequena estrutura turística, com guias e uma loja de souvenires. Saindo do Marco Zero, fui para a Orla da cidade...finalmente ver o Rio Amazonas cara a cara. Imponente, única palavra para descrever a imensidão do rio. A orla conta com uma série de barracas/restaurantes e é bem movimentada: Parti direto para o Forte São José de Macapá, o maior forte colonial do Brasil. Uma estrutura muito interessante, gostei demais. Destaco a receptividade da equipe do local, bate papo muito bom com o pessoal sobre o local, sobre o povo e a terra amapaense. Todos muito orgulhosos de suas raízes. Muralha exterior do forte: Uma das torres de observação do Forte: 09 – 09 – 2017 Meu objetivo era conhecer a Ilha de Santana com o pessoal da Amapa EcoCamping (falei com o guia Victor, super disponível, 96 98100-3928). Infelizmente, não foi possível, diante da falta de pessoas para completar o grupo para o passeio. Diante disso, fui para o centro da cidade, passear mais e comprar minha passagem de barco e a, tão fundamental, rede de dormir. Descobri que o barco somente sairia as 19:00hs (culpa do concurso, mais uma vez) e não mais as 10:00hs, como havia visto no site. Seria uma longa espera. Como baiano é bicho espalhado pelo mundo, encontrei um, de Santo Amaro, que trabalhava em uma barraca na orla. Quando pedi o suco, na hora ele identificou meu sotaque de baiano. Bom papo. Macapá, definitivamente, não é uma cidade turística, falta-lhe estrutura para isso. Mas, para quem pretende conhecer um pouco mais dos brasis que existem dentro do nosso país, vale a pena demais, tanto pelos marcos históricos e geográficos da cidade quanto pelo seu povo, extremamente receptivo. 10 – 09 – 2017 Dia de iniciar a viagem para Belém. Dormi até mais tarde para descansar o máximo possível e me preparar para essa aventura. Cheguei no Porto do Grego, na cidade de Santana, a tarde. Lá estava o navio motor Breno, no qual viajaria até Belém: Tratei de escolher um bom lugar no último andar do barco...tão perto do bar, tão distante de Deus kkkk Minha rede é a 4º, ao lado da pilastra. Dica: escolha sempre ficar ao lado de alguma pilastra, pois você ganha espaço livre (e, tenha certeza, cada centímetro é disputadíssimo kk), tem um local para apoiar e prender sua mochila e se segurar na hora que o barco balança demais (em poucos momentos, mas quase me arrependi da viagem nesses momentos rs): O barco contava com três andares, sendo dois para redes e um para mercadorias (de cestos de açaí à carros), conta com diversos banheiros, bebedouros e um bar/lanchonete com música 24hs rs. Existem também cabines privadas, mas o interessante mesmo é estar no meio da galera kk. Passei a tempo vendo o intenso movimento de pessoas, barcos e mercadorias no porto e seu entorno, muito fervilhante. E muito, muito, muito tecnobrega rsrs Incrível o atracamento do navio Ana Beatriz III, em menos de uma hora centenas de passageiros, toneladas de mercadorias, inclusive veículos, já tinham sido retirados do barco com ajuda de dezenas de ‘chapas’: Ali também comecei a ouvir histórias dos viajantes. Um rapaz que voltava para sua terra levando a frustração do desemprego no Amapá e uma garrafa de sangria para enfrentar a viagem. Uma mãe solteira com quatro filhos pequenos, inclusive um bebé, voltando para o Maranhão depois das desilusões em Macapá. Pai e filho mascates que levavam um carro de mercadorias para Brasília. Sem falar na grande quantidade de colegas advogados que haviam enfrentado o concurso da Polícia Civil do Amapá e retornavam para o Pará. Todos prontos para zarpar, com suas redes a postos: Eu, preparado para enfrentar a longa jornada, após a partida as 20:00hs do navio do porto do Grego, em Santana: Mal sabia eu o que me aguardava logo mais a frente rs. Ao entrarmos em uma parte do rio Amazonas, o barco começou a balançar violentamente, acordei assustado. Fiquei sentado na rede, segurando na pilastra para evitar que fosse jogado contra as pessoas nas outras redes. Via uma certa tranquilidade nas pessoas ao meu redor, aparentemente acostumadas com aquela viagem rs. Na hora em que um garotinho pediu-me que pegasse coletes salva-vidas para ele e sua família, bateu um arrependimento de ter inventado fazer aquela viagem, kkkkk, por via das dúvidas, peguei um colete para mim também. Por volta das meia noite, o balanço parou. Consegui até dormir “tranquilo”, mesmo com o som de tecnobrega e muita conversa no bar logo ao lado da área das redes onde eu estava. RIO AMAZONAS 11/09/2017 Acordei cedo, por volta das 06:00hs, em razão da algazarra geral do barco. Imediatamente desci ao refeitório para o café da manhã, fila enorme para o revezamento de grupos entrarem no pequeno espaço nos fundos do navio, comida simples, mas em boa quantidade. Uma cena linda logo pela manhã, o sol nascendo por trás da floresta e refletindo nas águas do rio: Nessas primeiras horas do dia, navegávamos por canais do rio Amazonas, ladeado por paisagens que se revezavam entre mata fechada e casas isoladas ou pequenos povoados encravados na floresta: Encontramos uma infinidade de outras embarcações ao longo da viagem, de pequenas canoas à lanchas rápidas, de balsas de grãos à navios marítimos. Inclusive, passamos por uma navio de guerra da Marinha: Mas, para mim as imagens mais impressionantes e perturbadoras da viagem foram pequenas e frágeis canoas, na maioria das vezes guiadas por crianças, a espera de doações lançadas pelos barcos e navios que navegam por aquelas águas: 11:20hs, hora do almoço, dessa vez pago, comida honesta e em boa quantidade. Mais uma vez, enfrentar uma grande fila rs. Alguns instantes depois entramos no Furo de Santa Maria, na qual comecei a ter uma maior noção da grandiosidade do Rio Amazonas: Algumas horas depois entramos na baia do Guajará, onde o Amazonas encontra com o Rio Tocantins, um verdadeiro mar de água doce, inclusive com navios marítimos ao fundo, saindo do porto de Barcarena: Agora, a cena natural mais bela da minha viagem, o pôr do sol nas águas do Rio Amazonas: Noite chegou, hora de desarmar as redes e arrumar as bagagens: Visão de Belém a noite: Algumas considerações sobra a viagem em barco pelas águas da Amazônia: - Todos os viajantes se mostram muito prestativos e receptivos, pois estão todos literalmente no mesmo barco, distantes de qualquer assistência exterior. De qualquer forma, é importante estabelecer um bom relacionamento com seus vizinhos de rede e ficar sempre atento ao seu entorno e com suas bagagens. - Há bebedouros com “água mineral”, por via das dúvidas leve algum remédio para enjoo e problemas estomacais. Ter uma garrafinha de água é sempre bom. - Os banheiros são bem “simples”, mas são usáveis com certa tranquilidade. - O barco fornece café da manhã gratuito e almoço e jantar pagos. Além disso, há um bar/lanchonete que vende basicamente misto quente e refrigerantes, além de bebidas alcóolicas. Sempre válido levar biscoitos, barras de cereal, sucos e refrigerantes, por via das dúvidas. - Por fim, destaco que essa é uma daquelas viagens para marcar a vida de qualquer pessoa, em razão do contato intermitente com uma natureza deslumbrante e com a realidade dos passageiros e ribeirinhos, muito diversa da que estamos acostumados nas latitudes mais baixas do país.
  8. Murilo Andrade

    Belém

    Boa noite, Lavine. Irei à Belém no início de setembro. Após sua visita, por favor, coloque umas dicas aqui rs. Obrigado
  9. Murilo Andrade

    Macapá

    Boa tarde, pessoal. Qual o melhor bairro para se hospedar em Macapá? E o transporte público na cidade, como é? Outra coisa, como faço para ir de Macapá até o porto de Santana, de onde pretendo ir de barco para Belém? Muito obrigado
  10. Boa tarde, galera! Irei fazer uma viagem na região norte, iniciando em Macapá (08/09), indo de barco para Belém (10/09) e dali para a ilha do Marajó (12/09). Quem tiver dicas e conselhos para oferecer, agradeço muito. Se alguém estiver lá nessas datas, fala aqui também rs
  11. Boa noite, galera. Alguém já foi de Vitória da Conquista para Tanquinho (Lençóis) na Viação Novo Horizonte? De Tanquinho para Lençóis é tranquilo encontrar transporte público (van, táxi ou ônibus)? Valeu.
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