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Aline Tonetti

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Sobre Aline Tonetti

  • Data de Nascimento 27-04-1981

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    Médica Veterinária

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  1. Matsu, muito obrigada pelo seu relato. Ele foi uma inspiração quando finalmente decidimos fazer o caminho. Hoje olhando novamente tuas fotos, consigo lembrar de toda a paisagem em volta! Parabéns pelo feito e obrigada por ter dividido com a gente!
  2. Dia 18: aproveitando os diazinhos que temos sobrando, acordamos cedo, deixamos as bicis e boa parte da bagagem no hotel e seguimos de ônibus para Finisterre. Pagamos 47,20 euros nas nossas passagens (ida e volta já inclusos para os 2). A pensão Cabo, já reservada, é bem ao lado do parador do ônibus. Pensão muito boa e barata (28 euros). As refeições aqui são muito boas. Frutos do mar fazem parte do menu do dia. Ameijôas, chipiroñes (lulas pequenas), lulas, camarões, tudo ótimo!! Fomos andando até o farol (2,4 km). Vale a pena a caminhada! Se tiverem chance, conheçam Finisterre!! Dia 19: vimos o ônibus de volta para Santiago sair lotado às 8:20. Pegamos o das 9:45 e foi bem tranquilo. Passamos o dia em Santiago novamente. Dia 20: pegamos um taxi para o aeroporto de Santiago. Foram 27,5 euros (tarifa fixa para o aerporto de 21 euros + as bicis). No check in a moça quis cobrar 75 euros por bici, mas o Tadeu, com muita conversa, explicou que estávamos indo para o Brasil, que não tinha que cobrar e deu certo. Só um detalhe: nossas passagens para o Brasil foi com outra empresa e ela realmente podia ter cobrado, mas deu certo! Em Madri, bicicletas na esteira de "equipajes especiales" e taxista disposto a rebater o banco para caber as bicis. Foram 30 euros de taxi. A pensão que reservamos tem uma excelente localização, mas é um muquifinho. Não deixaram ficarmos com as bicis (mesmo no mala bike) e tivemos que achar um locker para deixá-las. Foram 10 euros no locker. Hotel aqui é muiiiito caro e por isso encaramos de boa o muquifo por uma noite. Madri é uma cidade relativamente nova comparado com todas as outras cidades que passamos. Tem pontos turísticos bonitos, mas não foi uma das nossas cidades preferidas. Dia 21: acordamos cedo e fomos dar mais uma caminhadinha na cidade. Depois do almoço o mesmo taxista de ontem veio nos levar ao aeroporto. Lá a Alitalia tentou nos cobrar 200 euros por bike! Gastei todo meu inglês e conseguimos comprovar que nossas passagens tinha direito à bagagem! E seguimos de volta para o Brasil! E assim foi nossa viagem. Certamente nesse relato não tem metade das maravilhas que vimos, das dezenas de pessoas que conhecemos e das coisas boas que passamos. Recomendo à todos que tiverem vontade de fazer o caminho que o façam. Ele não é tão difícil quanto parece e é muito melhor do que tudo o que li. Desde já me pego sonhando se realmente fiz o caminho e é muito bom poder olhar as fotos e ver que realmente estivemos lá. Qualquer dúvida que tiverem, podem perguntar que se eu souber, respondo! E espero que tenham gostado desse nem tão breve relato...
  3. Dia 15: E cada vez mais a preguiça toma conta. Acordamos às 7:30 e só saímos às 9:15, após um super café da manhã. O caminho hoje foi bem tranquilo, passando por diversos pueblos novamente. Chegamos em Melide às 13:00 e a cidade estava lotada. Tínhamos decidido não reservar o hostal, para irmos rodando até onde queríamos e sofremos um pouco para achar um local em Melide. Pegamos aqui um dos piores do caminho (Hostal Orois). A cidade é bem simpática, valeu a pena ficar. Nessa parte da viagem já está bem fácil achar nos restaurantes polvo e lulas. Recomendo!! Rodamos 28,50 km. Dia 16: Saímos às 9:15 novamente. O caminho não é muito difícil, mas é uma sequência de subidas leves e pequenas descidas que não tem fim. Não encontramos ponto algum para abastecermos as garrafinhas. Almoçamos em Salceda e seguimos até O Pedrouzo. Chegamos às 15:25 depois de 36,35 km rodados. Nossa pensão, a Solaina, é muito boa! Quartos limpos e confortáveis. Jantamos no restaurante O'Boi. Comida excelente!! Pulpo, ternera e vegetais à parrilla!! Dia 17: talvez pela ansiedade de chegarmos à Santiago, conseguimos sair cedo! Às 7:45 estávamos na estrada. Encontramos muitos peregrinos e turistas disfarçados de peregrinos. Chegamos em Santiago e já deixamos nossas bagagens no hostal que tínhamos reservado, que fica bem na entrada da cidade. Seguimos com as bicis descarregadas até a Catedral!! Infelizmente ela está em reforma, mas isso não nos desanimou nem um pouco. Seguimos para o Serviço de Acolhida ao Peregrino para nossa Compostelana. Fila imensa. Quando finalmente saímos, corremos para tentar pegar a missa ao meio dia, mas por cerca de 10 segundos de atraso vimos as portas da catedral sendo fechadas. Como a Catedral só abriria novamente às 14:00, pegamos as bicis e fomos até a rodoviária para vermos sobre a passagem para Finisterre. Descobrimos que elas só podem ser adquiridas na hora e que a volta não tem como marcar o dia. Voltamos para o hotel para almoçarmos e descansar um pouco e voltamos de tarde, aí à pé (ficamos a 2,4 km do centro e os hotéis aqui são muito caros). Agora sim, conhecemos a Catedral, abraçamos Santiago e conhecemos a cidade. A emoção de finalmente chegar em Santiago é ótima. Aquela sensação de "conseguimos" Só fazendo o Caminho para entender...
  4. Dia 13: hoje tivemos um pequeno, porém desesperador contratempo. Estávamos saindo de Las Herrerias às 08:50, quando o Tadeu percebeu que não estava com os documentos pessoais (o passaporte, cartão de crédito, RG e a credencial do peregrino). Foram 2 horas de procura por toda o distrito, fomos em todos os lugares da cidade, reviramos o Hostal, dentro dos alforges, e quando não aparentemente já não tínhamos onde procurar, a dona do Hostal encontrou todos eles caídos atrás de uma almofadinha no sofá. Acreditamos que na hora do check-in o Tadeu deve ter me dado os documentos e eu não percebi. Por sorte percebemos logo na saída e encontramos tudo!! Depois desse contratempo todo, acabamos saindo às 10:40 em direção ao Cebreiro. Como estávamos já bem no pé do morro, foi uma subida de cerca de 8 km até lá, só empurrando. O caminho indicado para as bicis é pela carretera. Devido ao atrasado da hora, decidimos seguir pela carretera até Sarria. Chegamos às 16:40 no hostal, que por sinal, foi bom e barato (35 euros). Rodamos 54,14 km Dia 14: estamos cada dia mais preguiçosos. O despertador tocou às 6:45 e eu nem ouvi. Consegui acordar às 7:30 e saímos às 8:40. Nessa parte do caminho, muitas castanheiras, vacas, muros de pedra e pequenos pueblos. Não era um caminho fácil, mas a beleza do lugar compensava. Foi assim até Portomarín. Desde Sarria percebemos um aumento significativo dos peregrinos, certamente porque, para ganhar a compostelana, deve ser percorrido, a pé, pelo menos 100 km. Também teve um aumento nos ônibus turísticos. Eles vêm com os falsos peregrinos, descem numa parte do caminho logo antes de algum ponto turístico e vão andando para pegar o carimbo. Um absurdo!! Em Portomarín, conhecemos a igreja de São Nicolau, que foi levada pedra a pedra da antiga cidade que foi inundada para a nova. Almoçamos aqui e quem nos contou a história da igreja foi a garçonete. Após o almoço o caminho é sempre difícil e, pra ajudar, o caminho tinha poucas partes bonitas. Seguimos atá a aldeia de Ventas de Narón. É uma fazenda de uma família só, com um restaurante bem bonito e com mais de 300 anos. Chegamos às 16:40 e rodamos somente 35.64 km. Nessa parte, na verdade, nós decidimos rodar menos e aproveitar mais o caminho, senão seriam muitos dias à toa lá em Santiago.
  5. Dia 10: Como o Tadeu passou muito mal ontem, decidimos dormir o quanto ele precisasse e por isso só saímos de León às 08:30. O tempo estava fechado e em Valverde de la Virgen começou a chover e só parou quando chegamos em Astorga. Quando comecou a chuva, deixamos o caminho original e fomos pela carretera. A temperatura estava em 11 graus. Chegamos em Astorga às 12:50. A catedral e o castelo episcopal, este último de Gaudí, são muito bonitos! Como estava muito frio de noite, decidimos comer perto do hostal mesmo. O hostal Coruña serve café da manhã a partir das 6:45 e tem secador de cabelo, que foi essencial para secarmos as luvas e o tênis do Tadeu. Rodamos 48,88 km. Nesse ponto do caminho, nossos medos de não conseguirmos terminar a tempo já haviam passado. Rodávamos com relativa facilidade os quase 50 km diariamente. E rodaríamos mais se fosse preciso. Dia 11: Saímos às 7:50. O dia não amanheceu com sol, mas pelo menos não tinha chuva. Até Rabanal del Camino, 20 km de Astorga, foi bem. Depois dali começou a ventar, tornando impossível a pedalada. Em direção à Cruz de Ferro começou uma garoa fina e a temperatura foi caindo de 7 até chegar a 3 graus na Cruz de Ferro, ao meio dia. Estava insuportável. Os dedos doíam, não conseguíamos falar. Seguimos até Acebo, agora descendo, onde tem um local onde comemos boccadillos enormes de bacon e café com leite quente. Existe uma lareira, onde ficamos nos esquentando = espeto no rolete. Depois de bem alimentados e quentinhos, continuamos nossa descida até Molinaseca. Aqui a temperatura já subiu para 11 graus. Até Ponferrada, foi bem fácil, somente com um pouco de subida logo depois de Molinaseca. Chegamos às 14:20, com um total de 55,47 km percorridos hoje. Dia 12: amanheci não me sentindo bem hoje. Enjôo e muita dor na barriga. Tomei um dramin, tomamos café da manhã e saímos para o nosso caminho às 08:30. Estava bem difícil para pedalar devido à dor. Até Villafranca del Bierzo a estrada também não ajudou: era terra com muitas pedras em meio às parreiras e o chacoalho da bicicleta me doía tudo. Depois de Villafranca fiquei um pouco melhor, mas a estrada também ajudou: o caminho original era em uma parte protegida ao lado da rodovia e só tivemos um pouco de chuva para atrapalhar. Era muito bonito também: a estrada seguia ao longo de um rio com uma floresta e de tempos em tempos entrávamos em uma pequena vila. Em Las Herrerias, onde pernoitamos, o hostal era muito bom. Pra quem teve paciência para ler até aqui, já deve ter percebido que desde Estella, no terceiro dia do nosso caminho, nós só estamos pegando quartos individuais em Hostals. Uma noite bem dormida tem feito toda a diferença no nosso caminho. Las Herrerias é um minúsculo distrito de Villafranca del Bierzo, com 40 habitantes. O local tem basicamente 3 restaurantes e 2 hostals. No jantar, além de termos comido muito bem, tomamos o vinho mais doce de todo o caminho. Aliás, a propaganda das parreiras de Villafranca é que são a variedade de uvas mais doces. Comprovado!
  6. Dia 8: Nos demos ao luxo de dormir um pouco mais hoje, saindo às 06:45, mas ainda estava escuro. O caminho hoje foi quase uma reta sem fim, sempre pedalando. Muitas vezes o caminho seguiu ao lado das carreteras e rodávamos nela. Essa parte foi bem monótona. Por sorte não estava muito quente, pois quase não tinha sombra. Chegando em Frómista, rodamos ao longo do canal. Em Frómista, não deixe de ver a Igreja Românica. É linda e cheia de detalhes!! Pena que era cedo e ela ainda estava fechada. Em Moratinos, descobrimos as bodegas! Conhecemos o cuidador da igreja que nos convenceu a almoçarmos em San Nicolás del Real Camino no restaurante La Barrunta. Muito bom! Conhecemos um local e ficamos a tarde conversando com ele. Quando saímos, achei que fosse explodir! Foi difícil percorrer os 7 km até Sahagún. Passamos pelo ponto geodésico do meio do caminho, mas eu estava tão ruim que nem percebi o que era. Chegamos no hostal em Sahagún às 15:00 e fui dormir para dar uma melhorada. Nesse ponto da viagem, estamos fazendo as reservas do hostal um dia antes pela internet. Garantia de que não teremos dor de cabeça procurando ligar para dormir. Depois, passear pela cidade. Fomos conhecer a Igreja da Virgem Peregrina, onde nos deram um documento de que percorremos a metade do caminho. Como é domingo, não achamos nenhum mercado aberto. Jantamos na praça principal (dessa vez veio somente uma taça de vinho e fomos dormir. Rodamos hoje 72 km. Dia 9: Saímos às 06:40. O caminho hoje foi bem tranquilo. Mudou a paisagem, tendo sido tomada por campos de girassóis. Seguimos uma estradinha ao longo da carretera até quase chegar em León. Um pouco antes de chegar tem uma subida (Alto del Portillo) e só. Chegamos às 12:00 no hostal, bem ao lado da Catedral e depois de um banho fomos comer alguma coisa, tomar uma cerveja e passear. A Catedral de Léon é muito parecida com a de Burgos, mas infinitamente menor. Fizemos também um passeio de trem para conhecer os pontos turísticos. Acabamos voltando a pé para o Panteão para conhecer. É lindo lá dentro, uma pena não poder tirar fotos. O Tadeu acabou ficando ruim depois do passeio e não quis jantar. Saí sozinha e como era segunda, vários restaurantes estavam fechados e os poucos abertos, lotados. Jantei, passei no mercado e voltei ao hostal. Foram 56,37 km rodados.
  7. Dia 6: Saímos às 6:00 horas debaixo de um sereno grosso que durou até umas 10:00. Hoje fomos pelo caminho original. Existem somente duas subidas fortes, uma depois de Villafranca Montes de Oca, que passa por uma floresta bem simpática e outra depois de Atapuerca, com muitas pedras, seguindo ao lado de um campo militar. Fora esses trechos, muita descida. Burgos é imensa! Chegamos na catedral, mas como ainda estávamos com as bicis carregadas, fomos para o hotel reservado para voltar depois. Chegamos cedo, às 12:00. Nosso hotel é muito bom, mas um pouco distante. Cerca de 4 km do centro. Descarregamos as bikes, comemos, tomamos banho, descansamos um pouco e voltamos pedalando para conhecer a cidade. Primeiro conhecemos a Igreja de San Nicolas. O retábulo dela é impressionante, todo talhado em pedra. Depois, conhecer a famosa Catedral de Burgos! Ela é de longe a maior que vimos em todo o caminho e é espetacular! Queria ter tido mais tempo para ficar conhecendo ela. Sentamos em uma mesa na frente da catedral e ficamos lá tomando cerveja, beliscando uma tapa típica e ouvindo os sinos da catedral tocando sem parar. Depois jantamos e voltamos para o hotel. Sem contar as idas e vindas dentro de Burgos, foram 48,92 km rodados. Dia 7: está cada dia mais difícil acordar. O despertador tocou às 5:00, como tem acontecido ultimamente, mas só conseguimos sair às 6:30. O GPS do celular nos guiou por Burgos até alcançarmos o caminho. Foi indispensável, dado o tamanho da cidade. O caminho hoje foi bem tranquilo, com subidas e descidas leves até chegar em Castrojeriz. Em Castrojeriz existem muitas igrejas e as ruínas de um castelo. Depois de Castrojeriz, temos o Alto de Mostelares, único trecho sofrido de hoje. Subida forte, com muitas pedras soltas e quase zero sombra. Depois da subida, uma descida forte e bem vinda! Passando a Puente Fitero, chegamos em Itero de la Vega às 13:15, depois de rodados 53,18 km. Pueblo minúsculo (100 habitantes), mas com um hostal excelente! Hoje é feriado aqui (dia do Patrono da cidade) e tem festa!! Depois do almoço, fomos ao mercado e passeamos um pouco pela cidade. Mais algumas cervejas de tarde e à noite, menu do peregrino com uma garrafa de vinho!
  8. Dia 4: Como sofremos muito com o calor ontem, decidimos sair uma hora mais cedo e fazer uma parada maior na hora do almoço. Hoje cedo estavam 17 graus. Saímos às 6:00 da manhã e, como ainda era noite, não víamos as setas, o que fez com que fosse difícil chegar a Irache. Só entendi que tínhamos chego quando vi a placa para a fonte de vinho. Até Los Arcos, algumas subidas fortes. Perto de Azqueta, tem uma fonte medieval conhecida como a dos mouros. Indo em direção à Logroño, o caminho é bem tranquilo. Passamos por Torres del Río, uma cidade num morro onde a maioria dos albergues têm piscina. Se eu conseguisse e soubesse, teria rodado até aqui ontem. Em Logroño achamos uma bicicletaria para arrumar o pneu da bicicleta do Tadeu. às 14:00 paramos em uma praça toda arborizada e com água potável para almoçar. Fizemos nossos lanches e deitamos nos bancos para descansar. Encontrei com um peregrino à pé que nos informou que todos os albergues de Logroño já estavam lotados. Ainda bem que não era nossa intenção dormir aqui. Seguimos até Navarrete. Nos últimos 4 km, muitas subidas, mas tem bastante sombras para descansar. A cidade é bem pequena, mas um charme. Pegamos o hostal Bom Caminho por 40 euros. Quarto individual, banheiro e cozinha compartilhados, muito bom. Chegamos às 16:00. Pra variar, fomos ao mercado adquirir as coisas de amanhã. Tomamos aquela cerveja gelada e comemos uma paella. A minha foi de legumes (tenho alergia a camarão) e a do Tadeu de camarão. Foram 32 euros o jantar com as cervejas e mais uma salada completa. A Igreja de Navarrete é um espetáculo à parte. O altar é imenso e todo em ouro, do século XVI. Hoje rendeu: rodamos 64,31 km Dia 5: saímos às 6 da manhã novamente e, pra variar, aquela perdidinha matinal. Seguimos para Ventosa pelo asfalto e acabamos entrando, sem querer, na rodovia onde não é permitido circular de bicicleta. Ainda estava escuro e recebemos várias buzinas até encontrarmos a saída da estrada. Em Nájera, encontramos o caminho original. Em Ventosa começou a cair uma chuva fina, que nos acompanhou o dia todo. Por isso, optamos por fazer boa parte do caminho hoje pelas carreteras. No trecho após Nájera tem um trecho do caminho original que é uma subida leve, parece uma reta, mas é sem fim!! Ela segue até Cirueña (15,5 km). Até Santo Domingo de la Calzada, descemos pela carretera. A chuva e o frio não nos animou muito a vermos a galinha e o galo em Santo Domingo. Além disso, estava desajeitado. A fila era grande, não tinha onde deixar a bicicleta, teríamos que tirar os alforjes para colocar no locker. Acabamos seguindo pelo caminho original até Redecilla del Camino e depois pela carretera até Belorado. Começamos a procurar lugar para ficar e, mesmo sendo cedo (devia ser 13:00) os quartos duplos dos albergues já tinham sido pegos. Conseguimos um hotel na saída da cidade. Chegamos às 14:00. É ruim, mas pelo menos temos um quarto só nosso e uma banheira por 45 euros. Para não termos esse problema amanhã, fiz a reserva em Burgos pela internet. Fomos ao mercado, conhecemos a igreja e jantamos um menu muito bom por 20 euros no total, com direito a lulas e uma garrafa de vinho. Não gostei de Belorado. Se o tempo hoje não estivesse tão feio, teria rodado mais. Foram 60,60 km hoje.
  9. Dia 2: acordamos às 6 da manhã, arrumamos as coisas, comemos um lanche e saímos ainda à noitinha. As roupas que havíamos lavado no banheiro na noite anterior ainda estavam molhadas no varal. Prendemos as roupas com alfinetes no alforge e saímos. Estavam 9 graus. Empurramos bastante, parecia que não rendia. Os peregrinos à pé sempre nos alcançavam novamente. Em Burguete, reabastecemos as garrafas em uma fonte cheia de lesminhas. Eu tenho pavor de lesma . Não consegui tomar a água. Na segunda fonte que paramos, outra lesma. Aí o Tadeu se transformou no pegador oficial de água em fontes com lesmas, senão eu não iria conseguir tomar. O caminho teve bastante single tracks, algumas partes com pedras soltas e muito sobe e desce. No caminho do Alto do Erro, saímos em uma curva na carretera onde tinha um trailer com comida. O dono do trailer nos avisou para seguirmos pela carretera, pois o caminho oficial seria uma descida carregando a bicicleta, enquanto que no caminho sugerido por ele, 5 km de descida. Fomos pela carretera. Chegamos em Zubiri onde nos perdemos um pouco. Após atravessarmos a ponte medieval à esquerda da cidade, achamos novamente o caminho e continuamos. Chegamos na hora da sesta em Larrasoaña. Nenhuma única alma nas ruas. Paramos embaixo de uma árvore e almoçamos nossos boccados. Nessa hora já estava bem quente, o que dificultava muito a pedalada. Percebemos que o pneu dianteiro da bicicleta do Tadeu estava murchando lentamente. Como era possível ir enchendo o pneu, decidimos não trocar ainda. Em Zabaldika, existe uma área de lazer ao longo do rio e o caminho segue ao lado. É bem estreita essa parte, com o barranco logo à esquerda. Acabando essa parte, temos uma subida forte e chegamos então na igreja no topo do morro. Aqui nos falaram para irmos por outro caminho. Seguimos a carretera até acharmos as setas amarelas e fomos por um caminho bem tranquilo, um parque ao longo de um rio, até Pamplona. Em Pamplona, fomos em uns 4 albergues até acharmos vaga em um bem ao lado da catedral (Plaza Catedral). Chegamos às 16:00 horas. Foram 18 euros com café da manhã e chuveiros limpos e quentinhos, além de um locker. Por 3,50 por pessoa, todas nossas roupas sujas foram lavadas e secas. Fomo ao mercado, compramos nosso almoço de amanhã, um lanchinho para antes da janta e umas cervejas e então fomos passear. Jantamos maravilhosamente por 25 euros e fomos dormir. Ou tentar . O quarto estava inexplicavelmente quente. Eu estava grudando no saco de dormir, cabelo molhado na nuca. Levantei, molhei o rosto e o cabelo, tomei uma dose de dramim e consegui dormir por volta da 1:00 da manhã. O Tadeu foi para a sala do hostel e dormiu num sofazinho de 2 lugares (ele tem quase 2m de altura). Foram 46,60 km rodados. Dia 3: Acordamos às 5 da manhã por causa do calor e não conseguimos dormir mais. O Tadeu descobriu que a calefação estava ligada a 28 graus e por isso que estava tão abafado nos quartos. Tomamos café da manhã e saímos às 7:00. Logo na saída de Pamplona meu pneu traseiro foi vítima de um prego. Arrumamos o pneu e seguimos. Aqui começam os geradores de energia eólica, os campos de feno colhidos e as plantações de girassol. A chegada no Alto del Perdón só foi possível empurrando as bikes. Caminho estreito, com muitas pedras soltas e subida! Na descida, o caminho ficou bem largo, mas a quantidade de pedras também aumentou, tornando impossível descer em cima da bike. De novo, segurando as moças pra não cair. Descendo o morro, caminho onde foi possível dar uma boa pedalada até Óbanos. Ganhamos uma concha na Igreja aqui Chegamos em Puente La Reina e almoçamos nossos lanches com muito jamón feitos na hora no pátio da Igreja de Santiago. E então cometemos nosso primeiro erro grave: saímos por volta das 13:30 de Puente la Reina. Falta sinalização na saída, nos perdemos um pouco mas uma boa alma de carro parou e nos indicou o caminho. Nessa parte, muito calor e pouquíssimas árvores. Não tinha água e a temperatura chegou a 41 graus. O que salvava eram as uvas que comíamos no caminho. Em Cirauqui, chegamos nos últimos minutos para pegar uma lojinha de conveniência aberta, onde compramos água e sorvete. A paisagem aqui é basicamente composta por parreirais, oliveiras e pés de caramujo . Tinham tantos que eles subiam em uns pés de erva-doce e faziam cachos. Em Lorca, bateu um certo desespero. O esforço para chegar aqui tinha sido tão grande que achei que já estávamos mais para frente, mas ainda faltavam 9 km até Estella. Por sorte em Lorca tinha uma fonte bem na praça principal e, por mais que não fosse tratada, na hora do desespero, serviu para refrescar e encher nossas garrafinhas, um novo ânimo. Em Estella, depois de muito rodar para achar um lugar, ficamos no Hostal San Andreas. Chegamos tarde, umas 18:00. Pelo menos um quarto só nosso com uma mini banheira. Depois de um banho bem demorado, compras no mercado, uma cerveja gelada e jantar. No restaurante, encontramos um casal que está à pé nos acompanhando desde o primeiro dia. Não sei se nós que estamos muito lentos ou eles que são muito rápidos. Aqui começamos a ter impressão que o caminho seria muito longo e que talvez não conseguíssemos chegar ao final a tempo. Ainda era muito sofrido percorrer os quase 50 km diários e confesso que bateu um certo desesperozinho. Hoje a intenção era rodar até Los Arcos, mas o calor insuportável não permitiu. Pelo menos hoje sabíamos que iríamos dormir bem, sem roncos Foram 47,95 km rodados.
  10. Deu uma olhada nesse fórum? sacos-de-dormir-t7194.html
  11. Olá! Os outros locais não conheço, mas fui para São Thomé das Letras a 2 anos atrás em um feriadão e era impossível de caminhar no centrinho da cidade. Pelo que conversamos e vimos lá, a cidade é tomada por tudo quanto é tipo de turista nos feriadões e épocas festivas (como o reveillon) e acaba que torna tudo ruim. Se mesmo assim você decidir ir para São Thomé, aconselho ir de carro para poder conhecer as cachoeiras que são mais distantes das cidades. As que são perto ficam tão cheias e sujas que não dá vontade de entrar.
  12. Comecei a escrever o relato da viagem aqui: post1226666.html#p1226666
  13. Fiz agora em setembro o caminho de Santiago com uma bota impermeável Forclaz 100 Novadry. Comparada com a snake trilogia que eu tinha, é uma bota bem mais leve e bem respirável. Nos dias de chuva ela aguentou bem, com os pés sempre sequinhos. Por mais que tenha feito o caminho de bike, muitas partes do caminho eram só empurrando e foi uma bota bem confortável. Além disso, o preço dela é bem acessível.
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