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Turistando.in (Juliana)

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Tudo que Turistando.in (Juliana) postou

  1. Fui, agora no início do mês de maio, para Rosário na Argentina. Meu marido ia participar de um congresso e eu fui junto com ele e meu filho de 7 meses de idade. Foram no total 9 dias de viagem, sendo 4 dias de congresso. Irei aqui relatar um pouco sobre essa viagem, o que fazer, onde ficar e comer e como foi viajar com um bb pequeno: COMO IR PARA ROSÁRIO? Há voos diretos SP-Rosário pela Tam e Gol, mas também é possível fazer escalas em BsAs. Se você está na capital do país, também é possível pegar ônibus. Há vários horários na estação de Retiro, mas também há uma linha que segue para Rosário a partir dos aeroportos. Por incrível que pareça: está caro ir para a Argentina, mesmo fora de temporada. Ir para Rosário então..... Buscar passagem para lá foi um desafio! Quando saiu a aprovação da apresentação de meu marido, começamos a procurar passagens pela internet e descobrimos apenas passagens caras, em horários ingratos (muito cedo - não somos de acordar cedo - rsrsrsrs) A Gol vai para lá apenas às terças e quintas, o que para nós era inviável e a Tam sairia às 8h30 da manhã. Teríamos que chegar às 6h30 para o check in!!!!! O retorno sairia de Rosário no sábado às 5h25 da manhã (além de super cedo, pagaríamos uma diária para tirar uma soneca e teríamos o final de semana perdido). Isso por um valor praticável. Se quiséssemos retornar no domingo ou na segunda, a passagem quadruplicaria de preço (não estou brincando! Para nós 3, naquele horário horrível, pagaríamos R$ 2.244,67 (valores e horários para o início de maio 2015). Pegando no feriado de 1 de maio e retornando no domingo, o valor da passagem para nós 3 ficaria R$ 8.593,45). Usar milhas, nem pensar: 40.000 milhas por trecho e por pessoa (para a Argentina? Em baixa temporada? Oi?). Com essa informação nas mãos, buscamos horários da Aerolineas Argentinas. Achamos passagens para lá, com escalas em BsAs a preços ótimos (aproximadamente R$ 900,00 cada), mas o tempo de espera era longo (alguns para chegada no dia seguinte). Novamente, se não fosse o Léo, nosso filho de 7 meses, poderíamos perfeitamente ficar uma noite em BsAs e no dia seguinte partir para Rosário, mas com ele não rolava. E assim, fomos para o plano B: ir para BsAs e pegar um ônibus ou transfers até Rosário. Descobrimos que os ônibus partiam de Retiro e que gastaríamos aproximadamente 400 pesos (no câmbio de maio 1 real = 3,10 pesos, R$ 130,00) de taxi até a estação, mais 262 pesos argentinos cada um (naquele câmbio, R$ 85,00) em um ônibus leito executivo até Rosário (o mais barato sai em torno de 214 pesos ou 70 reais). Uma soma de 924 pesos ou quase R$ 300,00 ao todo. O incomodo de tudo isso (malas, carrinho do Léo e o Léo) nos fez eliminar essa opção! Vimos então que algumas empresas fazem o trajeto Ezeiza-Aeroparque-Rosário de ônibus por 600 pesos cada um (naquele câmbio, R$ 193,00). Uma soma de 1200 pesos ou R$ 387,00 ao todo. O valor seria um pouco mais caro que a ideia anterior, mas eliminaria o nosso transtorno. Bom. Estávamos com o plano B na cabeça, quando nos demos conta que esperaríamos umas 2 horas pelo transfer mais umas 5 horas de viagem. E daí caiu a ficha: Poderíamos pegar um voo da Aerolineas Argentinas, com escala no Aeroparque e, nas 6 ou 7 horas de espera, ao invés de ficarmos sentados no ônibus, colocaríamos o Léo no carinho e iriamos almoçar em algum restobar em Belgrano! E assim, compramos a passagem com escala, em um horário mais “decente” - rs Nosso voo saiu às 10h40 de Guarulhos do dia 2 de maio e chegou no Aeroparque às 13h40. Porém, não sei por qual motivo, não despacharam nossa mala diretamente para Rosário. Tivemos que pegá-la no Aeroparque e despachá-la mais tarde, o que não nos permitiu sair do aeroporto em tempo de comer algo em Belgrano ou Palermo. O retorno foi um pouco idêntico e tivemos a sorte de termos nossas malas despachadas direto para Guarulhos (exceto o carrinho do Léo, a nosso pedido). Sairíamos de Rosário às 8h55 e chegaríamos em BsAs às 9h50, o que seria perfeito para podermos sair para almoçar pela cidade. Porém, tivemos o azar de retornarmos em um dia nublado e nosso voo saiu com 3 horas de atraso, o que nos fez chegar em BsAs às 13hs, ao invés das 10hs. O voo para SP sairia às 16h15 e decidimos ficar pelo aeroporto! Em relação à valores, as 3 passagens custaram R$ 2908,36, incluindo a do Léo (viagem internacional não é grátis. Crianças com menos de 2 anos pagam 10% do valor da passagem). Um valor pouco mais caro que a passagem direta pela TAM, mas que nos eliminaria o final de semana e nos faria madrugar no aeroporto.
  2. Debalves, é possìvel sim. Com o trem de alta velocidade, vc gastarà 2 horas entre essas duas cidades. Muita gente prefere ficar em Mestre ou Marghera (uns 15 minutos de trem e até meia hora de onibus), mas eu tenho um aluno que ficarà em Verona e farà um bate e volta até Venezia (1h30 com um trem de alta velocidade ou 2h em um trem regional). Viu.... eu nao recebo notificaçoes das mensagens por aqui. Se vc precisar de algo urgente, me escreva pelo blog (www.turistando.in) Abbraccio,
  3. Que bom, f.teruel. Fico Feliz! Se precisar de ajudas, é sò pedir! No blog (www.turistando.in) eu recebo notificação quando alguém me escreve! Agora... me conta: como voce colocou essas bandeirinhas! hahahaah
  4. Que bom Debalves! Fico contente! Infelizmente nao tenho nenhuma indicaçao boa de local para ficar, mas posso te aconselhar um bairro para pesquisar: Canareggio. Quando fui, fiquei em Marghera, na estrada que segue para Padova! Porém, sempre aconselho hospedagem na ilha, preferencialmente no bairro de Canareggio, por ser pròxima da estaçao de trem. Quanto menos voce precisar depender do vaporetto, melhor! Naquela època, o hostel HI ficava na ilha da Giudeca. Além de distante, te obrigava a pegar o vaporetto. Nao se esqueça que o preço dele é de 20 euros/dia! Se preferir ficar fora da ilha, de preferencia para hoteis que tenham serviço de "navetta" (trasnfers) pois o paìs vive em greve (sciopero) e tenho amigos que pagaram uma fortuna para sair de mestre e chegar até Venezia. Se precisar de mais dicas, visite meu blog (atravès do site: http://www.turistando.in) e me escreva por là!
  5. Oi Angelo Desculpe a demora! Nem sempre entro no Forum! Se precisar de dicas urgentes, entre no meu blog (www.turistando.in) Bom, em 2008 fiquei em um camping chamado Michelangelo, na parte alta da cidade (ao lado do Piazzale Michelangelo). Quando é verao, eles montam barracas com fechadura e beliche. Na época pagamos 45 euros pela diària (15 euros por pessoa, mas a barraca era para 3 pessoas.) Hoje, eu nao ficaria ali, escolheria algum local perto da estaçao Santa Maria Novella ou no centrinho historico (parte mais cara), para poder curtir mais a cidade!
  6. Oi Anderson Sério que voce se sentiu em Venezia? Fico feliz!!!! Bom, vamos là..... Eu fui para Venezia em abril de 2008. Naquele ano, o tempo estava bom (é primavera), mas chovia muito. Como eu morava na Itàlia, programei a ida em dias que nao havia previsao de chuva! (mas Verona e Milano eu fiz debaixo de temporal!!!!!) Bom, a estaçao de Santa Lucia é em Veneza e eu até aconselho nao pegar o vaporetto ali. O vaporetto é caro demais (20€/dia) e o interessante em Venezia é circular e se perder pelas suas ruazinhas e canais. Aliàs, adoro o pedaço perto da estaçao (se chama Canareggio) Porém, o unico meio de transporte para Murano/Burano/Torcello é o vaporetto. Se vc ficar mais de um dia na cidade, deixe as ilhas para o dia que vc comprar o bilhete. Atè prq, se perde muito tempo (o vaporetto nao é veloz!) Se tiver mais dùvidas, entre no meu blog. Criei um site para facilitar a busca (www.turistando.in). Buon viaggio!
  7. Debalves! Que bom que você gostou! E obrigada por elogiar! Fico muito feliz! E se tiver alguma dúvida, pode me perguntar! Abs
  8. Que bom que gostou Diogo! Sabrina! Fico feliz que o relato tenha te ajudado! Como eu disse, sao apenas memòrias! Mas retornarei no final deste ano e darei uma atualizada!
  9. Espero que tenha sido util! » Qua Jan 21, 2015 9:33 am Bacana, Marcelo!!!! Gostei do video (Apesar de alguns errinhos de pronuncia - rsrsrsrs.) Obrigada Angelo!!!!!! Quase tive minha camera furtada em Roma! Um amigo, em Milao, nao teve a mesma sorte (mas comversou com o cara, que deixou o cartao SD com ele!!!! rsrsrsrs)
  10. E' verdade Adriana! Roma vale uma viagem inteira! Muita coisa para ver e descobrir! Obrigada pelo elogio!!!! Baci
  11. Exato meu caro, o pessoal se ilude com Roma, pois não vi nada lá além de uma cidade:cheia,suja e caríssima. Coliseu ou colosseo super mal cuidado com uma parte já em reforma que detona todas as fotos já que aparecem os andaimes. Para nós que já somos viajados temos que fazer, o que os italianos recomendam alugar uma casa e ficar ali perto da toscana que é o que vale a pena no norte, depois ir ao sul e curtir lugares como polignano a mare, que estão mais afastados da zona turística. Abcs, Caros Marcos e Tartufo Preciso retornar a Roma para ter a minha 4° impressao da cidade (pois as 3 vezes que fui quando morei là, tbem nao gostei), mas hoje eu faria uma visita diferente à ela! Seria bem mais cultural, em igrejas e museus, do que turistica (pois visitei praticamente todos os pontos de interesse). Apesar da sujeira, do descaso que voces dizem ter visto e da quantidade excessiva de turistas, eu acho sim que, quem nunca visitou a Italia, tem que ir à Roma e ficar ali pelo menos 3 dias! ps: Tartufo, tbem tenho uma certa paixao pela Puglia... Polignano al Mare é realmente esplendida!
  12. Olà Tartufo Valeu pelo relato! Quando fui, fiquei em Marghera e também achei uma cidade tranquila e pouco perigosa. Porém, nao sei como està hoje, mas em meu retorno à ilha, ficarei em Venezia mesmo, preferencialmente em Cannareggio (o "sestiere" que mais em agradou). 2 dias é suficiente sim para circular pelas ruazinhas e se perder, mas para quem pretende entrar em todas igrejas/museus, eu colocaria um dia a mais! Quando às ilhas, nao tive tempo de ver Torcello, mas tbem nao curti Murano. Burano vale muito mais a pena! Pecado que restaurantes chineses e pichações tenham invadido a cidade! TATIENFRP! Que bom que voce està curtindo os relatos aqui e no blog! Como sao memorias, nem tudo é atualizado, mas se precisar de dicas, escreva pelo blog! Como eu sempre digo, as msgs por là eu recebo de imediato em meu email. Aqui nao!! No entanto, agosto é o pior mes para visitar a Italia. Eh o mes das férias italianas e tudo està lotado ou fechado! Diz a lenda (rs) que as sorveterias em frente à praia ficam fechadas pois o sorveteiro decidiu entrar de férias rs Acho que a piada è exagero! hehehe
  13. Valeu mais uma vez, Fred! Espero que eu tenha te ajudado e que eu continue ajudando!
  14. Olà Lcfonseca! Que bom que vc gostou! Estou escrevendo sobre outra viagem, mas tem mais informaçoes sobre Venezia em meu blog: http://www.turistando.in/category/europa/italia/veneza/. Se precisar de dicas ou ajuda, me escreva!
  15. Olà Tartufo Eu te entendo completamente e direi que compartilhei por muito tempo este teu sentimento! Vivi na Itália por 6 meses, visitado cidades pequenininhas ou de médio porte, bonitas, limpas e organizadas e chegar em Roma foi um caos! Transito, pessoas, sujeira.... tudo isso me fez detestar Roma! Comecei a "ama-la" quando retornei a SP pois vi toda aquela baderna e sujeira romana aqui em Sampa, mas sem o Coliseu, os museus, as igrejas e etc! Eu pretendo sim retornar a Roma para ver se esse meu sentimento, adquirido aqui no Brasil, vai continuar valendo por là! Mas por enquanto, quero conhecer outros cantos do mundo!
  16. Por nada Bianca! Precisando de informaçoes, entre là! Hoje estou mais antenada com os tòpicos dos Mochileiros, pois estou escrevendo sobre minha viagem à Portugal (http://www.mochileiros.com/13-dias-em-portugal-e-gestante-de-4-meses-entre-marco-e-abril-2014-com-precos-e-fotos-t96105.html), mas a melhor forma de contato é pelo meu blog mesmo! Abraccio,
  17. NOSSO SÉTIMO DIA: BRAGA E GUIMARÃES Nosso plano era ter chegado cedo ontem em Braga, ter visitado a cidade e partir no nosso 7° dia, logo cedo, para Guimaraes. Mas aquele imprevisto que ocorreu em Coimbra atrapalhou tudo e eu não queria sair de Braga sem visitar o centro histórico. Para nossa sorte, a Helena (já comentei aqui que ela é muito simpática???), perguntou se topávamos fazer um free "city tour" com o pessoal do The Tourists' Affairs (http://www.thetouristsaffairs.com/), uma agência turística da cidade. Achamos interessante e perguntamos um pouco mais sobre o tour. Ela disse que uma pessoa nos encontraria em um ponto do centro da cidade e que, no período de uma hora, ele nos mostraria a cidade e o valor, seria gorjeta. Aqui, entramos em uma nova questão: quanto dar de gorjeta? Difícil, mas ela disse que o valor é livre e que poderíamos dar conforme a nossa possibilidade e avaliação do tour. Vou ser sincera, estávamos apenas eu e meu marido (mais duas estagiarias do Pop Hostel que apenas fizeram o tour, mas não fizeram perguntas), mas compensa e muito entrar em contato com eles e reservar um city tour privado! Talvez o tour de um dia inteiro valha mais a pena, pois inclui a igreja que fomos no dia anterior!!! Bom, encontramos com o João em frente ao café "A Brasileira" e ali ele seguiu o tour. O tempo começou nublado, mas foi melhorando ao longo do passeio! Veja abaixo as fotos dos locais que passamos: Acabado o tour, o Thiago quis tomar um café no "A Brasileira". Sentamos ali e ficamos aguardando atendimento. Nada! Nos irritamos e fomos para a livraria "Centésima página" (https://www.facebook.com/livrariacentesimapagina) que disseram que também havia um café gostosinho e ali, entre livros e tranquilidade tomamos um delicioso expresso e uma torta de limão! GUIMARÃES Saímos de lá na garoinha, almoçamos rapidamente e fomos para a rodoviária (poucas quadras do hostel) debaixo de chuva! Não sei se tem trem que segue para Guimarães, mas vimos que tinha ônibus e que os horários são bons. O bilhete se compra diretamente com o motorista. A viagem foi tranquila e confortável. Dura aproximadamente 1 hora. Apesar da proximidade, o ônibus diminuiu a velocidade por causa da chuva, além de parar no caminho para entrada e descida de passageiros. Ao chegarmos na estação, pedimos indicação em uma banquinha de livros que encontramos. O Miguel, um dos donos do hostel (My Hostel. Veja mais aqui: http://ow.ly/KD5MM) nos deu a indicação para caminhar, mas quisemos confirmar se era fácil ir a pé ou se um taxi seria melhor opção. Nos indicaram ir a pé. Eh perto da rodoviária, mas para quem estiver de mala e não precisar economizar, pegue um taxi! Aqui tivemos um novo contratempo. Não sabiamos que horas iriamos exatamente chegar e, como o hostel estava vazio, o Miguel saiu para pegar os filhos na escola exatamente na hora que chegamos. A entrada é feita com um código, que ele sò nos deu após telefonarmos a ele. Como ele sabia de nossa chegada, acho que ele deveria ter dado o código por email (escrevi para ele ainda na parte da manha), mas paciência. Eu fiquei sentada com as malas em um local fechado, na rua do hostel e meu marido foi procurar um telefone público. Resolvido a questão, entramos no hostel e deixamos nossas coisas là. Acessei o wi fi deles e notifiquei que iriamos circular pela cidade e assim fizemos. Neste link http://ow.ly/KD5MM relatei como foi a nossa experiencia no hostel do Miguel! Diferente de Braga, que tem poucos restos de casas ou castelos medievais, Guimarães tentou mantê-los. Seu centrinho histórico tem cara de centro medieval e em poucos passos chegamos ao resto do Castelo da cidade. O bom é que é o hostel está no centro da cidade e toda essa parte turística dá para se fazer a pé e em poucos passos! Como tínhamos pouco tempo e chovia, resolvemos ir até o castelo. Pedimos informação, contornamos as ruazinhas do centro e seguimos uma muralha. Vimos que havia algo grandioso no final dela. Ao chegarmos, descobrimos que a construção grandiosa era o Paço dos Duques de Bragança, um imenso casarão construído no século XV por D. Afonso (filho ilegítimo do rei D. João I e de D. Inês Pires Esteves), 1.º duque de Bragança. Hoje o local virou museu e centro de visitação. A entrada custa 5,00€ e o local abriga belas peças de mobiliário renascentistas, soberbas tapeçarias flamengas e tapetes persas. Infelizmente não é permitido fazer fotos. Subindo sentido o castelo, passamos por uma pequena construção, uma igrejinha do séc.X, chamada Igreja de S. Miguel do Castelo. Ali tem uma curiosa placa dizendo que ali foi batizado D. Afonso Henrique (“Nesta pia foi bavtizado El-Rey Dom Afonso Henriques pelo Arcebispo S. Geraldo no anno do Senhor 1106”.) Continuamos o nosso trajeto sentido castelo e encontramos uma fortificação abandonada, vazia e com as portas fechadas. Era possível apenas dar uma pequena volta no pátio! Apesar da grandiosidade que ainda resiste com o tempo, foi decepcionante! No final da noite, sem a chata garoa que lavou a cidade em nossa visita, resolvemos dar uma volta pelo centrinho. Como foi, infelizmente, uma visita rápida, não posso dizer que conheci Guimaraes. No dia seguinte, acordamos cedo e seguimos em direção à Porto!
  18. Olà Brunadm Que bom que voce gostou de minhas dicas.... Voce chegou a visitar o meu blog? (http://osamigosdemochila.blogspot.com.br). Além de ter mais imagens e informaçoes, eu recebo notificacao de mensagem por email e posso te responder com mais rapidez! Por aqui, apenas quando entro. Eu nao curto muito visitar muitas cidades em poucos dias. Faço somente quando é "necessario" e depois me arrependo! Mas acho que voce consegue encaixar essas cidades que voce mencionou em 17 dias! Das cidades que voce inseriu no roteiro, eu daria as seguintes quantidades de dias para fazer "a parte mais turistica": Roma: 4 dias Florença: de 2 a 3 dias (depende se vc quer entrar em igrejas e museus) Eu fiquei 4 e nao entrei em muitos "palazzi" Pisa e Luca: 1 dia nas duas cidades - dà para ir de trem a partir de Firenze. Bobeira alugar carro San Gimignano: em meio perìodo de dia vc circula pela cidade Siena: eu acrescentaria essa cidade. 1 dia no minimo. (quando fui, fiz infelizmente correndo, mas dormi uma noite em Siena e no dia seguinte parti para San Gimignano, mas fiz isso de trem e bus e nao de carro. Parti de Genova) 5 terras: Dà para caminhar por todas em um dia, mas esqueça museus, casas històricas ou "passeios romanticos" (rs) por ela. Vc pode pegar trem até uma delas e ir pingando. Eu fiz isso partindo de Genova. Acho bobeira ir de carro! Venezia: Muita gente a faz em 1 dia. Acho um pecado! 2 dias no mìnimo (ou 3 caso voce queira conhecer Murano e Burano ou entrar em museus e igrejas) Verona: 1 dia, se for apenas para circular correndo por ela ou 2 dias, caso voce queria entrar em museu, no anfiteatro, no castelo e etc. Eu fiquei 3 Milao: 1 dia caso voce queira apenas conhecer o centrinho turistico (praça Duomo - Castello Sforzesco), mas tem igrejas e museus. Acho que 3 dias para tudo isso tranquilamente Quanto ao bate volta a Napoli e Pompei, sou super contra. Eu me hospedaria por 3 noites em Napoli e faria: 1 dia pela cidade de Napoli 1 dia Pompei e Vesuvio e 1 dia Costa Amalfitana ou Ilha de Capri (ou 2 dias aqui) Alias, caso teu roteiro fique corrido, troque 5 terras pela Costiera. Dois anos atràs teve deslizamento de terra entre MANAROLA e RIOMAGGIORE e eles fecharam a "Via dell'Amore". Até a ùltima info que tive, ainda nao reabriu! Ainda em relaçao à Toscana, prq vc vai alugar um carro? Sei que virou chic e modinha fazer isso, mas acho ideal apenas para quem realmente quer conhecer a Toscana, sem pensar em "tempo". Ir para os campos e vinicolas e nao para circular pelas cidades turisticas que vc mencionou. Talvez seja valido alugar o carro apenas para ir a Siena e San Gimignano, mas apenas se vc realmente achar necessàrio. Eu fui para Siena de trem e para SGimignano de onibus. Nao me lembro o nome da cia. Espero ter ajudado! Abbraccio,
  19. NOSSO SEXTO DIA: BRAGA Chegamos tarde na noite anterior e acabamos acordando mais tarde do que deveríamos! O dia ontem amanheceu fechado, mas assim que saímos da UC, apareceu o sol e nos deu Boas Vindas. Hoje o tempo não quis nos dar um belo "Até Mais". Começou nublado, frio, até iniciar a chover. Tivemos ainda um outro contratempo: A mudança de horário e não vimos informação sobre isso em nenhum lugar. Queríamos pegar o trem das 9h45, mas por causa desta 1h que perdemos, tivemos que esperar o outro que sairia às 11h45! Chovia muito e não tinha o que fazer na cidade (queríamos deixar nossas coisas na estação e caminhar, mas não há lockers na estação!). Por isso, nos sentamos no café em frente a estação enquanto aguardávamos o horário do trem. Pagamos 17,20 € pelo bilhete, mas ele não era direto e nem saia da estação que estávamos (Coimbra A). Tivemos que aguardar um que saísse de Coimbra A para Coimbra B e lá, aguardar o trem que iria sentido Porto. A viagem foi tranquila, mas para nós, preocupantes: o trem partiu em atraso e, por causa disso também chegou em atraso. Em Porto Campanha tínhamos que trocar de trem e tínhamos apenas 3 minutos para isso! Nossa sorte é que ele também chegou atrasado e não o perdemos! Chegamos na cidade de Braga em baixo de garoa! Pegamos um taxi e a corrida deu 6€. Nos hospedamos no Braga Pop Hostel, muito bem localizado, no centro da cidade. O hostel fica no 3° ou 4° andar (não me lembro exatamente) de um prédio sem elevador. Mochilas, como sempre, é essencial! A porta de fora é fechada eletronicamente e temos acesso a essa "chave", que nos permite entrar e sair sem depender do pessoal ali de dentro. A chave de cada quarto também é eletrônica! Ficamos em um quarto privativo, com aquecedor e varanda (36€)! O quarto é pequeno, mas limpo. Não há guarda roupa ou espaço para colocar as coisas (pelo menos este nosso não tinha), mas como ficamos apenas uma noite, não iriamos precisar! A porta janela tem um sistema de fechamento total feito em madeira (não sei como se chama em português. Em italiano é tapparella) e com isso, podemos decidir se queremos deixar apenas uma fresta ou fechar completamente (evitando assim a claridade da manhã). Aqui tivemos uma ótima noite de sono! Os banheiros são coletivos, divididos entre feminino e masculino. No feminino há dois chuveiros (com água quente) e dois banheiros. O masculino é um pouco menor. O que achei muito bacana, e vi isso no hostel de Colônia do Sacramento, é um espaço extra, fora do chuveiro, mas fechado para quem esta circulando por li, para deixar as roupas e se trocar. A cozinha é bem equipada, tem uma varanda fechada do lado de fora para refeiçoes e café da manhã, e uma varanda aberta para um cigarrinho ou descansar na rede. Desta varanda é possível ver um belo por do sol (coloquei uma linda foto no final deste post)! Para completar o espaço coletivo, tem uma grande sala de estar com uma mesinha redonda, filmes e sofazinhos. O café da manhã também é simples e gostoso. A mesa fica na varanda da cozinha e a Helena nos deixa pães, chás, leite, cereais, café, manteiga e geleias caseiras. Fizemos a reserva por email ([email protected]). Veja aqui o post que fiz sobre eles: http://osamigosdemochila.blogspot.com.br/2014/04/hostel-em-braga-e-guimaraes.html Bom, chegamos por volta das 13h, creio, debaixo de chuva e com muita fome! Em Braga, além do centro histórico, eu queria conhecer o Santuário do Bom Jesus do Monte, que era capa do meu guia DK! A igreja fica um pouco distante da cidade e, para quem não está com carro, o ônibus sai da rua ao lado do hostel (não disse que estávamos super bem localizados?). Comemos uma "frigideira" no primeiro local que avistamos e entramos no ônibus. Chegamos lá perto do último horário do trenzinho (que eles chamam de elevador - eram quase 15hs) e só fomos com ele pois estávamos com medo de mais chuva e de escurecer rapidamente! Meu conselho: subam, se quiserem, com o trem, mas desçam a pé! O caminho é maravilhoso! O santuário católico dedicado ao Senhor Bom Jesus constitui-se num conjunto arquitetônico-paisagístico integrado por uma igreja, um escadório onde se desenvolve a Via Sacra do Bom Jesus, uma área de mata (Parque do Bom Jesus) e o funicular (chamado Elevador do Bom Jesus). Como eu sempre digo, mesmo para quem não é religioso, como eu, vale a pena pisar aqui! Todo o complexo é lindo, mesmo em um dia nublado! A igreja é bonita, em estilo neoclàssico, com duas torres em cada lado, lembrando bastante as igrejas de Minas Gerais. Ao lado, há um hotel, mas também um laguinho com uma pequena "gruta" (que me pareceu artificial) e um tipo de coreto na parte superior. Deste local, a visão da cidade é magnifica! Não ficamos muito tempo pois, além do frio, parecia querer chover! E assim fomos descer o escadório, um pouco na pressa e por isso, acabamos nos perdendo em muitos (ricos) detalhes, que escreverei aqui. A descrição é de quem está na igreja e desce a escadaria (e não o contrário). Bom, os escadórios estão divididos em três lances: O Escadório das Três Virtudes, com três fontes dedicadas às Virtudes teologais: a Fé (com a inscrição "Correrão dele águas vivas"), a Esperança (com uma figura da arca de Noé por baixo da qual cai a água e com a inscrição "Arca na qual... se salvaram almas") e a Caridade (uma estátua de mulher com duas crianças nos braços, com a inscrição "São três estas virtudes... a maior delas, porém, é a caridade") O Escadório dos Cinco Sentidos, com cinco lances de escadas, intervalados por patamares com fontes alegóricas aos cinco sentidos, pela seguinte ordem: "Visão", "Audição", "Olfato", "Paladar" e "Tato". Estas fontes são precedidas por outra, a "Fonte das Cinco Chagas", onde se lê a seguinte inscrição: "Fontes de púrpura abriu então o ódio amargo; agora o amor transforma-os aqui em cristais para ti." Fonte da Visão: caracteriza-se por uma figura que lança água pelos olhos, e possui a inscrição: "Varão prudente, toma-as por um sonho e assim vigiarás." Do lado direito, uma estátua de Moisés traz a inscrição "Aqueles que feridos olhavam saravam", e outra de Jeremias, com a inscrição "Eu vejo uma cara vigilante". Fonte da Audição: caracteriza-se por uma figura que lança água pelos ouvidos, com uma estátua de Idito a tocar cítara e a inscrição "Que cantava ao som da cítara, presidindo os que cantavam e louvavam o Senhor". Do lado esquerdo encontra-se David, com a inscrição "Ao meu ouvido darás gozo e alegria", defronte a uma mulher com a inscrição "Tua voz soe aos meus ouvidos". Fonte do Olfato: Caracteriza-se por uma figura que lança água pelo nariz, com uma estátua de um varão encabeçada pela inscrição "Dai flores como o lírio e rescendei suave cheiro". Do lado esquerdo encontra-se a figura de Noé, e do direito Sulamita com a inscrição: "A tua estatura é semelhante a uma palmeira... e o cheiro da tua boca é como o das maçãs". Fonte do Paladar: Caracteriza-se por uma figura que lança água pela boca, com uma estátua de José do Egito com um cálice e um prato nas mãos, e a inscrição "A tua terra seja cheia das bênçãos do Senhor, dos frutos do céu e do orvalho". Do lado esquerdo, a figura de Jónatas com a inscrição "Provei um pouco de mel na ponta duma vara e eis porque morro" e, do direito, Esdras com a inscrição "Prove o pão, e não nos abandones, como o pastor no meio dos lobos". Fonte do Tato: Caracteriza-se por uma figura que segura uma bilha com as duas mãos, de onde lança água, com a estátua de Salomão e a inscrição "As minhas entranhas estremeceram ao seu toque". Esta estátua está ladeada por Isaías,com a inscrição "Tocou a minha boca", e a de Isaac, invisual, com as mãos estendidas à procura do filho e a inscrição "Chega-te a mim, meu filho, para que te toque". O Escadório do Pórtico, é a primeira, para quem chega ao local, e ùltima, para quem desce e dà-se inicio pelo Pórtico do Bom Jesus, um arco no início da escadaria, onde se encontra o brasão com as armas do responsável pela sua construção, em 1723, o então Arcebispo de Braga, D. Rodrigo de Moura Teles. Neste lanço inicial encontram-se as primeiras capelas da Via Sacra do Bom Jesus, erguidas no mesmo período. O escadório, num total de 581 degraus, culmina no Terreiro de Moisés, onde se localiza a Fonte do Pelicano e a Estátua de São Longuinho, a que se segue o adro e a Igreja do Bom Jesus. (fonte Wikipedia) Curiosamente pegamos para o retorno o ônibus com o mesmo motorista da ida, que nos indicou onde descer. Neste momento, começou a cair um pé d'água de encharcar dentro do ônibus (sabem aquelas janelas mal vedadas?) Por sorte estávamos com guarda chuva! O ponto era ao lado do hostel e esperamos a cuva diminuir para comprarmos algo no supermercado. Íamos comprar petisquinhos, mas achei ali uma embalagem de risotto de funghi secchi, que estava com uma cara muito boa (não aparentava ser aquelas tranqueiras químicas que se vende por aqui) e compramos! Mais uma garrafa de vinho, um saquinho de alface pré lavado, queijo parmesão, frutas, chocolate Milka e mais uma vez, menos de 10€ (não vale converter!!!!)! O risotto realmente era muito bom! Super valeu a pena (apesar da demora para ficar pronto!), até porque, a chuva não parou!!!
  20. NOSSO QUINTO DIA: COIMBRA Acordamos cedo para pegar um trem (comboio) para Coimbra. Os horários são sempre bons logo cedo e vai rareando após às 10h. Existem vários tipos de trem em Portugal e você pode conhecê-los através do site http://www.cp.pt. Um é o Alfa-pendular, que acabamos não pegando. O Intercidades, que é mais econômico que o primeiro tipo e o Regional, que faz curtas distancias. E é bem mais simples, mas mais espaçoso! Para irmos até Coimbra, fomos até a estação de Santa Apolônia (metro com ligação à estação de trem). Como chegamos em cima da hora (em cima, mesmo! rs), pegamos assentos de costas A viagem foi rápida, algumas paradas e descemos na estação Coimbra B. Atentos, pois nem todos os trens vão até Coimbra A. Esta última estação é bem no centro, mas é estação final. Se teu trem tem destino Porto, por exemplo, ele não irá parar ali! Para chegar até o hostel, pegamos um taxi (7 euros tudo). Outra atenção: existe uma tarifa extra para o uso do porta mala! Acho que de € 1,20. Caso vocês fiquem no centro baixo e não queiram gastar com taxi, desçam em Coimbra B e aguardem o próximo trem para Coimbra A. Aqui, ficamos no eco hostel Dream On Coimbra (http://dreamoncoimbrahostel.com). O hostel, Dream On, é, na verdade, uma casa grande, tranquila, arejada e muito perfumada. Fica em uma rua larga e calma, na parte moderna da cidade e dista uns 5 minutos a pé do centro. Mais uma vez, tivemos uma ótima recepção. A Rita nos ajudou bastante sobre o que fazer na cidade e qual caminho tomar. Ela nos entregou a chave do quarto e uma chave magnética para a porta. Desta forma, facilitou a nossa entrada e saída sem incomodá-las. Como elas nem sempre estão na recepção (pelo menos no dia em que estivemos), acho uma boa dizer o horário de chegada no hostel ou, ter em mãos o número do celular delas (+351 918676286). Apesar da casa ser grande, o espaço do hostel não é muito, mas ele é todo decorado com materiais recicláveis (minha mãe e sogra iriam amar!!!!!) e bastante harmoniosos. Não sei exatamente quantos quartos tem, mas elas me disseram que tem capacidade para 20 pessoas. Cada quarto tem um nome referente à cidade; O Mondego (por causa do rio), a Universidade (o quarto coletivo, claro), a Princesa Isabel... Nós ficamos em um quarto privativo chamado Pedro e Inês (o casal "Romeu e Julieta" português. Sabe a frase: "agora Inês morta? rs" E' esta Inês! rs), com uma cama de casal (e não uma twin). Não havia aquecedor, mas as cobertas deram conta do recado! O valor fixado na parede era de: Quarto Compartilhado de 13€ até 16€, Quarto Privativo de 23€ até 25€, mas acho que vale a pena entrar em contato com elas. Aqui tivemos mais uma noite de sono tranquila! Além dos quartos, há uma sala de estar, com Tv e sofás, que também é sala do café da manhã e de refeição. Bem iluminado e arejado! Ao lado tem uma cozinha pequena e bem equipada, com uma janelona que nos dá uma ótima vista da universidade (com possibilidade de ver o por do sol atrás dela, se o tempo ajudar!!!!). O banheiro e chuveiro são coletivos e bem perfumado (como todo o hostel), divididos entre feminino e masculino. No feminino há dois chuveiros e um banheiro, acho que o masculino também. O café da manhã é simples e gostoso. Uma mesa com pães, fruta (maçã e laranja), chás, leite, cereal, café, manteiga e geleias. A reservas fizemos por email (http://[email protected]), mas elas também aceitam reservas por Facebook. Bom, chegamos por volta das 10h30, deixamos nossas coisas no hostel (o quarto jà estava liberado) e fomos conhecer o centrinho da cidade. O caminho a pé nao é distante. Antes de chegar até a Universidade, passamos pelo Aqueduto de São Sebastião e cortamos pela rua (para evitar a imensa escadaria chamada Escadas Monumentais). A primeira parte da universidade que avistamos é aquela da Faculdade de Medicina e a Biblioteca Geral. E' aqui que se compra o ingresso para visitação (custa 7€). Chegamos no horário de saída dos alunos e vimos que eles usam um "uniforme preto", chamado de "Traje acadêmico", no qual eles costuram símbolos (provavelmente para mostrar graus ou algo do tipo). Por ser diferente, eles se tornam alvo de turistas (alguns até parecem circular por ali propositalmente . rs) A ala antiga da Universidade se encontra mais a frente, seguindo reto, sentido de quem veio da "super" escadaria. E' fácil perceber que se aproxima da parte antiga, graças a essa maravilhosa "porta", chamada Porta Férrea. E' ela que te ingressa ao belíssimo prédio da universidade de Direito, com a torre do sino (funcional) e no centro, um imenso pátio com a estátua de Don João 3 (chamado de Paço das Escolas). A visitação do lado externo da Faculdade é de graça, inclusive o interno da faculdade (bastante descuidado), mas o que faz valer realmente a visita ao local é a fantástica Biblioteca Joanina, a Capela de São Miguel e a Via Latina. Compramos o nosso ingresso na Biblioteca Geral (como escrevi acima, custa 7€) e aguardamos o horário de abertura da Biblioteca Joanina. Infelizmente não é permitido fotografar seu interno, mas pro esse link do Google (http://goo.gl/UsdkHN) é possìvel ver como ela é magnifica! Bom, a Biblioteca Joanina é do século XVIII, com estilo barroco rococó e foi construída sobre o antigo cárcere do Paço Real. Em seu interno, podemos ver frescos no teto e diversas molduras e detalhes pintados de dourado. O mobiliário é de madeira brasileira. Ela é dividida em três salas, todas revestidas de estantes e reúne cerca de 70 mil volumes, muitos deles primeiras edições! Veja mais e faça um tour virtual: http://bibliotecajoanina.uc.pt/ Na parte inferior à biblioteca, encontra-se a Prisão Acadêmica. Restos arruinados do que fora o antigo cárcere do Paço Real, documentando o único trecho de cadeia medieval subsistente em Portugal. Veja mais: http://visit.uc.pt/prisao Após sair da Biblioteca e subir as escadarias que dão para o Paço das Escolas e antes de entrar na universidade para seguir o restante do passeio, de uma olhada na paisagem que este local oferece (se não o fez antes de entrar). Na sequência, fomos visitar a Capela de São Miguel . Ela foi construída no início do século XVI, substituindo uma anterior, provavelmente do século XII. A sua estrutura arquitetônica é manuelina, estilo decorativo visível sobretudo nos janelões da nave central e no arco cruzeiro. Hà celebrações de casamentos, batismos, crismas e missas, que ocorrem aos domingos, ao meio dia. Contemplem: http://goo.gl/z34EE5 Saindo desta ala e retornando ao Paço, pegamos a escadinha ao lado da torre do sino e nos deparamos a um corredor, que eu acho que se chama Via Latina. Entramos no complexo, subimos algumas escadas e fomos conhecer a Sala dos Capelos (e Salas do Exame Privado e das Armas). Outro local proibido de fotografar! Bom, a Sala Grande dos Actos é a principal sala da Universidade de Coimbra, também conhecida por Sala dos Capelos uma vez que, ainda hoje, é utilizada nas cerimônias acadêmicas. Seguindo o corredor, visitamos a Sala do Exame Privado e a Sala das Armas. A Sala do Exame Privado fazia parte integrante da ala real do palácio. Foi câmara real (local onde o monarca pernoitava). A Sala das Armas fazia parte da ala real do antigo paço. Alberga a panóplia das armas (alabardas) da Guarda Real Acadêmica, que ainda hoje são utilizadas pelos Archeiros (guardas) nas cerimônias acadêmicas solenes (Doutoramentos solenes, “honoris causa”, Investidura do Reitor, Abertura Solene das Aulas). Aqui, te aconselho a ser xereta. Sim! rs Antes de ir embora, você verá uma escadinha e uma porta. Ela nao està trancada, apesar de nao ser convidativa. Ao abri-la, voce verà um terracinho maravilhoso que te darà uma otima visao da cidade e do Rio Mondego. E aqui, tua câmera não será proibida! A visitaçao à UC dura, caso voce entre nas salas que entrei e leia os panfletos explicativos do local, aproximadamente 2 horas. Mais detalhes sobre a UC: http://www.uc.pt/informacaopara/visit/paco Saimos de là direto para o almoço. Havìamos reservado uma mesa no Fangas Mercearia Bar, também no centro. Para achar, nao foi dificil, mas tivemos que perguntar para uma aluna que circulava pelo local e caminhar por suas ruas labirinticas. Aliàs, se voce gosta de ruazinhas assim, perca um pouco de tempo (e joelhos) nelas! Depois de descer as ruazinhas estreitas de Coimbra, chegamos no Fangas, na Rua Fernandes Tomas, 45. Um local pequeno, gostosinho, econômico e com um clima super romântico. Chegamos ali às 14h e tinha apenas a nossa mesa livre. Ainda bem que reservamos antes (aconselho reservar também. Fizemos pelo email [email protected]). Pelo o que nos disseram, eles abrirão na mesma rua o "Fangas maior", mesma cozinha, mas em outro espaço! Olhamos o menu e vimos que eles fazem algo parecido com um menu degustação (chamado Misto de 4 sabores). Assim como em outros locais que aceitam esses menus, a escolha dos pratos é por conta do chef! Dissemos apenas o que eu não poderia comer por causa da gravidez e o que queríamos provar (petiscos típico português!). Enquanto eles pensavam em nossos pratos, nos serviram vinho (um Tinto do Douro, Quinta do Soque) e Gasosa de Limão (um suco de limão com água com gás, estilo soda italiana). Para comer, um couvert com pãezinhos e azeite com alho. Quando escrevi acima "pratos", quis dizer refeição! E' que o local não serve propriamente "pratos", mas diversos tipos de petiscos. A ideia, segundo a Luisa, a chef super simpática que nos atendeu, é estranha para moradores e para alguns turistas, que aguardam pratos únicos! Mas vou ser sincera, mesmo para almoço a ideia me agradou bastante. A primeira degustação continha uma cesta de pães e 4 porções com: batata recheada de queijo fresco (eu, amante de batata, achei divina!), fatias de queijo de cabra temperado (também deliciosa), alheira (uma "invenção" portuguesa maravilhosa. Trata-se de um enchido de varias carnes, geralmente de caça), filé de sardinha (o prato mais tradicional do país). A segunda degustação, que veio ao mesmo momento que a primeira, continha um pastel de requeijão com tomate cereja (parece mais um rolinho primavera! E' bem saboroso, mas achei pesado no alho), cogumelos com queijo fresco e temperos (o Thiago adorou, eu nem tanto, mas não sou fã de cogumelo!), tomate com toucinho fumado e amêndoas (uma delícia) e por fim, a maior surpresa da degustação: pimentão com toucinho fumado. Por que digo surpresa? Porque tanto eu, como o Thiago deixamos este petisco por último por ser aquilo que talvez fizéssemos careta e deixássemos no prato, mas o sabor é tal delicado e saboroso que simplesmente amamos! Super aconselho! Enquanto isso, o Thiago bebeu mais uma taça de vinho (um tinto Dão, da Quinta das Marias) e eu fiquei com uma Gasosa de groselha. Após esta sequência de petiscos, fomos para a sobremesa. O primeiro, um bolo de chocolate com nozes e vinho do porto (lembrava bastante o nosso "petit gateau", mas sem o creme interno) e um doce de ovos com amêndoas. Chocólatra que sou, fiquei com o primeiro! Preços: Depende, claro, do que for pedido, mas sai uma média de 15 a 18€. Fiz uma foto do cardápio. Cliquem para aumentá-lo Meu relato sobre o Fangas: http://osamigosdemochila.blogspot.com.br/2014/04/FangasBarCoimbra.html Saímos do restaurante e fomos conhecer o centro, caminhamos em sentido ao Arco de Almedina, ali, meu marido parou para tomar outra "Ginjinha", desta vez no copinho de chocolate! rs A Ginja é um licor da fruta de mesmo nome, que parece uma cereja. E' docinho e gostoso, mas bastante alcoólico! Infelizmente nao achamos no nosso ùltimo mercado antes de irmos embora. Eu iria adorar bebe-lo apòs a gravidez! Ultrapassando o Arco, chegamos à principal rua comercial do centro: a Ferreira Borges. Este pedacinho é para andar e se perder. Além de docerias, há bastante igrejas e casas antigas. Alguns destaques: o gigantesco suspiro! Não sei qual é o nome que eles dão e nem se há algo de diferente nele. Meu marido não é tao fã, então para matar a vontade comprei um pequenininho, mas se estivesse em turma, teria comprado o grandão! Há uma casa medieval ainda em pé neste centrinho. Se mal me engano está na rua Sargento Mor (está na foto abaixo) e hoje é sede da Go Tour, que faz passeios turísticos pela cidade. Ainda caminhando pelo centro, entramos em uma igrejinha de 1131, com decorações internas de azulejos (Mosteiro de Santa Cruz). Mais a frente tinha um mais antiga ainda, a Igreja de Santiago, iniciada em 957 (mas estava fechada)! O sol começou a se por e o frio e a preguiça bateram forte. Resolvemos voltar a pé, para passar pela Sé antiga e nova. Subimos uma ruazinha e ali apreciamos um magnifico por de sol, de cor alaranjado! Amo por do sol! Voltamos para o hostel para dormir um pouquinho e, mesmo com muita preguiça, resolvemos sair para jantar na parte alta da cidade mesmo. Fomos no Dux Petiscos e Vinhos. Para quem está no centrinho de Coimbra, este Dux é um pouco distante (há um outro no centro, o Dux - Taberna Urbana, mas nao o conheci). Convém pegar um táxi. Chegamos por volta das 20h30. A casa ainda estava vazia, mas aos poucos foi-se enchendo. Por volta das 21h30 não tinha mais local vago! Pedimos uma degustação de vinhos e petiscos portugueses e fomos atendidos pelo Rodrigo (que se preparava para obter o diploma de Sommelier). Ele optou por nos oferecer vinhos da região da Bairrada (onde fica Coimbra) com o intuito de provar que a região tem valor e resolvemos aceitar a sugestão. Para iniciar, nos serviram um couvert: Três tipos diferentes de pães, azeite e azeitonas temperadas. A degustação iniciou com um Frizante Bruto Natural Rosé da Quinta das Bágerias e na sequência, uma entradinha deliciosa de carpacio de novilho, rúculas e parmesão. Entre essa entradinha e o primeiro prato do menu degustação, o Rodrigo nos apresentou um Bairrada branco, Volúpia, uma mistura de 3 castas (Sauvignon Blanc, Chardonnay e Maria Gomes). Como não sou grande apreciadora de rosés e brancos, degustei bem pouquinho aqui, à espera do tinto! Para comer, nos trouxeram duas panelinhas vermelhas com o famoso Bacalhau a Brás e pedaços de Alheiras de carne de caça com Grelos. Uma delícia! Enquanto isso, o Rodrigo nos apresentou o tinto Bairrada, da Eskuadro e Kompasso, com as castas Baga e Touriga Nacional. Um vinho forte, mas não com muito corpo e nem muito tanino, aprovados por nós dois! Para acompanhar o vinho, veio um baldinho com batatas rústicas, salgadas com pedaços de sal (como amo esse sal!!!!), Cogumelos salteados com linguiça e ovo cozido e para compor, um picado de carne de vitela com molho mostarda que leva o curioso nome de Pica Pau! Os cogumelos, comi pouco. Devo ter escrito por aqui que não sou tão fã, mas a combinação da linguiça deu um toque especial ao prato. Já, o Pica Pau! Apesar da barriga cheia, adorei! O Thiago achou forte no alho. Talvez por ter sido o primeiro a pegar (acho que a parte branca em cima da carne é o tempero). Mas a carne estava bem saborosa e muito macia! Enfim, a sobremesa! Ela chegou com ar misterioso: um prato, o Rodrigo nos disse: "Este é o nosso famoso pudim de leite, mas este prato aqui (um creme de leite, estilo Crème brûlée), tem uma especiaria diferente. Tentem descobrir qual é!". Bom, eu cheguei perto, mas errei! E não direi aqui para deixar vocês curiosos em pedir este doce! E' uma delícia e esse tempero a mais deu um sabor bem diferente ao famoso doce! Preços: Depende, claro, do que for pedido, mas sai uma média de 15 a 20€. O menu degustação básico para 2 pessoas com 1 vinho, 4 petiscos e 2 sobremesas sai por 30€! Na pagina do Facebook, eles divulgam o cardápio de petiscos. Se a tua visita for ao sábado, como a nossa, aconselho fazer reservas ou chegar antes das 21hs. Fizemos pelo e-mail [email protected]
  21. NOSSO QUARTO DIA: LISBOA O dia amanheceu com um pouco mais de sol e resolvemos fazer o mesmo percurso que fizemos ontem, caminhando pelo Tejo até chegar à praça do Comércio. Como amante de fotografia, queria fazer algumas fotos com o tempo bom! Aliás, para os amantes da moda, aconselho a conhecer o MUDE - Museu do Design e da Moda (http://www.mude.pt), que fica na Augusta, logo após o arco. Nao fui, mas o museu é considerado uma das mais importantes coleções de design e de moda a nível internacional, composta por cerca de mil objetos de mobiliário e utilitários de design, e 1200 peças de alta costura representativos dos momentos artísticos mais marcantes do século XX (fonte Wikipedia). Neste dia, compramos alguns cartões postais, fomos atrás de uma agencia dos Correios e fizemos praticamente o mesmo caminho do dia anterior, mas para ir sentido um restaurante que havíamos ouvido falar muito bem: O Café de Sao Bento, que fica em frente à Assembléia. Decidimos ir ali pois, pelos viajantes do Tripadvisor, o melhor bife de Lisboa está ali! Para começar, fomos MUITO bem atendidos. O local é chiquetoso, mas com 15 euros é possível (durante o almoço semanal) comer pratos completos (couvert, o prato do dia, bebida e café). Infelizmente o tal Bife não faz parte , mas no site deles tem a tabela de preços. Comemos presunto cru e queijo Serra da estrela como entradinha, os dois famosos bifes da casa (Bife do Café de São Bento e Bife à Portuguesa), ambos acompanhados de batata fritas e depois, sobremesa. Minha opinião: vale muito a pena! A carne é saborosa, bem macia e o molho é muito bem feito. Eu gostei mais do Bife à Portuguesa que o famosão Bife do Café de São Bento, mas é porque não tomo leite e acredito que havia creme de leite em seu molho! Meu post sobre o local: http://osamigosdemochila.blogspot.com.br/2014/04/cafedesaobento.html Saímos do restaurantes e tentamos nos perder por suas ruazinhas. Apesar de ser um bairro cheio de subidas e descidas, é uma experiencia que vale a pena! No meio do caminho encontramos casinhas graciosas, sebos com livros brasileiros e ninguém tomando conta, lisboetinhas voltando da escola, jovens desempregados fazendo protestos pacíficos! Foi muito bacana! Neste caminho, vimos indicação para as ruínas da Igreja e Convento do Carmo (Museu Arqueológico do Carmo) e decidimos entrar. Procurei no site oficial o preço da entrada, mas não encontrei. Acho que nos custou aproximadamente 3€ a entrada, mas há descontos de 20% para quem tem o Lisboa Card. O conjunto, que já foi a principal igreja gótica da capital, e que pela sua grandeza e monumentalidade concorria com a própria Sé de Lisboa, ficou em ruínas devido ao terramoto de 1755, não tendo sido reconstruído. Constitui-se em um dos principais testemunhos da catástrofe ainda visíveis na cidade. Atualmente as ruínas abrigam o Museu Arqueológico do Carmo, que inclui um sarcófago e uma múmia!. (mais infos: http://www.museuarqueologicodocarmo.pt) Ao lado da igreja do Carmo, hà uma descida curvosa que sai na parte de cima da estação do Rossio (a pronuncia é RossIo). A pegamos e fomos ver a tal estação. O prédio é imenso e realmente muito bonito. Até então, tínhamos ido até o teatro, na praça Dom Pedro, mas não havíamos continuado. Desta vez, ao invés de retornarmos sentido rua Augusta e Cais, resolvemos seguir adiante, sentido rua da Liberdade. Antes de escrever sobre esta imensa rua, cheia de lojas de grifes, seria interessante falar sobre o Marques de Pombal. Nao me lembro nada de história (deixei de lado após ser aprovada no vestibular - rs), mas em Lisboa ele foi responsável pela reorganização e reestruturação da cidade após o terremoto. Fazendo um outro parentese aqui, sempre critiquei o modo caótico português de criar suas ruas. Percebi que a confusão era lusa após visitar Colonia do Sacramento e comparar a parte histórica portuguesa, com a parte organizada espanhola. As ruas de Portugal são sinuosas, tortas e cheias de vielas e ruas sem saída, exceto na parte central de Lisboa, iniciando no Terreiro do Paço (onde está o inicio da Rua Augusta) até o final da rua Liberdade. Essa parte foi a parte destruída pelo terremoto e reorganizada pelo Pombal. Voltando, apesar do frio, resolvemos caminhar por esta rua. Além de lojas de roupas de grifes, encontra-se também o carissimo Hard Rock, com cervejas portuguesas pelo triplo do preço (rs). No final, há uma imensa rotatória em homenagem ao Marques. Ficamos um tempo ali, em um banco da praça, contemplando o frio (rs) e descemos para o metro. Ali dentro, encontrei uma loja de roupas infantis com ótimas promoções. Blusinhas de soft e camisetas de manga longa por 2 e 3 euros. Blusas de moletom felpudas por 5 euros! Fiz uma meia festa! rs (ai se eu soubesse na época que eu esperava um menininho.....) Chegando na estação Cais de Sodré, como no dia seguinte acordaríamos cedo para Coimbra, decidimos parar no mercado e comprar coisinhas para petiscar. Compramos vinho, suco, um pacote de alfaces mistas lavadas, queijo, presunto cru, iogurte, chocolate e desta vez, ultrapassou os 10 euros - rs. Total 13€, mas apenas prq eu quis um Milka diferente! Ao chegar no hostel, a recepcionista noturna (que eu não havia notado), gritou meu nome e veio correndo ao nosso encontro. Ali, ela nos informou, que não tínhamos reserva para aquela noite e que nossas camas já estavam ocupadas. Bom, quando iniciei a minha busca por hostels em Portugal, tinha a idéia de sair de Lisboa no dia de "ontem" e passar o dia de "hoje" em Sintra. O Joao, do Almaa Hostel me disse que ele estava com um grupo imenso, mas que estaria livre nas semanas seguintes. Por causa disso, reorganizei a minha viagem e repassei o cronograma para o Eric, que fez minhas reservar, com um dia a mais em Lisboa e um a menos em Alfama. O problema é que eu apenas mandei o cronograma, eu não disse: aumente mais um dia aqui e diminuía mais um dia lá! E ele não percebeu! Como foi meu marido que assinou o check in, ele também não percebeu e tudo isso passou batido. Neste ponto, ainda bem que o Destination é uma rede. A recepcionista rapidamente entrou em contato com os outros hostels e conseguiu uma vaga para nós no Lisbon Destination (o da estação de Rossio). O ruim foi o incomodo de ter que enfiar correndo as coisas nas mochilas (já estava tarde), pegar novamente o trem e ir até Rossio. Chegando lá, nos direcionaram ao nosso novo quarto, um local menor, com 4 camas e um banheiro, bem iluminado e com o pé direito super alto. Tomei meu banho e descemos para jantar. Ainda bem que compramos coisas leves! Sobre o Lisbon Destination: Ele é tao bem localizado quanto o Sunset. Está dentro da estação de trem do Rossio e ao lado do metro Restauradores (parece que tem uma passagem entre as estacoes, mas não achamos. Fomos por fora mesmo). Está distante do rio Tejo, mas ao lado do burburinho turístico (entre a Av. liberdade e a Augusta). E' bem grande e modernoso. Os quartos estão no piso superior (acho que também tem quartos no piso inferior, mas não tenho certeza), todos fechados com cartão magnético. O saguão do piso inferior é a área coletiva do hostel, com um pequeno bar, sofás, redes e pufs para sentar, uma mesa de bilhar e uma cozinha imensa. Tudo aberto, como se fosse um loft!
  22. NOSSO TERCEIRO DIA: LISBOA O dia estava nublado com um friozinho chato, mas decidimos sair do hostel e seguir para a praça central (praça do Comércio) a pé, nas margens do rio Tejo. A Praça do Comércio, também conhecida por Terreiro do Paço, é considerada uma das maiores praças da Europa. O local, antes do grande terremoto de 1755, foi local do palácio dos reis de Portugal durante uns 200 anos. No centro da praça, vê-se a estátua equestre de D. José e ao centro, como entrada à rua Augusta, encontra-se o Arco Triunfal , também a entrada para a Baixa. Caminhamos pela praça, demos uma olhada na estàtua e seguimos em direçao ao lado direito da praça (para quem olha em direçao ao arco). Ali se encontra o Lisbon Story Centre e ficamos interessados em conhecer. Para quem tem o Lisboa Card, eles dão descontos de 20%. Quem não tem, custa 7€. Também há um valor para família e um combinado para quem quiser subir o Arco Augusta (entrem no site para mais infos). O local é interessante, principalmente para crianças (exceto as impacientes - rs). E' um museu áudio visivo que conta a história de Portugal, desde seu início, passando pela época dos descobrimentos, do terremoto (inclusive tem uma sala que simula os tremores), da destruição e reconstrução, até os dias de hoje. Ao comprar o bilhete, você ganhará um equipamento "audio guia" com um sistema gps, que localizará automaticamente a sala no qual você se encontra e contará a história daquele local. A visitação dura aproximadamente 1h. (mais infos: http://www.lisboastorycentre.pt) Saindo de là, fomos caminhar pela famosa Rua Augusta, que inicia no arco triunfal, ligando a Praça do Comércio até à Praça do Rossio. E' uma rua pedonal, com uma elevada concentração de comércio, entre lojas de marca, lojas para turistas e restaurantes. Caso tua ideia seja comer por aqui, circulem pelas paralelas (na rua dos Correeiros, há vários restaurantes pescando os turistas que por ela passam). Antes de chegar na praça do Rossio (também chamada de Don Pedro IV), cruzamos a rua de Santa Justa, com o famoso elevador\mirador de Santa Justa (http://www.carris.pt/pt/ascensores-e-elevador), gràtis para quem tem o Lisbon Card e 5€ para quem nao tem! Agora, o melhor de tudo serà passar pela praça do Rossio e encontrar esse carrinho de morangos do ALGARVE! Sao imensos, gostosos e super docinhos. E o melhor: a caixinha me custou 2 euros!!!! Bom, se você está na praça, precisa entrar na Confeitaria Nacional e provar algum dos docinhos da loja! Ela está lá te aguardando desde 1829! rs O endereço certo é Praça da Figueira x Rua dos Correeiros. Saimos do bairro da Baixa e seguimos sentido a Alta, passando pela Chiado. Pegamos a rua do Carmo (a pegamos do inicio, perto da praça, mas também é possível pega-la pela rua Santa Justa) e depois a Garret. O bairro do Chiado tem bastante lojas e cafés, mas também tem ótimas livrarias. A mais tradicional e imensa é a Bertrand, inaugurada em 1732. Era uma espécie de clube literário, frequentada por diversos políticos e literários, entre eles, Alexandre Herculano, Eça de Queirós, Antero de Quental e inclusive o nosso D. Pedro II!! Mais acima, na direção da praça Camões, está o famoso café "A Brasileira". Sempre muito lotado, com mesas externas e inclusive uma estátua de Fernando Pessoa (não conseguimos uma folga para fotografarmos - rs). Na sequencia, a praça de Camões e um pouco mais abaixo, seguindo pela rua Paiva de Andrada, o Teatro de São Carlo, com o restaurante Café Lisboa, onde fomos almoçar. Bom, tentamos, nesta viagem, fazer uma viagem gastronômica. Assim como em Lima, que quisemos conhecer um dos restaurantes do Gastón Acurio, aqui tivemos o prazer de conhecer um dos restaurantes do jovem Chef português José Avillez. Entre o Belcanto, o Cantinho do Avillez e Pizzaria Lisboa, fomos no charmoso Café Lisboa, no centro da cidade. Havíamos feito a reserva antes e pedimos um menu degustação. Algo que eles não fazem (mas conseguimos uma exceção - rs). Fomos atendidos pela simpática Inês, a chefe de sala do restaurante. Ela nos mostrou o salão e a esplanada (o local externo), perguntou onde ficaríamos (chuviscava e fazia friozinho, ficamos lá dentro mesmo! Nossa refeição começou com um couvert de pães (uma cestinha contendo pães de Mafra, tostas e broa), manteiga, um molho feito com tomate, azeite e alho e um potinho de azeitona temperada e marinada no limão e laranja. Uma ideia simples e deliciosa, que parece ser normal em Portugal, mas que meu marido e eu achamos brilhante! Na sequência veio a entrada. Para começar, a Inês nos apresentou um vinho assinado pelo próprio José Avillez, uma parceria dele com a Quinta de Monte D'Oiro, de Lisboa. A carta de vinhos da casa é boa, mas aceitamos experimentar seus vinhos. Começamos com o rosé. Quero dizer, o Thiago começou, eu beberiquei apenas. Fiquei com um suco de limão e hortelã! A nossa entradinha foi muito boa, a começar pelo Nugget de Bacalhau (destaquei na foto), uma das coisas mais deliciosas que provamos em Portugal. Um empanado com bacalhau fresco, macio e saborosíssimo. O nugget vem acompanhado de uma maionese de alho e cebolinha, também muito boa, mas do meu ponto de vista, o molho esconde o sabor desta maravilha! Complementando a entrada, uma saladinha com tostas e cabeça de Xara com Molho de Mostarda e Pickles. Assim que terminamos a nossa entradinha, deu se início aos pratos principais (sim, no plural). A Inês veio então nos mostrar o vinho tinto JA e na sequência, o garçom nos trouxe o famoso Bacalhau a Brás, prato muito típico do país e que até o momento não tínhamos degustado. No entanto, a versão de Avillez contém Azeitonas Explosivas (o prato se chama Bacalhau a Brás com Azeitonas Explosivas), são azeitonas que derretem na boca (meu conselho, a tragam na boca com um pouco do bacalhau, senão ela estoura no garfo). Pensávamos que esse era o único prato principal, que a sequência seria a sobremesa. Para o meu engano, trocaram nossos pratos e colocaram mais garfos e facas. Eu já estava bem satisfeita e disse ao Thiago: "Estou vendo pessoas comendo um pastel gigantesco. Será que é o que iremos provar?" Quanto vi o garçom se aproximando com dois pratos, cada um contendo 2 grandes pasteis, respirei fundo e pensei: "Filhotinho, abre o apetite que aqui vem bem mais" - rs! Além dos pasteis, veio um prato de arroz e a Inês veio à nossa mesa explicar: "Finalizaremos com uma das especialidades da casa, o Pastel Lisboa com Arroz de Grelos. Estes pasteis, que parecem pasteis de ventos, são recheados com uma carne bem macia de vitela. Os pasteis se comem juntos com o arroz de Grelos, um tipo de couve, bastante usada em nosso país". Dito isso, fomos experimentar. Estava uma delícia, mas eu aguentei apenas um pastel. Diria que apenas este prato é uma super refeição. Diferente dos nossos pasteis de feira, o Pastel de Lisboa é bem sequinho (leve impressão de que ele é assado e não frito) e a carne era mesmo bastante tenra. Quanto ao arroz, adorei! O sabor do grelho me lembrou bastante o espinafre! Mal cabia espaço para a sobremesa, mas lá fomos nós. Recebemos em nossa mesa o Pastel de Nata, nosso segundo em Portugal e, para diferenciar daquele de Belém, JA usa aqui uma receita que ele considera especial! Bom, estava delicioso! Mas como digo a todos: precisaríamos provar todas as receitas no mesmo momento para dizer qual é o melhor pastel de nata. rs Para terminar a digestão, Thiago ficou com um cafezinho e eu, com uma infusão de Tília! O menu com os preços está disponível no site, podendo ser acessado através deste link: http://www.cafelisboa.pt/pt/menu.html Leia mais sobre a nossa experiencia: http://osamigosdemochila.blogspot.com.br/2014/04/CafeLisboa.html Terminado o almoço, vimos que garoava! Tínhamos decidido conhecer o Museu Nacional de Arte Antiga de Lisboa e sabíamos que o caminho era "rua abaixo". Mas como não queríamos retornar para a Praça Camões (o caminho mais lógico), tentamos descer a rua do teatro (Largo Picadeiro) e demos uma volta imensa e inútil! rs Ao chegarmos na parte mais baixa da cidade, exatamente no Cais do Sodré, pegamos o bondinho amarelo (chamado de elétrico). Ele é mais caro que o ônibus (chamado de autocarro) normal, mas para quem comprou o Lisboa Card, ele é gratuito nos 3 primeiros dias. Pedimos para uma moradora nos indicar o ponto e após 4 ou 5 paragens (e nao paradas - rs), descemos. Chovia muito e, para chegar até o museu, tivemos que subir alguns lances de escada! Infelizmente, por causa da chuva, não fotografei a parte externa. A entrada, para quem tem o Lisboa Card, é livre (exceto para as mostras temporárias), quem não o possui, custa 5€. O museu é dividido em Coleção de Artes Plásticas (Escultura, Pinturas e Gravuras, ) e Coleção de Artes Decorativas (Ourivesaria, Cerâmica, Mobiliário, Têxteis e Vidros). Como estávamos com muito sono, escolhemos as pinturas européias, que se encontra no Piso 1 (que é o térreo) mas começamos erroneamente no Piso 2 (para nós, piso 1 - rs) onde estão expostas as coleções de Ourivesaria e Joalharia portuguesa (que inclui algumas peças indo-portuguesas e europeias), Cerâmica (com as faiança portuguesa e porcelana da China e Japão), Vidros portugueses e as Artes Orientais. Destaque para os Biombos de Arte Namban. Ao percebermos a confusão, descemos e seguimos com muitos bocejos, a arte antiga européia. Nao dá, claro, para comparar aos grandes museus italianos que conheci, mas o acervo é muito bom, com destaques para Rafael, Piero della Francesca, Dürer e Bosch! (mais infos: http://www.museudearteantiga.pt ou http://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_Nacional_de_Arte_Antiga) Veja aqui o link com as preciosidades do museu: http://www.museudearteantiga.pt/pt-PT/exposicao%20permanente/obras%20referencia/ContentList.aspx e baixe o mapa do museu: http://www.museudearteantiga.pt/Data/Documents/Expo%20Permanente/PlantaMNAA.pdf O cansaço nos pegou de jeito e fomos embora assim que terminamos de ver a sala européia. Voltamos ao hostel e dormimos por umas 2 horinhas. Na sequencia, saímos para jantar na "taverna" Caso Sério, casa que serve a famosa Tosta XL portuguesa e que, às quintas feiras, tem apresentação de Fado. Não sabíamos exatamente onde era. Estávamos perto da Casa dos Bicos, na parte debaixo e decidimos chamar um taxi. Ao entramos, o taxista nos falou: "Vou ser sincero, entre naquele arco, suba uma escada, vire a direita, a esquerda e vocês chegam lá! Ir de taxi é jogar dinheiro fora!". rs Não sei se foi honestidade ou falta de vontade de nos levar até lá!. Agradecemos e pegamos o tal atalho. Algumas subidas e incertezas depois, chegamos em frente à igreja da Sé. Não sabíamos se a rua era a direita ou a esquerda da igreja e, claro, fomos para o lado errado (o da esquerda, e que rapidamente foi corrigido). Em nossos passeios, não havíamos ainda ido para aquele lado e pelos muro que circundava a igreja, achávamos que estávamos ao lado do castelo. O local é pequeno e aos poucos começa a encher. Como havíamos reservado mesa, a nossa, em um cantinho perto da janela, estava nos aguardando. Pedimos a tal famosa Tosta XL de frango. Um pão de forma imenso, torrado com creme de frango e aspargo. O Thiago foi de vinho e eu fiquei com um suco de laranja. A Tosta é bem gostosa, mas eu, que não consigo comer pão "seco" (preciso de algo, como manteiga, pate, requeijão ou até azeite), achei que merecia mais um pouco de recheio! A apresentação da banda iniciou às 19h30, mais ou menos quando chegou a nossa Tosta. Pela foto é possível ver como o lanche é grande. Não é que pedimos 4 não, é apenas uma (e custa apenas 5€!!!!). Para completar o prato, saladinha e batata palha. A primeira parte do show dura uns 15 ou 20 minutos. Há uma pausa e recomeça! O mais curioso e interessante é que eles pedem para que os clientes fiquem quietos, pois o cantor não utiliza microfone, mas o que eu achei mais engraçado é que o pessoal respeita (igualzinho aqui #SQN). Como queríamos ficar mais (o show é bem animado e interessante, pois a dupla não canta apenas Fado), pedimos o menu e o Rui nos ajudou com um vinho e um queijo para o Thiago. O vinho escolhido foi o Montaria e o queijo de cabra Saloio. Eu fiquei com uma salada de rúcula com tomate cerejinha e uma tônica. A salada estava bem temperada, com um sabor bem delicado. O queijo estava bom, achei bem forte no tempero, mas o Thiago apreciou bastante. Preços: A Tosta, para duas pessoas, custa 5€. Mais um saladinha, um vinhozinho, um petisco, um casal deve gastar de 15€ a 20€. Por ser pequeno, aconselho fazer reservas, principalmente nos dias de apresentação. Fizemos pelo email [email protected] Segue aqui o post sobre o Caso Sério: http://osamigosdemochila.blogspot.com.br/2014/04/casoSErio.html Como a chuvinha havia passado, decidimos circular a noite pelo centro, com seus prédios iluminados. Pegamos novamente a Rua Augusta e fomos sentido a praça do Rossio. De lá voltamos também a pé. Super tranquilo!
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