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pedro.biondo

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4 Neutra
  1. Novas regras para visitar. https://brasil.elpais.com/brasil/2017/07/24/elviajero/1500918498_125283.html
  2. MORRO DE SÃO PAULO De Boipeba para Morro de São Paulo pode-se contratar uma lancha, pegar um passeio em volta da ilha e descer por lá ou atravessar o rio e pegar um 4x4 contratado previamente e ir pelas praias, se a maré permitir, até um certo ponto e depois por estradas até chegar na cidade. Foi a nossa escolha, que custou R$ 90 por pessoa, arranjado pela própria pousada. De lancha ficaria R$ 70,00 com paradas, o que nos faria perder o dia. Saímos logo cedo, após o delicioso café da manhã preparado pela Penha e equipe. Pegamos o barco em frente à pousada e em 5 minutos já estávamos na Ilha de Tinharé. Montamos na Toyota e partimos rumo a Morro de SP. No caminho uma parada para uma água de côco na Praia de Garapuá de águas calmas e límpidas. A partir daí, o caminho foi pela estrada, cruzando alguns rios com até 1 metro de água. Atolamos ao sair da estrada cruzando com outro veículo mas o 4x4 deu conta, foi só o susto. Chegar a Morro por terra tem a vantagem de não ter que subir as ladeiras após o atracadouro. Mas ainda tem uma pequena caminhada até a pousada, os poucos veículos ficam restritos à rua de trás da praia. Reservamos a Pousada Bahia Tambor que fica de frente para a praia e tem um piscina de borda infinita maravilhosa. O atendimento é cordial e o café da manhã ótimo. Tudo bem limpo. O ponto negativo foi a falta de guarda-sol na piscina. A localização, na segunda praia, não podia ser melhor por isso o preço um pouco salgado R$250 a diária. Muitos bares e restaurantes nas proximidades com promoção, com preços semelhantes aos de Boipeba. Depois de almoçarmos numa das barracas e tomarmos um banho de mar, fomos descansar para ver o pôr do sol na falada Toca do Morcego, recomendaram-nos chegar às 16:30h para pegar um bom lugar. Chegando lá, para nossa surpresa, a Toca estava fechada e só deve reabrir em Junho. Ainda assim, deu para ver o pôr do sol do alto do morro mas ainda acho o de Boipeba mais bonito. Aproveitamos então para dar uma volta pelas ladeiras da vila e comprar algumas bugigangas. Jantamos no Sambass Bar, um prato misto de lagosta, camarão, peixe e polvo que serviu 4 pessoas, a R$ 150. Boa comida. Cada um ganhou um drink de boas vindas. No dia seguinte acordamos cedo para aproveitar a maré baixa que forma piscinas naturais acessíveis na Terceira Praia. Por sorte levamos umas sapatilhas que compramos numa viagem a San Andrés na Colôbia, há muitos corais e o acesso descalço é um pouco difícil. Muitos peixes ficam aprisionados nas piscinas então dá para se divertir bastante. Uma senhora vende um saquinho de ração e assim o cardume perto de você fica garantido. Com nossa Nikon AW120 subaquática, tiramos ótimas fotos. Voltamos então para trocar de pousada por uma mais barata já que não havia necessidade de pagar muito por um lugar apenas para dormir. Fomos para a Bahia 10, do mesmo grupo, diária de R$ 150, na rua de trás. O mesmo conforto mas sem a piscina de frente para a praia. Depois fomos comer um guaiamu no Caranguejo Vermelho, também uma boa opção. Ao entardecer fomos de novo na vila para dar uma volta e jantar. No dia seguinte contratamos um "taxi" para levar nossas malas até o atracadouro de onde pegamos a lancha para Valença, onde nosso carro estava estacionado. Apesar do pouco tempo, foi possível conhecer muitas praias e desfrutar de belas paisagens. Ainda faltou conhecer Bainema. Cova da Onça e Ponta dos Castelhanos. Embora Maio seja um mes de muitas chuvas por lá, demos sorte e pegamos tempo bom. Nossa avaliação foi muito positiva e certamente são lugares que valem a pena uma nova visita.
  3. BOIPEBA Aproveitando uma estada na Bahia, fizemos as mochilas e fomos conhecer as ilhas de Boipeba e Tinharé, ao Sul de Salvador. Foi na baixa temporada então pudemos gozar da tranquilidade desses lugares, bem como preços mais acessíveis. Traçamos um roteiro de Sul para o Norte, a partir de Valença, um dos locais de onde saem as barcas e lanchas para as ilhas. Há outras opções que estão bem explicadas neste post da VANEZA COM Z. Como já estávamos na Bahia com carro alugado, deixamos o carro em um dos estacionamentos perto do cais, que têm preço padronizado de R$ 25 a diária. Não conseguimos comprar os bilhetes para a lancha rápida pela internet na ISLAND TOUR por problemas de conexão mas conseguimos comprar e embarcar no próximo horário. O bilhete custa R$ 44. Não aceitam cartão. Ainda deu tempo de ir no caixa do Itau, o único por essas bandas. Os horários podem ser consultados no mesmo site e há menos partidas para Boipeba do que para Morro de São Paulo. Escolhemos Valença pois nosso retorno de Morro também seria por lá. Os outros atracadouros priorizam um ou outro local então o retorno seria mais complicado. A viagem dura cerca de uma hora pela lancha rápida e é feita por rio até a foz do Rio do Inferno, onde fica Boipeba. Então é tranquilo, sem enjôos. Não é muito confortável mas é por pouco tempo. O incoveniente foi um trecho com chuva, os pingos chegam a doer e as mochilas ficam expostas, podem molhar. Mas a chegada já mostra um pouco do que Boipeba tem para mostrar. O marinheiro parou a lancha na praia antes do atracadouro, quase em frente à Pousada Pérola do Atlântico, que havíamos reservado já dentro da lancha. Não podia ser melhor. A Pousada é muito charmosa, pé na areia literalmente, e o pessoal muito atencioso. O café da manhã caseiro é espetacular. A Penha que administra a pousada tem sempre umas dicas. Diária standard R$ 140. Muito bem localizada, com bares e restaurantes próximos, com direito a um belo pôr do sol. Os preços dos bares são mais baratos do que Santos ou Guarujá, caipirinha a R$ 8 e cerveja 600ml a R$ 10. Fomos no Toca do Lobo, Restaurante da Família e Ponto da Barra, este último o mais aconchegante. Fomos também comer uma tapioca na Praça, onde há várias barracas com diversas opções. O dia seguinte foi reservado para a maratona das praias, saímos antes das 9h para aproveitar a maré baixa, começando pela Praia da Barra, onde estávamos. Há um mapa com o roteiro abaixo, com quase 6 km, com o ponto zero invertido. Não dá para fazer esse roteiro com maré alta. No fim dela há uma acesso para a Pousada das Mangabeiras, uma das mais caras da ilha. O início do acesso é através de escadas e depois uma trilha que vai desembocar na Praia de Tassimirim. Depois dela, vem a Praia de Cueira, onde tem o famoso Restaurante do Guido e suas lagostas. Leva-se uma hora para chegar lá. Não estava nos nossos planos parar ali, dizem que está muito caro e também era muito cedo. No fim dessa praia existe um rio que torna-se difícil atravessar com a maré um pouco mais cheia. Dizem que também tem muitas casca de ostras, portanto recomenda-se atravessar calçado. Nós atravessamos pela praia pois a maré estava baixa. Depois entra-se em uma propriedade particular por uma porteira e segue-se a trilha até a próxima praia. Todo esse roteiro com paisagens deslumbrantes. Continuamos em Moreré e paramos no Restaurante Paraíso do Sr. Gentil, que está por lá há 16 anos. Não há telefone portanto não aceita cartão. Já contávamos duas horas de caminhada. Hora para uma água de côco e um banho de mar nas águas cristalinas e mornas numa paisagem fantástica. Não é o Paraíso mas deve estar próximo. O Sr. Gentil disse que de tanto falarem para ele que ali era o Paraíso, ele deu o nome ao restaurante. Comemos uma lagosta grelhada R$120 e uma moqueca de polvo com banana R$ 90, ambos deliciosos, para duas pessoas cada. Dá para chegar por lancha, vale a pena. Como vínhamos com recomendação da pousada, pudemos pagar a conta depois num mercadinho da vila, numa espécie de escambo. Com a maré cheia, não dava para fazer o caminho de volta, principalmente depois das cervejas. E o relógio já marcava 3 da tarde! Caminhamos então por uns 20 minutos até a vila de onde sai um trator para o centro, R$ 10 por pessoa. A estrada é muito ruim, realmente só para trator. O ponto final fica a uns 20 minutos de caminhada até a pousada. Daí é sentar num barzinho e de novo apreciar o pôr do sol, que ninguém é de ferro. No próximo post falarei de Morro de São Paulo.
  4. Não é solar mas é uma opção a ser avaliada: http://www.ecycle.com.br/component/content/article/41-pegue-leve/5117-carregador-portatil-hidreletrico-pode-facilitar-a-vida-de-e-mochileiros.html?lb=no&utm_source=eCycle&utm_campaign=b99ac789c5-Newsletter_285_28_11_2016&utm_medium=email&utm_term=0_ca1df616f8-b99ac789c5-150537893&mc_cid=b99ac789c5&mc_eid=9c3c17dc0d
  5. Obrigado Ed, é a minha contribuição em troca das muitas informações que tirei daqui.
  6. Conclusão Para fazer um fechamento da viagem, vou abordar mais alguns aspectos. O que faltou conhecer: não visitamos a Catedral por dois motivos, falta de tempo e por ela estar interditada um bom período por causa dos protestos. Não valeria a pena gastar 25 soles do ingresso para fazer a visita correndo. Gostaria de ter feito um curso de culinária, fica para a próxima. Não fomos às Salinas de Maras e apesar de não ser um lugar histórico me parece bem pitoresco. Embora tenha ido ao Museo del Pisco duas vezes, não tive oportunidade de preparar o meu próprio Pisco Sauer, orientado pelo barman de lá, opção possível em alguns horários. Também não experimentamos as termas de Águas Calientes, não daria tempo. Nem conhecemos a Ponte Inca. Em Lima ficamos muito pouco tempo, temos certeza de que valeria a pena gastar mais uns dias por lá. Deve valer a pena uma visita durante o festival gastronômico Mistura. O que levei a mais: levamos um estoque de barra de cereais e chocolate. Quase não usamos mas poderia ter sido útil em alguma emergência. Os lenços umedecidos também voltaram quase todos, não tivemos problema com banheiros. Roupas: as lavanderias cobram barato portanto dá para levar menos roupas e lavar algumas lá. Em Cusco o frio intenso é de madrugada, portanto se você não pretende esticar a noite, não é necessário roupa pesada de frio. Levei duas camisetas segunda pele, uma bastaria. A calça segunda pele nem usei. É bom lembrar que o inverno já havia passado. Remédios: usei Proflam para tirar as dores nas costas depois de tantas escadas e caminhadas. Para um princípio de dor de garganta que tive, usei uma dica de alguém por aqui do Mochileiros. Uma pastilha peruana chamada Multi-Bióticos, e funcionou, curou minha garganta. Tomamos bastante chá de coca.
  7. Dia 7 - Despedida - Acordamos cedo para aproveitar o último dia no Peru. Saímos pelo tranquilo bairro de Miraflores caminhando e procurando um lugar para tomar café. Achamos um próximo à Praça Kennedy, a praça dos gatos. Depois do café, seguimos em direção à praia para caminhar pelos belos jardins à beira mar. Dizem os locais que a temperatura em Lima oscila entre 13 e 30 graus. Não chove e está sempre nublado. A primeira parada é no Parque del Amor, um bonito lugar com uma grande escultura, El Beso, de Vitor Delfin, famoso escultor peruano. A decoração é de mosaicos formando frases de amor e nomes de casais de namorados. O templo nublado e o vento frio não diminuem a beleza da paisagem. A praia é bem diferente do que estamos acostumados, não há areia, só pedras. E os jardins são na parte alta, acima das falésias. Pelo que conheço do Pacífico, a água deve ser fria, portanto nem nos atrevemos a chega perto. Fomos caminhando em direção Norte, para ficar mais perto do La Mar, onde havíamos programado nosso almoço. Eu havia me comunicado com o La Mar, do famoso chefe Gaston Acurio, para fazer uma reserva mas fui informado que eles não aceitam reserva mas recomendaram chegar antes das 13 h. Como o seguro morreu de velho, chegamos 12:30h e pegamos uma boa mesa. O restaurante fecha às 17h, já que os peruanos só comem ceviche no almoço. Os pescados servidos lá vêm de cooperativas que trabalham com pesca sustentável. No balcão são mostradas as pescas do dia. Para iniciar pedimos o famoso Ceviche Degustación, são três tipos para melhor apreciar a diversidade culinária do local. São servidas também chips de batata andinas, simplesmente fantásticos. Em um dos três ceviches identifiquei filés de manjuba, bem delicados e saborosos. Certamente o peixe fresco contribui muito para a qualidade do prato. Para beber, mais um Pisco Sauer, afinal era o último dia e tínhamos que aproveitar a chance. Serviram mais um de brinde. Pedimos aquela cerveja da propaganda na rua, Cusqueña com Quinoa. Para nossa surpresa, era uma receita do Gaston. Como prato principal pedimos um Arroz com Polvo feito na parrila. O prato tem a aparência de uma Paella e é muito saboroso. Foi uma ótima experiência e correspondeu às nossas expectativas. Gastamos cerca de 90 soles por pessoa, o mais caro da viagem mas um valor justo pela qualidade da comida, preço muito abaixo de um restaurante do mesmo nível em SP. Dali pegamos um táxi até o Centro Histórico de Lima mas o objetivo era o Mercado de Artesanato para as mulheres do grupo comprarem o que faltou da lista. Os preços são bons, alguns melhores que Cusco. À noite fomos conhecer Barranco, bairro tradicional conhecido pela boemia. São diversos restaurantes, com as ruas bem movimentadas. Depois de dar uma volta pelo bairro resolvemos testar o Rústica, que eu havia lido algumas boas referências. Descobri que é uma rede, tem outros espalhados pela cidade. Fala-se bem de um buffet de frutos do mar mas só é servido no almoço. A experiência não foi muito boa infelizmente. Não recomendo, perdemos a oportunidade de testar outras opções. Voltamos a tempo de comprar umas cervejas no mercadinho em frente ao apartamento (são muitos e não aceitam cartão) para ajudar durante a arrumação final das malas. Para acompanhar, uns saquinhos de chulpi, um milho parecido com o de pipoca, mais macio e viciante. Saímos de Lima com a impressão de que ainda havia muito a conhecer. Em Setembro realiza-se lá um festival culinário chamado Mistura, uma boa época para visitar a capital peruana. Está na nossa lista de desejos. Deixamos a cidade no dia seguinte, com uma ótima impressão sobre o Peru e os peruanos. Valeu muito nossa viagem. Recomendo.
  8. Dia 6 - Cusco - Acordamos e preparamos as malas para fazer o check-out no hotel e tentar fazer mais alguma visita nos museus inclusos no Boleto Turístico, para passar o tempo até a hora de ir ao aeroporto. Aproveitamos também para trocar dólares pois o câmbio em Cusco é mais fácil e favorável do que em Lima. Trocamos mais uma vez na Panorama, ao lado do Bembos, na Plaza das Armas, Portal de Comercio. Todos os endereços da Plaza são nos Portais portanto é útil saber onde eles se encontram já que nem sempre existem as placas de identificação. O Museo de Arte Contemporânea não traz nenhuma novidade e pode tranquilamente ser deixado de lado do roteiro. O Museu Histórico Regional faz um bom relato da cultura Inca e vale a pena dar uma olhada. Uma exposição curiosa é a dos tipos de batatas cultivadas por lá, muitas das quais já havíamos experimentado. A batata e o milho são fundamentais na culinária peruana. A Plaza das Armas é o lugar onde tudo acontece, abaixo 3 momentos distintos de eventos. Aqui vai uma dica que pode ser bastante útil. No Portal Belen há um Starbucks no primeiro andar. Embora o café não seja o melhor do mundo, o ambiente agradável e wi-fi grátis compensam. Há banheiros limpos também. Como já tínhamos feito check-out e estava chuviscando, foi o lugar que escolhemos para passar o tempo até a hora de ir para o aeroporto. De lá pudemos observar os protestos. Pegamos um táxi para o aeroporto por 10 soles, com 4 pessoas, malas e mochilas saindo pela janela. Paguei 20 soles pela gentileza do motorista. Lima - Chegamos em Lima no fim da tarde e o José já estava nos esperando. Ele foi contratado junto com o apartamento, por 20 dólares adicionais por trecho. Foi ótimo pois ele nos levou até o local e explicou todos os detalhes do apê e deu algumas dicas de Lima. O táxi dele também te wi-fi. Ele tem ligação com a locadora do apartamento e oferece serviços de guia adicionais, vejam o panfleto. O apartamento é confortável, limpo, possui dois quartos, um sendo suíte, cozinha, sala com TV a cabo, etc.. Pelo panfleto eles possuem mais 3, o nosso é o número 2 no mapa. Dá para ver que a localização é excelente, um bairro residencial. Em frente tem um mercadinho. Custou 100 dólares a diária e foi alugado pelo Hoteis.com. Procure por Rentals in Miraflores. Dali fomos caminhando, 10 minutos, até o Shopping Lacomar. É um Shopping muito bonito, a céu aberto, à beira mar e encravado nas falésias da Playa Redondo. Escolhemos o Tanta entre os muitos restaurantes do lugar. Comida típica caseira peruana, com preços razoáveis.
  9. Dia 5 - Parte 2 - Após descermos das ruínas retornamos ao hostel e ainda deu tempo de tomar outro café da manhã, já que a escalada minou nossas energias. O café é servido no terraço, com vista para as ruínas. Café simples e gostoso, com ovos mexidos feitos na hora. Pegamos um táxi e retornamos para Cusco, aproveitando as belas paisagens da estrada. Pagamos 100 soles (total) por uma hora e meia de viagem. O táxi nos deixou antes da Plaza das Armas, que estava interditada por causa dos protestos. Deixamos as mochilas no hotel e fomos conhecer o Museu Coricancha, uma pequena caminhada até lá. Coricancha ou Qorikancha (Lugar que tem Ouro) foi o principal templo ao Sol do império Inca. Dizem que suas paredes eram cobertas de ouro e pedras preciosas. Os espanhóis saquearam tudo e além disso destruíram as construções incas para construir igrejas. Pouco restou da arquitetura original mas dá para ter uma vaga ideia da grandiosidade do templo. As paredes de pedra são polidas e encaixadas perfeitamente, os encaixes mais perfeitos de todos os lugares que visitei. O museu também é o mais rico em detalhes sobre a cultura Inca. O Jardim do Sol é muito bem cuidado, era local de oferendas ao deus Sol e buscava representar a flora de Tahuantisuyo, o império Inca. Pode também ser avistado a partir da Avenida El Sol. O ingresso para o museu não está incluso no boleto turístico e custa 6 soles. Infelizmente não é permitido tirar fotos dentro do museu, apesar de muitos desobedecerem. Saindo do museu, descemos a Avenida El Sol em direção ao Centro Artesanal para as compras finais. No caminho há um belo painel de Juan Bravo representando as fases da cultura Inca. Em frente ao Centro há uma praça chamada Parque Orellana Pumaqchupan, também local de outro belo painel. Almoçamos em uma das cantinas do Centro Artesanal e voltamos para o hotel para descansar e aguardar a programação da noite. A noite se iniciaria com uma programação inusitada. Por uma grande coincidência haveria nesses dias um Festival de Música Latina, incluindo música brasileira. E de onde era o grupo de chorinho que iria se apresentar? De Ribeirão Preto!!! O meu amigo Marcio Coelho, acompanhado de Joel Nascimento e Quarteto Mouraes, com participação especial de Ana Favaretto. E a apresentação dessa noite foi na capela do Hotel Monastério. A primeira vez que vimos chorinho e samba tocados em uma igreja. Os peruanos adoraram, quase sairam dançando! Haveriam outras apresentações no Teatro Municipal mas nossa passagem para Lima estava marcada para o dia seguinte. O local escolhido para o jantar foi o famoso Cicciolina. Não fizemos reserva mas não demoramos muito para conseguir uma mesa. Fica bem perto da Plaza das Armas no segundo andar de um casarão antigo. Pedimos um Carpaccio de Alpaca de entrada. Ambos os pratos bem decorados e bem gostosos. Para o prato principal escolhemos Ravioli de Beterraba com molho de Queijo, Presunto de Pato com Polenta Frita, Tagliarini com Anchovas e Alcaparras e Fettuccine Negro com Camarões. Lógico que todos degustamos os pratos uns dos outros. O meu Tagliarini estava ótimo, uma boa combinação de sabores que vou testar em casa. Dos outros três, o que mais gostei foi da polenta frita, totalmente diferente da nossa, bem macia, a melhor que já experimentei. Os outros pratos também estavam ótimos. E fomos dormir satisfeitos, de barriga cheia, e ainda tínhamos que arrumar as malas para ir a Lima no dia seguinte.
  10. Dia 5 - Primeira Parte - Aqui fizemos algo que muitos não recomendam, deixar Ollantaytambo para depois de Machu Picchu (MP). Dizem que depois de MP, a cereja do bolo, tudo fica pequeno e inferior e perde a graça. Como já expliquei antes, fizemos uma mudança forçada no roteiro original em função dos protestos que fechariam a estrada de Cusco a Ollanta, assim antecipamos a ida a MP e deixamos Ollanta para depois. Não há dúvida que o ápice da viagem é MP mas não chega a afetar a grandiosidade das ruínas de Ollanta. Chegamos no dia anterior, depois da jornada de MP e fomos a pé da estação até a Plaza das Armas procurar um hostel. A idéia era pegar um tuc-tuc, as motos com cabines para passageiros, mas não havia nenhum disponível e fomos subindo a rua ao lado do riacho, parando de vez em quando para respirar. Nessa rua ficam os melhores hotéis mas como nossa ideia era só dormir, fomos procurar um hostel mais em conta. É a mesma rua que descemos quando desembarcamos do táxi que nos trouxe de Cusco, só que agora era subida. No centro turístico nos informaram que na rua de entrada (eles deram o nome da rua mas não tinha placa) haviam vários hostels. Ficamos no Ollantaytampu, simples mas inaugurado há 3 meses, segundo o simpático gerente. Vale lembrar que como há muitas corredeiras, há também muitos mosquitos, menos que em Águas Calientes. Não esqueçam o Repelex (merchandising gratuito). Jantamos em um dos inúmeros restaurantes da praça, parecem todos iguais, e o Pedro aproveitou para pedir um "cuy", afinal não poderíamos deixar o Peru sem experimentar a comida inca mais típica. É comum no Peru terem o forno à Lenha no meio do restaurante, assim pudemos acompanhar o prato sendo assado. Podemos classificá-lo como uma mini-leitoa, no gosto e aparência. No forno ele fica à pururuca. Ollanta em geral é só usado como passagem para quem vai a MP, ou pela estação de trem ou pela trilha Inca, que daqui leva três ou quatro dias de caminhada até lá. Tem uma característica peculiar de ter as ruínas junto ao povoado, então dá para ir a pé. O povoado é muito simpático, bem simples, com suas ruas e casas construídas no século XV. Há várias lojas de artesanato, com alguns preços mais baixos que em Cusco. É a única cidade inca ocupada por nativos, que ainda preservam muitos costumes dos antepassados. Acordamos às 7h para aproveitar o dia e subir as ruínas antes do sol forte. Ollanta era um polo agrícola, religioso e militar. As terraças tem uma construção mais bem acabada do que em outros sítios. São bem maiores ao vivo do que parecem nas fotos. A fortaleza possibilitou aos incas talvez a única vitória sobre Pizarro. A sua localização estratégica no alto da montanha ajudou na derrota aos espanhóis e diz-se que os incas inundaram a base da montanha obrigando os espanhóis a baterem em retirada. Os espanhóis voltaram mais tarde com mais poderio militar e os incas tiveram que fugir para Vilcabamba. A subida é extenuante mas a vista do vale e as construções compensam o esforço. Assim como Pisac, a fortaleza de Ollanta servia de proteção à entrada do Vale Sagrado. Na parte religiosa, no topo da montanha, há a impressionante construção inacabada do Templo do Sol. São 5 monolitos perfeitamente encaixados, cada um pesando cerca de 50 toneladas. Não se sabe ao certo a razão dele não ter sido acabado. Pelo tipo de rocha, sem similar no local, supõe-se que elas devem ter sido trazidas de uma jazida a 3 km dali. Que trampo! Como fomos passar a tarde e a noite em Cusco, vou relatar esta parte em outro tópico.
  11. Olá Heric, Estive lá o mês passado e fiz um roteiro parecido com o que você pretende fazer. Ainda não terminei o relato mas você ode acompanhá-lo e pode perguntar o que tiver dúvidas. Veja o link abaixo. cusco-machu-pichu-e-lima-para-seniors-mochilao-sessentao-setembro-2016-t134302.html
  12. Oi Paulinha, Eu ainda não fiz um levantamento de gastos. Como comprei muita coisa com antecedência (passagens, trens, ingressos) me preocupei mais com quanto levar em dinheiro para as despesas do dia a dia. Levei 1200 dólares e dái saíram os restaurantes, boleto turístico, van para subir Machu Picchu, hostel Águas Calientes, hostel Ollanta, guia, táxis, apart hotel em Lima, compras da esposa , etc. No cartão quase não gastei, exceto o hotel em Cusco pelo Hoteis.com. Os restaurantes mais caros não passaram de 100 soles por pessoa, incluindo bebida, isso no Cicciolina e La Mar (em Lima, do Gaston). Isso tudo para duas pessoas. Vários deles tem cardápio com preço na Internet. Não deu tempo de tomar vinho,, eu também não tinha nenhuma recomendação de vinhos peruanos. Outra coisa que pretendo fazer na próxima vez é um curso rápido de culinária em Cusco, tem um do Marcelo Batata que dizem ser muito bom. Se ficou alguma dúvida é só perguntar. Abraço.
  13. Oi Natália, A idéia é essa mesmo, contribuir e incentivar outras pessoas. Ajuda também a lembrar os detalhes. Os preços do taxi e o guia foram para os 4. Obrigado pelo incentivo. Beijo.
  14. Algumas considerações sobre a civilização inca: O predomínio do império inca durou menos de 100 anos, de 1438 a 1532, embora a civilização inca tenha existido por vários séculos. O ápice do império iniciou-se com Inka Pachacutec, que construiu Machu Picchu, e terminou com Inka Atahualpa. Era uma civilização que respeitava profundamente a natureza. Os excrementos, por exemplo, não eram atirados na água pois ela era sagrada. Eles eram secos e utilizados como fertilizantes. A Pachamama, mãe terra, tinha um importante papel nas festas e rituais. As pedras também eram consideradas sagradas. Tinham avançado conhecimento de Astronomia, Medicina, Arquitetura e Agricultura. O nome Inca quer dizer governante e não era assim que seu povo se auto-denominava. O nome correto é Tahuantisuyo que quer dizer quatro divisões, que era como o império era dividido a partir de Cusco, que quer dizer o umbigo do mundo. Este umbigo fica localizado em um dos vértices da Plaza das Armas. No chão de Cusco você pode encontrar placas indicando a divisão das regiões. O Puma representado no quadro é a cidade de Cusco. O Império estendia-se desde o Equador até a Argentina, com mais de 15 mil quilômetros de trilhas, grande parte pavimentada. O trabalho era considerado entre eles uma coisa natural e necessária e todos trabalhavam, inclusive os nobres. Parte do tempo de cada um era dedicado ao Império. Com isso eles criaram uma sociedade que não tinha pobres nem ociosos. Muitos dos mistérios da cultura inca são devidos à falta de escrita que impediu os registros históricos. A comunicação era feita por uma corda com vários outros pedaços amarrados nela que detinham um código ainda não totalmente decifrado. Mas há historiadores que sustentam que existiu uma escrita mas em determinada época ela foi considerada por um sacerdote como a causa de uma peste que dizimou boa parte da população. O imperador ordenou então que a escrita fosse proibida e todos os escritos fossem destruídos. A derrocada Inca não deveu-se unicamente a Pizarro. Havia outros povos dominados que enxergaram nos espanhóis, aliados para se libertarem do jugo inca e assim se juntaram a eles. Para quem quiser se aprofundar na cultura Inca e Machu Picchu, uma boa referência é o livro de Cosme Cuba Gutiérrez, que o Pedro, nosso parceiro de viagem junto com a Thais, comprou quando se juntou a nós em Cusco. Infelizmente só fui lê-lo quando cheguei de volta ao Brasil. Em breve continuarei o relato.
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