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maria.alves

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Tudo que maria.alves postou

  1. Temos um instagram e facebook da nossa viagem que é @world.ootb 🤩 Como eu disse no início, não é fácil ser mochileiro em Cuba, mas é sim possível e quanto mais tempo você tiver por lá, mais chances de economizar e aproveitar esse país você terá! Esteja preparado para perrengues e a não ser tão bem tratado, nessas zonas não muito turísticas, talvez por cultura de um país que ficou um tempo fechado para o mundo. Minha dica é sempre buscar as ligações das cidades que tenham ônibus cubano ou caminhões, DIRETOS! Porque de verdade é muito mais econômico e não é tão desconfortável assim! E sempre sempre buscar lugares para comer que os cubanos vão, porque assim, você realmente terá a vivencia de um Cubano, porque a vida lá não é nada fácil e dentro das zonas turísticas, você não consegue ter essa experiência! Para terminar, deixo aqui nossos gastos para vocês verem como eles ficaram divididos! E como vocês podem observar, mesmo economizando 5 noites de hospedagem, esse foi o nosso maior gasto, seguido dos gastos com comida e olha que praticamente só comemos em lugares "cubanos". Agora se vocês olharem nosso transporte intermunicipal, que é os descolamentos entre as grandes cidades, vão perceber que realmente gastamos MUITO POUCO, isso porque sobrevivemos a Cuba sem tomar NENHUM ÔNIBUS DA VIA AZUL! Caso contrário, seria nosso segundo gasto mais alto, e temos provas disso, porque teríamos gasto $58 dólares cada um, ou seja, R$236,06 cada ou R$472,12 os dois... ou seja, R$376,10 de diferença no nosso total... E ai acham um absurdo ou não? Nosso total para os dois foi de R$1137,35 TOTAL PARA CADA = R$568,52 OU SEJA, R$ 35,53 POR DIA ou $8,73 DÓLARES POR DIA Bye bye!
  2. DIA 13 – TRINIDAD / CIENFUEGOS – PLAYA JAGUÁ Acordamos bem cedo para voltar a Cienfuegos, conseguimos pegar um ônibus direto a Cienfuegos direto por 20CUP cada um, não estava cheio e não encheu, então não é necessário passar por tudo que passamos para chegar aqui, mas e necessário sair bem cedinho. Em Cienfuegos, tentamos um caminhão para Playa Girón, mas como era domingo, não tinha (mas tem direto, que vimos outro dia), então demos uma olhada no nosso mapa offline e vimos um lugar escrito “área de campismo popular” e resolvemos tentar. Ele fica na Bahía de Jagua. Tentamos ir para lá de ônibus, mas tentaram nos enrolar no terminal e desistimos. Sabíamos que havia como ir de ferry, porque existe um castelo turístico e tentamos ir quando estávamos em Cienfuegos. Detalhe, custa 1CUP, mas como somos turistas, tivemos que pagar 1CUC na ida. Essa época os horários eram assim: Castillo – Cienfuegos: 6hs – 10hs – 15hs Cienfuegos – Castillo: 8h00 – 13hs – 17h30hs Pegamos o ferry das 10hs, o trajeto dura 1hora e é uma vista diferente de Cienfuegos. Paramos no Castelo que é bem bonito do lado de fora, mas não entramos porque custa 5CUC (mas acredito que vale a pena). Chegamos na área de campismo e era como uma colônia de férias simples, só com umas casinhas, restaurante e playground. Descobrimos que era um lugar só para cubanos e que como não temos cédula cubana não poderiam nos registrar. Mas como insistimos um pouco, o barco das 15hs já havia saído estava vindo um temporal de verão, nos deixaram ficar com um “Day Pass” que custou 10CUP, mas tínhamos que consumir algo do restaurante. Pegamos um frango com salada por 2 CUC. _________________________________________________________________________ DIA 14 – CIENFUEGOS – PLAYA JAGUÁ Como havíamos economizado, perguntamos se podíamos ficar mais uma noite, claro que não foi muito fácil convencer eles, mas no final das contas deu tudo certo. Descansamos e aproveitamos um pouco a praia. 🤩 Descobrimos um restaurante estadual logo na saída do cais que tinha comida em Moneda Nacional, um prato de hambúrguer saía 20CUP e o macarrão 15CUP. 😋 Ou seja, conseguimos economizar bastante nesses dois dias. __________________________________________________________________________ DIA 15 – O DIA QUE NÃO SAÍMOS DE CIENFUEGOS Acordamos bem cedo para pegar o barco das 6hs e adivinhem só pagamos 1CUP cada um... pois é, pois é 🤷‍♀️🤨 Chegamos em Cienfuengos por volta das 7hs, passamos na casa do Jorge porque tínhamos esquecido nosso adaptador de tomada lá. Papo vai e papo vem, ele nos deu dicas de como corrermos botella até Havana e seguimos. Chegamos no punto amarillo na saída da cidade (em frente a universidade), ficamos cerca de 2hs, não passou nada, só um caminhão super cheio que era impossível de entrarmos. Tivemos que voltar ao terminal de ônibus analisar as opções que eram: Táxi compartilhado por 20 euros (porque era o único dinheiro que tínhamos) e ônibus da via azul de 20CUC cada um e as 20hs havia um ônibus para Aguada de Pasajeros por 2CUP cada. Uma cidade que estava na beira da carrera nacional, principal e é uma estrada que chega a Havana. Eu de verdade fiquei bem desesperada, porque não tínhamos muito dinheiro, não queria dormir mais uma noite no terminal sem tomar banho e sem descansar direito. Não sei qual a sua crença, mas para mim Deus enviou uma mulher para nos ajudar, e optamos por ficar mais uma noite em Cienfuegos na casa do Jorge, pois poderíamos reservar com o AIRBNB e já conhecíamos ele e a casa. Então, no dia seguinte pegar o primeiro ônibus a Aguada as 7h30 da manhã. Porque inclusive provavelmente não iríamos conseguir transporte de Aguada para Havana aquela hora, além de ser perigoso e teríamos que acampar na estrada. Deu tudo certo no final das contas, reservamos uma noite com o Jorge, que nos recebeu mais uma vez super bem, inclusive saímos para comer uma pizza e tomar um sorvete juntos. E vamos falar que sorvete bom, da Copelia, uma sorveteria estatual super famosa, comemos um sorvete chamado salada que vem 5 bolas bem servidas, por 3,70CUP, isso mesmo, CUP! Super aconselho você tentar ir lá, mas talvez tenha que ir com um cubano e fingir não ser turista, porque? Não sabemos, mas já tínhamos tentado ir antes e não conseguimos, e vimos um casal de turistas que chegaram lá e saíram.... enfim, coisas de Cuba! 🙆‍♀️🙆‍♀️ ________________________________________________________________________ DIA 16 – CIENFUEGOS/ LA HABANNA Acordamos bem cedinho, para não ter perigo de perder o ônibus a Aguada. Chegamos lá e pegamos um ticket de ordem de chegada e ficamos esperando, pontualmente as 7h30 ônibus saiu e custou 2 CUP cada um. Conseguimos ir sentados, mas o ônibus encheu rápido e fez um caminho por vários pueblitos e demoramos quase 2h30 para chegar a Aguada, mas chegamos. Lá tomamos um Táxi-charrete até a ponte por 20CUP os dois e ali já tinha um ponto amarelo. Esperamos cerca de 10 minutos ou nem isso e passou um ônibus para Havanna, saiu 50CUP cada um e ele nos deixou no terminal Villanueva depois de mais ou menos 3 horas de viagem. Seguimos para a região do terminal da praça da revolução e guardamos as mochilas por 1 CUC, demos uma caminhada pela cidade e de noite tomamos o ônibus P12, por 1CUP ambos, para o aeroporto, aonde passaríamos nossa ultima noite em Cuba. Esse ônibus ou o P16 você tem que descer na estrada que segue para o aeroporto, lá você pode esperar um ônibus que liga os terminais, ir caminhando, ou pegar um táxi. Como estava de noite e fresquinho seguimos caminhando até o terminal 3. Aonde no dia seguinte tomamos o avião até o nosso próximo destino que foi os Estados Unidos. E assim terminou nossos dias na maior ilha do Caribe! 🤗
  3. DIA 10 – CIENFUEGOS - TRINIDAD Para chegar a Trinidad não existem caminhões. As opções mais rápidas seriam ir de via azul por 6CUC cada ou de táxi compartilhado por 25CUC os dois. E das maneiras alternativas, existem 3 opções: Tomar um ônibus dentro do terminal sentido Arimao (2CUP), descer no último paradeiro da estrada e de lá correr botella. Mas é necessário chegar no mínimo 30 minutos antes do horário do ônibus e verificar os horários porque só existem 3 saídas e às vezes uma é cancelada; Tomar o ônibus Rutero- Parquevilluendas - Circulavacion (1CUP) até descer um semáforo antes do punto amarillo; Tomar o ônibus 207- 4 caminos - caonao (0,40 CUP) e descer no punto amarillo. Dito isso, tentamos a opção A, mas o ônibus das 8 não ía sair, então seguimos a opção B, pois o paradeiro era perto do Terminal de ônibus. Ao chegar no punto amarillo, avisamos que queríamos ir a Trinidad, mas ficamos 1h30 esperando e não passou nenhum carro direto. Então ele sugeriu que pegássemos um até a CUPET (posto de gasolina) de Cruzes e de lá seria mais fácil pedir carona. Conseguimos um carro até esse lugar e lá ficamos cerca de 1 hora, até que um carro nos levou até um cruzamento que era metade do caminho. Também ficamos um bom tempo esperando, até que uma ambulância nos levou até um pueblito chamado Camilo Cienfuegos e desde lá conseguimos um caminhão até Trinidad por 10CUP cada um. A minha dica é sair bem cedo de casa e confirmar a opção 1, se você conseguir já andaria um bom trecho. Caso não tenha ou você perca, eu faria da mesma maneira, porque mesmo tendo demorado um pouco, gastamos 22CUP e não 12 CUC para os dois. Em Trinidad negociamos uma casa por 8CUC, mas no final das contas, pedimos para reservar pelo AIRBNB e eles toparam, o que saiu um pouco mais caro, R$54,66 por noite, mas na casa podíamos cozinhar. Lá você pode encontra-lo como "hostal charito - Trinidad center & breakfast offer". __________________________________________________________________________ DIA 11 – TRINIDAD De Trinidad, seguimos a Playa Ancón de bicicleta, são 13 km e o caminho é praticamente plano. Mas existem outra maneiras de chegar a essa praia, de ônibus turístico (5 CUC cada/ida e volta), táxi individual ou compartilhado ou ônibus de trabalhadores. Não sabemos realmente a diferença de valores, pois optamos em ir de bicicleta para fazer o passeio. Pouco diferente, mas no trajeto vimos sim vários ônibus de trabalhores indo para lá. Esse passeio nos custou 4CUC cada e podíamos ficar com a bicicleta até a hora que queríamos. Também gostamos dessa ideia, para poder visitar as praias La Boca (de cubanos) e Maria Aguilar. Mas, infelizmente pelo cansaço geral da viagem desistimos e ficamos apenas em Áncon, que é realmente linda. DIA 12 – TRINIDAD Passeamos pelo centro antigo, encontramos um sorvete por casquinha por 5 CUC e um macarrão por 20 CUC na avenida do Terminal de ônibus nacionais e também descansamos \o/
  4. Dia 07 – VARADERO / SANTA CLARA Quando amanheceu começou um dos piores dias para locomoção e vocês vão descobrir porque. Olhamos no mapa que a cidade grande mais perto de Santa Clara era Colón, então se não tivesse ônibus direto, poderíamos ir para essa outra cidade. Em Varadero perguntamos aonde saíam os caminhões, mas ninguém sabia dizer. Então, seguimos caminhando até Santa Marta. Ao chegarmos lá, perguntamos a várias pessoas, algumas disseram que teríamos que ir a Cardenas e pegar uma máquina (táxi compartilhado, mas Colón estava longe pensamos que saíria caro) e outras pessoas que deveríamos voltar a Matanzas e que de lá sim teria caminhões direto a Cólon. Na dúvida... resolvemos voltar a Matanzas, pegamos um caminhão até lá e perguntamos: "Aonde podemos descer para pegar um caminhão a Colón?” e o cara respondeu: “No terminal”. E para lá seguimos. Descemos no terminal e aproveitamos para tomar o café da manha na rua da frente por 29 CUP (4 sucos de laranja, 4 pães com queijo e ainda compramos um doce de amendoim caseiro para viagem – muito bom que lembra aquela bala “dadinho”). Ao perguntarmos no terminal, tinha uma máquina até Colon por 2 CUC cada um. Bom, estávamos cansados e topamos. Essa viagem demorou umas 2 horas, o carro antigo e cabia 9 pessoas. Chegando a Colón, vimos um caminhão e perguntamos para onde iria, uma pessoa disse um lugar mas que não era Santa Clara. Olhei no mapa e vi que passaria sim por santa clara, então Filipe perguntou a outra pessoa que nos disse para subir. Por sorte ele entrou por trás, mas eu fiquei no empura empura da porta, e aquele caminhão lotado, pensei que não ía conseguir entrar, mas entrei e minha mochila também, fazendo um moche sobre as pessoas. Caminhão saiu e cerca de 20 minutos depois parou e todos desceram, pensamos “e agora, ferrou”, estávamos em um lugar chamado Los Arabos. mas o mesmo moço que nos disse para subir, disse para pegarmos o caminhão da frente. Pegamos e de novo uns 40 minutos depois ele nos deixou em uma cidadezinha chamada Cascajal. Lá nos disseram que passaria laguagua até santa clara, mas passou um ônibus escolar velho e nos falaram para subir. Esse ônibus nos deixou no meio nada, perto da garagem dele, e então outras pessoas que também iriam a Santa Clara nos ajudaram. Ficamos um tempo lá parados na beira da estrada, até que passou outro ônibus escolar e todos subimos. Esse ônibus iria a Santa Clara, mas como levava os estudantes, nos deixou na próxima, chamada Santo Domingo. Pensamos em ficar uma noite por lá, negociamos hospedagem e nada, 15CUC a diária... resolvemos negociar um banho, almoçar e seguir a Santa clara, desta cidade haviam laguaguas e caminhões. Perdemos uma, que só tinha 3 lugares, e um casal folgado passou na nossa frente, mas tudo bem, porque uns 30 minutos depois, passou outra com mais lugares, e finalmente depois de subir e descer de tantos transportes chegamos a Santa Clara com 81CUP e 4CUC os dois, ou seja, R$27,26 AMBOS. Sim, esse dia foi o mais cansativo porque foram muitos transportes, mas na VIA AZUL TERÍAMOS GASTO 11CUC CADA UM, OU SEJA, AO INVÉS DE GASTAR R$ 42,50 CADA UM, GASTAMOS MENOS DE R$14,00.🤑 Pontinho para o projeto Cuba com menos de 10 dólares ao dia! 🥳 Na frente do terminal existem várias tendinhas de comidas, lá conseguimos jantar com 20CUP arroz congrí, hambúrguer e salada. Vínhamos a informação que o terminal era 24hs, então essa noite não pagamos alojamento e dormimos no terminal. Lembrem que eu disse que era um mochilão raíz rsrs 😅 ____________________________________________________________________________ DIA 08 – SANTA CLARA / CIENFUEGOS Quando amanheceu, saímos para conhecer o Mausoléu e Museu de Che Guevara. Lá aproveitamos um punto ETECSA e reservamos um AIRBNB para Cienfuegos por R$37,47. Dessa vez não teve erro, primeiro perguntamos no paradeiro de táxis compartilhados o preço e nos disseram 5CUC cada. Então, atravessamos a rua para o terminal de transportes (onde os caminhões também saíam). Quando perguntamos para o cara que estava anunciando, ele nos disse que custava 2CUC cada. Ficamos na fila e perguntamos para as pessoas da fila o valor, e adivinhem, era de 20CUP por pessoa. Então quando abriu o portão foi aquele empurra-empurra de sempre, separamos os 40 CUP e seguimos a Cienfuegos. *Não encontramos esse trecho pela VIA AZUL, mas acreditamos que talvez o ônibus para Trinidad passaria por lá, e ele saíria 8CUC por pessoa.* A viagem durou cerca de 2hs e finalmente chegamos no Terminal de Cienfuegos. Do terminal, caminhamos ao melhor anfitrião do Airbnb. A casa super recomendada do Jorge e da Marta. Depois, buscamos algum lugar para comer e tudo muito caro, até que no Paseo El Prado (Principal avenida da cidade) encontramos um prato de arroz congrí, filé de pescado e saladinha por 30 CUP cada. Pança cheia e coração contento, caminhamos um pouco pela cidade e depois fomos descansar. ___________________________________________________________ DIA 09 - CIENFUEGOS Caminhamos pela cidade que é a única cidade cubana com colonização francesa, possui muitos prédios que remontam a época, além de inúmeras cúpulas. É uma cidade bem organizada, diferente de outras que conhecemos. Caminhamos até Punta Gorda e depois aproveitamos para ver o Pôr do Sol no malecón. Normalmente as pessoas passam só o dia por aqui, mas eu recomendo ficar um ou mais dias porque nos arredores existem muitas coisas para fazer. E como nós gostamos muito no nosso anfitrião, resolvemos ficar mais uma noite por aqui.
  5. Dia 04 – VARADERO Tomamos café da manhã no Pelota, que fica na praça central: dois cafés com leite e 2 pães com tortilla por 10CUP, e seguimos para o ponto de ônibus na ponte para tomar laguagua a Varadero. O primeiro que passou foi um caminhão que levava até o centro de Vadareiro (Calle 56) por 15 CUP, não pensamos duas vezes e lá vamos nós! E em 30 minutos estávamos lá. OBS: Varadero é uma península extensa (21km), se você não quer ir ao centro, existe uma a opção de tomar um transporte até Santa Marta e então você só tem que travessar a ponte e ir até a praia na altura da Calle 12. Dessa maneira você só gasta 10 CUP e caso mude de idéia e queira ir até o centro pode tomar um coletivo por 5 CUP. A praia é realmente linda, seguimos a dica de um “paladar” para almoçar, mas acabamos gastando 4 CUC em 1 pizza média e 2 porções pequenas, uma de batata frita e outra de banana frita (Charritas). DICA: perto do local de saída de caminhões existe uma pizza a 1 CUC. Na volta, tivemos que ter um pouco de paciência, porque já não haviam mais caminhões ou ônibus diretos a Matanzas desde o centro, então acabamos tomando um caminhão por 10CUP a santa Marta e em Santa Marta laguagua a Matanzas por mais 10 CUP por pessoa. *A ida no ônibus VIA AZUL até Varadero sairia 6CUC por pessoa. Chegando em Matanzas, como estava ficando tarde e queríamos comer comida, buscamos algum lugar para jantar e na Calle del Medio, encontramos um restaurante do governo (que fica com a porta fechada e cortinas fechadas para não ver nada dentro) e jantamos os 2 spaghettis com queijo e uma Pizza por 30 CUP. 🤩 ___________________________________________________________________________ Dia 05 – Matanzas Nós íamos embora, mas fizemos algumas amizades que nos insistiram para aproveitar o sábado em Matanzas, porque Matanzas é a cidade mãe da Rumba e de noite teria apresentação do grupo Afro Cuba Matanzas. Além disso, recebemos um convite para almoçar um peixe e não podíamos recusar. De noite voltamos ao restaurante estadual e comemos 2 pizzas chorizo e 1 spaghetti com presunto e queijo por 35CUP. E tomamos um sorvete chamado “salada” que vem com cinco bolas por 10CUP, na heladeria e dulceria da praça. ____________________________________________________________________________ DIA 06 - MATANZAS / VARADERO Como nos falaram que os transportes alternativos interprovinciais não funcionam muito aos domingos, resolvemos tentar acampar uma noite em Varadero. Dessa vez tomamos um ônibus até Santa Marta e ficamos na altura calle 12. Almoçamos 2 pizzas por 2 CUC. ⛺ Nó final do dia, perguntamos aonde podíamos comer comida Criolla como cubanos e só encontramos restaurantes caros, até que por fim encontramos um tipo de “Paladar” entre as ruas 40 e 41 na avenida principal e após chorarmos um pouco conseguimos pegar 1 prato que valia 3 CUC com carne de porco e um prato extra de arroz congrí. Depois esperamos anoitecer e a praia esvaziar para montar a barraca e descansar. Existem lugares mais fechados, mas optamos por um lugar que ficou um pouco a mostra, ERRO NOSSO, porque as 3hs da manhã um guarda nos acordou e disse que não se podia acampar ali. Desmontamos a barraca, mas como íamos esperar para seguir até santa clara, ficamos por lá... Depois de muitas picadas de mosquitos, montamos só o mosqueteiro mais escondido e ficamos lá até o sol sair.
  6. DIA 01 -LA HABANA Desembarcamos em Havanna e logo já tivemos o primeiro choque, meu namorado foi perguntar como poderíamos ir ao centro no posto de informação turística e lhe disseram “só de táxi”, então ele foi perguntar o valor do táxi e adivinhem? 25 CUC, os dois 🤑 Enquanto estávamos na fila para trocar dinheiro, fiz a mesma pergunta a um guardinha e então nós descobrimos a maneira cubana de ir ao centro: Sair do aeroporto pela porta de baixo e seguir a calçada para esquerda, esperar debaixo do viaduto (10metros), tomar o ônibus que vale 0,50 CUP cada um até Avenida Rancho Boyeros e de lá tomar outro ônibus chamado P12 ou P16 até o centro de havanna ou até o lugar mais perto do seu alojamento, por mais 0,50 CUP, cada um. Ou seja, você pode pagar 25 CUC ou seja R$97,00 ou pagar 1 CUP ou seja R$0,15 🙆‍♀️. Mas claro que sem ar condicionado, você terá que esperar um pouco até os ônibus passarem e provavelmente vá espremido, mas se você anda de transporte público no Brasil, imagino que isso não seria um grande problema. 😅😅😅 Outra coisa... Cuba só tem uma rede de casas de cambio chamada CADECA e todas as lojas possuem o mesmo preço para o cambio. Então, ao chegar no aeroporto você pode trocar um pouco mais sem se preocupar. Então finalmente chegamos em Havana Centro, deixamos nossas coisas na casa de família que íamos ficar os próximos 2 dias, e nos custou no total pelo AIRBNB R$89,39. Como estávamos mortos de fome saímos para buscar algo e tivemos o segundo choque. Encontramos uma pizza média para compartir a 2,95 CUC em um lugar bem charmosinho, mas ao sairmos, ao lado havia um lugar cubano com uma pizza a 12CUP, um pouco menor, mas podíamos comer até 6 pizzas pelo mesmo valor. Então, essa é a ideia, se você quer economizar e não se importa com luxo, sempre busque lugares estaduais ou particulares em Moneda Nacional. _________________________________________________________________________________ DIA 02 - HAVANA Saímos para conhecer a cidade e aproveitamos para ir aos terminais de ônibus e caminhões para ver os preços. Então descobrimos que para se locomover em Cuba, nós estrangeiros temos UMA ÚNICA opção de transporte, NADA ECONÔMICA e que definitivamente é uma facada para nós meros mochileiros, que é a famosa rede VIA AZUL. Claro tivemos que recorrer aos meios alternativos, pois JÁ SAIBAM QUE NÃO PODÍAMOS PEGAR OS ÔNIBUS CUBANOS DENTRO DOS TERMINAIS, que são os OMNIBUS NACIONALES. _________________________________________________________________________________ DIA 03 - HAVANA A MATANZAS Acordamos cedo para seguir a Matanzas, já havíamos visto que um ônibus da VIA AZUL sairia 7 CUC por pessoa... Então em Havana centro tomamos um ônibus chamado P11, que custa 0,50CUP por pessoa até Alamar. Pedimos para o motorista nós deixar aonde se “corre laguagua hasta Matanzas”. Ônibus cheio, mas a viagem não demorou 30 min. Ao chegar no lugar, haviam muitas pessoas e duas opções, tomar um caminhão por 40 CUP cada ou esperar laguagua por 20CUP cada. Claro que esperamos laguagua, mas perdemos duas, porque literalmente quando ela chega as pessoas saem correndo e fica um empura empura na porta do ônibus, e só entra o limite de pessoas para preencher os assentos vazios. O ônibus era confortável, com música e ar condicionado. Ou seja, podíamos gastar R$27,14 cada e gastamos R$ 3,12 cada, e não foi tão complicado e nem tão sofrido. Você realmente deveria colocar Matanzas no seu roteiro, mas caso não esteja, esse mesmo ônibus te leva até Varadero. Chegamos em Matanzas, por ser mais econômica que Varadero e um homem nos abordou e nos levou até a Casa de Manolo. Um lugar simples, mas com quarto e banheiro privados, geladeira e ar condicionado. Mais uma vez choramos todas as pitangas e conseguimos 13CUC a diária, mas depois conseguimos mais duas noites por 21CUC, ou seja, no final das contas cada noite custou 11,33 CUC. Como eu já disse Matanzas é uma cidade que vale a pena, porque é bem charmosinha, mais arrumada que Havana e com as pessoas muito simpáticas, além ser muito barato para comer. Com ajuda do Lazaro, almoçamos na casa da Noelia, dois pratões de comida típica criolla de arroz congris (arroz feito com feijão preto), carne de cerdo, salada de repolho e um cafezinho por 2,50 CUC ou 60 CUP para os dois. De noite em Matanzas tudo fecha cedo, então acabamos jantando 2 cachorros quentes simples com uma coca por 30 CUP.
  7. Mas como assim, Cuba com menos de 10 dólares por dia? 🤨 É isso mesmo pessoal, e para sermos mais exatos, gastamos exatamente $8,70 dólares cada um por dia, mas como o nome do post diz, foi um mochilão raiz e por isso eu advirto vocês que NÃO FOI FÁCIL, mas é possível.😎 Então, antes de começarmos, preciso dizer duas coisas: - PRIMEIRO: Eu e meu namorado estamos fazendo um ano sabático e tivemos a oportunidade de encontrar bons preços nas passagens a cuba, saindo de Bogotá- Colômbia e depois seguindo a Miami/NY-Estados Unidos. Então lá vamos nós com pouca grana e sem ter pesquisado muito.🤦‍♀️🙆‍♀️🤷‍♀️ -SEGUNDO: Falaremos a verdade, é bem difícil ser mochileiro em Cuba! Mas, porquê Maria? Porque é um país pobre, em que a maioria das pessoas pensam que “turistas tem dinheiro, cubanos que não tem dinheiro”, segundo que por ter duas moedas os preços são absurdamente diferentes para cubanos e estrangeiros e terceiro que sempre vão tentar tirar um pouco do seu suado dinheirinho. Além disso, seu mochilão pode se complicar pelo fato de ser ILEGAL fazer Couchsurfing, trabalhos voluntários, acampar selvagem, difícil pegar carona e até mesmo comprar comida em um supermercado para cozinhar, pode ser muito mais caro que comer na rua. 🤑😮 Mas se você é brasileiro e não desiste nunca, assim como nós, vamos te dar dicas e esmiuçar como fazer um mochilão raiz em Cuba. Mas antes de começar, queria falar rapidinho sobre o DICIONÁRIO CUBANO, ou seja, palavras próprias que vão te ajudar e muito a se "disfarçar" de Cubano: CORRER LAGUAGUA = pegar um ônibus 🚍 CORRER CAMIONES = pegar um caminhão que é adaptado como se fosse uma lotação 🚚 CORRER BOTELLA = pegar carona PUNTO AMARILLO = lugar aonde fica uma pessoa vestida de amarelo, que para transportes do governo para você, mediante a uma proprina. MONEDA NACIONAL = peso cubano/ CUP * DÓLAR = peso convertível / CUC (se fala CU ou Ce-u-ce) Lembrando que Cuba tem duas moedas, o peso cubano (CUP) e o peso cubano convercível (CUC), ISSO É DE EXTREMA IMPORTÂNCIA, porque? 1 DÓLAR = 0.96 CUC (-10% ... não compensa levar dólar) 1 EURO = 1,08 CUC 1 CUC = 25 CUP OU SEJA, 1 CUC = 4,07 reais 1 CUP = 0,15 centavos. obs: é fácil diferenciar as moedas, porque o CUP sempre ter os ROSTOS DOS PERSONAGENS FAMOSOS e o CUC vai ter sempre a imagem dos monumentos nacionais aos mesmos personagens. Lembrem sempre disso quando comentarmos os valores nos posts. E não esqueça, é balela o assunto que não é possível trocar CUP, acontece que na casa de cambio primeiro vão trocar TODO seu dinheiro por CUC e se você quer uma parte em CUP só pedir que a pessoa troca tranquilamente. *Lembrando que essa viagem aconteceu em maio de 2019, então eu estou usando a cotação dos valores comerciais, para ficar mais fácil. _________________________________________________________________________________________________________ OUTRAS DICAS RÁPIDAS PARA ECONOMIZAR ÁGUA – O gasto com água pode se tornar absurdo se você comprar todos os dias, mesmo se comprar aqueles galões de 6l. Normalmente uma água de 500ml e 1,5l em qualquer lugar custa entre 1 CUC e 1,5CUC respetivamente, em alguns mercados você até encontra por menos, mas se você fizer essa conta pela quantia de dias que você vai ficar, vai ser um gasto bem grande só com água. Nós tomamos água da torneira e não morremos por causa disso. Quando possíve, fervíamos e depois descobrimos um truque de comprar uma solução de hipoclorito por 1 CUP e colocar 3 gotas por litro de água. Pronto problema resolvido. 🥳 CASAS DE FAMÍLIA – A opção mais econômica de hospedagem são as casas de particulares. Minha dica é reservar por AIRBNB porque normalmente sai mais em conta ou também você pode chorar as pitangas. Assim você pode conseguir casas entre 10 e 12 CUC, na temporada baixa. Hoje em dia, Cuba tem pontos de Wi-Fi (ETECSA), no qual você compra um cartão, que varia de 1h e 5hs (Preço: 1 e 5 CUC respectivamente) e procurar hospedagens com reserva instantânea (sem a necessidade de confirmação com o anfitrião). Pronto, não precisa engessar o roteiro reservando tudo de casa e pode procurar o preço mais acessível na hora. COMIDA – Sempre vai ter algum lugar que vende comida por CUP ou estatais. Geralmente são estabelecimentos simples, e as vezes (poucas vezes) você até vai ter que comer em pé, mas a diferença é absurda de preço e a comida em si, é a mesma.
  8. Boa noite, todos vcs já fizeram viagem, eu faço em outubro/017 Alguém conseguiu pegar os ônibus, sabem me informar alguma coisa? obrigada
  9. DIA 10 – 04/03 Não tenho muitas informações relevantes sobre o passeio. Apenas queria dizer para aqueles que tem medo de pegar caronas, que podem ficar tranquilos! Mato grosso pelo menos é um local bem tranquilo para fazer assim, assim como na ida, na volta nos pegamos diversas caronas, e vou tentar resumir: Acordamos bem cedo, após o café, nos despedimos e saímos. Caminhamos até o posto Ipiranga, que é na saída da Chapada, mas sentido campo verde e esperamos. Mesmo com o movimento baixo, após 10 minutos,o Padre Alexandre parou e nos levou até primavera do Leste (DICA: não tivemos tempo, mas se alguém fazer esse trajeto, vale a pena fica ao menos um dia em primavera do leste, tem um lago lindo e azul que fazem até mergulho de cilindro). Depois de 5 minutos debaixo do sol forte, passou um caminhão com auto falante que nos disse “meninas, vão para de baixo do pé de manga que é mais fácil de conseguir carona”, seguimos o conselho e uns 10 minutos depois um fazendeiro parou e seguiria 70 km adiante. Por volta das 12hs um pouco depois da entrada da aldeia indigena Sangradouro, no restaurante Galo Véio. Ambos os lugares não tem street view. Como era hora do almoço tomamos uma coca e comemos umas bolachas salgadas e ficamos esperando. Acredito que foi mais de 20 minutos que ficamos esperando, até que uma carreta de 27m e 9 eixos parou. Ele nos deixou na rodoviária de Barra do Garças as 16h30. Então aproveitamos para usar o banheiro (R$3,50). Só tinha ônibus para Goiânia as 22h30 ou 23hs. Ao invés de esperar, resolvemos continuar tentando outras caronas, antes de escurecer. ãã2::'> Em frente a rodoviária um moço parou, e nos deixou na rodoviária de Aragarças-GO, após a ponte. Depois de uns 15 minutos conseguimos a nossa ultima carona com um comerciante, fazendeiro e ex vereador até uma cidade chamada Itaberaí-GO, que fica a 100km de Goiânia. Chegamos a Itaberaí às 21hs, mas, porém, contudo, entretanto a rodoviária já tinha fechado. E o próximo ônibus para Goiânia sairia as 6h30 da manhã. Por sorte, atrás da rodoviária tinha um hotel baratinho, chamado hotel da Livia (segundo o Google maps), pagamos R$70reais as duas em um quarto com duas camas de solteiro e banheiro compartilhado. Jantamos na rua antes da rodoviária não lembro o nome e nem quanto gastamos, mas foi por volta de R$15 reais. DIA 11 – 05/03 Acordamos as 5h30 , tomamos café (pães de queijo deliciosos) e saímos para a rodoviária, que já estava aberta, compramos o ônibus das 6h30, da empresa Moreira custou R$25,00 reais direto para Goiânia. A viagem foi bem tranquila, durou cerca de 1h30, mas não arriscamos pegar o ônibus das 7h30, pois o voo da Pat para o RJ era as 12h30 e ela estava com medo de perder. Chegamos debaixo de chuva, andamos um pouco na feira hippie (do lado do terminal rodoviário), mas estávamos sem dinheiro (comprei um biquíni por R$20 e uma bolsa R$40), pedimos um Uber até o aeroporto de Goiânia (R$12reais). A Bruna passou no aeroporto para se despedir, a Pat embarcou e eu voltei para SP no voo das 13h27, com muitas histórias na mochila e pessoas fantásticas no coração! Eu sei que o relato ficou grande, mas eu quis detalhar a maior parte das coisas para facilitar a vida dos próximos mochileiros! Não deixem de visitar esses lugares, e se der, passem por primavera do leste e em Barra no inverno. Se tivéssemos programado a ida para a chapada, podíamos ter pegado a passagem de volta por Cuiabá e assim ganharíamos mais um dia. Mas a vida de mochileiro é assim mesmo! Hahaha ãã2::'> Quis detalhar um pouco as caronas também, para vocês saberem que é super fácil pegar carona no MT e que normalmente as pessoas são bem solicitas! Sério, o povo do MT tem um amor pela sua terra e são muitos simpáticos, vale a pena pessoal! E eu me assustei com o total de custos, mas valeu a pena cada centavo. Com os detalhes vocês podem se organizar melhor e gastar menos (isso pq economizamos uma puta grana com as caronas, mas enfim)! hahaha GASTOS DOS DIAS 10 E 11 BANHEIRO NA RODOVIÁRIA DE BG = R$3,50 JANTINHA EM ITABERAI = R$7,50 DIÁRIA NO HOTEL = R$35,00 ÔNIBUS DE ITABERAÍ – GOIÂNIA = R$25,00 UBER ATÉ AEROPORTO = R$6,00 TOTAL DO DIA = R$77,00 Total da viagem= R$ 1.730,00 reais (arredondado hahaha) Espero que tenham gostado e que ajude muito, até algum próximo relato!
  10. DIA 09 – 03/03 Resolvemos ir embora apenas no dia seguinte, então pegamos carona com o casal que a Pat havia conhecido na cachoeira, até a entrada do parque, pois eles iriam fazer o circuito das cachoeiras com o Anderson e teriam que ir até lá e eu queria conhecer a cachoeira véu da noiva. Então, descemos juntos até o mirante que tem a vista da cachoeira. Estava muito sol, sério um sol para cada cabeça, e só por isso a trilha que é super fácil cansou um pouquinho. Depois de algumas fotos o grupo do Anderson seguiu para a entrada do circuito e eu fui até a lojinha do parque comprar algumas lembrancinhas (gastei R$45reais – A Pat havia me falado que ali as coisas eram mais baratas que no centro da Chapada). Então voltamos para a entrada do parque, debaixo daquele Sol todo, quase desistimos de seguir até a trilha do Mel para ficarmos nas cachoeirinhas do parque, mas eu queria muito fazer essa trilha, então seguimos para o ponto de ônibus, sentido Cuiabá. Era quase 10hs e só iríamos conseguir pegar o ônibus que sai da chapada as 10h30. Até tentamos umas caronas, mas não deu certo. Então por volta de 10h45 o ônibus passou. Dissemos que íamos descer na trilha do Mel e a passagem custou R$4,90 (levem trocado), não demorou nem 5 minutos e descemos em frente à casa do Mel. Além de uma lojinha com vários produtos de mel, eles tem um restaurante, apiários e uma pousada / Camping que pelo que vimos tem piscina. Para iniciar a trilha, basta entrar na lojinha e informar, nome e telefone, eles anotam o nosso horário de entrada (na volta tem que informar a saída) e pagar R$20 reais para fazer a trilha (cada uma) Iniciamos a trilha as 11hs, ela é auto guiada, tem 6 km ida e volta. A ida tem bastante subida e a cada 500m existem placas indicando que estamos no caminho correto. E durante o caminho, passamos por partes do cerrado, por formações rochosas engraçadas e atravessamos uma pedra enorme. Chegamos ao final, que é um lindo mirante, mais ou menos 12h20. Tiramos várias fotos e apreciamos o local, mas de longe já avistamos que existiam alguns pontos de chuva que estavam vindo em nossa direção. Então por volta das 12h45 tomamos o caminho de volta. Claro que a chuva nos alcançou, então colocamos tudo que não pode molhar em sacolinhas plasticas e seguimos um pouco mais rápido o caminho. Chegamos no ponto de partida mais ou menos as 13h40 (SEMPRE LEVEM SOCOLINHAS, SACOS ESTANQUE, PORQUE DE UMA HORA PARA OUTRA CHOVE NA CHAPADA - pelo menos nessa época do ano) Eu achei essa trilha muito linda, vale muito a pena faze-la. Não so pela paisagem do final, mas por todo o caminho Sabíamos que o ônibus vindo de Cuiabá sairia as 13hs e que passaria por ali por volta das 14hs. Então só compramos líquidos e ficamos no ponto esperando (A Pat pagou R$6,00 em um isotônico e eu R$2,00 em uma coca pequena). Não tem ponto de ônibus, então é só atravessar a pista e esperar que o motorista para. Eu achei um pouco perigoso, pois os motoristas de carro passam por ali em uma velocidade muito alta, e quando o ônibus chega, não tem um acostamento propriamente dito para ele parar. Mas consgeuimos pegar o ônibus as 14h10 e chegamos na chapada por volta as 14h45. Tentamos ir almoçar no restaurante popular (dica da Rose e do Anderson, de comida barata e boa), mas como eu disse só tentamos, porque estava FECHADO. Então almoçamos em um chamado, Camarote, que foi R$16,00 reais o self-service com churrasco. Tinha algumas opções de salada, arroz, feijão, macarrão, mandioca e o churrasco, só não tinha suco natural, então não bebemos nada. Eu havia visto uma sorveteria com sorvetes do cerrado, então seguimos até lá para experimentar. A Pat pegou um picolé de graviola (R$4,00) e eu peguei de massa um pouquinho de cada diferente que eu vi (gordinha), não lembro o nome dos sorvetes porque a variedade era bem grande, apaguei R$6,20. Alguns são fortes, pesados ou amargos, então tudo depende do seu gosto, porque são sorvetes diferentes mesmo, mas existem opções normais. Chegamos no hostel cansadas, as 15h30, tínhamos cogitado pegar a primeira carona para voltar neste dia, mas o cansaço e ter q pagar diária em outro lugar, nos fizeram ficar por la mesmo. Só sai para ir até o armazém e comprar 3 heinekeins e uma garrafa de água de 1,5l (R$16,50). Deixamos nossas mochilas arrumadas para sair bem cedinho no dia seguinte e dormimos. GASTOS DO DIA 09 LEMBRANCINHAS = R$45,00 ÔNIBUS PARQUE-TRILHA DO MEL = R$4,90 TRILHA DO MEL = R$20,00 COCA-COLA PEQUENA = R$ 2,00 ÔNIBUS TRILHA DO MEL- CHAPADA = R$4,90 ALMOÇO CAMAROTE = R$16,00 SORVETE = R$6,20 ARMAZEM = R$ 8,25 DIÁRIA NO HOSTEL = R$60,00 TOTAL DO DIA = R$ 167,25 Total geral= R$ 1659,80
  11. DIA 08B – 02/03 Agora vou contar como foi o dia da Pat, já que ela não quis ir ao circuito das cachoeiras. Ela pegou algumas informações com a Rose, inclusive todos os horários dos ônibus e resolveu ir até o Parque Nacional para fazer as aquelas trilhas que eu mencionei no começo do post que são auto-guiadas. Ela foi até a rodoviária da Chapada, para pegar o ônibus que sai as 10h30 sentido Cuiabá. Dependendo do local que você desce, o valor da passagem é diferente, então ela informou que desceria em Buriti na Entrada do Parque Nacional, a passagem foi R$6,90 e o trajeto durou 15 minutos. Tem um ponto de ônibus bem na frente da rua que leva até a entrada do parque, ou seja é bem tranquilo para ir de ônibus. Primeiro ela fez a trilha para as Cachoeiras dos Namorados e Cachoeirinha, que são boas para banho e na Cachoeirinha tem um bar, mas neste dia estava fechado. A trilha é rápida tem cerca de 1 km, de nível fácil. Depois de um mergulho na cachoeira dos Namorados, ela fez a trilha para o Véu da Noiva, que também é uma trilha fácil, com 1 km e pouco de extensão. É uma cachoeira muito bonita, mas só podemos olha-la de longe, pois houve um incidente há algum tempo atrás. A Pat fez amizade com um casal e voltou para o hostel de carona com eles. Almoçou no Pomodori, duas empadas, uma de carne serenada com creme de abóbora e a outra de bacalhau (R$6,00 cada). Ela classificou elas como gostosas e simples hehe Retornou ao hostel e as 16hs pegou uma bicicleta empresta com a Rose e foi até o Mirante Geodésico, no qual percorreu 7km na ciclovia, que esta tem uma boa sinalização e e esta em bom estado. Ela ficou um tempo por lá, procurou o marco que indica exatamente o ponto entre os oceanos pacífico a atlântico e retornou para a cidade quando o sol começou a se pôr no horizonte. Ela recomendou muito fazer esse passeio, pois a vista é muito bonita e a energia é ótima.
  12. DIA 08 – 02/03 Acordamos cedo e mais uma vez não sabíamos nosso roteiro. Conhecemos o Evandro, um mineiro que atualmente vive em Curitiba e que estava de férias pelo MT. O Anderson havia combinado de fazer o circuito das cachoeiras (só precisa pagar o guia) com um casal, encaixou o Evandro e nos convidou para ir também, como o grupo já era reduzido, era fez um desconto para nós duas, no valor de R$35 reais cada uma , mas a Pat estava cansada e queria um tempo de autoconhecimento e descanso. Então eu resolvi ir com o Evandro e ela resolveu ficar (vou contar o dia dela no próximo post). O circuito das cachoeiras tem cerca de 8 km de extensão, passando por 6 cachoeiras. Ele fica a 12 km do centro da chapada dos Guimarães, dentro do parque nacional. O inicio da trilha pode ser feito por dois caminhos, pela Cachoeira Véu da Noiva, ou por um caminho que fica um pouco antes, da entrada oficial do Parque Nacional, mas não se animem tem um portão e cadeado, no qual a chave deve ser pega por um guia na administração. Iniciamos a trilha, o começo é mais descida, e vamos passando por várias paisagens do cerrado, com árvores tortuosas, pedras multicoloridas, areia e terra vermelha. A primeira parada foi na Casa de pedra, uma formação rochosa, que tem indícios que foi feita de morada há muitos anos atrás. Depois caminhamos uma distancia razoável e chegamos a cachoeira 7 de setembro, conhecida pelos nativos como Sonrisal (pois a queda fazem várias bolhas lembrando uma aspirina efervescente), depois conhecemos a cachoeira do Pulo, que na verdade hoje não se pode mais pular, mas que gera boas memórias da infância no Anderson e possivelmente várias outras pessoas que nasceram por ali . Um detalhe é que essa cachoeira fica um pouco funda perto da queda, mas com pouquinho de esforço no “nado” da para entrar debaixo da queda dela. Seguimos para a Prainha, que possui uma faixa de areia bem gostosa, lembrando muito uma praia mesmo. A dica é deitar nas pedras, principalmente do lado direito da cachoeira. Essa foi uma das que ficamos mais tempo, então prosseguimos para a cachoeira do Degrau, que ninguém quis entrar, pois precisava de um pouco mais de habilidade. E enfim, a maior e com certeza a mais linda, a cachoeira Andorinha, que possui cerca de 20 metros de queda, faixa de areia e pedras multicoloridas que dão um charme único para o local. Foi a que ficamos mais tempo, apenas sentindo a energia da natureza. Por conselho do Anderson, saímos cerca de 15h30 para voltar devagar, pois a volta até a entrada seriam 4km sem pausas em lindas cachoeiras e de subida com o sol quente nos castigando. E a chave tem q ser entregue na portaria até às 17hs. No caminho passamos por um mirante lindo. Ao chegarmos ao hostel, a Pat havia saído a pouco tempo para passear de bike. Então fui com o Evandro no centro comer alguma coisa, eram 17h30 e adivinhem? NADA estava aberto ainda. Então paramos no mercado em frente a praça e eu comprei água (1,5l por R$3,00). Voltando para o hostel, notamos que estava um pôr do sol lindo (foi o primeiro dia que dava para ver o por do sol), então aos 45 minutos do 2° tempo pegamos o carro e seguimos para o MIRANTE ALTO DO CÉU, no qual nos falaram ter a vista mais linda da chapada. Mas chegamos o sol já estava bem baixo e anda precisava fazer 15 minutos de trilha, fora isso o Dono do local havia capinado o mato e que podíamos encontrar muitas cobras pelo caminho. Não sei se tem que pagar alguma coisa para ir até o Mirante, mas eu acredito que sim. Mas parece que vale muito a pena. Então voltamos e paramos o carro próximo ao portão da aeronáutica, para terminar de ver aquele lindo céu e então retornamos. A Pat já havia voltado e com a ótima noticia que a Rose havia liberado a cozinha para fazermos um macarrão, então depois de jantarmos e resolvemos ir dormir. ***Foram os dois dias que fizemos os passeios com o Anderson, e ele é um ótimo guia, explica bastante sobre a chapada e também se propõe a sanar todas as nossas dúvidas. Ele faz todos os passeios da chapada e também faz a região do pantanal, então deixo aqui o contato dele, pois super recomendo: Guia Anderson - Contato: 65 9941-9323 - email: [email protected] GASTOS DO DIA 08 CIRCUITO DAS CACHOEIRAS = R$35,00 DIÁRIA NO HOTEL = R$60,00 ÁGUA NO MERCADO = R$3,00 TOTAL DO DIA = R$98 Total geral= R$ 1492,55
  13. DIA 07 – 01/03 O café da amanhã no hostel começa as 7h30, então acordamos cedo. Nossa ideia era fazer o circuito dentro do parque nacional, pois não necessita de guia, a entrada é gratuita e poderíamos ir de carona com o Yoann (GENTE INFORMAÇÃO IMPORTANTE: talvez o parque será privatizado igual foz do Iguaçu, pode ser que melhore, ou pode ser que não, quem puder aproveitar como esta, eu recomendo!) Então, o Anderson conseguiu nós juntar a um grupo que ia fazer o circuito das cavernas, então resolvemos mudar os planos e ir com ele. Estávamos em 9 pessoas (4 era do interior de SP, 2 de Cuiabá e 1 de Santos), divididos em dois carros. A entrada das cavernas fica a mais ou menos 50km do centro da chapada, sendo boa parte de estrada de terra. É um passeio caro, mas é um dos principais atrativos e queríamos conhecer . A trilha tem 11 km ida e volta, mas dão a opção fazer a ida, a volta ou ambos de trator. A escolha depende do grupo, já que temos um guia. Nosso grupo resolveu fazer a ida de trator (dica do Anderson). Eu disse que é caro, pois por ser em uma propriedade particular o passeio custa R$65,00 reais, o trajeto do trator mais R$20,00 e a diária do guia R$50,00 reais, ou seja, o passeio todo custou R$135,00. O local aceita cartão, desde de que o sinal esteja funcionando (é bom levar em dinheiro). Para proteção contra cobras, é obrigatório usar umas caneleiras que eles fornecem. Após acertarmos tudo, subimos no trator e seguimos o caminho. Paramos em um mirante, com uma vista muito bonita. Descemos mais um pouco de trator, então nosso grupo parou antes do final para começar a trilha. Visitamos 3 cavernas, em uma delas existe a lagoa azul, a ponte de pedra e voltamos ao ponto inicial. A trilha tem um nível de dificuldade médio e passamos por alguns pontos de água. Se você foi para a chapada antes de novembro de 2016, foi em apenas duas cavernas, mas agora são três. A primeira parada foi na Pobo-Jari, que é justamente a caverna mais recente, que foi aberta a visitação ano passado: Caminhamos mais um pouco e chegamos na Kiogo Brado, sério eu achei ela muito diferente e muito linda: Continuamos nossa trilha e começamos a ver algumas partes da Aroe Jari, a maior caverna de arenito do Brasil (não sei se existe alguma descoberta nova). Passamos por algumas partes externas dela, paramos para o lanche na lagoa azul e depois seguimos ate um ponto que pudêssemos entrar em uma parte da caverna (Nesse ponto haviam partes com bastante água, minha bota é impermeável, mas a maioria das pessoas molharam os pés) Começamos a voltar, e paramos apenas na ponte de pedra. Mas todo o trajeto da trilha é simplesmente lindo. Após uma pequena pausa, pegamos o carro e seguimos para a Cachoeira do Relógio, que fica a 3km de carro e tem uma trilha bem curtinha. Para dar aquela relaxada após a caminhada, foi ótimo. Ao retornarmos para a cidade, tomamos banho e saímos para jantar, por volta das 17h45. Andamos um pouco e pasmem, só tínhamos opções de lanches para comer. Subimos a rua do sushi e tinha um local chamado “Maloka espetos”, era simples, porém o preço ok e tinha aquela “jantinha” com espetinho. A Pat pediu file completo (R$24reais) e eu coração completo (R$15reais), e olha veio MUITO ARROZ, feijão, uma farofa de banana e uma normal e vinagrete. Ou seja, se você come razoavelmente bem, peça um completo e um simples, que talvez dê! Também pedimos uma caipirinha de limão para mim (estava bem azeda) e para Pat uma long neck de Heineken, que foram R$6 e R$7 reais respectivamente. E assim acabamos mais um dia pela chapada dos Guimarães. GASTOS DO DIA 07 CIRCUITO DAS CAVERNAS = R$135,00 (Entrada, ida de trator e guia) JANTINHA + CAIPIRINHA = R$21,00 DIÁRIA NO HOTEL = R$60,00 TOTAL DO DIA = R$221,00 Total geral= R$ 1394,55
  14. Obrigada pelo comentário Rodrigo! Você chegou a subir também no dedo de Deus? Muito incrível né? Lá tem muitos lugares ainda para serem explorados, aproveita quando voltar lá! Nós próximos dias, eu termino os posts! Brande Abraço
  15. DIA 06 – 28/02 O café da manhã no hotel começava 6h30, então acordamos bem cedinho e tomamos um belo que um café da manhã com tudo que tínhamos direito kkkkk Iamos seguir pela BR-070 que liga Brasília à divisa da fronteira com a Bolívia em Cáceres, passando por Cuiabá. Sendo que ela cruza Barra do Garças, então saímos do hotel e andamos cerca de 2km para tentar nos afastar da zona central. Porém, ali não era ainda o melhor local para tentarmos carona, só que havia uma subida imensa pela frente, então começamos a pedir carona ali mesmo. Não demorou muito até que um moço parou, ele ia até a saída da cidade, então topamos seguir com ele. Rapidinho ele nos deixou em um posto de gasolina, logo depois da saída para a Serra do Roncador, então todo carro que passasse ali, iria prosseguir pela BR-070. Esquecemos que era terça feira de carnaval, e por issoo movimento na estrada não estava muito grande. Fora que estava um Sol de rachar . Cheguei a pensar em desistir, pois só tínhamos percorrido 6 dos 460km que faltavam até a Chapada dos Guimarães. Maaaas pouco mais de 1 hora esperando, nosso primeiro “anjinho” parou. O Willian, um tatuador de campo verde, que estava voltando de um work shop em Goiânia. Para quem não conhece, Campo Verde fica há 75km da Chapada dos Guimarães, ou seja, foi muito sorte nossa pois já estaríamos quase na chapada! Só fizemos três paradas no caminho, uma para comer (gastei R$3,00 em um pedaço de bolo de cenoura), uma em Primavera do Leste para ele comprar um presente para a filha dele que havia feito aniversário e uma para abastecer. Ainda para ajudar um pouco mais, ele nós deixou na entrada da rodovia que levava direto para a Chapada. Não demorou nem 10 minutos e a nosso segundo anjinho e nosso guia turístico parou para nos ajudar. O nome dele era Tiago, original de Campo Verde, que morava em Cuiabá, por nossa sorte ele prefere ir para Cuiabá passando pela Chapada, pois a estrada não tem pedágio e não passa caminhão. Bom, porque eu o chamei de guia turístico? Porque ele parou para conhecermos dois pontos turísticos, a Cachoeira da Martinha (cachoeira muito bonita, aberta para a visitação, a trilha é bem curta, porém devido a essas facilidades vimos muito lixo espalhado pelo lugar ) e no Mirante do Centro Geodésico, que tem esse nome, porque é exatamente o ponto “central” entre os oceanos Atlântico e Pacífico (não é muito amor gente?) Depois de algumas fotos, o Tiago nos levou para um restaurante japonês chamado Oishi de uma amiga dele, a Sandra. E gente SUPER RECOMENDO! Sério, o peixe estava bem fresquinho delicioso, melhor que muitos aqui de SP! Pedimos dois combinados, duas cervejas e um suco para o Tiago. Gente não faço ideia de quanto ficou a conta! Mas não eram caros os combinados e super compensa pela qualidade! https://www.facebook.com/OishiChapada.Uemura/ https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g1600093-d2414634-Reviews-Oishi-Chapada_dos_Guimaraes_State_of_Mato_Grosso.html A Sandra nos indicou um hostel, que o Jeter havia ficado, o “Casa di Rose”. Então nos despedimos do nosso novo amigo e guia turístico, e seguimos para esse hostel. Chegamos lá sem reserva, fomos bem recepcionadas pela Rose, Anderson e o cão Bilbo. A Rose e o Anderson são um casal, ela é designer e ele artista plástico e guia. Então imaginem, a casa é um charme, acho que pra ficar perfeita só faltou ter umas redes para descansar após os passeios O hostel tem quarto compartilhado misto e feminino.e também individual, dois banheiros, sendo um só feminino, um lavabo, uma sala e uma geladeira de uso comum. Os quartos tem ventilador e cobertor. Só a cozinha que não é compartilhada, pois eles moram na casa. E além disso tudo eles emprestam bike! https://www.facebook.com/casadirose/ O valor da diária era de R$60 reais, com café da manhã. Íamos pegar o quarto compartilhado, mas como o individual estava livre, ela deixou nos ficarmos nele. O hotel é bem pertinho do centro da cidade (5 minutinhos andando) e na rua dele tem um empório (cervejas geladas, diferentes e boas :'> ) Um detalhe básico, todo mundo fala do CALOR de cuiabá né? Pois é gente, a Chapada dos Guimarães, por estar a mais de 800 m do nível do mar é bem fresquinha, é bom estar com uma blusinha na mochila! Enfim, estávamos cheias, só tomamos banho, nos acomodamos e conversamos com eles e com o Yoann, um Francês que é casado com uma cuiabana, ele é guia no pantanal, estava no hostel pois iria fazer um trabalho voluntário no dia seguinte no parque da chapada. E acabou nosso sexto dia cheio de aventura! GASTOS DO DIA 06 BOLO DE CENOURA = R$3,00 DIÁRIA DO HOSTEL = R$60,00 TOTAL DO DIA = R$63,00 Total geral = R$ 1.173,55
  16. DIA 05 – 27/02 Acordamos cedo, nossas mochilas já estavam prontas. Não tínhamos um plano de como seguir, pensamos em ir para a região do Xingú e até para a ilha do bananal, mas não era uma boa época. Então resolvemos voltar para Barra do Garças e ai decidir o próximo passo. No café da manhã, eu vi o Jeter, aquele curitibano que eu comentei, arrumando as coisas dentro do carro para ir embora. Então pedimos uma carona para ele, já que ele teria que passar em Barra do Garças e seguimos viagem juntos. Ele nós contou que havia passado em Prudentópolis, Bonito, Chapada dos Guimarães, Barra do Garças e do Roncador iria até a chapada dos Veadeiros. Juro que até cogitei ir com ele Ele nos deixou na Praça dos Garimpeiros, local no centro de Barra e aonde tem diversos hotéis. Entramos no Hotel Serra Azul, a diária era de R$130,00 reias para as duas, quarto triplo com chuveiro quente e café da manhã. Não pensamos duas vezes e fechamos ali mesmo. A placa no balcão mostrava uma diária mais cara, então perguntem sempre! Após acomodação, andamos até o Porto do Baé, local que tem muitos bares, restaurantes, etc. Mas como era segunda feira de carnaval e antes do almoço, não tinha quase nada aberto hahaha O rio Araguaia, divide os estados de Mato Grosso e Goiás, e nessa região de Barra do Garças ele se encontra com o Rio das Garças. Era época de cheia, então o Rio fica barroso e mais fundo. Mas pelas fotos que eu vi, compensa MUITO ir na época de seca e curtir as praias de água doce com areias branquinhas (tanto nessa região, quanto mais pra cima no Araguaia). Resolvemos fazer um passeio de barco pelo Araguaia, com o Nilson. Ele tem várias opções de passeios, ficamos um tempinho conversando com ele, e conseguimos formar um grupo com 8 pessoas, e fazer o passeio de 1 hora descendo o rio, que custou R$45,00 reais para duas pessoas. E mesmo com ele barroso foi sensacional, aquele ventinho no rosto e vendo aquele rio enorme correr bem debaixo dos nossos pés. Além disso, vimos botos, iguanas e diversos pássaros. Depois desse delicioso passeio a fome bateu. O Nilson indicou um restaurante perto do resort, mas estava fechado. Voltamos ao porto, só tinha um quiosque com PF normal e o restaurante flutuante, como nós queríamos comer um peixinho arriscamos o restaurante flutuante. Olhamos o cardápio e tinha algumas coisas ok, sem contar que a vista dele é maravilhosa, dentro do rio Araguaia e da para as pontes que dividem os dois estados. Comemos uma porção de isca de peixe (não lembro o nome) que saiu R$39,00 reais, como estávamos morrendo de calor e na seca de uma cerveja tomamos 3 stellinhas cada uma (que foi o que saiu mais caro )R$7,00 reais cada e como tinha música ao vivo, cobraram o couvert artístico ( uma banda de MPB delicinha - R$10,00 cada). Totalizando nossa conta R$111,11... Tá bom não saiu tão barato, mais uma vez na viagem merecemos. Após o almoço, passamos no hotel, eu deixei minhas câmeras e pegamos um taxi para o parque de ÁGUAS QUENTES, pois ele fica aberto até as 21hs, que saiu R$28,00. ãã2::'> A entrada do parque foi R$5,00 e o guarda volumes R$5,00 (tem que pagar R$20,00 e eles devolvem quando devolver a chave). O parque estava bem lotado, mas é bem arrumadinho, só tem piscinas de águas quentes (estava muito quente, não recomendo no calor ãã2::'> ), mas ninguém nos avisou que TODAS as atrações do parque fecham as 17hs e só as piscinas ficam abertas até as 21hs. Ficamos um pouco mais de 1 hora por lá, acabei não tirando nenhuma foto, por causa da chuva e resolvemos voltar para o hotel. Seguimos uma parte a pé, mas vimos um ônibus vindo e resolvemos pega ló, a passagem custou R$3,50 (não lembro os centavos exatamente, mas foi algo assim), chegamos super rapidinho no local que íamos descer (cerca de 1 quadra da praça). Ou seja, se quiserem economizar, verifiquem os horários dos ônibus e esperem tranquilamente RS Após banho, saímos para jantar. Escolhemos um lugar que servia “JANTINHA”, ou seja, PF com arroz, feijão, mandioca, vinagrete e um espetinho da nossa escolha, cada jantinha saiu por R$ 16,00 e dividimos uma jarra de suco de laranja, R$13,00 reais (OBS: VEM BEM ADOÇADO se não pedir sem açúcar ). Voltamos para o hotel para acordar cedo, pois já havíamos decidido que nosso próximo destino seria a CHAPADA DOS GUIMARÃES e que tentaríamos ir de carona. GASTOS DO DIA 05 DIÁRIA NO HOTEL = R$65,00 PASSEIO DE BARCO = R$22,50 ALMOÇO = R$55,55 TAXI ATÉ ÁGUAS QUENTES = R$14,00 ENTRADA ÁGUAS QUENTES = R$5,00 GUARDA- VOLUMES ÁGUAS QUENTES = R$2,50 ÔNIBUS DO PARQUE PARA O HOTEL = R$3,50 JANTINHA + SUCO = R$22,50 TOTAL DO DIA = R$190,55 Total geral= 1110,55
  17. DIA 04 – 26/02 No dia anterior havíamos combinado de ir para Nova Xavantiva, pois um dos passeios que gostaríamos de ir - Lagoa Sagrada – não estava acontecendo, pois estavam tendo um problema com a tribo Algumas pessoas foram embora de manhã e chegaram outras, um casal de Brasília e o Jeter, um curitibano que estava fazendo um mochilão de carro, passou no Rocandor para seguir até a Chapada dos Veadeiros. Como era o primeiro dia deles, a programação deles foi fazer a trilha do guardião e o rio do ouro com o Gabriel, enquanto nós faríamos esse outro passeio com o Maurinho. Confesso que fiquei um pouco “bodiada” nesse dia, porque combinamos de sair as 8h30 e só saímos às 11hs e o passeio é longe Nova Xavantina, fica a 70km, na região do Vale do Araguaia. É conhecida pelo rio das Mortes, na qual existe a ilha do Coco. Combinamos de ir à Cachoeira Azul, que também faz parte do rio das mortes, porém em outra parte. Do centro da cidade para o início da trilha foram mais 30km de estrada de terra. A Cachoeira azul fica na propriedade do Ricardo (temos que pagar R$10,00 para ajudar + R$75,00reais do guia). Adianto que é um local que tem muito a ser explorado Lembra que eu falei para NÃO acreditar se alguém falar para ir de chinelo, pois é! Nessa trilha foi a mesma história, mas eu não acreditei e fui com a minha botinha... Mas a Pat e a Bruna foram de chinelo, logo no inicio da trilha, passamos por uma vegetação em fechada e estreita que ultrapassava nossa altura, com grandes chances de sermos surpreendidos por cobras Já perto da cachoeira, existem diversas formações rochosas, porém tem muitas plantas com espinhos, muitos lugares bem fechados, que poderia ser um pouco melhor cuidado... enfim... Na minha opnião, para ser aberto ao público, deveria existir plano de manejo para que os visitantes não corressem riscos e que ao mesmo tempo não destruísse o local (mas eu acho que TODA a região da serra do roncador devia ter isso, e por ser um local menos conhecido e procurado o governo não faz nada) Prosseguindo o caminho, tivemos que atravessar algumas corredeiras pequenas e médias de água, sendo que em uma delas eu escorreguei e encharquei toda minha bota Enfim vida que segue, após uns 40 minutinhos de trilha finalmente chegamos a Cachoeira Azul, que não estava azul devido a chuva e ao tempo que permanecia nublado. Ela é bem rasa, dá para entrar debaixo da queda d'água, o fundo é de areia, tem pouquíssimas pedras; Levei o snorkel, mas não havia nada para ver. Ao redor da cachoeira não tem muito lugar para sentar e tem MUITA formiga. Então do mergulho, comemos nossos lanches e pegamos o caminho de volta. Ao chegarmos próximo à formação rochosa, o Maurinho e o casal de SP foram explorar umas pedras e quedas de água que havia mais para cima, eu fui até uma parte olhar e era um local bem plano com algumas piscinas naturais, que seria UM ÓTIMO LOCAL para sentar, descansar e comer (aconselho a ir até a cachoeira e depois ficar nesse local ) Chegamos aos carros umas 17hs e pegamos a estrada de volta. Como a fome era bem grande paramos para jantar no centro da cidade na “Pizzaria do Gaucho”, local bem simples, mas tem uma pizza GRANDE, GOSTOSA E VEM RÁPIDO . Como estávamos em 8 pessoas, comemos 3 pizzas de tamanho normal (8pedaços), alguns tomaram refrigerante e alguns suco de laranja, e pasmem ficou R$16,00 para cada (dividimos em 7, para o Maurinho não pagar). Eu tinha dúvidas se a cidade tinha hotéis, pois pensei em ficar nela alguns dias. E sim tem alguns hotéis e pousadinhas, caso alguém passe por lá para continuar subindo, podem ir tranquilos. Lá também tem bancos, mercados e padarias. Bom gente, como eu disse no começo do post, esse dia foi gostoso, mas eu estava já bodiada... Vou aproveitar e dizer algumas das opções de passeios e o motivo que não fizemos eles: - Lagoa sagrada (contei lá em cima que estavam com problemas com as famílias da tribo) -Subir platô do roncador (demora 12 hs e necessita de barraca de camping para pernoite) -Dar a volta toda da formação rochosa do Maurinho porque demora 8 hs (só eu iria querer fazer isso ) - Cachoeira São Francisco (se não me engano) escutamos das pessoas que foram lá que viram filhotes de sucuri, então vamos combinar que era melhor não ir lá conferir! - Duas tribos indígenas, sendo uma “globalizada” e a outra era a Xavante (R$75 reais + R$50,00 em alimentos) -Barra do Garças Sinceramente, acho essa maneira de visitar qualquer tipo de povoado ruim, além disso iria ficar caro e ainda tinham muitos dias de viagem pela frente. Mas ai, sem conversar com TODOS, o Maurinho combinou com o Carlos de irmos para Barra do Garças, voltar e ir no próximo dia na tribo (porque não deu tempo de fazer as compras). Eu achei perda de tempo e dinheiro isso, afinal barra já seria o caminho de volta, então resolvi SEGUIR MEU CAMINHO. Não queríamos nos desfazer do grupo, já que estávamos tão bem entrosados, então tentamos fechar algum roteiro diferente, mas acabou que não resolvemos nada, pois um queria ir na tribo, um achava ruim ir e voltar para barra... Então eles decidiram ficar e a Pat seguir viagem comigo. Dormimos cedo pelo cansaço, enquanto o pessoal resolveu fazer vigília (tentar ver ETs) assim acabou o nosso quarto e último dia na Serra do Roncador. GASTOS DO DIA 04 CACHOEIRA AZUL = R$ 60,00 (guia) + R$10,00 (propriedade) PIZZARIA = R$ 16,00 DIÁRIA NA CASA = R$ 50,00 TOTAL DO DIA = R$ 136,00 Total geral= R$920,18 ________________________________________________________________________________________________ Para encerrar esse capítulo, eu gostária de agradecer a toda hospitalidade que o Maurinho e Cia tiveram conosco! Esqueci algumas informações importantes ao longo do texto como: -Água da torneira é limpa e natural, não se preocupem em levar água -NÃO tem chuveiro aquecido -Tem wi-fi na casa e não tem sinal nenhum de telefonia -É PROIBIDO levar bebidas alcoólicas no Maurinho -Não custa repetir, SEMPRE USEM SAPATOS FECHADOS contato: MAURINHO - (66) 9653-9917 (responde no whats) Facebook https://www.facebook.com/parkportaisdoroncador/?fref=ts Fica como dica que também existem outras agências como Roncador Expedições (fazem pacotes com hotéis) e Eco trilhas Roncador (guia é o Durval, muito atencioso, falei com ele algumas vezes).
  18. DIA 03 – 25/02 Acordamos cedo, mas estava chovendo muito. Haviam chegado mais algumas pessoas na casa do Maurinho, dentre eles um casal de São Paulo,outro casal ali da região do Araguaia e três amigos de Campo Grande. Decidimos fazer a trilha das TORRES GÊMEAS, mas íamos esperar a chuva diminuir e as pessoas novas se acomodarem. Então, o Carlos, a Pat, o casal de SP e Eu, resolvemos ir até o Vale dos Sonhos com o Maurinho para comprar algumas coisas e comer o pão de queijo super famoso da rodoviária. Ao lado da rodoviária, tem uma moça que vende vários tipos de raízes e uma castanha muito famosa na região, que é a castanha de Baru (a Pat comprou, R$10 reais um saquinho). Passamos no Mercado, eu comprei um pão de forma caseiro, maionese, seleta de legumes e um espelhinho que o Lauro havia pedido para se barbear, gastei R$22,00. O tempo abriu um pouco, retornamos para o portal do roncador e resolvemos fazer a trilha. Nesse momento, o Lauro ficou bravo pois eles estavam nos esperando para almoçar e como havíamos comido o pão de queijo não estávamos com fome. Ele quis desistir da trilha, mas conseguimos convencê-lo a ir, ele só iria comer algo antes. Nisso o Gabriel começou a nos apresar e resolveu ir com o grupo na frente. ãã2::'> Saimos por volta das 14h45 e o começo da trilha era o mesmo caminho para o guardião, porém ao chegar na cachoeira, pegaríamos para o lado esquerdo. Conseguimos chegar sem grandes problemas, porém passamos por aquelas abelhas que grudam no cabelo e foi um terror tirar todas elas de mim RS. Seguimos por uma trilha bem fechada, margeando o paredão, passamos por inscrições rupestres e depois por uma colmeia de marimbondos enorme (tem que tomar cuidado para passar nesse local). Prosseguindo a trilha, chegamos em um local chamado PEDRA VERDE , que é uma fenda entre dois paredões enormes da serra do roncador com diversas pedras, plantas e árvores. Segundo o Maurinho, já foi capa do National Geografic (eu procurei mas não encontrei RS), mas o local é muito bonito e da a real dimensão que aquele lugar realmente já foi mar (pra mim seria um lago, mas quem sou para discordar ne?) . obs: Como estava nublado e nessa hora começou a chover, as fotos não ficaram tão boas. Nesse ponto a trilha fica um pouco complicada, pois temos que subir pelas pedras escorregadias até o topo. Ao chegar no alto, não demorou muito até chegarmos nas torres gêmeas . Que nada mais é, do que duas formações rochosas que parecem duas torres. A tranquilidade lá de cima e a paz de simplesmente olhar a paisagem e escutar a natureza, foi realmente um momento muito único. Chegamos no local para contemplação das torres gêmeas por volta das 16hs, ou seja, demoramos cerca de 1h20. A volta é bem mais tranquila e tem um atalho (que é bem mais íngreme e escorregadio), mas que encurta bastante o caminho. Ao chegarmos no Maurinho, a Claudia nos pediu para trocar de quarto pois um casal de Brasilia havia chego e eles queriam ficar no chalé, pela troca o valor da diária na casa sairia R$50,00 reais (inicialmente, ele nos disse que era o mesmo valor o chalé e a casa, por isso ficamos no chalé). Nos próximos dias eu conto como foram os próximos dias, aguardem GASTOS DO DIA 03 MERCADO = R$22,00 TRILHA DAS TORRES GÊMEAS = R$ 75,00 DIÁRIA NA CASA = R$ 50,00 TOTAL DO DIA = R$ 147,00 Total geral= R$784,18
  19. DIA 02 – 24/02 (SEGUNDA PARTE) Após almoçarmos, queríamos um passeio mais tranquilo. Então deram a ideia de irmos até o Rio do Ouro, que fica a mais ou menos 37km da Casa do Maurinho. Como a Bruna estava de carro, conseguimos ir com eles. A promessa era que íamos parar o carro na beirada do Rio, então era tranquilo ir de chinelo. O Rio do Ouro fica em outra propriedade particular, para chegar até ele pegamos a estrada sentido Barra do Garças, andamos cerca de 4km e entramos na 1º direita, aonde tem uma placa indicando FAZENDA SERRA AZUL. ***Já vou deixar de DICA para vocês, que essa mesma entrada é a localização do ARCO DE PEDRA E DA GRUTA PÉZINHOS (não conseguimos visitar, mas não tem erro, ao entrar nessa estrada, vai ter uma parte da subida que é asfaltada, logo no final dessa entrada a direta fica essas atrações e vale a pena ver o nascer do sol dela ). O restante do caminho era boa parte de subida e de estrada de terra, demoramos cerca de 1h para chegar (foi cansativo pois estávamos em 6 no carro). Ao chegarmos, não caminhamos nem 5 minutos e chegamos o ponto inicial que as pessoas param, aonde tem uma entrada a Esquerda e uma “prainha”. Mas o Gabriel nos disse para ir mais adiante, pois havia alguns cânions. Foi por isso que eu disse no começo que era a promessa, esse local dos cânions não era longe, porém eu não aconselho ir de chinelo, é um local muito preservado, passamos por uma região de mata que não tem movimento e tem animais peçonhentos. Graças a Deus não nos deparamos com ninguém, mas NÃO acreditem quando falarem que pode ir de chinelo. Chegamos por volta das 16h30 e o local é realmente incrível, lembra muito o vale da Lua da chapada dos Veadeiros, porém o tom das pedras é avermelhado (Vale de Marte? Poderia ser hehehe), tem algumas quedas de água enormes e piscinas naturais lindas. O Gabriel disse que que continuássemos um pouco, teria uma cachoeira bem bonita, mas era longe e já estava tarde. Eu ACONSELHO MUITO vocês há irem lá cedo, pois o sol refletido na água deixa ela bem verdinha e como ele já estava se pondo, não conseguimos ter essa visão dele. Esse passeio por ser de carro, saiu R$60,00 por pessoa. Caso não tenha ninguém de carro, o Maurinho “empresta” o carro dele, não lembro exatamente, mas ele disse que cobra cerca de R$2 reais o Km rodado + alguma coisa que eu não lembro (achei caro). Retornamos para a casa do Maurinho, todos com as energias revigoradas e muito unidos. Foi aqui que perdemos a percepção espaço-temporal, estamos no primeiro dia de passeios, tínhamos nos conhecido pela manhã e parecia que éramos amigos a tempos e que todos estavam viajando juntos a vários dias. Depois de fazermos a janta e conversamos, todos foram dormir. Eu e a Pat estávamos em um chalé de madeira bem simples e os nossos amigos estavam em uma casa que tem 4 quartos, todos com 3 camas. Durante a noite a Pat me acordou assustada dizendo que alguém estava rodeando a casa, mas na verdade eram ratos no telhado e essa diária saiu R$75,00 reais GASTOS DO DIA 02 PASSAGEM DE BARRA PARA VALE DOS SONHOS = R$19,50 TRILHA DO GUARDIÃO = R$ 75,00 TRILHA RIO DO OURO = R$ 60 DIÁRIA NO CHALÉ = R$ 75,00 TOTAL DO DIA = R$229,50 Total geral= R$637,18
  20. DIA 02 – 24/02 Como eu disse no post anterior, eu durmi a viagem toda, não quis nem descer na parada, então não posso opinar se ela é boa RS Só sei que chegamos em Barra do Garças as 5h25, e descobrimos que o ônibus que estávamos ia até Vila Rica (divisa do MT com o Pará), ou seja, ele passaria pelo Vale dos Sonhos, mas como nossa passagem era até Barra, tínhamos que descer ali mesmo. Como ele só sairia as 5h30, corremos para o guichê para verificar se havia lugares disponíveis, e por nossa sorte a resposta foi SIM! Compramos a passagem, por R$19,50 reais e corremos para a plataforma novamente e então embarcamos sentido vale dos sonhos. Digo que foi sorte mesmo, pois o próximo ônibus para o Vale sairia por volta das 8hs. Fica a dica, quem quiser ir direto para o Vale de Goiânia, consegue ***Além da xavante, existe outra viação que faz esse trajeto, não me lembro do nome (mas o Maurinho nos disse que ela custava cerca de R$15 reais). Como era um trajeto curto fiquei acordada vendo o nascer do Sol de dentro do ônibus, e ele estava lindo. Após alguns quilômetros a formação rochosa da Serra do Roncador começou a aparecer. Ambas haviam conversado com o Maurinho no Whats (66 9653-9917 - Tem uma página no facebook chamada Portal do Roncador), o combinado era de R$150,00 reais por dia cada uma (hospedagem + passeios, sendo comida por nossa conta) e ele havia nos dado algumas instruções para chegar. Inclusive pedir que o motorista nos deixasse no Portal do Roncador, mas o mesmo nos disse que não poderia parar fora da rodoviária, então tivemos que descer no Vale dos Sonhos mesmo. Eram por volta de 6h40, estava tudo fechado e não teria ônibus tão cedo, o portal do roncador estava a 9km de distância e nos estávamos com nossas mochilas pesadas para ir andando. Então resolvemos tentar pegar nossa primeira carona. Acho que demorou uns 10 ou 15 minutos até que um caminhoneiro que estava indo para Água Boa, parou e nos deixou na entrada do Portal. Ele não sabia exatamente aonde era, mas eu havia olhado no street view. Atravessamos a pista e entramos no caminho de terra, por um momento pensei que estávamos no local errado, mas logo avistamos uma casinha de madeira e algumas pessoas. Chamamos e fomos recepcionadas pelo próprio Maurinho, o guardião do Roncador, cheio de histórias de vida para contar. Logo conhecemos a Claudia, que é uma das irmãs do Maurinho e estava lá ajudando em tudo e um tempinho depois o Gabriel, que é sobrinho do Maurinho e também ajuda o tio como guia e na limpeza do local. Tomamos café da manhã, nos acomodamos no chalé e então conhecemos nossos super companheiros de viagem: A Bruna, de Goiânia, o Lauro de Vilha Velha (ES) e o Carlos, meu conterrâneo de SP; eles estavam interessados na parte mística e ufológica da serra do roncador. Então combinamos o primeiro passeio que seria a trilha do “guardião”. Iniciamos a trilha quase 10hs, ela parte do próprio terreno do Maurinho, com uma leve subida, na qual o Carlos desistiu, porque ele fez algumas cirurgias na coluna e ficou com receio de se machucar. Chegamos à primeira parada, que é uma formação rochosa da própria serra, na qual desce água la do alto, Como era época de seca, não tinha muita água, mas mesmo assim o visual é muito bonito. CUIDADO: existem muitos marimbondos nesse local, aconselho a ir de calça comprida, pois dos 4 no grupo, 3 tomaram ao menos uma picada (todos estavam de calça comprida, mas não adiantou). Após algumas fotos prosseguimos a trilha, margeando a formação rochosa, até que enfim chegamos ao guardião, por volta das 12h30 . Visto de baixo é essa pontinha da direita, mas estando ao lado dele, é um paredão GIGANTESCO , sem contar da vista linda, o local ainda tem um “ar condicionado natural” , como chama o Gabriel. É uma delicia ficar lá em cima apreciando a paisagem e com aquele ventinho fresco no rosto. Ficamos lá um bom tempinho e descemos, chegamos à casa do Maurinho, almoçamos e descansamos um pouco. Então resolvemos fazer mais um passeio, que eu vou contar no próximo post, porque esse já esta enorme Os gastos eu vou postar no próximo post
  21. Resolvi fazer um relato desta viagem, porque existem poucas informações sobre a serra do roncador, principalmente sobre valores e logísticas de passeios. Quando comecei as pesquisas encontrei muitas informações desatualizadas e não conseguia estabelecer algum tipo de roteiro. Então gostaria de ajudar os próximos mochileiros que forem para essa região incrível. A ida para a chapada dos Guimarães foi um plus na viagem, porém acho que não custa nada falar sobre ela também, pois é um local incrível. Mas, antes de qualquer coisa, eu queria agradecer a todas as pessoas que fizeram essa viagem ser mais especial e inesquecível e a todas as caronas que fizeram uma diferença enorme na vivência que tive pelos estados do Mato Grosso e de Goiás. ________________________________________________________________________________________ DIA 01 Então vamos lá, a passagem aérea de SP-GOIÂNIA custou R$252,36 , ida e volta. Comprei com pouco mais de um mês de antecedência ; A viagem começou no dia 23/02 do Aeroporto de Congonhas, e até o meu retorno dia 05/03, foram mais ou menos 3900 km rodados, sendo que 1970 km foram feitos via terrestre. Meu voo estava previsto para as 17h45, mas acabei decolando apenas as 19h20 e cheguei em Goiânia por volta das 20h30. Peguei um UBER do aeroporto para a rodoviária, com o Edimar (62.99204-4343), que me contou que Goiânia tem bares e baladas sertanejas OTEMAS, além de histórias engraçadas de cantores famosos! O trajeto durou mais ou menos 20 minutinhos e me custou apenas R$17,00. Ao chegar na rodoviária, encontrei a Patrícia(Pat), uma carioca que também gosta de viajar e come bixcoito! Hahaha Ela viu aqui no site que eu ia para lá e combinamos de nos encontrar e seguir viagem! Mas ela havia ido para Goiânia no dia anterior. INFOS ADICIONAIS: Barra do Garças é a cidade chave e mais estruturada para ir para a Serra do Roncador, fica na divisa entre MT e GO. Você pode chegar até ela por Goiânia igual a mim, ou por Cuiabá (fica um pouco mais longe). Minha impressão, por ser uma cidade na divisa de dois estados, era que seria uma cidade sem muita estrutura e pequena, mas me enganei e muito! Barra do Garças é uma cidade bem grande e estruturada, tem mercados grandes, lojas, hotéis (mais do que tem no booking), várias agencias bancárias, farmácia 24hs, etc... Lá você tem duas opções, se hospedar na própria cidade e contratar o guia para te levar nos passeios da Serra ou seguir viagem para o Vale dos Sonhos, este, que é um pequeno distrito que fica a mais ou menos 75km de Barra do Garças. O vale dos sonhos, é bem pequeno e pouco estruturado, tem uma rodoviária pequena, um mercadinho pequeno, lanchonete, boteco, etc. Mas tem alguns hotéis bem simples, que é uma opção de hospedagem, caso você queira ficar perto da Serra e não depender da hospedagem no Maurinho (A figura mais conhecida da Serra do Roncador) Eu não consegui pegar telefones para contato, mas quando eu fui pegar essa foto no street view, vi que tem uma plaquinha escrito: “POUSADA DOS SONHOS: (66) 3442-1051 / 3442-1109” , pode ser que esteja desatualizado, fica de dica. Prosseguindo com a história, após encontrar a Pat, fui ao guichê da companhia Xavante para pegar minha passagem, que nos levaria até Barra do Garças, ela custou R$ 65,00, com saída as 23hs. Existem diversos horários, companhias e valores de ônibus para BG, mas comprei esse horário pois não queria chegarno meio da madrugada. Acompanhei a lotação dos ônibus pelo site da rodoviária (http://www.rodoviariadegoiania.com) , tentei comprar a passagem antecipada mas não consegui por esse site; Por sorte, eu pedi para a Pat e ela conseguiu comprar por outro site (talvez netviagens) , pois o ônibus já estava ficando lotado e eu desesperada. rs Como eram mais ou menos 21h30 e na rodoviária tem um shopping (shopping mesmo, tem lojas, praça de alimentação, boliche), resolvi comer , gastei R$25 reais no combo (lanche, batatas e refrigerante). Após comer, fui atrás de tomada para carregar meu celular e adivinhem só, NÃO TEM UMA TOMADA na rodoviária. MAS, tem uma máquina que agente PAGA e carrega o celular. Estava com 0% e tinha a opção de R$2 por 20 minutos, então, deixei carregando um pouco. Exatamente às 23hs o ônibus saiu e partimos em direção a Barra do Garças. Nossos acentos eram o 1 e 2 e por sorte no compartimento superior tinha uma tomada Eu dormi praticamente a viagem toda, lembro que algumas chacoalhadas, mas nada demais. No próximo post eu conto como continua essa viagem que já começa cheia de emoções. TOTAL DE GASTOS ANTES DA VIAGEM PASSAGEM AÉREA = R$252,36 COMIDINHAS = R$ 46,32 -água de 1l, amendoin salgado e doce, 3 bolachas salgadas e 2 doces, cupnuddles, tapioca, suco em pó, etc GASTOS DO DIA 01 UBER = R$17,00 PASSAGEM ÕNIBUS GOIANIA- BARRA = R$65,00 LANCHE= R$25,00 CARGA NO CELULAR = R$2,00 Total = R$407,68
  22. Oie, faz tempo que vc fez esse poste, mas não esta muito fácil encontrar infos sobre a serra do roncador e região, estou tentada a ir par alá agora no carnaval/2017 se vc puder me dar umas dicas, eu ficaria super feliz! obrigada
  23. Oie, gostei do seu relato ai e ajudar a montar meu roteiro!! Senti invejinha dessa passagem de cascavel por 80 reais, pesquisei e para o ano todo a mais barata é 280 reais beijo
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