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vanessa.carvalho1

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  1. @rvillg De nada! Então, eu acho que não precisa, mas eu já tinha esse certificado no meu passaporte porque na Tailândia você só entra se tiver com isso. Tanto que existe um local especial que você mostra isso antes de ir pra polícia alfandegária. Mas na China, não acredito que precise, porque não vi nada com um rigor parecido. Não me foi pedido não, respondendo à sua pergunta. Na dúvida, faz. A maioria dos postos oferece isso de graça e depois você só valida isso no aeroporto. Ou melhor ainda: no Hospital da Clínicas - se vc tiver em SP - faz esse combo, e você já sai de lá com o certificado. Minha viagem foi em março deste ano.
  2. Pois é! Pena que não teve nenhum desfile para eu ver isso de perto. Mas acho que as pessoas lá da China não enaltecem tanto o regime como na época do Mao, embora estejam satisfeitos com o governo.
  3. DIA 7 - 24.03.17 - Hong Kong Primeiro dia em Hong Kong, vinda de Xangai. Já senti uma diferença entre os outros lugares. Talvez uma organização maior. Esqueci meu casaco no ATM, e, quando voltei, lá estava bonitinho onde tinha deixado. Do aeroporto, peguei um ônibus, daqueles de dois andares que tem na Inglaterra, para ir até o hostel (esse aqui: http://urban-pack.com/ achei bom, a localização era incrível, mas tive algumas ressalvas). Desovei minhas coisas e já saí pra passear um pouco, mais pelas redondezas pois estava que nem um zumbi nesse dia - acordei muito cedo pra pegar o voo. Lá as pessoas são mais acessíveis no diálogo. Senti que boa parte se virava no inglês, e isso já abria mais a comunicação em momentos de necessidade, o que era um pouco mais difícil na China “mainland”. E sim, HK é um local que, forçadamente, foi se misturando, então você vê elementos da invasão inglesa, com as culturas cantonesa e chinesa. Isso deu à cidade ingredientes especiais que a tornam bem única, não apenas por ser um centro financeiro importantíssimo a nível global, mas pela sua constituição como cidade. Hoje, eles pertencem à China, que depois de anos de negociação com os ingleses, tiveram seu território devolvido, tendo seu protetorado transferido para a China, finalmente, em 1997. Possuem alta autonomia, tendo leis e regulamentos próprios, naquele esquema “um país, dois sistemas”. Uma coisa interessante de HK é comprar o Octopuss Card. Você compra por um valor - que pode reaver depois quando devolver - e ele funciona como se fosse um cartão pré-pago, com o qual você pode comprar coisas em lojas, pagar passagens de transporte, e inclusive subir ao Victoria Peak usando-o. Vale MUITO a pena. Achei isso bem avançado, porque é algo que integra diversas coisas. Um ponto que gostei de lá eram as passagens (como se fossem passarelas) que interconectavam estações e lugares. Era um aproveitamento de espaço bem interessante porque te permitia andar pela cidade, deixando os carros de um lado e o pedestre de outro, além da economia de tempo que isso gerava. Fiquei flanando, no primeiro dia, por Tsim Sha Tsui mesmo. Aí tinha uma rua com um comércio bem robusto, tanto em termos de lojas como restaurantes, incluindo um parquinho que achei xyz - não tava com muito saco pra isso, confesso. Aí fui até a “Calçada da Fama cantonesa”, que é uma homenagem aos artistas da Sétima Arte de HK e dos seus famosos filmes de ação, tão reconhecidos. Incluindo Wong Kar-Wai <3, aquele do “Amor à flor da pele”, se não viu, pelamor, tá perdendo tempo, corre logo e veja. Bruce Lee, claro, não podia faltar: Porto: Os prédios beirando a baía, que, como Xangai, a uma certa hora do dia também fazem seu espetáculo de luzes sincronizado: Isso fiz tudo a pé, depois dei mais umas voltinhas (porque não sei o momento de parar), para ver as ruas da cidade, sempre cheias, com aqueles letreiros iluminados. Nem queria sair da rua. Pra quê, né? Uma dica: comer rice roll com molho de gergelim e pimenta em cima. Gente, o que foi aquilo? Além de bom, era super barato. Isso na rua mesmo, perto do Ladies Market. DIA 8 - 25.03.17 - Hong Kong Aí foi o dia de dar uma força à espiritualidade ir ao Big Buddha, em Lantau. Tudo bem que demorou uma vida para chegar lá porque no caminho surgiu um outlet. Nem preciso terminar a história, só dizer: The North Face, New Balance, Kate Spade, MK etc. Foi difícil não comprar nada. Triste, diria, para efeito de drama. MASSSS, voltando ao Buda. Fui lá a fim de ver essa belezura em tamanho gigante. Para chegar lá, existem algumas opções, uma delas é chegar até a estação de metrô Tung Chung (onde fica o famigerado outlet), e de lá pegar um teleférico (a vista é melhor, com certeza) ou um ônibus de número 23 (New Lantao, recomendada pelo Google quando pesquisei), na saída B da estação. Eu fui nesse ônibus, que saiu mais barato. Ele demorou acho que uns 25 minutos até chegar lá. Ambos deixam você em Lantau, que sobe um morro, com a vegetação de mata atlântica que me lembrava muito Ubatuba. O mosteiro é de graça (depois de resistir a um outlet foda precisava dessa força motivacional, né). Chegando lá, tive algumas surpresas: Esse portal branco, nunca tinha visto assim, então já fui curtindo. Essa linda estava ali brisando: Aleijadinho, foi daí que você tirou a referência para os profetas? Aí vem a questão: neblina, neblina, neblina. Tudo bem que só em estar ali já fiquei muito feliz, mas, poxammmm…. (não sejam burros como eu e deixem para ficar sem roupa limpa, aí você tem que lavar TODAS e o que sobra é um vestido de verão RJ com uma meia-calça anos 1980 num dia semi-congelante) Apesar da neblina, recomendo. Valeu muito a pena! Na verdade, ele fica em um monastério, escondido nas montanhas. Existe uma lanchonete bem boa lá, de comida vegetariana (como na maioria dos templos budistas), mas com opções interessantes, variadas e com preços acessíveis. Comi alguma coisa lá, que não lembro o nome, mas tava uma delícia. Depois, dei um pulo no centro, para ir à noite ao Victoria Peak, pois queria ver a cidade do alto. Este é um dos principais pontos turísticos de HK. Dele, é possível ter uma visão panorâmica da cidade. Eu fui do funicular que é o Peak Tram (adultos HK$ 28 - 3,6 USD, HK 40 - 5,10 USD volta), que fica na estação chamada Peak Lower Terminus. Ele fica bem perto da estação Central, dá para ir a pé. A subida é bem íngreme, porém é rápido. A fila estava bem grande quando fui, tanto na ida quanto na volta. Dá para usar o Octopuss card, então nem me preocupei em ir à bilheteria comprar. Quando você chega ao alto do morro, tem tipo um shopping lá, com foco mais em gastronomia. Se estiverem com fome, pode ser um local bacana para se alimentar, até porque em alguns restaurantes a visão do lado de fora é incrível. A vista é acachapante pela noite, de tirar o fôlego, e tem uma espécie de mirante (pagoda) de onde você pode ver toda a sua magistralidade. Existe também o Victoria Park, eu nem fui, mas para os que tiverem mais tempo e curtirem, eis a dica. DIA 10 - 27.03.17 - Hong Kong Último dia em HK de passeio, resolvi dar uma andada pelo centro, ver os prédios, lojas e fazer um turismo básico também. E a bandeirinha da China ali, “um país, dois sistemas”. Aí fui conhecer um templo bem legal chamado Man Mo, bem no centro da ilha de HK, fica na Hollywood Rd. Ele fica no meio de prédios que dão sensação imediata de claustrofobia, tão característicos de HK (por causa do binário alta densidade e pouco espaço, é bem comum estas edificações altíssimas). Essa região é bem charmosa, com lojas antigas, escadarias, bares descolados. Um ótimo lugar para se dar um passeio. Depois do templo, resolvi conhecer as praias de HK, já que se trata de uma ilha. O clima ainda estava nublado, então pensei mais em ficar pela orla passeando. Para ir, existe um ônibus perto desse templo que me levou até o mar. Lá tem várias praias, resolvi parar em uma que o motorista disse que era boa. Podia ser alguma genérica do circuito Ubatuba-Paraty, porém sendo do oceano pacífico. Aí depois peguei um ônibus e fui para Stanley, que é tipo uma praia famosa, com lojinhas, mercado, restaurantes, shoppings. E tinha, na beira do mar, esse mini-templo super fofo: Enquanto Pequim, tinha pandas no cruzamento, em HK temos dragãozinho (#dracarys <3): Um pouco das ruas cantonesas, cheias de placas, uma querendo chamar mais atenção que a outra, e muita gente nas ruas: Depois fui a Wan Chai, que é um bairro bem legal de HK. Ele tem um comércio bacana, e uma feira de rua sensacional, onde você pode vivenciar um pouco dos hábitos chineses, da sua comida, sabores, temperos etc. E ele é gigante, você encontra de tudo lá, até brinquedos. O nome deste street market é Tai Yuen St Market (9h às 18h, não funciona aos sábados). Nesse bairro também tem um edifício enorme que vende eletrônicos. É o Computer Centre (130-138 Hennessy Rd, Wan Chai/ 10h às 20h) que é o maior do ramo em HK. De fato, você acha tudo lá nesse sentido. Apesar de ser apertado, é um local interessante para fazer compras na Ásia. No fim disso tudo, fui ver o show de luzes sincronizadas de HK (gostei mais de Xangai,mas foi bom também). Ele começa às 20h. Eu vi de Tsim Sha Tsui mesmo, mas suspeito que existam locais melhores para ver. Quis fechar minha jornada na China com chave d’ouro. Fiquei com dó no coração de sair de lá, mas, enfim, era parte da minha jornada. Foi algo que está marcado comigo e vou carregar pra sempre (#drama). Espero que meu relato gigantesco possa passar um pouco do que isto significou pra mim e também ajudar vocês a ter momentos incríveis lá também.
  4. DIA 9 - 26.03.17 - Macau Macau foi um dos locais mais interessantes que já tive o prazer de ir, seja pela identificação óbvia da colonização portuguesa (com certeza), dos largos às Sés que tanto povoam meu cotidiano, seja por ser em espaço único na Ásia onde podia me sentir lusófona lendo as placas, letreiros, o que fosse, na minha língua. Infelizmente, não pude falar, visto que ninguém lá (a não ser um grupo isolado de turistas portugueses) falava português, cuja recusa virou um código de resistência junto aos locais. Macau, assim como Hong Kong, é uma região administrativa especial da China. Antes disso, ela contou com a presença dos lusitanos por mais de 400 anos. No início, seu território foi arrendado ao império português, visto sua importância nas negociações dos produtos orientais para levar ao ocidente. À época da Guerra do Ópio, ela acabou virando, de fato, uma colônia portuguesa. Hoje, ela se tornou a Las Vegas do oriente, tendo muitos visitantes indo lá com este propósito, contando com diversos casinos (não fui a nenhum porque não me importo muito com essas coisas). Goza também de sua autonomia, tanto que, para entrar na região, é necessário passar pela polícia alfandegária. O dinheiro usado em HK é aceito aqui também, e muitas vezes você recebe notas e moedas macaenses mesmo. Aí depois de semanas em um “lost in translations” absurdo, você sente algo familiar: Sim, o calçadão de Copacabana, ou do Largo do Rossio. As semelhanças não param por aí. Cada cidade tem que ter sua Sta Casa da Misericórdia (meus carnavais do RJ agradecem!). Ou sua farmácia popular: E toda cidade e/ou ex-colônia portuguesa que se preze tem que ter uma Sé só pra si: E azulejos: O encanto de Macau está justamente nessa mistura entre a presença colonial portuguesa com a cultura chinesa. Mesmo que seja algo indizível poder estar um local fincado no meio da Ásia que possamos nos relacionar de uma forma tão próxima, a língua portuguesa só está mesmo nos letreiros e placas. Poucos falam a língua, o que deu uma certa frustraçãozinha, porque queria poder falar minha língua, poder ter essa experiência, mas que não rolou. Os poucos que falam chamado patuá macaense, que é uma língua crioula de base portuguesa, são mais velhos. No fim, vai acabar sendo algo meio perdido. Porém, vejamos outro lado também: a comida macaense é uma das mais aclamadas da Ásia, exatamente porque se permitiu essa mistura entre diferentes sabores e conhecimentos culinários. Pelo que li no museu da cidade, as esposas portuguesas dos marinheiros ou funcionários da corte, na falta de ter ingredientes ocidentais para usar em suas comidas (e confessemos a comida portuguesa é notória também) usava os que tinha em mãos, daí a história vai se desenvolvendo, né? Por falar em comida, os pastéis de Belém são bastante populares lá inclusive dentre os turistas, vi-os comprando vários. Não pude me deleitar com isso, posto que não como essas iguarias (por motivos de: ovo). Mas me esbaldei em uns doces típicos da China e de Macau que eram maravilhosos. Aí vem o ponto turístico de Macau, as Ruínas de São Paulo (que vocês devem ter visto em fotos, tamanha sua imagem icônica): Tava cheio, né, non? Domingão + China, dá nisso mesmo! Não posso negar que o estado arruinado disso conferiu um charme indizível à cidade. Na verdade, houve um incêndio bastante destrutivo na igreja e no colégio adjacente - deste não sobrou nada. Apenas a fachada de granito escapou intacta da tragédia. Alguns dizem que foi a Divina Providência que gerou esse milagre. Depois disso, por falta de verba, nunca mais reconstruíram. Mas, bora falar: ela tá maneira assim. A fachada conta uma série de histórias, desde as Grandes Navegações (porque português não perde tempo pra falar do passado glorioso perdido), uma releitura da vida de Cristo e símbolos funestos do apocalipse. Aí, vem o templo budista atrás dela, se não me engano era em adoração a um deus do mar, ou algo assim. Na rua adjacente à catedral, construções bem interessantes: Depois, ao lado, subindo um pouco, tem a Fortaleza do Monte. O legal dela é a possibilidade de ver Macau do alto, a vista é bem bonita. Além disso, existe um museu bem interessante sobre a história da região, falando dos chineses, das misturas com os portugueses. Achei que valeu a pena ter ido. Depois uma caminhada pelas ruas de Macau: Acho que no fim, o que buscamos mesmo versa por isso aqui: Macau mora agora no meu coração <3
  5. DIA 4 - 21.03.17 - Xangai Nesse dia, despedi-me de Pequim, com aperto no coração, pois queria ficar mais dias, e segui pra Xangai, que era outra cidade que estava no meu imaginário há anos, principalmente pela arquitetura soberba. Para fazer o percurso Pequim - Xangai, cismei que tinha que ir de trem-bala. Paguei mais caro, lógico, mas quis ter essa experiência. Afinal, adoro trens e no Brasil fazer esse tipo de viagem é algo inexistente. Foi cerca de uns 260 reais (segunda classe), talvez. Ele fez em umas 3 horas e pouca, e ele corre mesmo porque a distância entre ambas muuuuita coisa. Quando for comprar o bilhete, fique esperto. Dá para comprar com uns dias de antecedência, fiz isso assim que cheguei em Pequim. Fui à estação de trem e adquiri meu bilhete. O ponto é que achei que só podia fazer lá, visto que pela internet era um processo mais complicadinho. Depois vi que não precisava ir até a estação de trem, porque eles têm postos em pontos turísticos que vendem isso. Mas fique atento caso você goste de ficar na janela: o cara me jogou no corredor porque estava sozinha, sem me perguntar se era a minha preferência. Fiquei muita puta, porque, parte de querer fazer essa viagem, era ir na janela. Olha, os chineses são peculiares, mas algo os aproxima de hábitos dos brasileiros: aquela dificuldade de discernir sobre espaço público e privado. Jamais se esqueçam dos nossos arquétipos tão caros, os “DJs dos ônibus/metrô”. Lá vivenciei isso também, o “projetor de filmes do trem”, aquele que usou seu ipad para ver filmes a viagem INTEIRA (era um épico de 100 horas, só pode),e o volume estava alto, ainda por cima. Chegando em Xangai, descobri que meu pacote de dados estava minguando. Daí fui a um shopping perto do hostel para poder recarregar. Demorou, mas deu certo, por nem 24 horas, contudo. Aí desencanei e fiquei sem internet mesmo. Achei a da China, de longe, a pior de todas que já usei na vida - antes disso, tinha sido da Argentina. Depois, fui dar uma voltinha na Nanjing Rd que é uma rua enorme com diversas lojas e restaurantes. Mas o que chamou minha atenção nela mesmo foi à noite, tudo ficava tão iluminado. Era comercial? Sim. Mas uma interpretação bem própria deles de mostrar isso. Dava vontade de ir e voltar só para ficar vendo aquele efeito. Meu hostel em Xangai: http://www.hostelworld.com/hosteldetails.php/Rock-and-Wood-International-Youth-Hostel/Shanghai/48590 Ele é daquela rede Hi Hostelling. Ele era beem mais limpo que o de Pequim, e melhor estruturado, mais cara de albergue mesmo. A localização era boa, ficava perto de metrô e shopping, porém era mais distante da Nanjing Rd e The Bund. Uma coisa sobre Xangai é que ela é o coração financeiro da China, e também a cidade mais populosa do país. Seus portos foram obrigados a se abrir depois da primeira Guerra do Ópio, quando a China não pôde vender a Inglaterra (imperialistas) no conflito bélico. Graças a isso e à concessão à França, Xangai se tornou uma cidade com uma arquitetura mais moderna e, em alguns pontos, com influência ocidental, mesmo pertencendo ao território chinês (diferente de Hong Kong, mas esse é um ponto mais pra frente). DIA 5 - 22.03.17 - Xangai Esse dia foi mais complicated porque choveu o tempo TODO! Sem trégua. E eu sem guarda-chuva. Assim, não foi de todo perdido, porque fui a um museu bem interessante sobre a história da China. Daí, acabei focando em coisas que me fizessem proteger da chuva e do frio. Aí aproveitei e fui à parte francesa da cidade: E depois à sede do primeiro Partido Comunista Chinês: Deixando os preconceitos de lado (para quem tem), é um local bem interessante para se visitar para quem se gosta de história, porque ele mostra como o partido surgiu dentro de um país afogado por uma monarquia que pouco acrescentava ao povo, deixando o país estagnado. Além das guerras contra a Inglaterra que fizeram a China perder parte de seu território, de forma forçada. E como intelectuais, influenciados pela Revolução Russa e o pensamento lênin-marxista, criaram o partido na ilegalidade, no seio da dominação estrangeira, e buscaram discutir as relações desiguais entre patrão-empregado presentes no país que estava em processo de industrialização. É interessante se permitir conhecer um pouco da história da China, afinal, eles ainda estão no poder até hoje, depois de mais de 50 anos da Revolução Chinesa. Depois, na parte da tarde, fiz mais uma imersão na cultura chinesa, no Museu de Xangai. Achei ele bem interessante, pois mostra com bastante detalhes como a arte percorreu ao longo dos séculos na China. Ele é bom para ir além do que já conhecemos sobre essa civilização tão antiga. A parte sobre a porcelana, como se começou e seu desenvolvimento, inclusive como artigo de luxo para a Europa é excelente. Afora isso, achei esse presente lá, uma moeda antiga do nosso Brasilzão: Uma coisa engraçada foi ver as crianças no museu fazendo bagunça, tava me divertindo, e os seguranças irritadíssimos com as algazarra delas. DIA 6 - 23.03.17 - Xangai Meu último dia em Xangai (#sad), foi bem agitado, posto que ainda não tinha ido até a Pearl Tower, nem conhecido aquela região. De manhã, fui a Qibao, que parece quando você entra em um portal e está em um local completamente diferente, como se fosse uma cidade antiga dentro de uma mais moderna. Ali você tem em contato com uma China mais antiga, que parou no tempo, com um canal dividindo a cidade (tipo uma “Veneza” chinesa), com os portais tão característicos da cultura asiática e ruas abarrotadas de comidas típicas. Era tanta opção de ingredientes para diversos paladares e aquele aroma de comida sendo feita na hora, fresquinha. Uma pena que não pude comer lá, só tomei um chá. Depois, segui para Pudong, que é a parte financeira da cidade, logo, grandes prédios espelhados de 7.000 andares, loja da Disney, grandes centros comerciais E a Pearl Tower (entrada aproximadamente 34 USD), aquela clássica, marca-registrada de Xangai. Na verdade, é mais uma torre de rádio e TV, que sempre me lembra The Jetsons, em todas que vejo. Eu não subi até o topo, porque achei carinho, e não tava esbanjando dinheiro. E acho que ela é daquelas que são bacanas de ver como estrutura em si, na sua plenitude (discurso de pobre que não pôde subir), e à noite, claro, quando ela vira a majestade da cidade. Aí andando ao redor, você chega até o rio Huangpu que corta a cidade, e tem uma vista de frente do The Bund, que é tipo um passeio público defronte a esse rio. Nele, você pode caminhar, ver a paisagem e os prédios antigos ali situados. The Bund de frente: Depois (vida de mochileiro não é fácil: a gente não pára, não pára, não pára não), fui para um jardim chamado YuYuan, que também é mais uma mostra da cidade antiga dentro da moderna (essa já relativamente perto do The Bund - lembro que fui a pé depois). Eu fui de metrô, mas tem uma barca que cruza o rio. O interessante desse local não é apenas os jardins em si (já falo dele), mas que ele fica em um distrito onde, antes, era uma área de trocas comerciais à época das dinastias chinesas. É bem bacana trafegar pelas ruelas e ver como eram as antigas lojas, e os espaços construídos e como eles foram aproveitados em torno de uma pequena “urbis” bem única. O jardim Yuyan (40 CNY) fica no meio desta “citadela”. Ele foi construído na Dinastia Ming, então é antigo pra caramba. É possível ver não só as edificações históricas, mas lagos, pontes, templos. Tudo com uma esfera parecendo que se saiu de um conto de fadas. Como ele é hoje foi parte de um processo de restauração, em virtude de declínios ao longo do tempo e da Guerra do Ópio. Depois, fui dando em direção ao The Bund (acho que foram uns 20 minutos de caminhada), posto que queria ver o show de luzes que rolava às 18h, e, como queria muito assistir isso, cheguei com antecedência para pegar um lugar e ter uma visão privilegiada (até porque aquilo lota, todo mundo quer essa maravilha). Cheguei e fiquei esperando, ainda nem tinha anoitecido: E aí à noite: Primeiro, toca tipo um sino, e aí ela vai ligando, com uns movimentos sincronizados e os outros edifícios também. Fica tudo iluminado (se não me engano, rola esse espetáculo por uns 15 minutos, aí depois às 22h parece que ela desliga). E assim acabou minha jornada em Xangai. Só um adendo: tomem cuidado com táxis que vocês pegam na cidade. O que me levou ao aeroporto, tenho quase certeza que ele deu uma volta maior para cobrar mais.
  6. O que você precisa saber antes de ir à China? A China é um lugar diferente do que estamos acostumados. Mesmo para viajantes mais experientes. A Ásia em si está repleta de peculiaridades que requer de nós abrir a mente para muitas coisas. Eu me deparei nestas situações incontáveis vezes. São culturas antiquíssimas, algumas que mal desconhecem qualquer preceito ocidental, ainda que estes estejam lá, alguns pontos parecem que são impenetráveis. E isso faz do país ainda mais interessante: o choque cultural e social de uma civilização tão antiga, e, ao mesmo tempo, que busca se mostrar como uma potência mundial. Foi uma das experiências mais fantásticas que pude ter na minha vida. Recomendo a todos que desconstruam tudo que pensam desse país que tem tanto para mostrar, e vá, porque vai valer a pena. Teve perrengue? Sim. Meu "lost em translations" não me deixa refutar essa questão. Mas o saldo positivo que tive dessa experiência vai ficar comigo pra sempre. Tudo isso que chega a me dar uma saudade que dá vontade de pegar o primeiro avião e correr pra lá! Deixando de lado a introdução, vamos ao que interessa. Antes de ir à China, nós brasileiros, precisamos de visto. Se sua cidade não tiver um consulado e/ou embaixada, acredito que seja possível fazer pelo correio, contratar alguém para fazer por você ou mesmo um despachante. Eu fiz em São Paulo, onde existe o consulado da China, localizado na Rua Estados Unidos, 1071, no Jardim América. Fica bem perto da 9 de Julho, para quem mora aqui. No caso dos residentes do Rio, fica em Botafogo, perto do “Escada” Shopping (entendedores entenderão). Sobre o visto: O processo em si foi bem simples. Como sou meio “cagona”,segui à risca as recomendações, e já levei tudo bem planejado. Uma das exigências era provas de estadia, passagem de entrada e saída, comprovante de renda e um formulário que você imprime no site do consulado com uma foto 3x4 nele. Você também tem que escolher o tipo de visa vai querer, que varia de acordo com suas entradas, e o preço acompanha isso. Eu escolhi uma entrada (mas caso precisasse entrar mais uma vez enquanto estava na Ásia, existem locais onde é possível tirar o visa, como Vietnã e HK - para esse não há necessidade de visto -, mas talvez precise de despachante, isso encarece o movimento e ninguém quer isso). Levei tudo impresso, já reservado e passagens compradas. Nem precisa agendar: é só chegar, chegando. Não quis chegar lá e acabar dando alguma treta, ainda mais se tratando de uma viagem que queria muito ir. Queria sair de lá com meu visto na mão. Quando fui dar entrada, estava um pouco cheio, mas não foi uma espera gigantesca não: acho que, em uns vinte minutos, fui atendida. A pessoa que falou comigo nem fez muitas perguntas; aliás, acho que não fez nenhuma. Ela pegou os documentos que levei e meu passaporte, me deu, em seguida, um papel com os dados para eu depositar o valor referente ao visto (uma entrada custa R$ 160,00) na conta do próprio consulado no banco HSBC. Eles marcam uma data lá para você voltar, e, claro, sendo imprescindível estar em mãos o protocolo recebido no momento da entrada e comprovante de pagamento. Senão, no visa for you. No fim, foi bem tranquilo. O visto podia ser recusado, essa possibilidade sempre é real. Vi pessoas lá passando percalço. Inclusive uma senhorinha chinesa que teve algum problema e fez um barraco fenomenal, que incluiu contar para todo mundo presente aos berros o que eles não devolviam o dinheiro. O segundo ato foi do lado de fora, acompanhada dos seguranças, onde era possível ouvir sua voz irascível. Confesso que tava me controlando pra não rir, mas queria garantir meu visa primeiro, então fiquei lá quietinha, mas ó QUE MOMENTO, MINHA GENTE. Com o visto em minhas mãos e uma viagem de dois meses pelo Sudeste Asiático, me encaminhei à China indo de Kuala Lumpur (outro lugar que me traz ótimas recordações). Alguns pontos importantes e minhas impressões pessoais sobre a China antes de falar de cada cidade (e que anotei lá mesmo para fazer esse relato, senão, sabe como é, né, a gente esquece) Mores, tomem cuidado com seus pertences. Essa é a minha primeira diquíssima. Fiquem atentos de verdade. As coisas somem rápido, pulverizam-se no ar e, caso isso aconteça, para você se comunicar com as pessoas a fim de relatar o ocorrido vai ser uma tarefa das mais impossíveis. Já na entrada passei por isso. Fiz a proeza de deixar meu cartão de VTM em um ATM no aeroporto enquanto fazia hora para esperar o trem que leva à região central abrir, aí foi uma novela. Tentei falar com o segurança (uma dica é vocês exercitarem o seu sistema de mímicas, porque isso pode vir a ser útil por lá), que não me entendeu, aí pulei para uma mina que não sei bem se era secretária ou whateva, que, depois de verificar, disse que não tinham achado nada. Não pude discernir ao certo se realmente rolou um esforço para achar o cartão. Depois, me mandaram para o Achados e Perdidos. Lá, falavam menos inglês ainda. Aí eu a mina que trabalhava nesse setor ficamos nos falando via Translator chinês (talvez fosse do Baidu) foi uma experiência: eu digitando de um lado, ela via, e depois digitava do outro. No fim, não deu muito certo. E resolvi vazar de lá e tentar bloquear o cartão. Como tinha um adicional, preferi não perder mais tempo nessa confusão. Foi um drama para resolver,mas deu certo. Além disso, quando fui ao Portão do Mao, no Tiananmen, perdi meu ingresso. Ele caiu da minha mão em 10 segundos de relapso. Nem preciso dizer que ele desapareceu da terra nesse período curtíssimo, né? Como disse: eles são rápidos, têm mãos lépidas, ou sei lá. E, sim, queridos, eu perco e esqueço coisas. Melhor coisa em viagens: abstraia. Vocês podem falar ou pensar o que for dos chineses, mas nunca vi construções antigas tão bem preservadas na minha vida. Em todas que fui percebi isso. Eram impecáveis. Poucos lugares do mundo que tive oportunidade de ir vi algo com tanto resguardo na sua manutenção. Quanto ao dinheiro, vocês podem optar por comprar yuan aqui no Brasil (existem agências de câmbio que fazem isso, como a SP Mundi), ou trocar lá mesmo. Como eu ia viajar por vários países, preferia me virar nos ATMs da vida mesmo com meu Visa Travel Money. No saldo final, saía um pouco mais caro, mas, pelo menos, evitava carregar muito dinheiro comigo o tempo todo e casas de câmbio que às vezes nem ficava em aeroportos. Mas isso vai de cada um. O yuan é mais barato que o real, então, na conversão, uma passagem de metrô, por exemplo, saía por meros centavos. Eu, particularmente, achei a China bem barata, se for pensar que estamos falando de um local super relevante a nível mundial. Mesmo Hong Kong, não achei tão cara. Cidades como Londres, NYC são beeem mais inflacionadas para um turista médio. Se você não gosta de multidão, repense acerca de ir à China. Estamos falando aqui do país mais populoso do mundo, 1.5 bilhões de pessoas, e você vai perceber isso em cada esquina, transporte e pontos turísticos (visitados majoritariamente por eles). Veja estas “formiguinhas” humanas dentro da Praça Celestial, abarrotada de pessoas. Agora vamos falar dos próprios chineses. Eles são 8 ou 80. Você vai encontrar de tudo. Uns são ótimos, tão legais que você mal vai acreditar (e não por serem chineses, mas pelas atitudes humanas mesmo, que mal vi em outros países) e outros que vão ser uns demônios (sem paciência para falar com você, se virem que você é estrangeiro te tratam mal, riem de você, enfim…). Percebi que era uma questão de sorte: de pessoas que vão colocar sua mochila gigante na prateleira de cima do trem e outras que vão rir da sua cara quando pegarem seu bilhete do metrô e ele estiver expirado (comprei no dia anterior para economizar tempo, mas eles são temporários). Não consegui entender até hoje como isso poderia ser engraçado, mas abrindo a cabeça que isso deve ser hilário mesmo (forçando a barra). Os hábitos dos chineses são muito diferentes dos nossos. Não dá para, em muitos casos, julgar. Imagina criticar uma sociedade que tem heranças fincadas em grandes impérios e que muitas expedições marítimas foram motivadas para chegar mais próximo dos seus produtos (os chás e a porcelana eram bastante cobiçados). Ver este povo como inferiores, mal-educados, burros (como já ouvi) é se render ao senso discriminatório que coloca raças em valor mais baixo que outras. É uma burrice notória. Coisas que para a gente soaria absurdo ganha contornos e interpretações em outras sociedades. O importante é relativizar para não resvalar nos julgamentos equivocados. Então na China vocês vão ver pessoas dormindo em ambiente de trabalho (como lojas, por exemplo); pessoas comendo na rua, andando (eu mesma me peguei fazendo isso), aliás, lá aonde você vai encontra pessoas comendo o tempo todo, nunca tinha visto isso com tanta veemência - e elas comem de boca aberta; crianças fazendo xixi em garrafa de plástico nas estações de metrô, dentre outros. E as escarradas, as tão famosas escarradas! Sim, isso rola por lá. A primeira vez que vi foi tipo “wtf?”, depois da segunda “isso tá rolando mermo? Não tô crendo”, no fim, ao passar dos dias, confesso que já tava rindo (será que estava relativizando?). Em Xangai, por sinal, não sei se porque o ar é mais “limpo” (qualquer coisa é pura, cristalina, límpida em comparação com Pequim), você sentia que as pessoas escarravam com vontade, ia de dentro pra fora com toda a força interior que estas pessoas devem ter na vida. Comida chinesa. Ah, a comida chinesa. <3 Até hoje, sinto saudades eternas e verdadeiras. A gente tem contato sim com isso no Brasil, mas não se compara com o que você encontra lá e sua multiplicidade de ingredientes (muitos desconhecemos), sabores nunca dantes vistos e pratos - alguns simples - mas que vão desafiar seu paladar. As que mais gostei eram as que eu comia na rua mesmo, caminhando pra não perder tempo. Me habituei a isso na Ásia. Você come bem e paga pouco. Estar lá é desconstruir tudo que vemos aqui e conhecemos sobre a gastronomia chinesa. Eu tive a perspectiva de alguém que não come carne, sou vegetariana. Ainda assim pude me jogar nas experiências da culinária chinesa (apesar dessa limitação) e engordar uns bons quilos durante meus dias no país. Não parava de comer, porque queria experimentar tudo, viver isso. Exagerei, confesso. Não foi bonito, mas valeu a pena. Para quem mora em SP, tem um restaurante na Liberdade (lá tem inúmeros, até de comida taiwanesa) chamado Hong He. Ele tem alguns pratos que vi na China. Quando quero matar a saudade, vou correndo lá. Ah, ainda sobre a comida (juro que é o último): os pães e quitudes da China. Você via em qualquer lugar, era tipo umas lojas que vendiam isso, na rua mesmo ou no metrô. Eram deliciosos, recomendo. Como estava sempre em hostel ( e nenhum deles tinha café da manhã), me virava comendo na rua mesmo. Os chineses comem uma espécie de panqueca no café da manhã, o nome é Jianbing. É uma delícia, mas estejam com fome quando comer, porque é gigante, e o sabor, sensacional. Tinha de tudo, até ovo frito dentro, e massa de pastel também. A propósito, o melhor café da manhã que você vai ter por lá é o das ruas. Pelo menos pra mim, foi, porque tinha objetivo de comer comidas nativas às “western” (evitei minha viagem toda) que já conheço, então me permiti mudar isso, e foi uma das coisas mais legais que fiz na minha jornada na Ásia como um todo. Os pães de gergelim eram preciosos com leite de soja feito na hora. <3 (sou vegetariana, logo não vou falar de uma costela xyz etc não tenho esse repertório, desculpa aê hehehhee) Comida (ih, falei de novo), passagens e hospedagem são bem baratas, se comparadas a outros países ou a cidades relevantes do circuito EUA-Europa. Se não me engano, a passagem custava centavos quando convertidas para o real. Imagina pagar menos de 2 reais para rodar a cidade quase toda. A mais cara, se não me engano, isso indo ao um local mais distante, não custava nem 3 reais. E estou falando de uma malha ferroviária que abrange praticamente a cidade toda. Aliás, isso achei um ponto alto da China, andei de metrô o tempo todo e ele era super eficiente dentro da estrutura que cidades grandes exigem. Uma lição para o nosso país que é deficitário em termos de transporte público e metrô - precário, ainda por cima - é privilégio de algumas cidades e de algumas pessoas que moram nestas. As coisas são baratas sim, porém coisas que comumente seriam de graça, lá é pago, como parques e templos (sim, na Tailândia etc muitos são pagos geralmente quando são mais expressivos, de relevância histórica etc). Na China, a maioria era pago apenas pela existência ali. A idéia de ter que pagar para entrar em um parque que deve ser espaço de lazer público me incomodou, e nem entrei, só nos que tinham atrações turísticas. Esse ponto é complicado/delicado: os securities checks. Na Tailândia, já tinha visto isso, e fiquei meio sem entender a razão daquilo, porém na China, assim, era em qualquer lugar: metrôs, trens, estações, parques, pontos turísticos, aeroportos (mesmo quando você já está dentro dele), enfim, tudo. Às vezes, era bem cansativo, principalmente quando fui ao Tiananmen, que você fica 100 horas numa fila e fala “UFA, FINALMENTE ENTREI”. Mas aí depois você quer ir ao portão principal, mais uma fila, e depois “bora entrar na Cidade Proibida” e olha quem te espera lá linda, enorme? Sim, mais uma fila. No fim, você se acostuma, mas, no início, é um porre. Não sei se porque aqui no Brasil, nós não temos essa inspeção tão marcada, então já chegamos lá com outra cabeça, aí vem esse fator da vigilância forçada. E, como sempre estava de mochila, tinha que passar em todas onde estava. Mas, graças a Deus, ninguém nunca pediu para abrir nada. Uma dica também é sempre buscar comprar coisas em lojas oficiais. A China é conhecida pela falsificação massiva de tudo. Lá, isso não é visto como algo negativo, assim como enxergamos no Ocidente, sendo algo nefasto, horrendo e motivo de escárnio. No entanto, é sempre bom ser cauteloso com isso, para não incorrer no risco de comprar algo falsificado e danificado. Sem contar que existem coisas que eles vendem mais caro do que nas tais lojas oficiais. Se você comprar em outros revendedores, como chip de celular, que queriam me cobrar um absurdo e na loja da China Unicom saía claramente beeem mais barato. Quando lá, trate de arrumar um VPN tipo pra ontem. Peguei um que não funcionou quando cheguei em Pequim. Ou seja, não são todas que pegam, só alguns específicos. No drama do meu cartão, vi como somos viciados em Google pra tudo: “0800 da Visa”, “como bloquear cartão” etc foram coisas que me peguei tentando fazer furtivamente. Não funciona MESMO. Nem Facebook e Instagram. YouTube, então, nem pensar. WhatsApp, curiosamente, funcionava. Usei bastante. Aí tem que achar mesmo um VPN (http://www.evergreenvpn.com/ - essa rolava, usei lá) que dê certo e burle os sistemas de bloqueio impostos pelo governo chinês. No local onde me hospedei, um cara que recepcionava os hóspedes me ajudou e colocou isso. Aí pude usar esses sistemas. Mas não pensem que isso é um problema para o chinês médio: eles têm seus próprios sistemas, como Baidu, We Chat que oferecem soluções em tecnologia para os usuários que colocam muitas coisas produzidas no ocidente no chinelo. No fim, acho que eles nem se importam se tem Google, Facebook etc por lá. Uma coisa que eu senti (tudo bem que sou aquela pessoa que perdeu um monte de coisas na China, e nem mencionei que me perdi várias vezes em metrô, ruas, enfim…) é que as informações elas existiam - a maioria estava em dois idiomas, o mandarim e em inglês -, porém tinha a impressão, não em um, mas em diversos momentos, de que elas eram meio incompletas, tipo falava um ponto, mas não completava. Pode ser uma percepção subjetiva, no entanto, achei interessante mencionar. Opa, uma dica forte, pra vida, qualquer viagem e, especialmente, se for à Ásia (qualquer país): LEVEM LENÇO DE PAPEL, desses tipo Kleenex, Softy’s etc. PLS NÃO ESQUEÇAM! Eu carregava lenço úmido e álcool em gel, porque curtia carregar muita coisa na minha mochila. Os banheiros não costumam ter papel para você secar as mãos e, às vezes, também não têm nas cabines onde ficam os sanitários. Me peguei em diversas situações como essas. Não só na China, vale a menção. E outra: em alguns locais não têm as placas de orientação para se ir aos banheiros. Se você não vir, busque a “saída”. Muitas vezes, não tem sinalização, mas é onde geralmente fica. Na Ásia, como um todo, os banheiros têm aquela versão oficial do chamado “banheiro turco”, que ficam no chão. Em geral, na China, você via as duas versões. Última sobre banheiros: em alguns, a porta não fecha direito, então, sempre bom ficar ligado nisso. E nem sempre eles têm lá um cheiro dos melhores. Basicamente em todos que entrei lá eles tinham um aroma não muito bom, parecia meio de esgoto, não sei dizer. Atravessar a rua também é um desafio (não tanto como no Vietnã, que ressignificou até meu ato de atravessar as ruas na vida). Muitas pessoas atravessam fora dos sinais e isso é visto como normal. Sugestão? Siga os nativos. Você pode parecer um psicopata, mas a galera desses locais está mais calibrada com sistemas caóticos para se atravessar as ruas. Aeroportos, gente. Esse tema é importante e a dica não menos. CHEGUEM SEMPRE CEDO; com bastante antecedência. Primeiro, voltando à história do “security check”, você não passa apenas por um (como é o protocolo do Brasil), mas por vários. Inclusive de um terminal a outro, mesmo sem sair do aeroporto. Em momentos de tensão, isso desestrutura. E sabe a fila de imigração para ir às salas de embarque (pelo menos no de Xangai)? Então, fica todo mundo numa só fila, chinês (grande maioria. 1.5 bilhão de pessoas) e estrangeiros. Não é como em outros locais que as filas costumam ser separadas. Mais um motivo pra chegar cedíssimo. No fim, se seu voo estiver urgindo, você fala lá e tem uma fila pra você furar e sair correndo pra não perdê-lo (rolou comigo). Voltando a falar sobre comida, agora por um motivo especial: chá. Na China, vai ser os melhores que você vai tomar na sua vida. Os melhores de mundo, de fato, estão por lá. São MUITO bons. Bebê-los é uma experiência de reconhecimento e descobertas de sabores que fazem disso algo único. Recomendadíssimo. Por falar nisso, dos chás mortais, lá tem bastante pobá também. Inclusive uns que misturam chá com café, algo assim, que você pode até nivelar o açúcar etc PEQUIM DIA 1 - 17.03.17 No primeiro dia, como disse antes, passei pelo perrengue de ter perdido meu cartão no ATM. Isso me estressou um pouco e acabei demorando para começar a “turistar”. Do aeroporto, tem um metrô que você pega e te deixa basicamente em qualquer ponto da cidade. E fica com o olhar ligado porque pode ter um PANDA no meio de um cruzamento: 20170317_071250.mp4 Uma coisa sobre Pequim: o ar é tenebroso MESMO. Quando me falavam, e, por morar em uma cidade com ar zoado, tipo São Paulo, não dei a importância devida. Achei que iria sofrer, mas sobreviver, no fim. Até sobrevivi, porém o sofrimento foi agigantado. Tive uma crise alérgica lá, do meu nariz basicamente fechar, e eu ficar espirrando feat. coriza a cada 10 segundos. O lenço de papel (ha!) foi mais que útil, diria, uma bênção. Fiquei usando Tiger Balm que era a única coisa que eu tinha comigo na mochila. Não sei, ao certo, se adiantou. No entanto, se você achar que está ruim minimamente, uma dica é apelar para aquelas máscaras. São horríveis de usar, porém te protegem de ter complicações mais sérias. Agora, a poluição tem lá seus efeitos se não positivos, diria curiosos. Quando você anda pela cidade, parece que está vendo tudo esmaecido, parecendo um filtro (daqueles de Instagram),só que numa situação constante. Era uma visão turva da realidade, porém interessante, porque as cores nunca vibravam, berravam. E mais um detalhe: ver Pequim de um ponto alto não é lá das coisas mais atrativas no período da neblina/poluição intensa: você mal consegue ver as coisas. O hostel que escolhi ficava em uma região bem movimentada e numa parte histórica, da qual você pode ir andando até o Tiananmen. Era um local bom para ficar, super perto da linha circular do metrô, que faz uma rotatória no mapa e se interliga com a maioria das outras linhas. É esse aqui: 365 Inn. Assim, não era dos mais limpos do universo e o banheiro cheirava a esgoto, além de ser minúsculo. Eles devem ter adaptado um normal para abrigar mais pessoas. Mas se você for pensar pela perspectiva de que ali era só para dormir e tomar banho, estava ok. E dos que eu andei pesquisando, era um dos menos piores. A localização compensou. Só de andar um pouco, até o Tinananmen, você se depara com um centro comercial antigo, com arquitetura chinesa, fundida em cores e aspectos simétricos e harmônicos : Andar por lá, a sensação é que o tempo parou. Daí digo porque a China soa tão interessante. Em poucos locais pude ter uma imersão tão forte disso quanto lá. Tinha a impressão de que entrei em um portal e fui parar no século XIX. E as coisas bastante preservadas e limpas. Esta rua cai no Tiananmen, Praça Celestial etc, ela era uma antiga linha do bonde, e é como se fosse, hoje, um Boulevard. Todo em cinza, com uma paisagem bastante peculiar. E sim, esses portões de entrada não são apenas uma imitação saudável que as Chinatowns fazem. Elas são parte do entendimento urbanístico das cidades de lá. Deve ter vários significados, inclusive espirituais. Esse é monumental. Dei essa voltinha, até cogitei ir à Cidade Proibida logo, mas resolvi mudar de planos, pois entendi que precisaria de mais tempo pra isso, então resolvi ir ao Templo do Céu (inverno 10 CNY/ primavera 35 CNY/ metrô Tiantan Dongmen). E não me arrependi. Ele foi construído no século XV, e vou falar que nunca tinha visto algo tão bem conservado em termos de construção. Está impecável. Ele era um local onde os monarcas iam para pedir aos deuses boas colheitas. É um lugar que transpira paz, ainda mais sendo dentro de, hoje, um parque. Depois fui a esse lago. Houhai, o nome. À noite, ele fica todo iluminado com as luzes dos restaurantes. Não aguentei esperar, porque tava esgotada da viagem de KL pra Pequim e de não ter dormido nadinha. Achei melhor descansar para aproveitar bem o dia seguinte. Andando por lá é possível entrar em contato com os famosos Hutongs que são becos, onde parece que você voltou dois séculos. Neles têm comércios, restaurantes, moradias, é bem diverso e característico da formação da cidade. DIA 2 - 17.03.17 Nesse dia, um sabadão, acordei cedo e fui direto para a Praça Tiananmen (Tiananmen Dong/Tiananmen Xi Station/Qianmen Station),porque sabia que ali tem pontos turísticos que demandam tempo. Esse é um dos pontos turísticos mais importantes da cidade. É por onde você passa para ir à Cidade Proibida. Nela estão contidos diversos monumentos,tais como o Grande Salão do Povo (que é o congresso chinês), Mausoléu do Mao Tsé-Tung, Museu Nacional da China (que desisti só de ver a fila), além de outras atrações. Ainda que exista a questão da economia aberta, principalmente em trocas comerciais, a China se intitula um país socialista. O Tinanmen é uma prova viva de que não há como se esquecer disso: Sim, militares e a bandeira vermelha que não deixa negar onde estamos. Alguma dúvida de que estamos em um país socialista? O que antes era o portão para a Cidade Proibida que separava os chineses das dinastias que regeram o país durante muitos séculos, se transformou um ponto turístico célebre, dada sua importância, e também pela série de protestos no fim dos anos 1980 que foram brutalmente reprimidos. O portal do Tinanmen para chegar à antiga residência imperial, hoje, abriga um pequeno museu sobre o próprio Mao Tsé-Tung e o Partido Comunista. E um de seus atributos é a vista privilegiada da praça. E, claro, a foto de Mao continua lá como demonstração da sua importância para a história chinesa. Independente de convicção política, sua relevância é indiscutível. (15 CNY) Depois disso, a progressão natural é ir para a Cidade Proibida (abril a outubro: CNY 60 / novembro a março: CNY 40). A Cidade Proibida nada mais era que o palácio imperial da China durante quase 500 anos. Outro exemplo de um estado de conservação que deixa qualquer um estupefato, mesmo porque esse local é gigante, um verdadeiro complexo de construções diversas. Ela tem este nome porque na época dos monarcas, não se podia entrar nem sair sem a permissão do rei. São 981 construções que sobreviveram ao passar do tempo. E sim, era sábado e estava LO-TA-DO. MUITA gente em tudo. Duvidam? De tirar o folêgo a opulência desta construção. Era estratégia de guerra para conseguir ver o que tinha dentro das construções. Nunca achei que o pau de selfie fosse tão útil até ver chineses colocando isso para tirar fotos dos locais, talvez para ver depois. E os telhados eram majestosos, harmônicos e lindos. De qualquer ângulo você tinha um formato diferente. Engenhosos. Aí tinha uma estufa inacabada que contrastava com o seu entorno, visto que são de padrões diferentes. Se não me engano, quem mandou construir foi aquele rei do “Último Imperador”, o que foi coroado quando criança. Aí vem o jardim de inverno dos imperadores. Lindo demais (não canso de falar isso, nunca). <3 DRACARYYYYYS <3 Depois, no fim da visita, tem um parque chamado Jingshan (CNY 2). Ele está localizado ao norte da Cidade Proibida. É um local bem gostoso para finalizar a visita ao complexo imperial, onde você pode descansar, contemplar a natureza, ver coisas interessantes, além da vista 360º de Pequim (embora não super dê para ver muitas coisas por causa da neblina). Além de ginástica rítmica para terceira idade: Ver a Cidade Proibida dele é algo privilegiado, e onde você percebe todo efeito magistral que tem esse local. Para se contemplar, basta subir mais ao alto, tipo um morrinho; não é traumático não. Você vê de uma pagoda que tem ali. Sol do Extremo Oriente: Primavera chegando, e a paisagem mudando. E os gatinhos da China eram a coisa mais linda do mundo! Com esses pelos grandes! Todos que vi eram assim. DIA 3 - 19.03.17 Dia de ir a templo budista para um domingão tranquilo. O que escolhi foi o Lama Temple (25 CNY / metrô Yonghegong). Como tinha curiosidade de conhecer o budismo pelo lado chinês também, fui nessa expectativa. Claro que não me arrependi. Não era uma demonstração de fé tão tocante como tive oportunidade de ver na Tailândia e no México, mas foi um contato interessante. Ele é não só um templo, mas um monastério e um local de ensino sobre budismo, da linha tibetana. É o maior e melhor preservado da modalidade na China. Depois, fui ao Grande Salão do Povo (30 CNY / Metrô Tiananmen Dong/Tiananmen Xi Station/Qianmen) que é a assembléia legislativa do Estado chinês, regido pelo Partido Comunista. É bem bonito por dentro, e, em vários momentos, pude perceber semelhanças com construções soviéticas. Ele fica do lado esquerdo da Tiananmen. Depois, fui ao Palácio de Verão da monarquia chinesa, o Summer Palace (30 CNY verão/20CNY inverno/ metrô Xiyuan). Esse achei imperdível também, ficou no meu coração, de verdade, de tão mágico que ele soou pra mim. Era o local onde os imperadores iam no verão, e todo o complexo foi construído à beira de um lago (que se chama Kunming) enorme. Nele tem templos budistas, o palácio, além de corredores e outras atrações. Quando você chega, já tem o contato com um universo feérico dos canais chineses, coloridos e com diversos elementos que não deixam você esquecer onde está: Aí vem as construções que vão figurando o complexo do palácio: Essa pagoda com o lago atrás que você vê a partir de um montezinho de pedras é algo acachapante. Dá um “mix” de sensações indizíveis: faz você se sentir hipnotizado por tanto equilíbrio entre o homem e a natureza. O sol já pensando em se pôr, e eu querendo que ele ficasse mais para eu aproveitar cada segundo de tudo: DIA 4 - 20.03.17 Voilà neblinas da China: Então, o dia que escolhi pra ir não foi lá dos mais maneiros. Tinha neblina, chuvisco, chuva desagradável. Queria um dia claro? Com certeza. Mas estava nas Muralhas da China, para além da estupefação e encantamento de estar em um monumento tão icônico, poder percorrer, ainda que 0,00001% dela, foi algo desafiador: pelo tempo ruim e porque tinha uma subida ingratíssima. Foi emocionante pra mim, mal podia acreditar. Para chegar até ela, contratei um tour pelo hostel mesmo. Nem lembro quanto foi, desculpa aê. Mas você tinha que estar bem cedo para te buscarem, aí você entrava num busão com várias pessoas que entravam e saíam em outros pontos, numa logística meio engraçada, mas que deveria funcionar. O meu pacote era de passar umas horas lá, em um ponto mais fácil (tinha uns pacotes mais hards, que demandavam escaladas intensas; queria comodidade, apenas porque sou assim). Chegando lá, eles param na base da Muralha e aí você pode optar por subir a pé mesmo ou pegar o teleférico (os caras induzem essa modalidade, pois acho que ganham comissão), de qualquer forma, optei por esse mesmo para ganhar tempo, até pela situação do tempo. Fiquei toda ensopada, já que não estava super preparada para essas situações, então não levei casacos adaptados. Não queria carregar peso e tals. Achei que fosse pegar um resfriado, mas acabou que nem rolou, só mesmo a crise alérgica pela poluição. Lá, achei bem frio, em parte por causa da chuva. Nesse pacote, o almoço estava incluso. Achei que fosse ser meio estranho, até pelo fato de ser vegetariana, mas a comida estava deliciosa, de verdade. Simples, mas delicioso (o que é bem comum na Ásia. Esteja aberto que boas surpresas virão). Depois voltamos, acho que umas 16h já estava em Pequim novamente. Foi uma pena o tempo estar tão cagado, mas, enfim, acontece. Aproveitei para dar um passeio perto do hostel e aproveitar minhas últimas horinhas em Pequim,de passear pelos hutongs, ver a comida de rua, as pessoas. Pequim à noite: PS: Não anotei meus gastos (não tive essa disciplina!), então, tenho pouca noção de quanto gastei na minha jornada por lá.
  7. Tem grupo já feito para as pessoas que irão viajar neste período? Se sim, me add: 11 974251716
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