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andreia.puglia

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  1. andreia.puglia

    Alter do Chão

    Alter do Chão - SETEMBRO/2016 Uma conheceu alter por um programa de tv. Um dia apareceu uma promoção e compramos as passagens. Um ou outro amigo sabia da existência da cidade, ninguém de fato conhecia. De fato nao tem muitos cariocas turistas por lá. Vi muitos gringos, gente de Brasília e das regiões mais próximas como Belém e Manaus. Chegamos no voo da madrugada e acho que só existem mesmo esses voos chegando de madrugada, seja de Brasília ou de São Paulo. O ideal é pegar o taxi direto pra alter, que fica no valor de R$ 70,00 a R$ 100,00 (set/2016). O transfer também pode ser fechado com antecedência (Seu Cristovão - ‪+55 93 9123‑4264‬). A gente achou que precisava ficar em Santarém por questão de logística, o que descobrimos depois que não era necessário, porque alter fica no meio do caminho entre o aeroporto e Santarém. De toda forma conseguimos conhecer o centro de Santarém que não tem muita coisa pra fazer e é muito quente. Passeando pela orla descobrimos o passeio de barco pelo rio. Ele dura de 1 a 2 horas e custa 30 reais (set/2016). Assistimos ao encontro dos rios Tapajós e Amazonas, que não se misturam porque possuem diferentes phs, temperaturas, densidades e etc. Na segunda metade do passeio o nosso barqueiro e guia Sr. Elvis nos levou pra ver um monte de botos. Foi bem legal! Ele não alimentou e não interviu no rio jogando ração ou pão como fazem em praias do Nordeste, e mesmo assim os botos pulavam perto do barco. Conhecemos um casal que foi almoçar num local ou mercsdo turístico e adorou. Vou procurar o nome de lá. Depois do passeio no rio fomos conhecer o Mercadão 2000, mas as bancas já estavam fechando. O ideal é ir cedo pra lá. Não tem nada demais, é uma feira de produtos regionais. Como estávamos no início da viagem foi difícil comprar frutas e produtos perecíveis. Tinham muitos produtos ligados à medicina alternativa local. Depois de concluir que tínhamos visto o suficiente em Santarém, pegamos o ônibus numa praça do centro com preço de 3 reais (set/2016) que levou cerca de 1 hora pra chegar em Alter. Chegamos à vila numa terça às 16hs. Tomamos um banho pra aliviar o forte calor e fomos dar uma volta pra conhecer a cidade. De fato a Ilha do Amor é linda!!! Ficamos ali assistindo o entardecer na calmaria do rio, comendo um petisco de camarão e de peixe. De noite fomos até a pizzaria do italiano na praça onde tomamos sucos super deliciosos e uma caipirinha com cachaça de jambú que virou a queridinha da viagem! Jantamos um bom peixe ali. No geral na cidade a comida não é farta, não é barata e também não é nada demais. Nesse italiano tinha um peixe ok. Ainda de noite procuramos um dos barqueiros na orla e fechamos um passeio pro dia seguinte. Como éramos duas, aproveitamos para nos unir a um outro grupo de três para diminuir o valor total do passeio. Segundo dia, quarta-feira: Na quarta fizemos um passeio para a Flona, por 80 reais por pessoa por dia, num grupo de 5 pessoas. Pechinchar nunca é demais. Mais 15 reais de almoço e mais 100 reais pro guia na floresta que pode ser dividido por até 5 pessoas. Tinha visto na internet o passeio de 2 dias na Flona, mas 1 dia foi suficiente. Chegamos cedo e fizemos uma trilha de 2hs até a Samaúma (uma grande e antiga árvore dessa espécie), por dentro da Floresta Nacional do Tapajós. Valeu super a pena. Confesso que imaginei uma samaúma maior, mas foi legal mesmo assim. Conhecemos a Floresta Amazonica, muito umida e com arvores imensas. 2hs de trilha de volta, almoçamos numa comunidade ribeirinha e fomos passear nos igarapés próximos. Depois ficamos mais um pouco tomando banho num banco de areia próximo. Era uma praia bem bonita como todas da região. Eu diria que entrou no meu top 5 das praias mais bonitas. So nao lembro o nome, sei que fica na frente dos igarapes da comunidade do Jamaranguá. Na volta à vila paramos na praia de Pindoball pra assistir ao por do sol. À noite fomos ao Arco Íris que é um dos bares da praça, comemos um crepe simples. Terceiro dia, quinta-feira. Este foi o primeiro dia do Festival do Sairé, que acredito que aconteça sempre na Lua Cheia ou, por coincidência, estávamos na lua cheia. No domingo anterior teve a abertura do festival e na manhã de quinta-feira começaram os rituais religiosos. Não consegui entender exatamente o que significa, mas perguntei pra uma jornalista que cobria o evento que me falou que aquela cerimônia representava a festa feita pelos índios pra os portugueses jesuítas que chegavam à vila. Valeu a pena assistir, apesar do forte calor que fazia. Acontece uma disputa entre homens e mulheres, há uma procissão em que cada grupo leva um tronco de árvore chamado por eles de mastro. Quando chega na praça eles enfeitam os trocos e os fixam até o final no festival, quando os derrubam a machadadas e um dos grupos vence. Como a cerimônia do Sairé foi até o meio dia, aproveitamos a tarde pra curtir a Ilha do Amor sem pressa. Fizemos stand up pelo lago verde e fomos até a praia da frente. Na volta passamos um perrengue porque ventava muito e não saíamos do lugar, mas mantivemos a calma e conseguimos voltar pra terra firme vivas! Nesse dia comemos num lugar que não voltaria, o bar da esquina da praia, de cor azul, não lembro o nome. O molho era de leite de coco e tinham uns milhos, parecia peixe com canjica. Rs. À noite fomos ao Festival do Sairé. Nesse dia, quinta-feira, o evento foi gratuito e foram feitas apresentações de grupos locais com danças típicas, principalmente o carimbó. Na última hora do dia encontramos uma amiga na praça que sugeriu o passeio para Arapiuns, que é um rio braço do Rio Tapajós. Fechamos o passeio de última hora, no valor de R$180,00 por pessoa, com água, frutas e almoço incluído. Fomos nun grupo de 10 pessoas. Como Arapiuns é do outro lado da margem do rio, a viagem é mais longa e por isso precisamos sair cedo, às 8hs. A primeira parada foi num banco de areia no meio do rio Arapiuns simplesmente paradisíaco. Só tínhamos nós. E mesmo tendo 10 pessoas no grupo, o banco de areia era grande (set/2016) e parecia uma praia deserta. O sol nao estava tao quente e ficamos ali batendo papo naquela paz e silencio indescritiveis. Nosso guia (Arkus +55 (93) 9149-4174) lembrou que nessa parte do rio é preciso ter cuidado com as arraias no fundo da areia, por isso é bom entrar devagarinho, arrastando os pes na areia, pra nao pisar nelas. Arrastando os pes, elas fogem. Almoçamos na comunidade da Coroca, e uma amiga indicou também a comunidade de Anã. A Coroca tem um redário pra galera que quer dormir lá (contato Bruno que tem o redario em Alter tb), mas também é possível dormir dentro da casa dos moradores. O importante é agendar com antecedência. Achei bem legal a criação de abelhas, de tartarugas, e a simpatia daquele povo. Há quem diga que dormir na comunidade é uma experiencia imperdivel pra quem vai pra Alter, mas nós nao tinhamos nos planejado pra isso. Toda noite de sexta-feira tem o chorinho no bar da Tia Graça, onde vende um bom açaí, quase ao lado do hotel borari. Naquela noite, por causa do festival, o chorinho foi no Mango. Fomos pra lá, dançamos, comemos e bebemos a caipirinha com cachaça de jambú que não fez mais o efeito divertido de adormecer a língua. No sabado estavamos tao cansadas que preferimos ficar na praia do amor sem pressa, acordamos um pouco mais tarde, tomamos cafe com calma. De fato nao tinhamos tanto motivo pra cansaco, mas o calor e o sol cansam sim. Ficamos na Praia do Amor ate nao aguentar mais. Depois subimos pra vila lra almoçar. Esse almoço sim valeu muito a pena. Foi no Espaço Alter do Chao. Ele fica na rua da praia à direita de quem olha pra Ilha do Amor. É só descer que nao tem erro. Ali a comida é bem gostosa, com pratos tipicos do local, com sobremesa deliciosa, especialmente o mousse de chocolate com cupiaçu, divino. O serviço é em clima de férias, mas a qualidade da comida compensa. Não deixe de experimentar a bola de peixe. Cada bola é R$40,00 e alimenta uma mulher educada, um homem educado fica com fome, um homem faminto usa só de entrada. Tem o prato com duas bolas de peixe. Vicê pode escolher entre o recheio de camarão ou o de banana com queijo. Bem bom. Queria ter experimentado o ragu de pato, que nao tinha. O risoto de camarao no tucupi tambem tava gostoso. O tucupi é o oleo que se extrai da madioca, é amarelo e tipico na região, vale provar um prato que tenha tucupi. O risoto tem tucupi bem leve. Eu gostei. Terminamos tarde o almoço e acabos subindo tarde a serra. Eles chamam de Serra da Piroca e tem toda uma explicação que eu não prestei atenção quando tentaram explicar pra alguém do meu lado. O ideal é subir às 17h. São 40 minutos e não é difícil, mas tem subida. Na serra tem umas pedras chatinhas, então para os menos roots vale um tênis. E tem que levar lanterna. Importante também combinar com barqueiro pra te pegar na volta, ou não levar mochila e voltar pra vila nadando, que também é bem trabquilo, só tomar cuidado com os barcos que atravessam à noite, lor isso eu preferi voltar de barco mesmo. Subirmos quase às seis, chegamos lá com o sol ja descendo. Foi outro top 3 da viagem. A vista é panorâmica, podendo ver o Lago Verde, a Ponta do Cururu, a Ilha do Amor e a vila. Encontramos um monte de gringo lá em cima e cheguei à conclusão que os mosquistos só gostam de brasileira com repelente. Eles estava tranquilos sem repelente agum e eu com repelente ate o dedo do pé sendo devorada. Voltamos no escuro e não conseguimos ver a lua nascendo porque não queríamos esperar ali até muito tarde sozinhas. Mas vimos uma linda lua cheia nascendo quando chegamos de volta na Ilha do Amor. Foi muito bom, só faltou um bom banho de rio com aquela lua cheia linda, mas o barqueiro nos esperava. Nesse dia à noite chegamos na pousada só pensando em banho e cama. Mas era o dia mais legal do Sairé, o dia em que os botos se enfrentariam. Tomamos banho e fomos pro Sairódromo meio que no automático. Pelo que entendi o povo local não gosta muito do Sairé porque a cidade fica lotada de gente bagunceira e suja. De fato tinha muita gente bêbada, o povo deixou a praia suja, uns homens dormindo na sarjeta. Mas durou só dois dias, valeu a pena pela festa dos botos. Custou R$ 30,00 para entrar nesse dia. A disputa é quase um carnaval. A diferença é que não tem desfile. Eles fazem uma apresentacao parados, com carros alegóricos, danças típicas e torcida de um lado e de outro. A bellinha torcia para o Boto Cinza, o Tucuxi. Eu torci para o Boto Rosa. Em 2015 o Tucuxi ganhou. São 1h30 de apresentação e eu de fato achei o rosa mais tradicional e mais bonito. No meio do rosa já era tarde da noite e fomos pra casa. No domingo seguimos a dica do casal que conhecemos no primeiro dia. A cidade é pequena e todo mundo se encontra. Eles indicaram o restaurante Casa do Saulo para a gente. Tem como ir de barco, mas fica caro, de carro ou de taxi, que também fica caro. Cogitamos ir de bicicleta, mas ainda bem que estavamos cansadas, porque é longe, o calor e sol forte, e é estrada de asfalto, onde a bicicleta não tem vez. Conseguimos uma carona pra ir e voltamos de taxi com o Seu Cristovao (ja coloquei o numero dee aqui). O lugar é bem bonito e tem acesso à um banco de areia lindo também. Falaram que a comida era sensacional. Eu não achei tudo isso, mas talvez não tenha dado sorte. É boa, mas nada do outro mundo. Eles tem muito costume de comer o peixe empanado, então acaba sendo tudo peixe empanado e só muda o molho. Posso estar enganada, talvez valha a pena tentar um que não seja empanado. Chegamos e fomos direto pra praia. Pedimos nosso almoço só às 16h e foi ótimo, porque a essa hora não demorou tanto pra chegar. Comemos e voltamos pra praia. Tiramos um cochilo com um ventinjo delicioso e depois curtimos o por do sol sensacional. Marcamos desde cedo do Seu Cristovao nos buscar. Chegamos na vila já eram 20h. Tomamos banho e fomos pro italiano. Estava tendo carimbó na praça e foi muito legal dançar (ou tentar dançar) com a bandinha ao vivo, o povo loca e os hippies bem animados dançando. Na segunda foi o último dia do Sairé, quando cortam os mastros enfeitados com machados, anunciam se homens ou mulheres ganharam e anunciam qual boto foi o vencedor. Em 2016 ganhou o Tucuxi de novo. Descemos à vila na direção das praias à direita. E como não tem estrutura de bar e restaurante aquele pedaço é o paraíso. Ficamos deitadas devaixo das árvores e curtindo a tranquilidade daquele pedacinho. Depois disso peecebi que poderíamos ter explorado os dois lados da ilha do amor, mas como toda viagem a gente precisa deixar uma coisa sem ser feita pra poder voltar, essa parte foi a escolhida para me dar motivos pra voltar. Nesse dia comemos também no espaço Alter do Chão. Tentamos todos os lugares da cidade, mas estava tudo fechado, provavelmente por ser segunda-feira. Queríamos ter conhecido o vegetariano de umas argentinas na rua da pousada da Cabocla que estava inaugurando naquela semana, mas também estava fechado. Conseguimos subir mais cedo à Serra, umas 17h15 e vimos sim um belo por do sol, com direito à muitas fotos e panoramicas e mais tempo pra só curtir. Descemos rápido e só escureceu lá embaixo. A luz da laterna do celular é suficiente. À noite também não tinha nada aberto, acho que só o italiano estava aberto. Ultimo dia, terça-feira: comemos um café caprichado porque é o ultimo dia das mãos de fada da Dona Del. Eu ainda não falei que o café da manha da Dona Del também foi top 5 da viagem. A pousada é simples e uma das mehores em Alter (Pousada Alterosa), não tem chuveiro elétrico, mas ninguém lembra disso com aquele calor. O ar condicionado, que é o mais importante, é novinho e limpinho. Tudo é muito limpo e o casal de donos faz você se sentir em casa. Eles vão construir uma suíte acessível, bem legal!! E o café da manhã era do meu jeito preferido. Um bom café preto, bastante fruta e suco, tinha até suco verde, ovo mexido, gema dura, gema mole, feito na hora, tapioca recheada feita na hora. Além disso pães frescos e de forma, bolo da vovó, simplesmente perfeito. Nesse ultimo dia fizamos passeio que tanto queríamos, mas faltava gente pra fechar o barco mais barato. Passeio ao Canal do Jari com Ponta das Pedras e Ponta do Cururu. O barco é pequeno e bate bastante, mas água no rosto faz parte dessa sensação de estar o no paraíso. Nossa primeira parada foi na Ponta das Pedras e definitivamente há motivos para que Alter seja considerado o Caribe Brasileiro. Que lugar lindo. Nenhuma foto consegue captar o quão lindas são as praias. Em Ponta de Pedras tem um vento bom e fresco. Poderia passar o dia aqui. Confirmar essa informação, mas acho que é possível chegar na Ponta das Pedras de carro e de bike, muito embora o passeio de barco tenha valido muito a pena. Em seguida fomos para o Canal do Jari e paramos em uma casa na beira do rio para fazer o passeio pela mata em torno de 30 minutos. Vimos um bicho preguiça, as corocas (pássaros) e macaquinhos. Também tinham árvores lindas, castanheiras e pés de jenipapo. 15 reais (set/2016). O almoço foi na Ponta de Pedras já no caminho da volta. Pra mim ficou como top 5 da viagem. Como um grupo que estava conosco disse que o almoço demorou muito pra sair, preferimos só pedir aperitivos e curtir a praia. No final da tarde fomos até o Lago Preto para um mergulho e depois voltamos na direção da Ponta do Cururu. O por do sol de lá foi dentro da água, sem fotos, só curtindo aquele momento especial, aquele espetáculo incrível fechando nossa última tarde em Alter. No centrinho aproveitamos pra comprar souvenirs, bombons caseiros e a cachaça de jambú no mercado. Nosso almojanta foi no sanduíche X-Tudao, ao lado do Garcia sorvetes, que tb serve um super suco. Bellinha comeu o hambúrguer de peixe, eu o de camarão e a Bettina o vegetariano. Todas gostaram muito. O que eu ainda faria mas não deu tempo é andar na Ilha do Amor pelas praias tranquilas, tanto à direita da ilha quanto à sua esquerda. E também beirando as praias de alter, no sentido da direita de quem olha pra ilha do amor. Pra quem visita a vila de carro, descobri que a Casa do Saulo, Praia de Pedras, Lago Preto e a Flona podem ser visitadas pela estrada. Mas os passeios de barco, apesar de ficarem mais caros, te levam pra praias desertas e lindas, que o carro não chega. Por causa do calor muito forte, não consegui fazer o passeio de bicicleta. Mas tem uma loja que aluga bikes. Não fizemos a Floresta Encantada, onde foram gravadas cenas do filme Tainá, porque uma amiga de lá disse que só fica bonito em época de cheia. Top 5 (que foi elastecido) . Praia de Ponta das Pedras . Por do Sol na Serra da Piroca. Aconselhável subir as 17h. . Praias do Rio Arapiuns . Trilha na Flona com banco de areia na frente dos igarapés da comunidade do Jamaranguá. . Cafe da manha da dona Del - pousada Alterosa . Botos em Santarém . Ilha do Amor
  2. FEVEREIRO/2016 Quando cogitamos ir para o Jalapão, as referências que tínhamos eram poucas. Nenhum amigo tinha ido, e alguns nem sequer sabiam onde ficava, muito embora o destino esteja ficando cada vez mais conhecido. No primeiro relato que li na internet um casal contava que alugou um carro em Palmas, e passou perrengue logo no primeiro dia, quando o carro atolou. Eles disseram que deram muita sorte com um caminhão que passava e os ajudou, e depois foram pro bar e comemoraram o resgate. Rs. Chamou atenção o que motorista do caminhão disse pra ela durante a cena do socorro: O Jalapão é bruto! Vi ainda esta frase estampada na camisa de uma empresa de turismo, é um slogan chamariz do turismo de aventura. Concordo em parte com a frase. De fato o Jalapão não é para qualquer um. Eu diria que o Jalapão é um diamante bruto. Cada atrativo é um espetáculo incrível de delicadeza, são surpreendentes as cores, os formatos, as obras da natureza. E as pessoas, o povo jalapueiro, tem uma doçura rara. São acolhedores, tranquilos, tem sabedoria e conhecimento. No meio de um mato rasteiro chamado de cerrado alto estão leves depressões que não sao vistas claramente da estrada, e muitas escondem rios com cachoeiras e veredas de buritis, que só se revelam quando chegamos bem perto. No horizonte estão as chamadas serras, que são grandes chapadões onde é possível subir para assistir aos espetáculos do sol. No Jalapão você pode andar muitos quilômetros sem ver ninguém, e assim é o melhor jeito de conhecer. No entanto, isso só acontece fora de feriado. Um parêntesis para ressaltar que o Tocantins é o estado caçula da federação. Foi criado em 1989, pós-Constituição Federal. O lema atual do Governo do Estado (2016) é "livre iniciativa e justiça social". De fato, o que se observa é um estado com planejamento e orçamento para fazer acontecer. Um estado criado no reflexo da constituição cidadã, onde a presença estatal é robusta inclusive no interior, em lugares de difícil acesso, com presença da escola e posto de saúde municipais em todas as cidades por onde passamos. Um morador contou que a presença de uma médica boliviana do Mais Médicos foi fundamental na cidade (isso não é uma propaganda pró-governo, apenas um relato). Muito embora a máquina estatal pareça ser extremamente inchada, há muito espaço para a livre iniciativa, principalmente no turismo. Outra característica do estado recentemente criado é a ausência de influência robusta da Igreja Católica. Não se vê nas pequenas cidades a praça com uma igrejinha. O ponto central da cidade tem uma com o prédio da Prefeitura, e a religião que domina é a cristã evangélica. Escrevi nosso roteiro para facilitar os aventureiros de plantão. Dia 04/02 - chegamos tarde no aeroporto e fomos direto pro hotel. Dia 5/02 - sexta-feira Demos uma volta pra conhecer Palmas. Depois seguimos na direção do Jalapão. No caminho, logo no início da estrada, paramos na Cachoeira dos Macacos/Cachoeira do Roncador. Simplesmente muito bonita a cachoeira, principalmente a segunda. Um paredão enorme. Dizem que lota no final de semana, e que a tapioca é uma delicia na entrada da trilha. Seguimos viagem até Ponte Alta do Tocantins, onde paramos e almoçamos no Sabor de Minas, comida caseira. Depois do almoço fomos ao Cânion do Sussuapara, um lugar no meio da estrada, diferente de tudo que já vi. Parece que o chão abriu e as raízes das árvores fazem chover no buraco aberto. É lindo, cena de filme, água limpa. O Chico (nosso guia) explicou que tinha um poço que dava pra tomar banho, mas que teve um desmatamento próximo que assoreou o tal poço, que atualmente é só um pequeno caminho de água. Depois, fizemos check in na Pousada Águas do Jalapao, e aproveitamos a tarde na piscina, tomando cerveja (que compramos em Palmas antes de sair). No fim da tarde saímos pra ver o por do sol na Pedra Furada, que de fato é linda demais. Repelente é fundamental. Na volta, estávamos cansados demais, tomamos banho e dormimos cedo. Dia 06/02 - sábado Café da manhã delicia da pousada, e saímos pra tirar foto na entrada da cidade. Pegamos a estrada. Depois de 30km, sob um juramento de que não íamos demorar, o Chico fez uma surpresa no roteiro e saiu da estrada pra gente conhecer a cachoeira do Lajeado. As cachoeiras e rios aqui passam pela parte baixa do terreno, então não dá pra ver da estrada. Ela era diferente, o solo vermelho, a água geladinha, e as pedras lisas e planas. Foi bom pra refrescar deitados na pedra e tirar fotos. Mais 70 km e chegamos na Cachoeira da Velha, que fica dentro de uma propriedade que foi do Pablo Escobar e o governo atualmente administra a estrutura. A queda d'Água é grande e o visual bem bonito com a Serra do Jalapinha ao fundo. Descemos a trilha da queda d'Água até uma praia de rio, onde o Chico esperava a gente com um saboroso picnic. Experimentamos a paçoca de carne seca. Descansamos um pouco batendo papo, tranquilos no rio, e pegamos estrada novamente. Mais 60km até chegar às Dunas, e os arbustos do cerrado alto impedem de ver os atrativos de longe, mesmo sendo planalto com o horizonte lindo. Já na reta final é possível ver ao fundo a Serra do Espírito Santo com o Sacatrapo à sua direita. Tiramos muitas fotos, e ficamos encantados com a beleza da formação da serra. Subimos nas Dunas de areia bem dourada e de lá assistimos um lindo pôr-do-sol. Voltando pro carro, criamos inimizade com o Amauri, que no atrativo anterior tinha entrado no meio das nossas fotos (tanto espaço vazio pra ele tirar foto...), e depois acabou ouvindo a gente sacaneando ele no meio da trilha. Foi difícil não rir daquela situação constrangedora. Quem não riu foi o Amauri. Mais alguns quilômetros e chegamos em Mateiros, jantamos no restaurante da Tia Rosa, que serviu frango com pequi (fruta famosa do cerrado), e macarrão com feijão!! Hum... Ausência de limite resultou numa passada na sorveteria mesmo depois de comer muito na tia Rosa. A animação era total pro carnaval da cidade, mas foi só tomar um banho quente que todos se aquietaram e apagaram. Em tempo, o carnaval não passou de um apitaço no posto de gasolina. Dormimos no hotel Panela de Ferro. Hotel excelente, tudo novo, ar condicionado, cama boa, wi-fi e café da manhã simplesmente imperdível. Dia 07/02 - domingo Acordamos às 03:40, e saímos às 04:00 pra subir a trilha e assistir o nascer do sol no Mirante da Serra do Espírito Santo. Céu estrelado, só a gente na trilha. No meio do caminho vimos um monte de carro chegando lá embaixo. A subida tem bastante pedra solta, mas não é difícil. Chegamos lá umas 05:50 e o céu já começou a ficar laranja. Aguardamos mais uma hora entre fotos e contemplação, e vimos aquele incrível espetáculo sem uma nuvem no céu. O sol nasceu por volta das 06:40. Todas as atrações foram diferentes e valeram muito a pena, mas sem dúvida esse nascer do sol foi meu preferido. Amauri chegou logo depois da gente e esteve presente neste momento crepuscular. Depois pegamos uma trilha de 3km plana pra ver a erosão de cima e do outro lado da serra, toda a areia dessa erosão é depositada nas Dunas que vimos no dia anterior. Voltamos, descemos a trilha de volta, e as 8hs estávamos de volta na base da serra. Na pousada, esperaram a gente voltar pra tomar café, e mais uma vez eu vejo que não tenho maturidade pra comida gostosa à vontade. Tinha um pão caseiro, bolos e o mangulão (bolo de polvilho que parece bolo de pão de queijo). A gente só parou de comer quando não cabia mais. Tipo rodízio. Primeira atração do dia foi o Fervedouro Encontro dos Rios. Esse é o menor fervedouro, mas onde o efeito da água brotando e areia afundando é o mais divertido, até agora. Demos sorte (ou o Chico escolheu bem), e não tinha ninguém lá. Porque tem um menininho que fica organizando e controlando a quantidade de pessoas que entram. Conseguimos ficar um bom tempo, tiramos fotos, brincamos de gravidade zero, depois de fazer redemoinho... Mas chegou um outro grupo e nossos 5 minutos começaram a contar. Aproveitamos esse tempo pra tirar a fralda de areia fina que acumulou no biquíni. Logo do lado tinha o encontro dos rios: rio sono (água escura) com rio formiga (água clara). Demos uns pulos na margem do rio pra brincar um pouco. Depois fomos pro boia cross no rio formiga, cheio de aventura e com direito a pular da árvore e cair desajeitado no rio no fim do percurso. No mesmo local tem o fervedouro do buritizinho, que tem uma água azul linda e inacreditável, no meio de um monte de bananeira, e com um fervedouro fundo no meio. Esse fervedouro pareceu o mais bonito, mas não tem a sensação diferente do fervedouro do encontro dos rios. Na saída, vimos mel sendo vendido numa garrafinha de caçulinha, junto ao artesanato. Era Mel de Tiúba, e segundo contaram é um mel super difícil de achar e bom pra gripe. Almoçamos no fervedouro do buriti. Logo em seguida fomos na Comunidade do Mumbuca, onde encontramos crianças lindas cantando assim que chegamos. Lá vende artesanato de capim dourado feito pela comunidade. Também experimentamos o sorvete dentro da comunidade. Tinham sabores super diferentes, de frutas típicas da região. Jatobá, coco catolé, mangaba, cagaita, murici. Ah, junto do artesanato também comprei um doce de caju caseiro bem gostoso. Tinha doce de banana e doce de buriti também. No fim do dia fomos até a Cachoeira da Formiga. Nunca vi tanta gente. Muita mesmo. O ideal é ir bem no início do dia ou bem no final. Conforme a tarde ia caindo, o pessoal ia embora, até que ficou bem vazia e curtimos mais. Voltamos pra pousada, tomamos um banho e fomos atrás da pizzaria da cidade. Mas ela só abria depois do culto, porque o dono é o pastor, então fomos no único lugar que tinha gente, Pastelaria Tavares. Tomamos uma cervejinha, comemos um delicioso pastel de carne com queijo, e depois um espetinho (com acompanhado - mandioca cozida, feijão tropeiro, arroz, vinagrete). Bem bom. Mais uma vez foi pé na jaca. Dia 08/02 - segunda-feira A ideia era acordar cedo pra correr e gastar os 3kg que adquirimos, mas o corpo já estava cansado, a cama e o ar condicionado estavam mais interessantes. A moça do café conseguiu limão pra mim, colhido do pé. Fofa. Eu pulei da cama e arrumei a mala o mais rápido que pude pra sobrar mais tempo pro café da manhã. Deixo a dieta e a corrida pra quando voltarmos pro Rio. Os donos da pousada são ótimos. A Dona Josinete pareceu brava de início, mas tem um coração bom. Teve uma hora que eu fiquei com medo dela brigar que eu tava comendo muito, mas ela disse pra comer mesmo porque estávamos muito magrinhas. Rs. Pegamos estrada pro rafting. No caminho encontramos não só expedições de caminhonete, mas também muitas expedições de moto e bike. A galera de bicicleta é muito guerreira, porque é muito sol e muita poeira. Impressionante que não tem só homens, as mulheres também são guerreironas. E vai um carro de apoio junto. Chegamos no rafting. Parágrafo especial rafting: O rafting no Rio Sono é feito com a empresa Novaventura. Eles são super profissionais e se preocupam com a segurança dos turistas. Por isso, é necessário usar roupa adequada (calça comprida de ginástica, ou calça de taktel, blusa, quanto mais comprida melhor pra proteger do sol, e tênis ou papete - vale a pena investir numa papete antes de ir ou conferir se eles alugam no local). Além disso vale a pena usar viseira ou boné, muito protetor solar, e disposição. Quem quiser levar câmera, é bom tomar cuidado. São duas horas e meia descendo a cachoeira, e é uma descida na medida certa pra quem não tem experiência mas quer um pouco de aventura. Fizemos a nossa descida com o Rafael, super gente boa, que nos deu muitas dicas e curiosidades da região. Vou tentar resumir: Começo pelo nível do rafting, que nesse dia era nível 2. Mas ele oscila de acordo com a época do ano. Quanto mais chuva, mais forte fica. Eles costumam dizer que o inverno é a época chuvosa, janeiro a maio, com temperaturas mais amenas. Enquanto o meio do ano é o verão, quando as temperaturas ficam mais altas durante o dia e frio a noite, e chove menos. De agosto e dezembro faz muito calor de dia e de noite, e não chove. Quando chove menos, o rafting fica mais fácil. E ouvimos dizer que os rios ficam ainda mais bonitos. A mata ciliar vai crescendo ao longo do rio e ficando mais parecida com a Mata Atlântica. São poucos os bichos ao longo do rio, na grande maioria pássaros. Depois do rafting, passamos na cachoeira das araras, delicia. Só tinha a gente. Os carros particulares não costumam vir, e as agências só vem se fizer o rafting. O almoço foi no Fervedouro do Bela Vista. Pode parecer que não sou parâmento porque gosto de tudo, mas não é bem assim, a comida tocantinense é gostosa mesmo. E esse almoço foi o melhor da vida. Um casal que saiu antes da gente agendou o jantar. Pra quem se hospedar em São Félix é uma distância de 3km. Consegui o telefone deles, vale a pena agendar. Telefone: 63-9920-9914 (Dona Himelda e Sr. Gecimar. Mandioquinha frita e carne de panela melhores da vida. Eles serviram também frango caipira (típico da região), feijão delicia, arroz, bife de carne acebolado, e salada de tomate com repolho. O tal casal que reservou o jantar pediu escondidinho de carne de sol, e fiquei com muita vontade de experimentar, quem ler esse texto e for lá, depois me conta. Amo escondidinho. Pra fechar fomos conhecer o fervedouro que tem lá, com peixinhos, onde conseguimos ficar sozinhos tirando fotos e curtindo. Depois desse fervedouro voltamos pra Mateiros, por questão de logística (dessa maneira é possível ficar 3 dias no mesmo hotel em mateiros), mas também é possível se hospedar nessa noite em São Félix do Tocantins (assim não precisa andar pra trás no roteiro). Perto de Mateiros tem o restaurante Rancho 21. Não tem nada demais. Mas tinha salada e mandioca cozida que já valeram a pena. Na verdade eu ainda estava pensando em toda a comida até aqui, e ainda no escondidinho, por isso dei uma controlada nesse jantar. Estávamos cansados, do jantar fomos pro hotel Dois Irmãos, simples e limpo, café da manhã simples. Dia 09/02 - terça-feira Nesse dia conseguimos acordar cedo pra correr. Foi bom pra conhecer a cidade toda, que não é grande, mas fora do carro temos uma visão diferente. Até aqui a gente saia de carro do hotel, ia e voltava do atrativo e descia no hotel. Saímos a pé só à noite. Gastamos 1/10 do que comemos até agora, não porque corremos pouco, mas porque não temos educação com comida boa. Tomamos café que apesar de simples tinha um mangulão que era praticamente um bolo de pão de queijo, massa firmizinha. Depois pegamos estrada na direção de São Félix. Paramos na cachoeira do Prata, onde tomamos banho e ficamos conversando tomando uma cervejinha. O almoço foi depois de São Félix, onde termina o ponto do rafting, e é conhecido como cachoeira das araras. Bem diversificado o almoço ali, tinha tabule, salada, mandioca, além das comidas tradicionais como galinha e carne de panela. Mais uns 20km e chegamos na Catedral Ecolodge. Tinha visto essa pousada no booking. Me chamou a atenção a foto do bangalô principal que fica na parte alta da propriedade e interage diretamente com a natureza. É bem romântico. Mas chegando lá descobri que esse bangalô é um só e que na parte de baixo tem bangalôs menores, com banheiro fora do bangalô(na chamada casa de banho). De início eu fiquei de olho da suíte master, mas adorei ter ficado no bangalô de baixo. Confesso que tive medo dos bichos entrarem no bangalô de madrugada, mas depois me acostumei, entraram apenas os bichos de praxe, nada de lobos ou onças, e eu queria mesmo era ficar mais tempo hospedada lá. Dormimos de cortinas abertas e tudo (não existem portas), e de fato é uma experiência pra quem está acostumado com a cidade. Curtimos o banho de rio no fim da tarde, depois saímos pra fazer o passeio de bike (R$30,00), que valeu muito a pena. Conseguimos gastar metade da comida que consumimos, e vimos dois casais de araras azuis. Não deu tempo de ver o por do sol do monte que tem dentro do acampamento. Vimos da estrada mesmo, de bicicleta. Voltamos já escuro pro acampamento ecolodge. O jantar foi simplesmente delicia, já recompondo em dobro o que gastamos mais cedo. No fim do dia ficamos admirados com o céu todo iluminado ali no meio do cerrado. Acordamos cedo pra ver o nascer do sol no monte perto do acampamento, mas não tivemos muito sucesso. O pessoal do ecolodge disse que a partir da semana santa (2016) ficará pronta a trilha pra Serra Catedral que é ali do lado, e com isso será possível subir a serra pra ver o nascer do sol, quero muito voltar pra fazer essa trilha!!! O café da manhã parece ter sido especial pra gente, porque nunca vi tanta coisa gostosa, omelete, tapioca, pão de queijo feito em casa! Mais uma vez não nos controlamos. Só paramos de comer porque precisávamos pegar estrada. E assim fomos, voltamos pela cidade de Novo Acordo e por fim Palmas. Ainda almoçamos um tucunaré delicioso na Praia do Prata (uma das diversas praias de rio de Palmas), onde tem uma cerca no rio pra proteger os banhistas das piranhas!!! Rs. Depois do almoço e banho de rio deixamos o Zé no aeroporto e ficamos num hotel ali perto pra esperar o nosso que seria de madrugada. Mas pra minha surpresa, uma amiga também estava em Palmas e saímos todas pra correr na praça das secretarias. Dirigir por Palmas sem gps é impossível, todas as ruas e rotatórias são iguais. Nos perdemos bastante. Depois da corrida resolvemos parar no primeiro lugar de comida, porque não queríamos mais nos perder. E, por sorte, encontramos uma lanchonete de comidas saudáveis. Comemos tapioca e tomamos suco verde. Deixo aqui o telefone de lá, porque vale a pena, Planejamento : dá pra ir no particular ou por empresa. No particular da pra alugar carro em Palmas. O ideal é alugar caminhonete, e mesmo assim é bom ter experiência em dirigir carro grande, usar a tração. E não vir sozinho de carro por causa dos atoleiros, principalmente no meio do ano quando ele aumentam. Além disso, o roteiro pode começar em mateiros ou em novo acordo. A diferença é que se começar por novo acordo, quando for ao por do sol nas Dunas, precisa voltar uma estrada longa e movimentada pra dormir em Mateiros, ao passo que se começar por Mateiros, o por do sol nas Dunas é caminho pra Mateiros e depois não precisa voltar muito na estrada, só pra subir a serra pra fazer a trilha. O gps tem todas as estradas e atrativos. Dica quando chegar em Palmas: comprar cerveja e água mineral antes de sair; as empresas normalmente levam térmica e gelo; ensacar as mochilas com saco de lixo por causa da poeira; sair um dia antes do feriado para não pegar o galerão que chega no primeiro dia; viajar com empresa, o ideal são 3 pessoas por carro, cabem 4, mas 3 viajam mais confortáveis; pomada pra picada de bicho (carrapato, mosquito, mosca) - não vai necessariamente ser picado, mas pode acontecer e não tem farmácia; a noite normalmente estamos cansados e não tem muita coisa pra fazer, lanche ou janta, cervejinha, e dormir cedo. Comida: quem vai no particular precisa agendar os locais onde comer antes, ou então chegar cedo pra garantir o almoço ou o jantar. Meninas: as águas do Jalapão deixam o cabelo super macio. Melhor que shampoo gringo. Vale o investimento. Roupa de banho: eu particularmente achei ótimo ter levado sunkini, porque me senti confortável em todas as atrações, desde o fervedouro até o rafting. Mas não é necessário. No fervedouro entra muita areia (muita mesmo) na calcinha/sunga. Se tiver forro grosso, a areia não sai nunca mais. Leva um reserva. Atrações: todas as atrações são pagas. Mas se você pagar o pacote com empresa, as atrações normalmente estão incluídas, inclusive refeições à vontade, com exceção da bebida. Filmes para inspirar: Deus é Brasileiro, Xingu, final da Novela Araguaia, Survivor Tocantins.
  3. Alter do Chão Uma amiga conheceu alter por um programa de tv. Um dia apareceu uma promoção e compramos as passagens. Um ou outro amigo sabia da existência da cidade, ninguém de fato conhecia. De fato nao tem muitos cariocas turistas por lá. Vi muitos gringos, gente de Brasília e das regiões mais próximas como Belém e Manaus. Chegamos no voo da madrugada e acho que só existem mesmo esses voos chegando de madrugada, seja de Brasília ou de São Paulo. O ideal é pegar o taxi direto pra alter, que fica no valor de R$ 70,00 a R$ 100,00 (set/2016). O transfer também pode ser fechado com antecedência (Seu Cristovão - ‪+55 93 9123‑4264‬). A gente achou que precisava ficar em Santarém por questão de logística, o que descobrimos depois que não era necessário, porque alter fica no meio do caminho entre o aeroporto e Santarém. De toda forma conseguimos conhecer o centro de Santarém que não tem muita coisa pra fazer e é muito quente. Passeando pela orla descobrimos o passeio de barco pelo rio. Ele dura de 1 a 2 horas e custa 30 reais (set/2016). Assistimos ao encontro dos rios Tapajós e Amazonas, que não se misturam porque possuem diferentes phs, temperaturas, densidades e etc. Na segunda metade do passeio o nosso barqueiro e guia Sr. Elvis nos levou pra ver um monte de botos. Foi bem legal! Ele não alimentou e não interviu no rio jogando ração ou pão como fazem em praias do Nordeste, e mesmo assim os botos pulavam perto do barco. Conhecemos um casal que foi almoçar num local ou mercsdo turístico e adorou. Vou procurar o nome de lá. Depois do passeio no rio fomos conhecer o Mercadão 2000, mas as bancas já estavam fechando. O ideal é ir cedo pra lá. Não tem nada demais, é uma feira de produtos regionais. Como estávamos no início da viagem foi difícil comprar frutas e produtos perecíveis. Tinham muitos produtos ligados à medicina alternativa local. Depois de concluir que tínhamos visto o suficiente em Santarém, pegamos o ônibus numa praça do centro com preço de 3 reais (set/2016) que levou cerca de 1 hora pra chegar em Alter. Chegamos à vila numa terça às 16hs. Tomamos um banho pra aliviar o forte calor e fomos dar uma volta pra conhecer a cidade. De fato a Ilha do Amor é linda!!! Ficamos ali assistindo o entardecer na calmaria do rio, comendo um petisco de camarão e de peixe. De noite fomos até a pizzaria do italiano na praça onde tomamos sucos super deliciosos e uma caipirinha com cachaça de jambú que virou a queridinha da viagem! Jantamos um bom peixe ali. No geral na cidade a comida não é farta, não é barata e também não é nada demais. Nesse italiano tinha um peixe ok. Ainda de noite procuramos um dos barqueiros na orla e fechamos um passeio pro dia seguinte. Como éramos duas, aproveitamos para nos unir a um outro grupo de três para diminuir o valor total do passeio. Segundo dia, quarta-feira: Na quarta fizemos um passeio para a Flona, por 80 reais por pessoa por dia, num grupo de 5 pessoas. Pechinchar nunca é demais. Mais 15 reais de almoço e mais 100 reais pro guia na floresta que pode ser dividido por até 5 pessoas. Tinha visto na internet o passeio de 2 dias na Flona, mas 1 dia foi suficiente. Chegamos cedo e fizemos uma trilha de 2hs até a Samaúma (uma grande e antiga árvore dessa espécie), por dentro da Floresta Nacional do Tapajós. Valeu super a pena. Confesso que imaginei uma samaúma maior, mas foi legal mesmo assim. Conhecemos a Floresta Amazonica, muito umida e com arvores imensas. 2hs de trilha de volta, almoçamos numa comunidade ribeirinha e fomos passear nos igarapés próximos. Depois ficamos mais um pouco tomando banho num banco de areia próximo. Era uma praia bem bonita como todas da região. Eu diria que entrou no meu top 5 das praias mais bonitas. So nao lembro o nome, sei que fica na frente dos igarapes da comunidade do Jamaranguá. Na volta à vila paramos na praia de Pindoball pra assistir ao por do sol. À noite fomos ao Arco Íris que é um dos bares da praça, comemos um crepe simples. Terceiro dia, quinta-feira. Este foi o primeiro dia do Festival do Sairé, que acredito que aconteça sempre na Lua Cheia ou, por coincidência, estávamos na lua cheia. No domingo anterior teve a abertura do festival e na manhã de quinta-feira começaram os rituais religiosos. Não consegui entender exatamente o que significa, mas perguntei pra uma jornalista que cobria o evento que me falou que aquela cerimônia representava a festa feita pelos índios pra os portugueses jesuítas que chegavam à vila. Valeu a pena assistir, apesar do forte calor que fazia. Acontece uma disputa entre homens e mulheres, há uma procissão em que cada grupo leva um tronco de árvore chamado por eles de mastro. Quando chega na praça eles enfeitam os trocos e os fixam até o final no festival, quando os derrubam a machadadas e um dos grupos vence. Como a cerimônia do Sairé foi até o meio dia, aproveitamos a tarde pra curtir a Ilha do Amor sem pressa. Fizemos stand up pelo lago verde e fomos até a praia da frente. Na volta passamos um perrengue porque ventava muito e não saíamos do lugar, mas mantivemos a calma e conseguimos voltar pra terra firme vivas! Nesse dia comemos num lugar que não voltaria, o bar da esquina da praia, de cor azul, não lembro o nome. O molho era de leite de coco e tinham uns milhos, parecia peixe com canjica. Rs. À noite fomos ao Festival do Sairé. Nesse dia, quinta-feira, o evento foi gratuito e foram feitas apresentações de grupos locais com danças típicas, principalmente o carimbó. Na última hora do dia encontramos uma amiga na praça que sugeriu o passeio para Arapiuns, que é um rio braço do Rio Tapajós. Fechamos o passeio de última hora, no valor de R$180,00 por pessoa, com água, frutas e almoço incluído. Fomos nun grupo de 10 pessoas. Como Arapiuns é do outro lado da margem do rio, a viagem é mais longa e por isso precisamos sair cedo, às 8hs. A primeira parada foi num banco de areia no meio do rio Arapiuns simplesmente paradisíaco. Só tínhamos nós. E mesmo tendo 10 pessoas no grupo, o banco de areia era grande (set/2016) e parecia uma praia deserta. O sol nao estava tao quente e ficamos ali batendo papo naquela paz e silencio indescritiveis. Nosso guia (Arkus +55 (93) 9149-4174) lembrou que nessa parte do rio é preciso ter cuidado com as arraias no fundo da areia, por isso é bom entrar devagarinho, arrastando os pes na areia, pra nao pisar nelas. Arrastando os pes, elas fogem. Almoçamos na comunidade da Coroca, e uma amiga indicou também a comunidade de Anã. A Coroca tem um redário pra galera que quer dormir lá (contato Bruno que tem o redario em Alter tb), mas também é possível dormir dentro da casa dos moradores. O importante é agendar com antecedência. Achei bem legal a criação de abelhas, de tartarugas, e a simpatia daquele povo. Há quem diga que dormir na comunidade é uma experiencia imperdivel pra quem vai pra Alter, mas nós nao tinhamos nos planejado pra isso. Toda noite de sexta-feira tem o chorinho no bar da Tia Graça, onde vende um bom açaí, quase ao lado do hotel borari. Naquela noite, por causa do festival, o chorinho foi no Mango. Fomos pra lá, dançamos, comemos e bebemos a caipirinha com cachaça de jambú que não fez mais o efeito divertido de adormecer a língua. No sabado estavamos tao cansadas que preferimos ficar na praia do amor sem pressa, acordamos um pouco mais tarde, tomamos cafe com calma. De fato nao tinhamos tanto motivo pra cansaco, mas o calor e o sol cansam sim. Ficamos na Praia do Amor ate nao aguentar mais. Depois subimos pra vila lra almoçar. Esse almoço sim valeu muito a pena. Foi no Espaço Alter do Chao. Ele fica na rua da praia à direita de quem olha pra Ilha do Amor. É só descer que nao tem erro. Ali a comida é bem gostosa, com pratos tipicos do local, com sobremesa deliciosa, especialmente o mousse de chocolate com cupiaçu, divino. O serviço é em clima de férias, mas a qualidade da comida compensa. Não deixe de experimentar a bola de peixe. Cada bola é R$40,00 e alimenta uma mulher educada, um homem educado fica com fome, um homem faminto usa só de entrada. Tem o prato com duas bolas de peixe. Vicê pode escolher entre o recheio de camarão ou o de banana com queijo. Bem bom. Queria ter experimentado o ragu de pato, que nao tinha. O risoto de camarao no tucupi tambem tava gostoso. O tucupi é o oleo que se extrai da madioca, é amarelo e tipico na região, vale provar um prato que tenha tucupi. O risoto tem tucupi bem leve. Eu gostei. Terminamos tarde o almoço e acabos subindo tarde a serra. Eles chamam de Serra da Piroca e tem toda uma explicação que eu não prestei atenção quando tentaram explicar pra alguém do meu lado. O ideal é subir às 17h. São 40 minutos e não é difícil, mas tem subida. Na serra tem umas pedras chatinhas, então para os menos roots vale um tênis. E tem que levar lanterna. Importante também combinar com barqueiro pra te pegar na volta, ou não levar mochila e voltar pra vila nadando, que também é bem trabquilo, só tomar cuidado com os barcos que atravessam à noite, lor isso eu preferi voltar de barco mesmo. Subirmos quase às seis, chegamos lá com o sol ja descendo. Foi outro top 3 da viagem. A vista é panorâmica, podendo ver o Lago Verde, a Ponta do Cururu, a Ilha do Amor e a vila. Encontramos um monte de gringo lá em cima e cheguei à conclusão que os mosquistos só gostam de brasileira com repelente. Eles estava tranquilos sem repelente agum e eu com repelente ate o dedo do pé sendo devorada. Voltamos no escuro e não conseguimos ver a lua nascendo porque não queríamos esperar ali até muito tarde sozinhas. Mas vimos uma linda lua cheia nascendo quando chegamos de volta na Ilha do Amor. Foi muito bom, só faltou um bom banho de rio com aquela lua cheia linda, mas o barqueiro nos esperava. Nesse dia à noite chegamos na pousada só pensando em banho e cama. Mas era o dia mais legal do Sairé, o dia em que os botos se enfrentariam. Tomamos banho e fomos pro Sairódromo meio que no automático. Pelo que entendi o povo local não gosta muito do Sairé porque a cidade fica lotada de gente bagunceira e suja. De fato tinha muita gente bêbada, o povo deixou a praia suja, uns homens dormindo na sarjeta. Mas durou só dois dias, valeu a pena pela festa dos botos. Custou R$ 30,00 para entrar nesse dia. A disputa é quase um carnaval. A diferença é que não tem desfile. Eles fazem uma apresentacao parados, com carros alegóricos, danças típicas e torcida de um lado e de outro. A bellinha torcia para o Boto Cinza, o Tucuxi. Eu torci para o Boto Rosa. Em 2015 o Tucuxi ganhou. São 1h30 de apresentação e eu de fato achei o rosa mais tradicional e mais bonito. No meio do rosa já era tarde da noite e fomos pra casa. No domingo seguimos a dica do casal que conhecemos no primeiro dia. A cidade é pequena e todo mundo se encontra. Eles indicaram o restaurante Casa do Saulo para a gente. Tem como ir de barco, mas fica caro, de carro ou de taxi, que também fica caro. Cogitamos ir de bicicleta, mas ainda bem que estavamos cansadas, porque é longe, o calor e sol forte, e é estrada de asfalto, onde a bicicleta não tem vez. Conseguimos uma carona pra ir e voltamos de taxi com o Seu Cristovao (ja coloquei o numero dee aqui). O lugar é bem bonito e tem acesso à um banco de areia lindo também. Falaram que a comida era sensacional. Eu não achei tudo isso, mas talvez não tenha dado sorte. É boa, mas nada do outro mundo. Eles tem muito costume de comer o peixe empanado, então acaba sendo tudo peixe empanado e só muda o molho. Posso estar enganada, talvez valha a pena tentar um que não seja empanado. Chegamos e fomos direto pra praia. Pedimos nosso almoço só às 16h e foi ótimo, porque a essa hora não demorou tanto pra chegar. Comemos e voltamos pra praia. Tiramos um cochilo com um ventinjo delicioso e depois curtimos o por do sol sensacional. Marcamos desde cedo do Seu Cristovao nos buscar. Chegamos na vila já eram 20h. Tomamos banho e fomos pro italiano. Estava tendo carimbó na praça e foi muito legal dançar (ou tentar dançar) com a bandinha ao vivo, o povo loca e os hippies bem animados dançando. Na segunda foi o último dia do Sairé, quando cortam os mastros enfeitados com machados, anunciam se homens ou mulheres ganharam e anunciam qual boto foi o vencedor. Em 2016 ganhou o Tucuxi de novo. Descemos à vila na direção das praias à direita. E como não tem estrutura de bar e restaurante aquele pedaço é o paraíso. Ficamos deitadas devaixo das árvores e curtindo a tranquilidade daquele pedacinho. Depois disso peecebi que poderíamos ter explorado os dois lados da ilha do amor, mas como toda viagem a gente precisa deixar uma coisa sem ser feita pra poder voltar, essa parte foi a escolhida para me dar motivos pra voltar. Nesse dia comemos também no espaço Alter do Chão. Tentamos todos os lugares da cidade, mas estava tudo fechado, provavelmente por ser segunda-feira. Queríamos ter conhecido o vegetariano de umas argentinas na rua da pousada da Cabocla que estava inaugurando naquela semana, mas também estava fechado. Conseguimos subir mais cedo à Serra, umas 17h15 e vimos sim um belo por do sol, com direito à muitas fotos e panoramicas e mais tempo pra só curtir. Descemos rápido e só escureceu lá embaixo. A luz da laterna do celular é suficiente. À noite também não tinha nada aberto, acho que só o italiano estava aberto. Ultimo dia, terça-feira: comemos um café caprichado porque é o ultimo dia das mãos de fada da Dona Del. Eu ainda não falei que o café da manha da Dona Del também foi top 5 da viagem. A pousada é simples e uma das mehores em Alter (Pousada Alterosa), não tem chuveiro elétrico, mas ninguém lembra disso com aquele calor. O ar condicionado, que é o mais importante, é novinho e limpinho. Tudo é muito limpo e o casal de donos faz você se sentir em casa. Eles vão construir uma suíte acessível, bem legal!! E o café da manhã era do meu jeito preferido. Um bom café preto, bastante fruta e suco, tinha até suco verde, ovo mexido, gema dura, gema mole, feito na hora, tapioca recheada feita na hora. Além disso pães frescos e de forma, bolo da vovó, simplesmente perfeito. Nesse ultimo dia fizamos passeio que tanto queríamos, mas faltava gente pra fechar o barco mais barato. Passeio ao Canal do Jari com Ponta das Pedras e Ponta do Cururu. O barco é pequeno e bate bastante, mas água no rosto faz parte dessa sensação de estar o no paraíso. Nossa primeira parada foi na Ponta das Pedras e definitivamente há motivos para que Alter seja considerado o Caribe Brasileiro. Que lugar lindo. Nenhuma foto consegue captar o quão lindas são as praias. Em Ponta de Pedras tem um vento bom e fresco. Poderia passar o dia aqui. Confirmar essa informação, mas acho que é possível chegar na Ponta das Pedras de carro e de bike, muito embora o passeio de barco tenha valido muito a pena. Em seguida fomos para o Canal do Jari e paramos em uma casa na beira do rio para fazer o passeio pela mata em torno de 30 minutos. Vimos um bicho preguiça, as corocas (pássaros) e macaquinhos. Também tinham árvores lindas, castanheiras e pés de jenipapo. 15 reais (set/2016). O almoço foi na Ponta de Pedras já no caminho da volta. Pra mim ficou como top 5 da viagem. Como um grupo que estava conosco disse que o almoço demorou muito pra sair, preferimos só pedir aperitivos e curtir a praia. No final da tarde fomos até o Lago Preto para um mergulho e depois voltamos na direção da Ponta do Cururu. O por do sol de lá foi dentro da água, sem fotos, só curtindo aquele momento especial, aquele espetáculo incrível fechando nossa última tarde em Alter. No centrinho aproveitamos pra comprar souvenirs, bombons caseiros e a cachaça de jambú no mercado. Nosso almojanta foi no sanduíche X-Tudao, ao lado do Garcia sorvetes, que tb serve um super suco. Bellinha comeu o hambúrguer de peixe, eu o de camarão e a Bettina o vegetariano. Todas gostaram muito. O que eu ainda faria mas não deu tempo é andar na Ilha do Amor pelas praias tranquilas, tanto à direita da ilha quanto à sua esquerda. E também beirando as praias de alter, no sentido da direita de quem olha pra ilha do amor. Pra quem visita a vila de carro, descobri que a Casa do Saulo, Praia de Pedras, Lago Preto e a Flona podem ser visitadas pela estrada. Mas os passeios de barco, apesar de ficarem mais caros, te levam pra praias desertas e lindas, que o carro não chega. Por causa do calor muito forte, não consegui fazer o passeio de bicicleta. Mas tem uma loja que aluga bikes. Não fizemos a Floresta Encantada, onde foram gravadas cenas do filme Tainá, porque uma amiga de lá disse que só fica bonito em época de cheia. Pra quem é mochileiro vale a pena experimentar dormir nos redários, o que é super comum na região e eu não sabia. Tem até uma técnica pra dormir atravessado e não acordar quebrado no dia seguinte. Domrir nas cominidades também é uma ótima opção. Top 5 (que foi elastecido) . Praia de Ponta das Pedras . Por do Sol na Serra da Piroca. Aconselhável subir as 17h. . Praias do Rio Arapiuns . Trilha na Flona com banco de areia na frente dos igarapés da comunidade do Jamaranguá. . Cafe da manha da dona Del - pousada Alterosa . Botos em Santarém . Ilha do Amor
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