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Domenico

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  1. Olá Psoares, eu fiz essa viagem em janeiro de 2017. Desculpe-me por ñ responder antes, mas é que eu ñ havia visto os comentários. abs
  2. Prezadxs, Na comunidade já há vários relatos sobre viagens à Chapada dos Veadeiros. Então farei um ressaltando o período que escolhi para ir: o período de CHUVAS! Realmente com o tempo nublado a paisagem não fica tão bonita e as trilhas ficam mais escorregadias. Porém as cachoeiras ficam mais cheias e os atrativos mais vazios, para aqueles que como eu, buscam tranquilidade. Fui com minha esposa à Chapada e desde dezembro acessava o site do climatempo para ver qual período seria menos chuvoso em Alto Paraíso. Entretanto, o climatempo marcava que sempre a semana corrente seria de chuvas e a subsequente teria poucas. Mas quando chegava a semana seguinte, havia a mudança na previsão, afirmando que haveria chuva e na próxima semana não! Então, cansado de adiar a viagem, escolhi uma semana qualquer e fui com bastantes dias para poder conhecer a chapada tranquilamente. Obviamente que o período de chuvas é ruim para camping, então ficamos 4 dias em Alto Paraíso (Pousada Casa das Rosas) e 3 dias em São Jorge (Pousada Caminho das Cachoeiras). As duas pousadas foram ótimas, com bom café da manhã e bastante tranquilidade. Escolhemos um ritmo lento de viagem, visitando apenas um atrativo por dia. Não contratei guia para nenhuma das atividades que fizemos. Se bem que para aqueles que querem conhecer melhor as histórias, a flora, a geografia e ter mais segurança, vale bem a pena contratar um. Utilizamos tênis-bota de trilha em quase todos os passeios. Em alguns usei papete, mas o tênis dava mais firmeza e segurança, principalmente porque alguns trechos estão um pouco escorregadios, devido à chuva. 1º dia- 4ª Saímos de carro de Goiânia às 6h30 num dia chuvoso. A estrada está ótima até São Jorge, mas o problema é que quando passamos por Brasília era o horário de rush, dos que ingressavam no trabalho. Então demoramos cerca de 1h30 p/ atravessarmos Brasília, o que nos deixou um pouco sem paciência. Fizemos o check in às 12h45 em Alto Paraíso e fomos à Cachoeira dos Cristais com um tempo ensolarado. A entrada custa R$15,00 e há sete pequenas cachoeiras com água cristalina (mesmo no período chuvoso), sendo a última a maior, mais bonita e com o melhor poço para banho. Lá há boa estrutura com bar, redário e lanches. Fica a 5 km de Alto Paraíso + 3 km de estrada de terra e 1 km de trilha, nível fácil, mas íngreme no final. Foi uma boa pedida p/ início de viagem. No CAT nos avisaram que a Cachoeira Loquinhas estava fechada, porque como havia muitas chuvas, a água estava um pouco turva. 2º dia – 5ª Manhã de chuva em Alto Paraíso. Decepção. Mas todos nos falaram que se chove em um lugar, é provável que em outro não esteja chovendo, então deve-se arriscar e sair. Foi só sair de Alto Paraíso e já estava ensolarado. Escolhemos as Cataratas dos Couros, que é um dos locais mais recomendados pelos guias. Eu estava com receio de ir, pois para chegar lá se deve fazer 18 km de estrada asfaltada (sentido DF) + 31,5 km de estrada de terra. Como paulistano urbano (e agora goianiense), tenho experiência 0 em dirigir em estrada de terra, ainda mais em período de chuvas. Ao chegar no início da estrada de terra, já havia aquelas poças de água enlameadas que interrompiam o trecho todo. Com o meu carro 1.0 escolhia um dos lados da poça, colocava a primeira marcha e rezava para não atolar. Logo dei carona para um rapaz que morava no pré-assentamento do MSL – Movimento Social de Luta, que é uma dissidência do MST. E quem teve sorte com a carona fui eu, pois além dele saber o caminho p/ as cataratas, nos contou a história de lutas pela terra, e indicava as melhores formas de não atolar nas poças. O caminho p/ as cataratas não está bem sinalizado. Mas a dica é depois do km23 virar à direita, seguir e depois virar as duas esquerdas. Incrivelmente não me perdi e o carro não atolou. Chegando lá, posso dizer que é um dos conjuntos de cachoeiras mais bonitos que vi. Não é tão espetacular como Foz do Iguaçu, mas pode-se nadar na cachoeira da muralha, a Almécegas 1000 excede os sentidos e a 3ª não consegui descer, pois a trilha estava bem íngreme no final. Acho que a trilha tem mais ou menos 2,5km de ida, e pode-se fazer sem guia, além da entrada ser gratuita. Na volta começou a chover e as poças na estrada de terra ficaram maiores. Foi meu maior momento de tensão. Até que quando atravessei uma grande poça, ouvi uns ruídos estranhos vindo do carro. Havia soltado umas partes da carroceria ao lado do pneu esquerdo e do pára-choque. No meu pessimismo achei que tinha quebrado o protetor do Carter (que eu nem tinha), mas chegando na cidade, fui ao mecânico e eram apenas acessórios que tinham se soltado e que ele arrumou rapidamente, cobrando-me R$ 20,00 (Ufa!). 3º dia – 6ª Manhã de chuva novamente. Como estava muito nublado decidimos fazer um passeio no qual banhos de cachoeira não estivessem envolvidos. Fomos ao Vale da Lua, ver suas exóticas formações rochosas. Chegando lá parou de chover e até abriu um solzinho. As pedras são ásperas, então bem firmes ao caminhar mesmo na chuva, exceto onde correm pequenos fluxos de água, que têm limo e são escorregadios. A Mari, minha esposa, escorregou num deles e caiu sobre o celular, rachando um pouco a tela. Considerei o Vale da Lua bem seguro, mas já houve casos de pessoas que escorregaram, ou a tira da havaiana estourou, e caíram no cânion e faleceram... Há 3 poços, mas apenas a 3ª piscina estava indicada ao banho. As pouquíssimas pessoas que estavam lá aproveitaram para nadar. Fica próximo de São Jorge (7 km), + 5 km de estrada de terra e 1 km de trilha, nível médio. Entrada paga: R$ 20,00. 4º dia – sábado Manhã de chuva novamente. Nesse dia não teve jeito, havia chuva em Alto Paraíso, em Cavalcante e na direção de São Jorge. Aproveitamos o dia para descansar, ver as araras e tucanos que povoam Alto Paraíso e comer a famosa matula do Rancho do Waldomiro. 5º dia – domingo Dia nublado. Fizemos a Trilha dos Cânions e a cachoeira carioquinhas do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Mesmo com as dificuldades econômicas que está passando, o PNCV tem uma estrutura incrível, muito bem sinalizado, com a trilha bem visível e segura. A trilha é considerada pesada, por ser 11km de caminhada, mas é bastante plana, e como o tempo alternava nuvens e sol, não sofremos com o calor. O cânion e a cachoeira Carioquinhas estavam transbordando com muita água, tornando o espetáculo muito bonito, mas praticamente impossível para se banhar no poço. E havia pouquíssimas pessoas no parque. Terminando a trilha, fizemos a Trilha da Seriema, de apenas 800 metros e lá, pela pouca vazão de água pudemos nos banhar no poço da pequena cachoeira. 6º dia – 2ª Dia nublado, alternando sol. O PNCV fecha às segundas para manutenção. Como em São Jorge estava garoando, fomos para a Fazenda São Bento (que fica a 8 km de Alto Paraíso), ver as cachoeiras Almécegas I, II e a São Bento (R$ 30,00 a entrada). O tempo estava bom lá, sem chuva. De manhã ficamos na Almécegas I e II (+ 3 km de estrada de terra) e mesmo cheias de água, foi possível nadar. Almoçamos em Alto Paraíso, que estava bem chuvoso, e retornamos para ver a Cachoeira São Bento (o valor da entrada permite sair e voltar). Lá não chovia nada e não havia ninguém na Cachoeira São Bento, que geralmente é bastante frequentada. As cachoeiras estavam cheias de água, muito bonitas, mas após o que já tínhamos visto nos outros dias, não ficamos tão empolgados, mas obviamente vale o passeio. 7º dia – 3ª Dia nublado/chuvoso. Nosso último dia, retornamos ao PNCV fazer a trilha dos Saltos. É uma ótima trilha de cerca de 10 km, geralmente plana, bem sinalizada e no final do caminho para as corredeiras há uma estrutura de madeira (como uma passarela), de aproximadamente 400 metros, que proporcionam a visita de cadeirantes às piscinas naturais das corredeiras. Achei sensacional em termos de acessibilidade e inclusão. Estamos acostumados a criticar o que é público, mas a melhor estrutura que encontramos foi no Parque que ainda é público, muito melhor que nos atrativos que ficam em espaços privados. É louvável que tal construção tenha sido feita para possibilitar que cadeirantes possam usufruir de parte da maravilha que é o PNCV. Essa trilha foi a que mais gostamos de realizar. As cachoeiras do Salto I e II, de 120m e 80m respectivamente estavam lindíssimas e o poço da cachoeira salto II estava ótimo para nadar. Este foi o dia mais cheio de pessoas, compartilhamos a cachoeira com mais ou menos 6-8 pessoas (!). Após as cachoeiras, fomos às corredeiras e abriu um bonito Sol, assim pudemos “lagartear” nas pedras por um bom tempo. Conclusão Gostamos muito de ter escolhido o período de chuvas para conhecer a Chapada. Passei certa dificuldade com as estradas de terra, tínhamos que ter um cuidado redobrado para não escorregar nas trilhas, mas todos os lugares estavam bem tranquilos. Contamos também com a sorte de pegar pouca chuva. Mas não indico esse período para aqueles que procuram mais agito e festas, para os que estão sem carro, para os que estão com poucos dias p/ conhecer a Chapada e para os que são feito de açúcar (brincadeira, rs). Mesmo gostando do período das chuvas, não vejo a hora de voltar à Chapada no período da seca, para conhecer a sua outra faceta. Bom, espero que alguém aproveite o relato, e estou aberto a perguntas e dúvidas.
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