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tecosantos

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  1. Frenético O mais fácil é voce procurar o preço no site das companhias aéreas bolivianas. Tem a Aerosur, e a loyd aero boliviana. Só me recordo dessas...mas pesquisa na internet que voce encontra. Abraço
  2. Fala Ramon Cara, por tudo que li, ouvi e constatei na viagem...inclusive o documentario que a Rede Record fez sobre o Salar de Uyuni...até os guias locais se perdem no Salar...eles se baseiam muito pelos cumes dos vulcões para não se perder...é complicado voce ir na raça de moto....o salar tem 12000km quadrados....eh imenso. Acho que vale a pena tu fazer esse passeio fechando um pacote...se fizer questão de ir de moto...um conselho...deixe ela em Uyuni. Além do que...as lagunas estão fora do Salar de Uyuni...elas ficam no deserto (entenda-se areia, terra). Complicadíssimo o roteiro. Sobre a primeira noite...eu não sei o nome não cara....era um refúgio bem na beira do salar....beirando um morro....la tinha uma aldeia mto pequena, mto simples mesmo...casas feitas com parede de barro ou algo parecido. A segunda noite é na laguna colorada....são varios refúgios um ao lado do outro....as agencias se dividem por la. Não é nada parecido com um hotel, não há chuveiros, apenas camas, um lugar para fazer refeição e sanitário...bem rústico mesmo. Na volta no último dia creio que tenha sido mais de 300km...mas é um chute...rodando pelo deserto é dificil dizer. Um abraço e boa viagem. Vale muito a pena
  3. 11/10/2007 Cheguei em Campo Grande as 4:00h da manhã e não consegui conexão no mesmo vôo para São Paulo pois o mesmo estava lotado. Tive que ir para um motel próximo ao aeroporto dormir e embarcar em outro vôo pela manhã. Consegui vôo as 12:40h pela gol e me custou 345,42 reais. Enfim, chego a São Paulo e assim terminou a expedição pela Bolívia. A todos que pensam em ir a Bolívia, fica minha opinião...VÁ!. Apesar da pobreza e alguns perrengues, a viagem vale muito a pena....a paisagem da Bolívia é muito linda. Não perca de visitar o Salar de Uyuni, é simplesmente indescritível sua beleza. O custo total da viagem foi por volta de 1500 reais. Se eu puder ajudar voces de alguma forma, me escrevam. Espero que tenham gostado do relato. Um abraço Rodrigo
  4. 10/10/2006 Foram 303km de trem e cheguei a Oruro por volta de 09:00h. Os taxistas estavam explorando os turistas para levar até a rodoviária. Todos queriam cobrar 12bls. Consegui rachar a corrida com uma gringa e saiu 6bls para cada um. Na rodoviária comprei passagem para Cochabamba por 30bls pela companhia Trans Naser. Cheguei na rodoviária de Cochabamba por volta de 14:00h e saí a procura de ônibus para Santa Cruz de La Sierra. Só teria saídas depois de 18:00h. Tive a idéia de ir ao aeroporto Viru Viru Internacional. Peguei um táxi e gastei 13 bls. A companhia Lloyd Aéreo Boliviano tinha o vôo mais barato e o preço me agradou e resolvi ir de avião. Gastei 377 bls no avião e 14 bls de taxa do aeroporto. O vôo saiu as 20:25h e chegou em Sta. Cruz as 21:10h. No Aeroporto de St. Cruz tive dificuldade com a compra de passagem para São Paulo. No balcão da gol eles estavam cobrando um absurdo e a funcionária me recomendou ir a uma agência de viagens dentro do aeroporto e comprar a passagem pela internet. Tive dificuldade com a agência mas no fim consegui comprar passagem somente até Campo Grande por 459,21 bls com o cartão de crédito. Paguei a taxa internacional do aeroporto, US$ 24,00. Se for usar cartão de crédito na Bolívia, tome cuiadado. Só utilizei uma vez, neste aeroporto, e foi o suficiente para clonarem meu cartão. Fiquei sabendo algum tempo depois que compraram uma passagem de avião no meu cartão, em nome de um boliviano.
  5. 09/10/2006 Fomos acordados muito cedo, por volta de 04:30h, e saímos do refúgio sem tomar desayuno, rumo ao geyser Sol de Mañana ou Sol da Manhã. Estava um frio de congelar e eu estava usando todas as minhas roupas. Mesmo com luvas meus dedos doíam de frio. Alguns diziam estar -5 graus celsius, mas ninguém sabia ao certo. Chegamos na região do geyser com pouca luz e o sol ainda não havia raiado as 05:50h. A primeira parada foi em um geyser artificial chamado Pozo Somero Ende, localizado a 4870m acima do nível do mar. Ele foi perfurado em 11/11/1979, a uma profundidade de 130m. A saída do vapor era em alta pressão, com um barulho forte e a fumaça alcançava tranquilamente 100m de altitude. Apesar do cheiro não muito agradável do vapor, eu e o pessoal do carro brincamos de sair correndo e pular passando pelo meio do vapor. Depois seguimos aos geyseres naturais onde há muita fumarola e o cheiro de enxofre é ainda mais forte. O mais legal é poder ver lava borbulhando nas diversas crateras do local. Saímos do geyser Sol de Mañana por volta de 6:30h e seguimos caminho rumo as piscinas de águas termais, chamadas Termas de Polques. Chegamos la por volta de 7:00h. Não tive coragem de tirar a roupa naquele frio tremendo que estava fazendo mais havia diversos gringos que entraram na água. Naquele local o nosso guia preparou o desayuno... café, leite e pão basicamente. Seguimos caminho e as 8:40h chegamos à Laguna Blanca e Laguna Verde, sendo a verde de rara beleza. Suas águas são de cor verde-esmeralda e ao fundo há o Vulcão Licancabur, que se reflete nas águas da Laguna Verde, possibilitando fotos muito bonitas. O cume do vulcão Licancabur fica a 5960m acima do nível do mar. Ela fica localizado no extremo sul da Bolívia, bem na fronteira com o Chile e bem próximo a fronteira com a Argentina. Com isso, começamos então o caminho de volta à cidade de Uyuni, muito cansativo, sem nenhum local especial para fotos. Chegando a Uyuni, o motorista nos levou ao Cementério de Trens, onde havia algumas sucatas mas logo todos toparam em ir embora pois o local não tinha nada de interessante, somente um monte de ferro velho. Chegamos na agência de viagens Playa Blanca no final da tarde e todos nós fomos fazer reclamações a respeito do passeio contratado. Eu queria reclamar por ter negociado dormir no legítimo hotel de sal e não foi o que aconteceu. Aguardei os outros reclamarem primeiro pois eles tinham ônibus marcado e não tinham muito tempo. O francês que falava bem espanhol começou a reclamar sobre os sacos de dormir que fediam, sobre ter encontrado alimentos na cama do refúgio do segundo dia, entre outras coisas. A senhora nos tratou com profundo desrespeito, já no tom de voz berrando e inclusive chingou o alemão de gordinho, que já nem estava mais na agência naquele momento. O francês se estressou de vez e começou a chama-la de putana hehehe. No fim das contas eles saíram da agência e restou somente eu lá. Aí fiz minha reclamação com mais tranqüilidade e ela me ofereceu 25bls de devolução, dizendo que seria a diferença de preço na hospedagem que fiquei a invés do Hotel de Sal. Conclusão, não opte pelos serviços da agência PLAYA BLANCA. A comida foi visivelmente pior que de outras agências, bem como o veículo em más condições e também a qualidade dos refúgios que nós ficamos. O trem Wara Wara del Sur chegou no horário, as 1:15h e embarquei rumo a Oruro. A passagem custou 86bls.
  6. 08/10/2006 Após o café, partimos em direção ao deserto boliviano, com inúmeros vulcões. O mais notável deles foi o Vulcão Ollague, que marca a fronteira da Bolívia com o Chile. Seu cume fica a 5.863m acima do nível do mar. Por lá encontramos algumas lhamas selvagens e pudemos tirar bonitas fotografias. Por essas bandas o pneu de nosso veículo furou pela primeira vez. Perto do meio dia chegamos a primeira lagoa, chamada Laguna Cañapa. Muito bonita, de água com tom azulado e com inúmeros flamingos. A segunda lagoa visitada foi a Laguna Hedionda, as 12:30h. Este nome é devido ao seu cheiro forte de enxofre. Mais bonita que a primeira e sua água tem tonalidade esverdeada e com mais flamingos que na primeira laguna. Foi onde fizemos a parada para almoço, que por sinal foi muito fraco. Cruzamos outras lagunas, porém de menor beleza que as anteriores e não fizemos paradas para fotos. Partimos então pelo deserto de Siloli até a chegada na Arbol de Piedra as 15:30h. É uma pedra que foi esculpida durante os anos devido a ação da chuva e do vento, se parecendo com uma árvore. De lá, onde furou pela segunda vez o pneu do jipe, partimos para a Laguna Colorada. Chegamos na Laguna Colorada as 16:30h, onde deve-se pagar a taxa de 30 bls pela visitação da Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa. A Laguna Colorada é indescritível. Sem dúvida é a laguna mais bonita da qual visitamos até então. Sua cor é vermelha e algumas partes azuladas. Há muitos flamingos nesta laguna. E é na beira desta laguna que se encontra o refúgio do segundo dia do passeio. Saí pela Laguna para tirar fotos e fazia um frio cortante devido ao forte vento e comecei a ficar com dor de ouvido. Apesar do frio, valeu muito a pena ter caminhado alguns quilômetros pois consegui tirar fotos inacreditáveis. Com a chegada da noite, o frio começou a aparecer e vesti praticamente todas as roupas que eu tinha. A noite dormi com várias roupas e 3 cobertores, não passei frio.
  7. galera, alguem sabe dizer se o hostel continua a atender? Entrei no site do Lua Cheia, o albergue parece show e la nao diz nada que tenha fechado....pelo contrário...ainda informa os preços das diárias até o final do ano e feriados.... será que alguem poderia me ajudar? Muito grato, Rodrigo
  8. 07/10/2006 Acordei umas 6:30h e estava muito frio. Descemos para tomar desayuno. Pedi um café completo por 10 bls. Comi ovo mexido, café com leite, pão, manteiga e geléia. O café da manha da Bolívia foi sempre muito simples. Saímos a procura de agências de viagens. Eu, já com várias recomendações, tinha idéia do preço a pagar e que agências escolher. Meus amigos iriam optar pelo passeio de 4 dias, e eu pelo de 3 dias, contemplando o mesmo roteiro, somente conhecendo um pouco mais depressa. Encontrei a agência Playa Blanca que havia referencias boas a seu respeito. Negociei e de US$ 60, o preço caiu para US$ 55, mais barato do que os mochileiros relatavam. O preço mais falado era o de 60 dólares, mas tinha gente que havia pagado mais de US$ 70. Meus amigos fecharam com a Playa Blanca também, a preço de US$ 70. Compramos suprimentos e nos despedimos. Comprei água e folhas de coca, 7bls tudo. Saí para o Tour de 3 dias no deserto boliviano, por volta de 11:00h. Primeira parada foi em Colchani, um pueblo onde famílias extraem sal do Salar de Uyuni manualmente para venda e seu sustento. A segunda parada é o legítimo e primeiro hotel totalmente construído com sal, chamado Playa Blanca. Para visitá-lo é preciso comprar um doce ou qualquer outra coisa vendida na vendinha. Comprei um chocolate e paguei 8 bls. Próxima parada, Isla del Pescado, que fica bem no meio do Salar. O nome original da ilha é Incahuasi (significa casa inca), mas foi apelidada de Pescado por se parecer, vista de longe, como um peixe. Suas formações são de recife e há cactos de até 12 metros de altura. Para visitar a ilha se paga 10 bls. A infra-estrutura local inclui restaurante, café e banheiro. Ainda há trilhas para caminhadas entre os cactos gigantes e do seu topo tem uma vista privilegiada do Salar, uma imensidão branca que mais se parece com neve. É preciso usar óculos de sol para não ferir os olhos com a intensidade de luz que é refletida. Próxima ao maior cacto da ilha, há uma placa informando que os cactos crescem 1cm por ano. Sendo o maior de 12m de altura, o cacto gigantesco tem aproximadamente 1200 anos de vida. Partimos para o refúgio que fica fora do Salar, em sua beirada. O refúgio deveria ser um hotel de sal conforme tinha acertado na agência. Para minha decepção, não era. Fui enganado pela agência. Havia somente camas feitas de sal e o piso dos quartos era de sal grosso. Para tomar banho paga-se 5 bls. Fomos dormir lá pelas 22:00h pois já haviam desligado o gerador de energia e também porque acordaríamos as 07:00h e enfrentaríamos um longo dia pela frente. continua...
  9. 06/10/2006 Peguei a van para La Paz na praça, que partiu as 4:40h. Paguei 17bls. Cheguei em La Paz, no cementério por volta de 8:00h e peguei um táxi até o terminal de bus. O cara queria 12bls. Negociei e saiu por 6bls. Os bolivianos vêem as pessoas que têm cara de turista e jogam o preço la em cima para explorar, portanto pechinche em tudo que puder. Comprei passagem para Oruro pela Trans Naser que sairia as 08:30h. A atendente logo quis me cobrar 20 bls. Falei que pagava 15 bls e ela aceitou. Tive que pagar a taxa de uso do terminal e se foram mais 2 bls. O ônibus até que era bonzinho, com TV e colocaram um filme para assistir durante a viagem. O ônibus perdeu muito tempo parando na cidade pegando mais passageiros e o ônibus ficou lotado e teve gente que foi em pé. Os bolivianos pegam o ônibus na rua pois assim evitam de pagar a taxa de manutenção do terminal de bus. Eu fui sentado com meu mochilão no meio das pernas e estava muito apertado. Não senti segurança em colocar a mochila no bagageiro. Ainda bem que não pus pois toda hora embarcava e desembarcava pessoas e toda hora abriam o bagageiro para pegar ou colocar malas. Cheguei a Oruro por volta de 12:30h. Achei a cidade feia e suja e não me senti seguro nela apesar de não ver nenhuma ação que denegrisse a imagem da mesma. Tomei um táxi até a estação de trens e saiu por 4 bls. Desta vez já estava muito barato e nem pechinchei. Deixei minha mochila no Guarda-equipaje e me custou 3 bls. Comprei a passagem de trem, classe Ejecutivo no trem Expresso del Sur por 101 bls, com saída as 15:30h. Gostei também da estação de trem de Oruro, bem organizada, limpa e bonita. O trem era muito mais confortável do que o Trem Regional e não balançava tanto, além de ter ventilador, TV de 29’’, poltronas mais reclináveis e calefação. Possui vagão-restaurante onde acabei conhecendo várias pessoas. Chegada a Uyuni, por volta de 22:30h. Estava muito frio. Assim que se desembarca, começa o assédio de pessoas oferecendo passeios no Salar de Uyuni mas não dei muita atenção a eles pois queria negociar com mais calma logo pela manhã. Foi bom negociar na manhã seguinte pois quanto mais perto do horário de saída dos passeios, consegue-se barganhar e os preços ficam realmente mais em conta. Me hospedei junto com uma galera que conheci no trem. Ficou 25 bls por pessoa, em quarto compartido para nós quatro e baño compartido. O hostal chama-se Los Cactos. Já havia lido sobre ele em relatos e não haviam recomendado. E, realmente, era uma espelunca mas estava tarde e frio para procurar outro hostal e logo cedo sairia para o tour de 3 dias no deserto e achei por bem, ficar com meus novos amigos.
  10. 05/10/2006 Fui em direção ao lago de onde saem as lanchas para os passeios no Titicaca. Embarquei rumo a Isla del Sol. A lancha vai devagar e demora cerca de 2 horas e meia para chegar ao lado norte da ilha. Sigo o nosso guia por cerca de 45 minutos até as ruínas Chinkana. O guia é malandro e pede propina aos turistas para contar segredos dos locais por onde visitávamos. Eu não dei dinheiro algum, porque também não tinha bolivianos, somente dólares. Para visitar as ruínas paga-se 10bls. Após a visita, pode-se optar em fazer a trilha de 10km para o lado sul da ilha ou retornar ao barco. Quem opta por fazer a trilha, se compromete a estar no horário combinado do outro lado, ou então ficará para trás, tendo que dormir na ilha e retornar no próximo dia. Eu optei em fazer a trilha é claro, como adoro aventuras e estava na Bolívia atrás disso. A trilha é muito cansativa, não há palavras para descrever. Pensei diversas vezes o quanto arrependido eu estava por optar em fazer a trilha e já começava a chingar os Incas. Praticamente não havia plano, era somente subidas e descidas íngrimes, eu parava a toda hora para tomar fôlego. A paisagem muitas vezes reconfortava por tamanha beleza Cheguei ao destino após quase 3 horas de caminhada. Estava morto de cansaço. O barco partiu de volta lá pelas 16:00h e cheguei em Copacabana as 17:30. La pelas 22:00h fui dormir pois pretendia pegar a van para La Paz as 4:00h da manhã para conseguir chegar a tempo em Oruro e pegar o trem para Uyuni.
  11. 04/10/2006 Acordei já melhor do estômago, tomei café da manhã e fui conhecer a Plaza Murillo (a principal praça da cidade onde se encontra o palácio do governo). Foi uma caminhada de uns 15 minutos pelas ladeiras de La Paz. Foi fácil de localizá-la pois era muito próxima ao Hotel Torino. De lá peguei um táxi até o mirador publico por 6 bls. De lá se tem uma boa visão da cidade e do Illimani. a montanha cartão postal de La Paz, com 6462m de altitude. Paga-se 3,50 bls para entrar no mirador. Na volta peguei táxi até o Mercado de Lãs Brujas por 8bls. La se encontra todo o comércio de antigos indígenas, como amuletos, fetos de lhama embalsamado, que são usados em diversos rituais de origem indígena. Não gostei nada. Voltei ao hotel e peguei minha mochila, fechei minha conta no hostal, me despedi da atenciosa atendente e peguei táxi até o Cementério, de onde saem os ônibus públicos para Copacabana. Paguei 8 bls no táxi e 15bls no microônibus. Levei a mochila comigo no ônibus, assim me sentia mais seguro. A viagem durou aproximadamente 4 horas. Durante boa parte da viagem, podia-se ver as montanhas nevadas a direita e o lago Titicaca a esquerda. Em um momento, após umas 3 horas de viagem, chego ao Estreito de Tiquina. O estreito de Tiquina separa a parte sudeste do lago do restante dele. O ônibus atravessa o canal em uma balsa pré-histórica toda de madeira, que parece um caixote e os passageiros atravessam de lancha e aguardam do outro lado pela travessia do ônibus. A lancha custou 1,5bls. Cheguei a Copacabana as 16:30h, a tempo de ver o tão famoso pôr-do-sol. Desembarquei em um praça e saí a procura de hostal para me hospedar, meio que perdido pois não tinha mapa daquela cidade. Segui em frente e virei a esquerda na primeira rua e pude perceber que o lago ficava naquela direção. Fui abordado por uma senhora de uma agência, me oferecendo um hostal. Me mostrou foto do quarto e me apontou p/ o hostal que estava bem ao lado. A foto tinha me agradado e o hostal por fora era muito bonito. Perguntei o preço e ela disse 40 bls com desayuno incluso. Fui então conhecer o quarto e adorei. Aceitei de imediato. O nome do hostal é Las Kantutas e fica ao lado do Hotel Ambassador, de cor rosa, que havia sido elogiado por mochileiros. Deixei minhas coisas no quarto e fui até o lago ver a paisagem. O pôr-do-sol é bonito e muitos turistas aproveitaram para tirar fotografias, inclusive eu. A noite fechei o passeio para a Isla del Sol, na mesma agência na qual me apresentou o hostal, por 20bls após pechinchar é claro. Consegui 5bls de desconto. Saí para experimentar o famoso prato de truta do Titicaca. Fui em direção ao lago onde havia visto diversos restaurantes. Uma menina me abordou e mostrou suas opções de comida. Vi que havia truta e o ambiente era aconchegante e climatizado e resolvi entrar. Naquela hora já fazia muito frio e eu estava todo encapotado. Comi o menu turístico por 17bls. Prato de entrada sopa de quinua (um cereal típico na Bolívia) que estava muito bom, prato principal arroz, fritas e truta ao molho de salsa e alho, gostoso também. Sobremesa uma torta de limão. Ainda tomei uma coca e tudo saiu por 23 bls. Dei 25 bls deixando a gorjeta para o garçom que me atendeu muito bem e conversou comigo em português. Voltei para o hostal e dormi, sabendo que no dia seguinte teria um longo dia pela frente.
  12. 03/10/2006 Acordo ainda um pouco enjoado e com aquele pressentimento que não iria agüentar enfrentar a subida da montanha Chacaltaya. Desço para tomar o desayuno, o café é bem simples. Buscam-me no horário combinado e partimos em uma besta com 8 turistas + guia e motorista. Partimos em direção ao Chacaltaya, que dista aproximadamente 30km de La Paz. Chacaltaya é a pista de ski mais alta do mundo. Seu acesso se dá por uma estrada íngrime, estreita e sinuosa e vou segurando meu enjôo até a chegada ao refúgio que fica a 5300m de altitude. paga-se 10bls pela entrada. São cerca de 100m de subida, entre o refúgio e o cume. É cansativo mas a paisagem é muito gratificante, ainda mais para alguém que nunca tinha visto neve ao vivo. Chego finalmente ao cume após aproximadamente 25 minutos de caminhada. A vista é inacreditável. Saímos do chacaltaya as 12:00h, seguindo para La Paz, onde cruzamos toda a cidade, indo em direção ao sul, onde iríamos visitar o Valle de La Luna. A entrada custa 15 bls. É um parque muito bem conservado e com boa infra-estrutura turística. As erosões nas rochas são enormes e interessantes. No caminho de volta ao hotel, pude ver, a montanha Illimani. É o maior pico em altitude da Cordilheira Real, com 6462m de altitude. Todo nevado, é um vulcão extinto. A noite peguei um táxi e fui conhecer um Pub chamado Mongo’s. Gostei muito do ambiente do bar, com musica ao vivo e é lotado de gringos.
  13. 02/10/2006 Cheguei em Cochabamba as 02:40h, 9h de viagem. Parada para abastecer o ônibus e aproveito para descer e urinar. Tomei pouca água no caminho com medo de ficar com vontade e o motorista não fazer paradas, e realmente, só fez aquela após 9h. A esta altura já estava muito frio. Devia estar dentro do ônibus uns 5 a 10 graus. Volto a dormir e acordo com o nascer do sol em plena Cordilheira dos Andes, no Antiplano Até o momento, 7:00h, não senti nada da doença de altura, nem dor de cabeça, nem dificuldade de respirar. Chego em La Paz as 8:30h, portanto 15h de viagem. La Paz está em uma depressão, parece que foi construída dentro de um grande buraco. Ao sair do terminal, peço ajuda à polícia turística para tomar um táxi confiável. Fechei em 6bls para me levar até a Calle Sagarnaga, rua onde mochileiros do fórum haviam indicado bons hostels. A polícia turística anotou meu nome, a placa do táxi e o destino a ser tomado, me deixando muito mais tranqüilo. Chegando a Calle Sagarnaga, entrei em vários Hostels, entre eles: Maya, Sagarnaga no qual eu tinha indicação, entretanto, não era o que eu esperava, não gostei deles e estavam com preço acima do planejado, que era gastar no máximo 40bls na diária. Esta rua fica na parte turística de La Paz, onde todos os gringos se hospedam. Toda a área turística é muito bem policiada. Possui muitas agências de turismo onde se podem comprar diversos passeios e passagens para outras cidades. Fui ao Hotel Torino que ficava na Calle Socabaya mas detestei o hotel. Me pareceu um hotel de filmes de terror, corredores estreitos e escuros, com piso de madeira e a cada passo um rangido diferente, além de que fica um pouco distante do movimento dos turistas...enfim, não recomendo se hospedar la. Assim, só restava conhecer o Hostal Copacabana, entre os que eu tinha indicação. O Hostal Copacabana fica na Calle Illampu. As ladeiras de La Paz são muito cansativas e tive que parar diversas vezes para pegar fôlego. Agora começo a me dar conta que não é lenda a tal da falta de ar... O Hostal Copacabana foi o melhorzinho que encontrei na faixa que eu estava disposto a pagar, negociei e de 47 saiu por 43bls com baño compartido, desayuno e internet grátis. Gostei do ambiente do hostal e fica próximo a Calle Sagarnaga. Perguntei na recepção onde podia encontrar roupas de frio baratas. Indicaram-me local próximo ao hotel. Saindo dele, virando a esquerda, era a primeira rua. Havia diversas barraquinhas com roupas de diversos gostos. Encontrei uma jaqueta muito bonita por 75bls. Pechinchei e saiu por 70bls. O casaco era feito de polar por dentro e por fora era a prova d’água e corta-vento. Era tudo o que eu procurava e não pude acreditar como foi barato. No Brasil, um casaco desses não se encontra por menos de 150 reais. Aproveito e compro luvas e meias de pêlo de alpaca. De 20bls saiu por 18bls. Começo a me sentir mal, com estômago enjoado e resolvo ir para o hotel e descansar um pouco. Tento durmir um pouco e acordo com uma câimbra enorme na batata da perna. Recordo-me que disseram que o soroche pill causava câimbras pois retirava potássio do corpo e também desidratava. Parei assim de tomar o comprimido, após ter tomado dois. Tomei um em Cochabamba e outro quando cheguei em La Paz. Não me sentindo bem e ainda faltava comprar o passeio para o Chacaltaya e Valle de La Luna, nem pensei em pesquisar preços. Fui direto à agência ligada ao hostal. Contratei o passeio por 50bls com saída as 8:30h do dia seguinte e combinei de me pegarem no hotel. Paguei mais barato do que tinha pesquisado nos relatos. Passei muito mal a noite, vomitando diversas vezes e pouco consegui dormir.
  14. 01/10/2006 Chego a Santa Cruz de la Sierra as 08:30h. Gostei da estação bimodal (trem e ônibus), é bem grande e bem sinalizada e limpa. Possui guarda-volumes, banheiros e duchas para banho, pagando-se pequenas taxas para sua utilização. Fui atrás de passagem direta para La Paz. Havia opção de ir para Cochabamba e de la comprar passagem para La paz. Diziam ser mais econômico, mas eu preferi mais conforto pois já não dormia em uma cama há 2 dias e ainda enfrentaria mais uma noite antes da tão sonhada noite em uma cama vertical. Negociei na viação TransCopacabana em um bus cama de 3 filas.Negociei o preço, de 150bls caiu para 140bls e a saída estava marcada para 17:30h. Cambiei US$ 20,00 ao câmbio de 7,95bls. Aproveitei para ver o preço de alguns hostels. Decidi não me hospedar pois estava tudo muito caro. O mais barato que encontrei estava 30bls e o lugar não me agradou. Bom, não me sentia cansado e como é inicio de viagem, resolvi economizar. Peguei um ônibus local e fui conhecer a praça principal da cidade. A praça tem casarões antigos e uma igreja muito bonitos. A praça é muito bem conservada. É necessário pagar taxa de embarque de 3bls que é uma taxa para se manter a estação bimodal arrumada. comprei a famosa soroche pill, 5 pilulas por 12,5bls. A senhora da farmácia me orientou como tomar a primeira em Cochabamba e depois 1 de 6 em 6 horas. Meu ônibus partiu as 17:40h.Adorei o ônibus assim que entrei. Ônibus semi-leito de 3 filas conforme havia combinado. Todas as poltronas tinham cobertor, 2 televisões na qual passaram um filme. As poltronas são super espaçosas e confortáveis. São ao todo 26 acentos contra 42 da Andorinha. O ônibus boliviano está todo ocupado e ninguém viaja no corredor. A subida começa já de noite e toda ela é sinuosa até a chegada em Cochabamba. No meio do caminho de subida começo a sentir dor de cabeça fraca e tomei um dorflex e melhorou. Neste tempo, o calor de St. Cruz desaparece e começa a esfriar e coloquei meu casaco.
  15. 30/09/2006 Chegada a rodoviária de Corumbá as 09:00h. Parada para desembarque de passageiros. Após 15 minutos o ônibus seguiu pela pequena cidade de Corumbá, passando pela ponte sobre o Rio Madeira, que separa os dois países. Parada final na imigração, onde preenchi o papel de entrada e carimbei o passaporte. Neste momento começou o assédio de cambistas e taxistas. Paguei R$ 7,00 num táxi caindo literalmente aos pedaços. Não quis perder muito tempo negociando pois meu maior medo era não conseguir comprar a passagem para o mesmo dia, pois hoje é sábado, o único dia da semana em que só a saída de um trem. Nos demais dias, saem 2 trens. O bilheteiro pediu o passaporte e o número fica registrado na passagem. Paguei em dólares. Dei uma nota de US$ 20 e peguei 45bls de troco. A passagem no trem Regional custou 115bls na categoria Pullman, a melhor do trem. A taxa de cambio foi de 1 U$  8bls. Troquei R$ 20,00 por 65bls, cambio equivalente 1U$  7,5bls. Na imigração me ofereceram 1U$  7,8bls mas recusei pois disse que só cambiaria se fosse 1U$  8bls e o cara não aceitou. O taxista e a senhora do câmbio me falaram que o câmbio na fronteira não tem a força que tem em Santa Cruz de la Sierra pois não tem muito giro de moeda. A estação de Puerto Quijarro é bem arrumada e policiada, me senti seguro no local, diferente do vilarejo feio de ruas de terra batida. Atrasei o relógio em uma hora devido ao fuso horário. O trem saiu pontualmente as 11:45h, horário que constava na passagem. O trem Regional é bem simples, mesmo na melhor classe que é a pullman, na qual estou. Não há ar condicionado e faz muito calor. Devia estar perto dos 35 graus. O trem balança mas não tanto quanto eu imaginava. O trem faz parada nos vilarejos por qual vamos cruzando e os locais entram no trem para vender alimentos. As 19:00h parou-se num vilarejo maior, chamado Estación Roboré. Ficamos parados cerca de 40 minutos, tempo suficiente para provar as saborosas empanadas de queijo e carne, muito semelhantes aos nossos pastéis fritos. A comida é muito barata. Paguei 1bls por cada empanada e 1bls por sucos A noite o trem tem iluminação, porém devido ao calor, as janelas estão todas abertas e a luz começava a atrair os mosquitos, assim as pessoas começaram a pedir para apagar as luzes após a janta. Eu também já começava a me sentir incomodado com tantos insetos. Antes disso, amarrei as alças de minha mochila no compartimento de bagagem, para prevenir um possível furto em quanto eu estivesse dormindo e também para me sentir mais tranqüilo. Deixei a mochila de ataque (onde carregava a maquina digital, água, comida, mapas e o diário) entre minhas pernas e a amarrei com um cordão na poltrona. Quando as luzes se apagaram, tentei dormir. Acordei diversas vezes pois as poltronas quase não se reclinavam, muito desconfortável para se dormir.
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