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michelle.melo

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Sobre michelle.melo

  • Data de Nascimento 19-06-1978

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    Engenheira Química

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  1. Olá Thiago! Nossa, até o Ushuaia está na nossa lista, espero que em breve possamos fazer essa viagem. Quanto à roupa de chuva, usamos essa da Quechua muitas vezes durante a viagem (pegamos muita chuva) e diversas outras vezes depois disso. Até hoje não rasgou e se mostrou bem eficiente em manter a roupa de baixo seca. Realmente ela não é feita especificamente para usar na moto mas, se fosse vocês, para garantir, como a viagem é mais longa, eu levaria uma roupa de chuva reserva. Até porque as roupas de chuva para motocicleta também não dão garantia de quão mais resistentes são. Espero ter podido ajudar, qualquer dúvida é só mandar uma mensagem! Boa viagem!
  2. Tenho certeza que você vai AMAR! Me conta depois como foi!
  3. Obrigada Giovanni, fico feliz que tenha gostado! Recomendo muito que vá assim que puder, é surreal de tão lindo!
  4. Oi Elaine, é uma delícia mesmo! Ainda não fizemos outra longa depois dessa para o Uruguai, mas os planos são ir até Ushuaia na próxima, ainda sem data definida.
  5. Oi Eliane, é uma delícia mesmo! Ainda não fizemos outra longa depois dessa para o Uruguai, mas os planos são ir até Ushuaia na próxima, ainda sem data definida.
  6. Texto: Michelle Melo Detalhes e mapas da viagem no blog: http://destinosfotosesabores.com No final de 2014 estávamos meio sem planos para as festas de fim de ano e com uma motoca na garagem. Com 12 dias de folga nos perguntamos: até onde podemos ir (e voltar)? Uruguai foi a resposta. Rota definida e malas prontas, Jonas (meu marido) e eu seguimos viagem. Relato abaixo o nosso dia a dia para inspirar a todos os motociclistas (e garupatroas) a encararem uma bela viagem sobre duas rodas. PRIMEIRO DIA: Mogi das Cruzes (SP) - Curitiba (PR) 10 horas de viagem até Curitiba debaixo d'água! Essa foi a minha prova de fogo. Meu marido me confessou que achou que eu desistiria depois desse primeiro dia. SEGUNDO DIA: Curitiba (PR) - Urubici (SC) Escolhemos seguir para o Sul pela BR 116 que supostamente teria menos movimento, mas desaconselho! Apesar de ser verdade que a estrada é menos movimentada, a pista é simples e seguir na chuva com muitos caminhões na sua frente e outros "no pau" na sua cola, dá bastante medo! Em alguns momentos dava vontade de parar e deixá-los passar, mas sair da pista molhada com um degrau acentuado entre pista e acostamento é impraticável. TERCEIRO DIA: Urubici (SC) Reservamos o terceiro dia para descansar e principalmente para conhecer a Serra do Rio do Rastro. Levantamos cedo, tomamos um café numa padaria e seguimos rumo ao topo da serra. O tempo estava bom, sol, temperatura agradável, mas durou pouco. Quando estávamos nos aproximando da serra, entramos numa neblina tão forte que mal dava para enxergar 10 m à frente, frustrante. Simplesmente não dava para descer a serra, seria muito perigoso. QUARTO DIA: Urubici (SC) - Rio Grande (RS) Na noite anterior o Jonas aproveitou para trocar uma idéia sobre que caminho seguir com o dono da Pousada das Flores de Urubici. Seu conselho foi seguirmos pela Serra do Rio do Rastro que mesmo com neblina, ainda seria a melhor opção. E foi sem dúvida a melhor opção de todas: o tempo estava limpo, maravilhoso para descer e aproveitar a vista e as curvas muito acentuadas, foi show! QUINTO DIA: Rio Grande (RS) - Punta del Este (Uruguai) Chegamos em Punta del Este no final da tarde, com tempo suficiente para encontrar uma lavanderia capaz de lavar e entregar as roupas de proteção secas na manhã seguinte. Com tanto calor e chuva, era impossível seguir em frente sem lavar, o cheiro de cachorro molhado era constante e incômodo demais, rsrsr. Feito isso, hora de turistar: seguimos para a Casa Pueblo, uma linda construção branca à beira mar que abriga hotel, restaurante e galeria de arte. Da área externa é possível ter uma vista privilegiada do pôr do sol, vale super a pena ir no final do dia. SEXTO DIA:Punta del Este - Colônia do Sacramento (Uruguai) Neste dia o trajeto era curto, então aproveitamos uma parte da manhã para dar uma volta pela Praia Brava e visitar o Monumento Los Dedos (ou popularmente, La Mano), do artista chileno Mario Irrazábal . Chegamos a Colônia do Sacramento no meio da tarde, com tempo suficiente de aproveitar a piscina do hotel, que foi nosso prêmio depois de alguns dias de perrengue na estrada. SÉTIMO DIA: Colônia do Sacramento - Uruguai Dia de passear e conhecer a charmosa cidade às margens do Rio da Prata. Muito calma, pitoresca e com construções antigas, aproveitamos o bom tempo para caminhar pelas ruas estreitas do centro histórico, comer muito bem e descansar um pouco mais na piscina do hotel. Dia de se preparar também para o retorno, muitas horas de estrada pela frente. OITAVO DIA: Colônia do Sacramento (Uruguai) - Rio Grande (RS) Dia longo pela frente, saímos cedinho com o objetivo de dormir em território brasileiro. Fim do dia, de volta a Rio Grande, dormimos no mesmo hotel, confortável e com preço justo. NONO DIA: Rio Grande (RS) - Criciúma (SC) Pegamos a balsa para atravessar de Rio Grande até São José do Norte pela manhã. A travessia com veículos acontece a cada 2 horas a partir das 8:00h e o trajeto dura aproximadamente 30 minutos. Vale a pena chegar na fila meia hora antes do horário da partida para garantir seu lugar. Mais um dia longo, mas desta vez sem chuva. Chegamos em Criciúma perto do anoitecer. Noite de Ano Novo, nos apressamos em comprar algo para comer no posto onde abastecemos a moto e seguimos para o hotel. Tínhamos a intenção de sair e esperar a hora da virada mas o cansaço não permitiu. Mais uma virada dormindo, rsrs, mas não foi a nossa primeira vez. DÉCIMO DIA: Criciúma (SC) - Curitiba (PR) Zero arrependimento de ter dormido cedo na noite anterior - acordamos renovados para o nosso nono dia na estrada. Saímos de Criciúma com tempo bom e assim foi até Curitiba. DÉCIMO PRIMEIRO DIA: Curitiba (PR) - Mogi das Cruzes (SP) Voltando prá casa depois de dias na estrada, uma mistura de alívio com a sensação de superação. Seguimos pelo mesmo caminho feito na ida, um pouco de chuva na serra, mas a essa altura, nem ligamos mais. BALANÇO GERAL Faria tudo de novo, uma distância maior e por mais tempo. Me mostrou que podemos vencer uma dificuldade de cada vez e que, de quilômetro em quilômetro se completam 5000 km. Chuva, calor, dor no joelho e na bunda, tudo isso faz parte, mas de maneira nenhuma se sobrepõem à satisfação de completar uma viagem como essa.
  7. Nova York, concentração de tudo um pouco, tudo ao mesmo tempo agora! E a primeira vez na cidade, como não se render aos clássicos? Nas minhas primeiras visitas a qualquer lugar eu não abro mão de ir aos lugares turísticos mesmo, que estão nos guias e que são meio que senso comum. Na minha opinião, o papo de fugir do óbvio é até válido mas eu prefiro fazer isso às pitadas buscando conhecer locais de interesse específico, no meu caso (quase sempre) algo relacionado a comida. Meus favoritos na Big Apple Central Park Na minha primeira visita à cidade, querendo fazer tudo ao mesmo tempo, acabei deixando o Central Park por último e tive muito pouco tempo de conhecer. Na segunda vez, reservei um dia só para ele, andei de uma ponta à outra, sem muito rumo, parando onde dava vontade, tirando fotos, aproveitando cada pedacinho que eu vi. V Avenida Muito legal reservar uma tarde (ou mais), caminhar com calma, entrar em todas as lojas que der vontade, sem pressa, mesmo que o objetivo não seja comprar, tem muita coisa legal e que não encontramos aqui em terras brasileiras Brooklyn Adorei atravessar a ponte à pé no fim do dia, ver a luz do sol refletida nos edifícios, a vista é linda tanto do lado de Manhatan quanto do outro lado da ponte. Por lá, vale muito a pena comer no Peter Luger - uma das melhores carnes que já comi. Restaurante muito tradicional, em funcionamento desde 1887 que tem muito movimento. Nossa primeira tentativa foi jantar por lá, mas como já estava lotado, não foi possível. Aconselhável fazer reserva ou então, programar um almoço fora de horário de pico (foi o que fizemos no dia seguinte). High Line O parque suspenso, instalado onde antes era uma linha férrea, proporciona uma vista legal da cidade. O que eu mais gostei no entanto foram os diversos comércios interessantes em seu entorno, no bairro de Chelsea. Meu favorito sem dúvida é o Chelsea Market. Lá você pode comer, comprar ingredientes e utensílios de cozinha. Tudo que um amante de gastronomia poderia querer concentrado em um lugar muito cool. Grand Central Terminal Basicamente uma estação central de onde saem diversos trens e metrôs. Mas a construção é muito bonita, tem um mercado gourmet bem legal, além de outras lojas e restaurantes. Soho Bairro bem descolado de Nova York onde descobri um local para comer (realy?) arroz doce: eu simplesmente amo arroz doce. Mas esqueça aquela receite caseira que você conhece, na Rice to Riches os sabores são diversificados e inusitados como cheesecake e torta de abóbora. Para quem gosta dessa delícia, vale muito a pena. Estátua da Liberdade Mais clichê impossível mas ok, tem que ir ou, pelo menos, passar em frente. Eu optei pela segunda alternativa: peguei a balsa para Saten Island gratuita que passa na ida e na volta em frente à Liberty Island, onde fica de fato a estátua. O trajeto de aproximadamente 30 minutos e vale a pena também pela vista que se tem de Manhatan. Musical da Brodway Confesso que não sou lá muito frequentadora de teatros e tampouco uma fã de musicais e mesmo assim, considero assistir um espetáculo da Brodway algo impredível. Minha experiência foi com o Fantasma da Ópera, um espetáculo bem inusitado. Blog: http://destinosfotosesabores.com Post: http://destinosfotosesabores.com/2016/11/14/nova_york
  8. michelle.melo

    Islândia por que?

    Texto de Michelle Melo Blog: http://destinosfotosesabores.com Facebook: https://www.facebook.com/destinosfotosesabores/ Ouvi essa pergunta de algumas pessoas assim que eu comentava que passaria férias na Islândia e fiquei pensando qual seria a resposta mais adequada: "porque sim", "porque eu quero", mas seria indelicado e por fim não é nem um pouco justo com tudo o que o país nos proporcionou. Agora depois de ter viajado pela ilha, consigo listar os 5 porquês que melhor respondem a essa pergunta. 1. Porque é grátis As belezas naturais estão lá para quem quiser ver e tiver disposição de percorrer o país, de graça e à beira da rodovia. Nem é preciso muito esforço para se sentir dentro de um cartão postal ou numa daquelas fotos que a gente vê nas proteções de tela padrão em nossos computadores. A Islândia é assim, disponível, generosa e impressionante a cada quilômetro. É claro que chegar à Islândia, especialmente saindo do Brasil, não é barato. Para chegar até lá é necessários um vôo até algum país da Europa e de lá então pegar um segundo vôo até a capital Reykjavik. Alguns tours são pagos como a caminhada nos glaciares - pois requerem guia para sua própria segurança - entrar numa cratera de vulcão de elevador (caríssimo) ou um passeio de barco para ver baleias. Mas isso você pode escolher fazer ou não e certamente, se optar por não fazer, não estará perdendo as mais belas paisagens do país. Veja aqui: quanto custa viajar pela Islândia: http://destinosfotosesabores.com/2016/11/02/islandia 2. Porque o céu nunca mais será o mesmo Para alguém como eu nunca tinha visto o espetáculo emocionante da Aurora Boreal, poder receber esse presente do céu parecia pouco provável, coisa para poucos privilegiados. Mas a verdade é que na Islândia, basta ficar atento à noite e a dança de luzes pode aparecer de uma hora para outra, em ondas luminosas que parecem mais cortinas do firmamento. E não é preciso nenhum guia super experiente para isso: é olhar para o céu, contemplar o brilho das estrelas e se preparar para o espetáculo da natureza mais impressionante e arrebatador que você pode ver. Durante a viagem tivemos a sorte de ver a Aurora duas vezes e de volta prá casa, às vezes me pego contemplando o céu à noite e por alguns instantes ainda me engano perguntando - será que hoje vai ter aurora? Uma pena que não! 3. Porque você vai perder o fôlego Estar na Islândia às vezes me dava a impressão de estar em outro planeta. De geleiras a geiseres, de campos de lava a praias de areia negra, tudo é tão belo e praticamente intocado que é difícil de acreditar que está vendo tamanha beleza. Rainbows everywere - essa foi a expressão que uma neozelandesa que conhecemos no caminho usou para relatar o que nós mesmos já havíamos concluído: arco-íris em todo lugar! Nunca na minha vida vimos tantos, formando contrastes incríveis com a paisagem. Eles eram a recompensa ao nosso esforço de encarar a chuva e o vento. 4. Porque o país é só seu É isso que eu senti muitas vezes, que tudo estava ali só me esperando! Uma delícia visitar um lugar sem ter que disputar um lugar na multidão. A Islândia ainda é um destino pouco explorado e livre de grandes concentrações de turistas. Ainda há tempo de conhecer o país tranquilamente, apreciar a paisagem sem empurra-empurra e sem frotas de ônibus despejando gente por todos os lados. Às vezes era até estranho estar em frente a uma cachoeira na beira da estrada com praticamente ninguém à sua volta, mas por enquanto a ilha do gelo não foi descoberta pelas massas, quanto antes puder visitar melhor. 5. Porque você pode conhecer o país inteiro Cada quilômetro percorrido na Islândia é digno de milhares de fotografias e de lembranças que ficarão para sempre na minha memória. O país é relativamente pequeno e sem dúvida recomendo que seja explorado ao máximo que seu tempo permitir. Percorrer a ilha em todo seu entorno é uma das melhores formas - estradas tranquilas e paisagens magníficas a cada quilômetro. Viajar no país de carro é muito fácil e vale a pena dar a volta na ilha toda, perceber as mudanças climáticas, a vegetação, as paisagens e os animais…
  9. Texto de Michelle Melo Blog: https://destinosfotosesabores.com/ Facebook: https://www.facebook.com/destinosfotosesabores/ Minha primeira viagem longa na garupa de uma motocicleta foi uma experiência incrível, e que gostaria de recomendar a qualquer mulher que estiver com aquela "vontadinha" de explorar o mundo da motocicleta sem necessariamente precisar pilotar uma. O cenário Final de 2014, 10 dias de férias, sem planos para as festas de fim de ano, uma moto na garagem e um desafio pela frente: fazer uma viagem sobre duas rodas. Para mim que nunca tinha entrado em uma aventura semelhante, tive uma mistura de medo de amarelar no meio do caminho com a excitação de poder superar o desafio. Meu marido e eu já estávamos acostumados a rodar por cidades próximas a São Paulo, mas nunca viagens que durassem mais de um dia, ou 700 km. Começamos a pensar: até onde podemos chegar (e voltar) num período de 10 dias? O sonho era Ushuaia mas obviamente o tempo era insuficiente. Meu marido começou então a pesquisar e fechamos o roteiro: Mogi das Cruzes (SP) até Colônia do Sacramento no Uruguai. Planejamento Uma viagem sobre rodas, especialmente a primeira, requer um certo planejamento. Além de decidir o roteiro, é necessário entender quais as melhores estradas, quantos quilômetros percorrer por dia, o que levar na bagagem… E aí vale falar com quem você conhece que já tenha feito esse tipo de viagem, consultar blogs e grupos no Facebook que podem contribuir com suas experiências e dar dicas valiosas. Durante a viagem, é importante estar atento a mudanças meteorológicas que podem deixar seu trajeto mais difícil. No nosso retorno, decidimos alterar o caminho por conta de uma tempestade, mas contarei um pouco mais no próximo post. A moto Primeiro ponto a considerar: a moto. E não importa muito a potência ou a marca, mas tem que ser um veículo com as condições básicas de manutenção em dia, meio óbvio dizer isso. Mas do ponto de vista de quem vai na garupa, algumas coisas que considero importantes para uma viagem longa: •Banco conforto: nós trocamos o assento original da moto por uma versão conforto que mandamos fazer em uma das lojas da Rua General Osório em São Paulo (a famosa Pedrinho Bancos). Ok se não for possível, mas essa troca ajudou a me sentir confortável por mais tempo. •Bauleto traseiro: este foi um dos primeiros itens que instalamos na moto logo que a compramos, por indicação de amigos mais experientes. Este sim considero indispensável pois ter um "encosto" não só melhora o conforto como também aumenta a sensação de segurança do passageiro. Vestimenta indispensável Em primeiro lugar deve-se pensar em sua segurança e as calcas e jaquetas com proteção não devem ser dispensadas, bem como itens que vão garantir que o trajeto seja o mais confortável possível, mesmo sob uma forte chuva: •Capacete: existem diversas marcas com diferentes níveis de proteção, isolamento de ruído e preço e aí a escolha vai depender de quanto você está disposto a gastar. Nós compramos um modelo intermediário (porém com ótima avaliação Sharp) e eu troquei a minha viseira por uma mais escura (na Casa das Viseiras em São Paulo), para ter mais conforto ao viajarmos no sol, pois colocar e tirar óculos de sol com o capacete dá trabalho. •Jaqueta e calça com proteções: mesmo comentário quanto ao nível de proteção e preços, porém não recomendo comprar uma a prova d'água, já que estas são mais quentes e a parte externa acaba absorvendo um pouco de água que pode não secar até o dia seguinte da viagem (e aí já viu o cheiro de cachorro molhado te acompanhado, eca!). - Roupas com proteção e viseira escura para encarar o sol.•Roupa de chuva: essas usamos muito muito muito. Compramos calças e jaquetas para chuva da Quechua, na Decathlon e devo dizer que elas funcionaram super bem, mesmo não sendo específicas para motociclistas. Neste caso, é importante comprar 1 ou 2 números maior do que você normalmente usaria pois elas serão vestidas sobre a roupa de proteção. •Botas e luvas a prova d'água: estas sim, recomendo fortemente pois nada mais irritante do que você viajar um dia todo na chuva e sentir seus pés e mãos encharcados (e gelados). E mais, sapatos e luvas dificilmente vão secar de um dia para outro e, a menos que você esteja planejando levar dois de cada, recomendo investir num modelo que proteja bem. Meu marido foi com uma bota comum e usou somente a polaina para chuva e digo: não funcionou! A bagagem Confesso que para mim, viajar com espaço super limitado para bagagem, no início, parecia uma missão impossível, mas encarei mais este desafio e no final, acabei voltando com roupas sem usar. Nós instalamos dois bauletos laterais com 36 litros de capacidade cada. Muito importante que você escolha um com boa vedação para não correr o risco de ficar com todas as suas roupas molhadas. Os nossos encomendamos de um fabricante em Curitiba (por recomendação), a IDEA PRO. Eles já vem com as malas flexíveis que se encaixam perfeitamente dentro dos baús e a vedação é perfeita. Pegamos muita, muita chuva nestes 10 dias de viagem então, posso assegurar que funcionam muito bem. Outra coisa que já usava em minhas viagens e que, na moto, foram ainda mais úteis são os sacos a vácuo. Você consegue encontrá-los em lojas como Kalunga e Leroy Merlin. Eles são ótimos para reduzir o volume das roupas além de manter tudo mais organizado. A divisão era um baú para cada um então, na minha metade (para 10 dias) consegui levar tudo o necessário e como viajamos no verão, o volume das roupas era menor. Mas claro, alguns sacrifícios são inevitáveis como, lavar algumas peças de roupa no chuveiro quando chegávamos à nossa hospedagem. •Roupara para a estrada: levei 2 bermudas tipo ciclista e 3 camisetas, dessas usadas para corrida, ambas de poliamida. Esta roupa é ideal para usar sob a roupa de moto: é fresca, fácil de lavar no chuveiro e seca muito rápido. A dica é torcer a roupa na toalha de banho. •Roupas para o dia-a-dia: 3 vestidos de malha, 2 leggins, 4 camisetas, 1 casaquinho, 1 sapatilha, 1 chinelo, 2 biquinis, 1 saída de praia, 1 short, 10 meias, 10 roupas íntimas, kit de manicure (é, não consigo ficar sem), protetor solar, hidratante para rosto e corpo, hidratante labial, maquiagem básica, xampu e condicionador. Os itens líquidos levei todos em embalagens pequenas. •Tecnológicos: uma viagem como essa merece todos os registros possíveis então, levamos não só câmeras (1 Go Pro, uma câmera compacta, celulares) como também um laptop pequeno para poder descarregar as câmeras e ter sempre espaço disponível. Ah, se for possível, leve um GPS pois nós usamos somente o iphone e com o sol forte, em alguns momentos, ele superaqueceu. E claro que isso aconteceu em momentos que realmente precisávamos de ajuda com o caminho. Acredite, essa lista acima coube no meu baú! Além disso, levamos 2 malas estanques dobradas e amarradas na tampa dos bauletos laterais, para o caso de decidirmos comprar alguma coisa no caminho. As nossas são da GIVI e também super eficientes em manter o interior seco. No mais tinha meu protetor labial no bolso da jaqueta e um fone de ouvido, para de vez enquanto espantar a monotonia com música. Outras dicas Para mim a experiência toda foi muito boa, e ao longo da estrada fui me adaptando. •Não desanime se não encontrarem outros motociclistas com disponibilidade para viajar junto. Nós fomos sozinhos e ao longo do caminho, encontramos muitos outros solitários. •Nos programamos para viajar só durante o dia por segurança. Saíamos cedinho para poder aproveitar o fim do dia na cidade de destino. •A cada meia hora, é uma boa esticar as pernas, isso ajuda a não "travar" ao descer da moto •A chuva, o calor e o longo tempo na estrada é um matador de humor então, é importante manter a serenidade e o foco no objetivo: não só chegar ao destino, mas aproveitar o máximo a jornada. Viajando de moto nos sentimos inseridos na paisagem e a sensação de liberdade é indescritível. •Parávamos a cada 2 ou 3 horas para abastecer e descansar. Em algumas dessas paradas já não queria nem tirar o capacete, mas entendi ao longo do tempo que alguns minutos sem a parafernália ajudam muito a enfrentar as horas seguintes da viagem. Tudo pronto, partimos pra estrada.
  10. Texto de Michelle Melo Blog: https://destinosfotosesabores.com Facebook: https://www.facebook.com/destinosfotosesabores Viagem chama viagem! E por mais que eu tente, nunca consigo fazer só um destino por vez. Logo no planejamento, abro o Google Maps e começo a pesquisar se tem algum país vizinho que seria possível visitar também. Nesta viagem, em que o destino principal era a Islândia, foi possível passar uns dias em Copenhagen e ainda fazer um bate-volta na Suécia. E como poderia resistir se a Suécia estava a uma ponte de distância de Copenhagen? Impossível! A ponte Øresund em si já é uma atração: são quase 8 km de ponte que “mergulha” no oceano e se transforma em um túnel de 3,5 km ligando a Dinamarca à Suécia. Lá fui eu então passar um dia em Malmö, a terceira maior cidade deste país. Como chegar? Não foi lá tão fácil descobrir como chegar lá de ônibus, o meio de transporte que dá uma vista melhor do trajeto e do “mergulho”. O site da companhia Graahundbus de ônibus não tem versão em inglês e seu formato não é lá muito amigável. Mas com o Google tradutor tudo se resolve. O ponto do ônibus 999 fica na estação Norreport, pouco antes da entrada do Jardim Botânico. Para aproveitar o dia, decidimos pegar o primeiro horário, 7:50h. Chegamos ao ponto com 10 minutos de antecedência afinal na Dinamarca os horários são levados a sério. Mas neste caso, não foi bem assim. Já haviam passado quase 20 minutos do horário previsto e nada de ônibus. Quando estávamos prestes a desistir, um morador nos abordou e disse que era normal esse atraso pela manhã por conta do transito na entrada de Copenhagen. Enfim o 999 chegou e lá fomos nós. Com o motorista já compramos o ticket de ida e volta por 100 krons (aproximadamente R$50). A viagem leva em torno de 40 minutos. Importante: leve seu passaporte pois é exigido pelo motorista no embarque em Copenhagen. O que esperar? Malmö é uma cidade calma, com belos jardins, muito bem cuidada e limpa. Demos uma caminhada na área central na parte da manhã e em seguida seguimos para o shopping Emporia. No último andar há uma área aberta de onde a vista da cidade é ótima, além de uma boa vista da ponte Øresund. Posso dizer que não é exatamente uma cidade turística, mas vale a visita se você já estiver em Copenhagen, afinal, mais um país visitado na lista é sempre legal!
  11. michelle.melo

    A Suécia é logo ali

    Texto de Michelle Melo http://destinosfotosesabores.com Viagem chama viagem! E por mais que eu tente, nunca consigo fazer só um destino por vez. Logo no planejamento, abro o Google Maps e começo a pesquisar se tem algum país vizinho que seria possível visitar também. Nesta viagem, em que o destino principal era a Islândia, foi possível passar uns dias em Copenhagen e ainda fazer um bate-volta na Suécia. E como poderia resistir se a Suécia estava a uma ponte de distância de Copenhagen? Impossível! A ponte Øresund em si já é uma atração: são quase 8 km de ponte que “mergulha” no oceano e se transforma em um túnel de 3,5 km ligando a Dinamarca à Suécia. Lá fui eu então passar um dia em Malmö, a terceira maior cidade deste país. Não foi lá tão fácil descobrir como chegar lá de ônibus, o meio de transporte que dá uma vista melhor do trajeto e do “mergulho”. O site da companhia de ônibus não tem versão em inglês e seu formato não é lá muito amigável. Mas com o Google tradutor tudo se resolve. O ponto do ônibus 999 fica na estação Norreport, pouco antes da entrada do Jardim Botânico. Para aproveitar o dia, decidimos pegar o primeiro horário, 7:50h. Chegamos ao ponto com 10 minutos de antecedência afinal na Dinamarca os horários são levados a sério. Mas neste caso, não foi bem assim. Já haviam passado quase 20 minutos do horário previsto e nada de ônibus. Quando estávamos prestes a desistir, um morador nos abordou e disse que era normal esse atraso pela manhã por conta do transito na entrada de Copenhagen. Enfim o 999 chegou e lá fomos nós. Com o motorista já compramos o ticket de ida e volta por 100 krons (aproximadamente R$50). A viagem leva em torno de 40 minutos. Importante: leve seu passaporte pois é exigido pelo motorista no embarque em Copenhagen. Malmö é uma cidade calma, com belos jardins, muito bem cuidada e limpa. Demos uma caminhada na área central na parte da manhã e em seguida seguimos para o shopping Emporia. No último andar há uma área aberta de onde a vista da cidade é ótima, além de uma boa vista da ponte Øresund. Posso dizer que não é exatamente uma cidade turística, mas vale a visita se você já estiver em Copenhagen, afinal, mais um país visitado na lista é sempre legal!
  12. Na garupa até o Uruguai http://destinosfotosesabores.com/2016/10/15/5000-km-na-garupa-ate-o-uruguai Minha primeira viagem longa na garupa de uma motocicleta foi uma experiência incrível, e que gostaria de recomendar a qualquer mulher que estiver com aquela "vontadinha" de explorar o mundo da motocicleta sem necessariamente precisar pilotar uma. O cenário Final de 2014, 10 dias de férias, sem planos para as festas de fim de ano, uma moto na garagem e um desafio pela frente: fazer uma viagem sobre duas rodas. Para mim que nunca tinha entrado em uma aventura semelhante, tive uma mistura de medo de amarelar no meio do caminho com a excitação de poder superar o desafio. Meu marido e eu já estávamos acostumados a rodar por cidades próximas a São Paulo, mas nunca viagens que durassem mais de um dia, ou 700 km. Começamos a pensar: até onde podemos chegar (e voltar) num período de 10 dias? O sonho era Ushuaia mas obviamente o tempo era insuficiente. Meu marido começou então a pesquisar e fechamos o roteiro: Mogi das Cruzes (SP) até Colônia do Sacramento no Uruguai. Planejamento Uma viagem sobre rodas, especialmente a primeira, requer um certo planejamento. Além de decidir o roteiro, é necessário entender quais as melhores estradas, quantos quilômetros percorrer por dia, o que levar na bagagem… E aí vale falar com quem você conhece que já tenha feito esse tipo de viagem, consultar blogs e grupos no Facebook que podem contribuir com suas experiências e dar dicas valiosas. Durante a viagem, é importante estar atento a mudanças meteorológicas que podem deixar seu trajeto mais difícil. No nosso retorno, decidimos alterar o caminho por conta de uma tempestade, mas contarei um pouco mais no próximo post. A moto Primeiro ponto a considerar: a moto. E não importa muito a potência ou a marca, mas tem que ser um veículo com as condições básicas de manutenção em dia, meio óbvio dizer isso. Mas do ponto de vista de quem vai na garupa, algumas coisas que considero importantes para uma viagem longa: •Banco conforto: nós trocamos o assento original da moto por uma versão conforto que mandamos fazer em uma das lojas da Rua General Osório em São Paulo (a famosa Pedrinho Bancos). Ok se não for possível, mas essa troca ajudou a me sentir confortável por mais tempo. •Bauleto traseiro: este foi um dos primeiros itens que instalamos na moto logo que a compramos, por indicação de amigos mais experientes. Este sim considero indispensável pois ter um "encosto" não só melhora o conforto como também aumenta a sensação de segurança do passageiro. Vestimenta indispensável Em primeiro lugar deve-se pensar em sua segurança e as calcas e jaquetas com proteção não devem ser dispensadas, bem como itens que vão garantir que o trajeto seja o mais confortável possível, mesmo sob uma forte chuva: •Capacete: existem diversas marcas com diferentes níveis de proteção, isolamento de ruído e preço e aí a escolha vai depender de quanto você está disposto a gastar. Nós compramos um modelo intermediário (porém com ótima avaliação Sharp) e eu troquei a minha viseira por uma mais escura (na Casa das Viseiras em São Paulo), para ter mais conforto ao viajarmos no sol, pois colocar e tirar óculos de sol com o capacete dá trabalho. •Jaqueta e calça com proteções: mesmo comentário quanto ao nível de proteção e preços, porém não recomendo comprar uma a prova d'água, já que estas são mais quentes e a parte externa acaba absorvendo um pouco de água que pode não secar até o dia seguinte da viagem (e aí já viu o cheiro de cachorro molhado te acompanhado, eca!). - Roupas com proteção e viseira escura para encarar o sol.•Roupa de chuva: essas usamos muito muito muito. Compramos calças e jaquetas para chuva da Quechua, na Decathlon e devo dizer que elas funcionaram super bem, mesmo não sendo específicas para motociclistas. Neste caso, é importante comprar 1 ou 2 números maior do que você normalmente usaria pois elas serão vestidas sobre a roupa de proteção. •Botas e luvas a prova d'água: estas sim, recomendo fortemente pois nada mais irritante do que você viajar um dia todo na chuva e sentir seus pés e mãos encharcados (e gelados). E mais, sapatos e luvas dificilmente vão secar de um dia para outro e, a menos que você esteja planejando levar dois de cada, recomendo investir num modelo que proteja bem. Meu marido foi com uma bota comum e usou somente a polaina para chuva e digo: não funcionou! A bagagem Confesso que para mim, viajar com espaço super limitado para bagagem, no início, parecia uma missão impossível, mas encarei mais este desafio e no final, acabei voltando com roupas sem usar. Nós instalamos dois bauletos laterais com 36 litros de capacidade cada. Muito importante que você escolha um com boa vedação para não correr o risco de ficar com todas as suas roupas molhadas. Os nossos encomendamos de um fabricante em Curitiba (por recomendação), a IDEA PRO. Eles já vem com as malas flexíveis que se encaixam perfeitamente dentro dos baús e a vedação é perfeita. Pegamos muita, muita chuva nestes 10 dias de viagem então, posso assegurar que funcionam muito bem. Outra coisa que já usava em minhas viagens e que, na moto, foram ainda mais úteis são os sacos a vácuo. Você consegue encontrá-los em lojas como Kalunga e Leroy Merlin. Eles são ótimos para reduzir o volume das roupas além de manter tudo mais organizado. A divisão era um baú para cada um então, na minha metade (para 10 dias) consegui levar tudo o necessário e como viajamos no verão, o volume das roupas era menor. Mas claro, alguns sacrifícios são inevitáveis como, lavar algumas peças de roupa no chuveiro quando chegávamos à nossa hospedagem. •Roupara para a estrada: levei 2 bermudas tipo ciclista e 3 camisetas, dessas usadas para corrida, ambas de poliamida. Esta roupa é ideal para usar sob a roupa de moto: é fresca, fácil de lavar no chuveiro e seca muito rápido. A dica é torcer a roupa na toalha de banho. •Roupas para o dia-a-dia: 3 vestidos de malha, 2 leggins, 4 camisetas, 1 casaquinho, 1 sapatilha, 1 chinelo, 2 biquinis, 1 saída de praia, 1 short, 10 meias, 10 roupas íntimas, kit de manicure (é, não consigo ficar sem), protetor solar, hidratante para rosto e corpo, hidratante labial, maquiagem básica, xampu e condicionador. Os itens líquidos levei todos em embalagens pequenas. •Tecnológicos: uma viagem como essa merece todos os registros possíveis então, levamos não só câmeras (1 Go Pro, uma câmera compacta, celulares) como também um laptop pequeno para poder descarregar as câmeras e ter sempre espaço disponível. Ah, se for possível, leve um GPS pois nós usamos somente o iphone e com o sol forte, em alguns momentos, ele superaqueceu. E claro que isso aconteceu em momentos que realmente precisávamos de ajuda com o caminho. Acredite, essa lista acima coube no meu baú! Além disso, levamos 2 malas estanques dobradas e amarradas na tampa dos bauletos laterais, para o caso de decidirmos comprar alguma coisa no caminho. As nossas são da GIVI e também super eficientes em manter o interior seco. No mais tinha meu protetor labial no bolso da jaqueta e um fone de ouvido, para de vez enquanto espantar a monotonia com música. Outras dicas Para mim a experiência toda foi muito boa, e ao longo da estrada fui me adaptando. •Não desanime se não encontrarem outros motociclistas com disponibilidade para viajar junto. Nós fomos sozinhos e ao longo do caminho, encontramos muitos outros solitários. •Nos programamos para viajar só durante o dia por segurança. Saíamos cedinho para poder aproveitar o fim do dia na cidade de destino. •A cada meia hora, é uma boa esticar as pernas, isso ajuda a não "travar" ao descer da moto •A chuva, o calor e o longo tempo na estrada é um matador de humor então, é importante manter a serenidade e o foco no objetivo: não só chegar ao destino, mas aproveitar o máximo a jornada. Viajando de moto nos sentimos inseridos na paisagem e a sensação de liberdade é indescritível. •Parávamos a cada 2 ou 3 horas para abastecer e descansar. Em algumas dessas paradas já não queria nem tirar o capacete, mas entendi ao longo do tempo que alguns minutos sem a parafernália ajudam muito a enfrentar as horas seguintes da viagem. Tudo pronto, partimos pra estrada.
  13. Uma viagem sobre rodas, especialmente a primeira, requer um certo planejamento. Além de decidir o roteiro, é necessário entender quais as melhores estradas, quantos quilômetros percorrer por dia, o que levar na bagagem… Compartilho minha experiência de viagem: 5000 Km na garupa até o Uruguai. Como foi o planejamento e coisas que aprendi na estrada. http://destinosfotosesabores.com/2016/10/15/5000-km-na-garupa-ate-o-uruguai
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