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ricardo.barros

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ricardo.barros venceu a última vez em Março 30

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  1. ricardo.barros

    Ficar mais tempo na Europa que disse na imigração pode dar problema?

    Só para complementar o que os colegas disseram, esse comportamento não é muito bem visto em algumas imigrações mais questionadoras, como a dos EUA por exemplo. Pode ser entendido como uma "quebra de confiança" e "pode" dar problema em viagens futuras...por isso o ideal seria sempre se ater ao que foi falado na imigração, pois é tudo registrado ali, mas como bem disseram, vale o que está registrado no passaporte.
  2. ricardo.barros

    Estou Ilegal na França

    Você já não está fazendo algum processo de regularização de visto junto com o casamento? Assumindo que não esteja e que você consiga casar no civil sem que a imigração francesa descubra sobre você haverá ainda o problema de que ao sair do Espaço Schengen provavelmente checarão seu passaporte, para ver quando entrou e se ficou o tempo que lhe foi concedido. E verão que passou do permitido...Nestes casos o que a imigração mais vai querer é se ver livre de você, então irão lhe deixar sair sem maiores consequências imediatas...Porém já ficará marcada e vai ter problemas para retornar à França ou qualquer outro país da UE. O lance é que casar não significa nada para as autoridades fronteiriças de um país, o que importa é visto respeitado ou nacionalidade.
  3. ricardo.barros

    Google Maps na Europa, WIFI ou Rede de Celular?

    Usei a TIM na Itália, chip pré-pago comprado no aeroporto, funcionou muito bem, até em lugares rurais
  4. ricardo.barros

    Réveillon Floripa 2018/2019 Meninas de preferência

    @Juliete Santana Oi Juliete, tudo bem? Eu to afim sim, fui uma vez com um pessoal daqui, foi bem legal.
  5. Opa, tudo bem? Era pra já ter postado, mas tive uns contratempos no trabalho que me deixaram sem tempo, prometo que no fim de semana que vem tento postar todo o resto, incluindo a planilha.
  6. Liga pra cia aérea. Com certeza te dirão se pode ou não.
  7. ricardo.barros

    Qual melhor bairro pra se hospedar em SP?

    Só complementando o Rogério, eu indicaria também a região da Vila Madalena/Pinheiros, pode conseguir algum hostel com boa relação custo/benefício, e são regiões com boa infraestrutura (restaurantes, bares, comércio) bem servidas de metrô e ônibus. De modo geral, tente não se afastar da espinha dorsal metroviária norte-sul ou leste-oeste, e se nunca tiver vindo à SP antes, evite ficar no centro histórico, não-recomendável à noite.
  8. ricardo.barros

    Dúvida Visto de turista americano

    Lorraine, bom dia. Aconselho fortemente que você fale toda a verdade, pois mentir em qualquer etapa do processo de visto pode gerar um banimento para toda a vida. Salvo engano no DS-160 pergunta se você já ficou lá, tem que responder que sim. Também tem que ser honesta ao informar que tem parente lá. Acho que irão te solicitar a localização e o status de imigração deles, informe também. Na entrevista, responda somente o que te perguntarem, nada de ficar dando informação não solicitada. Com certeza se você colocar esses fatos no DS-160 o oficial vai passar por eles e você talvez tenha que se explicar. Aí você conta como você ficou ilegal lá durante a sua infância (bom ter na ponta da língua datas e lugares, desde o início até quando foi embora), fala que (obviamente) não foi por vontade própria (o Consulado costuma levar isso em consideração na análise), que agora tem uma vida estável no Brasil e que quer ir somente a passeio. Eu sugeriria a reunir toda a documentação que tem do período em que ficou lá (ainda que seja falsa), para apresentar somente se for questionado na entrevista, responda só o que te perguntarem de forma rápida e concisa, sem enrolações. Agora com relação aos locais em que pretende visitar, eu não enxergaria com bons olhos você querer ir exatamente aonde morou...entendo a questão da saudade, mas o oficial pode entender que você talvez tenha contatos com locais que podem te auxiliar em "recomeçar" uma vida ilegal nos EUA. Por mais absurdo que possa parecer é o que os agentes do consulado são treinados para identificar, ou seja, potenciais imigrantes...Por isso eu aconselharia você a fazer um itinerário 100% turístico, poderia até encaixar em um dos dias a visita à sua irmã, mas focaria em destinos conhecidos do Estado/arredores de onde ela mora. Por fim, é bom mesmo que tenha feito bastante vínculos com o Brasil, do tipo emprego estável a mais de 1 ano, posse de bens duráveis, do tipo carro/casa/comércio, apresentar declaração de imposto de renda, conta bancária. Como você criou um vínculo também com os EUA o oficial vai "pesar" se você tem mais motivos para ficar em BR ou retornar para US. Quanto a responder em português ou inglês, imagino que você seja fluente ou avançado, então eu responderia em inglês desde o começo da conversa, vai fazer o entrevistador se sentir mais à vontade (é provavelmente a única pessoa no consulado que você terá contato que seja americano, o resto são todos funcionários brasileiros).
  9. 5 - Transporte Público 5.1. Conceito e fiscalização Bem, hora de falar sobre o transporte público e de cara já digo que a grande diferença para o que estamos acostumados aqui no Brasil é que lá o mesmo é fundamentado na confiança. Exceto pelo metrô, o acesso aos demais sistemas não é controlado pelo modal típico brasileiro (catraca e/ou cobrador), ou seja, você entra em um ônibus ou tram diretamente. Nas estações de trem, para ter acesso às plataformas (em italiano chamadas de binario) há pessoas que verificam se você tem uma passagem em mãos, mas em alguns casos não checam afundo os detalhes de data/horário. Com isso, cabe ao passageiro a responsabilidade de comprovar a validade do seu bilhete. Sim, estou falando da 'temida' validação. Sim, você deve validar seu bilhete, caso contrário fica sujeito à multa que varia conforme o modal (vi valores entre 50 e 250 euros). Mas o que percebi comigo é que se torna um processo meio que automático depois das primeiras vezes. Quando menos se der conta tu vai estar já carimbando seu bilhete em uma das máquinas de validação. Pois bem, vamos ver como tudo isso funciona, em detalhes: 5.2. Compra das passagens Antes de entrar no detalhe, como regra geral sempre guarde a passagem para apresentar ao fiscal. 5.2.1. Trem Longo percurso: De cara já digo para comprar pela internet, no site da Trenitalia ou da Ítalo, ambos tem opções em inglês, são bem intuitivos e fáceis de usar (cliquem nos nomes, já deixei os links). Sim, na Itália o transporte público não é exclusividade do governo, a Ítalo por exemplo é privada e opinião minha, oferece um serviço de qualidade superior ao da estatal, com trens mais novos e staff mais simpático. Porém a malha que ele opera é bem reduzida em relação à da Trenitalia. Por exemplo, para ir a Pisa ou Gênova você terá obrigatoriamente que optar pela estatal. Bom, mas por quê comprar pela internet e não na hora? A resposta é que para viagens de longo percurso o preço é variável, parecido com o de passagem aérea. Entra então a regra da antecedência, quanto mais cedo comprar, melhores tendem a ser os preços. Exemplificando, se você ver hoje uma passagem de trem de Milão a Roma para Julho, pela ítalo consegue-se pagar a partir de 19,90 euros na classe Smart (2ª classe, jajá explico). Se for para amanhã, vai sair no mínimo 77,80 euros na mesma classe. Meu irmão já sofreu isso por não pesquisar direito, não sofra você também! Curto/médio percurso: Já para as viagens de curto a médio percurso os preços são fixos, independente da data, então eu sugiro que por exemplo não esquente a cabeça em procurar passagens de Florença para Siena para daqui 4 meses, apenas veja qual é o preço e contabilize no orçamento, deixe pra comprar na hora. E como saber qual situação se aplica cada caso (longo x curto percurso)? Olha, ninguém me falou nada sobre e não consegui achar uma fonte 100% segura, mas pelo que vi se a viagem for com origem e destino dentro de uma mesma região o preço tende a ser o fixo. Se for comprar pela internet, tem alguns trechos regionais que só entram em venda alguns dias antes, então nem adianta muito. Máquinas de auto-atendimento: Há vários vídeos no Youtube que mostram bem como comprar. Ia colocar o link aqui mas deu problema no post, então te passo o título do mesmo para jogar na busca do Youtube ("Como comprar bilhetes de trem na Itália pelo Autoatendimento") 5.2.2. Ônibus rodoviário Compra-se passagem ou nas próprias rodoviárias ou em locais autorizados, como os famosos "Tabacchi" ou "Bar". Tudo depende do tamanho da cidade onde se está. Porém em alguns lugares não será fácil achar a rodoviária, pode ser desde um prédio bem acanhado a até um local aberto em um estacionamento (falo mais pra frente). 5.2.3. Ônibus urbano e Tram (para cidades que os possuem) Também compra-se passagem nos mesmos lugares dos ônibus intermunicipais/rodoviários, ou seja, nos Tabacchi da vida. Em Florença, há uma máquina de venda de bilhete para ônibus urbano dentro da estação Santa Maria Novella, vire à direita ao sair das plataformas, ela estará próxima à saída. Tem idioma inglês também. 5.2.4. Metrô (Roma) Aqui me ajudou bastante as dicas do vlog "Falando de Itália", veja no link ao lado e estará bem instruído (https://falandodeitalia.wordpress.com/2015/02/12/como-comprar-bilhetes-para-onibus-trem-ou-metro-em-roma/). O que posso dizer de diferente é que na grande maioria das estações que andei, não encontrei guichês com pessoas vendendo, e sim as máquinas automáticas, então digo pra aprender a mexer nelas, pois pode ser que se encontre numa situação onde vá ter que comprar dali por não ter outro lugar. Eu comprei e não é difícil, os passos são escolher idioma / escolher tipo de passagem (100 minutos, 1 dia, 2 dias, etc...)/pagar. Verifique antes de tudo se a máquina aceita dinheiro, ou só moedas, ou só cartão. 5.3. Estações, pontos de parada, embarque e desembarque 5.3.1. Trem Geralmente são bem movimentadas, e agregam vários serviços dentro delas ou ao redor. Por exemplo, embaixo da estação de Florença há um mini-shopping, loja da Sephora, cafés, e por aí vai. Ao chegar provavelmente já vai visualizar as plataformas, exceto se vier de uma ligação metroviária por exemplo, como na estação Termini de Roma. Nesse caso procure as placas falando "Treni" ou "binario", estará indicando as plataformas. O controle de acesso as mesmas só existe em grandes localidades, no meu caso só Roma e Florença. Lá você encontrará pessoal verificando se você possui uma passagem antes de te deixar passar para as plataformas. Em cidades menores (e digo por exemplo das de tamanho a partir de Pisa) entretanto, você pode ir andando da rua até a plataforma sem ser impedido por ninguém. Isso me deixou meio ressabiado no princípio (medo de um estranho invadir a estação) mas logo se vê que o povo é bem pacífico (falo disso mais pra frente) e majoritariamente honesto. 5.3.1.1. Painéis de horários Na estação, procure pelos paineis eletrônicos com os horários dos trens, e leia-os da seguinte forma: A - Nessa coluna está indicado o tipo de serviço que irá atender. Pode ser o Freccia Bianca ou Freccia Rossa (trens de alta velocidade), Intercity, Regionale ou Regionale Velocce (trens regionais)...OBS: Não vai aparecer essa informação na passagem comprada na hora (nos guichês ou nas máquinas de auto-atendimento) B - Aqui está o número da linha em questão, tal qual os ônibus que pegamos, os trens também tem números de linhas. OBS: Não vai aparecer essa informação na passagem comprada na hora (nos guichês ou nas máquinas de auto-atendimento) C - Aqui está mostrando o destino final do trem. Atenção para o fato de que nem sempre o seu destino é o final da linha, mas calma, não se desespere. D - Mostra a hora prevista de partida do trem. E esteja atento, pois ele sai exatamente nessa hora se não tiver nenhum contratempo. E - Mostra eventual tempo de atraso (Ritardo) do trem (em minutos). Por exemplo o primeiro trem da foto, o AV 9607, tem como destino final a estação de Napoli Centrale, tem horário programado de partida para 10:12, mas já está atrasado em 10 minutos. F - Nessa coluna aparece as paradas que o trem fará até chegar no destino final, acompanhado da hora prevista. É aqui que você deve olhar se estiver indo para uma localidade que não é ponto final da linha. Pois ira aparecer a cidade em que vai descer, se for o caso. G - Mostra a plataforma da qual ele sairá OBS: Esse é o painel de Partidas (Partenze). Cuidado para não confundir com o de Chegadas (Arrivi), o que é bem fácil e aconteceu comigo. Os painéis são iguais, e numa eventual situação de pressa pode fazer você se perder. Em todas as estações também há painéis fixos nas paredes, em papel, que basicamente cumprem o mesmo papel (exceto por não mostrar os atrasos), eles tem essa cara aqui: Agora em detalhe, leia-o da seguinte forma: A - Faixa horária. Nesse exemplo mostro todos os trens que saem das 16:00 às 17:00 B - Hora de partida do trem C - Nº do trem D - Destino final e horário previsto de chegada. E - Cidades por onde o trem ainda passará, bem como os horários previstos. F - Nº da plataforma. 5.3.1.2. As passagens e a validação O bilhete impresso nas máquinas ou comprado nos guichês tem exatamente esse formato aqui: Coloquei a seta em vermelho para que enxergassem como ele fica depois de validado, parece igual quando você paga a conta na lotérica e vem estampado o valor. Nesse caso o que fica impresso é a data/hora/estação onde foi feita a validação. Notem que não há nenhuma indicação de nº de trem, apenas a origem e o destino. E aí como fica? Resposta: Você deve estar atento no momento da compra a qual serviço vai desejar, por exemplo nas máquinas de auto-atendimento, logo após você inserir o destino vai aparecer várias opções e horários, com os números dos trens e nome do serviço, você vai escolher um e depois é só anotar, ou tirar uma foto na hora da tela, para se lembrar da opção que escolheu. Pessoalmente achei ruim não aparecer impresso na passagem, mas eles fazem isso porque você tem uma opção de pegar um trem até um determinado tempo (que varia conforme o destino) da validação. Exemplo prático: Você compra uma passagem pra um trem que sai daqui 10 minutos, valida o bilhete e bateu uma vontade de ir ao banheiro. Quando volta seu trem partiu...aí que entra a vantagem desse sistema. Você não precisa ir comprar outra passagem, como ela é indeterminada, você pode aproveitar e embarcar no próximo trem até o limite escrito na passagem (Vale xx da convalida). Para validar é só inserir o bilhete nas máquinas, que são várias e ficam espalhadas por todo o canto. Elas tem esse formato aqui: Bilhetes comprados e emitidos pela internet: Não precisa validar, pois já terá na passagem o nº do trem e horário certo da viagem. Resumindo, eu fazia da seguinte forma: Comprava a passagem na máquina, tirava foto da opção de serviço que havia escolhido, depois ia no painel fixo de partidas (aquele de papel) e tirava outra foto do trem que havia escolhido, então durante a viagem ficava conferindo as estações pela qual o trem passava pra ver se estava tudo certinho e também quando eu teria que descer. Só fazer isso que jamais se perderá. 5.3.1.3. Embarque, malas, fiscalização As minhas dicas são as seguintes: Antes de embarcar: - Chegue com um pouco de antecedência (meia hora é suficiente) para ter tempo de se localizar, pois há estações gigantescas com várias plataformas de embarque (Roma Termini tem 25, Firenze Santa Maria Novella tem mais de 10, Pisa Centrale tem 7). Se chegar atrasado vai suar pra achar o local certo. - Atenção que em algumas estações os caras inventam de ter uma plataforma do tipo 1A, 1F, que é diferente da plataforma 1 e pode te confundir. - Na plataforma em si haverá uma plaquinha eletrônica com o próximo trem que irá parar ali. Use aquilo para conferência. - Cuidado: Há trens que passam pela estação sem parar (comum se estiver em cidades menores), e eles passam rápido (acima de 70 km/h). É emitido um aviso sonoro informando que haverá um trem em transito pela plataforma X, fique atrás da linha amarela senão tem grave risco à vida. Ao embarcar: - Seja rápido para embarcar quando o trem chegar, muitos deles ficam parados por tão pouco quanto 1 minuto em cidades pequenas, mesmo em cidades maiores, nunca vai ficar mais que 5 minutos se aquela não for a parada final, então já trate de localizar seu vagão (se for o caso). Ou caso ver que o trem irá partir (isso acontece quando um funcionário soa um apito), simplesmente entre na porta mais próxima que tiver e vá andando por dentro do trem, que tem passagem livre entre todos os vagões. - Você pode ficar meio perdido para achar o seu lugar no trem, para evitar isso primeiro você tem que se perguntar se o seu assento é marcado ou não, isso sim estará na passagem. Caso for procure o número do vagão e depois o número do assento (parecido com o que vemos nos aviões). Isso geralmente é necessário se tiver adquirido passagens na primeira classe. Esses vagões terão dentro deles um adesivo com o número 1. Caso você não tenha escolhido assento, provavelmente estará viajando de 2ª classe. Então basta entrar em qualquer vagão com o adesivo de nº2 (do lado de fora vai ter esse adesivo, e nas portas entre os vagões também) e sentar em qualquer lugar. Durante a viagem: Malas: você que as acomoda nos bagageiros do trem, mas vai depender bastante do tipo de trem que está. Se for um de alta velocidade, vai ter um espaço para malas grandes no início de cada vagão, se for um regional (exceto o serviço Jazz) aí vai ficar mais complicado, pois só terá o bagageiro de cima do assento, que é menor, o que é problema se estiver com mala grande. Eu estava e nesses trens ela não cabia no espaço designado, tive que levar no corredor mesmo, atrapalhando quem queria passar. Mas não levei nenhuma bronca de ninguém por isso. Fiscalização: Foi o único meio de transporte onde vi fiscalização presente. O fiscal costuma passar logo assim que o trem parte, só apresentar o bilhete validado e já era. - Nas Cinque-Terre, não vi fiscal nos trens, se bem que o trajeto entre as cidades tinha quase a mesma duração de duas estações de metrô, muito rápido.Acho que nem se davam ao trabalho. Entre Pisa e Lucca também não vi. - Presenciei um caso onde um senhor idoso não validou os bilhetes, alegou não saber disso, o fiscal era outro senhor, e ele não multou o passageiro. Apenas fez a validação na mão, escrevendo algo a caneta nas passagens, e os liberou. Porém não conte com essa boa vontade, há fiscais de cara bem fechada. Ao desembarcar: - Quando o trem estiver se aproximando da sua estação, já vai se posicionando nas portas se estiver com malas muito grandes, para ser o primeiro a sair e não obstruir a passagem dos demais. - Quando o trem parar, não espere que as portas se abram automaticamente. Você que tem que apertar um botão redondo nelas para sair. Eu tirei a foto de um que vi no metrô, e que é parecido com os do trem: OBS: De Roma Termini ao Aeroporto e vice-e-versa, use o trem regional da linha FL1 (8,00 euros). O Leonardo Express (14 euros) não vale a pena, pois fica parando várias vezes na via, uma vez que ele a compartilha com outros serviços de trem, ou seja, não trafega em via dedicada e leva apenas uns 20 minutos a menos do que o trem regional. Quando sair do aeroporto procure por umas placas em azul que te indicarão a estação de trem, é bem fácil. Vai descer uma escada rolante, subir para outra em uma passarela e chega lá. 5.3.2. Ônibus rodoviário Esqueça a imagem da Rodoviária do Tietê, aqui elas são muito mais discretas: Florença Em Florença tem uma rodoviária (Autostazione) como o nome mesmo diz, ou seja, tem plataforma de embarque, guichê de venda e sala de espera (fica do outro lado da rua da estação de trem Santa Maria Novella). Fica nesse lugar aqui > (https://goo.gl/maps/q9pVF7RRrzQ2) Siena Já em cidades menores você pode ficar confuso pois a aparência do lugar pode se assemelhar mais a um simples ponto de ônibus, sem muitas indicações claras e sem um ponto de venda facilmente localizável...assim é em Siena, veja onde onde o ônibus que sai de Florença te deixa: Para quem interessar, fica na Viale Tozzi, segue link ao lado do Google Maps (https://goo.gl/maps/knC3xEnLHhP2) DICA: Quem quiser ir a Siena saindo de Florença, vá de ônibus ao invés de trem, pois esse lugar aí em cima é muito mais perto do centro storico (vai se acostumando com o italiano rs) do que a estação de trem. Por exemplo caminhando a partir daí a Fortalezza Medicea está a uns 300 metros apenas. Além disso tem ônibus pra lá praticamente a cada 40 minutos, de trem salvo engano é a partir de 1 hora de intervalo. 5.3.2.1. Bilhetes Seguem abaixo os bilhetes que comprei: - São todos papeis bem pequenos, cuidado para não os perder. Uma vez em posse dos mesmos, valide nas máquinas que estão localizadas na entrada dos ônibus. Essa é uma máquina de um ônibus de viagem: 5.3.2.1. Fiscalização Não encontrei, o motorista meio que acaba fazendo esse papel, mais no sentido orientativo e no meu caso nunca foi conferir o papel que inseri na máquina. 5.3.2.2. Estradas e comportamento dos motoristas As estradas são bem seguras, sem buracos. Em alguns lugares na Toscana o visual é de tirar o fôlego. Os motoristas na média são gentis, teve um que parou o ônibus em um posto de gasolina a pedido de um oriental, para que este fosse fazer suas necessidades, ficou esperando até ele voltar, mesmo sob alguns protestos...nunca vi algo assim no Brasil. A única coisa que não gostei é que eles falam ao celular despreocupadamente. 5.3.3. Ônibus urbano - Ponto de parada se chama "fermata", e tem esse visual em Roma: Todo o ponto tem os números das linhas que passam por ali, bem como dos pontos onde param. E isso não é só em Roma, outras cidades adotam o mesmo padrão. 5.3.3.1. Validação A máquina de validação tem essa cara nos ônibus de Roma, destaquei em vermelho onde inserir o bilhete: 5.3.3.2. Fiscalização Nunca vi fiscal algum em nenhum dos ônibus urbanos que andei. A análise que eu fiz e conclusão que cheguei é que é virtualmente impossível de se checar a validade dos bilhetes nos outros meios de transporte fora o trem. Os ônibus, tram e metrô de Roma por exemplo são lotados em horário de pico, quando falo lotado é cheio mesmo, quem for de cidade grande tipo SP/RJ/BH vai se sentir [quase] em casa. Porém dizem que tem fiscalização mesmo nesses modais de transporte...Lógico que você não vai nos envergonhar e se aproveitar disso para andar de graça né . E se você ver várias pessoas subindo no ônibus sem passar o bilhete na máquina, não se precipite em achar que são transgressores. Pois muitos bilhetes tem validade de 24 horas ou mais, sendo que a validação é necessária somente na primeira utilização, não é pra ficar carimbando toda hora. 5.3.4. Metrô (Roma) - Tem uma rádio que toca músicas nas estações; - No horário de pico é bem cheio, devido a falta de linhas na cidade. Para quem não sabe em Roma só há 3 linhas de metrô (sendo que a C ainda está em construção em alguns trechos), não é desleixo do governo, ocorre que várias escavações são suspensas por conta de encontrarem vestígios arqueológicos, não dá pra se cavar em qualquer lugar por lá. - Ao sair do trem, veja bem para onde está indo, procure pela saída (Uscita) certa, pois tem algumas escadas que são para quem entra na plataforma, e não para quem sai. - Os intervalos variam de 1 a 5 minutos, dependendo do horário ao longo do dia; - Ele abre tarde para os padrões paulistas, salvo engano só as 5h30. Mas fecha mais tarde também no fim de semana. Bom gente, sobre transporte é isso, se eu lembrar de algo dessa seção posto na sequência, os preços vou deixar na planilha que anexarei ao final de tudo ok, mas dá pra ver em algumas das fotos que coloquei aqui. Acho que amanhã ou Domingo escrevo a próxima seção. Abraços.
  10. Vou compartilhar a planilha sim, só preciso dar uma editada nela pq ficou muito grande.
  11. 4 - Hospedagem Ficamos durante toda a nossa estadia na Itália em Hostels do tipo B&B (Bed & Breakfast), aqueles que te oferecem um café da manhã para ajudar a despertar. Mas houve diferença considerável entre eles. Todas as reservas foram feitas através do www.booking.com Bem, o que vou escrever a seguir são coisas que percebi e meio que valem como regra geral para todas as acomodações que fiquei. Edifício: Aprende-se logo que chega que tudo na Itália é muito antigo, e isso aplica-se a maioria dos edifícios. Então não espere um hostel moderno e super bem equipado, pois pode ser que se decepcione. Ele vai ser um prédio antigo de aparência até duvidosa, com decoração rotulada como "cafona", mas ainda poderá ser funcional em seu interior. Recepção: A grande maioria (alguns hostess me falaram inclusive que é a totalidade) dos B&B são compostos de um apartamento de um edifício residencial. Pense naqueles prédios antigos do centro das nossas grandes cidades, onde você toca um interfone e a pessoa do outro lado da linha abre a porta. Pois bem, é assim que funciona lá também. Não tem porteiro, e muitos dos prédios ficam com a porta principal aberta durante o dia. Então basicamente quando você chegar no endereço, certifique-se que encontre no interfone o número do Hostel...para ajudar entre em contato com o mesmo antes de sair do Brasil e já peça essa informação (muitos colocam uma plaquinha bem discreta ao lado do número, não é nada que chame a atenção de longe já aviso). Uma vez no andar do Hostel, muito provavelmente a pessoa que te receberá não estará lá 24h por dia. A não ser que ela more lá (aconteceu comigo em Roma e Pisa). Como dica digo para perguntar logo assim que chegar todas as dúvidas que tiver sobre a acomodação/arredores/horários, para evitar ter que esperar o outro dia. A minha maior dúvida sempre era com relação ao Check-out, pois teve dias em que tinha que pegar trem bem cedo (7:00 da matina) e não teria ninguém disponível para fazer o chek-out. Em todos os casos a resposta que tive foi para simplesmente deixar as chaves no quarto e partir. Prático e sem precisar falar com ninguém. Elevador: Será um elevador bem velho e extremamente apertado, onde não raro irá caber no máximo duas pessoas. Quem tem claustrofobia certamente via ficar muito desconfortável. Ainda, não será difícil topar com um lugar que não tenha elevador, aí o jeito será encarar as escadas. O Booking avisa quando a acomodação é provida ou não de elevador, mas caso tenha dúvidas entre em contato direto com o Hostel. Chaves: Provavelmente irão te dar 3 chaves, uma para a entrada principal do edifício, outra para a entrada no Hostel (pense nele como um apartamento) e a última para o seu quarto. Provavelmente também as portas do Hostel e do Prédio abrirão por dentro sem necessidade das chaves, apenas apertando algum botão (por isso você irá conseguir sair do Hostel ao fazer o check-out mesmo sem chaves). Café da manhã: Provavelmente vai ser um café com um "cornetti" (croissant com recheio) industrializado, ou seja, comprado em mercado, pode vir também leite para fazer um cappucino, umas torradas e geléia. Pra quem não sabe o café da manhã italiano não conta com nada salgado (manteiga, presunto), então não se espante de ver apenas geléia. Dá pra aguentar. Com relação ao review dos hostels, vou deixar o link para vocês conseguirem ler diretamente da página do Booking, aí conseguirão ver fotos também do local (infelizmente esqueci de tirar). Porém vou dar uma geral em cada um dos principais aspectos para lhes ajudar 4.1. ROMA: B&B BEL AMI - Via Corfinio 23, San Giovanni, 00183 Roma, Itália (https://www.booking.com/hotel/it/bel-ami.pt-br.html?aid=304142;label=gen173nr-1DCA4oggJCAlhYSC1YBGggiAEBmAEtuAEIyAEP2AED6AEB-AEDkgIBeagCAw;sid=821482f5e906303924b247f15f30b8ab) O que reservei: Quarto para somente duas pessoas (banheiro coletivo) Localização: Excelente, muito perto da estação de metrô de San Giovanni, e também de pontos de ônibus e Tram. Limpeza: Boa. Feita todos os dias Conforto: OK. Não dispõem de microondas/cozinha para quem quer fazer algo. Ou você janta fora, ou compra comida e come no quarto (o que fizemos na maior parte das vezes). Eles tem uma mini geladeira. Custo: 180 euros por 5 diárias para 2 pessoas + 35 euros de imposto de turismo 4.2. FLORENÇA: MELODY HOUSE - Viale Fratelli Rosselli 47, 50144 (https://www.booking.com/hotel/it/melody-house.en-gb.html?aid=304142;label=review_am;appvl_email=1;rurl=2582116c498f5be9;tab=4;type=total&#tab-main) O que reservei: Quarto para somente duas pessoas (não sabia, mas tinha um banheiro privativo nesse quarto, o que foi uma ótima surpresa) Localização: Excelente, 600 metros da Estação Santa Maria Novella, porém cabe ressaltar que ainda precisa andar mais uns 5-10 minutos a partir dessa estação para chegar ao centro nervoso/histórico da cidade, onde ficam a maioria dos serviços como restaurantes. Limpeza: Muito boa. Feita todos os dias Conforto: Muito bom, aparência de hotel. Porém não dispõem de microondas/geladeira/cozinha para quem quer fazer algo. Ou você janta fora, ou compra comida e come no quarto (o que fizemos na maior parte das vezes). Custo: 205 euros por 5 diárias para 2 pessoas + 30 euros de imposto de turismo 4.3. PISA: PISA LODGE B&B HOSTEL- Via Contessa Matilde 32A, 56123 Pisa, Itália (https://www.booking.com/hotel/it/pisa-lodge-b-amp-b-hostel.en-gb.html?aid=304142;label=review_am;appvl_email=1;rurl=54c8ce4d91bc4447;tab=4;type=total& O que reservei: Duas camas em quarto para 3 pessoas (banheiro compartilhado/na primeira noite dormimos sozinhos, na segunda tinha uma moça na outra cama) Localização: Excelente, dá pra ir andando a pé para a Torre de Pisa em 5 minutos. Porém cabe ressaltar que ainda precisa andar mais uns 5-10 minutos a partir dessa estação para chegar ao centro nervoso/histórico da cidade, onde ficam a maioria dos serviços como restaurantes, e é consideravelmente longe da estação de Trem Pisa Centrale (2 km). Limpeza: Média. Conforto: Médio. Ponto positivo é que tem microondas e geladeira para fazer/guardar algo. Custo: 76 euros por 2 diárias para 2 pessoas + 6 euros de imposto de turismo 4.4. ROMA: NIKA HOSTEL- Piazza di San Giovanni in Laterano 36, San Giovanni, 00185 Rome, Italy (https://www.booking.com/hotel/it/nika-hostel.en-gb.html?aid=304142;label=review_am;appvl_email=1;rurl=5a64e5abbbcb7f0f;tab=4;type=total&#tab-main O que reservei: Duas camas em quarto para 2 pessoas (banheiro compartilhado) Localização: Excelente, muito perto da estação de metrô de San Giovanni, e também de pontos de ônibus e Tram. Bem ao lado da Igreja de San Giovanni in Laterano. Limpeza: Média.Tinha um pouco de sujeira no banheiro. Conforto: Médio. Um dos banheiros (tem 2) está colado na cozinha, o que faz perder toda a privacidade. Ponto positivo é que tem cozinha completa (embora apertada) para cozinhar o que quiser, inclusive panela e pratos/talheres. Custo: 32 euros por 1 diárias para 2 pessoas + 7 euros de imposto de turismo
  12. @Aryel Arita Obrigado Aryel. O valor de 1.400 era para nós dois, a ideia era ter uma verba de aproximadamente 50 euros/dia para cada um de nós. Mas conseguimos economizar bastante com alimentação, então ainda consegui voltar com 250 euros sobrando. Mais pra frente eu detalho isso, mas só para antecipar, tinha previsto um gasto diário com comida (eu e ela) de 40 euros...tinha dia que conseguíamos comer bem com apenas 10.
  13. ricardo.barros

    Formulário de visto para China como preencher?

    Geralmente ID refere-se ao passaporte, único documento de identificação aceito em outros países. Cidadania é o país onde tu nasceu.
  14. 3 - Aeroportos e imigração 3.1. Aeroportos de Guarulhos / Zurique / Roma GRU: Não conhecia ainda o Terminal 3, que é bem amplo e atende bem a demanda. O controle de acesso é feito automaticamente, basta encostar o código de barras do cartão de embarque e passar, logo na sequência tem o raio-x e controle de passaportes...depois vem um sem mundo de lojas, começando claro pela Dufry. O salão de embarque é gigantesco, e tem uma excelente vista para quem quer fazer spotting (observação das aeronaves), pois dá de cara para as pistas. A conexão de internet estava ok até pelo que testei, mas fiquei usando os dados da minha operadora. ZRH: O aeroporto de Zurique frequentemente é tido como o melhor da Europa, e consegue-se perceber que o título é justo. Muito bem sinalizado em Alemão e Inglês, com muitos sanitários, pontos de informação, e lojas/restaurantes, tudo com preços um pouco intimidadores (por exemplo um lanche no Burguer King a 17 Francos Suíços, convertendo vai para uns 50 reais..admito que nesse instante esqueci da regra "quem converte não se diverte" hahaha). Só tirei essa foto abaixo de lá: Detalhe: Quem vem de países de fora do tratado Schengen desembarca no Terminal E, que é fisicamente separado dos outros dois terminais A e B, que é onde fica o controle de imigração. Então existe um trenzinho muito charmoso, o Skytrain (embora tenha esse nome corre todo o tempo no subterrâneo), que te leva do E para o prédio principal do aeroporto. Os vôos regionais europeus (para países de dentro do Espaço Schengen) saem dos terminais A e B. Porém como nem tudo são flores, tenho duas críticas à esse belo aeroporto: A internet é praticamente impossível de se acessar (pede pra ativar por meio de um código SMS que nunca é enviado) e não tem água potável gratuita em nenhum lugar. Ou toma bastante água no avião, ou compra nos cafés pagando 7 Francos Suíços. FCO: Aeroporto ok, não vi nada diferente que me chamasse a atenção. Abaixo falo mais do que dá pra resolver de útil nesse aeroporto: Chip de celular: Tinha lido previamente que a melhor operadora na Itália era a Vodafone, com a TIM logo em seguida. Assim sendo procurei por um guichê ou loja dessa empresa, mas não achei, pelo menos não vi no Terminal 3, que foi onde desembarquei. Mas achei a loja da TIM, e eles tinham o chip que me interessava mais, que é o Tim for visitors (saiba mais aqui) que é mais prático e feito para viajantes, e com várias opções de combinações entre dados e minutos para ligação. A moça que me atendeu disse que poderia escolher se quisesse a opção somente com dados, com incríveis 30 GB, ao custo de 30 euros. Como já sabia do preço comprei sem problemas (saiu muito mais barato do que comprar chip em Guarulhos). Pedi a ela que ativasse o chip para mim, ela me explicou o processo que é bem simples e consiste nos seguintes passos: 1 - Trocar o chip do celular para o da TIM 2 - Ligar o celular e aguardar um SMS da TIM no celular (demora até 30 minutos para vir a mensagem, no meu caso foi exatamente esse o tempo) 3 - Reiniciar o celular logo após receber a mensagem 4 - Pronto. Já tem internet. Funcionou direitinho para mim. Quanto ao sinal, não tive nenhum problema de conexão em todos os lugares onde passei, inclusive na cidade de Montepulciano, a mais distante de tudo em que estive. A única coisa que percebia era que durante viagens de trem, em alguns momentos no meio do nada o sinal dava uma caída drástica, mas naquele momento não precisava usar. Quanto ao tamanho do pacote de dados, foi mais que suficiente para Whatsapp, Facebook, enviar várias imagens e vídeos de vários MB, abrir Youtube...terminei a viagem crendo que sem usar ainda boa parte do que comprei. Recomendo. OBS: Nas ruas do centro de Roma encontra-se várias lojas da Vodafone, para quem ainda assim desconfiar da TIM, então se não quiser pegar chip com eles, só andar pela cidade que achará. Roma Pass: Outra coisa útil que dá pra fazer lá é comprar o Roma Pass. Eu sei que ele vende pela internet também, mas achei o método de pagamento confuso e o site não aceitou o meu cartão de crédito não sei o motivo até hoje (bandeira MasterCard). Então tive que comprar na hora...é uma loja que fica bem próximo à saída, em frente a da Trenitália. O atendente descobriu minha nacionalidade e explicou em Português de Portugal como se utilizava o cartão. Quando você compra, vem junto numa espécie de Voucher, onde tem também um mapa da cidade de roma e do sistema de metrô/trens, um guia com as atrações cobertas pelo cartão, e um cartãozinho de desconto. Dois cartões de 72 horas saíram 77 euros no total. O cartão em si parece com aqueles de banco, e tem no verso um campo para que você escreva o seu nome e o dia de ativação, mais para te recordar do que qualquer outra coisa. O modo de usar é simples...a sua missão é validar (assim como tudo que envolve transporte na Itália, sobre o qual falarei nas próximas seções). Como você faz isso depende de onde você vai utilizar o cartão primeiro. Se for no transporte público, é nos validadores dos ônibus ou Tram (ou também conhecido como VLT) ou nas catracas das estações de metrô. Nos validadores dos ônibus existe um local onde você insere cartões, é ali que deve ser colocado para ser lido, já no metrô você simplesmente o encosta no leitor da catraca, igual se faz com o bilhete único no metrô aqui de SP, irá aparecer "Titulo Convalidado" e pronto, já está contando o prazo de uso do cartão. Caso vá utilizar primeiramente em alguma atração, o próprio atendente irá validá-lo. OBS: O Roma pass não serve nos trens que ligam o aeroporto até o centro de Roma. Essas passagens devem ser compradas à parte! (te falo onde jajá) 3.2. Imigração Bom, a imigração não foi feita na Itália, e sim na Suíça, no prédio principal, pois é um país que embora não faça parte da União Europeia está incluso no Tratado de Schengen, e como a regra diz que se faz a imigração no primeiro país desse tratado a mesma ocorreu lá em Zurique. Sempre trato a imigração como assunto seríssimo (fruto de muito tempo assistindo "Barrados na Fronteira" do canal AXN) e embora tenha lido e ouvido falar que é bem tranquilo a imigração na Europa de um modo geral ainda assim deu um certo "frio na barriga". Mas a verdade é que na Suíça pelo menos a coisa é muito tranquila. Vi muito Chinês cometendo a falta grave de usar o celular na fila da imigração, tinha gente até filmando os postos de entrevista...meu espanto vem pela experiência americana, lá nos EUA o celular e qualquer outra coisa eletrônica deve obrigatoriamente estar desligada na hora de passar pelo CBP (Controle de fronteiras). Vi gente levando dura de oficiais por desobedecer tal regra...mas lá na Suíça nem ligaram para isso. Antes, fica aqui a dica útil: em Zurique há dois locais onde se faz a imigração, um para quem tem como destino final a Suíça e vai sair do aeroporto para a rua/estação de trem e outro para quem vai pegar conexão para outros lugares. Como eu não sabia disso, fui seguindo as placas de Passport control logo assim que saí do SkyTrain e peguei a fila junto com quem tinha como destino final aquele país, somente quando chegou a minha vez de ser atendido o oficial me explicou que se passasse ali teria que dar toda a volta e refazer o check-in para entrar no próximo voo...Então o segredo é, se vai fazer conexão para outro lugar, siga direto as placas que informam onde está o Portão de Embarque do seu próximo voo...com certeza antes de ter acesso à sala de embarque você vai ter que passar pelo controle de imigração. E esse caminho é por um corredor à direita do controle de imigração principal (rumo aos terminais A e B). Sobe um escada rolante e ali estão os guichês de imigração para quem está em trânsito pelo aeroporto. Quanto a imigração em si, super tranquila, só me perguntou o que iria fazer na Itália e por quantos dias, sem sequer scanear os dedos ou tirar fotos (chatices da imigração americana) nem pedir nenhum documento, carimbou os nossos passaportes e liberou-se o acesso aos portões de embarque. OBS: Como viajei com meu passaporte no limite do tempo, com somente 7 meses de validade após o retorno, o oficial me concedeu de visto apenas a quantidade exata de dias que disse que iria ficar, o que não me causou transtorno algum, porém reduz margem para imprevistos.
  15. 2 - Companhia aérea / Vôo Bom, dando sequência, é hora de falar de uma das minhas partes prediletas da viagem, que é o vôo em si e sobre a companhia aérea. 2.1. Passagem aérea Compra da passagem pelo site: Processo super tranquilo e rápido de se fazer, o menu é muito intuitivo e todo em Português. Aqui já deixo claro que não confio em comprar passagens por intermediários (Decolar, etc...) ou agências (CVC, etc...) para evitar problemas que as vezes ocorrem e que se transformam num jogo de empurra entre cia aérea e revendedores. Sempre uso esses sites de busca para dar uma ideia do preço, mas finalizo a compra no site da empresa aérea. Pagamento: Aceitam as principais bandeiras de cartão de crédito, mas a notícia ruim é que não parcelam passagens (a Alitália lembro que fazia em até 10x sem juros). Eu tive que ficar um mês sem usar o cartão para ter saldo suficiente para comprar as passagens, aí vai da capacidade financeira de cada um e do quanto de sacrifício está disposto a fazer para viajar. Reserva de assento: Outra notícia ruim, a reserva de assento pela Swiss só é gratuita a partir de 24 horas do embarque, quando se faz o check-in online...antes disso tem que pagar, e os valores não são baratos (mínimo de 30 euros/assento/pessoa). Porém eu não me desesperei, lembro de ter lido em experiências de outros viajantes que se você fizer o check-in online logo que abrir costuma-se encontrar bastante oferta de assentos. Dito e feito, as 19h20 do dia anterior estou eu no computador para o check-in (somente dos voos de ida, claro) e quase toda a classe econômica ao meu dispor. Então recomendo a todos que contenham o impulso de querer comprar assento antes do check-in, vai gastar dinheiro à toa. Mesmo assim se por acaso esquecer de fazer o check-in online, o software da Swiss já faz uma reserva do melhor assento disponível para você. Digo isso pois quando fui alterar o meu assento no check-in online percebi que eles tinham nos colocado em janelas ou corredores sempre que possível. Escolha de menu: Uma boa notícia é que lembro que na Swiss você pode escolher qual será a sua refeição no vôo, tem opções até para dietas com restrições alimentares. No ato que eu comprei a passagem era de graça pra escolher, mais depois de um tempo passou a ser cobrado. Eu não escolhi nenhuma preferência. Check-in online: Complementando, é bem fácil de se fazer, pode imprimir o cartão de embarque e as Tags da mala. Mas eu recomendo economizar tinta da impressora e pedir para imprimirem na hora, além do que é muito mais bonitinho no papel da empresa, dá pra guardar de recordação, como eu faço. 2.2. Embarque 2.2.1. Voo Cancelado Antes de falar do embarque em si, vou falar do problema que tive graças à uma greve geral na Itália. Era 7 de Março, dia do embarque e eu na maior correria para fechar a mala de uma vez por todas (viajantes entenderão), saí que nem louco pro mercado pra comprar coisas de última hora e eis que recebo um e-mail da Swiss informando que meu voo havia sido cancelado!!! O motivo era que havia sido programada uma greve geral na Itália para o dia da chegada à Roma, que iria afetar todos os transportes públicos e alguns voos, sendo que o LX1736 (ZRH-FCO) estava entre os afetados...No mesmo e-mail, a Swiss automaticamente remarcou o meu voo da seguinte forma: GRU - LIS pela TAP/ LIS - BRU e BRU - FCO pela Brussels Airlines...iria passar um dia inteiro voando para chegar à Roma!!! Na hora liguei para o escritório da Swiss em SP, onde fui muito bem atendido por sinal, e expliquei que não queria tantos deslocamentos assim (a meu ver além de cansar mais, aumenta as chances de extravio de bagagem e outros pepinos). O atendente disse que infelizmente não tinha melhores opções, então eu decidi postergar o embarque em um dia para ver se se resolvia a situação em Roma, ao que ele prontamente atendeu, sem nenhum custo extra. Como o primeiro dia é simplesmente para assentar a poeira na acomodação, o único dinheiro que perdi nessa foi o valor de uma diária do Hostel, que não estava caro. E pelo motivo ter sido alheio à Swiss entendo que trataram muito bem do problema para me atender. Ponto para eles. 2.2.2. Agora vai No dia seguinte, check-in online refeito, tudo pronto e bora pro aeroporto. Gastei R$ 71 de Uber para chegar lá, bem menor que o assalto de ir de táxi, mas ainda assim caro, se pensar que dá para pegar metrô de qualquer lugar, descer no Tatuapé, e de lá embarcar no ônibus da EMTU Linha 257, que para em todos os terminais de GRU a um custo total de R$ 10,15 (r$ 4,00 metrô + 6,15 Ônibus). Porém como estava com a minha mãe e uma mala gigantesca, e além disso meu irmão que pagou de cortesia, então fomos de carro. Saímos 14:30 para chegar ao T3 por volta de 16:00 (muito trânsito na marginal tietê). A Swiss atende no Check-in H desse terminal, nesse horário não tinha filas, então em pouquíssimos minutos vencemos todo o processo chato de imigração e controle de passaportes. Passei as horas seguintes fazendo uma das coisas que mais gosto, spotting de aeronaves (T3 é onde opera a grande maioria dos vôos internacionais, principalmente os destinados à Europa). 2.2.3. A aeronave e o vôo (Brasil - Suíça) Uma das consequências do cancelamento do meu voo original é que eu não iria mais voar para Zurique no novíssimo B777-300 ER, e sim no já surrado A-343...Porém um dos meus sonhos era de um dia voar nesse Airbus de quatro turbinas, então pouco me importava com isso. Abaixo ela na remota, aguardando para nos levar: O embarque foi pacífico, o pessoal bem simpático, mas demorado por causa das pessoas que sempre deixam para retirar as coisas que vão utilizar em vôo em cima da hora, lá dentro do avião, antes de colocar a bagagem de mão no bin. Não entendo porque não já separar tudo antes de entrar (), como tem gente que complica tudo!! Outra coisa chata é a quantidade de crianças que foi, as vezes parecia creche de tanta gritaria, isso me irrita profundamente, mas como é férias vale tudo né. Realmente o avião dava sinais da idade, mas a configuração na econômica era boa, o bom 2-4-2, bom para quem viaja à dois. A tela de entretenimento individual era pequena, e ruim de se utilizar, sendo necessário usar o joystick que fica no apoio de braço. O meu era praticamente inutilizável, fiquei triste por não poder ver o Airshow, que tem informações do vôo, que na verdade é a única coisa que me interessava ver. O da minha mãe também custou a funcionar, tiver que pedir para resetarem. A tripulação era muito gentil e se esforçava para atender a todos da melhor forma, os anúncios eram feitos em Alemão, Francês e Inglês na maior parte do tempo. Anúncios em português somente no voo de volta ao BR, que dessa vez foi no Boeing 777. O serviço de bordo é bom para uma classe econômica, iniciam distribuindo uma bebida, depois o prato principal (opções eram macarrão e frango) em talheres de metal, porém senti falta de tapa-olhos. Por sorte levei os meus cedidos gentilmente pela Aeromexico. Quanto ao vôo em si para quem quer ver a janela não tem muita coisa não. Ele decola já de noite, pra meu desgosto levantou vôo direto na proa do Rio de Janeiro (o que é esperado em condições normais), ou seja não fez a curva sobre Guarulhos que me fascina tanto...na altura de Vitória ele já adentra o oceano, e só volta a ver solo na África, já em avançado horário da madrugada. A duração é de excruciantes 10h30 minutos, e teve turbulência, já esperada, na altura da costa do Nordeste, devido à áreas de instabilidade atmosférica típicas da região do Equador. Resumo disso é que consegui dormir quase que zero horas. Quem dorme bem, acorda para o café da manhã já sobre a França, e logo inicia-se o procedimento de descida à Zurique...um pouco antes porém passam distribuindo o famoso tablete de chocolate Suíço, para pegar quantos quiser, eu catei logo 3 rsrs... O pouso foi muito suave, e em pouco tempo o comandante levou o pássaro ao seu ninho no terminal E de Zurich Flughafen (do qual falo melhor na próxima seção). 2.2.4 A aeronave e o voo (Suíça - Itália) O trecho entre Zurique e Roma por sua vez é feito em uma aeronave bem menor, o Airbus A320, semelhante aos da ponte aérea Rio-SP. A duração do vôo é de singelos 1h05 e o serviço de bordo resume-se a um lanche frio (pode escoher entre frango e queijo gruyére, escolham o último por favor) e não tem tela individual, apenas aquele monitor a cada 4 assentos mostrando as informações do vôo...a grande atração mesmo nesse vôo são os lindíssimos Alpes suíços: Quando menos se vê já estão iniciando a descida para Fiumicino-Roma, e na saída do avião, mais chocolates da Swiss. Resumindo, a empresa é muito competente no que faz, e se esforça para que a experiência de voo seja a melhor possível. Com certeza voaria de novo e recomendo a quem quiser também. Na próxima seção falo da imigração, que foi feita na Suíça, e dos aeroportos em si.
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