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ricardo.barros

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  1. RETOMANDO... Desci na estação Balard e comecei oficialmente a flanar em direção ao símbolo máximo da cidade, exato ela mesma... a Torre Eiffel é gigantesca, visível de várias partes da cidade, um excelente ponto de referência para se localizar mentalmente na cidade e se encaixa perfeitamente como pano de fundo das ruas pitorescas do 15º Arrondissement (na verdade de toda a cidade). Chegando lá é só buscar o melhor dos mil ângulos possíveis e tirar a foto: Uma coisa que reparei é que não dá pra andar no gramado do Champ de Mars, pelo menos na parte mais próxima da torre (tem uma grade em volta da grama), diferente do que ouvi dizer, que era possível sentar e fazer piquenique por ali...não sei se é em épocas específicas ou outra coisa, mas de qualquer forma não tinha essa intenção. Andei pelo local e cheguei mais perto da base da torre, e ao ver a fila imensa para subir abortei esse plano, preferi seguir os conselhos dos que dizem que a vista de Paris sem a torre não é a mesma coisa, e acho que estão certos. Não deixe o sol da foto te enganar, fazia 7ºC naquele exato momento, e já era quase meio dia. Mas como falei anteriormente o kit que levei foi mais que suficiente e não me atrapalhou em nenhum momento. Rumei sentido Rio Sena, a caminho dos Jardins du Trocadéro, que carrega talvez a melhor visão gratuita de um lugar alto após Montmartre. Porém como num sopro o céu se encheu de nuvens, adotando um tom mais sombrio e mais familiar ao inverno Europeu. Não desanimei e pude fotografar o momento: Dali segui a pé para o número 2 da cidade, o Arco do Triunfo, alcançado em pouco mais de 15 minutos de caminhada. Também cheio de gente, aliás não teve lugar vazio que me lembro de ter visitado, me fez pensar o formigueiro que não deve se formar na cidade durante o verão. Por favor tire foto de pontos seguros, vi gente literalmente no meio da rua só pra tirar a melhor selfie (vejam por si mesmos abaixo), pouco se importando para o trânsito ao redor...sorte deles que o motorista francês médio é um ser que parece gentil (vi várias vezes ciclistas brigando feio com eles e sem réplicas da parte deles) e entende essa situação...eu fui na beira da calçada para tirar a foto. Como estava sem o Museum Pass não entrei no arco, isso seria feito em outro dia, por ora apenas apreciei os detalhes impecáveis do arco representando momentos históricos dos turbulentos séculos XVII - XVIII na França eternizados na pedra. Saindo de lá você já estará na famosa avenida Champs Elysées, que é um verdadeiro shopping de luxo a céu aberto. Sente-se o cheiro de perfume vindo das lojas no meio da rua. Como estava contando cada centavo não parei em lugar nenhum de lá, apenas respirando o clima do lugar. Nesse momento cai o mito de que francês não cheira bem ou que não toma banho, muito pelo contrário, mesmo no aperto do metrô não senti nada tão desagradável, e a regra geral é o pessoal andar bem perfumado. Aproveitei que dali pra frente era descida e segui resoluto em direção ao Grand e Petit Palais dois palácios que ficam cara a cara se encarando, ambos ornados pelo estilo Art Noveau. Dali tive que fazer o primeiro desvio, pois tinha lido que ali perto em um jardim tinha um pedaço do Muro de Berlim, que para meu azar não encontrei, mas vi uma estátua do grandioso Winston Churchill em compensação. Felizmente essa caçada infrutífera me levou a Pont Alexander III, me concedendo o que considero a melhor foto de toda a viagem (com uma ajudinha do filtro do celular): Essa ponte, inaugurada em 1900 em homenagem ao Czar Russo de mesmo nome, é a jóia máxima que cruza o Sena, com detalhes e arquitetura que ao meu ver superam a Ponte Carlos em Praga e a Ponte Sant'Angelo em Roma (embora estas tenham muito mais história para contar). Creio ser um dos melhores pontos para fotos no por do sol de inverno, tirei fotos ótimas aproveitando o rio e a Torre. Me segurei para não ir ao Hotel dos Inválidos (programado para outro dia) e retornei para a Champs para fechar o dia. Pouco tempo depois alcancei a Place de La Concorde, lugar tradicional de manifestações e reuniões do povo parisiense, mas que nesse dia estava tranquila. Sou contra o assalto promovido pelos impérios europeus em suas colônias no milênio passado, mas tenho que concordar que o Obelisco de Luxor fica muito bem posicionado na praça. Aproveitei para sentar na beirada de uma das fontes (secas) da praça e tirei da mochila uma maçã e dar um descanso para as pernas e o estômago. A esta altura o caro leitor já deve ter percebido que esta não foi exatamente uma viagem gastronômica (perdi providenciais 5kg durante a viagem). Os preços dos restaurantes não me pareceram convidativos, e sobrevivi (sem nenhum problema diga-se de passagem) de comida de rua e de mercado mesmo. Após descansar um pouco segui para fechar o dia no Jardin des Tuileries, com as sombras da noite já começando a lamber o céu...por estar numa latitude alta os dias no inverno são bem curtos, o que inevitavelmente fará seu dia de passeio render menos. O Sol estava se pondo por volta das 17h, e as 18h já é noite fechada. Como moro num país onde sol (e calor principalmente) tem de sobra não me importei nem um pouco com isso. Ainda consegui luz natural o suficiente para ver que é um parque bem charmoso e bem localizado, com um lago no meio onde uns patos ficam aproveitando a comida ofertada pelos turistas sentados em cadeiras, embora nessa tarde um vento frio tenha desencorajado uma parte destas pessoas. Quem já abriu no Maps o mapa de Paris sabe muito bem aonde esse jardim/parque vai terminar...no pináculo das artes humanas, o colossal Musée Du Louvre. Já tive a oportunidade de visitar alguns museus nessa vida(MoMa, Prado, Vaticano), mas nenhum deles sequer se aproxima do tamanho desse palácio. Todo o complexo ocupa uma área equivalente a quase 6 quarteirões da Avenida Paulista por exemplo. Como a meta do dia era reconhecimento externo eu me limitei em chegar na Pirâmide e tentar descobrir onde ficava o que seria uma espécie de entrada secreta para o museu, onde as filas são muito menores, mas só iria descobrir no último dia da viagem =( Fiquei ali por um tempo e com o cair da noite fui embora, pois o dia seguinte seria dedicado a desbravar esse museu. Porém para isso eu tinha que comprar o Museum Pass, então tentei achar um quiosque que o vendesse. Fui em um do lado do Musée d'Orsay mas o jornaleiro não tinha o passe de 6 dias que era o que me interessava. Paciência, decidi ir no dia seguinte ao posto de atendimento ao turista da prefeitura no dia seguinte para comprar lá. Passei no Carrefour Express e comprei um frango congelado, alface, refrigerante e uns chocolates para comer no Hostel (EUR 12,78), e aproveitei que o RER B ainda estava operando (iria até 19h30) e tomei o trem rumo a acomodação (EUR 2,80).
  2. O problema não era ir até Anthony, e sim seguir dali para a acomodação, pois o RER estava fechado. E como já estava ficando tarde e eu estava cansado não quis arriscar encarar ônibus assim logo de cara.
  3. Após cerca de 1h30 de voo cheguei ao aeroporto de Orly por volta de 19h horário local. E eis que então já começo a me deparar com os problemas decorrentes da greve geral. Meu plano inicial era pegar o OrlyVal (monotrilho que conecta o aeroporto até a linha RER B) para sair do aeroporto e acessar o sistema metroferroviário parisiense através da estação Antony do RER B, porém esta linha estava fechada, de modo que o monotrilho só circulava entre os terminais do aeroporto. Lembram que havia dito que essa seria a minha única opção sobre trilhos para chegar/sair do Hostel? Então, não tive outra alternativa a não ser apelar para o Uber (EUR 20,54 + EUR 6,00 de uma corrida cancelada pelo motorista), que se pega num bolsão de estacionamento fora do terminal (há algumas placas indicando em francês o ponto de parada de carros de aplicativos)...levei bem uns 30 minutos até conseguir pegar o Uber, num friozinho maroto de 6º. Chegando no Hostel, me deparei melhor como o lugar que tinha escolhido era fora de mão do resto de Paris, pois ficava na parte externa da Périphérique, uma espécie de anel viário que circunda a cidade. Mas o bairro parecia (e era) tranquilo...fiz check-in no Hostel cheguei na minha acomodação...um conceito diferente de cama-cabana que te dá mais privacidade, pois é como se pegassem um quarto e dividissem ao meio com madeira, só que uma pessoa dormindo na parte debaixo e a outra na de cima, deixando uma janela e um espaço para guardar as coisas além da porta. Quem tem claustrofobia certamente teria problemas, o que não foi o meu caso. Guardei minhas coisas e fui tomar um banho, estava tão cansado com voos + andança + fuso que nem saí pra nada, desmaiei. 26/12 - PARIS (Reconhecimento a pé) Na manhã do outro dia, devidamente revigorado, parti para explorar a cidade, já tinha pego informação na recepção do Hostel de que havia uma cafeteria Portuguesa a duas quadras dali e sem dúvidas foi onde tomei o meu Petit-Dejeneur...os donos são portugueses logo não precisei fazer nenhuma mímica para pedir um café com leite e um croissant sem recheio (EUR 2,40). Logo depois fui no Franpix que havia ali perto e comprei itens básicos de sobrevivência (água, sabonete, gilette, fruta e castanhas), tudo por EUR 6,40. Após guardar o que não ia carregar comigo no Hostel fui andando até a estação mais próxima do Tram (Linha 3) do metrô, uma vez que o RER só funcionava até 9h30 naquela manhã, e óbvio já tinha perdido o último trem...lá comprei um ticket para a região central de Paris (EUR 1,90). A máquina funciona do mesmo jeito que em praticamente todo o lugar na Europa que venda bilhetes...escolhe o idioma>escolhe o tipo de passe>escolhe a estação/região de destino>confirma>paga (atenção aqui pois muitas máquinas aceitam apenas moedas ou cartão, então andar apenas com notas pode não ser uma boa)>máquina cospe o bilhete e o troco. No Tram você valida o bilhete nas máquinas que ficam penduradas nas barras de apoio... E A TAL DA GREVE? COMO FAS? Bom agora faço uma breve pausa no relato para lhes apresentar um FAQ com orientações gerais sobre o sistema baseado nas minhas experiências e perrengues que passei por lá, para que você tome sua decisão se vale ou não a pena encarar o desafio: ***FAQ orientativo sobre o transporte público de Paris em período de greve*** 1 - Tá tudo fechado/parado mesmo? R: Não. Porém há severas restrições de funcionamento...Paris tem MUITA linha de metrô (14), de VLT (8) e de trem suburbano (13), mas algumas dessas sequer estão abrindo, em qualquer horário que seja. Outras abrem porém não percorrem todo o trecho da linha, restringindo-se a região mais central da cidade e arredores, e ainda por cima os intervalos entre trens são maiores (beem maiores fora do horário de pico, de 20 a 30 minutos). Em muitos casos estas restrições estão em efeito ao mesmo tempo (no RER B acontecia todo santo dia) o que acaba tornando a locomoção pela cidade uma tarefa árdua. 2 - Como então faço para saber quais linhas estão funcionando, durante quais horários e por qual trajeto ? R: O melhor jeito que encontrei foi (depois de pesquisar) baixar o aplicativo da RATP, que é a autoridade metropolitana de transportes da região. Nesse app você faz simulações de trajeto colocando estação ou região de partida e destino e ele lhe traz as melhores opções em tempo real, levando em conta as paralisações/restrições em curso. Adicionalmente, é fixado nas entradas das estações (no finalzinho do dia) o quadro de horários do dia seguinte (vide foto abaixo). O google Maps também atualizava as vezes o trajeto com base no que estava operando, porém não com o mesmo grau de precisão da RATP. 3 - Os trens que funcionam estão cheios? R: Pra caralho. Foram raras as vezes que peguei trem com lugares vagos para sentar, e se você for se aventurar em utilizar no horário de pico prepare-se para assistir cenas dignas dos metrôs brasileiros e asiáticos (empurra-empurra, discussões, etc...). Para meu azar a linha mais carregada era o RER B, a única que me atendia bem. Só conseguia pegar ela na Gare Du Nord, onde estava fazendo ponto final (nem sonhe em chegar ao CDG por ela, não me lembro de um dia sequer ela ir até lá). Se fosse pegar na estação Châtelet-Les Halles (que é meio que a estação central da cidade) era certeza que não iria conseguir entrar. Veja com seus olhos abaixo uma viagem típica nessa linha em horário de rush: 4 - Mas poxinha, TODAS as linhas estão esse caos? R: Não, das que eu percorri anda-se com dignidade nas linhas 1 e 14 (as vezes na linha 4 também). Os Trams também não vão tãao cheios assim. 5 - Ah...sou esperto, vou de ônibus... R: Filho(a), não é só você que vai ter essa ideia não, uma enxurrada de turista também, qualquer ônibus que passe perto dos principais pontos turísticos irão encher logo no ponto inicial. É comum ver ele partindo de um ponto sem conseguir pegar todo mundo que tá lá devido a falta de espaço. Vi isso acontecendo várias vezes. O problema nesse caso é que embora tenha visto os ônibus rodarem direto como a cidade é bem servida sob trilhos não há tantas linhas de ônibus como estamos acostumados aqui no Brasil (aliás é assim na Europa com um todo). Então imagino que tudo sobrecarregou devido a dificuldade do transporte metroferroviário. 6 - E a fiscalização no meio disso tudo? R: Inexistente...Como é de conhecimento geral lá você paga por zona percorrida, e tem que passar o bilhete na catraca de entrada e de saída. Mas não vi 1 funcionário sequer da RATP (nem SCNF) nessa função de caçar infratores. Isso assumindo que eles não andam a paisana, claro. Pelo contrário, em algumas estações fora da região central eu vi catracas liberadas para qualquer um passar e sem ninguém por perto vigiando. Tipo você tentava passar o bilhete para sair mas a catraca estava desligada e aberta, então você saía sem nenhum impedimento. Porém se quiser arriscar é por sua conta e risco. Eu sempre pagava antes pelo bilhete e só entrava/saía sem registrar se a situação assim demandasse, ou quando havia alguma gratuidade (por exemplo na véspera de ano novo a partir das 17h até o dia 01 era de graça até 12h) 7 - Então a estação fica aberta sem ninguém? R: Calma, não é bem assim...nas estações centrais (Gares e Châtelet) tem gente da RATP que fica direcionando fluxo e tirando dúvida do pessoal. Mas em outras vai ser bem difícil achar alguém para tirar uma dúvida. Porém vi cenas lamentáveis de moradores de rua dormindo em alguns lugares, muita sujeira e principalmente, muitas integrações confusas e que demandam uma caminhada gigantesca. Tem que estar bem atento às placas para não se perder. 8 - E nos trens de longa distância, tá essa zona também? R: Não, apenas no que tange aos horários disponíveis. Você percebe que as plataformas estão mais vazias que o normal, porém se você ver uma passagem disponível para compra nas máquinas de auto-atendimento ou internet, essa viagem será honrada, pois pelo que pesquisei nem estão abrindo para venda os horários que estão indisponíveis por causa da greve. Fiz um bate-e-volta a Estrasburgo comprando a passagem no dia anterior e viajei sem nenhum problema ou atraso. 9 - Conclusão? R: Vá preparado que a coisa não tá fácil. Informe-se bem do trajeto a ser percorrido e tenha espírito esportivo para encarar a lotação do sistema. Pense que você é o turista, para o resto ali o martírio está sendo diário e sem perspectiva de breve melhoria. Ou então faça como eu e ande a pé o máximo que suas pernas deixarem. ---
  4. Creio que não terá problemas, desde que tudo esteja devidamente acondicionado e dentro da validade, caso vá de carro.
  5. 25/12 - PORTO CHEGADA, IMIGRAÇÃO E ALFÂNDEGA: O voo (que tinha saído com aquele atraso) chegou apenas 1h após a previsão inicial...como ainda me restariam quase 6h de conexão então me animei novamente em conseguir dar uma "escapadela" como diriam nossos amigos lusitanos para o centro da cidade. Na imigração foi super tranquilo, o oficial apenas me perguntou para onde estava indo, expliquei que iria a Paris mas que aproveitaria o tempo de conexão para passear no centro, passei para ele a cópia impressa da reserva de hospedagem e ele carimbou o passaporte. Já estava quase correndo para a saída quando outro oficial, só que dessa vez da alfândega pediu para eu entrar na sala de inspeção de bagagem. Já estou acostumado a isso devido ao perfil típico (jovem viajando sozinho sem muita bagagem) o problema é que a inspeção de uma mulher antes da minha demorou à beça. Na minha vez já fui abrindo a mala e explicando meu roteiro, o cara estranhou eu viajar sozinho, disse que gosto assim, e meu passaporte ter poucos carimbos (pois ele é recente, o outro venceu), xeretou um pouco na minha mala e fez o famoso teste do peso da carcaça...como já sou formado em várias temporadas de 'Aeroporto-Madri' só assisti sem dar a mínima. Convencido de que sou bom viajante me liberou. A minha inspeção não durou nem 3 minutos, porém a da outra mulher levou bem uns 20, parecia estar levando a casa inteira com ela... LOCKER (CACIFO):O agente me indicou a saída e fui ligeiro atrás do locker (ou Cacifo como falam lá) para guardar minha mala de mão. Paguei EUR 1,50 para deixar o equivalente a 4h...tudo muito fácil, porém deixo dois avisos: 1 - para guardar você vai precisar digitar uma senha e se lembrar dela. Reforço isso pois quando voltei para pegar a mala eu tinha visto tanta coisa linda na cidade que se não fosse o fato de ser uma senha muito comum e cotidiana para mim eu facilmente teria esquecido, então prestem atenção a isso. 2 - A máquina vai te cuspir um ticket que você você deve guardar para colocar na máquina quando for retirar a mala. Caso perder vai ter que pagar uma taxa pelo extravio. Abaixo segue tabela retirada hoje (12/01/20) do site da concessionária do aeroporto com os preços. Preços por volume e por período de 4 horas: Tipo 1: 351 x 457 x 855mm: 1,50€ Tipo 2: 351 x 945 x 855mm: 2,00€ Tipo 3: 525 x 945 x 855mm e 212 x 1925 x 555: 2,50€ Extravio do Talão de Depósito - 20,65€. COMO IR DO AEROPORTO ATÉ O CENTRO DE METRÔ: Gente, super simples...segue as placas indicando "metro (light rail)" igual a da foto abaixo, em menos de 5 minutos você chega na estação Aeroporto da linha E do metro. Lá você compra na maquininha (aceita moedas ou cartão de crédito) o seu cartão Andante (recarregável) já com a tarifa para a estação de destino, que você insere na máquina. Para ir até qualquer estação do centro do Porto/Vila Nova de Gaia é a Zona Z4 e a tarifa custa EUR 2,60. Importante: você deverá validar o cartão em uma máquina que fica na escada para acesso à plataforma. Não há catracas Como era Natal, a frequência dos trens (que para todos os efeitos é na verdade um VLT, igual ao do Rio) era de 30 minutos, sorte que havia um na plataforma quando cheguei. A viagem até a Estação Trindade, onde você deve descer para fazer baldeação, dura cerca de 25 minutos. Dali você faz transferência para a linha D, no sentido Santo Ovídio, para andar apenas mais 2 ou 3 estações, dependendo de onde no Porto você quer descer...eu preferi descer na Estação Jardim do Morro, a primeira após a ponte D. Luís e ir fazendo o trajeto de volta a pé. O tempo total no metro foi de 40 minutos. Ainda no VLT, que cruza a ponte na parte superior você já tem a vista maravilhosa do Rio Douro e das duas cidades, Porto e Vila Nova de Gaia. ROTEIRO: Eu fiz o seguinte roteiro, em pouco mais de 1h30. Infelizmente como o tempo era escasso não pude entrar em nada, foi apenas uma visita externa, um aperitivo para a viagem que farei em Março para essas bandas com a família =). Ainda assim deu para ficar de queixo caído com a simplicidade e beleza do lugar e também gosto dessa sensação de se fazer "uma viagem dentro da viagem". Quem gosta também fica a dica, é possível fazer isso quando numa conexão longa no Porto. Já no caminho para a estação São Bento para ir ao aeroporto entrei num pequeno bar para comprar um lanche e um refrigerante, tudo por apenas EUR 2,20, e no lugar tocava o brasileiríssimo Ira - Envelheço na Cidade, grata surpresa. Consegui chegar no aeroporto com bastante tempo para o segundo voo do dia, para a Cidade-Luz, que afinal de contas é a protagonista deste tópico.
  6. 24/12 - EMBARQUE CHECK-IN: Chegou o dia. Na verdade no dia anterior fiz o check-in online, e tirando o absurdo da TAP (e algumas outras cias) cobrar para escolher um assento de resto foi sem problemas...o sistema me selecionou janela no voo até Porto (❤️) e corredor no curto voo até Paris. NO CAMINHO para o aeroporto recebo uma mensagem da agenda da Google dizendo que o voo iria atrasar mais de 2h, consultei o Flight Radar pelo número do voo e constava a mesma coisa...porém nada veio diretamente da TAP. BAGAGEM DE MÃO (LEVEMENTE) ACIMA DO LIMITE X ATENDENTE CHATO (E UM VOUCHER P/CAFÉ DE BÔNUS): Chegando no aeroporto aquela fila imensa para o check-in, que teoricamente já tinha feito, porém eu queria pegar um cartão de embarque decente masss, sem chance. Um funcionário já falou para eu agilizar as coisas fazendo pelo totem...ele também me confirmou que o voo estava mesmo atrasado e além do "cartão" de embarque parecendo cupom fiscal de mercado (broxante) o totem também cuspiu um "voucher" de BRL 19 como compensação pelo atraso *risos* que poderiam ser descontados no Viena *mais risos*. E pra completar, após eu perguntar se eu teria que colocar tag na minha mochila e mala de mão (pois eu tinha pego uma tarifa que não dava direito a despachar bagagem) ele disse que não, e imediatamente perguntou se minhas bagagens estavam somando 10kg. Disse que sim, mas a cara dizia outra coisa, e disse também que só a bagagem de mão tinha restrição de 10kg e não a mochila junto, e o atendente me contestou dizendo o contrário, e ainda me fez um alerta (ameaça) de que na hora do embarque iriam pesar minha bagagem...e que se estivesse acima do peso iria ter que despachar e pagar por isso. Eu fiz cara de "tudo bem chefe, dane-se isso" e saí de perto...já fiz embarques o bastante para saber que ninguém pesa mala nenhuma na fila para embarque no avião, se sua bagagem "parecer" dentro dos limites você passa sem problema algum. Porém por precaução fui numa esteira de outra cia (bem longe da TAP) e pedi para deixarem eu pesar minha bagagem, e tudo (mala + mochila) estava dando 11,4kg!!! Mas como só a mala estava dando 7,7kg eu só tirei algumas coisas da mochila (casaco leve + livro + apoio para pescoço) antes de entrar no avião para evitar qualquer presepada de última hora...mas nem o precisaria ter feito pois como imaginava ninguém confere nada que não pareça de tamanho maior que o padrão. Ah...fiz questão de gastar o voucher no Viena, pagou parte de um quiche + suco de laranja (completei com BRL 5). Fora essa questão do atraso e tensão com a bagagem de resto tudo tranquilo, com direito a uma árvore de natal de painéis LED, me lembrando da data:
  7. @Joel Luiz da Rosa 3 dias só em lugares como França e Holanda é muito pouco tempo, isso sem contar que se perde um dia de trajeto entre os lugares...tente re-planejar esse roteiro para não ficar só ziguezagueando de um lugar para o outro. Menos pode ser mais.
  8. Mas você não tem nenhum objetivo um pouco mais específico em mente? Tipo Nordeste, América do Sul, etc? Quer ficar num lugar só ou ir visitando vários? Quer conforto durante o trajeto ou vai pegando carona? Tente escrever numa folha alguns pré-requisitos dessa aventura para não ficar tão perdida, e para que a ajuda aqui seja mais eficiente.
  9. PREÂMBULO Era chegada a época de mais um final de ano, onde todo mundo já havia se organizado para passar Natal e Reveillón, e novamente eu sem ter a menor ideia de onde ir. E com toda a correria típica da época dias passavam como minutos e via a possibilidade real de pelo 3º ano seguido ficar em casa. Nope! PASSAGENS AÉREAS: Comecei a procurar igual louco por passagens para sair daqui (SP), mas para onde ir? Para onde faça frio meu bem ❄️. Não gosto de calor, logo sinto que não perco nada saindo desse forno ao ar livre chamado Brasil por pelo menos alguns dias...Depois de muito fuçar no mapinha do Skyscanner achei uma rara opção que caberia no meu bolso. Paris ida e volta por singelos 4.579 BRL, e isso saindo no dia 24/12 e voltando dia 03/01, o que significava passar o Natal no A330 da TAP. O que importa é chegar!!! Sei que o valor da passagem é uma extorsão velada, porém é o preço a se pagar para querer viajar nessa época, e comprando com somente 1 mês de antecedência. Ficou assim a ida: Guarulhos > Porto - conexão de 7h ❤️ - Porto > Paris (Orly). Já a volta: Paris (Orly) - Lisboa - conexão de 2h - Lisboa > Guarulhos A longa conexão de ida me daria possibilidade de escapar do aeroporto e dar uma "cheirada" nessa pérola do norte lusitano (plano esse que quase foi pro ralo, explico logo mais). Passagens compradas via E-dreams, e apesar dos mitos e de tudo que já postaram sobre no Reclame Aqui, não tive nenhuma dor de cabeça. Assim que o pagamento é confirmado eles mandam no seu e-mail (e no cadastro do site tbm) os números de referência da reserva para localizar no site da cia aérea. Então não esperem vir um e-mail direto da cia confirmando a passagem (igual eu fiquei no começo). Peguem o número de reserva e consultem no site da cia para relaxarem. Ah, sem franquia de bagagem despachada, apenas a de mão + mochila. GESTÃO DA RESERVA: O site da TAP na parte de gestão de reservas é um lixo, já lhes adianto. Carregou meus dados de passaporte totalmente diferente do que havia digitado, não reconhecia meu número do Miles & Go, apesar de que nada disso impediu meu embarque. Também é ponto negativo a cobrança que eles fazem para te dar direito a marcar assento, mesmo se você fizer o check-in dentro de 48h para o voo. Me recusei a pagar no mínimo 70 euros (salvo engano) para isso e deixei o destino agir. HOSPEDAGEM: Com a reserva em mãos fui procurar hostels para ficar, e para a surpresa de absolutamente ninguém não havia quase nada disponível para esse período, a não ser hotéis caros...Bateu um leve desconforto até achar um Hostel pelo Booking.com chamado Jo&Joe, que fica na comuna de Gentilly, na divisa com Paris. Quase sem alternativas optei por esse lugar (302,31 EUR por 9 diárias + 17 EUR de taxa paga no momento do check-in)Só depois iria perceber o quanto isso ia me prejudicar na viagem pois perto de lá só tinha a linha B do RER (trem de suburbio), que era uma das que sofriam constantes restrições de operação em decorrência da greve geral, mas falo em detalhes sobre isso mais adiante. PREPARATIVOS PARA O FRIO: Faltando alguns dias fui na Decathlon e comprei o mínimo para me proteger do inverno europeu (que não é rígido igual lugares como EUA, Canadá, Rússia mas que dá um gostinho bom). Uma jaqueta para temperaturas até 0ºC por 150 BRL, blusa e calça estilo segunda pele (20 BRL cada) meia para esquiar e touca simples (não lembro o preço, mas não é caro). Na hora de arrumar a mala de mão porém troquei a meia que tinha comprado por uma de lã que já tinha e a usei por cima de meias normais. Deu pro gasto. ROTEIRO: Caras, tava uma baita correria no trabalho, fechei o roteiro de forma bem meia boca (para o meu gosto), e quase aos 45' do segundo tempo. Não tive tempo de pesquisar muita coisa, sabia apenas que havia o Paris Museum Pass que me daria acesso a vários lugares...Ficou assim: 24/12 - Embarque 25/12 - Porto (mini passeio pelo centro histórico e ponte D. Luís I) 26/12 - Paris (flanar para conhecer a pé os principais pontos turísticos, quais sejam: Torre Eiffel, Trocadero, Arco do Triunfo, Grand Palais, Place de La Concorde, Jardin des Tuileries, Louvre, Notre-Dame, Praça da Bastilha) 27/12 - Paris (Louvre parte 1, Palais Royal, Arcos de Saint Denis e Saint Martin, Gare d'Est e du Nord, Basílica Sacré Coeur, Moulin Rouge) 28/12 - Paris (Louvre parte 2, Panteão, Jardin du Luxembourg, Tour Montparnasse) 29/12 - Paris (Museu d'Orsay, Ponte Alexander III, Hotel dos Inválidos e Museu do Exército, Museu Rodin, Museu dos Esgotos, Centro Georges Pompidou) 30/12 - Versalhes 31/12 - Chateau de Fontainebleau, Catacumbas de Paris 01/01 - Paris (Museu do Ar de do Espaço) 02/01 - Bate e volta (a decidir entre Bruxelas, Reims, Estrasburgo) 03/01 - Retorno Devido aos problemas de deslocamento que detalharei adiante este roteiro ficou comprometido, creio que cumpri uns 70% dele, e não na ordem apresentada. ORÇAMENTO DE VIAGEM: 795 EUR em espécie além do cartão de crédito, que deixo apenas para emergências ou situações não previstas (leia-se lugares em que não dá para se comprar algo em dinheiro). O mínimo obrigatório por dia na França (conforme pode ser consultado no site da embaixada francesa no Brasil) é de 65 euros, então estava tranquilo com relação a isso. Mas tinha como meta economizar o máximo possível, pois em Março vou a Portugal com a família, em uma viagem que inevitavelmente sairá mais cara pois não conseguirei abdicar de tantas comodidades quanto numa viagem solo. Essa parte foi sucesso. SEGURO-VIAGEM: Travel Ace cobertura básica, sempre incluo além dos dias que estarei fora o dia da partida e do retorno, logo 12 dias por 99,67 BRL. Dia 24 chegou gente, bora lá...
  10. Que eu me lembro foi 1BRL = 15,10 ARS, isso quando troquei na cidade, no aeroporto foi menos, porém hoje já deve estar diferente. Consulte alguma casa de câmbio daqui somente para saber a cotação e então acrescente entre 25% a 30% desse valor...é mais ou menos o quanto vai conseguir trocando dinheiro lá na Argentina.
  11. Cara, frio não é fator impeditivo para viajar. Tudo vai de estar bem agasalhado e de montar um roteiro que possa ser alterado para algum imprevisto climático (chuva ou neve). Estive na França e peguei temperaturas tão baixas quanto -2C em Estrasburgo (com sol), e lhe digo com certeza que se você tiver uma segunda pele e um bom casaco já te basta para sobreviver tranquilamente. A neve na Europa não é tão frequente quanto nos EUA/Canadá, e atinge com mais frequência apenas o Leste Europeu e Alpes. Cidades como Londres e Paris inclusive já tem passado invernos mais recentes sem um dia sequer de neve acumulada, apenas aquela que derrete assim que toca o chão. A chuva também não vem em volume igual aqui no Brasil, salvo se houver alguma tempestade mais severa (mais comum no outono e primavera). Entretanto como a possibilidade sempre vai existir você precisa ter "cartas na manga" para adaptar o roteiro, e para isso basta estar próximo a uma cidade grande para atividades como museu. Agora, o que de fato atrapalha é que no inverno a quantidade de luz do sol é bem reduzida e por consequência as atrações fecham mais cedo, por volta de 17h.
  12. DIA 2 - 27/10 Domingo: O objetivo deste dia era basicamente ir na Feira de San Telmo e talvez no Caminito (que acabamos desistindo). Não daria para aproveitar 100% pois no final da noite pegaríamos o voo de retorno para SP. Meu pai preferiu ficar no apto, já não estava com tanta disposição quanto no dia anterior, então fui com minha véia até a Estação Retiro, percurso que dá pra fazer a pé mesmo. Eu queria muito ver como é o metrô de lá, por isso fiz esse trajeto, mas se fosse de Uber seria mais rápido. Somente perto da estação pela primeira vez me deparei com um cenário mais de "américa latina (na verdade em todo o mundo costumam ser os lugares menos convidativos)" mesmo, ruas mais sujas e pessoas em condição de vulnerabilidade social. Ainda assim foi bem tranquilo andar por lá, ninguém nos abordou para pedir nada, embora estivesse atento ao que estava acontecendo ao redor. A Estação tem uma arquitetura belíssima bem como a Torre Monumental que fica logo em frente. Estação Retiro: Um verdadeiro museu em seu interior. Torre Monumental Descemos a escada rolante da estação (parte superior trens suburbanos, inferior metrô) e fomos até a bilheteria comprar o cartão Subte, mas para surpresa geral eles (o metrô) não vendem o cartão. Tive que subir numa banca de jornal logo na entrada da estação. Paguei acho que ARS 100,00 por um cartão, e carreguei com duas viagens (ARS 40,00), e aproveitamos da maravilha que é passar um número ilimitado de pessoas com uma só passagem (no caso só eu e mãe). É só passar e dar o cartão para outra pessoa passar em seguida. O metrô já não segue o exemplo de cima, bancos sujos e estações mal cuidadas no geral, mas é admissível em se tratando de um sistema secular (dos mais antigos do mundo). Descemos na estação San Juan da linha A e pelo Google Maps (ah, sobre internet eu tenho na minha conta pós da Claro uma permissão "passaporte" para usar os dados na América do Sul como se estivesse em casa, sem gastar um real a mais. Indico) nos guiamos para a feira (10min de caminhada). É um lugar que vende todo tipo de antiguidades, pelos mais variados preços possíveis, além disso também concentra muitas lojinhas de lembranças (o outro lugar é a Calle Florida). Lá também vai encontrar muuitas lojas vendendo doce de leite e alfajor, muitas comandadas por brasileiros inclusive e ouve-se português pelas ruas tal qual numa 25 de Março. Andamos bem pelo lugar, compramos doces/lembranças e voltamos a pé para o Centro, (só seguir reto a rua da feira sentido norte) para entrar nas Galerías Pacífico, shopping de elite da cidade.Vale o passeio pela arquitetura desse prédio, mas os preços são nada atrativos. Após isso retornamos ao apto para almoçar, como já estavamos cansados de caminhar optamos por pedir umas empanadas no El San Juanino (8 empanadas por ARS 440,00). Não achei caro o preço pela fama do lugar e pela qualidade da comida, vejam por si mesmos: Almoçamos e ainda era nem 15h. No dia anterior tinha visto que perto do Jardin Japones tinha um Jardin Botânico e um Eco Parque que pareceu ser interessante. Convenci minha mãe a ir até lá. O detalhe: a pé (quase 3 km). Disso me arrependo pois se pudesse voltar iria de ônibus, embora no caminho passe pelo bonito bairro de Palermo, que é bem parecido com a Recoleta, mas mais comercial. Outra questão que só me dei conta no dia: como estavam acontecendo as eleições quase tudo estava fechado, e lógico que esse jardim também. Mas de consolo ficamos apreciando mais uma bela praça pública que havia por perto, a Plaza Itália e o monumento a Giuseppe Garibaldi: Na volta caminhamos mais um pouco até o hipermercado Coto que tínhamos visto na ida e minha mãe queria conhecer, mas não compramos nada. Cidade quase zerada (tirando as coisas que optamos por não ver) ainda me restava uma coisa para contemplar, o Congreso de La Nación. Pegamos o metrô e fizemos algumas baldeações até descer na estação Congreso. O prédio é belíssimo, talvez o mais bonito da cidade, porém sua fachada estava em reforma, azar de viajante. Mais uma vez espantou a limpeza da praça, pessoas sentadas na grama, e um monumento imponente do Marco Zero além de uma réplica ratificada de "O pensador" de Rodin. Foi uma ótima cereja do bolo, voltamos de Uber para o apto (ARS 106,61) e ficamos descansando até da a hora de voltar para o aeroporto. O último episódio com Uber indo para o aeroporto (ARS 793,95) foi especialmente chato, o motorista, embora solícito e "aparentemente" gente boa, alegou que o Uber não estava pagando o dinheiro gasto com pedágio e pediu para completarmos esse valor (ARS 120,00 os dois pedágios no caminho). Duvidei disso, mas desencanei e dei ARS 100 de gorjeta, mas não recomendo que façam o mesmo. Chegamos no Terminal A por volta de 22h e fizemos o check-in sem maiores problemas. Ainda fui novamente no Banco de La Nación e troquei 75 pesos que haviam sobrado por EUR 5,25, apenas para ver como estava a situação cambial (no entanto guardei pois tenho viagem para Portugal ano que vem) e percebi como a situação está complicada para nós todos num geral. Tinha mais alguns pesos, porém era tão pouco que não consegui trocar por nada, comprei um café no Starbucks (Cortado Jarrito ARS 128,00) e dois alfajores na Havanna por ARS 100,00 (era 103 mas chorei um pouco pra me livrar dessa moeda rs). Para concluir, vista da belíssima pintura da Air New Zealand e o plantio da semente da vontade de conhecer esse país (quem sabe). Tirando os pouquíssimos inconvenientes achei a cidade fantástica e espero poder voltar em breve. PS: A segunda feira foi brava pois o voo atrasou mais de 1h...cheguei 3h30 em GRU sendo que 5h30 saía para trabalhar...foi um dia em que produzi absolutamente nada no trabalho, mas valeu a pena 😃
  13. Voltamos de Cabify (no geral mais caro que Uber e com menos motoristas) para o apto e pouco depois fomos almoçar no Parrilla Peña, na região central (perto da estação Callao). Não estava cheio, conseguimos lugar assim que chegamos e o custo/benefício para 3 pessoas valeu a pena. Pedimos Asado de Tira (cada porção vem 3 fatias grandes, que dividimos), provoleta, chorizo e bebidas, tudo ficou ARS 1.700,00 salvo engano + Uber do apto até lá ARS 121,25. Dali fomos para o Obelisco, a pé pois estava perto (menos de 1km): Depois fomos para a Calle Florida tentar achar alguma casa de câmbio aberta (era sábado a tarde) para trocar mais BRL 520,00. Achamos a Montevideo Cambyo Y Turismo (Florida 580). Entramos e aguardamos uma fila um tanto demorada (meia hora) e trocamos por ARS 7.800,00 numa cotação um pouco melhor que a do aeroporto (mas não o bastante para não valer a pena já trocar alguma coisa logo na chegada). Após isso e a comparar a rua com a XV de Novembro daqui de SP fomos para a Plaza de Mayo e Casa Rosada. Trajeto seguro de ser feito a pé, aliás todo o centro (pelo menos próximos aos pontos históricos) me pareceu ser mais acolhedor do que o das cidades brasileiras. Não vi por exemplo moradores de ruas abrigados perto de praças (coisa muito comum por aqui). Muito pelo contrário, muitos lugares o pessoal até sentava no gramado para relaxar, pois os espaços públicos aparentam ser melhor cuidados por lá. Após isso fomos para Puerto Madero, passando pelo Centro Cultural Kichner e sua bela e enorme estátua de Juana Azurduy. Novamente sempre a pé e parando diversas vezes devido as limitações de locomoção do meu pai. Em frente a esse centro existe uma grande praça, novamente muito bem cuidada e limpa o bastante para se sentar em suas muretas: Pouco depois chegamos em Puerto Madeiro, sentamos em um dos bancos disponíveis ao longo do canal apenas descansar e de quebra apreciar o movimento de pessoas indo e vindo, os bares lotados ao redor...Não entrei em nenhum lugar por lá, por isso vou ficar devendo os preços. Depois de um bom tempo, com o sol já se pondo fomos até a Puente de La Mujer. Pretendia entrar naquela fragata-museu (que pelo que li é gratuita) que fica logo adiante, porém já tinha fechado (19h). E como uma tempestade aparecia ao longe + cansaço acumulado decidimos voltar para o apto. Uber ARS 147,75 Resolvi comprar uma pizza num local perto do apto (Serafin - 1 pizza massa pan ARS 520,00) e descansar o resto da noite.
  14. DIA 1 - 26/10 Embora o adiantado da hora quando chegamos no apto a mulher designada para nos receber ainda estava esperando, nos explicou como funcionava tudo e depois partiu. Recoleta: Bairro muito bem localizado e seguro, confunde-se tranquilamente com alguma cidade europeia (ruas muito arborizadas e limpas, aptos colados um no outro, arquitetura neo-clássica). Acordamos por volta de 9h e fomos a um mercado Dia nas redondezas comprar coisas para o café da manhã (o apto era todo equipado). Seguem alguns custos (em pesos): Água Mineral s/gás 1,5L: ARS 24,94 - Leite 1L: ARS 59,89 - Café solúvel: ARS 84,99 - Açúcar ARS 33,99 - Pão bisnaga 4 un ARS 31,99 - Queijo Fatiado ARS 121,99 - Manteiga Yocle ARS 33,99 Nessa primeira compra gastamos ARS 1.044,70 (compramos sacola também pois os mercados de lá não distribuem mais), água compramos 5 garrafas e durou quase toda a viagem, teve coisa que até sobrou. Após o café saímos a pé para explorar os arredores, com foco no seguinte trajeto: Facultad de Derecho, Floralis Genérica, Jardin Japones, Rosedal. O dia estava ensolarado e relativamente quente, mas suportável. Percorremos tudo em meio período, andando devagar. No meio desse trajeto tem o belíssimo bairro de Palermo Chico sede de muitas embaixadas e construções belíssimas: Facultad de Derecho: Prédio gigantesco em estilo monumentalista. Floralis: Fica no meio de uma praça, é gigante. Se quiser tirar foto e estiver sozinho só pedir a algum brasileiro que com certeza estará por perto para fazer o favor. Palermo Chico: rua qualquer Jardin Japones: Salvo engano foi ARS 150/pessoa e definitivamente vale a pena, muito bonito, para quem curte flores é obrigatório. Briga eterna: El Rosedal: Esse é gratuito e extremamente bem cuidado, também com temática de flores, que são MUITAS mesmo. Há um lago com passeio de barco para quem tiver interesse.
  15. No final de Out/19 passei um final de semana em Buenos Aires, numa viagem cujo principal objetivo era tão somente levar meu velho pra sua primeira viagem de avião (minha mãe foi junto, mas já viajou antes), sem muitas expectativas...e que acabou sendo uma surpresa pelas belas paisagens urbanas e rica gastronomia dos hermanos. PREPARATIVOS: 1 - PASSAGENS AÉREAS (USD 831,60/BRL 3.575,88 - 3 pessoas): O grande motivador da viagem...meu pai é fanático por aviões, muito embora nunca tivesse andado em um antes. Então queria proporcionar a melhor experiência possível, porém como trabalho de segunda a sexta num emprego quase sem flexibilidade a viagem teria que ser feita obrigatoriamente num final de semana. Também queria que ele tivesse a sensação de uma viagem internacional, daquelas feitas em aviões grandões (wide-bodies). As únicas opções viáveis então eram Santiago pela Emirates ou Buenos Aires pela Qatar ou Turkish (todos operados pelo B777) saindo na sexta no final da tarde e voltando na madrugada de segunda. Optei por Buenos Aires pela viagem ser mais curta (2h50 na ida e 2h30 na volta). Como o voo de ida da Qatar saía mais cedo preferi ir de Turkish, as tarifas eram praticamente iguais, e caras por conta da pouca antecedência (comprei com pouco mais de 1 mês da data da viagem). A franquia de bagagens era excelente, até 2 peças de 32 kg (embora recentemente a Turkish tenha reduzido para 23 kg) 2 - HOSPEDAGEM (AIRBNB - BRL 510,34 - 3 diárias): Apartamento de 3 quartos e 2 banheiros no bairro da Recoleta, na Calle Posadas. Escolhi 3 diárias para não ter que ficar o dia todo na rua até voltar ao aeroporto (o voo de volta era perto da meia noite). 3 - SEGURO VIAGEM (ALIANZ - BRL 90,78 - 3 dias/ 3 pessoas): Aproveitei uma promoção que apareceu pelo Melhores Destinos...não precisei utilizar. DIA 1 - 25/10 Partida: O voo iria deixar o portão as 18h30 da sexta-feira, então sem chance de cumprir minha jornada integral no trabalho nesse dia (trabalho até 18h na Zona Sul de SP). Então negociei meio período de ausência com a chefia. Detalhe: Fui de transporte público todo o trajeto, há alguns meses existe uma extensão da linha de trem que liga o Aeroporto de Guarulhos até a malha ferroviária de SP, ele parte da estação da Luz em (poucos) horários específicos. Paguei R$ 8,00 (tem que ser em dinheiro vivo) por uma viagem sem paradas até GRU. Quase que perdi o trem das 14h (depois salvo engano só teria outro as 16h, ver horários e tarifas aqui), mas consegui pegar e valeu muito a pena, o trem vai bem vazio e chega lá em rigorosos 35 min...para ter uma ideia meus pais foram de 99 entrando na marginal Tietê quase no mesmo horário e distância do aeroporto e chegaram lá uns 20 min depois. O problema é só esperar o Shuttle que leva aos terminais (ônibus lotado e sem a/c) pois a estação é distante em mais de 1km (há previsão de construção de um monotrilho para cumprir esse trajeto até 2021). Chegada/câmbio/transporte: O voo foi tranquilo, saiu com um leve atraso, mas chegou no horário previsto (21h30). O fuso horário de toda Argentina é o mesmo do que o de SP então sem nenhum problema em relação a jetlag. Passamos pela imigração (só perguntam para onde vai e onde vai ficar), e procurei por placas indicando a localização do Banco de La Nación para fazer câmbio. Aí veio a primeira impressão negativa (seriam bem poucas ao longo da viagem), o aeroporto de Ezeiza é uma zona,mal sinalizado e muito apertado. O bom é que o português é quase um segundo idioma oficial então achar algum funcionário que entende algo não será difícil. Depois de perguntar no balcão de info localizei a agência, que fica beem escondida. Lá troquei BRL 500,00 por ARS 7.050,00. Depois, nova penúria para achar o ponto onde era mais tranquilo de pegar Uber (ainda há uma tensão no ar em relação a briga com taxistas, mas pessoalmente não vi nenhuma confusão nesse sentido). Então para te poupar desse martírio já te digo: ao sair do aeroporto (Terminal A, de onde chegam os voos internacionais) você vai andar reto por pelo estacionamento A e passar por uns desvios (quando fui estavam ocorrendo obras no entorno) até chegar no Estacionamento B que é envolto por uma avenida circular (ver mapa abaixo). Nessa avenida pode ficar esperando o Uber tranquilamente. Ficamos próximos ao terminal de ônibus. Uber (Ezeiza até Recoleta ARS 682,43): Tive muitas experiências ruins com Uber na cidade. Não sei se foi azar, a hora, má-fé generalizada ou problemas com a economia local, mas simplesmente todos os motoristas que peguei (exceto um) queriam receber a corrida em dinheiro ou reclamavam que só pegavam corridas em cartão de crédito. Fiquei mais de meia hora até achar um motorista que aceitasse receber no cartão através do APP, alguns simplesmente cancelavam a corrida se você falasse que não iria pagar em dinheiro. E como sei bem do golpe da nota falsa eu me recusei a aceitar isso. Por todos esses motivos fomos sair do aeroporto já eram 23h (um bom samaritano enfim aceitou pagamento no cartão e não reclamou por isso). Outra coisa a maioria dos carros que servem o Uber lá são mais velhos do que os daqui (exceto novamente essa pessoa que me buscou no aero). A viagem do aeroporto até o centro de BsAs é longa, 40 minutos por uma auto-estrada com dois pedágios. Fui chegar no AirBnB já era meia noite passada.
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