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Jônatas Toledo

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  1. Já fazia um tempo que estava com a ideia de conhecer o município de Aiuruoca – MG; quando fiz o convite a meu amigo Rômulo, ele sem pensar muito topou. A ideia então foi de irmos na última semana das férias de Julho. O trajeto escolhido foi sem dúvida um dos melhores que já fizemos, rendeu aproximadamente 43 km percorridos em três dias, somando trilhas, montanha, cachoeiras e estradas. Na segunda feira (27/07/15) embarcamos bem cedo de Itajubá-MG para são Lourenço onde o pai do Rômulo aguardava para nos dar uma carona até a Pousada Casa Verde, situada no Caminho dos Anjos km 09 na cidade Aiuruoca. Chegando lá fomos recebidos pelo Juninho (dono da propriedade) que nos apresentou sua esposa Renilda (Reh), sua cunhada Graciane, seus amigos e também o local. O relógio já marcava 12h00min, após Montarmos nossa barraca na área de camping fomos conhecer a belíssima cachoeira dos Garcias que fica bem ao lado da pousada, onde fiquei fotografando enquanto o Rômulo entrava na Água gelada. Em seguida almoçamos e após almoçarmos, Juninho nos ofereceu sua égua Princesa e seu cavalo Retrato para conhecermos um pouco mais do Caminho dos Anjos, lugar de muitas belezas, percurso de 231 km para quem gosta de grandes travessias. No fim do dia, já entardecendo, resolvemos voltar para a pousada. Ao chegarmos, soltamos os cavalos e ficamos conversando na beira da cachoeira até o sol se por. Caiu a noite e fazia bastante frio, então entramos. Encontramos na pousada mais uma atração para nos desligarmos da rotina: a pousada não possui energia elétrica, o que evidência mais o céu noturno além de ressaltar a simplicidade da vida em sintonia com a natureza. Enquanto esperávamos a água atingir a temperatura ideal através da serpentina para tomarmos banho, ficamos conversando com nossos novos amigos a beira do fogão a lenha. Entre vários assuntos, surgiu o do Pico do Papagaio, que seria nossa próxima parada. Como poderíamos errar o caminho em várias partes, Juninho começou a desenhar um mapa explicando o trajeto que faríamos, logo já tínhamos as informações necessárias para buscar nosso objetivo do segundo dia. Após o banho, fomos chamados para nos juntarmos aos outros à mesa e saborear a deliciosa canjiquinha feita pela Reh, de barriga cheia, fomos então dormir pois, o segundo dia prometia muitas surpresas. Antes mesmo de amanhecer acordamos e percebemos que todos acordam muito cedo para se prepararem para o trabalho. Os moradores estavam acendendo o fogão a lenha para passar o café, o relógio marcava 5 horas, saímos então da barraca e ficamos conversando com a turma enquanto o sol não nascia. Aproximando do horário previsto do nascer do sol, ficamos atentos e logo ele começou a “apontar”, ia então pintando uma linda vista de nuvens, montanhas e aquela luz dos primeiros instantes de sol. A câmera já estava preparada para aquele momento. Curtimos aquele espetáculo que a Natureza nos proporcionou e começamos a desmontar e guardar nossas coisas, pois já chegava a hora de irmos. Aproximadamente 8:30 já tínhamos guardado tudo e como todo “bom mineiro” não recusamos quando a Reh nos ofereceu pão de queijo com café. Estava então na hora de partirmos, acertamos o valor do camping, agradecemos a recepção, nos despedimos de todos e seguimos adiante. Logo que começamos a trilha demos uma pequena errada de percurso (risos), mas nada que nos tirasse do caminho certo, Juninho de longe nos viu fora da trilha e avisou. A trilha é bem batida praticamente em toda sua extensão, passando por trechos em que é rodeada de mata fechada. Assim que atingimos a crista da montanha a trilha se tornou mais leve e mais aberta o que nos dava uma visão muito ampla da região, lá de cima era possível observar os veículos 4x4 que percorriam o Caminho dos Anjos. O ritmo de caminhada foi tranqüilo, afinal, havia tempo de sobra. A ideia era curtir o trajeto inteiro e não só o pico. Após paradas para comer, tomar água, conversar e interpretar os desenhos do mapa do Juninho chegamos ao pico por volta das 15h00min. Não estávamos sós no cume, um grupo que estava hospedado no Vale do Matutu havia chegado mais cedo e já ia descer. Preparamos nosso “almoço” e ficamos descansando numa sombra. A expectativa era de um por do sol incrível no fim do dia, enquanto não chegava esse momento armamos nossa barraca. Ao fim do dia começava a se delinear o por do sol tão esperado, típico de inverno e tempo mais seco, de cor avermelhada, não poderíamos perder esse click. Anoitecendo a lua tornava o lugar claro suficiente para permanecermos de lanternas apagadas. Do lado de fora da barraca ficamos conversando e observando as poucas residências localizadas em lugares “escondidos” que eram evidenciadas devido as suas luzes. Esperávamos um mar de nuvens ao amanhecer. No entanto, não foi o mar de nuvens que achamos que teria e sim nuvens entre montanhas e um nascer do sol fantástico. Bastante animados fomos preparar o café, que tomamos sentados numa pedra olhando onde íamos passar: o Vale o Matutu que possui ao fundo a famosa Cachoeira do Fundão, esta se destaca por seu tamanho (130 metros somando suas quedas) e volume de água. Para descemos ao Vale do Matutu voltamos parte da trilha que usamos para subir, chegando numa bifurcação, quebramos para esquerda. A partir desse lugar pegamos só descida em meio a mata fechada e alguns riachos, tornando a caminhada muito agradável. Algumas horas descendo e caímos na estrada do Vale, faltavam poucos quilômetros para chegarmos até o Casarão do Matutu, ponto onde se pede informações turísticas. No caminho passamos na cachoeira dos Macacos para refrescar, pois o sol estava “judiando”. Não demorou muito e chegamos ao casarão, onde perguntamos pelo camp do Casemiro, o camp estava perto dali e a ideia foi de chegar lá, comer e ir até a Cachoeira do Fundão. Assim foi feito. O caminho para a Cachoeira é tranqüilo e se feito em silêncio é possível ver algumas espécies de animais e pássaros. Ao nos depararmos com tantas quedas d’água percebemos que a Cachoeira do Fundão vista de longe parece uma enorme queda, mas na realidade são várias quedas em sequência. Fomos ao Máximo da trilha que segundo o Casemiro foi feita por índios que também deram nome ao vale Matutu que significa Cabeceiras Sagradas. Voltando ao camping localizado em uma “vila” conhecemos alguns moradores, uns que já residiam desde crianças lá e outros que, cansados de viver na cidade se mudaram para o vale, onde basicamente vivem do turismo, e que está a aproximadamente 20 km da cidade. Apesar da simplicidade da casa de Casemiro, ficamos surpresos com suas histórias, algumas nos renderam boas risadas. Horas depois de nos despedimos de Casemiro, resolvemos “puxar a paia”, pois no dia seguinte (30/07/15) sairíamos cedo para caminhar até a cidade a fim de pegarmos o ônibus em frente à igreja. Esse ônibus faz o caminho Aiuruoca-Caxambu. A princípio sairíamos ainda de madrugada, pois o único ônibus na parte da manhã é às 10 horas. Coloquei o celular para despertar 4h30min, porém o mesmo não despertou. Para nossa sorte o galo cantou do lado da barraca. Acordamos então com o “cantar do galo” como diz o ditado, já eram 5 horas. Até que tomamos nosso café e arrumamos tudo o dia clareava, 6 horas da manhã pegamos novamente a estrada, desta vez a caminho de casa. No caminho teve quem nos ofereceu carona que agradecemos e recusamos, pois, a intenção era completar a volta a pé. Andados aproximadamente 10 km passamos numa fazenda para que o Rômulo comprasse Queijo feito de modo artesanal. A coluna também agradeceu o alívio de tirar um pouco a cargueira. Pés na estrada novamente e era estrada que não acabava mais. Em nossas contas o tempo daria sobrando uns minutinhos. Chegando à cidade encontramos com a Renilda e sua irmã Graciane que nos receberam no primeiro dia, foi um “dedo de prosa” e tivemos que ir, pois, já era hora do ônibus. Chegamos à praça da cidade e avistamos o ônibus que também chegava. Compramos nossas passagens no guichê único e embarcamos. Nossa próxima parada foi em Caxambu, cidade onde fizemos um lanche e proseamos um pouco antes de seguir viajem de volta. Lá foi também o ponto onde demos um até logo ao outro, pois Rômulo devia seguir para Pouso Alegre, cidade onde mora sua família. E eu retornaria a Itajubá. A parceria foi ótima e sem dúvida o rolê teve tudo a favor! Como diria nosso novo amigo Juninho: CAMPEÃO!!! Valeu! Autoria: Jônatas Toledo Aiuruoca.pdf
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