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Lucélia Canassa

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  1. Lucélia Canassa

    Para entender Cabo Polonio

    Ah, tive essa sensação tb. Mas n tem jeito, né, tem q escolher alguns lugares e dar prioridade. Essa viagem durou 10 dias, e saímos de carro de Londrina-PR. Hj só faria de novo se tivéssemos mais dias, pq foram mtos na estrada. Se precisar de alguma dica, estou à disposição. Boa viagem
  2. Lucélia Canassa

    Para entender Cabo Polonio

    Eu não sabia dizer o que era Cabo Polonio até chegar lá. Uma ilha? Um vilarejo? Um portal mágico? Não que tenha ficado muito mais claro depois que cheguei haha, mas acho que passei a entender um pouco melhor depois de dois dias. Com a ajuda do google: Cabo Polonio é um povoado uruguaio localizado no Departamento de Rocha. Próximo a sua costa, localizam-se três pequenas ilhas que servem de morada para lobos-marinhos: La Rosa, La Encantada e el Islote. Conversando com alguns nativos, conseguimos entender que poucas pessoas conhecem o lugar porque realmente não há divulgação. O “boom” do turismo e as pessoas de todos os cantos do mundo chegando até lá há mais de 30 anos aconteceu devido ao famoso boca a boca. De fato, é um lugar que necessariamente deve funcionar desse jeito, isto porque não há infraestrutura: imagine divulgar esse lugar e atrair diversos tipos de turistas, inclusive aqueles bem desavisados? Claro que esse lance de divulgação cai por terra com a internet e os milhares de grupos de viagens. As pessoas passam a ouvir mais sobre lugar com os relatos e tudo mais. Por outro lado, as famílias que moram lá vivem do turismo ou da pesca. Em Cabo Polonio, segundo o mesmo nativo, tudo começou com o farol, depois com a caça aos leões marinhos, seguida da pesca e, por último, o turismo. (dizem que o nome Cabo Polonio é em homenagem ao capitão de um barco espanhol que naufragou naquela costa) O primeiro fato que você precisa entender é que, embora seja um lugar extremamente "roots", você vai gastar um dinheiro. Não descobrimos um jeito possível de economizar na estadia, por exemplo. Não é possível acampar no povoado e passamos apuros num hostel mais em conta que conseguimos (uma média de 225 reais por pessoa por duas noites). O custo benefício não existe e mesmo que você esteja com o seu modo “desprendida” ativado, você vai sentir que pagou muito pelo que estão oferecendo. Entendemos que os preços elevados são por conta de não haver realmente estrutura para melhorar e muitos lugares. Pelo que entendi, não se constrói nada lá com facilidade (só os muito cheio de grana, mas nada de novo, né?). Então há poucas opções mesmo. Um senhor que tomava conta do nosso hostel nos falou um pouco da história de Cabo Polonio, e, resumindo ao que interessa, existe uma parte do povoado que foi privatizada e a outra, não. A maior parte dos hostels fica nessa parte não privatizada e, por isso mesmo, qualquer mudança a fim de uma melhoria é bem complicada. Mesmo desembolsando uns 200 reais a mais do que no hostel que ficamos, a situação não mudaria tanto. Pouco espaço, pouco banheiro, dependendo do horário banho gelado, sem wi fi, às vezes sem tomada, e tudo muito improvisado. Com certeza quanto mais dinheiro desembolsado, maior a possibilidade de se ter um pouco mais de conforto, mas, ainda assim, não é aconselhável esperar muito. É necessário entender que não há energia elétrica e nem água encanada e tudo nesse sentido é alternativo. Para comer fora os preços também são salgadinhos. A boa notícia é que há opções vegetarianas e bolinhos de algas! Da lista do que você deve fazer: comer bolinhas de algas, sempre que possível haha. Os bolinhos não são caros, seria como uma porção de batata frita aqui. Já qualquer refeição ou prato seria como num barzinho mais invocado daqui. Gastamos, por exemplo, 720 pesos num prato de macarrão e uma porção de bolinhos (foi uma de nossas jantas) e 400 pesos em dois hamburguinhos vegetarianos (eles eram realmente muito pequenos e só pagamos esse preço porque “brigamos” com o atendente que nos passou preços diferentes a tarde e na hora de pagar). Uma coisa que reparei foi isso: nem sempre os cardápios têm os preços e isso é muito estranho para nós. Entendi que é porque o cardápio não é exatamente fixo. É mais fácil o atendente falar o que estão servindo no dia do que olhar o cardápio, porque parece faltar determinados mantimentos dependendo do dia. Uma dica nesse sentido é perguntar o valor ANTES de comer. Na verdade, fomos surpreendidos de duas formas: em uma refeição o valor era um pouco menor do que tinham nos falado e, em outra, maior. Às vezes dá a impressão de que eles falam uns valores aleatórios haha. Entendido isso, é possível, sim, economizar na comida. Que jeito? Cozinhe. Leve ou compre o que precisa nos mercados de lá mesmo. Dica importante para todo lugar: compre água no mercado e procure fazer seu próprio café da manhã. Eu considero boas economias. Outra boa economia para quem bebe seria levar um cooler para comprar as bebidas no mercado (e consequentemente beber a nossa cervejinha gelada que lá não é tão gelada assim). Consideramos também que, na situação atual, se tivéssemos levados alguns dólares para pagar pelo menos os valores mais altos, como a estadia, teria valido a pena. Além de comer muitos bolinhos de algas, vá quantas vezes for possível na loberia. Os leões/lobos/elefantes marinhos são um show a parte. É muito divertido ficar observando esses bichos gordos e briguentos <3. Acho que junto com os bolinhos, foi o que mais gostei de fazer hahaha. Suba no farol! Por mais que nas pedras a visão já seja incrível, do farol é ainda mais. O valor pra subir é bem simbólico, 25 pesos se não me engano, e acredito que em todos os horários a visão seja bacana. Subimos para pegar o por do sol e foi incrível. Por último, existe a Playa Norte e a Playa Sur. A Playa Sur me pareceu mais tranquila e mais frequentada (não de um jeito ruim). As águas pareciam mais calmas e a areia mais fofa, mas não sei se é assim o ano todo. Foi lá que vimos algo que acredito não ser golfinho, mas que parece com golfinhos rs. Segundo as placas informativas, é possível ver baleias também, dependendo da época do ano e da sorte. Nessa praia tem alguns vendedores, como os de bolinhos de algas, os de tomates cerejas com queijo (?) e cerveja ipa artesanal!!! Costumes diferentes dos daqui, mas muito interessantes, né? A cerveja nos surpreendeu também. Pegamos sem muita fé, apenas pelo calor mesmo, mas foram 180 pesos, em um primeiro momento, dados com dor, mas depois valeu muito a pena haha (a cerveja era de 500 ml também). Ah! A água do mar é bem gelada, mas com o calor que estava, conseguimos entrar e foi muito bom. Depois que entra o corpo dá uma anestesiada e você se acostuma. O que não consegui me acostumar foi ver tantas águas vivas haha, saia rápido do mar por conta delas. Mesmo sendo uma época do ano bem requisitada (natal e ano novo) e mesmo sendo visível que havia muitas pessoas, em nenhum momento me senti num lugar lotado. De dia, então, parece mais vazio ainda. Ouvi dizer que as noites bombam, mas eu não passei das duas da manhã hahaha. Então o lugar funciona tanto para os diurnos como para os noturnos. Resumindo, para quem gosta de sossego, é uma experiência necessária. <3
  3. Lucélia Canassa

    Jalapão

    Preciso de uma info que está difícil de conseguir. Chego no aeroporto de Palmas por volta de 00h15 do dia 26. Preciso encontrar um grupo de amigos em Ponte Alta, pela manhã, para conseguir ir até Jalapão. Quais são minhas opções? Alguém sabe? Só encontro relatos de pessoas que alugaram carro etc
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