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Uendi Micheli

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Sobre Uendi Micheli

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  1. Procure voos na Air Asia e na Angkor, tem voos diretos de SR p/ o Vietnam. Da pra ir até de busão, por um preço bemmm barateza, mas sinceramente não vale a pena, primeiro pelo perrengue, segundo pelo tempo gasto. Usei mto o aplicativo do skyscanner quando estava por la, achei voos bem baratos.
  2. Pessoal, vou contar pra vcs como foi minha experiência de viagem sozinha pelo Vietnam, chegando pela Malásia e dando uma passada no Camboja. Minha viagem foi em agosto/16, com duração de 28 dias. Primeiro de tudo, comprar a passagem. Passagens do Brasil direto para o Vietnam costumam ser bem caras, algo na casa de R$8.000,00 para voar na classe econômica, ou seja, surreal! Então, o esquema é pegar uma passagem barata saindo do Brasil para qualquer destino próximo, no meu caso foi pra Kuala Lumpur na Malásia (voei de Ethiopian por R$2.900.00 com taxas, fazendo escala em Adis Abeba. Serviço de bordo razoável, entretenimento de bordo ruim, aeroporto Adis Abeba ruim (fui parada, pegaram meu passaporte, me ameaçaram de fazer revista antidrogas, no final das contas, me liberaram, mas confesso que suei frio! Na próxima vez, pagarei um pouquinho mais pra ir pela Qatar), e a partir de lá procurar as boas e velhas cias low cost da Ásia, no meu caso foi a Air Ásia, achei passagem por até U$17,00 pra voar da Malásia pro Vietnam! Kuala Lumpur – Malásia (2 dias) Já que fui até Kuala Lumpur, dediquei 2 dias pra conhecer a cidade. Cheguei no final da tarde no aeroporto e cheguei na cidade já era noite, pois o aeroporto é bem afastado. As possibilidades para se locomover do aeroporto são taxi (nem vi o preço, mas sei que não seria barato, considerando a distância), trem (custa MYR40,00 – aproximadamente R$40,00) e ônibus (MYR 10,00, aproximadamente R$10,00). Fui de ônibus, claro! O ônibus e o trem param no mesmo lugar, só que por um quarto do preço (só descobri isso porque um local me ajudou). Fiquei no bairro Butik Bintang (Simms Boutique Hotel, barato, razoável pelo preço), região movimentada, perto de restaurante, mercados noturnos, baladas, lojas, etc. Dia 1 de Kuala Lumpur, fui até Batu Caves, é um complexo de 3 cavernas, que são tipo templos religiosos hindus, muitos indianos circulando por la. Na caverna de Murugan (a principal) a entrada é de graça, mas é meio mal cuidada, a Ramayana cobra MYR 5,00 (R$5,00 aprox.) e é uma gracinha, bem cuidada, vale a pena pagar pra visitar, já a Dark cave oferece uma ‘mini expedição’ por uns R$30,00 aproximadamente, preferi não pagar e tbm tinha uma fila grande de uma hora e meia de espera, então eu deixar passar. Na sequência fui até a City Gallery, onde tem o icônico I love KL, legal pra tirar fotos. Tem uma grande maquete da cidade, bem interessante, custa uns R$25,00 pra entrar e o pessoal atendente dá muitas dicas sobre o que fazer na cidade, depois vc reverte a grana da entrada em desconto nos souvenires. Passei por Chinatown, como toda Chinatown, várias quinquilharias e falsificados. Tbm visitei o Central Market, bom pra comer e comprar alguns souvenires. Madeka Square, algumas construções importantes ficam ao redor, mas pro meu gosto nada impressionante. Acabei a noite jantando em Jalon Alor, comida local de rua, recomendadíssimo. Dia 2, KL Centre pra visitar a Petrona Towers, são as famosas torres gêmeas, toda a região ao redor é muito bonita, um lindo jardim. Desci até a Menara Tower, é uma torre de observação, mas ao chegar lá não achei que valia a pena pagar os MYR 115,00 pra subir no observatório. E esta foi minha breve passada pela Malásia, não me demorei mais por aqui por duas razões: metrópoles não são meu estilo de turismo eeee meu foco é o Vietnam. Ho Chi Ming City – Vietnam (2 dias) Voo da Air Ásia de KL pra Ho Chi Ming. Comprei chip de celular ao chegar no aeroporto (VD$260,00), peguei o ônibus/shuttle no aeroporto, bem barato VD$20,00 (+-R$3,00) e desci quase na frente do hostel (Hostel Phan Anh, U$8,00 para quarto feminino, staff prestativo e ágil na contratação de passeios, café da manhã super bom e uma cerveja no final do dia. Ou seja, ótimo e recomendadíssimo!). HCMC dia 1 – Passeio no Cu Chi Tunnel, são os famosos tuneis subterrâneos vietcongues, relíquias de guerra. É possível entrar em alguns deles, e é simplesmente claustrofóbico, super apertados (e olha que foram alargados pra receber turistas, e eu sou pequena e me senti presa), e é MTO quente! É impressionante o instinto de sobrevivência dos vietnamitas, famílias inteiras viviam nestes tuneis, e muitas crianças nasceram neles! Pra quem gosta, é possível dar uns tiros com vários tipos de armas, incluindo metralhadoras, é só comprar a munição. Isso não me atrai muito, por isso não tentei, além de achar meio bizarro. A noite fui desbravar a culinária local, todos os lugares se parecem meio ‘sujinhos’, escolhi o que tinha mais locais comendo, e me joguei. O prato era um caldo com algumas carnes não identificadas, folhas e noodle. Era bom! HCMC dia 2 – Subi na garupa de uma scooter e me joguei num dos trânsitos mais caóticos do mundo. No transito de lá não existe lei, regra, preferencial, nada disso, mas incrivelmente tbm não existem acidentes. Atravessar a rua então é adrenalina pura, a dica é: não corra, não pare, não recue, apenas vai, vai caminhando, levanta a mão pra ser visto, faz contato visual pra ter certeza que te viram, quando vc perceber já estará do outro lado. Visitei o War Remnant Museum.... Gente, é muito triste! A guerra deixou cicatrizes enormes no país. Sai do museu com o coração partido. Os vietnamitas são tão amáveis, é difícil conceber como aquele povo tão hospitaleiro pode ter sido agredido de forma tão cruel. E fiz um tour geral nas demais construções históricas da cidade, Opera House, Notre Dame Catedral, Post Office, Reunification Palace, People Committoe. Onde é possível observar que a cidade renasceu, e é um mix do antigo com o moderno. Conheci um restaurante que chama Bon Cha, ótimo! Bom Cha é um prato típico, tipo uma sopa de noodles e carne suína. Preço bom, local bonitinho! Recomendo! Delta Mekong – Vietnam (2 dias) O Delta do Mekong fica bem ao sul do Vietnam, é simples, colorido, onde a vida passa devagar. É um passeio turistão de 2 dias, onde é possível visitar algumas ilhotas, conhecer um pouco das tradições locais, tais como a fabricação artesanal de bala de coco, fabricação artesanal de noodles, fazendas com plantações de frutas tropicais, fazenda de abelhas, mercado flutuante, etc. Tipo coisa pra turista ver mesmo, mas acho que vale a pena, principalmente pra quem tem pouco tempo. Jantar no San Than Restaurante, super agradável, na beira do rio com lanternas, preço justo, provei o peixe a moda Mekong, é um peixe inteiro frito, servido com papel de arroz e alguns vegetais. Recomendo! Siem Ripe – Camboja (3 dias, sendo um de deslocamento) Neste ponto meu roteiro foi um pouco bagunçado, deveria ter ido pra Camboja antes de entrar no Vietnam, mas já que não o fiz, resolvi não perder a oportunidade e ir de qualquer jeito, mesmo que isso significasse perrengue. E foi perrengue mesmo. Passei dois dias lá. Peguei um busão pra ir pra Camboja (conselho: não façam isso. Vá de avião!), foram 14 horas ao todo, 6 horas até Phom Phem, duas horas de espera ali, e mais 6 horas até Siam Riep. O hostel que fiquei chama-se I BED (meia boca, mas pelo preço foi ótimo U$5,00). Em SR tudo funciona na base do dólar, então nem vale a pena pegar moeda local. Dia seguinte contratei um tuc tuc (U$13,00 por um dia inteiro de passeio nos templos de Angkor). Os templos são “UAUUUUU” lindos, vale a pena conhece-los, pois afinal de contas, Angkor é a maior construção religiosa do mundo! O que mais me impressionou foi o templo de Tah Phrom, é onde foi gravado o filme Tomb Rider, as raízes das arvores de seda envolvem o templo, é realmente impressionante, muito impressionante, eu adorei. Bayon tbm é bonito, é o templo das várias faces de Budah. E o mais aguardado, Angkor Wat, lindas fotos no espelho d’agua com o templo ao fundo. Angkor Wat me parecia mais grandioso nas fotos, ao vivo ele não é tãooo grande, mas é muito bem conservado, é o que tem melhor conservação. E é claro, turistada aos montes! Eu acho que um dia de templos é bem suficiente, em um dia é possível fazer os templos principais, que é o caminho mais curto. O caminho mais longo tomará dois dias, na minha opinião, um pouco demais. Pois, depois do terceiro templo já começa a ficar um pouco repetitivo. Tanto que no meu segundo dia resolvi ficar andando na cidade, fui nos mercados, no palácio real, almocei na Pub Street, comi no Easy Speaking, provei o Camboja BBQ, vem alguns molhos, uma chapa e várias carnes, podendo optar por algumas exóticas, tipo crocodilo e cobra. Aliás, a carne de cobra eu achei péssima, dura, borrachuda. Pra retornar ao Vietnam fui de avião, claro! Voei pela Angkor até HCMC, um aviãozinho bem pequeno, pra quem tem medo de voar, seria um teste cardíaco! De HCMC peguei um bus pra Mui Ne, 4 horas de descolamento. Mui Ne – Vietnam (4 dias, sendo 1 de deslocamento) Mui Ne é uma região de praias com vários hotéis a beira mar. É a praia ideal para a pratica de Wind surf, já pra tomar banho de mar e curtir o sol, é bem decepcionante, pois a praia é concretada, a faixa de areia é bem curtinha, e o mar não é límpido como na Tailândia por exemplo. A primeira noite fiquei hospedada no Coco Sand (U$12,00), o staff era simpático e esforçado, mas como a praia era ruim pra tomar banho me fez falta uma piscina. Fiquei uma noite só neste hostel e depois me mudei pra um spa que chama Green Hills (U$15,00), bem mais estruturado, com uma piscina ótima, que estava exclusiva pra mim. A noite tem vários restaurantes a beira mar que tem frutos do mar frescos, eles tiram do aquário e preparam na hora, por um preço bem amigável. Também conheci um restaurante mexicano que se chama El Latino, quesadilha muitoooo boa, ambiente bem agradável, com preço bem razoável. No segundo dia fiz um passeio (U$6,00) pelo chamado caminho das fadas, é um riozinho de agua morninha que corta um vale de areias coloridas, vermelha, laranja, amarela, branca.... Uma parada nas dunas de areias brancas, um visual super bonito, dá pra alugar quadriciclos pra andar nas dunas, eu preferi ir de carona, o motorista te larga na duna e da pra ficar um tempo lá curtindo o visual, depois ele vem e te busca. Da pra ir duas pessoas no mesmo quadriciclo, além do motorista. Outra parada é nas dunas de areias vermelhas, não são bonitas como as brancas, mas dá pra brincar de ‘sky bunda’. Quando vc chega vem uma criançada louca querendo te alugar o ‘sky’ que nada mais é que um pedaço de plástico, eles quase brigam entre si pra ver quem chega primeiro e aluga o material primeiro. E claro, te cobram gorjeta pra tudo, pra te mostrar a duna boa, mesmo que vc não tenha pedido a ajuda deles. E, dizem que tem que ter cuidado com a criançada, pois existem casos de roubos. Ao todo gastei 4 dias em Mui Ne, considerando o deslocamento, e isto foi demais, deveria ter ido embora um dia antes. Pois não se tem muito mais o que ser fazer por lá, e depois do segundo dia se torna entediante. Sleep bus rumo a Nha Trang, de 4 a 5 horas, preço: uns VD$230,00. Nha Trang – Vietnam (2 dias) Nha Trang é tipo a Balneário Camboriú do Vietnam, só que é melhor que BC, bem melhor! Fiquei num hotel perto da praia, Pho Bien Hotel, só que peguei o quarto compartilhado barateza (U$12,00), tipo péssimo! Só vale a pena mesmo pq é pertinho do mar. Praia muito movimentada, muitos hotéis, restaurantes, uma enorme faixa de areia repleta de espreguiçadeiras e sombreiros. A praia em si é bem agradável, boa pra tomar banho. Pra usar as espreguiçadeiras basta consumir algo dos bares e restaurantes as quais pertencem, mas tem q comer e beber, regra bizarra, senão eles querem cobrar aluguel pra usar, o bom é que não tem consumo mínimo. Jantei em um lugar que chama La Varanda, VD$200,00, tem vários aquários com frutos do mar frescos, vc vai lá, pega tudo o que tem direito e o pessoal do restaurante prepara na grelha na hora e traz pra vc na mesa. Além do buffet que tbm está incluso. Eu que adoro mexilhões e camarões, me esbaldei! No dia seguinte fiz um passeio de barco em algumas ilhas próximas, primeira parada num aquário horroroso! Depois para em alguns locais pra snorkell, tem entretenimento de bordo com música e etc. Achei muito engraçado como o pessoal gosta de cantar (tem karaokê pra todos os lados na cidade), e no entretenimento do barco, as pessoas quase brigavam pra ver quem pega o microfone pra cantar, pois eles realmente adoram! De modo geral, o passeio é meia boca, vale mais a pena curtir a praia nas espreguiçadeiras mesmo. Embarquei no sleep bus rumo a Hoi An, 12 horas de viagem. O ônibus não é tão desconfortável (pra quem é pequeno), mas 12 horas é cansativo. Hoi An – Vietnam (5 dias) Hoi An é a queridinha dos viajantes, é aqui que todo mundo se encontra, pois fica bem no meio do Vietnam e é parada obrigatória pra todo mundo, seja pra quem vem do norte ou do sul. É a famosa cidade das lanternas de seda coloridas e dos alfaiates. Quase a cidade toda é patrimônio da humanidade declarado pela Unesco, pois são muitas construções históricas. O centrinho de casas amarelinhas, a ponte japonesa, o central Market, tudo muito charmoso. A cidade é linda especialmente a noite, pois é quando as lanternas se acendem, na beira do rio muitas vendedoras de velinhas, dizem que vc deve fazer um pedido e larga uma velinha no rio, é claro que eu cumpri o ritual né! As lanternas são maravilhosas, coloridas e charmosas. Trouxe algumas pra casa, mesmo com certa dificuldade em coloca-las na mala. O Central Market é sensacional! Tem uma variedade enorme de frutas, folhas, temperos, legumes, tudo fresco e colorido. É ótimo pra fazer um tour fotográfico. Além disso, o central Market é ótimo pra almoçar, comida local barata e tudo muito saboroso. Fiz um curso de culinária na escola Red Bridge (U$32,00 e vale a pena!), o chef de cozinha primeiro nos leva fazer um tour no central Market, nos apresenta a infinidade de variedades de produtos que podemos encontrar por lá, depois pegamos um barco e vamos até a escola, onde colocamos a mão na massa e aprendemos a fazer alguns pratos locais, destaque para o papel de arroz, muito comum e encontrado em vários pratos típicos. E claro, depois de cozinhar, comemos o que preparamos, uma delícia! Outra atração da cidade são os alfaiates, as ruas são cheias deles. Eles fazem roupas sob medida de um dia para o outro. Escolhi uma loja que chama Le Le, pedi um vestido social de trabalho, e ficou muito bom! Paguei U$35,00, considerando que o dólar esta quase 4 pra 1, não foi assim uma super pechincha, mas considerando a qualidade do produto, o preço foi bem justo. Eles tem uma infinidade de casacos de lã, muito bonitos e com lã de boa qualidade, não comprei pq minha mala estava lotada e já não cabia mais nada, e tbm pq já tenho vários destes casacos, o preço era U$50,00, barato pelo produto oferecido. Hoi An tbm tem praias. Dá pra ficar na cidade e alugar uma bike por U$2,00 a diária e ir pedalando até a praia publica, no meio do caminho tem umas plantações de arroz, legal pra tirar fotos do pessoal lidando na colheita (se der sorte de encontra-los trabalhando). Quando chega na praia vem um monte de gente te atacar pra oferecer estacionamento pra bike, dizendo que não pode entrar com a bike na praia, mas pode sim, é só deixar em algum cantinho, mas confesso que é um stress passar pelos guardadores, pois eles são bastante insistentes e um deles até foi um pouco agressivo comigo. Tem uma outra praia que se chama Cua Dai, é afastada da praia publica, em determinada parte não tem faixa de areia pois tem um monte de sacos de contenção, mas é ótima pra tomar banho, a água é bem limpinha (foi a melhor que encontrei pra tomar banho). E como nas outras praias, tem espreguiçadeira e sombreiros, basta pegar uma hospedagem que tenha isto incluso ou consumir algo nos restaurantes que da pra passar o dia de boa. Mas se vc faz questão de ficar na areai, é só andar pra esquerda e vc encontrara faixa de areia pra tomar sol. Num dos dias que fiquei em Hoi Na peguei um tour pra ir até My Son, são ruínas de templos tombadas pela Unesco. É tipo um Ankor Wat só que com má conservação, pois foram bastante deteriorados pela guerra. Pra quem conhece os templos de Angkor, provavelmente não vai se impressionar muito. De qualquer forma, é um passeio interessante, mas aconselho a ir de manhã, pois a tarde o calor é quase insuportável! Cansada dos ônibus, achei uma passagem barateza pela Air Ásia pra ir até Hanoi, U$23,00, 1,5 horas de viagem. Hanoi – Vietnam – 4 dias Hanoi é tipo caótica, muito pior que HCM. O aeroporto é super afastado, a melhor maneira de ir pra cidade é pegando o shuttle, por VD40,00. Da pra pegar os ônibus de linha local por uns VD15,00, mas pelo conforto, preferi o shuttle. Primeiro dia dei um rolê pela cidade, Mausoléu de Ho Chi Ming, templo da literatura de Confúcio, St. Joseph Cathedral, One Pilar Pagoda e a noite o teatro Water Puppies, que vale muito a pena conferir, pois o espetáculo é muito bonitinho e é uma arte exclusiva do Vietnam, as marionetes na água são acompanhadas por uma ‘orquestra’ com cantigas e instrumentos tradicionais, muitoooo legal e delicado! Dia seguinte embarquei num mini cruzeiro de 3 dias por Há Long Bay, a baía do dragão, segundo a lenda. É uma área de mais de 1.500 km2 com quase 2.000 formações rochosas, umas das novas sete maravilhas naturais do mundo. Aliás, foi Há Long Bay que me trouxe até o Vietnam, quando vi fotos do lugar decidi que o Vietnam seria um dos meus destinos de viagem. Fiz o cruzeiro na embarcação Fantasea, me custou algo em torno de R$350,00, com acomodação, entretenimento e refeições inclusas. O navio para em algumas ilhotas para explorar algumas cavernas ou para conhecer algum ponto de observação com bela vista da baia, oferece caiaque para remar entre as formações, passamos perto das vilas flutuantes, também tem alguns passeios por terra em parques nacionais da região. São duas noites, uma no barco e outra em hotel, a comida oferecida a bordo e no hotel é boa. Num apanhado geral, vale a pena fazer o passeio. Claro que o tempo tem que estar bom, eu dei sorte, tive 3 dias de muito sol! Última noite em Hanoi, uma voltinha no night Market pra comer algo e comprar os últimos souvenires. Já o mercado central de Hanoi é péssimo, parece um paraguaizão, não é um mercado de artesanatos conforme eu imaginava. Pra não ficar carregando muito peso, tentei deixar as comprar pra última parada e quase me dei mal, por sorte garanti várias compras em HCM que tem um mercado maravilhoso. No meu último dia em Hanoi o tempo virou e a chuva veio com força. Mas tudo bem, eu já estava mesmo de saída. Outras dicas:  - Acho que o melhor trajeto é o oposto do que eu fiz. A melhor pedida é vir do norte pro sul, ou seja, de Hanoi pra HCM. Especialmente pq HCM é bom pra compra de souvenires (eu gosto de fazer isso no final da viagem) e o acesso a aeroporto é mais tranquilo do que Hanoi. A cidade tbm é um pouco mais organizada e menos caótica que Hanoi... prefiro finalizar a viagem de modo mais relax.  - Esteja bem abastecido de dólares. Precisei fazer saques de moeda local, com o iof a 6% já não vale mais a pena e acaba ficando caro. E a precificação que eles dão ao dólar é boa.  - Coloque Phon Nha Caves no itinerário, é um parque nacional com mais de 300 cavernas que eu acabei pulando por falta de tempo e tbm pq já estava sacuda de pegar ônibus e me deixei seduzir por uma passagem aérea de U$23,00 de Hoi An para Hanoi (as cavernas ficam bem no meio do percurso entre estas duas cidades). No final das contas, fiquei com uma sensação de que perdi algo legal e uma pontinha de arrependimento, pois ouvi relatos de outros viajantes que recomendam muito a visita às cavernas. - Não considerei de ir até Sapa por falta de tempo. É a cidade onde tem campos de arroz nas montanhas (o visual parecer ser muito bonito), e é possivel visitar umas comunidades locais. Mas, conversando com outros viajantes fiquei saendo que o acesso aos campos não é tão facil, são horas de trekking e o tempo tem que estar bom, senão, não rola mesmooo.  - Se resolver ir até o Camboja, faça no início ou no final da viagem, de forma que não seja necessário entrar e sair do Vietnam mais de uma vez. Assim é possível economizar no visto, pois o visto de entrada única no Vietnam custa U$25,00 enquanto o de múltipla entrada custa U$50,00.  - Sobre o visto, faça o pré visto on line e finalize na chegada ao país. Vai enfrentar uma filinha no aeroporto, mas ainda acho mais comodo que despachar o passaporte pra Brasília. Eu usei o http://www.visa-vietnam.vn, processo rápido e fácil, leva uns 2 dias pra ter o pré visto no e-mail.  - A maneira mais barata pra se locomover no Vietnam é através de ônibus, inclusive tem o esquema hop on hop off, que dá pra cruzar o país, vc paga um valor único e vai agendando os ônibus cfme a necessidade no meio do caminho. O problema é, as estradas são meia boca e os trajetos demoram demais (200km em 4hrs por exemplo), e a maioria dos horários de ônibus são durante o dia, então se perde muito tempo útil em deslocamento.  - O sleep bus é confortável pra quem tem baixa estatura, senão é bem desconfortável!  - O trem é uma opção interessante, pois o deslocamento normalmente é a noite, então é possível salvar a grana da hospedagem além de salvar tempo. Mas o preço é bem mais alto, é tipo duas vezes o valor do ônibus, por isso os ônibus são tão populares, por conta do preço.  - Procure passagens aéreas, existem cias low cost como a Air Ásia por exemplo que oferecem voos pelo preço do trem, pela economia de tempo e conforto, eu acho que vale a pena.  - Nunca aceite a primeira oferta na compra de produtos, os vietnamitas aceitam barganhar e baixam o preço pra menos da metade do primeiro valor anunciado se perceberem que vão perder a venda.  - Eu aprecio a culinária e produtos locais, então os central markets costumam ser boa opção pra comer. As cervejas Bia Hanoi e Bia Saigon são sempre bem vindas, fáceis de achar e baratas. Aliás, o Vietnam é o primeiro país que conheço que a cerveja é mais barata ou tem o mesmo preço de um soft drink.  - Cuidado com os serviços de transporte, as scooters são muito comuns e os motoristas bastante insistentes pra te vender uma corrida, mas os preços têm que ser muito bem acordados antes, se necessário, escreva, desenhe, etc... Tive problemas de comunicação sobre preços com motoristas e me senti lesada em alguns momentos;  - Não deixe de experimentar os spas que oferecem massagens relaxantes, no Camboja especialmente é bem barato, U$5,00 por uma hora. Depois de um dia inteiro de andança, uma massagem cai muito bem!  - Mulheres viajando sozinhas não são tão comuns, devo ter encontrado umas 2 ou 3 em todo o período que estive lá. Mas de qquer forma, me senti bastante segura e não tive nenhum tipo de situação complicada por estar sozinha. E este é meu relato sobre o Vietnam, país gracioso, de povo amável e hospitaleiro que eu adorei conhecer!
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