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Uendi Micheli

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  1. Fernando de Noronha – Brasil – 12 dias (eu e uma amiga, de 20/12/18 a 1/1/19, final de ano simmmm!!!) Pessoal, eu sou a Uendi, viajante, instrutora de mergulho, apaixonada pelo mar, e curiosa por tudo o que é local (pessoas, comidas, costumes, etc), e vou contar pra vcs como foi minha passagem pela mágica Fernando de Noronha. Pergunta que não quer calar: 12 dias em Fernando de Noronha é muito? Não, não é! É tempo suficiente pra vc zerar a ilha, ou cortar coisas que não te interessam tanto e repetir os locais que mais gostou (minha opção foi a segunda). Antes de entrar nos por menores do roteiro diário, considerações gerais importantes a saber: - Os preços de modo geral em Noronha são ASSUSTADORES!!! Sim, assustador é a melhor definição! Na minha opinião, não há nada que justifique a demasia dos preços, não há transporte naval que inflacione tanto, mas enfim, os preços são o que são, é importante saber que são assim antes de ir pra lá pra não cair de costas (exemplos: long neck entre 15 e 22 reais, água 500ml na média de R$8, almoço mais barato da ilha R$25 PF com comida simplesinha, restaurantes melhores a la carte a partir de R$150 o prato pra 2, um copo de suco pode custar R$18, e por ai vai...). Final de ano, entre Natal e Ano Novo, os preços que já eram abusivos, inflacionam ainda mais! Aluguel de buggy vai de R$250 para R$400, taxi trajeto mais longo (3 – 4km +-) vai de R$40 para R$50, as poucas baladinhas que tem na ilha que são Bar do Cachorro (ingresso vai de R$40 para R$50), Reggae na Conceição e Muzenza, dão a vez para as festas oficiais de final de ano, que são a Festa Benção, Borogodó, Sunset Corona, com ingressos open bar na casa de R$630 para turistas (too much na minha opinião). Confesso que nos primeiros dias fiquei um pouco estressada com os preços, pois o consumo tem que ser planejado, até tomar um simples picolé se torna um dilema! Dizem que quem faz conta não se diverte, então aos poucos fui relaxando com os preços e aceitando que quem tá na chuva é pra se molhar. -SEMPRE PERGUNTE O PREÇO DAS COISAS antes de consumir, ou vc pode ter uma desagradável surpresa e cair de costas com alguns preços praticados (tipo um copo de suco R$18, eu acho abuso...) - Leve o que puder de comida, não perecíveis, tipo barras de cereal, salgadinhos, biscoitos, etc, isso salva a vida num dia de praia onde na maior parte não se tem opções pra comprar, e tbm salva uma graninha. - Leve uma bolsinha térmica pra transportar água, compre agua com embalagens grandes, tipo de 10L, encha suas garrafinhas menores pra levar consigo diariamente pras praias. Vc vai precisar mtooo de água; - Anda-se muitooooo na ilha, vá preparado pra caminhar bastante! - Noronha não é exatamente um destino de festa (não tem nada a ver com Morro de São Paulo por exemplo), o grande atrativo é a natureza, as praias e a vida marinha; - Da pra fazer muita coisa de ônibus (passagem R$5), apenas duas praias a parada do ônibus é longe, que são a Sancho e a Cacimba do Padre. Nestes casos, vale pedir uma caroninha pra evitar de andar uns 2 – 3km abaixo do sol de rachar (sim, as pessoas são solidárias e dão carona de boa). Resumindo, eu acho dispensável o aluguel de buggy se vc tiver tempo pra fazer as coisas com calma, ir em uma praia por dia, esperar o bus que passa de meia em meia hora. - Melhor região pra se hospedar é na Vila dos Remédios, seguido por Floresta Nova, Floresta Velha e Vila dos Trinta. Diria que uma ótima opção em termos de localização e valor é a Pousada do Guilherme (não fiquei lá, mas havia considerado, pela localização e valor que eles estavam cobrando, acho que teria valido a pena, mas ficou pra próxima). Eu aluguei um quartinho de uma moradora local na Floresta Velha, é uma pousada domiciliar ‘Casa do Sinval’, quartinho da Drica, foi uma opção econômica, quarto com aircon, chuveiro quente, TV a cabo (que nem ligamos), 1 cama de casal e 1 solteiro, utensílios de cozinha pra se virar pra um lanchinho. Local tranquilo pra dormir, o Sinval e os demais vizinhos bastante prestativos, as instalações nos atenderam bem, mas meio que senti falta do café da manhã prontinho de uma pousada, onde da pra tomar um cafezão, levar um lanchinho extra pra praia e fazer um almojanta final do dia. Porém, de modo geral, o preço foi o melhor que encontramos, foi uma opção econômica. - Melhor pagar a taxa TPA pela internet antes de chegar na ilha (média de R$60 por dia, crescente de acordo com o nr de dias), isso evita uma filinha, mas tem que ser até 48 horas antes da chegada, eeee saiu do aeroporto já para direto no ICMBIO pra pagar a taxa das praia (sim, tem uma segunda taxa além da TPA, e custa R$106), e já tentar agendar a trilha Atalaia Longa, ou se não conseguir a longa, agendar a Atalaia curta e a Trilha Pontinha Caieiras separado (Pontinha Caieiras precisa de guia, +-R$150 por pessoa, se chorar da pra baixar um pouquinho pra até uns R$120). -Faça um esforço pra agendar a visita na Atalaia, pois é incrível e imperdível! O agendamento no ICMBIO vai das 17h às 20h, tem vagas limitadas (40 Atalaia Longa, 70 Atalaia curta e acho que umas 40 pra Pontinha Caieiras), as pessoas chegam bem antes na fila pra conseguir vaga (final de ano o pessoal tava chegando na fila as 14h!!!! Eu consegui chegar as 16:30h e agendar a Atalaia Curta, a longa nem pensar, só chegando bem antes). O agendamento acontece para os próximos 3 dias consecutivos apenas, então as vezes é necessário voltar mais de uma vez pra tentar agendar. Não deixe pra última hora! - Snorkel é uma grande atração da ilha, então vale a pena levar os equipamentos (dependendo do nr de dias até adquirir pra levar), mascara, snorkel e nadadeira (nadadeira é necessário gente, pra não se cansar tanto e curtir bastante). O colete flutuante não é obrigatório em todas as praias, então esse vale a pena alugar quando necessário (R$10 a diária). - Se vc é mergulhador assim como eu, ou tem interesse de experimentar o mergulho com cilindro, minha recomendação é a Noronha Diver. Sai com todas as operadoras embarcadas, são elas Noronha Diver, Aguas Clara e Atlantis, e tbm com a operadora de praia Sea Paradise, só não sai com a Mar de Noronha (Bodão), pq a maré não ajudou pra fazer o mergulho noturno que eu pretendia. Preferi a Noronha Diver entre todas, pq a estrutura deles é muito nova e organizada. O catamarã é novíssimo, os equipos tbm, a equipe mto profissional e simpática, os grupos por instrutor são menores, o preço tbm foi o melhor. Ou seja, pra mim eles são os melhores! Eles foram comprados recentemente e tiveram um grande investimento tornando a estrutura toda muito boa. - Se habitue a acompanhar o movimento das marés, pois tem lugares que vc vai querer visitar que só serão possíveis na maré seca enquanto outros são melhores na alta. Fique atento nisso. Vamos ao roteiro: Dia 1 (20/12) – Saída de Curitiba, passagem emitida pela Azul com milhas 40mil milhas, minha amiga comprou pela Max Milhas por R$1.300 com taxas. O voo perfeito em termos de horário, saímos as 7h de Ctba, chegamos 15:30h em Noronha, fila pra pagar a taxa (por isso o conselho, pague pela net antes de ir). Fomos ver o quartinho ‘cafofo’ que nos hospedamos, passadinha na praia da Conceição, onde rola um Reggae toda quinta à noite a partir das 23h, tínhamos plano de voltar pra conferir o reggae, mas o corpo pediu arrego e acabamos dormindo cedo. Jantar no restaurante Xica da Silva, carne de sol com baião de dois, simplesmente MARAVILHOSO!! Prato pra 2 R$140, cerveja garrafa R$20, a comida é muitoooo boa, é um baião de 2 gourmetizado, imperdível! É tão bom que voltamos outro dia só pra comer o mesmo prato novamente. Dia 2 (21/12) – Praia Sueste, vai de ônibus e desce na boca da praia. Aluguel de material de natação (colete, mascara, snorkel e nadadeira R$25 o kit, só pode usar ali e devolve na saída da praia – uso obrigatório de colete). Sueste é incrível! É a praia com mais vida, mtos cardumes, tartarugas, tubarões. Os tubarõezinho ficam passeando na beirinha da praia, da pra ver da areia. Tartaruga na Praia do Sueste: Ônibus pra conferir o pôr do Sol no mirante do Boldro, tem uma vista linda! Tem que ir! A noite fomos conferir um forró no projeto Tamar, mas tava bem caído, chegamos lá, rolou 2 músicas e acabou, mais tarde teria o Bar do Cachorro, mas acabou que queimamos as fichas no Tamar e nem valeu a pena, ai o cansaço pegou... Dia 3 (22/12) – Mergulhadora que sou, fui conhecer o maravilhoso mar de Noronha! Sai pela Noronha Diver (R$480 pra certificado que tem a maior parte do equipo). O mar de Noronha é tipo UAUUUUU!!!! Impressionante!!! Fiz os pontos Caverna da Sapata e Laje 2 Irmãos, com direito a raias, tubarões, etc... Caverna da Sapata: Almoço no Empório São Miguel, é um buffet a quilo, R$100 o quilo (isso mesmo!!), a comida é boa, mas eu e minha amiga não temos maturidade pra buffet a quilo de $100 (minha amiga conseguiu fazer um prato de R$70, hahaa), pedi um suco de caju que nem tava bom e me custou R$18 (#chocada , obviamente eu não perguntei o preço antes d pedir... Dica de ouro: sempre perguntem o preço de tudo antes de consumir). A tarde Praia do Cachorro, pra tentar ir no Buraco do Galego e Vala da Véia tirar umas fotos, mas não rolou pq a maré tava alta, e pra ir no buraco do Galego e Vala tem q ser na maré seca. Como a praia do Cachorro é curtinha e de pedras, não é mto legal pra tomar banho, então, pegamos um busão e fomos pro Porto, pra visitar o Buraco da Raquel, Igrejinha, Mirante de observação do encontro do Mar de Dentro com Mar de Fora, Museu do Tubarão, tirar aquela fotinho no rabo da sereia e no I love Noronha, pq né... A noite fomos conhecer o famoso bar do Cachorro (entrada R$40, long neck R$15), tava rolando um sertanejo misturado com funk misturado com forró, e pra resumir bem, tava uma bagaceira! Nos divertimos de qquer jeito, pq a gente se adapta né, mas assim, ao menos nesse dia, não estava exatamente legal. Valeu as cervejas e risadas, mas achei a entrada cara... Na saída da balada só o Lanche do Gaúcho esta aberto, um xis salada por R$35, o lanche é gostoso, mas poderia custar menos. Dia 4 (23/12) – Trilha Pontinha Caieiras, 3,7km, parte do trajeto sob pedras soltas, com direito a chuva no caminho, parada em duas piscinas naturais lindas. Vale a pena fazer a trilha, só o preço de R$150 por pessoa pro guia que é meio demais, pois o guia serve basicamente pra dizer: nesta piscina vc pode entrar, nesta não... maiores explicações sobre o local, ficou a desejar. Almoço na barraquinha da Tia Regina na Praia do Porto, é uma barraca que fica na praia mesmo, e tem PF ótimo (que vem numa bandeja enorrrrrmmmeee) por R$25 (o preço mais barato que achei pra uma refeição na ilha), cerveja garrafa R$20. Como a trilha acaba na praia do Porto, aproveitamos e ficamos por lá o resto do dia. Aluguel de nadadeira pra fazer snorkel e ver o naufrágio que tem no Porto, é bem legal, vi um cardume de raias chita maravilhoso e vários tubarões, alguns bem grandinhos na beira da praia. A noite, supostamente rolaria o samba do Muzenza, mas, pra nossa surpresa, o samba foi interditado, razão: fuleragem de alguém, rixinhas locais... Parada pra comer na Hamburgueria Gourmet que fica na Vila dos Remédios, lanche a R$35, e esse sim vale R$35, o hambúrguer é gourmet mesmo, maravilhoso! Long neck a R$15. O lanche vale mto a pena, e é uma opção boa e barata frente as demais. Conversando com o atendente do hambúrguer, perguntamos de um local pra tomar uma cervejinha, já que o Muzenza tava fechado e nós animadas pra curtir a noite. Ai nos foi apresentado a Casa do Andrade, que fica na vila dos Trinta. É um boteco local, tipo local mesmo, com cerveja gelada e barata (R$10 a long neck), uma carne de sol com macaxeira maravilhosa (R$40 – serve 2), mesa de sinuca, cadeira de plástico, um som brega rolando, e muito morador local enxugando na birita. O Andrade é um querido, e a noite foi divertidíssima! Conhecemos muita gente, e fizemos mtos contatos locais. O povo Noronhense é mto receptivo. Dia 5 (24/12) – Trilha Atalaia Curta, trajeto de 1,5km, maior parte na sombra da vegetação, bem tranquila de fazer. Chegando na piscina, o equipo de snorkel e colete é obrigatório, e são 30 minutos pra ficar na piscina, com fiscal monitorando o tempo todo. A piscina é maravilhosa e imperdível! TEM QUE CONHECER!!! Essa meia horinha vale muito, é mta vida numa profundidade de 1m, com direito a polvo, tubarãozinho, moréia, etc... Piscina Natural do Atalaia: Almoço no restaurante do Valdênio, R$30 um PF bem servido, jarra de suco a R$15 (pechincha esse suco!!). Tarde na praia do meio, pra conhecer o famoso Bar do Meio e conferir o pôr do sol por lá. Os preços mais salgados são nesse lugar, disparado!! Eles têm uns quiosques bonitinhos com cobertura de lençolzinho branco e tals, pelo custo de R$1.000 de consumo (depois do dia 28/12 passou a ser R$1.800 e pegar uma mesa R$300 por pessoa de consumo) e tem um limite de nr de pessoas pra dividir o quiosque (mas eu não tenho certeza de qtas pessoas são). Long neck a R$20 ou R$22, é amigos, não dá pra ficar bêbado sem pagar caro... As 18h inicia uma música ao vivo, o cantor tocou uma música, ai fomos pagar a conta, e pra nossa surpresa, nos cobraram R$15 de couvert artístico por causa dessa única música. Demos uma reclamada a respeito, pois a atendente não nos informou sobre esse porém e tbm pq já estávamos indo embora, a resposta da atendente foi: “Ele vai tocar até as 20h, vcs estão indo embora pq querem....” É mole? Lógico que cabia uma discussão maior, mas preferimos evitar a fadiga, mesmo nos sentindo lesadas... Jantar de Natal no restaurante Cacimba, jantar pra casal incluindo entrada, prato principal, sobremesa e uma taça de vinho por R$290. Considerando que as outras opções eram Zé Maria R$320 por pessoa, Xica da Silva R$270 por pessoa, os R$290 por casal do Cacimba foi uma verdadeira pechincha! E a comida estava mto boa, o preço foi justo, o lugar é lindo, tem um deck com mesas baixas e almofadas pra sentar no chão que é uma graça! Nos encantamos com o restaurante e voltamos num outro dia, mas ai foi só decepção que eu vou relatar mais a frente. Dia 6 (25/12) – Finalmente conseguimos ir no Buraco do Galego com a maré baixa, e fizemos várias fotos lindas, porém, pra tirar uma foto sozinha sem aparecer um monte de gente ao redor da piscina, é uma verdadeira guerra, fica bemmm congestionado o local. E as ondas não permitiram ir na Vala da Véia, este ficou pra uma próxima visita. Buraco do Galego: A tarde uma passada na Praia do Boldro, é uma praia com ondas, mais pra surf, mar bem agitado, até pq dezembro é época de swell. E retornamos pra conferir novamente o pôr do sol do mirante do Boldro, e desta vez sim deu um pôr do sol perfeito. A noite caímos na casa do Andrade novamente, desta vez o bar estava bem vazio, mas ainda assim, conhecemos outras várias pessoas locais. Dia 7 (26/12) – Praia do Sancho, a famosa! Pois é, demorei uma semana pra conhecer a praia mais famosa de Noronha, o cartão postal da ilha, isso pq quis esperar um dia perfeito de muito sol pra ir até lá (acompanhar a previsão do tempo é algo importante a se fazer). Praia do Sancho: A parada do ônibus é longe nessa praia, e tivemos que andar acho que uns 3km a pézão, não passou um abençoado pra nos dar carona ☹. O visual da praia do Sancho de cima é surreal, uma água claríssima com variação de tons de azul, é possível avistar as raias, tubarões e cardumes de peixes maiores abrindo espaço nos enormes cardumes de sardinhas. As sardinhas pra mim foram um show a parte! Encantadoras! Elas ficam no raso, e quando vc menos percebe vc esta circundado por elas, é um espetáculo! Antes de descer na praia do Sancho (agora tem horário pra descida e subida, uma hora só sobe e outra só desce), fomos ao mirante 2 Irmãos, simmm aquele das fotos maravilhosas, o cartão postal de Noronha, a trilha pra ir lá é super boa, vai por uma passarela bem estruturada. Quando termina a trilha e vc dá de cara com aquela paisagem, é de tirar o fôlego, até emociona. Sério mesmo, emociona!!! É lindo, é maravilhoso, é Uaaaauuuuuu!!!!! Mirante Dois Irmãos: Descendo pra praia do Sancho, a atração é estar na água e conferir toda aquela vida marinha naquela água claríssima, da pra avistar tubarão, raia, mtos cardumes... mas o meu encantamento foram as sardinhas!!! S2 Da pra ir nadando até a Baía dos Porcos bem tranquilo, e se tiver com fôlego e perna, da pra circundar o 2 Irmão em 8. Pôr do sol no mirante dos Golfinhos, maravilhoso! Visual incrível, o sol se põe na água, e o mais importante, é quase exclusivo, pouquíssima gente, ao contrário do Boldro que é lotado. Foi o pôr do sol mais bonito de todos! Mirante dos Golfinhos: Foi um dia maravilhoso de praia, e um ser abençoado nos deu carona na volta até em casa! Gloria! Jantar no Xica da Silva de novo, pra fechar com chave de ouro o dia maravilhoso! Nesta noite rolou um reggae excepcionalmente na quarta-feira (normalmente é quinta), não tivemos fôlego pra ir, mas quem foi, amanheceu na festa, e disse q a festa foi show de bola, e o melhor, com entrada free e rolando na areia da praia... Perdemos... fazer o q né?! Não dá pra ter tudo... Dia 8 (27/12) - Mergulho pela manhã com a Águas Claras, fomos em pontos de mergulho ótimos, Iuias e Cabeço submarino. A Águas Claras tem um staff super bacana, mas em termos de estrutura, o barco e os equipos estão um pouco sucateados se formos comparar com a Noronha Diver, que tem tudo novinho. Os grupos por instrutor são maiores, como estávamos num ponto de mergulho que havia bastante passagens em buracos de rochas, formava uma fila de mergulhadores, o povo se batia, metia nadadeira na cara do coleguinha, e etc... E, o preço foi o mais caro R$530. A tarde descemos pra praia Cacimba do Padre, ganhamos carona até um pedaço e tivemos que andar um bom tanto. Mar agitadíssimo com mtos surfistas, o sol estava impiedoso, a areia borbulhando, praia sem sobra, aluguel do guarda sol com duas cadeiras R$60, e a coisa exploratória mais ridícula que já vi, na hora de pagar, cobraram 10% de serviço no aluguel do guarda sol, que saiu por R$66, é mole? Acabou que passei o dia no snorkel na Baía dos Porcos, conheci a piscina do Coração, que é uma lindeza e dá umas fotos ‘Capa Caras’. Piscina do Coração: A noite, decepção geral no restaurante Cacimba, chegamos, pedimos a mesa (a área que queríamos ficar estava fechada pra evento particular ☹), pedimos bebida, ficamos horas escolhendo os pratos e questionando os garçons sobre os componentes dos pratos que não conhecíamos, e eles foram nos respondendo as dúvidas... eis que, na hora de fazermos o pedido, nos foi informado que 70% do cardápio estava indisponível, e naquela noite só tinham risotos e massas (e nossa idéia era totalmente outra), ficamos bemmmm frustradas e foi uma pena já termos pedido a bebida, do contrário teríamos ido pra outro lugar. Pra fechar, queríamos experimentar a tal sobremesa ‘Cartola’, que tbm não estava disponível por falta de banana. Ou seja, neste restaurante nunca mais né?! Deveríamos ter sido avisadas desse monte de faltas e poréns na chegada, falha total do atendimento... E o $$ foi caro! Dia 9 (28/12) – Já começamos a repetir as praias favoritas, de volta a Sueste, e pra zerar, passei na Praia do Leão, que pra minha surpresa estava mto calma, já que tem fama de ser a praia mais brava e com mais correnteza da região, embora eu não tenha visto, diz ser a praia com maior nr de tubarões grandes. Tubarão na Praia do Sueste: A noite mergulho noturno na Ressurreta Ilha do Meio, com a Noronha Diver. Maravilhoso, quem vai a Noronha tem que fazer um mergulho noturno! Várias espécies que se entocam durante o dia são facilmente vistas a noite. O preço é o mesmo do mergulho diurno, porém, só tem um cilindro. Dia 10 (29/12) – Antes de repetir a Praia do Porto, um açaízinho na Noronha Roots, o açaí deles é maravilhoso, o melhor da ilha (480ml R$28). Mergulho de praia no naufrágio do Porto com a Sea Paradise (R$250 1 cilindro, mergulho raso max 14m, da pra ficar uma hora e meia na água), já que sou instrutora de mergulho, me livraram dos grupos e me foi disponibilizado um instrutor pra ir exclusivamente comigo, o que foi ótimo pois aproveitei mto mais. Embora a visibilidade não estivesse naquele padrão Noronha, ainda era mto boa e tinha mtaaa vida, mtas tartarugas, tubarão, lagosta e tudo o mais... valeu mto a pena! A noite cervejinha no Bar do Meio, desta vez o bar estava mto diferente da primeira vez que estive lá, estava MTO lotado, e MTO badalado, com presenças tais como Bruna Markezine, Paulo Vilhena, Izabel Goulart, entre outros ilustres... Dia 11 (30/12) – Último mergulho, desta vez com a Atlantis Diver (Pontos Cagarras e Buraco das Cabras, R$495 c/ CE incluso). A Atlantis é um reloginho, operação mto rápida e mto precisa, barco e equipos bons, o mergulho foi mto bom, e a empresa que fotografa pra eles é a All Angle, que pra mim é a melhor em termos de qualidade das fotos. Cruzamos com vários animais grandes, e consegui sair em 3 fotos mto boas, uma com uma raia, outra com tubarão e outra com tartaruga. Fui obrigada a comprar as fotos né! (R$35 cada foto... é, tudo se paga, nada é barato...). Mergulho Buraco das Cabras: Almoço no restaurante Mãezinha a R$85 o quilo, buffet gostosinho. A tarde caímos pra Praia da Conceição, tbm é uma praia de surf, mar agitado. Tem uns bares na beira da praia, um deles chama Duda Rei, e tava rolando um som mtooo legal por lá, não paga pra entrar, bebida com preço razoável no padrão Noronha, ficamos por lá a tarde toda, mto divertido. E fechamos a noite no Bar do Meio, que novamente estava bombado, rolando um forró, com as habituais presenças ilustres. Dia 12 (31/12) – Despedida da Praia do Sancho, Cacimba e Baía dos Porcos... coração ficando apertado.... À noite, caímos pra festa comunitária de Reveillon que rolou na Praia do Porto (a outra opção era o Zé Maria por R$2.780 por pessoa, open bar e food, #chocadaépouco). Haviam vários shows, a festa é povão mesmo, mas é divertida, encontramos mta gente que conhecemos ao longo dos dias. Lá pelas quatro da manhã, descobrimos que rolou uma festa de última hora no Duda Rei, aquele bar na Praia da Conceição, mas a estas alturas já tínhamos torrados todas as fichas e estávamos acabadas. No dia seguinte, qdo estávamos saindo pra ir pro aeroporto as 11h da manhã, a vizinha estava voltando da festa da Conceição, ou seja, ficamos com a impressão de que perdemos algo mto divertido... E aiii, avião, horas de aeroporto, sonho acabando.... Mas com a sensação de ter valido MTO a pena todos os dias maravilhosos que tivemos por lá. Coisa que deixei de fazer, mas dizem valer a pena: Não fiz a trilha Capim Açu (achei mto longa 12km, e tinha que pagar mais R$150 pro guia), não fiz a trilha Morro São José (o mar tava alto, achei ruim cruzar nadando, e tbm tinha que pagar R$150 pro guia), não fiz a Praia Abreus pq estava interditada por algum motivo misterioso. Coisas que faria diferente: Teria escolhido outra época para ir, final de ano é muito mais caro o que já não era barato. E é época de swell, como eu gosto de praia calma e água límpida pra mergulhar, o swell atrapalha um pouco. Os surfistas estavam no céu! Teria buscado mais por pousadas no centrinho da Vila dos Remédios com café da manhã. Acho que valeria mais a pena o custo x benefício do que ter que ficar indo no mercado, comprando coisas pra café da manhã e etc. Além do que, em pousada vc tem a opção de conhecer outros hospedes, e moradores locais que são donos ou trabalham nelas. Tbm teria tentado me esforçar mais pra vencer meu cansaço e curtir mais a noite, ter ido no reggae por exemplo e na festa de réveillon da Conceição. Coisas que não vale a pena fazer: Tudo valeu a pena! Não houve nada que me arrependi de fazer. Todos os dias foram produtivos. Optei por deixar as trilhas pagas de lado e repetir as praias que mais gostei, que são a Sueste, Porto, Sancho e Baía dos Porcos, todas pela vida marinha incrível que oferecem. Pra finalizar: Eu viajei pouco no Brasil, pois acho o preço do nosso turismo abusivo, Noronha especialmente era um lugar que eu qria mto conhecer, mas sempre me intimidei com os preços. Uma semana de Noronha paga um mês em algum país asiático. O meu grande motivador a ir pra Noronha foram os mergulhos, já que um mergulhador não pode deixar de conhecer o pico de mergulho mais famoso do próprio país. Foi uma viagem maravilhosa, aquela ilha tem um encanto, tem algo mágico especialmente pra quem se relaciona com o mar. Tanto que, voltei de lá com planos de retornar e tentar fazer uma temporada como instrutora de mergulho por lá. Torçam por mim! E esta foi minha passagem pela mágica Noronha! Espero que tenham gostado e que este relato lhes seja útil de alguma forma. Uendi
  2. Uendi Micheli

    relato Vietnam 28 dias - Passando pela Malasia e Camboja

    @Isa Brito Isa, perdão, os avisos de msg aqui do mochileiros não funciona bem, por isso as vezes não vejo as msgs . Mas olha, concordo com o comentário do nosso amigo Lobo solitário acima. Sem inglês não é impossível, mas é bem mais dificil, pois torna tudo mais estressante. Eu tive momentos de estresse em lugares onde os moradores locais não entendiam inglês, ficar o tempo todo com dificuldade de comunicação é desgastante, tem q estar com o espírito bem preparado para os perrengues. Mas mesmo com toda a dificuldade que possa surgir, uma coisa eu defendo: não se amedronte ou deixe de ir por medo da falta de idioma. Não sei qdo é sua data de viagem, mas quem sabe da tempo de iniciar o inglês e ir ao menos com o básico. Trocar ideia com as pessoas locais e outros viajantes engrandece mto a experiência, e inglês ainda é o melhor idioma pra isso! Espero ter ajudado! Ótima viagem! Uendi
  3. Uendi Micheli

    relato Vietnam 28 dias - Passando pela Malasia e Camboja

    Isa, perdão, os avisos de msg aqui do mochileiros não funciona bem, por isso as vezes não vejo as msgs . Mas olha, concordo com o comentário do nosso amigo Lobo solitário acima. Sem inglês não é impossível, mas é bem mais dificil, pois torna tudo mais estressante. Eu tive momentos de estresse em lugares onde os moradores locais não entendiam inglês, ficar o tempo todo com dificuldade de comunicação é desgastante, tem q estar com o espírito bem preparado para os perrengues. Mas mesmo com toda a dificuldade que possa surgir, uma coisa eu defendo: não se amedronte ou deixe de ir por medo da falta de idioma. Não sei qdo é sua data de viagem, mas quem sabe da tempo de iniciar o inglês e ir ao menos com o básico. Trocar ideia com as pessoas locais e outros viajantes engrandece mto a experiência, e inglês ainda é o melhor idioma pra isso! Espero ter ajudado! Ótima viagem!
  4. Uendi Micheli

    relato Vietnam 28 dias - Passando pela Malasia e Camboja

    Oi Natália! Checando agora seu comentário. estive na Tailândia sim, e amei!!! Tailândia mora no meu coração! Fez 4 anos que estive lá, Pena q eu não fiz um relato legalzinho da minha viagem, mas tenho bastante fotos no facebook (uendi Micheli) que pode te inspirar a escolher alguns lugares. Tailândia tem tanta coisa pra ver, q vale dedicar um pouco mais de tempo por lá. imperdivel: - Camboja: - Siem Riep, visitar os templos de Angkor Wat (são incríveis!); se for só pra Siem Riep, 2 ou 3 dias inteiros, dependendo se vc quer fazer o circuito curto ou longo de templos, eu fiquei 2 dias, fiz o circuito curto. - Tailandia: - Bangkok (tem gente q não gosta, eu acho q vale a pena conhecer, é a capital né! O palácio real é de encher os olhos), tem passeios legais pra 2 ou 3 dias. - Phi Phi Island (praias MARAVILHOSAS), Fique o maximo de tempo que puder!!! ...e se ainda houver tempo... - Chiang Mai (vila das mulheres girafas) e Chiang Rai (templo Branco), 3 ou 4 dias. Ko Tao (este último não fui, e me arrependo , praias lindas tbm). - Vietnam: - Hanoi (Ha Long Bay, uma das novas maravilhas naturais do mundo, e é maravilhoso mesmo!), pelo menos 2 dias em Há Long Bay e 1 na cidade de Hanoi (pra conhecer correndo), - Hoi An (adorei, tem de tudo um pouco, Praia, ruínas, é a cidades das lanternas ), pelo menos 3 dias. - Ho Chi Ming (a parte pesada da história da guerra está lá. Tbm é ótimo pra comprar suvenires, o central market de lá é de enlouquecer!). De 2 a 3 dias é bom. Bem, Estamos em contato pelo insta, qquer dúvida ou mais detalhes, me chama lá! bjs Uendi
  5. Uendi Micheli

    Ir de Siem Reap para Hanói e de Hanói para Chiang Mai

    Procure voos na Air Asia e na Angkor, tem voos diretos de SR p/ o Vietnam. Da pra ir até de busão, por um preço bemmm barateza, mas sinceramente não vale a pena, primeiro pelo perrengue, segundo pelo tempo gasto. Usei mto o aplicativo do skyscanner quando estava por la, achei voos bem baratos.
  6. Uendi Micheli

    relato Vietnam 28 dias - Passando pela Malasia e Camboja

    Pessoal, vou contar pra vcs como foi minha experiência de viagem sozinha pelo Vietnam, chegando pela Malásia e dando uma passada no Camboja. Minha viagem foi em agosto/16, com duração de 28 dias. Primeiro de tudo, comprar a passagem. Passagens do Brasil direto para o Vietnam costumam ser bem caras, algo na casa de R$8.000,00 para voar na classe econômica, ou seja, surreal! Então, o esquema é pegar uma passagem barata saindo do Brasil para qualquer destino próximo, no meu caso foi pra Kuala Lumpur na Malásia (voei de Ethiopian por R$2.900.00 com taxas, fazendo escala em Adis Abeba. Serviço de bordo razoável, entretenimento de bordo ruim, aeroporto Adis Abeba ruim (fui parada, pegaram meu passaporte, me ameaçaram de fazer revista antidrogas, no final das contas, me liberaram, mas confesso que suei frio! Na próxima vez, pagarei um pouquinho mais pra ir pela Qatar), e a partir de lá procurar as boas e velhas cias low cost da Ásia, no meu caso foi a Air Ásia, achei passagem por até U$17,00 pra voar da Malásia pro Vietnam! Kuala Lumpur – Malásia (2 dias) Já que fui até Kuala Lumpur, dediquei 2 dias pra conhecer a cidade. Cheguei no final da tarde no aeroporto e cheguei na cidade já era noite, pois o aeroporto é bem afastado. As possibilidades para se locomover do aeroporto são taxi (nem vi o preço, mas sei que não seria barato, considerando a distância), trem (custa MYR40,00 – aproximadamente R$40,00) e ônibus (MYR 10,00, aproximadamente R$10,00). Fui de ônibus, claro! O ônibus e o trem param no mesmo lugar, só que por um quarto do preço (só descobri isso porque um local me ajudou). Fiquei no bairro Butik Bintang (Simms Boutique Hotel, barato, razoável pelo preço), região movimentada, perto de restaurante, mercados noturnos, baladas, lojas, etc. Dia 1 de Kuala Lumpur, fui até Batu Caves, é um complexo de 3 cavernas, que são tipo templos religiosos hindus, muitos indianos circulando por la. Na caverna de Murugan (a principal) a entrada é de graça, mas é meio mal cuidada, a Ramayana cobra MYR 5,00 (R$5,00 aprox.) e é uma gracinha, bem cuidada, vale a pena pagar pra visitar, já a Dark cave oferece uma ‘mini expedição’ por uns R$30,00 aproximadamente, preferi não pagar e tbm tinha uma fila grande de uma hora e meia de espera, então eu deixar passar. Na sequência fui até a City Gallery, onde tem o icônico I love KL, legal pra tirar fotos. Tem uma grande maquete da cidade, bem interessante, custa uns R$25,00 pra entrar e o pessoal atendente dá muitas dicas sobre o que fazer na cidade, depois vc reverte a grana da entrada em desconto nos souvenires. Passei por Chinatown, como toda Chinatown, várias quinquilharias e falsificados. Tbm visitei o Central Market, bom pra comer e comprar alguns souvenires. Madeka Square, algumas construções importantes ficam ao redor, mas pro meu gosto nada impressionante. Acabei a noite jantando em Jalon Alor, comida local de rua, recomendadíssimo. Dia 2, KL Centre pra visitar a Petrona Towers, são as famosas torres gêmeas, toda a região ao redor é muito bonita, um lindo jardim. Desci até a Menara Tower, é uma torre de observação, mas ao chegar lá não achei que valia a pena pagar os MYR 115,00 pra subir no observatório. E esta foi minha breve passada pela Malásia, não me demorei mais por aqui por duas razões: metrópoles não são meu estilo de turismo eeee meu foco é o Vietnam. Ho Chi Ming City – Vietnam (2 dias) Voo da Air Ásia de KL pra Ho Chi Ming. Comprei chip de celular ao chegar no aeroporto (VD$260,00), peguei o ônibus/shuttle no aeroporto, bem barato VD$20,00 (+-R$3,00) e desci quase na frente do hostel (Hostel Phan Anh, U$8,00 para quarto feminino, staff prestativo e ágil na contratação de passeios, café da manhã super bom e uma cerveja no final do dia. Ou seja, ótimo e recomendadíssimo!). HCMC dia 1 – Passeio no Cu Chi Tunnel, são os famosos tuneis subterrâneos vietcongues, relíquias de guerra. É possível entrar em alguns deles, e é simplesmente claustrofóbico, super apertados (e olha que foram alargados pra receber turistas, e eu sou pequena e me senti presa), e é MTO quente! É impressionante o instinto de sobrevivência dos vietnamitas, famílias inteiras viviam nestes tuneis, e muitas crianças nasceram neles! Pra quem gosta, é possível dar uns tiros com vários tipos de armas, incluindo metralhadoras, é só comprar a munição. Isso não me atrai muito, por isso não tentei, além de achar meio bizarro. A noite fui desbravar a culinária local, todos os lugares se parecem meio ‘sujinhos’, escolhi o que tinha mais locais comendo, e me joguei. O prato era um caldo com algumas carnes não identificadas, folhas e noodle. Era bom! HCMC dia 2 – Subi na garupa de uma scooter e me joguei num dos trânsitos mais caóticos do mundo. No transito de lá não existe lei, regra, preferencial, nada disso, mas incrivelmente tbm não existem acidentes. Atravessar a rua então é adrenalina pura, a dica é: não corra, não pare, não recue, apenas vai, vai caminhando, levanta a mão pra ser visto, faz contato visual pra ter certeza que te viram, quando vc perceber já estará do outro lado. Visitei o War Remnant Museum.... Gente, é muito triste! A guerra deixou cicatrizes enormes no país. Sai do museu com o coração partido. Os vietnamitas são tão amáveis, é difícil conceber como aquele povo tão hospitaleiro pode ter sido agredido de forma tão cruel. E fiz um tour geral nas demais construções históricas da cidade, Opera House, Notre Dame Catedral, Post Office, Reunification Palace, People Committoe. Onde é possível observar que a cidade renasceu, e é um mix do antigo com o moderno. Conheci um restaurante que chama Bon Cha, ótimo! Bom Cha é um prato típico, tipo uma sopa de noodles e carne suína. Preço bom, local bonitinho! Recomendo! Delta Mekong – Vietnam (2 dias) O Delta do Mekong fica bem ao sul do Vietnam, é simples, colorido, onde a vida passa devagar. É um passeio turistão de 2 dias, onde é possível visitar algumas ilhotas, conhecer um pouco das tradições locais, tais como a fabricação artesanal de bala de coco, fabricação artesanal de noodles, fazendas com plantações de frutas tropicais, fazenda de abelhas, mercado flutuante, etc. Tipo coisa pra turista ver mesmo, mas acho que vale a pena, principalmente pra quem tem pouco tempo. Jantar no San Than Restaurante, super agradável, na beira do rio com lanternas, preço justo, provei o peixe a moda Mekong, é um peixe inteiro frito, servido com papel de arroz e alguns vegetais. Recomendo! Siem Ripe – Camboja (3 dias, sendo um de deslocamento) Neste ponto meu roteiro foi um pouco bagunçado, deveria ter ido pra Camboja antes de entrar no Vietnam, mas já que não o fiz, resolvi não perder a oportunidade e ir de qualquer jeito, mesmo que isso significasse perrengue. E foi perrengue mesmo. Passei dois dias lá. Peguei um busão pra ir pra Camboja (conselho: não façam isso. Vá de avião!), foram 14 horas ao todo, 6 horas até Phom Phem, duas horas de espera ali, e mais 6 horas até Siam Riep. O hostel que fiquei chama-se I BED (meia boca, mas pelo preço foi ótimo U$5,00). Em SR tudo funciona na base do dólar, então nem vale a pena pegar moeda local. Dia seguinte contratei um tuc tuc (U$13,00 por um dia inteiro de passeio nos templos de Angkor). Os templos são “UAUUUUU” lindos, vale a pena conhece-los, pois afinal de contas, Angkor é a maior construção religiosa do mundo! O que mais me impressionou foi o templo de Tah Phrom, é onde foi gravado o filme Tomb Rider, as raízes das arvores de seda envolvem o templo, é realmente impressionante, muito impressionante, eu adorei. Bayon tbm é bonito, é o templo das várias faces de Budah. E o mais aguardado, Angkor Wat, lindas fotos no espelho d’agua com o templo ao fundo. Angkor Wat me parecia mais grandioso nas fotos, ao vivo ele não é tãooo grande, mas é muito bem conservado, é o que tem melhor conservação. E é claro, turistada aos montes! Eu acho que um dia de templos é bem suficiente, em um dia é possível fazer os templos principais, que é o caminho mais curto. O caminho mais longo tomará dois dias, na minha opinião, um pouco demais. Pois, depois do terceiro templo já começa a ficar um pouco repetitivo. Tanto que no meu segundo dia resolvi ficar andando na cidade, fui nos mercados, no palácio real, almocei na Pub Street, comi no Easy Speaking, provei o Camboja BBQ, vem alguns molhos, uma chapa e várias carnes, podendo optar por algumas exóticas, tipo crocodilo e cobra. Aliás, a carne de cobra eu achei péssima, dura, borrachuda. Pra retornar ao Vietnam fui de avião, claro! Voei pela Angkor até HCMC, um aviãozinho bem pequeno, pra quem tem medo de voar, seria um teste cardíaco! De HCMC peguei um bus pra Mui Ne, 4 horas de descolamento. Mui Ne – Vietnam (4 dias, sendo 1 de deslocamento) Mui Ne é uma região de praias com vários hotéis a beira mar. É a praia ideal para a pratica de Wind surf, já pra tomar banho de mar e curtir o sol, é bem decepcionante, pois a praia é concretada, a faixa de areia é bem curtinha, e o mar não é límpido como na Tailândia por exemplo. A primeira noite fiquei hospedada no Coco Sand (U$12,00), o staff era simpático e esforçado, mas como a praia era ruim pra tomar banho me fez falta uma piscina. Fiquei uma noite só neste hostel e depois me mudei pra um spa que chama Green Hills (U$15,00), bem mais estruturado, com uma piscina ótima, que estava exclusiva pra mim. A noite tem vários restaurantes a beira mar que tem frutos do mar frescos, eles tiram do aquário e preparam na hora, por um preço bem amigável. Também conheci um restaurante mexicano que se chama El Latino, quesadilha muitoooo boa, ambiente bem agradável, com preço bem razoável. No segundo dia fiz um passeio (U$6,00) pelo chamado caminho das fadas, é um riozinho de agua morninha que corta um vale de areias coloridas, vermelha, laranja, amarela, branca.... Uma parada nas dunas de areias brancas, um visual super bonito, dá pra alugar quadriciclos pra andar nas dunas, eu preferi ir de carona, o motorista te larga na duna e da pra ficar um tempo lá curtindo o visual, depois ele vem e te busca. Da pra ir duas pessoas no mesmo quadriciclo, além do motorista. Outra parada é nas dunas de areias vermelhas, não são bonitas como as brancas, mas dá pra brincar de ‘sky bunda’. Quando vc chega vem uma criançada louca querendo te alugar o ‘sky’ que nada mais é que um pedaço de plástico, eles quase brigam entre si pra ver quem chega primeiro e aluga o material primeiro. E claro, te cobram gorjeta pra tudo, pra te mostrar a duna boa, mesmo que vc não tenha pedido a ajuda deles. E, dizem que tem que ter cuidado com a criançada, pois existem casos de roubos. Ao todo gastei 4 dias em Mui Ne, considerando o deslocamento, e isto foi demais, deveria ter ido embora um dia antes. Pois não se tem muito mais o que ser fazer por lá, e depois do segundo dia se torna entediante. Sleep bus rumo a Nha Trang, de 4 a 5 horas, preço: uns VD$230,00. Nha Trang – Vietnam (2 dias) Nha Trang é tipo a Balneário Camboriú do Vietnam, só que é melhor que BC, bem melhor! Fiquei num hotel perto da praia, Pho Bien Hotel, só que peguei o quarto compartilhado barateza (U$12,00), tipo péssimo! Só vale a pena mesmo pq é pertinho do mar. Praia muito movimentada, muitos hotéis, restaurantes, uma enorme faixa de areia repleta de espreguiçadeiras e sombreiros. A praia em si é bem agradável, boa pra tomar banho. Pra usar as espreguiçadeiras basta consumir algo dos bares e restaurantes as quais pertencem, mas tem q comer e beber, regra bizarra, senão eles querem cobrar aluguel pra usar, o bom é que não tem consumo mínimo. Jantei em um lugar que chama La Varanda, VD$200,00, tem vários aquários com frutos do mar frescos, vc vai lá, pega tudo o que tem direito e o pessoal do restaurante prepara na grelha na hora e traz pra vc na mesa. Além do buffet que tbm está incluso. Eu que adoro mexilhões e camarões, me esbaldei! No dia seguinte fiz um passeio de barco em algumas ilhas próximas, primeira parada num aquário horroroso! Depois para em alguns locais pra snorkell, tem entretenimento de bordo com música e etc. Achei muito engraçado como o pessoal gosta de cantar (tem karaokê pra todos os lados na cidade), e no entretenimento do barco, as pessoas quase brigavam pra ver quem pega o microfone pra cantar, pois eles realmente adoram! De modo geral, o passeio é meia boca, vale mais a pena curtir a praia nas espreguiçadeiras mesmo. Embarquei no sleep bus rumo a Hoi An, 12 horas de viagem. O ônibus não é tão desconfortável (pra quem é pequeno), mas 12 horas é cansativo. Hoi An – Vietnam (5 dias) Hoi An é a queridinha dos viajantes, é aqui que todo mundo se encontra, pois fica bem no meio do Vietnam e é parada obrigatória pra todo mundo, seja pra quem vem do norte ou do sul. É a famosa cidade das lanternas de seda coloridas e dos alfaiates. Quase a cidade toda é patrimônio da humanidade declarado pela Unesco, pois são muitas construções históricas. O centrinho de casas amarelinhas, a ponte japonesa, o central Market, tudo muito charmoso. A cidade é linda especialmente a noite, pois é quando as lanternas se acendem, na beira do rio muitas vendedoras de velinhas, dizem que vc deve fazer um pedido e larga uma velinha no rio, é claro que eu cumpri o ritual né! As lanternas são maravilhosas, coloridas e charmosas. Trouxe algumas pra casa, mesmo com certa dificuldade em coloca-las na mala. O Central Market é sensacional! Tem uma variedade enorme de frutas, folhas, temperos, legumes, tudo fresco e colorido. É ótimo pra fazer um tour fotográfico. Além disso, o central Market é ótimo pra almoçar, comida local barata e tudo muito saboroso. Fiz um curso de culinária na escola Red Bridge (U$32,00 e vale a pena!), o chef de cozinha primeiro nos leva fazer um tour no central Market, nos apresenta a infinidade de variedades de produtos que podemos encontrar por lá, depois pegamos um barco e vamos até a escola, onde colocamos a mão na massa e aprendemos a fazer alguns pratos locais, destaque para o papel de arroz, muito comum e encontrado em vários pratos típicos. E claro, depois de cozinhar, comemos o que preparamos, uma delícia! Outra atração da cidade são os alfaiates, as ruas são cheias deles. Eles fazem roupas sob medida de um dia para o outro. Escolhi uma loja que chama Le Le, pedi um vestido social de trabalho, e ficou muito bom! Paguei U$35,00, considerando que o dólar esta quase 4 pra 1, não foi assim uma super pechincha, mas considerando a qualidade do produto, o preço foi bem justo. Eles tem uma infinidade de casacos de lã, muito bonitos e com lã de boa qualidade, não comprei pq minha mala estava lotada e já não cabia mais nada, e tbm pq já tenho vários destes casacos, o preço era U$50,00, barato pelo produto oferecido. Hoi An tbm tem praias. Dá pra ficar na cidade e alugar uma bike por U$2,00 a diária e ir pedalando até a praia publica, no meio do caminho tem umas plantações de arroz, legal pra tirar fotos do pessoal lidando na colheita (se der sorte de encontra-los trabalhando). Quando chega na praia vem um monte de gente te atacar pra oferecer estacionamento pra bike, dizendo que não pode entrar com a bike na praia, mas pode sim, é só deixar em algum cantinho, mas confesso que é um stress passar pelos guardadores, pois eles são bastante insistentes e um deles até foi um pouco agressivo comigo. Tem uma outra praia que se chama Cua Dai, é afastada da praia publica, em determinada parte não tem faixa de areia pois tem um monte de sacos de contenção, mas é ótima pra tomar banho, a água é bem limpinha (foi a melhor que encontrei pra tomar banho). E como nas outras praias, tem espreguiçadeira e sombreiros, basta pegar uma hospedagem que tenha isto incluso ou consumir algo nos restaurantes que da pra passar o dia de boa. Mas se vc faz questão de ficar na areai, é só andar pra esquerda e vc encontrara faixa de areia pra tomar sol. Num dos dias que fiquei em Hoi Na peguei um tour pra ir até My Son, são ruínas de templos tombadas pela Unesco. É tipo um Ankor Wat só que com má conservação, pois foram bastante deteriorados pela guerra. Pra quem conhece os templos de Angkor, provavelmente não vai se impressionar muito. De qualquer forma, é um passeio interessante, mas aconselho a ir de manhã, pois a tarde o calor é quase insuportável! Cansada dos ônibus, achei uma passagem barateza pela Air Ásia pra ir até Hanoi, U$23,00, 1,5 horas de viagem. Hanoi – Vietnam – 4 dias Hanoi é tipo caótica, muito pior que HCM. O aeroporto é super afastado, a melhor maneira de ir pra cidade é pegando o shuttle, por VD40,00. Da pra pegar os ônibus de linha local por uns VD15,00, mas pelo conforto, preferi o shuttle. Primeiro dia dei um rolê pela cidade, Mausoléu de Ho Chi Ming, templo da literatura de Confúcio, St. Joseph Cathedral, One Pilar Pagoda e a noite o teatro Water Puppies, que vale muito a pena conferir, pois o espetáculo é muito bonitinho e é uma arte exclusiva do Vietnam, as marionetes na água são acompanhadas por uma ‘orquestra’ com cantigas e instrumentos tradicionais, muitoooo legal e delicado! Dia seguinte embarquei num mini cruzeiro de 3 dias por Há Long Bay, a baía do dragão, segundo a lenda. É uma área de mais de 1.500 km2 com quase 2.000 formações rochosas, umas das novas sete maravilhas naturais do mundo. Aliás, foi Há Long Bay que me trouxe até o Vietnam, quando vi fotos do lugar decidi que o Vietnam seria um dos meus destinos de viagem. Fiz o cruzeiro na embarcação Fantasea, me custou algo em torno de R$350,00, com acomodação, entretenimento e refeições inclusas. O navio para em algumas ilhotas para explorar algumas cavernas ou para conhecer algum ponto de observação com bela vista da baia, oferece caiaque para remar entre as formações, passamos perto das vilas flutuantes, também tem alguns passeios por terra em parques nacionais da região. São duas noites, uma no barco e outra em hotel, a comida oferecida a bordo e no hotel é boa. Num apanhado geral, vale a pena fazer o passeio. Claro que o tempo tem que estar bom, eu dei sorte, tive 3 dias de muito sol! Última noite em Hanoi, uma voltinha no night Market pra comer algo e comprar os últimos souvenires. Já o mercado central de Hanoi é péssimo, parece um paraguaizão, não é um mercado de artesanatos conforme eu imaginava. Pra não ficar carregando muito peso, tentei deixar as comprar pra última parada e quase me dei mal, por sorte garanti várias compras em HCM que tem um mercado maravilhoso. No meu último dia em Hanoi o tempo virou e a chuva veio com força. Mas tudo bem, eu já estava mesmo de saída. Outras dicas:  - Acho que o melhor trajeto é o oposto do que eu fiz. A melhor pedida é vir do norte pro sul, ou seja, de Hanoi pra HCM. Especialmente pq HCM é bom pra compra de souvenires (eu gosto de fazer isso no final da viagem) e o acesso a aeroporto é mais tranquilo do que Hanoi. A cidade tbm é um pouco mais organizada e menos caótica que Hanoi... prefiro finalizar a viagem de modo mais relax.  - Esteja bem abastecido de dólares. Precisei fazer saques de moeda local, com o iof a 6% já não vale mais a pena e acaba ficando caro. E a precificação que eles dão ao dólar é boa.  - Coloque Phon Nha Caves no itinerário, é um parque nacional com mais de 300 cavernas que eu acabei pulando por falta de tempo e tbm pq já estava sacuda de pegar ônibus e me deixei seduzir por uma passagem aérea de U$23,00 de Hoi An para Hanoi (as cavernas ficam bem no meio do percurso entre estas duas cidades). No final das contas, fiquei com uma sensação de que perdi algo legal e uma pontinha de arrependimento, pois ouvi relatos de outros viajantes que recomendam muito a visita às cavernas. - Não considerei de ir até Sapa por falta de tempo. É a cidade onde tem campos de arroz nas montanhas (o visual parecer ser muito bonito), e é possivel visitar umas comunidades locais. Mas, conversando com outros viajantes fiquei saendo que o acesso aos campos não é tão facil, são horas de trekking e o tempo tem que estar bom, senão, não rola mesmooo.  - Se resolver ir até o Camboja, faça no início ou no final da viagem, de forma que não seja necessário entrar e sair do Vietnam mais de uma vez. Assim é possível economizar no visto, pois o visto de entrada única no Vietnam custa U$25,00 enquanto o de múltipla entrada custa U$50,00.  - Sobre o visto, faça o pré visto on line e finalize na chegada ao país. Vai enfrentar uma filinha no aeroporto, mas ainda acho mais comodo que despachar o passaporte pra Brasília. Eu usei o http://www.visa-vietnam.vn, processo rápido e fácil, leva uns 2 dias pra ter o pré visto no e-mail.  - A maneira mais barata pra se locomover no Vietnam é através de ônibus, inclusive tem o esquema hop on hop off, que dá pra cruzar o país, vc paga um valor único e vai agendando os ônibus cfme a necessidade no meio do caminho. O problema é, as estradas são meia boca e os trajetos demoram demais (200km em 4hrs por exemplo), e a maioria dos horários de ônibus são durante o dia, então se perde muito tempo útil em deslocamento.  - O sleep bus é confortável pra quem tem baixa estatura, senão é bem desconfortável!  - O trem é uma opção interessante, pois o deslocamento normalmente é a noite, então é possível salvar a grana da hospedagem além de salvar tempo. Mas o preço é bem mais alto, é tipo duas vezes o valor do ônibus, por isso os ônibus são tão populares, por conta do preço.  - Procure passagens aéreas, existem cias low cost como a Air Ásia por exemplo que oferecem voos pelo preço do trem, pela economia de tempo e conforto, eu acho que vale a pena.  - Nunca aceite a primeira oferta na compra de produtos, os vietnamitas aceitam barganhar e baixam o preço pra menos da metade do primeiro valor anunciado se perceberem que vão perder a venda.  - Eu aprecio a culinária e produtos locais, então os central markets costumam ser boa opção pra comer. As cervejas Bia Hanoi e Bia Saigon são sempre bem vindas, fáceis de achar e baratas. Aliás, o Vietnam é o primeiro país que conheço que a cerveja é mais barata ou tem o mesmo preço de um soft drink.  - Cuidado com os serviços de transporte, as scooters são muito comuns e os motoristas bastante insistentes pra te vender uma corrida, mas os preços têm que ser muito bem acordados antes, se necessário, escreva, desenhe, etc... Tive problemas de comunicação sobre preços com motoristas e me senti lesada em alguns momentos;  - Não deixe de experimentar os spas que oferecem massagens relaxantes, no Camboja especialmente é bem barato, U$5,00 por uma hora. Depois de um dia inteiro de andança, uma massagem cai muito bem!  - Mulheres viajando sozinhas não são tão comuns, devo ter encontrado umas 2 ou 3 em todo o período que estive lá. Mas de qquer forma, me senti bastante segura e não tive nenhum tipo de situação complicada por estar sozinha. E este é meu relato sobre o Vietnam, país gracioso, de povo amável e hospitaleiro que eu adorei conhecer!
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