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  1. Fizemos sem guia, apenas nos guiando pelo app wikiloc (versão paga), uma espécie de gps para smartphone. A trilha é bem demarcada no geral, mas existem inúmeras bifurcações. Além do que, em um nevoeiro a sua visando complica bastante.
  2. Amigo, acho muito difícil não fazer frio pelo menos a noite lá, esteja preparado. A água é sempre o maior dilema. Mas se seguir a minha programação ali acredito que ocorra tudo certo. Eu costumo beber muita água.
  3. O Início da travessia foi feito na Toca do Lobo, no município de Passa Quatro - MG. Chegamos até a toca com o transfer do Hostel Serra Fina (35) 997203939 feito pelo guia Cristiano (35) 991910372, recomendo ambos pela humildade e hospitalidade sem igual. Começamos a caminhada 8h da manhã e chegamos no Alto do Capim Amarelo por volta do meio dia. Vou falar uma coisa para vocês, essa é definitivamente a pior parte da travessia. Um aclive muito grande, um capim infernal, e todo o peso da mochila. Você pode pegar a sua água já na toca, ou então 1h a frente em um lugar chamado quartzito, onde existe uma água amarelada que não faz mal nenhum para a saúde, pode ser bebida sem medo e foi o que eu fiz. Quem passou a dica foi o Cristiano que é guia de tempos da Serra Fina. Abasteci 4 litros. Dica do dia: Não acampe no topo do capim, adiante e vá até uma área de camping bem grande e plana chamada maracanã. Foi o que fizemos, chegamos lá passando das 14hrs. No dia seguinte começamos a caminhada perto das 9h. Chegamos no próximo ponto de água que é na base da Pedra da Mina 12h, fizemos nosso almoço e tocamos montanha a cima. Neste ponto de água você deve pegar o suficiente para subir a pedra, jantar e tomar o café da manhã do dia seguinte, para mim isso se traduz em no máximo 2 litros. Chegamos no topo da Pedra da Mina 15h, subida relativamente tranquila. Lá em cima os ratos vão tentar roubar a sua comida se ela tiver cheiro forte e você der bobeira. A noite foi bem fria por causa do vento, mas as muretas de pedra ajudam bastante dentro da barraca. No terceiro dia começamos a caminhar somente às 9h. Com 45 minutos de descida você já visualiza o primeiro ponto de água no Vale do Ruah, caso você precise abastecer. Nesse momento a trilha segue por 1 hora margeando o rio que corta o vale, então você pode esperar para abastecer quando você estiver para "se separar" do riacho. Abasteça completo, no meu caso foram 4 litros. Seguimos a trilha e chegamos no topo do Pico dos 3 estados 15h. No último dia de travessia começamos a caminhar 8h, estávamos dentro de uma nuvem literalmente. Chuva fina e vento gelado, realmente passamos frio nesse dia pois a caminhada era sempre por cristas expostas ao vento. Com 2 horas de caminhada conquistamos o cume do Alto dos Ivos, dali em diante foram mais 3 horas para chegarmos até o final da travessia, às 13h. O interessante é que lá embaixo o dia estava bem bonito, enquanto no topo da montanha não se via nada. Neste dia os bambus quase te puxam para trás, mas quando você adentrar uma floresta e diminuir a "população de bambus" você já pode ficar tranquilo, dali em diante é só vitória! Cristiano nos buscou no sítio do Pierre com cerveja gelada e voltamos para o Hostel. A travessia foi realizada no inverno, mas pos sorte pegamos tempo bom em 3 dos 4 dias. Minha sugestão de roupa para essa travessia é: conjunto segunda pela, conjunto fleece, 2 calças de caminhada, 2 camisetas de caminhada manga longa, 1 anorak e se quiser mais 1 jaqueta de plumas. Para dormir usei um saco da nautika chamado Mummy, conforto 8ºc e mais um cobertor fleece, além de quase toda a roupa. Não passei frio durante as noites.
  4. Uma dica para quem vai para essa região, principalmente para a serra do rio do rastro, é dar uma passadinha no canion da ronda. Antes de descer a serra do rio do rastro você pega a última entrada a direita, uma estrada de chão de uns 500m, próximo ao parque eólico (que se você der sorte também pode visitar)
  5. Um dos lugares que eu mais gostei quando passei pelo deserto, foi a Laguna Tebinquinche. Em quase todas as agências você encontra passeios para esse lugar, que não tem nada de desafiaos, mas sobre em beleza. Do Atacama, para mim este foi o lugar mais bonito e marcante, e sem dúvida o sunset mais bonito da minha vida.
  6. Chegou a minha vez! Depois de muito ler relatos aqui no fórum, e com estes planejar minhas trips, sinto que chegou a hora de contribuir. Estávamos em setembro, fazendo um trekking nos campos do quiriri via monte crista, região de Joinville - SC, quando conheci o Tiago e a Kariane. A Kari que deu essa ideia, viajar a costa do Uruguai de bicicleta. 4 meses depois cá estamos, realizando o sonho, quem diria? Partimos de Florianópolis no sábado dia 14 de janeiro 15h15m com destino a Montevideu, de ônibus. Previsão de 20 horas de viagem. A ideia é voltar para o Brasil de bicicleta, até o Chuí, onde vamos pegar um ônibus para voltar às nossas cidades. Durante o percurso vamos ficar acampados e em hostel, pedalando uma média de 50km por dia. Vídeo com um resumo da trip: 1° dia Depois das 20 horas de viagem, chegamos no Uruguai às 11h do horário local. Montamos as bicicletas que vieram desmontadas dentro de caixas e mala bike e seguimos para o Hostel. Demos uma volta pela Rambla de Montevideo e achamos um restaurante para almoçar, onde o garçom nos disse que pagando em cartão de crédito temos desconto de 20 por cento, pois somos estrangeiros e não precisamos pagar o imposto local. Depois pedalamos 15km até o Cerro de La Fortaleza. É uma Fortaleza do exército que fica no topo de um morro, para chegar até lá você passa pelo meio do subúrbio da cidade e até por um presídio, a vista de lá e muito boa. Depois mais um passeio pela Rambla e encerramos o dia no Hostel. [flickr]20170114_151403 by EDUARDO WECKERLE, no Flickr[/flickr] [flickr]20170115_163738 by EDUARDO WECKERLE, no Flickr[/flickr] 2° dia A previsão era de chuva, saímos de manhã mesmo assim, rumo ao letreiro de Montevideo que fica na Playa Pocitos. Ao longo do caminho o vento contra nos obrigava a pedalar mesmo descendo uma ladeira. Chegando lá o tempo começou a abrir e revelou um lindo dia. O letreiro é aquela loucura, pessoas se metendo na sua foto, sem respeitar a fila, como qualquer outro... Depois voltamos ao hostel pelas Ramblas e fomos parando em pontos que achamos interessantes, como um mole e uma espécie de “magic bus” uruguaio. 3° dia Começamos a pedalar! No hostel encontramos um trio de argentino que iria fazer o mesmo percurso que nós, porém saíram um dia antes. Encontramos um italiano, Stefano, com quem fizemos amizades e nos acompanhou neste primeiro dia, de Montevideo até Atlântida. Fomos pela ruta interbalnearia, 40km com tempo nublado e chuviscos, foi tranquilo. Stefano seguiu viagem sozinho, creio que até Piriapolis. Paramos em La Ponderosa camping, lugar muito legal, com piscinas e uma bela praia. O pôr do sol e o nascer no outro dia foram incríveis. A noite assamos o famoso chorizo, muito bom por sinal. [flickr]DSC02021 by EDUARDO WECKERLE, no Flickr[/flickr] [flickr]DSC02023 by EDUARDO WECKERLE, no Flickr[/flickr] [flickr]20170118_060104 by EDUARDO WECKERLE, no Flickr[/flickr] [flickr]20170117_211108 by EDUARDO WECKERLE, no Flickr[/flickr] 4° dia Saímos bem cedo, 7h. Seguimos pela mesma ruta interbalnearia até conseguirmos entrar na ruta 10 em Solis, um balneário onde a arquitetura chama muito a atenção pela beleza. Passamos pela costa até cruzar Piriapolis e chegar no hostel Jam, no balneário de Costa Negra. Ao todo foram 5h de pedal e 60km, vários momentos de vento contra, foi bem puxado. Para mim que sou branco feito uma folha A4, ter chego no destino sem queimar a pele foi uma vitória pessoal, mas me custou o fim do meu protetor solar. A cidade de Piriapolis é muito bela, muita cultura em todos os lados. O balneário de Costa Negra tem como premissa a sustentabilidade, querem manter o verde. [flickr]20170118_110826 by EDUARDO WECKERLE, no Flickr[/flickr] [flickr]20170118_121149 by EDUARDO WECKERLE, no Flickr[/flickr] 5º dia Saímos cedo também, rumamos em direção à Punta del Este, com uma parada no caminho na Casa Pueblo. Recomendo muito que visitem! Apesar do preço da entrada (30 reais), é um dos cartões postais do país, arquitetura muito interessante, vista única, e também a história de vida do artista que construiu a casa é bem legal. Durante o caminho de 22 km até a Casa Pueblo tive que parar comprar um novo protetor solar. Ao chegar na farmácia a funcionária me surpreende com um protetor solar de 100 reais, e após solicitar 4 vezes para ela um protetor mais barato, chegamos ao valor de 60 reais, não teve jeito, tive que comprar. Saímos da Casa Pueblo próximo ao meio dia (fiz uso do meu protetor caríssimo) e pedalamos mais 15km até chegar no nosso hostel em Punta del Este. Nos avisaram que a cidade seria cara, porém os preços nos mercados estavam bons, então se você consegue cozinhar no hostel não vai sofrer com este problema. Durante o resto do dia aproveitei a praia e a noite conheci o Casino Conrad, que tem entrada gratuita. Era uma quinta-feira e descobri que teria uma festa (free) no mesmo Casino, música eletrônica em uma espécie de sacada. [flickr]20170119_155132 by EDUARDO WECKERLE, no Flickr[/flickr] [flickr]20170119_194618 by EDUARDO WECKERLE, no Flickr[/flickr] [flickr]20170120_005647 by EDUARDO WECKERLE, no Flickr[/flickr] 6º dia Durante o dia fomos a praia novamente, conhecer o famoso cartão postal Los Dedos e passear pela cidade. Neste dia também discutimos bastante sobre o que fazer para chegar no nosso próximo destino, que seria La Paloma. No meio do caminho fica a Laguna de Rocha. Sei que muitos ciclistas desavisados dão a volta na Laguna tendo que pedalar algo em torno de 120km. Pois bem, saímos de Punta del Este no fim da tarde em direção a Laguna, muito vento contra, foi muito cansativo. Pedalamos 45km em aproximadamente 5h30minutos. Passamos pela Puente de La Barra, por José Ignácio, pela nova Puente Laguna Garzón, e quando já eram quase 22hrs paramos próximo a localidade de El caracol para acampar ao lado da Ruta 10, que de agora em diante é de barro até chegar na Laguna de Rocha. Acampamos ao ar livre, não havia postes de energia, tão pouco movimento de carros visto que dali em diante a ruta não leva a lugar nenhum senão a Laguna. Foi tranquilo. [flickr]20170120_202421 by EDUARDO WECKERLE, no Flickr[/flickr] 7º dia Acordamos assim que o sol raiou para pedalar os restantes 35km que faltavam até a Laguna de Rocha. Tínhamos 3 horas para concluir o percurso. Logo no início furou um pneu da nossa companheira Kariane, trocamos e seguimos adiante. Chegamos na Laguna de Rocha exatamente no horário combinado, 8h da manhã. No dia anterior havíamos feito uma ligação lá do hostel em Punta del Este, para uma Senhora chamada Olga, que mora em um vilarejo de pescadores do outro lado dessa laguna. Marcamos para sermos atravessados de barco, o que custou 200 pesos uruguaios por pessoa. Quando a maré está baixa (era o nosso caso), poderia se atravessar a pé pela areia, porém o trecho tem aproximadamente 2km e empurrar as bicicletas pesadas pela areia no nosso ponto de vista seria uma perda de energia desnecessária. A Laguna em si é um muito linda, com fauna incrível. Quando a maré está alta ela se encontra com o mar e alguns animais adentram na Laguna e ficam presos com a baixa da maré, como é o caso das águas-vivas, que devido a água doce, perdem o seu veneno, conforme vídeo abaixo. O telefone da dona Olga é +598 098801921 A dica da travessia por barco eu consegui aqui: https://bikea2.wordpress.com/2014/04/09/uruguai-do-chui-a-montevideu/ Após atravessar a Laguna, pedalamos por mais 12km até chegar em La Paloma, um balneário bonito, e sem a ostentação de Punta del Este. Durante o dia curtimos a praia e a visita ao farol que existe na cidade. [flickr]DSC02544 by EDUARDO WECKERLE, no Flickr[/flickr] 8º dia Neste dia o pedal teria 50km até a cidade de Cabo Polonio, porém devido ao cansaço acumulado optei por ir de ônibus, a passagem custou 116 pesos uruguaios, mas me taxaram por ter que levar a bike em mais 200, um absurdo, mas como reclamar satisfatoriamente em portunhol? Rs. Chegando em Cabo, descobri algumas informações importante que eu ainda não tinha lido (ou não prestei atenção na internet). Logo na entrada tem uma rodoviária, onde você deve estacionar o seu carro/bicicleta/moto, o que for, e pagar uma diária de estacionamento pelo tempo em que vais visitar a cidade, no nosso caso, 70 pesos uruguaios por dia para deixar as bicicletas guardadas. Dali você tem duas opções, seguir a pé pela areia até a vila de Cabo Polonio (e ter uma insolação neste trecho de 8km de areia) ou pagar pelo transporte em caminhões 4x4 que levam a turistada toda para lá, foi o que fizemos. O lugar é um parque nacional, com uma vila que parece ser em sua maioria habitada por hippies, não há energia elétrica, cada residência deve gerar a sua própria. A praia é de rara beleza, existe um farol que pode ser visitado, e você pode observar leões e lobos marinhos bem de perto. Recomendado para quem gosta do contato com a natureza. [flickr]DSC02694 by EDUARDO WECKERLE, no Flickr[/flickr] 7º dia Saímos de cabo no primeiro caminhão que havia no dia, chegamos na rodoviária pegamos as bikes e pedalamos mais 60km até chegar em Punta del Diablo, a última parada no Uruguai. Eu gostei bastante desse balneário, pois é muito belo e por ser próximo ao Brasil, ele já se torna mais barato e você consegue achar algumas comidas mais parecidas com as nossas. Durante o dia aproveitamos a praia e a noite fomos em um bar comer uma porção de qualquer coisa e tomar uma Patrícia. [flickr]DSC02710 by EDUARDO WECKERLE, no Flickr[/flickr] [flickr]DSC02718 by EDUARDO WECKERLE, no Flickr[/flickr] [flickr]DSC02735 by EDUARDO WECKERLE, no Flickr[/flickr] 8º dia Pela manhã, pedalamos 12km pela ruta 9 até chegar a Fortaleza de Santa Tereza, que é mantida pelo exército, possui camping, praias, e a visitação da Fortaleza. Recomendo, lugar recheado de história e a Fortaleza é gigante. Depois foram mais 32km até Chuy, na fronteira com o Brasil. Não achei nada de interessante nesta cidade além do Free Shop na fronteira, onde aproveitei para comprar algumas coisas com um preço mais em conta. Fomos até a rodoviária e compramos a passagem de volta para Florianópolis na mesma empresa que nos levou até Montevideo, só aceitam dinheiro. Tive que passar grande parte do dia na rodoviária, e tenho que registrar que aquele lugar é uma vergonha, não há limpeza, as aranhas estão tomando conta, e o banheiro... bom, é melhor você usar o do comércio próximo. E olha que eu sou tolerante com esse tipo de coisa. Final do ciclo turismo, gostaria de deixar algumas considerações: Se possível, faça este trajeto com mais tempo, para evitar a fadiga muscular e também para aproveitar melhor os lugares. O Uruguai é um país caro, em qualquer lugar, se não quer gastar muito evite comer fora. Peguei bastante vento contra neste sentido, recomendo pedalar de manhã cedo onde há menos vento. Os campings no Uruguai têm uma excelente estrutura (de dar inveja aos campings no br), nas cidades pequenas de preferência ao camping, pois quanto menor a cidade, mais cara a hospedagem.
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