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Francisco David

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  1. @Marcelo Gontijo Algumas lojas só aceitam em dólar, então é legal levar um pouco, e eu recomendo que você compre dólar só quando estiver lá. Em Foz eu comprava nas casas de câmbio da Avenida Brasil, perto do terminal municipal, e em Ciudad del Este tem a Cambios Chaco logo após a alfândega. Às vezes vale mais comprar em Foz e às vezes em Ciudad del Este, é legal dar uma olhada nos sites antes de comprar. A acomodação é sem dúvida mais barata em Ciudad del Este, mas em Foz tem muito mais opções, dá uma olhadinha no booking.com, lá você vai encontrar o que mais te agrada e pagando menos, eu reservei tudo por lá
  2. @Érica Martins Decidimos ir somente na de Trinidad mais por causa do nosso orçamento mesmo, pois para ir até a outra ruína em Jesus de Taravangüe tem que pegar um táxi ou mototáxi e eles cobravam meio caro. Mas como vocês vão em cinco pessoas acredito que vai sair bem mais em conta combinar um táxi. No geral o acesso pode ser feito pelas estradas, e não é difícil, é só perguntar no hotel ou hostel que com certeza eles vão te informar (parece que só quem mora lá sabe mesmo rs), e como eu disse o passe que você compra em uma das ruínas dá acesso a todas as outras do complexo paraguaio. Pensávamos em ir às missões argentinas, mas nos disseram que as paraguaias eram maiores e menos alteradas, no entanto as argentinas tem infraestrutura melhor e mais informações, especialmente a de San Ignacio Mini. Além das ruínas tem um parque ecológico na cidade de Santa Ana (Argentina) que parece ser legal onde tem um mirante em foma de cruz. O acesso às ruínas argentinas eu já não sei informar. O preço da gasolina por lá é em média Gs. 5.000,00, o que equivale mais ou menos a R$ 3,12 por litro. Vou deixar o link de um relato de duas argentinas que alugaram carro lá no Paraguai e viajaram o país inteiro praticamente. As estradas do triângulo Asunción-Encarnación-Ciudad del Este são as melhores do país, todas bem asfaltadas mas pedagiadas também. Não se preocupe se você não encontrar toda informação ainda no Brasil, chegando lá a boa vontade e a imensa receptividade dos paraguaios ajudará bastante! Relato das argentinas: http://www.caminandoporelglobo.com/2016/02/guia-para-viajar-por-paraguay/ Parque de La Cruz: http://www.parquedelacruz.tur.ar/el-parque-de-la-cruz.php
  3. Olá mochileiros! Este é meu primeiro post aqui no site, e o motivo é justamente a falta de informações sobre o Paraguai na internet, inclusive aqui mesmo. Têm um monte de posts claro, mas o mais recente foi o da Palloma, e o que também me ajudou bastante no plano de viagem. Então, senti que era uma espécie de dever contribuir com informação sobre o país. Mas mesmo assim a falta de informação sobre nossos hermanos deixou o mochilão com uma vibe de aventura (o que me deixou empolgado e preocupado ao mesmo tempo rsrsrs mix de emoções...), já que uma das dicas que li sobre como pegar ônibus em Assunção era: “procure um grupo de pessoas na calçada com cara de quem vai pegar ônibus, e pergunte a alguém qual a linha para o lugar aonde você quer ir.” Bom, além do relato vou deixar também uns links úteis. Meu roteiro foi basicamente: Assunção-Encarnação-Foz do Iguaçu. Vamos ao que interessa! INFORMAÇÕES BÁSICAS: DINHEIRO: O dinheiro paraguaio é o guarani, mas geralmente os estabelecimentos aceitam real, dólar, euro ou peso argentino. LÍNGUA: O Paraguai têm duas línguas oficiais, o espanhol e o guarani, e a população fala os dois misturados (o que eu achei bem legal), mas eu só havia treinado (MUITO) o espanhol no memrise.com e a comunicação fluiu bem mesmo assim. FUSO-HORÁRIO: No Paraguai é 1 hora a menos do horário de Brasília. INTERNET E TELEFONE: Comprei um chip da operadora Personal, com o plano mais básico que foi Gs. 75.000. Consegui usar internet e poderia ligar também mas nem tentei. LINKS ÚTEIS: - Bienvenido a Paraguay: site com informações turísticas detalhadas de cada departamento do país, idealizado pela rede de postos de gasolina Barcos y Rodados. http://www.bienvenidoaparaguay.com/ - Caminos Paraguay: site que permite você encontrar a linha de ônibus mais conveniente, colocando o cruzamento mais próximo da sua origem e o cruzamento mais próximo do destino. Aparentemente não funciona no Brasil, mas quando estive lá eu sempre abria no celular. https://caminospy.com/ ROTEIRO com preços em reais R$ e guaranis Gs ou dólares US$: ASSUNÇÃO - Capital e maior cidade do Paraguai. 1º DIA -Comprei o bilhete de ida e volta, de Guarulhos a Foz do Iguaçu na Avianca: R$ 470,00 -Chegando em Foz, peguei o ônibus da linha 120 até o terminal municipal. Bilhete do ônibus: R$ 3,45 -Quando cheguei no terminal fiz câmbio em uma casa da Av. Brasil. Comprei uns guaranis para o ônibus e o real estava Gs. 1610,00, um pouco caro. O real tinha desvalorizado pra caramba, foi justo no dia que saiu a notícia da maleta do Temer. -Em frente ao terminal há um ponto da linha internacional, onde passam os ônibus que ligam Foz a Cidade do Leste. Tivemos que descer na aduana para fazer a imigração, mas você pede um bilhetinho para o motorista que permite que você pegue o próximo ônibus que passar de graça sendo da mesma empresa. Imigração feita, subimos de volta no ônibus até o ponto final, que também era o nosso destino: a rodoviária de Cidade do Leste. Bilhete do ônibus: R$ 5,25 -Chegando na rodoviária, prepare-se para uma multidão de vendedores tentando convencer você a viajar na empresa deles. Fiquei receoso, então os ignorei e fui comprar a passagem de Cidade do Leste a Assunção na NSA, a mais confiável aparentemente. Passagem: Gs. 90.000 -Embora a distância seja apenas 300 km a viagem durou 7 longas horas. O legal é que o ônibus para em uma das chiperias na beira da estrada, e entram mulheres com cestas grandes servindo chipas quentinhas (uma espécie de pão de queijo paraguaio de-li-ci-o-so) e o cocido (um chá mate quentinho também). Cada chipa: Gs. 5.000. E o Cocido foi: Gs. 3.000 -Chegando em Assunção pensei em comprar mais guaranis, mas a cotação da rodoviária não é boa, evite. Depois fui perguntando pelo ponto de ônibus e fui para lá. Quando ainda estava em Cidade do Leste havia recebido o e-mail de confirmação do meu hostel e aproveitei para perguntar que ônibus eu teria que pegar, então eu já sabia, mas perguntando as pessoas também vão te falar qual ônibus pegar. Evite os taxistas porque eles vão dizer que ali não passa a linha que você quer ou que vai demorar muito. Bilhete do ônibus: Gs 3.500 -O hostel que fiquei foi o Isla Francia, que é em um sobrado antigo que pertence ao casal de franceses mais legal e firmeza do planeta! Haha eu recomendo fortemente a hospedagem lá. Os quartos são normais, o banheiro é bem limpinho, tem uma área de convivência ampla, e cozinha bem equipada, mas o melhor mesmo é o clima super família. O Joel (ou Felipão como ele se apresenta aos brasileiros, devido a incrível semelhança! haha) prepara crepes deliciosos no café da manhã, e além de bom cozinheiro é uma figura, impossível não rir ao falar com ele. A esposa do Joel, Lorenza, também é uma mãe, e ajudará no que for preciso. Uma noite no Isla Francia: Gs 40.000 2º DIA -No dia seguinte fomos dar um rolê para conhecer a cidade de dia (já que havíamos chegado às nove horas), e fomos trocar mais uns guaranis. A melhor cotação na Calle Palma (a rua principal, você provavelmente vai passar por lá todos os dias), era na Cambios Chaco. -Dinheiro na mão, meu primo que estava comigo queria ver o outlet da Adidas, e acabou comprando um tênis Springblade por Gs. 340.000. Um valor que segundo ele era metade do cobrado no Brasil. A loja é pequena, mas os preços são bons. -Depois de mais um rolê pela Calle Palma, fomos almoçar no Burger King. Geralmente quando viajo eu sempre dou preferência à comida local, mas quando se viaja com uma companhia frescurenta... Um combo do sanduíche BK Staker triplo foi: Gs. 32.000 -De tarde fomos ao museu Estación Central del Ferrocaril, que para ser sincero pode ser dispensado. A qualidade do acervo é razoável e em pouca quantidade. Entrada: Gs 10.000 -No fim da tarde fomos a um mercado Dia, bem ao lado da Estación Central. Compramos 1kg de arroz, 1kg de peito de frango, cebolinha, presunto, queijo, ovos, pepsi de 2 litros e uma escova. Tudo deu: Gs 57.000 3º DIA -Fomos ao Palacio Lopez, sede do governo paraguaio, mas só para tirar umas fotos externas. É bonito, mas um prédio pequeno se você pensar que é a sede de um país inteiro. -Depois fomos atrás do palácio, na Costanera, uma orla beirando a baía de Assunção que é relativamente nova, e talvez a parte mais bem conservada da cidade. OFF: O Paraguai é considerado o segundo país mais pobre da América do Sul, somente atrás da Bolívia, então conseguimos perceber que as coisas são meio largadas e um pouco sujas, mas nada que já não tenhamos presenciado aqui no Brasil. -Após uma meia hora sentado na Costanera vendo os barquinhos na baía de Assunção, decidimos ir mais para lá em direção ao porto e encontramos uma rua com várias lojas de artesanato, que não estavam tão caros. Aliás praticamente tudo no Paraguai é mais barato do que no Brasil, mesmo com o cambio tão desfavorável que pegamos. -Passamos também pelo centro cultural Manzana de La Rivera, mas que não tinha nada de especial, apenas umas exposições bem curtinhas e sem graça. -No almoço decidi provar a comida do lendário Lido Bar. A casa estava lotada, mas consegui me enfiar no balcão e pedi uma das opções de prato do dia, que eram mais em conta. Pedi uma lasanha, um pãosinho (que as garçonetes oferecem mas é pago), e um suco de laranja com abacaxi. Foi caro para um almoço, mas também era O LIDO BAR, que na porta está escrito: "Ir a Assunção e não ir ao Lido Bar é como ir a Paris e não ir à Torre Eiffel". Almoço (bem farto): Gs 46.000 -Um detalhe interessante é que o Lido Bar fica em frente ao Panteão dos Heróis, outro grande ponto turístico da cidade, mas que não fomos porque atualmente passa por uma restauração. Que pena... OFF #2: A Calle Palma tem vários restaurantes e bares bacanas, se você é daqueles que curte um rolê gourmet vá para lá, ou também em um café que não fica lá chamado Café Consulado, que tem uma vibe super hipster além da comida gostosa. -Para descansar o almoço fomos dar mais uma caminhada e achamos por coincidência a Casa de La Independencia, o lugar onde foram feitas as reuniões que levaram à independência do Paraguai. É talvez o melhor museu que visitamos, tudo bem conservado e limpo, além de uma guia que te contará toda a história (fascinante) do Paraguai. Entrada grátis! -Depois fomos a mais um museu (pra finalizar a overdose de museu), o Cabildo. Que tinha uma exposição sobre povos nativos do Chaco, região norte do país, e outra em homenagem ao centenário do escritor Augusto Roa Bastos, o único do país a ganhar o prêmio Cervantes. As exposições estavam meio cansativas então não demoramos muito, mas a do Roa Bastos até que foi legal. OFF #3: Como me interesso muito por literatura e história dos lugares para onde viajo, dei uma boa pesquisada e o livro mais recomendado para os que querem saber mais sobre o Paraguai é o "Yo, El Supremo" do Roa Bastos, justamente a obra que rendeu ao escritor o prêmio Cervantes, e que conta em forma de ficção a relação entre o Ditador Rodríguez de Francia e seu braço direito Usía. Estou lendo e gostando muito! Outras leituras interessantes que podem ser feitas na internet mesmo, é sobre a guerra da Tríplice Aliança (a do Paraguai contra Brasil, Argentina e Uruguai, a qual acredita-se ter dizimado quase 2/3 da população masculina), e sobre as missões jesuíticas, que tiveram papel fundamental na catequização e transmissão de conhecimento aos guaranis, e que por sua causa hoje a língua guarani é falada por quase 90% da população. -Depois do rolê cultural, fomos de volta para a Costanera e alugamos duas bikes para ficar passeando e curtindo a baía de Assunção. Entre a Costanera e o centro da cidade há uma favela, onde se recomenda não passar por ali. Mas embora a Costanera fique do lado da favela, aparentemente não é tão perigoso já que muitas pessoas vão para lá correr, fazer exercício ou só dar um rolê e curtir o pôr do sol. Uma bike por uma hora: Gs 15.000 -Após o rolê de bike, voltamos para o Lido Bar e pedimos cerveja da marca Pilsen, paraguaia, e empanada de frango que estava muito boa. Cerveja Pilsen 1l: Gs 15.000. Empanada: Gs. 10.000 4º DIA - último em Assunção -Acordamos já um pouco tarde e resolvemos conhecer o tão falado Mercado Municipal Número 4. Eu não comprei nada lá pois a qualidade não era das melhores, porém o ambiente é de um universo paralelo. Lá você poderá presenciar uma mulher matando um frango numa barraca, e na barraca da frente um cara vendendo celulares! Um negócio bizarro, mas muito interessante e legal de se ver! Tomar cuidado com os bolsos. OFF #4: Quem quiser sentir um pouquinho da vibe do Mercado 4, assita ao filme 7 Caixas (7 Cajas), um filme paraguaio muuuuuito legal. Juro, produção muito boa, não esperava um filme paraguaio tão bom quanto esse. Me lembrou um pouco o Cidade de Deus. Assisti na internet e legendado em português mesmo. Mas dá pra baixar também. Assistam!! -Depois da loucura do Mercado 4, seguimos para o primeiro bairro "turístico" de Assunção: Loma San Gerónimo. Foi feito um trabalho de restauração e pintura nas residências do bairro, que o deixou mais colorido e aconchegante. Percebemos que estava meio vazio e os restaurantes (que são dentro da casa das pessoas!) estavam fechados, mas mesmo assim fomos ao Miradero, que é a casa mais alta e que na laje tem um bar e uma vista bem bonita de Assunção. Chegando lá ficamos sabendo que os moradores foram para a Plaza Uruguaya para a festa de San Juan, uma festa tradicional em homenagem a São João. Subimos na laje para tirar umas fotos e descansar um pouco da andança, e depois decidimos ir ver a tal festa de São João paraguaia. Entrada do Miradero: Gs. 2.000 -Na Plaza Uruguaya onde iria acontecer a festa de San Juan foram montadas algumas barracas de comida típica paraguaia (sopa paraguaya, mbejú, chipa guazú e outras), barracas de jogos, e um palco onde aconteceriam as apresentações de danças tradicionais (que as dançarinas vestem grandes vestidos e equilibram garrafas e vasos na cabeça!) e de música de harpa paraguaia. Uma verdadeira quermesse paraguaia, nada de tão espetacular, mas super interessante de se assistir. As comidas custavam entre Gs. 3.000 e 5.000 ENCARNAÇÃO - Capital paraguaia do carnaval e destino de verão 5º DIA - Ida a Encarnação -Nesse dia acordamos cedo e fomos direto para a rodoviária de Assunção. Lá mais uma vez nos deparamos com uns caras que queriam convencer a gente a comprar passagem, mas falamos que já havíamos comprado e saímos fugindo para alguma bilheteria, para comprar em uma empresa mais confiável. Compramos na La Encarnacena, que é bem boa, os ônibus são novos, os bancos reclinam quase a 180º e tem um serviço de bordo que vai servindo bebidas e um salgadinho durante a viagem. Saímos de Assunção ao meio-dia e chegamos em Encarnação já de noite às 18:00. Passagem para Encarnação: Gs. 70.000 -Chegando em Encarnação fomos andando para a nossa hospedagem, que foi uma pousada chamada Casa de La Y. A casa de uma senhora chamada Doña Yolanda, que fez dois quartos no fundo para hospedagem. Os quartos são enormes, e os dois tem banheiro com uma ducha legal. O café da manhã não era tão delicioso quanto o do hostel Isla Francia mas era bom também. Um quarto de casal por 3 noites: Gs. 360.000 OFF #5: Encarnação é considerada a cidade mais turística do Paraguai. Fica ao sul na fronteira com a Argentina. Tem um lago que foi represado por causa de uma usina hidrelétrica, assim como em Foz, mas a principal diferença é que foram feitas umas praias artificiais e construída uma "costanera" na beira do lago, onde a galera se encontra com carros de som, ou vão passear, ou vão para correr e fazer exercícios. A cidade do lado argentino é Posadas, que é a capital da província de Misiones e maior do que Encarnação, mas não fomos pois os paraguaios e até os argentinos nos disseram que não tinha muito para ver lá. A cidade tem também um sambódromo (menor do que o de SP por exemplo), onde acontecem desfiles de carnaval à la Rio de Janeiro, com samba e tudo mais, alguns dizem que é tão animado quanto o nosso e que a cidade dobra sua população na época da festa! Perto de Encarnação tem também os Yerbales, que são fábricas de erva mate. A erva é usada para fazer o tererê, uma bebida quente bem parecida com o chimarrão gaúcho, e que também é consumida no Mato Grosso do Sul. Eles bebem isso O TEMPO TODO, sempre carregam uma garrafinha de água quente, o mate e outras ervas para misturar na bebida. Juro pra vocês, até quando fui no supermercado o açougueiro bebia tererê enquanto pesava a carne! 6º DIA - Ida à Trinidad para ver as Ruínas das Missões Jesuíticas. -Depois de descansar bem nos quartos aconchegantes do Casa de La Y, acordamos cedo e fomos atrás de um ônibus para ir até a cidade de Trinidad, onde está localizada um dos complexos de vilas jesuíticas que se tornaram Patrimônio da Humanidade (o único do Paraguai). O outro complexo é o da cidade de Jesus de Taravangüe. Na rodoviária mais uma vez encaramos os vendedores desesperados e dessa vez tivemos que ir em um dos ônibus deles, que são velhos e um pouco sujos, pois perdemos o horário do da empresa NSA. Recomendo que no dia anterior pesquise o horário certo do ônibus, e você terá que pegar o ônibus com destino a Cidade do Leste e avisar ao "chofer" que vai descer nas ruínas. Passagem para Trinidad: Gs. 10.000 -Chegando lá compramos a entrada na bilheteria, que dá acesso a todas as ruínas não só as que são patrimônio mas também as restauradas em outras cidades. No nosso caso só visitamos a de Trinidad. No mesmo lugar da bilheteria têm uns painéis que explicam o que foram as missões jesuíticas, o seu papel na desenvolvimento do idioma guarani, e porque foram destruídas ou abandonadas. O complexo é grandinho até, e é muuuuuito bonito, tirei umas duzentas fotos. Foi realmente o ponto alto da viagem! Passe para as ruínas: Gs. 25.000 -Depois de umas duas horas andando pelas ruínas e admirando a construção projetada pelos espanhóis e construída pelos guaranis, fomos de volta para Encarnação. Tivemos que esperar no ponto em frente a entrada das ruínas, durante um bom tempo, pois era domingo e o pessoal me disse que passavam menos ônibus. Sendo assim, o primeiro que passou (depois de um chá de ponto de ônibus) pegamos sem hesitar, e a situação era beem precária, eu e meu primo começamos a rir e a falar "esse é o legal de se fazer mochilão", as cadeiras estavam bem desgastadas, o cheiro de urina dava pra sentir na porta do chofer, e pra ficar melhor ainda fomos em pé, em um ônibus a 80 por hora que a gente orava pra ele chegar inteiro! Só mochileiros conseguem passar por esse tipo de perrengue kkk Passagem de volta: Gs. 10.000 7º DIA - Rolê em Encarnação -No nosso último dia em Encarnação acordamos bem tarde, tomamos café e demos um rolê para passar o tempo. Quando bateu a fome resolvemos fazer um almoço picnic, compramos umas coisas no supermercado Super Seis e comemos num gramadão que têm perto da costanera. A lista foi a seguinte: Água 500ml - Gs. 1.500 Coca-cola 600 ml - Gs. 4.350 Presunto 100g - Gs. 5.000 Mussarela 100g - Gs. 7.000 8 Pães - Gs. 3.000 6 Alfajores pequenos - Gs. 4.000 -De tarde fomos na praia San José, que é legalzinha mas não tomamos banho porque tava frio. Então alugamos uns quadriciclos e ficamos andando pela costanera. Aluguel 20 minutos de quadriciclo: Gs. 15.000 -No fim da tarde fomos no Burger King que têm lá mesmo na costanera. Dois combos com o cupom de desconto saiu a Gs. 55.000 e 3 casquinhas mais uma água com gás também com o cupom foi Gs. 15.000 FOZ DO IGUAÇU 8º DIA - Ida para Foz do Iguaçu -De manhã fomos cedinho para a rodoviária de Encarnação pegar o ônibus para Cidade do Leste. Já sabem o que houve né... sim, multidão de vendedores perseguindo a gente. E como mais uma vez não pesquisamos o horário, o único disponível foi o de um vendedor insistente que chegou a ficar na frente da entrada de uma bilheteria de outra empresa pra me convencer a comprar com ele kkkkk e assim fomos, pagamos barato mas foi bem desconfortável. Passagem de Encarnação a Cidade do Leste: Gs. 50.000 -Chegando em Cidade do Leste fizemos o mesmo percurso do começo só que ao contrario hehe pegamos a linha internacional na rodoviária e descemos no terminal municipal de Foz (não esquecer de descer na aduana para carimbar o passaporte caso o leve). Ônibus internacional: R$ 5,25 -Depois pegamos um ônibus municipal de Foz e fomos para o hostel. Ônibus municipal: R$ 3,45 -O hostel que ficamos foi o Poesia, que é suuuper bacana. Fica um pouco afastado do centro, mas como não iríamos ver nada por lá e estava perto da linha que vai para o Parque Nacional das Cataratas, a localização era conveniente. Os dormitórios são bem arrumadinhos e com lockers, a ducha foi a melhor de todas, e o café da manhã é ótimo também. Além de tudo isso o hostel tem uma vibe bem legal, e tem até um cineclube no último andar, onde você pode assitir filme deitado num futon gigantesco cheio de almofadas. 5 noites no Hostel Poesia: R$ 125,00 9º DIA - Parque Nacional das Cataratas -Nesse dia acordamos cedo e fomos direto pro Parque das Cataratas. Pegamos a linha 120 cuja a última parada é lá no parque mesmo. Bom... sobre as Cataratas eu acredito que não preciso dizer muita coisa. É simplesmente belo, todo brasileiro deveria visitar esse lugar, realmente uma experiência maravilhosa, e sem falar nos quatis que são a coisa mais fofa do mundo, dá vontade de levar um pra casa. Além da trilha que tem vistas das quedas, há outros passeios bem legais como o macuco, que é um bote que te leva para o meio da garganta do diabo (eu acho), e um outro que tem prancha stand up. Fiquei com muita vontade de fazer o do stand up, mas ambos são muito caros e estavam fora do nosso orçamento. Entrada do parque para brasileiros: R$ 38,50. -O passeio durou umas duas horas e ficamos cansados. No almoço comemos em um buffet mais baratinho (R$ 15,90 à vontade), e no fim da tarde já no hostel alugamos as bicicletas que tinham lá e fomos dar um rolê. Eles cobram R$ 10,00 por hora. 10º DIA - Compras em Cidade do Leste -Esse dia foi o dia de bater perna! De manhã pegamos mais uma vez o ônibus internacional e fomos para Cidade do Leste, e dessa vez não precisava fazer a imigração pois iríamos voltar no fim do dia. Na parte da manhã ficamos apenas andando e pesquisando preços e lojas. Nas ruas tem um monte de barracas que vendem mais roupas, relógios e alguns eletrônicos, mas ao analisar a qualidade do acabamento você vai perceber que a maioria é falsa (made in paraguay mesmo). Andando nas ruas você também vai ter que lidar com alguns vendedores de meias que podem perseguir você, alguns podem oferecer armas e maconha depois que você recusar as meias, mas não se preocupe, apenas diga um gentil "gracias amigo" e siga em frente. Bom, depois da manhã de bateção de perna, decidimos onde iríamos comprar algumas coisas, são elas: - Uma calça na loja Brands For Less, que custou US$ 17,00. Nessa loja se vende roupas de marca, eletrodomésticos, artigos de decoração, e se não me engano maquiagem e perfume também. No último andar encontramos umas araras cheias de roupas femininas de coleções passadas que estavam em liquidação, calças e camisetas ou blusas por até 80% de desconto, algumas calças custavam a barganha de US$ 3,00! Ah como eu queria ser mulher nessas horas... - Uma camisa artesanal fabricada por guaranis, com um bordado muito bonito e um tecido bem fresquinho, ideal para o calor paraguaio. Compramos em uma das barracas na rua por Gs. 70.000, o que pra mim foi uma barganha se tratando de um produto artesanal. -Duas caixas de alfajor Recoleta, que é uma de-lí-cia! Compramos numa galeria que fica ao lado do Shopping del Este, e custou Gs. 31.000 cada caixa, que não resistiram até a volta kkkk parentes furiosos por causa do presente que não chegou. -Por fim, passamos também no Shopping China (que Fica dentro do Shopping Paris kkk), e que tinha coisas que valiam a pena, e outras não. Roupas por exemplo não valiam muito a pena para mim, já o meu primo que gosta de narguilé encontrou essências da marca Zomo por US$ 1,50, preço que segundo ele era menos de um terço do preço em São Paulo, então ele ficou doido pra levar. -No fim do dia apesar de mortos de cansado ficamos com vontade de ir numa festinha. O recepcionista nos falou de algumas em Foz e em Puerto Iguazú no lado argentino, segundo ele as argentinas são as melhores, mas tem que pegar táxi. Sendo assim, como estávamos com o orçamento apertado resolvemos ir no pub Amarantha, no centro de Foz e do lado do teminal de ônibus, que era um lugar conhecido por ser bastante frequentado pelo público lgbt (como é o meu caso) mas que colava todo tipo de gente (caso do meu primo que não é gay), e além disso vimos na página do facebook que naquele dia ia ter uma promoção de compre uma cerveja e ganhe desconto no shot de cachaça. Fomos e curtimos muuuito, lugar bem legal e que realmente cola uma galera bem variada! Só paga consumação. -Entretanto, antes de ir para o Amarantha nós já tínhamos matado uma garrafa de catuaba pra dar aquela esquentada, e como eu não sou tão pinguço fiquei todo alegrão e quis comer um shawarma (espécie de sanduíche árabe) numa das várias lanchonetes árabes que tem em Foz. Comprei um shawarma por R$ 5,00, na lanchonete Aladdin, que estava delicioso e havia sido preparado por um cara afegão, com quem eu comecei a trocar a maior ideia pois estava achando a coisa mais incrível encontrar um cara afegão no Brasil preparando um shawarma pra mim kkk OFF #6: A coisa mais legal que eu achei de Foz foi essa diversidade de culturas, que geralmente é mais comum nas cidades grandes. Eu conheci só naquela noite, gente de vários países do Oriente Médio, Ásia e América Latina. ÚLTIMOS DOIS DIAS -O dia seguinte foi inteiramente dedicado à cura da ressaca, pelamordedeus eu nunca bebi tanto na minha vida, ainda bem que conseguimos chegar no hostel... Bom, depois de passar praticamente o dia inteiro deitado na cama bebendo água mineral, decidimos pelo menos nos levantar para ir jantar. Perto do hostel tinha uma pizzaria chamada Central da Pizza, que é uma daquelas pizzarias que se vê em meme do facebook, onde se vendem pizzas com diâmetro de 60 cm e alguns sabores interessantes (um deles era "trio gostosura" que tinha coxa de frango, polenta frita, e calabresa...) pedimos o tamanho GG que é uma antes da BIG, e tem doze pedaços. A pizza (bem farta) foi R$ 45,00 e uma garrafa de Kuat de dois litros foi R$ 7,50. -No último dia, apenas arrumamos as coisas e choramos o percurso inteiro até o aeroporto. A viagem foi um máximo, e conhecemos um pedaço da América Latina meio esquecido, mas que é tão interessante e fascinante quanto qualquer outro lugar do planeta! O total de gastos foi mais ou menos R$ 1.300,00 gastos por lá mais R$ 470,00 de bilhete aéreo. Sendo assim 12 dias pelo Paraguai e Foz do Iguaçu me custou R$ 1.770,00. É isso galera, tentei fazer um relato bastante detalhado, e por isso estou sentindo que ele está meio grande (foi mal hehe), se tiverem críticas e sugestões para a escrita dos meus próximos relatos (por favor, façam!), eu aceitarei com o maior prazer, afinal somente assim conseguimos aperfeiçoar e continuar contribuindo com este site, que é tão útil e nos faz viajar mesmo sem sair de casa!
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