Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

Paty Senatore Grillo

Colaboradores
  • Total de itens

    34
  • Registro em

  • Última visita

Reputação

23 Excelente

Sobre Paty Senatore Grillo

  • Data de Nascimento 26-08-1986

Outras informações

  • Lugares que já visitei
    Brasil:
    AL: Maragogi; Porto de Pedras; São Miguel dos Milagres
    DF: Brasília
    GO: Pirenópolis; Chapada dos Veadeiros
    MG: Ibitipoca; Caparaó/Pico da Bandeira; Araponga/Pico do Boné; São Thomé das Letras; Ouro Preto; Cataguazes
    PB: João Pessoa
    PE: Porto de Galinhas; Tamandaré/Praia de Carneiros
    PR: Foz do Iguaçu
    RJ: Rio de Janeiro; Arraial do Cabo; Ilha Grande/Angra dos Reis; Itatiaia; Serrinha do Alambari; Búzios; Rio das Ostras; Trindade; Paraty; Cabo Frio
    RS: Gramado; Canela
    SC: Florianópolis; Pomerode; Camboriú; Blumenau; Joinville
    SP: Ubatuba; Monte Verde; Campos do Jordão; São Paulo...

    Argentina: Buenos Aires; Córdoba; El Calafate; El Chalten; Ushuaia

    Peru: Cuzco; Machu Picchu; Vale Sagrado

    Bolívia: Salar de Uyuni; La Paz; Copacabana

    Chile: Puerto Natales; Torres Del Paine

    Nova Zelândia:
    South Island: Invercargill; região de Catlins; Otago Peninsula; Queenstown; Dunedin; Te Anau; Milford Sound; Mount Cook National Park; Mount Aspiring National Park; Wanaka; Pukaki; Twizel; Tekapo; Glenorchy; Arrowtown; Moeraki.
  • Próximo Destino
    Nova Zelândia, North Island.
  • Ocupação
    Psicóloga

Últimos Visitantes

O bloco dos últimos visitantes está desativado e não está sendo visualizado por outros usuários.

  1. Oi, Rômulo. Desconheço isso de que curso de inglês só aceita até 30 anos. De onde veio essa informação? 🤔 Para turismo, brasileiro não necessita de visto para permanência de até 3 meses. Se o seu desejo é tentar imigrar futuramente, vale pesquisar se sua área de atuação está na lista de habilidades de interesse para a NZ, o que te abre algumas opções. Morei 6 meses lá enquanto meu marido fazia uma pós graduação e ambos tínhamos visto de trabalho (ele part-time e eu full-time). A faculdade em que estudávamos faz parte de um programa especial do governo (com objetivo de atrair pessoas à região de Southland) e há uma série de benefícios de acordo com requisitos e interesses como, por exemplo, a possibilidade de um visto pós-estudos para cursos acima de 1 ano. Tudo isso varia de acordo com a região que você pretende e, principalmente, de acordo com o nível de curso que você vai fazer (geralmente deve ser curso a nível de especialização). Você pode se informar no site oficial do Dpto de Imigração da NZ, mas sugiro que converse com um Immigration Advisor - somente esse profissional terá autorização legal para te orientar em relação à melhor forma de proceder. Também pode conversar em uma agência de intercâmbio, pois eles têm as parcerias com as instituições de ensino e os departamentos responsáveis pela mediação com a imigração. Nós tivemos a acessoria da IE de Jundiaí na época. Boa sorte!
  2. Olá, pessoal! Depois de 5 meses e meio morando em Invercargill e algumas viagens pela ilha sul da Nova Zelândia já compartilhadas com vocês, em agosto chegou a hora de voltar ao Brasil. O post de hoje é para contar sobre a road trip que fizemos pelo país nas duas semanas que antecederam nosso retorno. PLANEJANDO A VIAGEM: Definir nosso plano de viagem não foi tarefa fácil. Mesmo já tendo feito alguns dos destinos imperdíveis da NZ, o que nos pouparia tempo, o fato é que o país não economiza em paisagens maravilhosas e foi difícil decidir o que entraria em nossa viagem e o que deixaríamos de fora. Decidimos rodar uma semana pela ilha sul e outra pela ilha norte e tentamos ajustar o roteiro de modo que o tempo de estrada não fosse tão pesado. * AS ESTRADAS: Como já disse em relatos anteriores, as estradas por lá (principalmente na ilha sul) são estreitas, de mão dupla, precisam de atenção e no inverno podem formar o black ice, o que em minha opinião torna imprudente viajar à noite. Além disso, as estradas tem um visual magnífico e viajar durante o dia permite que você pare em diversos pontos pelo caminho (spoiler: as estradas da ilha norte não chegam nem aos dedinhos do pé da ilha sul! 🤭). * O TRANSPORTE: Embora conheça gente que tenha escolhido viajar de ônibus (com a Intercity ou Kiwi Experience), eu particularmente acho que essa opção é cara e ainda te tira um bocado de oportunidades. Pela Nova Zelândia é muito comum o pessoal alugar campervans ou motorhome e o país tem uma estrutura legal para isso, com lugares especiais e gratuitos para pernoite (que podem ser consultados nos i-Sites ou por aplicativo) e banheiros públicos (limpos!) em tudo que é canto. Até cogitamos inicialmente cotar o aluguel de um destes, mas a real é que viajaríamos no inverno e ficamos com bastante cagaço preocupação de não aguentar o frio à noite. E falando em aluguel de carro, um meio de baratear uma road trip é procurar por realocações das agências de carro. Funciona assim: muitas pessoas alugam carro em uma cidade para devolver em outra, certo? Isso faz com que a agência de devolução tenha que enviar o carro de volta para a agência de origem e aí entra o pulo do gato: para não arcar com os custos desse retorno, é comum que as agências ofereçam condições especiais para que você faça isso por elas. Geralmente elas não cobram as diárias (ou cobram um valor simbólico) e, em contrapartida, você arca com os custos do combustível. Na ilha sul, o melhor site que achei foi o Transfercar. Os pontos negativos: geralmente a disponibilidade não é anunciada com tanta antecedência e as locadoras estipulam um limite de tempo para o trajeto (por exemplo: se a viagem do ponto A ao ponto B leva 5h, você vai ter 2 dias para entregar o carro no destino final). Esse limite, que sempre tem uma folguinha, é sucesso para viagens mais curtas, mas no nosso caso era uma pedra no sapato. Explico: no caso da NZ, essas realocações são comuns entre Queenstown, Christchurch, Wellington e Auckland. O prazo mais longo é entre Queenstown e Auckland ou entre Christchurch e Auckland, quando as agências disponibilizam uma média de 6 dias. Nós queríamos mais tempo livre até chegar na ilha norte e, de tanto fuçar, acabei achando uma agência de locação, a Omega Rental, com um preço beeeeeem legal para locações de mais de 5 dias e que não cobrava taxa para devolver o carro em um lugar diferente. Sucesso! * A TRAVESSIA DAS ILHAS: Outro nó no roteiro foi a travessia entre as ilhas. Há uma balsa que faz o trajeto em torno de 3h e você paga por cabeça e por automóvel. No nosso caso (2 adultos e um carro pequeno) ficaria em NZD 273. Dizem que a travessia é bem bonita, mas o problema para nós era o que fazer em seguida. Se fossemos pela balsa, conheceríamos Wellington e o Castlepoint (a 2h30 da capital), mas nosso próximo ponto de interesse (região de Taupo) ficaria a mais ou menos 5h30 de lá o que tornaria a viagem longa e nos mataria um dia. Procurei muito alguma opção de parada no meio do trajeto, mas não encontrei nada que fosse do nosso interesse - se tívessemos mais dias isso não seria um problema, mas esse dia “perdido” estava fazendo falta no nosso cronograma geral. Decidimos pegar um vôo de Nelson para Auckland, pela JetStar (NZD 142 para nós 2, já comprando a franquia de bagagem). Dessa forma ganharíamos o dia, poderíamos viajar à noite e ainda economizaríamos um pouco na balsa e no combustível. Na ilha norte locamos o carro pela Omega novamente. * OS PASSEIOS: Na ilha sul, a maioria dos lugares é gratuito e não requer grandes planejamentos. Já na ilha norte… praticamente tudo se paga! 🙄 No relato sobre Milford eu já havia falado a respeito de um site chamado BookMe, que oferece uma série de passeios e experiências a preços especiais. Acabamos comprando com antecedência três diferentes passeios: o boat cruise por Abel Tasman (pela Wilsons Abel Tasman, NZD 52/cd), o passeio de barco para ver as Maori Rock Carvins em Taupo (pela Ernest Kemp, NZD 22/cd) e as entradas para um dos parques em Rotorua, o Waimangu Volcanic Valley (NZD 20/cd). * O ROTEIRO: Depois de muita pesquisa e muitos ajustes, tivemos que tomar algumas decisões. A grande (gigantesca) frustração da viagem foi que não faríamos a Tongariro Alpino Crossing, uma das travessias mais famosas da NZ ☹️. Por ser inverno, a opção self-guided só é permitida se você tiver experiência com equipamentos de alpinismo na neve. Se não é o seu caso, é necessário contratar guia (morrem em torno de NZD 165 a NZD 200 por pessoa) e ainda assim a travessia será permitida somente em condições meteorológicas muito específicas no dia. Como não tínhamos tempo (leia-se principalmente dinheiro 🤑) e ir até Tongariro matariam praticamente 2 dias do nosso roteiro, desistimos da idéia (com dor no coração). Também decidimos excluir a região de Northland e Bay of Islands, mas essa foi por falta de tempo mesmo. Não foi dessa vez que vimos Cape Reinga. Nosso roteiro ficou assim: Dia 1: Viagem de Invercargill a Fox Glacier Village Dia 2: West Coast até Hokitika Dia 3: Arthur’s Pass Dia 4: West Coast até Motueka Dia 5: Golden Bay Dia 6: Abel Tasman National Park Dia 7: Nelson e vôo para Auckland Dia 8: Coromandel Peninsula Dia 9: Mount Maunganui e Rotorua Dia 10: Rotorua Dia 11: Taupo e Waitomo Dia 12: Auckland Dia 13: Auckland West Coast Dia 14: Retorno ao Brasil ➡️ Dia 1: de Invercargill a Fox Glacier Village Nossa road trip começou com uma carona do ônibus da faculdade de Invercargill até Queenstown, onde pegaríamos nosso carro. Por ser inverno, sabíamos que algumas estradas da iha sul poderiam estar com neve e alugamos as correntes dos pneus, por garantia. O Diego havia assistido uns vídeos no YouTube sobre como colocá-las, mas se fosse possível evitá-las, melhor e o atendente da agência de carro nos indicou que fôssemos para Wanaka (caminho obrigatório para a West Coast) via Cromwell, evitando pegar a Crown Range Road, a estrada que vai para Cardrona (e que passamos quando fomos de Wanaka para Arrowtown na viagem de abril). Seguimos seu conselho e partimos. Passamos pelo Kawarau Bungy (o famoso bungee jump de Queenstown que você mergulha na água) no caminho e paramos em Kawarau Gorge mais a frente. Para variar, a cor da água é um desbunde. Chegamos em Cromwell pelo outro lado do Lake Dunstan (que já havíamos conhecido em nossa viagem durante a Holiday Week) e nossa primeira parada seguinte foi em Lowburn. O tempo não estava muito animador, mas o contraste das nuvens escuras com a cor viva do lago fazia a paisagem ficar incrível. Tocamos em frente e chegando em Wanaka a chuva nos alcançou. Atravessamos toda a extensão do Mt. Aspiring National Park embaixo d’água, mas ouso dizer que deve ser muuuuito bonito quando o dia ajuda - não tivemos a melhor vista do pedaço, mas deu pra ver diversas cachoeiras e vales no caminho. A estrada é bem chata (ou bem NZ? 🤔), cheeeeia de curvas e alguns pontos mais estreitos, mas você se habitua! Esse trecho de Queenstown até Fox Glacier Village é longo, em torno de 4h30 sem contar as paradas, e com a tensão da chuva ficamos felizes em passar pelo perímetro do Mt. Aspiring e parar para tomar um café em Haast. O primeiro lugar que vimos para parar foi o Hard Antler, um café bem pitoresco e com várias cabeças de caças e chifres de veados pelo salão. Mais uma rápida parada em Knights Point Lookout, na estrada, e finalmente chegamos na vilazinha de Fox Glacier. Já era bem final de tarde e fomos direto pro Ivory Lodge, nosso hostel. Não tínhamos grande planos para o resto do dia, mas a recepcionista do hotel nos falou de uma trilha a 10 minutos de distância do hostel onde era possível ver glowworms à noite (bem, glowworms são insetos endêmicos da Nova Zelândia – Arachnocampa luminosa – e extremamente famosos graças à sua fase de larva, quando a reação entre um composto químico que eles produzem e o ar cria uma bioluminiscência. Sim, glowworms são larvas brilhantes! 🤩 Falarei mais sobre eles quando contar sobre Waitomo). A trilha é a Minnehaha Walk e tem 1.2 km de extensão. Por ser no meio de um bosque você precisa de uma lanterna para se localizar, mas ela também vai impedir que você enxergue os glowworms. O grande truque é parar ao longo da trilha e apagar a luz: seus olhos levam alguns segundos para se acostumar à escuridão e de repente você percebe que os glowworms estão em vários lugares por ali, parecendo estrelinhas! É bem bacana de ver! Com a chuva aumentando, voltamos rapidinho ao hostel. * Sobre o Ivory Lodge: o quarto privativo é bem estilosinho, aquecido e confortável. O banheiro é compartilhado, de tamanho suficiente e limpo. Cozinha pequena, mas com o necessário. NZD 68/casal. ➡️ Dia 2: West Coast até Hokitika Saímos do hostel em direção ao Fox Glacier, entretanto a estrada que dá acesso ao estacionamento abriria somente às 9h, após verificação pela equipe do Departamento de Conservação Ambiental das condições da trilha (parece que isso é feito diariamente, especialmente no inverno, e há um mural no início da trilha com boletins diários). Seguimos então para o Lake Matheson, apenas uns 5 minutos (de carro) de distância. Lá, você pode fazer a trilha até algum dos mirantes do caminho ou dar a volta no lago. Fizemos a volta completa, o que nos tomou pouco mais de 1 hora. O Lake Matheson é famosão por suas águas espelhadas (desde que o tempo colabore e não esteja ventando) nas quais você pode ver o reflexo do Mount Cook (desde que o clima esteja favorável e ele não esteja coberto por nuvens! 😛). Não pegamos a melhor combinação climática, mas ainda assim ele era bem bonitão. Retornamos em seguida ao Fox Glacier e dessa vez a estrada já estava aberta e a trilha liberada, mas o tempo estava bem nublado e a chuva daria o ar do graça durante o trajeto de volta. A Fox Glacier Valley Walk leva em média 1 hora (return) e tem algumas subidas mais discretas no início e uma subida caprichadona no final. Essa subidona se estende pelos 400m finais e é nessa parte da trilha que você vai encontrar uma série de placas com avisos de que não se deve parar no trajeto devido ao risco de pedras rolarem (bem, tente convencer seus pulmões...🤭). Uma das coisas mais impressionantes no Fox Glacier são as placas que sinalizam o tamanho que o glaciar tinha há alguns anos atrás. Perceber o quanto ele recuou em pouco tempo é um exemplo concreto e assustador dos efeitos da mudança climática na Terra 😳. O mirante fica bem distante do glaciar e a aproximação só é possível com guias ou via aérea (não faltam opções – caríssimas – de passeios de helicópteros para ambos os glaciares, o Fox e o Franz Joseph). Ah, e para quem já esteve na Patagônia e teve a possibilidade de se maravilhar com o Perito Moreno, não espere encontrar aquele glaciar azulzinho e clarinho – os glaciares na NZ em geral apresentam grande quantidade de rochas junto a eles, o que faz com que eles fiquem em grande parte cinzas. Ainda assim é bonito. De Fox Glacier seguimos para seu irmão mais famoso (spoiler: e mais bonito! Se só houver tempo para fazer um, definitivamente façam este!), o Franz Joseph. A distância entre eles é de cerca de 30 minutos e a trilha mais famosa e acessível do Franz Joseph Glacier leva em torno de 1h30 (return). Pensa num lugar bonito, bicho . O cenário é pedregoso, com um visual incrível do vale e em poucos minutos de caminhada você alcança as famosas Trident Falls, três cachoeiras que despencam lado a lado vindas da mesma origem (lembram um tridente, daí o nome!). Para variar, tinha um arco-íris para coroar o conjunto da obra (já falei que na Nova Zelândia vi mais arco-íris do que já havia visto na minha vida inteira? Praticamente uma vez por dia surge um. É, isso também significa que chove um monte. 😅 Hahaha). A trilha é muito tranquila e a subida no final não é nem 1/3 da do Fox Glacier. Lá o mirante também fica distante do glaciar, mas achei mais bonito! Terminada a trilha do Franz Joseph era hora de seguir rumo Hokitika, onde passaríamos a noite. Como ainda tínhamos tempo, tocamos direto para Hokitika Gorge, o famoso rio turquesa da ilha sul. Bem… a trilha é curta (uns 15 minutos) e o lugar é lindo, mas tenho que admitir a minha frutração de não encontrá-lo com aquela cor incrível das fotos. Na realidade encontramos ele leitoso, meio cinza, meio verde – era bonito de qualquer forma (e tinha outro arco-íris!). À noite, conversando com o Bett, nosso anfitrião, ele nos explicou que embora as águas se originem nos glaciares, por ser um rio e não um lago as cores mudam de acordo com a quantidade de chuvas e minerais que a água carrega consigo. Às vezes essa mudança acontece em questão de horas! Assim, ele varia do cinza total, passa pelo verde leitoso que vimos e pode ficar azul turquesa, como em suas famosas fotos. De acordo com ele, para o rio ter essa coloração turquesa é imprescindível que não tenha chovido por vários dias. É, não foi dessa vez! * Sobre o AirBnb escolhido: Janice e Bett foram extremamente atenciosos e nos deram várias dicas locais, inclusive sobre o melhor caminho a seguir no dia seguinte, rumo ao Arthur’s Pass. A casa é mais antiga e o quarto simples e sem aquecedor, mas foi suficiente. NZD 58/casal. Obs: na noite em que estivemos por lá eles estavam assistindo Senhor dos Anéis e conforme as paisagens apareciam, eles iam reconhecendo e nomeando. 😁 ➡️ Dia 3: Arthur’s Pass Esse foi certamente o dia de maior indecisão da viagem. Arthur’s Pass é conhecido como os alpes neozelandeses e o parque fica bem no meio da ilha sul. Ele era nosso plano original, mas na noite anterior a estrada havia sido fechada por causa da neve e bem no início da manhã o uso de correntes estava sendo obrigatório (é possível acompanhar os boletins atualizados com as situações das estradas federais da NZ através desse site). Como disse antes, tínhamos as correntes, mas também tínhamos o receio de usá-las. Decidimos ir mesmo assim e seguir até onde desse e, se fosse o caso, abortaríamos a missão. Saindo da West Coast sentido parque nacional a estrada começa bem tranquila e plana, começando a ter curvas mais tensas e uma subida caprichada a partir da cidadezinha de Otira. Foi quando começamos a subir, ao final de uma curva, que ficamos com o queixo caído: de repente estava TUDO branquinho, MUITO bonito! 😍 Logo no início da serra há um mirante, onde paramos para tirar fotos e ver alguns keas de pertinho (uma espécie de papagaio alpino lindo, grande, desengonçado e muito esperto. Eles são endêmicos da Nova Zelândia e a região de Arthur’s Pass tem vários deles!). A neve da estrada já havia sido limpa e, embora fosse preciso muita cautela, subimos sem precisar das correntes. Chegamos até a vilazinha de Arthur’s Pass, onde estacionamos e fomos até o i-Site pegar algumas informações. Como Arthur’s Pass era uma grande incógnita na nossa viagem, não tínhamos decidido exatamente o que fazer por lá. Há algumas trilhas bem longas no parque e outras nem tanto, como a Temple Basin, que leva em torno de 3-4h return. Mas com neve as opções para nós, meros mortais, eram reduzidas – e como nossa passagem por ali seria curta, a moça do i-Site nos indicou fazer a Devil’s Punchbowl Track, um bate-e-volta de uns 40 minutos até a plataforma onde se vê a queda de 131 metros da cachoeira que dá nome à trilha. Bem, há algo interessante pra se dizer sobre isso: em nossas pesquisas anteriores à viagem, havíamos visto algumas fotos dela sem que nos chamasse muito a atenção, mas como parecia ser a melhor opção para nós devido à quantidade de neve, seguimos o conselho. Bem… façam essa trilha no inverno. Façam muito essa trilha no inverno! 😁 Foi infinitamente mais bonito do que as fotos que havíamos visto. De lá trilhamos a parte inicial da Arthur’s Pass Walking Track até o primeiro lookout (que não era tããão lookout assim) e voltamos para nos divertir um pouco com a neve fofa que cobria a vilazinha. No caminho de volta, paramos no mirante do Otira Viaduct para admirar a clássica ponte de 440m que permite que a SH-73 se estenda entre as íngremes montanhas da região. Deixamos Arthur’s Pass rumo à Greymouth e vimos no mapa um caminho alternativo até lá. Se tem uma coisa que aprendemos na Nova Zelândia (especificamente na ilha sul) é que as estradas não decepcionam e que se você tiver oportunidade de fazer um caminho diferente, você deve fazê-lo! Assim, seguimos para nosso destino de pernoite via Lake Brunner. Voilà! 😎 Mais um lugar lindo pelo caminho! Após uma passeada em suas margens, tocamos em frente e chegamos na cidade de Greymouth. Ainda faltavam algumas horas para o sol se por e decidimos fazer uma trilha curtinha chamada Coal Creek Falls, há uns 20 minutos da cidade. A trilhazinha para a cachoeira começa no fim de uma rua asfaltada, entre as casas do bairro, e foi a cachoeira mais “urbana” da NZ, hehe! Em 20 minutinhos você chega nela e, embora não seja imperdível, tinha mais água que a famosa Purakaunui, em Catlins 😛! Com a tarde chegando ao fim, fomos no famoso Southern Breakwater Viewing Platform ver o espetáculo do astro rei. Fez um por-do-sol lindo, mas o que mais nos impressionou foi a força das ondas que quebravam por ali. * Sobre o Duke Hostel: o sobrado é uma construção antiga, com reformas acontecendo. O quarto é simples e o aquecedor desligava sozinho (além de ser barulhento). Os banheiros compartilhados são minúsculos, mas limpos. A diária inclui sopa à noite e café da manhã, simples. NZD 55/casal. ➡️ Dia 4: West Coast até Motueka Nos despedimos de Greymouth e em apenas 40 minutinhos chegamos em Punakaiki, Paparoa National Park, para conhecer as famosas Pancake Rocks. Um circuito de apenas 15-20 minutos (e totalmente acessível, exceto por um único pedacinho que tem meia dúzia de degraus) te apresenta as estranhas camadas de rochas que lembram torres de panquecas. A menos de 5 minutos de distância dali, nossa próxima parada foi a Truman Track, uma trilhazinha de 15 minutos que leva a uma bela prainha escondida. Não nos estendemos muito lá devido à chuva (e também é bem pequenininha de qualquer forma). A parada seguinte foi o Cape Foulwind, já mais ao norte da costa oeste, onde a idéia era fazer uma trilha entre Tauranga Bay e o farol que dá nome ao lugar (cerca de 2h return). Não tínhamos quase nenhuma informação sobre esse lugar e chegando lá descobrimos que havia um estacionamento em cada ponta. Como estava chovendo e ventando horrores 🌪️, desistimos da trilha e decidimos ir de carro nas duas extremidades. Começamos por Tauranga Bay e do estacionamento até a colônia de leões marinhos que tem ali são apenas 15 minutinhos. E tinha um mooooooonte deles, com vários babies (e alguns adultos briguentos!). Depois de várias fotos pegamos novamente o carro e fomos sentido farol – a vista é bem ok, o farol é bem ok e poderíamos muito bem ter pulado essa parte. 😬 A estrada em seguida foi bem longa, sentido Motueka, já ao norte da ilha sul. Não havia encontrado muita informação a respeito desse trecho, mas a estrada acompanha o Buller River por um bom trecho e também é bem bonita. Fomos fazendo algumas paradas no caminho (com destaque para o Kilkenny Lookout e o Hope Saddle Lookout) e chegamos em Motueka. Já era bem final de tarde e seguimos direto para o escritório do Wilsons Abel Tasman, para trocar o voucher do passeio no Abel Tasman pelo bilhete de embarque. Originalmente nosso voucher seria para o dia seguinte e como tivemos o dia inteiro de chuva, estávamos algo preocupados em pegar um tempo ruim. Compartilhamos nosso receio com a moça da agência, que verificou a previsão do tempo e sugeriu que adiássemos um dia. Embora a política de compra no BookMe deixasse claro que não seria possível reagendar o passeio, a moça foi extremamente simpática e atenciosa – lembrando que estávamos no inverno, não sei dizer como é a lotação desses passeios no verão, quando bomba de turista em Abel Tasman! * Sobre o AirBnb escolhido: nas duas noites que ficamos em Motueka nos hospedamos no studio da Kal e do Andy. É um espaço privado, no mesmo terreno da casa deles, com quarto, banheiro, frigobar e microondas. A decoração é uma lindeza e o quarto é mega aconchegante. Vale muito a pena! NZD 69/casal a diária. ➡️ Dia 5: a região de Golden Bay Esse foi o dia de explorar a região de Golden Bay. Saímos de Motueka e pegamos sentido Takaka, não sem antes parar no Hawkes Lookout, bem no alto da serra. Nossa primeira parada foi em Te Waikoropupu Springs. Esse é um local extremamente importante para a cultura maori, com suas águas e seu entorno considerados sagrados (é proibido encostar na água, em sinal de respeito!). Ali você encontra uma das águas mais límpidas do mundo – já foi registrada uma visibilidade de 63 metros de profundidade! 😱 Para mim, especialmente, esse lugar foi uma excelente surpresa. Não havia praticamente ninguém quando chegamos e o caminho no bosque para chegar até às águas já trazia uma paz impressionante. Além disso, o caminho era todo rodeado de silver ferns, a planta símbolo da Nova Zelândia. A transparência da água e as cores que se formam em conjunto com as plantas, algas e céu é incrível e muito muito muito bonito. Não conseguia sair dali e não conseguia parar de olhar, Diego teve que me resgatar para continuarmos a viagem, heheheh. Continuamos a atravessar a costa da Golden Bay rumo ao Cape Farewell, em Puponga Farm Park. Para variar, tínhamos apenas informações básicas quanto ao lugar. Estacionamos um pouco antes do final da Wharariki Road, acompanhados de muuuuuitas ovelhas 🐑 🐑 🐑 e fomos até o mirante do Cape Farewell, há uns 200m de distância. Já falei o quanto a NZ é linda? Já falei da cor da água? Das formações rochosas? 🤗 Dali víamos várias estacas demarcando o caminho e também entendemos os anúncios de passeio a cavalo na estradinha de terra antes do estacionamento: é possível chegar até o Pillar Point Lighthouse, mas o caminho é no meio de um pasto lamacento. Seguimos a pé mesmo apenas um trecho, com vários quase-escorregões na lama, mas conseguimos ver o outro lado do penhasco e a pontinha de areia que marca o ponto mais ao norte da ilha sul, o Farewell Spit. Voltamos para o carro e fomos para o estacionamento seguinte que daria acesso à Wharariki Beach, o lugar mais famoso dali graças às Archways Islands, suas curiosas formações no meio do mar. Do estacionamento até à praia a distância é de aproximadamente 1km, mas a trilha dessa vez é bem marcada, sem lama (e cocôs de ovelha 😅). No final da trilha você segue pelas dunas. Acho que não conseguirei descrever a beleza e a variedade de paisagens desse lugar. A Archway Island (para mim vai ser sempre a pedra do elefante) leva a fama toda, mas a praia inteira é maravilhosa, com pedras, cavernas, leões marinhos. Ficamos várias horas ali, e se eu fiquei boba com a Waikoropupu Springs, em Wharariki Beach era o Diego que parecia criança olhando pra um bolo de chocolate. Voltamos para Motueka, na expectativa do dia seguinte. ➡️ Dia 6: Abel Tasman National Park Saímos cedinho de Motueka rumo à Kaiteriteri, a cidadezinha vizinha de onde sairia o barco para o Abel Tasman. A praia de onde os barcos saem é uma belezinha, com a areia dourada e muuuuuitas conchas. Sobre o Abel Tasman National Park, vale lembrar que não há acesso às praias via estrada, sendo possível chegar de carro apenas em Marahau (a cidade onde o parque começa) ou no camping em Totaranui (a última praia que os barcos acessam) – lembrando que para chegar em Totaranui a estrada é de terra. Entre esses dois pontos há a Abel Tasman Great Walk, uma travessia de 3 dias. Para quem não tem disposição (ou não tem tempo, como nós), os passeios de barco são a melhor forma de conhecer um pouco mais da região. Os barcos geralmente saem de Kaiteriteri e ao comprar o ticket você escolhe o ponto final (em qual praia vai desembarcar) e escolhe se deseja fazer algum trecho da great walk. Como só teríamos um dia por ali, optamos por conciliar o maior trecho possível e escolhemos o passeio que iria até Totaranui, junto com um trecho de aproximadamente 1h30 de caminhada. Para quem desejar, também tem como casar passeios de kayak. Logo no início do cruzeiro foi possível avistar a Split Apple Rock, a famosa formação rochosa cortada ao meio. O barco passa relativamente perto, mas devido ao horário o sol ainda não está batendo por ali e ela fica imersa em sombra. Seguimos pela costa e pelas famosas Anchorage e Torrent Bay e fomos para Tonga Island, com sua colônia de leões marinhos. Dali continuamos margeando a costa até chegar à Totaranui. A costa do Abel Tasman é linda, mas somos brasileiros e se tem uma coisa que sabemos muito bem é como é ter praias lindas 😉. O que realmente nos chamou atenção não foram as praias em si, mas o tom de verde da água. De Totaranui o barco começou o caminho de volta, até nos deixar em Tonga Quarry Beach, onde faríamos um pedaço da trilha. O tempo que eles disponibilizam é mais que suficiente e dá pra aproveitar cada pedaço do caminho. O trecho que fizemos passava por Bark Bay, a praia das conchas mais conchas que existe, e terminava em Medlands Beach, onde pegamos o barco novamente rumo à Kaiteriteri. O passeio termina por volta de 16h. Ah, e se forem para lá no inverno, como nós, não esqueçam do agasalho. Apesar do céu azul e das praias lindas, é um frio do cão no barco! Saímos de Kaiteriteri direto para Nelson, nosso último destino da ilha sul. A região de Nelson é famosa pela produção de cerveja e vinho, mas não espere bares super badalados que se estendam pela madrugada. Após jantarmos no hostel, fomos para a The Free House, uma das cervejarias locais. É um lugar meio escondido e quando entramos já estava quase fechando, com o pessoal limpando o salão enquanto os últimos clientes ainda estavam por lá. Digamos que a idade média dos frequentadores também era um tanto alta. 😛 Seguimos para uma das Sprig&Fern Tavern (existem várias pela cidade) e, embora tivesse uma ou duas mesas ocupadas apenas, estava aberta e com cerveja e música boa. * Sobre o Nelson Bridge Backpakers: quando pesquisávamos hospedagem em Nelson a avaliação desse hostel era excelente e havíamos criado uma baita expectativa. O quarto era confortável e tinha banheiro privativo, mas a porta estava quebrada e o chuveiro era bem ruim. Mas a experiência pior foram com os hóspedes em si e aí não é culpa do hostel. Havia um grupo enorme hospedado lá e a cozinha e os espaços em comum estavam impraticáveis. Não sobrou uma louça limpa para usar e tava o caos. Por favor, não sejam esse tipo de hóspede 😡. NZD 70/casal. ➡️ Dia 7: Nelson e vôo para Auckland Pegaríamos o vôo para Auckland no final do dia e decidimos explorar a região central de Nelson. Fomos conhecer o Queen’s Gardens e seguimos pelo Botanical Hill até o Centre of New Zealand Monument. A caminhada de 20-30 minutos morro acima te leva até o ponto geográfico central da NZ, que também é um lookout para a cidade. De volta ao centro, seguimos para a Trafalgar Square até a famosa Nelson Cathedral, a igreja de pedra do século 19. Algumas andanças a mais e sem muitas outras opções (free, hehehe) por ali, seguimos direto pro aeroporto. Em Auckland já tínhamos o carro reservado e dormiríamos em um AirBnb perto do aeroporto, para seguir direto para Coromandel Peninsula no dia seguinte. * Sobre o AirBnb escolhido: havíamos reservado um quarto de casal na casa da Nikki. Antes de nossa chegada a comunicação havia sido tranquila e fácil e deixamos tudo combinado devido ao horário que chegaríamos. Bem, na real Nikki não estava lá e embora não tenhamos tido problemas para entrar na casa e seguir suas orientações, o quarto estava ocupado e não conseguíamos contato com ela. Conseguimos falar com uma outra moça, que estava em um studio no mesmo terreno, que nos informou que Nikki estava fora do país e que tentaria descobrir o que tinha acontecido. Enfim, nos colocaram em um outro quarto com camas de solteiro beeeem desconfortáveis. Definitivamente não foi nossa melhor experiência em AirBnb, mas era bem barato e bem perto do aeroporto. NZD 40/casal. ➡️ Dia 8: Coromandel Peninsula Partimos cedinho com destino a Coromandel Peninsula. Tínhamos somente a Cathedral Cove, em Hahei, na nossa lista de certezas, bem como o local de pernoite em Hikuai, na casa da Susan (AirBnb). O caminho mais curto de Auckland para Hahei vai direto para a costa leste de Coromandel Peninsula, mas como tínhamos o dia livre e queríamos explorar a região, decidimos pelo caminho mais longo, via Whakatete Bay, para conhecer o lugar. Devo admitir, aqui, uma certa frustração com as estradas. 🙄 Elas são muito bem conservadas, mas estávamos muito (bem) mal acostumados com a Nova Zelândia. Todo o trajeto dirigido na ilha sul era ma-ra-vi-lho-so enquanto na ilha norte, bem… você até passa por alguns lugares bonitos, mas a sensação é de dirigir no interior de SP… Ok 😒. E você volta a ver gado, em vez de ovelhas. Triste. ☹️ Voltando à viagem, paramos no i-Site de Thames para tentar descobrir possíveis pontos de interesse e pegar um mapa da região. Seguimos de lá até Whitianga parando algumas vezes pelas baías no caminho e depois para a Cathedral Cove. A Cathedral Cove é um dos lugares mais conhecidos da Nova Zelândia, especialmente por ter sido cenário de Nárnia. Ao chegar na cidade de Hahei você vê um estacionamento imenso (o que dá a entender que deve ser o caos em alguns momentos) e várias placas dizendo ser o único lugar para se estacionar. Apesar de ser um sábado não tinha quase ninguém estacionado e ao sair do carro descobrimos que teríamos que andar 2km até o início da trilha. Pelas informações das placas por ali, há a possibilidade de pegar um ônibus que te deixa mais perto (neste caso, você inicia a trilha pela Hahei Beach), mas considerando o quão deserto estava tudo, não botamos fé de que o ônibus estivesse funcionando aquele dia (e realmente não vimos nenhum sinal dele). Decidimos então arriscar e procurar algum lugar mais perto para estacionar e, bingo! Tem um carpark no final da Grand Road, porém ele é minúsculo. Como não pegamos o lugar com taaanto movimento assim, conseguimos estacionar (e ficamos bem felizes, por que é uma subida do cão se a gente tivesse começado a trilha lá da praia). Dali do lado há a última entrada para a trilha principal – e o visual dali já é bem incrível. A trilha até a Cathedral Cove leva em torno de 45 minutos (é descida… já sabe como vai ser a volta! 😅) e pelo caminho tem outras duas baías que se pode ir, a Gemstone e a Stingray. Fomos direto para a cereja do bolo, porque o tempo não estava dos melhores e achamos prudente garantir a Cathedral antes que a chuva caísse. Como você faz a maior parte da trilha pelo alto, há lookouts maravilhosos pelo caminho. Finalmente chegamos na Cathedral Cove e… descobrimos que ela estava interditada. Yey! 🤨 Havia uma faixa de plástico que impedia a passagem pela pedra e nada que avisasse sobre isso em nenhum lugar do caminho (e nem a moça do i-Site nos havia passado essa informação). Foi bem frustrante. Fomos descobrir depois, conversando com a nossa anfitriã do AirBnb, que de tempos em tempos a passagem é interditada por conta do número de visitantes e da instabilidade do pedaço, que faz com que algumas pedras caiam do “teto” em alguns momentos. No caminho de volta paramos primeiro em Stingray Bay, uma baíazinha minúscula, mas belezinha – com a água verdinha! Gemstone Bay, por sua vez, é ainda menor, cheia de pedras e é considerada uma reserva marinha. Seguimos de carro até Hahei Beach e a praia era tão linda que decidimos comer nosso lanche por ali. O azul do mar era impressionante! Continuamos a viagem até um pouco mais ao sul e passamos o final da tarde em Onemana Beach, uma grata surpresa. De lá voltamos para Hikuai, para o AirBnb onde ficaríamos. * Sobre o AirBnb escolhido: a casa de Susan fica em uma área rural e a rua de terra é bem escondida – mas ela passa todas as orientações antes e isso facilita um monte! O quarto foi um dos melhores que ficamos, bastante aconchegante e com uma decoração bem bonita. Não é uma suíte, mas há um banheiro de uso privativo para os hóspedes. A casa é linda! Como chegamos a noite, só fomos vislumbrar a vista que ela tem da janela da sala na manhã seguinte – e uau! 😍 A Susan é simpatissíssima. Só se organize para não precisar comprar nada por ali, porque você não vai ter onde ir! NZD 60/casal. ➡️ Dia 9: Mount Maunganui e Rotorua Saímos cedinho de Hikuai e seguimos sentido Mount Maunganui, passando por Whangamata e parando para caminhar na praia de Whiritoa. Eu havia lido um pouco sobre o Mount Maunganui e um amigo em Invercargill havia falado dele pra gente também, mas confesso que ainda assim eu não estava botando tanta fé e ele só entrou no roteiro porque queríamos dar uma quebrada na viagem direto para Rotorua. Ainda bem que paramos ali! A cidade é uma graça, a vista do monte é incrível e a cor da água, maravilhosa. É uma cidade pequena, bem pertinho de Tauranga (que é um pouco maior) e super movimentada. Tudo bem que era domingo e não sei como é em dia de semana, mas o fato é que tinha muito mais movimento do que eu havia visto em 5 meses de Invercargill. A cidade tem várias opções de restaurantes, um calçadão bacana e os destaques ficam por conta de Motukiri Island (também conhecida como Leisure Island) e do próprio Mt. Maunganui, claro. Fomos primeiro para Motukiri Island que, apesar de ser uma ilha, é tão pertinho da costa que tem um acesso de areia/pedra feito pelo homem (sim, você chega na ilha andando! 😎). Aquele pedaço de terra já foi um (uma?) Pā (uma espécie de forte do povo maori), depois foi tomado pela coroa inglesa que estabeleceu uma pedreira, com o objetivo de extrair matéria-prima para a construção da estrada férrea de Bay of Plenty. Depois de 12 anos de extração, o espaço foi tomado por espaços de lazer, com aquário e piscinas (daí o apelido de Leisure Island) até 1990. Hoje, voltou ao seu estado natural e tem uma pequena trilha com belas vistas para o oceano. De lá decidimos subir o Mount Maunganui. Sua área faz parte da Mauao Reserve e as terras pertencem aos maoris, mas a reserva é aberta ao público e administrada pela prefeitura. Você pode optar por dar a volta em sua base ou subir ao topo, com seus 232m. Claro que a gente subiu! 🙂 Existem algumas trilhas diferentes que você pode optar: nós começamos a subir pela Oruahine Track até pegar a Waikorire Track e voltamos pela 4WD Track (mais longa). Foram uns 30 minutos subindo, com vários degraus em algumas partes. A característica do Mount Maunganui é bem ímpar, visto que a cidade é toda plana com um monte de terra (ele é literalmente um Mount, hehehe) na ponta da península (que vista dele parece super estreita!). Deixamos a cidade e continuamos a viagem sentido Rotorua. Ainda tínhamos o final da tarde e decidimos ir direto aos Tikitapu e Rotokakahi Lakes, também conhecidos como Green & Blue Lakes. Bem, não sei se a culpa foi toda do tempo, mas eles eram bem cinzas. E se, com muuuuuuuito esforço, você insistisse em identificar alguma cor, o Blue Lake era um verde-musgo-escuro-nublado… e o Green Lake era cinza mesmo… 🤔 Vai saber. Voltamos para o centrinho de Rotorua e ficamos encantados com a cidade. Bem, Rotorua é conhecida por sua itensa atividade geotermal, com todos os seus geysers, fumarolas, lagoas de lama quente e nascentes termais. Tudo isso dá à Rotorua, além do cheiro de enxofre, uma característica única – acreditem, sai fumaça de todos os cantos da cidade: de lagos, lagoas, buracos, bueiros, muros… é bizarro – e incrível! 🤩 Pela região você encontra vários parques cuja visitação é paga, mas bem no centro de Rotorua tem o Kuirau Park, um parque gratuito com poços de lamas, umas “piscinas” termais nas quais você pode por os pés e sua principal atração: o antigo Taokahu Lake. A lenda maori diz que, no passado, uma bonita jovem, Kuiarau, se aproximou do lago para se banhar quando a Taniwha (uma espécie de dragão) a atraiu para o fundo do lago. Os deuses, então, se enfureceram e fizeram com que o lago fervesse para que a Taniwha fosse destruída para sempre. A partir de então o lago ficou conhecido pelo nome da jovem, adaptado para Kuirau. É possível caminhar pela beirada do lago, bem como passar por uma passarela sobre ele. É MUITO legal. 😁 É tanta fumaça e tanto cheiro de enxofre que parece um filme mal assombrado. Além do Kuirau Park, em nossas primeiras horas em Rotorua também fomos ao Government Gardens, às margens do Rotorua Lake e demos uma circulada pela cidade, que é cheia de opções de bares e restaurantes. A noite foi no Rock Solid Backpackers. * Sobre o Rock Solid Bakpackers: é um hostel de excelente localização e quarto privativo bem amplo, com banheiro. A cozinha é bem pequena e sem ventilação. NZD 68/casal. Compramos o ingresso para o Wai-o-Tapu Thermal Wonderland lá mesmo, pelo valor oficial (NZD 32,50/pessoa). ➡️ Dia 10: Rotorua Nosso ingresso para o Waimangu Volcanic Valley havia sido comprado para o primeiro horário (8h30) e saímos cedinho do hostel – o parque fica há 25 minutos de carro da cidade. Como o próprio nome diz, Waimangu fica em um vale de origem vulcânica e é considerado um dos vales mais jovens do mundo com essas características. Sua paisagem foi moldada pela erupção do vulcão Mt. Tarawera, em junho de 1886. Esta erupção dividiu o Mt. Tarawera em duas partes, acabou com todas as formas de vida em um raio de 6km (inclusive 120 pessoas que viviam nas redondezas) e destruiu o Pink and White Terraces, terraços de sílica de importância mundial que existiam naquela região. Esta erupção também fez com que o Lake Rotomahana se tornasse 20 vezes maior e 170m mais profundo. Crateras com águas quentes surgiram ao sul do lago e ficaram conhecidas por Okaro Craters. Em 1900, o maior geyser do mundo entrou em atividade e foi chamado de Waimangu, rebatizando o local - as erupções desse geyser cessaram em 1904 e não se sabe ao certo o motivo. Ainda neste parque vale destacar o Frying Pan Lake – a maior nascente de água quente do mundo em termos de área e a segunda maior em termos de volume de descarga (parece um enorme caldeirão fervente). Outro destaque é o Inferno Crater Lake, outra nascente de água quente cujo volume tem uma interessante variação que lembra o movimento das marés (de cheias e baixas). Ao entrar no parque você recebe um mapa com todos os pontos de interesse e as explicações. O passeio pelo Waimangu Volcanic Valley é feito a pé, e existe a opção de pegar um ônibus (já incluso no valor da entrada) para voltar à portaria (ou você tem a opção de voltar com esse ônibus até a metade e fazer uma outra trilha, a Mt. Haszard Trail – foi o que fizemos). Também é possível fazer um passeio de barco pelo Lake Rotomahana, pago à parte (não fizemos). No dia em que fomos, parte da trilha estava interditada devido estragos causados por uma forte chuva algum tempo antes – por conta disso, perdemos alguns pontos que estavam nesse trecho e tivemos que pegar o ônibus para continuar a trilha mais pra frente. (Enquanto esperávamos o ônibus, que passa a cada hora, nos perguntávamos por que não fazíamos o mesmo trajeto do ônibus a pé mesmo… depois descobrimos que alguns pontos são beeeeem estreitos e se tivesse algum pedestre não haveria chances do ônibus passar…). O passeio pelo parque leva umas 2h. Saímos de lá sentido Wai-o-Tapu e, antes, paramos na Rainbow Mountain Scenic Reserve e fizemos a curtinha Crater Lakes Track (500m). Pela primeira vez na Nova Zelândia o Google Maps não achou o estacionamento e o início da trilha, mas como é bem na beira da estrada o encontramos mais à frente. A trilha é bem curtinha, mas cheia cheia cheia de lama. Em Wai-o-Tapu nós gastamos umas boas horas pelo local, que é IMPERDÍVEL . Existem 3 diferentes circuitos, que podem ser feitos de modo contínuo, totalizando 3km. Embora você seja capaz de fazer o circuito completo em pouco mais de 1h, eu duvido que você não gaste muito mais tempo admirando tudo. Considerado o parque geotermal mais colorido e com a maior diversidade de atrações, fica difícil escolher o que mais nos impressionou. Destaque para a Artist’s Pallette e os famosíssimos The Champagne Pool e Devil’s Cave. 😍 Uma outra atração do parque é a Lady Knox Geyser, com erupções que atingem entre 10 e 20 metros e podem se estender por quase 1h. Para quem queira vê-la, é preciso estar no parque antes das 10h15 da manhã. Na realidade, a erupção é induzida – o que pra gente tirou a graça – e como estávamos no outro parque pela manhã, não chegamos a conhecer essa atração. Já no final da tarde, decidimos passar algumas horinhas em Waikite Valley Thermal Pools, com suas piscinas de águas termais em torno de 35-40°. Depois de 10 dias de viagem, confesso que esse tempinho relax caiu muitíssimo bem 😎. NZD 18/pessoa. (Importante: por se tratar de água de origem vulcânica, há a orientação de manter a cabeça para fora da água. Embora rara, existe a possibiidade de haver um tipo de ameba – amoebic meningitis – nessas águas). Em torno de 45 minutos depois de Waikite Valley, chegamos em Taupo, onde passamos a noite no Bob’s Hostel. * Sobre o Bob’s Hostel: começa que quando você joga o endereço dele no Google Maps, ele te manda para um hostel de nome diferente. Sem entender nada, fui perguntar na recepção e o mocinho me disse que isso sempre acontecia, mas que o hostel correto ficava do outro lado da rua. Era uma portinha que quase não se via e o hostel fica em cima de um bar. Construção bem velha, quarto sem aquecimento e meio mofado, banheiro privativo péssimo. Não acho que vale a pena não! NZD 50/casal. * Outras considerações sobre Rotorua: outro parque extremamente famoso por lá é o Te Whakarewarewa Geothermal Valley. Além das atrações geotermais, seu destaque é a existência de uma vila maori, onde se é possível ter uma imersão na cultura, ver o Haka e comer um típico Hangi, uma comida maori com carne e vegetais cozida nas águas termais. O ingresso mais barato é NZD 45, com variações de acordo com as experiências que você adicionar. Não fomos nele. ➡️ Dia 11: Taupo e Waitomo O primeiro compromisso do dia foi o passeio de barco para ver a enorme escultura maori cravada em uma pedra na beira do Lake Taupo. Como disse lá no começo, havíamos comprado pelo BookMe e o passeio saía 10h30. Antes do horário, demos uma caminhadinha de leve na beira do lago. Bem… eu diria que Taupo é bem normal 😬. E o passeio de barco só tem de legal a própria escultura, o que fez com que achássemos ele bem pouco proveitoso (dá quase 1h de barco até chegar nela…). A empresa era boa, pessoal simpático, tinha café, chocolate quente e bolachinhas de brinde… mas era o passeio mesmo que era bem… blé. Nosso próximo compromisso já seria em Waitomo ao final da tarde – havíamos comprado pela internet os ingressos para Waitomo Glowworm Caves para às 17h00 (NZD 45,90/pessoa). Decidimos passar em Huka Falls antes de deixar Taupo para trás. Havíamos lido que Huka Falls era uma das cachoeiras mais bonitas da Nova Zelândia, mas sinceramente não estava botando muita fé nas fotos. Vou te falar… foi ela quem salvou a ida para Taupo! A cor da água é um turquesa maravilhoso e a quantidade de água é absurda. Dizem que a vazão de água de Huka Falls permitiria encher uma piscina olímpica em 11 segundos! 😲 O estacionamento é bem próximo aos mirantes e bem acessível (mas lá foi o único lugar que vimos na NZ que o banheiro era cobrado!). Seguimos para Waitomo, há mais ou menos 2h de distância. Chegamos antes das 17h e conseguimos antecipar a nossa visita. Waitomo Glowworm Caves é definitivamente um lugar que não deve ficar de fora em um roteiro pela Nova Zelândia. Embora soubessem da existência da caverna, os maoris nunca haviam explorado amplamente seu subsolo até 1887, quando um chefe maori chamado Tane Tinorau, acompanhado pelo pesquisador inglês Fred Mace, adentraram o local – eles foram os primeiros a alcançar a Glowworm Grotto e a ver as incríveis criaturinhas brilhantes transformando o teto da caverna em um céu 🌟. A entrada que é usada hoje por milhares de visitantes foi descoberta por eles várias visitas após o início das expedições. Atualmente a área pertence aos maoris e boa parte das pessoas que ali trabalham são descendentes diretos do chefe Tane Tinorau e de sua esposa Huti. A visita é guiada e não é permitido fotografar dentro da caverna. Começa com uma interessante explicação sobre a formação das estalactites e estalagmites e um passeio em meio aos enormes salões subterrâneos. É MUITO bonito. 🤩 A guia apresenta então as criaturinhas estrelas do lugar e nos mostra como elas se parecem quando há luz: são como fios de nylon pendurados no teto. O passeio segue para Waitomo Grotto, onde pegamos um barquinho para explorar o local – e é ali o palco principal do show dos glowworms. Completamente na escuridão, surge uma galáxia inteira no alto da caverna e não há outra forma de descrever a experiência que não seja MÁGICO. O tour dura em torno de 45 minutos. De Waitomo seguimos para Hamilton, onde passamos a noite no Backpackers Central Hamilton. * Sobre o Backpackers Central Hamilton: fica em um região bem central e talvez seja bem localizado para quem queira explorar Hamilton (o que não fizemos). O quarto privativo com banheiro era suficientemente confortável e bem limpo e ficava no prédio ao lado da recepção. Havia uma cozinha pequena neste prédio que era limpa e estava vazia, o que foi ótimo. O hostel oferece café da manhã, que é servido na cozinha do outro prédio, onde ficam os quartos coletivos – além do café ser bem fraquinho, a cozinha era pequena e praticamente não tinha lugar pra sentar, o que deixava tudo bem caótico. NZD 67,50/casal. ➡️ Dia 12: Auckland Saímos cedo de Hamilton rumo à Auckland. Embora tivéssemos chegado ao país por lá e tivéssemos voltado à Auckland após o período da ilha sul, não conhecíamos nada além da redondeza do aeroporto. Fechamos um AirBnb bem próximo ao centro e fomos direto tentar estacionar por ali. Bem-vindo à cidade grande: estacionar foi o caos. 😒 Não haviam vagas perto do AirBnb e muito menos no centro – e os estacionamentos de Auckland cobram (e muito bem!) por cada 30 minutos. O esquema de diária, como conhecemos em São Paulo e no Brasil, só funciona se você estacionar seu carro antes das 9h da manhã. Ficamos bem mais de 1h rodando até conseguir achar uma vaga – já perto do AirBnb novamente. Já era próximo ao meio dia e fomos conhecer a cidade à pé. Nosso trajeto passou pela Sky Tower, Viaduct Harbour, Wynyard Quarter, Albert Park, Merchant House e a algumas das ruas mais importantes de Auckland, com uma parada para uma cervejinha artesanal na The Brewers Co-Operative NZ 🍻. Uma vez que Auckland é conhecida como City of Sails, os lugares mais bonitos beiravam as baías, com suas marinas recheadas de veleiros. Explorar Auckland, como toda cidade grande, é se embranhar pelas ruas, descobrir a arquitetura do lugar e andar muito. 🙂 À noite, decidimos ficar por perto do AirBnb e jantamos comida tailandesa no Thai House Restaurant, que estava divino. A sobremesa ficou por conta do rolled ice cream do Bangkok, ambos na Ponsonby Road. (O sorvete de rolo não tinha gosto de nada, mas ver o carinha fazendo é bem legal!). * Sobre o AirBnb escolhido: todas as noites em Auckland ficamos no apartamento do Karan. Quarto privativo super confortável e estiloso, com banheiro compartilhado. Fica em um prédio bem moderno e é bem localizado. Só a cozinha que é pequena, sem muitos utensílios e a pia sempre estava com alguma louça suja, não dá pra contar muito. Fora isso, é uma excelente opção! (NZD 49/casal a diária). ➡️ Dia 13: Auckland West Coast Em nosso último dia inteiramente livre na Nova Zelândia, decidimos explorar as praias ao oeste de Auckland – mesmo com o tempo não tão promissor. O primeiro destino foi Piha Beach, distante cerca de 40km, e um dos destinos mais procurados da região, especialmente para o surf. Piha é um vilarejo que você alcança após descer uma serrinha – a praia é dividida em 3 pequenas partes e, devido aos minerais de origem vulcânica, a areia da praia é escura. É um lugar legal, mas havíamos visto tantos outros lugares lindos pela NZ que Piha não nos prendeu. De lá seguimos para Bethells Beach, cerca de 37km de Piha. A idéia inicial era fazer parte da Te Henga Walkway, uma trilha que liga Bethells Beach a Muriwai e que faz parte da Hillary Trail. Esse trecho tem em torno de 10.3km e leva 3h20 one-way. Sabíamos que a parte final da trilha estava fechada na época devido ao risco de uma praga que estava colocando em risco uma árvore nativa do país chamada kauri – por isso, faríamos apenas uma parte dessa trilha. Do estacionamento até a praia é preciso contornar um rio e já foi meio difícil achar um caminho que nos levasse até ela sem ter que entrar na água. Há umas dunas para atravessar e diversas cordas e marcações, mas um tanto confusos. A praia é extensa e achei mais bonita que Piha. A trilha seria feita pelo alto do morro, mas não conseguimos encontrar o começo dela - por fim desistimos e ficamos apenas explorando a praia. No caminho de volta acabamos encontrando a entrada da trilha, em um carpark pequeno e quase sem identificação, distante cerca de 1km da praia. Como o horário já estava adiantado e queríamos ir até Muriwai, passamos reto. Foram mais 35km até chegarmos em Muriwai. O destaque de lá é a colônia de Gannet – pássaros marinhos de corpo branco, cabeça amarela e uma faixa preta nas asas, que vêm para Muriwai fazer seus ninhos entre agosto e março de cada ano – após esse período vão para a Austrália. A trilha que permite vê-los é curta e sai do carpark que fica na ponta esquerda de Muriwai Beach. São algumas plataformas diferentes para vê-los e eles são muitos! E são lindos! 😁 Vale muito a pena e não parece ser um destino tão conhecido pelos turistas em geral. Uma dica por ali é comer um fish & chips no Sand Dunz Beach Cafe. De Muriwai seguimos direto para Devonport, uma vilazinha que fica do outro lado de Waitemata Harbour. O Mount Victoria (ou Takarunga para os maoris) é um extinto vulcão e o principal destaque de Devonport, já tendo sido usado como Pā pelos maoris e como base militar pelos europeus. Dali há uma vista 360º e uma visão panorâmica privilegiada de Auckland. Já de volta à Auckland, saímos para curtir a noite da cidade. Nossa primeira parada foi no Dr. Rudi’s Rooftop Brewing 🍻, que estava lotado. As cervejas são gostosas e a porção que pedimos também estava ótima, mas era minúscula. Decidimos comer mais depois que saíssemos de lá e pensávamos em alguma hamburgueria. Bem, saímos pouco depois das 23h e… as hamburguerias pelo caminho já estavam todas fechadas. Com fome e sem querer gastar horrores, a noite terminou em Pizza Hut. Oooooba. 😒 ➡️ Dia 14: Retorno ao Brasil Depois de 6 meses havia chegado nosso último dia de Nova Zelândia. Como a viagem é longa e bem cansativa, decidimos ficar de boa até a hora de ir pro aeroporto. No caminho, passamos apenas no Dress-Smart Outlet Shopping, um dos outlets que havíamos lido a respeito. Sinceramente? Não vale a visita. São poucas opções de lojas e com a conversão do dólar o preço é similar ao que você pagaria por aqui. O destino seguinte foi o aeroporto. Partiu, Brasil (não sem um chá de cadeira monstro da Aerolíneas Argentinas na escala em Buenos Aires). * * * * Para essa viagem, gastamos em torno de NZD 340 de gasolina, no total. A Nova Zelândia só tem 3 rodovias com pedágio (2 em Bay of Plenty e 1 em Auckland Northern Gateway). Vale destacar que não existem as praças de pedágio como por aqui: todo o controle, fiscalização e pagamento é online, por este site. As estradas têm sinalização a respeito e você pode pagar antes ou em até 5 dias úteis após ter rodado pela estrada. Os preços variam de NZD 1,80 a 2,30. Ah, e lembrem-se que na Nova Zelândia é mão inglesa de direção (prepare-se para ligar o limpador de para-brisa a cada tentativa de dar seta. 😅) * Foram 6 meses incríveis e a experiência de ter visto paisagens tão distintas e tão lindas sempre terá um lugar muito especial em nossas lembranças. Se tem uma coisa que a Nova Zelândia sabe muito bem, é como ser maravilhosa. * Muitas outras fotos, de lá e de outros cantos, eu compartilho no Instagram, no @paty.grillo. Espia lá! 😉
  3. @José Luiz Gonzalez Obrigada! Então, talvez se o tempo estivesse mais firme até tivéssemos feito a parte da estrada de Rob Roys a pé, mas a chuva dava uma desanimada... 😬 Mas deve ser lindo, não? Realmente, eles adoram fazer uma espécie de book fotográfico, com várias poses. Nessa mesma viagem, em Wilson Bay, assim que estacionamos o carro vimos duas meninas que se revezaram em cima do capô de um carro, fazendo pose de sereia para foto. Achamos bizarro, mas ok. Quando voltamos pro carro, elas estavam indo embora também e adivinha?! A caminhonete não era delas! Hahahaha! Como você sobre no capô de um carro que não é seu? 🤣
  4. Oi Fbio82! Já fui e já voltei. Rsrs. Acabei levando um pouco de dólar neozelandês direto daqui (a melhor cotação que achei foi de uma casa de câmbio na Paulista, em Sampa). Como fiquei 6 meses por lá, eu abri uma conta no banco assim que cheguei (o que é extremamente fácil e nada burocrático por lá, basta agendar um horário no banco e levar o passaporte e algum comprovante de endereço de onde vc estiver) e depois só usei Transferwise. O prazo entre pagar o boleto da Transferwise e cair na conta era de mais ou menos uns 4, 5 dias por conta do fuso e diferença do horário bancário.
  5. @nathalyleite Oi, Nathaly. Até onde sei, o visto de turismo para brasileiros se enquadra no Visa Waiver Visitor Visa, e nesse caso o ticket de volta é requisito obrigatório. Dá uma olhadinha aqui: https://www.immigration.govt.nz/new-zealand-visas/apply-for-a-visa/about-visa/visa-waiver#https://www.immigration.govt.nz/new-zealand-visas/apply-for-a-visa/visa-factsheet/conditions/visa-waiver Sei que a opção de comprovar recursos financeiros para o bilhete de volta é válida para Student Visa (mas é rígida quanto a isso e eles podem pedir uma série de documentos). Não sei te dizer se aplicar pro visto antes, online, seria diferente. Talvez seja melhor consultar alguém capacitado para não se arriscar a informações erradas. Acho que como o @lobo_solitário sugeriu, já comprar o trecho pra Ásia seria a opção mais segura.
  6. Olá, pessoal. Vim fazer um update por aqui já que conseguimos ir mais uma vez para a região de Dunedin antes do nosso retorno ao Brasil. Fomos novamente naquele esquema bate-e-volta, indo até Dunedin com o ônibus da faculdade e lá pegando um carro alugado, o que nos deixou com uma janela de aproximadamente 4 horas para desbravar algum novo lugar pela costa de Otago. Os lugares escolhidos foram dicas do site See the South Island e são poucos conhecidos – consequentemente você acha poucas informações sobre eles. Foram 4 pontos a partir de um único lugar: Purakaunui Beach, Mapoutahi Pa, Canoe Beach e The Arches, em Doctors Point. Todas essas belezinhas ficam há aproximadamente uns 30 minutos ao norte do centro de Dunedin. A primeira coisa que tivemos que levar em consideração na hora de planejar o roteiro (e o melhor proveito possível de nosso tempo) foi a característica do The Arches. Explico: são basicamente dois túneis naturais nas pedras que permitem a passagem entre Doctors Point e Canoe Beach e que só podem ser acessados durante a maré baixa. Sabendo disso e vendo a tábua das marés, o prognóstico não era tão animador - não estaríamos lá no horário da maré baixa (embora o contrário também fosse verdade, não seria maré alta). Nossa (acertada) decisão foi ir direto à Purakaunui Beach/Mapoutahi Pa e de lá ver o que dava para fazer e se seria possível o acesso. Algo importante para quem deseja fazer o mesmo que nós é prestar atenção no Google Maps: se você procura por Doctors Point ele te leva a um lugar, por Purakaunui Beach ele te leva a outro e por Mapoutahi Pa ele sinaliza um lugar um tanto longe – e eu havia lido tanto no See the South Island quanto no site do Departamento de Conservação Ambiental daqui da NZ que a trilha para Mapoutahi começava no car park da Osborne Road. Coloquei o endereço manualmente (pela primeira vez na NZ!) e fomos. A estrada não é das piores, mesmo tendo um trecho não asfaltado, mas é estreita e precisa de atenção. O car park é relativamente pequeno, mas sinalizado (a estrada continua, mas dali pra frente só a pé ou com 4x4!). Dali a caminhada até Purakaunui Beach é de uns 25-30 minutos. Mapoutahi Pa é a pequena península à sua esquerda e você leva uns 15 minutos para subi-la e chegar até a ponta. A trilha é sinalizada por um pedaço de madeira laranja, com uma subidinha curta e resto do caminho praticamente plano, mas havia chovido um pouco antes (e mais um pouco quando chegamos) e o caminho na subida era só lama. Confesso ter dado uma boa escorregada no meio do caminho e ter voltado pro começo da subida. Da península você vê Purakaunui à sua direita e Canoe Beach à sua esquerda. De volta à Purakaunui e próximo à trilha para Mapoutahi, você facilmente identifica o caminho pra Canoe Beach. Em 5 minutos você acessa a praia e, caso a maré esteja alta, em 5 minutos você atravessa toda a extensão possível, hehehe. Demos sorte e, embora a maré ainda não estivesse totalmente baixa, já permitia acessarmos os The Arches e Doctors Point. Os lugares são incríveis e desenvolvi um caso de amor por Canoe Beach. As praias são praticamente desertas, a água em tons esmeralda e turquesa é um espetáculo e os arcos entre Canoe e Doctors Point dão um efeito lindo na paisagem. Ainda não estivemos em Cathedral Cove, na ilha norte, mas The Arches me lembrou bastante as tão famosas fotos que vemos de lá, embora suspeito que seja bem menor que o famoso lugar da ilha norte. A volta para Dunedin foi via Port Chalmers, com o visual da Otago Peninsula no caminho. Não tivemos tempo de parar em Port Chalmers, mas nos pareceu um lugarzinho bem gostosinho também. De volta à Dunedin e com uns 15 minutos sobrando antes de nos dirigirmos de volta ao ônibus, ainda esticamos o trajeto para a famosa Baldwin Street, a rua residencial mais íngreme do mundo e registrada no Guinness World Records. Você não pode subi-la de carro (só quem mora ali, visto que não é permitido parar na ladeira) e subi-la a pé é, digamos, um cansaço que você pode dispensar - mas subimos, já estávamos ali. Hahahaha. Bem turistão. Essa foi nossa despedida da região de Dunedin. Ainda teremos algumas outras descobertas por aqui antes de retornarmos ao Brasil e em breve novos relatos virão. Aguardem cenas dos próximos capítulos.
  7. @victorprado Hahaha, pois é! A sensação que eu tenho é que um dia de Roys Peak me matou mais que os 5 dias de Circuito W em Torres del Paine!
  8. Oi pessoal! O relato de hoje é pra contar um pouco sobre a região de Dunedin, na costa leste da ilha sul, aqui na Nova Zelândia. Dunedin é a segunda maior cidade da ilha sul, atrás de Christchurch, e a maior da NZ em extensão territorial. É uma cidade universitária (a University of Otago é a mais antiga da NZ e a terceira mais antiga da Oceania!) e com uma forte herança escocesa que se faz presente especialmente na arquitetura. Além da pegada urbana, Dunedin tem áreas incríveis em sua costa! Meu marido e eu estivemos lá 5 vezes, sendo 4 bate-e-volta de Invercargill, onde moramos, e outra quando esticamos a viagem de Catlins para conhecer a Otago Peninsula – que você pode encontrar informações nesse relato aqui!). Para facilitar, em vez de descrever nossos dias por lá vou organizar o relato de acordo com as opções do que fazer em Dunedin e região, ok? NA CIDADE: * The Octagon: é o ponto central e o coração de Dunedin. Nele ficam diversos bares, a St. Pauls Cathedral, o Town Hall e o i-Site (centro de informações ao visitantes). Tirando a nossa ida para Otago Peninsula, todas as outras vezes que estivemos em Dunedin partimos dele, que era o ponto final do nosso ônibus Invercargill-Dunedin. Em nossa primeira vez, o Octagon também estava sendo o local de diversos grupos tocando música escocesa. * Dunedin Railway Station: a famosa estação de trem de Dunedin é considerada o prédio mais fotografado do país e é um must-do. Fica a uns três quarteirões do Octagon e é linda (e cheia de turista, obviamente). Aos sábados pela manhã (até por volta das 13h) rola uma feirinha dos produtores locais (Otago Farmers Market) no estacionamento da estação e lá você encontra docinhos, queijos, frutas, comidas. Havíamos lido sobre a possibilidade de encontrar o Hangi Maori lá (um prato típico maori com carne e vegetais cozidos no vapor, em um buraco), mas no dia que fomos não encontramos (e não sei dizer o motivo). * Toitū Otago Settlers Museum: fica próximo à estação de trem e tem entrada gratuita. Conta a história da região de Dunedin, desde os Maoris, a chegada dos europeus e o desenvolvimento urbano da cidade. É o museu mais antigo da NZ (sim, Dunedin é cheia dos títulos de “primeira” em alguma coisa ) e dá pra passar bem umas horinhas por lá. Como todo museu aqui, é extremamente acessível, bem organizado e informativo. * Otago Museum: próximo à universidade, com entrada gratuita para as principais coleções. Lá tem um planetário também, mas pago. Há exposições permanentes sobre a fauna local, cultura dos povos do Pacífico, Maoris e sobre a história naval de Otago e a relação da região com o mar. * University of Otago: se você está em Dunedin, você precisa passear pelo campus da universidade, que é uma das mais bem conceituadas do país (ao lado da University of Auckland). De arquitetura escocesa, o lugar é imenso e lindo! Não é difícil perceber a importância da universidade para a cidade, tem prédios e institutos espalhados por toda Dunedin (além das repúblicas estudantis, claro). * Igrejas: a arquitetura da cidade é muito legal e vale a pena conhecer a St. Josephs Cathedral, a First Church e a Knox Church, por exemplo. Todas elas ficam na região central, nos arredores do Octagon. * Dunedin Botanic Garden: um pouco mais afastado da região do Octagon, foi o mais longe que fomos a pé em Dunedin. Adivinha? Sim, foi o primeiro jardim botânico da NZ . Nâo tínhamos muitas informações sobre ele e seguimos pelo Google Maps, que nos levou para uma entrada bem discreta e que, em um primeiro momento, não nos chamou a atenção em nada. Nessa parte em que entramos não havia placa informativa e acabamos achando a parte principal do jardim botânico meio sem querer e aí sim vimos que ele é imenso. Existem várias trilhas para percorrer por lá, passando por diferentes coleções de flora. Fizemos apenas parte de uma, devido ao tempo. Minha única ressalva é que as placas com as indicações dos lugares por vezes são meio confusas. * Reserve um tempo para caminhar pela cidade. As ruas são bem aconchegantes, cheias de lojas e volta e meia você encontra alguma construção legal (como o fórum da cidade, por exemplo) ou algum grafite bacana pelos muros (existe um mapa que você pode pegar no i-Site e que sinaliza todos eles!). Também prepare as pernas: saindo das 3 avenidas paralelas à estação de trem, a cidade é cheia dos morros (curiosidade: o porto de Dunedin e os morros são parte de um vulcão extinto). * Pontos que não visitamos, mas que sabemos da existência e pode ser que sejam interessantes para vocês: Dunedin tem a Baldwin Street, que é reconhecida como a rua mais íngreme do mundo (fica mais afastada do centro, não rola de ir a pé) e o único castelo da NZ, o Lanarch Castle, que fica na Otago Peninsula (construído por Willliam Lanarch, um ricaço, para a esposa); se quiser visitá-lo morrem NZD 31 por cabeça. Outra opção, na região central, é o Chinese Garden (também pago). COMER E BEBER: * The Speight’s Ale House: em anexo à Speight’s Brewery, você pode optar pelo tour na cervejaria ou simplesmente ir pro bar. O destaque é a régua de degustação (embora nenhuma seja lá tão inesquecível assim e as de cidra sejam bem ruins! ). Para comer, tem opção de prato principal ou lanche. Diego comeu uma carne que não lhe agradou muito, eu pedi um hamburguer que estava suficientemente bom. * Emmerson’s Brewery: minha favorita em Dunedin. Também tem a opção do tour ou somente o bar. A régua de degustação vem com 6 tipos de cerveja, mas é você quem escolhe os tipos (ponto positivo, pois você pode experimentar os estilos que mais te agradam!). A cerveja é mais gostosa que a Speight’s e o preço no bar é similar. O hamburguer é mais bonito que gostoso, rs. * A fábrica de chocolate da Cadbury era um ponto famoso em Dunedin, mas ela fechou as portas na cidade há uns 2 meses atrás (continuam só na Austrália). NATUREZA: * Tunnel Beach e St. Clair Beach (no sul de Dunedin), assim como Sandyfly Bay, Sandymount (Lovers Leap) e Taiaroa Head (em Otago Peninsula) são lugares imperdíveis e que eu já falei nesse outro relato. * Moeraki Boulders: as famosas pedras esféricas no meio de uma praia ficam em Koekohe Beach, ao lado de Moeraki Village, distante cerca de 50 minutos de Dunedin. Alugamos um carro no centro e fomos lá em nosso mais recente bate-e-volta na cidade, neste final de semana. Para os Maoris, as pedras são cestas de mantimentos petrificadas que sobraram do naufrágio de uma grande canoa, chamada Arai Te Uru. Para os cientistas, são um complexo processo geológico similar à produção de uma pérola e que teve início há aproximadamente 60 milhões de anos. Explicações à parte, elas são inacreditavelmente redondas - dá uma impressãozinha de que se empurrar, rola. E sim, elas parecem ovos de dinossauros! * Huriawa Pā Walk: a Huriawa Peninsula foi um verdadeiro achado, já que não é um lugar tão conhecido assim. Fica em Karitane, a meio caminho entre Dunedin e Moeraki. É uma trilha circular e que tem previsão de 40 minutos - como nosso tempo estava apertado, pois teríamos que voltar a tempo de pegar nosso ônibus de volta a Invercargill, fizemos em uns 30 minutos (mas daria para ficar um tanto a mais!). Ah, * Para quem tem interesse em comprar coisas durante as viagens, dizem que o shopping de Dunedin é uma boa opção. Como não é a nossa praia, não sei dizer a respeito! * Quem quiser acompanhar as fotos e as descobertas aqui da NZ, me sigam no Instagram @paty.grillo Até a próxima!
  9. Olá, pessoal! Desde a publicação desse relato estivemos outras 2 vezes em Queenstown e cá estou para falar mais um pouquinho sobre essa cidade linda. Estivemos por lá no final de abril, novamente em um daqueles bate-e-volta com o ônibus que a faculdade disponibiliza. Dessa vez não tínhamos grandes planos e estávamos acompanhados de um casal de amigos brasucas. Bem, devo dizer que foi um dia muito, muito, MUITO frio, com vento e alguns momentos de chuva. Queenstown é uma cidade que pulsa, cheia de vida, feirinha e pessoas por todos os lados. Pois nesse dia estava tão frio que nem feirinha tinha e provavelmente todas as pessoas na cidade estavam em algum restaurante bem aquecido. Mas como não somos todo mundo (obrigada, mãe!) e sempre vamos pra lá na intenção de não gastar, optamos por explorar melhor o Queenstown Gardens (já falamos dele no relato principal!). Em pleno outono, a paisagem era completamente diferente de nossa ida anterior, com árvores em tons de dourado, laranja e vermelho, todas aquelas folhas no chão e um visual que parecia de mentira, de tão lindo. Uma opção para quem está no Queenstown Gardens é patinação indoor no gelo por NZD$20 e tempo ilimitado. Não fizemos, mas alguns amigos foram e se divertiram por lá! Neste mesmo dia, além do Queenstown Garden, seguimos caminhando em direção a St. Omer Park, beirando o Lake Wakatipu. É o caminho que você deve seguir se pretende fazer a Sunshine Bay Walk, uma trilha que continua por alguma distância seguindo o lago. O frio estava demais e, pela primeira vez, tínhamos menosprezado essa possibilidade e não estávamos com o tanto de roupa que deveríamos para ficar minimamente confortável naquela temperatura. Assim sendo, em vez de trilha o lance foi voltar para o centrinho e gastar tempo na Mrs. Ferg Gelateria (bem, pra sorvete nunca existe frio demais... ). No final de maio estivemos novamente por lá e, dessa vez, fomos preparados para a guerra (contra o frio! ). Era finalzinho de outono, a temperatura vinha caindo consideravelmente dia-a-dia e a previsão era de chuva. Saímos de Invercargill com dois únicos planos em mente: finalmente provar o tal melhor hambúrguer do mundo que o Ferg Burger diz oferecer e patinar no gelo, lá no Queenstown Gardens. Bem, o fato é que o tempo sempre nos surpreende... e adivinha? Estava um dia lindo! As montanhas com neve começaram a aparecer muito mais cedo na estrada e chegando em Queenstown os Remarkables (aquela cadeia de montanhas característica da cidade) estava incrivelmente lindo. Diante desse cenário, óbvio que a gente não se aguentou e lá fomos nós subir o Queenstown Hill de novo, para ter aquela visão espetacular agora com neve! Bem, já falei sobre a trilha no primeiro post desse relato. Dessa vez nosso flatmate, da Costa Rica, quis ir conosco e nossa única preocupação foi que ele, com seus 49 anos de puro sedentarismo e seu sapato social (sim, ele fez a trilha de sapato social ), caísse duro com o esforço da subida - o que não aconteceu, gracias! Quando deixamos o bosque para trás e nos aproximamos do primeiro lookout, a surpresa: o caminho já estava todo com neve. Claro que estávamos com a expectativa de encontrar neve, mas achávamos que seria realmente bem no topo e não já por ali. Devo dizer que foi um dos cenários mais bonitos que já pude presenciar. O fato de estar ali pela segunda vez deixou tudo mais especial, por que eu só conseguia pensar como um mesmo lugar podia ser tão lindo e tão diferente com exatas 8 semanas de intervalo. O caminho desse primeiro lookout até o topo é a parte mais íngreme de toda a trilha e, devido a quantidade de neve, nos contentamos em ficar só por ali - a vista já era incrível. Talvez se estivéssemos com nossos bastões teríamos encarado, mas o fato é que subir essa parte final era praticamente subir um enoooooorme escorregador. Algumas fotos e bonecos de neve depois, pegamos o caminho de volta (com várias derrapadas). De volta ao centro, estávamos famintos e fomos direto pro Ferg Burger. Esse é provavelmente o lugar mais badalado de Queenstown e, como eu disse antes, se gaba de ter o melhor hambúrguer do mundo. Não importa o horário, está sempre com filas gigantescas (mas não se preocupe, a fila anda rapidão!). O lugar é bem pequenininho e tem pouquíssimos lugares para sentar, então a galera pede o lanche e sai pra comer em algum banco da cidade. O preço não é caro pro padrão Nova Zelândia, de NZD13 a NZD15 um lanche. Se é o melhor do mundo? Bem, com toda a certeza é disparadamente o melhor da Nova Zelândia e vale MUITO a pena! Agora do mundo, sabe como é né, viemos de São Paulo. Se tem uma coisa que é possível fazer bem em SP, é comer! Passamos o tempo restante tomando uma cerveja no Pog Mahones, o Irish Pub que fomos da primeira vez, além daquela batida de ponto tradicional na Mrs. Ferg Gelateria. Com essas novas idas a Queenstown, não sou capaz de dizer em qual estação a cidade fica mais bonita. Só sei que, com toda a certeza, é uma cidade que não pode ficar de fora de um roteiro em terras kiwi!
  10. Olá mochileiros e mochileiras! Voltamos e dessa vez com uma viagem bem caprichada! Se você têm acompanhado nossos relatos por aqui, sabe que já tivemos alguns finais de semana e alguns bate-e-volta a partir de Invercargill (Catlins e Peninsula Otago; Te Anau e Milford Sound; Queenstown). Pois bem… dessa vez partimos para uma semana inteira de descobertas em terras maoris. O fato é que Diego soube que teria duas semanas de férias da pós (break de meio de semestre) e decidimos antecipar alguns de nossos planos para o último mês de Nova Zelândia. Como voltaremos para o Brasil em agosto, a idéia inicial era aproveitar julho – após as aulas – para conhecer os lugares mais distantes de IVC. Porém, julho significa inverno que por sua vez significa restrição em alguns dos nossos pontos de interesse devido neve, condições climáticas e riscos de avalanche. Assim sendo, lá fomos nós planejar uma semana viajando pela Ilha Sul. O roteiro original tinha 8 dias/7 noites, mas em nome da economia consegui apertar e fazer nosso roteiro caber em 7 dias/6 noites. Partimos para a viagem com o seguinte cronograma: 1º dia: Twizel e Pukaki (noite em Twizel) 2º dia: Mount Cook: Hooker Valley e Kea Point Track (noite em Mount Cook Village) 3º dia: Mount Cook: Blue Lakes; Tasman Glacier e Red Tarns Track (noite em Twizel) 4º dia: Tekapo (noite em Twizel) 5º dia: Mount Aspiring National Park: Rob Roy Track (noite em Wanaka) 6º dia: Roys Peak Track (noite em Wanaka) 7º dia: Blue Pools; Arrowtown e volta para casa. No meio da viagem mudamos os planos (conto por quê ao longo do relato!) e o roteiro feito foi: 1º dia: Twizel, Pukaki e Tekapo (noite em Twizel) 2º dia: Mount Cook: Hooker Valley; Kea Point e Red Tarns Track (noite em Mount Cook Village) 3º dia: Mount Cook: Blue Lakes; Tasman Glacier View e Twizel: Twizel Walkway (noite em Twizel) 4º dia: Mount Aspiring National Park: Matukituki Valley; Diamond Lake e Lake Wanaka (noite em Wanaka) 5º dia: Roys Peak Track (noite em Wanaka) 6º dia: Blue Pools; Arrowtown e Lake Hayes (noite em Shotover River) 7º dia: Glenorchy e volta para casa. 1º dia: TWIZEL, PUKAKI e TEKAPO Saímos pouco depois das 7h embaixo de uma friaca e tendo que tirar o gelo do parabrisa do carro. O fato é que nos dias que antecederam a viagem tivemos uma frente fria que derrubou a temperatura em diversos pontos do país e, inclusive, causou estragos com os temporais em Auckland. Mas como não tem tempo ruim que tire a vontade de viajar, lá fomos nós! O destino era Twizel e isso nos daria cerca de 4 horas e meia de estrada pela frente. O frio havia coberto de gelo os gramados e pastos pelos caminho, mas a estrada felizmente estava de boa. Bem, já devo ter falado isso nos outros relatos: se tem uma verdade sobre viajar na Nova Zelândia é que as estradas são lindas – sempre. Por esse motivo acredito que a melhor opção de transporte seja alugar um carro para poder parar em todos os lookouts pelo caminho e que as viagens devam ser feitas sempre durante o dia (além de ser uma precaução para evitar possível gelo no asfalto e de ser mais seguro, visto que todas as estradas que pegamos até agora são mão dupla e com alguns pontos mais estreitos). No caminho, destaque para o Lake Dustan, The Bruce Jackson Lookout (em Cromwell) e Lindis Pass Viewpoint (o lookout mais anunciado de todos: 15km de distância já tinha placa! Mas o lookout em si não é tããão lookout assim... ). Lindis Pass liga as regiões de Mackenzie Basin com Central Otago, em uma altitude de 971m acima do nível do mar. Chegando em Twizel fomos recepcionados pelo Lake Ruataniwha e provalvemente não encontrarei palavras para descrever o quão azul é esse lago. Eu havia visto algumas fotos na internet, mas tinha certeza que o Photoshop rolava solto… até vê-lo pessoalmente. Algumas fotos depois seguimos viagem em direção à Pukaki. Havia lido sobre uma trilhazinha de 10 minutos chamada Pukaki Boulders e fomos direto para lá. Essa trilha começa na estrada que vai para o Mount Cook e achá-la não foi tãããão simples: o Google Maps não a localiza e a placa não está na beira da rodovia, portanto passa facilmente despercebida. Pukaki Boulders foi o primeiro “ponto de interesse” da NZ que não tinha estacionamento – e como as estradas daqui não têm acostamento, precisamos parar o carro meio de banda no gramado. 5 minutinhos de caminhada e chegamos em umas pedras – fim de linha. As pedras eram as “boulders”, que foram parar ali na era glacial. Nada de mais. Nadica mesmo. Economizem esses 10 minutos e façam qualquer outra coisa mais legal! De lá voltamos para a SH8 (a rodovia de Twizel) e seguimos em frente rumo ao Lake Pukaki, também de um incrível azul. O I-Site (centro de informações ao turista) fica na beira do lago e obviamente estava cheeeeeio de turistas. Uma dica é seguir para qualquer outro estacionamento (existem vários ao longo do lago!) e fugir da galera. Ainda eram umas 14h e como o dia estava ensolarado (contrariando as previsões), decidimos esticar até Tekapo, 30 minutos de distância. Bem no começo da cidade você já encontra o lugar mais famoso por ali, a Church of the Good Shepherd. A igrejinha de pedra fica na beira do lago, com as montanhas nevadas ao fundo e é a coisa mais linda e pitoresca – e cheia de turista. Muuuuuitos. Saímos para desbravar a orla do lago e na volta consegui uns 5 segundos sem ninguém na frente da igreja. Hahahaha! Seguindo com o carro, contornando o lago, paramos na Old Homestead Picnic Area e o lugar era tão gostoso (e ver o lago era tão lindo) que ficamos algum tempo por ali. Estávamos esperando o sol baixar um pouco para seguir para o topo do Mt. John Observatory. Wanaka faz parte da Aoraki Mackenzie International Dark Sky Reserve e seu céu é considerado um dos melhores do mundo para ver as estrelas. O observatório oferece tours (o mais barato sai $140), mas nossa viagem era low budget e o tour não cabia no nosso bolso, hehehe. A idéia era apenas subir até o observatório para ver Tekapo lá de cima, mas chegando lá a estrada estava fechada (tem uma cancela no início da subida) e não entendemos se isso é recorrente ou se demos azar. Enfim, não subimos. Voltamos para Pukaki e paramos novamente no lago para ver o pôr-do-sol. As nuvens que estavam no topo das montanhas durante à tarde haviam diminuído e conseguíamos ver o Mount Cook. O sol foi embora, o frio tomou conta e fomos pro hostel. O High Country Lodge, em Twizel, é um hostel bem simples e o maior ponto a seu favor é a localização (tudo bem que Twizel deva ter umas 6 ruas… ). Ao lado dele tem uma Liquor Store (loja que vende bebidas – aqui na NZ não são todos os mercados que podem vender bebida alcoólica), um mercado e um mall que na verdade é todo o centrinho da cidade. Tem uns barzinhos boitinhos também, mas como nossa viagem foi na base do economizar o que for possível, comemos no hostel mesmo! A cozinha do hostel tinha tudo que precisávamos, mas dava uma deslizada na limpeza (aliás, esse é um ponto interessante: grande parte das pessoas por aqui não têm toda aquela dedicação para lavar louça e muitas vezes nem bucha você encontra – saudades, detergente Ypê e Scotch-Brite! ). Ficamos em um quarto compartilhado com 2 beliches bem barulhentas, mas na primeira noite não tinha mais ninguém no quarto conosco. $35/noite por cabeça. 2º dia: MOUNT COOK NATIONAL PARK Partimos cedo sentido Mount Cook National Park, cerca de 40min de distância – e sim, a estrada mais uma vez é linda e sim, você consegue ver o Mount Cook lindão à sua frente. Contrariando a previsão do tempo, não choveu o dia toooooodo e conseguimos fazer a primeira trilha no seco. A primeira escolha foi a mais famosa por ali, a Hooker Valley Track. É uma trilha de 10km bastante tranquila, com 3 pontes suspensas pelo caminho. Você começa apreciando o Mueller Lake e termina com a visão incrível do Hooker Lake/Glacier e Mount Cook – que nesse momento estava praticamente todo descoberto . As placas sinalizam 3h return para essa trilha, mas levamos 1h10 cada trecho, apenas. O caminho todo é bem bonito e com certeza é um must-do. No início do caminho você encontra uma indicação para a Freda’s Rock: Freda du Faur, australiana, foi a primeira mulher a escalar o Mount Cook/Aoraki e essa pedra é onde ela tirou a foto para registrar o feito – isso foi em 1910 e a foto está reproduzida no local. Palmas para Freda! Também tem um memorial construído em 1922 em homenagem a alpinistas que foram atingidos por uma avalanche em 1914 e somadas à homenagem inicial você encontra diversas outras plaquinhas de outros montanhistas vítimas de quedas ou avalanches por ali . Ao voltarmos para o estacionamento o tempo já estava nublado e havia começado uma chuva fina (se você está na NZ, principalmente em áreas montanhosas – ou em Invercargill, hahaha – nuuuuunca esqueça sua jaqueta e calça impermeáveis). Seguimos para Kea Point Track, apenas 2.8 km. Essa trilha, também tranquila, termina em um mirante para o Mueller Lake e, se o tempo colaborar, parece que você vê o Mt. Cook dali também – não sabemos. A chuva apertou e fomos para o hostel fazer o check-in. Como ainda eram umas 15h30, decidimos encarar o clima inóspito e fazer a Red Tarns Track, uma trilha que começa no meio da vilazinha, com previsão de 2h return. Prestem atenção na descrição: você caminha uns 100m, atravessa uma pontezinha e encontra uma escada – e a escada nunca mais vai acabar. É 1h subindo degrau, 300m de ganho de altitude. Lembra que tava chovendo? Pois é. No meio do caminho era só neblina e não vimos nadica de nada ao redor. No final da trilha tem um laguinho com umas plantinhas que deixam ele meio avermelhado e, por conta do tempo, tinha um pouco de neve também. Voltamos encharcados e sem joelhos. Talvez em climas mais amigáveis a vista lá de cima impressione! O hostel em Mount Cook Village foi o primeiro a ser reservado da viagem. A vila é minúscula e só encontrei 2 opções de hostel fora as opções de chalés e hotéis mais caros, o que faz a disponibilidade ficar bastante restrita. Ficamos no YHA, uma rede presente em toda a NZ e filiada ao Hostelling International. Nosso dormitório tinha 4 beliches, mas era todo bem estruturadinho e bastante confortável e o hostel tinha diversas facilidades e uma cozinha bem bacana. $39/noite por cabeça. Ah, importante: não tem mercado por lá, organize-se! Foi à noite, olhando o mapa na parede do hostel, que veio a idéia de mudar os planos da viagem. Como já havíamos antecipado à ida a Tekapo (que no roteiro original seria no 4º dia, mas que fizemos no 1º), por quê não tentar antecipar nossas diárias em Wanaka e seguir para Glenorchy no último dia? A idéia original foi do Diego e eu achei uma boa. Perderíamos umas das diárias de Twizel, mas por outro lado conheceríamos um lugar a mais, já que não sabemos quando teremos oportunidade de alugar o carro de novo. Fizemos contato com nossos anfitriões do AirBnb em Wanaka, que foram super disponíveis e disseram que não haveria problema algum e procuramos um lugar para passar a última noite perto de Queenstown. Como já falei no outro relato, Queenstown é extremamente turística e as coisas por lá podem ter um preço maior do que em outras cidades da NZ. A melhor opção custo-benefício que encontramos foi um quarto, também pelo AirBnb, em Shotover River – 10 minutinhos de Queenstown. (P.S.: fui descobrir só depois que o Diego trapaceou e olhou a previsão do tempo em Wanaka e por isso veio com a idéia de adaptar o roteiro! Que espertinho!!! ). 3º dia: MOUNT COOK NATIONAL PARK e TWIZEL O terceiro dia amanheceu chovendo e enevoado. Mesmo assim saímos em direção a Blue Lakes e Tasman Glacier, ainda em Mount Cook National Park. Fizemos uma horinha dentro do carro esperando a chuva dar uma maneirada e lá fomos nós. Do estacionamento e ponto de início das trilhas você encontra duas opções: uma das trilhas leva ao Blue Lakes e Tasman Glacier View e a outra ao Tasman Lake, beirando as Blue Lakes (spoiler: na verdade elas são verdes ). Como a chuva parou por uns instantes, fizemos o viewpoint primeiro. É uma trilha curta (de uns 15-20 minutos), mas com uma subidinha. O Tasman Glacier é o maior da NZ, com 27km de extensão. Nossa visão não foi a melhor possível devido ao tempo, mas algo que percebi é que ele é coberto por uma espécie de resíduo, que não vou saber dizer o que é (rocha?). Ou seja, não espere aquele glaciar branquinho, por vezes até azulado, como é o Perito Moreno na Patagônia argentina, por exemplo. É diferente – e ainda assim bonito. Enquanto estávamos lá um arco-íris bonitão estava dando o toque especial no vale (outra característica da NZ: devido às mudanças rotineiras no clima, os arco-íris são bem normais por aqui… Em 3 meses de NZ com certeza vi mais deles do que havia visto nos meus 31 anos de Brasil!). Do viewpoint partimos para a outra trilha, que chegaria pertinho do Tasman Lake. Chegaria – o tempo verbal é esse mesmo . Essa trilha é estimada em 1h e o terreno é mais acidentado e com mais pedras. Neste ponto a chuva já havia recomeçado. Demos a volta nos Blue (”Green”) Lakes (bonitões, mesmo com o céu cinza!) até chegar em um ponto onde a trilha “acabava”: na realidade, a trilha neste pedaço era bem estreita e pedregosa entre a vegetação e estava completamente alagada. É bastante comum nas regiões montanhosas da NZ uma planta espinhuda e tentar abrir um caminho alternativo, além de não ser ambientalmente correto, ainda nos deixaria algumas marquinhas pelo corpo. A única opção seria tirar a bota e meter o pézão ali, com a água entre canela e joelho. Não estávamos nesse pique todo e o frio também não estava convidativo para isso – demos meia volta e paciência . Ainda deu tempo da chuva apertar mais no caminho de volta pro carro! Tínhamos cogitado fazer a Sealy Tarns antes de sair de Mount Cook, uma trilha de aproximadamente 4h return e, dizem, um pouco mais íngreme. Com o andar da carruagem e o tanto de chuva na cabeça desde o final da tarde do dia anterior, abortamos a missão e pegamos estrada sentido Twizel. Se nas montanhas o tempo estava horrível, na planície do lago estava a coisa mais linda! Tínhamos o resto do dia tranquilo, pois seguiríamos para Wanaka somente na manhã seguinte. Tocamos direto para o Lake Ohau, um lago distante uns 20 minutos de Twizel. De lá, voltamos para o Lake Ruataniwha (aquele primeiro, da chegada!) e fizemos parte da Twizel Walkway ao redor do lago. Ficamos por ali o resto do dia, bem delicinha. A noite foi no High Country Lodge outra vez. 4º dia: MOUNT ASPIRING NATIONAL PARK e WANAKA Logo cedo deixamos Twizel e no caminho fizemos um desvio de 30 minutos para ver as Clay Cliffs, uma formação rochosa na região de Omarama. Seguimos então sentido Wanaka, mais precisamente sentido Rob Roy Glacier, a quase 3h de distância. Basicamente, as informações que eu tinha sobre o Rob Roy Track é que era uma trilha de 10km no Mount Aspiring National Park, estimada em 4h return, com acesso restrito de Maio a Novembro devido risco de avalanche e que era uma trilha fácil, inclusive possível para crianças um pouco mais velhas. Ok. Cruzamos a cidade de Wanaka e seguimos na estrada em direção ao parque. O dia estava ensolarado desde nossa partida de Twizel, mas claro que quanto mais perto das montanhas do Mt. Aspiring National Park maiores eram as nuvens e a chuvinha começava. Bem, a primeira descoberta foi que para chegar até o estacionamento e ponto de partida da trilha seriam 30km de estrada de terra – beleza, a gente encara. A segunda descoberta foi um pouco mais, digamos, desafiadora: chega um momento em que a estrada começa a ser cortada por “fords”: riachos. Ficamos receosos com o primeiro, mas cruzamos e a partir dali a estrada tinha uns trechos bem estreitos. O grande problema é que eles eram muitos e, além de serem muitos, a profundidade aumentava: chegamos em um bem grandinho e ficamos com cagaço de continuar – além do nosso carro ser alugado, ele era um modelo de Hyundai bem pequenininho e baixinho e a chance de “dar ruim” era alta. O da foto foi um dos primeiros, quando ainda eram rasinhos. Decidimos voltar um pedaço e parar em uma outra trilha que vimos pelo caminho, a East Matukituki Valley. O problema era que ela é apenas um trecho de uma travessia maior e demoraria cerca de 3h para te levar para um abrigo, mas ainda assim decidimos fazer parte dela só para não perder o dia e o investimento psíquico de chegar até ali, hahaha. Andamos por cerca de 2h no vale e embora o lugar fosse bonito também, a verdade é que estávamos bem frustrados. Voltamos pro carro e Diego decidiu que iria tentar continuar para Rob Roy mais uma vez. Cruzamos mais uma vez alguns fords até chegar no mesmo lugar que havíamos retornado. Desci para tentar analisar o melhor caminho, mas não dava pra ter idéia de quão profundo era. Alguns minutos de análise e indecisão e Diego mais uma vez chegou à conclusão de que seria muito arriscado. Enquanto manobrávamos para retornar, chegaram outros dois carros e os motoristas também desceram para avaliar. Decidimos esperar e ver como eles fariam – depois de um tempo de indecisão eles cruzaram, mas de fato era bem fundo e a água atingia a parte de cima do parachoque. Em menos de 50 metros eles pararam e desceram novamente, provalvemente porque deveria ter outro ford maior. Realmente arregamos e lamentamos não ter um Jeep. Foi o fim da linha. No caminho de volta para Wanaka, sem nada planejado, paramos no Diamond Lake Conservation Area. Dali você pode seguir 10 minutinhos até o lago, 40 minutos até o Lake Wanaka viewpoint ou 1h30 até o topo da Rocky Mountain. Fomos até o viewpoint. A parada seguinte foi em Glendhu Bay Lookout, de onde teoricamente você enxerga o Mt. Aspiring e de lá, fomos para o centro de Wanaka ver a famosa Wanaka Tree, a árvore que nasceu no meio do lago. A paisagem é curiosa e bonita, mas o mais bizarro é quando você chega: você dá de cara com um amontoado de pessoas, eu diria que 99% asiáticos, com tripés e câmeras fotográficas gigantes pra fotografar a árvore. Engraçado e estranho. A cidade de Wanaka é bem gostosa e para nós lembrou muuuuito Queenstown. Tem uns bares e restaurantes que parecem ser legais e todo um movimento turístico. Ficamos em um AirBnb, hospedados pela Erica e pelo Pete. A casa deles fica a 20 minutos de Wanaka, no caminho para o Lake Hawea. O preço era similar aos quartos compartilhados de hostel na cidade, mas como não tínhamos planos de gastar com restaurante ou bares à noite, optamos pelo conforto de um quarto e banheiro só pra gente. A casa é linda, espaçosa e aconchegante! 5º dia: WANAKA: O ROYS PEAK Esse foi um dos dias mais esperados da viagem e, sem dúvidas, um dos meus favoritos! O projeto era ousado: fazer o Roys Peak Track. O tempo estava lindo (ou seja, foi ótimo mudarmos os dias da viagem!) e antes de seguir para a trilha, ainda aproveitamos o céu azul para passar rapidamente (de novo) na Wanaka Tree. Sobre o Roys Peak: a trilha de 16km de extensão te leva primeiro até o viewpoint (a foto que provavelmente vai aparecer se você fizer uma busca por Roys Peak) e de lá até o topo, a 1578m de altura. A previsão é de 6h return e para o nosso ritmo deu exatamente isso. A trilha é inteeeeeira de subida, na qual você ganha uma elevação de 1.228m e, embora não exija nenhuma habilidade técnica, exige muito pulmão. Quando começar a trilha procure por uma antena beeeeeem no alto: é lá que você vai chegar. Levamos 2h20 até o viewpoint e até chegar nesse ponto você não vê grandes mudanças de paisagem, exceto que as ovelhas e os arbustos ficam pelo caminho conforme você sobe – é apenas um grande zigue-zague montanha acima. A característica do Roys Peak viewpoint é que você está na crista da montanha e tem uma visão incrível da crista das montanhas menores, à frente. São montanhas nevadas, lagos menores e o grande Lake Wanaka, lindão. Mesmo com céu aberto, como toda montanha, o vento é congelante. Do viewpoint até o topo foi umas das coisas mais incríveis que já vi na vida e, para aumentar a beleza, próximo do topo a trilha estava com neve. Claro que isso aumentava a beleza, mas aumentava o desafio também, hahaha. A neve deixava o caminho extremamente escorregadio e principalmente no finalzinho, o negócio ficava tenso. Para subir, ok. Para descer, era uma pista de patinação! Vimos um capote e vários escorregões e boa parte descia meio que sentado, hehehehehe. A trilha pro Roys Peak fecha somente de outubro a novembro por conta da época de reprodução das ovelhas (lambing season), mas no inverno você precisa portar (e estar hábil a usar) equipamento de gelo (crampons e aqueles machadinhos de gelo), além de atentar para o risco de avalanche. Ah, nós levamos nossos bastões de trekking e, embora eles não sejam indispensáveis, acho que eles foram bastante úteis (principalmente na parte final). Se na subida você precisa de fôlego, na descida você precisa de joelho. Parece que quanto mais você desce, mais longe está o estacionamento. O que eu gosto de descidas é que geralmente é o momento que você mais se dá conta do quanto subiu. Terminamos a trilha destruídos e fomos recuperar a vida fazendo hora embaixo de uma árvore no Lake Wanaka e depois fomos para Bremner Bay ver o sol se por atrás das montanhas. (Ah, lembra dos fords do dia anterior? Conversando com a Erica, nossa anfitriã, ela contou que eles estão lá independente da época do ano e que é muito comum os carros de passeio terem problemas ao atravessá-los. Inclusive, disse que não é raro que os fords carreguem troncos pelo caminho e, por não vê-los, os carros se arrebentarem. Isso diminuiu um pouco a nossa frustração do Rob Roy!) 6º dia: LAKE HAWEA; BLUE POOLS; ARROWTOWN e LAKE HAYES Ainda sob o efeito do Roys Peak e relembrando cada músculo que existe em nossas pernas , deixamos Wanaka sentido Makarora com destino definido: as Blue Pools. Pelo caminho, destaque para o Lake Hawea lookout. As Blue Pools fazem parte do Mount Aspiring National Park, mas o acesso (dessa vez asfaltado!) é de um lado diferente do Rob Roy, fica mais ao leste, mais ou menos 1 hora de distância de Wanaka. Do estacionamento até as pontes suspensas são 10-15 minutos. Como o dia estava nublado, estavámos na expectativa se elas seriam tão azuis assim. Bem, vejam vocês mesmos na foto. De lá pegamos estrada sentido Arrowtown, mais quase 2h de viagem. A estrada de Wanaka para Arrowtown passa por Cardrona, uma cidade que foi fundada na época da corrida ao ouro, e pouco depois atinge o Crown Range Summit, no topo da serra – com um visual beeeeeeem bonito. Outro destaque no caminho, mas aí já descendo, é o Arrow Junction Lookout Point. Dependendo do clima redobre o cuidado nessas estradas: a serra tem umas curvas bem caprichadas e, na época do inverno, pode ser necessário botar corrente no pneu. Deste último lookout até Arrowtown é um pulinho. A cidade é bem pequenininha, mas a fama de seu outono é grande e chegando lá não foi difícil saber o porquê. Acho que o melhor jeito de descrever Arrowtown é dizer que ela é uma cidade dourada, do tanto que o amarelo das árvores prevalescem na paisagem. A colina na entrada cidade é uma escala de cores entre amarelo e vermelho e a cidade tem um quê altamente aconchegante. Fora os restaurantes e as lojas que vendem jóias feitas de jade, não tem tanta coisa assim pra se fazer por lá, mas vale a pena a visita. Fizemos duas trilhas de 1h cada, mais ou menos, a Arrow River Trail e a Arrowtown Millennium Walk. A primeira é mais legal porque você vê a paisagem mais aberta, mas o que eu não gostei foi o fato de que ela acompanha um grande cano de água da cidade. Desnecessário. Saindo de Arrowtown fizemos uma parada rápida no Lake Hayes e demos uma esticada até a Old Lower Shotover River. Uma curiosidade é que o Shotover River foi um dos rios mais ricos em ouro do mundo. A nossa hospedagem foi na casa da AJ. Dependendo do que você procura, a localização pode não ser tão boa por ser um bairro que não tem nenhum comércio perto, mas a casa era confortável e para nós foi uma ótima opção. 7º dia: GLENORCHY Saímos de Shotover River direto para Glenorchy e decidimos que faríamos as paradas na estrada durante a volta. Glenorchy fica no final do Lake Wakatipu e a estrada de Queenstown até lá margeia o lago o tempo todo e é considerada também uma das estradas mais bonitas da NZ. Glenorchy é um pequeno vilarejo próximo a dois grandes parques, o Mt. Aspiring National Park (que se estende de Wanaka até lá) e o Fiordland National Park (o de Milford Sound) e é ponto de partida de uma das grande travessias da NZ, a Routeburn Track – chegamos a cogitar fazer o bate e volta da primeira perninha da Routeburn, mas seria uma caminhada longa para quem iria precisar pegar a estrada de volta para Invercargill. Glenorchy também é conhecida por ter sido cenário de filmes como Senhor dos Anéis, Nárnia e X-Men e várias empresas vendem passeios guiados para esses lugares, além da famosa estrada para Paradise. Na realidade nossa ida para lá foi mais despretensiosa e demos uma circulada pelo píer, vimos as famosas Willow Trees e seguimos somente até o Isengard Lookout. O tempo não estava lá aquela coisa e logo pegamos o caminho de casa. Nossa primeira parada na volta para Queenstown foi em Bennetts Bluff Lookout, um mirante na parte alta da estrada. Não tem placa indicando o local, embora tenha um painel informativo depois que você desce do carro – você pode achar a localização certinha no Google Maps. Paramos ali e ao descer quase perdemos a porta do carro, literalmente. O vento estava muito muito muito muito forte e segurar a porta, na hora de entrar de volta no carro, foi uma missão e tanto. Seguimos mais uns 5 minutos de estrada até Bob’s Cove Track, uma trilhazinha de meia hora que passa por um píer e sobe para o um lookout do Wakatipu. De lá você também tem a opção de seguir para a Twelve Mile Delta ou para a Bridle Track, ambas com estimativa de 2h. A última parada foi em Wilson Bay, já bem perto de Queenstown. Depois, 2h30 de estrada até chegar em casa. A viagem foi linda e mesmo com o tempo oscilando, tivemos dias muito bem aproveitados! Não consigo escolher uma parte favorita, mas os lagos todos (Pukaki, Tekapo e Ruataniwha), Mt. Cook, Roys Peak e Blue Pools são imperdíveis, em minha opinião. Para esse trajeto todo gastamos cerca de $275 de gasolina, mas rodamos mais de 1500km. Ah, e pra quem queira acompanhar as fotos no Instagram: @paty.grillo
  11. Olá mochileiros(as)! Tem relato fresquinho saindo do forno e o destino da vez foi um dos lugares mais famosos (e impressionantes) da Nova Zelândia: Milford Sound. PRÉ-VIAGEM Essa viagem foi planejada com umas 3 semanas de antecedência, principalmente para conseguir preços mais baratos para a atração principal: o passeio de barco pelo fiorde. Existem diferentes empresas que vendem o passeio, com diversos horários disponíveis ao dia. Geralmente os preços variam de acordo com o horário, demanda e diferenciais disponíveis: você pode fazer desde o passeio tradicional até pernoitar em um barco e jantar lagosta com o capitão – depende do seu bolso. Em média, os tickets são vendidos na faixa de $80-$90 por cabeça. A boa notícia é que com um bom planejamento (e dicas na internet!) você consegue facilmente economizar 50% desse valor (com um pouco de sorte, até mais!) . A principal dica é acessar o site do BookMe: nele você consegue comprar tickets promocionais para diversos destinos e passeios em toda a NZ. Para isso, você precisa pesquisar com uma certa antecedência (mas não adianta olhar muuuuito antes, porque aí as ofertas não estão lançadas!) e ter uma certa maleabilidade nos horários, visto que são disponibilizados um número restrito destes tickets por horário e dia. As ofertas para o passeio tradicional são bastante parecidas entre si, mas a duração do passeio pode variar entre 1h30 e 2h15 e algumas empresas oferecem algum snack como cortesia. Nós compramos o passeio pela GoOrange, com saída às 9am, 2h de duração e cortesia de um copo de suco de laranja e um lanche - $40. Inicialmente iríamos apenas Diego e eu, mas na primeira semana de planejamento um casal de amigos juntou-se a nós – Olesia (from Rússia), seu filho Makar e Ricardo, também brasuca. PÉ NA ESTRADA: INVERCARGILL – TE ANAU – MILFORD SOUND. A viagem teve início na sexta-feira à noite quando saímos de Invercargill com destino a Te Anau, a cidade mais próxima de Milford. Levamos 2h para chegar até lá e como já era noite (e com chuva!), não tivemos nenhuma vista inicial da região – a noite foi de bate papo no hostel. Fizemos a reserva de 2 diárias no Te Anau Lakeview Kiwi Holiday Park: $59 por dia em quarto privativo com banheiro compartilhado (farei alguns apontamentos sobre o hostel no final do relato). De Te Anau para Milford levamos 2h, embora o Google Maps apontasse 1h45. Como precisávamos chegar no Centro de Visitantes 30 minutos antes da partida, pegamos a famosa Milford Road às 6h30. Enquanto beirávamos o Lake Te Anau (que é imenso!) pegamos alguns trechos com neblina, mas a estrada já chamou a atenção desde o início e foi se tornando cada vez mais incrível a cada km rodado! Montanhas enormes, vales, rios translúcidos e cachoeiras formam o impressionante cenário que dá a Milford Road o título de umas das estradas mais bonitas do país. Além das belezas naturais, algo bastante humano chama a atenção no caminho: o Homer Tunnel, com seus 1.2km de extenção (e em declive!). Por questões de segurança, há faróis controlando o tráfico de carros por ali e você pode levar mais tempo que do que imaginava para concluir a viagem (por isso a diferença entre a previsão do Google Maps!). Do estacionamento até o centro de visitantes foi possível ter um aperitivo do que encontraríamos pela frente: o caminho é curto, não mais que 10 minutos, e nele você tem as primeiras visões dos fiordes. Dali pra frente tudo foi se tornando cada vez mais incrível: acredite, você provavelmente não viu nada parecido com isso antes. O MILFORD SOUND Milford é na realidade um fiorde, ou seja, um enorme vale rochoso inundado pelo mar e originado pela erosão provocada por glaciares milhões de anos atrás. Explicação geológica a parte, para os Maoris essa região foi criada por Tü Te Rakiwhänoa, que esculpiu os vales íngremes com suas ferramentas afiadas. Piopiotahi (o nome Maori do Milford Sound) teria sido o último a ser esculpído, após o domínio da técnica, e por isso tal perfeição. A história continua e dizem os Maoris que para proteger esse canto da terra da ação dos homens, a deusa Hine-nui-te-pö criou as temidas sandflies. Sandflies (dizem) são insetos sedentos por sangue e que te farão coçar por muito tempo - não tivemos o (des)prazer de conhecê-las, mas li em vários outros lugares que no verão o negócio é bruto - não esqueça o repelente! Embora a região de Milford seja conhecida pelo alto índice de precipitação (dizem que chove em pelo menos 200 dias no ano!), tivemos muita sorte e encontramos um dia lindo pela frente. Não sei dizer se pelo horário, mas nosso barco não estava cheio e pudemos circular livremente pelo convés pra tirar as fotos. Sobre o passeio, só estando lá e vendo o que vimos, para entender. Apesar do dia lindo, havia chovido no dia anterior e as cachoeiras estavam com uma boa quantidade de água. Como quase não estava ventando, o barco pôde se aproximar delas e foi incrivelmente lindo. Bem, se você pretende vir para a Nova Zelândia, esse é um must-do. Como Olesia e Ricardo se juntaram um pouco depois no planejamento da viagem, o passeio deles foi em horário diferente do nosso e durante a 1 hora que tivemos que esperá-los decidimos ir ao Milford Viewpoint. O caminho tem início próximo ao I-Site e não leva nem 10 minutos. Você vê parte do Milford do alto, mas a vista não é tão diferente de lá debaixo. Não é imperdível, mas já que você está lá… MILFORD ROAD: A VOLTA Quando pensamos na viagem, a ideia original era fazer a Key Summit Trail no período da tarde. Essa trilha começa em Milford Road (mais precisamente em The Divide) e segue parte da Routeburn Track (uma das Great Walks) por cerca de 1h, antes de seguir seu próprio caminho até o Key Summit propriamente dito. Ida e volta são estimados em 3 horas. Porém, como estavámos com o Makar, mudamos os planos e decidimos parar em todos os pontos da estrada, com curtas caminhadas, em vez de encarar as 3h de trilha cume acima. Se tivéssemos mantido o plano de Key Summit muito provavelmente não teríamos tempo para fazer as coisas que fizemos. A primeira parada foi em The Chasm: dez (ou cinco?) minutos de caminhada para ver a queda d’água do Cleddau River. Simples, rápido, bonito. Dali, seguimos em direção ao Homer Tunnel e enquanto aguardávamos o farol liberar nossa passagem, conhecemos o Kea. O Kea é uma espécie de papagaio dos alpes, endêmico da Nova Zelândia e considerado uma espécie ameaçada de extinção. É um pássaro gordo e que corre engraçado – e parece que é considerado um dos pássaros mais inteligentes do mundo. O site oficial da Nova Zelândia lista algumas histórias engraçadas sobre ele, como ter trancado um montanhista em um banheiro de um alojamento. Desviamos de Milford Road quando alcançamos a Hollyford Road, com o objetivo de fazer a Lake Marian Falls Track, que é só a primeira parte do Lake Marian Track (uma trilha de 3h return e nível avançado até o lago). A trilha começa com uma ponte suspensa sobre o Hollyford River, um rio incrivelmente lindo e limpo, e leva até umas quedas d’água. Para essa primeira parte são apenas 20 minutos return e vale muito a pena conhecer! Voltamos para a Milford Road e fomos parando em alguns lookouts no caminho: Falls Creek Waterfall; Hollyford Valley Lookout; Lake Fergus (que estava lindamente espelhado!); Mirror Lakes. Particularmente, achei o Lake Fergus mais bonito que Mirror Lakes, mas Mirror Lakes tem uma placa bem legal de ponta cabeça e que reflete no sentido certo na água. Chegamos em Te Anau por volta de 18h e ainda demos uma volta pelo lago, na frente do hostel. Pensa em um frio?! Noite de comida boa, bebida boa e papo bom! TE ANAU – INVERCARGILL, VIA SOUTHERN SCENIC ROUTE O domingo amanheceu chovendo – e frio, muito frio (o vento por aqui não é muito amigável) . Após o café da manhã a chuva deu uma trégua e conseguimos gastar uma horinha caminhando pelo Lake Te Anau. Não consigo deixar de me impressionar com o quanto as águas são translúcidas por aqui. Há várias opções de passeio em Te Anau, mas todos pagos (por exemplo, você pode ir a uma caverna com gloworms, as famosas larvas que brilham, pagando $90 por cabeça). Como não queríamos gastar, decidimos voltar para Invercargill pela Southern Scenic Route, embora não tivéssemos encontrado muitas informações de pontos de interesse no caminho. A Southern Scenic Route segue sentido Manapouri, a cidade (vila?) vizinha de Te Anau e com o lago de mesmo nome. Paramos no lago, demos uma circulada por ali e seguimos viagem. Manapouri é o ponto de partida para Doubtful Sound, o outro fiorde que você consegue visitar na Nova Zelândia. Não sei dizer o quanto custa o passeio, mas imagino que seja mais caro que Milford visto que você não consegue chegar até ele de carro (precisa cruzar o lago de barco e pegar o transporte da empresa até o segundo barco, nos fiordes). Seguimos a estrada e seguiu-se a chuva. Pouco pouco depois de Manapouri pegamos um trecho bem bonito da estrada, mas foi só ali – depois ela virou uma estrada normal e sem atrações. Chegando em Tuatapere vimos uma placa indicando Blue Cliff Beach. Decidimos tentar a sorte, mas não encontramos nada. Até vimos a praia, mas não conseguimos chegar nela, a não ser em uma única parte que não tinha nada de interessante. Insistimos no caminho por mais uns 6km em ground road até chegar no começo de uma trilha de 3 dias e aproximadamente 20km por dia – e então voltamos pra trás! Seguindo caminho fizemos rápidas paradas no McCracken’s lookout e em Monkey Island, em Tewaewae Bay. O primeiro era bem bonito, apesar do tempo hostil e céu cinza. O segundo, nada imperdível. Monkey Island parece um punhado de terra e só é uma ilha quando a maré está alta; os Maoris costumavam usá-la para observar baleias. Antes de ir embora de vez ainda tentamos ter uma vista bacana de Tihaka Beach, em Colac Bay, mas a estrada não era tão alta e o tempo estava tão hostil que não tivemos coragem de sair do carro. Enfim… o oeste da Southern Scenic Route não é nada demais e não acho que vale a pena, diferente do leste, que vai pra Catlins e é liiiiindamente linda (relato aqui). Sobre o hostel: * O Te Anau Lakeview Kiwi Holiday é um “complexo” com diferentes tipos de acomodações, áreas para camping, para motorhome e espaços coletivos. O espaço em si é bem legal e a equipe, solícita. PORÉM, os quartos são “cabines” individuais distribuídas pelo terreno e portanto, para usar o banheiro (que é compartilhado), você precisa atravessar o gramado (que à noite não é iluminado) e torcer pra não estar chovendo. A cama é confortável e achei o quarto bastante suficiente, mas o aquecimento não é lá aqueeeeeeeeelas coisas (embora não tenhamos passado frio). Agora o que realmente me desapontou (muito) foi que a cozinha compartilhada não tinha absolutamente NENHUM utensílio (e isto não estava claro na página da acomodação). Havíamos levado comida e, se não fosse pelo tipo de acomodação da Olesia e do Ricardo, que foi diferente da nossa, não teríamos feito nada. No quarto deles tinha uma mini-cozinha com duas panelas e uma frigideira, o que nos salvou. Limpeza dos quartos ok, mas devido a quantidade de hóspedes lá, a limpeza do banheiro deixava a desejar. Outras considerações: * Milford Road é linda, mas também é considerada uma das estradas mais perigosas da Nova Zelândia, com maior incidência de acidentes. Portanto, be careful! * Embora não exista uma restrição na visitação ao Milford, entre Maio e Novembro é obrigatório portar correntes de neve para os pneus. Fique atento! * Existe a opção de fazer o passeio a partir de Queenstown com qualquer das agências que vendem o passeio de barco. Nesse caso, você faz um bate-volta de ônibus e a viagem leva cerca de 5 horas ida + 5 horas volta. * Se quiser acompanhar nossas descobertas pela NZ, segue lá no Instagram: @paty.grillo
  12. Olá! Baixe o app CamperMate! Com ele vc tem o mapa de todos os lugares que você pode pernoitar com o motorhome, além de pontos de interesse como banheiros públicos, mercados, postos de gasolina. Mas bote na ponta do lápis, Motorhome não é lá tão barato não...
  13. Oi @jubertolli! Tem alguns lugares aqui que vc consegue ver a aurora austral, mas eu ainda não tive a oportunidade. Quanto à observação de estrelas, Tekapo é considerado o paraíso para isso, dizem que é um dos céus "mais escuros" do mundo, por isso a visão ser tão boa. Tem um tour bastante famoso (e caro) no observatório de lá, que você pode encontrar informações nesse site. Não vou fazer o tour, mas irei para Tekapo na segunda quinzena de abril. Vamos ver o que encontro por lá! Quanto ao céu de dia, tudo depende. Por aqui chove, fica nublado, abre sol, tudo no mesmo dia. Quando o tempo abre pela manhã ou à tarde, vc tem oportunidades lindas. Essa foto é da porta de casa.
  14. Ferg Burger! Ainda não comi lá, acredita?! Mas irei! Todo mundo fala daquele lugar! Tongariro está em nossa lista... mas vamos pra ilha norte só algumas semanas antes de vir embora, que nosso vôo sai de Auckland. Somos os únicos por aqui com intenção de voltar para o Brasil... pelo menos por enquanto! É que somos muito apegados à nossa família... se não fosse por eles, com certeza não voltaríamos também. Tudo aqui funciona, é limpo, organizado, simples... Nosso primeiro "choque" ao chegarmos foi ver as escolas sem muros e a criançada indo pra aula de patinete, muitas vezes sozinhas. Se tiver Instagram dá uma xeretada no @paty.grillo. Tenho postado fotos daqui diariamente! Um lugar mais incrível que o outro!
×
×
  • Criar Novo...