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nestorfreire

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  • Data de Nascimento 31-12-1966

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  1. Em agosto de 2017 começou a minha cicloviagem pela Via Franciegna. Foram 1950 km em 35 dias de viagem entre a Inglaterra, França, Suíça e Itália. Uma viagem incrível, de caráter religioso, dormindo em monastérios e igrejas e com direito a escalar os Alpes. Vá ao meu blog, www.giraventura.com.br, e veja todo o relato dessa viagem com fotos, vídeos e muito mais.
  2. A Via Flaminia foi construída 220 AC pelos Gaius Flaminius, como um elo de ligação entre Roma e Ariminum (hoje Rimini). A estrada cruzava os Apeninos numa estreita passagem entre as montanhas Pietralata (889 m) e Paganuccio (976 m), à esquerda do Rio Candigliano por uma via pré romana. No período Augustan (27 AC - 14 DC) iniciou-se uma restauração desse caminho com uma série de subestruturas de rochas que foram adicionadas e a via passou a ter túneis. Essas subestruturas são visíveis hoje em dia e estão inseridas na estrada principal com rochas de até 20 m de altura. Percorri a Via Flaminia de bicicleta em setembro de 2017 numa cicloviagem de três dia até o Mar Adriático. Caso queira mais detalhes, só acessar o meu blog: www.giraventura.com.br
  3. DIA 1 ►Distância percorrida: 86 km Altimetria: 1.108 m Hoje acordei muito cedo, 3hs, e a noite anterior já não tinha dormido muito bem. Chegamos na igreja matriz de Mogi das Cruzes por volta das 5:30 hs, estávamos em 15 ciclistas, fizemos a reza e partimos rumo a Paraibuna, cidade a qual seria nossa primeira estada nessa jornada até a padroeira mãe Aparecida. Na primeiro carimbo do passaporte, na Estação Estudantes, ainda estava muito frio e escuro, em torno de 10 graus. De lá partimos rumo a Guararema. Praticamente um trecho urbano no meio do escuro e do nevoeiro.... (Continue a ler em meu blog de cicloturismo: http://www.giraventura.com.br) DIA 2►Distância percorrida: 68 km Altimetria: 1.311 m Deixamos a fria Paraibuna por volta das 7:30hs rumo a Redenção da Serra. Uma dor no meu joelho direito que me incomodava desde os últimos quilômetros de ontem, deram sinais de vida logo nas primeiras pedaladas da manhã, mas depois de aproximadamente uma hora, tudo esquentou e a dor que vinha e voltava já não me incomodava tanto. A expectativa de hoje era de um dia com maiores elevações, comparado com ontem. A paisagem continuava deslumbrante como na segunda parte do percurso de ontem e depois de um primeiro morro de asfalto, entrei numa região em direção à Represa de Paraibuna (abaixo): (Continue a ler em meu blog de cicloturismo: http://www.giraventura.com.br) ►Distância percorrida: 59 km Altimetria: 450 m ►Saída de Taubaté foi meio preguiçosa porque sempre tenho aquela sensação de fim de jornada. Sei que a emoção sempre chega, umas vezes mais forte, outras nem tanto; um misto de acabou com um misto de que poderia continuar. Como na vida tudo tem fim, a aceitação faz parte desse processo. O terceiro dia foi o dia mais tranquilo de todos, sim, existem algumas subidas mas nada tão pesado como no dia anterior. As dores sempre aparecem, seja num lugar, seja noutro, mas a capacidade que a nossa determinação tem de seguir em frente e conviver com essas dores é incrível. (Continue a ler em meu blog de cicloturismo: http://www.giraventura.com.br)
  4. (Passa Quatro – Itamonte – Alagoa – Aiuruoca – Baependi – Caxambu – São Lourenço) Estava ensaiando para fazer o Circuito dos Anjos há meses. Como sempre, colho todas as informações possíveis e uma delas era unânime, a elevação acumulada durante todo o trajeto. Entretanto, quando iniciei o circuito em agosto de 2016, outros obstáculos surgem como toda a cicloviagem, e uma que me deparei durante boa parte do trajeto foi o terreno. Para você que curte pedalar na terra, aqui você encontrará de tudo – poeira, pedras soltas, lajotas sextavadas, calçamento pé de moleque e asfalto. Acostumado a cicloviagens mais longas, um circuito de 240 km não me parecia tão desafiador, mas hoje após passar pela experiência estou certo que não somente a preparação física é essencial para a conclusão do circuito, mas o fator psicológico fundamental. Sim, você vai pensar em desistir quando subir 21 km de serra contínua logo no primeiro dia ou quando tiver que empurrar você, sua bicicleta e equipamento ladeira acima numa subida de calçamento pé de moleque ou ainda quando a fadiga chegar e lhe dizer: Pare! Não quero lhe assustar, se é que já o assustei cicloturista, mas sempre acredito que quanto mais informação, mais preparado você estará para encarar este desafio. Por fim, a dica que eu sempre dou a ciocloturistas que, nesse caso, deve que ser levada à risca: “carregue o menor peso possível. O seu medo é proporcional ao peso que você carrega, medo de passar frio – mais roupas, medo de ficar doente – estojo de primeiros socorros maior. Aqui o necessário é o básico que você precisará para suas necessidades e ser feliz”. O lado bom de tudo isso é que completar o Caminho dos Anjos é, sem dúvida, uma experiência única. Saindo da simpática cidade de Passa Quatro, o cicloturista é levado ao Parque Estadual da Serra do Papagaio localizado na Serra da Mantiqueira englobando importantes conjuntos montanhosos como as Serras do Garrafão e do Papagaio. Essa se interliga geograficamente com a porção norte do Parque Nacional do Itatiaia. O ponto mais alto do trajeto fica a 1.850 m, 19 km depois da cidade de Aiuruoca e de beleza sui generis. Diversas cachoeiras, com destaque à Cachoeira do Garcia, também fazem parte do circuito. O povo mineiro é sempre muito acolhedor e lhe recebe com aquela culinária típica e muita hospitalidade. Enfim, esse é o Caminho dos Anjos, feito em quatro dias de pedalada com início e fim em Passa Quatro passando por vilarejos e as cidades de Alagoa, Itamonte, Aiuruoca, Baependi, Caxambu e São Lourenço. Dia 1: Passa Quatro – Alagoa A saída do circuito se dá em frente à Pousada Pedra da Mina. A partir de lá já se pode observar as setas amarelas que lhe indicarão o trajeto até o fim. A partir do km 4, você já enfrentará uma subida para apenas aquecer suas pernas e seu espírito de aventura. No km12 você encontra a Cachoeira do Delfim (há uma placa indicando o local). Ótimo local para tomar um banho de rio. No km 15 você alcança o Bairro Jardim e há uma seta amarela a direita que lhe levará a Itamonte. Os próximos 9 km são fáceis de percorrer, porém bem empoeirados. Embora esteja numa estrada de terra batida, fique atento ao fluxo de veículos e de caminhões. Chegando a Itamonte, você percorrerá um trecho de asfalto até o km 31 onde há uma entrada para a Represa dos Braga e no km38 há um último mercado para abastecimento antes da temida subida da Serra. A partir do km 38 serão 21 km de subida em terreno de lajota de concreto sextavada. Você passará pelo meio Serra do Garrafão e no final haverá uma seta amarela à esquerda que lhe levará a Alagoa. A chegada à cidade de Alagoa é tranquila com algumas opções de hospedagem. Dia 2: Alagoa – Cachoeira do Garcia De Alagoa a Aiuruoca são 32 km. O trajeto é fácil com subidas e descidas leves. No km28 há um estabelecimento denominado Pocinho. Neste local o rio da Cachoeira do Garcia é represado e forma uma linda piscina natural. A partir de Aiuruoca suas pernas serão muito exigidas. Você percorrerá 1 km de asfalto até chegar num trecho da estrada que você entrará a esquerda indicando a Cachoeira do Garcia. Deste ponto até a cachoeira você só subirá. A partir de certo momento, haverá um entroncamento indicando a cachoeira e o piso será em calçamento pé de moleque. Tome cuidado, há pedras soltas, a estrada é íngreme. A partir daí serão 9 km de subida. Chegando a porteira da Cachoeira do Garcia há uma indicação: entrada para humanos/entrada para duendes. Como você não é humano e nem duende, é cicloturista, continue reto por mais 1 km e encontrará uma placa escrita “Casal Garcia”. Aleluia, você pernoitará aqui. O Juninho e a Renilda formam o casal mais simpático que já conheci. Sua casa fica acima da cachoeira com trilha de fácil acesso. De lá você conseguirá reverenciar o nascer do sol e degustar a espetacular culinária caseira de Juninho. Não há luz elétrica, a iluminação é com velas. O banho é quente e aquecido pelo forno a lenha. Tudo isso dá à cabana o maior charme. Conheça a cachoeira e suas jacuzzis e pernoite aqui que não se arrependerá. Se encha de energia, pois a maratona continuará pesada no próximo dia e você pedalará muito. Dia 3: Cachoeira do Garcia – São Lourenço Saindo da Pousada do Casal Garcia você subirá pro mais 3 km até o ponto mais alto da viagem. Aqui você estará a 1.850 m de altitude e poderá avistar boa parte do Parque Estadual. Embora o percurso seja de descenso, há ainda algumas subidas íngremes, principalmente uma que antecede a Casa Rosa. Na Casa Rosa é possível almoçar e tomar algo. O calçamento do descenso também é no estilo pé de moleque, então tome muito cuidado, pois também há pedras soltas. Verifique o freio da sua bike, pois aqui ele será muitíssimo exigido. A partir do final dessa primeira descida, há uma subida e uma bifurcação que ambos os lados levarão a Baependi. Há uma seta amarela indicando a direita que margeará o rio e lhe levará até o Espraiado do Gamarra. Há duas cachoeiras no caminho, a do Inferninho e do Caixão Branco, km 17 e km 25, respectivamente. No espraiado, há uma pequena praia e cachoeira. O acesso à área de areia da praia é feita a 500 metros à frente, pelo lado direito. Até Baependi a estrada é de terra batida e você passará por diversas fazendas. De Baependi a Caxambu você pegará um trecho da Estrada Real, relativamente fácil, assim como até São Lourenço que lhe recepcionará com a última subida do dia. Chegando a São Lourenço, vá conhecer a Igreja Matriz São Francisco de Assis, bela e imponente. Dia 4: São Lourenço – Passa Quatro Começando o dia com uma subida em lajota sextavada até chegar ao topo da montanha onde você poderá avistar a cidade de São Lourenço e seguir viagem pela estrada de terra por um longo trecho plano de terra batida onde após 26 km você entrará no asfalto. Com cuidado redobrado na estrada, você seguirá até a entrada do Vilarejo do Porto/Passa Quatro. O percurso de 10 km até o vilarejo é tranquilo e a paisagem será de montanhas e fazendas. Chegando a Vilarejo do Porto, abasteça-se, pois você enfrentará a última serra antes de Passa Quatro. Serão 311 m de elevação e quando chegar no topo da serra você adentrará a uma floresta mais densa. Agora falta pouco! A 5 km do final, uma última cascata. Pare, tome um banho, agradeça a Deus pela oportunidade de percorrer o Caminho dos Anjos e continue até Passa Quatro onde começou o percurso. Acesse meu blog para mais detalhes dessa viagem como distância e altimetria e curta outras cicloviagens Blog: http://www.giraventura.com.br
  5. ►RELATO DO TRECHO: Timbó - Pomerode - Dia 1 Depois de um bom café da manhã e já com a bike montada, iniciei o primeiro trecho. Saí do restaurante Tapioka, o marco zero do circuito em direção a Pomerode. Nos primeiros quilômetros, o chão é de paralelepípedos e asfalto, depois, terra batida. A viagem é tranquila, passei por Rio dos Cedros para depois chegar em Pomerode. Temos um pequeno aclive no final, mas em geral a ascensão não é muito grande. As paisagens são bonitas, passamos por muitas construções do estilo enxaimel, uma técnica de construção que consiste em paredes montadas com hastes de madeira montadas em posições verticais, inclinadas ou horizontais. Uma dica para começar a viagem é não economizar nas fotos, pois os lugares que encontraremos adiante serão mais bonitos ainda e outra muito importante, siga sempre a seta amarela. Chegando em Pomerode, vale a pena uma vista no Zoológico, pois é pequeno e muito organizado, uma boa maneira de curtir o final de tarde e se preparar para o dia seguinte que será um pouco mais puxado. ►RELATO DO TRECHO: Pomerode - Indaial - Rodeio - Dia 2 Distância: 67 km Elevação acumulada: 690 m Resolvi fazer dois trechos de uma vez, pois praticamente não há ascensão entre Indaial e Rodeio. Entre Pomerode e Indaial também é bem tranquilo. Entretanto, vamos pedalar um pouco mais nesse dia, 67 km. Os percursos ainda continuam muito povoados, passando por muitas igrejas e o rio Itajaí Açu. Vale a pena, embora não faça parte da trajetória do circuito, passar por uma ponte pênsil e parar para tirar fotos. Chegando a Rodeio, fui extremamente bem recebido na Pousada e Cafe Stolf pelo Sr Dante. ►RELATO DO TRECHO: Rodeio - Dr Pedrinho - Dia 3 “El Picol Paradis“, um projeto do agricultor Paulo Notari, povoando o morro com hortênsias, anjos e com um Cristo Redentor. Prepare-se pois esse é o dia mais puxado, muita ascensão, são 1.120 metros. Na subida do morro, quebre a esquerda e tente conhecer o Mosteiro. Você vai pegar uma trilha de mais ou menos um quilômetro mas, no final, mas você vai se surpreender. Também vale a pena no final da descida andar mais 8 km para apreciar a Cachoeira do Zinco. A trilha pra cachoeira é plana no começo mas para chegar ao mirante é uma subida muito puxada, mas vale a pena. A cachoeira é linda e vale a pena o esforço. Saindo da cachoeira e tomando a estrada novamente rumo à Cachoeira do Zinco a trilha para Dr Pedrinho fica menos íngreme, mas nem menos puxada. O visual começa a mudar, vários trechos já passando no meio da mata até chegar a Dr Pedrinho. Nesse dia, peguei uma chuva torrencial nos últimos 10 km, mas a chegada é surpreendente. Chega-se a uma cidade bucólica, totalmente dominada pelos morros e pela natureza. É o aperitivo para o isolamento. ►RELATO DO TRECHO: Dr Pedrinho - Cedro Alto - Dia 4 São 40 km, a viagem muda completamente. Saia cedo e leve bastante água pois de agora em diante você passará em vários bosques de araucária e mata fechada. Devido às fortes chuvas do dia anterior, ficou bem difícil pedalar na estrada. A terra ficou muito fofa, grudava nos pneus e deixava a bike muito pesada. Preste muita atenção às placas, siga sempre a seta amarela, pois em alguns trechos você pode se perder. Parada obrigatória antes da subida animal é a Cachoeira Véu da Noiva que, para quem não quiser andar 1 km no meio da mata, pode vê-la do mirante. Atravessei dois rios, ambos, se a correnteza não estiver forte, dá pra atravessar pedalando. A paisagem vai mudando completamente até o ponto que se chega no alto de um morro e já se consegue avistar a represa, é lindo. Descendo o morro em direção à represa, o cenário vai se tornando maravilhoso. Pode-se fotografar vários espelhos de água durante o percurso. ►RELATO DO TRECHO: Cedro Alto – Palmeiras - Dia 5 São 41 km e, novamente, leve bastante água. Encontrará algumas fazendas no começo do caminho mas depois a paisagem muda novamente. No começo é uma trilha bastante técnica, com pedras de cascalho grandes. Você atravessa rios, passa por riachos onde é possível se tomar um banho, mas seguindo em frente vamos no sobe desce chegar a uma cachoeira maravilhosa. Paga-se R$ 5,00 pra entrar mas novamente vale a pena conhecer a Formosa. Seguindo em frente vamos chegar a Palmeiras. Não se assuste, a cidade tem uma rua, e há um supermercado em menos de 1 km. ►RELATO DO TRECHO: Palmeiras- Timbó - Dia 6 São 53 km praticamente de descidas, praticamente, pois subiremos uma serra para Timbó que talvez seja a subida mais desafiadora de todo o percurso. Fora esse esforço, vamos pedalar quase todo o percurso em retas e descidas. Leve bastante água. Pegue leve na descida da serra pois ela é um convite à velocidade. Passaremos pro Benedito Novo antes de chegar em Timbó e voltaremos à estrada de asfalto, chegando na ponte ao lado do restaurante Tapioka, finalizaremos o percurso. Nesse trecho o circuito volta a passar por locais mais habitados, mas passa ainda por muitas matas e riachos. Descidas íngremes e suaves são a recompensa pelos dias anteriores serra acima. Mas para martírio, há uma última subida longa e bem forte e por incrível que pareça a mais forte de todo o circuito, na localidade de Rio Cunha, após a localidade de Cedro Alto. Depois de atravessar a cidade de Benedito Novo, a estrada acompanha o o rio, também com mesmo nome, até alcançar o asfalto que liga Rodeio a Timbó. Para mais detalhes da viagem como altimetria e distância vá até meu blog http://www.giraventura.com.br Curta outras viagens e aventuras por lá!
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