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Igor LS Rocha

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  1. Olá Nayara, tudo bem? Não quero te desanimar, mas a menos que você queira curtir a folia, o Carnaval é a pior época para conhecer o Rio. Mas isso não significa que não seja possível! Digo isso porque a cidade fica simplesmente lotada, o que acaba encarecendo a estadia aqui. Em virtude dos blocos de rua muitas vias ficam fechadas, mas como agora o metrô chega na barra, fica tranquilo andar de transporte coletivo. Tente comprar com antecedência o ingresso pro cristo no site https://tickets.paineirascorcovado.com.br/, com o transporte em Van partindo do Shopping Città América na Barra. Vá cedo ao Cristo, assim você já consegue retornar na hora do almoço e encaixar com algum programa da tarde (Pão de Açúcar é uma boa ideia). No dia que for ao aquário também vá cedo, volte caminhando pelo boulevard olímpico, conheça o mural Etinias do Kobra, o museu do amanhã na praça mauá. Depois continue no centro mesmo, da pra emendar com a Lapa/escadaria Selaron/Santa Tereza. Sempre verifique se haverá blocos nesses locais. Arraial do Cabo, na boa, deixe pra uma próxima viagem. Carnaval você leva um dia inteiro só pra chegar lá. Você não consegue circular bem pela cidade porque o transito é caótico, e as praias ficam com a paisagem desfigurada pela quantidade de gente. É um lugar que merece uma ida fora de feriado e alta temporada, e sem fazer bate-volta do Rio. Vai por mim, volte uma outra vez pra ficar nessa região e planeje uns 4 dias, dá pra fazer legal Arraial e Búzios, ficam bem próximas! Abs!
  2. Fala amigo, beleza? Não, essa taxa você tem que pagar de qualquer jeito, é uma espécie de seguro internacional do carro, apenas com ele você consegue sair do país. Você apresenta na fronteira tanto na entrada e saída dos países e ele recebe um carimbo, é o Passaporte do veículo. Em todas as aduanas que passei eles primeiro pediam meu passaporte e depois este documento. Na hora de devolver o carro a locadora me cobrou ele, por isso a importância de guardar este documento :'>
  3. Legal cara! Não se esqueça de encher sempre o tanque! Os unicos postos no caminho são o de Esperanza e o de Tapi Aike (onde termina o atalho de rípio não recomendado). Depois disso não há nenhum no lado chileno. Fique atento também à entrada para o atalho de rípio recomendado, que corta o caminho e evita passar por Puerto Natales. Não lembro de ter visto placa de indicação, ele passa despercebido (tanto que perdi a entrada na ida hahaha). Sugiro ir verificando no GPS e ficar atento às entradas à direita, não fica muito depois do posto Tapi Aike. Logo após passar pela aduana Chilena, existe uma lojinha que você pode fazer câmbio por pesos chilenos. Logicamente a cotação não é das melhores, mas eles foram bem honestos comigo: quando fui fazer o cambio a cotação tinha acabado de mudar, ele anotou os novos valores na plaquinha e só depois fez meu câmbio, acabei ganhando uns pesinhos a mais Não esquece de nos contar depois como foi a viagem de vocês! Forte abraço.
  4. Pessoal, uma dúvida: Se eu estiver numa cidade na altitude (ex: Huaraz no Peru), já aclimantado, voltar para uma cidade litorânea por uns dias (ex: Lima) e depois ir para Cuzco, eu "perco" a aclimantação? Tem prazo de validade? Rsrs.
  5. Voltei de Calafate recentemente e contei nesse link: patagonia-el-calafate-e-torres-del-paine-basico-com-apenas-4-dias-de-carro-alugado-mar-17-t142451.html Sobre a roupa, fiz o Minitrekking com segunda pele e um casaco 2 em 1 que comprei na decathlon (R$ 350 da Quechua), que tem revestimento interno de fleece e o externo impermeavel que também funciona como corta vento. Na calça usei uma segunda pele com jeans mesmo, não foi necessario roupa impermeavel. Aguentou bem, até senti calor. Minha esposa foi com calça legging por cima da segunda pele e também aguentou de boa. Na Decathlon peça ajuda de um atendente, você não vai precisar de roupas de neve (que são bem mais caras), mas sim pra um lugar frio com bastante vento. Sobre sua mãe fazer o Minitrekking, eu acho perfeitamente possível. Fiz o passeio com pessoas até mais velhas que ela, mas nem levo muito isso como parâmetro.. esses "coroas" mochileiros tem o triplo de folego que eu! rsrs. Mas falando sério, o nível de esforço exigido é bem baixo e o ritmo é bem tranquilo, distâncias curtas, muitas paradas e subidas leves. Pode ir tranquila!
  6. Olá pessoal! Primeiramente, gostaria de explicar que sim, 4 dias para esse lugar é muito pouco e eu já sabia disso antes da viagem. Acontece que iríamos ao casamento de um amigo em Buenos Aires e queríamos encaixar no roteiro algum lugar da Argentina que ainda não conhecíamos e a decisão foi, claro, PATAGÔNIA! Durante as pesquisas vi que muita gente também teria poucos dias pra conhecer esse roteiro e pedia dicas de o que priorizar e como se deslocar. Que passeios priorizar em Calafate? Ir a Torres del Paine sem fazer trekking vale a pena? Contrata o passeio bate-volta para TDP ou vai por conta própria? Como ir de carro de El Calafate para Torres del Paine? Quanto vou gastar? Bem, espero que este relato ajude! 1º DIA - CHEGADA EM EL CALAFATE - 08/03/17 Como falei no início, fomos a Buenos Aires para um casamento e só depois de alguns dias fomos a El Calafate. A Capital Argentina é naturalmente onde você fará conexão caso vá para Calafate, se tiver disponibilidade claro que valerá a pena parar alguns dias pra conhecer (três dias inteiros dá pra fazer o basicão). O mais importante: fazer câmbio em Buenos Aires é muito, MUITO mais vantajoso do que no Brasil e, principalmente, na Patagônia. Em Março/17, quando viajamos, a cotação em BUENOS AIRES era US$ 1,00 = AR$17,50 Pesos, e R$ 1,00 = AR$ 5,10. Para comparar, em Calafate as cotações estavam US$ 1,00 = AR$14,00, e R$ 1,00 = AR$ 3,50. Hoje não vale mais a pena recorrer ao câmbio paralelo, fui direto às casas de câmbio, mas também ouvi dizer que o câmbio na agência do Banco de La Nacion nos aeroportos é muito bom. Bem, vamos ao que interessa: Chegada em Calafate! Partimos de Ezeiza pela Aerolíneas Argentinas num avião lotado de europeus, chegamos por volta das 14:00h. Importante informar que existe uma barreira sanitária na patagônia, ou seja, você não pode entrar com nenhum produto de origem animal ou vegetal que não esteja em uma embalagem lacrada de fábrica. (Mais infos: http://www.patagonia-argentina.com/e/content/funbapa.php). Já na saída da esteira de bagagens existe uma mini-alfândega e presenciamos uma mulher se desfazendo de uma bela quantidade de maçãs. Na saída logo procuramos o guichê do VES Patagonia, que faz o transfer entre o Aeroporto e o Hotel, ida e volta. Pagamos AR$ 240,00 por pessoa, no momento já informamos a data, horário e vôo de volta, e já somos informados do horário que nos buscarão na hospedagem na volta. O transfer é feito numa Van com um bagageiro no reboque que leva a mala de todo mundo. Esperamos ela encher por completo e, uns 20 minutos depois, partimos, num trajeto de aproximadamente 30 minutos até a cidade. Chovia bastante e a neblina bloqueou quase toda a vista. Nos hospedamos no Calafate Hostel, em um quarto privativo (AR$ 600,00 por noite), reservado pelo Booking.com. A estrutura do Calafate Hostel é muito boa, wi-fi liberado e de qualidade nos quartos, restaurante próprio, e a localização é excelente. Assim que chegamos, já reservei o passeio do MiniTrekking do dia seguinte no próprio Hostel: AR$ 2.400,00 por pessoa. Não está incluso no valor a entrada do Parque Nacional, que custa mais AR$ 500,00. Não há comidas a venda no local, então já recomendam a cada um que leve seu próprio lanche. A chuva tinha parado, então resolvi aproveitar a tarde/noite para conhecer o centro da cidade e ir ao mercado comprar as coisas pro lanche do dia seguinte e pro jantar. Na saída do mercado, surpresa: caía um TEMPORAL! Pra piorar, eu não lembrava que na Argentina não fornecem sacolas plásticas nos mercados. Tive que guardar tudo numa caixa de papelão e, quando a chuva diminuiu um pouco, resolvi correr até o hostel. Então, outra surpresa: as ruas estavam completamente alagadas! Impossível atravessar as ruas sem pisar numa poça. Lamentei profundamente não ter investido num calçado impermeável, já comecei a imaginar como seria o passeio do dia seguinte com o tênis molhado, com chuva, eu com uma bela gripe... nada mal para o primeiro dia. 2º DIA - MINITREKKING NO PERITO MORENO - 09/03/17 Fomos informados que a empresa Hielo y Aventura (a única que tem a concessão para fazer o minitrekking e o Big Ice) nos buscaria no hostel a partir das 7:00. Bem, as 7:00 já estávamos prontos, ajustamos os ultimos detalhes, verifiquei se não estava esquecendo nada (luvas, gorro, oculos, bateria da camera, lanche...), trancamos o quarto e fomos para a recepção. Perguntei ao funcionário se o transfer já havia passado e, quando que falei que seria a partir das 7:00, ele começou: "Amigo são 7:05. Se eles avisam que vão passar Às 7:00, deve estar aqui às 6:50. Se eles passaram aqui e vc não estava, eles nem te chamam no quarto, vão embora direto. Acho muito provável que vocês tenham perdido". Bateu aquele mini desespero. Me achei o cara mais idiota do mundo de ter pensado com a cabeça de brasileiro de "só mais 5 minutinhos", pensei no dinheiro que tinha perdido, na oportunidade que eu não teria de fazer este passeio outra vez... foram 10 longos minutos até a hora que, finalmente, a guia chegou e chamou nosso nome. Ufa! Entramos no ônibus às 7:15 e ele já estava bem cheio! Ou seja, de fato, eles começaram a passar nos hotéis a partir das 7:00h em ponto. Esse pessoal é bem organizado, fica a dica aí pra você ser pontual e não passar pela mesma situação rsrs. Entramos em um ônibus bem confortável, com uma guia falando em espanhol e inglês. Levamos cerca de 1:30h até a entrada do parque, onde dois guardas entram no ônibus para receber os AR$ 500,00. Depois andamos mais uns 30 minutos até as passarelas do Perito Moreno. Tivemos em torno de 1:30h para explorar as passarelas, uma vista simplesmente incrível! Não cansava de contemplar aquela paisagem surreal, o Perito Moreno, ver a geleira partindo, os blocos de gelo caindo na água e fazendo aquele som de trovão. Mesmo com o tempo fechado, a paisagem não deixa de ser espetacular. Achei o tempo curto, seria capaz de passar o dia naquele lugar. Muito bom pra meditar em quanto somos insignificantes diante da grandiosidade do Criador. Quando deu o tempo, voltamos ao ponto de encontro para pegar o ônibus e fomos para um cais, onde embarcamos numa lancha que nos levaria até o ponto de apoio para o trekking. Neste abrigo podemos deixar as bolsas e mochilas para fazer o trekking mais leve (o lugar é seguro e possui câmeras de vigilância). É ali que também paramos pra almoçar. Fomos então para a parte mais aguardada: o MiniTrekking no Perito Moreno! Após algumas explicações do guia, colocamos os "grampones" e iniciamos o trekking. Experiência espetacular! Vi muitas pessoas comentando que era um passeio caro. De fato é, mas quem valoriza experiências encara isso como investimento. Eu e a Ana Luiza estávamos simplesmente eufóricos! Nos sentíamos num cenário de filme, num programa do canal Off, num documentário do NatGeo... Algumas observações: O passeio não exige tanto preparo físico, até mesmo sedentários conseguem fazer. Você faz o trekking com 2 guias e um grupo de no máximo 16 pessoas, divididos por idioma (inglês ou espanhol). Não é necessário ter bota de trekking impermeável, eu e a Ana estávamos com tênis normais. Mas é bom ter, caso chova no dia isso poder salvar seu passeio. Com respeito a roupa, fomos com uma segunda pele e um casaco 3 em 1 (revestimento interno com fleece e revestimento externo impermeável e corta-vento). Compramos da marca Quechua na Decathlon. Para calça, fui com uma segunda pele e jeans. Levamos ainda um par de luvas e gorro. Para toda a viagem pela patagônia, foi mais do que suficiente, até senti calor algumas partes do trekking. Depois o ônibus nos levou de volta ao Hostel, chegamos por volta das 18:30h. Conversei com algumas pessoas sobre os passeios que tinham feito e cheguei à seguinte conclusão: Se estiver orçamento, faça o Big Ice (trekking de maior duração e que exige certo preparo físico). Caso não, faça o Minitrekking. É consenso geral que essa é a melhor experiência de Calafate. Conversei com pessoas que fizeram o passeio "Rios de Hielo" e acharam chato, um negócio bem turistão. Me falaram muito bem da Estância Cristina, me deu vontade de fazer se tivesse mais tempo na cidade. Também cogitaria voltar às passarelas do Perito Moreno e passar uma tarde explorando todos os setores. 3º DIA - IDA PARA TORRES DEL PAINE DE CARRO ALUGADO - 10/03/17 Queria muito incluir TDP no meu roteiro. Vi que muitos fizeram um tour no parque no mesmo dia, bate e volta de Calafate. Achei o preço muito caro e muito cansativo: 9 horas dentro do ônibus e apenas 3 no parque. Assim, achei que indo de carro e passando 1 noite dentro do parque seria a melhor forma de conhecer o básico, mas sem o ritmo alucinante de um city-tour de parque com bate-volta. Acordamos cedo, arrumamos tudo, fizemos check-out do hostel e fui retirar o carro na Álamo. Já havia reservado pelo rentalcars.com com antecedência, e lá dei graças a Deus por ser precavido: enquanto preenchia a ficha, um cara veio alugar e já estava tudo reservado pelas próximas 2 semanas! Fica a dica: reserve seu carro com antecedência para evitar surpresas. Caso vá cruzar a fronteira, não deixe de informar isso na hora da retirada. Eles preparam um documento que deverá ser apresentado na aduana, que você não pode perder de jeito nenhum! Para isso eles cobram uma taxa de US$ 90,00. Isso mesmo, em DÓLARES! Não vai se confundir... já fui sabendo dessa taxa porque liguei pra eles antes, mas não havia lido sobre isso antes em nenhum fórum. Então fica mais uma dica. Sobre o trajeto de Calafate a Torres del Paine: Eu vou a seguir contar como foi nosso trajeto de ida e de volta. Mas para resumir aqui: Sem dúvidas, o melhor trajeto é ir até Esperanza pela Ruta 40 e depois pela Ruta 5. Se você olhar no mapa verá que existe um atalho que corta um bom caminho, mas vai por mim: não vale a pena. Ele é de rípio, qualidade bem ruim, você corre alto risco de ter um problema com os pneus, no meio do nada, sem sinal de celular, e ninguém passa por lá. Embora a distância por Esperanza seja maior, o fato do caminho ser asfaltado faz o tempo de viagem ser o mesmo. Você gasta um pouco mais de combustível (só um pontinho a mais no tanque) mas a segurança e o conforto compensam (andar de carro por muito tempo no rípio é bem desconfortável). De Esperanza a Torres del Paine, aí sim, vale a pena cortar caminho. A distância no rípio é pequena, e a economia de tempo é bastante significativa. A passagem por Puerto Natales é totalmente dispensável. Muito bem, essa era a ideia de trajeto quando fomos. Logo na saída de Calafate, vimos um casal de mochileiros pedindo carona na estrada e convidamos pra irem conosco. Iam para Puerto Natales, combinamos de deixá-los na entrada de Torres del Paine, onde as opções até Puerto Natales são abundantes e muito mais baratas. Paramos em Esperanza, enchemos o tanque, fizemos um lanche e fomos. Pedi pra Ana Luiza verificar no GPS o trajeto, e ela disse: "Ta mandando ir direto". Fui... a conversa no carro era boa, apreciávamos o cenário, até que eu notei que estava levando mais tempo que o esperado. Continuei seguindo o GPS, e finalmente chegamos à fronteira. Levamos em torno de 20 minutos em cada aduana, depois seguimos viagem. Finalmente estávamos no chile, mas eu senti falta do atalho de rípio. Cadê ele? Já cruzamos a fronteira e ainda estamos no asfalto! Eis que surge uma placa: PUERTO NATALES: 3 KM! MEU DEUS! Acabamos nos distraindo com a conversa, passamos da entrada do atalho e perdemos 3 horas de viagem fazendo o desvio por Puerto Natales. Sorte do casal de mochileiros, que já ficou no seu destino final rs. Eu levei um tempo pra me recuperar desse mico... o planejamento era passar a tarde em TDP, depois curtir o dia seguinte de manhã e voltar pra Calafate de tarde. Nessa brincadeira a tarde já estava praticamente perdida, além de ter gasto muito mais gasolina. Enfim, seguimos viagem até o Parque Nacional. Durante o planejamento, vi que a maioria das pessoas se hospeda em Puerto Natales. Embora seja bem mais barato, a forma que nós visitaríamos o parque (pouco tempo e de carro) tornaria a estadia em Puerto Natales inviável. Assim, optei por ficar próximo ao Parque. Nos hospedamos no Nash Patagônia, próximo à entrada da Laguna Amarga (US$ 120,00 dólares por noite, por pessoa). A hospedagem no parque é cara, a principio ficaríamos em um quarto compartilhado mas que, por sorte, só tinha nós 2. No preço já está incluso um bom café da manhã, um EXCELENTE jantar (Sopa de entrada, uma bela carne com batatas, vinho e sobremesa, coisa fina) e um saco com lanche pro almoço (água, barras de cereais, uma salada de quinua, granola, e um sanduiche). O hostel fica a 2 minutos de carro da portaria do parque. Depois do check-in, fomos conhecer o Parque. Fizemos o cadastro na portaria e pagamos nossos tickets de entrada ($18.000 pesos chilenos por pessoa, válido por 3 dias). Seguimos a placa em direção do Lago Pehoé. No parque as estradas são de rípio, assim como o atalho, se anda em média a 50 km/h. Nosso carro era o Uno 1.0 que aguentou bem. Desde a portaria, levamos cerca de 30 minutos até a Hospedaria Pehoé, um belo hotel que fica no lago com uma pontezinha de acesso. O tempo estava fechado, a vista encoberta, mas o lugar não deixava de ser encantador. Curtimos um pouco mas o cansaço bateu forte, voltamos ao hostel para descansar e acordar bem cedo no dia seguinte. Torcia para que o tempo abrisse. 4º DIA - TORRES DEL PAINE E VOLTA PARA CALAFATE - 11/03/17 O relógio despertou às 6:00h. Levantei e fui ver o tempo lá fora. Mal pude conter a emoção quando vi que não havia uma única nuvem. Tempo totalmente limpo. Até me questionei se era digno deste presente de Deus. Todos no hostel informaram que o tempo estava assim já a mais de uma semana, e no meu único dia lá ele resolveu abrir. Ainda estava escuro, entrei para arrumar tudo rápido, tomar o banho e sair para apreciar o nascer do sol. Tomamos o café, nos despedimos e voltamos pro parque. Às 7:30h já estávamos parando o carro em um estacionamento próximo ao Mirante Pehoé (passando a Hospedaria Pehoé, existe uma placa indicando o estacionamento, é um recuo bem pequeno que não dá pra parar nem 5 carros direito rs). A partir deste mirante tem uma trilha que não sabíamos bem onde ia dar, só tínhamos certeza de que a vista seria espetacular. Depois de mais ou menos 1 hora de subida, fizemos um desvio e paramos em uma pedra. Nem precisamos ir até o fim da trilha, aquele ali seria nosso lugar. Sentamos ali e contemplamos a vida. Conversamos, lemos, oramos, tiramos foto, passamos mais de 2 horas ali. A sensação era de que, como estávamos sós e desviamos da trilha, tinhamos descoberto aquela pedra. Era um lugar só nosso. Já era hora de voltar, ainda queria conhecer o Mirador de Los Cuernos. Pegamos o carro e voltamos por uns 10 minutos, pegamos o desvio até a Cafeteria Pudeto, onde saem os barcos para o circuito W. Muitos ônibus ficam ali esperando os mochileiros chegarem para levar até Puerto Natales. Um pouco depois há um estacionamento para o mirador do Salto Grande e o Los Cuernos. Do estacionamento, andamos 10 minutos até o Salto Grande. Uma bela vista, a cor da água é incrível! Dali, seguimos a trilha por mais ou menos 45 minutos. O caminho é de nível fácil, beirando o Lago Nordenskjold. Cruzamos com alguns grupos no caminho, inclusive de idosos, até mesmo uma família com 4 crianças. No fim, chegamos ao Mirador de los Cuernos, simplesmente sensacional. Curtimos a vista por uns 30 minutos. Queria ter ficado mais, muito mais... mas infelizmente ainda precisávamos voltar a Calafate, o carro tinha que ser devolvido até as 20:00h. Então lá fomos nós, pegar a estrada de volta. Ainda paramos no caminho pra apreciar os guanacos(parentes das lhamas). Era o fim da nossa curtíssima viagem à Patagônia. A sensação era de que havia muito mais a conhecer, mas o basicão que fizemos valeu a pena demais! Caso vá nesse esquema de carro, sem fazer os circuitos W ou O, pode dedicar um dia à trilha da base das torres, e um outro ao Lago Grey. Na volta, agora sim, pegamos o atalho de rípio pela fronteira e cortamos um belo caminho. Na empolgação de cortar caminho, acabei pegando o atalho de rípio pela Ruta 40, sem passar por Esperanza, e me arrependi. A distância é longa demais, várias vezes achei que ia furar o pneu do carro, e tive a sensação de que levei mais tempo do que se fosse pelo caminho de asfalto. Por isso a dica do trajeto lá em cima. Chegamos em Calafate à noite, cansados mas realizados. Comi o tradicional cordeiro patagônico e fomos dormir. No dia seguinte, na hora combinada o transfer da VES nos pegou no hostel e nos levou ao Aeroporto. Nos despedimos da Paragônia, com a sensação de que precisamos voltar.
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