Ir para conteúdo

Karen M.

Membros
  • Total de itens

    82
  • Registro em

  • Última visita

  • Dias Ganhos

    1

Karen M. venceu a última vez em Dezembro 2 2019

recebeu vários likes pelo conteúdo postado!

Reputação

45 Excelente

2 Seguidores

Sobre Karen M.

  • Data de Nascimento 19-07-1982

Informações de Viajante

  • Próximo Destino
    Lençóis Maranhenses ou Patagônia

Últimos Visitantes

1.330 visualizações
  1. Olá @Everton Szilagyi ! Fiz o trajeto inverso ano passado com a Leo Express e foi bem de boas, mas foi durante o dia e tinha baldeação no meio.. o primeiro trecho de ônibus e baldeou em Bohumín (uma cidadezinha já na Rep. Tcheca) para trem. Pesquisei no site omio.com e comprei direto no site da Leo por €10. Dá uma pesquisada! Essa omio é a antiga goeuro que faz uma busca geral de todas as opções de deslocamento (ônibus, trem, avião) entre os destinos de interesse e mostra os valores..
  2. Olá, @Catarina Moreira Eu tenho a escape de 50L feminina (https://www.decathlon.com.br/mochila-de-trekking-viagem-escape-50-l-feminina-quechua/p) e curti bastante ela.. viajei por 30 dias com ela e achei muito prática, e a dimensão sem a bolsa destacável estava dentro da limitação de bagagem de mão da iberia, que foi a cia pela qual viajei. Porém, vi que no site está indisponível no momento... não sei a urgência que vc tem para comprar, mas talvez volte a ter estoque em breve..
  3. Olá @carol354 ! Em maio viajei alguns países da sua lista e usei a flixbus em vários deslocamentos internos.. não tive nenhuma experiência ruim.. todos os ônibus saíram no horário e eram ônibus bons e confortáveis.. Mas como o @poiuy já chamou atenção, vale verificar a sequência de cidades que vc vai fazer e a distância entre elas. Não sei se vc já pesquisou seus deslocamentos no site omio (antigo go euro), pois ele faz um comparativo de todas as opções disponíveis (ônibus, trem e avião) e fica mais fácil vc analisar e decidir de repente pagar um pouco mais por um voo se a opção de ônibus é muito problemática em horas ou baldeações, etc..
  4. PARTE 4 - THE F****** Otter Trail - 5 Dias no Tsitsikamma National Park Um dos motivos que me impulsionam a escrever este relato é o fato de que quando decidi que queria fazer esta trilha não encontrei nenhuma informação em português ou de brasileiros que já a tinham completado. Existem alguns blogs com informações bem completas sobre o dia a dia da trilha, todos em inglês. Indico os que mais me auxiliaram na programação: http://ottertrail101.blogspot.com/ e https://shesaid.co.za/a-complete-day-by-day-guide-to-doing-the-otter-trail/ A Otter Trail é oficialmente a trilha mais antiga e, sem dúvida, a mais icônica da África do Sul. Foi inaugurada em 1968 e é considerada uma das melhores trilhas de vários dias do mundo. A trilha, que corre ao longo da costa entre Storms River Mouth e o Natures Valley por paisagens cênicas, às vezes através de rochas escarpadas e outras por florestas verdes, nunca se afastando muito da costa mas frequentemente com subidas íngremes e descidas até a praia ou travessia de um rio. A elevação desde o nível do mar chega a mais de 150m, geralmente proporcionando vistas incomparáveis. Uma caminhada desafiadora, mas bem recompensada. Seu nome vem da tímida lontra de hábitos noturnos de Cape Clawless, que habita os estuários e córregos da costa sul-africana. Para percorrê-la é necessário fazer o agendamento no site do South African National Parks que abre com cerca de 1 ano de antecedência e é super concorrido, já que apenas 12 pessoas podem percorrer a trilha por dia (várias vezes que entrei no site não tinha disponibilidade em nenhuma data). Encontrando uma data favorável, sugiro que antes de fazer a reserva, checar a maré do Bloukrans River referente ao 4º dia da trilha (eu utilizei este site), pois leva-se cerca de 6 horas ou mais para chegar ao rio e é altamente recomendado cruzar em maré baixa (tem alguns vídeos bem tensos desta travessia no youtube), ou seja, no 4º dia de trilha o ideal é que a maré baixa seja a partir das 11h, para que não precise sair tão de madrugada e andar durante muito tempo no escuro. A trilha dura 4 noites e 5 dias. Começando com um checkin em Storms River Mouth Rest Camp, onde devemos pagar a taxa de conservação do parque (meio salgado, atualmente está custando 235 rands / dia / pessoa) e assistir um vídeo informativo. 02.04.2018 Depois de uma noite bem turbulenta (criança ansiosa nunca dorme bem na véspera do passeio...) levantei cedo para o último banho quente dos próximos dias. Fomos tomar café da manhã no próprio hostel (não incluso e nem muito barato). Optamos pelo buffet mesmo, pensando que queríamos nos alimentar bem para o início da trilha. Não tinha muita variedade de coisas e sinceramente a comida nem estava descendo muito bem de nervoso e ansiedade, então no final peguei um muffin e um ovo cozido pra levar de lanche pra mais tarde... Voltamos para o quarto para fechar as mochilas e pegar a mala que deixaríamos no hostel (juntamos todas as nossas coisas dentro da capa protetora que comprei pra despachar o mochilão e foi a ideia perfeita, fechamos com cadeado e deixamos no guarda-volumes). Passamos na recepção para avisar a van que reservamos na noite anterior que já estávamos prontas. Chegamos no parque antes das 10h. No site existem 2 horários para iniciar a trilha, as 10 ou 14h e como queríamos ir com bastante calma neste primeiro dia, que tem um terreno mais acidentado e diversos pontos de parada interessantes, optamos pelo 1º horário. Chegando lá a gente se reportou à recepção, pagamos as devidas taxas e descobrimos que éramos as primeiras a darem entrada na trilha naquele dia. Recebemos o mapa e as informações mais importantes sobre travessias e marés, assistimos o vídeo e depois fomos encaminhas para uma casinha que tem alguns cartazes, livro de registro (não oficial, mas é bastante legal deixar seu nome lá) banheiros e uma balança para pesarmos as mochilas. Ambas estavam com 15kg! Camila orgulhosa de suas origens... “Brazil, Sao Paulo, Penha” ahahahaha Hora de pôr o pé na trilha! DIA 1 “your first step” - começando com o pé direito! Primeiros minutos de caminhada correram com muita animação, a gente cantarolando e fazendo piada que a mochila tava pesada e tals.. até começar a incomodar de verdade.. hahahaha Paramos algumas vezes pra ajustar e seguir caminho mais tranquilas. Cerca de 3h30 de caminhada morro abaixo (e em terreno bem rochoso) e chegamos na icônica cachoeira. Este primeiro trecho da trilha é aberto para os visitantes do parque, então há bastante gente nesta primeira parada. Mas lá é possível identificar quem serão seus companheiros para os próximos dias: sentadas tomando um lanche já avistamos outras pessoas com cargueiras e que com certeza seguiriam o mesmo caminho que a gente. Comi meu muffin e ovo. Ventava bastante e não quisemos mergulhar, apenas olhamos, tiramos algumas fotos e seguimos. Este primeiro dia é bem desafiante principalmente para se adaptar ao peso da mochila ainda mais com o terreno bem acidentado, mas também pois dura mais tempo que o descrito nos livretos de informação. Fomos esperando por umas 4h totais de caminhada e durou quase 6h. Mas a grande empolgação inicial não deixa a gente desanimar! Chegamos ao Ngubu Camp e já encontramos pessoas por lá: o casal canadense que seria nosso pesadelo comparativo de trilha! Sério, ambos com 60 e muitos anos e deram um pau em todo mundo! Viraram piada até com o outro grupo (de pessoas super fitness incluindo o “casal iron man” fortes e fodidões e mega fofos e que ajudaram a gente todos os dias!).. nem esse grupo acreditava como os canadenses sempre chegavam em primeiro nos refúgios! Camila e eu os apelidamos carinhosamente de cabras montanhosas, o que explicarei mais pra frente. Enfim, voltando... chegamos e nos apresentamos à eles. Eles já estavam instalados em uma das cabanas com o guia que contrataram para esta trilha, um sul-africano simpático que já tinha percorrido a otter trail mais de 40 vezes, mas não era de muito papo (nem de muito banho, não vimos ele tomar nenhum...) Como eram 2 cabanas com 2 triliches em cada (daí a restrição de apenas 12 pessoas por dia entrarem na trilha) e não sabíamos ao certo quantas pessoas ainda chegariam (nem quem eram, nem se estariam em grupo, etc..) optamos por nos instalar na mesma cabana dos canadenses e deixar a outra vaga para as pessoas que estavam por vir. Devidamente instaladas resolvemos explorar um pouco a região. E cara!, que região.. todas as áreas dos refúgios são próximas à praia e com vistas maravilhosas! Também há áreas para churrasco, banheiro (com janela com vista para o mar – fantástico!) e chuveiro gelado ao ar livre! Neste 1º refúgio, o chuveiro ficava mais afastado, escondido na mata.. dá aquele receio por não ser fechado nem nada, mas Camila ficou de “guarda” enquanto eu tomava banho e depois eu retribuí o favor.. apenas para não aparecer mais alguém pra tomar banho, porque a região em si é completamente deserta mesmo.. banho gelado e revigorante tomado! Neste momento, o outro grupo já tinha chegado e conhecemos bem rapidamente quem eram. Todos da África do Sul: o casal iron man, o pai do iron man, um amigo e mais 2 garotas meio doidas e gente boas com quem conversamos bastante nos outros dias (descobrimos bem depois que uma delas é meio que celebridade sul-africana). Estavam bem entrosados e ficamos felizes que deixamos a outra cabana livre pensando que estavam viajando todos juntos, mas no final descobrimos que fora a família fodona os demais tinham acabado de se conhecer. Voltamos pra cabana pra tentar preparar nosso jantar.. No planejamento da viagem, super confiamos na habilidade da Camila de acender churrasqueiras, resultado de muita prática acendendo churrascões de família na zona leste, concluindo que levar fogareiro seria um gasto e peso extra desnecessários.. E daí estávamos lá, com a (pouca) lenha (úmida) disponibilizada nos refúgios tentando fazer janta.. enquanto o resto do pessoal com fogareiros super acreditando que a gente fazia aquele tipo de atividade sempre na vida, sabe?! Realmente as aparências enganam (muito!). No final das contas até conseguimos, mas foi exaustivo e ganhamos água quente dos amigos pra ajudar.. abri o vinho que tinha comprado para essa primeira noite e o casal canadense achou o máximo! Ofereci mas não aceitaram, apenas admiraram que eu tinha carregando aquela garrafa de vidro na mochila o dia todo.. ficamos conversando um pouco até a noite com eles em volta da nossa “fogueira”. Fomos dormir felizes! Início: Storms River Mouth - 10h25 Checkpoint: Cachoeira - 14h00 Fim: Nugbu Huts - 15h55 Distância Percorrida: 4.8km (conforme indica no folheto recebido do parque, mas verificamos ser uma distância bem maior.. achamos que esta distância é apenas da cachoeira à cabana) fotos do 1º trecho até a cachoeira.. (a maioria das fotos foi tirada na câmera da camila e eu não tive acesso à essas fotos até hoje) 🙄 fotos roubadas do instagram da Camila... 03.04.2018 DIA 2 Dormimos super bem! Mistura de cansaço físico + paisagem paradisíaca + silêncio absoluto + vinho (no meu caso).. Tomamos um café reforçado para iniciar a caminhada. Sabíamos que o dia seria desafiante.. a distância a cobrir era quase o dobro do dia anterior e com muitas subidas e descidas. Muitas! Mesmo! Intermináveis! Tinha hora que a gente se olhava e se perguntava “o que a gente está fazendo aqui??” ou “porque não cavaram um túnel simplesmente???” Mas daí a gente chegava num ponto a uns 150m acima do nível do mar e tudo fazia sentido! As vistas deste dia foram proporcionais ao esforço! Em alguns pontos existem “desvios” para algum viewpoint de tirar o fôlego, geralmente conectado à trilha principal por muitas rochas e abismos que impediam Camila de ir.. eu largava a mochila e ia sempre dar uma xeretada, tirar umas fotos, matar a Camila do coração pois do ponto de vista dela eu tava me aproximando demais da morte... Neste dia enfrentamos também nossa primeira travessia de rio, a que estava descrita no mapa como “easy crossing”. Mas somos meio toscas e ficamos com medinho.. ahahaha De fato a profundidade estava só nos joelhos, mas a correnteza era forte e as pedras escorregadias. E vendo nossa dificuldade de atravessar, a turma que estava do outro lado terminando o almoço pra seguir viagem voltou pra o que seria a 1ª ajuda de muitas.. Passei primeiro nossas mochilas e depois fui e Camila veio em seguida, com o Johan (também conhecido como iron man e “my son can come back for you”, como o pai dele sempre dizia pra gente, como que pra nos tranquilizar que nunca ficaríamos desamparadas na trilha.. sério, esse pessoal foram nossos anjos da guarda!) fazendo uma corrente humana de um humano só pra gente se segurar. Aproveitamos a pausa pra comer umas maçãs e polenguinhos e tals.. Mais subidas e descidas e viewpoints até chegar na Scott Hut e nossa praia particular. Ficamos semi preocupadas ao notar que neste refúgio não havia lenha. Mas daí o Johan apareceu arrastando um tronco enorme que ele encontrou caído e fez fogueira pra ninguém botar defeito! Eu aproveitei o fogo farto pra cozinhar a refeição que talvez exigisse mais energia (arroz com lentilhas), já que estávamos inseguras quanto à conseguir cozinhar dali pra frente... deu um puta panelão cheiroso que apesar da falta de prática impressionou a geral (todos achando que éramos profissionais sem notar que a gente não tinha conseguido cozinhar nenhuma refeição sem ajuda alheia..) Guardamos a sobra pra almoçar no dia seguinte. Início: Nugbu Huts - 08h15 Checkpoint: Kleinbos River - 11h30 Fim: Scott Huts - 14h50 Distância Percorrida: 7.9km (exceto desvios para explorar viewpoints, blue bay, etc..) 04.04.2018 DIA 3 Combinamos de acordar e iniciar a trilha bem cedo. Sabíamos que seriam 3 travessias de rios hoje e que provavelmente iríamos precisar de ajuda e para não prender ninguém, nossa estratégia era começar caminhando antes de todo mundo pra chegar aos pontos mais difíceis antes e esperar pela ajuda, ao invés de ficar pra trás (saber que ainda tinha gente vindo atrás da gente me trazia uma segurança psicológica). E deu certo! A primeira travessia foi bem tranquila, mas ao chegar no Elandbos River, o pessoal que já tinha passado a gente estava lá tudo em dúvida de como atravessar, pois não dava pra prever o quão profundo era.. (não to nem comentando dos canadenses! esses a gente nem via durante a maior parte do dia ahahaha) Johan e Carien (a noiva iron man, tão fodidona e simpática quanto ele) saíram correndo na frente pra testar o rio.. daí acharam um trecho que dava pé, mas a água estava quase na altura do pescoço. Voltaram pra pegar as mochilas deles. Depois voltaram pra pegar as mochilas do pessoal que estava com eles. Depois voltaram pra pegar as nossas mochilas. Johan atravessava 2 mochilas por vez. Nos sentimos mega abusadas, já estávamos tirando os survivor bags pra selar as mochilas e boiar elas até a outra margem e quase não queríamos entregar as mochilas pra eles, mas eles iam e vinham tão rápidos e se divertindo enquanto atravessavam todos os equipamentos e tudo que nem ligamos muito quando eles arrancaram as mochilas da gente e saíram correndo pro rio.. levamos apenas nossas botas.. Seguimos caminho. A última travessia do dia foi no Lottering River, de onde já é possível avistar as cabanas desta noite. Esta travessia também e um pouco extensa, mas chegamos em um horário de maré boa que deu para atravessar com água na altura da coxa e mochila nas costas. No final já estamos na “entrada” da Oakhurst Huts, com o detalhe que temos que quase escalar um paredão meio íngreme de vegetação para atingir o platô onde estão as cabanas. É meio que um consenso entre todos que percorrem a Otter trail que este é o local de pernoite mais bonito! E é de cair o queixo mesmo. Após nos instalarmos, o pessoal estava descendo novamente pra tomar um banho de mar e não resisti! O corpo já doía depois dos primeiros 3 dias caminhando e eu não estava dispensando água gelada terapêutica.. O mar parecia uma delícia e realmente estava! Na volta rolou um congestionamento pro chuveiro, que apenas esta noite era fechado, ao lado do banheiro, mas que também tinha um janelão pra não perder a vista! Jantamos e conversamos um pouco com o pessoal, mas queríamos dormir cedo, pois o próximo dia seria de grandes caminhadas e desafios, já que teríamos a temida travessia do Bloukrans River e nesta travessia em especial precisamos obedecer à tabela de marés ou as coisas podem ficar tensas.. Pensando nisso e vendo nossa performance (demorada) dos últimos dias, planejamos a saída bem cedo e para não nos demorarmos de manhã ou incomodarmos quem ia sair mais tarde, já preparamos sanduíches para o café da manhã na véspera e deixamos tudo separado em cima da mesa dentro da cabana. Como ainda não tinha anoitecido por completo e o início de noite estava bem gostoso, fomos deitar sem atentar para uma regrinha de ouro que já tinham nos passado: manter SEMPRE a porta da cabana fechada. Alguns minutos depois de deitar ouvimos um barulho como se algo tivesse sido derrubado no chão. Já estava quase escuro e ligamos a lanterna pra ver se alguma mochila tinha caído ou coisa parecida e não identificamos nada. Dormimos. Início: Scott Huts - 06h20 Checkpoint: Elandbos River - 09h00 Fim: Oakhurst Huts - 12h45 Distância Percorrida: 7.7km vista do Lottering River e da Oakhurst Huts nossa cabana já com tralhas brasileiras e canadenses... anoitecer 05.04.2018 DIA 4 Qual não foi nossa surpresa quando não encontramos nosso café da manhã em cima da mesa! Procuramos e procuramos (ainda tentando não incomodar quem ainda dormia) e nada! Eu tava bem putassa! Levantei as 5h pensando no pãozinho delícia e agora já estávamos atrasadas e sem pãozinho! Sentei do lado de fora da cabana e improvisei algo para comer antes de começar a caminhar. Estava quase amanhecendo quando partimos. Este dia foi particularmente tenso pra mim.. A preocupação da travessia e de ter que caminhar com o tempo contado, não me permitindo curtir as paisagens direito, associado a um início de dor nos quadris me tirou um pouco a paz. Estava impaciente até quando a Camila pedia para descansarmos um pouco, afinal o corpo dela também já dava sinais de dor e cansaço desde a véspera.. O nervosismo só aumentou quando fomos ultrapassadas pela turma de sul africanos. (porque os canadenses já tinham passado há muito tempo hahahaha) Eles passaram por nós bem cedo, muito antes de chegarmos perto do rio e eu só pensava “pronto, estamos desamparadas!” Mas aos poucos a gente foi acelerando como dava e reencontramos eles algumas vezes no caminho. A caminhada estava desafiando a todos! Eram momentos em que nosso corpo também pedia uma pausa, mas minha cabeça neurótica só gritava “APROVEITA PRA SAIR NA FRENTE DELES DE NOVO E NÃO FICAR SOZINHA NO RIO!!!” E lá ia eu ser a maior mala e falar pra Camila que era melhor a gente seguir em frente. Mas teve um ponto que cruzamos com eles novamente e eles estavam se refrescando numa piscina natural no meio das rochas. Eu queria continuar, mas pensei naquela aguinha gelada aliviando minha dor no quadril. Tirei a bota e a camiseta e pulei. Que delícia! Saí, me vesti e seguimos de novo. A maré baixa estava prevista para 12h30. O cálculo era atravessar dentro da janela de 15 minutos antes ou depois desse horário. Os blogs que lemos antes da viagem diziam que os 10km da cabana ao rio normalmente eram percorridos em 6 horas. Chegamos à placa de sinalização do rio as 12h28 após 6h30 de caminhada e muito terrorismo de minha parte para nos deparamos com isso: EXPECTATIVA: REALIDADE: Não satisfeita com a quase frustração que essa secura nos causou, eu ainda preocupada pois tínhamos que descer o penhasco todo e éramos 2 pessoas sem joelhos e 1 sem quadril, ainda fiz um terrorzinho com Camila para nos apressarmos. Chegamos na praia. Johan e Carien estavam estirados na areia tomando sol, bem no local onde deveríamos estar enfrentando o maior desafio da travessia e nadando contra o rio. Cara, a gente ria e eu me sentia bem ridícula, mas no fundo aliviadas... olha a cara da Camila de “é sério??” Pra garantir que era só aquilo mesmo, atravessamos o córrego mal molhando os pés e despejamos nossa mochila em lugar seguro, caso a maré inexistente viesse a subir. A gente queria era descansar e explorar aquele leito de rio seco! Os canadenses estavam lá também e sentamos pra conversar um pouco. Todos meio surpresos com o rio. O guia do casal inclusive disse que nunca tinha pego o Bloukrans daquele jeito, mas imaginava que a seca incomum que o país estava enfrentando aquele ano somada à lua cheia e tals tinha ocasionado aquilo. Eu resolvi andar um pouco pela região e tentar relaxar a cabeça.. o pior já tinha passado! Subi uma boa parte do leito do rio e cheguei a avistar bem de longe a famosa ponte de onde salta o bungee jump (muitas pessoas vêm à essa região do Tsitsikamma apenas por causa dessa atração, o maior bungee jump de ponte do mundo!) Camila estava sofrida com bolhas nos pés e ficou descansando. Aproveitamos a pausa pra almoçar enquanto observávamos os canadenses partirem. O próximo trecho era uma escalada difícil na rocha pra sair daquele vale. Eu queria observar o caminho que eles faziam pra tentar seguir depois, mas sei lá, fui morder um polenguinho e quando olhei de novo os caras já estavam lá em cima, andando na rocha na maior naturalidade.. daí ganharam o apelido de cabras montanhosas, pois pareciam tão confortáveis quanto isso: Pouco depois resolvemos seguir também. É um trecho curto mas de muita dificuldade (praticamente escalada mesmo, com a mochila pesada nas costas e sem segurança - prenda os bastões na mochila e prepare-se para se agarrar à rocha na munheca!). Foi sofrido demais subir! Sentia que não tinha forças no quadril pra me impulsionar pra cima. Minha perna fraquejou algumas vezes, me fazendo desequilibrar e ralar pernas e joelho.. até nos trechos planos eu estava mancando... Tanto que a Rita, uma das sul-africanas viu que eu estava com muita dor e me ofereceu uma pomada anti-inflamatória que ela tinha. Eu estava sei lá, delirando de dor, e ao invés de pegar a pomada da mão dela eu me virei de costas e arreei o shorts pra ela passar e senti que na hora ela ficou meio sem reação, mas passou a pomada em mim.. ahahahahahah Faltava pouco pra chegar na Andre Huts e nenhum outro dia eu desejei tanto avistá-la. Chegamos, descarregamos as mochilas e fui tomar banho. A água gelada era tudo o que eu precisava! Após o banho verificamos as comidas que tínhamos para aproveitar o máximo pois seria nosso último jantar. Fomos para a área de churrasco coberta e o guia estava fazendo o jantar dos canadenses. Quando terminou, disse que não precisávamos nos preocupar em acender fogo aquela noite e podíamos usar o fogareiro dele, já que ainda tinha gás e ele já não ia mais preparar refeições quentes. Agradecemos demais! Ah, durante o jantar conversando com eles, descobrimos o mistério da noite anterior e do sumiço do nosso café da manhã. O guia tinha certeza: gatos selvagens deveriam ter invadido a cabana atraídos pelo cheiro de alimentos e roubado nossos preciosos pãezinhos! Isso poderia ter sido perigoso e normalmente eles causam um estrago nos pertences da galera, mas devem ter se assustado com a gente pois ainda estávamos acordadas conversando e saíram correndo levando apenas os lanches. Depois do jantar a Rita apareceu com fudges pra dividir com a galera. E assim se criou um vício! Ela indicou uma loja em Cape Town para comprarmos pra levar pra casa e ficamos enlouquecidas no lugar comprando de todos os sabores!!! Antes de deitar sentamos um pouco na varanda da cabana com os canadenses. Conversamos sobre nossas impressões do que tínhamos vivido na trilha até ali e notamos que já era possível visualizar as luzes de Natures Valley. Isso causou um sentimento estranho, meio de felicidade porque tínhamos conseguido (quase... a maior parte pelo menos...) e uma espécie de tristeza por ser a última noite na natureza isolada. Já era possível ver a civilização novamente! Início: Oakhurst Huts - 06h10 Checkpoint: Bloukrans River - 12h45 Fim: Andre Huts - 16h15 Distância Percorrida: 13.8km (exceto desvios para explorar) a turma sul-africana chegando à cabana exaustas... 06.04.2018 DIA 5 Último despertar. Com mais tranquilidade do que nos últimos dias. Nos arrumamos e pedimos pra tirar uma foto com o casal canadense, já que tínhamos certeza que não íamos mais encontrar com eles depois de começar a caminhar... Enquanto nos arrumávamos o pai do Johan veio trazer um anti-inflamatório que iria me ajudar com a dor no quadril. Eu só não podia esquecer de tomar bastante água durante o dia.. Muito fofo! Eu aceitei. Arrumamos nossas coisas e partimos. A caminhada seria bem mais leve, mas já de início uma subida bem íngreme e depois se desenrolava basicamente no alto da montanha. Em área descampada. O dia estava chuvoso e ventando pra caramba. Tiveram momentos que fiquei com medo.. de verdade! A dor do dia anterior estava muito mais leve, mas ainda presente.. andamos em um ritmo bom e paramos pra tirar algumas fotos de locais panorâmicos maravilhosos! Por conta de tudo que se passou nos últimos dias, este também foi cansativo, mas avistar a praia de Natures Valley foi indescritível! Que emoção! O dia estava feio pra cacete mas eu estava mega feliz! Início: Andre Huts - 07h45 Fim: Natures Valley / The Vasselot Camp - 12h09 Distância Percorrida: 10.8km as cabras, digo os canadenses só falta descer até a praia... livro de registro de saída.. sim, finalizamos apenas 40 minutos depois dos canadenses! vitória! **Saldo Otter Trail** Em geral, sentimos alguma diferença entre as distâncias indicadas no livreto / mapa recebido e o percorrido no dia-a-dia. Já sabíamos que as distâncias não incluiriam explorar e passear em áreas de interesse, mas alguns dias as diferenças medidas (pelo relógio com gps do Johan) foram bem consideráveis. A trilha é toda muito bem sinalizada e mantida pela equipe do parque. Acredito que as cabanas são limpas e abastecidas de lenha diariamente e é raro acontecer algo como no nosso caso de não encontrar lenha no local reservado. Há disponibilidade de água potável durante todo o percurso. Levei 2 garrafas, 1 de 750ml e outra de 1500ml e abastecia apenas quando chegava nas cabanas e deixava tratando com clorin durante a noite. Existem diversos pontos sinalizados de rotas de fuga, caso algo aconteça ou você se veja impedido de continuar e no livreto recebido informam telefones do parque para solicitar ajuda ou resgate nestes pontos. Foi difícil, desafiador, exaustivo! Pensamos que não conseguiríamos. Pensamos em desistir (embora só tenhamos admitido uma pra outra apenas a noite de volta ao hostel enquanto tomávamos nossas merecidas cervejas). Pessoas no hostel para quem contávamos que tínhamos feito a Otter Trail achavam que estávamos falando da trilha até a cachoeira no 1º dia. Mas quando a gente falava “não, acabamos de passar 5 dias lá e atravessamos o parque todo!” não acreditavam.. Ganhamos música brasileira. Ganhamos rodada de cerveja. Às vezes ainda não acredito que fiz isso! Não vimos nenhuma otter!
  5. Oi @matheusinacioca ! Eu fechei o overland daqui mesmo, pela internet! Através do site eu enviei uma mensagem de interesse pro tour que eu queria, pedindo mais informações sobre datas disponíveis e tals e a Fernanda entrou em contato comigo para acompanhar e tirar dúvidas até o fechamento e pagamento do tour. Daí a negociação foi toda em português mesmo, o que facilita tb! O pagamento foi bem fácil tb.. só deixamos pra acertar lá o valor das atividades extras (vc vai ver que nem todas as atividades estão incluídas no valor do tour). Eu curti bastante e recomendo! Foi a melhor opção pra resolver a logística dos safáris pra mim, pois eu não dirijo e alugar carro estava fora de cogitação..
  6. Olá Matheus!! Por acaso já ouviu falar dos overlands? É um tipo de viagem por terra bem comum na África.. basicamente é um "caminhão/ônibus" que percorre grandes distâncias entre os locais mais procurados (e as vezes de difícil acesso) e durante a noite vc acampa ou fica hospedado em pousadas.. Falo isso pq talvez seja uma opção para alguns trechos mais nebulosos do seu roteiro.. Não é a forma mais rápida de ir de um lugar ao outro, mas tem um conceito de ir aproveitando o percurso e passando por diversos pontos de interesse. Eu viajei com a Nomads em 2018 em um trecho de Joanesburgo a Durban e gostei bastante do estilo de viagem.. Sei que eles tem roteiro "subindo" pra Victoria Falls tb e pelo Chobe.. As viagens completas são meio longas, mas eles quebram os trechos caso vc não queira/possa fazer o roteiro completo. Por exemplo, o que eu fiz era a 1ª parte da viagem de 21 dias de Joanesburgo a Cape Town, mas eu desembarquei em Durban pra seguir independente pela costa. Se quiser, dá uma olhada no meu relato (incompleto que nunca consegui finalizar 😬)
  7. Obrigada, @RoxaneOliveira !! Preciso muito tentar terminar este relato... Foi uma viagem incrível e inesquecível. Vá! ... e se precisar de alguma ajuda pode perguntar..
  8. Olá! Sobre as datas eu não saberia dizer pois fui em março/abril, mas se são as datas que vc pode, vá e divirta-se! acredito apenas que as cidades estarão mais cheias, principalmente cape town pela alta temporada, então eu não arriscaria deixar para comprar / reservar itens importantes como passagens e hospedagens na hora... inclusive alguns passeios, como robben island por exemplo, se tiver interesse, é bom pesquisar antes.. Sobre hospedagem: em Joanesburgo fiquei em um airbnb no centro (bairro não muito recomendável, mas resolvi arriscar).. como estava com uma amiga, super valeu a pena pois a diária ficou mais barata que 2 camas no curiocity (hostel bem popular lá). Mas como vc está indo sozinha, acho que seria melhor o hostel mesmo.. bebemos alguns dias no curiocity e pareceu um local bem animado e acho q tem atividades e passeios todos os dias.. Outro hostel que já vi pessoal recomendando é o Once in Joburg. Em Cape Town fiquei no 91 Loop e adorei. Fiquei em um quarto com camas estilo cápsula que tinha uma excelente privacidade. Sobre câmbio: levei reais e dólares, pois tinha lido que valia a pena trocar direto reais lá.. no fim das contas a cotação não foi muito boa, mas não saberia te afirmar se foi melhor ou pior do que realizar o câmbio 2 vezes (reais - dólares - rands).. então apenas para conhecimento: é possível sim trocar reais direto por lá. Em Joanesburgo troquei no aeroporto mesmo e depois consegui trocar em outras cidades tb, apesar da casa de câmbio do aero fazer um terrorismo de q só lá aceitam reais. Faça seguro viagem! Na minha opinião é economia que não vale a pena... fique de olho em promoções de black friday que sempre aparece mondial com 50% outras... Boa viagem!
  9. @Weder Junior fui na primavera (07/05 a 06/06).. levei apenas 1 casaco mais quente (já fui vestida com ele) e blusinhas térmicas pra vestir em camada nos dias mais frios e 1 jaqueta jeans.. fui com uma calça térmica tb e levei + 1 comprida e outras 2 fininhas pra dias mais quentes (que usei do meio pro final da viagem).. cheguei a pegar dias chuvosos com temperaturas 9-10° e me virei bem! não sei se mudaria tanto pra ir no inverno... talvez eu comprimisse o casaco que levei pra enfiar na mochila e vestiria no corpo um casaco mais quente ainda mas dispensaria a jaqueta jeans... trocaria as 2 calças mais fininhas por uma terceira calça comprida e quente tb... vejo estas dicas em blogs sobre como viajar leve no verão ou inverno e a ideia é mais ou menos essa... não tenho foto da arrumação da mala, mas ela pronta ficou isso aí, com uns 8kg acho.. (a bolsa tá destacada ali do lado) de fato o que vc mencionou da altura faz uma baita diferença na proporção da mochila.. eu tenho 1,66m então a de 50L ficou bem mais proporcional pra mim. mas vou te falar que já viajei levando muito mais coisas (por muito menos tempo) e a culpa em grande parte foi pq levava malas grandes, então já que cabia, né?! levava um monte de treco dispensável...
  10. Fiquei namorando essa escape por muito tempo e adiei a compra várias vezes.. em uma das vezes que voltei à decathlon vi a de 70L e quaaase comprei. mas se tivesse comprado teria me arrependido... se a de 50L dá uma (falsa) impressão de ser pequena e não caber muita coisa, a de 70 já achei bem trambolho! No final das contas comprei a de 50L esse ano para um mochilão de 30 dias na europa e deu super certo! A mochila nem foi cheia, voltou com lembrancinhas e o melhor: como bagagem de mão! isso pq eu viajei de iberia e a restrição no site deles é 56x45x25, mas na volta deu merda na conexão e acabei tendo que pegar um voo com a latam RJ-SP e ninguém me encheu tb... sem a bolsa destacável ela coube direitinho no compartimento superior! levei a bolsa destacável como item pessoal.
  11. Em maio fiz o trecho Cracóvia-Praga com a Leo Express e foi bem tranquilo.. realmente tem a baldeação, mas foi uma espera de uns 30-40min na estação de trem em Bohumín. Ônibus e trem pontuais e super confortáveis.. Saí as 9h40 de Cracóvia e cheguei em Praga umas 16h30 e paguei €10.
  12. fiz o trajeto budapeste-cracóvia de ônibus noturno pela flixbus e foi bem ok, saindo de budapeste as 23h30 e chegando em cracóvia as 6h50.. todos os trechos eu pesquisei também pela omio como já sugerido e acabei comprando direto no site das empresas.
  13. @Nani84 até entrei no site pra ver a foto e realmente lembrei de quando eu estava pesquisando a bolsa ter visto essa foto da sua mochila... ahahaha
  14. olá @M4RCEL0.S4NT0S eu comprei uma capa da marca Arienti no site territorioonline.com mas acho que o site não existe mais.. não estou achando.. de qualquer forma, achei a capa ótima para proteger e despachar a cargueira, atém de servir como uma "mala extra".. (comprei indo pra áfrica do sul e faria uma trilha de 5 dias no meio da viagem e precisava deixar algumas coisas no hostel para aliviar o peso da mochila durante a trilha e acabei utilizando ela pra isso tb..) dá uma lida neste tópico aqui que tb tem muita dica de proteção com custo mais baixo..
×
×
  • Criar Novo...