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Kellen Leal

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Tudo que Kellen Leal postou

  1. Oi Aline! Qualquer carteira de estudante é válida. Eu usei a minha da faculdade, vale a pena o descontinho
  2. Oi Aline! Qualquer carteira de estudante é válida. Eu usei a minha da faculdade, vale a pena o descontinho
  3. Oi Aline! Qualquer carteira de estudante é válida. Eu usei a minha da faculdade, vale a pena o descontinho!
  4. Oi pessoal! Fui sozinha para o Atacama em março/17. Vou compartilhar um pouco com vocês. O itinerário aéreo foi Porto Alegre > Galeão (longa tarde de conexão) > Santiago > Calama. Eu chegaria em Santiago depois da meia noite e o vôo para Calama era só depois do meio dia. No início pretendia pernoitar no aeroporto e depois sair de manhã para conhecer um pouco de Santiago. Mas de última hora resolvi reservar um hostel pelo Booking (o mais barato que eu achei) para aquela noite, pra que no outro dia eu estivesse mais inteira. Quando cheguei no aeroporto de Santiago fui direto para o ponto do bus que levava para o centro de Santiago, passagem baratinha e tal (coisas baratas me deixam feliz). Aí o motorista me informa que nesse horário (madrugada) o bus não passava na estação que eu queria descer, Los Heroes. Fui obrigada a pagar o transfer que me arrancou 7.000 pesos (drama) mas me deixou bem ma porta do hostel. O hostel era bem localizado mas meio sinistro. Um casarão antigo, decoração antiga, a tábua do chão rangia. Não foi a mais estimulante das experiências ficar nesse hostel, já cheguei de madrugada, estavam todos dormindo no quarto, tive que atrapalhar, botar celular a carregar, deixei o carregador cair sem querer no cara de baixo do beliche, enfim, achei que iam querer me matar pelo incômodo, mas não deu nada. No outro dia saí pela manhã pra dar uma caminhada rápida em Santiago. Fui ao Cerro de Santa Lucía (é interessante ler a história antes de ir) e Palacio de La Moneda, que eram pontos próximos e deu pra fazer tudo a pé. Também troquei o dinheiro no centro de Santiago (não vale a pena trocar no aeroporto ou San Pedro do Atacama). Fui de ônibus do centro ao aeroporto e peguei o vôo para Calama. Chegando no aeroporto de Calama ainda existe uma distância de aprox uma hora e meia até o Atacama. A melhor forma de chegar até lá é contratar um transfer no aeroporto mesmo; tem algumas agências que oferecem o serviço só de ida ou ida e volta (que tem um descontinho) pra quando você for pegar o vôo de volta, daí eles pegam você no hostel. Eu contratei a VIP, bom serviço e foram pontuais no retorno. Me deixaram na porta do hostel, que havia reservado com antecedência, Paso Los Toros. Indico, bom, simples e barato. Nesse dia aproveitei a tarde para reservar os passeios. Como é tudo próximo no centro de San Pedro, Rua Caracoles, dei uma pernada nas agências pra achar o melhor custo benefício (tem que pechinchar pq eles dão desconto). Contratei Vale de La Luna (10.000 pesos + entrada 3.000, carteira de estudante tem desc na entrada), e Lagunas Escondidas (15.000 pesos + entrada com desconto também). A agência dos passeios foi a Flamingo, bem no centro; o Garibaldi que me atendeu era de SP e deu um descontinho (nem queria). Então o roteiro ficou assim: DIA 1: Passeio de bike à Pukara Quitor e Garganta do Diabo Já tinha pesquisado sobre esse passeio, aluguei uma bike por 3.000 pesos, durante 6 horas. É comum o pessoal alugar bicicleta pra desbravar o deserto. O dono da "rent bike" me disse que a chuva da semana anterior fez subir a água de alguns canais e disse que estava ruim de atravessar. Pediu gentilmente pra eu não enfiar a bike no barro e me deu um mapa do trajeto. A primeira parada foi Pukara, que é um sítio arqueológico, a 15 min pedalando do centro. Bem legal, não paguei pra entrar. Depois segui para a aguardada Garganta. Realmente a água dos córregos às vezes batia no joelho, e eu atravessei com a bike no braço. Passei por uns 4 córregos até chegar. Quase chegando encontrei 3 homens, um guia com dois homens (nesse momento fiquei me achando por ter ido até lá sem guia). A Garganta é um labirinto de pedras altas, por vezes tão estreito que não dá pra passar pedalando. Ao final dá pra subir num mirante e contemplar o vazio e o silêncio do deserto. Na volta sentei na sombra de uma árvore e comi uma empanada de carne com coca que tinha levado na mochila. São momentos únicos, de paz total. Todo o passeio durou uma manhã inteira, chegando em San Pedro no início da tarde. A sensação de pedalar sozinha no meio do deserto é glorificante. À tarde teve Vale de La Luna. As agências fazem esse passeio normalmente por volta das 16h para apreciar o pôr do sol na Pedra do Coyote. A paisagem é única, a concentração de sal parece neve, e o vulcão Licancabur é papel de parede pras fotos. Eu levei 2 litros de água nesse passeio e foi pouco! Não sei se todas as agências vão a uma caverna subterrânea que tem lá, mas foi uma experiência inesquecível. Depois, fim da tarde, teve pôr do sol na Pedra do Coyote e lanche básico incluído no passeio (algumas agências oferecem). A visão é de tirar o fôlego e eu só conseguia pensar na sorte que eu estava tendo por apreciar aquele espetáculo da natureza. Voltamos a San Pedro às 20h. Hostel e cama. DIA 2: Lagunas Escondidas Pela manhã descansei e no início da tarde fui ao ponto de encontro do passeio. O percurso até lá é aprox 100 km. As Lagunas formadas pela chuva são como oásis. Em algumas é possível tomar banho. A concentração de sal na água é alta, mais densa que o corpo humano, ou seja, ao entrar na água você flutuuua; o peso da água sustenta seu corpo. Mas o que mais me chamou a atenção são os diferentes tons de azul das Lagunas. Rende as fotos mais bonitas! No final do passeio teve show de pôr do sol de novo. A agência oferece um snack básico, com direito a pisco, bebida típica. Retornamos 20h. DIA 3: Livre Aproveitei pra dar uma volta por San Pedro, comprar lembrancinhas e ir à igreja de barro que fica na praça principal. Nesse dia caberia outro passeio, gostaria muito de ter feito Piedras Rojas e passar pelo Trópico de Capricórnio, mas por falta de verba ficará pra próxima (já era a segunda trip do mês e o bolso já não tava mais guentando). Atacama valeu cada centavo, às vezes parecia que eu estava em outro planeta, tamanha a peculiaridade daquele lugar, às vezes parecia cena de filme de tão perfeito. No dia em que eu cheguei no hostel um paulista me falou: "Não vou lavar minhas botas nunca mais pra guardar a lembrança do Atacama." E eu pensei: exagerado. Dias depois eu olhava pras minhas botas exploradas da América e pensava: tomara que essa poeira demore pra sair! Espero que o meu relato possa ajudar em alguma coisa. No meu insta @kelen_leaal tem algumas fotos, ainda estou postando sempre que dá. Aaah, e prepara uma boa trilha sonora pra viagem porque o visual pede.
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