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appriim

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Sobre appriim

  • Data de Nascimento 15-05-1994

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  1. Oláá ! Tô ficando sem criatividade para escrever esses relatos, mas vou terminar, prometo! 29/12 – PUERTO NATALES – TREKKING TORRES DEL PAINE Finalmente chegou o dia de conhecer as Torres del Paine. O dia amanheceu bem melhor, já fiquei feliz e muito grata pelo app Windy Optei por fazer esse trekking por conta. Comprei a passagem de ônibus por CLP 15.000, se você optar de fazer por empresas com guia vai sair em torno de CLP 40.000. O ônibus saiu às 7h da rodoviária, peguei um taxi até lá que custou CLP 1.500. A viagem até a entrada do parque (Laguna Amarga) dura umas 2 horas e ali todo mundo desce. Como tinha comprado o ingresso no dia anterior, passei na recepção para validar o mesmo. Nesse momento você tem 2 opções: 1 – Pegar um transfer até o inicio da trilha. O custo dele é de CLP 3.000 ida e volta. 2 – Ou ir andando. Não vi nada de interessante nesse caminho, vi poucas pessoas andando, acho que só vai comer poeira mesmo hahaha O transfer te deixa no inicio da trilha, onde tem uma recepção, lanchonete e banheiros. Se você estiver de carro, tem um estacionamento nessa área. Ali você precisa preencher um formulário, inclusive contato de emergência. Você entrega para a pessoa da recepção, que te dá algumas instruções básicas sobre água, protetor solar e afins. Então é só começar a caminhada. A subida até as torres se divide em 3 partes: 1º é uma subida que não tem muita inclinação, mas ela é longa. Terreno é irregular com pedras. 2º Momento para descansar para as perninhas 3º Hora de malhar os cambitos. Não pensa muito e só sobe kkkkkkkkkkkk Comecei a caminhada às 9h40 e já consegui ver as Torres de longe. No dia anterior não tinha conseguido vê-las em nenhum momento. Só de olhar para elas já animei, não acreditava que estava ali. Alguns minutos depois já estava tirando a calça corta vento, tirei meu bastão de trekking da mochila e segui. Começou a subir e fiz mais uma parada para tirar os casacos, já vestia só legging e regata Havia muitas pessoas iniciando a trilha de manhã, pessoas de todas as idades, famílias, grupos, etc. Como estava sozinha, subi no meu ritmo. Fui devagar, mas constante. Neste primeiro trecho só fiz paradas rápidas para tomar água, tirar algumas fotos e olhar ao redor. Dentro do Parque, tudo é carregado por cavalos, encontrei vários pelo caminho. Inclusive, se você se machucar, vai ser levado por um. Tome bastante cuidado por onde pisa para não virar o pé e correr o risco de estragar a sua viagem. Subi, subi, subi, até chegar ao vale dos ventos, parte em que a subida dá uma trégua. E UAU! Que lugar era aquele? Umas das paisagens mais bonitas da viagem. Apesar do nome, nesse dia não tinha vento nenhum kkk dizem que quando há muito vento, é preciso esperar para atravessar aquele pedaço. Você percorre uma trilha cheia de curvas, algumas descidas na beira de um abismo. Fiquei alguns instantes admirando aquele lugar maravilhoso e continuei. Toda essa parte da trilha é aberta, sol bate direto em você o tempo inteiro, então passe protetor solar, porque o sol da patagônia queima sim HAHAHA mais tarde conto pra vocês. Minha primeira parada foi no camping chileno, aproveitei pra ir ao banheiro (é pago, acho que algo em torno de CLP 500/1000). Depois procurei uma mesa para sentar, pedi licença para uma moça, perguntei se podia me sentar ali e ela disse que sim. Conversamos um pouquinho, quando chegou o marido dela, falando no maior carioquês, eu ri e perguntei se ela era brasileira. Sempre digo que brasileiro é que nem imã. Peguei água no rio que passa na frente do camping e coloquei meu pré-treino. Eu não gosto muito de comer sólido durante a subida, mas sabia que precisaria de energia para o ultimo trecho. Me despedi de Sara e Junior e segui meu caminho. Nesse momento você volta a subir, mas no meio de uma floresta, o cenário muda completamente. Boa parte deste trajeto tem um pequeno rio que te acompanha com água fresquinha e gelada. Que saudade de beber aquela água pura. Quando você sai da floresta, dá de cara com o enorme paredão cheio de pedras que está prestes a subir. Ali têm algumas placas informativas sobre o lugar e também plaquinhas indicando os banheiros naturais e quanto tempo você deve caminhar até chegar neles. Nesse momento só dá pra ver as pontinhas das torres. É só pedra, pedra, morro e mais morro. Kkkkkk então você respira fundo, busca coragem e vai na fé. Um passo de cada vez e bora lá. Esse último trecho é com muitas pedras soltas e areia, atenção redobrada para não se machucar. E apesar de todas as dificuldades é um trecho gostoso de fazer. Nessa hora todo mundo é amigo, incentiva, ajuda, dá a mão para auxiliar o próximo. Todos ali têm o mesmo objetivo. Quando eu achava que estava quase chegando, comecei a descer, depois subi novamente e ai, finalmente cheguei e PÁ! Depois de 3h20min subindo, dei de cara com aquelas três torres imensas, a laguna com um tom que nunca vi igual. Lembrei dos documentários que já tinha visto, das fotos do Instagran, de revistas. E eu estava bem ali, encarando esse cenário que parecia de mentira, abestada com o que estava vendo. Eu olhava o tamanho das pessoas para conseguir assimilar a imensidão desse lugar. É inacreditável! Fazia muito vento lá em cima. Já tinha colocado todas as minhas camadas de roupa e sentado para apreciar a vista, quando vi a Sarah e o Junior chegarem. Me juntei a eles, conversamos e comemos. Junior é da Marinha, estava de férias do trabalho na Base brasileira na Antártida. Achei o máximo! Fiz milhões de perguntas, ele me mostrou fotos, contou como é o caminho até lá e várias coisas. Meu fiel companheiro durante a viagem Depois de 1h30 lá na base, decidi descer na companhia da Sara e do Junior. Paramos novamente no camping chileno para descansar os pés e seguimos caminho. Descemos com bastante calma e conversando, levei mais tempo pra fazer o caminho inverso kkkkk Desci com muito cuidado. É bem fácil escorregar ou pisar em falso e acabar machucando o pé ou o joelho. Terminamos a trilha umas 17h30, fomos até a lanchonete e eu só queria tomar um chope para comemorar aquele dia. E assim paguei o caneco de chope mais caro da minha vida, CLP 5.000 (uns R$ 30,00). A Sara pegou um café expresso por CLP 2.500. Sentiram o drama dos preços dentro do parque né? Sara e Junior me ofereceram uma carona até Puerto Natales, já que meu ônibus sairia só 19h ou 20h. Eu estava morta e aquele chope só ajudou a dar uma amolecida, mas vim conversando o caminho todo com os dois. Foi 1h30 de muita conversa boa e leve. Cheguei mais cedo no hostel, ainda era dia. Arrumei minha mala já que no outro dia iria embora de manhã. Depois fui pra área comum fazer algo para comer. A Gabi que já estava hospedada no hostel me fez companhia e ficamos conversando. Mais tarde algumas pessoas fizeram check-in, outros chegaram de passeios e foram se juntando com nós. Ali juntou um monte de brasileiro que até hoje não sei da onde veio. Acho que deveria ter uns 8, a maioria estava viajando sozinho. Ficamos trocando experiencias, bebendo e rindo até tarde. Foi uma das melhores noites da viagem. Trocamos contatos, mais tarde alguns também iriam para El Chaltén. Sobre escolher o passeio guiado ou fazer por conta, vou falar de dois pontos que acho importante analisar para você tomar essa escolha: - Se o seu medo é se perder, pode ficar tranquilo! Tudo é muito bem sinalizado, não tive duvidas em nenhum momento. Como fui na alta temporada o fluxo de pessoas lá era maior. - Tempo total para realizar o trekking: o ônibus não espera ninguém, se você não costuma fazer esse tipo de caminhada e tem medo de demorar muito, é interessante pensar na possibilidade de fazer com guia, pois ele espera até a última pessoa terminar. Conversei com algumas pessoas que fizeram em grupo e parece que vão 2 guias, você fica “solto” para fazer no seu ritmo, mas fica um guia no começo e um no final. Hospedagem em Puerto Nateles: We Are Patagonia. Melhor cama da viagem, acho que era até melhor que a minha. O Hostel é menorzinho, tem 4 banheiros “privados” com secador. Café da manhã gostoso, com frutas, geleias, pães e cereis. Quando você chega para tomar café da manhã, eles perguntam se você quer ovo e eles trazem bem quentinhos pra você. Os Staff’s são gente boas demais. 30/12 – PUERTO NATALES – EL CALAFATE – EL CHALTÉN (ÔNIBUS) Chegou o dia de voltar para El Calafate e depois ir para a última cidade da viagem: El Chaltén. Acordei cedinho e fui para a rodoviária. Dentro do ônibus tinha um funcionário que não falava nada, nem espanhol, muito menos inglês. Só sabia apontar, ninguém entendia nada e ficávamos nos olhando, tentando descobrir o que ele estava tentando dizer. Ele estava pedindo aquele bilhete que falei para guardar no relato anterior. Não lembrava desse papel e por sorte ele estava na minha pastinha de documentos. Ufa, alívio! A fila da imigração chilena estava grande e ficamos ali por um bom tempo. Cachorros ficam soltos ali dentro só farejando a gente. Próxima parada foi para registrar a entrada na argentina, essa parte não ocupou muito tempo. Seguimos caminho até El Calafate. No caminho paramos em um posto de gasolina, comprei algo para beliscar, o pagamento era somente em pesos argentinos ou dólares, não aceitam cartão. Cheguei em El Calafate era inicio da tarde, meu ônibus para El Chaltén sairia apenas às 18h. Então fui até o Folk Hostel e pedi se poderia deixar as minhas coisas ali e matar um tempo no centro. Deixei a minha cargueira em um quartinho e fui almoçar. Comprei alguns imãs de geladeira, fui no mercado comprar comida, pois havia lido que a oferta em El Chaltén era menor e os preços um pouco mais altos. Foi uma boa escolha. Voltei pro hostel, peguei minhas coisas e fui até a rodoviária. A ida até El Chaltén foi um pouco conturbada. Ventava demais, acordei algumas vezes durante o caminho achando que o ônibus iria virar (JURO). Depois o pneu resolveu furar (SIM!!) em uma reta e óbvio que no meio DO NADA Todo mundo precisou descer do ônibus, quase peguei voo de tanto vento e podia ver a chuva nos morros distantes, pelo menos ainda estava dia. Finalmente cheguei em El Chaltén! Estava chovendo, ventando e escuro. O terminal estava uma confusão. Só queria pegar um táxi e ir para o hostel. Pedi informação e a moça falou que eu precisaria esperar o táxi na parte de fora. Fui até lá e estava lotado de gente, sem nenhuma organização. Até que eu ouvi duas meninas falando que iriam para o mesmo hostel que eu. Elas não tinham reserva e iam tentar a sorte. Perguntei se poderia dividir o valor do táxi e ir com elas, não foram das mais simpáticas, mas aceitaram. Fiz meu check-in, comi algo, tomei um banho e desmaiei.
  2. HAHAHAHAAHAH eu tive uma cena parecida, na mesma trilha. Estava descendo conversando com um amigo que fiz durante a viagem, a gente tava no maior papo sério sobre pumas, quando de repente ele pega na minha mão assustado (quase me puxando para o chão), achando que tinha visto um urso (?), eu achei que era um puma e que ia ser devorada ali mesmo. Depois olhamos e era só uma vaca selvagem. Resumindo: quase caímos no chão e ninguém mais conseguia parar de rir
  3. Não duvido Cheguei dia 30/12 em El Chaltén. Deixei ela por último porque sabia que seria trilha e mais trilha. Logocomeço a escrever meu relato de El Chaltén. Coração vai apertar.
  4. Imagina, Flavio! Estamos ai pra ajudar. Muitas aventuras para todos nós Esse tipo de roupa é complicado comprar pela internet. Por mais que eu use 38, a calça que comprei é tamanho G Abraços
  5. Oii Flavio Vamos lá... Usei sim e muito!! Eu não achei pra comprar na minha cidade, só aquelas que secam rápido e são corta vento, com um preço salgado. Pretendia passar em uma decathlon, não consegui e acabei deixando pra comprar lá e ver se tinha necessidade mesmo. Por mais que eu tivesse usando a calça térmica, os ventos são fortes e não param nunca por lá, então não teve jeito, tive que ir atrás. Dei uma procurada em Ushuaia, achei uma que era corta vendo e impermeável da The North Face por uns ARS 3.000, parecia uma calça de chuva de motoqueiro, sabe? Enrolei e não comprei. Em El Calafate até que dá pra ficar sem, lá não venta tanto. Mas sabia que as minhas próximas cidades eram pequenas então fui atrás de uma em El Calafate. Encontrei na loja Xtremo Sur, fica na rua principal mesmo. Vou te falar que não foi das mais baratas, mas para o que era oferecia em comparação as do Brasil, tava valendo. Comprei a calça e uma luva por ARS 5.800. Ela é impermeável (Gore-tex), corta vento e térmica. Dali ela não saiu mais do meu corpo, voltou até marrom Eu teria me lascado muito, principalmente em El chalten. A marca dela é Ansilta, nunca tinha ouvido falar, acho que é da Argentina. Me surpreendeu, qualidade e acabamentos são de ótima qualidade, , considerei um bom investimento.
  6. Fui final de ano, sai dia 20/12 e fiquei até 05/01! Deixei um pedaço do meu coração El Chaltén, cidade encantadora, com uma energia boa demais. Adorava ver todo mundo na rua com roupa de trilha, cheios de casaco, segurando um bastão de trekking. A melhor parte era sair da trilha, suja, cheio de pó ,ir pro bar e todo mundo estar assim também
  7. Oii Eu gastei mais ou menos R$ 7.000,00 com tudo, passagem, hospedagens, passeios, ônibus, alimentação, etc. A minha passagem não foi das mais baratas, já que sai de Floripa. Acho que saiu uns R$ 2.300,00 Dá pra economizar mais se você não beber, cozinhar no hostel. Confesso que cozinhar só pra mim já rola uma preguiça, ainda mais depois de chegar morta das trilhas
  8. Oi, oii! voltei com mais um pouquinho da viagem. Espero que estejam gostando 27/12 – EL CALAFATE – PUERTO NATALES (ÔNIBUS) Depois da emoção da passagem, chegou a hora de partir para Puerto Natales no Chile. A viagem até lá dura cerca de 5 horas. Leve seu travesseirinho e aproveite para descansar. Dica da Ana: Sempre que tenho uma viagem de ônibus longa durante o dia, procuro sair na noite anterior, beber um pouco e ir dormir mais tarde. Se você tem problemas para acordar, não recomendo isso comigo funciona, vou a viagem inteira dormindo como um anjo. No ônibus eles entregaram um formulário para a imigração no Chile. Você não pode entrar no pais com alimentos in natura, caso seja pego com esse tipo de produto, pode ser multado e também perder os alimentos. No formulário eles pedem pra você declarar se tem alimentos de origem animal ou vegetal, não sei como funciona, se eles analisam antes de autorizar a entrada no país. Enfim, se você estiver fazendo essa viagem de carro/motor home, é interessante pesquisar um pouco mais para não perder comida ou ter que pagar multa. Quando carimbam o seu passaporte, eles te entregam um papel, GUARDE ESSE PAPEL, você vai precisar dele para sair. Não lembrode ninguém ter me instruído à guarda-lo, por sorte tinha jogado na minha pastinha junto com outros documentos. Puerto Natales foi a cidade que menos pesquisei. Ela é bem direcionada para o turismo de aventura, vi várias lojas com artigos esportivos, as ruas são planas e é fácil de se locomover. Também vi lojas que alugam equipamentos (barracas, sacos de dormir e até botas) para você utilizar nos trekkings ou circuitos. Mais ou menos 12h30 o motorista fez uma parada no centro antes de ir até a Rodoviária e eu desci ali mesmo, sem saber pra onde ir kkkk pedi algumas informações e fui até o hostel deixei a minha mochila e fui dar uma volta, procurei alguma casa de cambio e ver o oceano Pacífico. Pra quem não sabe, em muitas cidades da patagônia fazem a tal da siesta, nada mais é que um horário de almoço prolongado, cerca de 3 horas. Durante a minha volta para conhecer o centro de Puerto Natales eu encontrei algumas poucas almas andando pela cidade, a maioria das lojas estavam fechadas e eu só conseguia pensar: “O que eu tô fazendo aqui?” kkkkkkkkkk Dentro da casa de cambio encontrei a Célia, uma brasileira de SP que também estava viajando sozinha, dali decidimos almoçar juntas. E na minha primeira refeição já pude sentir que o Chile era caro mesmo. Comi salmão com batata e bebi um suco, que me custaram singelos R$ 90,00. Encontrei esse cachorro dentro da casa de cambio. Aliás, tem muito cachorro por lá. ficam soltos pelas ruas, mas a maioria está bem cuidado. Depois de muito papo com a Célia, voltei para o hostel e fiz meu check-in. Um dos staffs do hostel era o Andrés, um colombiano que já morou no RJ e fala mais do que eu. Tomamos um café forte e saboroso (o café da argentina parece mais um “chafé”) enquanto ele me explicava sobre o Parque Torres del Paine e as opções de passeio. Passei no mercado para comprar algumas comidinhas para os passeios do dia seguinte. Fiquei um pouco assustada ao me deparar com as prateleiras dos mercados vazias. Não tinha muitas opções de frutas, pouca carne e não encontrei ovos. Não sei ao certo dizer o motivo, se era pela alta temporada ou outra razão. Fui ao mercado e depois passei em outras 3 vendinhas para comprar tudo que precisava. À noite fomos até o Baguales, é um barzinho bem legal, com música e estava cheio. Eles servem porções e possui uma variedade boa de chopes. Esse é o pãozinho de de lá kkkk achei estranho, tem assim redondinho e quadrado. 28/12 – PUERTO NATALES – FULL DAY TORRES DEL PAINE Não tive muita sorte com o tempo nos dias que estava em Puerto Natales. Logo que cheguei estava chovendo bastante e a previsão para o dia seguinte não era muito diferente. A minha preferencia era tempo bom para fazer o trekking até Base de Torres, então neste dia preferi fazer o Full Day. Dica de app: WINDY é um aplicativo de previsão do tempo, foi um piloto de avião que me indicou. Ele funciona bem e me surpreendeu com os acertos da previsão, mesmo no clima louco da patagônia. Possui várias ferramentas, direção dos ventos, ondas, etc., eu não entendo nada, olho o desenho da previsão e pronto kkkkk Ele foi fundamental pra decidir a ordem alguns passeios. Bastante gente usa Puerto Natales como cidade-base para o Parque Torres del Paine, como porta de entrada para depois fazer um dos circuitos ou fazer bate-volta, que era o meu caso. Comprei esse passeio diretamente no hostel por CLP 25.000,00. O ônibus passou para me buscar às 7h. Esse é um passeio de dia inteiro, lembro de retornar depois das 21hrs. Então não façam que nem eu, que sai na noite anterior e fui dormir às 4h kkkk O caminho até o Parque é de 2 horas. O passeio funciona naquele esquema de para, desce todo mundo, fica um tempinho e volta para o ônibus. Se você estiver com mais pessoas, compensa alugar um carro e fazer o tour no seu tempo e com calma. Mas como estava sozinha, se tornaria muito caro. Antes de entrar no Parque, paramos na Laguna Amarga, vimos alguns flamingos, tiramos fotos. O dia estava bem cinza e fechado. Depois nos dirigimos até a entrada do parque, onde é necessário desembolsar CLP 21.000. Esse ingresso é válido para 3 dias seguidos, basta você carimba-lo na entrada do dia seguinte. Logo após a entrada do parque, paramos em uma cachoeira muito bonita, não recordo o nome dela, mas deixo algumas fotos. Um pouco de transito patagônico Na próxima parada, o ônibus estacionou e fizemos uma caminhada de aproximadamente 25 minutos até a Cachoeira Salto Grande, um pouco mais à frente encontra-se o Mirados Los Cuernos. O lugar é incrível, rodeado por montanhas enormes, o tom da água é de cair o queixo, mesmo em um dia sem sol. Ficamos ali por um tempo. No caminho da volta haviam vários guanacos. A parada para o almoço foi no Camping Pehoe. O local tinha um restaurante e também contava com algumas mesinhas na área externa para comer seus lanchinhos. A vista é surreal achei um tronco de árvore, sentei e ali tive o melhor almoço da minha vida. Comi um simples sanduíche e uma maçã. Depois achei um jeito e deitar, fechei meus olhos e senti a energia e paz que aquele lugar transmite, é inexplicável. Ultimo ponto para conhecer no Parque era o Mirador Grey, para chegar até lá é preciso fazer uma caminhada leve, de mais ou menos 40 min. No mirador forma uma espécie de “prainha” com pedra e areias escuras, dá pra ouvir o barulho das mini ondas que se formam devido ao vento. É lindo, imenso! Torres del Paine é tudo isso que falam, mesmo que eu tenha visto só uma pontinha. Fiquei imaginando a quantidade de beleza e diversidade que esse lugar pode oferecer. Só aumentou a vontade de voltar e fazer um circuito e poder explorar mais esse paraíso na terra. Até logo
  9. Oiee! Voltei pra contar mais um pouquinho da minha trip! 24/12 – USHUAIA – EL CALAFATE Dia de me despedir de Ushuaia. Confesso que a primeira cidade me surpreendeu, não estava com as expectativas muito altas. Fiz o trajeto Ushuaia – El Calafate de avião, comprei todos os trechos juntos na opção multidestinos que a Aerolineas oferece. Meu voo saiu ainda de manhã, então não consegui fazer nada. Dividi o Remis até o aeroporto com dois meninos que estavam no hostel comigo e custou o mesmo preço da vinda ARS 300. O voo até El Calafate é curto, apenas 1h e a vista é de tirar o fôlego. Você pousa nas margens do Lago Argentino, o contraste da água azul com a vegetação seca é linda. A empresa mais tradicional que faz o transfer até o centro de El Calafate é a Vespatagonia e estava custando ARS 250 o trecho e o taxi por ARS 750. Estava com o dia livre, cheguei ao Hostel no início da tarde, arrumei as minhas coisas com calma. Os meninos que conheci em Ushuaia estavam no mesmo hostel que eu, então fomos atrás de algum lugar para almoçar, conhecemos um pouco da cidade e fomos ao mercado comprar algumas coisas para preparar nossa ceia de Natal. Mais tarde fui até a rodoviária comprar as passagens para Puerto Natales e El Chaltén, ela fica aberta até 21h ou 22h, não tenho certeza. Não consegui comprá-las, não lembro o motivo e fiquei de voltar no dia seguinte. 25/12 – EL CALAFATE – DIA LIVRE El Calafate é uma cidade muito simpática, fotogênica, organizada e limpa. O clima não é tão doido como Ushuaia. Meu objetivo era ficar lá somente para fazer o minitrekking no Perito Moreno, mas como não consegui vaga para o dia 25, precisei ficar um dia a mais e realizar o passeio no dia 26, dessa forma fiquei com o dia de Natal livre. Me dei ao luxo de enrolar na cama, tomar um café da manhã mais tarde e depois sair sem rumo pela cidade. Caminhei até a Laguna Nimez e tive a ideia de alugar uma bicicleta, voltei para rua principal, procurei na internet, perguntei em algumas lojas e nada. Muitos comércios estavam fechados e abririam mais tarde devido ao feriado de Natal. Já era meio-dia quando entrei em um kiosco, comprei alguns alfajores, sentei em uma mesinha fixa na rua em frente a uma sorveteria que tinha wi-fi e estava fechada. Fiquei ali matando um tempo, quando um senhor muito simpático pediu licença e sentou no banco ao meu lado. Começamos a conversar. Harry é suíço e tem cidadania argentina. Está rodando a Argentina desde abril/2018 e já havia feito 60.000 km sozinho em seu furgão. Conversa vai, conversa vem, Harry me convidou para dar uma volta pelo Lago Argentino, ele também tinha recém chegado em El Calafate e não conhecia nada. Sim, EU FUI! Me senti confortável e bem em fazer isso. Podem me chamar de louca ou o que for, mas foi muito legal. Conversamos bastante. Ele me contou que tocava em uma banda, mostrou as musicas que gosta de ouvir. Relatou várias das suas aventuras e viagens de moto pelo mundo. No meio da conversa descobri que ele estaria em El Chalten nos mesmos dias que eu. O Lago Argentino é surreal, nem acreditava no que estava vendo. O céu estava limpo e deixava a água ainda mais azul. Fomos para o lado esquerdo do lago, pegamos ruas de barro e as paisagens só ficavam mais encantadoras. Às 15h voltamos para nosso ponto de partida, trocamos contatos, batemos uma foto e retornei para o hostel. Esse é o Harry, mostrando com o maior orgulho todo o caminho que ele já percorreu pela Argentina. O que está pintado de rosa ele já fez! Objetivo de vida Às 17h voltei para a rua principal em busca de uma bicicleta para alugar e finalmente encontrei. Anotem ai: Baft Travel, Rua 9 de julio, 57. O aluguel por 1 hora estava ARS 150 e 3 horas por ARS 300. Peguei uma bike e sai sem rumo, encontrei ruas lindas, cheias de árvores, campos com flores e depois fui até o Lago Argentino novamente, grande erro. O vento estava forte e foi difícil pedalar, viu?! Kkkkk Depois de devolver a bike, fui até o Mako, um barzinho que o pessoal do hostel havia indicado, bem gostoso por sinal. Tem mesinhas na área interna e externa, servem petiscos, chopes e cervejas, recomendo! Juro pra vocês que essa foto passava das 20h, o céu estava assim limpinho e com o maior solzão! Me perdi algumas vezes no horário por causa desses dias eternos Mais tarde passei na rodoviária para comprar os tickets para Puerto Natales e El Chaltén. Comprando ida e volta para El Chalten tinha um descontinho e saiu por ARS 1.500. Puerto Natales comprei a ida por ARS 950. A atendente não estava conseguindo emitir o ticket de volta, então deixei pra comprar depois. 26/12 – EL CALAFATE – PERITO MORENO E MINITREKKING Comprei o minitrekking diretamente com a Hielo&Aventura (http://www.hieloyaventura.com/HIELO2015/index-port.htm) essa é a empresa que detém os direitos desse tipo de passeio no Perito Moreno. Independente de qual empresa você comprar, fará com a equipe deles. Há dois tipos de passeios para andar sobre o Glaciar: o minitrekking que consiste em 1h30 de caminhada e o Big Ice com 3h de caminhada. Os preços atualizados estão no site deles. Também é possível escolher a opção com ou sem transfer. Se optar pele transfer, eles te buscam no local que você está hospedado. Me buscaram no horário combinado, o trajeto até o Parque Nacional Los Glaciares é de mais ou menos 1h30 à 2h. Na entrada do parque você precisa pagar o ingresso, são ARS 700 (este ingresso não está incluso no valor do passeio). Quando entramos no parque a guia começa a explicar sobre o parque, manutenção, flora e fauna e como as coisas funcionam por ali. Antes de realizar o minitrekking a guia explica algumas coisas sobre o Glaciar Perito Moreno e nos deixam livres por umas 2h para explorar as passarelas e comer algo. Elas são divididas por cores: amarelo, azul, vermelho e verde. Escolhi azul e amarelo para desfrutar o Perito Moreno. As passarelas vermelhas são viradas para o lado que iriamos mais tarde fazer o minitrekking e a verde no meio de uma floresta, não achei muito interessantes e preferi deixa-las de lado. O Perito Moreno é tudo isso que falam mesmo! É grande, lindo, majestoso! Nenhuma foto que eu colocar aqui vai conseguir demonstrar a imensidão desse gigante de gelo. Apesar do seu tamanho todo, ele está em constante movimento, causando estrondos que parecem trovoadas. Basta você ficar um tempinho parado que poderá presenciar algum desprendimento. É emocionante Encontrei o grupo no horário combinado, entramos no ônibus para ir até o local que sairia o barco. A navegação dura cerca de 25 minutos e nesse percurso vemos o glaciar por outro ângulo. Desembarcamos e dividiram o grupo em espanhol e inglês. Depois fomos direcionados para uma espécie de refúgio, onde há banheiro e espaço para deixar as mochilas. Antes de iniciar a caminhada o guia explica várias coisas sobre os glaciares em geral, não só sobre o Perito Moreno. Em seguida fomos encaminhados para prender os grampones nas botas. Esses grampones servem para ter mais firmeza ao andar sobre o gelo. Ao iniciar a caminhada o guia vai mostrando como usar os grampones e caminhar de forma correta sobre o gelo em diversas situações, subidas, descidas, etc. tudo para evitar algum tipo de acidente. No começo o gelo está sujo, mas conforme vamos avançando para partes mais altas, vai ficando limpinho e é possível ver “piscinas” que se formam com o derretimento do gelo, formações e paredes de gelo que me fizeram sentir em outro planeta. O cenário muda o tempo inteiro, não há uma trilha fixa a ser seguida. O passeio pode mudar de um dia para o outro devido às condições do glaciar. Depois de 1h30, as pernas já estavam cansadas e para finalizar o passeio é servido um whisky com gelo do glaciar. O whisky não é bom, mas vale a experiência. Dicas sobre o minitrekking: - O uso de luvas é obrigatório durante o passeio, se você não tiver, é só pedir para o guia; - Use óculos de sol e passe protetor solar, o gelo reflete muita claridade o tempo inteiro; - Leve comida. Só vi um restaurante dentro do parque, e nem preciso dizer que os preços devem ser absurdos. Levei algumas empanadas e uma maçã, como é frio não tem perigo de estragar; - Pode beber a água do glaciar. É geladinha e pura, uma delicia; - Obedeça seu guia! Não seja aquele cara chato que fica indo aonde não pode e atrasando o grupo kkkk - Façam esse passeio! É uma experiência única e totalmente diferente de tudo que já fiz na vida! Vale cada centavinho gasto, juro! De maneira geral a administração do parque funciona bem, tudo preservado e limpo. As passarelas estavam em excelentes condições. O passeio também cumpriu com o combinado, foram pontuais e sempre simpáticos. Hora de voltar para El Calafete. Vim dormindo o caminho inteiro, acordei apenas no centro da cidade. Antes de jantar fui até a rodoviária, pois precisava comprar o ticket de volta de Puerto Natales. Fui até a empresa que tinha comprado os outros tickets e para minha surpresa não haviam mais vagas. Pedi informação para atendente, que me indicou outras duas empresas que faziam esse trajeto. Na segunda empresa, para meu desespero, também não tinha. Estava na fila da última empresa que poderia ter passagem, imaginando como faria um cartaz bem lindo para pedir carona de Puerto Natales até El Calafate Mas no fim deu tudo certo e comprei a passagem por ARS 1.000. Minha visão geral é que El Calafate não é uma cidade para quem busca aventura, os passeios são caros e você encontra um público mais velho. Mas vale a visita, como falei antes, a cidade é bonita e dá pra dar uma relaxada no meio da viagem. Hospedagem em El Calafate: Folk Hostel. Meu preferido da viagem. Tudo novinho, organizado, muito limpo e cheiroso. Os quartos são espaçosos e camas confortáveis. Cozinha espaçosa e bem equipada. Todos da equipe foram sempre muito queridos e simpáticos, pedi para deixar as minhas malas lá alguns dias depois da minha hospedagem e não houve problemas. Está há 400m da rodoviária e a poucos minutos do centro, pra mim não foi problema. Tem um café da manhã bem gostoso. Além de serem super amigos dos animais, sempre tinha algum cachorro dormindo pela área comum. Só ponto positivo para esse Hostel. Desculpa o tamanho dos relatos, eu falo demais hahahaha Qualquer coisa podem me perguntar Até mais
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