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primporai

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Tudo que primporai postou

  1. Claro, cada um tem seu gosto! Eu gosto muito de natureza, praias, trilhas e também sou mergulhadora, então Noronha é um cheio pra mim. A dona do hostel que eu me hospedo é a Grazi, historiadora que eu mencionei no post, então além da palestra já tive várias conversas sobre a história de lá e eu adoro. É um jeito lado diferente e que poucos conhecem sobre a ilha.
  2. Oi oi, gente! Sei que esse lugar é o desejo de muitos e devido aos preços praticados por lá, acaba se tornando um sonho distante. Como já estive 2x nessa ilha tão mágica, quero compartilhar algumas dicas com vocês, para quem sabe, um dia, tornar essa viagem possível. Fiz as duas viagens sozinha, inclusive foi a minha primeira experiência viajando sozinha. Então já fica a dica pra quem tem medo ou duvidas se dá pra ir pra lá sozinho(a), porque dá sim. PASSAGEM ÁEREA Pra mim também era um destino que jamais achava que conseguiria conhecer e nunca estava nos meus planos. Até que um dia recebi uma notificação desses aplicativos de promoções por R$ 1.200,00 (Eu sou do sul e Noronha é longe pra caramba). Durante a viagem encontrei algumas pessoas que trocaram a passagem por pontos das cias áreas (algo entre 20.000 e 30.000). Sentando do lado esquerdo do avião, você tem essa vista ÉPOCA DO ANO: Entre agosto e começo de outubro são os meses ideais. As praias do mar de dentro (Sancho, Baia dos Porcos, Cacimba, etc) estão com as águas calmas e o mar fica que nem uma piscina, o sol predomina e as chuvas são raras. Mas como consequência, os preços nesses meses são mais elevados. Em outros meses os preços ficam mais camaradas, só tenha consciência que você vai encontrar a ilha diferente, mas linda igual. Quando o mar de dentro tá agitado, o mar de fora fica calmo e vice e versa. Então sempre vai ter uma praia mais tranquila pra você tomar um banho sem levar um caldo, engolir água e ralar o joelho. Eu fui em maio de 2018, época de chuva (não peguei nada de chuva), as condições do mar estavam equilibradas, o mar de dentro começando a acalmar da época do swell e o mar de fora começando a ficar agitado. Esse ano voltei em janeiro, logo depois das festas. Por incrível que pareça, peguei uma manhã se chuva por lá. O mar de dentro estava agitado, mas não peguei o swell. O mar de fora estava uma delicia. Entre as duas épocas que estive lá, preferi mil vezes a vibe da ilha de maio. Encontrei um pessoal mais aberto, consegui mais caronas por lá, festas estavam melhores. Em janeiro observei aquele turista que tá mais interessado nas festas, vi gente montada no look branco, com cabelo escovado e tirando foto na praia. A ilha estava linda igual, mas a vibe era outra. TAXAS: Infelizmente as taxas são obrigatórios e não tem jeito pra economizar. TPA: você paga por dia que fica na ilha (http://www.noronha.pe.gov.br/turPreservacao.php). Dá pra fazer antecipadamente ou no momento que chega no aeroporto. Ingresso do Parque Nacional Marinho: esse ingresso não é obrigatório, mas dentro do parque estão praias como o Sancho, Leão e também é necessário para fazer os passeios de barco. Acho que acaba se tornando “obrigatório”. O valor do ingresso é de R$ 111,00 para brasileiros e R$ 222 para estrangeiros, válido por 10 dias. ALIMENTAÇÃO: A alimentação por lá é bem salgada e ficar comendo em restaurantes vai encarecer muito. Mas tem lugares que vendem/entregam quentinhas boas e grandes. Dependendo de quanto você come, dá pra duas pessoas ou duas refeições. • Restaurante do Valdenio – (81)3619-1872 – R$ 30,00 PF • Marmita da Dona Iolanda (81) 8560-0983 – R$ 20,00 •Quentinha da Ilha (81) 8951-9022 – R$ 20,00 No restaurante na mãezinha tem buffet a kg por 80,00 ou ela também monta uma marmita na hora por R$ 20 – 25. Na vila dos remédios (centrinho) encontrei pastel e tapioca por R$ 15,00. • Sempre tenha água • Leve comidinhas e petiscos por três motivos: 1 – Economizar 2 – Noronha é afastada do continente, é bem comum faltar alguns produtos nas prateleiras e também o preço é mais elevado. 3 – Algumas praias não tem estrutura nenhuma, então você não precisa sair de lá porque está com fome. Dê preferencia por comidas que não precisem de geladeira (bolachas, frutas, castanhas, polenguinho, embutidos, etc) Acho que nem preciso falar que beber por lá custa um rim. Nessa última vez eu levei minhas biritinhas na mala kkkk PASSEIOS: Ilhatour em grupo (R$ 250 - 300): é o mais famoso. O passeio dura o dia inteiro e basicamente vai te levar pra dar um rolê geral pela ilha. Acho válido fazer se você tiver pouco tempo na ilha (tipo uns 3 ou 4 dias só). Caso contrário, dá pra conhecer a ilha tranquilamente por conta própria, indo de ônibus e quando necessário, andar um pouco até o local. Barco: nunca fiz nenhum e não é o tipo de passeio que eu curto. Existem passeios a tarde, no por do sol.. Mergulho com cilindro/snorkel: o que tem embaixo da água em Noronha é outro espetáculo. Se você tiver a oportunidade de mergulhar com cilindro, faça! Vai ser uma experiência única e inesquecível, não tenho dúvidas. Mas só com um snorkel e nadadeiras (aluga por lá), você também vai poder ver muita vida marinha e vai ficar encantado. Tem um milhõa de peixinhos coloridos e de todos os tamanhos, tem tartaruga, tubarão, raia, etc. Sim, dá pra ver tudo isso só fazendo a flutuação. 15788459899372144200254.mp4 1578845864349-1483026089.mp4 1578845864349-1483026089.mp4 Esses dois videos fiz durante uma flutuação na Praia do Sueste Canoa Havaiana(R$ 150 -200 por 2h): há opções de 1h, 2h ou 3h. Fiz o de 2h somente na primeira vez, mas foi lindo. Optei por faze-lo no nascer do sol, horário que há mais chances de ver golfinhos. Como a canoa é baixa e não tem motor, você consegue ver os golfinho muito perto e até ouvir o canto deles, foi inesquecível. Golfinhos durante a canoa havaiana Nascer e por do sol: esse é um programa que dá pra fazer de graça e em vários pontos da ilha. Por do Sol no Boldró Trilhas: existem várias trilhas por lá, a maioria das trilhas precisa de agendamento, mas não são todas que precisam de guia. Na hora de contratar um guia, acho legal dar preferencia para algum morador ou nativo de lá, com certeza vai enriquecer a sua experiência e também valoriza o pessoal de lá. Pontinhas Caieras (precisa de agendamento e guia) Capim-Açu é a trilha mais extensa da ilha com 9km (precisa de agendamento e guia) Piquinho (não precisa agendar e nem de guia, mas se você não tiver experiencia com trilha, recomendo fazer com guia) Palestras Projeto TAMAR: todos os dias às 20h tem palestras sobre diversos assuntos e são gratuitas. Os assuntos das palestras são divulgados semanalmente. Fui em um domingo com a palestrante Grazi do https://www.instagram.com/noronhacomgrazi/, ela é nativa e historiadora, e contou um pouco sobre a descoberta e história de Noronha. Achei muito interessante conhecer um pouco além e como tudo começou por lá. CARONA/TRANSPORTE PÚBLICO: Noronha conta com 2 ônibus (quando estão funcionando) e a passagem é R$ 5,00. A cada 30 min cada um sai de uma ponta da ilha e eles se cruzam. Ele passa pela BR e entra na vila dos remédios. Para chegar em algumas praias é preciso dar uma caminhada, mas não acho nada absurdo. Tem um ponto de ônibus na frente do aeroporto e dá pra usar quando chega ou sair da ilha. As caronas também são comuns por lá. Pessoas com buggys alugados, taxis, nativos e até mesmo agencias de passeios oferecem caronas, então aproveitem. Descolei várias caronas enquanto caminhava para o ponto de ônibus. HOSPEDAGEM: Já existem algumas opções de hostels na ilha, nada comparado aos preços praticados em outros lugares, mas a partir de R$ 100-150 por diária, já é possível encontrar boas opções. Infelizmente não é permitido acampar em nenhum local da ilha. Bom gente, já falei demais Fico a disposição para ajudar e trocar algumas ideias sobre esse lugar. Meu insta é https://www.instagram.com/primporai/, lá tem um destaque e contei um pouquinho de como foram meus dias em Noronha. Boas trips para todos nós! Deixo aqui mais algumas fotos da viagem Piscina Natural Morro de Fora Praia do Sancho Descendo as escadas pro Sancho Mirante da Baia dos Porcos Praia da Conceição
  3. Vim finalmente terminar de relatar a minha viagem. Em tempos de pandemia só nos resta viajar pelas lembranças vividas. Desculpem pela demora. 04/01 – El Chalten – Loma Del Pliegue Tumbabo Último dia em El Chaltén, o cansaço estava forte, já havia andado muitos quilômetros pela patagônia, mas não ia perder esse dia. O céu estava limpo e com pouco vento. Tomei café da manhã com calma, me arrumei e sai sem rumo pelas ruas simpáticas de El Chaltén. Durante as minhas pesquisas para a viagem, li sobre a trilha de Loma del Pliegue Tumbado, ela era extensa e a subida constante. Não sabia se estava disposta a encará-la. Também cogitei ir até o Fitz Roy novamente, já que o tempo estava perfeito, mas já estava tarde para isso. Decidi sentar na calçada em frente a um bar que tinha wi-fi e mandei mensagem para o Ismael, um dos meninos que tinha conhecido na noite anterior. Rua de El Chaltén Sentada na frente do bar tentando tomar um rumo na vida Caminho até o centro de visitantes Combinamos de nos encontrar no hostel que ele e o amigo estavam hospedados. O amigo dele estava cansado e iria ficar descansando, então fomos só nós dois. Paramos em um lugar para comprar empanadas e andamos na direção ao centro de visitantes, onde iniciamos a nossa jornada de 24 km. Como falei, o trajeto é praticamente só subida, somando o cansaço acumulado, não foi uma tarefa fácil. Fizemos várias paradas para recuperar o fôlego, minha perna estava doendo, reclamei infinitas vezes pro Ismael e até pensei em desistir. Neste dia estava muito calor, caminhei o tempo todo de camiseta de manga curta, inclusive queimei meus ombros. 😅 A primeira parte é praticamente toda descampada, depois entramos em um bosque para aliviar o calor no lombo. Também existem vacas selvagens nessa trilha, nunca tinha visto. Elas são maiores e mais peludas, achei fofinhas. A pequena El Chaltén vista do inicio da trilha A última parte é uma área totalmente aberta e a inclinação aumenta também. Aproveitei pra ir ao “banheiro” no bosque, já que não teria lugar pra me esconder depois. Ao de sair do bosque, chegamos ao Mirador Loma Pliegue Tumbado. Ali tem uma área bem grande com grama e a vista de deixar qualquer um deslumbrado. Deitamos pra descansar e comer nossas empanadas antes de seguir. Nas minhas pesquisas já tinha lido que, muitos consideravam essa trilha como a mais bonita devido à visão panorâmica de toda a região. Se o céu estiver aberto, é possível ver o Fitz Roy durante quase todo o trajeto. Apesar de não chover, os dias anteriores não foram de céu azul, nem mesmo no dia que fui até a Laguna de Los Tres consegui o Fitz Roy direito. Nesse dia ele se exibiu o tempo todo, foi difícil tirar os olhos dele. Parada pra comer e descansar Hora de encarar a parte final da trilha. O visual mudou completamente e passamos a caminhar no meio de muitas pedras. O vento também passou a ser nosso companheiro, algumas pessoas nos alertaram que poderiam ser bem fortes. Chegando no topo o vento se intensificou e foi difícil manter o equilíbrio. Todo o esforço valeu a pena e entendi o titulo que a trilha levava. Lá do alto era possível ver o Cerro Torre, Fitz Roy, Lago Viedma e toda a cadeia de montanhas que rodeia El Chaltén. Ao lado ainda há mais uma montanha, mas eu me negava a subir mais, minhas pernas não aguentariam. Resolvemos sentar atrás de uma pedra para nos abrigar do vento, comemos mais uma vez e descansamos enquanto jogávamos conversa fora. Depois de um tempo era hora de voltar, olhamos aquela paisagem pela ultima vez, suspiramos e começamos a nossa caminhada. Lago Viedma A descida foi menos cansativa por motivos óbvios, mas não foi entediante. Descemos conversando sobre nossas experiências na viagem. Papo vai, papo vem e estávamos falando dos pumas que tínhamos visto em Torres del Paine. Os dois distraídos com a conversa, quando de repente o Ismael pega na minha mão assustado (quase me puxando para o chão), achando que tinha visto um urso (?), eu olhei muito rápido, só vi uma sombra, achei que era um puma e que ia ser devorada naquele instante. Nós caímos no chão, olhamos e era uma vaca selvagem. Ficamos ali rindo que nem dois retardados por um tempo. Trilha finalizada e fomos pra onde? Isso, comer e beber como de costume. O Ismael também ia embora na manhã seguinte e precisávamos finalizar a trip com chave de ouro. O Ismael se tornou um grande amigo, mantemos contato até hoje com bastante frequência. Cheguei no hostel tarde e pra variar, todos já estavam dormindo. Peguei minhas coisas, levei para o corredor e arrumei ali mesmo. Kkkkkk Pé da frutinha el calafate que encontramos no caminho Hospedagem: Hostel Rancho Grande É o maior e mais famoso de El Chaltén. Quartos com tamanho bom, banheiros limpos e espaçosos. Cozinha bem equipada e sempre limpa. O café da manhã não está incluso, mas tem um restaurante anexo ao hostel. Achei as diárias em El Chaltén caras. 05/01 – El Chalten – El Calafate (ônibus) Na manhã seguinte tomei um café e era hora de me despedir de El Chaltén. Cidade fantástica que está guardada no meu coração com muito carinho, com certeza voltarei. ❤️ O staff me avisou que o ônibus era aquele que estava estacionado na frente do hostel e poderia embarcar ali, depois ele fez a parada na rodoviária e seguimos até El Calafate. Quando nos aproximávamos de El Calafate, fomos parados no portal da cidade, alguns oficiais entraram no ônibus e pediram pra revistar a mochila de uma moça, não entendi nada, mas deu tudo certo e chegamos na rodoviária de El Calafate ainda de manhã. Meus ombros estavam queimados e foi sofrido ter que carregar a minha cargueira pesada. Ainda bem que o Folk fica perto da rodoviária. Como meu voo era só final da tarde, fui até o Folk Hostel e pedi se poderia deixar minha mochila e autorizaram sem problema. Encontrei o Léo que conheci em Puerto Natales, fomos almoçar juntos e depois passamos no mercado pra comprar alfajor e doce de leite. Voltamos para o hostel, perguntei pra menina se tinha algum transfer pra contratar direto com eles, falei que já tinha me hospedado ali e não precisei pagar. Eu e o Leo estávamos no mesmo voo até Buenos Aires e ele também ia precisar passar a noite no EZEIZA. Comemos, assistimos um filme no netflix, passamos no Duty Free, dormimos no chão do aeroporto e finalmente amanheceu. Nos despedimos e cada um foi para o seu destino final. Bom gente, é isso! Fim de viagem, coração apertado, chororo no avião e sonhando em poder voltar. Espero que, de alguma forma, a leitura possa ajudar/inspirar vocês no planejamento de um mochilão pela Patagônia argentina e chilena. Meu insta é https://www.instagram.com/primporai/ , me coloco a disposição pra ajudar no que estiver ao meu alcance. Desejo que todos, um dia, possam conhecer esse lugar tão mágico que fica na América do Sul. Abraços, Ana! 🥰
  4. 03/01 – El Chaltén – Laguna Electrica Não tinha nada planejado, então mandei mensagem para as meninas do Rio e elas falaram que o dono do hostel delas tinha sugerido um passeio “tranquilo” e que iria levá-las até o inicio da trilha. Não havia lido sobre esse lugar, não sabia nada sobre e nem o que iria encontrar. Estava cansada depois do Fitz Roy, mas decidi me juntar a elas. O moço deixou a gente na ponte do rio Eléctrico, fica à 18km de El Chaltén (é a mesma estrada que vai para a Hosteria Pillar). Ele nos passou algumas coordenadas, mas tenho certeza que pegamos o caminho errado em algum momento. 😅 Entramos ao lado esquerdo da ponte e fomos seguindo o rio, sem atravessá-lo. No início a trilha é bem mal demarcada, mas depois melhora. Primeiro caminhamos por um vale lindo e que possibilita ver a parte de trás do Fitz Roy, um ângulo que poucos veem. Lá estava ele outra vez, dessa vez sem nenhuma nuvem. Me emocionei e segui andando. Depois caminhamos entre um bosque de lengas. Essa trilha parecia eterna, não sei se pelo fato de que não sabíamos o quanto teríamos que andar ou não saber o que ia encontrar. Só sei que não chegava nunca e eu nem sabia o que ia chegar kkkkk Acho que até por isso que eu não tenho muitas fotos desse dia. Durante o trajeto, observei algumas placas indicando outra trilha e camping por ali. Fiquei curiosa sobre esse lugar. Com mais ou menos 3 horas, chegamos ao Camping Piedra del Fraile. Dali dá pra ir até a Laguna Eléctrica e também tem um Glaciar. Para seguir adiante você precisa pagar à administração do camping (não lembro o valor). Entramos na casinha, preenchemos um formulário, a moça nos indicou o caminho da trilha e alertou sobre o vento que faz naquela região. O lugar é muito simples, mas tem algumas comidas pra vender. Como saímos despreparadas, comemos um bolo antes de continuar. Era um bolo de damasco com doce de leite DIVINO. Tô escrevendo o relato e tá me dando água na boca só de lembrar. Bom, barriga cheia, iniciamos a nossa jornada até a tal Laguna Electrica. Retornamos a caminhada por um breve trecho no meio de árvores, depois descemos e entramos numa vale enorme que margeava o rio, o chão era de pedras, totalmente descampado, mas plano. O vento ali era MUITO forte. Ficou pesado andar e manter o equilíbrio, pensamos em desistir, mas a nossa teimosia foi maior. Não havia mais ninguém no caminho. Atravessamos a área descampada e uma parte com paredões altos apareceu. Tomamos mais cuidado para não acontecer nenhum acidente ali, havia algumas partes altas e com a força do vento poderíamos ser jogadas. Nos abaixamos, seguramos nas pedras, com bastante calma conseguimos passar por essa parte mais preocupante e finalmente chegar na Laguna Eléctrica. O lugar é único e se tornou bem especial para mim. Acho que ter a oportunidade de encontrar um cantinho absolutamente vazio, deixou tudo ainda mais mágico. Sentir a paz e a energia daquele lugar foi renovador. Foi ali também que eu decidi tomar um banho na laguna. Sem pensar muito, só entrei na água verdinha que estava bem na minha frente, depois voltei correndo e pulei pra dentro das minhas roupas quentinhas. 🥶 Área descampada Laguna Eléctrica Comemos, rimos da nossa trilha que era pra ser de boa e fizemos o caminho de volta. A nossa carona pegou a gente na ponte e voltamos para o centro de El Chaltén. No dia anterior tínhamos reservado o La Maffia, mas ainda estava cedo. Então fomos para um barzinho (claro!) tomar uma cerveja, enquanto esperamos dar a hora. Clássicos Happy Hours pós trilha de El Chaltén O La Maffia faz jus aos horários disputados na alta temporada. Comida MARAVILHOSA! Os pratos são grandes e muito saborosos. Pedimos um vinho para acompanhar as massas. Depois da janta nos despedimos e eu voltei para o meu hostel. Encontrei o Léo que tinha conhecido em Puerto Natales e ele já tinha feito amizade com mais dois meninos, me juntei a eles e ficamos conversando e tomando vinho até tarde.
  5. Oi, Luiz! Eu acredito que deve passar sim. Não usei muito cartão durante a viagem. Mas usei em el chaltén que é uma cidade minuscula, então deve ter boa aceitação nos outros lugares também.
  6. Oi Taissa! Eu acredito que sim! eu não peguei chuvas fortes no período da viagem. Leve 2 sacolas com você na mochila, se chover muito, coloca elas nos pés e pronto haha
  7. @Ana Caroline Cunha Meu deus que orgulho ler esse relato! Estou tão feliz e orgulhosa por você ter realizado essa viagem e ter voltado tão apaixonada por esse pedacinho mágico na terra ❤️
  8. Oieee! Voltei pra contar como foi o dia do Fitz Roy 02/01 – EL CHALTEN – FITZ ROY Finalmente chegou o dia de conhecer o Fit Roy. Escolhi esse dia de acordo com a previsão do tempo mesmo, era o primeiro dia com a previsão mais firme. O céu estava azul com algumas nuvens e muito vento, claro. Optamos por iniciar a trilha através da Hosteria Pillar, ela fica um pouco afastada da cidade, então combinamos o transfer com o dono do hostel que as meninas que conheci estavam. Indo pela Hosteria Pilar o caminho é um pouco mais tranquilo e com menos subidas. Na volta a opção é o caminho “comum” que sai no centro da cidade, então você só precisa se preocupar com o trajeto de ida até lá. Também é uma possibilidade de fazer dois trajetos diferentes e ver muitas paisagens. Iniciamos a trilha pelas 9h, o caminho é entre um bosque bem simpático, possui subidas, mas não são muito íngremes. Não me recordo se o primeiro ponto de água demorou a aparecer, de qualquer forma, fiz todas as trilhas com uma garrafinha de 700ml e foi o suficiente. Nossa primeira parada foi para admirar o Glaciar Piedras Blancas. O visual é lindo, possui contrates de cores entre a floresta, a água de desgelo e glaciar e a céu azul. Tiramos algumas fotos, aproveitamos parar descansar um pouquinho e seguimos rumo ao Fitz Roy. Glaciar Piedras Blancas Depois você caminha por uma área descampada, aonde já é possível ver o cume do Fitz Roy atrás das montanhas. O caminho é agradável e muito bem demarcado. Em seguida você encontra uma área de camping, por ali é onde a trilha que inicia no centro e pela Hosteria Pilar se encontram e todos seguem o mesmo caminho. Aproveitamos as árvores grandes e o lugar mais vazio para “ir ao banheiro”. Não se esqueçam de sempre ter uma sacola parar levar o lixinho embora. Após sair da área de camping, entramos em mais uma área descampada, por ali atravessamos um rio, já aproveitamos para encher nossas garrafinhas. Sabíamos que o percurso final de pedras e muitas subidas estavam se aproximando. Logo que atravessamos essa parte, entramos novamente em um bosque e uma parte com maior inclinação já começou ali. Antes de iniciar a parte mais puxada, tem um local bom banheiro e uns banquinhos. Essa subida é semelhante com o último trecho de Torres Del Paine, então é aquela historia, só vai e nem pensa muito. Talvez ela seja um pouco mais longa, mas não posso afirmar porque não gravei a trilha por app. Também cai na pegadinha da natureza quando não via mais trilha e achei que estava chegando kkkkk tinha mais um trecho descendo e depois subindo e ai sim chegamos no Fitz Roy. Quase chegando Naquele momento o ar sumiu, minha respiração parou, esqueci de quem eu era. Finalmente tinha encontrado essa obra da natureza, motivo pelo qual eu havia começado a planejar essa viagem. A Laguna de Los Tres e o Fitz Roy são de uma dimensão tão grande, que nenhuma foto vai conseguir demonstrar isso. Os paredões do Fitz Roy, são tão altos e estão tão distantes de onde você está, que só consegui mensurar isso porque localizei 2 pessoas escalando ele, pareciam formigas. É deslumbrante! Quando cheguei lá em cima, o tempo tinha dado uma piorada. Tava um frio da por**! Kkkkk gelado, muito vento, coloquei todas as roupas que estavam na minha mochila, e demorei pra esquentar. Meu plano era tomar banho na Laguna de Los Tres, mas sabia que não seria uma boa ideia naquelas condições, então acabei desistindo. O Fitz estava por trás de algumas nuvens, mas nada, absolutamente nada tira a beleza daquele lugar. Desci até a base da laguna de Los Tres, explorei um pouco a área, depois subi para conseguir ver a Laguna Sucia, que me permitia ter uma visão bem panorâmica das duas lagunas e do Fitz Roy. Ali, eu achei uma pedra, me acomodei nela pra curtir, agradecer e me emocionar com tudo que estava vendo. Lagua de Los Tres e o Fitz escondido Laguna Sucia Fitz saindo de trás das nuvens Depois de um bom tempo tentando curtir ao máximo esse lugar, era hora de voltar. Não queria, confesso. Por mim ficaria mais horas e horas ali, vendo as nuvens dançando ao redor do Fitz Roy. Na volta passamos pela Laguna Capri, sentamos por lá e curtimos mais um pouco. A ida por esse caminho realmente exige mais as pernas, possui muitos degraus e subidas, mas como estávamos no sentido inverso, foi tranquilo. Na volta, não esqueçam de olhar para trás de vez em quando 😍 Laguna Capri Vista de El Chaltén no final da trilha Placa indicativa no inicio da trilha Após concluir a trilha, todo mundo tava morrendo de fome, fomos até uma hamburgueria, tomamos umas cervejas, rimos, contamos historias e depois cada um foi pro seu canto descansar. Dica: antes de jantar, passamos no Maffia Trattoria, que é um restaurante de massas de dar água na boca, eles só atendem se você deixar um horário reservado (pelo menos na alta temporada), deixamos marcado para o dia seguinte.
  9. Fico feliz em ajudar, Taissa! Vamos lá.. Eu tenho 2 corta vento - um mais pesado que é da the north face e um mais levinho da columbia e 2 fleeces - das mesmas marcas. Gosto de ambas as marcas, a columbia tem um precinho mais camarada aqui no brasil. Mas também tem as roupas que você Decathlon com ótimo custo/benefício. Na minha cidade não tem, então fica um pouco mais complicado para ir até lá. As meias são próprias pra quem faz trilha, são mais altas (pra proteger do cano da bota) e de um tecido diferente pra transpirar melhor, regulam a umidade que deixam os pés mais quentinhos e secos. No começo eu estava só de legging /calça térmica ou as duas juntas, mas precisei comprar uma lá..faz muito vento em toda a patagônia, então calças normais não "seguram" esse vento e te deixam toda gelada. Então optei por comprar uma e foi excelente, passei bem menos frio e me salvou de algumas chuvas. Qualquer coisa, só chamar
  10. Eu vou terminar, prometo! 🙈 Eu optei por subir a Patagônia porque li em vários lugares que ia ficando mais lindo conforme você ia subindo. Hoje eu concordo com isso e acho que foi uma ótima escolha. Essa sensação de se impressionar durante toda a viagem é boa demais. Fiz o trecho Ushuaia - El Calafate de avião, estava mais barato. Então tive que ir até El Calafate primeiro de qualquer forma. Mas pra quem faz esse trecho de ônibus, vale mais a pena ir até Puerto Natales primeiro ou até mesmo parar em Punta Arenas também.. mas são looongas 16 horas de ônibus (acho que é isso). Tem que avaliar a quantidade de dias se tem e ver se vale a pena perder esse dia todinho de viagem e ver os custos também, claro haha
  11. Faça! É incrível ❤️ Companhia pra esse tipo de viagem é complicado, passei pelo menos problema. A pessoa tem que curtir e ser muito parceira também, se não vai gerar algum desentendimento. Faria tudo de novo. Inclusive, ainda volto para fazer o circuito "O". Se precisar de qualquer coisa, só chamar 😘
  12. Essa trilha tem um visual incrível, vale muito a pena! Já fiz 2 vezes, uma delas no nascer do sol. Pra quem não conhece muito a região, coloque Rua Rio Congonhas no GPS que não terá erro. 😉
  13. Oláá! 😛 Voltei pra contar dos meus primeiros dias em El Chaltén. Demorou um pouco, mas consegui escrever mais algumas coisas sobre a viagem. Se você for pra patagônia com o objetivo de fazer trilhas, não deixem de incluir El Chaltén no seu roteiro. ❤️ Essa cidade é fantástica, parece um vilarejo, com uma energia boa demais e trilhas pra todos os gostos. Lugar que mais me encantou e surpreendeu. Ali todo mundo quer a mesma coisa: Trilhar. Na rua se você não estiver com uma mochila nas costas, bastão de trekking, cheio de casacos e coberto de pó, vai se sentir um alienígena. 😂 31/12 – EL CHALTÉN – CERRO TORRE Primeiro dia na capital argentina do trekking. Reservei 5 dias pra conhecer essa pequena vila que tanto me falaram bem. Fui sem nada planejado, a única certeza era que iria subir o Fitz Roy em algum desses dias. Acordei no meu tempo, tomei café da manhã com calma, peguei um mapa da cidade para ver qual trilha iria fazer. Em quanto isso lá fora era chuva, vento e mais vento, até estava com medo de sair, pois a estrutura do hostel de madeira fazia barulho de tanto vento que fazia. Por fim decidi fazer o Cerro Torre, não sabia muito como era a trilha, apenas a quilometragem indicada no mapa, 18 km ao total. Confesso que estava cansada e pouco empolgada por conta do tempo, mas fui mais forte que a minha preguiça, pedi indicação pro Staff do hostel para qual direção deveria seguir e dei inicio a mais uma caminhada. Algumas quadras depois do hostel peguei uma rua que levava até o inicio da trilha. Andei mais um pouco por uma estrada de barro e dei de cara com uma subida já no começo. O vento estava cada vez mais forte, a chuva estava doendo ao bater no pouco do meu rosto que estava exposto, minha única vontade nesse momento era de correr para o hostel e me esconder embaixo das cobertas. Kkkkk Para minha alegria a subida não era extensa, logo comecei a descer e depois percorrer um caminho plano no meio das árvores. No meio da trilha encontrei os irmãos ingleses que estavam no mesmo quarto que eu e seguimos caminho juntos. O restante da trilha foi bem tranquila de fazer, não possui muitas fontes de água no começo, inicie essa trilha com a sua garrafinha cheia. A pequena El Chalten vista da primeira subida da trilha. O tempo virou milhares de vezes nesse dia, eu já nem sabia mais o que fazer com as minhas roupas. Tira e bota jaqueta, se deixava só o corta vento ficava frio, se colocava só o fleece e começava a chover, colocava os dois e ficava muito quente. Kkkkkk No dilema das roupas 😂 Pouca antes de chegar até o Cerro Torre, a esquerda está o Camping de Agostini, tem um “banheiro” caso precise usar. Seguimos a direita até encontrar o Lago Torre, e tempo estava fechado e não vi o Cerro Torre de jeito algum, quando você chega até o Lago, ainda há uma trilha de 2km que leva até um mirador para o Glaciar, como a visibilidade estava bem ruim, não avançamos. O tal do banheiro Esse é a trilha que segue para o próximo mirador Antes de descer até o Lago, procuramos um abrigo do vento entre as pedras para descansar e comer alguma coisa. A área aberta favorecia para o vento ser mais forte e às vezes até nos desequilibrar. Apesar de não conseguir ver o Cerro Torre, valeu a visita. O Lago Torre tem uma tonalidade marrom e nele havia alguns blocos de gelo bem azuis boiando, ao fundo conseguia ver um pouco do Glacial. A trilha em si também é bonita, passamos por bosques de lengas, pontes e um mirador. O bosque de lengas Laguna Torre e o Glacial ao fundo. Após contemplar a paisagem, tirar algumas fotos e curtir o lugar, iniciamos o nosso caminho de volta. Não sei dizer qual foi o tempo total da trilha, não marquei a hora que comecei e nem quando terminei, fizemos com calma, conversando bastante e várias paradas para tirar fotos. Chegamos no hostel, tomamos um banho e fomos para o restaurante que fica no próprio hostel. Como era dia 31/12 o lugar estava bem cheio, iria ter uma festinha ali. Na mesa ao lado havia um grupo de brasileiros, nos juntamos a eles, comemoramos a chegada de 2019, dançamos, bebemos e depois achamos outra festa para ir. Não esperava tudo isso para virada do ano, ainda mais em uma cidade pequena como El Chaltén, sinceramente achei que passaria dormindo. Foi divertido e uma experiência bem diferente passar o ano novo longe de casa, dos amigos, família e com pessoas que havia acabado de conhecer, mas a sintonia e energia daquele lugar tornou tudo especial e inesquecível. 01/01 – EL CHALTÉN – CHORRILLO DEL SALTO Depois da virada, claro que dormi um pouquinho mais. O cansaço também estava aumentando conforme se aproximava o final da viagem. Conversei com as meninas que tinha conhecido na noite anterior e decidimos ir até o Chorrillo Del Salto. Uma caminhada mais tranquila, curtinha e sem elevação. Para ir até o Chorrillo del Salto basta seguir a rua principal até o final, você vai passar pelo inicio da trilha do Fitz Roy, é só seguir a estrada de barro e as placas indicativas, sem mistérios. Parte da caminhada é feita pela mesma estrada aonde passam os carros A caminhada até a cachoeira é de apenas 3 km. A primeira queda d’água é alta, com águas transparentes e verdinhas. Grande parte das pessoas para por ali mesmo e acaba ficando cheio. Eu sempre costumo explorar mais os lugares, então comecei a procurar se existia alguma trilha que daria acesso à parte de cima da cachoeira. A primeira cachoeira Vista de cima. Cuidado! Eu estava deitada nas pedras essa hora para olhá-la. Vista de quando começamos a subir as cachoeiras E tem! Não havia ninguém, tivemos uma visão da cachoeira de cima e depois fomos margeando o rio até encontrar um lugar para descer até as pedras e ficar ao lado do rio. Nessa parte tem outra queda d’água maravilhosa. Segunda cachoeira Achamos um lugar para comer, tomar um vinho e curtir a paz que esse lugar transmitia. Erámos só nos ali, barulho da água e muita conversa gostosa. Passamos o dia ali e voltamos quando começou a escurecer. Chegando na rua principal, procuramos um bar para jantar e beber um pouco hahah a quantidade de bares em El Chalten é proporcional à quantidade de trilhas. Adorava que todo mundo saia das trilhas, sujo, cheio de pó e ia beber alguma coisa. Lugarzinho escolhido para o nosso almoço/lanche da tarde Vista voltando da cachoeira. Parece um quadro 😍
  14. Oii! Que bom que está gostando! A Patagônia é um sonho, vais amar 😍 Achei uma foto das minhas coisas organizadas pra colocar na mochila. Ignora a parte da mala com biquíni porque depois fui pra praia 😂😂 Vou tentar listar abaixo o que levei para os 17 dias e o que usei e também o que achei desnecessário 1 Jaqueta corta vento 2 Fleeces 3 Blusas térmicas ( usei 1 dia só) 1 Calça Térmica 1 Legging 1 Calça impermeável/corta vento/térmica (usei MUITO, sempre um a legging ou térmica embaixo) 2 Calças jeans ( poderia ter levado só 1) 2 Toucas (usei bastante) 2 Cachecóis (usei 1x) 1 Bota de Trekking 3 Meias específicas 1 Vans 1 Havaianas 1 Pijama Curto 1 Toalha 4 T-Shirts e 1 blusinha mais "ajeitadinha" 😂 2 Blusas dry-fit 2 Tops Meias e calcinhas Acho que de geral foi isso, não tô lembrando de mais nada! Precisei lavar roupas 2x durante a viagem e onde dava, eu lavava as roupas intimas no banho mesmo. Usei aquele sacos a vácuo com a bombinha manual que salvaram a minha vida e economizou muito espaço na mochila. Toda a minha bagagem deu 10,4kg.
  15. Oláá ! Tô ficando sem criatividade para escrever esses relatos, mas vou terminar, prometo! 29/12 – PUERTO NATALES – TREKKING TORRES DEL PAINE Finalmente chegou o dia de conhecer as Torres del Paine. O dia amanheceu bem melhor, já fiquei feliz e muito grata pelo app Windy 🙌 Optei por fazer esse trekking por conta. Comprei a passagem de ônibus por CLP 15.000, se você optar de fazer por empresas com guia vai sair em torno de CLP 40.000. O ônibus saiu às 7h da rodoviária, peguei um taxi até lá que custou CLP 1.500. A viagem até a entrada do parque (Laguna Amarga) dura umas 2 horas e ali todo mundo desce. Como tinha comprado o ingresso no dia anterior, passei na recepção para validar o mesmo. Nesse momento você tem 2 opções: 1 – Pegar um transfer até o inicio da trilha. O custo dele é de CLP 3.000 ida e volta. 2 – Ou ir andando. Não vi nada de interessante nesse caminho, vi poucas pessoas andando, acho que só vai comer poeira mesmo hahaha O transfer te deixa no inicio da trilha, onde tem uma recepção, lanchonete e banheiros. Se você estiver de carro, tem um estacionamento nessa área. Ali você precisa preencher um formulário, inclusive contato de emergência. Você entrega para a pessoa da recepção, que te dá algumas instruções básicas sobre água, protetor solar e afins. Então é só começar a caminhada. A subida até as torres se divide em 3 partes: 1º é uma subida que não tem muita inclinação, mas ela é longa. Terreno é irregular com pedras. 2º Momento para descansar para as perninhas 3º Hora de malhar os cambitos. Não pensa muito e só sobe kkkkkkkkkkkk Comecei a caminhada às 9h40 e já consegui ver as Torres de longe. No dia anterior não tinha conseguido vê-las em nenhum momento. Só de olhar para elas já animei, não acreditava que estava ali. Alguns minutos depois já estava tirando a calça corta vento, tirei meu bastão de trekking da mochila e segui. Começou a subir e fiz mais uma parada para tirar os casacos, já vestia só legging e regata 😂🤷‍♀️ Primeira vez que consegui ver as Torres Havia muitas pessoas iniciando a trilha de manhã, pessoas de todas as idades, famílias, grupos, etc. Como estava sozinha, subi no meu ritmo. Fui devagar, mas constante. Neste primeiro trecho só fiz paradas rápidas para tomar água, tirar algumas fotos e olhar ao redor. Dentro do Parque, tudo é carregado por cavalos, encontrei vários pelo caminho. Inclusive, se você se machucar, vai ser levado por um. Tome bastante cuidado por onde pisa para não virar o pé e correr o risco de estragar a sua viagem. Subi, subi, subi, até chegar ao vale dos ventos, parte em que a subida dá uma trégua. E UAU! Que lugar era aquele? Umas das paisagens mais bonitas da viagem. Apesar do nome, nesse dia não tinha vento nenhum kkk dizem que quando há muito vento, é preciso esperar para atravessar aquele pedaço. Você percorre uma trilha cheia de curvas, algumas descidas na beira de um abismo. Fiquei alguns instantes admirando aquele lugar maravilhoso e continuei. Toda essa parte da trilha é aberta, sol bate direto em você o tempo inteiro, então passe protetor solar, porque o sol da patagônia queima sim HAHAHA mais tarde conto pra vocês. Início da trilha com subida e o terreno irregular Minha primeira parada foi no camping chileno, aproveitei pra ir ao banheiro (é pago, acho que algo em torno de CLP 500/1000). Depois procurei uma mesa para sentar, pedi licença para uma moça, perguntei se podia me sentar ali e ela disse que sim. Conversamos um pouquinho, quando chegou o marido dela, falando no maior carioquês, eu ri e perguntei se ela era brasileira. Sempre digo que brasileiro é que nem imã. Peguei água no rio que passa na frente do camping e coloquei meu pré-treino. Eu não gosto muito de comer sólido durante a subida, mas sabia que precisaria de energia para o ultimo trecho. Me despedi de Sara e Junior e segui meu caminho. Nesse momento você volta a subir, mas no meio de uma floresta, o cenário muda completamente. Boa parte deste trajeto tem um pequeno rio que te acompanha com água fresquinha e gelada. Que saudade de beber aquela água pura. Quando você sai da floresta, dá de cara com o enorme paredão cheio de pedras que está prestes a subir. Ali têm algumas placas informativas sobre o lugar e também plaquinhas indicando os banheiros naturais e quanto tempo você deve caminhar até chegar neles. Nesse momento só dá pra ver as pontinhas das torres. É só pedra, pedra, morro e mais morro. Kkkkkk então você respira fundo, busca coragem e vai na fé. Um passo de cada vez e bora lá. Esse último trecho é com muitas pedras soltas e areia, atenção redobrada para não se machucar. O paredão é tão alto, que só dá pra ver uma pontinha das torres Fonte de aguá fresca e geladinha durante a subida E apesar de todas as dificuldades é um trecho gostoso de fazer. Nessa hora todo mundo é amigo, incentiva, ajuda, dá a mão para auxiliar o próximo. Todos ali têm o mesmo objetivo. Quando eu achava que estava quase chegando, comecei a descer, depois subi novamente e ai, finalmente cheguei e PÁ! Depois de 3h20min subindo, dei de cara com aquelas três torres imensas, a laguna com um tom que nunca vi igual. Lembrei dos documentários que já tinha visto, das fotos do Instagran, de revistas. E eu estava bem ali, encarando esse cenário que parecia de mentira, abestada com o que estava vendo. Eu olhava o tamanho das pessoas para conseguir assimilar a imensidão desse lugar. É inacreditável! 😍 Fazia muito vento lá em cima. Já tinha colocado todas as minhas camadas de roupa e sentado para apreciar a vista, quando vi a Sarah e o Junior chegarem. Me juntei a eles, conversamos e comemos. Junior é da Marinha, estava de férias do trabalho na Base brasileira na Antártida. Achei o máximo! Fiz milhões de perguntas, ele me mostrou fotos, contou como é o caminho até lá e várias coisas. Fazendo macaquice Meu fiel companheiro durante a viagem ❤️ Depois de 1h30 lá na base, decidi descer na companhia da Sara e do Junior. Paramos novamente no camping chileno para descansar os pés e seguimos caminho. Descemos com bastante calma e conversando, levei mais tempo pra fazer o caminho inverso kkkkk Desci com muito cuidado. É bem fácil escorregar ou pisar em falso e acabar machucando o pé ou o joelho. Terminamos a trilha umas 17h30, fomos até a lanchonete e eu só queria tomar um chope para comemorar aquele dia. E assim paguei o caneco de chope mais caro da minha vida, CLP 5.000 (uns R$ 30,00). A Sara pegou um café expresso por CLP 2.500. Sentiram o drama dos preços dentro do parque né? 💸💰 Sara e Junior me ofereceram uma carona até Puerto Natales, já que meu ônibus sairia só 19h ou 20h. Eu estava morta e aquele chope só ajudou a dar uma amolecida, mas vim conversando o caminho todo com os dois. Foi 1h30 de muita conversa boa e leve. Cheguei mais cedo no hostel, ainda era dia. Arrumei minha mala já que no outro dia iria embora de manhã. Depois fui pra área comum fazer algo para comer. A Gabi que já estava hospedada no hostel me fez companhia e ficamos conversando. Mais tarde algumas pessoas fizeram check-in, outros chegaram de passeios e foram se juntando com nós. Ali juntou um monte de brasileiro que até hoje não sei da onde veio. Acho que deveria ter uns 8, a maioria estava viajando sozinho. Ficamos trocando experiencias, bebendo e rindo até tarde. Foi uma das melhores noites da viagem. Trocamos contatos, mais tarde alguns também iriam para El Chaltén. Sobre escolher o passeio guiado ou fazer por conta, vou falar de dois pontos que acho importante analisar para você tomar essa escolha: - Se o seu medo é se perder, pode ficar tranquilo! Tudo é muito bem sinalizado, não tive duvidas em nenhum momento. Como fui na alta temporada o fluxo de pessoas lá era maior. - Tempo total para realizar o trekking: o ônibus não espera ninguém, se você não costuma fazer esse tipo de caminhada e tem medo de demorar muito, é interessante pensar na possibilidade de fazer com guia, pois ele espera até a última pessoa terminar. Conversei com algumas pessoas que fizeram em grupo e parece que vão 2 guias, você fica “solto” para fazer no seu ritmo, mas fica um guia no começo e um no final. Hospedagem em Puerto Nateles: We Are Patagonia. Melhor cama da viagem, acho que era até melhor que a minha. O Hostel é menorzinho, tem 4 banheiros “privados” com secador. Café da manhã gostoso, com frutas, geleias, pães e cereis. Quando você chega para tomar café da manhã, eles perguntam se você quer ovo e eles trazem bem quentinhos pra você. Os Staff’s são gente boas demais. 30/12 – PUERTO NATALES – EL CALAFATE – EL CHALTÉN (ÔNIBUS) Chegou o dia de voltar para El Calafate e depois ir para a última cidade da viagem: El Chaltén. Acordei cedinho e fui para a rodoviária. Dentro do ônibus tinha um funcionário que não falava nada, nem espanhol, muito menos inglês. Só sabia apontar, ninguém entendia nada e ficávamos nos olhando, tentando descobrir o que ele estava tentando dizer. Ele estava pedindo aquele bilhete que falei para guardar no relato anterior. Não lembrava desse papel e por sorte ele estava na minha pastinha de documentos. Ufa, alívio! A fila da imigração chilena estava grande e ficamos ali por um bom tempo. Cachorros ficam soltos ali dentro só farejando a gente. Próxima parada foi para registrar a entrada na argentina, essa parte não ocupou muito tempo. Seguimos caminho até El Calafate. No caminho paramos em um posto de gasolina, comprei algo para beliscar, o pagamento era somente em pesos argentinos ou dólares, não aceitam cartão. Cheguei em El Calafate era inicio da tarde, meu ônibus para El Chaltén sairia apenas às 18h. Então fui até o Folk Hostel e pedi se poderia deixar as minhas coisas ali e matar um tempo no centro. Deixei a minha cargueira em um quartinho e fui almoçar. Comprei alguns imãs de geladeira, fui no mercado comprar comida, pois havia lido que a oferta em El Chaltén era menor e os preços um pouco mais altos. Foi uma boa escolha. Voltei pro hostel, peguei minhas coisas e fui até a rodoviária. A ida até El Chaltén foi um pouco conturbada. Ventava demais, acordei algumas vezes durante o caminho achando que o ônibus iria virar (JURO). Depois o pneu resolveu furar (SIM!!) em uma reta e óbvio que no meio DO NADA 😂 Todo mundo precisou descer do ônibus, quase peguei voo de tanto vento e podia ver a chuva nos morros distantes, pelo menos ainda estava dia. Finalmente cheguei em El Chaltén! Estava chovendo, ventando e escuro. O terminal estava uma confusão. Só queria pegar um táxi e ir para o hostel. Pedi informação e a moça falou que eu precisaria esperar o táxi na parte de fora. Fui até lá e estava lotado de gente, sem nenhuma organização. Até que eu ouvi duas meninas falando que iriam para o mesmo hostel que eu. Elas não tinham reserva e iam tentar a sorte. Perguntei se poderia dividir o valor do táxi e ir com elas, não foram das mais simpáticas, mas aceitaram. Fiz meu check-in, comi algo, tomei um banho e desmaiei.
  16. HAHAHAHAAHAH eu tive uma cena parecida, na mesma trilha. Estava descendo conversando com um amigo que fiz durante a viagem, a gente tava no maior papo sério sobre pumas, quando de repente ele pega na minha mão assustado (quase me puxando para o chão), achando que tinha visto um urso (?), eu achei que era um puma e que ia ser devorada ali mesmo. Depois olhamos e era só uma vaca selvagem. Resumindo: quase caímos no chão e ninguém mais conseguia parar de rir 😂😂
  17. Não duvido 😂 Cheguei dia 30/12 em El Chaltén. Deixei ela por último porque sabia que seria trilha e mais trilha. Logocomeço a escrever meu relato de El Chaltén. Coração vai apertar.
  18. Imagina, Flavio! Estamos ai pra ajudar. Muitas aventuras para todos nós Esse tipo de roupa é complicado comprar pela internet. Por mais que eu use 38, a calça que comprei é tamanho G 😂 Abraços
  19. Oii Flavio Vamos lá... Usei sim e muito!! Eu não achei pra comprar na minha cidade, só aquelas que secam rápido e são corta vento, com um preço salgado. Pretendia passar em uma decathlon, não consegui e acabei deixando pra comprar lá e ver se tinha necessidade mesmo. Por mais que eu tivesse usando a calça térmica, os ventos são fortes e não param nunca por lá, então não teve jeito, tive que ir atrás. Dei uma procurada em Ushuaia, achei uma que era corta vendo e impermeável da The North Face por uns ARS 3.000, parecia uma calça de chuva de motoqueiro, sabe? Enrolei e não comprei. Em El Calafate até que dá pra ficar sem, lá não venta tanto. Mas sabia que as minhas próximas cidades eram pequenas então fui atrás de uma em El Calafate. Encontrei na loja Xtremo Sur, fica na rua principal mesmo. Vou te falar que não foi das mais baratas, mas para o que era oferecia em comparação as do Brasil, tava valendo. Comprei a calça e uma luva por ARS 5.800. Ela é impermeável (Gore-tex), corta vento e térmica. Dali ela não saiu mais do meu corpo, voltou até marrom 😂 Eu teria me lascado muito, principalmente em El chalten. A marca dela é Ansilta, nunca tinha ouvido falar, acho que é da Argentina. Me surpreendeu, qualidade e acabamentos são excelentes, considerei um bom investimento.
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