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Bruno GNR

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Sobre Bruno GNR

  • Data de Nascimento 07-05-1986

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  1. Edu, eu fiz no ano passado uma viagem de SP até o CE e antes passei pelo MA. Se quiser dar uma olhada aqui https://maladaminhamae.blogspot.com/?m=1 Qq dúvida é só falar
  2. Pessoal, estou com uma viagem marcada para o Uruguai, de carro, para resolver umas questões familiares. Alguém sabe me dizer como está a fronteira? Está entrando e saindo normalmente? Montevideu está de quarentena? Agradeço antecipadamente.
  3. Muito obrigado pela resposta! Uma dúvida, depois que você faz todo o circuito em MP, o local por onde é a saída, é o mesmo local da entrada? Li num site que a pessoa foi a tarde e ficou até ser tocada pelos guardinhas, só que na hora de sair, ela passou novamente pelo mirante "clássico" e conseguiu tirar uma foto de MP sem ter uma única pessoa nela hehehe Não sei se é verdade, mas na hora da saída, passa novamente por aquele ponto onde se fazem as fotos clássicas? Obrigado.
  4. Fala pessoal, blz? Em julho deste ano vou finalmente realizar um sonho de criança que é conhecer Machu Picchu! Por isso estou pesquisando tudo sobre a cidade perdida, no entanto, tem algo que está tirando o sono, o horário de ir! Eu li muitos relatos e eles são bem diferentes quanto aos horários de entrada no parque. A grande maioria fala que é pra ir de manhã, logo as 06:00, mas dizem que tem que sair pra pegar o ônibus às 03:30 e que o parque fica lotado de manhã. Outros falam de ir a tarde, que o parque fica mais vazio e é melhor pra andar com calma e tirar fotos. Bom, eu gostaria muito da opinião de vocês sobre qual horário comprar pq como eu vou em julho e é altíssima temporada, achei melhor comprar os ingressos agora no começo do ano. Toda e qq ajuda é muito bem vinda. Antecipadamente, muito obrigado.
  5. 13/07 - Barreiras a Brasília Após um café da manhã razoável, saímos de Barreiras por volta das 08:30 e partimos em direção a Brasília. Este foi um dia de muitos quilômetros rodados e paisagens que deixavam de ser caatinga para se tornar cerrado. De modo geral a rodovia estava num estado bom de conservação. É interessante ressaltar que este foi o trecho mais inóspito de toda a viagem, quilômetros e quilômetros sem aparecer uma cidade ou vilarejo. Chegamos em Brasília por volta das 14:00 e passamos na Pizzaria Dom Bosco (a primeira da cidade, onde os trabalhadores que ajudaram a construir a capital costumavam comer) e pedimos uma pizza de mussarela (único sabor vendido) para servir de lanche/almoço. Saindo de lá fomos para nosso hotel, Athos Bulcão Hplus, bem em frente ao Brasília Shopping. Quando fomos fazer o check-in, ficamos preocupados se realmente estávamos no hotel certo e principalmente com o valor que iríamos pagar. Como havíamos feito a reserva pelo aplicativo, a hospedagem já estava paga, mas achamos o valor pago muito baixo pelo nível do hotel, ainda mais que estávamos bem "desleixados" enquanto o hotel era tomado por engravatados. Após um leve, mas intenso frio na barriga, fizemos o check in e a confirmação dos valores, tudo ok. Hotel excelente, com um valor muito bom. Após o rápido lanchinho, a Monica e a minha mãe foram dar uma volta pelas redondezas. A noite, cansados da maratona de viagens optamos por ficar no hotel e pedimos comida para comermos ali mesmo. Nossa janta foi frango frito de um lugar que esqueci o nome, mas não estava muito gostoso não... apenas ok. Hora de dormir, amanhã chegaremos em Limeira. 14/07 - Brasília a Limeira Após um excelente café da manhã, saímos do hotel por volta das 09:00 e partimos em direção à Limeira. Sabíamos que teríamos um longo dia de estradas, mas que estavam em excelentes condições. Nosso almoço foi na cidade de Catalão no posto JK, onde serviam ótimos salgados. Depois disso, mais quilômetros a serem rodados e volta das 21:00 chegamos em Limeira. Foi uma viagem muitooooo sensacional, com visuais deslumbrantes, de realmente tirar o fôlego. Os Lençóis Maranhenses merecem a visita de todos os brasileiros, certamente um dos lugares mais bonitos do país, sem sombra de dúvidas! Chamou também nossa atenção a grande desigualdade social que aflige o Brasil, chega a ser inacreditável as discrepâncias que vimos, uma realidade muito diferente da nossa. De fato o Brasil é um país de grandes contrastes. Foi uma experiência única, que valeu muito a pena e que certamente ficou marcada em nossas vidas! Até a próxima!
  6. 12/07 - Bom Jesus a Barreiras Saímos de Bom Jesus às 08:00. Após um falso alarme de perereca, que na verdade era um grilo, e um ar-condicionado não funcionando, fomos finalmente dormir na noite anterior. Partimos em direção a Barreiras na BA e novamente as estradas no PI estavam muito boas. Chegando na BA o asfalto piorou um pouco a qualidade, mas ainda assim muito melhor que MA e CE. Chegamos em Barreiras por volta das 15:00, passamos rapidamente para deixar as malas no Hotel Bruno, também conhecido como Hotel Príncipe e fomos almoçar no Mercado Municipal, que já estava começando a fechar, mas gentilmente uma senhora do restaurante Los Pablo's, mesmo tendo encerrado o serviço, nos serviu almoço, arroz, feijão, macarrão, frango ensopado e carne assada, R$15,00 por pessoa e comia-se a vontade. Pelo horário e por estarmos no oeste da Bahia, foi uma boa refeição. Demos uma volta pelo Mercadão, que havia boas opções de tempero e doces. Saímos de lá e tomamos um sorvete na gelateria artesanal Andrea Vogt. O chocolate belga estava fantástico. A janta foi na Picanha do Valdemir, lugar simples, porém muito gostoso, pedimos entrada de queijo coalho na chapa e uma picanha completa, que serviu muito bem 3 pessoas. Após esse belo jantar, passamos num mercado para algumas compras e voltamos para o hotel.
  7. 11/09 - Teresina a Bom Jesus Saímos de Teresina por volta das 08:00. Ficamos no hotel Monge Velho, bem fraco, não recomendo. Porém, pelo valor, acabou sendo um custo-benefício ok. O café da manhã era muito bom, simples, porém muito gostoso. Melhor queijo e filãozinho da viagem. Seguimos para Bom Jesus, ainda no Piauí. De modo geral, as estradas do PI estão muito boas, apear de serem predominantemente simples, estão num bom estado de conservação. Nosso "almoço" foi na cidade Eliseu Martins, numa padaria chamada Mectony, muito simples, porém com uma coxinha muito gostosa e por apenas R$ 2,00! Ainda em direção a Bom Jesus passamos por uma placa escrito "Aqui começa o Maná do Gurgueia" e após pesquisar, existe uma área dentro do PI, que abrange mais de 80 municípios que quer sua independência do restante do estado. Nunca havia ouvido falar de tal movimento, mas, vivendo e aprendendo. Chegamos em Bom Jesus por volta das 17:00, ficamos hospedados no hotel Brasão, simples, mas nos atendeu bem. Nossa janta foi na pizzaria Vitória, onde pedimos uma pizza big de 12 pedaços por R$ 50,00 e a Monica resolveu pedir uma batida de maracujá que ela dizia parecer um musse! hehehe Voltamos pro hotel para descansarmos e no dia seguinte, mais estradas.
  8. 10/07 - Jericoacoara a Teresina Tomamos café logo as 08:00 pois nesse dia iríamos voltar a pegar estrada e ainda precisávamos chegar em Jijoca. Fizemos contato com o Joziel e por volta das 09:30 chegou o transporte até Jijoca. Mais uma hora de muitos sacolejos e estávamos pegando o carro novamente. A ideia era conhecer a lagoa paraíso e azul em Jijoca, porém, devido as fortes chuvas desse ano, uma outra lagoa se rompeu e jogou suas águas turvas dentro dessa duas lagoas, tirando toda a transparência e beleza do lugar. Fomos para Teresina e passamos pela cidade de Sobral, famosa por ter a "melhor educação" do Brasil e também por ter sido lá que um grupo de cientistas de reuniu para comprovar partes importantes da teoria da relatividade do Einstein. As rodovias estavam num estado muito melhor, apenas com um trecho ruim no Piauí, porém não muito longo. Almoçamos num café chamado Giulietta na cidade de Ibiapaba. Comemos pão de batata, que estavam ótimos por R$ 4,00. Continuamos na pista e chegamos no hotel em Teresina por volta das 20:00 ficamos no Hotel Monge Velho, bem meia boca, mas para uma noite estava ok. Fomos até o Extra para ver se achávamos alguns produtos típicos, porém, não havia muita variedade. Foi difícil achar algum lugar pra jantar e acabamos comendo num boteco chamado Gelaguela, com cerveja foi muito gelada como o nome sugere. Comemos um lanche e um espeto de carnes misto, nada muito bom, mas aceitável. Ali tomamos também um refrigerante local a Cajuína, que de fato não é lá muitooo gostoso hehehe Voltamos para o hotel e hora de dormir.
  9. 09/07 - Jeri O dia de hoje foi basicamente uma repetição do dia de ontem. Após um bom café da manhã, fomos para a praia, ficamos novamente no Capitão Thomaz, que se mostrou ser um ótimo custo-benefício em Jeri, onde de modo geral as coisas realmente não são muito baratas, mas existem opções mais em conta. A noite, mais uma volta pelo centrinho, e fechamos a noite com um lanche no Cabra da Peste, que novamente estava muito bom. Amanhã é dia de partir e começar o caminho de volta.
  10. 08/07 - Jeri Fomos tomar café por volta das 08:30 e vale destacar a simpatia e cordialidade das moças que trabalham na cozinha da pousada. Café simples, porém muito gostoso. Iogurte natural feito por elas mesmas, além de geleias maravilhosas que elas também fazem. Na pousada tem dois animais, o Duke um cachorro gente boa e o Thor, um gato, que como qualquer gato não faz questão de agradar ninguém hehehe Café da manhã tomado fomos até a praia. De fato Jeri é linda, porém, depois de ver os Lençóis Maranhenses acabou ficando um pouco "sem graça". Se fosse fazer novamente essa viagem, certamente começaria por aqui e deixaria os Lençóis por último. O mar é verde esmeralda, porém próximo a praia ele fica menos bonito. Chama a atenção a movimentação da maré, onde de manhã a água está muito próxima da faixa de areia, e ao final da tarde ela retrocedeu dezenas de metros. Outra coisa que chama a atenção são os requintes das construções, de altíssimo padrão. Depois de uma caminhada pra ver alguns lugares, paramos no Capitão Thomaz, com garçons muito atenciosos, cerveja com preços bons, em torno de R$ 12,00 e comida saborosa, porém, com porções pequenas, isca de peixe por R$ 55,00. Ficamos ali o dia inteiro. A tardezinha fomos para a pousada e a noite as meninas foram comprar lembrancinhas no centro. A janta foi um yakissoba muito gostoso comprado nas barraquinhas que ficam na rua São Francisco, valor 15,00. Agora é hora de dormir, amanhã tem mais.
  11. 07/07 - Camocim a Jericoacoara Após uma boa e merecida noite de sono, saímos de Camocim por volta das 09:00 O caminho até Jericoacoara era de menos de 100km, porém com o estado crítico da rodovia, fizemos o trecho em quase 4 horas. Antes mesmo de chegar em Jijoca você verá várias pessoas na pista vendendo passeios e transportes. Algumas delas se oferecem para dirigir seu carro pelas dunas, eles murcham os pneus do carro para não atolar. Não recomendo devido ao caminho ser bem ruim e causará um grande desgaste ao veículo, se for 4x4 então o trajeto será sem problemas, como não era o nosso caso, seguimos em frente e esperávamos guardar o carro num estacionamento e de lá pegarmos o transporte até a praia de Jericoacoara. Ainda no caminho para chegar, fomos abordados por um homem que estava em uma caminhonete e perguntou se queríamos transporte privativo até Jeri (que é como é chamada a parte da praia), após negociarmos o valor, acertamos em R$ 25,00 por pessoa, e ele nos pegaria no estacionamento. Paramos o carro por volta das 12:30 no estacionamento Marley indicado pelo motorista, o Joziel. Estacionamento coberto e com segura, pagamos R$ 10,00 a diária. O trajeto de Jijoca até Jeriquara dura aproximadamente 1:00 hora de muitos solavancos e sacolejos. O carro nos deixou na pousada Sahara, quem nos recebeu foi a Jasmin, filha do proprietário. A pousada é ótima, quartos grandes e banheiro muito espaçoso. Não fica nas ruas centrais, na verdade fica mais próxima da duna do pôr-do-Sol. Está próxima da praia e do "centrinho" de Jeri, no entanto é preciso lembrar que todas as ruas são de areia, aquelas bem fofas, então, caminhar no Sol, mesmo uma distância curta, pode ser desgastante, Depois de instalados fomos almoçar no Emporio cearense (dica da Jasmin) e lá comemos o famoso Camarão no Abacaxi, prato típico de Jeri, simplesmente maravilhoso. Depois do almoço demos uma voltinha pela rua São Francisco e fomos descansar. A noite fomos conhecer as famosas caipirinhas de Jeri, no final da rua São Francisco, próximo a praia, vários ambulantes param seus carrinhos e vendem caipirinhas de todos os mais variados sabores, com valores entre 15,00 e 20,00. Tem também um carrinho de espertinhos, com valor em torno de 10,00. A Monica pediu caipirinha de morango com abacaxi, carinhosamente chamada de Xoxota! O mais legal de tudo foi ver ela pedindo a caipirinha para o moço da barraca! A outra caipirinha foi de morango com uva, sem nenhum nome diferente, mas também muito gostosa. Na praça estava tendo uma apresentação cultural com música e dança típica. Demos mais umas voltas pelas ruas e becos de Jeri e comemos um lanche muito gostoso no Cabra da Peste (17,00) e tomamos o melhor suco de maracujá da viagem. Volta pra pousada, hora de dormir que amanhã vai dar praia!
  12. 06/07 - Santo Amaro a Camocim Acordamos e fomos tomar café com aquele sentimento de “quero mais”, os Lençóis Maranhenses são mesmo TUDO aquilo que falam dele, e muito mais. Saímos da pousada por volta das 08:30 e antes das 09:00 já estávamos novamente no carro seguindo destino a Jericoacoara. Lençóis Maranhenses e Jericoacoara fazem parte de um roteiro turístico chamado Rota das Emoções, que começa em São Luís e vai até Fortaleza, segundo muitos relatos, o ideia é iniciar e Fortaleza e já passar em Jericoacoara e terminar nos Lençóis, pois, segundo dizem, Jeri acaba ficando “sem graça” perto da beleza dos Lençóis, isso é que iríamos descobrir no dia de hoje. As estradas do Piauí de modo geral estão em ótimo estado, muito melhores do as do Maranhão, por essas estradas nossa viagem rendeu bem. Aproveitamos que o ritmo estava bom e paramos para almoçar e conhecer Barra Grande, a praia mais famosa do Piauí. Um lugar lindo, que com certeza valeu muito a parada. Nosso almoço foi no restaurante Mario Jr., começos uma porção de camarão, muito boa e bem servida e uma peixada de pescada amarela que estava maravilhosa. A peixada custou R$ 90,00 e serviu 4 pessoas. Na saída da praia, passamos em Cajueiro da Praia e conhecemos o Cajueiro Rei, que é considerado o maior do mundo. Voltamos para a pista e logo estávamos no Ceará, o estado do Piauí tem o menor litoral do Brasil. Chegando em terras cearenses o asfalto piorou bastante e alguns trechos estavam quase intransitáveis. Em muitos momentos o carro não saiu da primeira marcha e a velocidade era de 10km/hora. Conforme o tempo foi passando, foi escurecendo e a condição das estradas foi piorando, estávamos a menos de 100 km de Jericoacoara, porém, demoraríamos horas para chegar com a estrada naquela condição. Por segurança resolvemos parar na cidade de Camocim, ligamos para vários hotéis e pousadas e todos eles estavam lotados, conforme o tempo ia passando e fomos ficando sem opções, resolvemos procurar motéis onde pudéssemos passar a noite, fomos até um deles chamado “Sequi Sabe”, porém, as condições não era das melhores. Por sorte, uma mensagem foi respondida no AirBnb, de uma pousada que havia quarto para 4 pessoas. Fomos então para o Village Maceió, que naquela altura do campeonato foi uma verdadeira salvação. Lugar simples, porém, estava excelente para passarmos uma noite, mesmo com um hóspede extremamente bêbado que estava por ali e dizia ser amigo do Ciro Gomes. Nosso jantar foi na Taberna do Fabrizio, onde comemos dadinhos de tapioca com queijo e geleia de pimenta calabresa, batata frita com molho de alho e bolinhas de picanha ao molho barbecue. Os dadinhos de tapioca estavam simplesmente fabulosos. Jantar ficou na média de R$ 40,00 por pessoa, com bebidas. Voltamos para a pousada logo ao entrar no quarto vimos que haviam pererecas dentro dele, começa então uma “batalha” para conseguir pegá-las, se não, não dormiríamos em paz. Após alguns minutos e muitas tentativas, conseguimos tirar as pererecas do quarto e fomos dormir. Amanhã esperamos finalmente conseguir chegar em Jericoacoara.
  13. 05/07 - Santo Amaro do Maranhão Último dia para aproveitar os Lençóis Maranhenses. Acordarmos cedo e fomos para o café da manhã, foram os mesmos itens do dia anterior, porém, tudo continuava gostoso. O passeio desse dia foi muito difícil de decidir, nosso guia o Misael, comentou que esse ano choveu demais em Santo Amaro, muito além do esperado e com isso muitas lagoas “estouraram” ou seja, não comportaram seu volume de água e acabaram cedendo, fazendo com que elas desaparecessem, segundo o guia, foram perdidas mais de 15 lagoas, fazendo com que a disponibilidade de passeios fosse menor. Foi sugerido que nós fizéssemos o passeio pela Lagoa América, mas seria passeio de meio período e queríamos aproveitar ao máximo nosso dia. O Misael sugeriu então o passeio de Travosa, que vai até o final do parque dos Lençóis Maranhenses, onde as dunas se encontram com o mar, parada para o almoço no povoado de Travosa e retorno com paradas em lagoas e pôr do Sol. Achamos uma boa, ainda mais que aproveitaríamos bem nosso último dia, o problema é que esse passeio é relativamente “novo” e são poucos os guias que conseguem fazê-lo, devido a distância e também os caminhos pelas dunas serem completamente distantes dos tradicionais. Por fim o Misael indicou um amigo dele, que também é guia credenciado, o Tiago, que nos acompanhou nesse dia. Se fôssemos fazer o passeio em grupo, sairia R$ 120,00 por pessoa, fora o almoço que também é cobrado a parte. Como estávamos optando por passeios privativos, fechamos o passeio por R$ 650,00 apenas para nós 4 e neste valor estava incluso o transporte de volta para o estacionamento, na entrada de Santo Amaro, também privativo, sem precisa ficar esperando “encher” a jardineira. As 9:00 da manhã o Tiago já estava na pousada e diferente do nosso outro guia, o Misael, não era de muitas palavras, nem fazia questão de ser simpático ou conversar. Como de costume, parada na cooperativa para papelada e dessa vez não passamos no mercado pois ainda havia água e porcariadas para comer sobrado do dia anterior e o almoço também precisava ser reservado com antecedência, apenas 2 opções, peixe ou sururu (uma espécie de crustáceo), na dúvida fomos de peixe, cada prato, em torno de R$ 40,00 por pessoa e pagamento apenas com dinheiro. Nesse dia andamos bastante de carro, pois literalmente atravessamos todo o parque e as paisagens que foram aparecendo são realmente deslumbrantes, uma mais bonita do que a outra, apesar de ser “seco” o guia era muito responsável e conhecida muito bem o caminho. Nossa primeira parada foi no chamado “Aquário Natural”, que nada verdade é um pedaço do Rio Murici, onde se formou um poço e é possível avistar uma grande quantidade de peixes. O lugar é muito bonito, porém as areias ao redor desse poço cedem com muita facilidade, parecendo com areia movediça, fazendo com que fosse impossível caminhar com tranquilidade e até mesmo entrar dentro da água. Não ficamos muito tempo e fomos para as Lagoas Gêmeas (que não são as mesmas do dia anterior), segundo nosso guia as lagoas vão sendo nomeadas conforme elas vão sendo encontradas, por isso alguns nomes podem ser iguais. Tínhamos a Lagoa só para nós, um visual maravilhoso, porém, ela também estava cheia de algas, o que não deixava o banho muito gostoso. Saímos de lá e fomos direção ao litoral, atravessando dunas e novamente vendo paisagens deslumbrantes. De modo geral o litoral do Maranhão não é muito bonito, a água não tem tons esverdeados ou azulados e nem é muito transparente, porém, o que nos chamou mesmo a atenção foi a quantidade de lixo que tinha na praia, mesmo ela sendo deserta, segundo o guia falou, esse lixo é trazido pelo mar e vem de lugares muito distantes, uma pena, ali é claro como o ser humano ainda precisa repensar e muitos seus hábitos e modos de vida. Ao longo do caminho pela praia víamos algumas “cabanas” feitas com folhagens de árvores, nosso guia explicou que ali ficam os pescadores do povoado e eles passam dias, até semanas naquelas cabanas para fazer a pesca, e então, todos os dias alguém passa de moto recolhendo o que foi pescado, tudo muito rústico e artesanal. Chegamos ao vilarejo e fomos até o restaurante chamado “Bar dos Ventos”, onde havíamos encomendado previamente nosso almoço, ali ficamos sabendo que a nossa comida seria feita pela Chef Aline, uma moradora do povoado que foi vice-campeã do Festival Gastronômico do Maranhão no ano passado. A área onde fica o restaurante é linda, cheia de coqueiros, tudo calmo e tranquilo, enquanto esperávamos o almoço, foi nos servido uma batida de coco, achamos que fosse cortesia do restaurante, mas na verdade veio da única mesa que estava sendo servida junto com a nossa. Ao agradecermos a gentileza, uma das mulheres que estava na mesa veio conversar conosco e perguntou se nós gostamos da bebida, dissemos que sim, porque realmente estava muito gostosa, ela nos explicou que havíamos tomado uma batida de coco feito com uma bebida chamada “Tiquira”, que nada mais é do que uma aguardente feita da mandioca. E a mulher, que veio até nós era a dona da destilaria onde essa bebida era feita. Ela nos explicou que a Tiquira já era produzida no Brasil muito antes dos portugueses chegarem pelos índios da região, mas com a chegada dos Europeus e a introdução da cana-de-açúcar, a “cachaça” acabou se popularizando. E quando ela conheceu essa bebida, no interior do Maranhão resolveu investir na região e abriu uma destilaria que agora produz nacionalmente esse produto, por coincidência ela também era “dona” do restaurante, em parceria com a Chef Aline. Após um gostoso bate-papo nossa comida chegou, novamente muito bem servido e tudo muito simples e gostoso. O restaurante também dispunha de redes para descanso e nossa saída estava marcada para as 15:00. Após um bom almoço e muita conversa jogada fora, era hora de partir, voltamos novamente pelo litoral e depois adentramos as dunas e nosso guia parou em uma lagoa que não estava muito boa para o banho, uma quantidade muito grande de algas e o chão que cedia facilmente, não estava agradável, pedimos que nos levassem em outra e ele nos levou na Lagoa Sem Nome (sim esse é o nome dela, porque como foi formada esse ano, ainda não a nomearam). Essa sim seguindo o “padrão” das outras que havíamos visitado, o que acabou “estragando” um pouco o passeio, foi novamente a inconveniência das pessoas que estavam ali, e nesse dia, uma sexta-feira, as lagoas estavam com bastante gente em todas elas, ter “saído” dos passeios tradicionais foi uma boa. Nesse dia optamos por não ver o pôr do Sol, as mulheres queriam dar uma voltar no centrinho e comprar algumas lembrancinhas e como os passeios voltaram quase as 19:00 a maioria das lojas estava fechada. Após retornar para a pousada, deixamos combinado a saída do dia seguinte. Compras feitas, nosso jantar foi na Pizzaria Aguiar, que fica ao lado da praça central, pizza gostosa e bem servida, na média de R$ 30,00 com 8 pedaços. Antes de voltarmos para a pousada, tomamos um delicioso sorvete na Sorveteria Quero-Quero, que fica um pouco afastada do centro, no caminho que vai para as dunas, mas muito saborosa e com excelente atendimento, cada bola era R$ 4,00. Sorvete tomado, era hora de voltar para a pousada e arrumar as coisas, amanhã continuaremos nossa viagem, próxima parada: Jericoacoara.
  14. 04/07 - Santo Amaro do Maranhão Após um ótimo café da manhã fomos arrumar as coisas para nosso novo passeio, faríamos um dos mais conhecidos que é o da Betânia (que leva esse nome por causa do vilarejo onde é servido o almoço). Como gostamos muito do serviço do Misael, combinamos diretamente com ele o passeio, eles nos ofereceu o serviço em grupo, que sairia R$ 90,00 por pessoa (lembrando que o almoço não está incluso, nem os R$ 5,00 de transporte de barco) ou um passeio privativo, que saiu R$ 120,00 por pessoa. Foram os R$ 30,00 mais bem gastos da minha vida, uma vez que vimos os outros carros, todos cheios e com uma galera que com certeza não estava na mesma “vibe” que a nossa. Antes mesmo de sair, é feito o agendamento do almoço, onde os pratos giram em torno de R$ 40,00 e normalmente se escolhe peixe ou galinha. Pagamento somente em dinheiro. Tudo pronto e arrumado, pontualmente as 09:00 o Misael estava nos buscando na pousada, rápida parada na cooperativa para preenchimento de papelada, compras do que iríamos consumir no dia no mercado e é hora de fazer um novo passeio. O passeio de Betânia dura o dia todo, por isso, caso você tenha poucos dias nos Lençóis é muito recomendado que você o faça. Após um longo passeio pelas dunas, nossa primeira parada foi na Lagoa Gêmea ou da Passarela, como o nome sugere são duas lagoas que se formaram uma ao lado da outra. Havia um pequeno grupo em uma delas e por isso ficamos sozinhos na outra, novamente a mesma história, água límpida, dunas nos rodeando e aquele visual de tirar o fôlego. Ficamos por ali cerca de uma hora, aproveitando a lagoa só para nós. Voltamos de novo para a jardineira e dessa vez fomos levados à uma das lagoas mais bonitas de Santo Amaro, a Lagoa Duas Cores, que como o próprio nome sugere, ela possui diferentes tons em suas águas, um visual deslumbrante. A única coisa um pouco “desagradável” é a quantidade de algas em seu fundo, mas nada que tire sua beleza, ou impeça um belo e relaxante banho. Ficamos por ali, admirando a paisagem, conversando e relaxando, toda a lagoa estava só para nós. Por volta de 12:00, retornamos a jardineira e fomos pegar o barco até o povoado de Betânia. O valor do transporte é de R$ 5,00 e você paga diretamente no restaurante. O translado é rápido e dura menos de 10 minutos, tudo muito simples em barcos pequenos e que passam longe de qualquer norma de segurança, por isso, se está esperando todo luxo e cuidados especiais, esse não é seu passeio. O barco nos deixa no povoado e depois de uma curta caminhada se chega ao restaurante que é mantido pelos próprios moradores do lugar, o nome do estabelecimento é Novo Horizonte. Assim que você chega já é levado para sua mesa e logo em seguida já vem a comida que foi previamente pedida, comida simples, porém farta e muito saborosa. No fundo do restaurante e sob as árvores, são armadas redes, para que os turistas descansem antes de seguir novamente para o restante do passeio. Por volta das 15:00 o passeio recomeça, novamente o barco nos leva até a outra margem do rio, subimos na jardineira e próxima parada foi na Lagoa da Curva, mais uma vez, uma belíssima lagoa que atende a tudo aquilo que já foi descrito, visual novamente surreal. No entanto, após a nossa chegada, um outro grupo também chegou e acabou “invadindo” nosso pequeno paraíso, com gritarias, falações altas e muita falta de bom senso. (Isso nos lembrou que aqueles R$ 30,00 a mais valeram muito!) Saímos de lá e fomos para a última lagoa do dia Lagoa Esmeralda, que faz jus ao nome, com o tom esverdeado de suas águas. Novamente, como era fim do dia, a sensação térmica não era das mais altas, por isso ficamos ali admirando a beleza do visual e contemplando toda a paisagem que estava a nossa frente. Por volta das 18:00 o Misael nos levou novamente para o alto de uma duna, onde presenciamos novamente o espetáculo maravilhoso do pôr do Sol. Tudo estava maravilhoso, exceto por uma criança que ficava literalmente rolando na areia, bem na frente de onde o Sol estava se pondo, sem qualquer reação dos pais, infelizmente a educação não vem de berço para muitas pessoas e isso sim atrapalha o passeio que as outras pessoas estão fazendo. Após esse pequeno estresse, a criança resolveu ir brincar do outro lado e podemos curtir nosso pôr do Sol com tranquilidade. Voltamos para a pousada, nos trocamos e fomos jantar no Restaurante Sol de Amaro, onde pedimos algumas porções e também uma pizza, que para nossa surpresa foi servida com luvas de plástico, não havia pratos, nem talheres, apenas luvas para serem colocadas e comia-se com a mão mesmo, diferente do que estamos habituados e exceto pelo fato de gerar muito lixo, aprovamos a novidade. O jantar ficou em torno de R$ 40,00 por pessoa, com as bebidas. Voltamos para a pousada para descansar, amanhã é nosso último dia nesse pedaço do paraíso.
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