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  1. Fala comigo.... Depois de me aproveitar do conteúdo daqui para montar minhas mochiladas é chegada a hora de colaborar. Vou fazer esse relato pq acho que tenho muito a agregar para esse destino que não possuem muitas informações aqui. Deu maior trampo e eu fiz com todo carinho do mundo, enjoy it ! Para iniciar, vou situar a galera que vai ler esse relato. Sou mochileiro a quase 10 anos do tipo “médio cost” (atualmente), ou seja, sou econômico, mas não economizo com passeios e sempre que vou em algum lugar tento conhecer tudo que é possível. Represento bem a classe dos Mochilas já que converso com todo mundo, tenho vergonha de pouca coisa , choro desconto, almoço quase qualquer coisa e durmo em qualquer lugar (em qualquer situação). Sempre que compro algo fora faço uma conversão mental para reais, então colocarei os valores em reais (ou originais em dólares, se houver) que eu ACHO que paguei. Fiquem atentos, pois tem preços em dólares e em reais. Nota: meu modelo de escrita (e fala) usa muitos parênteses, as vezes parênteses dentro de parênteses. Estou recém chegado de uma mochilada pela América Central (a partir de agora AC) via terrestre (leia-se busão ou oq tiver), foram 20 dias com paradas na Costa Rica, Nicarágua, Guatemala e Belize ( cruzando Honduras e El Salvador de Van). DIA 1 - Reconhecimento de La Fortuna Cheguei em meados de Abril no aeroporto de San José CR as 9h da manhã de um Domingo. Troquei dinheiro no banco (taxa igual a da rua) que fica no andar de cima (embarque) e como não tinha vontade de ficar lá (San José), peguei um Uber (taxi lá é sem taxímetro) com a internet do próprio aeroporto que é grátis até a estação (terminal) de ônibus chamada “La Radial” com destino a La Fortuna. O terminal de bus é próximo (3km), mas não rolava de ir a pé com mochila já que o Uber deu R$10 conto. Logo que cheguei na “estação” (mais parece uma galeria de lojas derrubadassas) comprei um chip da Movistar (R$20,00) que funciona em toda AC e comprei a passagem (R$ 30,00) para um busão que saia logo. Saldo total, R$40,00 para sair do aeroporto e chegar em La Fortuna, existe um shuttle dento do aeroporto que custa $70 (doletas), e ai vai preferir oq? Cheguei em La Fortuna (uma charmosa cidadezinha aos pés do vulcão Arenal) eram umas 3h da tarde, almocei em um restaurante (para locais e ainda paguei R$ 20,00 num prato feito tipo PF) pertinho de onde o busão parou. Deixei minhas coisas no hostel (Arenal Backpackeres (que falando nisso, gostei d + da estrutura e da área de lazer, paguei $13 a cama, quarto com 12 almas penadas e banheiro dentro)) e tratei de correr atrás dos passeios, no final das contas agendei tudo no próprio hostel que tem uma agência integrada (tive quase 20% de desconto no pacote e pagando em efetivo $). Aliás lá vai a primeira dica para AC, leve mais grana viva (dólares) que qualquer outra coisa, os lugares não aceitam cartão direito e quando aceitam cobram +6% de taxa. Agendei os seguintes passeios: Hiking 2 vulcanos fullday $30 Rapel halfday manhã $50 Canopy halfday tarde $ 45 Rafting halfday manhã $50 DIA 2 Hiking 2 vulcanos fullday $30 – Passeio muito show, obrigatório de fazer em La Fortuna, começa as 10h (não sei pq desse horário, sol no lombo) vc faz um hikking leve (mas o grupo é grande, então demora) de 2h e chega na cratera de um vulcão extinto que está cheia água da chuva, depois de nadar um pouquinho e fica lá por 1h +-, segue mais caminhada até um mirante que é possível ter uma vista linda do vulcão Arenal e para fechar rola um “banho” em um rio de agua quente termal e um “drink” que eu vi a galera preparando e trata-se de uma coisa alcoólica artesanal ( tipo rum) com um refrigereco. Voltamos para o hostel e cheguei tipo as 8 da noite. Alertas, esse passeio é feito na lama então levem tênis que pode ser detonado, vc vai ficar molhado o dia inteiro então não se preocupe com toalha ou levar capa ou roupa extra, tem que levar sua própria comida e água. Rapel halfday $50 – Fiz rapel (tenho quase zero experiência, tinha feito somente um a 6 anos atrás em Capetown) com uma empresa chamada Puretrek ( http://www.puretrek.com), passeio animal, seguro, divertido e com almoço incluído (na Costa Rica as coisas são muito caras). Síntese, são 5 pontos de descida todos com cachoeiras, sendo o mais alto de 35m, a galera vai tirando fotos ( vc pode levar sua câmera) e no final eles vendem pelo amargo valor de $25 (claro que não comprei). Canopy halfday $ 45 – Saindo do Rapel já tinha o passeio de tirolesa agendado, escolhi fazer tirolesa em La Fortuna pq não estava nos meus planos ficar muito tempo na Costa Rica (muito caro), digo isso pq tem um parque de tirolesas muito mais doido em Monte Verde (outra cidade). Síntese, são 13 descidas algumas com vista muito doida e uma de mais de 1km. Impressão pessoal, Fiz e NÂO faria de novo, já que o custo benefício desse não é bom ( caro pra pouca emoção), mas se der vai pra Monte Verde e faça o passeio lá, lá tem um parque que a galera que eu encontrei relatou mt bem. DIA 3 Rafting halfday $50 – Fiz o passeio com a Arenal http://www.arenalrafting.com/, passeio bacana e para mim que não tinha experiência foi legal, adoro esportes e faço todos que existem, no caso do Rafting não morri de paixão, mas o passeio não deixou nada a desejar e votei cedo para o hostel (3 da tarde) deu para ir no centro de La Fortuna comprar algum souvenir para minha namorada. DIA 4 – Transfer day Costa Rica x Nicarágua Dia de translado entre Costa Rica até a Nicaragua, viajei completamente sem planos e chegando na AC fui conversando com a galera que estava fazendo a trip inversa (descendo a AC) eu tinha então as seguintes opções, ir para San Juan Del Sur, Ometepe ou León. San Juan Del Sur é uma cidade de surfistas e o ponto mais alto da cidade é sábado onde tem uma festa que é um mini springbreak Sunday Funnyday (a galera que foi adorou), como eu tenho esposa e não surfo essa opção foi descartada de cara . Ometepe é um vulcão maravilhoso na beira do lago Nicarágua rola até de subir ele, porém a vista nunca está limpa, como eu já iria subir um vulcão ativo na Guatemala pulei essa cidade, porém reza a lenda que convém parar um dia lá . Sobrou então León, cidade que fica mais ao norte da Nicarágua e tem o Vulcano Boarding (isso mesmo vc n está ficando louco ) a escolha foi simples. Não tem muito segredo, vc pega um ônibus saindo do terminal de La Fortuna as 6:30 da manhã e pede para te deixar no trevo para “Tanque” (Colón del Tanque) :'> , lá as 7:00 passa um bus de linha pública para fronteira, cai dentro e 2 horas depois vc estará na fronteira (Peñas Blancas). Não tive problemas na imigração para sair da Costa Rica (reserve $21 para taxas e afins ). Entrando na Nicarágua vc praticamente cai em uma parada de ônibus vulgarmente chamados de chicken bus, paguei $3 para me levar até Manágua (capital) uma viagem tranquila leva umas 3 horas com o bus parando a cada km para embarque/desembarque. Em Manágua, eles te deixam em uma espécie de terminal e vc pega uma van para León (fácil o pessoal fica gritando por passageiros na rua ), essa custa como $2 e mais 1h e 30 de viagem. Chegando em León peguei um biketaxi $1 para me levar no hostel (sem necessidade, mas eu já estava cansado e n queria ficar procurando). Em León fiquei no BigFoot (http://www.bigfoothostels.com $10 a cama) um dos melhores hosteis que já fiquei, galera super comprometida com os detalhes o que faz sua experiência lá ser incrível, na mesma noite já agendei o Vulcano boarding para o dia seguinte. IMPRESSOES GERAIS DA COSTA RICA País meio artificial com o turismo formatado para americanos, muito caro (unanimidade entre os mochilas), hosteis bem preparados e passeios estruturados. Sem grandes pontos de destaque. HIGHLIGHTS Rappel + Nadar na cratera do vulcão DIA 5 – Vulcano Boarding + La Penitas O tour para o Vulcano sai as 10h, antes tomei café no próprio hostel que oferece uma experiência diferenciada com cafés selecionados da Nicarágua e de outros locais (vale mais para quem entende, eu fui de blackcoffe). Uns 15 min antes do tour sair eu vi um cara conversando no telefone em português, abordei o sujeito e conheci o Cadi, que na verdade é um dos donos do hostel (guarde essa informação, pois ela será útil mais a frente). Vulcano Boarding halfday $30 – A treta inicia em um caminhão e vc vai na caçamba tipo pau de arara, chegando na base do vulcão são 1h e 30 min de caminhada (hikking leve) até o topo carregando a prancha (que mais parece aquela do skibunda de Natal). Depois de uma seção de fotos (um dos guias vai com câmera profissional e tira fotos da galera e posta no face no dia seguinte) por isso não se preocupe muito em registrar pro sua conta. É chegada a hora, vc está no alto de um big ( olha o tamanho do caminhão lá em baixo) morro e são te passadas algumas instruções sobre como controlar (o q não ajuda muito já que a velocidade é absurda e vc nunca viu aquele equipamento) a prancha e, é isso ai papai, morro abaixo . Lá embaixo sua velocidade é medida e o mais rápido ganha um drink e o mais lento um banho de gelo. Ainda estão inclusos no passeio, um drink no retorno e um transfer para La Penitas (o Bigfoot possui uma unidade (pé na areia) mais voltada para surfistas em La Penitas uma cidade a 20 km de León e quem faz o Vulcano boarding pode ir lá passar o resto da tarde grátis (vale muito a pega ir e pegar o pôr do sol lá (saca o visual)) Achei a experiência incrível e recomendo para todos, barato pelo tanto de coisas inclusas e seguro, além de único no mundo . Preferi pernoitar em La Penitas, e chegando lá fui muito bem recebido pela galera, tomei umas de leve no barzinho a beira da praia e decidi alugar uma prancha de surfe para o dia seguinte. DIA 6 - La Penitas + Mesa redonda Acordei de boa e mandei um café da manhã de omelete R$ 10 que vale muito a pena e fui surfar (tentar). Fiquei até umas 2 da tarde na praia e voltei para o hostel onde fiquei de relax o resto da tarde. Quando dá 7h da noite o mesmo caminhão pau de arara te busca para voltar para o BigfFoot de León. Eu decidi conversando com a galera que fui encontrando a ir direto para Antígua uma cidade animal na Guatemala. O BigFoot oferece esse shuttle que custa $50 ( são 6 imigrações, 3 países) e sai as 2 am ( 2 da manhã) e chega as 8h da noite. Eu já tinha decidido (comigo mesmo) de chegar, tomar um banho e ficar esperando o shuttle no relax zone do hostel (não queria viajar a noite toda bêbado). Enquanto eu estava cumprindo meu plano, sentando no sofazinho , de banho tomado, passa o Cadi e me cumprimenta e começa a bater papo, tava um calor infernal e passados uns 15 min ele abriu uma cerveja e me ofereceu (recusei de primeira ), mas o papo foi ficando bom e eu não resisti e comecei..... Foi então que a gente passou para uma mesa e nisso chegou o Fernando (outro brazuca que trabalha como gerente do hostel de León) e a Reginy outra Brasileira que estava no seu último dia de trip (iniciada no Panamá). Saldo, falamos sobre tudo e ficamos até as 2h da manhã batendo papo regado a cerveja gelada e rondas de tequila (boa). Me senti muito honrado em conhecer a história do Bigfoot os caras são obcecados por tratar bem os hospedes pensando em cada detalhe e hoje estão com 3 unidades e possuem a maior disponibilidade de camas na América Central (não é para qualquer um não). Para os Brasileiros o Bigfoot é escolha certa em León, pode confiar (Procurem o Cadi ou o Fernando para bater papo e peçam o welcome drink(cortesia minha )). OBS: o Hostel oferece um desafio que se chama LavaShot, é tipo uma régua com 3 tequilas misturada com pimenta ( rum curtido por 6 meses na pimenta). Eu que não sou parâmetro para ninguém em pimenta (Sou apaixonado e tenho coleção de pimentas) resolvi encarar. Só falo que o negócio é punk e os gringos que eu vi fazendo choraram chamando a mamãe (sério). Eu que me considero quase imune a pimenta, achei pesadasso e fiquei uns 5 min sem conversar oxigenando o cérebro para absorver a porrada. Mas voltei com uma camisa do desafio que não é vendida é conquistada! Dia 7 – Transfer Day para Antigua – Guatemala Após uma calorosa despedida da galera entrei na van para Antígua, as 5 da manhã vc é acordado pelo paciente motorista para sair da Nicarágua e entrar em Honduras, e go on.... Viajem em cima de viagem, a van para em El Tuco uma cidadezinha em El Salvador muito doida, acho q vale a pena reserva um dia para lá. A única dica é a mesma para todos os transfers na América Central, a van simplesmente não para (de 4 em 4 horas), então vai preparado com comida e não beba líquidos pq n tem lugar pra piss, eu estava com uma estratégia, um dia antes baixei uns 3 filmes no Netflix na internet do hostel e passadas 2 horas de viagem eu começava a tomar agua (nunca antes mesmo com sede), rolou bem. IMPRESSÕES GERAIS DA NICARAGUA País muito pobre, porém, muito seguro, barato e com grandes atrações surpreendentes, acho que vale muito a pena conhecer a parte caribe da Nicarágua. HIGHLIGHTS Vulcano Boarding + La Penitas + Bigfoot Ometepe (não fui, mas foi unanimidade entre a galera) DIA 8 – Day off Me hospedei no Bigfoot de Antígua, unidade novinha em folha estilo hostel boutique (a nova geração está com tudo), que é administrado pelo irmão do Cadi, o Breno, cara comprometido com manter o cliente satisfeito. Uma curiosidade, nesse hostel a cozinha é tocada por um chefe Suíço, a alimentação lá realmente é diferenciada. Eu precisava trabalhar um pouco no pc e depois de uma viagem de 18h sem dormir direito, e na eminência de agendar um passeio de 2 dias de caminhada para o vulcão Acatenango, tirei o dia off e fiquei no hostel, almocei em um lugar chamado Rincón Típico, lugar super local, escolha certa, um almoço custou R$ 15,00 (prato feito). Agendei o passeio para o Acatenango ($28), que situando a galera é um vulcão ao lado do vulcão Fogo, que entra em erupção toda noite. São dois dias de caminhada com barraca (vc dorme na barraca e dentro do saco de dormir, são 4 dentro da mesma barraca) e tudo nas costas, vc sobe em um dia e no outro é acordado as 4h para continuar a caminhada para pegar o nascer do sol lá em cima.Aproveitei esse dia tb para agendar o transfer ($30) para Lanquim que saia no dia que eu voltava do Acatenango as 2 pm. DIA 9 – ACATENANGO O tour chegou as 9h no hostel, fui praticamente o primeiro no bus e foi só enchendo, rapidamente éramos um grupo de 15 almas penadas, depois de 1h de estrada chegamos em uma casa na beira da estrada, bem simples, lá é decidido quem vai levar cada parte da barraca, se puder recomendo levar as varetas. Eu levei na mochila: 4 latas de atum (eu sigo a dieta lowcarb e como proteína pra carai)+ um pacote de rap10 + 4 litros de agua, roupa de frio ( segunda pele, moleton, corta vento, luva) Galera aqui vai um alerta IMPORTANTE lá em cima faz um frio simplesmente cabuloso (entre -5°c e 5°c) então se prepare para esse tipo de situação. Comprei tudo no La Bodegona, um supermercado gigante em Antígua Começou a subida e a primeira parada é uns 30 min depois, ali vc já v quem é quem, a galera chega lá bufando. Eu tenho bom preparo físico então fui indo conversando com o guia um Guatemonteco muito gente boa que morou nos EUA com brasileiros então gostou muito de mim. Resumindo, são 10 km de subida com 2000metros de elevação, não tem trecho leve nem normal, somente subida leve, subida na areia ou escadas, foram 5h para subir, chegamos por volta de uma 17h no base camp e armamos as barracas e fizemos uma fogueira. Rola um miojão da hora (no qual eu já joguei 2 latas de atum por cima) e fiquei batendo papo com a galera até as 23h na beira da fogueira, quando o vulcão acordou e ficamos admirando ele cuspindo fogo e fazendo um barulho igual de trovoes. O guia ofereceu um passeio extra por $20 que te levaria até a base do vulcão fogo, que saiu as 12h da madrugada e voltaria as 4h (hora de acordar) eu n fui, pois ia ter q fica virado. Peguei um chazinho e fui dormir (ou tentar), pq vc fica em uma barraca com 4 pessoas (eu estava com um Holandês e um casal de Australianos, as raças mais loucas do mundo (galera muito gente boa)) Mas faz tanto frio e a posição é tão desconfortável que eu dormi tipo umas 2 horas. 4h da manhã, hora de acordar e rumar para o nascer do sol, são + 1:30 de subida punk, chegando lá em cima tudo vale a pena, vou deixar o vídeo abaixo falar por mim. Na volta rola um café preto (no qual eu comi minhas latas de atum com rap10) no base camp e começou a descida as 8h, a descida é uma delícia e o melhor a fazer é descer correndo igual nos filmes de ação, desci eu, o guia e o Holandês disputando corrida (por 2 vezes quase que um passo direto e acerto uma árvore e no final já estava manerando, ainda tinha mt viajem pela frente) Cheguei no hostel as 12h, tomei banho, almocei um Burrito sensacional ( o melhor que já comi na vida ( talvez seja a fome)) e fiquei esperando o shuttle para Lanquim. Pegando o Shuttle, nada de mais, estrada em cima de estrada e era quase uma da manhã quando cheguei no hostel EL Retiro (No qual o Breno conhece o dono (Josué) e reservou por whatsapp pra mim). DIA 11 – Semuc Champey Em Lanquim me hospedei no hostel El Retiro, recomendo d +++ , no meio do mato, são chalés tipo cabana e possuem quartos compartilhados, paguei R$50 por duas noites e aproveitei e agendei o passeio para Semuc Champey (uma das atrações mais aguardadas da viajem para o dia seguinte). Lanquim é um vilarejo, quase não tem opções, acordei cedo, coloquei minhas roupas para lavar ( ficaram finas) e tomei café no próprio hostel (não está incluído). Saimos para o passeio as 8h, primeiro rola o tour dentro de uma carvena segurando um vela (que apaga toda hora), o tour em si não é perigoso, mas a chance de sair com algum hematoma (na canela) é grande, já que vc não enxerga nada e tem trechos com água até o pescoço. Depois da carvena o guia te leva para um Tarzan Swing show de bola, vc voa muito alto. Depois rola uma cachoeira que é uma paisagem espetacular, onde tb tem um lugar para saltar. E para completar a fase inicial, tem um tubbing, uma descida de boia pelo rio, muito relax, vem uns meninos vendendo cerveja na boia pra vc, eu tomei uma, mais como atração turística. Lunch time, o tour para em um “restaurante” improvisado na beira da estrada, tipo self-service com uma carne, eu estava numa lara pesada, já que no dia anterior foi só estrada (e a van não parou para comer), eu peguei o almoço R$ 25 e comi o suficiente para alimentar um Dragão por uma semana, depois fui ver q essa não era uma boa ideia , pois para subir no mirante de Semuc tem uma trilha com um lance de escada de 30 min. Semuc Champey é uma paisagem maravilhosa, eu fiquei relaxando nas piscinas batendo papo com a galera do tour ( 1 casal de americanos, 2 canadenses, um mexicano e um colombiano), um dia é suficiente, dois dias seriam se vc tiver com uma turma e quiser fazer tipo um “picnique”, se tiver de mochilada reserve somente um dia mesmo. Voltando para o hostel, nesse dia teve um jantar tipo em família (tem que avisar antes) custou R$ 30, e ai todo mundo hospedado lá participa em uma única mesa, achei muito doido já que é exatamente essa minha ideologia, mundo sem fronteiras. DIA 12 – Dale Estrada – Transfer day de Lanquim para Flores Esse é mais um daquele dias que vc só vê estrada, de Lanquim para Flores foram mais 10h de estrada, saindo as 8h e me custou R$60. Cabe mencionar uma coisa aqui, nesse transfer eu conheci um Suíço que estava indo também para Flores e depois para Belize (o mesmo roteiro que eu), dessa forma começamos a seguir viagem juntos. Chegando em Flores nos hospedamos no Hotel Petén http://www.hotelesdepeten.com (apesar do nome possui quartos compartilhados) paguei $9 na cama em quarto com ar condicionado, sem café da manhã. Nessa mesma noite fechamos o passeio para o dia seguinte nas ruinas de Tikal e ainda o transfer para Belize (paguei $40 por tudo, não sei agora o valor em separado). Uma dica, na mesma rua desse hotel, virando a direita andando uns 30 metros tem um restaurante/lanchonete que vendem uns burritos maravilhosos e muito baratos (tipo R$ 3 cada). No primeiro dia nos jantamos lá e no segundo também. Dia 13 – Ruinas de Tikal Achei melhor pegar o Sunset (o Sunrise tem que acordar as 4 am) no parque, nessa modalidade o passeio começa às 12h. acordamos cedo e tomando café da manhã o Suíço levantou a bola de fazer alguma coisa na parte da manhã, eu animei e fomos para um lugar chamado Jorgue’s rope, que nada mais é que um Tarzan Swing em uma paisagem incrível no meio do lago. Pagamos R$ 20 cada para o barqueiro nos levar lá e mais R$ 5 para entrar. Tikal Seguinte, impossível fazer Tikal sem guia, tem muita história embutida naquelas pirâmides, placas, canais e tudo mais, o passeio sem guia pode ser meio fútil na minha opinião. Tem que pagar uma taxa de R$ 60 para entrar no parque, que é uma lenhada . Resumindo, vc passa toda tarde imerso em uma aula de história em um dos berços da civilização Maya, achei muito doido e levarei meus filhos (quando tiver). Passeio leve e termina com o pôr do sol em um dos templos. Chegamos no hostel as 8h da noite e adivinha onde fomos jantar? No burrito, o lugar é tão bom que no caminho voltando de Tikal eu perguntei para o suíço: EU- Vc quer comer naquele lugar de novo ou prefere ir em algum lugar diferente, quem sabe melhor? ELE – Cara, só existe uma opção. Dia 14 – Transfer day para Belize Nabada day, já tinha lido aqui em um post que brasileiros tem “problemas” para entrar em Belize, então lá vai o mineirinho aqui com cara de trouxa. Pegamos o bus das 5h da manhã em Flores e chegamos na fronteira as 7:15, por questões de tráfego o ônibus só pode passar a partir das 8h ( não entendi já que é uma fronteira vaziassa), então fomos fazer o processo imigratório, para sair da Guatemala foi sossegado. Chegando em Belize, o cara da imigração, olhou meu passaporte e disse “ vc é brasileiro, espere ali”, eu claro, não teci comentários e sentei.... deu 8h e nada deles me chamarem, fui perguntar “oq q pega?” e o cara disse que eu teria que passar por uma entrevista, blz. Deu 8:30 o motorista do busão veio conversar comigo, falando que não podia mais esperar, e que eu deveria pegar o próximo bus que passaria as 11h. Ok, deu 8:45 o cara me chama, vestido de uma educação britânica me fez 3 perguntas e me liberou. Eu fiquei na fronteira de 7:15 até as 11:30, por 3 perguntas??? Aqui cabe uma reflexão, o cara atrapalhou meu dia quase todo, por nada, é o tipo de relação perde x perde, eu perdi pq fiquei 4 horas na fronteira, perdi o bus e me separei do meu amigo, Belize perde pq muitos brasileiros ficam inibidos de passar por esse processo e evitam o país. No mundo moderno esse tipo de relação não tem mais lugar. Respeito a aplicação de qualquer processo, só acho que poderiam ter sido ágeis na solução do caso. Conversando na imigração (já que tive muito tempo), entendi que a parada toda é por causa que pegaram 15 pessoas com passaportes falsos do Brasil uma vez, então todo mundo que chega com passaporte do Brasil roda. Uma dica: Se for fazer esse roteiro pegue o ônibus das 5h, assim se der alguma coisa errada vc pega o próximo as 11h. Se ainda assim der errado, a cada 30 min passa um ônibus de turismo na fronteira indo para Belize City, conversei com um dos motoristas que me levaria por $20 (eu não fui, pois era minha segunda opção). Encontrei um casal brasileiros que tb foi parado e perdeu o bus, porém eles tinham saído da Flores no bus das 8h (último busão dessa cia), dessa forma eles tiveram que pagar $75 de taxi para leva-los até o Ferry, Loucura. 3 horas de bus e chega-se no porto do ferry que te leva para Caye Cauker, são $25 por ida e volta ( se comprar os 2 juntos sai mais em conta). A viagem é curta 30 min e cheguei na ilha, cruzei a ilha de fora a fora buscando um bom lugar para ficar, acabei parando em um hostel chamado Yumma’s, um lugar tranquilo e confortável (paguei R$ 50 quarto com 4), pertinho da chegada do ferry a esquerda. Tomei banho e fui ver o pôr do sol no Lizards o único point para ver o pôr do sol, como era único, encontrei com o Suíço e ficamos toma uma de leve. Dia 15 – Day off em Caye Caulker O Suiço achou um hostel fino, que era mais barato e com ar condicionado setado para “polo norte”, não pensei 2 vezes, acordei arrumei minha mala e vazei do Yumma’s e fui para um chamado “Go Slow” do famoso Basílico. O suíço acordou passando um mal filha da pu$% e decidimos não fazer o passeio esse dia e ficamos de boa na “praia”. Nesse momento já tenho as primeiras impressões sobre Caye Caulker, um lugar com uma vibe pesada, onde as pessoas não tem respeito pelos outros, além de não ter porr&* nenhuma para fazer, nem praia tem, o lugar que o povo chama de praia é um deque de concreto sem areia (whats????). Fui muito mal recebido e tratado pelos locais, na fila do supermercado os caras entram na frente, pois sabem que vc é turista e não vai enquencrar. Na rua, os caras vem de bike para te atropelar se vc n sair da frente. Conversei com o Suíço sobre, ele me disse que não foi pior tratado do que em qualquer lugar da América Central, mas ainda assim era tratado como “ turista otário”. Essa é minha opinião sobre o lugar, a não ser por um motivo especialíssimo não volto em Belize nunca mais. Dia 16 – Snorkel com Tubarões + Arraias e afins O suíço ainda estava morrendo, tipo de gripe e com febre, eu já tinha decidido de vazar de Caye Caulker assim que possível, então tratei de correr atrás do passeio para parte da tarde (esperando melhoras do Suiço). Seguinte, só tem um tour para fazer na ilha, ou vc mergulha dia inteiro ou meio dia, sendo que o fullday ou halfday os pontos são os mesmos, mas o halfday fica menos tempo nos lugares. O custo é $60 fullday ou $35 halfday, fui de halfday e achei de bom tamanho, fiz o passeio com o CAVEMAN tipo o único cara (local) gente boa da ilha (o cara é muito zueira). O passeio sai as 14h e retorna as 17h (antes do pôr do sol) e vc nada com tubarões, arraias e tudo mais que existe no mundo marinho, além de visitar a segunda maior barreira de coral do mundo. Não sou um aficionado por mergulho, apesar de já ter feito muito, foi um passeio nota 7 ( tive medo de mergulhar com tubarões, mesmo assim fui com medo mesmo). Dia 17 – Bora para San Pedro Conversando com os caras do hostel ( trip inversa), descobri que existia uma ilha bem maior e mais agradável que Caye Caulker que ficava a 30 min de ferry, chamada San Pedro. Era perfeito para mim que queria vazar de Caye Caulker e para o Suíço, já que era mais perto de Chetumal, uma cidade litorânea no sul do México ( seu próximo destino de viagem (ele estava rumando para o Paraiso de Playa Del Carmem)). Pegamos o Ferry as 11:15 e chegamos em San Pedro as 12h (custo $25 ida e volta), chegamos em um hostel chamado Sandbar (o melhor da cidade, a cama custou $13) e depois de uns 30 min lá eu já estava enturmado com meio hostel. Conheci uma galera do Canadá e de Uganda e armamos um rolê a tarde para um lugar chamado “Secret Beach”, para chegar lá só com carrinho de golf (deve ser uns 20 km da cidade), então alugamos dois e fomos de galera. Passamos a tarde lá, e pelo menos é uma praia de verdade, na volta paramos em um lugar chamado “Truck Stop” é tipo uma feirinha de food trucks no Brasil, peguei um rango servido de feijão com arroz e ficamos lá batendo papo até umas 8 da noite (horário que tínhamos que entregar o carrinho). Dia 18 – Goodbay para o Suiço – Dia off em San Pedro Acordei cedo (tipo 6 da manhã) para fazer o bota fora do Suíço que iria pegar o Ferry para Chetumal, aqui vai mais uma dica, se quiser subir a AC até o México ou USA, vai de Ferry por esse caminho que é muito melhor que cruzar Belize de busão, porém tudo tem seu custo o Suíço mandou botar $50 de taxas para atravessar, mas é menos burocrático. Fiquei o dia de boa no hostel, meio que me preparando para partir no dia seguinte. San Pedro é uma cidade party hard e não faltaram convites para sair a noite, no entanto eu não estava na vibe (sem contar que minha mulher me mata). Dia 19 – Inicio do Retorno – Transfer Day de San Pedro para Panamá Meu voo sairia do aeroporto de Belize City as 14h, então acordei cedo e peguei o ferry para Belize City. Aqui cabe somente uma dica, ao chegar no “Ferry port” existe uma máfia de taxis (por isso existe Uber no mundo (não em Belize)) o valor é tabelado em $25 ( R$75,00 por 20min de corrida, somos otários mesmo!!!) para te levar no aeroporto, como eu já estava muito puto com Belize (exatamente por esse tipo de comportamento) e tinha tempo sobrando, resolvi me virar. Perguntei como chegar ao aeroporto de transporte público (foi a minha forma de fud¨&* com o sistema) recebi uns 3 “não tem jeito”, ainda assim não desisti. Perguntei em uma lojinha e um cara chinês me explicou como seria, seguinte: vc sai do terminal e vira a esquerda e segue por uns 1 km ( 6 min) atravessa duas pontes, se vc n se perdeu, vc chegará em uma parada de chicken bus, onde vc pergunta por “Ladville”, o busão me custou $1 e me levou até um ponto que fica a uns 2km do aeroporto, ai vc decide se vai a pé (15min) ou pega um taxi, eu fui de taxi pq não sabia a distância, de taxi foram $5, ou seja, fiz o trajeto com $6 ( fiquei triste de não ter hackeado o sistema todo). THE END galera.... Se vc leu até aqui, obrigado pela companhia, foi um prazer relembrar os passos da viagem! Aproveite seu tempo [email protected]
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