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eduardo duarte

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Sobre eduardo duarte

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  1. Eduardo – 50 anos – Funcionário Público Sônia Vargas – 50 anos - Comerciante Duas histórias distintas, mas com tudo a ver. Ambos separados, com filhos criados e uma vontade em comum: Fazer diferente. Apesar das marcas que o tempo se encarregou de deixar em cada um, pelo passar dos anos, a carcaça já não é mais a mesma, mas o pensamento… O pensamento de recomeçar e fazer o que a mente ainda é jovem, nos diz. Estamos juntos a pouco mais de um ano e a cada dia a cumplicidade aumenta e a vontade de viajar somaram-se, portanto estamos duas vezes mais dispostos. E foi isso que nos moveu a fazer uma trip nos moldes mochilão. (e podem ter certeza, não pararemos mais). Tenho acompanhado vários relatos por aqui, com dicas importantes que certamente nos ajudaram assim como ajudam vários outros mochileiros, entretanto, peço licença para fazer um relato um pouco diferente… Digo isto porque as pessoas (invariavelmente todas) , ficavam surpresas ao saberem de nossa história e da maneira como viajamos. Encontramos muita gente pelo caminho. Uns turistando, outros mochilando, outros a trabalho, enfim… e quando nos perguntavam como estávamos viajando, logo dizíamos que estávamos viajando de carona. - A dedo??? - Sí. A dedo!!! - Nooo… no creo… - Sí, creas porque es verdad!!! E assim seguia a conversa. Nos perguntavam se não tínhamos medo, se não era perigoso e outras tantas perguntas que rendiam boas horas de conversa. Tínhamos exatos 23 dias para fazer a trip, pois precisávamos voltar ao trabalho em 07/08/17. Para que não perdêssemos um segundo sequer, dividimos a trip em duas partes: a primeira era sair logo do Brasil e chegar a Colonia del Sacramento no Uruguai. Esta primeira parte fizemos de carro. Foram mais ou menos 780 km de Pelotas-RS até Colonia. Saímos sábado 15/07/17 as 11:16 e chegamos em nosso destino por volta das 21:45. Pronto. Estamos no Uruguai. Agora só vai… Uma boa ducha no Hostel El Español, Rua Manuel de Lobo 377, Colônia do Sacramento - e cama. Compartilhamos o quarto com dois franceses e um uruguaio. Domingo (dia 2) passeamos pelas belas ruelas de Colônia, vimos um lindo pôr do sol e bebemos um bom vinho no jantar ( feito por mim, aliás eu fui o cozinheiro oficial e único da trip, rsrsrs) Calle de los Suspiros -Colonia del Sacramiento Pô Pôr do sol em Colonia del Sacramiento Segunda-feira, (dia 3) após o desayuno (café da manhã), partimos para Buenos Aires via Rio de La Plata. Atravessamos pela Seacat. Chegamos à capital porteña no final da manhã e fomos direto a Rua Florida, a poucos minutos de Puerto Madero. Precisávamos cambiar, pois não tínhamos nenhuma moeda de peso argentino. Mal sabia eu que ali começaria o primeiro perrengue… Depois de quase quarenta minutos na fila, finalmente consegui cambiar. (R$ 1 por ARS 4,60). Dali saímos com nossas mochilas ás costas por quase 4 km até encontrar o Rock Hostel, ( Av. Rivadavia 1587, próximo ao Congresso Nacional – Telefone +54 11 4382-6345 ) que seria nosso endereço por três dias na capital argentina. Subimos os vários degraus até a recepção e quando o rapaz me pediu o RG para fazer o checkin, eis a surpresa!!! Cadê? Procura daqui, procura dali e nada… fizemos o checkin com o RG de Sônia Vargas. E agora? Como saio da Argentina e entro no Chile sem documento? Como retorno ao Uruguai??? Só restava uma esperança, ligar para casa de câmbio e perguntar. Foi o que fiz. - “No señor, no prestamos información por teléfono”… putz… Só nos restou caminhar até a Rua Florida novamente. Chegamos a casa de câmbio e perguntei a um rapaz se havia ficado um documento por ali. - Espera un momento que voy a averiguar. ¿Quién te atendió? - Un chico con tatuajes. E eis que o muchacho veio com o documento na mão! Ufa!!! Eu precisava de uma cerveja. E fui em busca de uma Quilmes!!! Voltamos ao Hostel, tomamos um ducha, descansamos um pouco, fizemos uma janta e nos convidaram para ir a “La Bomba” - um espaço de shows - tinha uma banda tocando – Ali conhecemos uma galera do mundo. Tinha umas gurias da Àustria, Hungria, Bélgica, França, etc e claro, muuitos argentinos, rsrsrs. Dali fomos a uma boate e dançamos até a carcaça não aguentar mais. Hostel. Descanso. No outro dia (dia 4) demos uma banda no Cemitério da Recoleta e pudemos apreciar os imponentes mausoléus e suas histórias. Depois fomos ao Caminito no Bairro de La Boca. Namorando no Cemitério da Recoleta Rolê no Caminito Quarta-feira (dia5) saímos do hostel e fomos em direção a RN7. Depois de alguns sobe e desce de metrô e ônibus, chegamos ao Terminal Las Piedras, onde compramos passagens para Junin, 270 km de Buenos Aires. Chegamos por volta das 15:00 e conseguimos de imediato uma carona para fora da cidade ( nossa primeira carona – cerca de 8 km). Não tivemos dificuldade para conseguir carona. As bandeiras do Brasil amarrada nas mochilas foram nosso passaporte para não esperar mais do que cinco minutos entre uma carona e outra. Chegamos na estrada as 15:20 , a segunda carona até Teodelina, 83 km de Junim, veio em seguida. Juan Pablo foi nosso chofer...Chegamos as 16:40. 16:47 a terceira carona até Villa Canãz. Um simpático casal de idosos, Juan Carlos e Matilde. Chegamos as 17:07. A quarta carona veio exatamente 4 minutos depois. As 17:11 estávamos a bordo de um Peugeot, dirigido por um tiozinho – sr. Alfredo - de un setenta e poucos anos. Aí veio o segundo perrengue: O tiozinho entrou contra mão, subiu canteiro e estava muito motivado ( pra fazer uma m…) depois de vários kms, percebi que o veínho tinha bebido umas e outras, mas aí… estávamos no meio do nada e o jeito foi rezar… O susto maior foi quando ele simplesmente não viu uma carreta… Lhe dei um grito e ele conseguiu parar a tempo… silêncio… andamos com ele por cerca de 76 km. Os piores de toda a trip. Muita tensão… Mas enfim, talvez tivéssemos sido “escolhidos” para salvar-lhe a vida… ( queremos pensar que sim ). Preferi não publicar a foto do sr. Alfredo. O alívio veio junto com o desembarque. Caminhamos por cerca de quarenta minutos em busca de um lugar para passar a noite. Encontramos o Hotel del Lago. Calle Azcuénaga 740, Venado Tuerto, Santa Fe, Argentina- Teléfono 54 3462 42-2276. Uma ducha, uma banda e um lanche. Um lomo como dizem por lá (pão recheado com carne, ovo frito, legumes e condimentos ) e uma Stella Artois bem gelada!!! Depois berço. Ainda tínhamos muito para andar até chegar em Santiago. Quinta-feira (dia 6) saímos as 08:20, caminhamos um pouco e pedi uma informação a um senhor e ele prontamente nos deu uma carona até a saída da cidade, algo em torno de 5 km. 09:23 conseguimos a sexta carona até a cidade de Laboulaye, 200 km a frente, onde chegamos as 11:26. Viajamos por cerca de duas horas com os vendedores de carros Sebastian e Ruben. 11:30 embarcamos na sétima carona. 560 km até Mendoza. Julio e Day viajavam em férias para esquiar no Chile. Contamos como havíamos chegado até ali e a partir daí a conversa fluiu. Tinhamos fome e Julio parou em um local onde um senhor assava umas carnes. Compramos um pão recheado com carne assada (que Julio fez questão de pagar) e seguimos viagem. Boa conversa, mate e boas risadas. Chegamos em Mendoza as 17:00. Desembarcamos próximo a um monumento com um condor. Dali andamos até encontrar o terminal de ônibus. Algumas informações, mapa da cidade em mãos e lá fomos nós, encontrar o ponto de ônibus que nos levaria ao centro. Achamos facilmente o hostel. Hostel Mendoza Inn - Av Villanueva Arístides 470, 5500 Mendoza, Argentina – teléfono 54 261 420-2486. Entra Entrada da cidade de Mendoza ao entardecer Acertamos a estadia e fomos ao mercado. Compramos mantimentos para o jantar e claro, umas garrafas de vinho, afinal de contas, estamos em Mendoza onde se produzem os melhores vinhos da Argentina (e ninguém é de ferro, né?). Hostel de muitíssima “buena onda”. Galera animada, e muito bate papo com os novos amigos franceses, peruanos, uruguaios, carioca, paulista, etc. Sexta-feira (dia 7). Uma passeada pela cidade, fotos e coisas amenas, como pegar ônibus errado por duas ou três vezes, muita risada e muito alto astral. Visitamos o Cerro da Glória onde avistamos pela primeira vez a Cordilheira dos Andes. Inesquecível. Sábado (dia Decidimos ir para Santiago. Compramos uma passagem para Uspallata, última cidade da argentina em direção oeste pela RN7 a 114 km de Mendoza. O ônibus da empresa Buttini e Hijos saiu as 10:36 e… no meio do caminho quebrou. Cerca de meia hora parados e o motorista nervoso, pois estávamos no meio das montanhas ao lado do Rio Mendoza (um belíssimo lugar a propósito) e não tinha sinal de celular. Ônibus quebrado entre as montanhas Me afastei um pouco e botei o dedo a funcionar. Coisa de cinco minutos encostou um carro que ia justamente para Uspallata. Era a oitava carona. De pronto Nicolas Mestre nos deu sinal de positivo. Corremos no ônibus pegamos nossas mochilas e embarcamos no Gol exatamente as 13:09. Chegamos as 14:05. Descansamos um pouco no comércio de Gustavo (pai de Nicolas) e nos preparamos para seguir em frente. Tínhamos que andar cerca de 2km até a aduana onde os caminhoneiros fazem os trâmites de cargas. Eis que sugiu a nona carona. Um rapaz nos ofereceu carona até a aduana o que prontamente aceitamos. Nico, nosso novo amigo Chegando na Aduana, conversei com alguns caminhoneiros para entender como funcionava o negócio por ali e voltamos para a estrada. Enquanto caminhávamos, vi um caminhão se aproximar e de pronto estiquei o dedão. Redução de marcha, pisca-pisca acionado, luz de freio acesa e aquela coisa gigantesca estacionando… corremos e quando o motorista abriu a porta, já deu um sorrisão e perguntou; São brasileiros? Siiimmm. Então subam… Aí começou nossa amizade com Laureano, de Quaraí-RS. Eram 14:51 e não tínhamos comido. Laureano não titubeou, estacionou o caminhão, abriu a caixa de mantimentos e nos ofereceu ovos cozidos, bolachas e refrigerante. Aceitamos no ato. Depois da parada, seguimos em um bate-papo super animado com nosso novo amigo, regado a chimarrão (do Laureano) e balas… As 19:30 chegamos a Los Andes, já no Chile. A carreta não podia seguir viagem, por causa do horário e tinha de ficar em um estacionamento (parqueadero – como chamam os caminhoneiros). Como havia anoitecido e estávamos longe do centro da cidade, Laureano me deu umas notas e moedas de pesos chilenos, algo em torno de R$15,00, para pagarmos o táxi. Que sujeito fantástico!!!! Lauerano nos ofertando o almoço Encontramos um hotel na avenida principal. Hotel Alameda, Avenida Argentina, 576. Domingo (dia 9). Como não havia café da manhã, após esperar até 10:30 (Chile tem uma hora a mais) para a abertura do câmbio, tomamos um café em uma lancheria. (um assalto, diga-se de passagem) duas taças de café com leite e seis enroladinhos pequenos, nos cobraram o equivalente a R$30,00. Voltamos ao hotel, pegamos nossas mochilas e fomos para a rodoviária. Compramos as passagens para Santiago e embarcamos as 13:28 no confortável ônibus da empresa Pullman. Pagamos 5000CLP, o equivalente a R$60,00, para percorrer os 80km até Santiago. (cada passagem foi o preço do nosso glorioso café da manhã…) Chegamos a quinta maior cidade da América do Sul, com seus mais de 6 milhões de habitantes. Na rodoviária compramos o cartão para o transporte coletivo (serve para metrô e ônibus) como em Buenos Aires, conseguimos um mapa com as linhas do metrô e lá fomos nós… Desembarcamos no centro… e agora? Pra que lado vamos? Entramos em um hotel luxuoso e de pronto um dos rapazes gentilmente nos recebeu: Gentilmente nos conduziu ao saguão, nos passou a senha da internet e ficamos navegando, na tentativa de nos localizar. Como se não bastasse, o rapaz se aproxima com dois copos de limonada e nos oferece. Ali entendi que estávamos em um país civilizado e com pessoas gentís. E assim foi durante toda nossa estada no Chile. Precisávamos encontrar o hostel. Longe. Longe. Entramos e saímos do metrô um par de vezes, entramos e saímos de ônibus outras tantas vezes, até que uma senhora ouviu nossa conversa e percebendo que estávamos perdidos, resolveu ajudar e nos deu a orientação correta( haviamos perguntado ao motorista do ônibus e ele estava nos levando em sentido oposto, ou seja, o cara não tinha a menor idéia onde era a rua que procurávamos…) Outro ônibus. Dirigido pelo senhor Hector. Simpático, puxou assunto e disse que havia morado cinco anos em São Paulo, onde trabalhava como decorador de ambientes. Ele também não tinha a menor noção onde era a tal Rua Hamburgo, mas isso não foi problema. Parava ao lado dos táxis e perguntava. Dali a pouco embarcava alguém e perguntava de novo, e assim fomos conversando, perguntando até chegarmos a tal Rua Hamburgo. Um motorista de ônibus – que fazia questão de falar português – fez toda a diferença no nosso domingo de chegada a Santiago. Outra vez a gentileza prevalecendo. Caminhamos uns vinte minutos até chegar no Parron Decolores Hostel, Rua Pascual Baburizza 501, 7790546 Santiago, Chile. Cansados, com fome e sem grana, recebemos duas notícias: como não tinhamos reserva, poderíamos ficar somente por aquela noite e a pior delas: tinha que pagar na hora. (nós outra vez não tínhamos um centavo chileno). A gentil Meri nos indicou uma casa de câmbio em um shopping a dois quilômetros dali. Adivinhem… Lá fomos nós, dar uma esticadinha nas pernas…, mas valeu. Compramos alguns mantimentos para o jantar e claro, duas garrafas de vinho, afinal estar no Chile e não beber vinho… Segunda-feira (dia 10). Estávamos outra vez com nossas mochilas, entrando no metrô em direção ao Bairro Brasil. Depois de alguns quarteirões, chegamos ao Hostel Brasil. Havíamos reservado pelo Booking.com. Fomos atendidos por Soniel, um haitiano que também já havia morado no Brasil e falava bem português. Depois de muita conversa sobre o valor que havia na reserva e o valor que ele nos cobrava, resolvemos dar uma olhada nas acomodações… arghh… pensem em uma espelunca. Sujo. Aliás, imundo. Não teve jeito… fomos embora. Estávamos novamente na rua e sem reserva de hostel… sentamos em umas cadeiras de um restaurante ao lado e utilizamos a internet, comemos alguns ovos cozidos e fomos novamente à luta, perguntando aqui e ali, chegamos ao Happy House Hostel, Rua Moneda 1829, Centro de Santiago, 8340493 Santiago, Chile. Pensem em um lugar agradável. Sem dúvida o melhor que ficamos em toda a Trip. Super recomendo. (ah, e pelo mesmo valor do outro ali acima…). Nos acomodamos e fomos outra vez em busca de câmbio. Rua Augustinas próximo ao Palácio La Moneda (casa do governo chileno). Há várias casas de câmbio por ali. Cada Real valia 185CLP. Passeamos pelo calçadão, algumas fotos e supermercado… mais uns vinhos, janta e convivência com as pessoas que chegavam para preparar seus jantares. Conhecemos muita gente bacana. Fizemos algumas amizades, em especial o Gabriel, carioca da gema e o Eric, de Concepción - Chile. Terça-feira (dia 11).Fomos até a rodoviária e compramos passagens para Valparaíso. Na chegada fomos abordados por uma gentil senhora que nos ofereceu um mapa e dali, nos vendeu um tour por Viña del Mar e Valparaíso. Aceitamos e fechamos por R$54,00. Um grupo super bacana. Tinha gaúchos, cariocas, mineiros, equatorianos, argentinos, americanos...e o guia era uma figuraça. Tivemos seis horas de stand up privado. Camilo é muito engraçado. Nos passava as informações de uma forma muito peculiar e muito bem humorada!!! Estádio Sausalito - Viña del Mar - Chile Mirador a 150m de altidude. Dá pra ver boa parte de Viña del Mar e tirar uma fotos. http://www.museofonck.cl/new_site/ - Museu Fonk Mohay Lápis-lazúli ( uma loja onde tudo é muito bonito e muito caro – trabalhos em um pedra azul ) https://pt.wikipedia.org/wiki/Lápis-lazúli Parque Quinta Vergara. Um grande teatro a céu aberto. Por lá passaram grandes nomes da música como, Roberto Carlos, Paul McCartney, etc. e onde rola o Festival Internacional de la Canción de Viña del Mar. Capacidade 15.000 pessoas. Relógio de Flores, cartão postal de Viña del Mar. Praia. Água mega gelada o Oceano Pacífico. Pegando uma garrafa d'água do Pacífico para misturar ao Atlântico... Funicular. Um bondinho. ( sem graça ). Casa de Pablo Neruda. O grande expoente da poesia chilena. ( que aliás, não era Pablo e muito menos Neruda ). https://pt.wikipedia.org/wiki/Pablo_Neruda E fechamos o Tour, subindo um morro. Cerro Alegre. E descemos a pé… nada de mais. Algumas casas coloridas… e só. As 19:00 embarcamos de volta a Santiago. Hostel, jantar, vinho... Quarta-feira (dia 12) - Acordamos um pouco mais tarde. Depois do delicioso desayno, fizemos um passeio ao Cerro Santa Lucia, no centro de Santiago. A 629 metros de altitude, se tem uma visão de boa parte da cidade e da Cordilheira dos Andes. Passeio muito legal e de graça. Quem vai de metrô é só desembarcar na Estação Santa Lucia. Fotos Morro Santa Lucia. Lembram do nosso amigo Laureano? Pois é. Nos mandou um zap, dizendo que a carga atrasou e que passaria no dia seguinte em Santiago e se quiséssemos, poderíamos voltar com ele. Adivinhem… Quinta-feira (dia 13) - Saímos do hostel as 14:00, pegamos um colectivo (táxi-lotação) e fomos em direção ao parque Chena em São Bernardo. Chegamos as 14:25 e ficamos esperando nosso gigantesco transporte. 20:30. Chegou Laureano. Nos avistou de longe e abriu a buzina!!! Felicidade geral!!! Enquanto Laureano não vem... Parque Chena - São Bernardo - Chile Andamos por cerca de duas horas até Los Andes, onde haviamos nos despedido de Laureano. Quase 23:00. Agora nós tinhamos grana. O que não tinha, era táxi. Laureano mais uma vez surpreendendo. Nos levou de carreta até o centro. Ficamos hospedados no Hotel Residencial Italiana. Manuel Rodriguez 76, 1000000 Los Andes, Chile – com café da manhã. No dia seguinte, (dia 14) fomos ao encontro de Laureano que estava tratando da documentação da carga na aduana. Partimos por volta das 12:00 rumo a Uspallata. Chegamos por volta das 21:00. São aproximadamente 160 km, mas como a montanha chega a uma altidude de mais de 3.000 metros, a carreta vai quase parando, na subida do Caracol, também conhecida como a estrada da morte. Laureano preparando o caminhão e já na função... Caracol ou estrada da morte Na chegada a Uspallata, Laureano tinha que liberar a carga para passar pela Argentina e ficou no mesmo local onde havíamos o conhecido. Ali ele passaria a noite. Caminhamos por cerca de 2 km até a cidade e por ali tentamos encontrar uma hospedagem. Outra vez não tínhamos plata argentina e o único cara que trabalhava com câmbio, queria tirar-me um rim. Cotação de 3ARS por 1 Real. Não deu. Pronto. Vamos passar a noite no posto de gasolina. Até que apareceu um casal e conversando nos ofereceu um quarto em sua casa. Ever e Virginia foram perfeitos. Acertamos um valor simbólico e fomos com eles em sua grande camionete 4x4. (Ever trabalha com expedições na região de Uspallata). Mesa farta, boa conversa, banho e cama… No outro dia, (dia 15) Ever estava cedinho em pé. Preocupado que fôssemos perder a carona, nos levou de volta ao posto de gasolina, onde ficamos das 09:10 até as 12:00. Eis que lá vem o bem humorado Laureano!!! Pitoresca Uspallata Partimos e entre um mate e outro, boa prosa, umas fotos, cozinha na caixa do caminhão. Sim cozinhei no caminhão. Experiência fantática. O destino era Villa Mercedes. Percorremos os 470km em 14:00. (ficamos um bom tempo parados por conta de obras na estrada). Baita experiência... ( e ficou bem bom )... Tem hotel em Villa Mercedes? Não. Não tem. Posto de gasolina fechado. Depois de muita “briga” no bom sentido, Laureano nos convenceu que conseguiria dormir no banco do motorista. Nos acomodamos do jeito que deu e dormimos todos na boléia do caminhão. Pensem numa noite fria… Acordamos por voltas das 08:00 e preparamos um café. Fiz ovos mexidos na “cozinha do caminhão”. Laureano necessitava falar com um amigo caminhoneiro para tratar de assunto referente a carga ou algo assim, e haviam combinado de se encontrarem ali pela manhã. (dia 16)O “surfista” chegou perto das 15:30. É isso mesmo. Ficamos ali esperando mais de 12:00. 15:45 partimos em direção a Rosário. 548km. Um único paradouro na longa estrada. Marcha constante. Chegamos em Rosario por volta das 21:30. Fomos a um posto de gasolina onde haviam alguns táxis abastecendo, mas agora estamos na Argentina e não mais no Chile. A simpatia não é o forte nos motoristas de táxi na Argentina. Definitivamente, não. Além de não nos levar, sequer davam alguma informação. As gurias que trabalham no posto, nos indicaram que bem em frente havia um ponto de micro(ônibus urbano) e que deveríamos aguardar o 142 amarelo, que não demorou a chegar. Bueno, temos grana, mas não temos o cartão do ônibus… embarcamos e falei ao motorista que tínhamos dinheiro e se poderíamos lhe pagar, o que não foi aceito, entretanto, nos deixou seguir viagem. Foi muito camarada. Conseguimos um cartão com uma senhora que estava no ônibus e pagamos a passagem a ela. Chegamos na rodoviária. Conseguimos comprar a passagem para as 23:00 com destino a Buenos Aires. Dormimos no busão até as 03:00 quando encostou na rodoviária de Buenos Aires. Menino puxando uma boneca pelos cabelos...(rsrsrs) (dia 17) Na tentativa de ir direto ao Puerto Madero, entramos em uma fila de táxi. Um senhor que trabalha por ali, me falou que o porto só abriria as 06:00. “Mala suerte”, pensei… e o tiozinho prosseguiu: Não os aconselho ir pra lá agora e nem ficar aquí. Tá vendo aquele posto de gasolina ali na esquina? Vão para lá e esperem amanhecer. Foi o que fizemos. Mais uma noite... agora no posto de gasolina. Mais uma vez com pouca grana. Somente para o táxi. O vigário no operou, mas a essas alturas, deixei quieto. Chegamos ao porto. Acreditem… há um câmbio dentro do porto. Sim. Mas não aceitam reais… O Buque sairia as 08:30, mas também não poderia pagar em reais. Esperamos até as 09:30, fui na Rua Florida e consegui cambiar. Partimos as 12:30 em direção a Colônia del Sacramento, onde chegamos por volta das 14:00 Novamente atrás de câmbio, agora precisamos de pesos uruguaios. Tudo certo, estacionamento pago, partimos em direção a Canelones, percorremos os 160km e chegamos a tardinha. Rodamos um pouco, procurando um hotel, até que perguntamos a uma jovem onde era o hotel. Ela nos olhou com uma cara de admirada e ao mesmo tempo com uma certa vergonha. -No tenemos hotel en Canelones … Como assim?? Perguntei quantos habitantes havia ali… - Casi 30.000... -Ok. Gracias! E partimos em direção a Atlantida, cerca de 70 km adiante, já no litoral. Lamentavelmente a sinalização não é precisa e erramos a saída e nunca mais conseguimos encontrar o caminho de novo. Vamos adiante. Ficamos rodando em circulos, pois não há uma única placa que indique a saída para a fronteira. Incrível, mas não tem. Até que chegamos a um posto de gasolina e perguntei como fazia para ir ao Chuy. Depois da explicação ficou mais fácil e partimos em direção à fronteira. Noite. Chuva. Cansaço, mas determinados. 502 km. Chegamos por volta das 23:30. Compramos algo para comer e fomos para Santa Vitória do Palmar. (os hotéis são melhores e mais baratos que no Chui). 12:30 chegamos ao Hotel Brasil, Rua Barão do Rio Branco, ao lado do Correio. (dia 18). Acordamos por volta das 11:00 e voltamos ao Chui. Andamos pelos freeshops, compramos algumas coisas e a tardinha, 18:00 partimos para Pelotas, 250 km a frente. Chegamos em casa as 21:30. Cansados, mas com uma felicidade imensa de ter conseguido cumprir o que haviamos determinado. Fizemos nosso primeiro mochilão juntos!!!! Quebramos nossos próprios paradigmas e saímos da zona de conforto, com a certeza que voltaríamos modificados. E modificamos. A todas as pessoas que de uma forma ou de outra, cruzaram nosso caminho nessa trip, nosso muito obrigado. O grupo Mochileiros foi fundamental para elaboração de roteiros, passeios e como fator motivador. As curtidas em nossas publicações na página do mochileiros no facebook, nos serviram de incentivo e certamente fizeram parte de nossa trip... Faríamos tudo de novo. Mochilas, caronas, estradas, pessoas… E Faremos. Já começamos a montar o mochilão na Europa. 2018 já é logo ali… ps. Não publicamos os valores gastos, mas foi tudo no modo econômico e certamente gastaríamos menos se tivéssemos ido de avião direto a Santiago… mas nossa trip tinha de ser assim… e foi. Valeu!!!! Eduardo Duarte e Sônia Vargas. #cinquentoesnaestrada #agentesemovimenta #anoquevemtemmochilaonaeuropa Algumas fotos:
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